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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.org.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


21.12.2014
4º Domingo do Advento — ANO B
( ROXO, CREIO, PREFÁCIO DO ADVENTO IIA – IV SEMANA DO SALTÉRIO )
__ “Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus” __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGELHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Estamos cada vez mais próximos do Natal. Neste sentido, a liturgia de hoje dirige o nosso olhar para o Anúncio do Anjo feito a Maria. Lembrando a sua espera, preparemo-nos para a novidade de Deus que chega até neste Natal. Bendigamos o Pai pela manifestação do seu Filho em nossa carne, fazendo com que toda a humanidade entre no dinamismo do seu amor e de sua fidelidade. Como Maria, somos convidados a nos alegrar, porque o Senhor está conosco, revelando-nos em Jesus Cristo todos os segredos do seu projeto de amor.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Em preparação para o Natal, a Igreja proclama nas leituras de hoje a anunciação e enaltece a Virgem Maria. Celebremos esta Eucaristia com o coração vibrante de amor e, imitando Maria, vivamos a vida inteira em ação de graças a Deus. E peçamos perdão por nossa dificuldade de amar.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: A catequese evangélica, como a paulina, preocupa-se em afirmar claramente que Jesus pertence à família real de Davi. Evidencia assim a existência concreta de Jesus e o cumprimento das promessas messiânicas. Deus coloca sua morada entre os homens e faz da humanidade seu templo: as pedras que o constituem são os homens do "sim" incondicional a Deus. Maria é a primeira pedra viva da casa de Deus entre os homens! No quarto e último Domingo do Advento, a Igreja se prepara para celebrar o Natal, proclamando a anunciação do Senhor e enaltecendo a figura da Virgem Maria como símbolo da humanidade que se abre ao mistério de Deus e acolhe o Redentor. Celebremos esta Eucaristia com o coração vibrante no Senhor, assim como cantou Maria seu hino de louvor e viveu uma vida inteira de ação de graças ao Senhor.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo, entoemos cânticos jubilosos ao Senhor!


JESUS, FILHO DE DAVI

ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://www.diocesedeapucarana.com.br/userfiles/pulsandinho/21-12-14.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/sites/arquidiocesedesaopaulo.pucsp.br/files/04%204%C2%BA%20Dom%20Advento_0.pdf


TEMA
A PROMESSA DE DEUS E O “SIM” DO HOMEM

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- Autoria do Roteiro Homilético da Paulus para o período de Novembro/Dezembro-2014: Celso Loraschi - Mestre em Teologia Dogmática com Concentração em Estudos Bíblicos, professor de evangelhos sinóticos e Atos dos Apóstolos no Instituto Teológico de Santa Catarina (Itesc). E-mail: loraschi@itesc.org.br

Introdução da Revistal Vida Pastoral

Neste 4º e último domingo do Advento, meditamos sobre a anunciação do Senhor, conforme relata o Evangelho de Lucas. O Salvador encarna-se no mundo pela via não oficial. Ele é concebido no seio de Maria, camponesa de uma pequena cidade sem importância de uma região marginalizada: Nazaré da Galileia. O Espírito Santo de Deus encontra em Maria a acolhida necessária para gerar o Filho de Deus: “Eu sou a serva do Senhor…”.

Jesus é da descendência de Davi, conforme a promessa feita por Deus por meio do profeta Natã. Davi foi escolhido por Deus para pastorear o povo, e não para projetar-se mediante magníficas construções. Não precisa construir um templo para Deus, e sim adorá-lo pela fidelidade à missão recebida. É a vida das pessoas que interessa a Deus. Ele as liberta e as protege. Por isso, prefere morar no meio do povo (I leitura).

Jesus é o extravasamento do amor divino derramado sobre todos os povos. Ele nos foi dado a conhecer pelos anúncios proféticos e pela bondade e sabedoria de Deus, a quem queremos glorificar eternamente (II leitura).

Entrando na semana do Natal, na mesma disposição de Maria, a mãe de Jesus e nossa, queremos acolher o Salvador e dizer-lhe com o coração e com a vida: “Eis aqui os servos e as servas do Senhor…”.

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia deste último Domingo do Advento refere-se repetidamente ao projecto de vida plena e de salvação definitiva que Deus tem para oferecer aos homens. Esse projecto, anunciado já no Antigo Testamento, torna-se uma realidade concreta, tangível e plena com a Incarnação de Jesus.

A primeira leitura apresenta a “promessa” de Deus a David. Deus anuncia, pela boca do profeta Natã, que nunca abandonará o seu Povo nem desistirá de o conduzir ao encontro da felicidade e da realização plenas. A “promessa” de Deus irá concretizar-se num “filho” de David, através do qual Deus oferecerá ao seu Povo a estabilidade, a segurança, a paz, a abundância, a fecundidade, a felicidade sem fim.

A segunda leitura chama a esse projecto de salvação, preparado por Deus desde sempre, o “mistério”; e, sobretudo, garante que esse projecto se manifestou, em Jesus, a todos os povos, a fim de que a humanidade inteira integre a família de Deus.

O Evangelho refere-se ao momento em que Jesus encarna na história dos homens, a fim de lhes trazer a salvação e a vida definitivas. Mostra como a concretização do projecto de Deus só é possível quando os homens e as mulheres que Ele chama aceitam dizer “sim” ao projecto de Deus, acolher Jesus e apresentá-l’O ao mundo.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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PELO SIM DE MARIA, DEUS SE FAZ CARNE

Deus intervém na vida de Maria e a convida para ser a mãe do salvador do mundo, Jesus Cristo. Jesus se faz corpo no corpo de Maria, verdadeiro santuário que Deus desejava para se hospedar no seio da humanidade. Graças ao sim de Maria, a palavra viva de Deus toma corpo num corpo materno. Com isso, Deus encontra uma casa para morar.

O coração da pessoa é o santuário preferido onde Deus deseja habitar. É o templo vivo, formado por seres humanos, pedras vivas, das quais Maria foi a primeira.

O anjo vai ao encontro da jovem Maria enquanto ela realiza suas tarefas cotidianas. Assim Jesus marca presença lá nas atividades do dia a dia, onde as pessoas vivem, convivem e trabalham. Deus se faz carne para viver junto com os mortais, não para ficar preso nos santuários e trancado nas sacristias. Segundo o papa Francisco, a Igreja não pode ficar fechada em si mesma, mas deve ir ao encontro, abrir-se às necessidades das pessoas, sair do comodismo e buscar as periferias que carecem da luz do evangelho.

A novidade da vinda de Jesus é que ele não nasce de uma personagem poderosa e influente nem em um grande centro político e religioso, mas nasce da generosidade de uma jovem inexperiente e desconhecida e numa vila sem nenhuma importância, Nazaré, de onde nada se esperava.

Ele não vem com poder, como um guerreiro forte e assombroso, nem quer ser um líder triunfalista, mas é o Messias do serviço e da doação. Veio revelar e construir o reino de Deus, reino da paz, da justiça, do amor e da solidariedade.

Deus se faz gente na pobre criança de Nazaré para tornar divino o humano. Jesus elevou à dignidade de filhos e filhas de Deus todo ser humano que vem ao mundo. É a concretização da comunhão entre o céu e a terra, já não mediante uma instituição, mas por meio de um menino.

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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Deus pede o nosso sim!

51- IV Domingo do Advento

RECADO DO PAPA FRANCISCO: “Às vezes, nos fechamos em nós mesmos… Senhor, ajudai-nos a sair ao encontro dos outros, a servir os mais fracos.”


RITOS INICIAIS

Is 45, 8
ANTÍFONA DE ENTRADA: Desça o orvalho do alto dos Céus e as nuvens chovam o Justo. Abra-se a terra e germine o Salvador.

Não se diz o Glória.

Introdução ao espírito da Celebração
Preparamo-nos para o Natal, que está já à porta. A Santa Igreja convida-nos a viver estes últimos dias mais unidos à Virgem, aprendendo com Ela a acolher a Jesus e a amá-Lo mais. Ele está connosco na Eucaristia que celebramos. Avivemos a nossa fé e o nosso amor. Limpemos bem o nosso coração pelo arrependimento sincero.

ORAÇÃO COLECTA: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas, para que nós, que pela anunciação do Anjo conhecemos a encarnação de Cristo vosso Filho, pela sua paixão e morte na cruz alcancemos a glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: O profeta Natã anuncia a David que da sua descendência virá o Messias, que será rei para sempre. Deus recompensa assim a sua generosidade.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

2 Samuel 7,1-5.8-12.14.16

Leitura do segundo livro de Samuel. 7 1 Ora, tendo o rei Davi acabado de instalar-se em sua residência, e tendo-lhe o Senhor dado paz, livrando-o de todos os inimigos que o cercavam, 2 disse ele ao profeta Natã: "Vê: eu moro num palácio de cedro, e a arca de Deus está alojada numa tenda!" 3 Natã respondeu-lhe: "Pois bem: faze o que desejas fazer, porque o Senhor está contigo!" 4 Mas a palavra do Senhor foi dirigida a Natã naquela mesma noite, e dizia: 5 "Vai e dize ao meu servo Davi: ´eis o que diz o Senhor: Não és tu quem me edificará uma casa para eu habitar. 8 Dirás, pois, ao meu servo Davi: eis o que diz o Senhor dos exércitos: eu te tirei das pastagens onde guardavas tuas ovelhas para fazer de ti o chefe de meu povo de Israel. 9 Estive contigo em toda parte por onde andaste; exterminei diante de ti todos os teus inimigos, e fiz o teu nome comparável ao dos grandes da terra. 10 Designei um lugar para o meu povo de Israel: plantei-o nele, e ali ele mora, sem ser inquietado, e os maus não o oprimirão mais como outrora, 11 no tempo em que eu estabelecia juízes sobre o meu povo. Concedo-te uma vida tranqüila, livrando-te de todos os teus inimigos. O Senhor anuncia-te que quer fazer-te uma casa. 12 Quando chegar o fim de teus dias e repousares com os teus pais, então suscitarei depois de ti a tua posteridade, aquele que sairá de tuas entranhas, e firmarei o seu reino. 14 Eu serei para ele um pai e ele será para mim um filho. Se ele cometer alguma falta, castigá-lo-ei com vara de homens, e com açoites de homens. 16 Tua casa e teu reino estão estabelecidos para sempre diante de mim, e o teu trono está firme para sempre.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

David tinha exposto ao profeta Natã o seu projecto de vir a construir para a arca da aliança uma casa digna, que substituísse de vez o modesto tabernáculo feito de cortinados. O profeta apoia a ideia do rei, mas Deus falou a Natã transmitindo-lhe uma mensagem do mais alto alcance: não seria David a erguer uma casa a Yahwéh, mas Yahwéh a fazer uma casa a David! O profeta joga com o duplo sentido de bayit,casa e dinastia (v. 11).

