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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


26.03.2017
4 º DOMINGO DA QUARESMA — ANO A
( ROXO OU RÓSEO, CREIO – IV SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "Eu te fiz luz das nações para seres salvação" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO (02.04.2017)

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: O Tempo da Quaresma já se vai adiantando, nossas práticas de fé vão amadurecendo na caminhada rumo à Páscoa. O tema luz/trevas é bastante acentuado no Evangelho de João. Neste mesmo sentido vai a cura do cego de nascença, ou seja, a contraposição entre cegueira e visão. João parte de um sentido experimental. Todos sabem o que são trevas (noite, escuridão) e o que é luz (dia, claridade), o que é ser cego e o que é enxergar. Porém, salta depressa para o sentido figurado: a luz é o Cristo em sua pessoa divina e humana; e, como tal, se torna salvação para o homem. A treva é o não-reconhecimento da pessoa salvadora de Jesus, e nisto consiste o maior de todos os pecados.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, neste quarto domingo de nossa caminhada quaresmal, viemos ao encontro do Senhor para que Ele nos ofereça sua luz e assim possamos ver com os olhos da fé. Pelo nosso Batismo, recebemos a luz de Cristo; por ela, queremos ser reconhecidos como filhos da luz. Que esta Eucaristia nos ajude a preparar bem a Páscoa que se aproxima e a manifestar a luz do Senhor a todos com quem nos encontrarmos.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Como a água, também a luz, com seu oposto, a escuridão - é um dos símbolos fundamentais da existência humana e da reflexão religiosa. No relato do Gênesis, Deus, pela criação da luz e sua separação das trevas, põe ordem e distinção no caos primitivo, e o torna um cosmos cognoscível e depois habitável. Na plenitude dos tempos, a Palavra de Deus veio habitar no meio de nós. Vida e luz de todo ser vivo, ela ilumina com nova luz aquele que crê na Palavra feita homem, na mensagem tornada pessoa viva, concreta e histórica, no Filho de Deus invisível que dá a conhecer o Pai. Esses são os grandes temas desenvolvidos por oão desde o prólogo do seu evangelho, e ilustrados através de uma série de "sinais", diante dos quais só há uma alternativa: responder sim ou não, sem atenuantes.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo, da Caridade, do Jejum e da Oração, preparemo-nos para a Páscoa do Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/26-de-marco-de-2017---Quarto-Domingo-da-Quaresma.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo)
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/af_23_4o_quaresma.pdf


TEMA
A LUZ DO CRISTO

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- Autoria do Roteiro Homilético da Paulus para o período de Março/Abril-2017: Celso Loraschi. Mestre em Teologia Dogmática com Concentração em Estudos Bíblicos e professor de evangelhos sinóticos e Atos dos Apóstolos no Instituto Teológico de Santa Catarina (Itesc). E-mail: loraschi@itesc.org.br

Introdução da Revistal Vida Pastoral

A luz que vem de Deus

Os textos bíblicos deste domingo refletem sobre a luz divina que se manifesta na história humana. Deus se revela ao mundo de modo original e surpreendente. É soberano em suas decisões e não se deixa levar pelas aparências. Nas pessoas pobres e frágeis, ele manifesta a grandeza de seu amor. Escolhe Davi, um humilde pastor, para governar o seu povo com justiça (I leitura).

Deus envia seu Filho ao mundo como expressão máxima de sua bondade. Jesus solidariza- se com as pessoas necessitadas e oferece- -lhes vida saudável e íntegra: cura a cegueira, liberta o ser humano de toda espécie de opressão e ilumina o caminho dos que se encontram desorientados (evangelho).

O texto da carta aos Efésios incentiva a comunidade cristã a viver como filhos da luz, renunciando às obras próprias das trevas e praticando cotidianamente a bondade, a justiça e a verdade (II leitura).

Deus é luz. Portanto, quem vive em Deus se torna uma pessoa iluminada: é autêntica e livre, pois nada tem a esconder ou do que se envergonhar.

Introdução do Portal Dehonianos

As leituras deste Domingo propõem-nos o tema da “luz”. Definem a experiência cristã como “viver na luz”.

No Evangelho, Jesus apresenta-se como “a luz do mundo”; a sua missão é libertar os homens das trevas do egoísmo, do orgulho e da auto-suficiência. Aderir à proposta de Jesus é enveredar por um caminho de liberdade e de realização que conduz à vida plena. Da acção de Jesus nasce, assim, o Homem Novo – isto é, o Homem elevado às suas máximas potencialidades pela comunicação do Espírito de Jesus.

Na segunda leitura, Paulo propõe aos cristãos de Éfeso que recusem viver à margem de Deus (“trevas”) e que escolham a “luz”. Em concreto, Paulo explica que viver na “luz” é praticar as obras de Deus (a bondade, a justiça e a verdade).

A primeira leitura não se refere directamente ao tema da “luz” (o tema central na liturgia deste domingo). No entanto, conta a escolha de David para rei de Israel e a sua unção: é um óptimo pretexto para reflectirmos sobre a unção que recebemos no dia do nosso Baptismo e que nos constituiu testemunhas da “luz” de Deus no mundo.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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LUZ DE DEUS

A cura do cego de nascença é o sexto sinal de Jesus no Evangelho de João e acontece no contexto da festa das Tendas, a festa da água e da luz.

Naquele tempo, toda doença era considerada castigo de Deus por um pecado cometido, seja pela própria pessoa, seja por seus antepassados. Jesus, no entanto, não aceita essa ideia. A cegueira, para ele, era ocasião para manifestar que Deus age com amor. E então Jesus dá ao cego a possibilidade de enxergar. Mais que tudo, porém, o cego curado é iluminado por dentro, com a luz que é o próprio Jesus, num verdadeiro caminho de compreensão. No início, para ele Jesus é um homem (v. 11) que ele não sabia onde estava (v. 12), depois um profeta (v. 17) que vem de Deus (v. 33), para enfim ser declarado como o Filho do homem que ele vê e adora (vv. 35-38).

Para chegar à verdadeira iluminação e enxergar de fato, o cego curado precisou ser expulso da comunidade pelas lideranças que seguiam a cartilha do pecado e do castigo, preocupadas que estavam com a sã doutrina, mas indiferentes à dor humana. Simbolicamente, o episódio mostra que encontrar Jesus e deixar-se transformar por ele implica romper com a mentalidade segundo a qual Deus é cruel e castiga por gerações. E vale notar que, antes de tudo, é o próprio Jesus quem vê o cego. Um olhar diferente, de quem ama e manifesta a compaixão de Deus por quem sofre. 

A cegueira dos fariseus, por outro lado, alerta para atitudes religiosas que, por não se abrirem ao sofrimento humano, acabam se fechando em preconceitos. E o que são preconceitos, senão cegueiras que impedem de ver a bondade de Deus em realidades que estão diante dos olhos?

Este tempo de Quaresma é também tempo de iluminação. Os fariseus, que pensavam enxergar corretamente, permanecem cegos, enquanto o cego continua a nos convidar a um caminho de luz. Afinal, quais cegueiras Jesus pode curar em nós?

À medida que nos deixamos iluminar com a luz de Deus, nossos olhos vão vencendo preconceitos e permitindo olhar a nós mesmos e aos outros com olhar diferente.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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LUZ DE DEUS

A cura do cego de nascença é o sexto sinal de Jesus no Evangelho de João e acontece no contexto da festa das Tendas, a festa da água e da luz.

Naquele tempo, toda doença era considerada castigo de Deus por um pecado cometido, seja pela própria pessoa, seja por seus antepassados. Jesus, no entanto, não aceita essa ideia. A cegueira, para ele, era ocasião para manifestar que Deus age com amor. E então Jesus dá ao cego a possibilidade de enxergar. Mais que tudo, porém, o cego curado é iluminado por dentro, com a luz que é o próprio Jesus, num verdadeiro caminho de compreensão. No início, para ele Jesus é um homem (v. 11) que ele não sabia onde estava (v. 12), depois um profeta (v. 17) que vem de Deus (v. 33), para enfim ser declarado como o Filho do homem que ele vê e adora (vv. 35-38).

Para chegar à verdadeira iluminação e enxergar de fato, o cego curado precisou ser expulso da comunidade pelas lideranças que seguiam a cartilha do pecado e do castigo, preocupadas que estavam com a sã doutrina, mas indiferentes à dor humana. Simbolicamente, o episódio mostra que encontrar Jesus e deixar-se transformar por ele implica romper com a mentalidade segundo a qual Deus é cruel e castiga por gerações. E vale notar que, antes de tudo, é o próprio Jesus quem vê o cego. Um olhar diferente, de quem ama e manifesta a compaixão de Deus por quem sofre.

A cegueira dos fariseus, por outro lado, alerta para atitudes religiosas que, por não se abrirem ao sofrimento humano, acabam se fechando em preconceitos. E o que são preconceitos, senão cegueiras que impedem de ver a bondade de Deus em realidades que estão diante dos olhos?

Este tempo de Quaresma é também tempo de iluminação. Os fariseus, que pensavam enxergar corretamente, permanecem cegos, enquanto o cego continua a nos convidar a um caminho de luz. Afinal, quais cegueiras Jesus pode curar em nós?

À medida que nos deixamos iluminar com a luz de Deus, nossos olhos vão vencendo preconceitos e permitindo olhar a nós mesmos e aos outros com olhar diferente.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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Jesus nos liberta da cegueira dos nossos pecados
Jesus é a luz que ilumina nossa existência e nos livra do egoísmo, fazendo-nos ver para além dos nossos interesses. Ele abre nossos olhos para enxergarmos as necessidades dos outros. Esta eucaristia nos ajude a agir sempre em favor da vida, conduzindo-nos pelos caminhos que promovem o amor e a boa convivência entre as pessoas.

LIÇÃO DE VIDA: Jesus Cristo é a luz que conduz a nossa vida e nos liberta das trevas do egoísmo e da morte.


RITOS INICIAIS

Is 66, 10-11
ANTÍFONA DE ENTRADA: Alegra-te, Jerusalém; rejubilai, todos os seus amigos. Exultai de alegria, todos vós que participastes no seu luto e podereis beber e saciar-vos na abundância das suas consolações.

Não se diz o Glória.

