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RELIGIÃO CATÓLICA
EVANGELHO DO DIA DA SEMANA

Jesus ensina a Palavra de Deus

Evangelho do Dia Liturgia da Palavra
LEITURAS DIÁRIAS DA SEMANA

Veja abaixo das datas algumas informações muito importantes!

Sex, 12 Julho

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Sáb, 13 Julho
DOMINGO, 14 Julho
Seg, 15 Julho
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Qua, 17 Julho
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DOWNLOAD DE FOLHETOS DE MISSAS DOMINICAIS:

Caríssimos(as), utilizem os acessos abaixo para baixar os folhetos dominicais indicados. Caso estejam no Brasil, sugiro contatar as entidades responsáveis para assinatura mensal do folheto escolhido, pois é muito mais barato do que baixar o arquivo e tirar cópias ou imprimir localmente. Em caso de dúvidas, envie e-mail para info@npdbrasil.com.br ou formulário pela página de Contato.

Folheto Dominical - PULSANDINHO - Arquidiocese de Apucarana - PR:
Download do Folheto: http://diocesedeapucarana.com.br/portal/pulsandinho/
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Folheto Dominical - O POVO DE DEUS - Arquidiocese de S ão Paulo - SP:
Download do Folheto: http://www.arquisp.org.br/liturgia/folheto-povo-de-deus
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CRÉDITOS DEVIDOS NESTA PÁGINA


Leituras, Homilias, Comentários, Figuras e Histórias dos Santos e Santas do Dia:
Liturgia Diária Completa: Portal Dom TotalSanto do Dia: Santuário Aparecida

Comentários do Evangelho e Figuras Litúrgicas:
Evangelho Diário: Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho/

Comentaristas do Evangelho

Diácono José da Cruz
Diácono Permanente – José da Cruz - nascido em 25/11/1951. Ordenado pelo Bispo D.José Lamberte em 01 de Novembro de 1991 na Paróquia São João Batista e Imaculada Conceição, aonde atuou desde a ordenação até 31 de Janeiro de 1997, trabalhando com dois Párocos Pe... - (clique aqui para conhecer melhor o Diácono)
José Raimundo OlivaProf. Dr. Padre Jaldemir Vitório
Doutor em exegese bíblica pela a Gregoriana de Roma. Atualmente Pe. Vitório é o reitor da FAJE (Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia) em Belo Horizonte - MG.

Liturgia da Sexta-Feira — 12.07.2019

Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Dolorosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


— SÃO JOÃO GUALBERTO

João Gualberto nasceu no ano de 995 em Florença. Foi educado num dos castelos dos pais, nobres e cristãos. A mãe cuidou do ensino no seguimento de Cristo. O pai fez dos filhos perfeitos cavaleiros, hábeis nas palavras e nas armas, para administrar e defender o patrimônio e a honra da família.

Mas a harmonia acabou quando o primogênito da família foi assassinado. Buscando vingar o irmão, João Gualberto vivia a procura do homicida. Na sexta-feira Santa de 1028, ele o encontrou vagando solitário, numa das estradas desertas da cidade. João Gualberto empunhou imediatamente sua espada, mas o adversário, desarmado, abriu os braços e caiu de joelhos implorando perdão e clemência em nome de Jesus.

Tocado pelo clamor do assassino, jogou a espada, desceu do cavalo e abraçou fraternalmente o inimigo. No mesmo instante foi à igreja de São Miniato onde, aos pés do altar, ajoelhou-se diante do crucifixo de Jesus. Diz a tradição que a cruz do Cristo se inclinou sobre ele, em sinal de aprovação pelo seu ato.

João Gualberto tornou-se um humilde monge, exemplar na disciplina às Regras, no estudo, na oração, na penitência e na caridade. Por causa de divergências internas, João Gualberto resolveu fundar o próprio mosteiro, segundo as regras de São Bento.

Seguindo com rigor a disciplina e austeridade às regras da ordem, João Gualberto implantou um centro tão avançado e respeitado de estudos, que a própria Igreja enviava para lá seus padres e bispos para aprofundarem seus conhecimentos.

Morreu no dia 12 de julho de 1073, na Úmbria. São João Gualberto é o Santo Padroeiro da Guarda e Engenharia Florestal.

REFLEXÃO
"Quando quiserem eleger um abade, escolham entre os irmãos o mais humilde, o mais doce, o mais mortificado". Estas palavras de João Gualberto revelam seu espírito abnegado e dedicado aos mais fracos. Que Deus nos conceda a docilidade deste monge e nos inspire sempre boas ações, sobretudo a virtude do perdão.

ORAÇÃO
Amado São João Gualberto, que soubestes perdoar ao assassino de vosso irmão, intercedei por nossa Igreja. Que a cada minuto de nossas vidas sejamos ajudados pela misericórdia divina e por vós, para que aprendamos também nós a graça do perdão. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


XIV SEMANA DO TEMPO COMUM
( Verde – Ofício do Dia )

Antífona de Entrada
Recebemos, ó Deus, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Vosso louvor se estenda, como o vosso nome, até os confins da terra; toda a justiça se encontra em vossas mãos (Sl 47,10s).

Oração do dia
Ó Deus, que pela humilhação do vosso Filho reerguestes o mundo decaído, enchei os vossos filhos e filhas de santa alegria e daí aos que libertastes da escravidão do pecado o gozo das alegrias eternas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Gênesis 46,1-7.28-30)
Leitura do livro do Gênesis.

Naqueles dias, 46 1Israel partiu com tudo o que lhe pertencia. Chegou a Bersabéia, onde ofereceu sacrifícios ao Deus de seu pai Isaac.
2Em uma visão noturna Deus disse-lhe: "Jacó! Jacó!" "Eis-me aqui", respondeu ele.
3E Deus disse: "Eu sou Deus, o Deus de teu pai. Não temas descer ao Egito, porque ali farei de ti uma grande nação.
4Descerei contigo ao Egito, e eu mesmo te farei de novo subir de lá. José fechar-te-á os olhos."
5E Jacó deixou Bersabéia. Os filhos de Israel levaram seu pai, assim como seus filhos e suas mulheres, nos carros que o faraó tinha enviado para os transportar.
6Tomaram também seus rebanhos e os bens que tinham adquirido na terra de Canaã,
7e Jacó com toda a sua família partiu para o Egito. Levou consigo os seus filhos e seus netos, suas filhas e suas netas, enfim, toda a sua família.
28Jacó tinha enviado Judá adiante dele para informar a José de sua chegada a Gessém. Quando chegaram a Gessém,
29José mandou preparar o seu carro e montou para ir ao encontro de seu pai em Gessém. E, logo que o viu, jogou-se ao seu pescoço e chorou longo tempo em seus braços.
30"Agora posso morrer, disse-lhe Israel, porque vi o teu rosto, e vives ainda!"
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 36/37

A salvação vem de Deus!

Confia no Senhor e faze o bem,
e sobre a terra habitarás em segurança.
Coloca no Senhor tua alegria
e ele dará o que pedir teu coração.

O Senhor cuida da vida dos honestos
e sua herança permanece eternamente.
Não serão envergonhados nos maus dias,
mas, nos tempos de penúria, saciados.

Afasta-te do mal e faze o bem,
e terás tua morada para sempre.
Porque o Senhor Deus ama a justiça
e jamais ele abandona os seus amigos.
Os malfeitores hão de ser exterminados
e a descendência dos malvados destruída.

A salvação dos piedosos vem de Deus;
ele os protege nos momentos de aflição.
O Senhor lhes dá ajuda e os liberta,
defendendo-os e protege-os contra os ímpios
e os guarda porque nele confiaram.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Quando o paráclito vier, o Espírito da verdade, ele vos conduzirá a toda a verdade, lembrar-vos-á de tudo o que eu tenho falado (Jo 16,13; 14,26).


Evangelho (Mateus 10,16-23)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 10 16"Eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, pois, prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas.
17Cuidai-vos dos homens. Eles vos levarão aos seus tribunais e açoitar-vos-ão com varas nas suas sinagogas.
18Sereis por minha causa levados diante dos governadores e dos reis: servireis assim de testemunho para eles e para os pagãos.
19Quando fordes presos, não vos preocupeis nem pela maneira com que haveis de falar, nem pelo que haveis de dizer: naquele momento ser-vos-á inspirado o que haveis de dizer.
20Porque não sereis vós que falareis, mas é o Espírito de vosso Pai que falará em vós.
21O irmão entregará seu irmão à morte. O pai, seu filho. Os filhos levantar-se-ão contra seus pais e os matarão.
22Sereis odiados de todos por causa de meu nome, mas aquele que perseverar até o fim será salvo.
23Se vos perseguirem numa cidade, fugi para uma outra. Em verdade vos digo: não acabareis de percorrer as cidades de Israel antes que volte o Filho do Homem".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Possamos, ó Deus, ser purificados pela oferenda que vos consagramos; que ela nos leve, cada vez mais, a viver a vida do vosso reino. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! (Sl 33,9)

Depois da Comunhão
Nós vos pedimos, ó Deus, que, enriquecidos por essa tão grande dádiva, possamos colher os frutos da salvação sem jamais cessar vosso louvor. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Ovelhas no meio de Lobos...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

O que pode uma ovelha contra um Lobo? Terá ela força para vencer o Lobo em um combate? Claro que não! O alerta que Jesus faz a seus discípulos é muito atual para nós cristãos da pós-modernidade, pois de todos os cantos e lados, há bocarras com dentes bem afiados, que tentam engolir o cristianismo e acabar com ele. A Igreja nunca mais deverá querer exercer o poder deste mundo, pois já teve essa oportunidade quando estava atrelada ao imperialismo, e o resultado foi catastrófico, pois herdamos do imperialismo certas coisas que até hoje contaminam nossas comunidades.

Jesus tinha de um lado, as autoridades dos Judeus, que o rejeitavam e sempre buscaram oportunidade para condená-lo à morte, e de outro, o Império Romano, que também se sentia incomodado com suas ideias revolucionárias e viu, naquele vergonhoso complô com o Sinédrio, uma grande oportunidade de acabar com o Nazareno. Os apóstolos e depois as primeiras comunidades das gerações próximas, sempre enfrentaram terríveis perseguições.

E nos dias de hoje essa situação continua, a Pós Modernidade declarou a sua independência de Deus, e busca uma Salvação que vem da ciência e da tecnologia, a economia do mercado, o consumismo que gera essa “Falsa riqueza” dando também uma falsa felicidade as pessoas, é a grande deusa do momento, e quem ousar falar contra ela, passará a ser mau visto e rotulado de retrógrado ou reacionário.

Esse jeito de ser feliz à moda do homem traz a religião do descompromisso, moral e ética cristã são coisas do passado, e o homem é livre para fazer de sua vida o que bem entender, sem ter nenhum drama de consciência. Como deve a Igreja, presente em meio a essa realidade hostilizante, se portar? Desistir de tudo e esperar a solução do céu? Omitir-se e fechar os olhos, entrando também na onda da Religião sem compromisso? Claro que não...

As pessoas seduzidas por esta vida fácil, proposta pela pós-modernidade, a toda hora estarão nos julgando, pela nossa postura, por aquilo que falamos ou pensamos, o Espírito de Deus falará por nós.

Nas Famílias haverá grandes divisões e desentendimentos, quando algum membro se mantém fiel ao cristianismo autêntico. Enfim, essa maré contrária não deve ser novidade na nossa vida de cristãos. Importa sim é perseverarmos como diz o evangelho. O recado seria esse de modo bem claro: “não nos deixemos levar pela onda ateísta, é preciso manter-se firme e fiel, vivendo em nossa comunidade e dando ao mundo o testemunho do evangelho”.

2. Vede!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Estamos sendo enviados como ovelhas num mundo de lobos. Os lobos não são amistosos e atacam as ovelhas. Portanto, não sejamos ingênuos. Quando nos aproximarmos das pessoas, sejamos simples como as pombas. Nada de arrogância, nada de superioridade. Aproximemo-nos como amigos, sendo, porém, prudentes como as serpentes. Elas não se expõem. Sabem escapar e sabem atacar. Cuidado com as pessoas. Confiem desconfiando. Seremos perseguidos e maltratados por causa de Cristo e de seu Evangelho. Quem conhece a história dos cristãos de ontem e de hoje sabe que não se trata de retórica. É imenso o número de mártires em nosso calendário. Podemos nos proteger e fugir de uma cidade para outra, sobretudo as famílias com suas crianças. Bispos, padres, diáconos, religiosos consagrados, normalmente ficam e dão testemunho de sua fé até o fim.

3. PRUDÊNCIA E SIMPLICIDADE
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

Ao recomendar prudência e simplicidade aos seus apóstolos, Jesus colocava-os diante da dureza da missão. Seria injusto enganá-los, e fazê-los correr o risco de se decepcionarem, ao se darem conta das conseqüências da tarefa recebida. Eles deviam ser realistas, sem nutrir falsas esperanças a respeito do futuro.

A virtude da prudência ser-lhes-ia necessária para enfrentarem a malícia e a violência dos adversários. Ao serem entregues aos tribunais, castigados nas sinagogas, levados diante de reis e governadores, odiados e perseguidos, não deveriam ser ingênuos, nem se intimidar, perdendo a chance de dar testemunho diante deles. A prudência, portanto, iria requerer outras virtudes: coragem, intrepidez, confiança, perseverança etc.

A simplicidade faria o discípulo desmascarar a arrogância inútil de seus carrascos, como também daqueles que se julgavam senhores da vida e da morte dos demais, acreditando-se detentores de um poder ilimitado. A simplicidade também se desdobraria em outras virtudes: transparência, mansidão, paz, consciência serena, convicção de estar agindo de maneira correta etc.

Sendo prudente e simples, o discípulo dá mostras de que o Reino produziu frutos em seu coração.

Oração
Espírito de prudência e simplicidade, dá-me as virtudes necessárias que me capacitem para testemunhar o Reino, mormente nos momentos difíceis, sem me deixar intimidar.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia do Sábado — 13.07.2019

Terço do Rosário: Mistérios Gozosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gozosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


— SANTA TERESA DE JESUS DOS ANDES

Joana Fernandez Solar nasceu no dia 13 de julho de 1900, no berço de uma família profundamente cristã, na cidade de Santiago do Chile. Sua maior alegria era ir a missa e depois de sua primeira comunhão, procurou a Eucaristia todos os dias de sua vida.

Joana estudou durante onze anos no Colégio do Sagrado Coração em regime de internato. Sua vocação religiosa se confirmou aos catorze anos. Aos dezessete anos, já externava o ideal de ser carmelita, e com ardor defendia a sua vivência contemplativa. Entrou para as Carmelitas dos Andes e tomou o nome de Teresa de Jesus. No carmelo apenas onze meses, pois contraiu a febre tifóide e logo morreu, no dia 12 de abril de 1920, na sua cidade natal.

Teresa de Jesus, tinha tamanha liberdade para se expressar com o Senhor, que costumava dizer: "Cristo, esse louco de amor, me fez louca também". A sua aspiração e constante empenho se centraram em se assemelhar a Ele, em se comungar com Cristo.

Quando os discípulos perguntaram a Jesus sobre o que deviam fazer para cumprir as obras de Deus, Ele respondeu: "A obra de Deus é que acrediteis Naquele que Ele enviou " (Jo. 6, 28-29). Portanto, para aperceber-nos do valor da vida de Teresa dos Andes, é necessário assomar-nos ao seu interior, ali onde o Reino de Deus está.

Foi canonizada em 1993 por João Paulo II. Nesta ocasião ele a chamou de Santa Teresa de Jesus "dos Andes" e declarou que era a primeira chilena e a primeira carmelita latino-americana a ser elevada à honra dos altares da Igreja, para ser festejada no dia 13 de julho.

REFLEXÃO
A jovem que hoje a Igreja glorifica com o título de Santa é uma profeta de Deus para os homens e mulheres do nosso tempo. Teresa de Jesus dos Andes põe-nos diante dos olhos o testemunho vivo do Evangelho, encarnado até às últimas exigências na sua própria vida. Ela é, para a humanidade, prova indiscutível de que a chamada de Cristo à santidade é atual, possível e verdadeira. Ela ergue-se diante de nós para demonstrar que a radicalidade do seguimento de Cristo é o único que vale a pena e o único capaz de fazer-nos felizes.

ORAÇÃO
Deus misericordioso, alegria dos santos, que inflamaste o coração jovem de Santa Teresa com o fogo do amor virginal a Cristo e a sua Igreja e fizeste de sua vida um testemunho alegre do amor, mesmo em meio a tantos sofrimentos, concede-nos por sua intercessão que, inundados da docilidade de teu espírito, proclamemos no mundo, por palavras e obras, o Evangelho do Amor. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


XIV SEMANA DO TEMPO COMUM
( Verde – Ofício do Dia )

Antífona de Entrada
Recebemos, ó Deus, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Vosso louvor se estenda, como o vosso nome, até os confins da terra; toda justiça se encontra em vossas mãos (Sl 47,10s).

Oração do dia
Ó Deus, que pela humilhação do vosso Filho reerguestes o mundo decaído, enchei os vossos filhos filhas de santa alegria e dai aos que libertastes da escravidão do pecado o gozo das alegrias eternas. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Gênesis 49,29-32; 50,15-26)
Leitura do livro do Gênesis.

Naqueles dias, 49 29Jacó fez esta recomendação aos seus filhos: "Eis que vou ser reunido aos meus. Enterrai-me junto de meus pais na caverna da terra de Efrom, o hiteu,
30na caverna da terra de Macpela, defronte de Mambré, na terra de Canaã, essa caverna que Abraão havia comprado a Efrom, o hiteu, ao mesmo tempo que a terra, para ter a propriedade de uma sepultura.
31Foi aí que enterraram Abraão e Sara, sua mulher; foi aí que enterraram Isaac e Rebeca, sua mulher; e foi aí que enterrei Lia".
32(Essa propriedade, bem como a caverna que nela se encontra, foram compradas aos filhos de Het.)
50 15Os irmãos de José, vendo que seu pai morrera, disseram entre si: "Será que José nos tomará em aversão e irá vingar-se de todo o mal que lhe fizemos?"
16Mandaram, pois, dizer-lhe: "Antes de morrer, teu pai recomendou-nos
17que te pedíssemos perdão do crime que teus irmãos cometeram, de seu pecado, de todo o mal que te fizeram. Perdoa, pois, agora esse crime àqueles que servem o Deus de teu pai". Ouvindo isso, José chorou.
18Seus irmãos vieram jogar-se aos seus pés, dizendo: "Somos teus escravos!"
19José disse-lhes: "Não temais: posso eu pôr-me no lugar de Deus?
20Vossa intenção era de fazer-me mal, mas Deus tirou daí um bem; era para fazer, como acontece hoje, com que se conservasse a vida a um grande povo.
21Não temais, pois: eu vos sustentarei a vós e a vossos filhos". Estas palavras, que lhes foram direito ao coração, reconfortaram-nos.
22José habitou no Egito, e também a família de seu pai. Viveu cento e dez anos.
23Viu os descendentes de Efraim até a terceira geração. Igualmente, os filhos de Maquir, filho de Manassés, vieram à luz sobre os joelhos de José.
24José disse a seus irmãos: "Vou morrer; mas Deus vos visitará seguramente e vos fará subir desta terra para a terra que jurou dar a Abraão, Isaac e a Jacó".
25E José fez que os filhos de Israel jurassem: "Quando Deus vos visitar, disse ele, levareis daqui os meus ossos".
26José morreu com a idade de cento e dez anos. Foi embalsamado e depositado num sarcófago no Egito.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 104/105

Humildes, procurai o Senhor Deus,
e o vosso coração reviverá.

Dai graças ao Senhor, gritai seu nome,
anunciai entre as nações seus grandes feitos!
Cantai, entoai salmos para ele,
publicai todas as suas maravilhas!