16 «O teu trono será firme para sempre». Este versículo contém uma das mais importantes profecias do messianismo régio. A profecia aparece cumprida no N. T., uma vez que Jesus é descendente legal de David. O seu reino, não tem fim (Lc 1, 33), pois a realeza manteve-se dentro da casa (família) de David; o seu reino é eterno, entenda-se, no sentido religioso, não no sentido político.

A tenda de Deus

A história de Davi, ao longo da Bíblia, vai sendo contada e recontada pelas sucessivas gerações. Ao redor dessa personagem cria-se verdadeiro movimento. O regime da monarquia produziu uma realidade de marginalização para muita gente. A memória de Davi como rei-pastor funciona, para as vítimas do poder monárquico, como resistência e esperança do estabelecimento de um Reino de justiça e paz.

A 1ª leitura deste domingo consiste numa denúncia à situação privilegiada em que se encontra Davi. Depois de uma trajetória de inúmeras lutas e conflitos, ele se torna rei de Israel, constrói para si uma casa luxuosa e pretende construir um templo magnífico para Deus. Por meio do profeta Natã, porém, Deus lembra a Davi que jamais precisou de uma casa, pois desde o nascimento de Israel sempre morou em tenda, a fim de caminhar com o seu povo, protegê-lo e libertá-lo.

O nó da questão é que Davi, ao conquistar o poder, tende a esquecer-se de suas origens humildes e de sua vocação de pastorear o povo. O projeto de construir um templo para o Senhor revela a intenção de projetar-se politicamente, firmar seu poder e perenizar sua memória. Não é para isso que Deus o chamou, e sim para cuidar da vida do povo. Um templo material para o Senhor revela a pretensão de “apropriar-se” do sagrado e “legitimar” o domínio monárquico sobre o povo, como vai acontecer a partir de Salomão. A habitação em que Deus prefere morar não é a feita de cedro, pois isso significaria afastamento do lugar social onde vivem as pessoas comuns. A habitação humilde em que Deus quer morar é o chão onde se encontra o povo.

Deus, então, indica que a perenidade do reino de Davi se dará por outro caminho. De sua descendência virá o Messias. Seu reino, porém, não será monárquico nem atenderá à expectativa dos dominantes. O messianismo de Jesus revela-se transgressor desde o anúncio do seu nascimento.

AMBIENTE

Os Livros de Samuel referem-se a um dos momentos mais importantes da história do Antigo Testamento: o momento da constituição de Israel como Povo, no sentido estrito e pleno da palavra. É durante a época a que os Livros de Samuel aludem que, pela primeira vez na sua história, as tribos do Norte (Israel) e do Sul (Judá) se reúnem em torno de um único rei (David) e em torno de uma capital comum (Jerusalém). Estamos nos finais do séc. XI e princípios do séc. X a.C..

David tornou-se rei de Judá (Sul) por volta de 1012 a.C.; alguns anos depois, foi convidado pelas tribos de Israel (Norte) para reinar sobre elas. David reuniu, portanto, sobre a sua cabeça as duas coroas – a de Israel (Norte) e a de Judá (Sul). Após a união, David teve de eleger uma capital para o seu reino. Foi preciso encontrar, para sede do novo reino, uma cidade geograficamente bem colocada e, sobretudo, uma cidade neutral, que não criasse tensões entre o norte e o sul, nem despertasse rivalidades mútuas entre as distintas tribos. Ora Jerusalém, a cidade inexpugnável dos jebuseus, oferecia as condições exigidas… David reuniu, portanto, um comando de profissionais, prescindindo intencionalmente do exército oficial de Israel e de Judá, a fim de que nenhum dos dois reinos reivindicasse o título de propriedade sobre a nova cidade. A cidade de Jerusalém foi conquistada aos jebuseus por volta do ano 1005 a.C. (cf. 2 Sm 5,6-12) e tornou-se, desde então, a “cidade de David”. Mais tarde, David fez transportar para Jerusalém a “Arca da Aliança” (o sinal visível da presença de Deus no meio do seu Povo), convertendo assim a nova capital do reino em cidade santa para todas as tribos (cf. 2 Sm 6,1-23).

Ora, uma vez em Jerusalém, a “Arca” pedia um Templo adequado para lhe dar abrigo. David pensou em construir esse Templo; mas o profeta Natã, inspirado por Jahwéh, segundo o teólogo deuteronomista, opôs-se. Encontramos aqui o eco de uma disputa que dividirá durante muito tempo o Povo de Deus… Para alguns ambientes proféticos, o Templo era uma ofensa a Deus, uma tentativa de encerrá-l’O, em vez de deixar-se guiar por Ele. Jahwéh é visto pelos teólogos do Povo de Deus como um Deus “nómada”, que acompanha o seu Povo pelos caminhos da vida e da história e que não tem um lugar fixo, limitado, fechado, para se encontrar com os homens.

MENSAGEM

Portanto, David não irá construir o Templo. Mas se David não pode dar “estabilidade” ao Senhor, este pode dar estabilidade a David e ao Povo de Deus. Jogando com o duplo significado da palavra hebraica “bait” (“casa”), que pode usar-se para definir a casa de pedra (“Templo”) e a casa real (“família”, “dinastia”), o teólogo deuteronomista explica que se David não vai construir uma “casa” (Templo) para Deus, Deus vai construir uma “casa” (família) para David (“o Senhor anuncia que te vai fazer uma casa” – vers. 11). Trata-se da “Aliança davídica”, que constitui a família de David como depositária das promessas divinas e garantia de um futuro de estabilidade, de segurança, de paz para o Povo de Deus.

Esta “Aliança” garante – quer a David, quer a todo o Povo de Deus – quatro elementos fundamentais… Em primeiro lugar, garante uma relação especial entre Jahwéh e a descendência de David, expressa em termos de filiação (“serei para ele um pai e ele será para mim um filho” – 2 Sm 7,14a); em segundo lugar, garante que, através dos reis descendentes de David, o próprio Jahwéh cuidará do seu Povo e o conduzirá pelos caminhos da vida e da história (cf. 2 Sm 7,8.12.16; em terceiro lugar, garante a prosperidade, a paz e a justiça para o Povo de Deus (cf. 2 Sm 7,10); em quarto lugar, garante a eternidade da dinastia e da nação (cf. 2 Sm 7,16). Trata-se de uma “promessa” que põe em relevo a fidelidade de Deus ao seu Povo, o seu amor nunca desmentido e mil vezes provado na história, a sua vontade de cuidar do seu Povo, de o libertar e de o conduzir ao encontro da salvação e da vida. Nesta “promessa”, Jahwéh revela-se como esse Deus peregrino, permanentemente a caminho com o seu Povo e que, ao longo dessa caminhada, se vai revelando como a rocha segura e firme na qual o Povo de Deus encontra a salvação.

A profecia de Natã constitui o ponto de partida do chamado “messianismo régio”: a promessa de Deus rapidamente extravasa o filho e sucessor de David (Salomão), para se dirigir a uma figura de rei “ideal”, que dará cumprimento a todas as aspirações e esperanças que o Povo depositava na dinastia davídica.

Esta “profecia/promessa” tornar-se-á, com o passar do tempo, um dos artigos fundamentais da fé de Israel. Sobretudo em épocas dramáticas de crise e de angústia nacional, a “Aliança davídica” será um “capital de esperança” que ajudará o Povo a enfrentar as vicissitudes da história. O Povo de Deus passará, então, a sonhar com um Messias, da descendência de David, que oferecerá ao Povo de Deus um futuro de liberdade, de abundância, de fecundidade, de paz e de bem-estar sem fim.

ACTUALIZAÇÃO

Considerar, na reflexão, os seguintes elementos:

• A questão fundamental que o nosso texto põe é a da atitude de Deus diante dos homens e do mundo. O catequista deuteronomista, autor deste texto, está seguro de que Jahwéh, o Senhor da história, se preocupa com o caminho que os homens percorrem e encontra sempre forma de derramar o seu amor e a sua bondade sobre o Povo que ele próprio elegeu. Numa época em que a cultura dominante parece apostada em decretar a “morte” de Deus ou, pelo menos, em torná-lo uma inofensiva figura de cera e em exilá-lo para o museu das experiências pré-racionais, é importante para nós crentes não esquecermos esta certeza que a Palavra de Deus nos deixa: o nosso Deus preside à história humana, vem continuamente ao encontro dos homens, faz com eles uma Aliança, oferece-lhes a paz e a justiça e aponta-lhes o caminho para a verdadeira vida, a verdadeira liberdade, a verdadeira salvação.

• Se é Deus quem conduz a história humana, não temos razão para temer o futuro do mundo. Os homens podem inventar a morte, a violência, a injustiça, a opressão, a exploração, os imperialismos; mas Deus saberá conduzir a história dos homens e do mundo a bom porto, de acordo com o seu projecto de amor e de salvação. Esta certeza deve levar-nos a encarar a história humana com optimismo, com esperança e com confiança, mesmo quando as forças da morte parecerem controlar a nossa história e dirigir as nossas vidas.

• É preciso, nestes dias que antecedem o Natal, ter consciência de que a promessa de Deus a David se concretiza em Jesus… Ele é esse “rei” da descendência de David que Deus enviou ao nosso encontro para nos apontar o caminho para o reino da justiça, da paz, do amor e da felicidade sem fim. Que acolhimento é que esse “rei” encontra no nosso coração e na nossa vida?

• Mais uma vez, a Palavra de Deus deixa claro que Deus intervém no mundo e concretiza os seus projectos de salvação através de homens a quem Ele confia determinada missão (“tirei-te das pastagens onde guardavas os rebanhos, para seres o chefe do meu povo de Israel”). Estou disponível para que Deus, através de mim, possa continuar a oferecer a salvação aos meus irmãos, particularmente aos pobres, aos humildes, aos marginalizados, aos excluídos do mundo?

