"Descobrimento
do Brasil"
(22 de Abril
de 1500)
Trabalho e pesquisa
de Carlos Leite Ribeiro
Em 22 de Abril de 1500, a esquadra portuguesa
comandada pelo Capitão-Mor da frota, Pedro Álvares
Cabral (*), que o rei D. Manuel 1º enviara às Índias,
alcançou terra do litoral sul do Estado da Bahia. Ao
avistar um monte, e por essa altura ser Páscoa, foi chamado
Monte Pascoal. Ao pôr-do-sol, mandou, mandou Cabral fundear
a frota próximo da costa, perto da foz do Rio Caí.
Ao território descoberto, deu-lhe o nome de Vera Cruz.
No dia seguinte, os navios lançaram âncora a cerca
de meia légua da costa. O capitão Nicolau Coelho
foi a terra e trocou presentes com os índios. Depois
as naus menores seguiram em reconhecimento da costa e fundearam
no dia 24 na enseada da Coroa Vermelha, que depois mudou o nome
para Baía de Santa Cruz, por motivo da fundação
da cidade do mesmo nome no século XVl, passou a chamar-se
de Cabrália. Os navios maiores, que haviam ancorado nesse
dia a uma légua ao largo, reuniram-se no dia seguintes,
25 de Abril aos navios exploradores. Os primeiros que foram
a terra, foram Bartolomeu Dias, o capitão Nicolau Coelho
e o escrivão Pêro Vaz de Caminha, que deu a boa-nova
da descoberta do rei D. Manuel 1º, na célebre carta
datada de 1º de Maio de 1500 (**). A 26 de Abril foi celebrada
a primeira missa no Brasil, no ilhéu da Coroa Vermelha,
na baía de Porto Seguro, por frei Henrique de Coimbra.
Nesse mesmo dia, foi realizada a cerimónia da posse da
terra e celebrada a 2ª missa no Brasil, em terra firme,
diante de uma grande cruz de madeira e colocada perto da praia.
A 2 de Maio. Pedro Álvares Cabral continuou
a viagem para as Índias.
Há vestígios de que antes de
Cabral, outros navegadores haviam chegado a alguns pontos do
litoral brasileiro, entre eles o espanhol Alonso de Hojeda e
outro espanhol , companheiro de Colombo, Vicente Yanês
Pinzón.
O nome dado por Cabral (terra de Santa Cruz)
foi substituído por terras de Santa Cruz na notificação
que o rei D. Manuel 1º enviou de Sintra, datada de 25 de
Julho de 1501, aos Reis Católicos. Nos anos seguintes,
seria uma vez mais mudado o nome da terra descoberta, que passaria
a chamar-se definitivamente Brasil, nome proveniente de uma
madeira muito abundante nas matas do litoral brasileiro, de
onde se extraía uma tinta vermelha muito empregada na
época para tingir tecidos.
(*)Pedro
Álvares Cabral nasceu em Belmonte, no ano de 1467 ou
1468. Era filho de Fernão Cabral, e de D. Isabel de Gouveia.
Era casado com uma das mulheres mais ricas de Portugal, D. Isabel
de Castro. Os documentos mostram Pedro Álvares Cabral
como homem de vigor e finura. A carta de Caminha retrata-o dinâmico,
agindo entretanto, com precaução.
Portugal tornou-se o país mais arrojado
e ativo da Europa, pela ousadia de abrir as fronteiras marítimas
graças aos conhecimentos náuticos portugueses.
Lisboa possuía inúmeros aventureiros, cavaleiros,
navegantes, astrônomos e especialistas no astrolábio
e no quadrante.
Com dez naus e três caravelas, a esquadra
liderada por Cabral era a maior e a mais extraordinária
que Portugal jamais enviara para navegar o Atlântico.
Partiu de Lisboa no dia 9 de março de 1500. Cabral dirigia
1500 homens entre marujos, soldados, grumetes, degredados, pilotos,
escrivãos e capitãos de sangue nobre. Levava na
expedição: canhões, pólvora e espadas
afiadas. Ainda hoje, algumas imprecisões existem a respeito
do descobrimento do Brasil, envolta em mistérios insondáveis.