Introdução ao espírito da Celebração
A Liturgia propõe-nos, durante a Quaresma, uma verdadeira renovação doutrinal, como preparação para a Páscoa da Ressurreição do Senhor. Em cada Domingo é-nos dado um tema, para que o aprofundemos, no estudo e na oração. Neste 4º Domingo da Quaresma, chamado liturgicamente o Domingo da alegria, a Liturgia da Palavra convida-nos a uma reflexão profunda sobre a fé. Não existe incompatibilidade entre uma Quaresma bem vivida e a virtude da alegria, e o melhor caminho para uma alegria crescente é o aprofundamento da virtude da fé.

Acto penitencial

Iluminados pelo Espírito Santo, entremos no interior sagrado da nossa consciência, para descobrirmos tudo o que em nossa vida tem desagradado ao Senhor. Prestemos especial atenção aos pecados que se relacionam com a virtude da fé. Reconheçamos os nossos pecados e infidelidades, peçamos perdão e prometamos, com a ajuda do Senhor, emenda de vida.

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

•   Senhor: temos sido, por vezes, muito descuidados e preguiçosos em aprofundar e viver as verdades da fé que a Igreja nos ensina. Senhor, tende piedade de nós! Senhor, tende piedade de nós!

•   Cristo: falta-nos coerência de vida entre a fé que professamos e a vida de família, de trabalho, de actuação social e convivência. Cristo, tende piedade de nós! Cristo, tende piedade de nós!

•   Senhor: temos escondido, por vezes, a luz da fé recebida no Baptismo, em vez de darmos corajoso testemunho dela diante das outras pessoas. Senhor, tende piedade de nós! Senhor, tende piedade de nós!

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

ORAÇÃO COLECTA: Deus de misericórdia, que, pelo vosso Filho, realizais admiravelmente a reconciliação do género humano, concedei ao povo cristão fé viva e espírito generoso, a fim de caminhar alegremente para as próximas solenidades pascais. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: O profeta Samuel é secretamente enviado por Deus a Belém, a casa de Jessé, para escolher um rei, em substituição de Saúl. Deixa-se impressionar pelo aspecto físico dos irmãos de David, mas o Senhor observa-lhe: «Deus não vê como o homem; o homem olha às aparências, o Senhor vê o coração

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

1 Samuel 16,1.6-7.10-13

Leitura do livro do profeta Samuel. 16 1 O Senhor disse-lhe: "Até quando chorarás tu Saul, tendo-o eu rejeitado da realeza de Israel? Enche o teu corno de óleo. Vai; envio-te a Isaí de Belém, porque escolhi um rei entre os seus filhos". 6 Logo que entraram, Samuel viu Eliab e pensou consigo: "Certamente é esse o ungido do Senhor". 7 Mas o Senhor disse-lhe: "Não te deixes impressionar pelo seu belo aspecto, nem pela sua alta estatura, porque eu o rejeitei. O que o homem vê não é o que importa: o homem vê a face, mas o Senhor olha o coração". 10 Jessé mandou vir assim os seus sete filhos diante do profeta, que lhe disse: "O Senhor não escolheu nenhum deles". 11 E ajuntou: "Estão aqui todos os teus filhos?" Resta ainda o mais novo, confessou Jessé, que está .pastoreando as ovelhas". Samuel ordenou a Jessé: "Manda buscá-lo, pois não nos poremos à mesa antes que ele esteja aqui". 12 E Jessé mandou buscá-lo. Ele era louro, de belos olhos e mui formosa aparência. O Senhor disse: "Vamos, unge-o: é ele". 13 Samuel tomou o corno de óleo e ungiu-o no meio dos seus irmãos. E, a partir daquele momento, o Espírito do Senhor apoderou-se de Davi. Samuel, porém, retomou o caminho de Ramá.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

A leitura é tirada do início da última parte do 1º livro de Samuel, que deixa ver o progressivo declínio do rei Saúl até à sua morte. A ascensão de David ao trono de Israel não aparece apenas como obra do seu génio e sagacidade, mas como uma providência divina com a intervenção de Samuel.

1 «Jessé», grafia usada na Vulgata para o pai de David, chamado Isaí, no texto hebraico (nos LXX, Iesai).

6-7 Tanto o profeta Samuel como Isaí estavam de acordo em sagrar rei o primogénito Eliab. Porém Deus, nos seus desígnios vocacionais, não olha a critérios humanos (ser o mais velho, o mais belo, o mais forte, o mais sábio): «o homem olha às aparências, o Senhor vê o coração». A escolha divina é gratuita, não partindo dos méritos do escolhido, mas da benevolência divina que torna o homem capaz de cumprir a missão a que o chama.

12 «Ungiu-o no meio dos seus irmãos», isto é, em família, sem qualquer espécie de publicidade para evitar as iras e represálias do rei Saúl.

Deus não leva em conta as aparências

Na tradição bíblica, Davi é um dos personagens mais lembrados pelo povo. Ao redor de seu nome criou-se verdadeiro movimento. É a figura do governante “segundo o coração de Deus”, rei que segue a justiça e não despreza os pobres. A primeira leitura deste quarto domingo da Quaresma narra a eleição de Davi.

Samuel foi um dos últimos juízes de Israel. Viveu a fase conflituosa de transição entre o tribalismo e a monarquia. É um homem de Deus. Sofre muito quando o povo pede a mudança de regime (cf. 1Sm 8). Conforme o mandato divino, busca reconhecer, entre vários irmãos, qual seria o escolhido para governar o povo. Após analisar os sete filhos de Jessé, Samuel declara que nenhum deles havia sido chamado por Deus. O menor deles, ausente por estar cuidando do rebanho, é o eleito. A unção é o meio pelo qual se confere uma missão sagrada. É significativa a transmissão do cargo realizada por Samuel. Tendo a função de juiz de Israel, transmite a Davi o que ele próprio considera ser a vontade divina. O governo deve ser realizado sob a autoridade de Deus.

A eleição de Davi é uma narrativa popular que transmite importante conteúdo teológico e sociológico. Deus não se deixa conduzir pelas aparências. Ele conhece o coração de cada pessoa e, por isso, chama os que se encontram em último lugar para realizar o seu plano na história. Como dirá Jesus: “Muitos dos primeiros serão últimos, e muitos dos últimos, primeiros” (Mt 19,30). Sociologicamente, é um texto de denúncia ao poder monárquico e de valorização dos caminhos alternativos que emergem com a mobilização dos pequenos e marginalizados.

AMBIENTE

Na segunda metade do séc. XI a.C., os filisteus constituíam uma ameaça bastante séria para as tribos do Povo de Deus. Instalados na orla costeira, os filisteus pressionavam cada vez mais os outros grupos que habitavam a terra de Canaã, nomeadamente as tribos do Povo de Deus que ocupavam as montanhas do interior do país. A necessidade de uma liderança única e forte levou os anciãos das tribos a equacionar, pela primeira vez, a possibilidade da união política das tribos sob a autoridade de um rei, à imagem do que sucedia com os outros povos da zona.

A primeira experiência monárquica aconteceu com Saúl e agrupava as tribos do centro e algumas do norte do país. Essa experiência terminou, no entanto, de forma dramática: Saúl e seu filho Jónatas morreram na batalha de Gelboé, em luta contra os filisteus, por volta do ano 1010 a.C.

Era preciso encontrar um outro “herói”, capaz de gerar consensos entre tribos muito diferentes, juntá-las e conduzi-las vitoriosamente ao combate contra os inimigos filisteus. A escolha dos anciãos – tanto das tribos do norte, como das tribos do sul – recaiu, então, num jovem chamado David.

David nasceu por volta de 1040 a.C., em Belém de Judá, no sul do país. Como é que David se tornou notado e se impôs, de forma a ser considerado uma solução para o problema da realeza?

O Livro de Samuel apresenta três tradições sobre a entrada de David em cena. A primeira apresenta David como um admirável guerreiro, cuja valentia chamou a atenção de Saúl, sobretudo após a sua vitória sobre o gigante filisteu Golias (cf. 1 Sm 17). A segunda tradição apresenta David como um poeta, que vai para a corte de Saúl para cantar e tocar harpa (segundo esta tradição – bastante hostil a Saúl – o rei só conseguia reencontrar a calma e o bem estar quando David o acalmava com a sua música – cf. 1 Sm 16,14-23. Aos poucos, o poeta/cantor David foi ganhando adeptos na corte, tornando-se amigo de Jónatas, o filho de Saúl, e casando mesmo com Mical, a filha do rei). Finalmente, a terceira tradição – a menos verificável historicamente, mas a de maior importância teológica – apresenta a realeza de David como uma escolha de Jahwéh. É esta terceira tradição que o nosso texto nos apresenta.

MENSAGEM

O nosso relato apresenta-nos uma bem elaborada reflexão sobre a eleição. O autor do texto pretende mostrar que a lógica de Deus é bem diferente, neste capítulo, da lógica dos homens.

Antes de mais, David é apresentado como o eleito de Jahwéh. É sempre Jahwéh que escolhe aqueles a quem quer confiar uma missão. Nem a Samuel – o seu enviado – Jahwéh dá qualquer explicação. A eleição não resulta da iniciativa do homem, mas sim da iniciativa e da vontade livre de Deus.

Em segundo lugar, impressiona a lógica da escolha de Deus. Samuel raciocina com a lógica dos homens e pretende ungir como rei o filho mais velho de Jessé de Belém, impressionado pelo seu belo aspecto e pela sua estatura; mas não é essa a escolha de Deus… Samuel percebe, finalmente, que a escolha de Deus recai sobre David – o filho mais novo de Jessé – um jovem anónimo e desconhecido que andava a guardar o rebanho do pai.

A história da eleição de David quer sublinhar a lógica de Deus, que escolhe sem ter em conta os méritos, o aspecto ou as qualidades humanas que costumam impressionar os homens. Pelo contrário, Deus escolhe e chama, com frequência, os pequenos, os mais fracos, aqueles que o mundo marginaliza e considera insignificantes; e é através deles que age no mundo.

Fica, assim, claro que quem leva a cabo a obra da salvação é Deus; os homens são apenas instrumentos, através dos quais Deus realiza a sua obra no mundo.

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão pode partir dos seguintes dados:

• Se olharmos para o mundo com olhos de esperança, vemos muitas pessoas que realizam coisas bonitas, que lutam contra a miséria, o sofrimento, a injustiça, a doença, o analfabetismo, a violência… Não há mal nenhum em admirarmos a sua disponibilidade e em aprendermos com o seu empenho e compromisso. No entanto, nós os crentes somos convidados a olhar mais além e a ver Deus por detrás de cada gesto de amor, de bondade, de coragem, de compromisso com a construção de um mundo melhor. O nosso Deus continua a construir, dia a dia, a história da salvação; e chama homens e mulheres para colaborarem com Ele na salvação do mundo.

