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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.org.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


31.01.2016
4º Domingo do Tempo Comum — ANO C
( VERDE, GLÓRIA, CREIO – IV SEMANA DO SALTÉRIO )
__ Só o amor não vai acabar __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGELHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO (07/02/2016)

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Muitas pessoas passam a vida preocupadas com o que os outros dizem a seu respeito, ou, então, se estão ou não sendo aceitas pelos demais. Hoje, o Senhor Jesus nos apresenta um modo tão simples de enfrentarmos as situações de rejeição. Quando o povo da sua terra quer matá-lo, Ele passa pelo meio deles e continua o seu caminho. Assim devemos prosseguir nossa vida, olhando sempre para Jesus e tendo diante dos aplausos, ou da indiferença, ou da reprovação, a mesma atitude.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Ao se revelar na Sinagoga de Nazaré como Messias, Jesus provocou adesões, mas também enfrentou resistências que o acompanharam até a cruz. Peçamos perdão por toda vez em que não fomos fiéis seguidores de Jesus, deixando de colaborar com sua obra e seu projeto de salvação.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Jeremias é chamado por Deus a ser profeta das nações; Jesus se apresenta como profeta que cumpre sua missão do modo como Deus o quis; a Igreja é uma comunidade de profetas. O profeta é a consciência crítica do povo, uma consciência crítica não tanto em nome da razão, quanto em nome da palavra de Deus. Por isso, o profeta é um "ser-contra" que desmascara as astuciosas cumplicidades com o mal onde quer que se encontrem.

Sintamos o júbilo real de Deus em nossos corações e cheios dessa alegria divina entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/31-de-janaeiro.-quarto-domingo-do-tempo-comum.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/14_4o_dtc.pdf


TEMA
JESUS REJEITADO EM SUA PRÓPRIA TERRA

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- Autoria do Roteiro Homilético da Paulus para o período de Janeiro/Fevereiro-2016: Luiz Alexandre Solano Rossi - Doutor em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (Umesp), pós-doutor em História Antiga pela Unicamp e em Teologia pelo Fuller Theological Seminary (Califórnia, EUA). É professor no Programa de Mestrado e Doutorado em Teologia da PUC-PR. Publicou diversos livros, a maioria pela PAULUS, entre os quais: A falsa religião e a amizade enganadora: o livro de Jó e Deus se revela em gestos de solidariedade. E-mail: luizalexandrerossi@yahoo.com.br

Introdução da Revistal Vida Pastoral

Não existem fronteiras quando se fala de libertação

Somos chamados por Deus para uma missão histórica. É justamente na história que devemos construir o projeto que exige sempre inserção e protagonismo. Jamais podemos esquecer que Deus age no mundo por meio de seus filhos e filhas. Todas as vezes que nos negamos a agir, sonegamos a ação libertadora de Deus na história de muitos. Da mesma forma que Deus assumiu a história do ser humano como sua, devemos assumir a história de todos os pequeninos que vivem na periferia, a fim de que eles também possam viver em abundância de vida.

Introdução do Portal Dehonianos

O tema da liturgia deste domingo convida a reflectir sobre o “caminho do profeta”: caminho de sofrimento, de solidão, de risco, mas também caminho de paz e de esperança, porque é um caminho onde Deus está. A liturgia de hoje assegura ao “profeta” que a última palavra será sempre de Deus: “não temas, porque Eu estou contigo para te salvar”.

A primeira leitura apresenta a figura do profeta Jeremias. Escolhido, consagrado e constituído profeta por Jahwéh, Jeremias vai arrostar com todo o tipo de dificuldades; mas não desistirá de concretizar a sua missão e de tornar uma realidade viva no meio dos homens a Palavra de Deus.

O Evangelho apresenta-nos o profeta Jesus, desprezado pelos habitantes de Nazaré (eles esperavam um Messias espectacular e não entenderam a proposta profética de Jesus). O episódio anuncia a rejeição de Jesus pelos judeus e o anúncio da Boa Nova a todos os que estiverem dispostos a acolhê-la – sejam pagãos ou judeus.

A segunda leitura parece um tanto desenquadrada desta temática: fala do amor – o amor desinteressado e gratuito – apresentando-o como a essência da vida cristã. Pode, no entanto, ser entendido como um aviso ao “profeta” no sentido de se deixar guiar pelo amor e nunca pelo próprio interesse… Só assim a sua missão fará sentido.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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JESUS: PROFETA REJEITADO

No domingo passado iniciamos o caminho com o Evangelho de Lucas, quando Jesus apresentou seu programa de vida e missão. Neste ano, ao longo do tempo comum, caminharemos iluminados por Lucas. Hoje o evangelista nos apresenta o início da missão de Jesus. Com o “hoje se cumpre”, Jesus atualiza a Escritura e a transforma em projeto de vida.

Logo na abertura do seu ministério, Jesus já encontra resistência, por causa de sua origem humilde. A rejeição acontece justamente em sua terra natal. Então ele proclama o famoso ditado: “Nenhum profeta é bem recebido em sua pátria”.

O preconceito contra as pessoas por causa de sua origem, parentesco e situação social é muito forte ainda em nossos dias. Assim aconteceu com Jesus e acontece com tantas pessoas na sociedade atual. Costuma-se dar crédito a quem tem bastante estudo, ao que tem poder econômico, ao que é de família nobre.

Não é fácil aceitar a mensagem e o ensinamento de um simples camponês; é mais fácil “lançá-lo fora e jogá-lo no precipício”. Não é fácil acolher um profeta, pois ele nos questiona e nos convida à mudança de vida. Nem sempre estamos dispostos a renunciar a nossas convicções e a nossos projetos.

