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RELIGIÃO CATÓLICA
EVANGELHO DO DIA DA SEMANA

Evangelho do Dia Liturgia da Palavra
LEITURAS DIÁRIAS DA SEMANA

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Sex, 19 Dezembro

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Sáb, 20 Dezembro
DOMINGO, 21 Dezembro
Seg, 22 Dezembro
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Qui, 25 Dezembro
Sex, 26 Dezembro
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Folheto Dominical - PULSANDINHO - Arquidiocese de Apucarana - PR:
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Folheto Dominical - O POVO DE DEUS - Arquidiocese de S ão Paulo - SP:
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CRÉDITOS DEVIDOS NESTA PÁGINA


Leituras, Homilias, Comentários, Figuras e Histórias dos Santos e Santas do Dia:

Liturgia Diária Completa: Portal Dom TotalSanto do Dia: Canção Nova

Comentários do Evangelho e Figuras Litúrgicas:

Evangelho Diário: Paulinas - http://www.paulinas.org.br/diafeliz/evangelho.aspx

Comentaristas do Evangelho

Diácono José da Cruz
Diácono Permanente – José da Cruz - nascido em 25/11/1951. Ordenado pelo Bispo D.José Lamberte em 01 de Novembro de 1991 na Paróquia São João Batista e Imaculada Conceição, aonde atuou desde a ordenação até 31 de Janeiro de 1997, trabalhando com dois Párocos Pe... - (clique aqui para conhecer melhor o Diácono)
José Raimundo OlivaCarlos Alberto Contieri, sj
Formado em Engenharia pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, teólogo pela Escola Dominicana de Teologia de São Paulo, licenciado em Filosofia, Psicologia e Sociologia pela Universidade Católica de Pernambuco. Integra um grupo de formação extensiva do CEBI (Centro de Estudos Bíblicos) de Pernambuco, exercendo assessoria em comunidades e grupos.
José Raimundo OlivaProf. Dr. Padre Jaldemir Vitório
Doutor em exegese bíblica pela a Gregoriana de Roma. Atualmente Pe. Vitório é o reitor da FAJE (Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia) em Belo Horizonte - MG.
Padre Carlos Alberto Contieri, SJPadre Carlos Alberto Contieri, SJ
Procurador da Congregação Provincial do Brasil Centro-Leste, Diretor do Pateo do Colégio e Embu das Artes; Coordenador da Área do Apostolado Intelectual e Ensino Superior e Membro do Conselho Apostólico da Província.

Liturgia da Sexta-Feira — 19.12.2014

Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Dolorosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

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— Santo Urbano V

Nascido em 1310, no castelo de Grisac, nas Cevenas, França, Guilherme de Grimoard, filho do cavaleiro do mesmo nome e de Anfelisa de Montferrand, mostrou-se desde a infância hostil a toda frivolidade. Vendo-o fugir dos jogos próprios da sua idade e recolher-se à capela, sua mãe dizia: “Eu não o compreendo; mas, enfim, basta que Deus o compreenda”. Entrou na abadia beneditina de Chirac, perto de Mende; proferiu os votos no convento de S. Vítor de Marselha e, a seguir, entrou na Congregação de Cluny. Formou-se em Direito Canônico em outubro de 1342; ensinou nas Universidades de Toulouse, Montpellier, Paris e Avignon; exerceu as funções de Vigário Geral em Clermon e Uzés; foi nomeado Abade de S. Germano de Auxerre em 13 de fevereiro de 1352 e, no dia 26 de julho do mesmo ano, Clemente VI nomeou-o Legado Pontifício na Lombardia. Mais tarde, sendo Abade de S. Vítor de Marselha, foi encarregado da mesma missão no reino de Nápoles, por Inocêncio VI.

Os Papas residiam em Avignon (Avinhão), mas já pensavam em voltar para Roma; para preparar esse regresso, Guilherme desenvolvia grande atividade diplomática na Itália. Nos fins de 1362, sucedeu a Inocêncio VI, com o nome de Urbano V, sendo um dos sete Papas que, de 1309 a 1377, residiram em Avignon. O seu Pontificado assinalou-se pelo envio de missionários para as Índias, a China e a Lituânia; pela pregação de uma nova cruzada; pelo apoio que deu aos estudos eclesiásticos, e por diversas reformas que levou a efeito na administração da Igreja. Depois de renovar a excomunhão pronunciada por Inocêncio VI contra Pedro IV, rei de Castela, assassino de sua mulher e polígamo, autorizou Henrique de Trastâmara, seu irmão, a destroná-lo. Convidou ao mesmo tempo Du Guesclin e as suas “companhias brancas” a prestar-lhe auxílio, assegurando assim o êxito dessa revolução dinástica.

Em 1367, Urbano V entendeu que tinha chegado o momento de regressar a Roma. No dia 19 de maio, embarcou em Marselha, acompanhado de vinte e quatro galeras; no dia 3 de junho, desembarcou em Corneto e em 16 de outubro fez a entrada triunfal na Cidade Eterna. Não conseguiu, porém, manter-se, apesar dos protestos de Santa Brígida, que lhe previu morte próxima se voltasse. Mas voltou no dia 26 de setembro de 1370, regressando a Avignon, onde morreu em 19 de dezembro seguinte, revestido do hábito beneditino. Tempos antes, tinha-se mudado para casa de seu irmão, por não desejar acabar a vida num palácio. Por sua ordem, as portas dessa casa mantinham-se abertas, a fim de que todos pudessem entrar livremente e ver “como morre um Papa”.

Santo Urbano V, rogai por nós!


III SEMANA DO ADVENTO
( ROXO, CREIO, PREFÁCIO DO ADVENTO II – OFÍCIO DO DIA )

Antífona de entrada:
Aquele que há de vir chegará sem demora: já não haverá mais temor entre nós, porque ele é o nosso salvador (Hb 10,37).

Oração do dia
Ó Deus, que revelastes ao mundo o esplendor da vossa glória pelo parto virginal de Maria, dai-nos venerar com fé pura e celebrar sempre com amor sincero o mistério tão profundo da encarnação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Juízes 13,2-7.24-25)
Leitura do livro dos Juízes.

13 2 Ora, havia em Sorá um homem da família dos danitas, chamado Manué. Sua mulher, sendo estéril, não tinha ainda gerado filhos.
3 O anjo do Senhor apareceu a esta mulher e disse-lhe: “Tu és estéril, e nunca tiveste filhos; mas conceberás e darás à luz um filho.
4 Toma, pois, muito cuidado; não bebas doravante nem vinho, nem bebida forte, e não comas coisa alguma impura, porque vais conceber e dar à luz um filho.
5 A navalha não tocará a sua cabeça, porque esse menino será nazareno de Deus desde o seio de sua mãe, e será ele quem livrará Israel da mão dos filisteus”.
6 A mulher foi ter com o seu marido: “Apresentou-se a mim um homem de Deus, disse ela, que tinha o aspecto de um anjo de Deus, em extremo terrível. Não lhe perguntei de onde era, nem ele me deu o seu nome,
7 mas disse-me: ‘Vais conceber e dar à luz um filho; não bebas, pois, nem vinho nem bebida forte e não comas coisa alguma impura, porque esse menino será nazareno desde o seio de sua mãe até o dia de sua morte’.
24 Ela deu à luz um filho e pôs-lhe o nome de Sansão. O menino cresceu e o Senhor o abençoou.
25 E o Espírito do Senhor começou a incitá-lo, em Mahanê-Dã, entre Sorea e Estaol.
- Palavra do Senhor!
- Graças a Deus.

Salmo responsorial 70/71

Minha boca se encha de louvor,
para que eu cante vossa glória.

Sede uma rocha protetora para mim,
um abrigo bem seguro que me salve!
Porque sois a minha força e meu amparo,
o meu refúgio, proteção e segurança!
Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio.

Porque sois, ó Senhor Deus minha esperança,
em vós confio desde a minha juventude!
Sois meu apoio desde antes que eu nascesse,
desde o seio maternal, o meu amparo.

Cantarei vossos portentos, ó Senhor,
lembrarei vossa justiça sem igual!
Vós me ensinastes desde minha juventude,
e até hoje canto as vossas maravilhas.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Ó raiz de Jessé, sinal das nações: oh, vinde livrar-nos e não tardeis mais!


EVANGELHO (Lucas 1,5-25)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

1 5 Nos tempos de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote por nome Zacarias, da classe de Abias; sua mulher, descendente de Aarão, chamava-se Isabel.
6 Ambos eram justos diante de Deus e observavam irrepreensivelmente todos os mandamentos e preceitos do Senhor.
7 Mas não tinham filho, porque Isabel era estéril e ambos de idade avançada.
8 Ora, exercendo Zacarias diante de Deus as funções de sacerdote, na ordem da sua classe,
9 coube-lhe por sorte, segundo o costume em uso entre os sacerdotes, entrar no santuário do Senhor e aí oferecer o perfume.
10 Todo o povo estava de fora, à hora da oferenda do perfume.
11 Apareceu-lhe então um anjo do Senhor, em pé, à direita do altar do perfume.
12 Vendo-o, Zacarias ficou perturbado, e o temor assaltou-o.
13 Mas o anjo disse-lhe: “Não temas, Zacarias, porque foi ouvida a tua oração: Isabel, tua mulher, dar-te-á um filho, e chamá-lo-ás João.
14 Ele será para ti motivo de gozo e alegria, e muitos se alegrarão com o seu nascimento;
15 porque será grande diante do Senhor e não beberá vinho nem cerveja, e desde o ventre de sua mãe será cheio do Espírito Santo;
16 ele converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus,
17 e irá adiante de Deus com o espírito e poder de Elias para reconduzir os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, para preparar ao Senhor um povo bem disposto”.
18 Zacarias perguntou ao anjo: “Donde terei certeza disto? Pois sou velho e minha mulher é de idade avançada”.
19 O anjo respondeu-lhe: “Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para te falar e te trazer esta feliz nova.
20 Eis que ficarás mudo e não poderás falar até o dia em que estas coisas acontecerem, visto que não deste crédito às minhas palavras, que se hão de cumprir a seu tempo”.
21 No entanto, o povo estava esperando Zacarias; e admirava-se de ele se demorar tanto tempo no santuário.
22 Ao sair, não lhes podia falar, e compreenderam que tivera no santuário uma visão. Ele lhes explicava isto por acenos; e permaneceu mudo.
23 Decorridos os dias do seu ministério, retirou-se para sua casa.
24 Algum tempo depois Isabel, sua mulher, concebeu; e por cinco meses se ocultava, dizendo:
25 “Eis a graça que o Senhor me fez, quando lançou os olhos sobre mim para tirar o meu opróbrio dentre os homens”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Sobre as oferendas
Ó Deus, olhai com bondade o pão e o vinho que trazemos ao vosso altar, e o vosso poder consagre o que em nossa pobreza apresentamos. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão:
Do alto, o sol nascente virá nos visitar, guiar os nossos passos no caminho da paz (Lc 1,78s).

Depois da comunhão
Deus todo-poderoso, dando-vos graças pelos dons recebidos, fazei-nos desejar o que em breve nos dareis. Assim acolheremos com o coração puro o nascimento do nosso salvador, que vamos celebrar. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Quem faz a historia acontecer...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Hoje em dia muitos aposentados ainda trabalham na própria empresa onde se aposentaram ou mesmo na economia formal, visando melhorar o seu orçamento, mas na verdade, embora fazendo parte da população ativa, acabam eles próprios se colocando á margem da história, e quando ouvem falar de alguma luta ou confronto, dizem cheios de recordações: "Ah no meu tempo que era bom, eu fazia isso, fazia aquilo, ajudei nesse projeto, lutei para conquistar tal coisa, agora me aposentei pois a idade chegou e só estou quebrando um galho, outros até dizem que mudaram de nome, passando-se a chamar "Jaque" , Já que está aí sem fazer nada, vai fazer isso ou aquilo...Nos Países mais desenvolvidos, ou nos do Oriente, o idoso tem seu valor e jamais fica á margem da sociedade. Zacarias e Isabel eram idosos e nem tinham filhos, já estavam na "Quarta Idade", desfrutando de uma velhice sossegada, assistindo a história que os outros estavam fazendo mas Deus pensa e age diferente...

De meros assistentes passaram a protagonistas da história da Salvação, com eles e neles vai começar uma nova história, a mais bela que a Humanidade ouviu contar e fazer parte, irão gerar aquele que irá ser o Precursor do Grande Messias. Avançado em idade, sem muita perspectiva de vida, e sem muitos planos a não ser o de viver bem cada dia, Zacarias toma um grande susto quando entra no Santo dos Santos para cumprir sua escala na oferta de incenso diante do altar e tem uma visão, não se assusta tanto com a Visão mas sim com o que ela anuncia.

"Será que Deus não está equivocado! Senhor Anjo, já sou aposentado e não espero mais nada da vida, inclusive eu e a minha esposa Isabel nem temos Filhos, se tivéssemos poderíamos até esperar alguma coisa nova, mas nem isso temos...." Foi mais ou menos essa a réplica do Velho Zacarias, que o evangelista resumiu em poucas palavras. Que contribuição nossos idosos podem dar á nossa história? Será que ainda poderão fazer algo de novo, causando espanto nas Geração Y que acabou de sair das fraldas? Para a sociedade de consumo não!

Mas Deus sempre apostou nos pequenos e excluídos da sociedade, chamou-os para fazerem a história, e assim aconteceu com Zacarias e sua esposa Isabel. A Mudez é o simbolismo de uma apatia que para Deus não existe. Mudo é quem nada tem a dizer, a sugerir, a opinar. Por que irão querer a opinião de um pequeno ou de um idoso? Eles não são importantes... A mudez do velho Zacarias não é castigo como o próprio texto sugere, antes, é uma constatação de como um idoso é insignificante para o sistema, inclusive o Religioso.

Zacarias só irá falar no tempo oportuno, quando Deus tiver realizado as promessas, para que ninguém dê margem á desconfiança. A gravidez de Isabel confirma que Deus já está agindo, uma criança em um útero seco e estéril, eis a obra de Deus e o prenúncio feliz do que Jesus irá realizar, arrancando o homem da secura da morte do pecado, e chamando-o para viver á luz da Graça de Deus.

Os que antes eram humilhados, Zacarias e Isabel, por serem velhos e estéreis, e nem ter tido a graça de gerar um Filho., agora se tornam sinais inequívocos da ação Divina. Nós também somos de certa forma um ÚLTERO SECO, incapazes de gerar a Vida nova, entretanto, em Jesus e seu Espírito que habita em nós, damos a volta por cima, e vivificados geramos nova Vida no que pensamos e fazemos, da mudez das nossas impossibilidades, abrimos a boca maravilhados para reconhecer as maravilhas que o Senhor em nós realizou.

2. A revelação da fidelidade de Deus
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Carlos Alberto Contieri, sj - e disponibilizado no Portal Paulinas)

O sincronismo histórico é um dos traços característicos dos relatos da infância de Lucas. Ele visa situar o evento da salvação na história da humanidade. O anúncio do nascimento de João Batista é feito a Zacarias, no Templo de Jerusalém.

Na apresentação dos pais de João, Lucas observa que ambos eram justos, isto é, eles seguiam em tudo os mandamentos e os preceitos da Lei de Deus. Lucas observa, ainda, que, não tinham filhos. Observação importante porque, para Dt 28, 1-14, a bênção dos filhos era a consequência do cumprimento irrepreensível dos mandamentos da Lei do Senhor. Contradição? Deus não cumpre o que promete? O anúncio do anjo a Zacarias é a revelação da fidelidade de Deus.

O que Deus diz ou promete, ele cumpre. A mudez de Zacarias não é somente sinal de sua incredulidade, mas, para o povo que o aguardava do lado de fora do santuário, será um sinal da intervenção de Deus.

ORAÇÃO
Pai, atendendo à oração de Zacarias, manifestaste tua misericórdia para com o justo sofredor. Sê também benévolo diante das nossas angústias.

3. A ORAÇÃO ATENDIDA
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).

Zacarias serviu-se da ocasião oferecida pelo serviço sacerdotal desempenhado no templo de Jerusalém para abrir seu coração a Deus, confessando-lhe a angústia de morrer sem deixar descendência. Sendo ele e sua mulher de idade avançada, com o agravante da esterilidade de Isabel, seria ingênuo imaginar que alguma novidade pudesse acontecer. Restava-lhes somente conformar-se com o opróbrio que lhes competia suportar.

O sofrimento do casal Zacarias e Isabel tinha tudo a ver com o sofrimento do justo. Ambos eram irrepreensíveis na sua conduta religiosa. Nem um só mandamento ou preceito escapava de seu empenho de fidelidade a Deus. Por que, então, se abatera sobre eles a maldição de estarem fadados a morrer sem deixar descendência?

A oração do justo, feita do mais profundo de sua dor, foi devidamente ouvida por Deus. O anjo do Senhor anuncia a Zacarias o nascimento de um filho, ao qual será dado o nome de João. Repleto do Espírito Santo, ser-lhe-ia confiada uma missão grandiosa: reconduzir os filhos de Israel para Deus, de modo a prepará-lo para acolher a salvação que Deus reservara à humanidade, por meio de seu Messias.

A superação da ignomínia dos justos – Zacarias e Isabel – foi além de suas expectativas. A misericórdia que lhes fora manifestada era um aspecto da benevolência mais ampla que o Pai reservara a toda a humanidade.

Oração
Pai, atendendo à oração de Zacarias, manifestaste tua misericórdia para com o justo sofredor. Sê também benévolo diante das nossas angústias.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://www.paulinas.org.br/diafeliz/evangelho.aspx - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia do Sábado — 20.12.2014

Terço do Rosário: Mistérios Gozosos (clique aqui...)
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— São Domingos de Silos - sacerdote

Os santos da Igreja de Cristo foram verdadeiros luzeiros para o mundo, pois levaram com sua vida e palavras a Luz do Mundo que é Jesus Cristo. São Domingos nasceu em Cañas, vila da província de Navarra (Espanha), isto no ano 1000, dentro de uma humilde família cristã.

Quando o pai do pastorinho de ovelhas Domingos enxergou a inclinação do filho para os estudos religiosos, tratou logo de encaminhar Domingos para a formação que o levou – por vocação – ao Sacerdócio. Ordenado Sacerdote, passou mais de um ano na família e depois viveu dezoito meses na solidão. Com o passar do tempo entrou para a família beneditina, ingressando no mosteiro de Santo Emiliano, onde logo foi feito mestre dos noviços pelo abade do mosteiro. Em seguida, foi encarregado de restaurar o priorado de Santa Maria de Cañas. Após isso, foi feito prior do mosteiro de Santo Emiliano. Um dia, o príncipe de Navarra, sem dinheiro para as suas guerras, veio ao mosteiro exigir uma contribuição exorbitante. Os monges estavam dispostos a ceder, mas o prior deu uma recusa humilde e categórica. Fugindo da vingança do príncipe, Domingos exilou-se em Burgos onde Fernando Magno, rei de Castela e Aragão, recebeu o fugitivo em seu palácio. São Domingos retirou-se, todavia, para um eremitério fora da cidade. O rei pensou então no mosteiro de São Sebastião de Silos, quase abandonado, e deu-o ao recém-chegado, a 14 de janeiro de 1041.

Na Ordem de São Bento, São Domingos de Silos descobriu seu chamado a uma contemplação profunda e ações que salvassem almas, sendo assim recebeu de um anjo em sonho a promessa de 3 coroas que significavam: uma por ter abandonado o mundo mal e se ter encaminhado para a vida perfeita; outra por ter construído Santa Maria de Cañas e ter observado castidade perfeita; e a terceira pela restauração de Silos. De fato, esta última coroa se realizou perfeitamente, pois durante os 30 anos de pai (abade) no mosteiro de São Sebastião em Silos, este local tornou-se centro de cultura e cenáculo de evangelização para a Igreja e o Mundo. O abade de Silos faleceu a 20 de dezembro de 1073, entre os seus numerosos filhos espirituais e assistido pelo Bispo de Burgos. Foi sepultado no claustro.

São Domingos amado pelo povo e respeitado por reis e rainhas, operou em vida e também depois da morte muitos milagres, os quais provaram com clareza o quanto se encontra no Céu tão íntimo, quanto buscava ser aqui na terra. Em 1076, o Bispo de Burgos transferiu o corpo de São Domingos para a igreja de São Sebastião. E a abadia foi perdendo pouco a pouco o nome de São Sebastião para adotar o de São Domingos.

São Domingos de Silos, rogai por nós!


III SEMANA DO ADVENTO
( ROXO, PREFÁCIO DO ADVENTO II – OFÍCIO DO DIA )

Antífona de entrada:
Um ramo brotará da raiz de Jessé, a glória do Senhor encera a terra inteira, e toda criatura verá a salvação de Deus (Is 11,1; 40,5; Lc 3,6).

Oração do dia
Senhor Deus, ao anúncio do anjo, a virgem imaculada acolheu vosso Verbo inefável e, como habitação da divindade, foi inundada pela luz do Espírito Santo. Concedei que, a seu exemplo, abracemos humildemente a vossa vontade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Isaías 7,10-14)
Leitura do livro do profeta Isaías.

