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MENSAGENS NESTA PÁGINA
A
PARTE CHEIA DO CÁLICE CHAMADO BRASIL - Luiz Marins, Ph. D
AMBIÇÃO
COMO VENDER SUA COMPETÊNCIA
CRIE, INOVE OU EVAPORE...
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| A
PARTE CHEIA DO CÁLICE CHAMADO BRASIL
Luiz Marins, Ph.D.
Afinal
que Brasil é este? O que está realmente acontecendo
com o Brasil? Afinal por que estão as maiores empresas americanas
e européias afirmando que seu maior portfólio de investimentos
para os próximos 10-15 anos será nesta região
do mundo? Será que viraram devotos de NS Aparecida do dia
para a noite?
Acredito que seja o momento de passarmos de uma
consciência ingênua para uma consciência crítica
sobre o momento atual brasileiro. Nos corredores do Fórum
Econômico Mundial em Davos os ministros e autoridades declaravam
sua intenção de investir no Brasil nos próximos
anos o que nunca haviam pensado. Afinal que mercado é este?
Vejo jovens confusos sobre o Brasil. Os jornais
mostram a desgraça, o estupro, as balas perdidas... e esse
pessoal continua vindo para o Brasil? As empresas espanholas e portuguesas
acabam sendo maiores aqui do que na pópria Espanha e Portugal
e assim por diante. Acho que está na hora de explicar o Brasil
com dados – dados de pesquisa – dados sérios,
em vez do "chutômetro" aplicado a todo o momento
para nos confundir.
Um exemplo digno é o divulgado em abril deste ano, nos 500
anos do Brasil. Todos os jornais estamparam para o mundo todo que
éramos 5 milhões de índios no Brasil em 1500.
Ora, se há dúvidas de quantas pessoas exatamente vieram
nas caravelas em 1500, como é que sabemos que éramos
5 milhões de índios em 1500 no Brasil? Quem contou?
Qual o IBGE da época ou GPS que mediu os 5 milhões?
Algum louco, com base em especulações referentes à
mortalidade infringida pelos espanhóis no México,
chegou à conclusão absolutamente absurda de que éramos
5 milhões e isso virou "verdade"! E assim logo
dizemos que temos 120.000 desabrigados nas ruas de São Paulo,
45 milhões de miseráveis, etc., etc. Até quando
seremos obrigados a engolir essas verdadeiras barbaridades?
Para passarmos de uma consciência ingênua para uma consciência
crítica e compreendermos o que está acontecendo, temos
que saber que o mundo tem o que se chama de "mercados maduros".
"Mercado maduro" é o mercado em que o crescimento
do consumo é equivalente ao incremento vegetativo da população
– ou seja – se a população cresce aumenta
o consumo. Se não cresce o consumo continua estático.
Assim o consumo de cerveja nos EUA, por exemplo, cresceu 2% acumulado
nos últimos 5 anos e deverá crescer apenas 2% nos
próximos cinco anos. No Japão 35 prefeituras exigem
um atestado que diga que você tem onde colocar seu carro para
que um concessionário possa vender um automóvel novo
a você – problema de espaço vital. O consumo
de biscoitos na Inglaterra não cresce há dez anos.
Esses mercados maduros – EUA, Europa e Japão –
onde se encontram as empresas igualmente maduras – IBM, Toyota,
Electrolux, etc. – precisam de mercados emergentes –
onde o crescimento do consumo seja maior do que o incremento vegetativo
da população.