É fácil aceitar Jesus como milagreiro, poderoso, curandeiro; mas não é fácil aceitá-lo como profeta. O autêntico profeta denuncia as injustiças, a miséria do povo, a concentração da riqueza, o acúmulo do poder político e econômico e convida para a conversão e para a mudança. Ele toca nas causas do sofrimento e da miséria do povo. Jesus é profeta e age como profeta, sem medo de pôr em risco a própria vida. Não está preso a nenhuma facção de influentes e poderosos. Uma Igreja sem profetas está sujeita a ficar indiferente perante o sofrimento do povo e a se acomodar na mesmice.

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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ANTES DA PALAVRA

Todo profeta é escolhido, consagrado e constituído por Deus. Ele tem a missão de dizer o que o Senhor mandar falar. Não fala por si mesmo. Se falar por si mesmo, é falso. O profeta entrega todo o seu ser a serviço do alto.

A serviço do alto, mas com os pés no chão da vida. Os olhos voltados para Deus. Os olhos também voltados para o mundo. O mundo com tudo que há de mais contraditório. E o mundo com tudo que há de mais belo. Tudo o que Deus fez é bom.

O profeta não foge do mundo. Ele enfrenta as situações com determinação. No entanto, não se lança de forma irresponsável. Profeta sabe falar. Sabe também calar. Mas nunca se omite. Profeta não é adivinho nem mágico. Profeta é obediente a Deus.

Mesmo diante de situações que pareceriam não ter saída, o profeta vê sinal de esperança. Seus olhos têm a luminosidade do alto. É um olhar de ternura, de acolhida. Toda ação profética é banhada de contemplação.

Contemplação quer dizer um agir com discernimento. Uma ação iluminada pela oração. O profeta tem consciência de sua condição física: em seu corpo há dois ouvidos e uma boca. Por isso, antes da palavra, ele considera o silêncio. Seu ouvido afinado ouve o que Deus fala.

Deus fala na história, nos sinais dos tempos. Fala nas situações mais simples. Desde o sorriso de uma criança a um lamento de dor de alguém deixado à beira do caminho, até diante da morte. Deus fala na cantoria dos pássaros, no caminho das formigas, na cantiga da cigarra, no barulho da chuva, no balançar das árvores, nas ondas do mar beijando a areia…

O profeta ouve. E a todo momento está a serviço de Deus. Sua língua diz palavras boas. Seus lábios pronunciam a doçura divina. Seu olhar irradia a paz, a concórdia, o amor sem medida. Suas mãos estão sempre prontas para abençoar, tocar, curar. Seus braços, abertos para abraçar, proteger.
Seus pés, sempre prontos para partir. Mesmo cansados, têm pressa em semear a Palavra consoladora.

O profeta até ouve que a bolsa de valores caiu, que o dólar subiu, que isso e aquilo. Mas ele sabe que por trás de muito economês há muita enganação. Ao profeta importa que a vida seja mais. E sua palavra é uma alerta para que ninguém se perca; ao contrário, encontre-se e viva feliz. O profeta denuncia o que não é de Deus. E anuncia o que é de Deus.

Pe. Antonio Iraildo Alves de Brito, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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Jesus, o profeta do amor
Ao longo da história, Deus se serviu dos profetas para anunciar o seu reino de paz, justiça e amor. Com nossa vida, nosso testemunho e compromisso cristão, formamos em torno de Jesus uma comunidade de profetas. Celebrando a eucaristia, reunimos força e coragem para colaborar na construção do reino de Deus.

04 - JANEIRO 31

Compromisso da semana: No próximo encontro da catequese, que tal conversar com a catequista sobre o que é um profeta e quais os profetas da Bíblia?


RITOS INICIAIS

Salmo 105, 47
ANTÍFONA DE ENTRADA: Salvai-nos, Senhor nosso Deus, e reuni-nos de todas as nações, para dar graças ao vosso santo nome e nos alegrarmos no vosso louvor.

Introdução ao espírito da Celebração
O tema da liturgia deste domingo convida a reflectir sobre o «caminho do profeta»: caminho de sofrimento, de solidão, de risco, mas também caminho de paz e de esperança, porque é um caminho onde Deus está. A liturgia de hoje assegura ao «profeta» que a última palavra será sempre de Deus: «não temas, porque Eu estou contigo para te salvar».

ORAÇÃO COLECTA: Concedei, Senhor nosso Deus, que Vos adoremos de todo o coração e amemos todos os homens com sincera caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: A primeira leitura apresenta a figura do profeta Jeremias. Escolhido, consagrado e constituído profeta por Jahwéh, Jeremias vai arrostar com todo o tipo de dificuldades; mas não desistirá de concretizar a sua missão e de tornar uma realidade viva no meio dos homens a Palavra de Deus.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Jeremias 1,4-5.17-19

Leitura do livro do profeta Jeremias. 1 4 Foi-me dirigida nestes termos a palavra do Senhor: 5 “Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado, e te havia designado profeta das nações. 17 Tu, porém, cinge-te com o teu cinto e levanta-te para dizer-lhes tudo quanto te ordenar. Não temas a presença deles; senão eu te aterrorizarei à vista deles; 18 quanto a mim, desde hoje, faço de ti uma fortaleza, coluna de ferro e muro de bronze, (erguido) diante de toda nação, diante dos reis de Judá e seus chefes, diante de seus sacerdotes e de todo o povo da nação. 19 Eles te combaterão mas não conseguirão vencer-te, porque estou contigo, para livrar-te” - oráculo do Senhor.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

O texto refere a vocação divina do Profeta de Anatot, em que se evidenciam três elementos: a eleição, a missão e a protecção divinas, que tornam possível a superação da incapacidade humana e de todas as dificuldades; por isso, Deus diz: «Não temas…», «Eu estou contigo…». A vocação do Profeta dá-se no tempo de Josias, que reinou entre 640 e 609 a. C..