De grande complicação, é
a questão da intencionalidade ou não do descobrimento,
não há, entretanto, apontamento para confirmação
ou negação. Atualmente, a quase totalidade dos
historiadores elege a intencionalidade da descoberta. O acontecimento
indiscutível é que foram os portugueses que "descobriram"
o Brasil, tomando posse da terra. Devemos aos portugueses boa
parte da nossa formação.
Em uma quarta feira, 22 de abril de 1500, a
esquadra de Cabral que no dia anterior encontrara sinais de
terra, avistou um grande monte, e depois serras mais baixas
ao Sul, com grandes arvoredos. O primeiro ponto avistado chamou-se
monte Pascoal.No dia 23 de abril de 1500, a vida dos índios
que viviam na região onde hoje está a cidade de
Porto Seguro, no sul da Bahia, foi interrompida por um espetáculo
assombroso. Treze navios enormes, muitos maiores do que as canoas
que conheciam, atravessaram um após o outro a passagem
entre os recifes da Coroa Vermelha e aportaram perto dapraia.
Na carta de Pero Vaz de Caminha, que foi enviada
a D. Manuel I, estava escrito que se a terra não era
a Índia e nem a África, era uma terra nova, uma
ilha como outras já descobertas no Atlântico, pelos
portugueses, foi lhe dado o nome de Ilha de Vera Cruz . Mas
esta mesma Ilha de Vera Cruz, depois Terra de Santa Cruz, acabou
por se chamar Brasil, enaltecendo a questão puramente
comercial , cuja origem do nome todos nós conhecemos(uma
árvore da qual se extraía tintura vermelha para
tecidos – mercadoria de grande procura na Europa. A árvore
era o pau-brasil).
Escrivão da frota de Cabral, Pero Vaz
de Caminha redigiu carta ao rei D. Manuel para comunicar-lhe
o descobrimento das novas terras. Datada de Porto Seguro, no
dia 1º de maio de 1500, foi levada a Lisboa por Gaspar
de Lemos, comandante do navio de mantimentos da frota; sendo
o primeiro documento escrito da nossa história.
A primeira carta descreve com realismo a terra
descoberta . A segunda cita a presença da constelação
do Cruzeiro do Sul em nosso céu . O governo português
sempre teve muito cuidado em esconder as informações
sobre suas descobertas marítimas. Como parte dessa política
de sigilo, Portugal excluía metodicamente documentos
que poderiam cair em mãos inimigas. O governo português
sabia muito mais sobre as novas terras do que deixava desvendar.
Por isso temos notícia de que o mapa do Brasil mais antigo
que se conhece é o chamado "mapa de Cantino".
Foi encomendado por Alberto Cantino, espião a serviço
do duque de Ferrara, e realizado no final de 1501 por algum
cartógrafo português que conhecia as descobertas.
O mapa mostra o desenho do litoral brasileiro desde a foz do
Amazonas até Cabo Frio, o que indica com certeza que
outros viajantes já haviam explorado as novas terras.
Alguns historiadores identificam o nome Brasil não com
o de uma árvore. A palavra teria o significado de Ilha
Afortunada, ou a ilha do Paraíso. A seu favor, os defensores
da idéia já encontraram mapas feitos a partir
de 1367, nos quais ilhas desconhecidas aparecem indicadas como
"Braçile", "Braçir", "obrasil",
"O brasil" e "hobrasill".
Referencias: Fronteiras do Brasil no regime
colonial, José Olympio
Autora: Amelia Hamze
Educadora
Profª UNIFEB/CETEC e FISO - Barretos
(**) Pequeno excerto da Carta de Pêro
Vaz de Caminha a El-Rei D. Manuel 1º)
“Posto que o capitão-mor desta
vossa frota e assim os outros capitães escreveram a Vossa
Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova, que nesta
navegação agora se achou, não deixarei
também de dar conta disso a V. A(...)