Gloriai-vos em seu nome que é santo,
exulte o coração que busca a Deus!
Procurai o Senhor Deus e seu poder,
buscai constantemente a sua face!

Descendentes de Abraão, seu servidor,
e filhos de Jacó, seu escolhido,
ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus,
vigoram suas leis em toda a terra.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Felizes sereis vós se fordes ultrajados por causa de Jesus, pois repousa sobre vós o Espírito de Deus (1Pd 4,14).


Evangelho (Mateus 10,24-33)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 10 24"O discípulo não é mais que o mestre, o servidor não é mais que o patrão.
25Basta ao discípulo ser tratado como seu mestre, e ao servidor como seu patrão. Se chamaram de Beelzebul ao pai de família, quanto mais o farão às pessoas de sua casa!
26Não os temais, pois; porque nada há de escondido que não venha à luz, nada de secreto que não se venha a saber.
27O que vos digo na escuridão, dizei-o às claras. O que vos é dito ao ouvido, publicai-o de cima dos telhados.
28Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo na geena.
29Não se vendem dois passarinhos por um asse? No entanto, nenhum cai por terra sem a vontade de vosso Pai.
30Até os cabelos de vossa cabeça estão todos contados.
31Não temais, pois! Bem mais que os pássaros valeis vós.
32Portanto, quem der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos céus.
33Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Possamos, ó Deus, ser purificados pela oferenda que vos consagramos; que ela nos leve, cada vez mais, a viver a vida do vosso reino. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem n'ele o seu refúgio! (Sl 33,9)

Depois da Comunhão
Nós vos pedimos, ó Deus, que, enriquecidos por esta tão grande dádiva, possamos colher os frutos da salvação sem jamais cessar vosso louvor. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Ser Cristão é sempre um risco...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Muitos nos dias de hoje, ainda confundem cristianismo com a “Pax Romana”, vivem mudando de igreja e um dia afirmam convictos “Nessa igreja eu me sinto em paz...” As palavras de Jesus neste evangelho acaba com essa ideia errônea de que, a pertença á Igreja significa refúgio seguro, livres de qualquer tempestade. E realmente há muitos que se “escondem” nas comunidades, pastorais e movimentos, achando que ali estão a salvos dos males do mundo, e basta esperarem o final dos tempos, porque o “jogo” está ganho, e a salvação é certa.

Jesus pede para que não nos escondamos, mas que façamos o anúncio á luz do dia, de cima dos telhados, sem medo. Na América latina ainda temos o privilégio de professarmos livremente a nossa Fé, vivendo em nossas comunidades, mas há regiões do mundo onde isso não é permitido, as igrejas são invadidas, destruídas, incendiadas, e seus membros, homens, mulheres, jovens e crianças, são mortos de maneira covarde.

O pensamento e o espírito do evangelho serão sempre combatidos pelas forças contrárias, os poderes do mal pensam de maneira ingênua como pensaram os opositores de Jesus, que a morte do anunciador do evangelho é o fim do projeto cristão, e por isso Jesus lembra que o Pai não descuida um momento sequer, dos que combatem pelo Reino. E poderíamos concluir com uma frase bela e bastante conhecida, que nesse caso é autêntica e verdadeira “Os poderosos poderão arrancar algumas flores, mas não conseguirão impedir que o jardim floresça”. Exatamente assim é o Reino de Deus.

2. Vós valeis muito mais!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

O Mestre foi perseguido, o discípulo também será. Basta que o discípulo seja como o Mestre. Nada de estranho, portanto, se nos chamam de demônios ou tentam nos matar. Críticas, não aceitação, rejeição fazem parte do ministério da Igreja. Não ter medo, porque tudo acabará sendo anunciado, tudo será conhecido. A Palavra de Deus não está acorrentada. Não ter medo de quem só pode matar o corpo. Valemos o Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual, no dia do juízo, se posicionará em nosso favor. A Palavra de Deus que parece oculta vai ser revelada; os projetos de evangelização, que parecem escondidos, serão conhecidos.

3. O MESTRE E O DISCÍPULO
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

Na perspectiva de Jesus, o ideal do discípulo é ser como o mestre. Em outras palavras, é no mestre que o discípulo deve se espelhar.

Se consideramos as instruções recebidas pelos discípulos, constatamos que Jesus propõe-lhes como projeto de vida, os mesmos princípios que pautaram a sua ação missionária. Como ele, os discípulos teriam a missão de ir pelo mundo anunciar o Evangelho, e realizar os sinais indicativos da presença do Reino. Deveriam abrir mão de qualquer recompensa e viver a gratuidade e a pobreza. Deveriam estar preparados para a rejeição, a perseguição, o martírio. Contudo, não deveriam se preocupar, pois estariam sob a proteção do Espírito do Pai. Este lhes inspiraria a respeito do testemunho a ser dado.
Por sua vez, o Pai irá preparar-lhes uma recompensa condigna, por terem vivido o discipulado com fidelidade.

Tudo isto já tinha sido experienciado por Jesus, desde o início de seu ministério. Portanto, sua proposta aos discípulos é um projeto existencial, não uma imposição. Ele a pôs em prática, antes de transformá-la em pauta de ação para os seus seguidores. No exercício de sua missão, os discípulos encontram em Jesus um modelo consumado de vivência missionária.

Só quem estiver disposto a partilhar a mesma sorte do Mestre, estará em condições de se tornar seu seguidor.

Oração
Espírito de conformidade com Jesus, disponha-me a partilhar a missão do Mestre, fazendo-me como ele, fiel até o fim, ao projeto do Pai.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


Liturgia do Domingo — 14.07.2019

Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gloriosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


NOTAS IMPORTANTES

Nota_01: Para complementar os estudos da Liturgia dos Domingos - visite as páginas Homilias_e_Sermões e Roteiro_Homilético - pois elas contém um estudo detalhado das Leituras do Domingo, posicionando-as no tempo, indicando as origens das palavras e das idéias implícitas nos textos bíblicos. Ideal para Catequistas, Ministros da Palavra, Líderes de Grupo de Estudo Bíblico e Leigos interessados em conhecer, estudar e praticar a Palavra de Deus.
Nota_02: Publicamos aqui na página do Evangelho do NPDBRASIL a Liturgia Diária e Dominical resumida. Você pode baixar os folhetos completos da Missa de Domingo de duas fontes diferentes: PULSANDINHO da Arquidiocese de Apucarana - PR e O POVO DE DEUS da Arquidiocese de São Paulo - SP, conforme está indicado na Seção Download de Folhetos Dominicais - no início e no final desta página.


— SÃO CAMILO DE LÉLLIS

Camilo nasceu de pais já idosos, no dia 25 de maio de 1550, no sul da Itália. Camilo não gostava de estudar e era rebelde. O pai de Camilo, apesar de seus problemas com jogo de cartas, preocupou-se em educar o filho e o colocou na escola militar. O jovem, devido a sua grande estatura e físico atlético era requisitado para os trabalhos braçais e nunca passou de soldado, por falta de instrução.

Aos dezenove anos pensou em entrar para a vida religiosa, mas um tumor no pé impediu sua admissão. Ele então foi enviado para o hospital de São Tiago, em Roma. Sem dinheiro para o tratamento, conseguiu ser internado em troca do trabalho como servente. Com vinte e cinco anos de idade pediu novamente para ingressar na ordem dos franciscanos, mas novamente não foi aceito.

Camilo, já tocado pela Graça, passa a cuidar de doentes como voluntário. Preferia assistir aos doentes mais repugnantes e terminais, abandonados à própria sorte. Neles, Camilo viu o próprio Cristo e por eles passou a viver.

Em 1584 constituiu uma irmandade de voluntários para cuidar dos doentes pobres e miseráveis, depois intitulada Congregação dos Ministros dos Enfermos. Com a ajuda de Filipe Néri estudou e vestiu o hábito negro com a cruz vermelha de sua própria Ordem.

Mesmo sofrendo terríveis dores nos pés, Camilo ia visitar a casa dos doentes e, quando necessário, chegava a carregá-los nas costas para o hospital. Nesta hora agradecia a Deus a estatura física que lhe dera. Recebeu o dom da cura pelas palavras e orações, e os fiéis ricos e pobres, procuravam sua ajuda.

Era um homem muito querido em toda a Itália, quando morreu em 14 de julho de 1614. Foi canonizado em 1746. Em 1886 foi declarado padroeiro dos enfermos, dos doentes e dos hospitais.

REFLEXÃO
A bula da canonização enaltece a virtude da caridade em são Camilo. A caridade chegou-lhe ao extremo por ocasião da peste em Roma. Embora doente e sofrendo dores horríveis no pé, ia de casa em casa, procurando, socorrendo e consolando os pobres doentes. Numerosos são os casos, em que foi visto levando às costas os doentes ao hospital, onde os tratava com o maior carinho.

ORAÇÃO
Ó São Camilo, que imitando Jesus Cristo, destes a vida pelos vossos semelhantes, dedicando-vos aos enfermos, socorrei-me na minha doença, aliviai minhas dores, fortalecei meu ânimo, ajudai-me a aceitar os sofrimentos, para purificar-me dos meus pecados. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


14.07.2019
15º Domingo do Tempo Comum — ANO C
( Verde, Glória, Creio – III Semana do Saltério )
__ Torne-se próximo de seu irmão necessitado. E quem é o meu próximo? __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGELHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DESTE DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: A Liturgia deste domingo nos confrontará com o ensinamento de Jesus sobre o amor fraterno. Ele, imagem visível do Deus invisível, aproximou-se de nossa humanidade tornando-nos verdadeiramente seus. Celebremos, portanto, a manifestação redentora do amor divino, e supliquemos a capacidade de sermos próximos aos mais necessitados.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs em Cristo Jesus. Como assembleia eucarística, formamos o Corpo místico de Cristo na intimidade com o Pai. Cristo, o bom samaritano, vem até nós e, movido pela compaixão de Deus, cura nossas feridas, restitui-nos a dignidade humana e nos integra na convivência divina pela entrega de sua vida. Que esta celebração nos ajude a afirmar o nosso compromisso de sermos, como o Senhor Jesus, bons samaritanos, atentos, solidários e compassivos com quem sofre.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER:O O homem da religião natural, experimentando "dentro" da existência a fragilidade da vida, pensa encontrar fora de sí, em Deus, a segurança. Procura então atingir a Deus, tornar-se como ele, divinizar-se através de ritos e do culto. A imitação do Pai deve ser feita através de Cristo. O cristão se configura a ele no batismo e nos outros sacramentos, mas essa configuração deve ser vivida plenamente nos acontecimentos, nos encontros da vida cotidiana. O sacrifício de sí e o amor gratuito e universal pelo próximo fazem resplandecer na face do cristão a própria face de Cristo e de Deus.

Sintamos o júbilo real de Deus em nossos corações e cheios dessa alegria divina entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/14-de-julho-de-2019---15--tc---certo.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/41_-_15o_domingo_do_tempo_comum_-_v05.pdf


Antífona de Entrada
Contemplarei, justificado, a vossa face; e serei saciado quando se manifestar a vossa glória (Sl 16,15).

Oração do dia
Ó Deus, que mostrais a luz da verdade aos que erram para retomarem o bom caminho, dai a todos os que professam a fé rejeitar o que não convém ao cristão e abraçar tudo o que é digno desse nome. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Comentário das Leituras: Os mandamentos divinos não são normas abstratas, incapazes de serem praticados. Ao contrário, são tão concretos que estão ao alcance das mãos e se realizam no bem, feito ao próximo. Saboreemos a palavra do Senhor que nos vivifica, nos cura de nossas feridas e nos liberta de todo tipo de escravidão.

Primeira Leitura (Deuteronômio 30,10-14)
Leitura do livro do Deuteronômio

30 10Moisés assim falou ao povo: obedeça à voz do Senhor, teu Deus, observando seus mandamentos e seus preceitos escritos neste livro da lei, e volte para o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma.
11O mandamento que hoje te dou não está acima de tuas forças, nem fora de teu alcance.
12Ele não está nos céus, para que digas: quem subirá ao céu para no-lo buscar e no-lo fazer ouvir para que o observemos?
13Não está tampouco do outro lado do mar, para que digas: quem atravessará o mar para no-lo buscar e no-lo fazer ouvir para que o observemos?
14Mas essa palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração: e tu a podes cumprir.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 68/69

Humildes, buscai a Deus e alegrai-vos:
o vosso coração reviverá!

Por isso elevo para vós minha oração
Neste tempo favorável, Senhor Deus!
Respondei-me e pelo vosso imenso amor,
Pela vossa salvação que nunca falha!
Senhor, ouvi-me, pois suave é vossa graça,
Ponde os olhos sobre mim com grande amor!

Pobre de mim, sou infeliz e sofredor!
Que vosso auxílio me levante, Senhor Deus!
Cantando, eu louvarei o vosso nome
E, agradecido, exultarei de alegria!

Humildes, vede isto e alegrai-vos:
O vosso coração reviverá
Se procurardes o Senhor continuamente!
Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres
E não despreza o clamor de seus cativos.

Sim, Deus viera e salvará Jerusalém,
Reconstruindo as cidades de Judá.
A descendência de seus servos há de herdá-las,
E os que amam o santo nome do Senhor
Dentro delas fixarão sua morada!

Segunda Leitura (Colossenses 1,15-20)
Leitura da carta de são Paulo aos Colossenses.

1 15Cristo é a imagem de Deus invisível, o Primogênito de toda a criação.
16Nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as criaturas visíveis e as invisíveis. Tronos, dominações, principados, potestades: tudo foi criado por ele e para ele.
17Ele existe antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem nele.
18Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja. Ele é o Princípio, o primogênito dentre os mortos e por isso tem o primeiro lugar em todas as coisas.
19Porque aprouve a Deus fazer habitar nele toda a plenitude
20e por seu intermédio reconciliar consigo todas as criaturas, por intermédio daquele que, ao preço do próprio sangue na cruz, restabeleceu a paz a tudo quanto existe na terra e nos céus.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Ó Senhor, vossas palavras são espírito e vida; as palavras que dizeis bem que são de eterna vida! (Jo 6,63.68)


Evangelho (Lucas 10,25-37)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

10 25Levantou-se um doutor da lei e, para pô-lo à prova, perguntou: "Mestre, que devo fazer para possuir a vida eterna?"
26Disse-lhe Jesus: "Que está escrito na lei? Como é que lês?"
27Respondeu ele: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu pensamento; e a teu próximo como a ti mesmo".
28Falou-lhe Jesus: "Respondeste bem; faze isto e viverás".
29Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: "E quem é o meu próximo?"
30Jesus então contou: "Um homem descia de Jerusalém a Jericó, e caiu nas mãos de ladrões, que o despojaram; e depois de o terem maltratado com muitos ferimentos, retiraram-se, deixando-o meio morto.
31Por acaso desceu pelo mesmo caminho um sacerdote, viu-o e passou adiante.
32Igualmente um levita, chegando àquele lugar, viu-o e passou também adiante.
33Mas um samaritano que viajava, chegando àquele lugar, viu-o e moveu-se de compaixão.
34Aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; colocou-o sobre a sua própria montaria e levou-o a uma hospedaria e tratou dele.
35No dia seguinte, tirou dois denários e deu-os ao hospedeiro, dizendo-lhe: 'Trata dele e, quanto gastares a mais, na volta to pagarei'.
36Qual destes três parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões?"
37Respondeu o doutor: "Aquele que usou de misericórdia para com ele". Então Jesus lhe disse: "Vai, e faze tu o mesmo".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

HOMILIA - CREIO - PRECES
(Ver abaixo ao final desta liturgia 3 sugestões de Homilia para este domingo)

Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, as oferendas da vossa Igreja em oração e fazei crescer em santidade os fiéis que participam deste sacrifício. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele, diz o Senhor (Jo 6,56).

Depois da Comunhão
Alimentados pela vossa eucaristia, nós vos pedimos, ó Deus, que cresça em nós a vossa salvação cada vez que celebramos este mistério. Por Cristo, nosso Senhor.

FORMAÇÃO LITÚRGICA

“Creia que o melhor de Deus na sua vida ainda está por vir!”

“VAI E FAZE A MESMA COISA...”

A Parábola do Bom Samaritano, contada por Jesus, elucida a questão fundamental da fé em Deus: esta manifesta-se, essencialmente, no amor ao próximo.

Questionado pelo astuto mestre da lei que, testando e tentando Jesus, indaga “o que devo fazer para receber em herança a vida e eterna?” e “quem é meu próximo?”, nosso Senhor define com precisão a abrangência do vínculo fraterno que une toda a humanidade. Para Ele, a condição de proximidade não se limita às razões de parentesco, amizade ou ideologia comum e, é nesta perspectiva que contrapõem a justificativa do mestre da lei perguntado “qual dos três foi o próximo do homem que caiu na mão dos assaltantes?”. Percebamos que, para o Senhor, não se trata de saber quem é meu próximo ou não, trata-se de mim mesmo. Eu tenho que me tornar próximo, por que o outro conta comigo como eu mesmo (Ratzinger). O diálogo termina com a resposta imperativa de Jesus “vai e faze a mesma coisa”, ou seja, a exemplo do samaritado, torna-te próximo dos que de ti necessitarem!

E o que significa ser próximo na visão de Jesus? A resposta do mestre da lei auxilia-nos na compreensão. O próximo “é aquele que usou de misericórdia”, que tendo seu coração rasgado e, suas entranhas e alma atingidas pela dor e insuficiência do outro, foi capaz de assumir o sofrimento alheio agindo concretamente em seu favor. A capacidade de compadecer-se não é estranha a nós; plantada pelo criador no mais intimo do homem, está ao nosso alcance, e é a partir de dentro que devemos aprender a sermos próximos.

A parábola contada por Jesus pode, também, ser comparada ao agir de Deus. Os padres da Igreja viram no percurso de Jerusalém à Jericó a imagem da história do mundo; o homem, quase morto à beira do caminho, “Adão”, a humanidade destroçada pelo pecado e a morte; o sacerdote e levita, talvez o perfil religioso da época, fechado à graça de Deus e alienado ao legalismo; e, por fim, o samaritano, imagem do Cristo rejeitado pelos judeus, capaz de ver, ouvir os sofrimento do povo e descer ao encontro de suas feridas, tratando-as e curando-as.

Deus se fez próximo de nós com o intuito de curar nossos males e, resgatados, enviou-nos aos mais pobres e necessitados para que façamos o mesmo!

Pe. Anderson Candido Bento

QUEM É O BOM SAMARITANO?

Jesus é um grande pedagogo. Na parábola do bom samaritano (Lc 10,25-37), Ele responde ao Doutor da Lei, que lhe pergunta: “Quem é meu próximo?” E mostra que essa não pode ser uma questão retórica, que se perde em definições e discussões infinitas. No final da história, Jesus inverte a pergunta: “Quem se fez próximo do homem que caiu nas mãos dos ladrões?” E o próprio Doutor da Lei é quem responde. Não se trata de perguntar “quem é meu próximo”, mas acima de tudo, da nossa própria atitude: de quem nos fazemos próximos?

Ao sairmos de casa ou da igreja, encontramos muita gente pela rua e no trânsito e passamos pela maioria das pessoas sem nos fazermos próximos delas. Fazer-se próximo dos outros, é reconhecer em cada pessoa um semelhante a nós, um irmão, um filho do Pai do céu, digno de todo o nosso respeito e atenção. Mais ainda, quando a pessoa está em situação de necessidade e sofrimento. Fazer-se próximo, respondeu Jesus, é sentir com as pessoas, fazer próprios os seus sofrimentos, ter compaixão delas.