«Antes de te formar» (à letra: «moldar», o verbo hebraico, yatsar, indica mesmo a acção do oleiro ao modelar o barro; cf. Gn 2, 7-8). «Eu te escolhi» (à letra: «Eu te conheci»). Trata-se de um conhecimento de Deus, não meramente intelectual, mas que envolve um acto de amor: o escolher e predestinar em ordem a uma missão determinada (cf. Am 3, 2; Rom 8, 29: quos præscivit, et prædestinavit); de facto, com o chamar à vida, Deus já tem um projecto eterno, particular e gratuito para cada uma das suas criaturas; ninguém é fruto do acaso. «Eu te consagrei» (ou santifiquei, o verbo hebraico qadax), isto é, te separei do profano, reservando-te para Mim, para o meu serviço: «te constituí profeta». Notar como toda a vocação divina engloba chamamento e missão, consagração (dom) e missão, um tema a meditar e aprofundar neste ano sacerdotal. «Entre as nações» (cf. v.10), uma expressão que deixa ver o alcance universal de uma vocação, como a de Jeremias, cuja acção se havia de repercutir nas nações do Médio Oriente, não apenas na história do seu povo.

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Na primeira leitura, encontramos Jeremias relatando sua vocação. Ele recebe uma palavra. Não se trata de uma palavra qualquer. É a palavra de Javé, portanto, algo dinâmico e poderoso. Uma palavra que não volta, enquanto não cumpre o seu objetivo. Uma palavra que acontece, que irrompe na vida do profeta e da qual ele não tem como desviar-se. Também devemos perceber que essa palavra é recebida dentro da história. Aponta para o caráter histórico e dinâmico da ação de Javé. A palavra de Deus acontece na história – no dia a dia de homens e mulheres. Essa percepção de Jeremias é fundamental para entender sua vida, ministério e vocação: uma percepção de que Javé lhe fala desde dentro da história. Ele não é chamado para se alienar da história, mas sim para viver profunda e intensamente o papel que Deus lhe concedeu que vivesse.

Deus fala ao profeta: “eu conheci você”. Trata-se de um conhecimento que se efetua no contato prático, na experiência do cotidiano, no relacionamento intenso. O texto não está dizendo que Javé apenas tomou conhecimento dele, que sabia de sua existência. Absolutamente, não! O texto bíblico está nos assegurando que, desde tempos remotos, Javé estava em relacionamento intenso com o profeta, dedicando-lhe cuidado, preocupação e providência.

E Deus acrescenta: “Eu o consagrei”. Jeremias é separado do ambienteprofanoparaviver uma relaçãoespecialcomDeus. Privilégio, diríamos! Mas, se olharmos bem, veremos queeste “ser consagrado” não indica uma qualidade, e sim uma função. Jeremias foi consagrado paraviver uma função, exercer uma tarefa. Enganam-se os que pensam que a consagração fez de Jeremias uma pessoa superprotegida e intocável. Puro engano. A leitura do texto bíblico nos leva a perceberumhomemque viveu contradições, que passou porvergonha, que apanhou e foi torturado; umprofetaque chorou nas mãos de Javé e dos homens. Contudo, não desistiu nem de um nem de outro! Do começo ao fim do livro podemos perceberesseduplo vaivém da vida consagrada de Jeremias. Suadedicação a Javé é inquestionável e suaopçãopelopovopobre e sofrido é de um colorido excepcional.

AMBIENTE

A actividade profética de Jeremias começa por volta de 627/626 a.C. (quando o profeta teria pouco mais de vinte anos) e prolonga-se até depois da queda de Jerusalém nas mãos dos Babilónios (586 a.C.). O cenário dessa actividade é, em geral, o reino de Judá (e, sobretudo, a cidade de Jerusalém).

É uma época muito conturbada, quer a nível político, quer a nível religioso. Judá acabou de sair dos reinados de Manassés (698-643 a.C.) e de Amon (643-640 a.C.), reis ímpios que multiplicaram no país os altares aos deuses estrangeiros e levaram o Povo a afastar-se de Jahwéh. Na época em que Jeremias começa o seu ministério profético, o rei de Judá é Josias (640-609 a.C.): trata-se de um rei bom, que procura eliminar o culto aos deuses estrangeiros e concentrar a vida litúrgica de Judá num único lugar – o Templo de Jerusalém. No entanto, a reforma religiosa levada a cabo por Josias levanta algumas resistências; por outro lado, é uma reforma que é mais aparente do que real: não se pode, por decreto e de repente, corrigir o coração do Povo e eliminar hábitos religiosos cultivados ao longo de algumas dezenas de anos.

É neste ambiente que Jeremias é chamado por Deus e enviado em missão.

MENSAGEM

O texto que nos é proposto apresenta o relato que Jeremias faz do seu chamamento por Deus. Mais do que uma reportagem do “momento” em que Deus chamou o profeta, trata-se de uma reflexão e de uma catequese sobre esse mistério sempre antigo e sempre novo a que chamamos “vocação”.