Naqueles dias, 7 10 o Senhor disse ainda a Acaz:
11 "Pede ao Senhor teu Deus um sinal, seja do fundo da habitação dos mortos, seja lá do alto".
12 Acaz respondeu: "De maneira alguma! Não quero pôr o Senhor à prova".
13 Isaías respondeu: "Ouvi, casa de Davi: Não vos basta fatigar a paciência dos homens? Pretendeis cansar também o meu Deus?
14 Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco".
- Palavra do Senhor!
- Graças a Deus.

Salmo responsorial 23/24

O Senhor vai entrar, é o rei glorioso!

Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra,
o mundo inteiro com os seres que o povoam;
porque ele a tornou firme sobre os mares
e, sobre as águas, a mantém inabalável.

“Quem subirá até o monte do Senhor,
quem ficará em sua santa habitação?”
“Quem tem mãos puras e inocente coração,
quem não dirige sua mente para o crime.

Sobre este desce a bênção do Senhor
e a recompensa de seu Deus e salvador”.
“É assim a geração dos que o procuram
e do Deus Israel buscam a face”.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Ó chave de Davi, que abre as portas do reino eterno: oh, vinde e livrai do cárcere o preso, sentado nas trevas!


Evangelho (Lucas 1,26-38)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

1 26 No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
27 a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria.
28 Entrando, o anjo disse-lhe: "Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo".
29 Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação.
30 O anjo disse-lhe: "Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.
31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.
32 Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó,
33 e o seu reino não terá fim".
34 Maria perguntou ao anjo: "Como se fará isso, pois não conheço homem?"
35 Respondeu-lhe o anjo: "O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.
36 Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril,
37 porque a Deus nenhuma coisa é impossível".
38 Então disse Maria: "Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra". E o anjo afastou-se dela.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Sobre as oferendas
Aceitai, ó Deus, nós vos pedimos, este singular sacrifício que vos oferecemos para que, pela participação neste sacramento, recebamos os bens desejados que a fé nos faz esperar. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão:
O anjo disse à Maria: “Eis que conceberás e darás á luz um filho, e lhe porá o nome de Jesus” (Lc 1,31)

Depois da comunhão
Guardai, ó Deus, sob a vossa proteção, aqueles que alimentastes com o pão celestial, para que eles encontrem em vossos sacramentos a fonte da verdadeira paz. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. Eis aqui a Serva do Senhor
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Reporto-me a bela pregação do Secretario Geral da CNBB D. Leonardo Steiner no Seminário de Aparecidinha - Sorocaba na manhã da Quarta Feira 07 de dezembro, falando aos presbíteros em um encontro de avaliação e planejamento, onde foi aprofundado o tema das DGAE número 94, sendo este evangelho proclamado ele retomou a expressão "Eis aqui a Serva do Senhor", onde os quadros alusivos a este momento sublime, apresentam Maria com os braços abertos na bela atitude de quem acolhe o Verbo e se torna para sempre a Ele submissa.

Vemos a anunciação do Anjo e a encarnação de Jesus como um momento na História da Salvação, parece que aconteceu há dois mil anos atrás, envolvendo a mocinha Maria de Nazaré, quando na verdade ali está a Humanidade, o Povo que alimentava no coração a grande esperança de um Messias Salvador e Libertador, a estes que crêem, o anúncio e a encarnação é um processo dinâmico, como foi na Vida inteira de Maria, da Manjedoura aos pés da Cruz, em cada um daqueles acontecimentos muitas vezes misteriosos e aparentemente sem significado, Maria guardava n o coração e renovava com coragem e fidelidade o seu SIM.

Portanto, antes de gestar Jesus em seu ventre imaculado, Maria o tinha presente no coração onde todos os dias, na renovação do seu SIM , o Salvador ia nascendo e renascendo.

Do mesmo modo, nós como Igreja presente no mundo, devemos na Fé renovar o nosso SIM a Deus, falado solenemente pelos nossos pais e padrinhos e guardadas as devidas proporções, tanto quanto em MARIA,  em nossa Vida de Fé esse processo encarnatório vai acontecendo um pouco todos os dias. Claro que esbarramos sempre em nossos limites e fragilidades que Maria superou quando expos a sua fragilidade humana "Não conheço homem algum, como isso vai acontecer?“.

Na comunidade há muitos obstáculos a serem superados e desafios a serem vencidos, não é proibido questionar, o que não pode é insistirmos em se cumprir a nossa Vontade, deixando a confiança em Deus de lado.

2. A fé não se faz de certezas
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Carlos Alberto Contieri, sj - e disponibilizado no Portal Paulinas)

Ainda que figurem nas primeiras páginas do evangelho segundo Lucas os relatos da infância, dos quais nosso texto do evangelho de hoje é parte, foram os últimos escritos do evangelho. Eles são fruto da compreensão e do aprofundamento da fé pascal e, por isso, de uma teologia mais elaborada.

O anúncio do anjo a Maria e o diálogo entre eles visam enfatizar a iniciativa de Deus na encarnação do verbo. A iniciativa de Deus, no entanto, quis contar com o consentimento livre da jovem Maria, que é apresentada como “a que recebeu o favor de Deus” (v. 28).

O favor ou a graça de Deus a Maria consiste no fato de Elegê-la, segundo a carne, mãe do seu Filho único. Nem a esterilidade de Isabel nem a pouca idade de Maria, ou a sua virgindade, são obstáculos para que Deus realize o seu plano de amor em favor de toda a humanidade.

A fé não se faz de certezas, mas em meio a dúvidas e, apesar delas, na confiança inabalável na Palavra de Deus. Maria é apresentada como aquela que escuta, confia e se engaja plenamente na realização da vontade de Deus. Nisso ela é modelo do discípulo e da Igreja.

ORAÇÃO
Pai, dá-me a graça de ser fiel a ti, como Maria, a perfeita discípula que soube discernir a tua santa vontade, e se mostrar solícita em realizá-la.

3. ALEGRA-TE, CHEIA DE GRAÇA
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).

A saudação do anjo Gabriel surpreendeu Maria. Quem era ela senão uma humilde habitante de Nazaré, cidade sem importância das montanhas da Galiléia? Mulher sem maiores pretensões do que a de ser fiel a Deus; uma virgem já prometida em casamento a José, mas sem viver conjugalmente com ele, conforme as tradições de seu povo? Afinal, que méritos tinha para ser uma “agraciada”, “plena da graça” divina?

Maria estava longe de compreender o projeto de Deus a seu respeito. Sua humildade de mulher simples do interior não lhe permitia pensar grandes coisas a respeito de si mesma. Quiçá tenha sido este o motivo por que fora escolhida por Deus para ser mãe do Messias. Livre de toda forma de orgulho e autosuficiência, Maria podia abrir seu coração para receber a graça de Deus que haveria de torná-la templo do Espírito Santo. Ela tornou-se objeto da atenção divina, no seu anseio de salvar a humanidade. Deus queria contar com alguma pessoa disposta a se tornar “escrava do Senhor”, e permitir que a vontade divina acontecesse em sua vida, sem objeções.
Foi para Maria que se voltaram os olhares de Deus!

Tudo quanto o anjo comunicara a Maria era grande demais para o seu entendimento, e superava sua capacidade de pô-lo em prática. Abriu-se para ela uma perspectiva nova, ao lhe ser prometida a assistência do Espírito Santo. Este seria a força que lhe permitiria levar a bom termo a missão divina que lhe fora comunicada pelo anjo.

Oração
Pai, plenifica-me com tua graça, como fizeste com Maria, de forma que eu possa ser fiel como ela ao teu desígnio de salvação para a humanidade.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://www.paulinas.org.br/diafeliz/evangelho.aspx - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


Liturgia do Domingo — 21.12.2014

Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gloriosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

NOTAS IMPORTANTES

Visite a página WEB TV e WEB RÁDIO. Clique aqui...

Nota_01: Para complementar os estudos da Liturgia dos Domingos - visite as páginas Homilias_e_Sermões e Roteiro_Homilético - pois elas contém um estudo detalhado das Leituras do Domingo, posicionando-as no tempo, indicando as origens das palavras e das idéias implícitas nos textos bíblicos. Ideal para Catequistas, Ministros da Palavra, Líderes de Grupo de Estudo Bíblico e Leigos interessados em conhecer, estudar e praticar a Palavra de Deus.
Nota_02: Publicamos aqui na página do Evangelho do NPDBRASIL a Liturgia Diária e Dominical resumida. Você pode baixar os folhetos completos da Missa de Domingo de duas fontes diferentes: PULSANDINHO da Arquidiocese de Apucarana - PR e O POVO DE DEUS da Arquidiocese de São Paulo - SP, conforme está indicado na Seção Download de Folhetos Dominicais - no início e no final desta página.


— São Pedro Canísio, primeiro jesuíta alemão

São Pedro Canísio nasceu em Nimega, atual Holanda, mas então parte da Alemanha naquele tempo. Isto no ano de 1521. Canísio é a latinização de Kanijs. Seu pai foi prefeito de Nimega e encaminhou seu filho para estudar Direito.

Cursou estudos em Colônia e Lovaina para formar-se como advogado sem, no entanto, descuidar de sua espiritualidade (tendo em vista suas frequentes visitas ao Mosteiro dos Cartuxos). Descobrindo o seu chamado com o auxílio de um padre jesuíta, Pedro Canísio tornou-se o primeiro jesuíta alemão, tendo entrado na Companhia de Jesus em 1543. Recebeu a ordenação sacerdotal três anos mais tarde. Nesse mesmo ano publicou as obras de S. Cirilo de Alexandria, sendo o primeiro livro mandado imprimir por um jesuíta. Foi teólogo do Concílio de Trento e um grande pregador e professor. Exerceu a sua docência sobretudo em Inglostad, Viena, Augsburgo, Innsbruk e Munique. Organizou a sua Ordem na Alemanha, fazendo dela o instrumento valioso para a reforma católica contra o protestantismo. Foi um dos iniciadores da imprensa católica.

Profundo devoto da Santíssima Virgem, Pedro Canísio foi conselheiro de Príncipes, Núncios e Papas. Das 36 obras que compôs, as mais célebres são os seus três Catecismos (1555-1556 e 1558), largamente difundidos por toda a cristandade até o século XIX. O denominado “Catecismo Mayor”, em 221 perguntas e respostas, alcançou pelo menos 130 edições. O Papa Leão XIII chamou-lhe mesmo o “segundo Apóstolo da Alemanha, depois de S. Bonifácio”.

Faleceu em Friburgo, na Suíça, a 21 de dezembro de 1597. O Papa Pio XI canonizou-o a 21 de maio de 1925, declarando-o ao mesmo tempo Doutor da Igreja.

São Pedro Canísio, rogai por nós!


21.12.2014
4º Domingo do Advento — ANO B
( ROXO, CREIO, PREFÁCIO DO ADVENTO IIA – IV SEMANA DO SALTÉRIO )
__ “Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus” __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGELHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Estamos cada vez mais próximos do Natal. Neste sentido, a liturgia de hoje dirige o nosso olhar para o Anúncio do Anjo feito a Maria. Lembrando a sua espera, preparemo-nos para a novidade de Deus que chega até neste Natal. Bendigamos o Pai pela manifestação do seu Filho em nossa carne, fazendo com que toda a humanidade entre no dinamismo do seu amor e de sua fidelidade. Como Maria, somos convidados a nos alegrar, porque o Senhor está conosco, revelando-nos em Jesus Cristo todos os segredos do seu projeto de amor.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Em preparação para o Natal, a Igreja proclama nas leituras de hoje a anunciação e enaltece a Virgem Maria. Celebremos esta Eucaristia com o coração vibrante de amor e, imitando Maria, vivamos a vida inteira em ação de graças a Deus. E peçamos perdão por nossa dificuldade de amar.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: A catequese evangélica, como a paulina, preocupa-se em afirmar claramente que Jesus pertence à família real de Davi. Evidencia assim a existência concreta de Jesus e o cumprimento das promessas messiânicas. Deus coloca sua morada entre os homens e faz da humanidade seu templo: as pedras que o constituem são os homens do "sim" incondicional a Deus. Maria é a primeira pedra viva da casa de Deus entre os homens! No quarto e último Domingo do Advento, a Igreja se prepara para celebrar o Natal, proclamando a anunciação do Senhor e enaltecendo a figura da Virgem Maria como símbolo da humanidade que se abre ao mistério de Deus e acolhe o Redentor. Celebremos esta Eucaristia com o coração vibrante no Senhor, assim como cantou Maria seu hino de louvor e viveu uma vida inteira de ação de graças ao Senhor.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo, entoemos cânticos jubilosos ao Senhor!


JESUS, FILHO DE DAVI

ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://www.diocesedeapucarana.com.br/userfiles/pulsandinho/21-12-14.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/sites/arquidiocesedesaopaulo.pucsp.br/files/04%204%C2%BA%20Dom%20Advento_0.pdf


Antífona de entrada:
Céus, deixai cair o orvalho, nuvens, chovei o justo; abra-se a terra, e brote o Salvador! (Is 45,8)

Oração do dia
Derramai, ó Deus, a vossa graça em nossos corações para que, conhecendo pela mensagem do anjo a encarnação do vosso Filho, cheguemos, por sua paixão e cruz, à glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Comentário das Leituras: Davi teve a boa intenção de querer construir uma habitação para Deus, mas Deus recusou aquela proposta e, em vez de habitar em grandes construções, escolheu como habitação o seio de uma mãe, a Virgem Maria. Acolhamos o convite do salmista e de São Paulo para dar graças a Deus pelo mistério da Redenção que nos será revelado nas leituras que ouviremos. Ouçamos as leituras com especial atenção, para que possamos celebrar o Natal com o coração aquecido e disponível ao serviço do amor.

Primeira Leitura (2 Samuel 7,1-5.8-12.14.16)
Leitura do segundo livro de Samuel.

7 1 Ora, tendo o rei Davi acabado de instalar-se em sua residência, e tendo-lhe o Senhor dado paz, livrando-o de todos os inimigos que o cercavam,
2 disse ele ao profeta Natã: "Vê: eu moro num palácio de cedro, e a arca de Deus está alojada numa tenda!"
3 Natã respondeu-lhe: "Pois bem: faze o que desejas fazer, porque o Senhor está contigo!"
4 Mas a palavra do Senhor foi dirigida a Natã naquela mesma noite, e dizia:
5 "Vai e dize ao meu servo Davi: ´eis o que diz o Senhor: Não és tu quem me edificará uma casa para eu habitar.
8 Dirás, pois, ao meu servo Davi: eis o que diz o Senhor dos exércitos: eu te tirei das pastagens onde guardavas tuas ovelhas para fazer de ti o chefe de meu povo de Israel.
9 Estive contigo em toda parte por onde andaste; exterminei diante de ti todos os teus inimigos, e fiz o teu nome comparável ao dos grandes da terra.
10 Designei um lugar para o meu povo de Israel: plantei-o nele, e ali ele mora, sem ser inquietado, e os maus não o oprimirão mais como outrora,
11 no tempo em que eu estabelecia juízes sobre o meu povo. Concedo-te uma vida tranqüila, livrando-te de todos os teus inimigos. O Senhor anuncia-te que quer fazer-te uma casa.
12 Quando chegar o fim de teus dias e repousares com os teus pais, então suscitarei depois de ti a tua posteridade, aquele que sairá de tuas entranhas, e firmarei o seu reino.
14 Eu serei para ele um pai e ele será para mim um filho. Se ele cometer alguma falta, castigá-lo-ei com vara de homens, e com açoites de homens.
16 Tua casa e teu reino estão estabelecidos para sempre diante de mim, e o teu trono está firme para sempre.
- Palavra do Senhor!
- Graças a Deus.

Salmo responsorial 88/89

Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor!

Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor,
de geração em geração eu cantarei vossa verdade!
Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!”
E a vossa lealdade é tão firme como os céus.

“Eu firmei uma aliança com meu servo, meu eleito,
e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor.
Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem,
de geração em geração garantirei o teu reinado!

Ele, então, me invocará:
‘Ó Senhor, vós sois meu Pai, sois meu Deus,
sois meu rochedo onde encontro a salvação!’
Guardarei eternamente para ele a minha graça
E com ele firmarei minha aliança indissolúvel!”

Segunda Leitura (Romanos 16,25-27)
Leitura da carta de são Paulo aos Romanos.

Irmãos, 16 25 Àquele que é poderoso para vos confirmar, segundo o meu Evangelho, na pregação de Jesus Cristo - conforme a revelação do mistério, guardado em segredo durante séculos,
26 mas agora manifestado por ordem do eterno Deus e, por meio das Escrituras proféticas, dado a conhecer a todas as nações, a fim de levá-las à obediência da fé - ,
27 a Deus, único, sábio, por Jesus Cristo, glória por toda a eternidade! Amém.
- Palavra do Senhor!
- Graças a Deus.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Eis a serva do Senhor; cumpra-se em mim a tua palavra! (Lc 1,38)


EVANGELHO (Lucas 1,26-38)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

1 26 No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
27 a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria.
28 Entrando, o anjo disse-lhe: "Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo".
29 Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação.
30 O anjo disse-lhe: "Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.
31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus.
32 Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó,
33 e o seu reino não terá fim".
34 Maria perguntou ao anjo: "Como se fará isso, pois não conheço homem?"
35 Respondeu-lhe o anjo: "O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus.
36 Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril,
37 porque a Deus nenhuma coisa é impossível".
38 Então disse Maria: "Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra". E o anjo afastou-se dela.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

HOMILIA - CREIO - PRECES
(Ver abaixo ao final desta liturgia 3 sugestões de Homilia para este domingo)

Sobre as oferendas
Ó Deus, que o mesmo Espírito Santo que trouxe a vida ao seio de Maria santifique estas oferendas colocadas sobre o vosso altar. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão:
A virgem conceberá e dará à luz um filho; e ele será chamado “Deus-conosco” (Is 7,14).

Depois da comunhão
Ó Deus todo-poderoso, tendo nós recebido o penhor da eterna redenção, fazei que, ao aproximar-se a festa as salvação, nos preparemos com maior empenho para celebrar dignamente o mistério do vosso Filho. Que vive e reina para sempre.

FORMAÇÃO LITÚRGICA

NOVENA DE NATAL

De 16 a 24 de dezembro, celebra-se a novena em preparação ao Natal de Jesus. Participe em sua Paróquia ou comunidade. Você já expôs o presépio de Cristo em seu lar? É uma das formas mais belas que a tradição católica preserva em família para lembrar que Deus se fez carne e habitou entre nós.

Qual é a atitude do verdadeiro cristão?

Sejamos nós o coração e os braços de Jesus...
Acessem a página de nosso blog para uma pequena reflexão sobre este assunto:
http://salverainha.blogspot.com.br/2013/07/a-atitude-do-cristao.html

Deus recebe o dízimo que oferecemos a Ele?

Sim, Deus recebe o dízimo através da comunidade. Tudo pertence a Ele. Ele é o dono; nós, os usuários. Ele não precisa de nada para Ele, mas precisa para a Sua comunidade (Igreja). Todo dízimo oferecido à comunidade é dízimo oferecido a Deus. O díizimo é uma parcela de nossos ganhos que doamos voluntariamente e de acordo com nossa vontade e nossa capacidade de doação, em agradecimento pelos dons que Deus coloca em nossas vidas. Deus vai receber este dízimo através das obras que os responsáveis pelas paróquias vão fazer utilizando os recursos recebidos.

Caríssimos, não adianta só rezar para que a Igreja faça seu trabalho e torne a vida das pessoas mais feliz e agradável aos olhos de Deus, é preciso a nossa participação direta e voluntária. A manutenção da Igreja, a conta de luz, água, a alimentação do padre, transporte, sua moradia, suas roupas e necessidades pessoais e outras despesas como limpeza ou reformas da igreja para manter em bom estado a casa onde vamos louvar a Deus dependem única e exclusivamente de nossa bondade... Pense nisso!!!

LEITURAS DA SEMANA DE 22 A 28 DE DEZEMBRO DE 2014:
2ª Br - 1Sm 1,24-28 - 1Sm 2 - Lc 1,46-56
3ª Br- Ml 3,1-4.23-24 - Sl 24 - Lc 1,57-66
4ª Br - 2Sm 7,1-5.8b-12.14a.16 - Sl 88 - Lc 1,67-79
5ª Br -
NATAL Missa da noite
Is 9,1-6; Sl 95 (96); Tt 2,11-14; Lc 2,1-14
NATAL Missa da Aurora: Is 62,11-12; Sl 96 (97); Tt 3,4-7; Lc 2,15-20
NATAL Missa do dia: Is 52,7-10; Sl 97; Hb 1,1-6; Jo 1,1-18
6ª Br - At 6,8-10.7,54-60; Sl 30; Mt 10,17-22
Sáb Br - 1Jo 1,1-4; Sl 96; Jo 20,2-8
Dm Br - SAGRADA FAMÍLIA, JESUS MARIA E JOSÉ - Eclo 3, 3-7.14-17a ; Sl 127 (128); Cl 3, 12-21; Lc 2, 22-40
      Ou facultativas: Gn 15, 1-6; 21, 1-3; Sl 104 (105); Hb 11, 8.11-12.17-19; Lc 2, 22-40

Link das Partituras dos Cantos para o Mês
http://www.diocesedeapucarana.com.br/cantos.php


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. JESUS, O FILHO DE MARIA!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Depois do nome, a referência mais importante de uma pessoa é a sua filiação, filho de fulano e de cicrana, ter uma mãe e um pai, uma origem, algo que está na essência da nossa humanidade, sem essa referência, até da existência se pode duvidar. Quem é ele, filho de quem, onde mora? O Filho de Deus, onipotente, onipresente, onisciente, aceita trilhar o mesmo caminho do homem. A encarnação é obra de Deus, mas que irá acontecer com a colaboração do homem.

