RELIGIÃO CATÓLICA
EVANGELHO DO DIA DA SEMANA

LEITURAS
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Liturgia da Sexta-Feira — 27.01.2012
Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Dolorosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)
— Santa Ângela Mérici
Nasceu no ano de 1474 no norte da Itália. De uma família muito honesta, materialmente pobre, mas espiritualmente riquíssima, amava muito Cristo e sua Igreja. Os filhos foram crescendo assim, com o testemunho dos pais, inclusive Santa Ângela que, desde pequenina, já tinha vida de oração e penitência, buscava amar, cada vez mais, Deus.
Ela teve uma irmã e, com o tempo, seus pais vieram a falecer. Os filhos tiveram que sair de sua terra e morar com um tio. Ali, a irmã faleceu e, mais tarde, o tio. Quantas perdas! Mas Santa Ângela, mulher de oração, nunca acusou Deus, nunca se revoltou. Isso não quer dizer que não sentiu, não sofreu. Até Nosso Senhor, verdadeiro Deus, verdadeiro homem sofreu.
Inspirada pelo Espírito Santo, retornou para a sua terra natal e ali começou a fazer um trabalho muito providencial, confirmado pelo céu, porque teve um sonho de ver jovens com coroas de lírios caminhando para o céu. Naquele discernimento, ela agarrou a inspiração e foi trabalhar servindo jovens que corriam riscos morais.
O grupo daquele que se dedicavam a Deus foi crescendo, servindo no resgate à evangelização dos jovens e também na restauração das famílias. Ela foi com o coração aberto, cheio de amor para auxiliar, com as outras jovens, as famílias. Promoveu a restauração das jovens, das famílias, também foi ao encontro dos pobres e enfermos.
O Papa aprovou esta nova congregação que foi consagrada a Santa Úrsula, por isso, eram chamadas ursulinas, pois a própria Santa Úrsula apareceu para Santa Ângela. Ela que, aos 66 anos, partiu para o céu, hoje intercede não só pelas ursulinas, mas por todos que são Igreja.
Santa Ângela Mérici, rogai por nós!
III SEMANA COMUM *
(VERDE – OFÍCIO DO DIA)
Antífona da entrada: Cantai ao Senhor um canto novo, cantai ao Senhor, ó terra inteira; esplendor, majestade e beleza brilham no seu templo santo (Sl 95,1.6).
Oração do dia
Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o vosso amor, para que possamos, em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Primeira Leitura (2 Samuel 11,1-10.13-17)
Leitura do segundo livro de Samuel.
1 No ano seguinte, na época em que os reis saíam para a guerra, Davi enviou Joab com seus suboficiais e todo o Israel. Eles devastaram a terra dos amonitas e sitiaram Raba. Davi ficara em Jerusalém.
2 Uma tarde, Davi, levantando-se da cama, passeava pelo terraço de seu palácio. Do alto do terraço avistou uma mulher que se banhava, e que era muito formosa.
3 Informando-se Davi a respeito dela, disseram-lhe: "É Betsabé, filha de Elião, mulher de Urias, o hiteu".
4 Então Davi mandou mensageiros que lha trouxessem. Ela veio e Davi dormiu com ela. Ora, a mulher, depois de purificar-se de sua imundície menstrual, voltou para a sua casa,
5 e vendo que concebera, mandou dizer a Davi: "Estou grávida".
6 Então Davi enviou uma mensagem a Joab, dizendo-lhe: "Manda-me Urias, o hiteu". Joab assim fez.
7 Quando Urias chegou, Davi pediu-lhe notícias de Joab, do exército e da guerra.
8 E em seguida disse-lhe: "Desce à tua casa, e lava os teus pés. Urias saiu do palácio do rei, e este mandou que o seguissem com um presente seu".
9 Mas Urias não desceu à sua casa; dormiu à porta do palácio com os demais servos de seu amo.
10 Comunicaram-no a Davi: "Urias não foi à sua casa". O rei então lhe disse: "Não voltaste porventura de uma viagem? Por que não vais à tua casa?"
13 Davi o convidou, fê-lo comer e beber em sua presença, e embriagou-o. Mas à noite, Urias não desceu à sua casa; saiu e deitou-se com os demais servos de seu senhor.
14 Na manhã seguinte Davi escreve uma carta a Joab, enviando-a por Urias.
15 Dizia na carta: "Coloca Urias na frente, onde o combate for mais renhido, e desamparai-o para que ele seja ferido e morra".
16 Joab, que sitiava a cidade, pôs Urias no lugar onde sabia que estavam os mais valorosos guerreiros.
17 Saíram os assediados contra Joab, e tombaram alguns dos homens de Davi: morreu também Urias, o hiteu.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo responsorial 50/51
Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos!
Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia!
Na imensidão de vosso amor, purificai-me!
Lavai-me todo inteiro do pecado
e apagai completamente a minha culpa!
Eu reconheço toda a minha iniquidade,
o meu pecado está sempre à minha frente.
Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei,
e pratiquei o que é mau aos vossos olhos!
Mostrais assim quanto sois justo na sentença
e quanto é reto o julgamento que fazeis.
Vede, Senhor, que eu nasci na iniquidade
e pecador já minha mãe me concebeu.
Fazei-me ouvir cantos de festa e de alegria,
exultarão estes meus ossos que esmagastes.
Desviai o vosso olhar dos meus pecados
e apagai todas as minhas transgressões!
Aclamação do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (Mt 11,25).

EVANGELHO (Marcos 4,26-34)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 4 26 Jesus dizia também à multidão: "O Reino de Deus é como um homem que lança a semente à terra.
27 Dorme, levanta-se, de noite e de dia, e a semente brota e cresce, sem ele o perceber.
28 Pois a terra por si mesma produz, primeiro a planta, depois a espiga e, por último, o grão abundante na espiga.
29 Quando o fruto amadurece, ele mete-lhe a foice, porque é chegada a colheita".
30 Dizia ele: "A quem compararemos o Reino de Deus? Ou com que parábola o representaremos?
31 É como o grão de mostarda que, quando é semeado, é a menor de todas as sementes.
32 Mas, depois de semeado, cresce, torna-se maior que todas as hortaliças e estende de tal modo os seus ramos, que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra".
33 Era por meio de numerosas parábolas desse gênero que ele lhes anunciava a palavra, conforme eram capazes de compreender.
34 E não lhes falava, a não ser em parábolas; a sós, porém, explicava tudo a seus discípulos.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!
Sobre as oferendas
Ó Deus, acolhei com bondade as oferendas que vos apresentamos para que sejam santificadas e nos tragam a salvação. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! (Sl
Depois da comunhão
Concedei-nos, Deus todo-poderoso, que, tendo recebido a graça de uma nova vida, sempre nos gloriemos dos vossos dons. Por Cristo, nosso Senhor.
MEMÓRIA FACULTATIVA — SANTA ÂNGELA MÉRICI
(BRANCO – OFÍCIO DA MEMÓRIA)
Oração do dia: Ó Deus, que a santa virgem Ângela Mérici nos recomende ao vosso amor de Pai, para que, seguindo seus exemplos de caridade e prudência, sejamos fiéis aos vossos ensinamentos, proclamando-os em nossa vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Sobre as oferendas: Recebei, ó Deus, as oferendas desta santa assembléia na comemoração dos vossos santos e concedei que, pela participação na eucaristia, sejamos um sinal da vossa caridade. Por Cristo, nosso Senhor.
Depois da comunhão: Deus todo-poderoso, esta santa ceia nos sustente para que, a exemplo dos vossos santos, tenhamos no coração e demonstremos em obras o amor pelo próximo e a luz da verdade. Por Cristo, nosso Senhor.
Santo do Dia / Comemoração (SANTA ÂNGELA MÉRICI):
Ângela Mérici nasceu em 1470, na cidade de Desenzano, no norte da Itália. O período histórico era o do Renascimento e da Reforma da Igreja, provocada pela doutrina luterana. Os pais eram camponeses pobres e muito religiosos. E desde pequena, ela teve seu coração inclinado pela vida religiosa, preferindo a leitura da vida dos Santos. De fato, sua provação começou muito cedo, na infância, quando ficou órfã de pai. Logo em seguida perdeu a mãe e a irmãzinha, com quem se identificava muito. Assim, ela foi viver na casa de um tio, que a havia adotado, mas que também veio a falecer. Voltou à terra natal. Depois de passar dias e dias chorando, com apenas treze anos, pediu para ingressar num convento, entrando para a Ordem Terceira de São Francisco de Assis.
Ângela tinha apenas o curso primário e chegou a ser "conselheira" de governadores, bispos, doutores e sacerdotes. Os seus sofrimentos, sua entrega à Deus e a vida meditativa de penitência lhe trouxeram, através do Espírito Santo, o dom do conselho, que consiste em saber ponderar as soluções adequadas para todas as situação da vida. Ela também, percebeu que naquele momento histórico, as meninas não tinham quem as educassem e livrassem dos perigos morais, e que as novas teorias levavam as pessoas a querer organizar a vida como se Deus não existisse.
Para lutar contra o paganismo, era preciso restaurar a célula familiar. Inspirada pela Virgem Maria, fundou a Comunidade das irmãs Ursulinas, em homenagem a santa Úrsula, a mártir do século IV, que dirigia o grupo das moças virgens, que morreram por defender sua religião e sua castidade. Ângela acabou se tornando a portadora de uma mensagem inovadora para sua época. Organizou um grupo de vinte e oito moças, para ensinar catecismo em cada bairro e vila da região. As "Ursulinas" tinham como finalidade a formação das futuras mães, segundo os dogmas cristãos.
Ângela teve uma concepção bastante revolucionária para sua época, quando se dizia que uma sólida educação cristã para as moças só seria possível dentro das grades de uma clausura. Decidiu que era a hora de fazer a comunidade se tornar uma Congregação religiosa. Consta, pela tradição, que antes de ir à Roma para dar início a esse projeto, quis fazer uma peregrinação em Jerusalém. Assim que chegou, ficou cega. Visitou os Lugares Sagrados e os viu com o espírito, não com os olhos. Só recobrou a visão, na volta, quando parou numa pequena cidade onde existia um crucifixo milagroso, foi até ele, rezou e se curou.
Anos depois, foi recebida pelo papa Clemente VII, durante o Jubileu de 1525, que deu início ao processo de fundação da Congregação, que ela desejava. Ângela a implantou na Bréscia, dez anos depois, quando saiu a aprovação definitiva. E alí, a fundadora morreu aos setenta e cinco anos, em 27 de janeiro de 1540 e foi canonizada, em 1807. Santa Ângela de Mérici, atualmente, recebe as homenagens no dia de sua morte.
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. "Sob o Controle de Deus..."
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
O evangelho de hoje traz um ensinamento que precisa ser bem compreendido, caso contrário poderá levar o cristão a cruzar os braços diante de certas situações complicadas que requerem vontade, ação e decisão de sua parte. Entregar tudo nas mãos de Deus não é esquivar-se de agir, pensar, planejar, lutar, mas é um ato de Fé, de que o Reino pertence a Ele, e há mesmo acontecimentos que nem temos como interferir.
Exemplo maior é o de Maria Santíssima, que quando via que a situação estava fora do seu controle e compreensão, guardava tudo em seu coração e meditava sobre os acontecimentos, mas, nunca, jamais se furtando de fazer aquilo que tinham de ser feito. Quando Jesus lhe respondeu daquele jeito até meio "maroto", de que não era para ela e José se preocuparem, pois ele estava no templo com os Doutores da Lei, se ocupando das coisas do seu Pai, nem por isso Maria esquivou-se da sua missão de mãe, ela poderia ter dito "Ah meu Filhinho, se é assim então fique aí até quando quiser, não tem problema nenhum..."
Ao contrário, deve ter dado um bom puxão de orelhas no menino, pois o texto de Lucas fala que desceram para Nazaré e Jesus era-lhes obediente em tudo.
Não adianta a humanidade querer monitorar o pensamento e a conduta cristã, ou certos poderosos que mandam no mundo, querer ditar normas para a Igreja. O Reino de Deus está acontecendo em meio a humanidade, crescendo, se expandindo e se manifestando onde e a quem quiser, sem que o ser humano possa contê-lo ou direcioná-lo. Hoje é semente escondida que poucos sabem da existência, mas amanhã será a maior de todas as árvores, dando sombra e frutos a quem nele acreditou e ajudou a construir.
O Reino não está atrelado ou dependente de alguma ideologia humana, social ou política, o Reino não tem Sigla Partidária e nem denominação em particular, mas é de todos e para todos.
Então, se por um lado devemos sempre ter presente que Deus está agindo no meio da humanidade, embora não pareça, por outro, Ele nos inspira e nos exorta o que fazer, através de sua palavra, pois a semente cultivada requer cuidados para o seu desenvolvimento, esta semente está em todos os lugares principalmente no coração das pessoas...
2. Imagens do Reino de Deus
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por José Raimundo Oliva - e disponibilizado no Portal Paulinas)
Embora o agricultor tenha seus cuidados de irrigar e remover ervas daninhas, é admirável o germinar da semente, o seu crescer e os frutos produzidos. O processo vital é obra de Deus. Assim também é admirável como algo tão pequeno como a semente de uma mostarda se transforme em um grande arbusto, podendo atingir até três metros de altura, chegando a abrigar pássaros em seus galhos, com sua sombra.
Com imagens tão simples e belas da natureza compreende-se que Deus comunica sua vida a todos, sem privilegiados ou excluídos, não havendo ninguém que possa impedi-lo. Ainda mais, o que parece insignificante hoje está a caminho de sua plena realização.
Oração
Pai, dá-me sensibilidade para perceber teu Reino acontecendo no meio de nós, aí onde lutamos para a construção de uma sociedade mais humana e fraterna.
3. ENSINANDO EM PARÁBOLAS
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).
Jesus foi um Mestre paciente que soube adaptar seus ensinamentos à capacidade de compreensão de seus ouvintes. Este esforço pedagógico e didático resultou na escolha das parábolas como meio de transmitir suas instruções.
As parábolas não eram somente as comparações. Também os provérbios, ensinamentos, enigmas e outros recursos literários eram classificados como parábolas. Por isso, afirma-se que, "sem parábolas, Jesus não lhes falava".
Elas continham sempre um elemento para intrigar os ouvintes e levá-los a refletir sobre a mensagem veiculada. Só quem estava muito sintonizado com Jesus era capaz de passar da parábola à sua mensagem, e compreender o ensinamento do Mestre. Por isso, muita gente não sintonizada com Jesus ouvia suas palavras, sem entender nada.
Até mesmo os discípulos, muitas vezes, não eram capazes de atinar para o que Jesus lhes ensinava com as parábolas. Era preciso que, em particular, o Mestre lhes explicasse tudo, iluminando-lhes as mentes para compreenderem como o Reino acontece na história humana.
O discípulo esforça-se para entender as parábolas de Jesus, ou seja, para estar em sintonia total com o Mestre. Esta é a única maneira de captar seus ensinamentos.
Oração
Espírito que me coloca em sintonia com Jesus, conduze-me à plena compreensão dos ensinamentos contidos nas parábolas evangélicas.
Recomendamos
visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço
- http://www.paulinas.org.br/diafeliz/evangelho.aspx - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe
a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho
as orientações de como fazer a LEITURA
ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho
do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida.
Ideal para Estudos Bíblicos diários.
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Liturgia do Sábado — 28.01.2012
Terço do Rosário: Mistérios Gozosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gozosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)
— Santo Tomás de Aquino
Neste dia lembramos uma das maiores figuras da teologia católica: Santo Tomás de Aquino. Conta-se que, quando criança, com cinco anos, Tomás, ao ouvir os monges cantando louvores a Deus, cheio de admiração perguntou: "Quem é Deus?".
A vida de santidade de Santo Tomás foi caracterizada pelo esforço em responder, inspiradamente para si, para os gentios e a todos sobre os Mistérios de Deus. Nasceu em 1225 numa nobre família, a qual lhe proporcionou ótima formação, porém, visando a honra e a riqueza do inteligente jovem, e não a Ordem Dominicana, que pobre e mendicante atraia o coração de Aquino.
Diante da oposição familiar, principalmente da mãe condessa, Tomás chegou a viajar às escondidas para Roma com dezenove anos, para um mosteiro dominicano. No entanto, ao ser enviado a Paris, foi preso pelos irmãos servidores do Império. Levado ao lar paterno, ficou, ordenado pela mãe, um tempo detido. Tudo isto com a finalidade de fazê-lo desistir da vocação, mas nada adiantou.
Livre e obediente à voz do Senhor, prosseguiu nos estudos sendo discípulo do mestre Alberto Magno. A vida de Santo Tomás de Aquino foi tomada por uma forte espiritualidade eucarística, na arte de pesquisar, elaborar, aprender e ensinar pela Filosofia e Teologia os Mistérios do Amor de Deus.
Pregador oficial, professor e consultor da Ordem, Santo Tomás escreveu, dentre tantas obras, a Suma Teológica e a Suma contra os gentios. Chamado "Doutor Angélico", Tomás faleceu em 1274, deixando para a Igreja o testemunho e, praticamente, a síntese do pensamento católico.
Santo Tomás de Aquino, rogai por nós!
SANTO TOMÁS DE AQUINO — SACERDOTE E DOUTOR
(BRANCO, PREFÁCIO COMUM OU DOS PASTORES — OFÍCIO DA MEMÓRIA)
Antífona da entrada: Os sábios refulgirão como o esplendor do firmamento; e os que ensinaram a mitos a justiça brilharão como estrelas para sempre (Dn 12,3).
Oração do dia
Ó Deus, que tornastes santo Tomás de Aquino um modelo admirável pela procura da santidade e amor à ciência sagrada, dai-nos compreender seus ensinamentos e seguir seus exemplos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Primeira Leitura (2 Samuel 12,1-7.10-17)
Leitura do segundo livro de Samuel.
12 1 O Senhor mandou a Davi o profeta Natã; este entrou em sua casa e disse-lhe: "Dois homens moravam na mesma cidade, um rico e outro pobre.
2 O rico possuía ovelhas e bois em grande quantidade;
3 o pobre, porém, só tinha uma ovelha, pequenina, que ele comprara. Ele a criava e ela crescia junto dele, com os seus filhos, comendo do seu pão, bebendo do seu copo e dormindo no seu seio; era para ele como uma filha.
4 Certo dia, chegou à casa do homem rico a visita de um estranho, e ele, não querendo tomar de suas ovelhas nem de seus bois para aprontá-los e dar de comer ao hóspede que lhe tinha chegado, foi e apoderou-se da ovelhinha do pobre, preparando-a para o seu hóspede".
5 Davi, indignado contra tal homem, disse a Natã: "Pela vida de Deus! O homem que fez isso merece a morte.
6 Ele restituirá sete vezes o valor da ovelha, por ter feito isso e não ter tido compaixão".
7 Natã disse então a Davi: "Tu és esse homem. Eis o que diz o Senhor Deus de Israel: ungi-te rei de Israel, salvei-te das mãos de Saul,
10 'Por isso, jamais se afastará a espada de tua casa, porque me desprezaste, tomando a mulher de Urias, o hiteu, para fazer dela a tua esposa'.
11 Eis o que diz o Senhor: 'vou fazer com que se levantem contra ti males vindos de tua própria casa. Sob os teus olhos, tomarei as tuas mulheres e dá-las-ei a um outro que dormirá com elas à luz do sol!
12 Porque agiste em segredo, mas eu o farei diante de todo o Israel e diante do sol'".
13 Davi disse a Natã: "Pequei contra o Senhor". Natã respondeu-lhe: "O Senhor perdoa o teu pecado; não morrerás.
14 Todavia, como desprezaste o Senhor com essa ação, morrerá o filho que te nasceu".
15 E Natã voltou para sua casa. O Senhor feriu o menino que a mulher de Urias tinha dado a Davi, e ele adoeceu gravemente.
16 Davi suplicou ao Senhor pelo menino; jejuou e passou a noite em sua casa prostrado por terra, vestido com um saco.
17 Os anciãos de sua casa, de pé junto dele, insistiam em que ele se levantasse do chão, mas ele não o quis, nem tomou com eles alimento algum.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo responsorial 50/51
Criai em mim um coração que seja puro!
Criai em mim um coração que seja puro,
dai-me de novo um espírito decidido.
Ó Senhor, não me afasteis de vossa face
nem retires de mim o vosso Santo Espírito!
Dai-me de novo a alegria de ser salvo
e confirmai-me com espírito generoso!
Ensinarei vosso caminho aos pecadores,
e para vós se voltarão os transviados.
Da morte como pena, libertai-me,
e minha língua exaltará vossa justiça!
Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar,
e minha boca anunciará vosso louvor.
Aclamação do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Deus o mundo tanto amou, que lhe deu seu próprio Filho, para que todo o que nele crer encontre a vida eterna (Jo 3,16).

Evangelho (Marcos 4,35-41)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!
4 35 À tarde daquele dia, disse Jesus aos seus discípulos: "Passemos para o outro lado".
36 Deixando o povo, levaram-no consigo na barca, assim como ele estava. Outras embarcações o escoltavam.
37 Nisto surgiu uma grande tormenta e lançava as ondas dentro da barca, de modo que ela já se enchia de água.
38 Jesus achava-se na popa, dormindo sobre um travesseiro. Eles acordaram-no e disseram-lhe: "Mestre, não te importa que pereçamos?"
39 E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: "Silêncio! Cala-te!" E cessou o vento e seguiu-se grande bonança.
40 Ele disse-lhes: "Como sois medrosos! Ainda não tendes fé?"
41 Eles ficaram penetrados de grande temor e cochichavam entre si: "Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?"
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!
Sobre as oferendas
Que o vosso Espírito, ó Deus, nos conceda nesta celebração a luz da fé que iluminava santo Tomás de Aquino na propagação da vossa glória. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: Nós anunciamos Cristo crucificado: Cristo, força e sabedoria de Deus (1 Cor 1,23s).
Depois da comunhão
Nós vos pedimos, ó Deus, que, renovados por esta comunhão e exortados por esta comunhão e exortados pelos ensinamentos de santo Tomás de Aquino, vivamos em contínua ação de graças pelos dons que recebemos. Por Cristo, nosso Senhor.
Santo do Dia / Comemoração (SANTO TOMÁS DE AQUINO)
Doutor da Igreja, professor de teologia, filosofia e outras ciências nas principais universidades do mundo em seu tempo; frei caridoso, estudioso dos livros sagrados, sucessor na importância teórica de São Paulo e Santo Agostinho. Assim era Tomás d'Aquino, que não passou de um simples sacerdote. Muito se falou, se fala e se falará deste Santo, cuja obra perdura atualíssima ao longo dos séculos. São dezenas de escritos, poesias, cânticos e hinos até hoje lidos, recitados e cantados por cristãos de todo o mundo.