A vocação profética, na perspectiva de Jeremias, é, em primeiro lugar, um encontro com Deus e com a sua Palavra (“a Palavra do Senhor foi-me dirigida…” – vers. 4). A Palavra marca, a partir daí, a vida do profeta e passa a ser, para ele, a única coisa decisiva.

Em segundo lugar, a vocação é um desígnio divino: foi Deus que escolheu, consagrou e constituiu Jeremias como profeta. Dizer que Deus “escolheu” o profeta (literalmente, “conheceu” – do verbo “yada‘”) é dizer que Deus, por sua iniciativa, estabeleceu desde sempre com ele uma relação estreita e íntima, de forma que o profeta, vivendo na órbita de Deus, aprendesse a discernir os planos de Deus para os homens e para o mundo. Dizer que Deus “consagrou” o profeta significa que Deus o “reservou”, que o “pôs à parte” para o seu serviço. Dizer que Deus “constituiu” o profeta “para as nações” significa que Deus lhe confiou uma missão, missão que tem um alcance universal. Tudo isto, no entanto, resulta da acção e da escolha de Deus, é iniciativa de Deus e não escolha do homem.

Na segunda parte do texto, temos o envio formal do profeta. Ele deve ir “dizer o que o Senhor ordenar”, sem medo nem servilismo, enfrentando os grandes da terra, armado apenas com a força de Deus. É a definição do “caminho profético”, percorrido no sofrimento, no risco, na solidão, no conflito com todos os que se opõem à proposta de Deus. A leitura de hoje termina com um convite à confiança: “não poderão vencer-te, porque Eu estou contigo para te salvar” – vers. 19).

A vida de Jeremias realizou, integralmente, o projecto de Deus. A propósito e a despropósito, Jeremias denunciou, criticou, demoliu e destruiu, edificou e plantou. Não teve muito êxito: a família, os amigos, o povo de Jerusalém, as autoridades, os sacerdotes, viraram-lhe as costas, marginalizaram-no, perseguiram-no e maltrataram-no. No entanto, Jeremias nunca renunciou: Deus invadiu-lhe de tal forma a vida, e a paixão pela Palavra de Deus “apanhou-o” de tal forma, que o profeta viveu até ao fim, com a máxima intensidade, a sua missão.

ACTUALIZAÇÃO

Considerar, para reflexão, as seguintes questões:

• Os “profetas” não são uma classe de animais extintos há muitos séculos, mas são uma realidade com que Deus continua a contar para intervir no mundo e para recriar a história. Quem são, hoje, os profetas? Onde estão eles?

• No Baptismo, fomos ungidos como profetas, à imagem de Cristo. Estamos conscientes dessa vocação a que Deus a todos nos convocou? Temos a noção de que somos a “boca” através da qual a Palavra de Deus se dirige aos homens?

• O profeta é o homem que vive de olhos postos em Deus e de olhos postos no mundo (numa mão a Bíblia, na outra o jornal diário). Vivendo em comunhão com Deus e intuindo o projecto que Ele tem para o mundo, e confrontando esse projecto com a realidade humana, o profeta percebe a distância que vai do sonho de Deus à realidade dos homens. É aí que ele intervém, em nome de Deus, para denunciar, para avisar, para corrigir. Somos estas pessoas, simultaneamente em comunhão com Deus e atentas às realidades que desfeiam o nosso mundo?

• A denúncia profética implica, tantas vezes, a perseguição, o sofrimento, a marginalização e, em tantos casos, a própria morte (Óscar Romero, Luther King, Gandhi…). Como lidamos com a injustiça e com tudo aquilo que rouba a dignidade dos homens? O medo, o comodismo, a preguiça, alguma vez nos impediram de ser profetas?

• Em concreto, em que situações sou chamado, no dia a dia, a exercer a minha vocação profética?

Subsídios:
1ª Leitura:
 (Jr 1,4-5; 17-19) A missão controvertida do profeta – Jeremias se torna profeta, jovem ainda, não por sua vontade, mas porque Deus o quer. Experimenta quanto custa o ser “boca de Deus”. Mais temível, porém, seria fugir da missão de Deus do que, com sua força, enfrentar a oposição dos homens. * 1,5 cf. Is 49,1.5; 50,4-5; Lc 1,15; Gl 1,15; Rm 8,29 * 1,17-19 cf. Jr 1,7-8; 15,20-21.



Salmo Responsorial

Monição: Ao Senhor que é o nosso refúgio cantemos a nossa gratidão para que os nossos lábios proclamem sempre que Ele é a nossa salvação.

SALMO RESPONSORIAL – 70/71

Minha boca anunciará, todos os dias,
vossas graças incontáveis, ó Senhor.

Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor:
que eu não seja envergonhado para sempre!
Porque sois justo, defendei-me e libertai-me!
Escutai a minha voz, vinde salvar-me!

Sede uma rocha protetora para mim,
um abrigo bem seguro que me salve!
Porque sois a minha força e meu amparo,
o meu refúgio, proteção e segurança!
Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio.

Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança,
em vós confio desde a minha juventude!
Sois meu apoio desde antes que eu nascesse,
desde o seio maternal, o meu amparo.

Minha boca anunciará todos os dias
vossa justiça e vossas graças incontáveis.
Vós me ensinastes desde a minha juventude,
e até hoje canto as vossas maravilhas.

Segunda Leitura

Monição: A segunda leitura parece um tanto desenquadrada desta temática: fala do amor – o amor desinteressado e gratuito – apresentando-o como a essência da vida cristã. Pode, no entanto, ser entendido como um aviso ao «profeta» no sentido de se deixar guiar pelo amor e nunca pelo próprio interesse… Só assim a sua missão fará sentido.