O rei Davi era a dinastia mais famosa de Israel, pois unificara o norte e o sul formando um dos maiores impérios do oriente, o povo sonhava com aqueles tempos em que Israel era uma nação respeitada e temida pelas demais, pois o rei Davi impunha respeito, pelo poder do seu numeroso exército, mas acima de tudo por ter sido ungido do Senhor, pois ser rei era uma missão divina. As profecias falavam que o esperado messias era dessa família e que seria igual ou até melhor que Davi, ele era para o povo o braço poderoso de Deus lutando a favor dos pobres, alinhando-se com os homens justos e punindo os maus.

Os grandes acontecimentos ou decisões importantes que representem mudança na vida do povo, só poderiam ocorrer no meio dos poderosos, ao povo cabia ouvir, dizer amém e agüentar as conseqüências. Entretanto a vinda do messias começa a ser articulada entre Deus e uma mocinha pobre da periferia chamada Nazaré, até ela própria fica assustada e surpresa quando percebe que está em suas mãos mudar os rumos da história do seu povo. A mudança dos rumos de uma nação, só começa a acontecer de fato, quando o povo descobre a sua força. Deus nunca seguiu as estruturas humanas para realizar a salvação da humanidade, escolhe como parceiro pessoas fracas, aparentemente incapazes de fazer qualquer mudança.

Por caminhos tortuosos, incompreensíveis para os homens, Deus irá cumprir com a promessa, o noivo de Maria chama-se José e pertence a família do grande rei Davi mas apesar disso, José é um homem do povo, que vive de sua profissão de carpinteiro. E Maria? Quais eram seus planos de vida?

Todos nós temos de ter um projeto de vida, quem não tem, acaba não vivendo bem e nem sabe o sentido da vida. Maria estava prometida em casamento a José, como seu povo ela também esperava o messias, ela também alimentava no coração a esperança de dias melhores.

E em um momento de oração Maria se abre para ouvir a Deus e descobrir a sua vontade a seu respeito. Somente uma fé madura e consciente consegue se abrir diante de Deus e ao mesmo o questiona. Há certas coisas em nossa vida de difícil solução, e que seria tão bom se Deus fizesse do nosso jeito. Não que Deus seja sempre do contra, mas nunca vai ser do nosso jeito. Em Maria vemos o que é realmente a fé, quando não fazemos questão que seja do nosso jeito, mas sim do jeito de Deus, daí é que as coisas vão acontecer. Só que o jeito de Deus não é muito fácil de aceitar porque ultrapassa a lógica humana.

Maria não é casada, não tem marido, quando ela apresenta essa dificuldade o anjo anuncia que as coisas irão acontecer do jeito de Deus e para que Maria possa confiar é lhe dado um sinal, a prima Isabel, avançada em idade e ainda por cima estéril, irá conceber uma criança. Os sinais de Deus nunca seguem a lógica humana, mas é preciso confiar. E Maria aceita totalmente a missão, que não será das mais fáceis, abre mão de todos os seus planos, inclusive o casamento com José, ela aceita o risco de ser acusada de infidelidade, o que poderia fazer com que fosse condenada á morte, caso o noivo a denunciasse.

Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a vossa palavra - Para nós, hoje é muito fácil aceitar e entender essa história. Mas pensemos um pouco em Maria, que não fazia idéia do que vinha pela frente, mas sabia que Deus estava com ela.

Hoje o reino de Deus vai acontecendo e sendo edificado em meio aos homens, na medida em que, como Maria, nós aceitamos o desafio, fazendo de nossa vida uma entrega total e silenciosa nas mãos do Pai. Para isso é sempre preciso renovar a cada dia a decisão em favor de Jesus e seu reino...

José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail  cruzsm@uol.com.br

2. Maria experimenta Deus vivendo nela
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Carlos Alberto Contieri, sj - e disponibilizado no Portal Paulinas)

Davi queria construir um templo para abrigar a arca da Aliança. Através da arca, que continha as tábuas da Lei, o povo experimentava a presença de Deus. Sobre a sua intenção de construir referido templo, ele consulta o profeta Natã, o mesmo que denunciou o grave pecado do rei. No entanto, a resposta de Natã a Davi não agradou a Deus: “realiza o projeto que tens no coração”. Deus faz Natã voltar atrás e comunicar a Davi o que Ele deseja.

Deus não é prisioneiro de nossos projetos nem tampouco de nossos caprichos. Davi invertia a ordem das coisas: não era ele o benfeitor de Deus, mas Deus quem era o benfeitor de Davi. O mal de Davi era a sua vaidade. Se Deus, à época, rejeita para si um santuário, é porque o seu Filho, encarnado para a salvação de toda a humanidade, será o lugar de sua habitação.

Na tradição da Igreja, a “arca da Aliança” é Maria, pois ela carregou no seu próprio seio a Palavra encarnada do Pai. Se Maria é a arca, Jesus é, como dissemos acima, o “Templo” no qual Deus habita e é encontrado. Nesse “Templo” não há o véu que esconde o rosto de Deus, pois Ele é a imagem do Deus invisível (Cl 1,15). Estando diante dele, se está diante de Deus (cf. Jo 14,9).

O texto do anúncio do anjo a Maria é surpreendente. É Deus quem toma a iniciativa de vir ao encontro do ser humano para fazê-lo participar da obra do seu amor. O relato, tomado no seu conjunto, mostra que Deus vai manifestando e fazendo compreender o seu projeto de amor num diálogo permanente com o ser humano. É em nossa história pessoal que Deus trava um diálogo conosco, como fez com Maria, para nos dar a possibilidade de participar de sua própria vida.

Gerando, segundo a carne, o Filho de Deus, Maria experimenta Deus vivendo nela, e ela se experimenta participando da vida divina. No dinamismo da encarnação, em que a criação chega à sua plenitude, Deus quis contar com o ser humano. Nem a esterilidade de Isabel nem tampouco a virgindade de Maria foram impedimentos para que Deus cumprisse a sua palavra.

A liberdade do ser humano poderia ter sido um impedimento. No entanto, em Maria, ícone da Igreja, Deus encontra o “sim”, a adesão humana necessária para que o seu Verbo tivesse uma existência histórica, como membro de um povo.

ORAÇÃO
Infundi Senhor em nossos corações a vossa graça, para que, conhecendo pela anunciação do anjo a encarnação do vosso Filho, cheguemos, por sua paixão e morte, à glória da ressurreição.

3. A AGRACIADA DE DEUS
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).

O Anjo do Senhor definiu Maria como a repleta de graça. Nesta afirmação, está contido um movimento de dupla direção: de Deus para Maria - de Maria para Deus. E, neste movimento articula-se o mistério divino na vida da mãe de Jesus.

Deus, em seu amor infinito pela humanidade e desejoso oferecer-lhe salvação, escolheu Maria para colaborar no seu plano de salvação. Esta escolha não se explica com parâmetros humanos, mas se perde nos abismos da liberdade divina. Deus concede, à jovem de Nazaré, a riqueza de suas graças: a predispõe a ser sua interlocutora, dando-lhe sensibilidade para captar os apelos divinos e tornando-a capaz de ir além de si mesma para decidir-se a aceitar o projeto divino de salvação.

Maria, por sua vez, embora elevada a um nível altíssimo de santidade, que lhe fora comunicada pela plenitude da graça divina, conservava a simplicidade e a humildade de quem se sabia servidora. Em seu coração, não houve lugar para a soberba e a vanglória. Agraciada por Deus, mantinha-se no escondimento, não exigindo para si tratamento condizente com sua condição de mãe do Filho de Deus. Bastava-lhe saber-se cumpridora da vontade de Deus, ajudada pela graça que a plenificava. Não ambicionava grandezas mundanas, uma vez que possuía o bem mais precioso: estava repleta do próprio Deus.

Oração
Senhor Jesus, que minha vida se inspire no exemplo de Maria, em sua disposição para cumprir a vontade de Deus.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://www.paulinas.org.br/diafeliz/evangelho.aspx - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Segunda Feira — 22.12.2014

Terço do Rosário: Mistérios Gozosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gozosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

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Santa Francisca Xavier Cabríni, a heroína dos tempos modernos

Chamada por Pio XII de “heroína dos tempos modernos”, Santa Francisca nasceu em Sant’Angelo de Lódi, na Lomabardia, Itália, em 1850. Última dos 13 filhos de Agostinho Cabríni e Estela Oldini, recebeu no batismo o nome de Maria Francisca, ao qual mais tarde ajuntou o de Xavier, pelo seu amor e veneração ao apóstolo das Índias.

Aos 11 anos fez voto de castidade. Seguiu a carreira do magistério com as religiosas Filhas do Sagrado Coração de Jesus, em Arluno, terminando-a aos 18 anos. Sentindo vocação divina, pretendeu entrar para essa Congregação religiosa, mas foi recusada por falta de saúde.

Exerceu durante dois anos o cargo de professora primária em Vidardo e durante três anos dedicou-se na sua terra à instrução religiosa da juventude e ao tratamento dos enfermos e daqueles que eram atingidos pela peste. Aos 23 anos tentou mais uma vez ser religiosa nas Filhas do Sagrado Coração, mas de novo obteve uma negativa.

Após isso, Santa Francisca transladou-se à “Casa da Providência” em Codogno, a fim de a reformar, pois estava em franca decadência. Fez a profissão em 1877 e a partir disso, em meio a grandes tribulações e sofrimentos, ela encontrou as sete primeiras companheiras de sua futura Obra.

Três anos mais tarde, fundou uma nova Congregação religiosa. A 10 de novembro de 1880 alojou-se, com sete companheiras, num desmantelado Convento franciscano, onde, a 14 do mesmo mês, deu princípio ao novo Instituto, com a inauguração de uma capela em honra ao Sagrado Coração de Jesus. Um mês mais tarde, a sua Obra recebia a aprovação episcopal. Francisca contava então 30 anos.

Enquanto se dedicava com as companheiras à educação das meninas e à catequização dos rapazes, foi compondo as regras do seu Instituto, obra de prudência sobre-humana, que recebeu aprovação episcopal em 1881 e a definitiva da Santa Sé em 1907. Em 1884, com 7 anos de vida, a Obra já contava com cinco casas.

Em 1887, partiu para Roma onde, a princípio, só encontrou dificuldades e portas fechadas até que, com fé, simplicidade e perseverança, Santa Francisca obteve a autorização do Cardeal Vigário para construir uma escola gratuita para pobres fora da Porta Pia e um asilo infantil na Sabina, em Aspra.

O problema da emigração italiana para a América do Norte preocupava o então Bispo de Placença, Mons. Scalabrini, que pediu à serva de Deus algumas das suas religiosas para irem socorrer aqueles desamparados. Mas a virtuosa fundadora não se decidia a responder, pois pensava nas Missões do Oriente. Foi então consultar o Papa Leão XIII que, após ouvir Francisca, concluiu: “Não ao Oriente mas ao Ocidente”. E desde esse momento ficou decidida a sua partida para Nova Iorque, a qual veio realizar pela primeira vez em 1889.

Quase aos 40 anos de idade, começa uma série ininterrupta de viagens, percorrendo a América inteira, transpondo a cavalo a Cordilheira dos Andes, sendo por toda parte conhecida como a “Mãe dos emigrados”. Ia de casa em casa, a procura da ovelha perdida, do enfermo e da criança ignorante. Lutou denotadamente contra a fome, as enfermidades e a própria morte.

Em 1912 fez a sua última viagem de Roma a Nova Iorque. A santa fundadora das Missionárias do Sagrado Coração morreu em Illinois, perto de Chicago, a 22 de dezembro de 1917, com 67 anos de idade. Igual era o número das casas que então deixara fundadas e que em 1938 subiam a mais de 100, com cerca de 4.000 religiosas.

A fama das suas virtudes e os prodígios por ela operados fizeram que logo após a morte se começasse o processo da sua beatificação, que veio a se realizar em 1938. Foi canonizada pelo Papa Pio XII a 7 de julho de 1946.

Santa Francisca Xavier Cabríni, rogai por nós!


IV SEMANA DO ADVENTO
( ROXO, PREFÁCIO DO ADVENTO II – OFÍCIO DO DIA )

Antífona de entrada:
Ó portas, levantai vossos frontões! Levantai-vos, portas eternas: que ele entre, o rei da glória! (Sl 23,7)

Oração do dia
Deus de misericórdia, vendo o ser humano entregue à morte, quisestes salvá-lo pela vinda do vosso Filho; fazei que, ao proclamar humildemente o mistério da encarnação, entremos em comunhão com o Redentor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (1 Samuel 1,24-28)
Leitura do primeiro livro de Samuel.

Naqueles dias, 1 24 após tê-lo desmamado, Ana tomou-o consigo, e levando também três touros, um efá de farinha e um odre de vinho, conduziu-o à casa do Senhor em Silo. O menino era ainda muito criança.
25 Imolaram o touro e conduziram o menino a Heli.
26 Ana disse-lhe: "Ouve, meu Senhor, por tua vida, eu sou aquela mulher que esteve aqui em tua presença orando ao Senhor.
27 Eis aqui o menino por quem orei; o Senhor ouviu o meu pedido.
28 Portanto, eu também o dou ao Senhor: ele será consagrado ao Senhor para todos os dias de sua vida". E prostraram-se naquele lugar diante do Senhor.
- Palavra do Senhor!
- Graças a Deus.

Salmo responsorial 1Sm 2

Meu coração exultou no meu Senhor salvador.

Exulta no Senhor meu coração,
e se eleva a minha fronte no meu Deus.
Minha boca desafia os meus rivais
porque me alegro com a vossa salvação.

O arco dos fortes foi dobrado, foi quebrado,
mas os pobres e os famintos se fartaram.
Muitas vezes deu à luz a que era estéril,
mas a mãe de muitos filhos definhou.

É o Senhor quem dá a morte e dá a vida,
faz descer à sepultura e faz voltar;
é o Senhor quem faz o pobre e faz o rico,
é o Senhor quem nos humilha e nos exalta.

O Senhor ergue do pó o homem fraco,
e do lixo ele retira o indigente,
para fazê-los assentar-se com os nobres
num lugar de muita honra e distinção.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Ó rei e Senhor das nações e pedra angular da Igreja, vinde salvar a mulher e o homem, que, um dia, formastes do barro.


EVANGELHO (Lucas 1,46-56)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naqueles dias, 1 46 Maria disse: "Minha alma glorifica ao Senhor,
47 meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,
48 porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações,
49 porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.
50 Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem.
51 Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos.
52 Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes.
53 Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos.
54 Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia,
55 conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre".
56 Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Sobre as oferendas
Ó Deus, cheios de confiança no vosso amor de Pai, acorremos a este altar com nossas oferendas; dai-nos a graça de ser purificados pela eucaristia que celebramos. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão:
Minha alma glorifica o Senhor... o Poderoso fez em mim grandes coisas (Lc 1,46.49).

Depois da comunhão
Ó Deus, que a comunhão no vosso sacramento nos dê forças para caminhar com boas obras ao encontro do Salvador que se aproxima, e merecer o prêmio da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. O CANTO DE MARIA
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Há nas relações humanas uma virtude um tanto fora de moda que se chama Gratidão, pois em uma sociedade onde a Gratuidade cedeu espaço para o mercantilismo e as relações interesseiras, ser grato a alguém parece que não tem muito sentido. A palavra “muito obrigada” virou apenas uma cortesia, um mero formalismo, da boca para fora.

O Canto de Maria, na casa de Isabel, denominado de Magnificat, não é apenas um "muito obrigado a Deus" porque Ele atendeu a seus interesses, concedeu-lhe um favor solicitado, pois diferente da troca ou barganha, a relação de Deus com os homens é pautada pela gratuidade, sem que haja qualquer merecimento da parte de quem é agraciado.

Ser grato a Deus e cantar-lhe um hino de ação de graças quando todos os nossos interesses foram atendidos conforme nosso desejo e pedido é uma obrigação. Eu pedi, Deus me atendeu, e agora estou obrigado a agradecer... Se o modo de Deus agir fosse esse, o Cristianismo não teria passado de uma seita dentro do judaísmo, que possivelmente nem chegaria ao primeiro século de existência. Olhemos com atenção esse canto de Maria...

Primeiro que Deus não espera de nós a gratidão, e nem quer Ele nos ver prostrados, agradecidos pelo bem que ele nos fez, esse tipo de coisa só existe nas relações humanas, quando vivemos a procura de quem "alise" o nosso ego, somos pequenos e bem frágeis, ainda não temos a Generosidade de Deus, que se doa e se entrega, sem esperar absolutamente nada em troca. Não há ser humano, por mais altruísta que seja, que esteja imune a esse sentimento, todos nós, sem exceção, esperamos alguma forma de gratidão, ainda que se faça de graça, por idealismo, a gratidão por parte do outro nos faz um bem imenso, não vejo isso como um pecado...

Primeiro vamos notar que Maria não olha para si e nem para seus interesses ou planos que, aliás, eram outros, por isso na afirmação "O Todo Poderoso fez grandes coisas em meu favor", Maria está rezando com o seu povo que alimentava a grande Esperança Messiânica.

Ester prefigura Maria que, gozando dos favores do Rei, quando este lhe estende o Cetro para que ela faça o seu pedido, Ester intercede pelo povo. Maria canta as grandezas de Deus porque em seu íntimo já está Aquele que irá cumprir todas as promessas feitas a Abraão.

Diante de Deus, quem se esvazia de si mesmo, ficará repleto da Graça Divina, mas quem, ao contrário se encher de orgulho e vaidade, vai ficar desapontado justamente porque diante de Deus e da sua obra, se sentirá vazio, por isso os pobres e humildes serão exaltados e irão se fartar, enquanto que os ricos se sentirão pobres, no sentido de sentirem falta de alguma coisa que a riqueza material não consegue oferecer.

Maria será exaltada e sempre lembrada de Geração em Geração, justamente por ser ela a prova inequívoca de que a ação Divina é marcada pela gratuidade, e a partir de Maria todos poderão também experimentar desse Amor Divino que se esvazia daquilo que é, ocultando a Divindade em nossa carne. Em Maria e sempre com ela, todos os que se fazem pobres e pequenos diante de Deus, percorrerão esse mesmo caminho, que conduz o Homem a comunhão plena com Deus, seu destino final, que não está perdido lá no passado, mas está á frente, como promessa de Deus que irá se cumprir... Essa é a MARAVILHA que Deus realizou, não só em Maria, mas em todos nós, com a encarnação do Verbo Divino...

2. Deus é transcendente, misericordioso e forte
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Carlos Alberto Contieri, sj e disponibilizado no Portal Paulinas)

O Magnificat, conhecido como o Cântico de Maria, e que rezamos todas as tardes durante a Liturgia das Horas, é um hino de louvor. Trata-se de um hino pré-lucano que, originalmente, cantava a salvação de Deus. Mais tarde, Lucas atribui esse hino de louvor a Maria.

Esse hino é um mosaico de citações do Antigo Testamento. Não é um cântico dirigido a Deus, mas um cântico que fala de Deus. Apresenta uma imagem de Deus que o Novo Testamento recebe como herança do Antigo Testamento. Três atributos de Deus são mencionados no Magnificat: Deus é transcendente, Deus é misericordioso, Deus é forte. O poder de Deus se manifesta na sua ternura e na sua misericórdia. Ou se preferirem, o poder de Deus se manifesta no seu amor pela humanidade e pelo mundo que Ele criou (cf. Jo 3,16).

A fidelidade de Deus não lhe permite esquecer os compromissos feitos aos antepassados de Israel, aos Patriarcas de Israel, Abraão, Isaac e Jacó. A memória da promessa feita aos antepassados é a forma concreta da misericórdia divina e, ao mesmo tempo, a causa da iniciativa divina na encarnação do Filho Unigênito de Deus. O Magnificat apresenta um paralelismo entre a libertação do povo eleito do Egito e a libertação anunciada quando do anúncio do nascimento de Jesus.

No anúncio do nascimento de Jesus, a humanidade passa da escravidão do pecado para a filiação divina em Cristo.

ORAÇÃO
Pai, faze-me sensível à espiritualidade daquela que escolheste para ser mãe de teu Filho, porque ela penetrou, de modo admirável, em teu mistério de amor.

3. O SENHOR FEZ EM MIM MARAVILHAS
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).

O hino de louvor, proclamado por Maria ao visitar Isabel, resumiu a pedagogia divina no mistério da salvação. Para salvar a humanidade, Deus contou com instrumentos humildes, como foi o caso de Maria, que não passava de uma simples serva. A salvação resultava da misericórdia divina, presente ao longo da história da humanidade e manifestada na vida de quantos foram tementes a Deus.

Por outro lado, a salvação consistia na desarticulação dos esquemas erguidos por pessoas soberbas, que se bastavam a si mesmas, davam as costas para Deus e se prevaleciam do próximo. A segurança dessas pessoas seria arrasada, reduzindo-as a uma situação de total indigência. Só assim haveriam de ter consciência da inutilidade dos bens acumulados.