Tomás nasceu em 1225, no castelo de Roccasecca, na Campânia, da família feudal italiana dos condes de Aquino. Possuía laços de sangue com as famílias reais da Itália, França, Sicília e Alemanha, esta ligada à casa de Aragão. Ingressou no mosteiro beneditino de Montecassino aos cinco anos de idade, dando início aos estudos que não pararia nunca mais. Depois, freqüentou a Universidade de Nápoles, mas, quando decidiu entrar para a Ordem de São Domingos encontrou forte resistência da família. Seus irmãos chegaram a trancá-lo num castelo por um ano, para tentar mantê-lo afastado dos conventos, mas sua mãe acabou por libertá-lo e, finalmente, Tomás pôde se entregar à religião. Tinha então dezoito anos. Não sendo por acaso a sua escolha pela Ordem de São Domingos, que trabalha para unir Ciência e Fé em favor da Humanidade. Este sempre foi seu objetivo maior.
Foi para Colônia e Paris estudar com o grande Santo e doutor da Igreja, Alberto Magno. Por sua mansidão e silêncio foi apelidado de "boi mudo", por ser também, gordo, contemplativo e muito devoto. Depois se tornou conselheiro dos papas Urbano IV, Clemente IV e Gregório X, além do rei São Luiz da França. Também, lecionou em grandes universidades de Paris, Roma, Bologna e Nápoles e jamais se afastou da humildade de frei, da disciplina que cobrava tanto de si mesmo quanto dos outros e da caridade para com os pobres e doentes.
Grande intelectual, vivia imerso nos estudos, chegando às vezes a perder a noção do tempo e do lugar onde estava. Sua norma de vida era: "oferecer aos outros os frutos da contemplação". Sábios e políticos tentaram muitas vezes homenageá-lo com títulos, honras e dignidades, mas Tomás sempre recusou. Escrevia e publicava obras importantíssimas, frutos de seus estudos solitários desfrutados na humildade de sua cela, aliás seu local preferido. Seus escritos são um dos maiores monumentos de filosofia e teologia católica.
Tomás D'Aquino morreu muito jovem, sem completar os quarenta e nove anos de idade, no mosteiro de Fossanova, a caminho do II Concílio de Lion, em 07 de março de 1274, para o qual fora convocado pelo papa Gregório X. Imediatamente colégios e universidades lhe prestaram as mais honrosas homenagens. Suas obras, a principal, mais estudada e conhecida, a "Summa Teológica", foram a causa de sua canonização, em 1323. Disse sobre ele, nessa ocasião, o papa João XXII: "Ele fez tantos milagres, quantas proposições teológicas escreveu". É padroeiro das escolas públicas, dos estudantes e professores.
No dia 28 de janeiro de 1567, o papa São Pio V lhe deu o título de "doutor da Igreja", e logo passou a ser chamado de "doutor angélico", pelos clérigos. Em toda a sua obra filosófica e teológica tem primazia à inteligência, estudo e oração; sendo ainda a base dos estudos na maioria dos Seminários. Para isso contou, mais recentemente, com o impulso dado pelo incentivo do papa Leão XIII, que fez reflorescer os estudos tomistas.
A sua festa litúrgica é celebrada no dia 28 de janeiro ou no dia 07 de março. Seus restos mortais estão em Tolouse, na França, mas a relíquia de seu braço direito, com o qual escrevia, se encontra em Roma.
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. "Na hora das tempestades, uma surpresa: não estamos sozinhos..."
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
Na minha infância, nunca tive um quarto só para mim e dormia no quarto dos meus pais, minhas irmãs tinham um quarto para elas, meu irmão já saudoso, dormia na sala, e eu o Caçula Felizardo dormia no quarto dos pais. Confesso que tinha medo de escuro e depois que todas as luzes se apagavam me vinha um grande temor, mas o pensamento de que meus pais estavam ali ao meu lado, ainda que estivessem dormindo, me dava uma grande tranqüilidade.
Os discípulos não tiveram essa tranqüilidade, Jesus estava ali, porém dormia, mas sua presença deveria ser suficiente para que os discípulos não entrassem em pânico. Aqui é bom recordar que o evangelho retrata a experiência de uma comunidade, um modo de dizer como é que eles viviam a Fé no Ressuscitado. Não se trata de uma reportagem sensacionalista de um dia de pânico para um grupo de pescadores... Primeiro, porque eles não tinham medo de tempestade, pois estavam acostumados aquela vida, segundo, muito estranho que Jesus consiga recostar a cabeça em um travesseiro e dormir tranquilamente em um barquinho que não era nenhum Transatlântico, em meio a um temporal e ventania...
O ápice do relato do evangelho está no final, quando os discípulos cheios de medo e admiração diziam entre eles "Quem é este a quem até o vento e o mar obedecem". Que vento e que mar se refere o texto? Exatamente as contrariedades, os aborrecimentos, os desencontros e incompreensões, as perseguições, enfim, tudo quanto parece querer afundar o tênue barquinho da nossa Igreja, a Força de Jesus nela presente, impõe seu domínio sobre os ventos contrários.
Não devemos querer fazer da nossa Igreja um poderoso Titanic, ela sempre será um frágil barquinho, castigada de todos os lados pelo vento implacável das contrariedades, é este o método de Deus, a vitória vem sempre de "virada", o nosso barquinho superará todos os Titanics que velejam no mar dessas Vida, só ele e quem nele estiver, irá cruzar a linha de chegada ancorando no Porto Seguro da Vida Eterna, aonde, pela vontade Divina, todo ser humano deverá chegar...
2. Os primeiros discípulos
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por José Raimundo Oliva - e disponibilizado no Portal Paulinas)
No evangelho de Marcos, o início do ministério de Jesus na Galileia se dá a partir do mar. Os primeiros discípulos são chamados de junto do mar e é aí a base deste ministério. "Passemos para a outra margem" indica a abertura para a missão entre os gentios das regiões vizinhas.
As diversas viagens de barco são recursos literários, utilizados por Marcos, para organizar a sua narrativa, alternando o ministério na Galileia com o ministério entre os gentios, tendo também importante conteúdo simbólico.
Os discípulos, no barco batido pelas ondas, exprimem as comunidades com suas dificuldades, no cumprimento de sua missão transformadora da sociedade. Porém, se até o vento e o mar obedecem à palavra de Jesus, por que, enchendo-nos de fé, não iremos nós também obedecer-lhe, empenhados na construção do mundo novo possível, onde vigorem a justiça, a fraternidade, a alegria e a paz?
Oração
Pai, concede-me uma fé profunda que permita manter-me sereno em meio às tribulações desta vida, certo de que está comigo o Senhor.
3. A NECESSIDADE DA FÉ
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).
Pouco a pouco, os discípulos foram firmando sua fé em Jesus. Nele depositavam plena confiança. Seu Mestre era veraz no que falava e fazia; não era um impostor. Seu modo de falar do Reino de Deus revelava sua superioridade em relação a todos os demais mestres, pois pregava com autoridade. Seu jeito de falar de Deus revelava que ele estava tão próximo de Deus, como jamais alguém estivera. Os discípulos consideravam-no o Messias esperado.
Entretanto, os momentos de provação e dificuldade é que testam a solidez da fé. Nem sempre os discípulos foram capazes de superar as perseguições, sem negar sua fé no Senhor. Quando sobrevinham tempestades, fraquejavam.
Então era preciso ter cautela para evitar precipitações. A presença de Jesus junto aos seus discípulos em dificuldade estava sempre garantida. Mesmo quando parecia não ter mais jeito, a não ser morrer, lá estava ele, numa forma de presença discreta, mas atenta e ativa, para socorrer a comunidade em apuros, e salvá-la.
A salvação dependia disto: reconhecer a presença do Senhor e recorrer à sua ajuda. De fato, ele estava mais próximo do que os discípulos podiam imaginar. Donde a necessidade premente da fé.
O Senhor protege a comunidade das investidas do mal. Os discípulos, por estarem em suas mãos, não têm por que temer seus adversários.
Oração
Espírito de confiança inabalável, dá-me firmeza necessária para confessar minha fé no Senhor Jesus, em meios às tempestades desse mundo.
Recomendamos
visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço
- http://www.paulinas.org.br/diafeliz/evangelho.aspx - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe
a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho
as orientações de como fazer a LEITURA
ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho
do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida.
Ideal para Estudos Bíblicos diários.
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Liturgia do Domingo — 29.01.2012
Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gloriosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)
ATENÇÃO - NOTAS IMPORTANTES:
Nota_01: Para complementar os estudos da Liturgia dos Domingos - visite as páginas Homilias e Sermões e Roteiro Homilético - pois elas contém um estudo detalhado das Leituras do Domingo, posicionando-as no tempo, indicando as origens das palavras e das idéias implícitas nos textos bíblicos. Ideal para Catequistas, Ministros da Palavra, Líderes de Grupo de Estudo Bíblico e Leigos interessados em conhecer e praticar a Palavra de Deus.
Nota_02: Não vamos mais transcrever o Folheto Dominical - O DOMINGO - na página do Evangelho do NPDBRASIL. Se houver interesse, você pode baixar o Folheto da Missa deste Domingo como indicado na Seção Download de Folhetos Dominicais - clique aqui...
ATENÇÃO: EVANGELHO COMENTADO
CLIQUE AQUI E VEJA UMA APRESENTAÇÃO ESPECIAL SOBRE A LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)
— São Pedro Nolasco
No século XII, uma família francesa teve a graça de ter como filho o pequeno Pedro Nolasco que, desde jovem, já dava sinais de sensibilidade com o sofrimento alheio. Foi crescendo, formando-se, entrou em seus estudos humanísticos e, ao término deles, numa vida de oração, penitência e caridade ativa, São Pedro Nolasco sempre buscou viver aquilo que está na Palavra de Deus.
Desde pequeno, um homem centrado no essencial, na pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo; um homem devoto da Santíssima Virgem.
No período de São Pedro Nolasco, muitos cristãos eram presos, feitos escravos por povos não-cristãos. Eles não só viviam uma outra religião – ou religião nenhuma –, como atrapalhavam os cristãos.
São Pedro Nolasco, tendo terminado os estudos humanísticos e ficando órfão, herdou uma grande herança. Ao ir para a Espanha, deparou-se com aquele sofrimento moral e também físico de muitos cristãos que foram presos e feitos escravos. Então, deu toda a sua herança para o resgate de 300 deles. Mais do que um ato de caridade, ali já estava nascendo uma nova ordem; um carisma estava surgindo para corresponder àquela necessidade da Igreja e dos cristãos. Mais tarde, fez o voto de castidade, de pobreza e obediência; foi quando nasceu a ordem dedicada à Santíssima Virgem das Mercês para resgatar os escravos, ir ao encontro daqueles filhos de Deus que estavam sofrendo incompreensões e perseguições.
Em 1256, ele partiu para a glória sabendo que ele, seus filhos espirituais e sua ordem – que foi abençoada pela Igreja e reconhecida pelo rei – já tinham resgatado muitos cristãos da escravidão.
Peçamos a intercessão deste santo para que estejamos atentos à vontade de Deus e ao que Ele quer fazer através de nós.
São Pedro Nolasco, rogai por nós!
4º Domingo do Tempo Comum — ANO B
(VERDE, GLÓRIA, CREIO – IV SEMANA DO SALTÉRIO)
"Tu és o Santo de Deus"
Ambientação:
Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs! A liturgia deste domingo lança a pergunta: quem é Jesus para mim? A esse interrogante não existe subterfúgio, pois é uma inquietação que interpela a todos. O conhecimento que Jesus quer que tenhamos dele é mais profundo. Tal conhecimento provém de uma grande proximidade e de uma experiência vivencial. A nossa Liturgia nos garante que Deus não se conforma com os projetos de egoísmo e de morte que invadem o mundo e que escravizam os homens, e afirma que Ele encontra formas de vir ao encontro para lhes propor um projeto de liberdade e de vida plena. Elevamos o nosso coração numa reta vontade de não nos perder em distrações, para que não ocorra que nos peça contas por não ter escutado a sua Palavra, devido às impurezas de coração. Sintamos o júbilo real de Deus em nossos corações e cheios dessa alegria divina entoemos cânticos jubilosos ao Senhor!
ATENÇÃO: VEJA NO FINAL OS COMENTÁRIOS DO EVANGLEHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.
CANTO INICIAL
Ref.: Queremos ver Jesus, queremos! Queremos
ver Jesus, queremos! Ele é o caminho, a verdade
e a vida! Queremos ver Jesus, Jesus!
1. Pai, nós queremos ver Jesus e com Ele sempre
estar, seu rosto contemplar; Pai, vosso Filho
amado ouvir e os passos seus seguir de Belém
até a cruz. Pai, vosso Espírito Criador abra o
nosso coração para bem compreender o Evangelho do amor, do serviço e comunhão e a vida
promover.
2. Pai, nosso encontro com Jesus é experiência
pessoal, caminho só de fé. Pai, creia o mundo
porque nós encarnamos no viver a Palavra do
Senhor. Que nós sejamos todos um, na verdade,
plena luz, que liberta e faz feliz! Dai-nos, na força
do amor, mundo novo construir, solidário e mais
irmão.
3. Pai, como Igreja do Senhor, dai-nos santos também ser, discípulos fiéis: vossa Palavra anunciar,
liturgia celebrar e na caridade agir! Pai, que sois
três em comunhão, derramai-vos sobre nós, na
medida deste amor; e, por Maria, nossa Mãe, caminhando com Jesus, chegaremos junto a vós!
SAUDAÇÃO
ATO PENITENCIAL
CANTO PENITENCIAL
1. Kyrie eleison! Christe eleison! Kyrie eleison!
Christe eleison!
2. Senhor, piedade! Cristo, piedade! Senhor, piedade! Cristo, piedade!
3. Kyrie eleison! Christe eleison! Kyrie eleison!
Christe eleison!
Presid.: No dia em que celebramos a vitória de Cristo
sobre o pecado e a morte, também nós somos convidados
a morrer para o pecado e ressurgir para uma vida nova.
Reconheçamo-nos necessitados da misericórdia do Pai
e confessemos os nossos pecados:
Todos: Confesso a Deus todo poderoso e a vós, irmãos
e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos
e palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha
tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos anjos e
santos e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a
Deus nosso Senhor.
Presid.: Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,
perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
Todos: Amém.
GLÓRIA (Apostila 85º Encontro)
1. Glória a Deus nos altos céus, paz na terra aos
seus amados. A vós louvam, Rei Celeste, os que
foram libertados.
2. Deus e Pai, nós vos louvamos, adoramos, bendizemos, damos glória ao vosso nome, vossos
dons agradecemos.
3. Senhor nosso, Jesus Cristo, Unigênito do Pai;
vós, de Deus cordeiro santo, nossas culpas
perdoai.
4. Vós que estais junto do Pai, como nosso intercessor, acolhei nossos pedidos, atendei nosso
clamor.
5. Vós somente sois o Santo, o Altíssimo Senhor,
com o Espírito Divino de Deus Pai, no esplendor.
Final: Amém! Amém!
ORAÇÃO DO DIA
Presid.: Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo o coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Todos: Amém.
LITURGIA DA PALAVRA
PRIMEIRA LEITURA (Dt 18,15-20)
LEITURA DO LIVRO DO DEUTERONÔMIO
Comentário: O profeta é alguém que Deus escolhe,
chama e envia para ser a sua "palavra" viva no meio
dos homens.
Moisés falou ao povo, dizendo: 18 15 "O Senhor, teu Deus, te suscitará dentre os teus irmãos um profeta como eu: é a ele que devereis ouvir.
16 Foi o que tu mesmo pediste ao Senhor, teu Deus, em Horeb, quando lhe disseste no dia da assembléia: 'Oh! Não ouça eu mais a voz do Senhor, meu Deus, nem torne a ver mais esse fogo ardente, para que eu não morra!'
17 E o Senhor disse-me: 'está muito bem o que disseram;
18 eu lhes suscitarei um profeta como tu dentre seus irmãos: pôr-lhe-ei minhas palavras na boca, e ele lhes fará conhecer as minhas ordens.
19 Mas ao que recusar ouvir o que ele disser de minha parte, pedir-lhe-ei contas disso.
20 o profeta que tiver a audácia de proferir em meu nome uma palavra que eu lhe não mandei dizer, ou que se atrever a falar em nome de outros deuses, será morto".
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
SALMO RESPONSORIAL – Sl 95(94)
(Melodia: "As nações de toda a terra...")
Ref.: Não fecheis o coração, ouvi hoje a voz
de Deus!
1. Vinde, exultemos de alegria no Senhor,
aclamemos o Rochedo que nos salva! Ao
seu encontro caminhemos com louvores, e
com cantos de alegria o celebremos!
2. Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra,
a ajoelhemos ante o Deus que nos criou!
Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor,
e nós somos o seu povo e seu rebanho, as
ovelhas que conduz com sua mão.
3. Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: "Não fecheis os corações como em Meriba, como
em Massa, no deserto, aquele dia, em que
outrora vossos pais me provocaram, apesar
de terem visto as minhas obras".
SEGUNDA LEITURA (1Cor 7, 32-35)
LEITURA DA PRIMEIRA CARTA DE SÃO
PAULO AOS CORÍNTIOS
Comentário: São Paulo convida os cristãos a repensarem as suas prioridades e a não deixarem que as realidades transitórias sejam empecilhos diante do compromisso com o serviço de Deus e dos irmãos.
7 32 Irmãos, eu gostaria que estivésseis livres de preocupações. O homem não casado é solícito pelas coisas do Senhor e procura agradar ao Senhor.
33 O casado preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar à sua mulher,
34 e, assim, está dividido. Do mesmo modo, a mulher não casada e a jovem solteira têm zelo pelas coisas do Senhor e procuram ser santas de corpo e espírito. Mas a que se casou preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar ao seu marido.
35 Digo isso para o vosso próprio bem e não para vos armar um laço. O que eu desejo é levar-vos ao que é melhor, permanecendo junto ao Senhor, sem outras preocupações.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

EVANGELHO (Marcos 1, 21-28)
Comentário: Jesus, o Filho de Deus, cumpre o projeto libertador do Pai, pela sua Palavra e pela sua ação. Ele renova e transforma em homens livres todos aqueles que vivem pr isionei ros do egoísmo, do pecado e da morte.
Aclamação do Evangelho
Aleluia, aleluia! Vamos aclamar o Evangelho, aleluia! (bis)
O povo que jazia nas trevas viu brilhar uma luz grandiosa; a luz despontou para aqueles que jaziam nas sombras da morte (Mc 4,16).
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
1 21 Dirigiram-se para Cafarnaum. E já no dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e pôs-se a ensinar.
22 Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.
23 Ora, na sinagoga deles achava-se um homem possesso de um espírito imundo, que gritou:
24 "Que tens tu conosco, Jesus de Nazaré? Vieste perder-nos? Sei quem és: o Santo de Deus!
25 Mas Jesus intimou-o, dizendo: "Cala-te, sai deste homem!"
26 O espírito imundo agitou-o violentamente e, dando um grande grito, saiu.
27 Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: "Que é isto? Eis um ensinamento novo, e feito com autoridade; além disso, ele manda até nos espíritos imundos e lhe obedecem!"
28 A sua fama divulgou-se logo por todos os arredores da Galiléia.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
HOMILIA (Ver mais abaixo 3 sugestões de Homilia pra este domingo)
17. PROFISSÃO DE FÉ (Creio)
18. ORAÇÃO DOS FIÉIS
Oração do Dizimista
"Recebei, Senhor, nosso Dízimo!
Não é esmola, porque não sois mendigo.
Não é uma simples contribuição,
porque não precisais dela.
Esta importância representa, Senhor,
nosso reconhecimento, amor e participação
na vida da comunidade,
pois o que temos, recebemos de vós.
Amém!"
LITURGIA EUCARÍSTICA
CANTO DAS OFERENDAS
1. Nosso Deus fez um mundo tão perfeito,
colocou em nosso peito a semente do amor.
E por isso aqui somos seus convivas, e formamos hóstias vivas nesta casa do Senhor.
Ref.: Vamos preparar a ceia, vamos repartir
o pão! Quero ver a mesa cheia dos sinais
da salvação. Vamos preparar a ceia, vamos
repartir o vinho! Quero ver a casa cheia de
ternura e de carinho.
2. Nosso Deus faz de nós uma família, numa
Igreja que partilha e se oferta em oblação.
Para que ofertemos pão e vinho, que dão
força no caminho e nos levam à doação.
3. Nosso Deus sabe ouvir nosso clamor e,
com todo sof redor, faz a nova al iança.
Também nós, o que temos partilhamos, o
que somos ofertamos, pra gerar mais esperança.
ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS
Presid.: Para vos servir, ó Deus, depositamos
nossas oferendas em vosso altar; acolhei-as com
bondade,a fim de que se tornem o sacramento da
nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.
Todos: Amém.
ORAÇÃO EUCARÍSTICA VI-B (MR p. 848)
(Deus conduz sua Igreja pelo caminho da salvação)
Presid.: Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre
e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, criador do
mundo e fonte da vida. Nunca abandonais a obra
da vossa sabedoria, agindo sempre no meio de
nós. Com vosso braço poderoso, guiastes pelo
deserto o vosso povo de Israel. Hoje, com a luz e
a força do Espírito Santo, acompanhais sempre a
vossa Igreja, peregrina neste mundo; e por Jesus
Cristo, vosso Filho, a acompanhais pelos caminhos da história até a felicidade perfeita em vosso
reino. Por essa razão, também nós, com os Anjos
e Santos, proclamamos a vossa glória, cantando
(dizendo) a uma só voz:
Santo, Santo, Santo,
Presid.: Na verdade, vós sois santo e digno de
louvor, ó Deus, que amais os seres humanos e
sempre os assistis no caminho da vida. Na verdade, é bendito o vosso Filho, presente no meio de nós,
quando nos reunimos por seu amor. Como outrora
aos discípulos, ele nos revela as Escrituras e parte
o pão para nós.
Todos: O vosso Filho permaneça entre nós!
Presid.: Nós vos suplicamos, Pai de bondade, que
envieis o vosso Espírito Santo para santificar estes
dons do pão e do vinho, a fim de que se tornem para
nós o Corpo e X o Sangue de nosso Senhor Jesus
Cristo.
Todos: Mandai o vosso Espírito Santo!