• A nossa leitura mostra, mais uma vez, que Deus tem critérios diferentes dos critérios humanos e que a sua lógica nem sempre coincide com a nossa. “Deus não vê como o homem; o homem olha às aparências, o Senhor vê o coração” – diz o texto. É preciso entrar na lógica de Deus e aprender a ver, para além da aparência, da roupa que a pessoa veste, do “curriculum” profissional ou académico; é preciso aprender a ver com o coração e a descobrir a riqueza que se esconde por detrás daqueles que parecem insignificantes e sem pretensões… É preciso, sobretudo, aprender a respeitar a dignidade de cada homem e de cada mulher, mesmo quando não parecem pessoas importantes ou influentes. É isso que acontece nos “guichets” dos nossos serviços públicos? É isso que acontece nas recepções das nossas igrejas? É isso que acontece nas portarias das nossas casas religiosas?

Subsídios:
1ª leitura: 
 (1Sm 16,1b.6-7.10-13a) Unção de Davi como rei – 1Sm 16–2Sm 20 contém diversas tradições sobre a unção de Davi com rei (cf. 2Sm 2,4; 5,3). Na narração da unção em 1Sm 16, Davi é o eleito de Deus; Deus está com ele (16,18). Esta eleição é comentada pelo v. 7: os homens olham para o exterior, Deus para o interior. Deus não olha para as qualidades brilhantes; o que ele espera de seu colaborador é um coração reto. * cf. 2Sm 7,8; Sl 78[77],70; 89[88],21.



Salmo Responsorial

Monição: O salmo 23 é um cântico cheio de confiança filial no Senhor que no momento exacto está junto de nós para nos ajudar. Este salmo adquire pleno significado quando Jesus Se nos apresenta como o Bom Pastor.

SALMO RESPONSORIAL – 22/23

O Senhor é o pastor que me conduz;
Não me falta coisa alguma.

O Senhor é o pastor que me conduz;
não me falta coisa alguma.
Pelo prados e campinas verdejantes
ele me leva a descansar.
Para as águas repousantes me encaminha
e restaura as minhas forças.

Ele me guia no caminho mais seguro,
pela honra do seu nome.
Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso,
nenhum mal eu temerei.
Estai comigo com bastão e com cajado,
eles me dão a segurança!

Preparais à minha frente uma mesa,
bem à vista do inimigo;
com óleo vós ungis minha cabeça,
e o meu cálice transborda.

Felicidade e todo bem hão de seguir-me
por toda a minha vida;
e na casa do Senhor habitarei
pelos tempos infinitos.

Segunda Leitura

Monição: S. Paulo anima os fiéis da Igreja de Éfeso a colaborar activamente na vida da mesma, sobretudo na difusão do Evangelho. Cada um de nós recebeu, pelo Baptismo, uma missão em favor de toda a comunidade dos homens.

Efésios 5,8-14

Leitura da segunda carta de são Paulo aos Efésios. 5 8 Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor: comportai-vos como verdadeiras luzes. 9 Ora, o fruto da luz é bondade, justiça e verdade. 10 Procurai o que é agradável ao Senhor, 11 e não tenhais cumplicidade nas obras infrutíferas das trevas; pelo contrário, condenai-as abertamente. 12 Porque as coisas que tais homens fazem ocultamente é vergonhoso até falar delas. 13 Mas tudo isto, ao ser reprovado, torna-se manifesto pela luz. 14 E tudo o que se manifesta deste modo torna-se luz. Por isto (a Escritura) diz: Desperta, tu que dormes! Levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminará!
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

A leitura é tirada da segunda parte de epístola, com exortações morais, correspondentes a uma vida nova em Cristo.

2 «Outrora», isto é, antes da conversão, «éreis trevas», pois viviam na ignorância, no erro, no pecado, afastados de Cristo, Luz do mundo, «mas agora sois luz no Senhor», pela fé e pela graça que têm pela sua união ao Senhor (cf. Jo12, 35-36). «Filhos da luz» (cf. Lc16, 8; Jo12, 36) é um semitismo que corresponde ao adjectivo: iluminados (pela verdade de Cristo, «Luz verdadeira que a todo o homem ilumina» – Jo1, 9.4-5).

10 «Procurai sempre o que mais agrada ao Senhor». Para nos comportarmos como filhos da luz, temos de ter essa sobrenatural ponderação e discernimento de quem busca a todo o momento, em tudo o que diz e faz, a vontade de Deus.

13 «Tudo o que assim se manifesta torna-se luz». Toda a maldade que se denuncia é um projectar de luz sobre os ambientes tenebrosos do pecado. Estas palavras podiam adaptar-se à denúncia da nossa própria maldade, que levamos dentro de nós. Essa denúncia mais sincera e eficaz é a que se faz quando, no Sacramento da Penitência, acusamos sincera e contritamente os nossos pecados: então a nossa vida torna-se clara e luminosa, é luz. (A leitura presta-se, pois, a falar da Confissão Quaresmal).

Viver como filhos da luz

São Paulo, em seus escritos, dedica-se de modo muito especial à tarefa de aprofundar a vida nova que provém da fé em Jesus Cristo. O texto da carta aos Efésios é reflexo dessa teologia paulina. Demonstra a preocupação de manter a comunidade cristã no caminho do amor, “do mesmo modo como Cristo amou e se entregou por nós a Deus” (5,1).

Existem dois caminhos: o das trevas e o da luz. O caminho das trevas era bem conhecido pelos cristãos de Éfeso. Pelo que se constata ao ler o texto, muitos deles, antes de sua adesão a Jesus Cristo, experimentaram um modo de viver alicerçado no egoísmo, na avareza, na fornicação e em outras coisas vergonhosas que expressam uma vida nas “trevas”.

O caminho da luz se manifesta por uma vida em Cristo. Ele não só andou como filho da luz, mas revelou-se a Luz verdadeira. Ele não somente assumiu atitudes de amor, mas é a essência do amor. A pessoa unida a ele também é filha da luz: sabe discernir “o que é agradável ao Senhor” e produz “frutos de bondade, justiça e verdade”. Quem se decide a seguir Jesus não só rompe com as “obras infrutuosas das trevas”, como também exerce a função profética de denúncia dessas obras. O que é mau e feito às ocultas deve ser trazido à luz, a fim de que se torne manifesto ao público e seja corrigido para o bem de todos. Quem segue Jesus jamais pode ser cúmplice da maldade, da corrupção, da mentira...

Jesus nos fez participantes da sua própria natureza divina. Portanto, tal como viveu Jesus — a Luz de Deus no mundo —, também nós temos a graça de viver de tal modo, que a luz divina brilhe no mundo por meio da inteireza do ser e da retidão do agir.

AMBIENTE

A Carta aos Efésios é, provavelmente, um dos exemplares de uma “carta circular” enviada a várias Igrejas da Ásia Menor, numa altura em que Paulo está na prisão (em Roma? em Cesareia?). O seu portador é um tal Tíquico. Estamos por volta dos anos 58/60.

Alguns vêem nesta carta uma espécie de síntese da teologia paulina, numa altura em que Paulo sente ter terminado a sua missão apostólica na Ásia e não sabe exactamente o que o futuro próximo lhe reserva (recordemos que ele está, por esta altura, prisioneiro e não sabe como vai terminar o cativeiro).

O tema central da Carta aos Efésios é aquilo a que Paulo chama “o mistério”: o desígnio (ou projecto) salvador de Deus, definido desde toda a eternidade, escondido durante séculos aos homens, revelado e concretizado plenamente em Jesus, comunicado aos apóstolos, desfraldado e dado a conhecer ao mundo na Igreja.

O texto que nos é aqui proposto faz parte da “exortação aos baptizados” que aparece na segunda parte da carta (cf. Ef 4,1-6,20). Nessa exortação, Paulo retoma os temas tradicionais da catequese primitiva e convida os crentes a deixarem a antiga forma de viver para assumirem a nova, revestindo-se de Cristo (cf. Ef 4,17-31), imitando Deus (cf. Ef 4,32-5,2) e passando das trevas à luz (cf. Ef 5,3-20).

MENSAGEM

A imagem da “luz” e das “trevas”, aqui utilizada, é uma imagem que aparecia frequentemente na catequese primitiva, como sugere o seu uso nos textos neo-testamentários, sobretudo em João e Paulo (cf. Jo 1,4-5; 3,19.21; 8,12; 1 Jo 1,5-7; 2,9-11; Rom 2,19; 2 Cor 4,6; 1 Tess 5,4-7). O símbolo “luz/trevas” aparece, também, nos escritos de Qûmran para definir o mundo de Deus (luz) e o mundo que se opõe a Deus (trevas).

Para Paulo, viver nas “trevas” é viver à margem de Deus, recusar as suas propostas, viver prisioneiro das paixões e dos falsos valores, no egoísmo e na auto-suficiência. Ao contrário, viver na “luz” é acolher o dom da salvação que Deus oferece, aceitar a vida nova que Ele propõe, escolher a liberdade, tornar-se “filho de Deus”.

Os cristãos são aqueles que escolheram viver na “luz”. Paulo, dirigindo-se aos cristãos da parte ocidental da Ásia Menor, exorta-os a viverem na órbita de Deus, como Homens Novos, e a praticarem as obras correspondentes à opção que fizeram pela “luz”. Em concreto, Paulo pede-lhes que as suas vidas sejam marcadas pela bondade, pela justiça e pela verdade. A propósito, Paulo cita um velho hino cristão baptismal, que convoca os crentes para viverem na “luz” (vers. 14).

Mais ainda: o cristão não é só chamado a viver na “luz”; mas deve desmascarar as “trevas” e denunciar as obras e os comportamentos daqueles que escolhem viver nas “trevas” do egoísmo, da mentira, da escravidão e do pecado. O cristão não deve só escolher a luz, mas deve também desmascarar as obras das “trevas”, de forma aberta e decidida.

ACTUALIZAÇÃO

Na reflexão, ter em conta os seguintes dados:

• “Luz” e “trevas” são, nesta passagem, duas esferas de poder capazes de tomar conta do homem e de condicionar a sua vida, as suas opções, os seus valores e comportamentos. O cristão, no entanto, é aquele que optou por “viver na luz”. Para mim, o que significa, em concreto, “viver na luz”? O que é que isso, em termos práticos, implica? Quais são os esquemas, comportamentos e valores que devem ser definitivamente saneados da minha vida, a fim de que eu seja um testemunho da “luz”?