A atitude de Deus com os pobres, os humildes e com quem se faz servidor é radicalmente oposta: os humildes serão elevados e valorizados; os famintos, saciados; os abatidos, reerguidos. Tudo isto é obra do amor.

Maria trazia no ventre aquele que fora destinado por Deus para instaurar a salvação da humanidade. Sinal evidente de que Deus não se esquecia de sua promessas e não abandonava os que necessitavam de salvação. As maravilhas realizadas na vida de Maria seriam, por conseguinte, indício das maravilhas que o Senhor iria realizar na vida de cada ser humano. Toda a humanidade tinha, pois, como Maria, motivos para engrandecer o Senhor.

Oração
Senhor Jesus, que eu saiba reconhecer as maravilhas realizadas pelo Pai, na vida de Maria e na história da humanidade.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://www.paulinas.org.br/diafeliz/evangelho.aspx - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia da Terça-Feira — 23.12.2014

Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Dolorosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

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— São João Câncio

João nasceu em Kety, na diocese de Cracóvia, Polônia, em 1390; estudou na Cracóvia e foi ordenado sacerdote. Durante muitos anos foi professor da Universidade de Cracóvia; depois foi pároco de Ilkus. À fé que ensinava uniu grandes virtudes, sobretudo a piedade e a caridade para com o próximo, tornando-se um modelo insigne para seus colegas e discípulos.

Enquanto nas regiões vizinhas pululavam as heresias e os cismas, o bem-aventurado João ensinava na Universidade de Cracóvia a doutrina haurida da mais pura fonte, e explicava ao povo com muito empenho, em seus sermões, o caminho da santidade, confirmando a pregação com o exemplo da sua humildade, castidade, misericórdia, penitência e todas as outras virtudes próprias de um santo sacerdote e de um zeloso ministro do Senhor. Ao longo do dia, uma vez cumprido o seu dever de ensinar, dirigia-se diretamente à igreja, onde durante muito tempo se entregava à oração e à contemplação diante de Cristo na Eucaristia.

Tanto nas pequenas como nas grandes adversidades, João teve sempre em mente algo de bem superior ao prestígio, à carreira e ao bem-estar materiais: “Mais para o alto!” repetia sempre. Em todas as circunstâncias, só tinha Deus no seu coração, só tinha Deus na sua boca.

Morreu em Cracóvia, com a idade de oitenta e três anos, no ano de 1473.

São João Câncio, rogai por nós!


IV SEMANA DO ADVENTO *
( ROXO, CREIO, PREFÁCIO DO ADVENTO II – OFÍCIO DO DIA )

Antífona de entrada:
Nascerá para nós um pequenino: ele será chamado Deus e forte; nele serão abençoados todos os povos da terra (Is 9,6; Sl 71,17).

Oração do dia
Deus eterno e todo-poderoso, ao aproximar-nos do Natal do vosso filho, concedei-nos obter a misericórdia do Verbo, que se encarnou no seio da Virgem e quis viver entre nós. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Malaquias 3,1-4.23-24)
Leitura da profecia de Malaquias.

Assim fala o Senhor Deus: 3 1 "Vou mandar o meu mensageiro para preparar o meu caminho. E imediatamente virá ao seu templo o Senhor que buscais, o anjo da aliança que desejais. Ei-lo que vem - diz o Senhor dos exércitos.
2 Quem estará seguro no dia de sua vinda? Quem poderá resistir quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do fundidor, como a lixívia dos lavadeiros.
3 Sentar-se-á para fundir e purificar a prata; purificará os filhos de Levi e os refinará, como se refinam o ouro e a prata; então eles serão para o Senhor aqueles que apresentarão as ofertas como convêm.
4 E a oblação de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor, como nos dias antigos, como nos anos de outrora.
23 Vou mandar-vos o profeta Elias, antes que venha o grande e temível dia do Senhor,
24 e ele converterá o coração dos pais para os filhos, e o coração dos filhos para os pais, de sorte que não ferirei mais de interdito a terra".
- Palavra do Senhor!
- Graças a Deus.

Salmo responsorial 24/25

Levantai vossa cabeça e olhai,
pois a vossa redenção se aproxima!

Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos
e fazei-me conhecer a vossa estrada!
Vossa verdade me oriente e me conduza,
porque sois o Deus da minha salvação!

O Senhor é piedade e retidão
e reconduz ao bom caminho os pecadores.
Ele dirige os humildes na justiça,
e aos pobres ele ensina o seu caminho.

Verdade e amor são os caminhos do Senhor
para quem guarda sua aliança e seus preceitos.
O Senhor se torna íntimo aos que o temem
e lhes dá a conhecer sua aliança.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Ó rei e Senhor das nações e pedra angular da Igreja, vinde salvar a mulher e o homem, que, um dia, formastes do barro.


EVANGELHO (Lucas 1,57-66)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

1 57 Completando-se para Isabel o tempo de dar à luz, teve um filho.
58 Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe manifestara a sua misericórdia, e congratulavam-se com ela.
59 No oitavo dia, foram circuncidar o menino e o queriam chamar pelo nome de seu pai, Zacarias.
60 Mas sua mãe interveio: "Não, disse ela, ele se chamará João".
61 Replicaram-lhe: "Não há ninguém na tua família que se chame por este nome".
62 E perguntavam por acenos ao seu pai como queria que se chamasse.
63 Ele, pedindo uma tabuinha, escreveu nela as palavras: "João é o seu nome". Todos ficaram pasmados.
64 E logo se lhe abriu a boca e soltou-se-lhe a língua e ele falou, bendizendo a Deus.
65 O temor apoderou-se de todos os seus vizinhos; o fato divulgou-se por todas as montanhas da Judéia.
66 Todos os que o ouviam conservavam-no no coração, dizendo: "Que será este menino?" Porque a mão do Senhor estava com ele.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Sobre as oferendas
Ó Deus, que esta oblação, pela qual vos prestamos um culto perfeito, restabeleça nossa amizade convosco, ara que possamos celebrar de coração purificados o nascimento do nosso redentor. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão:
Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir eu entrarei e cearemos junto (Ap 3,20).

Depois da comunhão
Ó Deus, concedei a vossa paz aos nossos corações que acabastes de saciar com o pão dos céus, para que possamos esperar com lâmpadas acesas a chegada do vosso Filho que se aproxima. Por Cristo, nosso Senhor.


MEMÓRIA FACULTATIVA - SÃO JOÃO CÂNCIO
( BRANCO – OFÍCIO DA MEMÓRIA )

Oração do dia:
Deus eterno e todo-poderoso, concedei-nos progredir no conhecimento de vosso mistério a exemplo de são João Câncio, a fim de que, praticando a caridade para com todos, possamos conseguir o vosso perdão. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Sobre as oferendas:
Deus de majestade, nós vos suplicamos que estas oferendas em honra de vossos santos, manifestando a glória do vosso poder, nos tragam os frutos da redenção. Por Cristo, nosso Senhor.

Depois da comunhão:
Alimentados, ó Pai, à vossa mesa, fazei que, seguindo o exemplo de são João Câncio, celebremos com amor o vosso culto e sirvamos a todos com incansável caridade. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SÃO JOÃO CÂNCIO):

Considerado um dos santos mais representativos e queridos da heróica Polônia, são João Câncio é chamado, pelo povo, de a "glória da nação polonesa" e o "pai da pátria". Isso num país que sempre teve orgulho de sua fé no cristianismo e da fidelidade à cátedra de Pedro. João Câncio nasceu em 23 de junho de 1390, no povoado de Kenty, e viveu sempre em sua cidade, Cracóvia. Lá, conquistou todos os graus acadêmicos e lecionou em sua principal universidade até morrer. A grande preocupação de seu magistério era transmitir aos alunos os conhecimentos "não à luz de uma ciência fria e anônima, mas como irradiação da ciência suprema que tem sua fonte em Deus". Mesmo depois de ordenar-se sacerdote, continuou a cultivar a ciência, ao mesmo tempo que fazia seu trabalho pastoral como vigário da paróquia de Olkusz. Homem de profunda vida interior, jejuava e penitenciava-se semanalmente, ao mesmo tempo que espalhava o amor pelo próximo entre os estudantes e os pobres da cidade. Há um exemplo claro de sua personalidade em sua biografia, que remonta às inúmeras peregrinações e romarias aos túmulos dos mártires em Roma, bem como aos lugares santos da Palestina. Numa dessas incontáveis viagens, foi assaltado. Os bandidos exigiram que João Câncio lhes desse tudo que tinha, depois perguntaram ainda se não estava escondendo mais nada. Ele afirmou que não. Depois que os ladrões partiram, ele se lembrou de que ainda tinha algumas moedas no forro do manto. Achou-as, correu atrás dos bandidos, deu-lhes as moedas e ainda pediu desculpa pelo esquecimento. Anos depois, ao perceber a proximidade da morte, distribuiu os poucos bens que possuía aos pobres, falecendo às vésperas do Natal de 1473. Foi canonizado por Clemente II em 1767. São João Câncio era celebrado no dia 20 de outubro, mas agora sua festa acontece um dia antes daquele que marca sua morte. Para homenagear o "professor santo", que foi modelo para gerações inteiras de religiosos, o papa João Paulo II foi à Polônia em 1979. Na ocasião, consagrou uma capela em memória do padroeiro da Polônia, são João Câncio, na igreja de São Floriano. Nela, na metade do século XX, o mesmo papa, então um jovem sacerdote, iniciava o seu serviço de vigário paroquial.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. As confusões do nascimento de João Batista...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Não é preciso ser especialista em Bíblia para constatar que a concepção de João Batista, o Precursor de Jesus, foi bastante conturbada. Primeiro, nem Isabel e nem Zacarias alimentavam esperanças de ter um Filho, eram de idade avançada e além do mais, Isabel era estéril. O anúncio de tal acontecimento não foi fácil, Isabel uma anciã, teve que passar pelas dificuldades de uma parturiente "especial". O Pai Zacarias, embora sacerdote que servia no templo em turno de revezamento, não botou muita Fé na revelação e acabou ficando mudo, imaginem o drama, a esposa grávida e o coitado mudo. Quem aparece para servir Isabel nessa fase difícil da sua vida, em uma gravidez de risco, é a menina de Nazaré, que não deveria ter experiência alguma nessa parte...

No dia de levar a criança ao templo para a circuncisão, mais uma cena confusa, a Mãe declinou o nome, mas um grupo de parentes intrometidos não aceitou alegando que não havia ninguém na família com aquele nome de João. Zacarias deveria estar nervoso com toda aquela confusão estabelecida no templo e como não podia falar, e os parentes não paravam de gesticular para ele,  escreveu o nome em uma tabuinha: João é o seu nome. E com a última palavra dada pelo Pai, que era no costume judaico quem denominava os Filhos, a história encerrou-se, entretanto, outro milagre aconteceu: Zacarias recupera a voz e começa louvar e bendizer a Deus...

Se entendermos o texto ao pé da letra, podemos até concluir que o Sacerdote do templo perdeu a paciência e acabou com a celebração, marcando o Batismo para outro dia... Imaginem a cena hilariante no dia do Batizado, Pai e Mãe querem um nome, os padrinhos e parentes acham que tem que ser outro, porque aquele nome não tem nada a ver com a criança, só que o pai é mudo e os parentes linguarudos tentam inutilmente argumentar com gestos sobre o nome que a criança teria de ter. Que confusão!

Porque o evangelista coloca todo esse "tumulto" no nascimento de João Batista? Por que se trata de alguém especial diante de Deus, e que terá também uma missão especial, preceder o Messias, levando as pessoas a se prepararem para acolhê-lo em suas vidas. Na questão do nome, fica muito claro a falta de comunicação e a dificuldade para as pessoas se entenderem. O que se nota é a teimosia de algumas pessoas em não terem se dado conta de que aquele menino era especial, já havia sido gerado de maneira prodigiosa, devido a idade avançada dos seus pais, e a esterilidade da mãe.

Há nas entre linhas um recado Divino: o novo tempo anunciado pelos profetas está começando com João Batista, por isso seu nome significa "Aquele que anuncia". O Batista não irá mais anunciar a velha religião das leis e do ritualismo, a purificação a que ele irá chamar as pessoas, não mais irá passar pelas oblações do rito judaico, mas pela água Batismal, e ao contrário do Judaísmo, onde a prática religiosa dá ao fiel a sensação de ser justo e santo diante de Deus, João é muito diferente, as pessoas terão que reconhecer-se pecadoras para receberem o Batismo penitencial.

Um homem com essas características e essa missão, que o levará a romper com a Religião oficial até então estabelecida, tinha mesmo que ter um nascimento bem tumultuado. Do mesmo modo em nossa vida, quando nos permitimos a viver em comunhão com Jesus Cristo, ocorrem certos acontecimentos que não conseguimos compreender. E quando não conseguimos compreender, isso é, fazer essa experiência íntima com  Jesus Cristo, também não conseguimos anunciar e somos dominados pela MUDEZ da omissão e do comodismo, a exemplo de Zacarias que em um primeiro momento duvidou... A sociedade prefere assim, uma Igreja muda, cristãos de boca fechada, que vivam a sua religião intimista, sem nenhuma preocupação com o que ocorre ao seu redor. Mas... não foi para isso que Deus nos chamou para sermos discípulos - Missionários... O evangelho mostra isso de maneira clara.

2. O que Deus diz e promete, ele o cumpre
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Carlos Alberto Contieri, sj - e disponibilizado no Portal Paulinas)

O que havia sido prometido pelo anjo a Zacarias, quando do anúncio do nascimento de João Batista, no Templo de Jerusalém, a saber, que muitos se alegrariam com o nascimento do menino (Lc 1,14), efetivamente se realiza. Há no interior do evangelho da infância o esquema promessa/cumprimento.

O nascimento de João, em casa, é cercado pelos parentes e vizinhos que representam “os muitos” do relato do anúncio do seu nascimento. O nosso texto observa que os parentes e vizinhos se alegravam com Isabel em razão da misericórdia com que ela havia sido tratada por Deus ao conceber João. Já observamos que a mudez de Zacarias, fruto de sua incredulidade, era também sinal da intervenção divina.

O acordo entre o pai e a mãe acerca do nome do menino é sinal da revelação de Deus. No momento que Zacarias escreve sobre uma tabuinha “João é seu nome”, a sua boca se abriu e a sua língua se soltou, conforme a promessa do anjo (Lc 1, 20). O que Deus diz e promete, ele o cumpre. De nossa parte, é preciso viver a vida apoiados na Palavra e na promessa de Deus; Deus que é sempre fiel, mesmo quando lhe somos infiéis.

ORAÇÃO
Pai, conta comigo para realizar o teu projeto, como contaste com João cujo nascimento foi revestido de gestos amorosos de tua providência.

3. O FILHO DA ESTÉRIL
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).

O nascimento de João Batista foi motivo de regozijo para os vizinhos e parentes de Zacarias e Isabel. Todos reconheciam neste acontecimento a manifestação da grande misericórdia de Deus, interpretando-o à luz de fatos do passado. Estes revelaram que aos filhos das estéreis estavam reservadas importantes missões em favor do povo.

É de notar que as três grandes matriarcas do povo tenham sido estéreis. Assim, a esposa de Abraão – Sara – deu à luz já na velhice, a ponto de temer que caçoassem dela. A esposa de Isaac – Rebeca – também concebeu, apesar de ser estéril. Sua gravidez foi resultado da súplica dirigida a Deus por seu marido. Igualmente a esposa de Jacó – Raquel – só foi capaz de gerar por especial intervenção divina. Outros personagens importantes da história de Israel também nasceram de mães consideradas estéreis. Tal é o caso de Samuel, nascido de Ana.

O nascimento do Batista colocava-se no sulco de uma plêiade de personagens ilustres. Daí o temor que se apoderou do povo, o interesse com que narravam o fato, e as interrogações que se faziam a respeito do destino do menino. Sendo evidente que a “mão do Senhor estava com ele”, tinham certeza de que se tratava de alguém ao qual Deus confiaria tarefas importantes. Desde o seu nascimento, o Batista foi considerado homem de Deus, na mais perfeita consonância com o caminho que haveria de trilhar.

Oração
Pai, conta comigo para realizar o teu projeto, como contaste com João cujo nascimento foi revestido de gestos amorosos de tua providência.


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Liturgia da Quarta-Feira — 24.12.2014

Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gloriosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

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São Charbel Makhlouf

São Charbel Makhlouf nasceu a 8 de maio de 1828, em BiqáKafra, aldeia montanhosa do norte, ao pé dos cedros do Líbano. Seu nome de batismo: José Zaroun Makhlouf. Com 23 anos ele toma o nome de Charbel em memória do mártir do século segundo, foge de casa e refugia-se no mosteiro de Nossa Senhora de Mayfoug, da Ordem libanesa maronita. Um ano depois, transfere-se para o mosteiro de S. Maron de Annayam, da província de Jbail, verdadeiro oásis de oração e fé, a 1300 metros de altitude. Depois de seis anos de estudos teológicos, em Klifan, é ordenado sacerdote. Exerce, então, com muita edificação, as funções do seu ministério sagrado, juntamente com toda a sorte de trabalhos manuais. Após dezesseis anos de vida ascética, Charbel obtém autorização, em 1875, para se retirar ao eremitério dos Santos Pedro e Paulo, de Annaya. Durante 23 anos (1875-1898), S. Charbel entrega-se com todas as forças da alma, à busca de Deus, na bem-aventurada e total solidão. Deus recompensa o seu fiel servidor, dando-lhe o dom de operar milagres, já em vida: afirma-se que os realizou não somente com cristãos, mas, também, com muitos muçulmanos.

No dia 16 de dezembro de 1898, em Annaya, enquanto celebrava a Santa Missa, sofreu um ataque de apoplexia; levou-o à morte, no dia 24, Vigília da Festa de Natal. Tinha 70 anos de idade.

Com o seu próprio punho, Pio XII assinou o decreto que dava início ao processo de beatificação do Padre Charbel, dizendo expressamente: “O Padre Charbel já gozava, em vida, sem o querer, da honra de o chamarem santo, pois a sua existência era verdadeiramente santificada por sacrifícios, jejuns e abstinências. Foi vida digna de ser chamada cristã e, portanto, santa. Agora, após a sua morte, ocorre este extraordinário sinal deixado por Deus: seu corpo transpira sangue, sempre que se lhe toca, e todos os que, doentes, tocarem com um pedaço de pano suas vestes constantemente úmidas de sangue, alcançam alívio em suas doenças e não poucos até se veem curados. Glória ao Pai que coroou os combates dos santos. Glória ao Filho que deixou esse poder em suas relíquias. Glória ao Espírito Santo que repousa, com suas luzes, sobre seus restos mortais para fazer nascer consolações em todas as espécies de tristezas”.

No segundo domingo de outubro de 1977, dia 9, o Santo Padre Paulo VI canonizou solenemente, na Basílica de São Pedro, em Roma, o bem-aventurado Charbel Makhlouf, monge eremita libanês. Foi a primeira canonização, realizada pelo Papa, de um membro da Igreja do Rito Oriental, desde que o Vaticano traçara, há quatro séculos, nova orientação para as canonizações. Antes da canonização atual, os santos maronitas eram proclamados pelo Patriarca da Igreja maronita.

São Charbel Makhlouf, rogai por nós!


IV SEMANA DO ADVENTO
( ROXO, PREFÁCIO DO ADVENTO II – OFÍCIO DO DIA )

Antífona de entrada:
Eis que já veio a plenitude dos tempos, em que Deus mandou à terra o seu Filho (Gl 4,4).

Oração do dia
Apressai-vos e não tardeis, Senhor Jesus, para que a vossa chegada renove as forças do que confiam em vosso amor. Vós, que sois Deus com o Pai, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (2 Samuel 7,1-5.8-12.14.16)
Leitura do segundo livro de Samuel.

2 1 Ora, tendo o rei Davi acabado de instalar-se em sua residência, e tendo-lhe o Senhor dado paz, livrando-o de todos os inimigos que o cercavam,
2 disse ele ao profeta Natã: "Vê: eu moro num palácio de cedro, e a arca de Deus está alojada numa tenda!"
3 Natã respondeu-lhe: "Pois bem: faze o que desejas fazer, porque o Senhor está contigo!"
4 Mas a palavra do Senhor foi dirigida a Natã naquela mesma noite, e dizia:
5 "Vai e dize ao meu servo Davi: eis o que diz o Senhor: ‘Não és tu quem me edificará uma casa para eu habitar.
8 Dirás, pois, ao meu servo Davi: eis o que diz o Senhor dos exércitos: eu te tirei das pastagens onde guardavas tuas ovelhas para fazer de ti o chefe de meu povo de Israel.
9 Estive contigo em toda parte por onde andaste; exterminei diante de ti todos os teus inimigos, e fiz o teu nome comparável ao dos grandes da terra.
10 Designei um lugar para o meu povo de Israel: plantei-o nele, e ali ele mora, sem ser inquietado, e os maus não o oprimirão mais como outrora,
11 no tempo em que eu estabelecia juízes sobre o meu povo. Concedo-te uma vida tranqüila, livrando-te de todos os teus inimigos. O Senhor anuncia-te que quer fazer-te uma casa.
12 Quando chegar o fim de teus dias e repousares com os teus pais, então suscitarei depois de ti a tua posteridade, aquele que sairá de tuas entranhas, e firmarei o seu reino.
14 Eu serei para ele um pai e ele será para mim um filho. Se ele cometer alguma falta, castigá-lo-ei com vara de homens, e com açoites de homens,
16 Tua casa e teu reino estão estabelecidos para sempre diante de mim, e o teu trono está firme para sempre’".
- Palavra do Senhor!
- Graças a Deus.