Presid.: Na véspera de sua paixão, durante a última Ceia, ele tomou o pão, deu graças e o partiu e
deu a seus discípulos, dizendo: TOMAI, TODOS,
E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS. Do mesmo modo, ao fim
da ceia, ele, tomando o cálice em suas mãos, deu
graças novamente e o entregou a seus discípulos,
dizendo: TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O
CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA
E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO
POR VÓS E POR TODOS PARA REMISSÃO DOS
PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM. Eis
o mistério da fé!
Todos: Todas as vezes que comemos deste pão
e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor,
a vossa morte, enquanto esperamos a vossa
vinda!
Presid.: Celebrando, pois, ó Pai santo, a memória
de Cristo, vosso Filho, nosso Salvador, que pela
paixão e morte de cruz fizestes entrar na glória da
ressurreição e colocastes à vossa direita, anunciamos a obra do vosso amor até que ele venha, e vos
oferecemos o pão da vida e o cálice da bênção.
Olhai com bondade para a oferta da vossa Igreja.
Nela vos apresentamos o sacrifício pascal de Cristo,
que vos foi entregue. E concedei que, pela força do
Espírito do vosso amor, sejamos contados, agora e
por toda a eternidade, entre os membros do vosso
Filho, cujo Corpo e Sangue comungamos.
Todos: Aceitai, ó Senhor, a nossa oferta!
Presid.: Fortalecei, Senhor, na unidade os convidados a participar da vossa mesa. Em comunhão com
o nosso Papa Bento e o nosso Bispo ............,
com todos os Bispos, presbíteros, diáconos e com
todo o vosso povo, possamos irradiar confiança e
alegria e caminhar com fé e esperança pelas estradas da vida.
Todos: Tornai viva nossa fé, nossa esperança!
Presid.: Lembrai-vos dos nossos irmãos e irmãs (N.
e N.), que adormeceram na paz do vosso Cristo, e
de todos os falecidos, cuja fé só vós conhecestes:
acolhei-os na luz da vossa face e concedei-lhes, no
dia da ressurreição, a plenitude da vida.
Todos: Concedei-lhes, ó Senhor, a luz eterna!
Presid.: Concedei-nos ainda, no fim da nossa peregrinação terrestre, chegarmos todos à morada
eterna, onde viveremos para sempre convosco. E
em comunhão com a bem-aventurada Virgem Maria,
com os Apóstolos e Mártires, (com S.N.: Santo do
dia ou Patrono) e todos os Santos, vos louvaremos
e glorificaremos, por Jesus Cristo, vosso Filho.
Presid.: Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós,
Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.
Todos: Amém.
Ritos da Comunhão
Todos: Pai Nosso...
Presid.: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dainos hoje a vossa paz! Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos
de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança,
aguardamos a vinda do Cristo Salvador.
Todos: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.
Presid.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos
Apóstolos: "Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha
paz". Não olheis os nossos pecados, mas a fé que
anima vossa Igreja, dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade! Vós, que sois Deus, com o Pai
e o Espírito Santo.
Todos: Amém.
Presid.: A paz do Senhor esteja sempre convosco!
Todos: O amor de Cristo nos uniu.
(Saudação da Paz)
CANTO DE COMUNHÃO
Ref.: Nós somos muitos, mas formamos
um só corpo, que é o corpo do Senhor,
a sua Igreja; pois todos nós participamos do mesmo pão da unidade, que é o
corpo do Senhor, a Comunhão.
1. O Pão que reunidos nós partimos é a
participação do corpo do Senhor.
2. O Cálice por nós abençoado é a nossa
comunhão no Sangue do Senhor.
3. À ordem do Senhor obedecendo, celebremos a memória da nossa redenção.
4. Da Ceia do Senhor participando, pelo
Espírito seremos unidos num só corpo.
5. Seu Corpo e seu Sangue comungando, sua morte anunciamos, até que Ele
venha.
ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Presid.: Renovados pelo sacramento da
nossa redenção, nós vos pedimos, ó Deus,
que este alimento da salvação eterna nos
faça progredir na verdadeira fé. Por Cristo,
nosso Senhor.
Todos: Amém.
RITOS FINAIS
Exortações Finais e Bênção
CANTO FINAL
1. Ide por todo universo meu Reino anunciar,
dizei a todos os povos que eu vim pra salvar! Quero que todos conheçam a luz da
verdade, possam trilhar os caminhos da
felicidade.
Ref.: Ide anunciar minha paz, ide sem olhar
para trás! Estarei convosco e serei vossa
luz na missão! (bis)
2. Vós sois os meus mensageiros e meus
missionários, ide salvar o meu povo de
tantos calvários. Minha verdade liberta e a
vida promove, meu Evangelho ilumina e as
trevas remove.
3. Eu anunciei o meu Reino na cruz e no templo, dei minha vida por todos, deixei meu
exemplo. Quem por amor der a vida, será meu amigo e, na riqueza do Pai, terá parte
comigo!
"Com razão se considera a Liturgia como o
exercício da função sacerdotal de Cristo. Nela,
os sinais sensíveis significam e, cada um à sua
maneira, realizam a santificação dos homens;
nela, o Corpo Místico de Jesus Cristo - cabeça
e membros - presta a Deus o culto público integral." (Sacrosanctum Concilium 7)
TEXTOS BÍBLICOS PARA A SEMANA:
2ª Vd - 2Sm 15,13-14.30; 16,5-13a; Sl 3; Mc 5,1-20
3ª Br - 2Sm 18,9-10.14b; Sl 85(86); Mc 5,21-43
4ª Vd - 2 Sm 24,2.9-17; Sl 31(32); Mc 6,1-6
5ª Br - Ml 3,1-4; Sl 23; Hb 2,14-18; Lc 2,22-40
6ª Vd - Eclo 47,2-13; Sl 17(18); Mc 6,14-29
Sb Vd - 1Rs 3,4-13; Sl 118(119); Mc 6,30-34
TRANSCRIÇÃO DE TEXTOS DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDO LITÚRGICO
Diocese de Apucarana - PR
Responsáveis:
Comentários e orações: Pe. Valdecir Ferreira
Cantos: Maestro Adenor Leonardo Terra
Diaconais: Diácono Durvalino Bertasso
Diagramação: José Luiz Mendes
Impressão: Gráfica Diocesana
SUGESTÕES E INFORMAÇÕES:
55 43 3423-6811 - e-mail: pevaldecir@hotmail.com
COMENTÁRIOS
DO EVANGELHO
1. "CALA-TE E SAI DELE!"
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
A primeira bicicleta que ganhei, aos oito anos, tinha duas rodinhas de sustentação para facilitar o equilíbrio no aprendizado, e o futuro ciclista deveria fazer de conta que elas não existiam, para que o treinamento surtisse efeito. Por puro comodismo comecei a me exibir para os familiares, imprimindo velocidade nos pedais e até largando das mãos, para mostrar que estava seguro, mas na verdade colocava toda minha segurança nas rodinhas auxiliares, que não deixavam a bicicleta cair em minhas arrojadas manobras.
A turma me olhava com uma pontinha de inveja, quando eu passava “esnobando” com a bicicleta, meus familiares sentiam-se orgulhosos e tudo ia bem até que apareceu um chato, um estraga-prazer de nome Odair, colega de escola, garoto de grande vivacidade e inteligência, que me desafiou. “Ah quero ver você andar sem essas rodinhas aí...!”.
Tentei em vão argumentar, que as rodinhas não eram importantes, mas o Odair pegou de brabo e comentou com a turma, que eu não sabia andar coisa nenhuma, e que só estava enganando a todos. Lembro-me que fiquei quase duas semanas de “beiço caído” sem falar com ele, entretanto, com o passar dos dias fui vendo que tinha razão, se não tivesse coragem de tirar as rodinhas auxiliares, nunca iria aprender de verdade, a andar de bicicleta, porque a minha habilidade de ciclista não passava de uma mentira.
Essa é exatamente a missão do profeta: denunciar todas as nossas falsas seguranças, mostrando-nos a verdade que tem de ser buscada e cultivada, em nossa relação com Deus e com os irmãos, para que a nossa vida de cristãos não seja uma grande mentira em uma religião só de aparência.
No Antigo Testamento os profetas lembravam ao povo a fidelidade à aliança, toda vez que dela se afastavam. A Palavra de Deus manifestada através de Moisés, antes de ser uma norma rígida era um dom, pois oferecia orientações seguras de como viver bem e ser feliz, sob o amparo e a proteção do Deus da Aliança, nesta relação exclusiva e particular “Vós sereis o meu povo e eu serei o Vosso Deus”. Mas os profetas e todos os demais que falaram ao povo em seu nome sofreram muito, foram rejeitados, incompreendidos e até perseguidos e mortos, pois muitos não estavam dispostos a ouvir a Verdade que os faria mudar de vida.
O evangelho desse domingo faz uma apresentação solene de um novo, único e verdadeiro profeta que não vem para fazer mais promessas, mas sim para cumpri-las uma a uma. O seu múnus profético se revela na comunidade onde irá realizar um sinal, como prenúncio da sua obra de salvação, que tem na libertação do homem o seu ponto mais alto, naquele sábado na sinagoga, a comunidade conheceu Jesus de Nazaré, o Messias de quem falaram todos os profetas. O seu ensinamento causava admiração, pois ensinava com autoridade e não como os mestres da lei.
Ensinar com autoridade não é falar grosso, gritar e dar murros na mesa, como certos pregadores, que gostam de fazer terrorismo religioso, mas é mostrar primeiro a vivência daquilo que se ensina, unir fé e vida, celebrar aquilo que se Crê, é ter uma fé encarnada na história, é sempre falar em nome de Deus.
A palavra é libertadora porque gera vida nova, renova o homem por inteiro, Jesus é a palavra viva, o Logus de Deus, o Verbo encarnado no meio dos homens. Para surpresa de todos, na comunidade há um homem possuído por um espírito do mal que conhece Jesus, inclusive manifesta esse conhecimento em palavras bonitas “Sei que tu és o Santo de Deus”, sabe, portanto quem ele é e a que veio, mas não o aceita, não admite que o seu ensinamento interfira no modo de pensar e viver. Parece que Marcos fala às autoridades religiosas do seu tempo, e ao homem da modernidade, que apenas o conhecimento da pessoa de Jesus e sua missão, sem o compromisso de vida com o santo evangelho, jamais vai nos conferir uma fé autêntica. Jesus ornamenta muitos lugares públicos e está em uma correntinha no peito de muita gente, mas falta uma abertura maior para que as atitudes dos que nele dizem professar a fé sejam realmente atitudes de um cristão.
O tratamento que Jesus dá ao homem possuído pelo espírito do mal, é de choque – Cala-te e sai dele! CALA-TE: porque a palavra que o mal nos propõe é enganosa e mentirosa, traz a morte e não a vida; aprisiona em vez de libertar. O homem da modernidade parece não ter forças para fazer calar tantas vozes mentirosas que seduzem, corrompem, e destrói a dignidade do ser humano, o homem da modernidade se acha importante com o seu conhecimento e o progresso e, entretanto, é totalmente impotente diante das forças do mal, justamente porque não professa uma fé verdadeira e perdeu totalmente a noção do pecado, que contraria a graça de Deus e a sua santa palavra.
As Igrejas cristãs devem ter coragem e ousadia, para fazer calar e expulsar tantos “espíritos do mal” que continua a enganar o ser humano, com propostas sedutoras de vida, arrastando muitos para a morte. Ouçamos o apelo dos nossos pastores e sejamos uma igreja mais profética e menos sacramentalista, mais missionária e menos ritualista, fazendo um ensinamento novo, capaz de derrubar as velharias ideológicas escravisadoras, contrárias aos princípios do Reino Novo, que Jesus inaugurou um dia, lá na sinagoga de Nazaré... Quando mostrou quem ele é, e a que veio...
José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa
Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail cruzsm@uol.com.br
2. A palavra de Jesus é fonte de luz
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por José Raimundo Oliva - e disponibilizado no Portal Paulinas)
Mateus, no seu evangelho, destaca que Jesus, após a prisão de João, por quem fora batizado, voltou para a Galileia e, deixando Nazaré, foi morar em Cafarnaum (Mt 4,12-13). Esta é uma cidade à margem do Mar da Galileia, que serviu de base para a irradiação do ministério de Jesus para a Galileia e territórios gentílicos vizinhos.
O povo da região, gentios em geral, estava sujeito à opressão do império romano, e aqueles vinculados ao judaísmo, sujeitos à opressão dos seus chefes religiosos subservientes àquele império. Em Cafarnaum encontrava-se uma densa população em torno do comércio dos produtos que chegavam das regiões gentílicas vizinhas através do Mar da Galileia. Sendo um lugar de concentração de moradores judeus, aí, também, se localizava uma sinagoga.
No evangelho de Marcos encontramos apenas três narrativas envolvendo a presença de Jesus em sinagogas. Na primeira vez, na narrativa de hoje, ele encontra um homem com espírito impuro; outra vez encontra um homem paralisado com a mão seca. Com estes tipos, Marcos indica o caráter alienante e excludente da religião oficial da sinagoga em relação a seus fiéis.
Na terceira vez, ensinando em uma sinagoga em Nazaré, Jesus admirou-se da incredulidade em suas palavras da parte dos que aí encontrou. No evangelho de hoje, Jesus entra em uma sinagoga, em Cafarnaum, e se põe a ensinar. O evangelista Marcos, então, menciona que "na sinagoga deles" estava um homem com um espírito impuro. Ao referir-se à sinagoga "deles" (v. 23), Marcos insinua que este não era o espaço de Jesus. Em sua narrativa, Marcos nos delineia o conflito de Jesus com o rígido sistema religioso judaico, com sua ideologia religiosa da superioridade do povo de Israel e do desprezo dos demais povos. Na sinagoga Jesus repreende severamente o espírito impuro com o qual se defronta. É uma contundente expressão que indica forte rejeição. Ela é usada com frequência nas narrativas de exorcismos e também na repreensão a Pedro (cf. 16 fev.), quando ele externa sua opinião de que Jesus é o messias esperado, ao qual se atribuíam poder e glória.
Na conclusão da narrativa fica em destaque o ensinamento novo de Jesus que vem subjugar os espíritos impuros. A palavra de Jesus é uma fonte de luz que dissipa das mentes as trevas alienantes da ideologia do poder. É um ensinamento novo que liberta e gera esperança e alegria entre todos. É a novidade do anúncio com a proposta de conversão de vida, abandonando uma religião estéril para aderir a uma prática do amor transformante das relações humanas, no desapego, na fraternidade, na justiça e na paz. Em continuidade a este episódio, Marcos narra a ida de Jesus, com os discípulos, para a casa de Pedro, que será a base da comunidade em seu convívio e em seu ministério. É a substituição da sinagoga pela igreja doméstica.
Oração
Senhor Jesus, afasta para longe de mim o mal que me impede de ser livre e de fazer-me servidor do Reino.
3. VENCENDO O MAL
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).
O Reino anunciado por Jesus provocou as forças do mal, que reagiram de imediato. Sua pregação desmascarava a malignidade de tudo quanto redundava em escravidão para o ser humano e o impedia de se realizar e ser feliz. Jesus se sabia destinado a libertar os oprimidos e escravizados pelo poder do mal.
Evidentemente, o processo de libertação não era fácil. Por um lado, os opressores não queriam abrir mão de suas intenções e métodos. Por outro lado, os oprimidos acabavam por se acostumar à sua situação, já não fazendo mais caso dela.
A libertação começava quando o escravo do mal se insurgia contra sua situação, com a ajuda de Jesus. Tratava-se de uma terrível luta interior! Às vezes, se pensava que a presença de Jesus só servisse para perturbar. Ele, porém, não se deixava intimidar. Sua presença purificava o ser humano dos espíritos imundos que o flagelavam e contaminavam. Livres de toda escravidão, os que tinham sido beneficiados por Jesus tornavam-se sinal do poder efetivo do Reino.
Toda a vida de Jesus foi perpassada de luta contra as forças do mal. Com sua palavra, ele as desarticulava, fazendo o Reino dar seus frutos na história humana. Jesus não cruzava os braços ao se deparar com quem era vítima do mal e do pecado. Sua presença fazia o dinamismo libertador do Reino entrar em ação.
Oração
Senhor Jesus, afasta para longe de mim o mal que me impede de ser livre e de fazer-me servidor do Reino.
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Liturgia da Segunda Feira — 30.01.2012
Terço do Rosário: Mistérios Gozosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gozosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)
— Santa Jacinta Marescotti
Em Roma, em 1585, nasceu Jacinta, dentro de uma família muito nobre, religiosa, com posses, mas que possuía, principalmente, a devoção, o amor acima de tudo. Seus pais faziam de tudo para que os filhos conhecessem Jesus e recebessem uma ótima educação.
Jacinta Marescotti que, então, tinha como nome de batismo Clarisse, foi colocada num convento para a sua educação, numa escola franciscana, juntamente com as irmãs. Uma das irmãs dela já era religiosa franciscana.
Crescendo na educação religiosa, com valores. No entanto, a boa formação sempre respeita a liberdade. Já moça e distante daqueles valores por opção, ela quis casar-se. Saiu da vida religiosa, começou a percorrer caminhos numa vida de pecados, entregue à vaidade, à formosura e aos prazeres. Enfim, ia se esvaziando. Até que outra irmã sua veio a se casar. Sua reação não foi de alegria ou de festa, pelo contrário, com inveja e revolta ela resolveu entrar novamente na vida religiosa.
A consequência foi muito linda, porque ao entrar nesse segundo tempo, ela voltou como estava: vazia, empurrada por ela própria, pela revolta. Lá dentro, ela foi visitada por sofrimentos. Seu pai, que tanto ela amava e que lhe dava respaldo material, faleceu, foi assassinado. Ela pegou uma enfermidade que a levou à beira da morte. Naquele momento de dor, ela pôde rever a sua vida e perceber o quanto Deus a amava e o quanto ela não correspondia a esse amor.
Arrependeu-se, quis confessar-se e o sacerdote foi muito firme, inspirado naquele momento a dizer: “Eu só entro para o sacramento da reconciliação se sair, do quarto dela, tudo aquilo que está marcado pelo luxo e pela vaidade”. Até as suas vestes eram de seda, diferente das outras irmãs. Ela aceitou, pois já estava num processo de conversão. Arrependeu-se, confessou-se e, dentro do convento, começou a converter-se.
Jacinta Marescotti de tal forma empenhou-se na vida de oração, de pobreza, de castidade e vivência da regra que tornou-se, mais tarde, mestra de noviças e superiora do convento.
Deus faz maravilhas na vida de quem se deixa converter pelo Seu amor.
Santa Jacinta Marescotti, rogai por nós!
IV SEMANA COMUM
(VERDE – OFÍCIO DO DIA)
Antífona da entrada: Salvai-nos, Senhor nosso Deus, reuni vossos filhos dispersos pelo mundo, para que celebremos o vosso santo nome nos gloriemos em vosso louvor (Sl 105,47)
Oração do dia
Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo o coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Primeira Leitura (2 Samuel 15,13-14.30; 16,5-13)
Leitura do segundo livro de Samuel.
15 13 Vieram então anunciar a Davi: "Os israelitas aderem a Absalão!"
14 Davi disse então a todos os que estavam com ele em Jerusalém: "Vamos, fujamos, porque não podemos de outro modo escapar a Absalão! Apressai-vos e parti, não suceda que ele nos surpreenda de repente, e nos inflija a ruína, passando a cidade ao fio da espada".
30 Davi subiu chorando o monte das Oliveiras, cabeça coberta e descalço. Todo o povo que o acompanhava subia também chorando, com a cabeça coberta.
16 5 Quando o rei chegou a Baurim, apareceu um homem da família da casa de Saul, chamado Semei, filho de Gera, o qual ia proferindo maldições enquanto andava.
6 Atirava pedras contra o rei Davi e contra todos os seus servos, embora todo o exército e todos os guerreiros valentes se encontrassem à direita e à esquerda do rei.
7 E o amaldiçoava, dizendo: "Vai-te, vai-te embora, homem sanguinário e celerado.
8 O Senhor faz cair sobre ti todo o sangue da casa de Saul, cujo trono usurpaste; o Senhor entregou o reino ao teu filho Absalão. Eis-te oprimido de males, homem sanguinário que és!"
9 Então Abisai, filho de Sarvia, disse ao rei: "Por que insulta esse cão morto ao rei, meu senhor? Deixa-me passar, vou cortar-lhe a cabeça".
10 "Que nos importa, filho de Sarvia?", respondeu Davi. "Deixa-o amaldiçoar. Se o Senhor lhe ordenou que me amaldiçoasse, quem poderia dizer-lhe: 'por que fazes isso?'"
11 E Davi disse a Abisai e à sua gente: "Vede: se meu filho, fruto de minhas entranhas, conspira contra a minha vida, quanto mais agora esse benjaminita? Deixai-o amaldiçoar, se o Senhor lho ordenou.
12 Talvez o Senhor considere a minha aflição e me dê agora bens por esses ultrajes".
13 Davi e seus homens retomaram o seu caminho, mas Semei ia ao longo da montanha, ao lado dele, vomitando injúrias, atirando-lhe pedras e espalhando poeira pelo ar.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo responsorial 3
Levantai-vos, ó Senhor, vinde salvar-me!
Quão numerosos, ó Senhor, os que me atacam;
quanta gente se levanta contra mim!
Muitos dizem, comentando a meu respeito:
"Ele não acha a salvação junto de Deus!"
Mas sois vós o meu escudo protetor,
a minha glória que levanta a minha cabeça!
Quando eu chamei em alta voz pelo Senhor,
do monte santo ele me ouviu e respondeu.
Eu deito e adormeço bem tranqüilo;
acordo em paz, pois o Senhor é meu sustento.
Não terei medo de milhares que me cerquem
e, furiosos, se levantem contra mim.
Levantai-vos, ó Senhor, vinde salvar-me!
Aclamação do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo, aleluia! (Lc 7,16).

Evangelho (Marcos 5,1-20)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!
5 1 Passaram à outra margem do lago, ao território dos gerasenos.
2 Assim que saíram da barca, um homem possesso do espírito imundo saiu do cemitério
3 onde tinha seu refúgio e veio-lhe ao encontro. Não podiam atá-lo nem com cadeia, mesmo nos sepulcros,
4 pois tinha sido ligado muitas vezes com grilhões e cadeias, mas os despedaçara e ninguém o podia subjugar.
5 Sempre, dia e noite, andava pelos sepulcros e nos montes, gritando e ferindo-se com pedras.
6 Vendo Jesus de longe, correu e prostrou-se diante dele, gritando em alta voz:
7 "Que queres de mim, Jesus, Filho do Deus Altíssimo?Conjuro-te por Deus, que não me atormentes.