Nossa Arquidiocese está realizando o sínodo arquidiocesano para renovar a consciência sobre a vida e a missão da Igreja na cidade de São Paulo. Como cristãos e católicos, temos a missão de ser testemunhas do Evangelho na Cidade através de nossas muitas formas de presença e ação em cada paróquia e organização eclesial e na vida pessoal: Ser testemunhas da caridade e da misericórdia de Cristo em relação a todos os “próximos”, uma “Igreja samaritana” diante dos muitos irmãos caídos e espoliados ao nosso redor. Não podemos ficar indiferentes diante dos sofrimentos e necessidades dos irmãos.

A pesquisa feita em 2018 em todas as nossas paróquias mostrou algumas situações que nos devem questionar: Apenas 50,47% dos católicos conhecem algum trabalho social feito nas paróquias. Os outros 49,53% disseram que não conhecem. Nesse caso, ou porque não há trabalho social, ou porque, absolutamente, esse trabalho não aparece, ou não chega a interessar a metade dos nossos católicos. Mais claramente ainda, em outra pergunta, 62,46% dos católicos responderam que não costumam colaborar com os trabalhos de caridade social na paróquia. E menos da metade dos entrevistados estariam dispostos a se envolver em alguma ação de voluntariado, ou de caridade social.

O sínodo arquidiocesano nos propõe um “caminho de comunhão, conversão e renovação missionária”. Aqui temos muito caminho a fazer para nossa conversão e renovação pastoral e missionária. Somos chamados a ser testemunhas da caridade de Cristo e do amor misericordioso de Deus para com todos. Cada um de nós deve ser o bom samaritano da parábola...

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo

Qual é a atitude do verdadeiro cristão?

Sejamos nós o coração e os braços de Jesus...
Acessem a página de nosso blog para uma pequena reflexão sobre este assunto:
http://salverainha.blogspot.com.br/2013/07/a-atitude-do-cristao.html

Deus recebe o dízimo que oferecemos a Ele?

Sim, Deus recebe o dízimo através da comunidade. Tudo pertence a Ele. Ele é o dono; nós, os usuários. Ele não precisa de nada para Ele, mas precisa para a Sua comunidade (Igreja). Todo dízimo oferecido à comunidade é dízimo oferecido a Deus. O díizimo é uma parcela de nossos ganhos que doamos voluntariamente e de acordo com nossa vontade e nossa capacidade de doação, em agradecimento pelos dons que Deus coloca em nossas vidas. Deus vai receber este dízimo através das obras que os responsáveis pelas paróquias vão fazer utilizando os recursos recebidos.

Caríssimos, não adianta só rezar para que a Igreja faça seu trabalho e torne a vida das pessoas mais feliz e agradável aos olhos de Deus, é preciso a nossa participação direta e voluntária. A manutenção da Igreja, a conta de luz, água, a alimentação do padre, transporte, sua moradia, suas roupas e necessidades pessoais e outras despesas como limpeza ou reformas da igreja para manter em bom estado a casa onde vamos louvar a Deus dependem única e exclusivamente de nossa bondade... Pense nisso!!!

LEITURAS DA SEMANA DE 15 a 21.07.2019:
2ª Br - Ex 1,8-14.22, Sl 123(124) Mt 10,34-11,1
3ª Br - Zc 2,14-17, Lc 1,46-55, Mt 12,46-50
4ª Vr - Ex 3,1-6.9-12, Sl 102(103), Mt 11,25-27
5ª Vd - Ex 3,13-20, Sl 104(105), Mt 11,28-30
6ª Vd - Ex 11,10-12,14, Sl 115(116b), Mt 12,1-8
Sb Vd - Ex 12,37-42, Sl 135(136), Mt 12,14,21
Dom Vd -16º DTC- Gn 18,1-10, Sl 14(15), Cl 1,24-28, Lc 10,38-42


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Os Feridos à beira do caminho
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Nas nossas comunidades cristãs há um caminho igual a esse que descia de Jerusalém a Jericó, bastante movimentado e por onde passam pessoas importantes como o Sacerdote e o Levita, são nossos Ministros Ordenados, os Ministros leigos, os coordenadores, leitores, salmistas, líderes de pastorais, catequese e movimentos. Todos sempre muito ocupados com seus afazeres. Quase não se tem tempo de olhar para os lados, muitos há que olham para o seu “Ego”, inchados de orgulho, sempre vaidosos com aquilo que fazem na comunidade, e que chama atenção sobre si.

Nem sempre prestamos atenção á beira do caminho onde estão os que, por alguma razão não podem caminhar, os feridos e machucados por neuroses, dores morais ou físicas, gente simples, ferida por certos acontecimentos que fogem ao nosso controle. Pessoas que são da comunidade, mas estão á margem. Casais recasados, mães solteiras, pessoas com má fama no campo da moral cristã. Irmãos e irmãs com quem ninguém quer perder tempo, estão ali mas não significam nada para os que se julgam importantes.

Além do que, temos a maldita concorrência para ver quem faz melhor, quem se destaca nos eventos da comunidade, nas grandes celebrações. O veneno da concorrência desleal, que infecta o comércio e o mercado de trabalho, invade nossas comunidades cristãs trazendo as disputas de grupos, a eterna briga entre Pastorais e Movimentos que parece nunca chegar ao fim. Nas pequenas ou grandes comunidades os “Egos” de pessoas do Clero e do Laicato, se incham, e sempre brigam pelos primeiros lugares. Mas quem vai cuidar dos feridos á beira do caminho?

O Doutor da Lei olhava para a Vida Eterna na ótica do Direito. Deveria haver algo que ele pudesse fazer para ter o Direito de Possuir a Vida Eterna. “Esse cargo é meu, me pertence, é coisa muito minha, tenho direito e ninguém pode me tirar” Confundem-se o Céu da Plenitude com os valores terrenos, cargos, funções, títulos e honrarias que o mundo pode nos dar. Jesus direciona a questão para a Palavra de Deus manifestada na Lei onde o ato de Amar a Deus e aos irmãos, exclui a palavra Direito colocando em seu lugar a Doação total de si mesmo, “amarás de todo teu coração, de toda tua alma e de Todo teu entendimento” isso é, de tudo o que somos e temos, deve ser dado a Deus e ao próximo em sua totalidade sem deter nada para si mesmo, ou seja, o Amor não é posse, mas doação, feita em uma total liberdade, independente de quem seja o outro, se ele mereça ou não o nosso amor.

E diante disso, o Doutor da Lei perguntou a Jesus “E quem é o meu próximo?” Na parábola do Bom Samaritano, o homem caído á beira do caminho não tinha nada a oferecer, ao contrário, era um grande problema que iria exigir tempo, atenção e algumas providências. O Sacerdote e o Levita não tinham tempo, estavam muito ocupados com coisas super importantes a fazer no templo. Também os “Profissionais” das nossas pastorais e movimentos estão sempre ocupados e não tem tempo para parar e ver de perto os ferimentos dos irmãos e irmãs caídos à beira do caminho da comunidade.

O Samaritano estava de passagem, talvez aquela pessoa que participa das celebrações mas não está engajada em nenhuma pastoral ou trabalho da comunidade, alguém que até é mal visto porque nada faz. Mas tem um coração generoso, repleto do Amor de Deus, capaz de encher-se de compaixão por aqueles que estão á margem do caminho.

Ele não pensa em encaminhar o Ferido a alguma pastoral de assistência, e nem pensa em fazer apenas a sua parte, perguntando ao homem o que lhe aconteceu, e verificando se os ferimentos são muito sérios, para buscar alguma assistência. Isso não é Cristianismo!

Cristianismo é compromisso total com os Feridos da Comunidade, é estar com eles o tempo todo, é cuidar de suas feridas, é providenciar para que sejam acolhidos e muito bem hospedados na comunidade ou na pastoral. Enfim, é ir além do procedimento habitual, é dar-se de si, tudo o que tem.

Podemos aqui, pensar nos marginalizados e excluídos da sociedade, mas penso que primeiramente devemos cuidar, sempre movidos pela compaixão, dos feridos e marginalizados da nossa Igreja, começando pela nossa comunidade.

José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail  jotacruz3051@gmail.com

2. Quem é o meu próximo?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Lucas descreve a subida de Jesus a Jerusalém em sete etapas bem marcadas. A primeira etapa começa e termina com a presença dos samaritanos. Os samaritanos não aceitaram receber Jesus em sua aldeia porque ele estava indo para Jerusalém. Tiago e João, num ímpeto de zelo pelo Mestre, querem destruir com fogo do céu aqueles samaritanos. Jesus repreende os dois apóstolos. Hoje ouvimos a história do bom samaritano contada por Jesus. Ela encerra a primeira etapa da viagem. Os samaritanos que não acolheram Jesus por ser judeu e estar indo para Jerusalém acolhem o homem ferido e jogado na beira da estrada. Seria ele judeu? Seria ele samaritano? Um sacerdote e um levita passam adiante e não dão atenção ao homem ferido. Um samaritano em viagem para e socorre o pobre homem da melhor maneira possível. Os primeiros samaritanos estavam bloqueados por preconceitos de raça e religião. O último samaritano posicionou-se diante de um ser humano maltratado e abandonado. Se todos os samaritanos tivessem sido destruídos com fogo do céu, não haveria um para socorrer o pobre homem.

No Deuteronômio, pela boca de Moisés, Deus nos diz que o que ele nos prescreve não é difícil nem está fora do nosso alcance. A Palavra está ao nosso alcance, em nossa boca, em nosso coração. Podemos cumpri-la. Parece difícil debruçar-nos sobre o infeliz abandonado na beira da estrada, mas não é impossível. A força do Espírito nos impulsiona para a prática da caridade fraterna.

Na Carta aos Colossenses lemos que, por Jesus, Deus quis reconciliar consigo todos os seres, estabelecendo a paz por seu sangue derramado na cruz. Jesus veio fazer de todos os povos uma só família. Veio trazer a paz para que todos possam viver em harmonia. Isso custou o seu sangue derramado na cruz. Seu corpo na cruz, maltratado e ensanguentado, é retrato do que fazemos uns com os outros na maldade do nosso relacionamento distorcido.

A história humana é marcada por matanças violentas, genocídios, retaliações em nível internacional. Em nível local, em nossas vizinhanças, latrocínios, vinganças, ajuste de contas, queima de arquivos. Quando Jesus nos convida a sermos novas criaturas ainda aqui nesta terra, ele está dizendo que isso é possível e que alguém deve trabalhar para o bem de todos.

3. FAZE TU O MESMO!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

Existe uma ligação evidente entre a questão dirigida pelo mestre a Lei a Jesus e a ordem conclusiva do relato. O mestre da Lei queria conhecer os caminhos para se obter a vida eterna, e Jesus ordena-lhe que imite o gesto misericordioso do samaritano.

A preocupação com a vida eterna corresponde a reconhecer os caminhos que conduzem ao Pai, fonte da verdadeira vida. O mestre da Lei estava no bom caminho ao confessar que a via que conduz ao Pai é o caminho do amor. Consciência fenomenal, se levamos em conta a mentalidade legalista, muito difundida na época.

Faltava-lhe apenas refazer sua concepção de próximo. A parábola contada por Jesus não deixa margem para dúvidas: próximo é qualquer pessoa que, encontrada pelos caminhos da vida, carece do nosso amor misericordioso. Diante deste apelo, caem todas as barreiras sociais, culturais, religiosas, étnicas. O próximo carente é a mediação da comunhão com o Pai. Quem tem sensibilidade e é capaz de desfazer-se de seus planos para se mostrar solidário, estará no caminho da vida eterna. Quem, pelo contrário, desvia-se do próximo carente de solidariedade, desvia-se do caminho que conduz ao Pai.

Assim, a vida eterna define-se pela disposição de se tornar servidor do próximo, em quem o Pai é servido. Quem é misericordioso, está no bom caminho.

Oração
Espírito de sintonia com o próximo, não me deixes ser insensível ao meu próximo carente de solidariedade, pois a misericórdia me conduz à vida eterna.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Segunda Feira — 15.07.2019

Terço do Rosário: Mistérios Gozosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gozosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


— SÃO BOAVENTURA

O menino João nasceu no ano 1218. O pai era um médico conceituado e influente na cidade. Aos vinte anos de idade, ingressou no convento franciscano, onde vestiu o hábito e tomou o nome de Boaventura. Estudou filosofia e teologia na universidade de Paris. Foi contemporâneo de Tomás de Aquino.

Boaventura buscou a ordem franciscana porque, com seu intelecto privilegiado, enxergou nela uma miniatura da própria Igreja. Ambas nasceram contando somente com homens simples, pescadores e camponeses. Boaventura opôs-se a todos que atacavam as ordens mendicantes. Foi nesta defesa, como teólogo e orador, que teve sua fama projetada em todo o meio eclesiástico.

Em 1257 foi eleito Superior Geral da ordem. Neste cargo permaneceu por dezoito anos. Sua direção foi tão exemplar que acabou sendo chamado de segundo fundador e pai dos franciscanos. Ele conseguiu manter o equilíbrio da nova geração dos frades com os de visão mais antiga.

Escreveu onze volumes teológicos, procurando dar o fundamento racional às verdades regidas pela fé. Foi ordenado Bispo-cardeal e encarregado de organizar o Concilio de Lion, em 1273.

Frei Boaventura morreu em 15 de julho de 1274 em Lion, na França, assistido pessoalmente pelo Papa que o queria muito bem. Foi canonizado em 1482 e recebeu o honroso título de Doutor da Igreja.

REFLEXÃO
Frei Boaventura escreveu: "É bastante aos homens receber a graça de amar a Deus. Uma simples velhinha poderá amar a Deus mais do que um professor de teologia". Dotado de bom senso, prático e especulativo ao mesmo tempo, Boaventura soubera enxertar no sólido tronco franciscano os rebentos das novas gerações. A caridade é o fundamento da doutrina teológica que frei Boaventura ensinou com sua palavra e escritos. Possamos nós também cultivar a virtude da caridade fraterna.

ORAÇÃO
Senhor Jesus, fazei que minha alma tenha fome de Vós, Pão dos anjos, Alimento das almas santas, Pão nosso de cada dia, cheio de força, de toda a doçura e sabor, e de todo o suave deleite. Ó Jesus, a quem os anjos desejam contemplar, tenha sempre o meu coração fome de Vós, e o interior de minha alma transborde com a doçura do vosso sabor; tenha sempre sede de Vós, fonte de vida, manancial de sabedoria e de ciência, rio de luz eterna, torrente de delícias, abundância da Casa de Deus. Amém.

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


SÃO BOAVENTURA BISPO E DOUTOR
( Branco, Prefácio Comum ou dos Pastores – Ofício da Memória )

Antífona de Entrada
O justo medita a sabedoria e sua palavra ensina a justiça, pois traz no coração a lei de seu Deus (Sl 36,30s).

Oração do dia
Concedei-nos, Pai todo-poderoso, que, celebrando a festa de são Boaventura, aproveitemos seus preclaros ensinamentos e imitemos sua ardente caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Êxodo 1,8-14.22)
Leitura do livro do Êxodo.

Naqueles dias, 1 8subiu ao trono do Egito um novo rei, que não tinha conhecido José.
9Ele disse ao seu povo: "Vede: os israelitas tornaram-se numerosos e fortes demais para nós.
10Vamos! É preciso tomar precaução contra eles e impedir que se multipliquem, para não acontecer que, sobrevindo uma guerra, se unam com os nossos inimigos e combatam contra nós, e se retirem do país".
11Estabeleceu, pois, sobre eles, feitores para acabrunhá-los com trabalhos penosos: eles construíram para o faraó as cidades de Pitom e Ramsés, que deviam servir de entreposto.
12Quanto mais os acabrunhavam, porém, tanto mais eles se multiplicavam e se espalhavam, a ponto de os egípcios os aborrecerem.
13Impunham-lhes a mais dura servidão,
14e amarguravam-lhes a vida com duros trabalhos na argamassa e na fabricação de tijolos, bem como com toda sorte de trabalhos nos campos e todas as tarefas que se lhes impunham tiranicamente.
22Então o faraó deu esta ordem a todo o seu povo: "Todo menino que nascer, atirá-lo-eis ao Nilo. Deixareis, porém, viver todas as meninas".
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 123/124

Nosso auxílio está no nome do Senhor.

Se o Senhor não estivesse ao nosso lado,
que o diga Israel neste momento;
se o Senhor não estivesse ao nosso lado
quando os homens investiram contra nós,
com certeza nos teriam devorado
no furor de sua ira contra nós.

Então as águas nos teriam submergido,
a correnteza nos teria arrastado
e, então, por sobre nós, teriam passado
essas águas sempre mais impetuosas.
Bendito seja o Senhor, que não deixou
cairmos como presa de seus dentes!

Nossa alma como um pássaro escapou
do laço que lhe armara o caçador;
o laço arrebentou-se de repente,
e assim nós conseguimos libertar-nos.
O nosso auxílio está no nome do Senhor,
do Senhor que fez o céu e fez a terra!

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Felizes os que são perseguidos por causa da justiça do Senhor, porque o reino dos céus há de ser deles! (Mt 5,10)


Evangelho (Mateus 10,34-11,1)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 10 34"Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Vim trazer não a paz, mas a espada.
35Eu vim trazer a divisão entre o filho e o pai, entre a filha e a mãe, entre a nora e a sogra,
36e os inimigos do homem serão as pessoas de sua própria casa.
37Quem ama seu pai ou sua mãe mais que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho mais que a mim, não é digno de mim.
38Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim.
39Aquele que tentar salvar a sua vida, perdê-la-á. Aquele que a perder, por minha causa, reencontrá-la-á.
40Quem vos recebe, a mim recebe. E quem me recebe, recebe aquele que me enviou.
41Aquele que recebe um profeta, na qualidade de profeta, receberá uma recompensa de profeta. Aquele que recebe um justo, na qualidade de justo, receberá uma recompensa de justo.
42Todo aquele que der ainda que seja somente um copo de água fresca a um destes pequeninos, porque é meu discípulo, em verdade eu vos digo: não perderá sua recompensa". 11 1Após ter dado instruções aos seus doze discípulos, Jesus partiu para ensinar e pregar nas cidades daquela região.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Seja do vosso agrado, ó Pai, este sacrifício, celebrado na festa de são Boaventura, e, seguindo seu exemplo, seja plena a nossa dedicação ao vosso louvor. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Eis o servo fiel e prudente a quem o Senhor confiou sua casa, para dar a todos o pão de cada dia (Lc 12,42).