• Para Paulo, não chega “viver na luz” e dar testemunho da “luz”. É preciso, também, denunciar – de forma aberta e decidida – as “trevas” que desfeiam o mundo e que mantêm os homens escravos. Na minha perspectiva, quais são os gestos, comportamentos e atitudes qu
e contribuem para apagar a “luz” de Deus e para manter este mundo nas “trevas”? Com que é que eu devo pactuar e o que é que eu devo denunciar?

• A expressão “desperta tu que dormes”, citada por Paulo, convida-nos à vigilância. O cristão não pode ficar de braços cruzados diante da maldade, do egoísmo, da injustiça, da exploração, dos contra-valores que enegrecem a vida dos homens e do mundo. O cristão tem de manter uma atitude de vigilância atenta e de denúncia ousada e corajosa. Diante dos contra-valores, qual a minha atitude: é a atitude comodista de quem deixa correr as coisas porque não está para se chatear, ou é a atitude de quem se sente realmente incomodado com a escuridão do mundo e pretende intervir para que o mundo se construa de uma forma diferente?

Subsídios:
2ª leitura:  (Ef 5.8-14) “Levanta-te dos mortos, e Cristo te iluminará” – Quem conheceu a luz de Cristo, vê o mundo alheio a Deus como trevas; e quem vive nessas trevas ainda não despertou para a vida que Deus lhe quer proporcionar. O autor de Ef dirige-se a leitores que, por sua conversão, romperam com uma existência pagã. Devem lembrar-se de que pertencem à luz, não às trevas. Luz e trevas são incompatíveis * 5,8 cf. Cl 1,12-13; Jo 8,12; 1Ts 5,4-8 * 5,12-13 cf. Jo 3,19-21 * 5,14 cf. Is 26,19; Rm 13,11; 2Cor 4,6.

Aclamação ao Evangelho

Louvor e honra a vós, Senhor Jesus.
Pois eu sou a luz do mundo, quem nos diz é o Senhor; e vai ter a luz da vida quem se faz meu seguidor! (Jo 8,12)

Evangelho

Monição: Jesus Cristo é a Luz que ilumina a nossa vida e lhe dá sentido. Sem ela não somos capazes de descobrir os verdadeiros valores da vida nem de nos reconhecermos como irmãos. Aclamemos o Evangelho que nos alegra com esta mensagem. Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor: quem Me segue terá a luz da vida.

João 9,1-41 ou 1.6-9.13-17.34-38

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 9 1 "caminhando, viu Jesus um cego de nascença. 2 Os seus discípulos indagaram dele: "Mestre, quem pecou, este homem ou seus pais, para que nascesse cego?" 3 Jesus respondeu: "Nem este pecou nem seus pais, mas é necessário que nele se manifestem as obras de Deus. 4 Enquanto for dia, cumpre-me terminar as obras daquele que me enviou. Virá a noite, na qual já ninguém pode trabalhar. 5 Por isso, enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo". 6 Dito isso, cuspiu no chão, fez um pouco de lodo com a saliva e com o lodo ungiu os olhos do cego. 7 Depois lhe disse: "Vai, lava-te na piscina de Siloé (esta palavra significa emissário)". O cego foi, lavou-se e voltou vendo. 8 Então os vizinhos e aqueles que antes o tinham visto mendigar perguntavam: "Não é este aquele que, sentado, mendigava?" 9 Respondiam alguns: "É ele". Outros contestavam: "De nenhum modo, é um parecido com ele". Ele, porém, dizia: "Sou eu mesmo". 10 Perguntaram-lhe, então: "Como te foram abertos os olhos?" 11 Respondeu ele: "Aquele homem que se chama Jesus fez lodo, ungiu-me os olhos e disse-me: ´Vai à piscina de Siloé e lava-te. Fui, lavei-me e vejo´". 12 Interrogaram-no: "Onde está esse homem?" Respondeu: "Não o sei". 13 Levaram então o que fora cego aos fariseus. 14 Ora, era sábado quando Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos. 15 Os fariseus indagaram dele novamente de que modo ficara vendo. Respondeu-lhes: "Pôs-me lodo nos olhos, lavei-me e vejo". 16 Diziam alguns dos fariseus: "Este homem não é o enviado de Deus, pois não guarda sábado". Outros replicavam: "Como pode um pecador fazer tais prodígios?" E havia desacordo entre eles. 17 Perguntaram ainda ao cego: "Que dizes tu daquele que te abriu os olhos?" "É um profeta", respondeu ele. 18 Mas os judeus não quiseram admitir que aquele homem tivesse sido cego e que tivesse recobrado a vista, até que chamaram seus pais. 19 E os interrogaram: "É este o vosso filho? Afirmais que ele nasceu cego? Pois como é que agora vê?" 20 Seus pais responderam: "Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego. 21 Mas não sabemos como agora ficou vendo, nem quem lhe abriu os olhos. Perguntai-o a ele. Tem idade. Que ele mesmo explique". 22 Seus pais disseram isso porque temiam os judeus, pois os judeus tinham ameaçado expulsar da sinagoga todo aquele que reconhecesse Jesus como o Cristo. 23 Por isso é que seus pais responderam: "Ele tem idade, perguntai-lho". 24 Tornaram a chamar o homem que fora cego, dizendo-lhe: "Dá glória a Deus! Nós sabemos que este homem é pecador". 25 Disse-lhes ele: "Se esse homem é pecador, não o sei... Sei apenas isto: sendo eu antes cego, agora vejo". 26 Perguntaram-lhe ainda uma vez: "Que foi que ele te fez? Como te abriu os olhos?" 27 Respondeu-lhes: "Eu já vo-lo disse e não me destes ouvidos. Por que quereis tornar a ouvir? Quereis vós, porventura, tornar-vos também seus discípulos?" 28 Então eles o cobriram de injúrias e lhe disseram: "Tu que és discípulo dele! Nós somos discípulos de Moisés. 29 Sabemos que Deus falou a Moisés, mas deste não sabemos de onde ele é". 30 Respondeu aquele homem: "O que é de admirar em tudo isso é que não saibais de onde ele é, e entretanto ele me abriu os olhos. 31 Sabemos, porém, que Deus não ouve a pecadores, mas atende a quem lhe presta culto e faz a sua vontade. 32 Jamais se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. 33 Se esse homem não fosse de Deus, não poderia fazer nada". 34 Responderam-lhe eles: "Tu nasceste todo em pecado e nos ensinas?" E expulsaram-no. 35 Jesus soube que o tinham expulsado e, havendo-o encontrado, perguntou-lhe: "Crês no Filho do Homem?" 36 Respondeu ele: "Quem é ele, Senhor, para que eu creia nele?" 37 Disse-lhe Jesus: "Tu o vês, é o mesmo que fala contigo!" 38 "Creio, Senhor", disse ele. E, prostrando-se, o adorou. 39 Jesus então disse: "Vim a este mundo para fazer uma discriminação: os que não vêem vejam, e os que vêem se tornem cegos". 40 Alguns dos fariseus, que estavam com ele, ouviram-no e perguntaram-lhe: "Também nós somos, acaso, cegos?" 41 Respondeu-lhes Jesus: "Se fôsseis cegos, não teríeis pecado, mas agora pretendeis ver, e o vosso pecado subsiste".
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Este longo trecho apresenta-se como uma encantadora peça dramática, cheia de vigor e naturalidade, que se pode considerar estruturada em quatro actos: 1º – A abertura (vv. 1-5), onde aparece o tema, Jesus,Luz do mundo, em face da cegueira, não apenas física do doente, mas moral, de que participam os próprios discípulos, obcecados pela mentalidade «retribuicionista» (cf. Job 4, 7-8; 2 Mac 7, 18; Tob 3, 3); eles, em face da desgraça alheia, põem-se a indagar quem pecou e não quem a pode remediar. 2º – A cura do cego (vv. 6-7). 3º – A longa investigação acerca da cura (vv. 8-34), primeiro pelos vizinhos (vv. 8-12) e depois pelos fariseus que montam como que um processo judicial com sucessivos interrogatórios e que termina numa sentença de excomunhão (vv. 13-34). 4º – O desfecho do drama (vv. 35-41), com o acto de fé do cego e a obstinação na cegueira espiritual dos que não querem crer.

Sem prejuízo para o valor histórico da narração, esta reveste-se dum grande poder evocativo e dramático, em que sobressai, evocando o itinerário dum catecúmeno, a progressão do cego para a fé plena, o qual começa por se confessar beneficiário da misericórdia do homem Jesus (v. 11), passando a reconhecê-lo como um profeta (v. 17), depois a atestar que Ele vem de Deus (v. 33), e, por fim, a professar a fé explícita em Jesus como Senhor, à maneira de quem responde às perguntas rituais do último escrutínio catecumenal (v 35-38). A alusão ao Baptismo é bastante clara através da unção e do banho: «lavei-me e fiquei a ver» (vv. 11.15), pois na primitiva Igreja este Sacramento era chamado iluminação (cf. Hebr 6, 4; 10, 32; Ef 5, 14; Rom 6, 4). Por outro lado, o decreto de exclusão punitiva da sinagoga (v. 34) não vai apenas contra o cego, mas visa Jesus e os próprios cristãos, os quais no sínodo de Yámnia (pelo ano 80) se viram excomungados pelo farisaísmo que sobreviveu à destruição de Jerusalém (v. 22; cf. Jo 12, 42; 16, 2).

6-7 «Ungiu…» O milagre não se realiza nem pela virtude do «lodo», nem pela eficácia medicinal da água, água comum. O prodígio é consequência do simples querer de Jesus. Como em Mc 7, 33 e 8, 23, com este gesto, Jesus quis pôr à prova e estimular a fé do doente, mas, neste caso, também se quis apresentar como «Senhor do Sábado», pois os rabinos consideravam a preparação do lodo e a unção como um trabalho proibido aos sábados (cf. v. 16). A «Piscina de Siloé» era alimentada pela água da fonte de Gihon (a fonte de Maria), que ali chegava através do canal de Ezequias (rei contemporâneo do profeta Isaías), canal subterrâneo e cavado na rocha com cerca de meio quilómetro de comprido.

Jesus é a luz do mundo

O Evangelho de João aprofunda a identidade de Jesus narrando sete sinais. Um deles é a cura de um cego de nascença. Esse sinal reflete o debate existente nas comunidades joaninas entre os cristãos e o grupo de judeus apegados ao legalismo religioso. Conforme podemos perceber no texto, a cegueira era considerada um castigo divino, seja pelos pecados da pessoa, seja pelos de seus antepassados. Um dos agravantes muito sérios para o cego era o seu impedimento de ler a Sagrada Escritura e estudar a Lei, sendo, por isso, considerado um ignorante da vontade de Deus.