Salmo responsorial 88/89

Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor!

Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor,
de geração em geração eu cantarei vossa verdade!
Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!”
E a vossa lealdade é tão firme como os céus.

“Eu firmei uma aliança com meu servo, meu eleito,
e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor.
Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem,
de geração em geração garantirei o teu reinado!”

Ele, então, me invocará: “Ó Senhor, vós sois meu Pai,
sois meu Deus, sois meu rochedo onde encontro a salvação!”
Guardarei eternamente para ele a minha graça
e com ele firmarei minha aliança indissolúvel.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Ó sol da manhã, ó sol de justiça, da eterna luz esplendor: oh, vinde brilhar para o povo sentado na sombra da morte.


Evangelho (Lucas 1,67-79)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 1 67 Zacarias, seu pai, ficou cheio do Espírito Santo e profetizou, nestes termos:
68 "Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e resgatou o seu povo,
69 e suscitou-nos um poderoso Salvador, na casa de Davi, seu servo
70 (como havia anunciado, desde os primeiros tempos, mediante os seus santos profetas),
71 para nos livrar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos odeiam.
72 Assim exerce a sua misericórdia com nossos pais, e se recorda de sua santa aliança,
73 segundo o juramento que fez a nosso pai Abraão: de nos conceder que, sem temor,
74 libertados de mãos inimigas, possamos servi-lo
75 em santidade e justiça, em sua presença, todos os dias da nossa vida.
76 E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor e lhe prepararás o caminho,
77 para dar ao seu povo conhecer a salvação, pelo perdão dos pecados.
78 Graças à ternura e misericórdia de nosso Deus, que nos vai trazer do alto a visita do Sol nascente,
79 que há de iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte e dirigir os nossos passos no caminho da paz".
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Sobre as oferendas
Acolhei, ó Deus, nossas oferendas para que, recebidas em comunhão, apaguem nossos pecados e preparem os corações para a vinda gloriosa do vosso Filho. Que vive e reina para sempre.

Antífona da comunhão:
Bendito o Senhor, Deus de Israel, que visitou e resgatou seu povo! (Lc 1,68)

Depois da comunhão
Renovados por esta eucaristia, concedei-nos, ó Deus de misericórdia, que, preparando hoje o solene natal do vosso Filho, mereçamos colher com alegria os seus dons eternos. Por Cristo, nosso Senhor.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1.Soltando a voz... Para fazer o Anúncio
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

"Já que deixaram nóis soltar a voz, agora güenta nóis..." diz o refrão de uma música sertaneja urbana onde o cantor, referindo-se a oportunidade que teve, de tornar pública sua arte, solta a voz para cantar, mostrando o seu valor.

Há pessoas que são muito discretas e pouco falam, outros já falam pelos cotovelos, também se diz que um homem sábio fala pouco, e no meio do povo surgiu outro ditado "Em boca fechada não entra mosca".

Claro que há pessoas faladeiras que embora muito falem, não dizem absolutamente nada. Há certas conversas que nem compensa ouvir, pois provém de um espírito doentio e de uma cabeça vazia de ideais e sonhos. Esses realmente são muito bons que fiquem de bico calado. E ainda a palavra dos fofoqueiros de plantão são um veneno que mata e destrói.

A questão não é só FALAR, mas sobre o que Falar e daí o enfoque muda, porque a Palavra de Deus precisa ser anunciada. Entretanto, só pode e deve anunciá-la quem a vivencia e tem com ela intimidade porque nesse caso, o anúncio brota direto do coração de Deus e perpassa pela nossa boca com a Força do Espírito Santo.

Notem bem que a unção do Espírito não é privilégio de alguns pregadores, pois quando a Vida de Fé é autêntica, o cristão sempre tem algo sim a falar, impelido pelo Espírito Santo que o renovou.

Não se pode sufocar o Espírito Santo dando vazão ao que pensamos ou sentimos, é, preciso emprestar a nossa boca, a nossa inteligência e o coração, para que o Espírito Santo se manifeste e o anúncio tenha autenticidade junto aos ouvintes. Zacarias, o Pai de João Batista passou por esse processo... Se a incredulidade o impediu de falar, agora, vendo e ouvindo o que Deus realizou, torna pública a sua Fé manifestando o seu Louvor.

Zacarias é como aquele menino, que sabendo que ia ter uma grande festa na casa do vizinho, e não tendo sido convidado, olhou por cima do muro e depois descreveu aos demais a alegria que seus olhos vislumbraram. O seu louvor de alegria e gratidão faz um resumo da História da Salvação e anuncia o que está para acontecer...

O Filho será como a sentinela que ao amanhecer anuncia em uma explosão de alegria o sol que vem para acabar com as trevas. Jesus é o sol nascente que nos visitou, diz esse belíssimo cântico de Zacarias. Mas para que os raios mornos e benditos deste Sol iluminem e dêem sentido á nossa vida, é preciso abrir a nossa casa e o coração. O tempo do advento nos preparou e nos motivou para isso.

Que as penumbras do pecado que rondavam nosso coração, e o mofo do egoísmo seja destruído por este Sol, e que em nossa Vida se faça sempre o "Meio Dia"...

2. A visita salvífica de Deus
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Carlos Alberto Contieri, sj - e disponibilizado no Portal Paulinas)

O Benedictus, conhecido como hino de Zacarias, é o cântico que a Igreja entoa todas as manhãs durante a celebração das Laudes. Postos nos lábios de Zacarias, é um cântico inspirado (cf. v.67): repleto do Espírito Santo é que ele o pronuncia. Trata-se, como o Magnificat, de um cântico pré-lucano, tipicamente judeu. Provavelmente, o próprio Lucas fez nesse hino os retoques necessários para que ele pudesse dizer a nova realidade dessa etapa da história da salvação e ser inserido no relato evangélico.

O motivo do hino é a visita salvífica de Deus. O acento do hino repousa sobre dois aspectos: sobre a aliança abraâmica, tida como fundamento da história da salvação, e sobre as testemunhas dessa aliança. De João, propriamente, se diz que ele é profeta do altíssimo, cuja missão é preparar os caminhos do Senhor. Daí que o Batismo para a conversão dos pecados propostos por João, encontra, aqui, no Benedictus, o seu fundamento.

É pelo perdão dos pecados que João faz conhecer a salvação de Deus e prepara os caminhos do Messias.

ORAÇÃO
Pai, coloca-me, como João Batista, a serviço de teu Messias, Jesus Cristo, tornando-me teu profeta, anunciador da libertação a ser realizada em favor da humanidade.

3. PROFETA DO ALTÍSSIMO
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).

Zacarias, em seu canto de louvor, sintetizou a missão profética do filho recém-nascido, explicitando sua correlação com Deus Pai e com o Salvador a ser enviado.

A missão do Batista consistiria em ser profeta do Altíssimo, título aplicável tanto a Deus quanto a seu Messias, posteriormente identificado com Jesus. Portanto, a existência do Precursor estaria ligada, simultaneamente, a Deus altíssimo e ao povo, junto ao qual seu profetismo seria exercido.

A glorificação de Zacarias centra-se no desígnio libertador de Deus que defende seu povo da sanha de seus inimigos e de quantos o odeiam. Ele não suporta que seu povo padeça a opressão do inimigo. Por isso, vem libertá-lo. Dele Deus exige apenas que o “sirva em santidade e justiça”, sem se apartar de seus caminhos nem um só dia da vida.

O desígnio libertador de Deus expressa sua misericórdia, que jamais poderá faltar, pois a relação com Israel está selada com uma Aliança santa, a ser observada com fidelidade. Por conseguinte, quando o seu povo é oprimido, Deus suscita-lhe um poderoso Salvador.
O maior de todos eles será seu próprio Filho. A missão fundamental do Batista consistiu em preparar-lhe os caminhos, anunciando ao povo que a salvação e a remissão dos pecados jorrariam do “amor do coração de nosso Deus”, por meio da ação do Messias.

Zacarias não estava em condições de identificar Jesus com o “poderoso Salvador”, suscitado pelo Senhor, Deus de Israel. Caberia a João reconhecê-lo como aquele que tira o pecado do mundo, levando a cabo a obra divina da libertação.

Oração
Pai, coloca-me, como João Batista, a serviço de teu Messias, Jesus Cristo, tornando-me teu profeta, anunciador da libertação a ser realizada em favor da humanidade.


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Liturgia da Quinta-Feira — 25.12.2014

Terço do Rosário: Mistérios Luminosos (clique aqui...)
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Veja mais sobre a Liturgia deste dia na página NATAL DE JESUS. Clique aqui...


Natal do Senhor - Celebração do nascimento de Jesus Cristo

Neste dia especial, em que toda a Igreja celebra o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, acompanhemos o testemunho da Palavra de Deus a respeito deste acontecimento que transformou a história da humanidade:

“…José subiu da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi, para se alistar com a sua esposa Maria, que estava grávida. Estando eles ali, completaram-se os dias dela. E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria. Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite. Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor. O anjo disse-lhes: ‘Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na Cidade Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor’.” (Lc 2,4-11)

Por isso hoje celebramos a eterna solidariedade do Pai das Misericórdias que, no seu plano de amor, quis o nascimento de Jesus, que é o verdadeiro Sol, a Luz do mundo. Este não é um dia de medo e nem de desespero, é dia de confiança e de esperança, pois Deus veio habitar no meio de nós, e assim encher-nos da certeza de que é possível um mundo novo. Solidário conosco, Ele nos quer solidários neste dia de Glória que refulge ao redor de cada um de nós!

Sendo assim, tudo neste dia só tem sentido se apontar para o grande aniversariante deste dia: o Menino Deus! Presépios, árvores, enfeites, banquetes e os presentes natalícios representam os presentes que os Reis Magos levaram até Jesus, mas não são estes símbolos a essência do Natal. O importante, o essencial, é que Cristo realmente nasça em nossos corações de uma maneira nova, renovadora, e que a partir daí, possamos sempre caminhar na sua luz solidária deste Deus Único e Verdadeiro, que nos quer também solidários uns com os outros!

Vivamos com muita alegria este dia solidário, que o Senhor fez para nós!

Um Santo Natal para você e para a sua família!


25.12.2014
NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO MISSA DA NOITE - VIGÍLIA DE NATAL
__ "JESUS É NOSSA LUZ!" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTA DATA
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

Ambientação:
Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs! Nesta noite, celebramos o nascimento de Jesus. Nossos corações se voltam a Belém para adorar o Menino do Presépio, em quem se concentra a esperança da humanidade. Por isso, esta noite é clara como o dia, pois o Menino que hoje nasceu é a Luz que ilumina os povos e liberta todos os prisioneiros da morte. Cantemos juntamente com os anjos, celebrando o cumprimento da promessa de Deus. Sintamos o júbilo real de Deus em nossos corações e cheios dessa alegria divina entoemos cânticos jubilosos ao Senhor!


NATAL DE JESUS
( BRANCO, GLÓRIA, CREIO, PREFÁCIO DO NATAL – OFÍCIO DA SOLENIDADE )

Antífona de entrada:
Alegremo-nos todos no Senhor: hoje nasceu o salvador do mundo, desceu do céu a verdadeira paz!

Oração do dia
Ó Deus, que fizestes resplandecer esta noite santa com a claridade da verdadeira luz, concedei que, tendo vislumbrado na terra este mistério, possamos gozar no céu sua plenitude. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Primeira Leitura (Isaías 9,1-6)
Leitura do livro do profeta Isaías.

9 1 O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz.
2 Vós suscitais um grande regozijo, provocais uma imensa alegria; rejubilam-se diante de vós como na alegria da colheita, como exultam na partilha dos despojos.
3 Porque o jugo que pesava sobre ele, a coleira de seu ombro e a vara do feitor, vós os quebrastes, como no dia de Madiã.
4 Porque todo calçado que se traz na batalha, e todo manto manchado de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão presa das chamas;
5 porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; a soberania repousa sobre seus ombros, e ele se chama: Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz.
6 Seu império será grande e a paz sem fim sobre o trono de Davi e em seu reino. Ele o firmará e o manterá pelo direito e pela justiça, desde agora e para sempre. Eis o que fará o zelo do Senhor dos exércitos.
- Palavra do Senhor!
- Graças a Deus.

Salmo responsorial 95/96

Hoje nasceu para nós o Salvador, que é Cristo, o Senhor.

Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira!
Cantai e bendizei seu santo nome!

Dia após dia anunciai sua salvação,
manifestai a sua glória entre as nações
e, entre os povos do universo, seus prodígios!

O céu se rejubile e exulte a terra,
aplauda o mar com o que vive em suas águas;
os campos com seus frutos rejubilem
e exultem as florestas e as matas.

Na presença do Senhor, pois ele vem,
porque vem para julgar a terra inteira.
Governará o mundo todo com justiça,
e os povos julgará com lealdade.

Segunda Leitura (Tito 2,11-14)
Leitura da carta de são Paulo a Tito.

2 11 Manifestou-se, com efeito, a graça de Deus, fonte de salvação para todos os homens.
12 Veio para nos ensinar a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver neste mundo com toda sobriedade, justiça e piedade,
13 na expectativa da nossa esperança feliz, a aparição gloriosa de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo,
14 que se entregou por nós, a fim de nos resgatar de toda a iniqüidade, nos purificar e nos constituir seu povo de predileção, zeloso na prática do bem.
- Palavra do Senhor!
- Graças a Deus.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Eu vos trago a boa nova de uma grande alegria: é que hoje vos nasceu o Salvador, Cristo, o Senhor (Lc 2,10s).


Evangelho (Lucas 2,1-14)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

2 1 Naqueles tempos apareceu um decreto de César Augusto, ordenando o recenseamento de toda a terra.
2 Este recenseamento foi feito antes do governo de Quirino, na Síria.
3 Todos iam alistar-se, cada um na sua cidade.
4 Também José subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi,
5 para se alistar com a sua esposa Maria, que estava grávida.
6 Estando eles ali, completaram-se os dias dela.
7 E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria.
8 Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite.
9 Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor.
10 O anjo disse-lhes: "Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo:
11 hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor.
12 Isto vos servirá de sinal: achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura".
13 E subitamente ao anjo se juntou uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus e dizia:
14 "Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência".
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Sobre as oferendas
Acolhei, ó Deus, a oferenda da festa de hoje, na qual o céu e a terra trocam os seus dons, e dai-nos participar da divindade daquele que uniu a vós a nossa humanidade. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão:
O Verbo se fez carne, e vimos a sua glória (Jo 1,14).

Depois da comunhão
Senhor nosso Deus, ao celebrarmos com alegria o Natal do nosso salvador, dai-nos alcançar, por uma vida santa, seu eterno convívio. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (NATAL DE JESUS):

"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós e nós vimos a sua glória..." (Jo 1,14).

A encarnação do Verbo de Deus assinala o início dos "últimos tempos", isto é, a redenção da humanidade por parte de Deus. Cega e afastada de Deus, a humanidade viu nascer a luz que mudou o rumo da sua história. O nascimento de Jesus é um fato real que marca a participação direta do ser humano na vida divina. Esta comemoração é a demonstração maior do amor misericordioso de Deus sobre cada um de nós, pois concedeu-nos a alegria de compartilhar com ele a encarnação de seu Filho Jesus, que se tornou um entre nós. Ele veio mostrar o caminho, a verdade e a vida, e vida eterna. A simbologia da festa do Natal é o nascimento do Menino-Deus.

No início, o nascimento de Jesus era festejado em 6 de janeiro, especialmente no Oriente, com o nome de Epifania, ou seja, manifestação. Os cristãos comemoravam o natalício de Jesus junto com a chegada dos reis magos, mas sabiam que nessa data o Cristo já havia nascido havia alguns dias. Isso porque a data exata é um dado que não existe no Evangelho, que indica com precisão apenas o lugar do acontecimento, a cidade de Belém, na Palestina. Assim, aquele dia da Epifania também era o mais provável em conformidade com os acontecimentos bíblicos e por razões tradicionais do povo cristão dos primeiros tempos.

Entretanto, antes de Cristo, em Roma, a partir do imperador Júlio César, o 25 de dezembro era destinado aos pagãos para as comemorações do solstício de inverno, o "dia do sol invencível", como atestam antigos documentos. Era uma festa tradicional para celebrar o nascimento do Sol após a noite mais longa do ano no hemisfério Norte. Para eles, o sol era o deus do tempo e o seu nascimento nesse dia significava ter vencido a deusa das trevas, que era a noite.

Era, também, um dia de descanso para os escravos, quando os senhores se sentavam às mesas com eles e lhes davam presentes. Tudo para agradar o deus sol.

No século IV da era cristã, com a conversão do imperador Constantino, a celebração da vitória do sol sobre as trevas não fazia sentido. O único acontecimento importante que merecia ser recordado como a maior festividade era o nascimento do Filho de Deus, cerne da nossa redenção. Mas os cristãos já vinham, ao longo dos anos, aproveitando o dia da festa do "sol invencível" para celebrar o nascimento do único e verdadeiro sol dos cristãos: Jesus Cristo. De tal modo que, em 354, o papa Libério decretou, por lei eclesiástica, a data de 25 de dezembro como o Natal de Jesus Cristo.

A transferência da celebração motivou duas festas distintas para o povo cristão, a do nascimento de Jesus e a da Epifania. Com a mudança, veio, também, a tradição de presentear as crianças no Natal cristão, uma alusão às oferendas dos reis magos ao Menino Jesus na gruta de Belém. Aos poucos, o Oriente passou a comemorar o Natal também em 25 de dezembro.

Passados mais de dois milênios, a Noite de Natal é mais que uma festa cristã, é um símbolo universal celebrado por todas as famílias do mundo, até as não-cristãs. A humanidade fica tomada pelo supremo sentimento de amor ao próximo e a Terra fica impregnada do espírito sereno da paz de Cristo, que só existe entre os seres humanos de boa vontade. Portanto, hoje é dia de alegria, nasceu o Menino-Deus, nasceu o Salvador.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. NATAL DO SENHOR
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

O sentir medo faz parte do ser humano, principalmente na relação com Deus, todos os personagens do A T, desde os patriarcas até os profetas, sentiram medo quando Deus se revelou para confiar-lhes uma missão. O pecado e o sentimento de culpa nos fazem ainda mais medrosos diante de Deus, no NT percebe-se que constantemente os discípulos são dominados pelo medo em muitas situações na experiência que fizeram com Jesus, e em todas essas situações o próprio senhor irá lhes dizer “Não tenhais medo...”.

Temos medo daquilo que não conhecemos, temos medo de algo que é muito maior que nós, temos medo de tudo aquilo sobre o qual não temos controle e nem a compreensão.

Temos medo das forças da natureza, medo presente em tantas fobias e traumas sofridos na infância ou adolescência, mas temos muito medo principalmente de Deus, infelizmente muitos fazem da experiência com Deus uma relação baseada no medo, de não ser amado, perdoado, compreendido e aceito. Qualquer rejeição nesta vida é dolorosa, mas o pensamento tenebroso de que Deus possa nos rejeitar algum dia, nos causa grande pavor e angústia.

Os pastores eram pessoas rejeitadas pela sociedade e religião, considerados impuros e incapazes de alcançarem à salvação, nem no templo podiam entrar e ninguém confiava em suas palavras. Eles representam neste evangelho da Noite de Natal, todas aquelas categorias de pessoas excluídas, marginalizadas, consideradas lixos da humanidade, irrecuperáveis e desprezadas, pessoas de tão baixa qualidade que não compensaria trabalhar para recuperá-las socialmente e moralmente. Cada um de nós conhece alguém nessas condições, talvez membro da nossa família, ou que more perto de nós, pode também ser alguém da comunidade, que muitas vezes olhamos com o canto dos olhos.

Nesta noite de natal Deus fez uma revolução, deixou de lado as noventa e nove ovelhas de Israel e se manifestou na pastagem, em primeiríssimo lugar aos homens desqualificados e desprezados, que diante de tanta rejeição social e religiosa, já tinham gravado no coração e na mente, que o Messias Salvador jamais viria para eles, mas somente para os justos praticantes da lei de Moisés, por isso, o primeiro sentimento que lhes invade o coração diante do anjo do senhor que lhes apareceu, é justamente o medo, talvez de um castigo ou condenação. Não é este por acaso, o sentimento que temos quando pensamos em nossa morte?

“Na tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que o será para todo o povo: hoje na cidade de Davi, nasceu para vós um salvador, que é o Cristo Senhor...”

Nasceu para vós -  não nasceu para os que se consideram justos, santos e zelosos cumpridores da lei, é um salvador que fala a nossa linguagem, que tem a nossa carne, que é pobre e rejeitado, como os pastores, nem tinha um lugar confortável para nascer. O sinal confirma essa proximidade de Deus com os  homens, trata-se realmente do Emanuel, “Deus conosco” – não se trata de uma criança com super poderes, mas de um menininho pobre, deitado entre as palhas de uma manjedoura, envolto em faixas e que precisa dos cuidados de um pai e mãe, como qualquer criança.