Depois da Comunhão
Ó Pai, instruí pelo Cristo mestre aos que saciastes com o Cristo que é pão da vida, para que, na festa de são Boaventura, possamos aprender a verdade e vivê-la com amor. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SÃO BOAVENTURA)

Frei Boaventura era italiano, nasceu no ano de 1218, na cidade de Bagnoregio, em Viterbo, e foi batizado com o nome de João de Fidanza. O pai era um médico conceituado, mas, como narrava o próprio Boaventura, foi curado de uma grave enfermidade ainda na infância por intercessão de são Francisco. Aos vinte anos de idade, ingressou no convento franciscano, onde vestiu o hábito e tomou o nome de Boaventura dois anos depois. Estudou filosofia e teologia na Universidade de Paris, na qual, em 1253, foi designado para ser o catedrático da matéria. Também foi contemporâneo de Tomás de Aquino, outro santo e doutor da Igreja, de quem era amigo e companheiro. Boaventura buscou a Ordem Franciscana porque, com seu intelecto privilegiado, enxergou nela uma miniatura da própria Igreja. Ambas nasceram contando somente com homens simples, pescadores e camponeses. Somente depois é que se agregaram a elas os homens de ciências e os de origem nobre. Quando frei Boaventura entrou para a Irmandade de São Francisco de Assis, ela já estava estabelecida em Paris, Oxford, Cambridge, Estrasburgo e muitas outras famosas universidades européias. Essa nova situação vivenciada pela Ordem fez com que Boaventura interviesse nas controvérsias que surgiam com as ordens seculares. Opôs-se a todos os que atacavam as ordens mendicantes, especialmente a dos franciscanos. Foi nesta defesa, como teólogo e orador, que teve sua fama projetada em todo o meio eclesiástico. Em 1257, pela cultura, ciência e sabedoria que possuía, aliadas às virtudes cristãs, foi eleito superior-geral da Ordem pelo papa Alexandre IV. Nesse cargo, permaneceu por dezoito anos. Sua direção foi tão exemplar que acabou sendo chamado de segundo fundador e pai dos franciscanos. Ele conseguiu manter em equilíbrio a nova geração dos frades, convivendo com os de visão mais antiga, renovando as Regras, sem alterar o espírito cunhado pelo fundador. Para tanto dosou tudo com a palavra: para uns, a tranqüilizadora; para outros, a motivadora. Alicerçado nas teses de santo Agostinho e na filosofia de Platão, escreveu onze volumes teológicos, procurando dar o fundamento racional às verdades regidas pela fé. Além disso, ele teve outros cargos e incumbências de grande dignidade. Boaventura foi nomeado cardeal pelo papa Gregório X, que, para tê-lo por perto em Roma, o fez também bispo-cardeal de Albano Laziale. Como tarefa, foi encarregado de organizar o Concílio de Lyon, em 1273. Nesse evento, aberto em maio de 1274, seu papel foi fundamental para a reconciliação entre o clero secular e as ordens mendicantes. Mas, em seguida, frei Boaventura morreu, em 15 de julho de 1274, ali mesmo em Lyon, na França, assistido, pessoalmente, pelo papa que o queria muito bem. Foi canonizado em 1482 e recebeu o honroso título de doutor da Igreja. A sua festa litúrgica ocorre no dia se sua passagem para a vida eterna.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Como entender esta afirmação de Jesus?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

O leitor menos preparado poderá chocar-se com essa expressão colocada pelo evangelista São Mateus, onde Jesus diz “Não julgueis que vim trazer a paz á terra. Vim trazer não a paz, mas a espada”. Que negócio é esse? Então, Jesus o Filho de Deus, todo amor e misericórdia, a maior bondade, perfeição e santidade que o ser humano já viu, não veio trazer a paz, mas a espada? Será que São Mateus não se equivocou e entendeu errado o que Jesus falou? Vai ver que ele falou que veio trazer a Paz e não a espada...

A espada é uma arma conhecidíssima dos Judeus para quem Mateus escreve o seu evangelho, ela não só penetra, mas também corta, a morte por degolamento era comum nas contendas. Ela separa uma coisa da outra e provoca divisão... O que Jesus ensina nesse evangelho é a opção radical que o discípulo deverá fazer á seu favor. Jesus não quer disputar o primeiro lugar e a preferência de todos em nossas relações afetivas, isso nem está em discussão nesse evangelho.

Há pessoas de grande carência afetiva que dependem totalmente da relação com os outros, para ser feliz e sentir-se realizado nesta vida. Precisam constantemente de manifestações de carinho e afeto, querem sempre ser lembradas, ser o centro das atenções e na relação com os entes queridos ou na própria comunidade, sempre buscam isso e quando lhes falta essa atenção dos outros, sentem –se sozinhas, tristes e infelizes.

Jesus fala de algo que não interfere absolutamente nas relações afetivas, ao contrário, lhes dá um novo significado. Quando abraçamos o discipulado com lealdade e sinceridade, colocando o Evangelho de Cristo como a verdade absoluta em nosso viver, tudo se torna diferente em nossas atitudes e procedimentos. Estaremos tão ocupados em amar e servir os outros que não teremos tempo para buscar nossos interesses e nossas neuroses pois estaremos livres.

Tomar a cruz e seguir Jesus é deixar todas as nossas conveniências e interesses para trás, renúncias e desapegos sempre trazem desafios e sofrimentos pois muitas vezes renunciamos até a vida,  e os prazeres que ela nos oferece. Mas essas perdas, que aos olhos do mundo nos dão prejuízo, representam na verdade um Ganho da Vida Verdadeira que Jesus nos oferece.

2. Quem vos recebe, a mim recebe...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

“Não tenham medo, não sejam ingênuos e saibam que não vim trazer paz ao mundo”, dizia Jesus ao término de suas orientações missionárias. Ele não veio trazer paz de águas paradas. Sua paz tem energia, sua paz tem movimento. Sua paz não é a paz do mundo. O discípulo missionário segue Jesus com destemor e perseverança. Não tem medo, vê o fim com clareza e avança numa batalha que não será perdida. O discípulo missionário não é um conquistador de espaços ou tesouros deste mundo sua luta não se faz com armas de destruição. Sua luta se faz com a paciência. Com ela o missionário tudo alcança, uma vez que para ele só Deus basta. Jesus termina estas instruções missionárias e parte para outro lugar. Ele também é missionário.

3. ADESÃO TOTAL A JESUS
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

A adesão do discípulo a Jesus tem o mesmo caráter totalizante da adesão a Deus no Antigo Testamento.

Segundo a Lei mosaica, o fiel deveria amar a Deus "com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças". Algo semelhante Jesus exige dos discípulos. Mesmo os laços mais sagrados de sangue ficam em segundo plano para quem aceita ser seguidor do Mestre. Quem coloca pai, mãe, filho ou filha, acima dele, renega sua condição de discípulo. Esta liberdade diante dos laços familiares possibilita-lhe estar disponível para seguir Jesus no caminho da cruz, se preciso, enfrentando a própria a morte. Não se trata de uma apologia da cruz, valorizada por si mesma, mas da liberdade e disponibilidade para viver o discipulado com todas as suas conseqüências.

As palavras de Jesus são de extrema clareza: quem se dispõe a segui-lo deve, como ele, aderir incondicionalmente ao projeto do Pai, sem meias-medidas ou atenuantes. É tudo ou nada!

A dureza das condições para o discipulado poderia amedrontar quem se predispõe a tornar-se discípulo, ou quem já é discípulo. Estaria Jesus exigindo uma espécie de desprezo aos familiares mais caros? Ou transformando o discipulado em fuga da família? Nada disso! O discipulado exige apenas que tudo, até mesmo o amor aos familiares, seja vivido na perspectiva do Reino. O discípulo amará seu pai, sua mãe, seu filho ou sua filha de uma maneira particular, quiçá até mais profunda, porque revestida pelo amor do Reino!

Oração
Espírito de disponibilidade para o Reino, faze-me reconsiderar tudo na perspectiva do Reino, dando-lhe a centralidade exigida por Jesus.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Terça-Feira — 16.07.2019

Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Dolorosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


— NOSSA SENHORA DO CARMO

A devoção a Nossa Senhora do Carmo está ligada ao Monte Carmelo, local onde o profeta Elias tinha muitas de suas visões.

No ano 93 depois de Cristo, monges construíram sobre o Carmo, abreviatura de Carmelo, uma capela em louvor à Virgem Maria. O local permaneceu ao longo dos tempos como residência e ponto de peregrinação de monges e religiosos.

No século XII, alguns eremitas franceses, dirigidos por São Bertoldo acabaram fundando a Ordem de Nossa Senhora do Carmo. Foi assim que surgiu a Ordem dos Carmelitas, que tem a Virgem do Carmo e o profeta Elias, como seus patronos.

A Ordem dos Carmelitas se expandiu para a Europa, inclusive na Inglaterra. Nesta época, a Ordem sofria muitas perseguições, internas e externas. Foi quando, Simão Stock, superior da Ordem, pediu a ajuda de Maria. A Virgem do Carmo, cercada de anjos, teria então aparecido à sua frente, dando seu apoio e entregando-lhe o Escapulário do Carmo, como símbolo de sua união com os monges, prometendo salvação e vida eterna à todos que o usassem. Era o dia 16 de julho de 1251 e a aparição se deu em Cambridge, na Inglaterra.

O grande crescimento da Ordem se deu graças à instituição do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, cujo uso se popularizou, em todo o mundo católico, pela fé e devoção à Maria Santíssima que conduz ao Cristo Jesus. O Papa Pio XII recomendou a devoção ao escapulário, símbolo da proteção da Mãe de Deus.

REFLEXÃO
Um dos mais simples e queridos objetos da devoção mariana é o escapulário. Difundido entre os católicos de todo mundo, os escapulários são sinal do amor de Deus e de Maria pela humanidade. Como todo objeto de devoção, o valor não está nele mesmo, mas no sinal que ele representa: a presença de Deus entre os homens e mulheres de boa vontade. Que no dia de hoje Maria, Mãe do Carmo, derrame suas bênçãos sobre nós.

ORAÇÃO
Senhora do Carmo, Rainha dos Anjos, refúgio e Advogada dos pecadores, com confiança eu me prostro diante de vós, suplicando-vos proteção. Agradeço-vos as inúmeras bênçãos que tenho recebido de vossa mercê e poderosa intercessão. Continuai a ser meu escudo nos perigos, minha guia na vida e minha consolação na hora da morte. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


NOSSA SENHORA DO CARMO
( Branco, Glória, Prefácio de Maria – Ofício da Festa )

Antífona de Entrada
Salve, ó santa mãe de Deus, vós destes à luz o rei, que governa o céu e a terra pelos séculos eternos.

Oração do dia
Venha, ó Deus, em nosso auxílio a gloriosa intercessão de Nossa Senhora do Carmo para que possamos, sob sua proteção, subir ao monte que é Cristo. Que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Zacarias 2,14-17)
Leitura da profecia de Zacarias.

2 14"Solta gritos de alegria, regozija-te, filha de Sião. Eis que venho residir no meio de ti - oráculo do Senhor.
15Naquele dia se achegarão muitas nações ao Senhor, e se tornarão o meu povo: habitarei no meio de ti, e saberás que fui enviado a ti pelo Senhor dos exércitos.
16O Senhor possuirá Judá como seu domínio, e Jerusalém será de novo (sua cidade) escolhida.
17Toda criatura esteja em silêncio diante do Senhor: ei-lo que surge de sua santa morada".
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial Lc 1

O Poderoso fez por mim maravilhas
e santo é o seu nome.

A minha alma engrandece ao Senhor
e se alegrou o meu espírito em Deus, meu salvador.

Pois ele viu a pequenez de sua serva,
desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita.
O Poderoso fez por mim maravilhas
e santo é o seu nome!

Seu amor, de geração em geração,
chega a todos os que o respeitam.
Demonstrou o poder de seu braço,
dispersou os orgulhosos.

Derrubou os poderosos de seus tronos
e os humildes exaltou.
De bens saciou os famintos
e despediu, sem nada, os ricos.

Acolheu Israel, seu servidor,
fiel ao seu amor,
como havia prometido aos nossos pais,
em favor de Abraão e de seus filhos para sempre.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Feliz quem ouve e observa a palavra de Deus! (Lc 11,28)


EVANGELHO (Mateus 12,46-50)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

12 46Jesus falava ainda à multidão, quando veio sua mãe e seus irmãos e esperavam do lado de fora a ocasião de lhe falar.
47Disse-lhe alguém: "Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar-te".
48Jesus respondeu-lhe: "Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?"
49E, apontando com a mão para os seus discípulos, acrescentou: "Eis aqui minha mãe e meus irmãos.
50Todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Socorra-nos, ó Pai, a humanidade do vosso Filho, que, ao nascer da virgem mãe, não diminuiu, mas consagrou a sua integridade. E fazei que ele, apagando os nossos pecados, vos torne agradáveis nossas oferendas. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Feliz o seio da virgem Maria que trouxe o filho do eterno Pai (Lc 11,27).

Depois da Comunhão
Recebemos, ó Deus, o sacramento celeste, alegrando-nos nesta festa da virgem Maria. Concedei-nos a graça de imitá-la, servindo ao mistério da nossa redenção. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (NOSSA SENHORA DO CARMO)

No dia 16 de julho, celebra-se na Igreja Católica, a memória de Nossa Senhora do Carmo, um título da Virgem Maria que remonta ao século XIII, quando, no monte Carmelo, Palestina, começou a formar-se um grupo de eremitas. Estes, querendo imitar o exemplo do profeta Elias, reuniram-se ao redor de uma fonte chamada "fonte de Elias", e iniciaram um estilo de vida que, mais tarde, se estenderia ao mundo todo. Devido ao lugar onde nasceu, este grupo de ex-cruzados e eremitas foi chamado de "carmelitas". A história nos assegura que os eremitas construíram também uma pequena capela dedicada à Nossa Senhora que, mais tarde, e pela mesma circunstância de lugar, seria chamada de "Nossa Senhora do Carmo" ou " Nossa Senhora do Carmelo". Os carmelitas viram-se obrigados a emigrar para a Europa, para continuar a própria vida religiosa e lutar por seu espaço entre as várias ordens mendicantes. O título de Nossa Senhora do Carmo está unido ao "símbolo do escapulário". A presença de Maria com o nome de Nossa Senhora do Carmo foi se espalhando por toda a Europa, e esta devoção foi levada para a América Latina, na primeira hora da evangelização. É difícil encontrar uma diocese latino-americana que não tenha, pelo menos, uma igreja dedicada a Nossa Senhora do Carmo. Não somente são igrejas matrizes ou catedrais dedicadas a Maria, sob o título de Nossa Senhora do Carmo, mas também lugarejos, capelas, oratórios etc. Isso prova como esta devoção saiu dos âmbitos restritos dos conventos carmelitanos e se tornou propriedade do povo e da Igreja Universal, como diz o Papa João Paulo II, em sua carta dirigida aos Superiores Gerais do "Carmelo da Antiga Observância e do Carmelo Descalço". Esta devoção, enraizada no coração do povo, está sendo resgatada, e os devotos de Nossa Senhora do Carmo aumentam cada vez mais. (Texto: Cônego Pedro Carlos Cipolini - Doutor em Teologia (Mariologia); professor titular da PUC–Campinas; membro da Academia Marial de Aparecida)


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Por que achavam que Jesus era Louco...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Neste evangelho, os parentes de Jesus, sua Mãe e seus irmãos, nos diz o texto, foram à sua procura, pois queriam levá-lo de volta a casa. Havia um consenso de que ele estivesse louco, falando e fazendo coisas sem o saber.

Jesus era uma ameaça constante á estrutura do templo, pois quebrava todas as regras e normas religiosas excludentes, curava as pessoas de todas as suas enfermidades, e a pessoa nãom precisava oferecer sacrifício algum pela sua cura. Como a Medicina não estava avançada e as doenças ou enfermidades psicossomáticas eram muitas, a clientela do templo era bem numerosa e as ofertas tinham que ser feitas, nem que fossem rolinhas e pombinhos, para os mais pobres, todos eram tarifados. Era uma forma de se obter a “pureza” institucionalizada. Quem ganhava com isso? A casta sacerdotal, que era em sua maioria Latifundiários proprietários doa animais, vendidos aos cambistas, que os revendiam por um alto preço nas portas do templo, e os sacerdotes ganhavam duas vezes, na venda para o atravessador e depois na oferta, onde uma boa parte lhes pertencia, segundo a lei.

Ora, se eu sou beneficiado com um negócio assim, altamente lucrativo, qualquer pessoa que interferir nesse sistema, tirando a clientela, eu vou fazer de tudo para tirá-lo de circulação, daí taxaram de Jesus de Louco, e com certeza pressionaram seus familiares sobre os riscos que ele estava correndo, por mexer em um Vespeiro, quando tornava menos lucrativo o negócio dos poderosos.

Agora fica fácil compreender a reação de Jesus diante da comunidade, quando alguém o comunica que sua mãe e seus irmãos estavam fora e queriam falar-lhe. Os que se deixam levar pelas orientações dos poderosos desse mundo, não pertencem á Cristo, não são portanto, sua Mãe e seus irmãos, uma vez que, não é sistema religioso que garante a salvação, mas trata-se de um Dom oferecido a todos os homens através de Jesus Cristo.

A partir de agora Jesus estabelece laços fortes na união dos Homens com Deus, quem  ouvir a sua Palavra e seguir seus ensinamentos, procurando fazer a Vontade de Deus, que quer a Vida para todos, este sim tem com ele intimidade, está com ele em sintonia, esse sim pode ser chamado de “sua Família” sua Mãe e seus irmãos. Não dá para pertencer a Cristo, mas viver segundo a vontade do mundo ditada por um sistema que se omite diante de injustiças e desigualdades, e que decreta a morte do mais pobre. Quem concorda ou se omite diante dessa estrutura social injusta, não pode e nem deve apresentar-se como cristão...

É bom também deixar claro que, “A Mãe de Jesus” aqui citada, pode ser ou não Maria de Nazaré, pois Mãe era um termo aplicado a uma Matriarca de várias famílias, que seria a Bisavó ou Tataravó.  Então há aqui duas vertentes, primeiro, Maria de Nazaré não era uma super mulher que sabia tudo sobre o Filho, então que ninguém se escandalize, se historicamente fosse ela de fato, ali junto com os parentes de Jesus, pois, que mãe não se preocuparia se viessem lhe dizer que as atividades do seu filho o estão pondo em perigo? Segundo, é pouco provável que se tratasse de Maria a Mãe de Jesus, e nesse caso, Maria está do lado de dentro, isso é, ela faz parte da comunidade nova, fundada por Jesus, e que tem uma relação diferente com Deus, aliás, ela é a primeira cristã, a primeira discípula, pela Fidelidade á Vontade Divina...

2. Quem são meus irmãos?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

No Monte Carmelo, em Israel, no século doze, alguns eremitas começaram a viver em comunidade junto à gruta do profeta Elias. Inspiraram-se no profeta e colocaram-se sob o patrocínio de Nossa Senhora do Monte Carmelo. Foi o início da Ordem dos Carmelitas. Num tempo em que a Ordem enfrentou dificuldades, Nossa Senhora apareceu a São Simão Stock, na Inglaterra, e lhe entregou um escapulário como sinal de proteção celeste. Desde então, o escapulário passou a fazer parte do hábito dos carmelitas e de todos os devotos da Virgem do Carmo. O escapulário é uma veste. Quem o recebe associa-se à Ordem do Carmo, dedicada ao serviço da Virgem para o bem de toda a Igreja. O escapulário lembra a proteção da Santíssima Virgem durante toda a nossa vida, especialmente na hora da nossa morte. A devoção à Virgem do Carmo e a seu escapulário nos leva a querer viver mais intensamente unidos a Deus e aos irmãos na oração e na caridade. Maria é a primeira a nos ensinar a fazer a vontade do Pai. Foi o seu sim, alegre e decidido, que trouxe ao mundo a redenção. Seus devotos fazem parte da grande família de Jesus e dizem sempre um sim, alegre e obediente, à vontade do Pai. O escapulário, colocado sobre os ombros, lembra também o avental de quem presta serviços aos irmãos.

3. A FAMÍLIA DE JESUS
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

O Reino de Deus, anunciado por Jesus, estabelece laços profundos entre aqueles que assumem seu projeto de vida. Estes laços fazem dos discípulos do Reino uma grande família, não unida pelos vínculos do sangue e, sim, pela submissão à vontade de Deus. A identidade dessa família se configura por um idêntico modo de proceder, fundado no amor e na prática da justiça. Por esse caminho, os discípulos se reconhecem como irmãos e irmãs, unidos para além de qualquer divergência, cultura ou raça. Essa fraternidade não é mera formalidade. Existe entre eles uma efetiva comunhão de vida. Onde as relações interpessoais não chegam a se expressar desta forma, é sinal de que aí o Reino ainda não aconteceu.

Esta dimensão do Reino foi expressa pelo próprio Jesus. Ele se recusou a privilegiar os laços sangüineos que o uniam à sua mãe e demais parentes. Esses laços pouco contavam. Doravante, o parentesco com Jesus haveria de se concretizar no cumprimento da vontade do Pai. Quem a cumpre, faz parte da família do Mestre. Quem prefere pautar sua vida por outros parâmetros, não tem parte com ele.