Quais são esses maiores mercados hoje no
mundo? Brasil, Índia e China. Mas não nos iludamos
muito com a China. A China tem 76% de sua população
em campesinato. A Índia 72% e o Brasil apenas 22%. Assim,
o país pronto para consumir produtos ocidentais de alguma
tecnologia que não seja bicicleta, alfanje, etc. é
o Brasil e por extensão o Mercosul. Por isso estão
todos aqui e querendo investir mais e mais aqui. O mercado brasileiro,
segundo dados da Nielsen, cresceu nos últimos 5 anos:
859% em fraldas descartáveis
369% em mistura para bolos
310% em alimentos para gatos
282% em leite flavorizado
273% em alimentos para cães
219% em leite longa vida
201% em massas instantâneas
176% em cereais matinais
116% em carnes congeladas
81% em água mineral
Fonte:
AC Nielsen
O Brasil é hoje um mercado que apresenta
alguns dados impressionantes:
1,3 milhão de lavadoras de roupa
82% mais que no Canadá
4o. Maior mercado do mundo
8,02 trilhões de litros de refrigerantes
343% mais que no Canadá
3o. Maior mercado do mundo
US$1,3 bilhão em alimentos "diet
ou light"
US$100 milhões em 1990
US$6 bilhões em 2010
63,4 mil toneladas de creme dental
456% mais que na Itália
51,4 mil títulos de livros
12% mais que a Itália
US$1,2 bilhão em CD’s
5o. maior mercado fonográfico do mundo
681,9 mil toneladas de biscoito
27% mais que o Japão
2o.maior mercado do mundo
3 milhões de geladeiras
66% maior que o Reino Unido
4o.maior mercado do mundo
8,9 milhões de usuários da
Internet
95% das declarações de IR foram enviadas via
Internet
Vejamos apenas dados referentes às residências
no interior de São Paulo:
97% tem geladeira;
94% tem TV em cores;
91,3% tem Máquina de Lavar;
78,3% tem Videocassete;
33,3% tem Freezer.
Fonte: SEAD - Pesquisa de Condições de Vida
E é importante que saibamos que somente
a chamada classe média e emergente no Brasil hoje representa
32 milhões de famílias: (IBGE)
Assim, só a classe média e emergente
no Brasil é:
8% maior que a população
da Alemanha.
Maior que a República Checa, Bélgica, Hungria,
Portugal, Suécia, Áustria, Suíça,
Finlândia, Dinamarca, Noruega, Irlanda, Nova Zelândia,
Luxemburgo e Islândia juntos.
É maior que a França e Canadá juntos.
Equivale a um terço da população dos
Estados Unidos.
Equivale a 72% da população do Japão.
Nós também não temos consciência
de que o Brasil representa 42% do PIB da América Latina incluindo
o México e seu PIB representa 13,3% do PIB total dos países
em desenvolvimentoluindo a China.
E que:
Todo o PIB da Argentina ... Equivale ao Interior
do Estado de São Paulo
Todo o PIB do Chile ... Equivale ao Grande Campinas (Ernest
& Young)
Todo o PIB do Uruguai ... Equivale ao bairro de Santo Amaro
em São Paulo
Também não temos muita consciência
de que o desemprego no Brasil é medido pelo IBGE em apenas
5 grandes cidades e com base no seguro desemprego. Assim temos os
dados (maio 2000) que o desemprego é de 7,9% - Brasil - medido
apenas em Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio, São Paulo,
Porto Alegre.
Se o desemprego do setor secundário (indústria)
é grande, temos o terciário da economia (comércio
e serviços) como o grande gerador de emprego e renda do século
XXI. Assim, alguns dados merecem uma análise:
Veja:
O Shopping Center de Recife tem 7.500 funcionários . O Shopping
São Luís (MA) 5.000 funcionários. O Hotel Transamérica
de Comandatuba, 860 funcionários.
Só os supermercados no Brasil são 25.000 empresas,
55.000 lojas, 667.000 empregos diretos e 2 milhões de empregos
contando com promotores, degustadores e fornecedores.
Só as 54 maiores agências de publicidades do Brasil,
geram 4.369 empregos diretos e a maioria do pessoal de uma agência
é terceirizado.
As nove maiores empresas de telemarketing sozinhas (contando somente
operadores próprias) geram mais de 34.000 empregos.
É preciso compreender que as empresas multinacionais estão
investindo aqui porque O Brasil é o 9o. País do mundo
em Poder de Compra com mais de US$1 trilhão de dólares
em Purchasing Power Parity. Hoje o ranking é:
EUA, China, Japão, Alemanha, Índia,
França, Inglaterra, Itália, Brasil - a previsão
é que passe para o 5o. lugar em 2001, atrás da Alemanha.