E domingo 22 do dito mês (Março)
... houvemos vistas das ilhas de Cabo Verde. (...) Na noite
seguinte (...) se perdeu da frota Vasco Ataíde com sua
nau, sem haver tempo forte nem contrário para que tal
acontecesse. (...)
(a 22 de Abril) houvemos vista de terra (...)
Dali avistámos homens que andavam pela
praia obra de sete ou oito. (...) Ao chegar o batel à
boca do rio, já ali havia dezoito ou vinte homens. (...)
A feição deles é serem
pardos, avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem-feitos.
Andavam nus, sem cobertura alguma. (...)
Um deles pôs olho no colar do capitão
e começou a acenar com a mão para terra e depois
para o colar, como que dizendo que ali havia ouro. Também
olhou para o castiçal de prata e assim mesmo acenava
para terra e novamente para o castiçal, como se lá
também houvesse prata. (...) Isto tomámos nós
assim por assim o desejarmos. (...)
Parece-me gente de tal inocência que,
se homem os entendesse e eles a nós, seriam logo cristãos,
porque eles, segundo parece, não têm nem entendem
em nenhuma crença. E portanto, se os degradados que aqui
hão-de ficar aprenderem bem a sua fala e os entenderem,
não duvido que eles se hão-de fazer cristãos
e crer em nossa santa fé. (...) Portanto V. A ., que
tanto deseja acrescentar a Santa Fé Católica,
deve cuidar da sua salvação. (...)
Esta terra, Senhor, me parece que da ponta
que mais contra o sul vimos até outra que contra norte
vem de que nós deste ponto houvemos vista, será
tamanha que haverá nela bem XX ou XXv léguas por
costa (...) e a terra (...) muito cheia de grandes arvoredos
(...) nela até agora não pudemos saber que haja
ouro nem prata nem nenhuma cousa de metal nem de ferro nem lho
vimos. (...) E em tal maneira é graciosa que querendo-a
aproveitar dar-se-á nela tudo por bem das águas
que tem. (...)
Beijo as mãos de Vossa Alteza deste
Porto Seguro da vossa ilha de Vera Cruz hoje, sexta-feira, primeiro
dia de Maio de 1500.”
A descoberta do Brasil em 1500 marcou o início
da ocupação civilizada do território que
viria a se chamar Brasil, sob os moldes do absolutismo europeu
e do sistema colonial. Antes da chegada de Pedro Álvares
Cabral, os nativos se organizavam sob a forma tribal e configuravam
uma cultura primitiva, em que a terra correspondia à
área de habitação de tribos diferenciadas.
Esses nativos, chamados equivocadamente de indígenas
pelos colonizadores europeus, que acreditavam ter chegado às
Índias e não a uma nova terra, deixaram traços
na cultura brasileira, especialmente na arte, na alimentação
e nas formas de cultivo agrícola.
O sistema colonial implantado no novo território baseou-se
inicialmente na exploração do pau-brasil e, em
seguida, no cultivo da cana-de-açúcar, que garantiu
aos portugueses a ocupação definitiva do litoral.
A base da economia era a atividade agrícola, mantida
pela mão-de-obra escrava vinda da África.
O chamado pau-brasil se caracterizou como
uma especiaria, pois tratava-se de uma árvore da qual
se extraía tintura vermelha para tecidos, mercadoria
de grande procura na Europa. O nome Brasil derivou, assim, de
uma árvore da cor de brasa.
Com o rareamento da madeira e o monopólio
do produto, impôs-se novas formas de desenvolvimento econômico
do litoral e os colonos lançaram-se a um novo projeto:
a cultura da cana e a produção do açúcar.
Em meados do século XVI, o açúcar
tinha grande valor de mercado e sua cultura era dominada pelos
portugueses, que se haviam aperfeiçoado nessa produção
nos Açores. Para o plantio do açúcar, os
colonos contaram, a princípio, com a mão de obra
indígena que, no entanto, não se adequou à
operação dos engenhos, tarefa que exigia um melhor
grau de aperfeiçoamento tecnológico. Para resolver
esse problema, os portugueses começaram a importar escravos
da África, que se tornaram uma solução
a longo prazo.