1 Coríntios 12,31-13,13 ou 13,4-13

Leitura da primeira carta e são Paulo aos Coríntios. 12 31 Aspirai aos dons superiores. E agora, ainda vou indicar-vos o caminho mais excelente de todos. 1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. 2 Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada. 3 Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria! 4 A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante. 5 Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. 6 Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. 7 Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 8 A caridade jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará. 9 A nossa ciência é parcial, a nossa profecia é imperfeita. 10 Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá. 11 Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança. 12 Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido. 13 Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

S. Paulo, ao falar dos diversos carismas tão ambicionados pelos cristãos de Corinto, quer despertar os fiéis para o dom fundamental, sem o qual todos os carismas perdem valor. Este texto paulino é o mais sublime elogio da caridade jamais feito, uma das páginas mais belas de toda a Bíblia, que tanto entusiasmava Teresa de Lisieux. Nos vv. 31.1-3 temos a exaltação da caridade acima dos carismas mais elevados; nos vv. 4-7, o elogio da caridade, apontando o que ela exclui e o que ela engloba; nos vv. 8-12, a exposição de como, ao contrário dos carismas e da própria fé e esperança, ela não acaba nunca; daí a sua perfeição e superioridade.

12 «Agora», isto é, nesta vida terrena; «depois», isto é, na eterna bem-aventurança do Céu. «Com num espelho», a saber, de maneira indirecta e confusa(à letra: «como coisa enigmática»); com efeito, na época, os espelhos, mesmo os melhores, como eram os de Corinto, não permitiam observar a imagem com toda a nitidez como sucede agora com os nossos espelhos. «Face a face»: assim será no Céu a nossa visão de Deus, pois «vê-lo-emos tal como Ele é» (1 Jo 3, 2), à maneira de «como sou conhecido» (por Deus), numa contemplação cheia de amor e directa, através daquilo que os teólogos chamam o «lumen gloriæ».

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A segunda leitura do apóstolo Paulo nos remete ao conhecido hino do amor, que deve ser lido, interpretado e vivido como proposta comunitária para orientar o povo de Deus. O caminho do amor ou ágape deve ser compreendido como entrega generosa e livre. E o ponto alto do ágape divino pode ser sem dúvida reconhecido quando Deus enviou seu Filho unigênito (Jo 3,16). Pode-se dizer que o amor de Deus se tornou visível no “ato de entrega”. Deus como que sai de si mesmo para amar os seres humanos, que, por serem imagem e semelhança dele, são capazes de amar. Nesse sentido, jamais o amor na Igreja poderia ser pensado e vivido de forma parcelada. Na Igreja, o amor deve ser tudo em todos.

Existem muitos caminhos pelos quais podemos andar. Porém, o apóstolo Paulo nos ensina que há um caminho bem melhor. Infeliz é quem dá passos em caminhos que não levam a lugar algum. O caminho proposto por Paulo – o amor – é aquele que nos leva a atingir o alvo da vida proposto por Deus. Não é por menos que Paulo, nos vv. 4-7, desfila 15 qualidades do amor. Sete indicam as coisas que o amor é e faz, e oito o que o amor não é e não faz. O amor se manifesta como grande lago onde uma pedra produz ondas sucessivas. Somente o amor pode dar unidade interior, tanto ao cristão como à comunidade.

Não é suficiente ter fé e esperança. Mesmo que ambas sejam elementos essenciais para construir a vida humana, o amor é que se apresenta como realidade que completa o ser humano e o leva a viver numa nova realidade. A ausência do amor deixa espaços – ao egoísmo, a rixas, a ciúmes – que precisam ser urgentemente preenchidos. É o amor que nos move em direção aos outros e permite que derrubemos os muros que causam separação. Quem não ama ao outro também é incapaz de amar a si mesmo; quem não ama o próximo a quem vê, certamente não desenvolverá nenhum sentimento amoroso para com Deus. Amar, nesse sentido, não é mera opção que fazemos. Trata-se de imperativo que recebemos.

AMBIENTE

Há quem chame a este texto “o Cântico dos Cânticos da nova aliança”. Também se lhe chama, habitualmente, o “hino ao amor”.

À primeira vista, este “elogio do amor” poderia parecer uma página completamente desligada do contexto anterior (a discussão acerca dos carismas). Na realidade, este texto apresenta afinidades claras, tanto a nível literário como a nível temático, com os capítulos precedentes, bem como com os capítulos seguintes. Ainda que possamos retirar este hino do seu contexto, sem que ele perca o sentido, a verdade é que Paulo quer aqui dizer, sem meias palavras e de forma clara e contundente, que só há um carisma absoluto: o amor.

MENSAGEM

Antes de mais, convém dizer que o amor de que Paulo fala aqui é o amor (em grego, “agape”) tal como ele é entendido pelos cristãos: não é o amor egoísta, que procura o próprio bem, mas o amor gratuito, desinteressado, sincero, fraterno, que se preocupa com o outro, que sofre pelo outro, que procura o bem do outro sem esperar nada em troca. Desse tipo de relacionamento, nasce a Igreja – a comunidade dos que vivem o “agape”.

O nosso texto desenvolve-se em três estrofes. Na primeira (13,1-3), Paulo sustenta que, sem amor, até as melhores coisas (a fé, a ciência, a profecia, a distribuição de esmolas pelos pobres) são vazias e sem sentido. Só o amor dá sentido a toda a vida e a toda a experiência cristã.