O critério estabelecido por Jesus possibilita a todo discípulo do Reino, em qualquer tempo e lugar, saber-se unido a ele como a um ser querido muito próximo. Por conseguinte, é sempre possível estabelecer laços com ele pela via da afetividade.

Oração
Senhor Jesus, que jamais eu perca de vista os laços profundos de afeto que me unem a ti.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Quarta-Feira — 17.07.2019

Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gloriosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


— SANTO ALEIXO

Aleixo, filho único do senador Eufemiano, era italiano, nasceu em Roma no ano de 350. Seu nome significa “defensor”. Herdeiro de uma considerável fortuna, cresceu dentro da religião cristã. Desde a infância era famoso por sua natural caridade, possuindo todas as graças e virtudes. Os pais, como era costume na época, cuidaram do seu enlace com uma jovem de excelente família cristã e ele acabou se casando.

Porém, na noite de núpcias, sem consumar a união, e após conversar com a esposa, abandonou tudo para se aproximar de Deus. Como peregrino, vagou de cidade em cidade até chegar a Edessa. Vivia como um piedoso mendigo ao lado da Basílica do Apóstolo Tomé. Diversos prodígios aconteciam com a sua presença, passou a ser chamado de "o homem de Deus" e venerado por sua santidade. Entretanto, não desejando ser vangloriado, retornou à vida peregrina.

A vida de peregrino desfigurou-o completamente, Ao voltar para casa, seu pai não o reconheceu e mandou repousar na cocheira. Viveu assim durante dezessete anos, na cocheira do seu próprio palácio, sendo maltratado pelos seus próprios criados e sem ser identificado pelos pais.

Morreu em 17 de julho e foi colocado num cemitério comum para criados. Porém, antes de morrer, entregou um pergaminho ao criado que o socorreu, na qual revelava sua identidade. Os pais quando souberam, levaram o caso ao conhecimento do Bispo, que autorizou sua exumação. Aleixo foi levado então para um túmulo construído na propriedade do senador. A fama de sua história de "homem de Deus" se espalhou entre os cristãos romanos e orientais, difundindo rapidamente o seu culto.

REFLEXÃO
Aleixo sofreu tanto que ao apresentar-se desfigurado na casa do pai disse: "Tende compaixão deste pobre de Jesus Cristo e permita-me que me aloje em algum canto do palácio". Muitas vezes não conseguimos reconhecer Jesus Cristo nas pessoas que vivem em situação de rua e outros marginalizados. O que é preciso para retirar o véu que cobre nossos olhos e nos impede de ver Jesus nas pessoas que estão à nossa volta?

ORAÇÃO
Deus, nosso Pai, vós sois aquele que tudo vê, tudo escuta, tudo faz, tudo cria, se revelando sem se mostrar. A exemplo de Santo Aleixo, busquemos a simplicidade de vida, pois vós sois o simples, o indivisível, e somente os simples verão a vossa face única e verdadeira. Dai-nos a retidão no falar e no agir, a compaixão no acolher e a dedicação em servir, pois realizar essas coisas é participar das vossas bem-aventuranças. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


BEATO INÁCIO DE AZEVEDO PRESBÍTERO E MÁRTIR
( Vermelho, Prefácio Comum ou dos Mártires – Ofício da Memória )

Antífona de Entrada
Ao nome de Jesus todo joelho se dobre no céu, na terra e nos abismos; e toda língua proclame, para glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor! (Fl 2,10s)

Oração do dia
Ó Deus, que escolhestes Inácio de Azevedo e seus trinta e nove companheiros para regarem com seu sangue as primeiras sementes do evangelho lançadas na Terra de Santa Cruz, concedei-nos professar constantemente, para vossa maior glória, a fé que recebemos de nossos antepassados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Êxodo 3,1-6.9-12)
Leitura do livro do Êxodo.

3 1Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã. Um dia em que conduzira o rebanho para além do deserto, chegou até a montanha de Deus, Horeb.
2O anjo do Senhor apareceu-lhe numa chama (que saía) do meio a uma sarça. Moisés olhava: a sarça ardia, mas não se consumia.
3"Vou me aproximar, disse ele consigo, para contemplar esse extraordinário espetáculo, e saber porque a sarça não se consome."
4Vendo o Senhor que ele se aproximou para ver, chamou-o do meio da sarça: "Moisés, Moisés!" "Eis-me aqui!" respondeu ele.
5E Deus: "Não te aproximes daqui. Tira as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa.
6Eu sou, ajuntou ele, o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó". Moisés escondeu o rosto, e não ousava olhar para Deus.
9"Agora, eis que os clamores dos israelitas chegaram até mim, e vi a opressão que lhes fazem os egípcios.
10Vai, eu te envio ao faraó para tirar do Egito os israelitas, meu povo".
11Moisés disse a Deus: "Quem sou eu para ir ter com o faraó e tirar do Egito os israelitas?"
12"Eu estarei contigo, respondeu Deus; e eis aqui um sinal de que sou eu que te envio: quando tiveres tirado o povo do Egito, servireis a Deus sobre esta montanha".
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 102/103

O Senhor é indulgente, é favorável.

Bendize, ó minha alma, ao Senhor,
e todo o meu ser, seu santo nome!
Bendize, ó minha alma, ao Senhor,
não te esqueças de nenhum de seus favores!

Pois ele te perdoa toda culpa
e cura toda a tua enfermidade;
da sepultura ele salva a tua vida
e te cerca de carinho e compaixão.

O Senhor realiza obras de justiça
e garante o direito aos oprimidos;
revelou os seus caminhos a Moisés
e, aos filhos de Israel, seus grandes feitos.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (Mt 11,25).


EVANGELHO (Mateus 11,25-27)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

11 25Por aquele tempo, Jesus pronunciou estas palavras: "Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos.
26Sim, Pai, eu te bendigo, porque assim foi do teu agrado.
27Todas as coisas me foram dadas por meu Pai; ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelá-lo".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Aceitai, ó Deus, as nossas oferendas e fazei que sejamos fortalecidos pelo mesmo sacrifício que sustentou no martírio o bem-aventurado Inácio e seus companheiros. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Se o grão de trigo não cai na terra e não morre, fica sozinho; mas, se morrer, produzirá muitos frutos (Jo 12,24).

Depois da Comunhão
Tendo participado, ó Deus, do mistério pascal à mesa da eucaristia, fazei-nos fiéis ao vosso serviço, a exemplo dos quarenta mártires que deram por vós a sua vida. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (BEATO INÁCIO DE AZEVEDO)

Inácio de Azevedo nasceu em Portugal, na cidade do Porto, em 1527. Seus pais, Manuel e Violante, eram descendentes de famílias lusitanas, ricas e poderosas. Desde pequeno foi educado sob preceitos cristãos e recebeu também vasta cultura acadêmica. Aos dezoito anos, tornou-se administrador dos bens da família, pois tinha inteligência acima da média. Mas sua vocação era a religião. Após um retiro na cidade de Coimbra, entrou para a Companhia de Jesus em 1548. Cinco anos depois, recebeu a ordenação sacerdotal. Seus estudos eram tão avançados e seus conhecimentos tão extensos que, mesmo sem terminar o curso de teologia, foi nomeado reitor do Colégio Santo Antonio, em Lisboa. Em 1565, foi escolhido pelos jesuítas para representá-los, em Roma, na eleição do novo geral, que era ninguém menos que o próprio Francisco Borja, hoje santo. Admirado com a capacidade de Inácio, deu-lhe a incumbência de vistoriar as missões jesuítas nas Índias e no Brasil. Tal viagem de inspeção durou três anos. No Brasil, a evangelização começara havia apenas dezesseis anos, mas o trabalho dos jesuítas dava frutos em profusão. A Companhia de Jesus já estava presente em sete tribos no interior e, no litoral, possuía escolas e seminários. Ao voltar, Inácio relatou ao geral que o trabalho ia muito bem, mas poderia render ainda mais se houvesse um número maior de missionários. Recebendo autorização do superior, recrutou jesuítas na Espanha e Portugal. Após cinco meses de preparativos, ele e mais trinta e nove companheiros partiram para o Brasil, em 5 de junho de 1570, num navio mercante. Na mesma data, partiu também uma embarcação de guerra comandada por dom Luis Vasconcelos, governador do Brasil, onde seguiam mais trinta jesuítas. Oito dias depois, os dois navios pararam na ilha da Madeira, para esperar ventos mais fortes e melhor direcionados. O navio de guerra ali permaneceu, mas o capitão do mercante, que era Inácio, resolveu zarpar em direção às ilhas Canárias. Apesar dos boatos da existência de piratas calvinistas no caminho, que estariam no encalço dos jesuítas, ele não quis ouvir os conselhos de não seguir viagem. Inácio e seus parceiros preferiram permanecer a bordo e não desistir, pois não temiam a morte. Ela, de fato, os encontrou em alto mar. O navio foi atacado pelo corsário calvinista francês Jacques Sourie, que partira de La Rochelle, justamente no encalço dos missionários. O navio foi dominado, os tripulantes e demais passageiros poupados, mas todos os jesuítas foram degolados imediatamente. Era o dia 15 de julho de 1570. O culto a Inácio de Azevedo e companheiros foi aprovado pelo papa Pio IX em 1854. A festa ocorre no dia do trânsito dos quarenta de jesuítas martirizados pelas mãos de piratas calvinistas. São venerados como os "Mártires do Brasil".


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Revelado aos pequeninos...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Nas minhas reflexões sobre este evangelho sempre me perguntei com toda sinceridade “Por que será que esse Deus-Pai de Jesus escondeu informações importantes sobre si mesmo, ou das coisas que lhe dizem respeito, dos Sábios e entendidos desse mundo?” Será que Deus nunca foi muito com a cara deles? Para uns Deus se abre e se revela sem segredos, para outros se esconde. Vindo da parte de Deus isso é meio esquisito... Eu assim pensava.

Mas vamos ver quem são essas pessoas Sábias e Entendidas, no tempo de Jesus e em nossos dias. O homem que valoriza a Ciência e o conhecimento, tornando-a Absoluta como única reveladora da Verdade, se enquadra nessa categoria de pessoas. No tempo de Jesus eram os Doutores da Lei, Escribas e Fariseus, entre os quais havia os Sacerdotes e os Membros do Conselho do Sinédrio. Sabiam tudo sobre a Revelação Divina e a Vinda do Messias e aquilo para eles era o suficiente. Nada mais havia a ser revelado por alguém, sobre Deus, muito menos um pobre Galileu, sem eira nem beira como Jesus. Deus não os excluiu da Revelação, eles é que excluíram Deus de sua vida, quando não deram créditos para a pessoa e os ensinamentos de Jesus, aquele que é por excelência o único e Verdadeiro Revelador do Pai. Nos dias de hoje o homem tem projetos monumentais e grandiosos, consegue conquistas e avanços fantásticos no mundo da ciência e do conhecimento. O crescimento da tecnologia é espantoso e perceptível a cada dia.

E o homem não percebe que tudo isso são as maravilhas de Deus, e ao adquirir o conhecimento, longe de fazer uma experiência divina, exclui Deus da sua Vida, acreditando somente em  si mesmo e em seu conhecimento, decretando a sua emancipação, e achando que somente basta á sua salvação.

Os pequenos e simples do tempo de Jesus, eram os que não tinham nenhum conhecimento sobre Deus, entretanto, sentiram-se atraídos por Jesus e viam Nele algo Novo e Inédito, e a possibilidade de Salvação, que para eles era impossível, em Jesus torna-se possível. Eram os impuros, os pecadores, as prostitutas, os Publicanos, leprosos, pastores e pescadores.

A ação Divina segue hoje essa mesma linha. A Humanidade tem uma forte tendência Ateísta e Secularista, dando maior crédito ao Homem Poderoso desse tempo, suas estruturas sociais, o mundo da tecnologia e da ciência onde a Igreja de Cristo será sempre olhada com menosprezo e desconfiança, pois ela é o Sacramento legítimo e verdadeiro, dessa Salvação Divina, mas a humanidade prefere crer na Sabedoria do Homem.

Em nossas comunidades cristãs, precisamos ter muita cautela para não nos deixarmos influenciar por essa Cultura Ateísta e , se somos grandes em algum conhecimento, tenhamos a coragem de nos fazer pequenos para servir, somente assim estaremos abertos a novas e revigorantes experiências reveladoras com Jesus de Nazaré.

2. Assim foi do teu agrado
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Os pequeninos são os verdadeiros sábios. Eles sabem dar respostas às perguntas decisivas que surgem em nossa vida. Por que dar de comer a quem não sabe agradecer? Por que amar se existe traição e ingratidão? Deus revela seu mistério de amor aos pequenos e despretensiosos. Quem ama com humildade, sem pretensões nem interesses, conhece o Amor e a sua força. Quem conhece o Amor conhece a Deus, mergulha em seu mistério, não por atos da inteligência, mas sim pela experiência do afeto. O pequenino sabe e conhece o Amor em toda a sua extensão, sabe e conhece a bondade da sensibilidade, da solidariedade, da hospitalidade, da gratuidade. Sabendo que o amor vem de Deus e volta para Deus, nunca desiste nem desanima. Colocando-se ao lado daquele que não sabe por que não recebeu a revelação, ajuda-o a não desistir nem desanimar. A sensibilidade do humilde e pequenino percebe as dificuldades do amor nas instabilidades da vida, nas desconfianças, nas desilusões, nos desenganos, nas traições. Percebe e persevera, e faz com que o outro não desista de amar porque, se desistir, desistiu da vida e da salvação. Por que dar de beber e de comer a quem não sabe agradecer? Por que continuar depois da traição? A resposta é dada por quem conhece o Pai pela revelação do Filho. Os pequeninos são de fato sábios e entendidos. Eles têm o conhecimento experimental do amor.

3. LOUVANDO O PAI
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

A oração de Jesus resulta de uma experiência vivida no seu ministério. Enquanto os líderes religiosos do povo resistiam em aceitá-lo e converter-se ao Reino, o povo simples e inculto mostrava-se receptivo diante de sua mensagem, deixando-se tocar por ela. O fracasso junto aos sábios e doutores era, pois, compensado pelo êxito junto aos pequeninos.

Refletindo sobre este episódio, Jesus detecta a ação do Pai no coração de quem é tido como incapaz de penetrar nas profundezas do saber teológico. Evidentemente, o saber revelado pelo Pai aos pequeninos não é de caráter intelectual. Pouca serventia teria para eles um saber que leva ao orgulho e à arrogância. Eles carecem de um saber existencial, que lhes toque o fundo do coração, predispondo-os para assimilar a sabedoria do Reino. Esta, sim, pode trazer salvação, por gerar solidariedade, partilha, reconciliação, vida em comunhão. A sabedoria revelada por Deus leva os pequeninos a se reconhecerem todos como irmãs e irmãos, convocados pelo Pai para viverem o amor. Quem adquire este tipo de sabedoria, coloca-se no caminho da salvação, o caminho de Deus.

Quanto aos sábios, a auto-suficiência impede-os de entrar numa dinâmica de amor-comunhão, por recusarem a se colocar no mesmo nível dos demais. Instruídos por si mesmos, estão fadados a cultivar uma sabedoria puramente humana, ineficaz em termos de salvação.

Oração
Espírito de revelação, liberta meu coração da arrogância que me impede de captar a revelação transformadora do Pai aos pequeninos.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Quinta-Feira — 18.07.2019

Terço do Rosário: Mistérios Luminosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Luminosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


— SANTO ARNOLFO DE METZ

Arnolfo nasceu em Metz, na antiga Gália, atual França, no ano 582. A sua família era muito importante e fazia parte da nobreza. Ele estudou e casou-se com uma aristocrata, com a qual teve dois filhos. Nesta época, a região da Gália era dominada pelos francos e era dividida em diversos reinos que guerreavam entre si.

Um dos reis da região, conhecendo a fama da conduta cristã de Arnolfo o tornou como seu conselheiro. Confiou-lhe também a educação de seu filho Dagoberto, que se formou dentro dos costumes da piedade e do amor cristão. Tal preparo fez de Dagoberto um dos reis católicos mais justos da História.

Pelo trabalho zeloso que exercia, foi nomeado bispo, mas não queria aceitar. Conta a tradição que lançou um anel no rio, dizendo a Deus que se ele fosse digno do episcopado, fizesse o anel retornar. Alguns dias depois o anel foi encontrado no ventre de um peixe.

Naquele tempo, as questões dos leigos e do celibato não tinham uma disciplina rigorosa e uniforme dentro da Igreja, que ainda seguia evangelizando a Europa. Por isso, mesmo casado, Arnolfo foi bispo e um de seus filhos tornou-se padre.

Depois de algum tempo Arnolfo abandonou o bispado para ingressar num mosteiro. Desta maneira serena, Arnolfo viveu o resto de seus dias, dedicando-se às orações, penitência e caridade. Morreu no dia 18 de julho de 641.

REFLEXÃO
Arnolfo era um homem de fé inabalável, correto e justo. Numa época onde a disciplina da Igreja ainda estava sendo formada, Arnolfo soube conjugar sua vida pública com seus compromissos com a evangelização. Foi um homem de seu tempo, preocupado com as pessoas. Sempre procurou encontrar soluções humanas e cristãs para os problemas do seu povo. Que nós também saibamos ocupar nosso lugar na sociedade, levando à todos os ambientes a boa nova de Jesus Cristo.

ORAÇÃO
Deus de amor e misericórdia, que cumulaste são Arnolfo com seus melhores dons, dai-nos seguir seu exemplo e imitar suas ações, levando os homens e mulheres ao compromisso cristão com as questões do tempo atual. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


XV SEMANA DO TEMPO COMUM
( Verde – Ofício do Dia )

Antífona de Entrada
Contemplarei, justificado, a vossa face; e serei saciado quando se manifestar a vossa glória (Sl 16,15).

Oração do dia
Ó Deus, que mostrais a luz da verdade aos que erram para retomarem o bom caminho, dai a todos os que professam a fé rejeitar o que não convém ao cristão e abraçar tudo o que é digno desse nome. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Êxodo 3,13-20)
Leitura do livro do Êxodo.

3 13 Moisés disse a Deus: "Quando eu for para junto dos israelitas e lhes disser que o Deus de seus pais me enviou a eles, que lhes responderei se me perguntarem qual é o seu nome?"
14 Deus respondeu a Moisés: "EU SOU AQUELE QUE SOU". E ajuntou: "Eis como responderás aos israelitas: (Aquele que se chama) 'EU SOU' envia-me junto de vós."
15 Deus disse ainda a Moisés: "Assim falarás aos israelitas: 'É JAVÉ, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó, quem me envia junto de vós. Este é o meu nome para sempre, e é assim que me chamarão de geração em geração'."
16 "Vai, reúne os anciãos de Israel e dize-lhes: 'o Senhor, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó apareceu-me. E disse-me: eu vos visitei, e vi o que se vos faz no Egito,
17 e disse: tirar-vos-ei do Egito onde sois oprimidos, para fazer-vos subir para a terra dos cananeus, dos hiteus, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus, terra que mana leite e mel'.
18 Eles ouvirão a tua voz. Irás então com os anciãos de Israel à presença do rei do Egito e lhe direis: 'o Senhor, o Deus dos hebreus, nos apareceu. Deixa-nos, pois, ir para o deserto, a três dias de caminho, para oferecer sacrifícios ao Senhor, nosso Deus'.
19 Eu sei que o rei do Egito não vos deixará partir, se ele não for obrigado pela força.
20 Mas estenderei a mão e ferirei o Egito com toda sorte de prodígios que farei no meio deles. Depois disso, o faraó vos deixará partir".
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 104/105

O Senhor se lembra sempre da aliança.