Assim temos que definitivamente compreender que
é por tudo isto que o mundo não pode permitir que
o Brasil quebre. Todo o mundo sabe que se o Brasil quebrar....
O México quebra 30 minutos depois...
A Argentina quebra 15 minutos depois...
O Chile quebra 5 minutos depois...
O Paraguai ....
Pense nisso. Passe de uma consciência ingênua
para uma consciência crítica a respeito do Brasil.
Se somos 32 milhões de pobres somos também 137 milhões
de "não-pobres" e isso quer dizer muita coisa num
mundo de mercados maduros.
Professor Luiz Almeida Marins Filho, Ph.D.
Clique
aqui e conheça mais sobre o Prof. Marins
( http://www.anthropos.com.br/ )
( Colaboração de João Roberto
Andrade Arié )
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AMBIÇÃO
Raúl Candeloro
Afinal
de contas, ambição é um elogio ou um insulto?
Em todas as palestras que faço peço que as pessoas
listem as características do sucesso. Ambição
nunca falta. (Inteligência, criatividade e ética, por
outro lado, precisam geralmente de uma forcinha para serem lembradas).
Mas não a ambição – esta nunca falta.
A ambição é tema de debates
filosóficos e de peças teatrais desde templos imemoriais,
passando por gregos, romanos e egípcios e mereceu tratamento
especial de Shakespeare, que em várias peças tem na
ambição dos seus personagens a mola propulsora de
todo o trama e até mesmo na Bíblia Sagrada.
Ambição tem a mesma raiz da palavra
ambiente não por acaso. As duas vem de ‘ambire’,
que significa ‘mover-se livremente’. Traduzido literalmente
e, principalmente, se usada corretamente, a palavra ambição
significa criar seu próprio caminho na vida. É simplesmente
você saber o que quer para sua vida, e tentar chegar lá.
Ambição, assim, não é
uma neurose obsessiva, ganância exagerada ou o desejo de subir
na vida pisando nos outros. Isso é o que o Mestre Yoda chamaria
do lado negro da força: quando um desejo humano se transforma
em obsessão, perde o controle e passa a dominar a pessoa,
tornando-se seu foco principal.
A ambição tem também forte
componente social. Num país como o Brasil, por exemplo, ser
ambicioso é muitas vezes visto como algo negativo. Dizer
que ‘fulana é muito ambiciosa’ é quase
um insulto – significa que a pessoa é pouco confiável
por ser egoísta (no sentido literal da palavra), e que certamente
passará por cima de qualquer um em busca de seu objetivo.
Neste caso, ‘objetivo’ significa geralmente alguma vantagem
monetária ou econômica – algo palpável,
digamos assim... financeiramente. Ambição virou sinônimo
de ambição financeira, quando na verdade é
muito mais do que isso.
Ambicioso também, por motivos que aqui
não temos nem tempo nem espaço de comentar, virou
sinônimo de arrogante. E todos sabem que ser arrogante é
‘feio’ e errado, logo... ser ambicioso também
é. As pessoas ‘humildes’ são elogiadas
em público, o que faz com que as pessoas cresçam com
uma percepção distorcida do que é realmente
preciso para ter sucesso na vida. A Humildade importante não
é aquela de não falar de si próprio –
é ter a coragem de ouvir críticas, aprender com erros,
aceitar outros pontos de vista. Até porque muitas vezes a
humildade pública é completamente falsa – cansei
de conhecer pessoas que incorporam um personagem em público,
no palco ou TV, e são completamente insuportáveis
na vida pessoal.
Mas voltemos ao ponto principal, que é o
da ambição: porque ela aparece em todas as listas
das características de sucesso? Porque é essencial.
Sem ambição, sem querer algo melhor para sua própria
vida e para a dos outros, a pessoa se acomoda. Não sai de
sua zona de conforto, não se arrisca, não testa seus
limites. Ou seja, não faz seu próprio caminho. Aceita
o caminho dos outros, que muitas vezes lhe é imposto. E depois
reclama que é infeliz.