Segundo o mesmo Evangelho de João, Jesus veio “para que todos tenham vida, e vida em abundância” (10,10). Sua prática não está atrelada à ideologia da pureza dos líderes religiosos judaicos. Ele conhece suas intenções e seus interesses: “São cegos guiando outros cegos” (Mt 15,14). Diante da pergunta sobre “quem pecou”, Jesus procura “abrir os olhos” dos próprios discípulos, pois também eles estão contaminados com a ideologia dos doutores da Lei. Em vez de achar um culpado, Jesus põe a situação da cegueira em relação direta com o plano de Deus, que resgata a dignidade do ser humano. As “obras de Deus” são realizadas agora por Jesus, a Luz do mundo. Acontece em Jesus o que foi anunciado pelo profeta Isaías, quando este se referiu ao “Servo de Javé” como “luz das nações” (Is 49,6).

Jesus, em caminhada, vê o cego de nascença e toma a iniciativa de curá-lo. Ele o faz por meio da junção de dois elementos: a terra e a saliva. Formam o barro, que lembra a criação do ser humano, conforme descreve o livro do Gênesis: “Deus modelou o homem do barro” (2,7). A ação de Jesus visa recriar a pessoa, oferecendo-lhe nova vida. Conforme o pensamento da época, a saliva transmite a energia vital da pessoa. Portanto, a energia divina de Jesus possibilita a cura.

A graça divina, porém, não exclui o empenho humano. A cura e a libertação que Deus oferece não se dão de modo mágico. O cego deverá seguir a palavra de Jesus e lavar- -se na piscina de Siloé, que significa “Enviado”. É convidado a aceitar livremente a luz que Jesus lhe oferece. Seguir o caminho apontado por Jesus significa entrar no processo de conquista de liberdade e autonomia. De fato, o cego recuperará a visão e também a capacidade de pronunciar livremente as próprias palavras, já não oprimido pelo legalismo dos fariseus e também já não dependente de seus pais, representativos da tradição que buscava “segurar” sob sua guarda os filhos de Israel. A conquista da visão verdadeira passa por processos de conflitos e crises, pois mexe com as concepções dominantes. Uma pessoa livre, conduzida por profundas convicções, torna-se ameaça para o poder constituído, pois este procura impor “obrigações”, mantendo a consciência do povo alienada.

O cego de nascença, junto com a recuperação da vista, recebe de Jesus o dom da fé e torna-se seu discípulo. No relato de sua cura aparece, várias vezes, o verbo “nascer”. Demonstra íntima ligação com o episódio do encontro de Nicodemos com Jesus, que lhe indica o caminho do “novo nascimento”. Podemos, então, discernir em que consiste a recuperação da verdadeira visão: é renascer, pela fé, acolhendo a Jesus e deixando-se conduzir pela sua palavra: “Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8,32). A tradição cristã vai interpretar o ato de lavar-se na piscina de Siloé como o símbolo da regeneração cristã pelo batismo.

AMBIENTE

Já vimos, na semana passada, que o Evangelho segundo João procura apresentar Jesus como o Messias, Filho de Deus, enviado pelo Pai para criar um Homem Novo. Também vimos que, no chamado “Livro dos Sinais” (cf. Jo 4,1-11,56), o autor apresenta – recorrendo aos “sinais” da água (cf. Jo 4,1-5,47), do pão (cf. Jo 6,1-7,53), da luz (cf. Jo 8,12-9,41), do pastor (cf. Jo 10,1-42) e da vida (cf. Jo 11,1-56) – um conjunto de catequeses sobre a acção criadora do Messias.

O nosso texto é, exactamente, a terceira catequese (a da luz) do “Livro dos Sinais”: através do “sinal” da “luz”, o autor vai descrever a acção criadora e vivificadora de Jesus. A catequese sobre a “luz” é colocada no contexto da “Festa de Sukkot” (a festa das colheitas); um dos ritos mais populares dessa festa era, exactamente, a iluminação dos quatro grandes candelabros do átrio das mulheres, no Templo de Jerusalém.

No centro do quadro aparece-nos (além de Jesus) um cego. Os “cegos” faziam parte do grupo dos excluídos da sociedade palestina de então. As deficiências físicas eram consideradas – pela teologia oficial – como resultado do pecado (os rabbis da época chegavam a discutir de onde vinha o pecado de alguém que nascia com uma deficiência: se o defeito era o resultado de um pecado dos pais, ou se era o resultado de um pecado cometido pela criança no ventre da mãe).

Segundo a concepção da época, Deus castigava de acordo com a gravidade da culpa. A cegueira era considerada o resultado de um pecado especialmente grave: uma doença que impedisse o homem de estudar a Lei era considerada uma maldição de Deus por excelência. Pela sua condição de impureza notória, os cegos eram impedidos de servir de testemunhas no tribunal e de participar nas cerimónias religiosas no Templo.

MENSAGEM

O nosso texto não é uma reportagem jornalística sobre a cura de um cego; mas é uma catequese, na qual se apresenta Jesus como a “luz” que veio iluminar o caminho dos homens. O “cego” da nossa história é um símbolo de todos os homens e mulheres que vivem na escuridão, privados da “luz”, prisioneiros dessas cadeias que os impedem de chegar à plenitude da vida. A reflexão apresenta-se em vários quadros.

No primeiro quadro (vers. 2-5), Jesus apresenta-se como “a luz do mundo”. Jesus e os discípulos estão diante de um cego de nascença. De acordo com a teologia da época, o sofrimento era sempre resultado do pecado; por isso, os discípulos estavam preocupados em saber se foi o cego que pecou ou se foram os seus pais. Jesus desmonta esta perspectiva e nega qualquer relação entre pecado e sofrimento. No entanto, a ocasião é propícia para ir mais além; e Jesus aproveita-a para mostrar que a missão que o Pai lhe confiou é ser “a luz do mundo” e encher de “luz” a vida dos que vivem nas trevas.

No segundo quadro (vers. 6-7), Jesus passa das palavras aos actos e prepara-se para dar a “luz” ao cego. Começa por cuspir no chão, fazer lodo com a saliva e ungir com esse lodo os olhos do cego. O gesto de fazer lodo reproduz, evidentemente, o gesto criador de Deus de Gn 2,7 (quando Deus amassou o barro e modelou o homem). A saliva transmitia, pensava-se, a própria força ou energia vital (equivale ao sopro de Deus, que deu vida a Adão – cf. Gn 2,7). Assim, Jesus juntou ao barro a sua própria energia vital, repetindo o gesto criador de Deus. A missão de Jesus é criar um Homem Novo, animado pelo Espírito de Jesus.

No entanto, a cura não é imediata: requer-se a cooperação do enfermo. “Vai lavar-te na piscina de Siloé” – diz-lhe Jesus. A disponibilidade do cego em obedecer à ordem de Jesus é um elemento essencial na cura e sublinha a sua adesão à proposta que Jesus lhe faz. A referência ao banho na piscina do “enviado” (o autor deste texto tem o cuidado de explicar que Siloé significa “enviado”) é, evidentemente, uma alusão à água de Jesus (o enviado do Pai), essa água que torna os homens novos, livres das trevas/escravidão. A comunidade joânica pretenderá, certamente, fazer aqui uma catequese sobre o baptismo: quem quiser sair das trevas para viver na luz, como Homem Novo, tem de aceitar a água do baptismo – isto é, tem de optar por Jesus e acolher a proposta de vida que Ele oferece.

Depois, o autor do texto coloca em cena várias personagens; essas personagens vão assumir representar vários papéis e assumir atitudes diversas diante da cura do cego.

Os primeiros a ocupar a cena são os vizinhos e conhecidos do cego (vers. 8-12). A imagem do cego, dependente e inválido, transformado em homem livre e independente, leva os seus concidadãos a interrogar-se. Percebem que de Jesus vem o dom da vida em plenitude; talvez anseiem pelo encontro com Jesus, mas não se atrevem a dar o passo definitivo (ir ao encontro de Jesus) para ter acesso à “luz”. Representam aqueles que percebem a novidade da proposta que Jesus traz, que sabem que essa proposta é libertadora, mas que vivem na inércia, no comodismo e não estão dispostos a sair do seu “cantinho”, do seu mundo limitado, para ir ao encontro da “luz”.

Um outro grupo que aparece em cena é o dos fariseus (vers. 13-17). Eles sabem perfeitamente que Jesus oferece a “luz”; mas recusam-na liminarmente. Para eles, interessa continuar com o esquema das “trevas”. Representam aqueles que têm conhecimento da novidade de Jesus, mas não estão dispostos a acolhê-la. Sentem-se mais confortáveis nos seus esquemas de escravidão e auto-suficiência e não estão dispostos a renunciar às “trevas”. Mais: opõem-se decididamente à “luz” que Jesus oferece e não aceitam que alguém queira sair da escravidão para a liberdade. Quando constatam que o homem curado por Jesus não está disposto a voltar atrás e a regressar aos esquemas de escravidão, expulsam-no da sinagoga: entre as “trevas” (que os dirigentes querem manter) e a “luz” (que Jesus oferece), não pode haver compromisso.

Depois, aparecem em cena os pais do cego (vers. 18-23). Eles limitam-se a constatar o acontecimento (o filho nasceu cego e agora vê), mas evitam comprometer-se. Na sua atitude, transparece o medo de quem é escravo e não tem coragem de passar das “trevas” para a “luz”. O texto explica, inclusive, que eles “tinham medo de ser expulsos da sinagoga”. A “sinagoga” designava o local do encontro da comunidade israelita; mas designava, também, a própria comunidade do Povo de Deus. Ser expulso da “sinagoga” significava a excomunhão, o risco de ser declarado herege e apóstata, de perder os pontos de referência comunitários, o cair na solidão, no ridículo, no descrédito e na marginalidade. Preferem a segurança da ordem estabelecida – embora injusta e opressora – do que os riscos da vida livre. Representam todos aqueles que, por medo, preferem continuar na escravidão, não provocar os dirigentes ou a opinião pública, do que correr o risco de aceitar a proposta transformadora de Jesus.