Dai graças ao Senhor, gritai seu nome,
anunciai entre as nações seus grandes feitos!
Lembrai as maravilhas que ele fez,
seus prodígios e as palavras de seus lábios!

Ele sempre se recorda da aliança,
promulgada a incontáveis gerações;
da aliança que ele fez com Abraão
e do seu santo juramento a Isaac.

Deus deu um grande crescimento a seu povo
e o fez mais forte que os próprios opressores.
Ele mudou seus corações para odiá-lo,
e trataram com má-fé seus servidores.

Então mandou Moisés, seu mensageiro,
e igualmente Aarão, seu escolhido;
por meio deles realizou muitos prodígios
e, na terra do Egito, maravilhas.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor (Mt 11,28)


Evangelho (Mateus 11,28-30)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse: 11 28"Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei.
29Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas.
30Porque meu jugo é suave e meu peso é leve."
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, as oferendas da vossa Igreja em oração e fazei crescer em santidade os fiéis que participam deste sacrifício. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele, diz o Senhor (Jo 6,56).

Depois da Comunhão
Alimentados pela vossa eucaristia, nós vos pedimos, ó Deus, que cresça em nós a vossa salvação cada vez que celebramos este mistério. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. A Leveza do Amor...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

O evangelho de hoje é um convite muito sério para refletir sobre tudo o que fazemos e principalmente nossos trabalhos pastorais. Jesus fala de um fardo pesado que nos cansa e traz grande fadiga, naquele tempo era a observância das leis de Moisés, que os Fariseus haviam multiplicado e como Guardiães da Lei, se davam ao direito de cobrar e exigir de toda a assembleia de maneira minuciosa, todos aqueles preceitos.

De igual modo hoje há em nossa igreja o perigo de um ativismo exagerado onde perdemos a noção daquilo que é essencial, que é sempre ter em vista o “Por que” fazemos. Os sintomas de fardo pesado sempre aparecem: são as brigas pelo poder, as discussões, os desentendimentos, a falta de compreensão e de paciência no relacionamento entre as pessoas de uma equipe, pastoral ou movimento. Uma das equipes de serviço que mais evidencia esse Julgo Pesado,  é a equipe de eventos, espelho e reflexo do restante da comunidade. Se nessa equipe faltar: alegria, solidariedade, companheirismo, misericórdia, compreensão, pode saber que o restante das lideranças também está contaminado.

O que Jesus nos pede é para que o busquemos para sentirmos alívio em nosso fardo, e daí aquilo que é uma obrigação, e que vou arrastando entre gemidos, queixas e lamúrias, se torna leve, suave, alegre. Qual o segredo de Jesus? Exatamente o FAZER com e por AMOR. Jesus colocou um julgo diferente dos Fariseus: o Amor que se doa e que serve a todos, e que se entrega. Ele o tomou por primeiro ao carregar a cruz, sem praguejar, sem queixar-se, sem lamuriar-se e sem decepcionar-se com os homens que o condenaram.

Na comunidade há os que exigem e sempre reclamam, há os que querem dominar mas há outros que se entregam, se doam, sempre com alegria, tornando aquela ação prazerosa. Estes são os que fazem por amor, os que buscaram a Jesus e transformaram o peso insuportável das obrigações cristãs, na leveza do Amor que a todos ama e serve,  exatamente como Jesus.

Na Comunidade nada façamos por mera obrigação, mas por amor, e chega de nos valorizarmos a todo o momento, afirmando ou pensando que, sem nós o trabalho não será feito. Que o nosso amor cristão se traduza unicamente em serviço, sempre feito na leveza do Amor, que gera em nós esta incontida e santa alegria no Senhor.

2. Encontrareis descanso
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Um convite é feito aos cansados e sobrecarregados. Que venham até Jesus. Nele encontrarão repouso. Este é o ponto de partida e o ponto de chegada da Nova Aliança: aceitar Jesus Cristo e unir-se a ele plenamente. É o que está na intenção do discípulo que pretende ser “cristão” e o que espera alcançar. São Paulo diz aos filipenses que ainda não o alcançou, mas vai prosseguindo para ver se o alcança, porque já foi alcançado por Cristo Jesus. Jesus me pegou, agora toca a mim pegá-lo também. Por que o jugo de Jesus é suave e seu fardo, leve? Porque ele é manso e humilde de coração. Nossa vida é exteriormente agitada e nossa mente, mais ainda. Já se disse que nossa mente é como um macaco que pula de um lado para outro e que necessita aquietar-se. “Eu vos darei descanso”, diz Jesus. O equilíbrio vem quando cessa a agitação. O coração manso e humilde tem a mente descansada e é capaz de mostrar que está cheio de amor. Qualquer jugo se torna então suave e qualquer fardo, leve, porque, como dizia Santo Agostinho, “onde se ama, não há trabalho, e se houver trabalho, o trabalho é amado”. O mesmo Agostinho também dizia: “Irrequieto está o nosso coração enquanto não descansar em Deus”. A mansidão é uma virtude, e nesse sentido é uma força, com a qual impedimos e seguramos a cólera e somos capazes de tratar os outros com gentileza. Não é simplesmente educação nem tampouco fraqueza. É força e virtude. Humilde é aquele que tem um olhar honesto e objetivo sobre si mesmo.

3. O JUGO SUAVE
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

Jesus chamou a si todos os desprezados pelo sistema religioso de sua época. A marginalização decorria da severidade dos líderes que lhes impunham uma quantidade de exigências impossíveis de serem obedecidas. Por isso, acabavam sendo menosprezados.

O legalismo judaico era pesado também para Jesus. Ele, porém, não se submetia a este esquema desumanizante. Para os escribas e fariseus, esta atitude do Mestre revelava-se como rebeldia. Entretanto, decorria de sua fidelidade ao Pai celeste, cujas exigências, mais ricas em profundidade, eram também mais suaves e leves que as leis da religião judaica.

O jugo proposto por Jesus era ele próprio. Os pequeninos são convidados a aderir a ele e fazer-se discípulos dele, trilhando um caminho idêntico ao seu. Não se trata de substituir a Lei mosaica por uma nova Lei, talvez mais inspirada. E sim mostrar aos atribulados que eles são chamados a viver como Jesus, pautando suas vidas pelos mesmos valores. Especialmente inspirador foi Jesus ter-se submetido, diretamente, ao Pai. Ele é a sua Lei! Movido por misericórdia, o Pai jamais assume uma atitude opressiva. Pelo contrário, alegra-se com o menor sinal de progresso na vida do discípulo, em processo de conversão. Este será capaz de reconhecer a leveza do jugo e a suavidade do peso impostos por Jesus.

Oração
Pai, dá-me disposição para pôr em prática as exigências do Reino, assumidas como expressão de minha fé sincera em teu Filho Jesus. Que elas sejam para mim um jugo suave!


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Sexta-Feira — 19.07.2019

Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Dolorosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


— SANTO ARSÊNIO

Arsênio pertencia a uma nobre e tradicional família de senadores, nasceu no ano 354 em Roma. Foi ordenado sacerdote pessoalmente pelo Papa Dâmaso. Em 383 o próprio imperador Teodósio o convidou para cuidar da educação e formação de seus filhos Arcádio e Honório, em Constantinopla. Arsênio permaneceu na corte por onze anos, até 394. Enfim, conseguiu a exoneração do cargo e retirou-se para o deserto no Egito.

A partir do século IV a vida de eremita passou a ser o sacrifício mais perfeito para a purificação. Os eremitas eram cristãos que se isolavam no deserto, em oração e penitência, numa vida solitária e contemplativa como forma de servir a Deus.

Arsênio se tornou um deles. O seu refúgio, no deserto egípcio da Alexandria, era dos mais procurados pelos cristãos, que buscavam na sabedoria e santidade de alguns eremitas, conselhos e paz para as aflições da alma, mesmo que para isto tivessem que fazer longas e cansativas peregrinações.

Mas a paz e a tranquilidade daqueles religiosos teve fim com a invasão de uma tribo das redondezas. Arsênio então abandonou o local. Entre 434 e 450 viveu isolado, só nos últimos anos aceitou a companhia de uns poucos discípulos. Morreu em 450.

REFLEXÃO
Santo Arsênio foi um dos mais conhecidos eremitas do Egito, sendo considerado como um dos "pais do deserto". O seu legado nos chegou através de uma crônica biográfica e de suas sábias máximas. Dizia: "Muitas vezes temos que nos arrepender de haver falado. Porém nunca me arrependi de haver guardado silêncio". A vida ascética de Arsênio nos leva a buscar mais as coisas de Deus e deixar de lado as muitas preocupações inúteis da vida.

ORAÇÃO
Santo Arsênio, vós que deixastes todas as vitórias do mundo para serdes vitorioso somente em Deus, intercedei para que alcancemos a graça dessas santas virtudes que tivestes. Que o silêncio seja mantido quando nos insultarem e que o amor supere todos os obstáculos. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


XV SEMANA DO TEMPO COMUM
( Verde – Ofício do Dia )

Antífona de Entrada
Contemplarei, justificado, a vossa face; e serei saciado quando se manifestar a vossa glória (Sl 16,15).

Oração do dia
Ó Deus, que mostrais a luz da verdade aos que erram para retomarem o bom caminho, dai a todos os que professam a fé rejeitar o que não convém ao cristão e abraçar tudo o que é digno desse nome. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Êxodo 11,10-12,14)
Leitura do livro do Êxodo.

11 10Moisés e Aarão tinham operado todos esses prodígios em presença do faraó. Mas o Senhor endureceu o coração do faraó, que não permitiu aos israelitas partirem de sua terra.
12 1O Senhor disse a Moisés e a Aarão:
2"Este mês será para vós o princípio dos meses: tê-lo-eis como o primeiro mês do ano.
3Dizei a toda a assembléia de Israel: no décimo dia deste mês cada um de vós tome um cordeiro por família, um cordeiro por casa.
4Se a família for pequena demais para um cordeiro, então o tomará em comum com seu vizinho mais próximo, segundo o número das pessoas, calculando-se o que cada um pode comer.
5O animal será sem defeito, macho, de um ano; podereis tomar tanto um cordeiro como um cabrito.
6E o guardareis até o décimo quarto dia deste mês; então toda a assembléia de Israel o imolará no crepúsculo.
7Tomarão do seu sangue e pô-lo-ão sobre as duas ombreiras e sobre a verga da porta das casas em que o comerem.
8Naquela noite comerão a carne assada no fogo com pães sem fermento e ervas amargas.
9Nada comereis dele que seja cru, ou cozido, mas será assado no fogo completamente com a cabeça, as pernas e as entranhas.
10Nada deixareis dele até pela manhã; se sobrar alguma coisa, queimá-la-eis no fogo.
11Eis a maneira como o comereis: tereis cingidos os vossos rins, vossas sandálias nos pés e vosso cajado na mão. Comê-lo-eis apressadamente: é a Páscoa do Senhor.
12'Naquela noite, passarei através do Egito, e ferirei os primogênitos no Egito, tanto os dos homens como os dos animais, e exercerei minha justiça contra todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor'.
13O sangue sobre as casas em que habitais vos servirá de sinal (de proteção): vendo o sangue, passarei adiante, e não sereis atingidos pelo flagelo destruidor, quando eu ferir o Egito.
14Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o com uma festa em honra do Senhor: fareis isso de geração em geração, pois é uma instituição perpétua".
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 115/116B

Elevo o cálice da minha salvação,
invocando o nome santo do Senhor.

Que poderei retribuir ao Senhor Deus
por tudo aquilo que ele fez em meu favor?
Elevo o cálice da minha salvação,
invocando o nome santo do Senhor.

É sentida por demais pelo Senhor
a morte de seus santos, seus amigos.
Eis que sou o vosso servo, ó Senhor,
vosso servo que nasceu de vossa serva;
mas me quebrastes os grilhões da escravidão1

Por isso oferto um sacrifício de louvor,
invocando o nome santo do Senhor.
Vou cumprir minhas promessas ao Senhor
na presença de seu povo reunido.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem (Jo 10,27).


Evangelho (Mateus 12,1-8)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 12 1Jesus atravessava os campos de trigo num dia de sábado. Seus discípulos, tendo fome, começaram a arrancar as espigas para comê-las.
2Vendo isto, os fariseus disseram-lhe: "Eis que teus discípulos fazem o que é proibido no dia de sábado".
3Jesus respondeu-lhes: "Não lestes o que fez Davi num dia em que teve fome, ele e seus companheiros,
4como entrou na casa de Deus e comeu os pães da proposição? Ora, nem a ele nem àqueles que o acompanhavam era permitido comer esses pães reservados só aos sacerdotes.
5Não lestes na lei que, nos dias de sábado, os sacerdotes transgridem no templo o descanso do sábado e não se tornam culpados?
6Ora, eu vos declaro que aqui está quem é maior que o templo.
7Se compreendêsseis o sentido destas palavras: 'Quero a misericórdia e não o sacrifício' não condenaríeis os inocentes.
8Porque o Filho do Homem é senhor também do sábado".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, as oferendas da vossa Igreja em oração e fazei crescer em santidade os fiéis que participam deste sacrifício. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele, diz o Senhor (Jo 6,56).

Depois da Comunhão
Alimentados pela vossa eucaristia, nós vos pedimos, ó Deus, que cresça em nós a vossa salvação cada vez que celebramos este mistério. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Os policiais da comunidade...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

A exemplo dos moralistas de plantão, os Fariseus eram naquele tempo, aquilo que poderia ser chamado hoje de “policiais da comunidade”, só de olho no que os outros fazem para poder acusa-los perante a autoridade. Claro que a Policia Militar faz esse trabalho, e os bons policiais o fazem com todo zelo, e se perceber uma atitude suspeita de alguém, imediatamente irá abordá-lo, pois faz parte do seu trabalho.

Os moralistas também agem dessa forma, seguem á risca a lei e julgam-se no direito de fiscalizar as demais pessoas, para que também o façam e não admitem que alguém venha a violar algum preceito da lei. Pessoas assim tornam-se insuportáveis para os outros, porque são como uma engrenagem sem lubrificante; são secas, rigorosas, até que um dia a “casa cai”, quando os outros descobrem que esse grupo só enganava, porque lhes faltava o essencial: o amor e a misericórdia na relação com os demais.

Esse grupo de Fariseus parece que tiravam o dia para “fiscalizar” as pessoas suspeitas, principalmente Jesus e seus discípulos e neste evangelho, em um dia de sábado o flagram colhendo espigas para comerem, pois no meio da caminhada sentiram fome. Querendo mostrar a Jesus o Santo caminho da Lei de Moisés (quanta pretensão) acusam os discípulos de estarem fazendo algo que é proibido em dia de sábado: trabalhar!

Jesus toma então alguém importante da História de Israel, o grande Rei Davi, de cuja estirpe viria o Messias, e mostra-lhes que o próprio Davi infligiu aquela lei, quando junto com seus companheiros entrou no templo e comeu dos pães sagrados, exclusivos dos sacerdotes. O ensinamento de Jesus é exatamente esse: que acima de qualquer lei está a Lei do Amor e da preservação da Vida, e toda lei autêntica deve ter ao centro a Vida do Homem. Jesus não revoga a Lei de Moisés, mas lembra do que está no centro dela, e que os Fariseus há muito tinham esquecido. Não se coloque nenhuma Lei ou norma acima do amor e da misericórdia para com as pessoas.

Os membros dos nossos Conselhos Pastorais, bem como os Coordenadores e Cooperadores, devem estar atentos e muito abertos á Palavra de Deus, para que não se corrompam com o velho Farisaísmo que tanto Jesus condenou.

2. Quero misericórdia!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

No Evangelho de Mateus, Jesus é o Senhor do sábado por ser Deus. Para Marcos, basta ser homem para ser senhor do sábado, pois o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. O sábado, o dia do descanso do Senhor, quando foram concluídas todas as obras da criação, era o sétimo dia. Com ele, fechava-se o ciclo do tempo de uma semana, a primeira da criação. Passado o sábado, no oitavo dia, o primeiro da nova semana, Deus pode ver toda a sua obra. Na Bíblia hebraica, esse dia não é chamado de primeiro, mas de dia Um, assim como Deus é Um. Ele rompe o ciclo fechado do tempo da semana, que se repete ininterruptamente. É o oitavo dia, que abre o tempo para a eternidade. O ser humano, preso na semana de sete dias, é libertado na imensidão da eternidade. Libertos de toda e qualquer dominação do tempo e do espaço, passamos do sétimo dia para o oitavo, o Dia do Senhor.

3. O IMPERATIVO DA VIDA
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

Jesus foi firme ao rebater as críticas dos fariseus quando viram os discípulos colhendo espigas de trigo e comendo-as, em dia de sábado. Para os fariseus, este fato configurava-se como um aberto desrespeito à Lei. E, pior ainda, praticado com a anuência do Mestre Jesus. Algo de errado estava acontecendo: alguém, pensando ensinar em nome de Deus, mostrava-se incapaz de respeitar uma Lei dada pelo mesmo Deus. Daí podia-se concluir, sem perigo de errar, que Jesus não vinha da parte de Deus.

Entretanto, este desrespeito à Lei de Deus era só aparente. Jesus estava em perfeita comunhão com Deus ao concordar que, quem estivesse com fome, podia encontrar um meio de saciá-la, mesmo atropelando uma Lei religiosa. O imperativo da vida estava perfeitamente de acordo com a vontade de Deus. Errado seria obrigar os discípulos do Mestre a desfalecer pelo caminho, embora tivessem alimento à mão, só porque a colheita estava no rol das atividades proibidas em dia de sábado.

O gesto de Jesus teve um antecedente no Antigo Testamento, na pessoa de Davi. Fugindo da perseguição de Saul, chegara faminto a um santuário, cujo sacerdote, na falta de outro pão, ofereceu ao fugitivo o pão consagrado, que só aos sacerdotes era permitido comer. Gesto sensato, pois o pão consagrado destinava-se a garantir a vida de um ser humano. Portanto, a atitude do sacerdote foi plenamente agradável a Deus. O mesmo aconteceu com Jesus.

Oração
Espírito de flexibilidade, que eu não seja contaminado pela subserviência à Lei, sabendo que, para Deus, o imperativo da vida é mais importante.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia do Sábado — 20.07.2019

Terço do Rosário: Mistérios Gozosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gozosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


— SANTA MARGARIDA

Margarida nasceu no ano 275, em Antioquia de Pisídia. Órfã de mãe desde pequena e filha de um sacerdote pagão e idólatra, Margarida tinha tudo para jamais se aproximar de Deus. Mas algo divino aconteceu: o pai acabou confiando sua educação a uma ama extremamente católica e a vida de Margarida seguiu outro caminho.

Cresceu muito dedicada às coisas do espírito. Mas o pai começou a perceber que ela não ia aos cultos ou mesmo ao templo, para participar dos sacrifícios aos deuses. Ele não suspeitava que ela participasse escondida dos cultos cristãos até o dia em que alguém o alertou.

Foi aí que começou o suplício de Margarida. Ele exigiu que ela abandonasse o cristianismo. Como ela se recusou, primeiro lhe impôs um severo castigo, mandando a jovem para o campo trabalhar ao lado dos escravos. Depois, como nem a força fazia a filha mudar de ideia, entregou-a as autoridades para que fosse julgada.

O martírio da jovem Margarida foi terrível. Diante das autoridades, negou-se a abandonar sua fé. Começaram então os suplícios físicos e psicológicos. Margarida foi açoitada, depois teve o corpo colocado sobre uma trave e rasgado com ganchos de ferro. Diz a tradição que a jovem ainda foi queimada, jogada num rio gelado e finalmente decapitada.