8 É que Jesus lhe dizia: Espírito imundo, sai deste homem!"
9 Perguntou-lhe Jesus: "Qual é o teu nome?" Respondeu-lhe: "Legião é o meu nome, porque somos muitos".
10 E pediam-lhe com instância que não os lançasse fora daquela região.
11 Ora, uma grande manada de porcos andava pastando ali junto do monte.
12 E os espíritos suplicavam-lhe: "Manda-nos para os porcos, para entrarmos neles".
13 Jesus lhos permitiu. Então os espíritos imundos, tendo saído, entraram nos porcos; e a manada, de uns dois mil, precipitou-se no mar, afogando-se.
14 Fugiram os pastores e narraram o fato na cidade e pelos arredores. Então saíram a ver o que tinha acontecido.
15 Aproximaram-se de Jesus e viram o possesso assentado, coberto com seu manto e calmo, ele que tinha sido possuído pela Legião. E o pânico apoderou-se deles.
16 As testemunhas do fato contaram-lhes como havia acontecido isso ao endemoninhado, e o caso dos porcos.
17 Começaram então a rogar-lhe que se retirasse da sua região.
18 Quando ele subia para a barca, veio o que tinha sido possesso e pediu-lhe permissão de acompanhá-lo.
19 Jesus não o admitiu, mas disse-lhe: "Vai para casa, para junto dos teus e anuncia-lhes tudo o que o Senhor fez por ti, e como se compadeceu de ti".
20 Foi-se ele e começou a publicar, na Decápole, tudo o que Jesus lhe havia feito. E todos se admiravam.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!
Sobre as oferendas
Para vos servir, ó Deus, depositamos nossas oferendas em vosso altar; acolhei-as com bondade, a fim de que se tornem o sacramento da nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: Mostrai serena a vossa face ao vosso servo e salvai-me pela vossa compaixão! (Sl
Depois da comunhão
Renovados pelo sacramento da nossa redenção, nós vos pedimos, ó Deus, que este alimento da salvação eterna nos faça progredir na verdadeira fé. Por Cristo, nosso Senhor.
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. "No olho do Furacão..."
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
Jesus não é um mestre acomodado no sucesso, bem que poderia fazê-lo, ficar na sinagoga dando um "show de bola" aos seus ouvintes, realizando curas prodigiosas que só contribuiriam para aumentar ainda mais o seu já famoso Ibope. Tem muito cristão querendo ser famoso na comunidade, mas fora dela, em ambientes hostis ao evangelho, poucos tem coragem de meter a cara.
Jesus vai com seus discípulos para uma área chamada Decápole formada por dez cidades onde impera o paganismo e onde as Forças do Mal "deita e rola". Ao seu encontro vem um homem possesso de um espírito imundo, que vive em um cemitério (Deus me livre, que lugar para se morar) mas o evangelista não está mostrando o cenário de um filme de terror ou do exorcista, ao contrário, quer nos mostrar o quadro de morte presente naquela região e no mundo de hoje: Tráfico de drogas, corrupção, pessoas que deveriam estar do lado do bem, mas que passam para o lado do mal, enganadores e mentirosos, fraudadores, destruição de instituições sagradas como a Família... Parece que estamos todos em um grande cemitério cercado de mortos por todos os lados...
Pois bem, os que manipulam essa situação calamitosa, os que contribuem direta ou indiretamente para manter esse quadro tenebroso de morte e pânico por todos os lados, têm suas vantagens e não querem que nada mude. O traficante não quer que o jovem se liberte das drogas, os policiais e autoridades corruptas que se beneficiam desse tráfico danoso e imoral, também não querem. Os políticos corruptos presentes em Brasília e em todos os estados e municípios não querem mudança na legislação.
Os que vivem da prostituição de crianças, menores, mulheres, estão bem assim, se mexer no quadro para valorizar e libertar todas essas pessoas, vai causar um "Prejú" no Caixa dois. E assim vai com o cigarro, maconha, craque, heroína, bebida alcoólica, a quem não interessa acabar com tudo isso? Os que faturam e que são muitos... Interessante que muitos desses ainda querem sair bem na "fita", em um sistema marcado pela hipocrisia...
Representando todos esses possessos do "Mal", presente em nossa sociedade, o homem vem correndo até Jesus e prostrando-se diante dele implora que não o atormente. Não me venha com mudanças na ética e na moral, nos valores, não me venha falar em Justiça social, respeito a dignidade da Vida humana, partilha e solidariedade, ética na política, na medicina, na educação. Novas oportunidades para quem errou, mudanças no sistema carcerário...
Mas Jesus não se deixa engambelar por choramingas ideológicos, dos que insistem em sustentar essa situação, "Espírito Imundo, sai desse homem!". Não adianta o mal disfarçar-se de bem, pode maquiar-se do jeito que quiser, o Bem supremo que é Jesus Cristo desmascara o Mal. O Mal é impuro e por isso o seu lugar é na manada de porcos, que se precipita de um lugar alto ao fundo do mar. O coração humano não é lugar de impurezas, nele op mal não pode ter vez e nem domínio.
E o possesso, agora livre começa a propagar a ação libertadora de Jesus, mas longe de acolhê-lo, o povo cativo do Mal, certamente liderado por aqueles que não querem mudanças, pedem para que Jesus se vá. Hoje não é diferente, a Consumismo criou um Jesus doce, bonzinho, acomodado e conformado com o mal, em uma religião que longe de libertar aprisiona cada vez mais o ser humano...
2. Jesus envia o homem liberto a anunciar
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por José Raimundo Oliva - e disponibilizado no Portal Paulinas)
Em um estilo dramático, Marcos apresenta-nos esta narrativa de expulsão de um espírito impuro. No início de seu ministério Jesus expulsara o espírito impuro do homem na sinagoga. Era a denúncia da doutrina da própria sinagoga. Agora, em território gentílico, é a denúncia do espírito do império romano que dominava a região. O espírito era uma "legião", nome da unidade militar romana de ocupação. A legião é expulsa para os porcos que se lançam no mar, como foi submerso o exército do faraó, na saída do Egito. Temos aí uma afirmação da prática de Jesus como libertação dos oprimidos pelos poderes, religioso ou político.
No fim da narrativa, Jesus envia o homem liberto para anunciar a misericórdia que experimentou. Podemos ver na narrativa uma caracterização da ação missionária para as comunidades.
Oração
Pai, faze-me anunciador da compaixão que tens por mim, a qual se manifesta na libertação de meu egoísmo e na abertura do meu coração para o serviço ao meu semelhante.
3. UMA MISSÃO IMPORTANTE
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).
Escravo de uma legião de demônios, um infeliz estava levando uma vida desumana. Jesus libertou-o e o fez voltar ao convívio social. O gesto mais significativo que esse homem libertado do poder dos espíritos impuros encontrou, para expressar sua gratidão ao Mestre, foi oferecer-se para ser discípulo dele, que foi solidário com o seu sofrimento.
Jesus, porém, não aceitou este pedido. Antes, mandou o homem para casa com a missão de narrar aos familiares tudo quanto Deus realizara em seu favor, manifestando-lhe sua misericórdia.
A atitude do Mestre tem sua razão de ser. Num ambiente pagão, onde as pessoas viviam tomadas pelo medo dos espíritos demoníacos, era preciso haver alguém que fosse um sinal do poder libertador de Deus. Portanto, aquele homem recebera a importante missão de ser missionário entre os pagãos. Competia-lhe mostrar a todos que as pessoas não estão fadadas a serem escravas dos demônios, e que Deus havia enviado alguém com a tarefa de libertá-las. E esse alguém era Jesus! Seu poder superava o dos demônios, mesmo que fossem uma legião. Sua palavra, cheia de autoridade, subjugava os espíritos maus. A ele deviam recorrer todos quantos queriam libertar-se.
Oração
Espírito de gratidão, seja minha vida um testemunho convincente da misericórdia que Deus manifestou para comigo.
Recomendamos
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a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho
as orientações de como fazer a LEITURA
ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho
do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida.
Ideal para Estudos Bíblicos diários.
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Liturgia da Terça-Feira — 31.01.2012
Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Dolorosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)
— São João Bosco
Nasceu perto de Turim, na Itália, em 1815. Muito cedo conheceu o que significava a palavra sofrimento, pois perdeu o pai tendo apenas 2 anos. Sofreu incompreensões por causa de um irmão muito violento que teve. Dom Bosco quis ser sacerdote, mas sua mãe o alertava: “Se você quer ser padre para ser rico, eu não vou visitá-lo, porque nasci na pobreza e quero morrer nela”.
Logo, Dom Bosco foi crescendo diante do testemunho de sua mãe Margarida, uma mulher de oração e discernimento. Ele teve que sair muito cedo de casa, mas aquele seu desejo de ser padre o acompanhou. Com 26 anos de idade, ele recebeu a graça da ordenação sacerdotal. Um homem carismático, Dom Bosco sofreu. Desde cedo, ele foi visitado por sonhos proféticos que só vieram a se realizar ao longo dos anos. Um homem sensível, de caridade com os jovens, se fez tudo para todos. Dom Bosco foi ao encontro da necessidade e da realidade daqueles jovens que não tinham onde viver, necessitavam de uma nova evangelização, de acolhimento. Um sacerdote corajoso, mas muito incompreendido. Foi chamado de louco por muitos devido à sua ousadia e à sua docilidade ao Divino Espírito Santo.
Dom Bosco, criador dos oratórios. Catequeses e orientações profissionais foram surgindo para os jovens. Enfim, Dom Bosco era um homem voltado para o céu e, por isso, enraizado com o sofrimento humano, especialmente, dos jovens. Grande devoto da Santíssima Virgem Auxiliadora, foi um homem de trabalho e oração. Exemplo para os jovens, foi pai e mestre, como encontramos citado na liturgia de hoje. São João Bosco foi modelo, mas também soube observar tantos outros exemplos. Fundou a Congregação dos Salesianos dedicada à proteção de São Francisco de Sales, que foi o santo da mansidão. Isso que Dom Bosco foi também para aqueles jovens e para muitos, inclusive aqueles que não o compreendiam.
Para a Canção Nova, para a Igreja e para todos nós, é um grande intercessor, porque viveu a intimidade com Nosso Senhor. Homem orante, de um trabalho santificado, em tudo viveu a inspiração de Deus. Deixou uma grande família, um grande exemplo de como viver na graça, fiel a Nosso Senhor Jesus Cristo.
Em 31 de janeiro de 1888, tendo se desgastado por amor a Deus e pela salvação das almas, ele partiu. Mas está conosco no seu testemunho e na sua intercessão.
São João Bosco, rogai por nós!
SÃO JOÃO BOSCO — SACERDOTE E EDUCADOR
(BRANCO, PREFÁCIO COMUM OU DOS PASTORES – OFÍCIO DA MEMÓRIA)
Antífona da entrada: Deixai vir a mim os pequeninos e não os impeçais, diz o Senhor. O reino do céu pertence aos que se parecem com eles (Mc 10,14).
Oração do dia
Ó Deus, que suscitastes são João Bosco para educar e pai dos adolescentes, fazei que, inflamados da mesma caridade, procuremos a salvação de nossos irmãos, colocando-nos inteiramente ao vosso serviço. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Primeira Leitura (2 Samuel 18,9-10.14.24-25.30-19,3)
Leitura do segundo livro de Samuel.
18 9 Absalão encontrou-se de repente em presença dos homens de Davi. Montava uma mula, e esta enfiou-se sob a folhagem espessa de um grande carvalho. A cabeça de Absalão prendeu-se nos galhos da árvore, e ele ficou suspenso entre o céu e a terra, enquanto a mula em que montava passava adiante.
10 Vendo isso, um homem informou a Joab, dizendo: "Eu vi Absalão suspenso a um carvalho".
14 Joab disse: "Não tenho tempo a perder contigo". Tomou, então, três dardos na mão e plantou-os no coração de Absalão. E estando ele ainda vivo no carvalho.
24 Davi estava sentado entre as duas portas. A sentinela que tinha subido ao terraço da porta, sobre a muralha, levantou os olhos e viu um homem que vinha correndo sozinho.
25 Gritando, anunciou-o ao rei, que disse: "Se ele vem só, traz alguma boa nova". Entretanto, o homem se aproximava.
30 O rei disse-lhe: "Põe-te aqui ao lado e espera". Ele afastou-se e esperou ali.
31 Então chegou o cusita, dizendo: Saiba o rei, meu senhor, da boa nova: O Senhor te fez hoje justiça contra todos os que se tinham revoltado contra ti.
32 O rei disse ao cusita: "Tudo vai bem para o jovem Absalão?" E o cusita respondeu: "Sejam como esse jovem os inimigos do rei, meu senhor, e todos os que se levantam contra ti para te fazer mal!"
33 Então o rei comoveu-se, subiu ao quarto que estava por cima da porta e pôs-se a chorar. E enquanto ia, dizia assim: "Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Por que não morri em teu lugar? Absalão, meu filho, meu filho!"
19 1 E foram dizer a Joab: "Eis que o rei chora e se lamenta por causa de Absalão".
2 E a vitória se transformou em luto naquele dia para todo o exército, porque o povo ouvira dizer que o rei estava acabrunhado de dor por causa de seu filho.
3 Por isso, o exército entrou na cidade em silêncio, como faria um exército coberto de vergonha por ter fugido ao combate.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo responsorial 85/86
Inclinai vosso ouvido, ó Senhor, e respondei-me!
Inclinai, ó Senhor, vosso ouvido,
escutai, pois ou pobre e infeliz!
Protegei-me, que sou vosso amigo,
e salvai vosso servo, meu Deus,
que espera e confia em vós!
Piedade de mim, ó Senhor,
porque clamo por vós todo o dia!
Animai e alegrai vosso servo,
pois a vós eu elevo a minha alma.
Ó Senhor, vós sois bom e clemente,
sois perdão para quem vos invoca.
Escutai, ó Senhor, minha prece,
o lamento da minha oração!
Aclamação do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Cristo tomou sobre si nossas dores, carregou em seu corpo as nossas fraquezas (Mt 8,17).

Evangelho (Marcos 5,21-43)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!
5 21 Tendo Jesus navegado outra vez para a margem oposta, de novo afluiu a ele uma grande multidão. Ele se achava à beira do mar, quando
22 um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo, se apresentou e, à sua vista, lançou-se-lhe aos pés,
23 rogando-lhe com insistência: "Minha filhinha está nas últimas. Vem, impõe-lhe as mãos para que se salve e viva".
24 Jesus foi com ele e grande multidão o seguia, comprimindo-o.
25 Ora, havia ali uma mulher que já por doze anos padecia de um fluxo de sangue.
26 Sofrera muito nas mãos de vários médicos, gastando tudo o que possuía, sem achar nenhum alívio; pelo contrário, piorava cada vez mais.
27 Tendo ela ouvido falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou-lhe no manto.
28 Dizia ela consigo: "Se tocar, ainda que seja na orla do seu manto, estarei curada".
29 Ora, no mesmo instante se lhe estancou a fonte de sangue, e ela teve a sensação de estar curada.
30 Jesus percebeu imediatamente que saíra dele uma força e, voltando-se para o povo, perguntou: "Quem tocou minhas vestes?"
31 Responderam-lhe os seus discípulos: "Vês que a multidão te comprime e perguntas: 'Quem me tocou?'"
32 E ele olhava em derredor para ver quem o fizera.
33 Ora, a mulher, atemorizada e trêmula, sabendo o que nela se tinha passado, veio lançar-se-lhe aos pés e contou-lhe toda a verdade.
34 Mas ele lhe disse: "Filha, a tua fé te salvou. Vai em paz e sê curada do teu mal".
35 Enquanto ainda falava, chegou alguém da casa do chefe da sinagoga, anunciando: "Tua filha morreu. Para que ainda incomodas o Mestre?"
36 Ouvindo Jesus a notícia que era transmitida, dirigiu-se ao chefe da sinagoga: "Não temas; crê somente".
37 E não permitiu que ninguém o acompanhasse, senão Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago.
38 Ao chegar à casa do chefe da sinagoga, viu o alvoroço e os que estavam chorando e fazendo grandes lamentações.
39 Ele entrou e disse-lhes: "Por que todo esse barulho e esses choros? A menina não morreu. Ela está dormindo".
40 Mas riam-se dele. Contudo, tendo mandado sair todos, tomou o pai e a mãe da menina e os que levava consigo, e entrou onde a menina estava deitada.
41 Segurou a mão da menina e disse-lhe: "Talita cumi, que quer dizer: 'Menina, ordeno-te, levanta-te!'"
42 E imediatamente a menina se levantou e se pôs a caminhar (pois contava doze anos). Eles ficaram assombrados.
43 Ordenou-lhes severamente que ninguém o soubesse, e mandou que lhe dessem de comer.Jesus de Nazaré
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!
Sobre as oferendas
Recebei, ó Deus, as oferendas desta santa assembléia na comemoração dos vossos santos e concedei que, pela participação na eucaristia, sejamos um sinal da vossa caridade. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: Se não vos converterdes e não vos tornardes semelhantes às crianças, diz o Senhor, não entrareis no reino do céu (Mt 18,3).
Depois da comunhão
Deus todo-poderoso, esta santa creia nos sustente para que, a exemplo dos vossos santos, tenhamos no coração e demonstremos em obras o amor pelo próximo e a luz da verdade. Por Cristo, nosso Senhor.
Santo do Dia / Comemoração (SÃO JOÃO BOSCO)
João Melquior Bosco, nasceu no dia 16 de agosto de 1815, numa família católica de humildes camponeses em Castelnuovo d'Asti, no norte da Itália, perto de Turim. Órfão de pai aos dois de idade, cresceu cercado do carinho da mãe, Margarida, e amparo dos irmãos. Recebeu uma sólida formação humana e religiosa, mas a instrução básica ficou prejudicada, pois a família precisava de sua ajuda na lida do campo.
Aos nove anos, teve um sonho que marcou a sua vida. Nossa Senhora o conduzia junto a um grupo de rapazes desordeiros que o destratava. João queria reagir, mas a Senhora lhe disse: "Não com pancadas e sim com amor. Torna-te forte, humilde e robusto. À seu tempo tudo compreenderás". Nesta ocasião decidiu dedicar sua vida a Cristo e a Mãe Maria; quis se tornar padre. Com sacrifício, ajudado pelos vizinhos e orientado pela família, entrou no seminário salesiano de Chieri, daquela diocese.
Inteligente e dedicado, João trabalhou como aprendiz de alfaiate, ferreiro, garçom, tipógrafo e assim, pôde se ordenar sacerdote, em 1841. Em meio à revolução industrial, aconselhado pelo seu diretor espiritual, padre Cafasso, desistiu de ser missionário na Índia. Ficou em Turim, dando início ao seu apostolado da educação de crianças e jovens carentes. Este "produto da era da industrialização", se tornou a matéria prima de sua Obra e vida.
Neste mesmo ano, criou o Oratório de Dom Bosco, onde os jovens recebiam instrução, formação religiosa, alimentação, tendo apoio e acompanhamento até a colocação em um emprego digno. Depois, sentiu necessidade de recolher os meninos em internatos-escola, em seguida implantou em toda a Obra as escolas profissionais, com as oficinas de alfaiate, encadernação, marcenaria, tipografia e mecânica, repostas às necessidades da época. Para mestres das oficinas, inventou um novo tipo de religioso: o coadjutor salesiano.
Em 1859, ele reuniu esse primeiro grupo de jovens educadores no Oratório, fundando a Congregação dos Salesianos. Nos anos seguintes, Dom Bosco criou o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora e os Cooperadores Salesianos. Construiu, em Turim, a basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, e fundou sessenta casas salesianas em seis países. Abriu as missões na América Latina. Publicou as Leituras Católicas para o povo mais simples.
Dom Bosco agia rápido, acompanhou a ação do seu tempo e viveu o modo de educar, que passou à humanidade como referência de ensino chamando-o de "Sistema Preventivo de Formação". Não esqueceu do seu sonho de menino, mas, sobretudo compreendeu a missão que lhe investiu Nossa Senhora. Quando lhe recordavam tudo o que fizera, respondia com um sorriso sereno: "Eu não fiz nada. Foi Nossa Senhora quem tudo fez".
Morreu no dia 31 de janeiro de 1888. Foi beatificado em 1929 e canonizado por Pio XI em 1934. São João Bosco, foi proclamado "modelo por excelência" para sacerdotes e educadores. Ecumênico, era amigo de todos os povos, estimado em todas as religiões, amado por pobres e ricos; escreveu: "Reprovemos os erros, mas respeitemos as pessoas" e se fez , ele próprio, o exemplo perfeito desta máxima.
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. "A Fé não é algo aparente..."
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
A devoção popular é algo até bonito de se ver e que precisa sempre ser respeitada pela Igreja, mas a vida de Fé não pode se resumir a uma devoção, é preciso fazer uma experiência mais profunda, pois um ato de Fé não é apenas aquilo que aparenta ser.
Analisemos com cuidado esses dois casos do evangelho de hoje, Jairo é o chefe da sinagoga, um cargo importante na comunidade judaica onde Jesus não era muito bem visto, justamente por inspirar a todos uma nova forma de se relacionar com Deus. Mas Jairo o conhece e sabe quem ele é, embora a estrutura da sua religião o negue, passa por um momento difícil em sua vida, a filhinha muito jovem está nas últimas. Ele se prostra aos pés de Jesus e seu argumento é firme não dando margem para dúvidas, da fé que ele professava em Jesus, Jairo não pediu para Jesus estudar a possibilidade de ir á sua casa visitar a menina, mas falou como quem crê "Vem impõe-lhe as mãos, para que ela se salve e viva". A Fé não é uma possibilidade mas uma realização concreta.
Ele crê na Vida nova que provém de Jesus, ele sabe no fundo do seu coração, que somente Jesus pode dar essa vida e não tem vergonha de professar publicamente a sua Fé. Aqui parece que Marcos o evangelista, olhou para o outro lado e viu a mulher portadora de uma hemorragia da qual já tinha sido praticamente desenganada pelos médicos. Essa mulher, uma anônima no meio da multidão, nada diz, mas apenas pensa em tocar na barra da túnica de Jesus, que já será suficiente para ser curada. Mas Jesus percebe o ocorrido e confirma diante de todos o que acabou de acontecer com ela "Vai em paz e sê curada do seu mal".
Voltemos a Jairo, onde está ele? Será que desanimou ao ver que Jesus dera atenção á mulher enferma? Claro que não, mas, no meio do caminho alguns parentes que estavam na sua casa, vieram com a notícia final "Não adianta incomodar a Jesus, a menina morreu". Na vida de Fé também é assim, há pessoas que desistem fácil, qualquer coisa torna-se pretexto para desistir de tudo e abandonar a Fé em Jesus Cristo. Mas Jairo sabia que a Vida Nova que Jesus dava para as pessoas não tinha limites, nem a morte pode impedi-la de acontecer.