Finalmente, reparemos no “percurso” que o homem curado por Jesus faz. Antes de se encontrar com Jesus, é um homem prisioneiro das “trevas”, dependente e limitado. Depois, encontra-se com Jesus e recebe a “luz” (do encontro com Jesus resulta sempre uma proposta de vida nova para o homem). O relato descreve – com simplicidade, mas também de uma forma muito bela – a progressiva transformação que o homem vai sofrendo. Nos momentos imediatos à cura, ele não tem ainda grandes certezas (quando lhe perguntam por Jesus, responde: “não sei”; e quando lhe perguntam quem é Jesus, ele responde: “é um profeta”); mas a “luz” que agora brilha na sua vida vai-o amadurecendo progressivamente. Confrontado com os dirigentes e intimado a renegar a “luz” e a liberdade recebidas, ele torna-se, em dado momento, o homem das certezas, das convicções; argumenta com agilidade e inteligência, joga com a ironia, recusa-se a regressar à escravidão: mostra o homem adulto, maduro, livre, sem medo… É isso que a “luz” que Jesus oferece produz no homem. Finalmente, o texto descreve o estádio final dessa caminhada progressiva: a adesão plena a Jesus (vers. 35-38). Encontrando o ex-cego, Jesus convida-o a aderir ao “Filho do Homem” (“acreditas no Filho do Homem?” – vers. 35); a resposta do ex-cego é a adesão total: “creio, Senhor” (vers. 38). O título “Senhor” (“kyrios”) era o título com que a comunidade cristã primitiva designava Jesus, o Senhor glorioso. Diz, ainda, o texto, que o ex-cego se prostrou e adorou Jesus: adorar significa reconhecer Jesus como o projecto de Homem Novo que Deus apresenta aos homens, aderir a Ele e segui-l’O.

Neste percurso está simbolicamente representado o “caminho” do catecúmeno. O primeiro passo é o encontro com Jesus; depois, o catecúmeno manifesta a sua adesão à “luz” e vai amadurecendo a sua descoberta… Torna-se, progressivamente, um homem livre, sem medo, confiante; e esse “caminho” desemboca na adesão total a Jesus, no reconhecimento de que Ele é o Senhor que conduz a história e que tem uma proposta de vida para o homem… Depois disto, ao cristão nada mais interessa do que seguir Jesus.

A missão de Jesus é aqui apresentada como criação de um Homem Novo. Deus criou o homem para ser livre e feliz; mas o egoísmo, o orgulho, a auto-suficiência, dominaram o coração do homem, prenderam-no num esquema de “cegueira” e frustraram o projecto de Deus. A missão de Jesus consistirá em destruir essa “cegueira”, libertar o homem e fazê-lo viver na “luz”. Trata-se de uma nova criação… Assim, da acção de Jesus irá nascer um Homem Novo, liberto do egoísmo e do pecado, vivendo na liberdade, a caminho da vida em plenitude.

ACTUALIZAÇÃO

Considerar, na reflexão, as seguintes propostas:

• Nós, os crentes, não podemos fechar-nos num pessimismo estéril, decidir que o mundo “está perdido” e que à nossa volta só há escuridão… No entanto, também não podemos esconder a cabeça na areia e dizer que tudo está bem. Há, objectivamente, situações, instituições, valores e esquemas que mantêm o homem encerrado no seu egoísmo, fechado a Deus e aos outros, incapaz de se realizar plenamente. O que é que, no nosso mundo, gera escuridão, trevas, alienação, cegueira e morte? O que é que impede o homem de ser livre e de se realizar plenamente, conforme previa o projecto de Deus?

• A catequese que João nos propõe hoje garante-nos: a realização plena do homem continua a ser a prioridade de Deus. Jesus Cristo, o Filho de Deus, veio ao encontro dos homens e mostrou-lhes a luz libertadora: convidou-os a renunciar ao egoísmo e auto-suficiência que geram “trevas”, sofrimento, escravidão e a fazerem da vida um dom, por amor. Aderir a esta proposta é viver na “luz”. Como é que eu me situo face ao desafio que, em Jesus, Deus me faz?

• O Evangelho deste domingo descreve várias formas de responder negativamente à “luz” libertadora que Jesus oferece. Há aqueles que se opõem decididamente à proposta de Jesus porque estão instalados na mentira e a “luz” de Jesus só os incomoda; há aqueles que têm medo de enfrentar as “bocas”, as críticas, que se deixam manipular pela opinião dominante, e que, por medo, preferem continuar escravos do que arriscar ser livres; há aqueles que, apesar de reconhecerem as vantagens da “luz”, deixam que o comodismo e a inércia os prendam numa vida de escravos… Eu identifico-me com algum destes grupos?

• O cego que escolhe a “luz” e que adere incondicionalmente a Jesus e à sua proposta libertadora é o modelo que nos é proposto. A Palavra de Deus convida-nos, neste tempo de Quaresma, a um processo de renovação que nos leve a deixar tudo o que nos escraviza, nos aliena, nos oprime – no fundo, tudo o que impede que brilhe em nós a “luz” de Deus e que impede a nossa plena realização. Para que a celebração da ressurreição – na manhã de Páscoa – signifique algo, é preciso realizarmos esta caminhada quaresmal e renascermos, feitos Homens Novos, que vivem na “luz” e que dão testemunho da “luz”. O que é que eu posso fazer para que isso aconteça?

• Receber a “luz” que Cristo oferece é, também, acender a “luz” da esperança no mundo. O que é que eu faço para eliminar as “trevas” que geram sofrimento, injustiça, mentira e alienação? A “luz” de Cristo que os padrinhos me passaram no dia em que fui baptizado brilha em mim e ilumina o mundo?

Subsídios:
Evangelho: (Jo 9,1-41 ou 9,1.6-9.13-17.34-41) Jesus abre os olhos ao cego de nascença, pelas águas de Siloé – Jesus cura um cego, mas a cura só é completa na profissão de fé: é preciso ver Deus em Jesus Cristo. O presente evangelho narra: 1) a cura (9,1-7); 2) o amadurecimento da fé no confronto com a incredulidade e a repressão (9,8-34); 3) a auto-revelação de Cristo, como resposta à busca do cego, e a profissão de fé deste (9,35-39). A auto-revelação de Cristo é: “Eu sou a luz do mundo” (cf. 8,12). O cego vê esta luz e torna-se “filho da luz” (cf. 12,36). Os fariseus dizem que veem, mas se recusam a ver a luz que veio ao mundo: eles são os verdadeiros cegos. Assim, a luz se transforma, para eles, em julgamento e condenação. Eles não querem fazer o que faz o cego: adorar a Deus em Jesus Cristo. * 9,4-5 cf. 1Jo 1,5; Jo 11,9-10; 12,35-36; 8,12 * 9,35-39 cf. Jo 4,26; Mt 13,13; 15,14. 

***   ***   ***

Assim como o penúltimo domingo do Advento é o domingo da alegria (Gaudete), assim também o quarto domingo quaresmal. O canto da entrada nos convida a associarmo-nos aos romeiros judaicos que subiam em romaria a Jerusalém: Laetare Jerusalém, “Alegra-te Jerusalém, porque tua salvação superará tua tristeza”. O celebrante usa paramentos cor de rosa. O canto da entrada nos coloca na companhia dos que jubilosos sobem a Jerusalém. Ficamos animados com a renovação interior que a Quaresma nos traz e que dá força para continuar o caminho.

O tema da alegria, presente também na oração do dia e na oração sobre as oferendas, preside, sobretudo, à 2ª leitura e ao evangelho (o qual era lido, antigamente, no dia dos escrutínios dos catecúmenos que se preparavam para o batismo na noite pascal). A 2ª leitura (“Cristo te iluminará”, Ef 5,14) é um texto batismal, que nos faz entender melhor o evangelho, igualmente batismal. Jesus é a luz do mundo (Jo 9,5) e abre os olhos ao cego pelo banho no “Siloé, que significa: Enviado” (9,7). Além de ser uma alusão ao simbolismo batismal, o evangelho é também uma lição de fé: os diálogos revelam sempre mais firme e decidida a fé do ex-cego, enquanto cresce a má vontade dos fariseus. No fim, o homem é excluído da sinagoga – sorte de muitos judeu-cristãos no fim do século I – mas, ao reencontrar Jesus, chega a professar sua fé e a adorar Jesus, fazendo jus ao sinal que recebera (a abertura dos olhos, sinal do batismo). E como está a nossa coerência batismal?

A alegria que a liturgia evoca é a da luz de Cristo, que iluminará os que vão receber o batismo na noite pascal. Receber o banho no “Enviado” para receber nova visão. O batismo, na Igreja antiga, era chamado “iluminação”. O prefácio (próprio) explicita isso.

1ª leitura apresenta o tema da unção do rei Davi. Destacando a dignidade de rei e sacerdote, nos lembra o Cristo-Ungido-Messias e, ao mesmo tempo, nossa unção batismal em Cristo. Dentro dessa narrativa aparece outro tema que pode reter nossa atenção: o homem vê a aparência, Deus vê o coração. Pensamento salutar no tempo quaresmal. Nosso coração deve ser posto em dia para ser enxergado por Deus (estamos na tradicional semana dos “escrutínios” preparatórios do batismo). Para que a luz de Cristo nos ilumine é preciso termos o coração puro, voltarmos à limpeza batismal. O salmo responsorial associa-se ao tema de Davi-Pastor.

A Quaresma deve ser vista como tempo de preparação à proclamação renovada de nossa fé batismal. Então, “Cristo nos iluminará” (cf. 2ª leitura). A conversão quaresmal é renovação de nosso batismo, oportunidade para assumi-lo conscientemente.

O BATISMO, UNÇÃO E LUZ

As leituras deste domingo são escolhidas com vista à preparação do batismo ou da renovação do compromisso batismal. Esclarecem o sentido dos ritos complementares que se seguem ao batismo propriamente, os assim chamados ritos pós-batismais: a unção, que significa a participação do fiel na missão de Cristo, profeta, sacerdote e rei; a veste branca, que significa a pureza da fé batismal; e a vela acesa, que significa Cristo como a luz que ilumina nossa vida.

Na 1ª leitura, Davi é ungido rei por Samuel. Jesus é o novo Davi, o Messias, “ungido” (com o Espírito) no batismo no rio Jordão. O próprio termo “Cristo” significa “ungido” (em hebraico: “Messias”). Assim, na liturgia batismal, o recém-batizado é ungido em sinal de que ele é “Cristo com Cristo”,membro do povo messiânico.