Ela morreu no dia 20 de julho de 290, com a idade de quinze anos e a fama de sua santidade espalhou-se rapidamente pelo Oriente e pelo Ocidente.

REFLEXÃO
Outra vez celebramos a memória de uma mártir cristã. Desejosa de unir-se ao Cristo, Margarida suportou os maiores sofrimentos sem desanimar. Soube colocar seu amor a Deus em primeiro lugar. Tantas vezes nós reclamamos diante de qualquer sofrimento e desanimamos no menor sinal de fracasso. Lembremos de santa Margarida e peçamos sua intercessão nos momentos de dor.

ORAÇÃO
Deus de amor e misericórdia, derramai sobre nós, pela intercessão de santa Margarida, as graças necessárias para enfrentarmos as dificuldades do dia a dia. Que o nosso sofrimento se una ao do Cristo Crucificado e nos aproxime cada vez mais das glórias do Reino do Céu. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


XV SEMANA DO TEMPO COMUM
( Verde – Ofício do Dia )

Antífona de Entrada
Contemplarei, justificado, a vossa face; e serei saciado quando se manifestar a vossa glória (Sl 16,15).

Oração do dia
Ó Deus, que mostrais a luz da verdade aos que erram para retomarem o bom caminho, dai a todos os que professam a fé rejeitar o que não convém ao cristão e abraçar tudo o que é digno desse nome. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Êxodo 12,37-42)
Leitura do livro do Êxodo.

12 37Os israelitas partiram de Ramsés para Socot, em número de seiscentos mil homens, aproximadamente, sem contar os meninos.
38Além disso, acompanhava-os uma numerosa multidão, bem como rebanhos consideráveis de ovelhas e de bois.
39Cozeram bolos ázimos da massa que levaram do Egito, pois esta não se tinha fermentado, porque tinham sido lançados fora do país e não puderam deter-se nem fazer provisões.
40A permanência dos israelitas no Egito durara quatrocentos e trinta anos.
41Exatamente no fim desses quatrocentos e trinta anos, todos os exércitos do Senhor saíram do Egito:
42Foi uma noite de vigília para o Senhor, a fim de tirá-los do Egito: essa mesma noite é uma vigília a ser celebrada de geração em geração por todos os israelitas, em honra do Senhor.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 135/136

Eterna é sua misericórdia.

Demos graças ao Senhor, por que ele é bom:
porque eterno é seu amor!
De nós, seu povo humilhado, recordou-se:
porque eterno é seu amor!
De nossos inimigos libertou-nos:
porque eterno é seu amor!

Ele feriu os primogênitos do Egito
porque eterno é seu amor!
E tirou do meio deles Israel:
porque eterno é seu amor!
Com mão forte e com braço estendido:
porque eterno é seu amor!

Ele cortou o mar Vermelho em duas partes:
porque eterno é o seu amor!
Fez passar no meio dele Israel:
porque eterno é o seu amor!
E afogou o faraó com suas tropas:
porque eterno é seu amor!

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou esta reconciliação (2Cor 5,19).


Evangelho (Mateus 12,14-21)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

12 14Os fariseus saíram dali e deliberaram sobre os meios de matar Jesus.
15Jesus soube disso e afastou-se daquele lugar. Uma grande multidão o seguiu, e ele curou todos os seus doentes.
16Proibia-lhes formalmente falar disso,
17para que se cumprisse o anunciado pelo profeta Isaías:
18"Eis o meu servo a quem escolhi, meu bem-amado em quem minha alma pôs toda sua a afeição. Farei repousar sobre ele o meu Espírito e ele anunciará a justiça aos pagãos.
19Ele não disputará, não elevará sua voz; ninguém ouvirá sua voz nas praças públicas.
20Não quebrará o caniço rachado, nem apagará a mecha que ainda fumega, até que faça triunfar a justiça.
21Em seu nome as nações pagãs porão sua esperança".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, as oferendas da vossa Igreja em oração e fazei crescer em santidade os fiéis que participam deste sacrifício. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele, diz o Senhor (Jo 6,56).

Depois da Comunhão
Alimentados pela vossa eucaristia, nós vos pedimos, ó Deus, que cresça em nós a vossa salvação cada vez que celebramos este mistério. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Um Messias desconcertante...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

O Messianismo de Jesus, sua maneira de agir, desconcerta a todos. Os Fariseus estão convencidos de que ele não é o Messias e estão decididos a buscarem os meios para matá-lo, pois representa um perigo ás tradições de Israel.

O evangelho de hoje faz a clássica apresentação do Ungido segundo o Profeta Isaias, onde Jesus é o Servo de Deus, o Bem amado e querido do Pai, Aquele sobre quem repousa o Espírito e que anunciará a Justiça. Alguém que não irá entrar no “jogo” do poder que infestava até mesmo a religião, não elevará a voz, como fazem os que querem mandar e dominar, não fará ouvir sua voz nas praças. Mas é o versículo final que traz algo inédito: Não quebrará o caniço rachado, nem apagará a mecha que ainda fumega, até que faça triunfar a Justiça...

Este perfil do Messias desconcertou até o Precursor João Batista, que havia anunciado, com um discurso muito rigoroso “O machado já está posto á raiz, e toda árvore que não produzir bons frutos, será cortada e lançada ao fogo”.  Enfim, anunciara um Messias implacável, vingador, com quem os maus, impuros e pecadores iriam se ver... E Jesus toca nos leprosos, cura os enfermos, abre os olhos aos cegos, e faz coisa ainda pior, tem amizade com pecadores públicos, com Mulheres da Vida, como Madalena, e janta na casa deles. Por isso João mandou discípulos sondarem se Jesus era mesmo o Messias esperado... Até ele ficou com dúvidas.

O cristianismo autêntico nos dias de hoje continua a ser desconcertante, porque o Jesus da Pós Modernidade, que os espertalhões criaram, em nada se parece com Ungido de Deus, o Cristo Jesus Nosso Senhor, aquele que transforma a miséria humana em esperança, porque cura, ressuscita e liberta os que morreram pelo pecado.

2. Eis o meu amado!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

O versículo inicial conclui o relato da cura da mão atrofiada de um homem e introduz a citação do profeta Isaías. Por que tomaram a decisão de matar Jesus? Porque ele se opôs a uma concepção nada humana da observância do sábado e, consequentemente, nada divina. Há uma clara oposição entre o modo como os ensinamentos de Moisés eram vividos e interpretados e a visão de Jesus sobre a pessoa humana. A oposição chegou ao ponto de tramarem a morte de Jesus. Jesus se retira. Sua hora ainda não tinha chegado e tudo acontecerá segundo o projeto salvífico de Deus. Jesus se retira, mas continua curando os doentes e mostrando como nele se realizam todas as Escrituras. Ele é o Servo de Deus, escolhido e amado. Sobre ele repousa o Espírito e ele anunciará às nações o projeto de Deus. No vocábulo “julgamento” está a síntese da Lei de Deus. Jesus é o Servo Sofredor humano e humanizador. Ele não discute nem grita. Não desiste nem desanima. Sabe esperar. Não apaga a mecha que ainda fumega e não quebra o caniço que está rachado. Ele não desiste do ser humano. Por isso, as nações depositarão sua esperança em seu nome.

3. O SERVO ESCOLHIDO
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

Na tentativa de compreender a ação misericordiosa de Jesus em favor das multidões, acolhidas e curadas por ele, a Igreja primitiva recorreu a um texto do profeta Isaías, conhecido como "o primeiro canto do Servo de Javé". Até hoje, não se sabe ao certo a quem o profeta se referia. Em todo o caso, o Servo foi apresentado como alguém muito querido por Deus, a cujo serviço se colocou totalmente.

Sua missão consistiu em implantar o projeto de Deus na Terra, de modo que a justiça imperasse no mundo inteiro. A humildade e simplicidade do Servo fizeram dele um ser pacífico, que não escolheu o caminho da violência para realizar sua missão. Ele foi discreto. Não realizou suas obras com estardalhaço, para ser notado. Foi compassivo e bondoso com as pessoas, especialmente, as mais fracas, e jamais decepcionou ninguém. Enquanto houvesse um fiozinho de esperança, o Servo não se desesperava.

Se a cana estava rachada, acreditava na possibilidade de recuperá-la. Se a mecha ainda estava fumegante, acreditava na possibilidade de ainda obter uma labareda e não a apagava. A justiça acontecia, portanto, no respeito ao fraco e não eliminando-o. O Servo, assim pensado, tornava-se digno da confiança de todos os povos.

O caminho escolhido por Jesus para realizar sua missão foi o mesmo do Servo. Sem triunfalismo, ele soube levar os pobres a recuperar a esperança.

Oração
Senhor Jesus, és o Servo de Deus que, na simplicidade e humildade, leva a humanidade a recuperar a esperança.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


FAÇA UMA DOAÇÃO AO NPDBRASIL...
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Liturgia do Domingo — 21.07.2019

Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gloriosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)


NOTAS IMPORTANTES

Nota_01: Para complementar os estudos da Liturgia dos Domingos - visite as páginas Homilias_e_Sermões e Roteiro_Homilético - pois elas contém um estudo detalhado das Leituras do Domingo, posicionando-as no tempo, indicando as origens das palavras e das idéias implícitas nos textos bíblicos. Ideal para Catequistas, Ministros da Palavra, Líderes de Grupo de Estudo Bíblico e Leigos interessados em conhecer, estudar e praticar a Palavra de Deus.
Nota_02: Publicamos aqui na página do Evangelho do NPDBRASIL a Liturgia Diária e Dominical resumida. Você pode baixar os folhetos completos da Missa de Domingo de duas fontes diferentes: PULSANDINHO da Arquidiocese de Apucarana - PR e O POVO DE DEUS da Arquidiocese de São Paulo - SP, conforme está indicado na Seção Download de Folhetos Dominicais - no início e no final desta página.


— SÃO LOURENÇO DE BRINDISI

Júlio César Russo nasceu no dia 22 de julho de 1559 em Brindisi, na Itália. Seu nome de batismo, mostrava claramente a ambição dos pais, que esperavam para ele um futuro brilhante como o do grande general romano.

Aos seis anos de idade, o menino Júlio César encantava a todos com o extraordinário dom de memorizar as páginas de livros em poucos minutos, para depois declamá-las em público. E cresceu assim, brilhante nos estudos. Quando ficou órfão aos catorze anos de idade, foi acolhido por um tio, que residia em Veneza.

Dois anos após chegar a Veneza ele atendeu ao chamado de Deus e ingressou na vida religiosa: primeiro com os frades menores e depois com os capuchinhos, onde foi ordenado sacerdote.

Tornou-se especialista em línguas e sua erudição o levou à ocupar altos postos de sua Ordem e também a serviço do Sumo Pontífice. Foi provincial em vários estados e chegou a ser Superior Geral e embaixador do Papa Paulo V, com a missão de intermediar príncipes e reis em conflito.

Lourenço de Brindisi morreu no dia do seu aniversário em 1619. Foi canonizado em 1881 e recebeu o título de "Doutor da Igreja" em 1959.

REFLEXÃO
Deus concede as pessoas a inteligência e a sabedoria. A inteligência nos ajuda a descobrir os melhores meios de conduzir nossa vida, mas nem sempre ela é usada para o bem. Já a sabedoria, fruto do Espírito e da experiência de vida, sempre leva o ser humano ao respeito mútuo e ao encontro com Deus. São Lourenço soube ser inteligente e sábio. Peçamos a Deus que nos ensine a usar nossa inteligência com sabedoria.

ORAÇÃO
Ó Deus, que marcastes pela vossa doutrina a vida de São Lourenço de Brindisi, concedei-nos, por sua intercessão, que sejamos fiéis à mesma doutrina e a proclamemos em nossas ações. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Extraído do site http://www.a12.com/santuario-nacional/santuario-virtual/santo-do-dia/ - Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR


21.07.2019
16º Domingo do Tempo Comum — ANO C
( Verde, Glória, Creio – IV Semana do Saltério )
__ Uma só coisa é necessária: Em primeiro lugar, escute o Senhor __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

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NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGELHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

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Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Na Santa Missa sentimos a presença de Deus que nos comunica sua vida. Adentramos o mistério do Altíssimo, e Jesus entra em nossa casa dizendo ser “Uma só coisa necessária”: permanecer em comunhão com Ele. À exemplo de Maria, escutemos o que o Senhor tem a nos falar.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos em irmãs, aqui estamos como comunidade cristã, acolhidos pelo Pai, como hóspedes em sua casa. Por Cristo e em Cristo Ele nos entrega o Espírito de Amor, o “único necessário” e ceia conosco. Oferece-nos assim, a sua intimidade, a sua “a melhor parte” que é a vida plena e a participação em seu Reino. Como fiéis discípulos, sentemo- -nos aos pés de Jesus e, em nossas vidas, tornemo-nos atentos e sensíveis a todos os irmãos.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Jesus não se comporta como um hóspede comum, também quando é recebido por amigos de longa data, como Marta e Maria, ele exige atenção especial à sua mensagem e à sua pessoa. Acolher Cristo hóspede é principalmente "ouvi-lo", por-se em atitude de receptividade, mais do que de dar. É ouvindo-o que se entra em comunhão com ele e se é transformado. Quem se preocupa mais com as coisas a dar do que com a pessoa com quem se comunica, fica distante.

Sintamos o júbilo real de Deus em nossos corações e cheios dessa alegria divina entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/21-de-julho-de-2019---16-tc---certo.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/42_-_16o_domingo_do_tempo_comum_-_v04.pdf


Antífona de Entrada
É Deus quem me ajuda, é o Senhor quem defende a minha vida. Senhor, de todo o coração hei de vos oferecer o sacrifício e dar graças ao vosso nome, porque sois bom (Sl 53,6.8).

Oração do dia
Ó Deus, sede generoso para com os vossos filhos e filhas e multiplicai em nós os dons da vossa graça, para que, repletos de fé, esperança e caridade, guardemos fielmente os vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Comentário das Leituras: A Palavra do Senhor é viva e eficáz. Tanto a narrativa de Abraão, quanto o relato das irmãs Marta e Maria, faz-nos compreender que escutar à Deus é o caminho para uma autêntica vivência da fé. Assim como Abraão, Marta e Maria, acolhamos o próprio Deus que nos visita continuamente através da Palavra. Com os ouvidos atentos e o coração aberto, escutemos o que Ele nos tem a dizer.

Primeira Leitura (Gênesis 18,1-10)
Leitura do livro do Gênesis.

18 1O Senhor apareceu a Abraão nos carvalhos de Mambré, quando ele estava assentado à entrada de sua tenda, no maior calor do dia.
2Abraão levantou os olhos e viu três homens de pé diante dele. Levantou-se no mesmo instante da entrada de sua tenda, veio-lhes ao encontro e prostrou-se por terra.
3"Meus senhores, disse ele, se encontrei graça diante de vossos olhos, não passeis avante sem vos deterdes em casa de vosso servo.
4Vou buscar um pouco de água para vos lavar os pés.
5Descansai um pouco sob esta árvore. Eu vos trarei um pouco de pão, e assim restaurareis as vossas forças para prosseguirdes o vosso caminho; porque é para isso que passastes perto de vosso servo." Eles responderam: "Faze como disseste."
6Abraão foi depressa à tenda de Sara: "Depressa, disse ele, amassa três medidas de farinha e coze pães."
7Correu em seguida ao rebanho, escolheu um novilho tenro e bom, e deu-o a um criado que o preparou logo.
8Tomou manteiga e leite e serviu aos peregrinos juntamente com o novilho preparado, conservando-se de pé junto deles, sob a árvore, enquanto comiam.
9E disseram-lhe: "Onde está Sara, tua mulher?" "Ela está na tenda", respondeu ele.
10E ele disse-lhe: "Voltarei à tua casa dentro de um ano, a esta época; e Sara, tua mulher, terá um filho." Ora, Sara ouvia por detrás, à entrada da tenda.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial 14/15

Senhor, quem morará em vossa casa?

É aquele que caminha sem pecado
e pratica a justiça fielmente;
que pensa a verdade no seu íntimo
e não solta em calúnias sua língua.

Que em nada prejudica o seu irmão
nem cobre de insultos seu vizinho;
que não dá valor algum ao homem ímpio,
mas honra os que respeitam o Senhor.

Não empresta o seu dinheiro com usura
nem se deixa subornar contra o inocente.
Jamais vacilará quem vive assim!

Segunda Leitura (Colossenses 1,24-28)
Leitura da carta de são Paulo aos Colossenses.

1 24Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja.
25Dela fui constituído ministro, em virtude da missão que Deus me conferiu de anunciar em vosso favor a realização da palavra de Deus,
26mistério este que esteve escondido desde a origem às gerações (passadas), mas que agora foi manifestado aos seus santos.
27A estes quis Deus dar a conhecer a riqueza e glória deste mistério entre os gentios: Cristo em vós, esperança da glória!
28A ele é que anunciamos, admoestando todos os homens e instruindo-os em toda a sabedoria, para tornar todo homem perfeito em Cristo.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Felizes os que observam a palavra do Senhor de reto coração e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes! (Lc 8,15)


Evangelho (Lucas 10,38-42)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

10 38Estando Jesus em viagem, entrou numa aldeia, onde uma mulher, chamada Marta, o recebeu em sua casa.
39Tinha ela uma irmã por nome Maria, que se assentou aos pés do Senhor para ouvi-lo falar.
40Marta, toda preocupada na lida da casa, veio a Jesus e disse: "Senhor, não te importas que minha irmã me deixe só a servir? Dize-lhe que me ajude".
41Respondeu-lhe o Senhor: "Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas;
42no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

HOMILIA - CREIO - PRECES
(Ver abaixo ao final desta liturgia 3 sugestões de Homilia para este domingo)

Sobre as Oferendas
Ó Deus, que no sacrifício da cruz, único e perfeito, levastes á plenitude os sacrifícios da antiga aliança, santificai, como o de Abel, o nosso sacrifício, para que os dons que cada um trouxe em vossa honra possam servir para a salvação de todos. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
O Senhor bom e clemente nos deixou a lembrança de suas grandes maravilhas. Ele dá o alimento aos que o temem (Sl 110,4s).

Depois da Comunhão
Ó Deus, permanecei junto ao povo que iniciastes nos sacramentos do vosso reino, para que, despojando-nos do velho homem, passemos a uma vida nova. Por Cristo, nosso Senhor.

FORMAÇÃO LITÚRGICA

“Creia que o melhor de Deus na sua vida ainda está por vir!”

“UMA SÓ COISA É NECESSÁRIA...”

Enquanto o grupo de discípulos segue o seu caminho, Jesus entra sozinho numa aldeia e dirige-se a uma casa onde encontra duas irmãs a quem aprecia muito. A presença de Jesus, seu amigo, provoca nas mulheres duas reações muito diferentes.

Maria, seguramente a irmã mais jovem, deixa tudo e fica “sentada aos pés do Senhor”. A sua única preocupação é escutá-lo. O evangelista descreve-a com os traços que caracterizam o verdadeiro discípulo: aos pés do Mestre, atenta à sua voz, acolhendo a sua Palavra e alimentando-se dos seus ensinamentos.

A reação de Marta é diferente. Desde que chegou Jesus, não faz mais do que esforçar-se em acolhê-lo e atendê-lo devidamente. Lucas descreve-a preocupada por múltiplas ocupações. Sobrecarregada pela situação e magoada com a sua irmã, expõe as suas queixas a Jesus: “Senhor, não te importa que a minha irmã me tenha deixado sozinha com o serviço? Diz-lhe que me ajude”.

Jesus não perde a paz. Responde à Marta com um grande carinho, repetindo pausadamente seu nome; logo, faz-lhe ver que também a Ele o preocupa a sua aflição, mas que deve saber que escutá-lo é tão essencial e necessário que nenhum discípulo pode ficar sem a sua Palavra. “Marta, Marta, andas inquieta e nervosa com tantas coisas; só uma é necessária”. “Maria escolheu a parte melhor e não lhe será tirada”.