Já as pessoas ambiciosas são as que
fazem o mundo girar. São as que apresentam projetos, abrem
empresas, sonham e colocam em ação. Enfim, assumem
riscos. Preferem a tristeza da derrota do que a vergonha de não
ter lutado. Embora nem todos os ambiciosos consigam o que querem,
muitos deles (e delas) conseguem bem mais do que conseguiriam se
ficassem acomodados. E talvez assim cheguemos ao final da charada:
talvez a ambição tenha se tornado negativa, na visão
de algumas pessoas, simplesmente por inveja. Acomodadas e preguiçosas,
preferem denegrir o trabalho dos outros do que tirar a bunda da
cadeira.
Se essas pessoas entendessem que ambição
é muito mais do que falar de dinheiro – é falar
de destino – provavelmente melhorariam muito sua qualidade
de vida, e de todos os outros ao seu redor, pois assumiriam sua
vida, ao invés de terceirizá-la, que é o que
a maior parte das pessoas faz. Principalmente, parariam de ter inveja,
pois a ambição sadia é criar seu próprio
caminho de vida. Quem pode ser contra isso? Só alguém
muito medíocre. Preguiçosos que se incomodam com as
iniciativas de outras pessoas. E se quisermos que o Brasil realmente
cresça não podemos mais ter lugar para medíocres
no século XXI.
Raúl Candeloro,
Autor dos livros Venda Mais, Negócio Fechado,
Criatividade em Vendas e Correndo Pro Abraço, é palestrante
e editor da revista Venda Mais® e responsável pelo site
VendaMais®
www.vendamais.com.br, www.raulcandeloro.com.br,
raul.candeloro@gmail.com
( Colaboração de João Roberto
Andrade Arié )
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COMO
VENDER SUA COMPETÊNCIA
Dulce Magalhães
Um
dos temas de maior ansiedade em termos de carreira é aquele
item, meio abstrato, conhecido por empregabilidade.
Essa é uma questão inquietante porque
nunca temos a absoluta certeza de que estamos fazendo o que realmente
o mercado deseja. Afinal, quais são as demandas da empregabilidade?O
que se entende como excelência profissional? Qual o perfil
de um profissional de sucesso?
Além dessas dúvidas que, freqüentemente,
atazanam nossa tranqüilidade, as respostas encontradas representam
um desafio que parece superior às nossas forças. É
uma mistura de superpoderes com charme e cultura. Enxergar essas
verdades só aumenta a nossa ansiedade, pois nos sentimos
incapazes de atender a tão elevadas exigências. Como
liderar pessoas pela persuasão e, por outro lado, viver a
pressão por resultados de curto prazo, ou dominar o planejamento,
mas não exigir condições para sua realização;
dando "um jeito" de fazer acontecer apesar das dificuldades.
Enfim, é um mar de ambigüidades e contradições.
Na verdade, temos que compreender os desafios como
alavancas de nosso progresso. Sem eles, não nos moveríamos
tão rápido, nem para tão longe. Não
existe um modelo perfeito em termos de mercado, até pela
própria dinâmica que amplia a demanda conforme vamos
avançando ou modifica os rumos de acordo com novas oportunidades.
O fundamental é medir o pulso do mercado e fazer uma leitura
do ritmo com que ele atua, ajustando-nos para não perder
a batida.
Isso significa nos colocarmos à prova, avaliando
a condição de nos mantermos no mercado e definindo
um novo patamar de desempenho a cada período. É fugir
da tal da obsolescência programada. É desistir do sucesso
passado para se manter em sucesso permanente.
Uma das formas de verificarmos como está
nossa empregabilidade é elaborarmos nosso currículo
semestralmente e perceber o quanto modificamos no período
(confira dicas para a elaboração de currículo).
Se não houver nada de especial a relatar, estamos vivendo
a obsolescência, porém sem a virtude de auto-superação.
Perdemos valor de mercado, mantendo somente o que já fazíamos.