Nesse dá para confiar, é um dos nossos! É igual a nós! É pé no chão! Capaz de sonhar os nossos sonhos, de ter no coração as nossas mesmas esperanças.  Todo o céu se alegra e os anjos cantam os louvores de Deus. Anjos que estão em plena sintonia com o projeto de Deus, que para manifestar o grande amor pela humanidade pecadora, envia seu Filho Divino, da mesma natureza e essência, que livremente aceita o rebaixamento.

Ato salvífico que manifesta ao mesmo tempo toda glória e louvor a Deus, transmitindo também a paz aos homens por ele amados. A paz que derruba as barreiras entre Deus e os homens, a paz que abre o nosso coração para o amor e a graça trazida por Jesus de Nazaré! Não há mais razão para ter medo! Deus nos provou o seu amor, nesta noite Feliz!

2. É o Natal do Senhor!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Carlos Alberto Contieri, sj - e disponibilizado no Portal Paulinas)

Oh! Noite em que a Luz quebrou o domínio das trevas! A Luz brilhou nas trevas! É o Natal do Senhor! Noite de alegria, pois nasceu o Salvador da humanidade. Ao contrário do nascimento de João que acontece em casa, em torno de parentes e vizinhos, Jesus nasce fora da sua cidade, numa estrebaria, rodeado somente de seus pais, Maria e José.

Duas ideias convém hoje ressaltar, mais de cunho espiritual que exegético: a primeira delas é a observação do evangelista de que, chegados a Belém, não havia lugar na hospedaria em que Maria pudesse dar à luz o seu Filho. Uma gruta, provavelmente, que abrigava o rebanho dos pastores durante a noite e o defendia das intempéries do tempo, será o lugar do parto. Essa notícia visa despertar no leitor e no ouvinte do evangelho o desejo de tê-lo acolhido em sua própria casa.

A segunda ideia é o anúncio cujo objeto é uma grande alegria: nasceu o Salvador. Considerados impuros, no tempo do Messias, por sua própria profissão, eles serão destinatários e portadores da alegria da salvação. É antecipada, aqui, a missão de Jesus: "o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido" (Lc 19, 10).

ORAÇÃO
Bendito sejas, Senhor Deus da vida, porque fizeste nascer para nós o Salvador, Cristo Jesus.

3. É NATAL!
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).

Lucas e Mateus, começando seus evangelhos com a narrativa do nascimento de Jesus na cidade de Belém, vinculada à memória de Davi, têm a intenção de atribuir a Jesus uma origem davídica. Nos evangelhos de Marcos e de João não há referências ao nascimento em Belém. Lucas destaca as condições de despojamento e pobreza neste nascimento. Enquanto Mateus narra a visita dos magos do oriente trazendo ricos presentes, Lucas narra a visita dos humildes pastores em vigília dos rebanhos de seus patrões. Lucas é o evangelista dos pobres amados por Deus. Em um mundo marcado pelas injustiças dos poderosos, o povo oprimido vislumbra a libertação e a vida plena.


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Liturgia da Sexta-Feira — 26.12.2014

Terço do Rosário: Mistérios Dolorosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Dolorosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

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Santo Estêvão, primeiro mártir de toda a história católica

Nos capítulos 6 e 7 dos Atos dos Apóstolos encontramos um longo relato sobre o martírio de Estêvão, que é um dos sete primeiros Diáconos nomeados e ordenados pelos Apóstolos. Santo Estêvão é chamado de Protomártir, ou seja, ele foi o primeiro mártir de toda a história católica. O seu martírio ocorreu entre o ano 31 e 36 da era cristã. Eis a descrição, tirada do livro dos Atos dos Apóstolos:

“Estêvão, porém, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. Levantaram-se então alguns da sinagoga, chamados dos Libertos e dos Cirenenses e dos Alexandrinos, e dos da Cicília e da Ásia e começaram a discutir com Estêvão, e não puderam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. Subornaram então alguns homens que disseram: ‘Ouvimo-lo proferir palavras blasfematórias contra Moisés e contra Deus’. E amotinaram o povo e os Anciãos e Escribas e apoderaram-se dele e conduziram-no ao Sinédrio; e apresentaram falsas testemunhas que disseram: ‘Este homem não cessa de proferir palavras contra o Lugar Santo e contra a Lei; pois, ouvimo-lo dizer que Jesus, o Nazareno, destruirá este Lugar e mudará os usos que Moisés nos legou’. E todos os que estavam sentados no Sinédrio, tendo fixado os olhares sobre ele, viram o seu rosto como o rosto de um anjo”.

Num longo discurso, Estêvão evoca a história do povo de Israel, terminando com esta veemente apóstrofe:

“‘Homens de cerviz dura, incircuncisos de coração e de ouvidos, resistis sempre ao Espírito Santo, vós sois como os vossos pais. Qual dos profetas não perseguiram os vossos pais, e mataram os que prediziam a vinda do Justo que vós agora traístes e assassinastes? Vós que recebestes a Lei promulgada pelo ministério dos anjos e não a guardastes’. Ao ouvirem estas palavras, exasperaram-se nos seus corações e rangiam os dentes contra ele. Mas ele, cheio do Espírito Santo, tendo os olhos fixos no céu, viu a glória de Deus e Jesus que estava à direita de Deus e disse: ‘Vejo os céus abertos e o Filho do homem que está à direita de Deus’. E levantando um grande clamor, fecharam os olhos e, em conjunto, lançaram-se contra ele. E lançaram-no fora da cidade e apedrejaram-no. E as testemunhas depuseram os seus mantos aos pés de um jovem, chamado Saulo. E apedrejavam Estêvão que invocava Deus e dizia: ‘Senhor Jesus, recebe o meu espírito’. Depois, tendo posto os joelhos em terra, gritou em voz alta: ‘Senhor, não lhes contes este pecado’. E dizendo isto, adormeceu”.

Santo Estêvão, rogai por nós!


SANTO ESTÊVÃO - DIÁCONO E PROTOMÁRTIR
( VERMELHO, GLÓRIA, PREFÁCIO DO NATAL – OFÍCIO DA FESTA )

Antífona de entrada:
As portas do céu abriram-se para santo Estêvão, que foi o primeiro dentre os mártires e por isso, coroado, triunfa no céu.

Oração do dia
Ensinai-nos, ó Deus, a imitar o que celebramos, amando os nossos próprios inimigos, pois festejamos santo Estêvão, vosso primeiro mártir, que soube rezar por seus perseguidores. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Atos 6,8-10;7,54-59)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 6 8 Estêvão, cheio de graça e fortaleza, fazia grandes milagres e prodígios entre o povo.
9 Mas alguns da sinagoga, chamada dos Libertos, dos cirenenses, dos alexandrinos e dos que eram da Cilícia e da Ásia, levantaram-se para disputar com ele.
10 Não podiam, porém, resistir à sabedoria e ao Espírito que o inspirava.
54 Ao ouvir tais palavras, esbravejaram de raiva e rangiam os dentes contra ele.
55 Mas, cheio do Espírito Santo, Estêvão fitou o céu e viu a glória de Deus e Jesus de pé à direita de Deus:
56 “Eis que vejo, disse ele, os céus abertos e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus”.
57 Levantaram então um grande clamor, taparam os ouvidos e todos juntos se atiraram furiosos contra ele.
58 Lançaram-no fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas depuseram os seus mantos aos pés de um moço chamado Saulo.
59 E apedrejavam Estêvão, que orava e dizia: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito”.
- Palavra do Senhor!
- Graças a Deus.

Salmo responsorial 30/31

Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.

Sede uma rocha protetora para mim,
um abrigo bem seguro que me salve!
Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza;
por vossa honra, orientai-me e conduzi-me!

Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito,
porque vós me salvareis, ó Deus fiel!
Vosso amor me faz saltar de alegria,
pois olhastes para as minhas aflições.

Eu entrego em vossas mãos o meu destino;
libertai-me do inimigo e do opressor!
Mostrai serena a vossa face ao vosso servo
e salvai-me pela vossa compaixão!

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Bendito o que vem em nome do Senhor. Nosso Deus é o Senhor, ele é a nossa luz (Sl 117,26s).


EVANGELHO (Mateus 10,17-22)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 10 17 Disse Jesus: “Cuidai-vos dos homens. Eles vos levarão aos seus tribunais e açoitar-vos-ão com varas nas suas sinagogas.
18 Sereis por minha causa levados diante dos governadores e dos reis: servireis assim de testemunho para eles e para os pagãos.
19 Quando fordes presos, não vos preocupeis nem pela maneira com que haveis de falar, nem pelo que haveis de dizer: naquele momento ser-vos-á inspirado o que haveis de dizer.
20 Porque não sereis vós que falareis, mas é o Espírito de vosso Pai que falará em vós.
21 O irmão entregará seu irmão à morte. O pai, seu filho. Os filhos levantar-se-ão contra seus pais e os matarão.
22 Sereis odiados de todos por causa de meu nome, mas aquele que perseverar até o fim será salvo”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Sobre as oferendas
Ó Deus, recebei de nossas mãos as oferendas que hoje apresentamos, comemorando com alegria o glorioso martírio de santo Estêvão. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão:
Enquanto o apedrejavam, Estêvão dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito (At 7,58).

Depois da comunhão
Nós vos damos graças, ó Deus, por tanta bondade para conosco, pois nos salvais pelo natal do vosso Filho e nos alegrais com a festa de santo Estêvão. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SANTO ESTEVÃO):

Na história do catolicismo, muitos foram os que pereceram, e ainda perecem, pagando com a própria vida a escolha de abraçar a fé cristã. Essa perseguição mortal, que durou séculos, teve início logo após a Ressurreição de Jesus. O primeiro que derramou seu sangue por causa da fé cristã foi Estêvão, considerado por isso o protomártir.

Vividos os eventos da Paixão e Ressurreição, os Doze apóstolos passaram a pregar o evangelho de Cristo para os hebreus. A inimizade, que estava apenas abrandada, reavivou, dando início às perseguições mortais aos seguidores do Messias. Mas com extrema dificuldade eles fundaram a primeira comunidade cristã, que conseguiu estabelecer-se como um exemplo vivo da mensagem de Jesus, o amor ao próximo.

Assim, dentro da comunidade, tudo era de todos, tudo era repartido com todos, todos tinham os mesmos direitos e deveres. Conforme a comunidade se expandia, aumentavam também as necessidades, de alimentação e de assistência. Assim, os apóstolos escolheram sete para formarem como "ministros da caridade", chamados diáconos. Eram eles que administravam os bens comuns, recolhiam e distribuíam os alimentos para todos da comunidade. Um dos sete era Estêvão, escolhido porque era "cheio de fé e do Espírito Santo".

Porém, segundo os registros, Estêvão não se limitava ao trabalho social de que fora incumbido. Não perdia a chance de divulgar e pregar a palavra de Cristo, e o fazia com tanto fervor e zelo que chamou a atenção dos judeus. Pego de surpresa, foi preso e conduzido diante do sinédrio, onde falsos testemunhos, calúnias e mentiras foram a base de sustentação para a acusação. As testemunhas informaram que Estêvão dizia que Jesus de Nazaré prometera destruir o templo sagrado e que também queria modificar as leis de Deus transmitidas a Moisés.

Num discurso iluminado, Estêvão repassou toda a história hebraica, de Abraão até Salomão, e provou que não blasfemara contra Deus, nem contra Moisés, nem contra a Lei, nem contra o templo. Teria convencido e sairia livre. Mas não, seguiu avante com seu discurso e começou a pregar a palavra de Jesus. Os acusadores, irados, o levaram, aos gritos, para fora da cidade e o apedrejaram até a morte.

Antes de tombar morto, Estêvão repetiu as palavras de Jesus no Calvário, pedindo a Deus perdão para seus agressores. Fazia parte desse grupo de judeus um homem que mais tarde se soube ser o apóstolo Paulo, que, na época, ainda não estava convertido. O testemunho de santo Estevão não gera dúvidas, porque sua documentação é histórica, encontra-se num livro canônico, Atos dos Apóstolos, fazendo parte das Sagradas Escrituras.

Por tudo isso, quando suas relíquias foram encontradas em 415, causaram forte comoção nos fiéis, dando início a um fervoroso culto de toda a cristandade. A festa de santo Estevão é celebrada sempre no dia seguinte ao da festa do Natal de Jesus, justamente para marcar a sua importância de primeiro mártir de Cristo e um dos sete escolhidos dos apóstolos.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. O Drama de ser cristão, ontem e hoje...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Enquanto o recém surgido cristianismo, atuava dentro do judaísmo, o clima era tranqüilo, mas conforme os discípulos de Jesus, agora apóstolos com a missão de ser Igreja no mundo, começaram a perceber claramente a diferença entre Cristianismo e Judaísmo, os ânimos começaram a se exaltar dentro da própria comunidade, uns mais conservadores queriam um cristianismo subordinado á Lei de Moisés, outros não aceitavam continuar no cordão umbilical, era preciso renovar-se a partir dos ensinamentos e da prática libertadora de Jesus de Nazaré, morto e ressuscitado.

E assim o caldeirão começou a ferver até que no ano 90, quando o templo já não mais existia e o judaísmo, mantido pelos Fariseus, se concentrava nas sinagogas, tornou-se impossível a convivência dos cristãos na comunidade judaica, e estes acabaram expulsando aqueles de seu meio.

Com a expulsão da sinagoga, e, portanto sem estar mais inserido no Judaísmo, o cristianismo arrumou mais um inimigo: o Império Romano que exigia o culto ao imperador, e os cristãos só reconheciam a Jesus como Senhor. Os ataques e a intensa perseguição vinha dos dois lados e a comunidade cristã, para viver com tranqüilidade e em paz, só tinha uma alternativa, retratar-se perante o Judaísmo e curvar-se ante o poderoso Imperador, aceitando o seu Senhorio como o de Jesus de Nazaré. Muitos da comunidade cederam, pois ser cristão era arrumar encrenca com a religião tradicional e com os poderosos de Roma.

Por esse motivo, a exclusão e a separação do judaísmo era um momento de treva para quem proclamava Jesus como messias. Os dissidentes ficavam sem proteção, sem trabalho, sem relações sociais e comerciais, separados de sua tradição religiosa, dos serviços e ritos religiosos. Portanto, sem a religião judaica farisaica, permitida pela lei do império, os judeus cristãos deveriam assumir outra religião que fosse reconhecida pelos romanos, caso contrário, seriam vistos como inimigos.

É nesse clima de medo, incerteza e desconfiança que Mateus escreve este evangelho ás suas comunidades, infestadas de "espiões" disfarçados de membros que levavam informações tanto aos Lideres Farisaicos como ao império. O que fazer em uma situação desta? O que argumentar quando um irmão da comunidade traiu a nossa confiança e nos delatou ao poder?

Jesus garante que naquele momento de medo e terror, o cristão deverá manter-se calmo porque o Espírito Santo indicará o que deve ser feito e o que deve ser falado. Portanto, ter o Espírito de Deus em nós, não significa uma super proteção, se tiver que ser entregue, será, se tiver que passar por alguma tortura, passará, e se tiver que ser martirizado, também será.

O que Jesus garante é que o cristão de uma Fé madura e consciente, sempre terá algo a dizer e o fará com toda convicção, seja diante de autoridade ou de qualquer outro poder. Nos países  socialistas ou nas nações sob o domínio dos Muçulmanos, os Cristãos católicos vivem hoje em dia este mesmo drama. Mesmo nas grandes metrópoles da América Latina, muitos católicos desistiram de viver o cristianismo prá valer, uma vez que os valores da pós-modernidade são ás vezes bem contrários ao espírito do evangelho. O evangelho traz uma frase consoladora que reanima encoraja e reacende a esperança "Quem perseverar até o fim, estará salvo".

2. Confiança em Deus
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Carlos Alberto Contieri, sj - e disponibilizado no Portal Paulinas)

– A festa de Santo Estêvão, protomártir da igreja, é ocasião para agradecermos a Deus o testemunho dos que nos precederam na fé. O evangelho de hoje é parte do discurso missionário. Esse discurso é constituído de orientações e advertências para o exercício da missão. Jesus previne os seus discípulos acerca da hostilidade que a missão pode sofrer.

O próprio Jesus viveu a resistência de seus contemporâneos, foi vítima de calúnias e mentiras, padeceu a rejeição e o abandono, até ser condenado e morto injustamente. Mas a resistência, a hostilidade e a rejeição não vêm somente de fora, mas de dentro da comunidade, e inclusive da própria família. Jesus foi traído e abandonado por seus próprios discípulos.

É por causa de Jesus que os discípulos são perseguidos e a missão cristã é tratada com hostilidade. É o preço do testemunho autêntico. Na realização da missão é preciso prudência e simplicidade; é fundamental a confiança na presença permanente do Senhor (Mt 28, 20). É necessário deixar Deus ser Deus, pois o Espírito que habita o coração dos fiéis é que inspirará, em cada momento, a atitude e as palavras que convêm.

Nenhuma perplexidade deve dominar ou paralisar os que são enviados pelo Senhor em missão. A confiança em Deus é o sustento da vocação do discípulo.

ORAÇÃO
Concedei-nos Senhor a coragem e a perseverança para testemunharmos teu projeto de amor mesmo diante das perseguições.

3. O SUPREMO TESTEMUNHO
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).

Os discípulos jamais foram iludidos quanto às conseqüências de sua opção pelo Reino. Embora se lhes acenasse a vida eterna a ser vivida na comunhão com o Pai, de forma alguma foi-lhes prometido segurança e bem-estar.

O Mestre foi suficientemente explícito ao alertá-los para um futuro de perseguição, ódio, flagelos e comparecimento nos tribunais. O supremo testemunho do martírio poderia provir não das mãos dos inimigos e sim dos próprios familiares. Por isso, o discipulado deveria aliar uma profunda fé a uma inquebrantável personalidade, de forma a poderem manter-se firmes nos momentos de provação.

Todavia, Jesus lhes fez uma revelação importante: seria dado aos discípulos o dom do Espírito que, nos momentos difíceis, haveria de estar do lado deles, incutindo-lhes força, colocando em seus lábios palavras adequadas para se defenderem, incentivando-os a não desfalecerem na fé, a ponto de abrir mão de sua opção pelo Reino. Movidos pelo Espírito, estariam preparados para perseverar até o fim, e assim alcançarem a salvação.

Nunca faltou, ao longo da história da fé cristã, quem se dispusesse a dar um testemunho consumado de sua adesão ao Reino. Os mártires são verdadeiros exemplos de fé. Para os de ontem e os de hoje devem se voltar as nossas atenções, quando almejamos reencontrar a trilha do verdadeiro seguimento de Jesus.

Oração
Pai, jamais me falte a luz do teu Espírito, quando sou chamado a testemunhar minha fé, em meio a desafios e perseguições.


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Liturgia do Sábado — 27.12.2014

Terço do Rosário: Mistérios Gozosos (clique aqui...)
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São João Evangelista

O nome deste evangelista significa: “Deus é misericordioso”: uma profecia que foi se cumprindo na vida do mais jovem dos apóstolos. Filho de Zebedeu e de Salomé, irmão de Tiago Maior, ele também era pescador, como Pedro e André; nasceu em Betsaida e ocupou um lugar de primeiro plano entre os apóstolos.

Jesus teve tal predileção por João que este assinalava-se como “o discípulo que Jesus amava”. O apóstolo São João foi quem, na Santa Ceia, reclinou a cabeça sobre o peito do Mestre e, foi também a João, que se encontrava ao pé da Cruz ao lado da Virgem Santíssima, que Jesus disse: “Filho, eis aí a tua mãe” e, olhando para Maria disse: “Mulher, eis aí o teu filho”. (Jo 19,26s).

Quando Jesus se transfigurou, foi João, juntamente com Pedro e Tiago, que estava lá. João é sempre o homem da elevação espiritual, mas não era fantasioso e delicado, tanto que Jesus chamou a ele e a seu irmão Tiago de Boanerges, que significa “filho do trovão”.

João esteve desterrado em Patmos, por ter dado testemunho de Jesus. Deve ter isto acontecido durante a perseguição de Domiciano (81-96 dC). O sucessor deste, o benigno e já quase ancião Nerva (96-98), concedeu anistia geral; em virtude dela pôde João voltar a Éfeso (centro de sua atividade apostólica durante muito tempo, conhecida atualmente como Turquia). Lá o coloca a tradição cristã da primeiríssima hora, cujo valor histórico é irrecusável.

O Apocalipse e as três cartas de João testemunham igualmente que o autor vivia na Ásia e lá gozava de extraordinária autoridade. E não era para menos. Em nenhuma outra parte do mundo, nem sequer em Roma, havia já apóstolos que sobrevivessem. E é de imaginar a veneração que tinham os cristãos dos fins do século I por aquele ancião, que tinha ouvido falar o Senhor Jesus, e O tinha visto com os próprios olhos, e Lhe tinha tocado com as próprias mãos, e O tinha contemplado na sua vida terrena e depois de ressuscitado, e presenciara a sua Ascensão aos céus. Por isso, o valor dos seus ensinamentos e o peso de das suas afirmações não podiam deixar de ser excepcionais e mesmo únicos.