Na segunda estrofe (13,4-7), Paulo apresenta literariamente o amor como uma pessoa e sugere que ele é a fonte e a origem de todos os bens e qualidades. A propósito, Paulo enumera quinze características ou qualidades do verdadeiro amor: sete destas qualidades são formuladas positivamente e as outras oito de forma negativa; mas todas elas se referem a coisas simples e quotidianas, que experimentamos e vivemos a todos os instantes, a fim de que ninguém pense que este “amor” é algo que só diz respeito aos santos, aos sábios, aos especialistas.

A terceira estrofe (13,8-13) estabelece uma comparação entre o amor e o resto dos carismas. A questão é: este amor de que se disseram coisas tão bonitas é algo imperfeito, temporal e caduco como o resto dos carismas? Este amor – responde Paulo – não desaparecerá nunca, não mudará jamais. Ele é a única coisa perfeita; por isso permanecerá sempre. Fica, assim, confirmada a superioridade incontestável do amor frente a qualquer outro carisma – por muito que seja apreciado pelos coríntios ou por qualquer comunidade cristã, no futuro.

ACTUALIZAÇÃO

Para reflectir, ter em conta as seguintes questões:

• O amor cristão – isto é, o amor desinteressado que leva, por pura gratuidade, a procurar o bem do outro – é, de acordo com Paulo, a essência da experiência cristã. É esse o amor que me move? Quando faço algo, partilho algo, presto algum serviço, é com essa atitude desinteressada, de puro dom?

• Desse amor partilhado nasce a comunidade de irmãos a que chamamos Igreja. O amor que une os vários membros da nossa comunidade cristã é esse amor generoso e desinteressado de que Paulo fala? Quando a comunidade cristã é palco de lutas de interesses, de ciúmes, de rivalidades egoístas, que testemunho de amor está a dar?

Subsídios:
2ª leitura: (1Cor 12,31–13,13 ou 13,4-13) A caridade, dom maior e permanente – Em Corinto, os diversos carismas causaram discórdia. Por isso, Paulo canta a grandeza do Dom que deve ser o de todos e que supera todos os carismas: a caridade. Ela supera até a fé e a esperança, pois ela permanece mesmo na consumação daquilo que esperamos. * 13,1-3 cf. 1Jo 4,7-8; Mt 17,20; 21,21; 6,2 * 13,4-7 cf. Rm 13,8-10; 12,9-10; Fl 2,4; Pr 10,12; Rm 15,1; 1Pd 4,8; 1Cor 9,12 * 13,8 cf. At 2,4 * 13,12-13 cf. 2Cor 5,7; Gl 4,9; 1Ts 1,3; Rm 5,1-5; 1Jo 4,16.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Foi o Senhor quem me mandou boas notícias anunciar; ao pobre, a quem está no cativeiro, libertação eu vou proclamar! (Lc 4,18)

Evangelho

Monição: O Evangelho apresenta-nos o profeta Jesus, desprezado pelos habitantes de Nazaré (eles esperavam um Messias espectacular e não entenderam a proposta profética de Jesus). O episódio anuncia a rejeição de Jesus pelos judeus e o anúncio da Boa Nova a todos os que estiverem dispostos a acolhê-la – sejam pagãos ou judeus.

Lucas 4,21-30

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 4 21 Jesus estava na sinagoga e começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu este oráculo que vós acabais de ouvir”. 22 Todos lhe davam testemunho e se admiravam das palavras de graça, que procediam da sua boca, e diziam: “Não é este o filho de José?” 23 Então lhes disse: “Sem dúvida me citareis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; todas as maravilhas que fizeste em Cafarnaum, segundo ouvimos dizer, faze-o também aqui na tua pátria”. 24 E acrescentou: “Em verdade vos digo: nenhum profeta é bem aceito na sua pátria. 25 Em verdade vos digo: muitas viúvas havia em Israel, no tempo de Elias, quando se fechou o céu por três anos e meio e houve grande fome por toda a terra; 26 mas a nenhuma delas foi mandado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia. 27 Igualmente havia muitos leprosos em Israel, no tempo do profeta Eliseu; mas nenhum deles foi limpo, senão o sírio Naamã”. 28 A estas palavras, encheram-se todos de cólera na sinagoga. 29 Levantaram-se e lançaram-no fora da cidade; e conduziram-no até o alto do monte sobre o qual estava construída a sua cidade, e queriam precipitá-lo dali abaixo. 30 Ele, porém, passou por entre eles e retirou-se.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Temos hoje a conclusão do Evangelho do Domingo anterior: o resultado da pregação de Jesus na sinagoga de Nazaré.

22 «Todos davam testemunho em seu favor». Esta foi a primeira reacção, uma reacção positiva. Algum autor, porém, traduziu: «todos se declaravam contra», o que não parece correcto. Com efeito, embora o verbo grego possa indicar tanto um testemunho a favor, como um testemunho contra, a verdade é que o contexto não autoriza uma tal tradução, tanto os lugares paralelos (Mt 13, 54; Mc 6, 2), como o contexto próximo, que sugere o passar duma atitude de admiração para uma atitude de repulsa (v. 22 e v. 28); o facto de não ser citado mais texto de Isaías (61, 2), onde se fala do «dia da vingança do Senhor», não é razão suficiente para concluir que todos se declaravam contra pelo facto de não ter levado mais adiante a citação; o texto de Lucas (criticamente seguro) não diz que a reacção foi devida a citar «só» «as palavras da graça» (a tradução litúrgica diz «cheias de graça», uma interpretação aceitável).