Subsídios:
1ª leitura: 
(2Sm 7,1-5.8b-12.14a.16) O Filho de Davi – O Deus que tirou Israel do Egito e fez com ele uma aliança (Ex 20,2; 24,3-8), também estabeleceu Davi como rei, como “Servo” predileto (2Sm 7,5). Quando Davi quer construir uma “casa” (= templo) para Javé, este manda Natã dizer que nunca precisou de casa alguma, mas acompanhou Israel numa tenda (7,6b), em todas as circunstâncias (7,9). Por isso, Deus construirá uma “casa” (= dinastia) para Davi, firme para sempre. Esta promessa é plenamente realizada em Jesus, filho de Maria, na linhagem de Davi. * Cf. 1Cr 17,1-15 * 7,1-3 cf. Dt 12,9-10; Sl 132[131],1-5 * 7,8-11 cf. 1Sm 16,11; Sl 78[77],70-71; 89[88],4.28-30 * 7,16 cf. 2Sm 23,5; Lc 1,32-33.



Salmo Responsorial

Monição: O salmo repete a promessa da primeira leitura sobre a vinda do Salvador da descendência do rei David.

SALMO RESPONSORIAL – 88(89)

Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor!

Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor,
de geração em geração eu cantarei vossa verdade!
Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!”
E a vossa lealdade é tão firme como os céus.

“Eu firmei uma aliança com meu servo, meu eleito,
e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor.
Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem,
de geração em geração garantirei o teu reinado!

Ele, então, me invocará:
‘Ó Senhor, vós sois meu Pai, sois meu Deus,
sois meu rochedo onde encontro a salvação!’
Guardarei eternamente para ele a minha graça
E com ele firmarei minha aliança indissolúvel!”

Segunda Leitura

Monição: S. Paulo fala do mistério da salvação destinado a todos os povos, para que todos obedeçam à fé e se possam salvar.

Romanos 16,25-27

Leitura da carta de são Paulo aos Romanos. Irmãos, 16 25 Àquele que é poderoso para vos confirmar, segundo o meu Evangelho, na pregação de Jesus Cristo - conforme a revelação do mistério, guardado em segredo durante séculos, 26 mas agora manifestado por ordem do eterno Deus e, por meio das Escrituras proféticas, dado a conhecer a todas as nações, a fim de levá-las à obediência da fé - , 27 a Deus, único, sábio, por Jesus Cristo, glória por toda a eternidade! Amém.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Temos aqui a doxologia com que, de modo singular, termina a epístola. A verdade é que esta mesma doxologia aparece nalguns códices no fim ou do capítulo 14 ou do 15, devido à supressão de ou dois capítulos finais para o uso litúrgico da epístola, por se tratar de partes pessoais de menos interesse para os fiéis de outras comunidades.

«O meu Evangelho» identifica-se com «a (minha) pregação» que tem por objecto Jesus Cristo (a sua Pessoa, os seus ensinamentos e a sua obra). «O mistério… agora manifestado» e apenas vislumbrado pelos Profetas é o plano divino de salvar todos os homens (judeus e gentios) por meio da obra redentora de Jesus, que fez de nós um só corpo, a família dos filhos de Deus.

Jesus é a revelação de Deus ao mundo

Paulo encerra sua carta aos Romanos com um solene hino de louvor. É a expressão de fé e louvor das comunidades cristãs primitivas, maravilhadas com a bondade divina revelada pela encarnação de Jesus Cristo. Elas se percebem privilegiadas pelo fato de estarem vivenciando em seu tempo a realização da promessa do Messias salvador, conforme anunciada pelos profetas.

Jesus Cristo é a revelação do mistério de Deus “envolvido em silêncio desde os séculos eternos”. É como se Deus abrisse o coração para que todas as nações pudessem conhecer o seu desígnio de amor e salvação. Agora tudo foi revelado, e fica evidente o sentido das Escrituras Sagradas no que se refere ao Messias: é dom de Deus para a salvação universal.

O louvor é para “aquele que tem o poder de confirmar” o evangelho de Jesus Cristo anunciado por Paulo e pelas demais testemunhas oculares. A compreensão verdadeira da pessoa e da obra redentora de Jesus Cristo não se dá meramente pelo esforço humano, tanto de quem anuncia como de quem ouve, e sim pela ação do Espírito Santo. O louvor é para Deus, “o único sábio”, que se dispôs a derramar sua sabedoria sobre todos os povos e redimi-los em Jesus Cristo, mediante a “obediência da fé”.

AMBIENTE

No final da década de 50 (a Carta aos Romanos apareceu por volta de 57/58), multiplicavam-se as “crises” entre os cristãos oriundos do mundo judaico e os cristãos oriundos do mundo pagão. Uns e outros tinham perspectivas diferentes da salvação e da forma de viver o compromisso com Jesus Cristo e com o seu Evangelho. Os cristãos de origem judaica consideravam que, além da fé em Jesus Cristo, era necessário cumprir as obras da Lei (nomeadamente a prática da circuncisão) para ter acesso à salvação; mas os cristãos de origem pagã recusavam-se a aceitar a obrigatoriedade das práticas judaicas. Era uma questão “quente”, que ameaçava a unidade da Igreja. Este problema também era sentido pela comunidade cristã de Roma.

Neste cenário, Paulo vai mostrar a todos os crentes (a Carta aos Romanos, mais do que uma carta para a comunidade cristã de Roma, é uma carta para as comunidades cristãs, em geral) a unidade da revelação e da história da salvação: judeus e não judeus são, de igual forma, chamados por Deus à salvação; o essencial não é cumprir a Lei de Moisés – que nunca assegurou a ninguém a salvação; o essencial é acolher a oferta de salvação que Deus faz a todos, por Jesus Cristo.

O texto que nos é proposto apresenta-nos precisamente os últimos versículos da Carta aos Romanos. Trata-se de uma solene doxologia final que não parece, contudo, ser de Paulo (ainda que os conceitos sejam paulinos, a terminologia é diferente). Provavelmente, constituía o remate final do epistolário paulino, numa antiga edição do mesmo. De qualquer forma, trata-se de um texto maduramente reflectido e trabalhado, sem dúvida fruto de uma profunda reflexão teológica levada a cabo no seio da comunidade cristã. O seu autor foi, certamente, um cristão dos finais do século I ou dos princípios do séc. II. Profundo conhecedor da teologia paulina e absolutamente comprometido com a Igreja a que pertencia, este cristão procurou sintetizar nestes versículos toda a doutrina do apóstolo Paulo.

MENSAGEM

O conceito que preside a estes versículos é o conceito de “mistério” (mystêrion”). Na teologia paulina, o “mistério” refere-se ao plano de salvação que Deus tem para os homens e para o mundo. Mantido em segredo durante muitos séculos, o “mistério” foi plenamente manifestado em Cristo, nos seus gestos, nas suas palavras, sobretudo na sua morte e na sua ressurreição; revelado aos apóstolos e aos profetas pelo Espírito Santo, o “mistério” foi depois transmitido a todos os povos – nomeadamente aos pagãos – para fazer deles membros de um único corpo (“Corpo de Cristo”) e para associá-los à herança de Cristo (cf. 1 Cor 2,1.7; Ef 1,9;3,3-10;6,19; Col 1,26-27;2,2;4,3).

É por esse “mistério”, que reflecte o amor de Deus pelos homens, que o autor destes versículos pede que “seja dada glória pelos séculos dos séculos”… E a comunidade interpelada responde: “amen” (vers. 27).

ACTUALIZAÇÃO

Na reflexão, considerar as seguintes linhas:

• A segunda leitura reitera a mensagem fundamental da primeira: Deus tem um plano de salvação para oferecer aos homens. O facto de esse projecto existir “desde os tempos eternos” mostra que a preocupação e o amor de Deus pelos seus filhos não é um facto acidental ou uma moda passageira, mas algo que faz parte do ser de Deus e que está eternamente no projecto de Deus. Não esqueçamos isto: não somos seres abandonados à nossa sorte, perdidos e à deriva num universo sem fim; mas somos seres amados por Deus, pessoas únicas e irrepetíveis que Deus conduz com amor ao longo da caminhada pela história e para quem Deus tem um projecto eterno de vida plena, de felicidade total, de salvação. Tal constatação deve encher de alegria, de esperança e também de gratidão os nossos corações.

• A nossa leitura deixa ainda claro que esse projecto de salvação foi totalmente revelado em Jesus Cristo – no seu amor até ao extremo, nos seus gestos de bondade e de misericórdia, na sua atitude de doação e de serviço, no seu anúncio do Reino de Deus. Prepararmo-nos para o Natal significa preparar o nosso coração para acolher Jesus, para aceitar os seus valores, para compreender o seu jeito de viver, para aderir ao projecto de salvação que, através d’Ele, Deus Pai nos propõe.

Subsídios:
2ª leitura: (Rm 16,25-27) O Mistério de Deus revelado em Jesus Cristo e a fé universal – No hino final de Rm, aparece o poder salvífico de Deus, que confirma a comunidade nascida do Evangelho. O sentido daquilo que, como um germe, estava escondido nas antigas Escrituras, fica agora patente, e isso, para todas as nações. Esta manifestação, porém, não se impõe pela força, mas exige a fé em Jesus Cristo e sua obra. * Cf. Ef 3,20-21; 1Cor 1,8; Cl 2,7; 1,26-27; Ef 3,3-12.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Eis a serva do Senhor; cumpra-se em mim a tua palavra! (Lc 1,38)

Evangelho

Monição: Nossa Senhora acolhe a mensagem do Arcanjo cheia de fé e humildade e obedece prontamente à vontade de Deus. Vamos ouvir, como Ela, o que Jesus nos vai dizer.

Lucas 1,26-38

1 26 No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria. 28 Entrando, o anjo disse-lhe: "Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo". 29 Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. 30 O anjo disse-lhe: "Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, 33 e o seu reino não terá fim". 34 Maria perguntou ao anjo: "Como se fará isso, pois não conheço homem?" 35 Respondeu-lhe o anjo: "O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril, 37 porque a Deus nenhuma coisa é impossível". 38 Então disse Maria: "Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra". E o anjo afastou-se dela.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

A cena da Anunciação, narrada com toda a simplicidade, tem uma singular densidade, pois encerra o mistério mais assombroso da História da Salvação, a Incarnação do Filho eterno de Deus. Assim, a surpresa do leitor transforma-se em encanto e deslumbramento. O próprio paralelismo dos relatos lucanos do nascimento de João e de Jesus, revestem-se dum contraste deveras significativo: à majestade do Templo e grandiosidade de Jerusalém contrapõe-se a singeleza duma casa numa desconhecida e menosprezada aldeia de Galileia; ao afã dum casal estéril por ter um filho, a pureza duma virgem que renunciara à glória de ser mãe; à dúvida de Zacarias, a fé obediente de Maria!