No evangelho, Jesus “unge” os olhos do cego de nascença. (Para a catequese, o fato de ele ser cego de nascença faz pensar no pecado original: uma cegueira que acompanha a vida da gente.) Depois de ter untado os olhos do cego, Jesus manda-o lavar-se (o “banho da regeneração”!) no “Siloé, que quer dizer Enviado” (a piscina de Siloé é uma figura de Cristo). Então, ele recebe a luz dos olhos. O batismo é aqui evocado como unção e iluminação.

O sentido profundo disso tudo é que o batizado deve ser uma testemunha da luz que recebeu. O cego de nascença nos dá o exemplo: ele testemunha o Cristo, com convicção e firmeza sempre crescentes. O batizado é um homem da luz (“filho da luz”, diz a Bíblia), alguém que enxerga com clareza, e que anda na luz. Pois a luz não é só para ser contemplada, mas para caminharmos nela, realizando as obras que ela nos permite enxergar e levar a termo. “Outrora éreis trevas, mas agora é luz no Senhor... Desperta, tu que estás dormindo, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará” (2ª leitura).

Como é que se realiza este testemunho cristão no Brasil hoje? Quais são as grandes cegueiras que devem ser iluminadas? Vamos assumir o nosso testemunho, mesmo para aqueles que não querem ver.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

Viver na luz de Deus é o tema central das leituras deste domingo. Pelo relato da eleição de Davi, conforme o primeiro livro de Samuel, Deus chama as pessoas não com base nas aparências. Ele não segue o padrão dominante da sociedade. A unção de Davi aponta para o nosso batismo. Fomos ungidos: revestidos de Cristo. Fomos eleitos por Deus, que concede a cada um de nós uma missão segundo os diferentes dons. Deus quis contar com Davi para que assumisse a missão de servir ao povo como um governante justo. É uma indicação muito importante para quem assume cargos de responsabilidade social. Deus conta conosco para levar adiante o seu plano de amor e justiça no mundo. Ele é a Luz que brilha nas trevas. A salvação que ele oferece à humanidade depende da resposta que damos ao seu chamado.

— Jesus é a Luz do mundo. Caminhou neste mundo fazendo o bem, curando as pessoas e dissipando as trevas. A cura do cego de nascença vai além do sentido físico. É libertação das influências das ideologias dominantes. Somos cegos quando entramos no jogo da ambição de poder e deixamos de servir humildemente o próximo; quando nos consideramos superiores aos outros e quebramos a fraternidade; quando acumulamos para nós mesmos o que Deus ofereceu para a vida de todos... Jesus curou o cego misturando a sua saliva com a terra. A terra que Deus nos deu é sagrada, manifesta a sua bondade, oferece recursos para uma vida saudável.

— Viver como filhos da luz. Deus nos concede a liberdade de escolha: caminhar na luz ou nas trevas. São bem conhecidas as obras das trevas: corrupção, mentira, violência, hedonismo e tudo o que prejudica o ser humano e a natureza. É tempo de revisão de vida e de conversão: Deus nos oferece a oportunidade de sair das trevas para a luz. O discípulo missionário de Jesus escolhe o caminho da verdade, da justiça e da bondade; assume o risco de ser autêntico e se empenha na construção de outro mundo possível.


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1. O dom da fé
    a. A ausência da fé
    b. A riqueza da fé
    c. A alegria da fé

2. Jesus Cristo, nossa luz
    a. Procurar o Senhor.
    b. A fé, dom sobrenatural.
    c. Colaboremos com o Senhor.

Introdução

Jesus Cristo é a Luz que veio ao mundo para nos iluminar, dando sentido à nossa vida. A experiência mostra-nos que quando as pessoas rejeitam a Luz de Deus, da fé, não conseguem descobrir os verdadeiros valores e correm atrás de quimeras que as destroem: a droga, a impureza e o dinheiro arvorado e valor supremo. Além disso, no se reconhecem como irmãos da mesma família e, como consequência, reina a insegurança a todos os níveis: da vida (pelo aborto, terrorismo, assassínios, etc.) e dos bens.

1. O dom da fé

Para melhor compreendermos o tesouro da fé, vale a pena atentar de que são capazes os homens sem ela.

a) A ausência da fé. «Não te impressiones com o seu belo aspecto, nem com a sua elevada estatura.»
Sem a luz da fé, vemos apenas as aparências, ao olhar para as pessoas, para os acontecimentos, e mesmo para a nossa vida. Por isso, caímos em ilusões e enganos, no pessimismo e no desânimo. Assim aconteceu ao profeta Samuel, quando foi enviado por Deus, em segredo, a Belém, a casa de Jessé, para escolher e ungir um dos seus filhos para rei de Israel, em substituição de Saúl, caído em desgraça. Quando viu Eliab, o filho mais velho, julgou que estava na presença do eleito do Senhor, mas logo foi dissuadido da sua convicção. Antes de tomarmos uma decisão na vida, devemos pedir a luz do Senhor, para que aumente a nossa fé e a escolha seja acertada: na escolha da vocação, ou numa atitude a tomar com certa responsabilidade.

b) A riqueza da fé. «O Senhor disse a Samuel: ‘Levanta-te e unge-o, porque é este mesmo.’»
A luz da fé aparece-nos na Sagrada Escritura e na doutrina da Igreja como um dom de Deus. Leva-nos a ver as pessoas, as coisas e os acontecimentos como Deus as vê. E, por isso, a visão é sempre acertada. Ninguém, como os santos, viram com toda a clareza os problemas e tomaram decisões no momento próprio, mesmo quando encontravam a oposição dos outros. A fé é uma virtude, uma capacidade para agir, mas tem de ser alimentada, para dar frutos. Alimentamo-la com a doutrina. O Senhor revelou-nos as verdades e ensina-no-las na Igreja. Ela fala-nos nas Celebrações, nas boas leituras de livros, especialmente a Sagrada Escritura e nas pregações. Uma das razões pelas quais a Igreja insiste com os seus fieis na necessidade de participar na Santa Missa nos Domingos e outros dias festivos é a necessidade de alimentarmos a fé recebida no Baptismo. Muitos cristãos vivem como se no o fossem, por causa da ignorância religiosa. A Quaresma é um tempo litúrgico de intensa formação doutrinal. É um catecumenado resumido em cada ano. Somos instados a formar propósitos para concretizar na vida as verdades aprendidas. Também de cada Celebração da Eucaristia devemos sair com propósitos de vida: viemos aprender para praticar.

c) A alegria da fé. «Daquele dia em diante, o Espírito do Senhor apoderou-se de David.»
Depois da descoberta daquele que Deus escolhera para rei, Samuel ungiu-o, cheio de alegria. A unção com o óleo significa a abundância dos dons de Deus. Também David, mantendo o segredo da escolha de Deus sobre ele, procurou, muitas vezes libertar Saúl da tristeza que o dominava, com as suas canções e bom humor. A fé enche de esperança a nossa vida, porque nos faz ver as maravilhas que estão ao nosso alcance e nos ajuda a viver numa esperança alegre, como nos ensina Bento XVI, na Encíclica Salvos na Esperança. À luz da fé, encontramos respostas para todas as nossas dúvidas, o nosso caminhar enche-se de ânimo, porque acabaram as nossas hesitações, e conseguimos ver nos acontecimentos mais sombrios a mensagem alegre do amor de Deus.

2. Jesus Cristo, nossa luz

a) Procurar o Senhor. «É preciso trabalhar, enquanto é dia, nas obras d’Aquele que Me enviou.»
Nascemos cegos. Recebemos a virtude da fé no Baptismo, como dom gratuito de Deus. Mas depois temos de procurar desenvolvê-la. Fé que no se vive, é luz que se apaga. Se no fora o encontro deste cego de nascença com Jesus, certamente viveria e morreria cego. O encontro deste homem com o Divino Mestre mudou completamente o rumo da sua vida. Por vezes, as pessoas fogem dos meios de formação, de aprofundar a sua fé, para fugir a responsabilidades, para no terem que mudar hábitos de vida. Aquele que fecha os olhos à luz, que evita oportunidades de aprofundar a fé peca contra a luz, fechando propositadamente os olhos para no ver. Outras vezes, esta atitude apresenta-se com aparências de bondade: não se evita o esclarecimento das verdades, mas procura-se escutar apenas quem fala de encontro aos nossos gostos e no nos pede mudanças de vida. Em vez de prestar atenção ao que ensina o Santo Padre, os Bispos em comunhão com ele e os sacerdotes que lhes servem de eco, agarram-se a uma opinião errada para continuar com os mesmos passos em falso. Havemos de procurar a luz do Senhor com toda a lealdade e rectidão, movidos pelo desejo de fazer tudo e só o que for da Sua vontade.

b) A fé, dom sobrenatural. «Isto é realmente estranho: no sabeis de onde é, mas a verdade é que Ele me deu a vista.»
Não podemos adquirir a fé pelo nosso esforço. Foi-nos oferecida gratuitamente no nosso Baptismo. Deve ser alimentada pela formação doutrinal, crescer pelo nosso esforço em pô-la em prática, celebrá-la da Liturgia e proclamá-la no apostolado, especialmente com o nosso exemplo. Mas não podemos fazer nada disto, se Deus não vier em nosso auxílio. Grandes inteligências da história da Igreja caíram em grandes erros. Como contraste, almas humildes, com uma formação intelectual escassa, penetraram nos mistérios da fé com mais profundidade do que muitos teólogos. É com esta atitude de humildade que havemos de pedir ao Senhor que aumente a nossa fé, à semelhança dos cegos que Jesus encontrava na vida pública e Lhe pediam: «Mestre: que eu veja

c) Colaboremos com o Senhor. «Vai lavar à piscina de Siloé […] Ele foi, lavou-se, e ficou a ver.»
Este homem colabora activamente com o Senhor, caminhando até à piscina indicada, e lavando-se. Só então experimentou a alegria de ver. Se queremos crescer na fé – ver de cada vez melhor – é indispensável este esforço para ir pondo em prática aquilo que o Senhor nos vai ensinando, pouco a pouco. Há pessoas, antes bons cristãos, que agora se queixam: «Perdi a fé!» De facto, perderam-na, porque ninguém lha roubou. E a perda começou no momento em que, arrastados pelas paixões, deixaram de pôr em prática aquilo que o Senhor lhes ia mostrando como necessário. Temos necessidade de testemunhar a fé, como este homem corajoso do Evangelho e tantos outros. A fé apresenta-se como um dom tão precioso, que muitos deram a vida para a defender. A Eucaristia é o mistério da nossa fé, como proclama o celebrante, no final da Consagração. Ela é também alimento que a fortalece e transforma em alegria. Também na virtude da fé Nossa Senhora é modelo. Santa Isabel elogia-A. «Bendita és tu, porque acreditaste em tudo quanto te foi dito da parte do Senhor.» Que Ela nos ajude nesta caminhada pela vida.