Muitas vezes queremos usar a nossa Fé para resolver coisas terrenas, uma Fé que coloca Jesus a nosso serviço, era assim que as pessoas da casa de Jairo viam Jesus, a parte que lhe cabia era curar doentes, mas em se tratando de morte, não havia mais o que fazer, a não ser cuidar do enterro. Tem muita gente, inclusive cristãos de comunidade, que pensa e age assim, não conseguem vislumbrar nada de novo em Jesus Cristo.
Na casa do chefe da sinagoga Jesus chegou e segurando a mão da menina que havia morrido, ordenou-lhe "Levanta-te!" e ela se levantou e começou a caminhar. O ressuscitado não é um cadáver ambulante que se movimenta, mas ele caminha porque á frente ainda há algo a ser alcançado. Temos em nós esta Vida Nova que Deus nos concedeu em nosso Batismo, tocados pelo Senhor é preciso caminhar até que possamos vislumbrar a plenitude dessa Vida. A mulher enferma e o Jairo, chefe da sinagoga, acreditaram nisso...
2. Jesus vem comunicar a vida
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por José Raimundo Oliva - e disponibilizado no Portal Paulinas)
Nesta narrativa de Marcos, minuciosa em detalhes, participam Jairo e sua filha e uma mulher anônima. O número doze (doze tribos de Israel) está associado tanto à filha de Jairo, privilegiada, como à mulher na multidão, oprimida. Jairo e sua filha representam a sinagoga e seus fiéis, que estão nas últimas. A mulher anônima representa a multidão dos excluídos pelo sistema religioso elitista, que Jesus vem libertar. Jesus prioriza a mulher anônima, chama-a de "filha" e a liberta da exclusão decorrente de sua impureza legal. Em continuidade, também atende a "menina", levantando-a. Jesus vem comunicar a vida a todos que o buscam.
Oração
Pai, torna-me solidário com todas as vítimas da exclusão social, especialmente, as mulheres, a exemplo de Jesus que as libertou da opressão em que se encontravam.
3. DOIS GESTOS DE MISERICÓRDIA
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).
Jesus não se furtava de mostrar-se misericordioso com quem dele se aproximava. Não havia quem recorresse a ele e não fosse atendido. A única condição que exigia era a fé.
A misericórdia de Jesus manifestava-se, fundamentalmente, em forma de restauração da vida. Por isso, sensibilizou-se com o pedido comovente de um pai, cuja filhinha estava à beira da morte. Jesus foi salvá-la, exigindo do pai apenas a fé. A multidão incrédula ridicularizava Jesus por ter afirmado que a menina não estava morta, mas apenas dormindo. Mas, a fé daquele pai não ficou sem resposta. A misericórdia de Jesus devolveu-lhe a filha sã e salva.
Na mesma circunstância, uma mulher que sofria de uma hemorragia, há muito tempo, também recorreu a Jesus, para ser curada. Diferentemente do chefe da sinagoga, ela agiu às escondidas: pensou em ser agraciada, com o dom da cura, sem que Jesus mesmo percebesse. Entretanto, ele não se deixou pegar de surpresa, pois a mulher, já curada, foi obrigada a sair do anonimato.
Jesus não deixou passar em silêncio aquele gesto de profunda fé. Ele mesmo declarou ter sido a fé quem a levara a obter a cura, conduzindo-a à vida, cuja fonte é o próprio Jesus.
Oração
Senhor Jesus, reforça minha fé, para que eu também possa desfrutar da vida que brota de ti.
Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://www.paulinas.org.br/diafeliz/evangelho.aspx - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.
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Liturgia
da Quarta-Feira — 01.02.2012
Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gloriosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)
— Santa Veridiana
Nasceu em Florença, em 1182, numa família nobre que respeitava as opções de Veridiana com relação a Deus. Ela trabalhou com um tio comerciante e o ajudou a administrar seus negócios, mas percebeu que sua vocação era muito mais do que administrar; era deixar que o próprio Deus cuidasse dela e de sua história.
Jovem de oração, de penitência e contemplação, priorizou a vontade do Senhor, por isso chegou a um ponto em que deixou tudo para seguir a vontade de Deus, trabalhando e servindo-O por meio dos pobres e peregrinos.
Na época em que administrava o comércio do tio, já ajudava os pobres. Mas, agora, ela se doava para os seus irmãos mais necessitados. Ficou gravemente ferida, quando, ao fazer uma peregrinação pelos túmulos de São Pedro e São Paulo, foi a pé e descalça pedindo esmolas. Santa Veridiana ofereceu todos esses seus sacrifícios pela conversão das pessoas.
Uma mulher possuída pelo Espírito Santo, foi dócil à vontade de Deus e viveu o restante de sua vida acamada, enferma, oferecendo-se ao Senhor, aconselhando muitas pessoas e intercedendo por todos. Seus alimentos eram pão e água.
Mulher penitente e feliz, viveu até os 60 anos de idade consumindo-se de amor a Deus para o bem dos irmãos.
Santa Veridiana, neste tempo marcado pelo hedonismo e pela busca desenfreada por prazeres, nos aponta, denuncia que não é este o caminho da felicidade, mas apenas um: Nosso Senhor Jesus Cristo.
Peça a intercessão dessa santa para que todos possam, na oração, na penitência, na doação ao irmão, encontrarmos a verdadeira felicidade.
Santa Veridiana, rogai por nós!
IV SEMANA DO TEMPO COMUM
(VERDE – OFÍCIO DO DIA DA IV SEMANA)
Antífona da entrada: Salvai-nos, Senhor nosso Deus, reuni vossos filhos dispersos pelo mundo, para que celebremos o vosso santo nome nos gloriemos em vosso louvor (Sl 105,47)
Oração do dia
Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo o coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Primeira Leitura (2 Samuel 24,2.9-17)
Leitura do segundo livro de Samuel.
24 2 Disse, pois, o rei a Joab e aos chefes do exército que estavam com ele: "Percorrei todas as tribos de Israel, desde Dã até Bersabéia, e recenseai o povo, de maneira que eu saiba o seu número".
9 Joab entregou ao rei o resultado do recenseamento do povo: havia em Israel oitocentos mil homens de guerra, que manejavam a espada; e, em Judá, quinhentos mil homens.
10 Depois que foi recenseado o povo, Davi sentiu remorsos e disse ao Senhor: "Cometi um grande pecado, fazendo isso. Mas agora apagai, ó Senhor, a culpa de vosso servo, porque procedi nesciamente".
11 Levantando-se Davi no dia seguinte, a palavra do Senhor foi dirigida ao profeta Gad, o vidente de Davi, nestes termos:
12 Vai dizer a Davi: "Assim fala o Senhor: Proponho-te três coisas: - escolhe uma delas, e eu te infligirei".
13 Gad veio ter com Davi e referiu-lhe estas palavras ajuntando: "Preferes que venham sobre a tua terra sete anos de fome, ou que fujas durante três meses diante de teus inimigos que te perseguirão, ou que a peste assole a tua terra durante três dias? Reflete, pois, e vê o que devo responder a quem me enviou".
14 Davi respondeu a Gad: "Estou em grande angústia. É melhor cairmos nas mãos do Senhor, cuja misericórdia é grande, do que cair nas mãos dos homens!" E Davi escolheu a peste.
15 Mandou, pois, o Senhor a peste a Israel, desde a manhã daquele dia até o prazo marcado. Ora, foi nos dias da colheita do trigo que o flagelo começou no povo, e morreram setenta mil homens da população, desde Dã até Bersabéia.
16 a E o Senhor enviou um anjo sobre Jerusalém para destruí-la.
17 Vendo Davi o anjo que feria o povo, disse ao Senhor: "Vede, Senhor: fui eu que pequei; eu é que sou o culpado! Esse pequeno rebanho, porém, que fez ele? Que a tua mão se abata sobre mim e sobre a minha família!"
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo responsorial 31/32
Perdoai-me, Senhor, meu pecado!
Feliz o homem que foi perdoado
e cuja falta já foi encoberta!
Feliz o homem a quem o Senhor
não olha mais como sendo culpado
e em cuja alma não há falsidade!
Eu confessei, afinal, meu pecado
e minha falta vos fiz conhecer.
Disse: "Eu irei confessar meu pecado!"
E perdoastes, Senhor, minha falta.
Todo fiel pode, assim, invocar-vos
durante o tempo da angústia e aflição,
porque, ainda que irrompam as águas,
não poderão atingi-lo jamais.
Sois para mim proteção e refúgio;
na minha angústia me haveis de salvar
e evolvereis a minha alma no gozo
da salvação que me vem só de vós.
Aclamação do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Minhas ovelhas escutam minha voz; eu as conheço e elas me seguem (Jo 10,27).

Evangelho (Marcos 6,1-6)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!
6 1 Depois, ele partiu dali e foi para a sua pátria, seguido de seus discípulos. 2 Quando chegou o dia de sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos o ouviam e, tomados de admiração, diziam: "Donde lhe vem isso? Que sabedoria é essa que lhe foi dada, e como se operam por suas mãos tão grandes milagres?
3 Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui entre nós também suas irmãs?" E ficaram perplexos a seu respeito.
4 Mas Jesus disse-lhes: "Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e na sua própria casa".
5 Não pôde fazer ali milagre algum. Curou apenas alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos.
6 Admirava-se ele da desconfiança deles. E ensinando, percorria as aldeias circunvizinhas.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!
Sobre as oferendas
Para vos servir, ó Deus, depositamos nossas oferendas em vosso altar; acolhei-as com bondade, a fim de que se tornem o sacramento da nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: Mostrai serena a vossa face ao vosso servo e salvai-me pela vossa compaixão! (Sl 30,17s)
Depois da comunhão
Renovados pelo sacramento da nossa redenção, nós vos pedimos, ó Deus, que este alimento da salvação eterna nos faça progredir na verdadeira fé. Por Cristo, nosso Senhor.
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. "Comunidade, lugar onde manifestamos nossos carismas"
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
No lugar onde mais deveria ser acolhido, amado e respeitado, Jesus foi rejeitado, pois a sua gente não conseguia enxergar nele algo além de sua aparência humana. Na cidade de Nazaré onde cresceu e se criou Jesus deixa as pessoas admiradas e espantadas com a sua sabedoria. Admiração e espanto são coisas boas que nos ajudam a nos aproximar das pessoas. Maria, a própria Mãe de Jesus se admirava de tudo o que diziam sobre o menino, os pastores e depois Simeão na porta do templo, no dia da apresentação, que a Igreja celebra exatamente amanhã.
A sabedoria demonstrada por ele na sinagoga, quando usou da palavra, surpreendeu a todos porque estava muito acima da média de um simples Nazareno, juntando-se a isso os prodígios que suas mãos realizavam, as pessoas começaram a desconfiar de Jesus. Era impossível um Nazareno ser tão bom, famoso e sábio daquele jeito. Na cabeça das pessoas da comunidade de Nazaré, Messianismo era algo que viria de cima para baixo, e do meio da Ralé era impossível surgir alguém que fosse dar cumprimento as escrituras e profecias.
O pecado da comunidade de Nazaré ainda é o nosso pecado, nós também, de certa forma não acreditamos em mudanças a partir de movimentos populares, qualquer mudança ou melhora de vida temos que esperar dos que nos governam ou atuam no legislativo. Muitas vezes os sindicatos e associações de Bairros, que deveriam ser por excelência o lugar de manifestação do povo, acaba virando apenas mais um trampolim para a carreira política e tudo o que é do povo acaba nas mãos de políticos, muitas vezes inescrupulosos.
Qualquer forma de organização popular logo é rechaçada como algo contra a ordem estabelecida, a comunidade daria atenção e crédito a um sacerdote que viesse visitar a sinagoga, e que iria dizer palavras bonitas sobre as escrituras e profecias, mas Jesus....Um "Zé Ninguém" dali mesmo, iludindo a si mesmo e aos outros que ele era o Messias.
E o que ocorre quando em nosso meio só botamos fé no poder constituído e menosprezamos a capacidade das pessoas mais simples da nossa comunidade? Desprezamos o Reino de Deus que se edifica na força, luta e garra dos pequenos, rejeitamos o próprio Senhor. O mesmo acontece quando não valorizamos a comunidade, sua organização interna, suas pastorais sempre a serviço das pessoas, as vezes se tem a impressão de que, quem não deu certo em alguma carreira, quer compensar na comunidade invertendo o critério do reino, pois Jesus deu a todos o melhor de si, a própria vida, portanto comunidade é o lugar onde damos o melhor de nós aos irmãos e irmãs.
E assim, na sua comunidade de origem Jesus não pode se dar totalmente porque não foi acolhido e não lhe deram espaço para tanto. Em nossas comunidades do ano 20012 o mesmo pode ocorrer, e em vez de fazermos desabrochar novos valores e lideranças sadias, estejamos talvez manifestando descrédito por aqueles que fazem alguma coisa, sufocando dons e carismas do próximo, que tem algo a oferecer...
2. Jesus presente entre os pobres e pequeninos
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por José Raimundo Oliva - e disponibilizado no Portal Paulinas)
No evangelho de Marcos, esta narrativa é a última em que Jesus, na sua própria terra, aparece no espaço simbólico da sinagoga, no sábado. Os que ouviam Jesus "maravilhavam-se" com o que ele dizia, mas o rejeitaram. E Jesus "espantava-se" com a incredulidade deles. "Não é ele o carpinteiro?...", diziam, com desprezo. Mateus, posteriormente, para evitar a incidência do avilte a Jesus, escreverá: "... o filho do carpinteiro?". Lucas o omitirá e dirá simplesmente: "... o filho de José?".
O conteúdo teológico principal deste episódio é o rompimento de Jesus com as estruturas sociorreligiosas e de parentesco, características do judaísmo. Faltava-lhes a fé. Ele deixa de frequentar as sinagogas e passa a percorrer os povoados da região. A sociedade estruturada em torno do mercado e do lucro é carente da fé e da sensibilidade que permitem perceber e acolher Jesus presente entre os pobres e pequeninos.
Oração
Pai, abre minha mente e meu coração, para que eu possa compreender que tu te serves de meios humanamente modestos para realizar as tuas maravilhas.
3. DONDE LHE VEM ISTO?
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).
O saber de Jesus deixava admirados os seus conterrâneos. Especialmente quem convivera com ele, durante o longo período de vida escondida em Nazaré, perguntava-se pela origem de tanta sabedoria. Não havia explicação plausível, em se considerando sua origem familiar. Seus pais eram pessoas simples, desprovidas de recursos para oferecer-lhe uma formação esmerada, que o tornasse superior aos mestres conhecidos. Sua pregação, na sinagoga, não dava margem para dúvidas. Ele possuía, de fato, uma ciência elevada, desconhecida até então.
Diante desta incógnita, os conterrâneos de Jesus deixaram-se levar pelo preconceito: não é possível que o filho de um carpinteiro, pobre e bem conhecido de todos, possua uma tal sabedoria!
Sem dúvida, este preconceito escondia outro elemento muito mais sério. Quiçá desconfiassem que a sabedoria de Jesus fosse de origem espúria, por exemplo, obra do demônio. Em outras palavras: aquilo não parecia ser coisa de Deus.
A decisão de desprezá-lo e não lhe dar ouvidos decorre destas explicações. Era perigoso enveredar por um caminho contrário à fé tradicional, desviando-se de Deus.
A incredulidade de sua gente deixava Jesus admirado, a ponto de decidir realizar, em Nazaré, poucos milagres. Seu povo perdia, assim, uma grande oportunidade de conhecê-lo melhor, e descobrir, de maneira acertada, a origem de seu saber.
Oração
Espírito de perspicácia, não me deixes ficar enredado em falsas questões a respeito de Jesus, a ponto de perder a ocasião de onhece-lo mais profundamente.
Recomendamos
visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço
- http://www.paulinas.org.br/diafeliz/evangelho.aspx - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe
a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho
as orientações de como fazer a LEITURA
ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho
do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida.
Ideal para Estudos Bíblicos diários.
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Liturgia
da Quinta-Feira — 02.02.2012
Terço do Rosário: Mistérios Luminosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Luminosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)
— São Cornélio
Encontramos, nos Atos dos Apóstolos, este exemplo de entrega. No capítulo 10, nós assim ouvimos da Palavra de Deus: “Havia em Cesareia um homem por nome Cornélio. Centurião da corte que se chamava Itálica, era religioso; ele e todos de sua casa eram tementes a Deus. Dava muitas esmolas ao povo e orava constantemente” (At 10,1-2).
Diante dessa espiritualidade que Cornélio possuía, Deus o visitou por meio de um anjo, que lhe indicou São Pedro. Este, que também teve uma visão, foi à casa de Cornélio. Foi aí que aconteceu a abertura da Igreja para a evangelização dos pagãos, dos estrangeiros. No outro dia, Pedro chegou em Cesareia. Cornélio o estava esperando, tendo convidado seus parentes e amigos mais íntimos.
Não somente ele queria encontrar-se com o Senhor, como também queria o mesmo para todos os seus parentes e amigos. Cornélio ouviu da boca do primeiro Papa da Igreja: “Deus me mostrou que nenhum homem deve ser considerado profano ou impuro” (At 10,28). Assim, São Pedro começou a evangelizar e, de repente, no versículo 44: “Estando Pedro, ainda a falar, o Espírito Santo desceu sobre todos que ouviam a (santa) Palavra. Os fiéis da circuncisão, que tinham vindo com Pedro, profundamente se admiraram vendo que o dom do Espírito Santo era derramado também sobre os pagãos; pois eles os ouviam falar em outras línguas e glorificar a Deus. Então Pedro tomou a palavra: 'Porventura pode-se negar a água do batismo a estes que receberam o Espírito Santo como nós? E mandou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Rogaram-lhe então que ficasse com eles por alguns dias” (At 10,44-48).
São Cornélio tornou-se o primeiro bispo em Cesareia. Homem religioso e de oração, Deus pôde contar com ele para a maravilhosa obra que chega até nós nos dias de hoje. Pela docilidade de muitos, como São Cornélio, o Santo Evangelho se faz presente em nosso meio.
Peçamos a intercessão de São Cornélio para que busquemos cada vez mais o Senhor.
São Cornélio, rogai por nós!
APRESENTAÇÃO DO SENHOR
(BRANCO, GLÓRIA, PREF. PRÓPRIO – OFÍCIO DA FESTA)
Antífona da entrada: Recebemos, ó Deus, a vossa misericórdia no meio de vosso templo. Vosso louvor se estende, como o vosso nome, até os confins da terra; toda a justiça se encontra em vossas mãos (Sl 47,10s).
Oração do dia
Deus eterno e todo-poderoso, ouvi as nossas súplicas. Assim como o vosso Filho único, revestido da nossa humanidade, foi hoje apresentado no templo, fazei que nos apresentemos diante de vós com os corações purificados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Primeira Leitura (Malaquias 3,1-4)
Leitura da profecia de Malaquias.
3 1 Assim diz o Senhor: Vou mandar o meu mensageiro para preparar o meu caminho. E imediatamente virá ao seu templo o Senhor que buscais, o anjo da aliança que desejais. Ei-lo que vem - diz o Senhor dos exércitos.
2 Quem estará seguro no dia de sua vinda? Quem poderá resistir quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do fundidor, como a lixívia dos lavadeiros.
3 Sentar-se-á para fundir e purificar a prata; purificará os filhos de Levi e os refinará, como se refinam o ouro e a prata; então eles serão para o Senhor aqueles que apresentarão as ofertas como convêm.
4 E a oblação de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor, como nos dias antigos, como nos anos de outrora.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo responsorial 23/24
O rei da glória é o Senhor onipotente!
"Ó portas, levantai vossos frontões!
Elevai-vos bem mais alto, antigas portas,
a fim de que o rei da glória possa entrar!"
Dizei-nos: "Quem é este rei da glória?"
"É o Senhor, o valoroso, o onipotente,
o Senhor, o poderoso nas batalhas!"
"Ó portas, levantai vossos frontões!
Elevai-vos bem mais alto, antigas portas,
a fim de que o rei da glória possa entrar!"
Dizei-nos: "Quem é este rei da glória?"
"O rei da glória é o Senhor onipotente,
o rei da glória é o Senhor Deus do universo."
Aclamação do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Sois a luz que brilhará para os gentios e para a glória de Israel, o vosso povo (Lc 2,32).

EVANGELHO (Lucas 2,22-40 ou 22-32)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!
2 22 Concluídos os dias da sua purificação da mãe e do filho, segundo a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém para o apresentar ao Senhor,
23 conforme o que está escrito na lei do Senhor: "Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor";
24 e para oferecerem o sacrifício prescrito pela lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos.
25 Ora, havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem, justo e piedoso, esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele.
26 Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que não morreria sem primeiro ver o Cristo do Senhor.
27 Impelido pelo Espírito Santo, foi ao templo. E tendo os pais apresentado o menino Jesus, para cumprirem a respeito dele os preceitos da lei,
28 tomou-o em seus braços e louvou a Deus nestes termos:
29 "Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra.
30 Porque os meus olhos viram a vossa salvação
31 que preparastes diante de todos os povos,
32 como luz para iluminar as nações, e para a glória de vosso povo de Israel".
33 Seu pai e sua mãe estavam admirados das coisas que dele se diziam.
34 Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: "Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições,
35 a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma".
36 Havia também uma profetisa chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser; era de idade avançada.
37 Depois de ter vivido sete anos com seu marido desde a sua virgindade, ficara viúva, e agora com oitenta e quatro anos não se apartava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações.
38 Chegando ela à mesma hora, louvava a Deus e falava de Jesus a todos aqueles que em Jerusalém esperavam a libertação.
39 Após terem observado tudo segundo a lei do Senhor, voltaram para a Galiléia, à sua cidade de Nazaré.
40 O menino ia crescendo e se fortificava: estava cheio de sabedoria, e a graça de Deus repousava nele.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!
Sobre as oferendas
Possam agradar-vos, ó Deus, as oferendas da vossa Igreja em festa, nas quais vos apresentamos vosso Filho único, que nos deste como cordeiro sem mancha para a vida do mundo. Por Cristo, nosso Senhor.
Prefácio próprio
(O Mistério da Apresentação do Senhor)
Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso. Vosso Filho eterno, hoje apresentado no templo, é revelado pelo Espírito Santo como glória do vosso povo e luz de todas as nações. Por essa razão, também nós corremos ao encontro do Salvador; e, com os anjos e com todos os santos, proclamamos a vossa glória, cantando (dizendo) a uma só voz...