26 «O Anjo Gabriel». O mesmo que anunciou a Zacarias o nascimento de João. Já era conhecido o seu nome no A.T. (Dan 8, 16-26; 9, 21-27). O seu nome significa «homem de Deus» ou também «força de Deus».

28 Coadunando-se com a transcendência da mensagem, a tripla saudação a Maria é absolutamente inaudita:

«Ave»: Vulgarizou-se esta tradução, correspondente a uma saudação comum (como ao nosso «bom dia»; cf. Mt 26, 49), mas que não parece ser a mais exacta, pois Lucas, para a saudação comum usa o semítico «paz a ti» (cf. Lc 10, 5); a melhor tradução é «alegra-te» – a tradução literal do imperativo do grego khaire –, de acordo com o contexto lucano de alegria e com a interpretação patrística grega, não faltando mesmo autores modernos que vêem na saudação uma alusão aos convites proféticos à alegria messiânica da «Filha de Sião» (Sof 3, 14; Jl 2, 21-23; Zac 9, 9).

Ó«cheia de graça»: Esta designação tem muita força expressiva, pois está em vez do nome próprio, por isso define o que Maria é na realidade. A expressão portuguesa traduz um particípio perfeito passivo que não tem tradução literal possível na nossa língua: designa Aquela que está cumulada de graça, de modo permanente; mais ainda, a forma passiva parece corresponder ao chamado passivo divino, o que evidencia a acção gratuita, amorosa, criadora e transformante de Deus em Maria: «ó Tu a quem Deus cumulou dos seus favores». De facto, Maria é a criatura mais plenamente ornada de graça, em função do papel a que Deus A chama: Mãe do próprio Autor da Graça, Imaculada, concebida sem pecado original, doutro modo não seria, em toda a plenitude, a «cheia de graça», como o próprio texto original indica.

«O Senhor está contigo»: a expressão é muito mais rica do que parece à primeira vista; pelas ressonâncias bíblicas que encerra, Maria é posta à altura das grandes figuras do Antigo Testamento, como Jacob (Gn 28, 15), Moisés (Ex 3, 12) e Gedeão (Jz 6, 12), que não são apenas sujeitos passivos da protecção de Deus, mas recebem uma graça especial que os capacita para cumprirem a missão confiada por Ele.

Chamamos a atenção para o facto de na última edição litúrgica ter sido suprimido o inciso «Bendita és tu entre as mulheres», pois este não aparece nos melhores manuscritos e pensa-se que veio aqui parar por arrasto do v. 42 (saudação de Isabel). A Neovulgata, ao corrigir a Vulgata, passou a omiti-lo.

29 «Perturbou-se», ferida na sua humildade e recato, mas sobretudo experimentando o natural temor de quem sente a proximidade de Deus que vem para tomar posse da sua vida (a vocação divina). Esta reacção psicológica é diferente da do medo de Zacarias (cf. Lc 1, 12), pois é expressa por outro verbo grego; Maria não se fecha no refúgio dos seus medos, pois n’Ela não há qualquer espécie de considerações egoístas, deixando-nos o exemplo de abertura generosa às exigências de Deus, perguntando ao mensageiro divino apenas o que precisa de saber, sem exigir mais sinais e garantias como Zacarias (cf. Lc 1, 18).

32-33 «Encontraste graça diante de Deus»: «encontrar graça» é um semitismo para indicar o bom acolhimento da parte dum superior (cf. 1 Sam 1, 18), mas a expressão «encontrar graça diante de Deus» só se diz no A. T. de grandes figuras, Noé (Gn 6, 8) e Moisés (Ex 33, 12.17). O que o Anjo anuncia é tão grandioso e expressivo que põe em evidência a maternidade messiânica e divina de Maria (cf. 2 Sam 7, 8-16; Salm2, 7; 88, 27; Is 9, 6; Jer 23, 5; Miq 4, 7; Dan 7, 14).

34 «Como será isto, se Eu não conheço homem?» Segundo a interpretação tradicional desde Santo Agostinho até aos nossos dias, tem-se observado que a pergunta de Maria careceria de sentido, se Ela não tivesse antes decidido firmemente guardar a virgindade perpétua, uma vez que já era noiva, com os desposórios ou esponsais (erusim) já celebrados (v. 27). Alguns entendem a pergunta como um artifício literário e também «não conheço» no sentido de «não devo conhecer», como compete à Mãe do Messias (cf. Is 7, 14). Pensamos que a forma do verbo, no presente, «não conheço», indica uma vontade permanente que abrange tanto o presente como o futuro. Também a segurança com que Maria aparece a falar faz supor que José já teria aceitado, pela sua parte, um matrimónio virginal, dando-se mutuamente os direitos de esposos, mas renunciando a consumar a união; nem todos os estudiosos, porém, assim pensam, como também se vê no recente e interessante filme Figlia del suo Figlio.

35 «O Espírito Santo virá sobre ti…». Este versículo é o cume do relato e a chave do mistério: o Espírito, a fonte da vida, «virá sobre ti», com a sua força criadora (cf. Gn 1, 2; Salm 104, 30) e santificadora (cf.Act 2, 3-4); «e sobre ti a força do Altíssimo estenderá a sua sombra» (a tradução litúrgica «cobrirá» seria de evitar por equívoca e pobre; é melhor a da Nova Bíblia da Difusora Bíblica): o verbo grego (ensombrar) é usado no A. T. para a nuvem que cobria a tenda da reunião, onde a glória de Deus estabelecia a sua morada (Ex 40, 34-36); aqui é a presença de Deus no ser que Maria vai gerar (pode ver-se nesta passagem o fundamento bíblico para o título de Maria, «Arca da Aliança»).

«O Santo que vai nascer…». O texto admite várias traduções legítimas; a litúrgica, afasta-se tanto da da Vulgata, como da da Nova Vulgata; uma tradução na linha da Vulgata parece-nos mais equilibrada e expressiva: «por isso também aquele que nascerá santo será chamado Filho de Deus». I. de la Potterie chega a ver aqui uma alusão ao parto virginal de Maria: «nascerá santo», isto é, não manchado de sangue, como num parto normal. «Será chamado» (entenda-se, «por Deus» – passivum divinum) «Filho de Deus», isto é, será realmente Filho de Deus, pois aquilo que Deus chama tem realidade objectiva (cf. Salm 2, 7).

38 «Eis a escrava do Senhor…». A palavra escolhida na tradução, «escrava» talvez queira sublinhar a entrega total de Maria ao plano divino. Maria diz o seu sim a Deus, chamando-se «serva do Senhor»;é a primeira e única vez que na história bíblica se aplica a uma mulher este sintagma, como que evocando toda uma história maravilhosa de outros «servos» chamados por Deus, que puseram a sua vida ao seu serviço: Abraão, Jacob, Moisés, David… É o terceiro nome com que Ela aparece neste relato: «Maria», o nome que lhe fora dado pelos homens, «cheia de graça», o nome dado por Deus, «serva do Senhor», o nome que Ela se dá a si mesma.

«Faça-se…». «sim» de Maria é expresso com o verbo grego no modo optativo (génoito, quando o normal seria o uso do modo imperativo génesthô), o que põe em evidência a sua opção radical e definitiva, o seu vivo desejo (matizado de alegria) de ver realizado o desígnio de Deus (M. Orsatti).

Apraz-nos citar aqui as palavras de S. João Damasceno sobre Nª Senhora: «Ela é descanso para os que trabalham, consolação dos que choram, remédio para os doentes, porto de refúgio para as tempestades, perdão para os pecadores, doce alívio dos tristes, socorro dos que rezam».

A anunciação do Messias

Segundo o Evangelho de Lucas, o anúncio do nascimento de Jesus se dá no “sexto mês” a contar da concepção de João Batista. É evidente a ligação com o “sexto dia” da criação, quando Deus criou o ser humano. Jesus inaugura nova humanidade. O anúncio se dá em Nazaré da Galileia. No Primeiro Testamento não encontramos referência a essa cidade, o que indica ser um lugar sem importância. Ninguém poderia supor que a promessa do Messias seria cumprida por meio de uma jovem camponesa de Nazaré.

Lucas tem clara intenção de contrapor a instituição religiosa oficial localizada em Jerusalém com a cidadezinha de Nazaré, de onde não se esperava nada de bom (cf. Jo 1,46). Maria está comprometida em casamento com José, da descendência de Davi. Cumpre-se a promessa divina conforme o anúncio profético. No evangelho, encontramos várias vezes a expressão “filho de Davi”. Assim, Jesus foi reconhecido pelas multidões como o Messias que, segundo a crença comum, deveria pertencer à linhagem davídica. No entanto, ele é “grande” não por ser “filho de Davi”, e sim por ser “Filho do Altíssimo”. Por isso, “o seu reinado não terá fim”. O reino de Jesus é universal e eterno, não se ancora no poder temporal nem age com a força de nenhum exército. Seu programa está contido em seu nome: Jesus = “Deus salva”.

Com relação a Maria, Lucas não menciona sua ascendência. É uma mulher comum a quem o anjo anuncia que será a mãe de Jesus. A graça de Deus está nela e conceberá o “Filho de Deus” com o poder do Espírito Santo. A “sombra” que cobre Maria lembra a “nuvem” que simbolizava a presença de Deus no meio do seu povo em caminhada pelo deserto rumo à terra prometida. O livro do Êxodo relata também: “A nuvem cobriu a tenda da reunião e a glória do Senhor encheu a habitação” (Ex 40,34).