Do ponto de vista da ocupação
territorial e da colonização indígena,
foi fundamental a presença da Companhia de Jesus. Esta
instalou-se no Brasil em várias capitanias - Bahia, Porto
Seguro, Pernambuco e São Vicente (hoje São Paulo)
onde tinha como uma de suas tarefas principais a criação
de aldeamentos indígenas e a conformação
de inúmeras organizações como igrejas,
orfanatos e colégios para os filhos da terra. Nos primeiros
anos da colonização, os jesuítas foram
os maiores protetores dos indígenas. Na sua concepção
de sociedade, porém, os índios, apesar de não
serem escravos, não eram livres, tinham que obedecer
aos preceitos da Ordem religiosa, seguindo uma moral rigorosa
e abandonando muitos de seus costumes tradicionais.
Apesar dos lucros obtidos com a exploração
mercantilista do açúcar, a Coroa enfrentou inúmeras
dificuldades políticas e econômicas acabando por
perder o monopólio do produto. A conquista do interior
fazia-se necessária, não apenas para garantir
a economia via novas riquezas minerais, mas para implementar
a ocupação do território, ameaçado
desde a chamada invasão holandesa.
O paulista Fernão Dias foi o maior
responsável pelo surto minerador que tomaria conta do
Brasil já na segunda metade do século XVII. Caçador
de índios, Fernão Dias descobriu esmeraldas na
região serrana de Minas Gerais. Após sua morte,
durante a expedição, seus companheiros encontraram
ouro, o que incrementaria as chamadas bandeiras.
As bandeiras eram expedições
armadas que partiam em geral da Capitania de São Vicente,
em direção ao interior, a fim de escravizar índios
e descobrir riquezas minerais. A tentação do ouro
era maior do que os perigos e inúmeras incursões
foram organizadas e chegaram a descobrir muito do precioso metal.
Houve quem dissesse que o ouro era tanto que, em muitos riachos,
bastava-se mergulhar a bateia e ficar rico.
A chamada corrida do ouro atraiu diversos aventureiros à
região, mais tarde conhecida como Minas Gerais, fazendo
surgir os primeiros arraiais, com suas capelinhas em agradecimento
aos santos de devoção, iniciando o povoamento
das áreas conquistadas. Atrás dos mineradores
apareceram os mercadores que vendiam roupas, comidas e escravos
conformando uma sociedade essencialmente urbana.
O desenvolvimento da economia colonial, após
a descoberta do ouro e a conseqüente queda da produção
do metal, prosseguiu. Em diferentes regiões, outras riquezas
naturais foram cultivadas: o fumo, na Bahia; o algodão,
no Maranhão e no Pará; e a pecuária, que
do norte e litoral avançou para o interior. Algumas investidas
na indústria têxtil no Pará e em Minas Gerais
se fizeram presentes ainda que de pequeno porte. A siderurgia
passou a ser uma alternativa na região de Aroiçaba
da Serra, em São Paulo, na segunda metade do século
XVIII.
Com a morte de Dom José, em 1777, o
trono passa às mãos de Dona Maria que enfrenta
uma grande crise econômica. Em 1785, um alvará
régio proibiu qualquer tipo de indústria no Brasil.
Enquanto isso, a Europa enfrenta a crise mercantilista que viria
a propiciar grandes revoltas políticas, cujo exemplo
máximo foi a Revolução Francesa. Anteriormente,
em 1776, os Estados Unidos já haviam se tornado independentes
da Inglaterra.
Os problemas econômicos portugueses,
com o acréscimo excessivo de impostos, levou a elite
de Minas Gerais a considerar a possibilidade de um movimento
de independência - a chamada Inconfidência Mineira.