Antífona da comunhão: Meus olhos viram o Salvador, que preparastes, ó Deus, para todos os povo (Lc 2,30s).
Depois da comunhão
Por esta comunhão, ó Deus, completai em nós a obra da vossa graça e concedei-nos alcançar a vida eterna, caminhando ao encontro de Cristo, como correspondestes à esperança de Simeão, não consentindo que morresse antes de acolher o Messias. Por Cristo, nosso Senhor.
Santo do Dia / Comemoração (APRESENTAÇÃO DO SENHOR)
A data de hoje lembra o cumprimento, por Maria e José, de um preceito hebraico. Quarenta dias após dar à luz, a mãe deveria passar por um ritual de "purificação" e apresentar o filho ao Senhor, no templo. Desde o século quatro essa festa era chamada de "Purificação de Maria".
Com a reforma litúrgica de 1960, passou-se a valorizar o sentido da "apresentação", oferta de Jesus ao Pai, para que seu destino se cumprisse, marcando em conseqüência a aceitação por parte de Maria do que o Pai preparara para o fruto de sua gestação. A data passou a ser lembrada então como a da "Apresentação do Senhor".
No templo, a família foi recebida pelo profeta Simeão e pela profetiza Ana, num encontro descrito por São Lucas no seu evangelho, da seguinte maneira:
"Assim que se completaram os dias da purificação conforme a Lei de Moisés, levaram o Menino a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor, segundo está escrito na Lei do Senhor, que "todo varão primogênito será consagrado ao Senhor" e para oferecerem em sacrifício, segundo o que está prescrito na Lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos.
Havia em Jerusalém um homem justo chamado Simeão, muito piedoso, que esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele. Pelo Espírito Santo foi-lhe revelado que não veria a morte antes de ver o Cristo do Senhor. Movido pelo Espírito, veio ele ao templo e, ao entrarem os pais com o Menino Jesus, também ele tomou-o em seus braços, bendizendo a Deus, e disse: "Agora, Senhor, já podes deixar teu servo morrer em paz segundo a tua palavra, porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste ante a face de todos os povos, luz para iluminação das gentes e para a glória do teu povo, Israel". José e Maria estavam maravilhados com as coisas que se diziam de Jesus. Simeão os abençoou e disse a Maria, sua Mãe: "Este Menino será um sinal de contradição, para ruína e salvação de muitos em Israel; e uma espada atravessará a tua alma para que se descubram os pensamentos de muitos corações". (Lc 2,22-35).
Ambos, Simeão e Ana, reconheceram em Jesus o esperado Messias e profetizaram o sofrimento e a glória que viriam para Ele e a família. É na tradição dessa profecia que se baseia também a outra festa comemorada nesta data, a de Nossa Senhora da Candelária, ou da Luz, ou ainda dos Navegantes.
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. "Dor e alegria tão juntas..."
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
No natal cantamos uma bela música que traz em um de seus versos essa afirmativa tão profunda "Dor e alegria tão juntas, nosso Deus conheceu...". Ali na porta do templo, o velho Simeão que aguardava com toda esperança, junto com seu povo, a chegada do Salvador, pode enfim contemplá-lo e vai fazer esta profecia tão solene, o menino será causa de muita alegria para muitos, mas uma espada de dor irá traspassar o coração de Maria. Ninguém irá dizer a uma mãe no dia do batizado do seu filho, que ela vai sofrer muito na vida, por causa daquela criança. Simeão não era um velho agourento, mas alguém que tem uma Fé bem madura, capaz de interpretar os acontecimentos da vida á luz da Revelação Divina onde o sofrimento e a dor não estão excluídos.
Imaginar um cristianismo sem a cruz, sem dores e sofrimentos, sem incompreensões e perseguições, seria uma grande fantasia, é em meio às dores e tribulações desta vida que o reino vai se concretizando. Maria, que também vive uma Fé madura e responsável, não maldiz sua sorte, ao contrário renova o seu sim e segue em frente, sempre confiante no seu Deus.
Cada vez ia ficando mais claro para os pais de Jesus o desígnio de Deus a respeito daquela criança. Confiar sempre em Deus quando tudo vai bem e caminha para um final feliz, não é coisa tão difícil, mas confiar nele e renovar esta fidelidade mesmo quando há possibilidade de um grande fracasso e humilhação, aí é que se vê o tamanho da nossa Fé. Pois nenhum dos dois quis voltar atrás diante de certas revelações que iam acontecendo, sempre misteriosas como aquela profecia de Simeão ali na porta do templo, mas tocaram a vida em frente, voltaram a Nazaré onde o menino crescia em graça e sabedoria.
Dor e alegria, decepções, contrariedades e realizações, fazem parte da nossa vida e o cristianismo não nos isenta dessa realidade. O importante é que a cada momento renovemos a nossa Fé e tenhamos confiança plena nas ações que Deus vai realizando em nossa vida pessoal e de comunidade, ainda que nem sempre as entendamos muito bem.... pois a Fé não tem resposta para tudo...
2. O empenho em libertar os pequenos e humildes
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por José Raimundo Oliva - e disponibilizado no Portal Paulinas)
Conforme a Lei, a consagração dos primogênitos era feita no ato da circuncisão, no sexto dia do nascimento (Ex 22,28s; Lv 12,3). A purificação da mãe era feita trinta e três dias depois da circuncisão (Lv 12,4.6s). Notam-se em Lucas pequenas falhas de conhecimento dos costumes judaicos.
No Templo de Jerusalém, por ocasião da purificação de Maria, o justo Simeão profetiza sobre o menino Jesus, que será sinal de contradição. Uma das características marcantes de Jesus em seu ministério foi o conflito com as tradições da Lei e com os chefes religiosos.
O empenho em libertar os pequenos e humildes oprimidos sob o jugo da Lei levou Jesus à morte de cruz, momento culminante em que uma espada traspassa a alma de sua mãe.
Oração
Senhor Jesus, possa eu aprender de ti e de tua família a obediência ao Pai e o serviço humilde à humanidade.
3. LUZ PARA ILUMINAR OS POVOS
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).
A presença de Simeão e Ana no rito litúrgico da apresentação do Menino Jesus no templo de Jerusalém serviu para explicitar a identidade e a missão do Filho de Deus. Ele era muito diferente dos inúmeros primogênitos trazidos ao templo para serem consagrados ao Senhor.
Simeão estava convicto de tratar-se do Messias. O Espírito Santo havia-lhe revelado que não morreria antes de vê-lo. Quando chegou no templo, também movido pelo Espírito Santo, e deparou-se com o menino Jesus, não teve dúvidas de que a promessa divina estava sendo cumprida. Daí seu hino de louvor, proclamando-o como presença da salvação na história do povo eleito, luz para iluminar todos os povos e ajudá-los a superar as trevas do erro, e motivo de glória para Israel. Posto como sinal de contradição, haveria de provocar divisão a seu respeito: enquanto seria reconhecido e acolhido por uns, tornar-se-ia motivo de escândalo e ódio para outros. Seria impossível manter-se neutro diante dele, pois sua presença revelaria os pensamentos escondidos no íntimo dos corações.
Por sua vez, Ana tornou-se uma espécie de apóstola do Messias Jesus, pois "falava do menino a quantos esperavam a redenção de Jerusalém". Ela demonstrou estar absolutamente certa de quem se tratava. Daí ter-se empenhado em dizer a todos que, afinal, a salvação estava acontecendo.
Oração
Pai, a exemplo de Simeão e de Ana, faze-me penetrar no mais profundo do mistério de teu Filho Jesus, e torna-me proclamador da salvação presente na nossa história.
Recomendamos
visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço
- http://www.paulinas.org.br/diafeliz/evangelho.aspx - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe
a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho
as orientações de como fazer a LEITURA
ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho
do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida.
Ideal para Estudos Bíblicos diários.
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| Liturgia da Sexta-Feira — 03.02.2012
Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Dolorosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)
— São Brás
O santo de hoje nasceu na cidade de Sebaste, Armênia, no final do século III. São Brás, primeiramente, foi médico, mas entrou numa crise, não profissional, pois era bom médico e prestava um ótimo serviço à sociedade. Mas nenhuma profissão, por melhor que seja, consegue ocupar aquele lugar que é somente de Deus. Então, providencialmente, porque ele ia se abrindo e buscando a Deus, foi evangelizado. Não se sabe se já era batizado ou pediu a graça do Santo Batismo, mas a sua vida sofreu uma guinada. Esta mudança não foi somente no âmbito da religião, sua busca por Nosso Senhor Jesus Cristo estava ligada ao seu profissional e muitas pessoas começaram a ser evangelizadas através da busca de santidade daquele médico.
Numa outra etapa de sua vida, ele discerniu que precisava se retirar. Para ele, o retiro era permanecer no Monte Argeu, na penitência, na oração, na intercessão para que muitos encontrassem a verdadeira felicidade como ele a encontrou em Cristo e na Igreja. Mas, na verdade, o Senhor o estava preparando, porque, ao falecer o bispo de Sebaste, o povo, conhecendo a fama do santo eremita, foi buscá-lo para ser pastor. Ele, que vivia naquela constante renúncia, aceitou ser ordenado padre e depois bispo; não por gosto dele, mas por obediência.
Sucessor dos apóstolos e fiel à Igreja, era um homem corajoso, de oração e pastor das almas, pois cuidava dos fiéis na sua totalidade. Evangelizava com o seu testemunho.
São Brás viveu num tempo em que a Igreja foi duramente perseguida pelo imperador do Oriente, Licínio, que era cunhado do imperador do Ocidente, Constantino. Por motivos políticos e por ódio, Licínio começou a perseguir os cristãos, porque sabia que Constantino era a favor do Cristianismo. O prefeito de Sebaste, dentro deste contexto e querendo agradar ao imperador, por saber da fama de santidade do bispo São Brás, enviou os soldados para o Monte Argeu, lugar que esse grande santo fez sua casa episcopal. Dali, ele governava a Igreja, embora não ficasse apenas naquele local.
São Brás foi preso e sofreu muitas chantagens para que renunciasse à fé. Mas por amor a Cristo e à Igreja, preferiu renunciar à própria vida. Em 316, foi degolado.
Conta a história que, ao se dirigir para o martírio, uma mãe apresentou-lhe uma criança de colo que estava morrendo engasgada por causa de uma espinha de peixe na garganta. Ele parou, olhou para o céu, orou e Nosso Senhor curou aquela criança.
Peçamos a intercessão do santo de hoje para que a nossa mente, a nossa garganta, o nosso coração, nossa vocação e a nossa profissão possam comunicar esse Deus, que é amor.
São Brás, rogai por nós!
IV SEMANA DO TEMPO COMUM *
(VERDE – OFÍCIO DO DIA)
Antífona da entrada: Salvai-nos, Senhor nosso Deus, reuni vossos filhos dispersos pelo mundo, para que celebremos o vosso santo nome e nos gloriemos em vosso louvor (Sl 105,47)
Oração do dia
Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo o coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Primeira Leitura (Eclesiástico 47,2-13)
Leitura do livro do Eclesiástico.
47 2 Assim como a gordura (da vitamina) se separa da carne, assim foi Davi separado do meio dos israelitas.
3 Ele brincou com os leões como se fossem cordeiros, e tratou os ursos como cordeirinhos.
4 Não foi ele quem, em sua mocidade, matou o gigante, e tirou a vergonha do seu povo?
5 Levantando a mão, com uma pedra de sua funda abateu a insolência de Golias,
6 pois ele invocou o Senhor todo-poderoso, o qual deu à sua destra força para derrubar o temível guerreiro, e para levantar o poder do seu povo.
7 Assim, foi ele festejado por causa (da morte) de dez mil homens. Louvaram-no nas bênçãos do Senhor, e ofereceram-lhe uma coroa de glória,
8 porque ele esmagou os inimigos de todos os lados, exterminou u os filisteus, seus adversários, (como se vê) ainda hoje, e abateu o seu poder para sempre.
9 Fez de todas as suas obras uma homenagem ao Santo e ao Altíssimo com palavras de louvor.
10 Louvor ao Senhor com todo o coração. Amou a Deus que o criou, e lhe deu poder contra seus inimigos.
11 Estabeleceu cantores diante do altar, e compôs suaves melodias para os seus cânticos.
12 Deu esplendor às festividades, e brilho aos dias solenes, até o fim da vida, para que fosse louvado o santo nome do Senhor, e fosse glorificada desde o amanhecer a santidade de Deus.
13 O Senhor purificou-o de seus pecados, engrandeceu o seu poder para sempre, e firmou-lhe, por sua aliança, a realeza e um trono de glória em Israel.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo responsorial 17/18
Louvado seja Deus, meu salvador!
São perfeitos os caminhos do Senhor,
sua palavra é provada pelo fogo;
nosso Deus é um escudo poderoso
para aqueles que a ele se confiam.
Viva o Senhor! Bendito seja o meu rochedo!
E louvado seja Deus, meu salvador!
Por isso, entre as nações, vos louvarei,
cantarei salmos, ó Senhor, ao vosso nome.
Concedeis aos vossos rei grandes vitórias
e mostrai misericórdia ao vosso ungido,
a Davi e à sua casa para sempre.
Aclamação do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Felizes os que observam a palavra do Senhor de reto coração e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes! (Lc 8,15).

EVANGELHO (Marcos 6,14-29)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!
6 14 O rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tornara célebre. Dizia-se: "João Batista ressurgiu dos mortos e por isso o poder de fazer milagres opera nele".
15 Uns afirmavam: "É Elias!" Diziam outros: "É um profeta como qualquer outro".
16 Ouvindo isto, Herodes repetia: "É João, a quem mandei decapitar. Ele ressuscitou!"
17 Pois o próprio Herodes mandara prender João e acorrentá-lo no cárcere, por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com a qual ele se tinha casado.
18 João tinha dito a Herodes: "Não te é permitido ter a mulher de teu irmão".
19 Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, não o conseguindo, porém.
20 Pois Herodes respeitava João, sabendo que era um homem justo e santo; protegia-o e, quando o ouvia, sentia-se embaraçado. Mas, mesmo assim, de boa mente o ouvia.
21 Chegou, porém, um dia favorável em que Herodes, por ocasião do seu natalício, deu um banquete aos grandes de sua corte, aos seus oficiais e aos principais da Galiléia.
22 A filha de Herodíades apresentou-se e pôs-se a dançar, com grande satisfação de Herodes e dos seus convivas. Disse o rei à moça: "Pede-me o que quiseres, e eu te darei". 23 E jurou-lhe: "Tudo o que me pedires te darei, ainda que seja a metade do meu reino".
24 Ela saiu e perguntou à sua mãe: "Que hei de pedir?" E a mãe respondeu: "A cabeça de João Batista".
25 Tornando logo a entrar apressadamente à presença do rei, exprimiu-lhe seu desejo: "Quero que sem demora me dês a cabeça de João Batista".
26 O rei entristeceu-se; todavia, por causa da sua promessa e dos convivas, não quis recusar.
27 Sem tardar, enviou um carrasco com a ordem de trazer a cabeça de João. Ele foi, decapitou João no cárcere,
28 trouxe a sua cabeça num prato e a deu à moça, e esta a entregou à sua mãe.
29 Ouvindo isto, os seus discípulos foram tomar o seu corpo e o depositaram num sepulcro.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!
Sobre as oferendas
Para vos servir, ó Deus, depositamos nossas oferendas em vosso altar; acolhei-as com bondade, a fim de que se tornem o sacramento da nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: Mostrai serena a vossa face ao vosso servo e salvai-me pela vossa compaixão! (Sl 30,17s).
Depois da comunhão
Renovados pelo sacramento da nossa redenção, nós vos pedimos, ó Deus, que este alimento da salvação eterna nos faça progredir na verdadeira fé. Por Cristo, nosso Senhor.
MEMÓRIA FACULTATIVA - SÃO BRÁS
(VERMELHO – OFÍCIO DA MEMÓRIA)
Oração do dia: Ouvi, ó Deus, as preces do vosso povo, confiado pelo patrocínio de São Brás; concedei-nos a paz neste mundo e a graça de chegar à vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Sobre as oferendas: Santificai, ó Deus, com a vossa bênção, as nossas oferendas e acendei em nós o fogo do vosso amor, que levou são Brás a vencer os tomentos do martírio. Por Cristo, nosso Senhor.
Depois da comunhão: Ó Deus, que estes sagrados mistérios nos concedam a fortaleza de ânimo que levou vosso mártir são Brás a vos servir fielmente a vencer o martírio. Por Cristo, nosso Senhor.
Santo do Dia / Comemoração (SÃO BRÁS):
A vida e os feitos de São Brás atingem aquele ápice de alguns poucos, que atraem a profunda fé e a admiração popular. Ele é venerado no Oriente e Ocidente com a mesma intensidade ao logo de séculos, e até hoje, mães aflitas recorrem à sua intercessão quando um filho engasga ou apresenta problemas de garganta.
A bênção de São Brás, procurada principalmente por quem tem problemas nesta parte do corpo, onde é ministrada nesta data em muitas igrejas do mundo cristão. O prodígio atribuído à ele quando era levado preso, para depois ser torturado, é dos mais conhecidos por pessoas de todo o planeta. Consta que uma mãe aflita jogou-se aos seus pés pedindo que socorresse o filho, que agonizava com uma espinha de peixe atravessada na garganta. O santo rezou, fez o sinal da cruz sobre o menino e este se levantou milagrosa, e imediatamente como se nada lhe tivesse acontecido.
Brás nasceu na Armênia, era médico, sacerdote e muito benevolente com os pobres e cristãos perseguidos e por essas virtudes foi nomeado bispo de Sebaste , isto no século três. Também sabemos que, apesar de aqueles anos marcarem os finais das grandes perseguições aos cristãos, muitos ainda torturados e mortos na mão dos poderosos pagãos. Brás abandonou o bispado e se protegeu na caverna de uma montanha isolada e mesmo assim, depois de descoberto e capturado, morreu em testemunho de sua fé sob as ordens do imperador Licínio, em 316.
Muitas tradições envolvem seus prodígios, graças e seu suplício. Segundo elas, fama de sua santidade rodou o mundo ainda enquanto vivia e sua morte foi impressionante. O bispo Brás teria sido terrivelmente flagelado e torturado, sendo por fim pendurado em um andaime para morrer. Como isso não acontecia, primeiro lhe descarnaram os ossos com pentes de ferro. Depois tentaram afogá-lo duas vezes e, frustrados, o degolaram para ter certeza de sua morte.
O corpo do santo mártir ficou guardado na sua catedral de Sebaste da Armênia, mas no ano 732 uma parte de suas relíquias foram embarcadas por alguns cristãos armênios que seguiam para Roma. Nessa ocasião uma repentina tempestade interrompe a viagem na altura da cidade de Maratea, em Potenza; e alí os fieis acolhem as relíquias do santo numa pequena igreja, que depois se tornaria sua atual basílica e a localidade receberia o nome de Monte São Brás.
Mais recentemente, em 1983 no local da igrejinha inicial foi erguida uma estátua de São Brás, com a altura de vinte e um metros. Como dissemos, do Oriente ao Ocidente, todo mundo cristão se curva à devoção de São Brás nomeando ainda hoje cidades e locais, para render-lhes homenagem e veneração.
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. "Pede-me o que quiseres..."
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
Quantas decisões erradas tomamos na vida e que depois nos arrependemos, mas daí já é tarde porque já vieram as conseqüências.
Tive um amigo casado que tinha crianças pequenas, e que acabou certo dia se envolvendo com uma jovem que com ele trabalhava, empolgado pela paixão do momento, seduzido pelos encantos da jovem, ele disse que faria por ela qualquer coisa, e a musa amada pediu que ele deixasse a esposa e os dois filhinhos e ficassem, com ela para sempre, e assim ele fez, destruindo a sua família.
Quando caiu em si, no dia em que a jovem amada o trocou por outro otário, ficou muito triste ao perceber a loucura que tinha feito. Nunca mais o vi, não sei se voltou para a família ou não, mas lembrei dele ao meditar esse evangelho, Herodes era um admirador de João Batista, mas fora obrigado a prendê-lo porque ele havia tido a ousadia de denunciar o seu pecado de adultério com Herodíades a esposa do seu irmão... Possivelmente, embora o tivesse castigado colocando-o na prisão, Herodes havia meditado um pouco sobre o seu pecado, quem sabe até havia desfeito o relacionamento pecaminoso...
Herodes representa bem o mundo da pós-modernidade, que até admira e tem respeito pelo Cristianismo, apenas não se metam na minha vida querendo ditar-me o que devo ou não fazer. Podemos até imaginar que Herodíades estava revoltada com a situação e quando teve a chance de pedir a morte de João Batista, para que ele não apontasse o pecado cometido, não teve a menor dúvida, pois a filha, com sua dança sensual para agradar Herodes, teve a seu favor a concessão de um desejo, que seria atendido pelo Rei...
Há neste mundo muitas estruturas de poder, que nos seduz e nos corrompe, amarrando-nos e nos submetendo ao seu domínio maligno. Cristão que no mundo de hoje, não se dobrar diante das seduções do mal presente em algumas estruturas, vai estar sempre colocando sua cabeça em risco, pois do outro lado há sempre interesses e conveniências que querem ser preservados, mesmo que isso custe a vida do próximo...
2. As consequências da profecia
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por José Raimundo Oliva - e disponibilizado no Portal Paulinas)
Nesta narrativa de Marcos podemos ver a importância de João Batista na tradição das primeiras comunidades. Percebe-se uma ironia sobre o ridículo das motivações de Herodes e os grupos de poder que o cercam.
Em forte contraste, um banquete de aniversário para comemorar a vida termina com a morte: uma cabeça degolada servida em um prato. Marcos faz também um contraste entre este banquete de Herodes com os poderosos e a partilha do pão de Jesus com o povo, que vem narrada a seguir. Pode-se ver aqui, também, uma prefiguração do julgamento e da execução de Jesus.
O poder resiste e mata aqueles que se levantam, comunicando liberdade e vida.
Oração
Pai, que as contrariedades da vida jamais me intimidem e impeçam de seguir adiante, cumprindo minha missão de evangelizador.
3. UM EXEMPLO DE LIBERDADE
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).
O relato do destino trágico de João Batista serve de lição para os discípulos de Jesus, no exercício da missão. A liberdade, que o Precursor demonstrou, deverá ser imitada por quem está a serviço do Reino, e se defronta com tiranos e prepotentes, que intimidam e querem calar quem lhes denuncia as mazelas.