Maria é a nova habitação de Deus. O anjo Gabriel, mensageiro divino (cujo nome significa “Deus é forte”), anuncia: “O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo vai te cobrir com a sua sombra”. Ela é escolhida e agraciada como “sinal” salvífico de Deus, conforme anunciara o profeta Isaías (7,14): “O Senhor vos dará um sinal: eis que a jovem está grávida e dará à luz um filho e dar-lhe-á o nome de Emanuel”. As expressões: “agraciada” e “encontraste graça diante de Deus” revelam que o anúncio se refere à intervenção gratuita e salvadora de Deus em favor da humanidade. Um sinal dessa intervenção já estava em andamento no seio de sua parenta Isabel: uma mulher velha e estéril é capaz de gerar a vida, pois “para Deus nada é impossível”.

A receptividade de Maria ao anúncio do anjo Gabriel não tem nada a ver com passividade. O seu consentimento de fé liga-se com a atitude de serviço. Ao fazer-se serva de Deus, permite que sua Palavra se faça carne nela. Por essa sua atitude de humildade e de entrega ao plano divino, recebemos a graça do Salvador e Maria torna-se modelo para todos nós.

AMBIENTE

O texto que nos é hoje proposto pertence ao “Evangelho da Infância” na versão de Lucas. De acordo com os biblistas actuais, os textos do “Evangelho da Infância” pertencem a um género literário especial, chamado homologese. Este género não pretende ser um relato jornalístico e histórico de acontecimentos; mas é, sobretudo, uma catequese destinada a proclamar certas realidades salvíficas (que Jesus é o Messias, que Ele vem de Deus, que Ele é o “Deus connosco”). Desenvolve-se em forma de narração e recorre às técnicas do midrash haggádico (uma técnica de leitura e de interpretação do texto sagrado usada pelos rabbis judeus da época de Jesus). A homologese utiliza e mistura tipologias (factos e pessoas do Antigo Testamento encontram a sua correspondência em factos e pessoas do Novo Testamento) e aparições apocalípticas (anjos, aparições, sonhos) para fazer avançar a narração e para explicitar determinada catequese sobre Jesus. O Evangelho que nos é hoje proposto deve ser entendido a esta luz: não interessa, pois, estar aqui à procura de factos históricos; interessa, sobretudo, perceber o que é que a catequese cristã primitiva nos ensina, através destas narrações, sobre Jesus.

A cena situa-nos numa aldeia da Galileia, chamada Nazaré. A Galileia, região a norte da Palestina, à volta do Lago de Tiberíades, era considerada pelos judeus uma terra longínqua e estranha, em permanente contacto com as populações pagãs e onde se praticava uma religião heterodoxa, influenciada pelos costumes e pelas tradições pagãs. Daí a convicção dos mestres judeus de Jerusalém de que “da Galileia não pode vir nada de bom”. Quanto a Nazaré, era uma aldeia pobre e ignorada, nunca nomeada na história religiosa judaica e, portanto (de acordo com a mentalidade judaica), completamente à margem dos caminhos de Deus e da salvação.

Maria, a jovem de Nazaré que está no centro deste episódio, era “uma virgem desposada com um homem chamado José”. O casamento hebraico considerava o compromisso matrimonial em duas etapas: havia uma primeira fase, na qual os noivos se prometiam um ao outro (os “esponsais”); só numa segunda fase surgia o compromisso definitivo (as cerimónias do matrimónio propriamente dito)… Entre os “esponsais” e o rito do matrimónio, passava um tempo mais ou menos longo, durante o qual qualquer uma das partes podia voltar atrás, ainda que sofrendo uma penalidade. Durante os “esponsais”, os noivos não viviam em comum; mas o compromisso que os dois assumiam tinha já um carácter estável, de tal forma que, se surgia um filho, este era considerado filho legítimo de ambos. A Lei de Moisés considerava a infidelidade da “prometida” como uma ofensa semelhante à infidelidade da esposa (cf. Dt 22,23-27)… E a união entre os dois “prometidos” só podia dissolver-se com a fórmula jurídica do divórcio. José e Maria estavam, portanto, na situação de “prometidos”: ainda não tinham celebrado o matrimónio, mas já tinham celebrado os “esponsais”.

MENSAGEM

Depois da apresentação do “ambiente” do quadro, Lucas apresenta o diálogo entre Maria e o anjo.

A conversa começa com a saudação do anjo. Na boca deste, são colocados termos e expressões com ressonância vétero-testamentária, ligados a contextos de eleição, de vocação e de missão. Assim, o termo “ave” (em grego, “kaire”) com que o anjo se dirige a Maria é mais do que uma saudação: é o eco dos anúncios de salvação à “filha de Sião” – uma figura fraca e delicada que personifica o Povo de Israel, em cuja fraqueza se apresenta e representa essa salvação oferecida por Deus e que Israel deve testemunhar diante dos outros povos (cf. 2 Re 19,21-28; Is 1,8;12,6; Jer 4,31; Sof 3,14-17). A expressão “cheia de graça” significa que Maria é objecto da predilecção e do amor de Deus. A outra expressão, “o Senhor está contigo”, é uma expressão que aparece com frequência ligada aos relatos de vocação no Antigo Testamento (cf. Ex 3,12 – vocação de Moisés; Jz 6,12 – vocação de Gedeão; Jer 1,8.19 – vocação de Jeremias) e que serve para assegurar ao “chamado” a assistência de Deus na missão que lhe é pedida. Estamos, portanto, diante do “relato de vocação” de Maria: a visita do anjo destina-se a apresentar à jovem de Nazaré uma proposta de Deus. Essa proposta vai exigir uma resposta clara de Maria.

Qual é, então, o papel proposto a Maria no projecto de Deus?

A Maria, Deus propõe que aceite ser a mãe de um “filho” especial… Desse “filho” diz-se, em primeiro lugar, que Ele se chamará “Jesus”. O nome significa “Deus salva”. Além disso, esse “filho” é apresentado pelo anjo como o “Filho do Altíssimo”, que herdará “o trono de seu pai David” e cujo reinado “não terá fim”. As palavras do anjo levam-nos a 2 Sm 7 e à promessa feita por Deus ao rei David através das palavras do profeta Natã. Esse “filho” é descrito nos mesmos termos em que a teologia de Israel descrevia o “Messias” libertador. O que é proposto a Maria é, pois, que ela aceite ser a mãe desse “Messias” que Israel esperava, o libertador enviado por Deus ao seu Povo para lhe oferecer a vida e a salvação definitivas.

Como é que Maria responde ao projecto de Deus?

A resposta de Maria começa com uma objecção… A objecção faz sempre parte dos relatos de vocação do Antigo Testamento (cf. Ex 3,11;6,30; Is 6,5; Jer 1,6). É uma reacção natural de um “chamado”, assustado com a perspectiva do compromisso com algo que o ultrapassa; mas é, sobretudo, uma forma de mostrar a grandeza e o poder de Deus que, apesar da fragilidade e das limitações dos “chamados”, faz deles instrumentos da sua salvação no meio dos homens e do mundo.

Diante da “objecção”, o anjo garante a Maria que o Espírito Santo virá sobre ela e a cobrirá com a sua sombra. Este Espírito é o mesmo que foi derramado sobre os juizes (Oteniel – cf. Jz 3,10; Gedeão – cf. Jz 6,34; Jefté – cf. Jz 11,29; Sansão – cf. Jz 14,6), sobre os reis (Saul – cf. 1 Sm 11,6; David – cf. 1 Sm 16,13), sobre os profetas (cf. Maria, a profetisa irmã de Aarão – cf. Ex 15,20; os anciãos de Israel – cf. Nm 11,25-26; Ezequiel – cf. Ez 2,1; 3,12; o Trito-Isaías – cf. Is 61,1), a fim de que eles pudessem ser uma presença eficaz da salvação de Deus no meio do mundo. A “sombra” ou “nuvem” leva-nos também à “coluna de nuvem” (cf. Ex 13,21) que acompanhava a caminhada do Povo de Deus em marcha pelo deserto, indicando o caminho para a Terra Prometida da liberdade e da vida nova. A questão é a seguinte: apesar da fragilidade de Maria, Deus vai, através dela, fazer-se presente no mundo para oferecer a salvação a todos os homens.

O relato termina com a resposta final de Maria: “eis a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra”. Afirmar-se como “serva” significa, mais do que humildade, reconhecer que se é um eleito de Deus e aceitar essa eleição, com tudo o que ela implica – pois, no Antigo Testamento, ser “servo do Senhor” é um título de glória, reservado àqueles que Deus escolheu, que Ele reservou para o seu serviço e que Ele enviou ao mundo com uma missão (essa designação aparece, por exemplo, no Deutero-Isaías – cf. Is 42,1;49,3;50,10;52,13;53,2.11 – em referência à figura enigmática do “servo de Jahwéh”). Desta forma, Maria reconhece que Deus a escolheu, aceita com disponibilidade essa escolha e manifesta a sua disposição de cumprir, com fidelidade, o projecto de Deus.

ACTUALIZAÇÃO

Para a reflexão e partilha, considerar os seguintes elementos:

• Também o Evangelho deste domingo (na linha das outras duas leituras) afirma, de forma clara e insofismável, que Deus ama os homens e tem um projecto de vida plena para lhes oferecer. Como é que esse Deus cheio de amor pelos seus filhos intervém na história humana e concretiza, dia a dia, essa oferta de salvação? A história de Maria de Nazaré (bem como a de tantos outros “chamados”) responde, de forma clara, a esta questão: é através de homens e mulheres atentos aos projectos de Deus e de coração disponível para o serviço dos irmãos, que Deus actua no mundo, que Ele manifesta aos homens o seu amor, que Ele convida cada pessoa a percorrer os caminhos da felicidade e da realização plena. Já pensámos que é através dos nossos gestos de amor, de partilha e de serviço que Deus Se torna presente no mundo e transforma o mundo?

• Neste domingo que precede o Natal de Jesus, a história de Maria mostra como é possível fazer Jesus nascer no mundo: através de um “sim” incondicional aos projectos de Deus. É preciso que, através dos nossos “sins” de cada instante, da nossa disponibilidade e entrega, Jesus possa vir ao mundo e oferecer aos nossos irmãos – particularmente aos pobres, aos humildes, aos infelizes, aos marginalizados – a salvação e a vida de Deus.