Dele dependem (na sua doutrina, na sua espiritualidade e na suave unção cristocêntrica dos escritos) os Santos Padres daquela primeira geração pós-apostólica que com ele trataram pessoalmente ou se formaram na fé cristã com os que tinham vivido com ele, como S. Pápias de Hierápole, S. Policarpo de Esmirna, Santo Inácio de Antioquia e Santo Ireneu de Lião. E são estas precisamente as fontes donde vêm as melhores informações que a Tradição nos transmitiu acerca desta última etapa da vida do apóstolo.

São João, já como um ancião, depara-se com uma terrível situação para a Igreja, Esposa de Cristo: perseguições individuais por parte de Nero e perseguições para toda a Igreja por parte de seu sucessor, o Imperador Domiciano.

Além destas perseguições, ainda havia o cúmulo de heresias que desentranhava o movimento religioso gnóstico, nascido e propagado fora e dentro da Igreja, procurando corroer a essência mesma do Cristianismo.

Nesta situação, Deus concede ao único sobrevivente dos que conviveram com o Mestre, a missão de ser o pilar básico da sua Igreja naquela hora terrível. E assim o foi. Para aquela hora, e para as gerações futuras também. Com a sua pregação e os seus escritos ficava assegurado o porvir glorioso da Igreja, entrevisto por ele nas suas visões de Patmos e cantado em seguida no Apocalipse.

Completada a sua obra, o santo evangelista morreu quase centenário, sem que nós saibamos a data exata. Foi no fim do primeiro século ou, quando muito, nos princípios do segundo, em tempo de Trajano (98-117 dC).

Três são as obras saídas da sua pena incluídas no cânone do Novo Testamento: o quarto Evangelho, o Apocalipse e as três cartas que têm o seu nome.

São João Evangelista, rogai por nós!


SÃO JOÃO EVANGELISTA - APÓSTOLO E EVANGELISTA
( BRANCO, GLÓRIA, PREFÁCIO DO NATAL – OFÍCIO DA FESTA )

Antífona de entrada:
Foi João que na ceia repousou sobre o peito do Senhor: feliz o apóstolo a quem foram revelados os segredos do reino e que espalhou por toda a terra as palavras da vida.

Oração do dia
Ó Deus, que pelo apóstolo são João nos revelastes os mistérios do vosso Filho, tornai-nos capazes de conhecer e amar o que ele nos ensinou de modo incomparável. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (1 João 1,1-4)
Leitura da primeira carta de são João.

1 1 O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos olhos, o que temos contemplado e as nossas mãos têm apalpado no tocante ao Verbo da vida -
2 porque a vida se manifestou, e nós a temos visto; damos testemunho e vos anunciamos a vida eterna, que estava no Pai e que se nos manifestou -,
3 o que vimos e ouvimos nós vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo.
4 Escrevemo-vos estas coisas para que a vossa alegria seja completa.
- Palavra do Senhor!
- Graças a Deus.

Salmo responsorial 96/97

Ó justos, alegrai-vos no Senhor!

Deus é rei! Exulte a terra de alegria,
e as ilhas numerosas rejubilem!
Treva e nuvem o rodeiam no seu torno,
que se apóia na justiça e no direito.

As montanhas se derretem como cera
ante a face do Senhor de toda a terra;
e assim proclama o céu sua justiça,
todos os povos podem ver a sua glória.

Uma luz já se levanta para os justos,
e a alegria, pra os retos corações.
Homens justos, alegrai-vos no Senhor,
celebrai e bendizei seu santo nome!

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
A vós, ó Deus, louvamos, a vós, Senhor, cantamos, vos louva o exército dos vossos santos mártires!


Evangelho (João 20,2-8)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

20 2 Correu e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava: "Tiraram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram!"
3 Saiu então Pedro com aquele outro discípulo, e foram ao sepulcro.
4 Corriam juntos, mas aquele outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro.
5 Inclinou-se e viu ali os panos no chão, mas não entrou.
6 Chegou Simão Pedro que o seguia, entrou no sepulcro e viu os panos postos no chão.
7 Viu também o sudário que estivera sobre a cabeça de Jesus. Não estava, porém, com os panos, mas enrolado num lugar à parte.
8 Então entrou também o discípulo que havia chegado primeiro ao sepulcro. Viu e creu.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Sobre as oferendas
Santificai, ó Deus, as nossas oferendas e concedei-nos haurir nesta ceia os mistérios do Verbo eterno, revelados, por esta mesma fonte, ao apóstolo João. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão:
O Verbo se fez carne e habitou entre nós, e da sua plenitude todos nós recebemos (Jo 1,14.16).

Depois da comunhão
Ó Deus todo-poderoso, nós vos pedimos que o Verbo feito carne, que são João anunciou com seu evangelho, habite sempre entre nós por este mistério que celebramos. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SÃO JOÃO EVANGELISTA):

É muito difícil imaginar que esse autor do quarto evangelho e do Apocalípse tenha sido considerado inculto e não douto. Mas foi dessa forma que o sinédrio classificou João, o apóstolo e evangelista, conhecido como "o discípulo que Jesus amava". Ele foi o único apóstolo que esteve com Jesus até a sua morte na cruz.

João era um dos mais jovens apóstolos de Cristo, irmão do discípulo Tiago Maior, ambos filhos de Zebedeu, rico pescador da Betsaida, e de Salomé, uma das mulheres que colaboravam com os discípulos de Jesus. Assim como seu pai, João era pescador, e teve como mestre João Batista, o qual, depois, o enviou a Jesus. João, Tiago Maior, Pedro e André foram os quatro discípulos que mais participaram do cotidiano de Jesus.

Costuma ser definido, entre os apóstolos, como homem de elevação espiritual, mais propenso à contemplação do que à ação. Apesar desse temperamento, foi incumbido por Jesus com o maior número de encargos, estando presente em quase todos os momentos e eventos narrados na Bíblia. Estava presente, por exemplo, quando ressuscitou a filha de Jairo, na Transfiguração de Jesus e na sua aflição no Getsêmani. Também na última ceia, durante o processo e, como vimos, foi o único na hora final. Na cruz, Jesus, vendo-o ao lado da Virgem, lhe confiou a tarefa de cuidar da Mãe, Maria.

Os detalhes que se conhece revelam que, após o Pentecostes, João ficou pregando em Jerusalém. Participou do Concílio de Jerusalém, depois, com Pedro, se transferiu para a Samaria. Mas logo foi viver em Éfeso, na companhia de Nossa Senhora. Dessa cidade, organizou e orientou muitas igrejas da Ásia. Durante o governo do imperador Domiciano, foi preso e exilado na ilha de Patmos, na Grécia, onde escreveu o quarto evangelho, o Apocalipse e as epístolas aos cristãos.

Diz a tradição que, antes de o imperador Domiciano exilar João, ele teria sido jogado dentro de um caldeirão de óleo fervente. Mas saiu ileso, vivo, sem nenhuma queimadura. João morreu, após muito sofrimento por todas as perseguições que sofreu durante sua vida, por pregar a Palavra de Deus, e foi sepultado em Éfeso. Tinha noventa anos de idade.

O evangelho de João fala dos mistérios de Jesus, mostrando os discursos do Mestre com uma visão mais aguçada, mais profunda. Enquanto os outros três descrevem Jesus em ação, João nos revela Jesus em comunhão e meditação, ou seja, em toda a sua espiritualidade. Os primeiros escritos de João foram encontrados em fragmentos de papiros no Egito, por isso alguns estudiosos acreditam que ele tenha visitado essas regiões.


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. O Gesto significativo de João...
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

___São João, hoje é o Dia do Senhor, a gente queria louvar a Deus pela sua Santidade e aproveitar para fazer algumas perguntas sobre este evangelho...
___Muito obrigado por lembrar-se de mim, quantas as perguntas, vamos lá...

___Bom, o pessoal está dizendo que neste evangelho acontece a Maratona da Ressurreição, que correria, hein São João!
___Pois é, essa correria do evangelho não quer dizer que a gente estava afobado, não era uma corrida maluca.

___Sei lá São João, Maria Madalena correu contar para vocês, a gente imagina ela correndo com aquele cabelão cumprido esvoaçando ao vento.
___ A Maria Madalena queria confirmar aquilo que seu coração lhe dizia, que o Senhor havia ressuscitado, e buscou o lugar ideal para se confirmar: a comunidade.

___Olha que legal São João, a gente não havia pensado nisso, é na comunidade que a gente confirma e celebra o Senhor Ressuscitado...
___Exato... Todos os relatos pós-pascais são experiências da comunidade com o Jesus Ressuscitado.

___Pois é, mas vocês da comunidade parece que entraram em pânico e também saíram correndo, que história é essa, São João? Estava na cara que você sendo mais jovem iria passar a perna no Velho São Pedro...
___(risos...) De fato, eu era bem mais jovem que ele, mas não é isso que o evangelho quer dizer exatamente, não se trata de uma disputa para ver quem chega primeiro... Se fosse assim, ele teria de correr na categoria Master e eu na Juvenil... (mais risos)

___São João, explica então esse final aí, que parece meio enrolado, você chegou na frente, mas quem passou pela faixa de chegada por primeiro foi São Pedro...
___Pois é: o amor é paciente, tudo crê, tudo espera, não tem cobiça, não busca vantagem, não é esnobe, não quer ser o melhor, nunca atropela o outro, mas é sempre paciente... Quem verdadeiramente ama a Deus manifestado e revelado em Jesus, faz essa experiência de amor precisamente com os irmãos e irmãs da comunidade, o amor de Deus, quando não é experimentado, vivenciado e partilhado na comunidade, deixa de ser amor para ser egoísmo, eu esperei Pedro chegar exatamente por isso.

2. O itinerário espiritual dos discípulos
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Carlos Alberto Contieri, sj - e disponibilizado no Portal Paulinas)

Os relatos da aparição do Ressuscitado não têm por finalidade informar como Jesus Cristo ressuscitou, mas simplesmente comunicar o itinerário espiritual pelo qual os discípulos experimentaram que Jesus, ressuscitado dos mortos, estava presente no meio deles. No primeiro dia da semana, ainda de madrugada, quando é difícil ver com clareza, Maria Madalena, uma das discípulas de Jesus (cf. Lc 8, 1-3), foi ao lugar onde Jesus havia sido sepultado (Jo 19, 38-42).

Vendo a pedra da entrada do sepulcro retirada, concluiu com desespero que, talvez, tivessem roubado o corpo de Jesus. É o que ela, cheia de assombro, vai dizer a Simão Pedro e ao discípulo que Jesus amava. Os dois correm na direção do túmulo. O discípulo que Jesus amava corre mais depressa, chegando primeiro, mas não entra, pois a precedência é de Simão Pedro.

De fato, o corpo de Jesus não estava lá, somente os panos que envolveram o seu corpo sem vida. Mas o túmulo vazio não é a prova da ressurreição. O evangelista não observa que Simão creu. Ele o dirá do outro discípulo que entrou depois: "ele viu e creu". Os sinais da ressurreição de Cristo não são evidentes; eles precisam ser sempre discernidos.

ORAÇÃO
Espírito de fé no Ressuscitado, a exemplo do discípulo amado, faze-me professar a fé no Senhor que está vivo e presente em nosso meio, sempre pronto a nos ajudar.

3. VER E CRER
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).

A experiência do discípulo amado, na manhã da ressurreição, é modelar para quem quer seguir Jesus. Logo que tomou conhecimento do sepulcro vazio, ele correu para lá, seguido pelo apóstolo Pedro. Quando entrou no lugar onde o corpo do Mestre tinha sido colocado e não o encontrando, “viu e creu” que tinha ressuscitado.

A visão que o levou à fé não podia ser puramente sensorial. Neste caso, ela supera a visão humana e atinge uma profundidade só acessível ao coração. Assim, toca-se o mais profundo da realidade. Trata-se de um ver teológico, dinamizado pelo Espírito, que permite penetrar no mistério de Deus, na medida que a limitação humana for capaz.

Partindo deste requisito, compreende-se por que os adversários nunca superaram a simples visão física de Jesus e de seus feitos e palavras. Incapazes de ir além, jamais puderam reconhecer nele o Filho de Deus e chegar ao ato de fé.

O discípulo amado estabelecera com Jesus uma relação de tamanha intensidade que, ao ver o sepulcro vazio, pode dar o salto da fé. Não que o sepulcro vazio fosse uma prova da ressurreição, e sim porque ao contemplá-lo pode compreender todo mistério que envolvia o evento Jesus, chegando a atingir-lhe o âmago: o Filho era objeto do amor do Pai, o qual não permitiria que ele experimentasse a corrupção. A visão física, portanto, serviu de pretexto para algo muito mais profundo.

Oração
Pai, reforça minha fé na ressurreição de teu Filho Jesus, pois com ela deste prova de amá-lo e destiná-lo para a comunhão eterna contigo.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://www.paulinas.org.br/diafeliz/evangelho.aspx - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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Liturgia do Domingo — 28.12.2014

Terço do Rosário: Mistérios Gloriosos (clique aqui...)
(Caríssimos, após meditar as leituras deste dia, rezem o Terço ao Vivo - Mistérios Gloriosos - com os Freis Agostinianos do Seminário Santa Mônica e se preferir, clique aqui para baixar o Santo Rosário e gravar no seu celular, MP3 ou CD e rezar onde desejar)

NOTAS IMPORTANTES

Visite a página WEB TV e WEB RÁDIO. Clique aqui...

Nota_01: Para complementar os estudos da Liturgia dos Domingos - visite as páginas Homilias_e_Sermões e Roteiro_Homilético - pois elas contém um estudo detalhado das Leituras do Domingo, posicionando-as no tempo, indicando as origens das palavras e das idéias implícitas nos textos bíblicos. Ideal para Catequistas, Ministros da Palavra, Líderes de Grupo de Estudo Bíblico e Leigos interessados em conhecer, estudar e praticar a Palavra de Deus.
Nota_02: Publicamos aqui na página do Evangelho do NPDBRASIL a Liturgia Diária e Dominical resumida. Você pode baixar os folhetos completos da Missa de Domingo de duas fontes diferentes: PULSANDINHO da Arquidiocese de Apucarana - PR e O POVO DE DEUS da Arquidiocese de São Paulo - SP, conforme está indicado na Seção Download de Folhetos Dominicais - no início e no final desta página.


Os Santos Inocentes

A festa de hoje, instituída pelo Papa São Pio V, ajuda-nos a viver com profundidade este tempo da Oitava do Natal. Esta festa encontra o seu fundamento nas Sagradas Escrituras. Quando os Magos chegaram a Belém, guiados por uma estrela misteriosa, “encontraram o Menino com Maria e, prostrando-se, adoraram-No e, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes – ouro, incenso e mirra. E, tendo recebido aviso em sonhos para não tornarem a Herodes, voltaram por outro caminho para a sua terra. Tendo eles partido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: ‘Levanta-te, toma o Menino e sua mãe e foge para o Egito, e fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o Menino para o matar’. E ele, levantando-se de noite, tomou o Menino e sua mãe, e retirou-se para o Egito. E lá esteve até à morte de Herodes, cumprindo-se deste modo o que tinha sido dito pelo Senhor por meio do profeta, que disse: ‘Do Egito chamarei o meu filho’. Então Herodes, vendo que tinha sido enganado pelos Magos, irou-se em extremo e mandou matar todos os meninos que havia em Belém e arredores, de dois anos para baixo, segundo a data que tinha averiguado dos Magos.

Então se cumpriu o que estava predito pelo profeta Jeremias: ‘Uma voz se ouviu em Ramá, grandes prantos e lamentações: Raquel chorando os seus filhos, sem admitir consolação, porque já não existem'” (Mt 2,11-20) Quanto ao número de assassinados, os Gregos e o jesuíta Salmerón (1612) diziam ter sido 14.000; os Sírios 64.000; o martirológio de Haguenau (Baixo Reno) 144.000. Calcula-se hoje que terão sido cerca de vinte ao todo. Foram muitas as Igrejas que pretenderam possuir relíquias deles.

Na Idade Média, nos bispados que possuíam escola de meninos de coro, a festa dos Inocentes ficou sendo a destes. Começava nas vésperas de 27 de dezembro e acabava no dia seguinte. Tendo escolhido entre si um “bispo”, estes cantorzinhos apoderavam-se das estolas dos cônegos e cantavam em vez deles. A este bispo improvisado competia presidir aos ofícios, entoar o Inviatório e o Te Deum e desempenhar outras funções que a liturgia reserva aos prelados maiores. Só lhes era retirado o báculo pastoral ao entoar-se o versículo do Magnificat: Derrubou os poderosos do trono, no fim das segundas vésperas. Depois, o “derrubado” oferecia um banquete aos colegas, a expensas do cabido, e voltava com eles para os seus bancos. Esta extravagante cerimônia também esteve em uso em Portugal, principalmente nas comunidades religiosas.

A festa de hoje também é um convite a refletirmos sobre a situação atual desses milhões de “pequenos inocentes”: crianças vítimas do descaso, do aborto, da fome e da violência. Rezemos neste dia por elas e pelas nossas autoridades, para que se empenhem cada vez mais no cuidado e no amor às nossas crianças, pois delas é o Reino dos Céus. Por estes pequeninos, sobretudo, é que nós cristãos aspiramos a um mundo mais justo e solidário.

Santos Inocentes, rogai por nós!


28.12.2014
SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS — ANO B
( BRANCO, GLÓRIA, PREFÁCIO DO NATAL – OFÍCIO DA FESTA )
__ "Sagrada Família, Jesus, José e Maria, abençoe nossas famílias" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGLEHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Neste último domingo do ano, liturgicamente dedicado à família, queremos celebrar em comunhão com todas as nossas famílias. Podemos definir a família numa frase: “família é relação”. Num sentido pedagógico, do ponto de vista relacional, podemos dizer que a família é a melhor escola de relacionamento humano. Quando as coisas não funcionam bem no berço do relacionamento, que é a família, então a previsão não é boa, com ameaças de relacionamentos tempestuosos para o futuro. Por isso, nesta celebração, nosso olhar se volta para a casa de Nazaré, onde vivia a Sagrada Família. Uma família pobre, gente simples e modesta que enfrentou problemas, assim como grande parte de nossas famílias. Queremos também, neste último domingo de 2014, agradecer a Deus tudo o que vivemos, principalmente as graças e bênçãos que do alto recebemos.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Celebramos a festa da Sagrada Família de Nazaré: Jesus, Maria e José. Esta festa nos ajuda a reconhecer que o centro da família cristã é Jesus e que, imitando Maria e José, devemos viver em função do Menino Deus e fazer de sua Palavra nossa luz. Rezemos por todas as famílias e pela Igreja, que é uma grande família em Cristo.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: As características da família descritas nos trechos do Antigo Testamento, sobre as quais se modelavam as nossa famílias patriarcais, eram: a paz, a abundância de bens materiais, a concórdia e a descendência numerosa - sinais da benção do Senhor; a obediência e o amor eram a lei fundamental; essa obediência não era só sinal e garantia de benção e prosperidade para os filhos, mas também um modo de honar a Deus nos pais. A esse tipo de família o cristianismo trouxe um convite a uma contínua vitória sobre si em vista do Reino: São Paulo pede aos esposos e aos filhos cristãos que vivam a vida familiar como se já vivessem na família do Pai Celeste. Apresentando-nos a experiência de Cristo que entra no contexto de uma família humana concreta, o evangelho traça um quadro realista dos reveses e vicissitudes a que está sujeita a vida de uma família. Nem tudo é idílio, paz e serenidade na família: ela passa pelos sofrimentos e dificuldades do exílio e da perseguição; pelas crises do trabalho, da separação, da emigração, do afastamento dos pais, e outras dificuldades. Na Sagrada Família, como em todas as outras, há alegrias e sofrimentos, desde o nascimento até a infância e a idade adulta; ela amadurece através de acontecimentos alegres e tristes para cada um de seus membros.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo entoemos alegres cânticos ao Senhor!


SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS

ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://www.diocesedeapucarana.com.br/userfiles/pulsandinho/28-12-14.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/sites/arquidiocesedesaopaulo.pucsp.br/files/07%20SAGRADA%20FAM%C3%8DLIA_0.pdf


Antífona de entrada:
Vieram apressados os pastores e encontraram Maria com José, e o menino deitado no presépio (Lc 2,16).

Oração do dia
Ó Deus de bondade, que nos destes a Sagrada Família como exemplo, concedei-nos imitar em nossos lares as suas virtudes para que, unidos pelos laços do amor, possamos chegar um dia às alegrias da vossa casa. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Comentário das Leituras: Honrar pai e mãe é um modo de viver no temor do Senhor, dentro da própria família, dirá a primeira leitura. Viver no Senhor é uma maneira de criar relacionamentos saudáveis dentro de casa, ensinará Paulo, na segunda leitura. Fazer a vontade divina, especialmente quando querem matar a família, é o exemplo que nos vem do Evangelho. Quem assim fizer, será feliz para sempre, cantará o salmista. Participemos, por meio das leituras, dos eventos da salvação que celebramos hoje.

Primeira Leitura (Eclesiástico 3,3-7.14-17)
Leitura do livro do Eclesiástico.