Prevalecendo-se de sua condição, Herodes seduziu a mulher do irmão para se casar com ela. João Batista não teve medo de enfrentá-lo, e dizer-lhe não ser permitido conservar como esposa, quem não lhe pertencia. Sua condição real não lhe dava o direito de praticar tamanha arbitrariedade.
O profeta João sabia exatamente com quem estava falando. Ele um "zé ninguém", questionando uma autoridade estabelecida pelo imperador, com direitos quase absolutos sobre os cidadãos. Por isso, não lhe parecia errado atropelar o direito sagrado de seu irmão, de ter uma esposa.
Por outro lado, todos conheciam muito bem o espírito violento da família de Herodes. Mesmo assim, João não hesitou em denunciá-lo publicamente.
Quiçá não contasse com a ira de Herodíades, atingida também pela denúncia. Foi ela quem instigou Herodes a consumar sua maldade: decapitar a quem mandara lançar na prisão, por ter-lhe lançado em rosto o seu pecado.
O testemunho de João Batista inspira a quem se tornou discípulo da verdade.
Oração
Espírito de liberdade, não permitas que eu tema os grandes e prepotentes, quando se trata de denunciar-lhes os pecados e as injustiças.
Recomendamos
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ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho
do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida.
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Liturgia do Sábado — 04.02.2012
Terço do Rosário: Mistérios Gozosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gozosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)
— São João de Brito
Nasceu em Lisboa, Portugal, no ano de 1647. Seu pai, Salvador Pereira de Brito; sua mãe, D. Brites Pereira. No ano de 1640, seu pai foi enviado pelo rei Dom João IV para ser governador no Brasil, lugar onde faleceu. São João de Brito, com sua mãe e seus irmãos, ficaram na corte. Desde cedo, São João dava testemunho da busca de viver em Deus.
Com sua saúde fragilizada, certa vez os médicos chegaram a perder as esperanças, mas sua mãe, voltando-se para o céu em oração e intercessão, fez também uma promessa a São Francisco Xavier e o pequeno João recobrou a saúde milagrosamente.
São João passou um ano com uma batina, pois isso fazia parte do cumprimento da promessa; mais do que isso, Deus foi trabalhando a vocação em seu coração até que, com 15 anos apenas, ele entrou para a Companhia de Jesus.
Em 1673, foi ordenado sacerdote e enviado para evangelizar na Índia. Viveu em Goa, depois no Sul da Índia, onde aprofundou-se nos estudos e todo aquele lugar, toda aquela região conheceu o ardor deste apóstolo.
Homem que comunicava o Evangelho com a vida, ele buscava viver a inculturação para que muitos se rendessem ao amor de Deus num diálogo constante com as culturas, o que não quer dizer que sempre encontrou acolhimento.
Junto aos povos de Maravá, ele evangelizou e muitos foram batizados; mas, ao retornar desta missão, ele e outros catequistas acabaram sendo presos por soldados pagãos e anticristãos e fizeram de tudo para que este sacerdote santo renunciasse a fé, mas ele renunciou a própria vida e estava aberto para o martírio se fosse preciso. O rei chegou a condená-lo, mas um príncipe quis ouvir a doutrina que ele espalhava e muitos mudavam de vida, abandonavam os deuses e a conclusão daquele príncipe pagão era de que aquela doutrina era justa e santa. São João foi libertado junto com os outros.
Não demorou muito, por obediência, voltou para Portugal, mas o seu coração queria, de novo, retornar para a Índia e até mesmo ser mártir. Foi o que aconteceu.
Passado um tempo, após dar seu testemunho em vários colégios dos jesuítas, ser sinal para Portugal do quanto o amor a Cristo e à Igreja não pode ter medidas. Retornando à Índia, novamente evangelizando em Maravá, foi preso. Desta vez, até um príncipe pagão chegou a se converter. Mas o rei se revoltou, mandou prender aquele padre. No ano de 1693, ele foi degolado. Sofreu muito antes disso, mas tudo ofereceu por amor a Cristo e pela salvação das almas.
São João de Brito, modelo para todos nós de que o amor a Cristo, à Igreja e a salvação das almas não pode ter medidas.
São João de Brito, rogai por nós!
IV SEMANA DO TEMPO COMUM
(VERDE – OFÍCIO DO DIA)
Antífona da entrada: Salvai-nos, Senhor nosso Deus, reuni vossos filhos dispersos pelo mundo, para que celebremos o vosso santo nome e nos gloriemos em vosso louvor (Sl 105,47)
Oração do dia
Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo o coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Primeira Leitura (1 Reis 3,4,13)
Leitura do primeiro livro dos Reis.
3 4 Foi o rei a Gabaon para ali oferecer um sacrifício, porque esse era o lugar alto mais importante, e ofereceu mil holocaustos sobre o altar de Gabaon.
5 O Senhor apareceu-lhe em sonhos em Gabaon durante a noite, e disse-lhe: "Pede-me o que queres que eu te dê".
6 Salomão disse: "Vós destes com liberdade vossa graça ao vosso servo Davi, meu pai, porque ele andou em vossa presença com fidelidade, na justiça e retidão de seu coração para convosco; em virtude dessa grande benevolência, destes-lhe um filho que hoje está sentado no seu trono.
7 Sois vós, portanto, ó Senhor meu Deus, que fizestes reinar o vosso servo em lugar de Davi, meu pai. Mas eu não passo de um adolescente, e não sei como me conduzir.
8 E, sem embargo, vosso servo se encontra no meio de vosso povo escolhido, um povo imenso, tão numeroso que não se pode contar, nem calcular.
9 Dai, pois, ao vosso servo um coração sábio, capaz de julgar o vosso povo e discernir entre o bem e o mal; pois sem isso, quem poderia julgar o vosso povo, um povo tão numeroso?"
10 O Senhor agradou-se dessa oração, e disse a Salomão:
11 "Pois que me fizeste esse pedido, e não pediste nem longa vida, nem riqueza, nem a morte de teus inimigos, mas sim inteligência para praticar a justiça,
12 vou satisfazer o teu desejo; dou-te um coração tão sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti e nem haverá depois de ti.
13 Dou-te, além disso, o que não me pediste: riquezas e glória, de tal modo que não haverá quem te seja semelhante entre os reis durante toda a tua vida".
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo responsorial 118/119
Ó Senhor, ensinai-me os vossos mandamentos!
Como um jovem poderá ter vida pura?
Observando, ó Senhor, vossa palavra.
De todo o coração eu vos procuro,
não deixeis que eu abandone a vossa lei!
Conservei no coração vossas palavras,
a fim de que eu não peque contra vós.
Ó Senhor, vós sois bendito para sempre;
os vossos mandamentos ensinai-me!
Com meus lábios, ó Senhor, eu enumero
os decretos que ditou a vossa boca.
Seguindo vossa lei, me rejubilo
muito mais do que em todas as riquezas.
Aclamação do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem (Jô 10,27).

Evangelho (Marcos 6,30-34)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!
6 30 Os apóstolos voltaram para junto de Jesus e contaram-lhe tudo o que haviam feito e ensinado.
31 Ele disse-lhes: "Vinde à parte, para algum lugar deserto, e descansai um pouco". Porque eram muitos os que iam e vinham e nem tinham tempo para comer.
32 Partiram na barca para um lugar solitário, à parte.
33 Mas viram-nos partir. Por isso, muitos deles perceberam para onde iam, e de todas as cidades acorreram a pé para o lugar aonde se dirigiam, e chegaram primeiro que eles.
34 Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, porque era como ovelhas que não têm pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor!
Sobre as oferendas
Para vos servir, ó Deus, depositamos nossas oferendas em vosso altar; acolhei-as com bondade, a fim de que se tornem o sacramento da nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: Mostrai serena a vossa face ao vosso servo e salvai-me pela vossa compaixão! (Sl 30,17s).
Depois da comunhão
Renovados pelo sacramento da nossa redenção, nós vos pedimos, ó Deus, que este alimento da salvação eterna nos faça progredir na verdadeira fé. Por Cristo, nosso Senhor.
COMENTÁRIOS DO EVANGELHO
1. "Trabalhando na hora do descanso..."
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
Desculpem-me o título da reflexão, mas é isso mesmo! Os apóstolos de Jesus, depois de um final de semana cheio de atividades, reuniões, pregações e celebrações, resolveram procurar Jesus na Segunda Feira para contarem dos resultados positivos de tantos trabalhos, feitos com tanto amor e alegria. Mas Jesus notou que eles estavam cansados, precisavam de retirar-se para um local ermo, descansar um pouco, descontrair e jogar algumas conversas fora, Jesus não era um homem carrancudo e tempo inteiro falando sério, ensinando, pois quando estava a sós com os discípulos, é exatamente como nós com os amigos mais chegados, quando ficamos a vontade, conta-se uma história engraçada e se dá muita risada. Faz-se alguma piada sobre alguém do grupo... Ah que gostoso imaginar um Jesus de Nazaré assim tão humano como a gente...
A agitação do trabalho pastoral era muito grande, gente que ia e que vinha para reuniões, celebrações, encontros, exatamente como é a comunidade em finais de semana. Então na Segunda Feira pegaram uma barca e decidiram dar um passeio para o outro lado, claro que teria oração de louvor e agradecimento, haveria momento para a partilha da experiência missionária, um outro para as orientações de Jesus, mas tudo com muita descontração.
E quando já estavam bem a vontade, começando a jogarem conversa fora e traziam naqueles rostos uma inexplicável alegria por estarem ali juntos, ao chegarem á outra margem, já, com o carvão e a carne para um churrasco, quem sabe... Espantaram-se ao ver a multidão que os esperava ali na outra margem. As pessoas estavam maravilhada e contagiada com a alegria daquele grupo, a pregação dos apóstolos e aquele jeito ensinado por Jesus, fora uma estratégia que havia dado certo, não importava que era uma segunda Feira, dia de descanso para os ministros e pastorais, o povo não queria ficar longe daquele grupo fantástico que tinha uma proposta totalmente nova de vida, de uma religião marcada acima de tudo pela alegria de sentir tão de perto o amor de Deus.
Os apóstolos talvez ficaram meio chateados "Pronto, acabou-se a nossa folga..." Mas Jesus sentiu compaixão das pessoas porque eram como ovelhas sem pastor, isso é, não tinham uma referência importante ou uma liderança autêntica para seguirem, e Jesus começou e ensinar-lhes muitas coisas mostrando que atenção, carinho, amor e compaixão para com as pessoas da comunidade, não tem dia e nem hora pois a vida de quem se consagrou a Deus e aos irmãos na comunidade, já não nos pertence...
2. A compaixão de Jesus
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por José Raimundo Oliva - e disponibilizado no Portal Paulinas)
Com este texto Marcos prepara a primeira narrativa da partilha dos pães. Encontramos aqui um relato básico, com vários temas que se repetem ao longo dos evangelhos:
a) os discípulos já estão em missão e mantêm contato com Jesus;
b) Jesus preocupa-se com o seu resguardo e o dos discípulos, em lugar deserto, para repouso e tempo "para comer", ou seja, para alimentarem-se da palavra e da oração;
c) eles estão continuamente sendo assediados pelas multidões;
d) a multidão é insistente e Jesus tem compaixão por eles;
e) Jesus ensina muitas coisas.
São estas as situações fundamentais na missão:
a) manter-nos em contato com Jesus, em comunidade, no recolhimento e na oração;
b) acolhermos a todos que vêm a nós, particularmente os mais excluídos, sem rejeições;
c) estarmos preparados para o "ensino", não como algo intelectual, mas como descoberta e revelação da presença de Jesus na vida das pessoas.
A compaixão é a característica maior que nos move à prática libertadora.
Oração
Pai, dá-me as disposições necessárias para eu realizar bem a missão recebida de Jesus, tendo-o sempre como modelo.
3. OVELHAS SEM PASTOR
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).
As multidões não davam sossego a Jesus e aos discípulos. Era-lhes difícil encontrar tempo e lugar para estarem a sós com o Mestre, e descansar das fadigas da missão. Às vezes, nem tinham tempo para comer, tal era o afluxo de gente. Quando sabiam que Jesus estava se dirigindo para algum lugar, corriam para lá, chegando antes dele. Era como se fossem ovelhas em busca de um pastor.
A situação de abandono do povo sensibilizava profundamente Jesus. Daí o extremo interesse com que as pessoas ouviam Jesus falar, e a ânsia de serem beneficiadas por ele. E sempre encontravam acolhida por parte do Mestre.
A atitude de Jesus estava em estreita relação com o serviço ao Reino, para o qual fora enviado. Esse Reino comportava a Boa Nova de libertação para os pobres, e deveria devolver aos seus corações a esperança há muito perdida pelo descaso com que eram tratados. A Jesus competia, por assim dizer, re-humanizá-los, tirando-os da marginalização a que foram relegados, e abrir-lhes uma perspectiva de vida para além de suas dores e sofrimentos.
O Mestre apresentou-se como líder deste grande movimento de recuperação da dignidade humana, dando atenção ao povo sofrido e propondo-lhe o Reino como ideal.
Oração
Espírito de sensibilidade, dá-me um coração que se deixe tocar pelo anseios dos pobres e saiba colocar-se a serviço deles.
Recomendamos
visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço
- http://www.paulinas.org.br/diafeliz/evangelho.aspx - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe
a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho
as orientações de como fazer a LEITURA
ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho
do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida.
Ideal para Estudos Bíblicos diários.
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Liturgia do Domingo — 05.02.2012
Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gloriosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)
ATENÇÃO - NOTAS IMPORTANTES:
Nota_01: Para complementar os estudos da Liturgia dos Domingos - visite as páginas Homilias e Sermões e Roteiro Homilético - pois elas contém um estudo detalhado das Leituras do Domingo, posicionando-as no tempo, indicando as origens das palavras e das idéias implícitas nos textos bíblicos. Ideal para Catequistas, Ministros da Palavra, Líderes de Grupo de Estudo Bíblico e Leigos interessados em conhecer e praticar a Palavra de Deus.
Nota_02: Não vamos mais transcrever o Folheto Dominical - O DOMINGO - na página do Evangelho do NPDBRASIL. Se houver interesse, você pode baixar o Folheto da Missa deste Domingo como indicado na Seção Download de Folhetos Dominicais - clique aqui...
ATENÇÃO: EVANGELHO COMENTADO
CLIQUE AQUI E VEJA UMA APRESENTAÇÃO ESPECIAL SOBRE A LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)
— Santa Águeda
Virgem e mártir, Santa Águeda nasceu no século III numa família muito conhecida, em Catânia, na Sicília. Muito cedo, ela discerniu um chamado a Deus consagrando a sua virgindade ao Senhor, seu amado e esposo. A grande santa italiana foi uma jovem de muita coragem vivendo o Santo Evangelho na radicalidade num tempo em que o imperador Décio levantou contra o Cristianismo uma forte perseguição. Aqueles que não renunciassem ao senhorio de Cristo e não O desprezassem eram punidos com muitos sofrimentos até a morte.
Santa Águeda era consagrada ao Senhor, amava a Deus, mas foi pedida em casamento por um outro jovem. Claro, por coerência e por vocação, ela disse 'não'. Esse jovem, que dizia amá-la, a denunciou às autoridades. Ela foi presa e injustamente condenada. Que terríveis sofrimentos e humilhações!
Ela sempre se expressava com muita transparência e dizia que pertencia a uma família nobre, rica, conhecida, mas tinha honra de servir a Nosso Senhor, o seu Deus. De fato, para os santos, a maior honra e a maior glória é servir ao Senhor.
Entregaram-na a uma mulher tomada pelo pecado, uma velha prostituta para pervertê-la, mas esta não conseguiu, pois o reinado de Cristo se dava no coração de Águeda antes de tudo. Então, novamente, como num gesto de falsa misericórdia, perguntaram-lhe: “Então, o que você escolheu, Águeda, para a salvação?”. “A minha salvação é Cristo”, ela respondeu.
Os santos passaram por muitas dificuldades, mas, em tudo, demonstraram para nós que é possível glorificar a Deus na alegria, na tristeza, na saúde, na dor.
Em 254 foi martirizada e se encontra na eternidade, com seu esposo, Jesus Cristo, a interceder por nós.
Santa Águeda, rogai por nós!
5º Domingo do Tempo Comum — ANO B
(VERDE, GLÓRIA, CREIO – IV SEMANA DO SALTÉRIO)
"Senhor, que queres que eu faça?"
Ambientação:
Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs! Em tantos momentos de nossa vida nos perguntamos: Que sentido tem o sofrimento e a dor que acompanham a caminhada da humanidade? Qual a "posição" de Deus diante dos dramas que marcam a nossa existência? A liturgia deste domingo reflete justamente sobre estas questões fundamentais. Garante-nos que o projeto de Deus para o homem não é um projeto de morte, mas é um projeto de vida verdadeira, de felicidade sem fim. Jesus nos ensina a celebrar e a viver a partir de nossas dores. Ele nos toma pela mão e nos garante a vida em plenitude. Para isso, somos convidados a nos colocar a serviço, à semelhança Dele, que se fez servo de todos. Lembramos que no próximo sábado celebramos a solenidade de Nossa Senhora de Lourdes, padroeira de nossa Diocese. Rezemos por todos que doam sua vida para que muitos possam ter vida em nossa Diocese. Sintamos o júbilo real de Deus em nossos corações e cheios dessa alegria divina entoemos cânticos jubilosos ao Senhor!
ATENÇÃO: VEJA NO FINAL OS COMENTÁRIOS DO EVANGLEHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.
CANTO INICIAL
Ref.: Queremos ver Jesus, queremos! Queremos ver Jesus, queremos! Ele é o caminho, a verdade e a vida! Queremos ver Jesus, Jesus!
1. Pai, nós queremos ver Jesus e com Ele sempre estar, seu rosto contemplar; Pai, vosso Filho amado ouvir e os passos seus seguir de Belém até a cruz. Pai, vosso Espírito Criador abra o nosso coração para bem compreender o Evangelho do amor, do serviço e comunhão e a vida promover.
2. Pai, nosso encontro com Jesus é experiência pessoal, caminho só de fé. Pai, creia o mundo porque nós encarnamos no viver a Palavra do Senhor. Que nós sejamos todos um, na verdade, plena luz, que liberta e faz feliz! Dai-nos, na força do amor, mundo novo construir, solidário e mais irmão.
3. Pai, como Igreja do Senhor, dai-nos santos também ser, discípulos fiéis: vossa Palavra anunciar, liturgia celebrar e na caridade agir! Pai, que sois três em comunhão, derramai-vos sobre nós, na medida deste amor; e, por Maria, nossa Mãe, caminhando com Jesus, chegaremos junto a vós!
SAUDAÇÃO
ATO PENITENCIAL
CANTO PENITENCIAL
1. Confesso a Deus, Pai todo-poderoso, e a vós, irmãos, confesso que pequei por pensamentos, palavras, atos e omissões, por minha culpa, tão grande culpa.
Ref.: Piedade, Senhor, piedade, Senhor, piedade de mim! (bis)
2. E peço à Virgem Maria, aos santos e anjos, e a vós, irmãos, eu peço que rogueis a Deus, que é Pai poderoso, para perdoar a minha culpa, tão grande culpa.
Presid.: Deus todo-poderoso, tenha compaixão de nós,
perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
Todos: Amém.
Presid.: Senhor, tende piedade de nós!
Todos: Senhor, tende piedade de nós!
Presid.: Cristo, tende piedade de nós!
Todos: Cristo, tende piedade de nós!
Presid.: Senhor, tende piedade de nós!
Todos: Senhor, tende piedade de nós!
GLÓRIA
1. Glória a Deus, glória a Deus nos altos céus, paz
na terra aos seus amados. A vós louvam, Rei
Celeste, os que foram libertados.
2. Deus e Pai, Deus e Pai, nós vos louvamos,
adoramos, bendizemos, damos glória ao vosso
nome, vossos dons agradecemos.
3. Senhor nosso, Senhor nosso, Jesus Cristo,
Unigênito do Pai; vós, de Deus cordeiro santo,
nossas culpas perdoai.
4. Vós que estais, vós que estais junto do Pai,
como nosso intercessor, acolhei nossos pedidos, atendei nosso clamor.
5. Vós somente, vós somente sois o Santo, o Altíssimo Senhor, com o Espírito Divino de Deus Pai,
no esplendor.
Final.: Amém, amém, amém!
ORAÇÃO DO DIA
Presid.: Velai, ó Deus, sobre a vossa família, com incansável amor; e, como só confiamos na vossa graça, guardai-nos sob a vossa proteção. Por N. S.J.C. ...
Todos: Amém.
LITURGIA DA PALAVRA
PRIMEIRA LEITURA (Jó 7, 1-4.6-7)
LEITURA DO LIVRO DE JÓ
Comentário: Jó comenta, com amargura e desilusão, o fato de não conseguir perceber Deus diante dos sofrimentos que passa. Apesar disso, é a Deus que Jó se dirige, pois sabe que ele é a sua única esperança.
Jó disse: "Não é acaso uma luta a vida do homem sobre a terra? Seus dias não são como dias de um mercenário? Como um escravo suspira pela sombra, como um assalariado aguarda sua paga, assim tive por ganho meses de decepção, e couberam-me noites de sofrimento. Se me deito, penso: Quando poderei levantar-me? E, ao amanhecer, espero novamente a tarde e me encho de sofrimentos até ao anoitecer. Meus dias correm mais rápido do que a lançadeira do tear e se consomem sem esperança. Lembra-te de que minha vida é apenas um sopro e meus olhos não voltarão a ver a felicidade!
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
SALMO RESPONSORIAL – Sl 147(146)
(Melodia: Beleza e esplendor)
Louvai a Deus, porque ele é bom e conforta os corações.
1. Louvai o Senhor Deus, porque ele é bom, cantai ao nosso Deus, porque é suave: ele é digno de louvor, ele o merece! O Senhor reconstruiu Jerusalém, e os dispersos de Israel juntou de novo.
2. Ele conforta os corações despedaçados, ele enfaixa suas feridas e as cura; fixa o número de todas as estrelas e chama a cada uma por seu nome.
3. É grande e onipotente o nosso Deus, seu saber não tem medida nem limites. O Senhor Deus é o amparo dos humildes, mas dobra até o chão os que são ímpios.
SEGUNDA LEITURA (1 Cor 9, 16-19.22-23)
LEITURA DA PRIMEIRA CARTA DE SÃO
PAULO AOS CORÍNTIOS
Comentário: Na ação e no testemunho, os discípulos de Jesus não podem ser guiados por interesses pessoais, mas sim pelo amor a Deus, ao Evangelho e aos irmãos.