• Outra questão é a dos instrumentos de que Deus se serve para realizar os seus planos… Maria era uma jovem mulher de uma aldeia obscura dessa “Galileia dos pagãos” de onde não podia “vir nada de bom”. Não consta que tivesse uma significativa preparação intelectual, extraordinários conhecimentos teológicos, ou amigos poderosos nos círculos de poder e de influência da Palestina de então… Apesar disso, foi escolhida por Deus para desempenhar um papel primordial na etapa mais significativa na história da salvação. A história vocacional de Maria deixa claro que, na perspectiva de Deus, não são o poder, a riqueza, a importância ou a visibilidade social que determinam a capacidade para levar a cabo uma missão. Deus age através de homens e mulheres, independentemente das suas qualidades humanas. O que é decisivo é a disponibilidade e o amor com que se acolhem e testemunham as propostas de Deus.

• Diante dos apelos de Deus ao compromisso, qual deve ser a resposta do homem? É aí que somos colocados diante do exemplo de Maria… Confrontada com os planos de Deus, Maria responde com um “sim” total e incondicional. Naturalmente, ela tinha o seu programa de vida e os seus projectos pessoais; mas, diante do apelo de Deus, esses projectos pessoais passaram naturalmente e sem dramas a um plano secundário. Na atitude de Maria não há qualquer sinal de egoísmo, de comodismo, de orgulho, mas há uma entrega total nas mãos de Deus e um acolhimento radical dos caminhos de Deus. O testemunho de Maria é um testemunho questionante, que nos interpela fortemente… Que atitude assumimos diante dos projectos de Deus: acolhemo-los sem reservas, com amor e disponibilidade, numa atitude de entrega total a Deus, ou assumimos uma atitude egoísta de defesa intransigente dos nossos projectos pessoais e dos nossos interesses egoístas?

• É possível alguém entregar-se tão cegamente a Deus, sem reservas, sem medir os prós e os contras? Como é que se chega a esta confiança incondicional em Deus e nos seus projectos? Naturalmente, não se chega a esta confiança cega em Deus e nos seus planos sem uma vida de diálogo, de comunhão, de intimidade com Deus. Maria de Nazaré foi, certamente, uma mulher para quem Deus ocupava o primeiro lugar e era a prioridade fundamental. Maria de Nazaré foi, certamente, uma pessoa de oração e de fé, que fez a experiência do encontro com Deus e aprendeu a confiar totalmente n’Ele. No meio da agitação de todos os dias, encontro tempo e disponibilidade para ouvir Deus, para viver em comunhão com Ele, para tentar perceber os seus sinais nas indicações que Ele me dá dia a dia?

Subsídios:
Evangelho: (Lc 1,25-38) Anunciação do Anjo a Maria – (Cf. festa da Imaculada Conceição de Maria) – Realização da promessa feita a Davi (1,32; cf. 1ª Leitura), a Acaz (cf. Is 9), etc., mediante a graça de Deus (Lc 1,28.30) e a disponibilidade de Maria (1,38). Não é o processo da geração humana, que realiza esta promessa, mas obra de Deus (1,34-35: Maria não “conhece” homem), e o sinal para assinalar a presença do “sopro” de Deus (“Espírito”) é a inesperada gravidez de Isabel (1,35-37). Jesus é um presente de Deus à humanidade. * 1,26-28 cf. Mt 1,18; Sf 3,14-15; Zc 2,14 * 1,31-33 cf. Is 7,14; 2Sm 7; Is 9,6 – 1,35 cf. Ex 24,15-16; Lc 9,34 * 1,37 cf. Gn 18,14; Jr 32,17.

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Com o 4º domingo, o Advento chega ao auge. O evangelho traz o pleno cumprimento de todos os sinais que anunciam a vinda do Salvador. A promessa feita a Davi, de que sua descendência teria seu trono firmado para sempre (2Sm 7; cf. 1ª leitura), realiza-se no filho de Maria, juridicamente inserida, através de seu noivo José (o noivado tinha força jurídica), na descendência de Davi (Lc 1,27). A este filho, Deus dará – embora não do modo que se esperava – o trono de Davi, o governo da casa de Jacó (Israel) para sempre (cf. 2Sm 7,16). Já aprendemos, por estas últimas palavras, que as profecias se cumprem de um modo que a inteligência humana desconhece.* O modo de Jesus ser o Cristo que reinará para sempre, e o modo em que a casa de Israel se tornará um povo universal, nenhum contemporâneo de Maria o podia imaginar, e mesmo Maria só o vislumbrava como Mistério de Deus. As profecias não são programas a serem executados. São sinais da obra inesperada que Deus está realizando, sinais que a gente só entende plenamente depois da obra realizada.

Outro sinal que a gente reconhece ao reler o A.T. à luz do Evento de Jesus Cristo é a profecia de Is 7,14. Embora o rei Acaz não gostasse de que Deus se intrometesse nos seus negócios políticos, Deus lhe deu um sinal: o nascimento de um filho de uma mulher nova (“virgem”, traduz a versão grega do A.T., usada pelos primeiros cristãos). Esse filho seria chamado Emanuel, “Deus conosco” (cf. Mt 1,23; 4º dom. Adv. A). No tempo de Is, isso significava: nos dias de catástrofe que hão de vir (722: destruição do Norte e invasão do Sul pelos assírios), este rapaz de nome Emanuel, nascido como que por ordem de Deus, lembrará que Deus está com o povo. Mas, para quem conhece a história de Jesus, esse sinal reveste um sentido novo. Prefigura o mistério de Deus, a obra de seu “sopro” ou “espírito” vivificador (cf. Gn 2,7; Ez 37,9; Sl 104[103],29-30) em Maria, suscitando nela um filho que não é fruto da geração humana (Lc 1,34; cf. Mt 1,18-24), mas um presente de Deus à humanidade: sendo obra do Espírito Santo, que veio sobre Maria, este filho é chamado “Santo” e “filho do Altíssimo” (Lc 1,36; cf. as atribuições do filho real em Is 9,5-6; 11,1-5), o filho em que Deus investe todo seu bem-querer (Lc 3,22), enviado e ungido com seu Espírito (4,18). É o verdadeiro e definitivo “Deus conosco”.

Mas o sinal por excelência da realização da promessa é o próprio nascimento do precursor de Cristo, do seio de Isabel, que tinha a fama de ser estéril (1,36). João Batista é “sinal” no sentido mais pleno imaginável: seu nascimento mostra a força do Altíssimo gerando o Salvador; sua missão prepara o caminho para este Salvador; sua pregação anuncia o Reino que o Cristo inaugura.

Ora, a obra de Deus através da História, assinalada pelos referidos sinais, anunciada como plenificando-se na alegre saudação do Anjo, que proclama a plenitude da graça de Deus em Maria (Lc 1,28-30; cf. Sf 3,14-15; Zc 2,14, etc.), só se torna fecunda para o homem se este o quiser. Daí, a importância de dizer: “Sim”. Maria, respondendo ao Anjo (representando Deus mesmo) seu Fiat (“Faça-se em mim segundo a tua palavra”; Lc 1,38), colocando-se, como serva, a serviço do Senhor, é a primeira de todos os que, pela adesão da fé, “dão chances” à obra definitiva de Deus em Jesus Cristo. O Fiat de Maria representa a fé da humanidade e a disponibilidade com que a Igreja quer assumir o Mistério de Natal (cf. oração final).

Diante de todos esses sinais, na história de Israel e de Maria, devemos afirmar o que Paulo nos diz na 2ª leitura: em Cristo se torna manifesto o que, desde séculos, as Escrituras, ao mesmo tempo em que o assinalavam, escondiam: o Mistério de Deus (Rm 1,25-26; cf. Mt 13,35). Os autores escriturísticos vislumbravam uma presença fiel de Deus nos fatos provisórios da História. Vistos a partir de Jesus Cristo, estes fatos tornam-se indícios do que se manifesta, em plena clareza, nele mesmo, e isto, para todos os povos, ao menos, quando conduzidos pela auscultação da fé (Rm 1,26). Por isso, podemos louvar e agradecer (1,27).

* Nota: O “recado” de Natã a Davi, de que sua descendência estaria firme para sempre (2Sm 7,16), foi entendido, originariamente, como a certeza de que Israel sempre teria um rei da dinastia davídica, e o nascimento de um filho real é saudado, em Is 9,6, como sendo a confirmação desta promessa. Depois que o Exílio (586-535) abolira o reinado, o "para sempre” foi interpretado como significando “de novo”. Israel (reduzido a um pequeno resto, ou seja, a população de Judá, no sul do país) teria um novo rei (davídico), um novo “ungido” (= Messias ou Cristo). Mas o que é anunciado a Maria ultrapassa de longe o que os judeus depois do exílio esperavam.

FILHO DE DAVI E FILHO DE DEUS

Uma história antiga. Por volta do ano 1000 a.C., o rei Davi consegue firmar seu “império” e pensa em construir uma “casa” para Deus, um templo. Mas Deus manda o profeta Natã dizer a Davi que ele não é de viver em templo: acompanhou o povo de Israel pelo deserto numa tenda, a Tenda da Aliança. E mais: ele, Deus, vai construir uma casa para Davi – casa no sentido de família, descendência. E então, Deus, será como um pai para o descendente do rei (1aleitura).

Mil anos depois, Deus se mostra fiel à sua promessa. Vive em Nazaré um descendente remoto de Davi. Chama-se José. Tem uma noiva, Maria. Nesta, ligada à casa de Davi por ser noiva do descendente, Deus quer suscitar, pela misteriosa ação de seu Espírito, o prometido “filho de Davi”. Conforme a promessa, Deus será um pai para o prometido, que será para ele um filho: o “Filho do Altíssimo”, o Messias (Lc 1,32, evangelho). Maria não consegue imaginar como isso será possível. Ela nem está convivendo com José. Então, Deus lhe dá um sinal para mostrar que ela pode confiar em sua palavra. Faz-lhe conhecer a gravidez de sua parenta Isabel, que era estéril. E Maria, confiante na fidelidade de Deus, dá o seu “sim”: “Aconteça-me segundo a tua palavra” (1,38).

Deus dá sinais. As profecias, que revelam o modo de agir de Deus, são sinais da fidelidade de Deus (2ªleitura). Que de Maria nasça um remoto “filho de Davi” é um sinal de que ele é “Filho de Deus”, obra de Deus na humanidade. Ora, para realizar seu projeto, Deus se expõe ao “sim” dessa mocinha do povo. Assim, o “Filho de Deus” será um verdadeiro “filho da humanidade”, alguém que faça parte de nossa história e nos liberte de verdade. Só o que é assumido pode ser salvo, diz Sto. Irineu. Se Jesus não fosse verdadeiro filho da humanidade, nossa salvação nele seria mera ficção.