Delatado, o levante fracassaria e teria como conseqüências
a execução do alferes Joaquim José da Silva
Xavier - o Tiradentes, e a prisão seguida de exílio
de seus companheiros.
O século XIX encontraria uma situação
política internacional bastante diferenciada. Com a presença
de Napoleão Bonaparte na França e suas campanhas
militares, foi decretado o chamado bloqueio continental. A França
pressiona Portugal a aderir ao bloqueio irritando a Inglaterra,
que via em Portugal um aliado precioso. Numa tentativa de aliviar
as tensões e garantir seus interesses comerciais, a Inglaterra
envia a Lisboa o lorde Strangford com propostas claras a Dom
João: ou o regente permaneceria ao lado da Inglaterra
e teria garantida a Coroa, ou então o Brasil seria invadido.
Muito pressionado, o regente português resolve abandonar
Lisboa e transferir a corte para o Rio de Janeiro.
A presença de Dom João no Brasil
abriu novas perspectivas. Criou-se o Banco do Brasil, foram
feitas reformas urbanas no Rio de Janeiro e a colônia
foi elevada a Reino Unido. Mas a situação interna
do país aos poucos foi se tornando caótica, especialmente
para a economia nordestina, com a queda dos preços de
produtos como o algodão e o açúcar, que
continuava como a principal exportação brasileira.
Em Portugal, consequentemente, a situação econômica
era também precária e o descontentamento geral.
As pressões no Brasil e em Portugal levaram o rei de
volta a Lisboa, no dia 25 de abril de 1821. O Brasil ficaria
sendo governado por um regente, seu filho e herdeiro, Dom Pedro
que viria a decretar a independência do país em
7 de setembro de 1822.
Para solucionar os problemas de reserva de
capital, Dom Pedro I se aproximou da Inglaterra a quem recorreu
com pedidos de empréstimos sucessivos, dificultando cada
vez mais a crise econômica e política. Em 1831,
na madrugada de 7 de abril, Dom Pedro I abdica o trono, deixando
como herdeiro seu filho de cinco anos. A abdicação
do regente mudou o quadro político do país, o
comando passou para as mãos dos liberais, com a presença
do ministro da justiça Diogo Antônio Feijó
que, apesar de ter promovido um certo saneamento econômico,
manteve o país eminentemente agrícola e dependente
do escravismo. O problema da escravidão e do tráfico
de negros será a grande causa dos conflitos do país.
A estabilidade política e econômica
do império chegaria na década de 1840 coincidindo
com a expansão do café. Este já era produzido
no Pará desde o século XVIII, mas se expandiu
a partir do Rio de Janeiro até São Paulo.
O fim do império culminou numa era
de transições: o país até então
rural passou a viver uma acelerada urbanização.
A extinção da escravidão incrementou o
trabalho livre e possibilitou o capitalismo e o progresso tecnológico
do país. A imigração maciça concentrou-se
sobretudo em São Paulo, junto aos cafeicultores, mas
ocorreu também intensamente no sul do país.
A consolidação política
e econômica da República sob o domínio do
café, transformou São Paulo e o Rio de Janeiro
em grandes metrópoles, cuja evolução urbana
poderia ser observada no cenário urbano ligado à
belle epoque. Os capitais privados foram destinados à
construção de grandes obras, a exemplo das vias
ferroviárias.
O início do século XX, teve como
marco o apoio à industrialização e à
imigração. O desenvolvimento industrial se fez
sentir sobretudo em São Paulo, onde surgiram bairros
de operários e grandes conglomerados industriais, cujo
exemplo mais importante foi o grupo criado por Francisco Matarazzo.
Em 1910, São Paulo ostentava o maior complexo industrial
da América do Sul.
Independente das duas Guerras Mundiais e das
diversas crises internas o Brasil, ao longo do tempo, passou
por processo de crescimento urbano espantoso das cidades ligadas
à industrialização, a despeito da manutenção
de grandes áreas latifundiárias ligadas à
criação de gado e à produção
agrícola.
Cristina Ávila

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