«Não é este o filho de José?». Lucas não tem qualquer escrúpulo de usar esta expressão posta na boca do povo, que ignora a origem divina de Jesus, pois já tinha antes deixado bem clara a sua concepção virginal. S. Marcos, porém, no lugar paralelo, escreve «o filho de Maria», pois, não tendo relatado a concepção virginal de Jesus, parece ter querido evitar qualquer mal entendido dos seus leitores.

23 «O que ouvimos dizer…». Isto é uma prova de que esta pregação na sinagoga de Nazaré não foi o primeiro momento da pregação de Jesus; Lucas adopta uma ordem lógica ou teológica, não necessariamente uma ordem cronológica (ver nota 16 ao Evangelho do passado Domingo).

30 «Seguiu o seu caminho», isto é, não fugiu, como tentaria fazer um falso profeta. A serenidade majestosa de Jesus é suficiente para deixar paralisados os que se Lhe opunham movidos pelo ressentimento, desconfiança e desdém.

.......................

A missão de Jesus se torna clara quando ele, na sinagoga de Nazaré, lê o profeta. Porém, não é somente questão de leitura de um texto sagrado. É necessário perceber a ousadia de Jesus ao afirmar, após a leitura, que se cumpria nele cada uma dessas palavras. Em seu modo de ser, pensar e viver, Jesus assume a tradição profética e, por isso, se apresenta como o maior de todos eles. Um profeta que traz a boa notícia para os pobres, porque foi ungido pelo Espírito de Deus. A presença do Espírito de Deus em Jesus é fonte de libertação para os pobres e, ao mesmo tempo, ratifica a missão de Jesus junto àqueles que vivem na periferia da vida. Mas não se trata de uma libertação para poucos. Jesus utiliza o exemplo de outros profetas, Elias e Eliseu, com o propósito de mostrar que a mensagem de libertação não se restringe a um único povo. Os dois profetas operam os milagres da ressurreição e da cura do leproso em benefício de estrangeiros. O próprio Jesus ressuscitará o filho da viúva de Naim (Lc 7,11) e libertará da lepra um samaritano (Lc 17,12). O ensinamento é muito claro: o que nele vale não é pertencer a um povo que decide, é a graça de Deus e a expectativa das pessoas.

Não é possível e imaginável privatizar a salvação e libertação de Jesus Cristo. Se muitos desejam colocar Jesus dentro de uma redoma a fim de manipulá-lo, é sempre de bom tom lembrar que Jesus desfez e desfaz todas as barreiras e fronteiras que queiram impedir seu projeto de libertação em favor de todos.

O projeto de Deus é global e tem início na comunidade dos oprimidos. Não existem fronteiras quando se fala em libertação. Jamais será possível trancar a boa-nova do evangelho entre quatro paredes. O hoje de Jesus anuncia a chegada do ano da graça. Em Jesus, o tempo se renova com a renovação das relações entre as pessoas. Não mais a escravidão e a opressão. E quando é que Jesus manifesta sua presença libertadora? Sempre no hoje de cada um de nós e de nossas comunidades. Em Jesus, o hoje se apresenta como algo contínuo que atualiza sua presença libertadora. O tempo da salvação é anunciado e introduzido por Jesus. Sempre é hoje para Jesus!

AMBIENTE

Estamos na sequência do episódio que a liturgia de domingo passado nos apresentou. Jesus foi a Nazaré, entrou na sinagoga, foi convidado a ler um trecho dos Profetas e a fazer o respectivo comentário… Leu uma citação de Is 61,1-2 e “actualizou-o”, aplicando o que o profeta dizia, a Si próprio e à sua missão: “cumpriu-se hoje mesmo este trecho da Escritura que acabais de ouvir”.

O Evangelho de hoje apresenta a reacção dos habitantes de Nazaré à acção e às palavras de Jesus.

MENSAGEM

O episódio da sinagoga de Nazaré é, já o dissemos atrás, um episódio “programático”: a Lucas não interessa descrever de forma coerente e lógica um episódio em concreto acontecido em Nazaré por altura de uma visita de Jesus, mas enunciar as linhas gerais do programa que o Messias vai cumprir – linhas que o resto do Evangelho vai revelar.

O programa de Jesus é, como vimos a semana passada (o texto de Is 61,1-2 e o comentário posterior de Jesus demonstram-no claramente), a apresentação de uma proposta de libertação aos pobres, marginalizados e oprimidos. No entanto, esse “caminho” não vai ser entendido e aceite pelo povo judeu (isto é, os “da sua terra”), que estão mais interessados num Messias milagreiro e espectacular. Os “seus” rejeitarão a proposta de Jesus e tentarão eliminá-l’O (anúncio da morte na cruz); mas a liberdade de Jesus vence os inimigos (alusão à ressurreição) e a evangelização segue o seu caminho (“passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho”), até atingir os que estão verdadeiramente dispostos a acolher a salvação/libertação (alusão a Elias e Eliseu que se dirigiram aos pagãos porque o seu próprio povo não estava disponível para escutar a Palavra de Deus).

Neste texto programático – já o dissemos, também, a semana passada – Lucas anuncia o caminho da Igreja: a comunidade crente toma consciência de que, em continuidade com o caminho de Jesus, a sua missão é levar a Boa Nova aos pobres e marginalizados – como Elias fez com uma viúva de Sarepta ou como Eliseu fez com um leproso sírio. Se percorrer esse caminho, a Igreja viverá na fidelidade a Cristo.