Não expliquemos. Contemplemos. “Revelação de um mistério envolvido em silêncio desde os séculos eternos”… (Rm 1,25). Não peçamos a Deus que ele justifique seu modo de agir para os nossos critérios “científicos”. Quanto sabemos das coisas da criação… e das do Criador? Admiremos o modo de Deus se tornar presente. E, sobretudo, não queiramos fazer da mãe de Jesus uma Maria qualquer. Será que temos medo de reconhecer que, em algumas pessoas, Deus faz coisas especiais? Estamos com ciúmes? Ora, não acha cada qual a sua namorada excepcional em comparação com as outras moças? Não neguemos a Deus esse prazer…

Essa admiração, porém, não é alienação. Só por ser verdadeiramente humano é que Jesus realiza entre nós uma missão verdadeiramente divina. Pois se fosse um anjo, nada teria a ver conosco. Jesus é tão humano como só Deus pode ser. Que ele é descendente de Davi significa que ele resume em si toda a história humana. Resume, recapitula, reescreve essa história. A história de Adão, a história de Davi, do “reinado”, da comunidade humana política e socialmente organizada. Será que desta vez vai dar certo – menos guerras, adultérios, idolatrias…? Da sua parte, a “qualidade divina” da obra está garantida. Deus está com ele, “Emanuel”. Mas, e da nossa parte?

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

– JESUS, FILHO DE DAVI

A tenda de Deus. Por meio do profeta Natã, Deus esclarece a Davi que sua morada predileta é no meio do povo. Não lhe agrada a construção de um templo magnífico. Desde o início da história do povo de Israel, Deus “desceu” para caminhar com ele. Deus é reconhecido não pelas grandes construções feitas em sua homenagem, pois atrás delas podem se esconder intenções políticas de legitimação do domínio de alguns sobre a maioria. Deus é reconhecido pela fidelidade à sua aliança de amor. Davi não pode se esquecer de sua missão de pastor junto ao povo. Da linhagem desse Davi, pastor humilde, nascerá o Messias, não conforme a expectativa oficial, mas a partir do corpo e do lugar social das pessoas simples e abertas ao amor de Deus…

Maria, a serva de Deus. A anunciação do anjo Gabriel a Maria refere-se ao dom maior de Deus à humanidade: Jesus Cristo, o salvador do mundo. Deus intervém gratuitamente e de modo soberano. Não foi por meio do templo de Jerusalém nem foi com o aval da religião oficial que o Salvador veio ao mundo, e sim por meio do corpo de uma humilde jovem de Nazaré da Galileia. Nela Deus fez a sua tenda. Por ela Deus revela o seu poder e a sua glória. Em seu seio é gerado o Filho de Deus, o Messias, da descendência de Davi, conforme a promessa feita por meio dos profetas. Pela obediência da fé professada por Maria, a palavra divina torna-se eficaz. A vocação da mãe de Deus ilumina a nossa: também a nós, pelo mesmo Espírito Santo, nos é dado conceber a Jesus, de forma que se torne conhecido e amado no mundo. Inspirados pelo exemplo de Maria, pedimos a Deus que nos transforme em seus servos e servas… Qual concepção temos de Deus: é a de Davi, preocupado em homenageá-lo com obras materiais magníficas, ou a de Maria, que acolhe a sua vontade e se faz sua serva?

Demos glória a Deus! O coração de Deus abriu-se definitivamente para revelar o seu desígnio de salvação por meio de Jesus Cristo. Todos os povos são contemplados. Todos são agraciados. É o extravasamento do amor divino derramado sobre cada um de nós e sobre toda a criação. Como as primeiras comunidades cristãs, glorificamos a Deus pela plenitude de seu amor, que ele nos concedeu em Jesus Cristo… O que significa louvar a Deus por meio da obediência da fé?



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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1. O teu trono será firme para sempre
2. Faça-se segundo a tua palavra
3. Que obedeçam à fé

1. O teu trono será firme para sempre

O rei David, depois de conquistar Jerusalém e fazer dela a capital do seu reino, quis construir para Deus um templo que fosse digno do Senhor. Até então o templo era uma tenda de peles, como Deus tinha indicado a Moisés no deserto do Sinai, de modo a ser transportada de um lado para o outro.

Deus mandou dizer pelo profeta Natã que essa tarefa seria para o filho que lhe sucedesse. Mas o Senhor recompensou a sua generosidade fazendo-lhe a promessa maravilhosa que ouvíamos na primeira leitura: da sua descendência havia de nascer o Messias prometido a Abraão.

É uma lição muito importante para nós. Deus não fica a dever nada. É mais generoso do que nós. Vale a pena que sejamos cuidadosos com as coisas de Deus. Vale a pena que tratemos bem a Jesus que está connosco na Santíssima Eucaristia.

É um sinal da nossa fé e do nosso amor cuidar das nossas igrejas e dos objectos do culto. Que não sejam como o curral onde nasceu há dois mil anos porque não quiseram recebê -Lo em suas casas.

Jesus continua a ser Deus connosco em nossas igrejas. Além do cuidado com as coisas litúrgicas, respeitemos o ambiente sagrado dos nossos templos, hoje que tantos cristãos não o sabem fazer. Até parece que estão na rua ou na feira da aldeia.

Ali é casa de oração, é lugar para falar com o Senhor e não para estar a conversar com os outros. Se alguma coisa é preciso dizer temos de falar baixo e só o estritamente necessário, com a consciência de que está ali Jesus.

Aprendamos com Nossa Senhora a tratar bem Aquele que é verdadeiro Deus e verdadeiro homem e que veio habitar entre nós e que Se encontra em nossos sacrários.

2. Faça-se segundo a tua palavra

Nossa Senhora é para nós o modelo sempre actual para acolher a Jesus. A Igreja apresenta-nos neste último domingo do Advento a figura de Maria, a sugerir-nos que façamos como Ela para viver bem o Natal de Jesus.

O Arcanjo S. Gabriel saúda-A em nome de Deus e diz-Lhe que Ele a escolheu para mãe do Salvador prometido aos seus antepassados. A Virgem escuta com atenção, acredita sem duvidar naquilo que o mensageiro de Deus lhe diz. Não pede nenhum sinal como Zacarias.

E responde: – «Eis a escrava do Senhor. Faça-se em Mim segundo a tua palavra.» Naquele momento o Verbo de Deus, eterno com o Pai, toma a nossa natureza humana fazendo-se um de nós no seio puríssimo de Maria.

Podemos admirar a fé, a humildade e a obediência pronta e decidida da Virgem. É uma lição viva para todos nós. A fé e o amor de Deus manifestam-se na obediência fiel à vontade de Deus. Cumprindo os Seus mandamentos.

A Epístola aos Hebreus diz-nos que as primeiras palavras de Jesus para o Pai ao incarnar foram: «eis que venho, ó Deus, para fazer a Tua vontade» (Heb 10, 7). Vemos aqui a sintonia perfeita entre a Mãe e o Filho.

Jesus fez-se homem e veio ensinar-nos a cumprir fielmente a vontade de Deus. Daí depende a nossa felicidade neste mundo e no outro. «O meu alimento – dirá Ele mais tarde – é fazer a vontade daquele que Me enviou» (Jo 4, 34).

Aprendamos com a Virgem a identificar-nos com Jesus, sempre prontos a fazer a vontade de Deus. Jesus continua a guiar-nos através da Sua Igreja: através do Santo Padre, sucessor de Pedro e pastor de todo o Seu rebanho e também dos bispos unidos a ele.

Santa Teresa de Ávila estava em Salamanca em 1563. O seu confessor mandou-lhe escrever o relato da fundação dos seus conventos: madre Teresa estava bastante doente e com muitas ocupações. Mas procurou fazer o que lhe mandavam. Jesus disse-lhe na oração. «Filha, a obediência dá força» (Prólogo, Livro das Fundações).

A desobediência, por seu lado, rouba as forças e a eficácia na vida espiritual e no apostolado.

Hoje custa obedecer. Em nome duma falsa liberdade. Todos sabemos criticar e poucos sabemos obedecer. Para acolher a Jesus em nosso coração, temos de o limpar do pecados e adorná-lo com o desejo firme de cumprir em tudo a vontade de Deus. O Advento foi para nós tempo de barrela, procurámos confessar-nos, purificando-nos dos pecados, que são desobediência à vontade de Deus. Além do arrependimento e acusação sinceras procurámos fazer propósitos de emenda, desejo sincero de cumprir em tudo o que Deus manda.

Peçamos à Virgem que nos ajude a acolher bem a Jesus, a acolher a salvação que nos trouxe e continua a oferecer-nos a nós e a todos os homens. Depende da nossa cooperação.

Da cooperação de Maria dependeu a salvação de todos os homens. A Virgem não se limitou a cumprir os mandamentos, como faziam muitos em Israel. Estava atenta às inspirações de Deus e respondia a elas com prontidão e amor

Da nossa obediência amorosa à vontade de Deus depende talvez a graça para muitos à nossa volta.

3. Que obedeçam à fé

S. Paulo, na segunda leitura, fala do mistério da salvação que Deus oferece a todos os homens, para que obedeçam à fé.

O Evangelho de Jesus, a Boa Nova da salvação, exige a fé para ser acolhida. E a fé leva a obedecer sem reservas às exigências de amor que Deus nos faz.

A humildade, a fé, a obediência amorosa da Virgem são o modelo para todos os homens poderem acolher a Jesus e a salvação que nos traz. Não nos admiremos que muitos homens continuem a fechar-se à Boa Nova de Jesus. Rezemos e trabalhemos mais. A graça de Deus pode tudo.

Animemos a todos à nossa volta a acolher a Jesus, a não fechar o coração como as gentes de Belém há dois mil anos. Rezemos mais a Nossa Senhora e a S. José, que souberam acolher e tratar tão bem a Jesus, que saibamos imitá-los melhor neste Natal. E que saibamos levá-Lo a todos à nossa volta, com o nosso amor e nossa alegria de cristãos, que serão a chave para abrir muitos corações, ansiosos pela salvação que só Jesus lhes pode trazer. Mesmo quando parecem insensíveis e indiferentes.