Irmãos: Pregar o evangelho não é para mim motivo de glória. É antes uma necessidade para mim, uma imposição. Ai de mim se eu não pregar o evangelho! Se eu exercesse minha função de pregador por iniciativa própria, eu teria direito a salário. Mas, como a iniciativa não é minha, trata-se de um encargo que me foi confiado. Em que consiste então o meu salário? Em pregar o evangelho, oferecendo-o de graça, sem usar os direitos que o evangelho me dá. Assim, livre em relação a todos, eu me tornei escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. Com os fracos, eu me fiz fraco, para ganhar os fracos. Com todos, eu me fiz tudo, para certamente salvar alguns. Por causa do evangelho eu faço tudo, para ter parte nele.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

EVANGELHO (Mc 1,29-39)
Comentário: Na ação libertadora de Jesus em favor da humanidade, começa a manifestação do mundo novo sem sofrimento, sem opressão que Deus sonhou para os homens. A ação de Jesus tem de ser continuada pelos seus discípulos.
ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO
Ref.: Aleluia, aleluia! Vamos aclamar o Evangelho, aleluia! (bis)
1. O Cristo tomou sobre si nossas dores, carregou em seu corpo as nossas fraquezas.
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los. À tarde, depois do pôr-do-sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. A cidade inteira se reuniu em frente da casa. Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era. De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. Quando o encontraram, disseram: "Todos estão te procurando". Jesus respondeu: "Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim". E andava por toda a Galiléia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
HOMILIA (Ver mais abaixo 3 sugestões de Homilia pra este domingo)
17. PROFISSÃO DE FÉ (Creio)
18. ORAÇÃO DOS FIÉIS
Oração do Dizimista
"Recebei, Senhor, nosso Dízimo!
Não é esmola, porque não sois mendigo.
Não é uma simples contribuição,
porque não precisais dela.
Esta importância representa, Senhor,
nosso reconhecimento, amor e participação
na vida da comunidade,
pois o que temos, recebemos de vós.
Amém!"
LITURGIA EUCARÍSTICA
CANTO DAS OFERENDAS
1. O teu Filho, quando esteve por aqui, muitas vezes, por amor, se antecipou. Quando via alguém sofrer, interferia, muitas vezes a pessoa nem pedia. Mas ao ver o sofrimento de um alguém, sobretudo se ninguém o ajudava, dava um jeito de ajudar essa pessoa. Por amor, Jesus, então, se antecipava.
Refrão: Não pediste, meu Senhor, mas eu te trago a minha oferta. Não precisas dos meus bens, mas eu preciso me lembrar que me deste o teu amor, e a tua graça é mais que certa. Muito grato, eu vim deixar a paz que eu tenho em teu altar. (bis)
ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS
Presid.: Senhor nosso Deus, que criastes o pão e o vinho para alimento da nossa fraqueza, concedei que se tornem para nós sacramento da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.
Todos: Amém.
ORAÇÃO EUCARÍSTICA VI-B (MR p. 848)
(Deus conduz sua Igreja pelo caminho da salvação)
Presid.: Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, criador do mundo e fonte da vida. Nunca abandonais a obra da vossa sabedoria, agindo sempre no meio de nós. Com vosso braço poderoso, guiastes pelo deserto o vosso povo de Israel. Hoje, com a luz e a força do Espírito Santo, acompanhais sempre a vossa Igreja, peregrina neste mundo; e por Jesus Cristo, vosso Filho, a acompanhais pelos caminhos da história até a felicidade perfeita em vosso reino. Por essa razão, também nós, com os Anjos e Santos, proclamamos a vossa glória, cantando (dizendo) a uma só voz:
Santo, Santo, Santo,
Presid.: Na verdade, vós sois santo e digno de louvor, ó Deus, que amais os seres humanos e sempre os assistis no caminho da vida. Na verdade, é bendito o vosso Filho, presente no meio de nós, quando nos reunimos por seu amor. Como outrora aos discípulos, ele nos revela as Escrituras e parte o pão para nós.
Todos: O vosso Filho permaneça entre nós!
Presid.: Nós vos suplicamos, Pai de bondade, que
envieis o vosso Espírito Santo para santificar estes
dons do pão e do vinho, a fim de que se tornem para
nós o Corpo e X o Sangue de nosso Senhor Jesus
Cristo.
Todos: Mandai o vosso Espírito Santo!
Presid.: Na véspera de sua paixão, durante a última Ceia, ele tomou o pão, deu graças e o partiu e
deu a seus discípulos, dizendo: TOMAI, TODOS,
E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS. Do mesmo modo, ao fim
da ceia, ele, tomando o cálice em suas mãos, deu
graças novamente e o entregou a seus discípulos,
dizendo: TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O
CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA
E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO
POR VÓS E POR TODOS PARA REMISSÃO DOS
PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM. Eis
o mistério da fé!
Todos: Todas as vezes que comemos deste pão
e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor,
a vossa morte, enquanto esperamos a vossa
vinda!
Presid.: Celebrando, pois, ó Pai santo, a memória
de Cristo, vosso Filho, nosso Salvador, que pela
paixão e morte de cruz fizestes entrar na glória da
ressurreição e colocastes à vossa direita, anunciamos a obra do vosso amor até que ele venha, e vos
oferecemos o pão da vida e o cálice da bênção.
Olhai com bondade para a oferta da vossa Igreja.
Nela vos apresentamos o sacrifício pascal de Cristo,
que vos foi entregue. E concedei que, pela força do
Espírito do vosso amor, sejamos contados, agora e
por toda a eternidade, entre os membros do vosso
Filho, cujo Corpo e Sangue comungamos.
Todos: Aceitai, ó Senhor, a nossa oferta!
Presid.: Fortalecei, Senhor, na unidade os convidados a participar da vossa mesa. Em comunhão com
o nosso Papa Bento e o nosso Bispo ............,
com todos os Bispos, presbíteros, diáconos e com
todo o vosso povo, possamos irradiar confiança e
alegria e caminhar com fé e esperança pelas estradas da vida.
Todos: Tornai viva nossa fé, nossa esperança!
Presid.: Lembrai-vos dos nossos irmãos e irmãs (N.
e N.), que adormeceram na paz do vosso Cristo, e
de todos os falecidos, cuja fé só vós conhecestes:
acolhei-os na luz da vossa face e concedei-lhes, no
dia da ressurreição, a plenitude da vida.
Todos: Concedei-lhes, ó Senhor, a luz eterna!
Presid.: Concedei-nos ainda, no fim da nossa peregrinação terrestre, chegarmos todos à morada
eterna, onde viveremos para sempre convosco. E
em comunhão com a bem-aventurada Virgem Maria,
com os Apóstolos e Mártires, (com S.N.: Santo do
dia ou Patrono) e todos os Santos, vos louvaremos
e glorificaremos, por Jesus Cristo, vosso Filho.
Presid.: Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós,
Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.
Todos: Amém.
Ritos da Comunhão
Todos: Pai Nosso...
Presid.: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dainos hoje a vossa paz! Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos
de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança,
aguardamos a vinda do Cristo Salvador.
Todos: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.
Presid.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos
Apóstolos: "Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha
paz". Não olheis os nossos pecados, mas a fé que
anima vossa Igreja, dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade! Vós, que sois Deus, com o Pai
e o Espírito Santo.
Todos: Amém.
Presid.: A paz do Senhor esteja sempre convosco!
Todos: O amor de Cristo nos uniu.
(Saudação da Paz)
CANTO DE COMUNHÃO
1. Ao recebermos, Senhor, tua presença sagrada, pra confirmar teu amor, faz de nós tua morada. Surge um sincero louvor, brota a semente plantada, faz-nos seguir teu caminho, sempre trilhar tua estrada
Ref.: Desamarrem as sandálias e descansem, este chão é terra santa, irmãos meus! Venham, orem, comam, cantem, venham todos e renovem a esperança no Senhor!
2. O Filho de Deus com o Pai e o Espírito Santo, nesta Trindade um só ser, que pede a nós sermos santos. Dá-nos, Jesus, teu poder de se doar sem medida, deixa que compreendamos que este é o sentido da vida.
3. Ao virmos te receber, nós te pedimos, ó Cristo: faze vibrar nosso ser, indo ao encontro ao Pai Santo. Sem descuidar dos irmãos, mil faces da tua Face, faze que o coração sinta a força da caridade.
ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Presid.: Ó Deus, vós quisestes que participássemos do mesmo pão e do mesmo cálice; fazei-nos viver de tal modo unidos em Cristo, que tenhamos a alegria de produzir muitos frutos para a salvação do mundo. Por Cristo, nosso Senhor.
Todos: Amém.
RITOS FINAIS
Exortações Finais e Bênção
CANTO FINAL
1. Ó Nossa Senhora de Lourdes, que cheia de luz voz mostrais na gruta, à feliz Bernadete e a nós, vossos filhos, amais.
Ref.: Sois Imaculada, ó Maria, na vossa feliz Conceição! Ó Nossa Senhora de Lourdes, ouvi o louvor e a oração!
2. Na gruta, à feliz Bernadete, viestes o terço ensinar, lembrastes que sem penitência ninguém poderá se salvar!
3. Na gruta brotou uma fonte de água que cura e refaz, é a água da Graça e da Vida, que o Filho bendito nos traz!
4. O Espírito Santo cobriu-vos, Maria, com o seu poder, tornou-vos Mãe Imaculada, e a nós Ele faz-nos vencer!
5. A nossa Diocese vos louva e aclama quem vos escolheu, bendito é Jesus, vosso Filho, aquele que de vós nasceu!
"Para assegurar esta eficácia plena, é necessá- rio, porém, que os fiéis celebrem a Liturgia com retidão de espírito, unam a sua mente às palavras que pronunciam, cooperem com a graça de Deus, não aconteça de a receberem em vão. Por conseguinte, devem os pastores de almas vigiar por que não só se observem, na ação litúrgica, as leis que regulam a celebração válida e lícita, mas também que os fiéis participem nela consciente, ativa e frutuosamente." (SC 11)
TEXTOS BÍBLICOS PARA A SEMANA:
2ª Vd - 1Rs 6,1-7.9-13; Sl 131(132); Mc 6,53-56
3ª Br - 1Rs 8,22-23.27-30; Sl 83 (84); Mc 7,1-13
4ª Vd - 1 Rs 10,1-10; Sl 36(37); Mc 7,14-23
5ª Vd - 1 Rs 11,4-13; Sl 105(106); Mc 7,24-30
6ª Vd - 1Rs 11,29-32; 12,19; Sl 80(81); Mc 7,31-37
Sb Br - 1Rs 12,26-32;13,33-34; Sl 105(106); Mc 8,1-10
TRANSCRIÇÃO DE TEXTOS DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDO LITÚRGICO
Diocese de Apucarana - PR
Responsáveis:
Comentários e orações: Pe. Valdecir Ferreira
Cantos: Maestro Adenor Leonardo Terra
Diaconais: Diácono Durvalino Bertasso
Diagramação: José Luiz Mendes
Impressão: Gráfica Diocesana
SUGESTÕES E INFORMAÇÕES:
55 43 3423-6811 - e-mail: pevaldecir@hotmail.com
COMENTÁRIOS
DO EVANGELHO
1. "A PERIGOSA FÉ DA MAGIA..."
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)
Gosto muito de ouvir histórias de pessoas que montaram um pequeno negócio, e após muito esforço foram bem sucedidas, tornando-se gestores de grandes empresas, agindo sempre com ética e honestidade. O bom empreendedor é sempre ousado e pensa “grande”, tendo uma visão audaciosa do futuro, atitude muitas vezes até criticada e questionada pelos acomodados que pensam “pequeno” porque têm medo de arriscar. Se o empreendedorismo é fator dos mais importantes no desenvolvimento de uma nação, de uma empresa ou de qualquer negócio, no reino de Deus não poderia ser diferente, porém, é preciso ter os pés no chão, trabalhando a cada dia com vistas à grandiosidade que se vislumbra, pois o homem de fé, mais do que ser otimista, já vai construindo no hoje da história, o reino de Deus alicerçado pelo próprio Cristo.
No evangelho desse quinto domingo do tempo comum, podemos perceber nitidamente essa diferença no modo de pensar e agir, entre Jesus e os seus discípulos. Enquanto o mestre pensa em algo grandioso, querendo expandir o projeto recém iniciado, os discípulos estão seguros de que já alcançaram o sucesso e demonstram grande interesse em montar ali, na casa de Simão, uma “Tenda dos Milagres”, pois o carisma de Jesus já tinha atraído uma grande e imensa clientela, ao curar os enfermos e expulsar os demônios, por isso aonde ele ia, a multidão maravilhada com os sinais prodigiosos, o seguia.
Há nesta fé da magia, a perspectiva de um negócio altamente lucrativo em todos os sentidos, pois Jesus tem o perfil do Messias esperado, poderia ser ele o salvador da pátria, capaz de dar a grande virada na história de Israel, e um populismo assim, era tudo que eles queriam para concretizar a libertação com que sonhavam. Não conseguiam vislumbrar em Jesus algo além dos seus ideais humanos, que também eram importantes e tinham o seu valor, mas Jesus não veio para ser o Rei dos Milagreiros, nem para ser um libertador político, pensar assim é pensar “pequeno”, ter uma fé com essa expectativa de um Cristo prodigioso, que interfere com seu poder na vida das pessoas, quando essas fazem por merecer, realizando milagres e curas inexplicáveis, é menosprezar toda a obra da Salvação, é fazer da Igreja uma simples tenda dos milagres, é abusar de certos carismas recebidos, explorando assim a boa fé das pessoas, e Cristianismo não é isso.
Curas de enfermidades o Cristo as realizou ontem, e realiza também hoje, mas estas são simples sinais de algo maior, de um empreendimento mais arrojado, com o qual todos têm de se comprometer, acreditar, deixar de ser um torcedor para entrar em campo e “suar a camisa” por aquilo em que se acredita. E como é que podemos, com nossas limitações e fraquezas, sermos parceiros de Deus nesse projeto tão arrojado, que plenifica e ao mesmo tempo transcende, qualquer empreendimento humano?
O evangelho responde em seu início, logo que Jesus sai da sinagoga e vai á casa de Simão, onde os discípulos correm para lhe falar que a sogra de Pedro estava acamada e com muita febre. Era uma pessoa debilitada, entregue ao desânimo, que muitas vezes chega à vida de alguém, que doença seria essa? O comodismo e o desânimo, o egocentrismo, a indiferença na relação com as pessoas, nas comunidades cristãs há pessoas assim, que precisam de ajuda, para cair na realidade. Jesus não diz uma só palavra, mas apenas estende a mão e a ajuda a levantar-se do seu leito. Como é bom quando sentimos que o outro nos estende a mão, em um grandioso gesto de ajuda...
Como é bom agarrar com firmeza a mão amiga, que nos permite levantar e dar a volta por cima, diante de tantas situações difíceis da nossa vida.Amor que se traduz em gestos de solidariedade, um toque de mão que transmite segurança, afeto, ânimo e esperança, sem muito ritual pomposo, sem êxtases arrebatadores. Como resultado desse gesto de ajuda, a mulher se levanta a febre a deixa e agora se põe a servir a comunidade. É na oração íntima com Deus Pai, que Jesus de Nazaré fortalece a sua missão, cumprindo a vontade daquele que o enviou, pois sem a oração, a nossa igreja seria apenas um Posto de atendimento de serviço religioso ou balcão de Sacramentos.
É na oração que acontece este colóquio com o Pai, aonde vai se descortinando para nós a plenitude do Reino, que humildemente vamos construindo com gestos simples como o de Jesus, capaz de erguer as pessoas que estão ao nosso lado.
Os discípulos, encantados com o carisma e o Poder do mestre, querem urgentemente abrir um “pequeno negócio”, um salãozinho de fundo de quintal, onde eles teriam naturalmente o monopólio sobre Jesus e seus milagres, mas o Mestre pensa grande, ele não veio para que as pessoas o buscassem, mas para ir ao encontro delas, curando de suas enfermidades e as libertando dos males físicos e espirituais, como um sinal da libertação plena.
É esse o Cristo que devemos anunciar como Igreja missionária, pois qualquer outra imagem diferente da que nos apresenta o evangelho, seria apenas uma caricatura grotesca, uma cópia falsificada de um mero “Salvador da Pátria”, desses que vez ou outra, o povo gosta de aclamar como Rei...
José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa
Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail cruzsm@uol.com.br
2. Início do ministério de Jesus
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por José Raimundo Oliva - e disponibilizado no Portal Paulinas)
Marcos, em seu evangelho, marca o início do ministério de Jesus com duas narrativas de milagres, articuladas entre si, as quais caracterizam a nova prática vivida por Jesus. A saída da sinagoga, onde havia um espírito impuro, é, logo, seguida da entrada na casa de Simão Pedro e André. Com a concisa afirmação "logo que saíram da sinagoga, foram... para a casa de Simão...", Marcos indica que Jesus abandona a sinagoga, e seu ministério se dá em um novo espaço, na casa. É a casa o lugar onde se reúne a nova comunidade e que se torna o centro de irradiação da missão. Depois disso, a presença de Jesus nas sinagogas é mencionada apenas três vezes: para expulsar os demônios, para questionar a prática excludente farisaica e para revelar qual é a verdadeira sabedoria de Deus. A sinagoga é o lugar onde Jesus encontra os espíritos impuros. A casa, com a mulher libertada de seu abatimento, é o lugar do serviço característico das novas comunidades. A presença de Deus, agora, não está aprisionada no único Templo em Jerusalém (destruído no ano 70), nem nos espaços de culto das sinagogas que acompanhavam os judeus no interior da Judeia, ou dispersos fora dela.
Com Jesus, Deus está presente no coração da vida, na casa, onde se reúne a família e que é centro de produção artesanal ou agrícola para as trocas necessárias para a sobrevivência. A casa é lugar de encontro vital, de iniciativas, de irradiação e comunhão de vida, em qualquer região, em qualquer povo. Nos Atos dos Apóstolos também se evidencia este deslocamento do eixo da sinagoga para as casas. São as "igrejas domésticas" das primeiras comunidades. A comunicação da vida plena, por Jesus, se dá no convívio diário, nas relações fraternas cheias de amor, seja no ambiente familiar, seja em uma comunidade mais abrangente.
O evangelista, ao insistir em muitas curas e exorcismos, tem a intenção de remover do leitor a visão de Jesus como um milagreiro. Pelas características variadas destas narrativas de milagres, o leitor começa a perceber o seu sentido simbólico. Em sua essência elas indicam o contraste maior existente entre a proposta libertadora e vivificante de Jesus e a proposta opressora e excludente da sinagoga e da tradição do Templo, em um contexto de carências e sofrimento do povo. O povo acorre a Jesus que, depois de atendê-lo, retira-se, de madrugada para orar. Querem retê-lo junto a si. Jesus o rejeita, decidido a ir anunciar sua mensagem libertadora e vivificante por toda a Galileia. A primeira leitura retrata, na pessoa de Jó, o sofrimento de um pobre excluído. O livro de Jó revela que o sofrimento não é castigo de Deus, conforme se afirmava na Doutrina da Retribuição, mas resulta, principalmente, da injustiça dos poderosos deste mundo. Na segunda leitura Paulo faz apologia de sua dedicação à pregação do evangelho.
Oração
Pai, faze minha vida espelhar-se no testemunho de Jesus, o primeiro a pôr em prática seus próprios ensinamentos, mostrando como é possível vivenciá-los.
3. VENCENDO O MAL
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).
O Reino anunciado por Jesus provocou as forças do mal, que reagiram de imediato. Sua pregação desmascarava a malignidade de tudo quanto redundava em escravidão para o ser humano e o impedia de se realizar e ser feliz. Jesus se sabia destinado a libertar os oprimidos e escravizados pelo poder do mal.
Evidentemente, o processo de libertação não era fácil. Por um lado, os opressores não queriam abrir mão de suas intenções e métodos. Por outro lado, os oprimidos acabavam por se acostumar à sua situação, já não fazendo mais caso dela.
A libertação começava quando o escravo do mal se insurgia contra sua situação, com a ajuda de Jesus. Tratava-se de uma terrível luta interior! Às vezes, se pensava que a presença de Jesus só servisse para perturbar. Ele, porém, não se deixava intimidar. Sua presença purificava o ser humano dos espíritos imundos que o flagelavam e contaminavam. Livres de toda escravidão, os que tinham sido beneficiados por Jesus tornavam-se sinal do poder efetivo do Reino.
Toda a vida de Jesus foi perpassada de luta contra as forças do mal. Com sua palavra, ele as desarticulava, fazendo o Reino dar seus frutos na história humana. Jesus não cruzava os braços ao se deparar com quem era vítima do mal e do pecado. Sua presença fazia o dinamismo libertador do Reino entrar em ação.
Oração
Senhor Jesus, afasta para longe de mim o mal que me impede de ser livre e de fazer-me servidor do Reino.
Recomendamos
visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço
- http://www.paulinas.org.br/diafeliz/evangelho.aspx - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe
a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho
as orientações de como fazer a LEITURA
ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho
do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida.
Ideal para Estudos Bíblicos diários. |
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COMO ADQUIRIR O Folheto Dominical - O POVO DE DEUS:
Folheto Litúrgico Povo de Deus em São Paulo
Semanário litúrgico da Arquidiocese de São Paulo
Este folheto litúrgico, há 34 anos, tem a missão não penas de ser um rico subsídio para os cristãos participarem do ápice da sua fé, a santa missa, mas também promover a unidade dos católicos nas celebrações dominicais da Arquidiocese e de outras paróquias que assinam o folheto.
O Povo de Deus em São Paulo também é um rico canal de comunicação dos principais eventos da Igreja Particular de São Paulo, bem como mais um canal de diálogo do arcebispo, cardeal dom Odilo Scherer, com o povo desta grande cidade.
Atualmente são produzidos 70 mil folhetos por domingo. As assinaturas são feitas para o período do ano litúrgico, a começar do Advento.
Contato
Folheto Litúrgico Povo de Deus em São Paulo
Publicação da Mitra Arquidiocesana de São Paulo
Endereço: Av. Higienópolis, 890 - São Paulo - SP
CEP: 01238-000
Tel.: (11) 3826-0133
Diretor: Côn. Antônio Aparecido Pereira
Redator: Pe. Valeriano dos Santos Costa
Ilustrador: Marco Funchal - (11) 5071-3808
Diagramador: Eduardo Cruz (ramal 219)
Assinaturas: Luana Oliveira (ramal 216)
E-mail: povodedeus@input.com.br
Impressão: Atlântica |
QUE DEUS ABENÇOE
A TODOS NÓS!
Oh! meu Jesus, perdoai-nos,
livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!Graças e louvores
se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!
Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!
Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".
( Salmos )
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