3 3 Pois Deus quis honrar os pais pelos filhos, e cuidadosamente fortaleceu a autoridade da mãe sobre eles.
4 Aquele que ama a Deus o roga pelos seus pecados, acautela-se para não cometê-los no porvir. Ele é ouvido em sua prece cotidiana.
5 Quem honra sua mãe é semelhante àquele que acumula um tesouro.
6 Quem honra seu pai achará alegria em seus filhos, será ouvido no dia da oração.
7 Quem honra seu pai gozará de vida longa; quem lhe obedece dará consolo à sua mãe.
14 Meu filho, ajuda a velhice de teu pai, não o desgostes durante a sua vida.
15 Se seu espírito desfalecer, sê indulgente, não o desprezes porque te sentes forte, pois tua caridade para com teu pai não será esquecida,
16 e, por teres suportado os defeitos de tua mãe, ser-te-á dada uma recompensa;
17 tua casa tornar-se-á próspera na justiça. Lembrar-se-ão de ti no dia da aflição, e teus pecados dissolver-se-ão como o gelo ao sol forte.
- Palavra do Senhor!
- Graças a Deus.

Salmo responsorial 127/128

Felizes os que temem o Senhor
e trilham seus caminhos!

Felizes és tu se temes o Senhor
e trilhas seus caminhos!
Do trabalho de tuas mãos hás de viver,
serás feliz, tudo irá bem!

A tua esposa é uma videira bem fecunda
no coração da tua casa;
os teus filhos são rebentos de oliveira
ao redor de tua mesa.

Será assim abençoado todo homem
que teme o Senhor.
O Senhor te abençoe de Sião
cada dia de tua vida.

Segunda Leitura (Colossenses 3,12-21)
Leitura da carta de são Paulo aos Colossenses.

3 12 Portanto, como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência.
13 Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, toda vez que tiverdes queixa contra outrem. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai também vós.
14 Mas, acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição.
15 Triunfe em vossos corações a paz de Cristo, para a qual fostes chamados a fim de formar um único corpo. E sede agradecidos.
16 A palavra de Cristo permaneça entre vós em toda a sua riqueza, de sorte que com toda a sabedoria vos possais instruir e exortar mutuamente. Sob a inspiração da graça cantai a Deus de todo o coração salmos, hinos e cânticos espirituais.
17 Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.
18 Mulheres, sede submissas a vossos maridos, porque assim convém, no Senhor.
19 Maridos, amai as vossas mulheres e não as trateis com aspereza.
20 Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto agrada ao Senhor.
21 Pais, deixai de irritar vossos filhos, para que não se tornem desanimados.
- Palavra do Senhor!
- Graças a Deus.

Aclamação do Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Que a paz de Cristo reine em vossos corações e ricamente habite em vós sua palavra! (Cl 3,15s).


EVANGELHO (Lucas 2,22-40 ou 22.39-40)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor!

2 22 Concluídos os dias da sua purificação segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentar ao Senhor,
23 conforme o que está escrito na lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor”;
24 e para oferecerem o sacrifício prescrito pela lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos.
25 Ora, havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem, justo e piedoso, esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele.
26 Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que não morreria sem primeiro ver o Cristo do Senhor.
27 Impelido pelo Espírito Santo, foi ao templo. E tendo os pais apresentado o menino Jesus, para cumprirem a respeito dele os preceitos da lei,
28 tomou-o em seus braços e louvou a Deus nestes termos:
29 “Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra.
30 Porque os meus olhos viram a vossa salvação
31 que preparastes diante de todos os povos,
32 como luz para iluminar as nações, e para a glória de vosso povo de Israel”.
33 Seu pai e sua mãe estavam admirados das coisas que dele se diziam.
34 Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: “Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições,
35 a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma”.
36 Havia também uma profetisa chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser; era de idade avançada.
37 Depois de ter vivido sete anos com seu marido desde a sua virgindade, ficara viúva, e agora com oitenta e quatro anos não se apartava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações.
38 Chegando ela à mesma hora, louvava a Deus e falava de Jesus a todos aqueles que em Jerusalém esperavam a libertação.
39 Após terem observado tudo segundo a lei do Senhor, voltaram para a Galiléia, à sua cidade de Nazaré.
40 O menino ia crescendo e se fortificava: estava cheio de sabedoria, e a graça de Deus repousava nele.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

HOMILIA - CREIO - PRECES
(Ver abaixo ao final desta liturgia 3 sugestões de Homilia para este domingo)

Sobre as oferendas
Nós vos oferecemos, ó Deus, este sacrifício de reconciliação e pedimos, pela intercessão da virgem mãe de Deus e do bem-aventurado são José, que firmeis nossas famílias na vossa graça, conservando-as na vossa paz. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da comunhão:
O nosso Deus foi visto nesta terra e conviveu com os homens (Br 3,38).

Depois da comunhão
Concedei-nos, ó Pai, na vossa bondade, que, refeitos com o vosso sacramento, imitemos continuamente a Sagrada Família e, após as dificuldades desta vida, convivamos com ela no céu. Por Cristo, nosso Senhor.

Santo do Dia / Comemoração (SAGRADA FAMÍLIA):

O projeto de Deus para a redenção de toda a humanidade tem como centro a encarnação do seu Filho como homem vivendo entre nós. Quis que seu amado Filho fosse o exemplo de tudo. Por isso ele foi acolhido no seio de uma verdadeira família. Uma humilde, boa e honrada família, ligada pela fé e os bons costumes. Ele escolheu, seus anjos agiram e a Sagrada Família foi constituída.

Deus Pai enviou Jesus com a natureza divina e a natureza humana: o Verbo encarnado, trazendo a sua redenção para todos os seres humanos. Ou seja: a salvação do ser humano somente se dá através de Jesus, quem crer e seguir terá a vida eterna no Reino de Deus.

Assim,Jesus nasceu numa verdadeira família para receber tudo o que necessitava para crescer e viver, mesmo sendo muito pobre. Teve o amor dos pais unidos pela religião, trabalhadores honrados, solidários com a comunidade, conscientes e responsáveis por sua formação escolar, cívica, religiosa e profissional. Maria, José e Jesus são o símbolo da verdadeira família idealizada pelo Criador.

A única diferença, que a tornou a "Sagrada Família", foi a sua abnegação, a aceitação e a adesão ao projeto de Deus, com a entrega plena às suas disposições. Mesmo assim,não perderam sua condição humana, imprescindível para que todas as profecias se cumprissem.

A família residiu em Nazaré até que Jesus estivesse pronto para desempenhar sua missão.

Lá, Jesus aprendeu a andar, correr, brincar, comer, rezar, cresceu, estudou, foi aprendiz e auxiliar de seu pai adotivo, José, a quem amava muito e que por ele era muito amado também. Foi um filho obediente à mãe, Maria, e demonstrou isso já bem adulto, e na presença dos apóstolos, nas bodas de Caná, quando, a pedido de Maria, operou o milagre do vinho.

Quando o Messias começou a trilhar os caminhos, aldeias e cidades, pregando o Evangelho, era reconhecido como o filho de José, o carpinteiro da Galiléia. Até ser identificado como o Filho de Deus aguardado pelo povo eleito, Jesus trabalhou como todas as pessoas fazem. Conheceu as agruras dos operários, suas dificuldades e o suor necessário para ganhar o pão de cada dia.

Essa família é o modelo de todos os tempos. É exemplar para toda a sociedade, especialmente nos dias de hoje, tão atormentada por divórcios e separações de tantos casais, com filhos desajustados e todos infelizes. A família deve ser criada no amor, na compreensão, no diálogo, com consciência de que haverá momentos difíceis e crises formais. Só a certeza e a firmeza nos propósitos da união e a fé na bênção de Deus recebida no casamento fará tudo ser superado. Pedir esse sacramento à Igreja é uma decisão de grande responsabilidade, ainda maior nos novos tempos, onde tudo é passageiro, fútil e superficial.

Esta celebração serve para que todas as famílias se lembrem da humilde Sagrada Família, que mudou o rumo da humanidade. Ela representa o gesto transcendente de Deus, que se acolheu numa família humana para ensinar o modo de ser feliz: amar o próximo como a nós mesmos. A Igreja comemora a festa da Sagrada Família em data móvel, no domingo após o Natal, ou, alternativamente, no dia 29 de novembro.

FORMAÇÃO LITÚRGICA

Qual é a atitude do verdadeiro cristão?

Sejamos nós o coração e os braços de Jesus...
Acessem a página de nosso blog para uma pequena reflexão sobre este assunto:
http://salverainha.blogspot.com.br/2013/07/a-atitude-do-cristao.html

Deus recebe o dízimo que oferecemos a Ele?

Sim, Deus recebe o dízimo através da comunidade. Tudo pertence a Ele. Ele é o dono; nós, os usuários. Ele não precisa de nada para Ele, mas precisa para a Sua comunidade (Igreja). Todo dízimo oferecido à comunidade é dízimo oferecido a Deus. O díizimo é uma parcela de nossos ganhos que doamos voluntariamente e de acordo com nossa vontade e nossa capacidade de doação, em agradecimento pelos dons que Deus coloca em nossas vidas. Deus vai receber este dízimo através das obras que os responsáveis pelas paróquias vão fazer utilizando os recursos recebidos.

Caríssimos, não adianta só rezar para que a Igreja faça seu trabalho e torne a vida das pessoas mais feliz e agradável aos olhos de Deus, é preciso a nossa participação direta e voluntária. A manutenção da Igreja, a conta de luz, água, a alimentação do padre, transporte, sua moradia, suas roupas e necessidades pessoais e outras despesas como limpeza ou reformas da igreja para manter em bom estado a casa onde vamos louvar a Deus dependem única e exclusivamente de nossa bondade... Pense nisso!!!

LEITURAS DA SEMANA DE 28.12.2014 A 04.01.2015:
2ª Br - 1Jo 2, 3-11; Sl 95(96); Lc 2, 22-35
3ª Br - 1Jo 2,12-17; Sl 95(96); Lc 2,36-40
4ª Br - 1Jo 2,18-21; Sl 95(96); Jo 1,1-18
5ª Br - SOLENIDADE DA SANTA MÃE DE DEUS, MARIA Nm 6, 22-27; Sl 66(67); Gl 4, 4-7; Lc 2,16-21
6ª Br - 1Jo 2,22-28; Sl 97(98); Jo 1,19-28
Sb Br - 1Jo 2,29 – 3,6; Sl 97(98); Jo 1,29-34
Dm Br -SOLENIDADE DA EPIFANIA DO SENHOR Is 60,1-6; Sl 71(72); Ef 3,2-3a.5-6; Mt 2,1-12 (Visita do Magos)

Link das Partituras dos Cantos para o Mês
http://www.diocesedeapucarana.com.br/cantos.php


COMENTÁRIOS DO EVANGELHO

1. SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Diácono José da Cruz - Diácono da Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP)

Família não é um agrupamento de pessoas que moram sob um mesmo teto, mas sim de pessoas que tem uma comunhão de vida dentro de uma co-responsabilidade, partilha e fraternidade. Infelizmente em nossos dias o que prevalece é o individualismo, cada membro da família tem sua vida, seus interesses, suas amizades e preferências de modo que em uma mesma família podemos ter pessoas de diferentes credos, culturas ou ideologias. O pai e a mãe deixam de ser educadores e formadores dos filhos, e a pós-modernidades é que dita as normas e ensina como viver, e que valores são importantes.

Como se não bastasse isso, o estado quer reinventar um novo conceito de Família, saindo do modelo Divino (um homem, a mulher e os Filhos) para uma caricatura da Pós modernidade( dois homens ou duas mulheres, e ainda dizem que é por amor)

Maria e José não eram figuras decorativas na vida de Jesus, mas exerceram com seriedade, empenho e santidade a missão que lhes fora confiada por Deus: a de serem educadores e catequistas do seu Filho.

A formação do caráter e da personalidade da pessoa exige um equilíbrio, é preciso ter um pai e uma mãe, que sejam testemunhos de amor e exemplo de vida para os filhos, pois nossa primeira igreja é a família.

Nessa pequena comunidade aprende-se o sentido da vida a partir de uma vivência pautada pelo amor e o respeito ao outro, e assim a família é como um pequeno riacho de águas puras e cristalinas que nos leva ao rio maior que é a comunidade, que por sua vez nos leva ao infinito da plenitude em Deus.

José e Maria, apesar de terem uma missão tão especial e grandiosa, de serem os educadores do Filho de Deus, não se fecharam em seu privilégio, mas abriram-se á comunidade à qual levaram a criança, quando se completaram os dias da purificação da mãe, para ser apresentado no templo e assim consagrar a Deus. Nossos filhos não são nossos, mas pertencem a Deus e devem descobrir o sentido da vida a partir da sua vocação para viver o amor. Essa descoberta começa na família e depois se torna madura na vida em comunidade, pois é na igreja que descobrimos e entendemos nossa vocação de servir.

A lei dizia que “todo primogênito do sexo masculino, deveria ser consagrado ao Senhor” mas Maria e José não estão ali simplesmente para cumprirem uma lei, mas é que a fé que tem em Deus, fazem eles perceberem que aquele filho não lhe pertence, mas é uma dádiva para toda humanidade. Um dia aquele menino irá crescer, e na graça de Deus irá se descobrir como um ungido do senhor, nada poderá detê-lo em sua missão, a vocação do amor que quer servir extrapola a vida familiar. José e Maria sabem disso e por isso oferecem um sacrifício, um par de rolas ou dois pombinhos, como ordenava a lei do Senhor.

Os filhos representam tanto para nós, e talvez tão pouco para transformarem o mundo, assumindo a vocação do amor. Muitas vezes desejamos que os filhos fossem grandes e importantes para si mesmos, entretanto, eles são a nossa maior contribuição para ajudar a melhorar o mundo e a sociedade. Maria e José não querem de maneira egoísta “guardar” o menino só para si, mas o consagra a Deus que irá dá-lo para os homens.

Maria é a fonte transbordante, plena de graça divina, José é o homem justo, sábio e forte, porque lê os acontecimentos da vida com os olhos da fé... O menino tem por quem “puxar”... Toda família torna-se sagrada quando as pessoas que dela fazem parte sabem reconhecer na missão do outro o agir de Deus.

"O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria e da graça de Deus." Lc.2,40

José da Cruz é Diácono da
Paróquia Nossa Senhora Consolata – Votorantim – SP
E-mail  cruzsm@uol.com.br

2. Maria e José creram no Senhor
(O comentário do Evangelho abaixo é feito por Carlos Alberto Contieri, sj - e disponibilizado no Portal Paulinas)

No trecho do livro do Gênesis que lemos hoje, aparece, pela primeira vez na Escritura, a palavra "fé" (cf. v.6). É como se a descendência numerosa prometida a Abraão nascesse da fé em Deus. De fato, é crendo que se vê realizar o que Deus promete. É pela fé de Abraão que Israel existe como povo de Deus. Abraão será, por isso, conhecido como o pai dos que têm fé.

Maria e José creram no Senhor. Por isso, abriram mão de seus projetos pessoais para aderirem ao desígnio salvífico de Deus. Souberam viver, em cada etapa da vida, o desafio de compreender e acolher o mistério de Deus presente na vida de Jesus, que eles educaram e viram crescer. Lucas, neste e noutros relatos, parece não ter nenhuma preocupação com a exatidão histórica e cultural. Originalmente, os costumes da apresentação e purificação da mãe são distintos; Lucas parece confundi-los. A prescrição para a purificação da mulher que deu à luz encontra-se em Lv 12, 1ss.

Lucas modifica Lv 12, 6 - não é só a mulher que deve ser purificada, mas "eles" (cf. Lc 2,22). A prescrição quanto à consagração ou apresentação do primogênito ao Senhor encontra-se em Ex 13, 1.11-12. O nosso relato se baseia em 1Sm 1,22-28. O Filho primogênito tinha que ser resgatado ao completar um mês do seu nascimento, mediante o pagamento de um ciclo de prata a um membro de uma família sacerdotal (Nm 3, 47-48; 18,5-16).

Lucas omite toda a menção do resgate do primogênito e transforma a cerimônia numa simples apresentação do menino no Templo de Jerusalém. Seja como for, e sem nos atermos a todas as possibilidades de interpretação, parece-nos que a intenção do evangelista é fazer com que o Antigo Testamento, representado por Simeão e Ana, testemunhe a realização da promessa de Deus em Jesus (cf. Lc 2, 29-32).

O Antigo Testamento chega à sua plenitude; inaugura-se uma nova etapa na história da salvação. A cada noite, com os olhos fixos no Senhor, a Igreja canta o nunc dimitis para proclamar o dom da salvação oferecida por Deus a toda humanidade. Jesus Cristo é a luz que ilumina todos os povos (cf. Jo 8, 12).

ORAÇÃO
Pai, dá-me a graça de ser piedoso e justo como as pessoas envolvidas no mistério da encarnação de teu Filho Jesus. Sejam elas para mim fonte de perene inspiração.

3. LUZ DAS NAÇÕES
(O comentário do Evangelho abaixo é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado no Portal Dom Total a cada mês).

A cena da apresentação do menino Jesus no templo e o rito de purificação de Maria são ricos em detalhes que evidenciam a identidade do Salvador. Revestem-se de um conjunto de elementos proféticos, pelos quais a existência de Jesus se pautará.

Ele foi apresentado como pobre. Seus pais ofereceram um casal de rolinhas ou dois pombinhos, como era previsto para as família mais pobres Aliás, toda a vida de Jesus transcorrerá na pobreza.

Com o rito de oferta, o Messias tornava-se uma pessoa consagrada ao Pai. Esta será uma marca característica de sua existência. Não se pertencerá a si mesmo; todo seu ser estará posto nas mãos do Pai, por cuja vontade se deixará guiar.

O velho Simeão definiu a missão do Messias Jesus: ser luz para iluminar as nações e manifestar a glória de Israel para todos os povos. Por meio de Jesus, a humanidade poderia caminhar segura, sem tropeçar no pecado e na injustiça, e, assim, chegar ao Pai.

Por outro lado, o Messias Jesus estava destinado a ser sinal de contradição. Quem tivesse a coragem de acolhê-lo, seria libertado de seus pecados. Mas para quem se recusasse aderir a ele, seria motivo de queda. Portanto, Jesus seria escândalo para uns, e ressurreição para outros.
Esta cena evangélica retrata, assim, o que Jesus encontraria pela frente.

Oração
Senhor Jesus, possa tua luz brilhar em minha história e ajudar a me reerguer da prostração a que o pecado me reduziu.


Recomendamos visitar diariamente o site da PAULINAS no seguinte endereço - http://www.paulinas.org.br/diafeliz/evangelho.aspx - para completar o estudo da Palavra de Deus que compõe a Liturgia deste dia. Veja logo abaixo do texto do Evangelho as orientações de como fazer a LEITURA ORANTE, com excelentes reflexões sobre o Evangelho do Dia e como aplicar os ensinamentos de hoje em sua vida. Ideal para Estudos Bíblicos diários.


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COMO ADQUIRIR O Folheto Dominical - PULSANDINHO:

Folheto Litúrgico Pulsandinho
Semanário litúrgico da Arquidiocese de Apucarana - PR

Folheto Litúrgico preparado especialmente para um acompanhamento eficaz e participativo das missas dominicais e solenidades da Igreja Católica Apostólica Romana.

As assinaturas são feitas para o período do ano litúrgico, a partir do mês de Junho de cada ano. A aquisição deste folheto pode ser feita diretamente na Gráfica Diocesana de Apucarana-PR através dos meios de contato divulgados abaixo.

Contatos

Folheto Litúrgico Pulsandinho
Publicação da Arquidiocese de Apucarana - PR

PULSANDO LITÚRGICO - Diocese de Apucarana - PR
Responsáveis:
Comentários e orações: Pe. Valdecir Ferreira
Cantos: Maestro Adenor Leonardo Terra
Diaconais: Diácono Durvalino Bertasso
Diagramação: José Luiz Mendes
Impressão: Gráfica Diocesana
Sugestões e Informações: (43) 3423-6811 ou (43) 3423-7033
E-mail: pevaldecir@hotmail.com
Página Internet: http://www.diocesedeapucarana.com.br/pulsandinho.php

COMO ADQUIRIR O Folheto Dominical - O POVO DE DEUS:

Folheto Litúrgico Povo de Deus em São Paulo
Semanário litúrgico da Arquidiocese de São Paulo

Este folheto litúrgico, há 34 anos, tem a missão não penas de ser um rico subsídio para os cristãos participarem do ápice da sua fé, a santa missa, mas também promover a unidade dos católicos nas celebrações dominicais da Arquidiocese e de outras paróquias que assinam o folheto.

O Povo de Deus em São Paulo também é um rico canal de comunicação dos principais eventos da Igreja Particular de São Paulo, bem como mais um canal de diálogo do arcebispo, cardeal dom Odilo Scherer, com o povo desta grande cidade.

Atualmente são produzidos 70 mil folhetos por domingo. As assinaturas são feitas para o período do ano litúrgico, a começar do Advento.

Contato

Folheto Litúrgico Povo de Deus em São Paulo
Publicação da Mitra Arquidiocesana de São Paulo

Endereço: Av. Higienópolis, 890 - São Paulo - SP
CEP: 01238-000
Tel.: (11) 3660-3700

Diretor: Côn. Antônio Aparecido Pereira
Redator: Pe. Valeriano dos Santos Costa
Ilustrador: Marco Funchal - (11) 5071-3808
Diagramador: Eduardo Cruz (ramal 232)
Assinaturas: Luana Oliveira (ramal 228)
E-mail: povodedeus@arquidiocesedesaopaulo.org.br
Impressão: Atlântica
Página Internet: http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/folheto_povodeus


QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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