Fala o Santo Padre

«Nesta preparação para o Natal, cultivemos o recolhimento interior, para acolher e conservar Jesus na nossa vida.»

Nestes últimos dias do Advento, a liturgia convida-nos a contemplar de modo especial a Virgem Maria e São José, que viveram com intensidade singular o período da expectativa e da preparação do nascimento de Jesus. […]. Na hodierna página evangélica, São Lucas apresenta a Virgem Maria como «desposada com um homem chamado José, da Casa de David» (Lc 1, 27). […] Ele é modelo do homem «justo» (Mt 1, 19), que em perfeita sintonia com a sua esposa acolhe o Filho de Deus que se fez homem e vela sobre o seu crescimento humano. Por isso, nos dias que precedem o Natal, é mais oportuno do que nunca estabelecer uma espécie de colóquio espiritual com São José, para que ele nos ajude a viver em plenitude este grande mistério da fé. […]

O silêncio de São José é permeado de contemplação do mistério de Deus, em atitude de total disponibilidade à vontade divina. Em síntese, o silêncio de São José não manifesta um vazio interior mas, ao contrário, a plenitude de fé que ele traz no coração, e que orienta todos os seus pensamentos e todas as suas acções. Um silêncio graças ao qual José, em uníssono com Maria, conserva a Palavra de Deus, conhecida através das Sagradas Escrituras, comparando-a continuamente com os acontecimentos da vida de Jesus; um silêncio impregnado de oração constante, de oração de bênção do Senhor, de adoração da sua santa vontade e de confiança sem reservas na sua providência. Não se exagera, se se pensa que precisamente do «pai» José, Jesus adquiriu no plano humano aquela vigorosa interioridade, que é o pressuposto da justiça autêntica, da «justiça superior», que um dia Ele ensinará aos seus discípulos (cf. Mt 5, 20).

Deixemo-nos «contagiar» pelo silêncio de São José! Temos tanta necessidade disto, num mundo muitas vezes demasiado ruidoso, que não favorece o recolhimento, nem a escuta da voz de Deus. Neste período de preparação para o Natal, cultivemos o recolhimento interior, para acolher e conservar Jesus na nossa vida.

Bento XVI, Angelus, 18 de Dezembro de 2005


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 4º Domingo do Advento, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. DURANTE A CELEBRAÇÃO.
- DAVID. Estamos habituados a viver o 4º Domingo do Advento, bem próximo do Natal, com Maria. E este ano, a grande narração da Anunciação (Evangelho) pode centrar a nossa atenção na preparação da liturgia… Mas talvez possamos entrar neste domingo com outra chave de leitura, perguntando se Deus sempre quis ter necessidade dos homens. De facto, segundo a primeira leitura, é Ele que finalmente fará uma casa para David; mas David e o profeta Natã são homens que Deus escolheu entre o seu povo para O ajudar na sua missão de salvação.
- MARIA. Esta escolha de Deus culmina em Maria, a humilde serva. Deus quer ter necessidade de uma mulher para trazer ao mundo o seu Filho bem-amado. Do mesmo modo que escolheu, desde sempre, homens para cumprir em seu nome missões particulares, Ele escolhe agora uma mulher para a missão suprema de trazer o corpo do seu Filho único. Este domingo celebra ao mesmo tempo a humildade de Deus e a humildade de Maria. Mais do que nunca, a sobriedade da liturgia deverá ser tida em conta. A narração da Anunciação é um dos relatos alegres do Evangelho… bem expressos pelos pintores ao longo dos tempos…
- E NÓS? Celebrar este domingo, meditar a importantíssima missão confiada a Maria e a resposta tão generosa que não hesitou em dar ao Senhor, convida-nos também a nos interrogarmos sobre a nossa própria missão: o que é que Deus, na nossa humilde medida, nos confia? Em quê, por quê, conta Ele com cada um de nós? Para que seja verdadeiramente Natal, dentro de alguns dias, na nossa terra, Ele tem sem dúvida necessidade dos discípulos do seu Filho… Professamos hoje a nossa fé num Deus que, diz São Paulo, tem o poder de nos confirmar (segunda leitura): acendendo a nossa quarta vela do Advento, que esta força seja verdadeiramente reavivada nos nossos corações.

3. PALAVRA DE VIDA.
Maria, humilde jovem de Nazaré, fervorosa crente judia, esperava a realização da promessa de Deus. Ela entra em diálogo com Deus, é a sua Anunciação. Deus, como sempre, toma a iniciativa: Ele vem, de improviso, ao encontro daquela que encheu de graças e com a qual Ele já está. Maria está perturbada porque Deus surpreende sempre. Deus tranquiliza-a, lembrando-lhe que é Ele que toma a iniciativa. Ele quer associar uma das suas criaturas ao seu projecto de salvação: o filho chamar-se-á “Jesus”, “Deus salva”. Maria interroga antes de dar a sua resposta: “Como será isso?” Ela procura esclarecer a sua fé. Deus responde-lhe, assegurando-lhe a sua presença pelo seu Espírito, e Ele dá-lhe um sinal, porque sabe que as suas criaturas precisam de sinais para crer: a sua prima conceberá na sua velhice. E Ele recorda-lhe que nada Lhe é impossível. Maria dá a sua resposta: a Palavra de Deus é segura, ela pode ter confiança. E esta Palavra torna-se carne na sua carne.

4. UM PONTO DE ATENÇÃO.
Fazer ressoar o Evangelho da Anunciação… A alguns dias do Natal, a Anunciação dá o verdadeiro sentido da festa: vamos celebrar o mistério da Incarnação do Filho de Deus. Portanto, o Evangelho deverá ter um lugar central. Aliás, a oração da colecta, a primeira leitura e a oração sobre as oferendas evocam também o mesmo mistério. O Evangeliário pode ser trazido em procissão com solenidade e apresentado à assembleia, acompanhado de um cântico. Uma possibilidade de acolher o Evangelho pela oração será introduzir a “Ave-Maria” durante o Evangelho: lê-se o Evangelho até “o Senhor está contigo”; a assembleia reza a primeira parte da “Ave-Maria”; o leitor continua a leitura do Evangelho até ao fim e a assembleia reza a segunda parte da “Ave-Maria”. A homilia/meditação ajudará os fiéis a descobrir o papel de Maria no mistério do Natal.

5. PARA A SEMANA QUE SE SEGUE…
Tomar uma decisão que comprometa… Maria ajuda-nos a dar o salto da fé, ela é o nosso modelo, mas ao mesmo tempo é nossa Mãe: podemos, pois, ter confiança e encontrar junto dela todo o reconforto de que precisamos! A alguns dias do Natal, com Maria, procuremos tomar uma decisão que comprometa a nossa fé, de encontrar um ritmo mais regular para a oração, de prever uma paragem espiritual (tempo de retiro, por breve que seja…) antes do Natal para fazer o ponto da situação da nossa vida com o Senhor.

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Aceitai, Senhor, os dons que trazemos ao vosso altar e santificai-os com o mesmo Espírito que, pelo poder da sua graça, fecundou o seio da Virgem Santa Maria. Por Nosso Senhor.

Prefácio do Advento II: p. 455 [588-700]

SANTO

Monição da Comunhão: Jesus veio até nós em Belém, há dois mil anos. Vem até nós em cada Missa. Saibamos acolhê-Lo com a fé, a humildade e o amor de Nossa Senhora.

cf. Is 7, 14
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: A Virgem conceberá e dará à luz um filho. O seu nome será Emanuel, Deus-connosco.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Tendo recebido neste sacramento o penhor da redenção eterna, nós Vos pedimos, Senhor: quanto mais se aproxima a festa da nossa salvação, tanto mais cresça em nós o fervor para celebrarmos dignamente o mistério do Natal do vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

RITOS FINAIS

Monição final: Queremos guardar a palavra de Jesus e guiar por ela o nosso viver, obedecendo fielmente à vontade do Pai como Ele fez e como fez Sua Mãe.



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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

4ª SEMANA

2ª Feira, 22-XII:Acto de adoração a Deus.

1 Sam 1, 24-28 / Lc 1, 46-56
A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador.

Ana levou o filho Samuel para o entregar ao serviço do Senhor no Templo (cf Leit) e o seu coração exultou de alegria no Senhor (S. Resp). Também Nossa Senhora, transportando Jesus no seu ventre, faz chegar a Deus um cântico de louvor (Ev). «Adorar a Deus é, como Maria no Magnificat, louvá-lo, exaltá-lo e humilhar-se, confessando com gratidão que Ele fez grandes coisas e que o seu nome é santo (cf Ev). A adoração do Deus únicoliberta o homem de se fechar sobre si próprio, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo» (CIC, 2097).

3ª Feira, 23-XII: Preparação para a vinda do Senhor.

Mal 3, 1-4. 23-24 / Lc 1, 57-66
Vou enviar o meu mensageiro, para desimpedir o caminho diante de mim.

A profecia de Malaquias diz respeito à missão de Elias e de João Baptista: preparar o caminho do Senhor (cf Leit). As missões de ambos estão intimamente ligadas: João termina o ciclo dos profetas inaugurado por Elias; João é Elias que devia vir, precede Jesus com o espírito e o poder de Elias. Mas João Baptista é o precursor imediatodo Senhor. Procuremos preparar-nos bem para receber o Senhor, vivendo com mais amor a comunhão eucarística; ajudemos os parentes e amigos a aproximar-se do sacramento da Penitência.

4ª Feira, 24-XII: Restauração da semelhança com Deus.

2 Sam 7, 1-5. 8-11. 16 / Lc 167-79
(Zacarias): Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e libertou o seu povo, e nos fez surgir poderosa salvação na família do seu pai David.

O profeta Natã comunica a David que a sua casa e a sua realeza permanecerão para sempre (cf Leit). E a mesma profecia é feita por Zacarias, recordando o juramento feito por Deus a Abraão (cf Ev). O homem, desfigurado pelo pecado, mantém a ‘imagem de Deus’, à imagem do Filho, mas ficou privado da ‘semelhança’. Mas Deus promete a Abraão uma descendência, em que o próprio Filho assumirá a ‘imagem’ erestaurará a ´semelhança’ com o Pai (cf CIC, 705). Os sacramentos ajudam a imprimir esta ‘semelhança’.

Celebração e Homilia: CELESTINO C. FERREIRA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – www.ecclesia.pt/dehonianos


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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