Uma experiência interessante é relatada
por um executivo de uma multinacional inglesa que resolveu, usando
um codinome, enviar seu currículo ao departamento pessoal
da sua empresa. Para seu espanto, recebeu uma resposta dizendo que,
apesar de determinadas qualificações, seu perfil não
estava de acordo com o da organização. Ao invés
de se apavorar ou tentar brigar por reconhecimento, o executivo
procurou investigar que áreas de seu perfil não estavam
afinadas com a empresa, e descobriu que de fato havia muita coisa
que ele poderia aprender e atuar de modo diverso.
O mais interessante é que muito do que descobriu
ele já sabia, ou até mesmo havia sido quem determinou
aquela característica como importante na instituição.
Entretanto, seguro no cargo, não tinha parado para pensar
como fazer para se tornar o profissional cobiçado pela empresa.
Esse é um dos erros mais freqüentes
cometidos por profissionais bem posicionados no mercado. Eles acreditam
que, como o período de flerte e namoro já encerrou,
seu casamento com a empresa será para a vida toda, ou que,
no caso de um divórcio, eles continuarão sendo atraentes
para outras empresas. O que se vê na prática é
que o poder de atração e a competência têm
que continuar sendo vendidos mês a mês, dia a dia. É
assim que podemos construir casamentos profissionais duradouros.
Outra questão para se refletir é se o relacionamento
entre profissional e empresa é realmente bom para as duas
partes. Às vezes, é mais lucrativo para todo o mundo
a separação.
Dulce Magalhães ( E-mail:
work@work.com.br - Site:
www.work.com.br )
Doutora em Planejamento de Carreira pela Universidade
de Columbia (EUA); Mestre em Comunicação Empresarial
pela Universidade de Londres (Inglaterra); Pós Graduada em
Marketing pela ESPM-SP; articulista da revista de " Amanhã"
e autora do livro: Alternativas Estratégicas para o Varejo
no Brasil.
Dulce Magalhães esteve no CONCARH 2001 - Congresso Catarinense
de Recursos Humanos, nos dias 13 e 14 de setembro em Blumenau -
SC com o Workshop: "Como Desenvolver Competências Pessoais"
- Fone: 0xx48 348-4500 Fax 0xx48 348-4442
( Colaboração de João Roberto
Andrade Arié )
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CRIE,
INOVE OU EVAPORE...
Antonio Carlos
Teixeira da Silva
A
minha experiência profissional como ex-executivo de empresas
líderes (Kolynos, J.Walter Thompson Propaganda, Bayer, Stanhome,
Avon) deixam-me seguro para alertar que se você não
desenvolver sua Criatividade seu emprego está com os dias
contados. Ou na melhor das hipóteses você aguentará
ainda algum tempo, mas na pasta dos descartáveis. É
um fenômeno histórico:
A Era da Agricultura durou milênios até
que chegou a Era Industrial. Nas últimas décadas iniciou-se
a Era da Informática e agora, queiram ou não, entramos
na Era da Criatividade e da Inovação.
A Informática não será substituída
pela Criatividade. Será complementada. Sabe por que? Porque
tudo o que informática disponibiliza, tais quais informações,
estatísticas, avaliações, processos e muito
mais não tem utilidade se você, ser humano, não
tiver Criatividade para interpretar, ler nas entrelinhas, tudo o
que a Informática produz. Então, a partir daí,
solucionar problemas, identificar oportunidades. A Criatividade
não é um modismo. Ela é uma habilidade exclusiva
do ser humano. Cada vez mais valorizada.
Existe um paradigma de que apenas algumas áreas
são movidas à Criatividade: marketing, propaganda,
promoções, desenvolvimento de novos produtos. As demais,
principalmente as burocráticas e as de organização,
nada a ver com Criatividade. Puro preconceito.
O burocrata, como todo e qualquer ser humano, tem
Criatividade. Só que ele não está acostumado
a usá-la. Ele faz trabalhos mecânicos, iguais. Mas
a natureza de seu trabalho não o impede de ter idéias,
de pensar diferente para simplificar métodos e procedimentos,
melhorar sistemas, agilizar fluxos, reduzir burocracia, papelada,
custos, controles mais eficientes. Organizar mais racionalmente.