Jesus não critica o serviço de Marta. Como o poderia fazer se Ele mesmo está a ensinar a todos com o Seu exemplo de viver acolhendo, servindo e ajudando os demais? O que critica é o seu modo de trabalhar de forma nervosa, debaixo da pressão de demasiadas ocupações.

Jesus não contrapõe a vida ativa e a contemplativa, nem a escuta fiel da sua Palavra e o compromisso de viver na prática o Seu estilo de entrega aos demais. Alerta sim, para o perigo de viver absorvidos por um excesso de atividade, em agitação interior permanente, apagando em nós o Espírito, contagiando o nervosismo e a aflição mais do que a paz e o amor.

Pressionados pela diminuição das forças, estamos a habituar-nos a pedir aos cristãos mais generosos todo o tipo de compromissos dentro e fora da Igreja. Se, ao mesmo tempo, não lhes oferecemos espaços e momentos para conhecer Jesus, escutar sua Palavra e alimentar-se do seu Evangelho, corremos o risco de fazer crescer na Igreja a agitação e o nervosismo, mas não o seu Espírito e a Sua paz. Poderemos vir a encontrar-nos com comunidades animadas por funcionários afligidos, mas não por testemunhas que irradiam o alento e a vida do seu Mestre.

José Antônio Pagola

SERVIÇO E ATIVISMO

O dia a dia, a rotina, de cada um de nós está marcada pelas atividades que realizamos, e não poucas vezes parece não haver tempo suficiente para concluir tudo o que é preciso fazer. Algumas dessas atividades são fundamentais, e não podem ser deixadas de lado, enquanto outras podem ser adiadas. O problema é o acúmulo de coisas a serem feitas e a falta de tempo, e ainda parece pior quando alguém que está próximo e poderia ajudar não o faz, simplesmente permanece sentado ou fazendo alguma outra coisa sem importância.

Depois do início da sua vida pública, a passagem de Jesus por algum povoado era sempre uma ocasião de grande movimentação. Seja por parte dos curiosos que queriam vê-lo mais de perto, seja da parte de quem procurava por uma cura, ou ainda, da parte de quem queria condená-lo. Num desses dias, em que Jesus entrou num povoado, ele foi hospedar- -se na casa de Marta e Maria. Podemos imaginar a movimentação para acolher uma pessoa tão conhecida, juntamente como seus discípulos. Muito trabalho e pouco tempo para preparar todo o necessário. Mas o que é realmente necessário?

Quando temos muitas coisas a serem feitas, é preciso ter discernimento para ordenar aquelas que são mais urgentes e aquelas que podem esperar um pouco. Na ordem das coisas que precisam de maior atenção, Maria escolheu a primeira e a mais importante. A escolha de Maria não é uma rejeição e nem um desprezo pelas muitas tarefas importes, mas é uma escolha na ordem da precedência e da importância. Colocar- -se em atitude de atenção e escutar a Deus que fala é a primeira escolha, e é também a escolha que marca a diferença entre serviço e ativismo.

Marta estava preocupada e muito ocupada, e ela não tinha uma má intenção, ela queria acolher e preparar tudo. Da mesma forma, algumas vezes, o trabalho pastoral também acaba ocupando todo tempo. É importante cuidar e atender, é importante distribuir aos necessitados e também é importante preparar uma campanha nova. Tudo é importante, necessário e as vezes urgente: o trabalho não pode parar. Mas é preciso parar e entrar no recolhimento silencioso da intimidade com Deus, para não perder o verdadeiro sentido do serviço cristão.

Nas palavras do Papa Francisco, “a Igreja não é uma ONG”. A Igreja é a comunidade dos discípulos de Jesus Cristo, Ressuscitado. Cabe à Igreja o anúncio da Boa Nova do Evangelho e o serviço da caridade, como consequência da fé. O trabalho sem a escuta é apenas ativismo, e por outro ouvir sem colocar-se a serviço é falta de compromisso. É pela justa, e necessária, relação entra a escuta e o serviço que acontece o testemunho da fé cristã. Pela atitude de Maria, Jesus ensina o que vem primeiro.

Dom Devair Araújo da Fonseca
Bispo auxiliar de São Paulo

Qual é a atitude do verdadeiro cristão?

Sejamos nós o coração e os braços de Jesus...
Acessem a página de nosso blog para uma pequena reflexão sobre este assunto:
http://salverainha.blogspot.com.br/2013/07/a-atitude-do-cristao.html

Deus recebe o dízimo que oferecemos a Ele?

Sim, Deus recebe o dízimo através da comunidade. Tudo pertence a Ele. Ele é o dono; nós, os usuários. Ele não precisa de nada para Ele, mas precisa para a Sua comunidade (Igreja). Todo dízimo oferecido à comunidade é dízimo oferecido a Deus. O díizimo é uma parcela de nossos ganhos que doamos voluntariamente e de acordo com nossa vontade e nossa capacidade de doação, em agradecimento pelos dons que Deus coloca em nossas vidas. Deus vai receber este dízimo através das obras que os responsáveis pelas paróquias vão fazer utilizando os recursos recebidos.

Caríssimos, não adianta só rezar para que a Igreja faça seu trabalho e torne a vida das pessoas mais feliz e agradável aos olhos de Deus, é preciso a nossa participação direta e voluntária. A manutenção da Igreja, a conta de luz, água, a alimentação do padre, transporte, sua moradia, suas roupas e necessidades pessoais e outras despesas como limpeza ou reformas da igreja para manter em bom estado a casa onde vamos louvar a Deus dependem única e exclusivamente de nossa bondade... Pense nisso!!!

LEITURAS DA SEMANA DE 22 a 28.07.2019:
2ª Br - 2Cor 5,14-17, Sl 62(63), Jo 20,1-2.11-18
3ª Vd - Ex 14,21-15,1, Sl Ex15,8-9,10e12.17, Mt 12,46-50
4ª Vd - Ex 16,1-5.9-15, Sl 77(78), Mt 13,1-9
5ª Vr - 2Cor 4,7-15, Sl 125(126), Mt 20,20-28
6ª Br - Eclo 44,1.10-15, Sl 131(132), Mt 13,16-17
Sb Vd - Ex 24,3-8, Sl 49(50), Mt 13,24-30
Dom Vd -17º DTC- Gn 18,20-32, Sl 137(138), Cl 2,12-14, Lc 11,1-13


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Hospedar ou acolher, eis a questão...!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Há uma grande diferença entre hospedar e acolher . Quando Jesus chegou na casa de Marta, ela mal teve tempo de saudá-lo e já se entregou às tarefas domésticas, limpar e organizar toda casa, preparar o quarto para o hóspede ilustre e ainda fazer a refeição. Jesus era um hóspede e foi assim que Marta o tratou, de maneira formal tendo como lema, primeiro o serviço e depois a amizade. É mais ou menos assim, quando chegamos de surpresa na casa de alguém, e que não tendo quem nos faça sala, a pessoa diz “Olha, estou ocupada, mas pode falar que estou ouvindo”. Acho que se Maria não estivesse em casa, era isso que Marta iria acabar fazendo: “Olha Senhor sinta-se a vontade, daqui a pouco minha irmã chega para lhe fazer sala, não repare se estou trabalhando, pois hoje é dia de faxina e ainda tenho de preparar a refeição”. Maria ao contrário, sentou-se aos pés de Jesus para ouvi-lo, sem pressa ou nenhuma outra preocupação.

E que diferença, quando a pessoa nos acolhe de maneira fraterna, carinhosa, dando-nos toda atenção, e faz o clássico convite “olha, você já é de casa, vamos lá prá cozinha bater um bom papo que vou passar um café fresquinho”. E a conversa vai longe, e o cheirinho bom do café sendo coado, quem sabe um biscoitinho, um docinho caseiro, isso é mais que uma simples hospedagem, é acolhimento e faz uma diferença enorme porque é um tratamento personalizado.

Parece-me que esse evangelho está querendo nos perguntar, se em relação a Jesus Cristo e o seu Santo Evangelho, sua palavra cheia de sabedoria e seu ensinamento, a nossa atitude é de quem recebe um hóspede, por algumas horas ou dias, ou o acolhemos realmente, como alguém que faz parte da nossa vida? É muito importante respondermos a essa pergunta, mesmo porque, a casa onde acolhemos ou simplesmente hospedamos Jesus, é exatamente a nossa vida. Será que ele é nosso íntimo e pode adentrar em nossa “cozinha”, isso é, dentro do nosso coração, ou o recebemos com pressa, no portão da casa, e nem o convidamos para entrar...

Maria o acolheu, não apenas como alguém importante e ilustre, mas como seu Senhor e Mestre, um amigo querido, que com suas palavras sábias lhe conquistava o coração, ouvi-lo não era tarefa cansativa, mas algo edificante, extremamente gratificante e prazeroso, com ele Maria aprendia e sentia, pois as palavras lhe tocavam o coração. Notem que Maria nada diz e nem se revolta ou reclama da atitude grosseira da irmã, não faz ares de santinha, que está com a razão, ao contrário, Lucas não narra essa parte, mas provavelmente Maria, com palavras suaves se desculpou com Jesus, pela má educação da outra.

Maria não é vaquinha de presépio que só diz “amém”, mas sabe relacionar-se com as pessoas, com respeito, ternura, delicadeza, com toda certeza, pensamento meu, ela chamou Marta de lado e pediu-lhe calma, que depois ela a ajudaria em todas as tarefas. Já Marta andava bastante estressada, provavelmente não tinha planejado as tarefas, e Jesus chegara meio sem aviso, e agora tinha de dar conta do recado, “assoviar e chupar cana”, limpar a casa, preparar o quarto de hóspedes e ainda por cima, preparar a refeição. Gostava de Jesus, mas não tinha tempo para ficar ouvindo-o, ou porque já sabia tudo de cor, ou porque achava que aquilo nada tinha a ver com sua vida, como muitos cristãos fazem quando vão a missa ou celebração do domingo, muitos saem até sem receber a bênção final, vivem com pressa e falta-lhes paciência para ouvir.

Vivemos em uma sociedade onde as pessoas estão sempre apressadas, em um ativismo doentio, fazendo um monte de coisa ao mesmo tempo, às vezes sem planejamento e organização (não é assim em nossas comunidades?) tem que se produzir para consumir, ninguém tem tempo para mais nada, fala-se muito e ouve-se pouco, ou quase nada, escuta-se o outro, já pensando no que vamos responder, o que o outro fala não é tão importante como aquilo que temos a dizer (ah... Nossas reuniões pastorais...).

Nas celebrações onde o Senhor nos fala, nas orações, nos cantos, nas leituras e na Eucaristia, até o ouvimos, mas não nos colocamos como discípulos que querem apreender cada vez mais, para poder segui-lo. Nem nos sentamos para ouvir, ficamos em pé, com uma pressa danada de que ele termine logo, pois outras tarefas mais importantes nos aguardam. Como Marta, colocamos a Palavra de Deus em um segundo plano.

As conseqüências disso estão na relação com as pessoas, começamos a achar que estamos fazendo sozinhos, que ninguém colabora, ninguém ajuda, e despejamos o nosso amargor, destilamos o nosso veneno “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, com todas essas tarefas? “ Maria escolheu a melhor parte, porque bebeu das palavras de Jesus, abriu-lhe o coração e a mente, deixou que Ele entrasse em sua vida e certamente aprendeu com o Mestre, como servir as pessoas, com alegria e humildade, de maneira gratuita e incondicional.

Quanto a parte que Marta escolheu, além de dor nas costas, irritação e palavras amargas ditas a Jesus e a irmã, em tom de cobrança, nada restou, nada se aproveitou. Se o mesmo acontece em nossos trabalhos pastorais, está na hora de sentarmo-nos aos pés de Jesus, sem pressa nem correria, para saborearmos cada momento da celebração, e depois sentirmos no coração esta incontida alegria que nos leva a amar e a servir, com qualidade, eficiência, alegria e ternura... Essa é sem dúvida a melhor parte, o resto não passa de “choramingos e resmungos”, que geram desconfiança e inimizades no seio da comunidade. Que parte nós escolhemos?

José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail  jotacruz3051@gmail.com

2. Maria, escutava a sua palavra...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Côn. Celso Pedro da Silva, ‘A Bíblia dia a dia 2017’, Paulinas e disponibilizado no Portal Paulinas - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho)

Na primeira etapa da viagem de Jesus para Jerusalém, São Lucas nos colocou no meio da atividade missionária dos discípulos de Jesus. Na segunda etapa entramos num clima de oração. Missionários que agem, colhem e rezam. O clima de oração, num ambiente de hospitalidade, nos é dado pela atitude de Maria, que se senta aos pés de Jesus e escuta a sua palavra. Ela escolheu a melhor parte, enquanto Marta, sua irmã, está ocupada com muitos afazeres. As duas irmãs acolhem Jesus, e o acolhem bem. Uma lhe fez companhia, enquanto a outra prepara a refeição. O Evangelho é um convite à hospitalidade, apesar da reação de Marta contra sua irmã que não a ajuda nos afazeres da casa. A refeição pode ficar em segundo lugar. O necessário, que não pode deixar de acontecer, é a escuta da palavra de Jesus. O discípulo, seguidor de Jesus, escuta, porque tem que aprender do Mestre. No entanto, tirando a cena de ciúmes de Marta ou da reação comum quando há trabalho a ser feito, a hospitalidade é perfeita: alguém faz sala e alguém prepara a refeição.

Abraão e Sara acolhem três viajantes com muita atenção e generosidade. A recompensa da acolhida foi a gravidez de Sara que até então não tinha filhos. O nascimento de Isaac, o filho da promessa, é confirmado. Abraão não conhecia os viajantes e os acolheu muito bem. Sem saber, acolheu o próprio Deus. Abraão vê três homens e fala com eles no singular como se fosse um só. Volta depois a falar no plural com os três que perguntam onde está Sara. Abraão responde e volta o singular: uma pessoa promete o nascimento de um filho. Os homens partem e Deus permanece com Abraão. O texto parece falar de três anjos com aparência humana ou de um só Deus em três Pessoas, ou Deus acompanhado por dois Anjos. Jesus também se hospeda em nós. Ele está presente em nós.

Paulo tem essa missão: anunciar ao mundo que Deus está no meio de nós, que Deus habita em nossa cidade, em nossa casa, que Jesus está em cada um de nós. Os batizados em conjunto formam o corpo de Cristo, que é a Igreja, comunidade de irmãos e irmãs vindos do judaísmo e do paganismo. Dos dois povos ele faz um só. Paulo se dedica ao bem desse corpo formado por nós e por Cristo. Ele se une aos sofrimentos de Cristo e procura completar o que ainda lhe falta para estar mais próximo das tribulações sofridas por Cristo. A obra de Cristo está completa, tudo foi consumado, nada lhe falta, nem mesmo as tribulações. Conosco, porém, não é assim. A hospitalidade é a flor da caridade e deixamos a flor murchar. Temos que completar o que falta em nós das tribulações de Cristo. Em Cristo não falta nada. Falta em nós.

3. A MELHOR PARTE
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total - http://domtotal.com/religiao-liturgia-diaria.php).

A cena evangélica desafia-nos a fazer uma leitura integrativa, sem contrapor Maria e Marta, como se uma fosse símbolo da ação e a outra, da contemplação, como se uma tivesse feito uma ação louvável e a outra, uma ação censurável. Portanto, quando Jesus fala que Maria escolheu a melhor parte, pensa-se logo que a contemplação é mais importante que a ação ou, mais radicalmente, a contemplação pode prescindir da ação.

Tanto a atitude de Maria quanto a de Marta foram de carinhosa acolhida a Jesus e a seus discípulos. A primeira deteve-se a escutar o amigo recém-chegado, enquanto a outra pôs-se a preparar uma refeição para esses hóspedes. Diante de amigos com fome, nada melhor do que oferecer-lhes algo para restaurar as forças. O erro de Marta consistiu em não começar por acolher a quem chegava, talvez depois de um longo período de ausência. Era preciso acolher o Mestre, antes de pôr-se em ação. Afinal, Jesus estava mais interessado em partilhar alguns momentos de convívio com uma família amiga do que em degustar uma excelente refeição.

No caso de Maria, sua amabilidade inicial transformar-se-ia em insensibilidade, se fosse incapaz de perceber a situação dos amigos e não se apressasse em dar-lhes comida. Ela, porém, agiu corretamente. Sua ação foi precedida da escuta da palavra do Mestre. Ou seja, a contemplação culminou e expressou-se na ação caridosa para com os visitantes.

Oração
Espírito de contemplação, ensina-me a inspirar o meu agir na escuta atenta da Palavra, de forma que minhas ações sejam expressão de comunhão com o Senhor.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://comeceodiafeliz.com.br/evangelho - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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COMO ADQUIRIR O Folheto Dominical - PULSANDINHO:

Folheto Litúrgico Pulsandinho
Semanário litúrgico da Arquidiocese de Apucarana - PR

Folheto Litúrgico preparado especialmente para um acompanhamento eficaz e participativo das missas dominicais e solenidades da Igreja Católica Apostólica Romana.

As assinaturas são feitas para o período do ano litúrgico, a partir do mês de Julho de cada ano. A aquisição deste folheto pode ser feita diretamente na Gráfica Diocesana de Apucarana-PR através dos meios de contato divulgados abaixo.

Contatos

Folheto Litúrgico Pulsandinho
Publicação da Arquidiocese de Apucarana - PR

PULSANDO LITÚRGICO - Diocese de Apucarana - PR
Responsáveis:
Comentários e orações: Pe. Valdecir Ferreira
Cantos: Maestro Adenor Leonardo Terra
Diaconais: Diácono Durvalino Bertasso
Diagramação: José Luiz Mendes
Impressão: Gráfica Diocesana
Sugestões e Informações: (43) 3423-6811 ou (43) 3423-7033
E-mail: pevaldecir@hotmail.com
Página Internet: http://diocesedeapucarana.com.br/portal/pulsandinho/

COMO ADQUIRIR O Folheto Dominical - O POVO DE DEUS:

Folheto Litúrgico Povo de Deus em São Paulo
Semanário litúrgico da Arquidiocese de São Paulo

Este folheto litúrgico tem a missão não apenas de ser um rico subsídio para os cristãos participarem do ápice da sua fé, a santa missa, mas também promover a unidade dos católicos nas celebrações dominicais da Arquidiocese e de outras paróquias que assinam o folheto.

O Povo de Deus em São Paulo também é um rico canal de comunicação dos principais eventos da Igreja Particular de São Paulo, bem como mais um canal de diálogo do arcebispo, cardeal dom Odilo Scherer, com o povo desta grande cidade de São Paulo e de todo o Brasil.

Atualmente são produzidos milhares de folhetos por domingo. As assinaturas são feitas para o período do ano litúrgico, a começar do Advento.

Contato

Folheto Litúrgico POVO DE DEUS EM SÃO PAULO
Publicação da Mitra Arquidiocesana de São Paulo

Endereço: Av. Higienópolis, 890 - São Paulo - SP
CEP: 01238-000
Tel.: (11) 3660-3700

Diretor: Côn. Antônio Aparecido Pereira
Redator: Pe. Valeriano dos Santos Costa
Administração: Maria das Graças (Cássia).
Diagramador: Eduardo Cruz - r. 3718
Assinaturas: Ariane r.3724
Ilustrador: Marco Funchal 5071-3808
E-mail: povodedeus@arquidiocesedesaopaulo.org.br
Site: www.arquidiocesedesaopaulo.org.br
Impressão: Atlântica - 85.000 por celebração
Página Internet: http://www.arquisp.org.br/liturgia/folheto-povo-de-deus


QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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