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 4º Domingo da Quaresma, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. FAZER UMA PROCISSÃO DA LUZ.
Para pôr em evidência a passagem das trevas à luz proclamada por todos os textos deste domingo, poder-se-á organizar uma procissão da luz para entrada da celebração e cantar um cântico com referência à Luz. Os portadores das luzes (velas acesas) poderão juntar-se à volta do evangeliário para a leitura do Evangelho: Cristo é a Luz do mundo!

3. LER O EVANGELHO A DIVERSAS VOZES.
Como mo domingo passado, o Evangelho (na sua forma longa) pode ser lido a diversas vozes: narrador, Jesus, cego, fariseus. De qualquer modo, é bom recordar que a leitura deve ser bem preparada e proclamada, para que seja escutada como Palavra de Deus e não como uma mera encenação…

4. BILHETE DE EVANGELHO.
A vida é conversão! Aquele que está na verdade vem à luz, diz Jesus a Nicodemos quando o vem encontrar de noite. Esta palavra também nos é dirigida. Fazer uma caminhada de reconciliação é fazer sempre a verdade. Receber o perdão é acolher sempre a luz. Mas antes de fazer esta caminhada, é preciso decidir voltar para Deus. Deus nunca se afastou de nós, não esqueçamos isso. Eis porque, antes de nos confessarmos, devemos confessar (= afirmar com outros) que Deus é Amor. Somos nós que nos afastamos de Deus. Tomamos distância em relação a Deus cada vez em que não amamos ou amamos mal. O pecado é tudo o que é contrário ao amor por Deus e pelos irmãos. Deus espera-nos. Demos-lhe a alegria de nos perdoar.

5. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
Nós Te louvamos, ó Pai, porque nos julgas não segundo as aparências, mas olhas o coração do homem. Nós Te bendizemos pelo teu Espírito que nos dás e que faz de nós um povo real e sacerdotal. Nós Te pedimos pelos pais e pelos educadores, pelas autoridades nas nossas sociedades, mas também pelos seus eleitores, responsáveis pelas boas escolhas.

No final da segunda leitura:
Nós Te damos graças, Cristo, Luz do mundo, que Te levantaste de entre os mortos, Tu que nos iluminas desde o nosso baptismo. Nós Te pedimos: arranca-nos das trevas, que o teu Espírito nos faça viver como filhos e filhas da luz, e que Ele produza em nós frutos de bondade, de justiça e de verdade, que Ele nos torne capazes de agradar a Deus.

No final do Evangelho:
Nós Te bendizemos pela nova criação realizada pelo teu Filho, que remodelou a nossa humanidade, e pela cura dos nossos olhos, quando estão fechados ao próximo e à luz da tua presença.

6. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística III da Assembleia com Crianças.

7. PALAVRA PARA O CAMINHO.
Um outro olhar… “Deus não vê à maneira dos homens, os homens vêem a aparência, mas o Senhor olha o coração”. Uma Palavra para reajustar os nossos critérios de julgamento: Que olhar temos nós sobre as pessoas? Sobre os acontecimentos? Uma Palavra para nos alegrar também com as escolhas do nosso Pai que olha a verdade dos nossos corações!

LITURGIA EUCARÍSTICA

Introdução à Liturgia Eucarística
A Eucaristia é a renovação do mistério pascal de Cristo, e a Celebração principal da nossa fé. Profundamente agradecidos ao Senhor, pelas luzes que acaba de nos conceder, preparemo-nos agora, com um profundo recolhimento, para vivermos e saborearmos este dom de Deus.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Ao apresentarmos com alegria estes dons de vida eterna, humildemente Vos pedimos, Senhor, a graça de os celebrar com verdadeira fé e de os oferecer dignamente pela salvação do mundo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Prefácio: O cego de nascença

V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.

V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor. Pelo mistério da Encarnação, iluminou o género humano que vivia nas trevas para o reconduzir à luz da fé e pela regeneração do Baptismo libertou os que nasciam na escravidão do antigo pecado para os tornar seus filhos adoptivos. Por isso o céu e a terra Vos adoram, cantando um cântico novo, e também, com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz: SANTO

Saudação da Paz
A luz da fé leva-nos a ver em cada pessoa um irmão que devemos amar, ajudando-o nesta caminhada para a vida eterna. Com o desejo de vivermos todas as exigências da caridade fraterna, perdoando as ofensas e aceitando sermos perdoados, Saudai-vos na paz de Cristo!

Monição da Comunhão
A fé ensina-nos que, sob as aparências do pão e do vinho que levámos ao altar, está verdadeira, real e substancialmente presente o verdadeiro Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus. Conscientes de que nos vamos encontrar com Ele, numa íntima comunhão, preparemo-nos com fé, humildade e contrição dos nossos pecados, para O recebermos frutuosamente.

Jo 9, 11
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: O Senhor ungiu os meus olhos. Eu fui lavar-me, comecei a ver e acreditei em Deus.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Senhor nosso Deus, luz de todo o homem que vem a este mundo, iluminai os nossos corações com o esplendor da vossa graça, para que pensemos sempre no que Vos é agradável e Vos amemos de todo o coração. Por Nosso Senhor.

RITOS FINAIS

Monição final: Ajudemos todas as pessoas que na vida caminham connosco – na família, no trabalho, nos momentos de descanso – a compreender que a fé recebida no Baptismo deve ser vivida no dia a dia por cada um de nós e proclamada pelas nossas vidas.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

4ª SEMANA

2ª feira, 3-III: Renovação da criação.

Is 65, 17-21 / Jo 4, 43-54
Olhai que vou criar novos céus e nova terra… lá não se hão-de ouvir nem mais vozes de pranto nem gritos de angústia.

Esta é uma grande promessa: os novos céus e a nova terra (cf. Leit), onde não haverá coisas velhas, como as lágrimas, as aflições, a morte. Jesus também procura cumprir essa promessa, ressuscitando o filho do funcionário real (cf. Ev) Deus quer renovar todas as coisas e já está a agir para renovar o mundo. Esta renovação consiste em sair do pecado e das suas consequências em que se encontra a humanidade. A Quaresma é um bom tempo para levarmos a cabo a nossa renovação pessoal e contribuirmos para melhorar as condições de vida da sociedade.

3ª feira, 4-III: A água viva e o rio da vida.

Ez 47, 1-9. 12 / Jo 5, 1-3. 5-16
É que, aonde chegar, a água tornará tudo são, e haverá vida em todo o lugar que o rio atingir.

Do Templo (cf. Leit) e do trono de Deus e do Cordeiro corre o Rio da vida, que cura as nossas enfermidades espirituais, como aconteceu na piscina de Betsatá (cf. Ev). A água passa a ser uma nova criatura no Baptismo de Jesus: «O Espírito pairava sobre as águas da primeira criação, desce então sobre Cristo, como prelúdio da nova criação» (CIC, 1224). E passa a ser a água viva, com a Paixão e morte de Cristo: «O sangue e a água que manaram do lado aberto do Crucificado são tipos do Baptismo e da Eucaristia, sacramentos de vida nova» (CIC, 1225).

4ª feira, 5-III: Meios de comunicação da vida.

Is 49, 8-15 / Jo 5, 17-30
Tal como o Pai ressuscita os mortos e os faz viver, assim o Filho faz viver aqueles que entende.

Deus amou de tal modo o mundo, que lhe entregou o seu Filho único, para que tivéssemos vida sobrenatural. E o seu amor por nós é mais forte do que o de uma mãe para com os seus filhos (cf. Leit). Para nos conceder a vida sobrenatural dá-nos o alimento, que é a palavra de Deus. «Quem ouve a minha palavra…tem a vida eterna» (Ev). Comunica-nos igualmente a sua vida, especialmente através dos sacramentos. Cuidemos muito bem todos estes meios pelos quais o Senhor nos concede uma nova vida.

5ª feira, 6-III: A intercessão de Moisés e de Jesus

Ex 32, 7-14 / Jo 5, 31-47
(Moisés): Deixai cair a vossa ardente indignação, renunciai ao castigo que quereis dar ao vosso povo.

Depois do terrível acto de idolatria, a adoração do bezerro de ouro (cf. Leit), Moisés tornou-se um poderoso intercessor diante de Deus, para salvar o povo que o Senhor lhe tinha confiado. Continuamos a portar-nos mal mas, agora, é o próprio Filho de Deus que se oferece ao Pai como vítima para apaziguar a sua indignação: «Não penseis que vou acusar-vos ao Pai» (Ev). Através do sacrifício da Missa e do sacramento da reconciliação recebemos a remissão dos nossos pecados.

6ª feira, 7-III: Associados à paixão de Cristo.

Sab 2, 1. 12-22 / Jo 7, 1-2. 10. 25-30
Se esse justo é filho de Deus… condenemo-lo a morte infamante, pois ele diz que será socorrido.

Este pensamento dos ímpios (cf. Leit), narrado no livro da Sabedoria, repete-se no tempo de Cristo: «os judeus procuravam dar-lhe a morte» (Ev). Jesus aceitou livremente a sua paixão e morte, por amor do Pai e dos homens, a quem o Pai quer salvar. E, como pela Encarnação, está de certo modo unido a cada homem, a todos dá a possibilidade de se associarem a Ele: «De facto, quer associar ao seu sacrifício redentor aqueles mesmos que são os principais beneficiários» (CIC, 618).

Sábado, 8-III: O servo sofredor e o Cordeiro pascal.

Jer 11, 18-20 / Jo 7, 40-53
Eu era como dócil cordeiro levado ao matadouro, sem saber da conjura contra mim.

O profeta Jeremias repete a imagem do servo sofredor de Isaías (53, 7). E esta missão é inaugurada no momento do seu baptismo: «O seu baptismo é a aceitação e inauguração da sua missão de servo sofredor… É já o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e antecipa já o baptismo da sua morte sangrenta» (CIC, 536). Jesus é pois simultaneamente o servo sofredor, que é levado ao matadouro (cf. Leit), carregando os pecados das multidões, e o Cordeiro pascal, símbolo da Redenção (cf. CIC, 606).

Celebração e Homilia: NUNO WESTWOOD
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilia Ferial: NUNO ROMÃO

Fonte: Celebração  Litúrgica

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/default.asp


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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