A relação de trabalho mudou, apesar
de alguns ainda não conseguirem ver. Sem agregar valor ao
seu trabalho considere-se na pasta dos descartáveis. É
só uma questão de tempo. Pouco tempo. E sem Criatividade
fica muito mais difícil você identificar uma oportunidade,
solucionar um problema.
Imagine-se, por exemplo, um propagandista de laboratório
farmacêutico. Você recebeu excelente treinamento sobre
os medicamentos, relações humanas, técnicas
de abordagem ao médico, à Secretária, etc.
Você e milhares de outros. Você está homogeneizado
e é apenas mais um na multidão.
Na sala de espera do médico estão
quatro ou cinco propagandistas e você aguardando pela oportunidade
de demonstrar seus produtos. O médico abre a porta, todos
ficam em pé e, recitam em côro:
- "Bom dia Doutor"
Tudo conforme descrito no manual. Vocês abrirão
a mesma pasta preta com o logotipo do laboratório, mostrarão
literaturas similares, algum brinde para o médico colocar
sobre a mesa e deixarão amostras dos medicamentos.
Tudo igual, todos iguais.
Por qual razão o médico dará
maior atenção a você ou a um de seus colegas
de profissão?
Você pode diferenciar-se, obter melhores
resultados do que seus concorrentes. Como? Usando sua Criatividade.
Estando treinado para usar sua Criatividade. Estando com sua Criatividade
alerta quando a oportunidade surgir. Ou criar uma oportunidade.
Um propagandista que eu conheço visitava
um médico no horário para atendimento aos propagandistas.
Ele e mais cinco ao mesmo tempo. Numa dessas visitas ele observou
a secretária preparando uma maçã e uma laranja
para o Doutor. O médico não costumava sair para almoçar
e comia algumas frutas ali mesmo no consultório. Este propagandista
então, sozinho, levou uma cesta de frutas ao médico.
Diferenciou-se. O médico gostou muito e, a partir daí,
enquanto comia as frutas assistia a apresentação dos
produtos. O propagandista sozinho, com muito mais tempo e desenvolvendo
uma relação mais cordial ainda com o médico.
O propagandista foi observador. Identificou uma
oportunidade. Pensou diferente e solucionou um problema. Diferenciou-se
e melhorou o resultado de seu trabalho.
Pense Diferente nos assuntos de sua área
de atuação.
Habitue-se a perguntar-se: de que maneira eu posso
fazer isto melhor, mais rápido, mais prático, mais
eficiente? De que maneira posso melhorar meu desempenho profissional?
Isto é comportamento Criativo. É
isto que as empresas estão esperando de todos seus funcionários.
Desde o mais humilde até o Presidente. Exemplos concretos
já existem em grandes corporações tais quais
3M, The Innovation Company, Procter&Gamble que possui um Departamento
de Criatividade na Matriz.
Além disso, muitas outras corporações
lançaram projetos de Criatividade & Inovação
a serem aplicados em todas as suas subsidiárias, para todos
os funcionários. No Brasil estes programas estão proliferando
rapidamente.
Pense diferente para sobreviver e ter sucesso nesta
nova Era. Você, como todo ser humano é dotado de Criatividade,
o que falta é exercitá-la. Walt Disney estava correto
quando disse: " Criatividade é como ginástica,
quanto mais você faz mais forte fica."
Antonio Carlos Teixeira da Silva
Conferencista sobre Criatividade e idealizador do
Projeto PENSE DIFERENTE. (www.pensediferente.com.br)
( Colaboração de João Roberto
Andrade Arié )
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Nota de Agradecimento
Como já mencionado, este é um site cultural e a publicação de textos tem a única intenção de mostrar quão rica é a literatura mundial e levar aos
usuários da Internet um pouco mais de cultura e conhecimento dos mais variados assuntos.
Agradecemos aos editores dos autores aqui citados a permissão para mencionar trechos ou partes de suas obras. Informamos que mantivemos fiel transcrição de suas publicações
originais. Se houver interesse, há espaço reservado para links ou anúncios de suas empresas. Muito Obrigado!
NPDBRASIL Empreendimentos
( Dermeval P. Neves )
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