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão sobre este texto pode considerar as seguintes questões:

• “Nenhum profeta é bem recebido na sua terra”. Os habitantes de Nazaré julgam conhecer Jesus, viram-n’O crescer, sabem identificar a sua família e os seus amigos mas, na realidade, não perceberam a profundidade do seu mistério. Trata-se de um conhecimento superficial, teórico, que não leva a uma verdadeira adesão à proposta de Jesus. Na realidade, é uma situação que pode não nos ser totalmente estranha: lidamos todos os dias com Jesus, somos capazes de falar algumas horas sobre Ele; mas a sua proposta tem impacto em nós e transforma a nossa existência?

• “Faz também aqui na terra o que ouvimos dizer que fizestes em Cafarnaum” – pedem os habitantes de Nazaré. Esta é a atitude de quem procura Jesus para ver o seu espectáculo ou para resolver os seus problemazinhos pessoais. Supõe a perspectiva de um Deus comerciante, de quem nos aproximamos para fazer negócio. Qual é o nosso Deus? O Deus de quem esperamos espectáculo em nosso favor, ou o Deus que em Jesus nos apresenta uma proposta séria de salvação que é preciso concretizar na vida do dia a dia?

• Como na primeira leitura, o Evangelho propõe-nos uma reflexão sobre o “caminho do profeta”: é um caminho onde se lida, permanentemente, com a incompreensão, com a solidão, com o risco… É, no entanto, um caminho que Deus nos chama a percorrer, na fidelidade à sua Palavra. Temos a coragem de seguir este caminho? As “bocas” dos outros, as críticas que magoam, a solidão e o abandono, alguma vez nos impediram de cumprir a missão que o nosso Deus nos confiou?

Subsídios:
Evangelho: (Lc 4,21-30) A rejeição de Jesus em Nazaré – Não só no “evangelizar os pobres”, a pregação de Jesus em Nazaré cumpre a Escritura e traça um programa (cf. dom. pass.), mas também na rejeição do profeta, prenúncio da rejeição final pelo judaísmo e da proclamação do Evangelho para todos os povos. A palavra de Jesus exige decisão. É para acatar ou deixar; quando rejeitada, ela passa adiante com toda a firmeza (4,30). * Cf. Mt 13,54-56; Mc 6,1-6 * 4,21-22 cf. Lc 4,18-19; Is 61,1-2; 58,6; Lc 2,47; 4,15; Jo 7,46 * 4,24 cf. Jo 4,44 * 4,25-27 cf. 1Rs 17,1-9; Tg 5,17; 2Rs 5,14 * 4,30 cf. Jo 8,59.

***   ***   ***

Hoje encontramos a resposta de várias perguntas que ficaram abertas no domingo anterior. Será mesmo que Jesus veio par instaurar o ano de remissão das dividas (Lc 4,19)? Jesus teria desejado realizar materialmente a utopia? Parece que Lc, o único evangelista que aborda este tema, quer dizer algo mais. Na sua descrição, ele reúne diversos elementos. A citação de Is 61,1-3, na boca de Jesus (Lc 4,16-19), tem por quadro uma combinação de Mc 1,21 (ensino na sinagoga) e 6,1-6 (rejeição em Nazaré). Percebemos uma correspondência de teor teológico entre o v. 19, “um ano ‘agradável’ (dektón) da parte do Senhor”, e o v. 24: “nenhum profeta é ‘agradável’ (dektós) em sua terra”. A citação do “ano de graça” não é relacionada, por Lc, com uma mera reforma social, mas com a pessoa de Jesus mesmo. Jesus anuncia o “ano agradável da parte do Senhor”, a encarnação dos dons de Deus para seu povo, especialmente para os pobres e humildes (cf. Dt 15). Mas o povo de Nazaré não recebe com agrado o profeta que o anuncia... Nazaré aplaude a mensagem do ano de remissão, mas rejeita aquilo que o profeta em pessoa representa: a salvação universal. A restauração dos empobrecidos é a porta de entrada da salvação universal, pois o que é para todos tem de começar com os últimos, os excluídos.

A rejeição acontece de mansinho, e devemos admirar novamente a arte narrativa de Lc. Primeiro, o povo admira Jesus e suas palavras. Mas sua admiração é a negação daquilo que Jesus quer. Desconhecendo o “Filho de Deus” (cf. 3,22-23), tropeçam na sua origem por demais comum: “Não é este o filho de José” (4,22). Jesus toma a dianteira. Prevendo que eles apenas quererão ver suas façanhas, como as fez em Cafarnaum (Lc pressupõe aqui Mc 1,21ss), Jesus lança um desafio: ele não é um médico para uso caseiro. Como nenhum profeta é agradável à sua própria gente (cf. 1ª leitura), sua missão ultrapassa os morros de Nazaré. E insiste: Elias, expulso de Israel, ajudou a viúva de Sarepta, na Fenícia, e Eliseu curou o sírio Naamã... Os nazarenses, ciosos, não aguentam essas palavras e querem jogar Jesus no precipício (uma variante do apedrejamento). Mas Jesus, com a autoridade do Espírito que repousa sobre ele, passa no meio deles e vai adiante... Nazaré perdeu sua oportunidade, prefigurando assim a sorte da “pátria” do judaísmo: “Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados, quantas vezes quis eu reunir teus filhos...” (Lc 13,34-35) – “Ah, se neste dia conhecesses a mensagem da paz... Não reconheceste o dia em que foste visitado!” (19,41-44). Trata-se da visita de Deus a seu povo e ao santuário (cf. Ml 3,1), que não foi “agradável”, “bem recebida”.

2ª leituraé o hino do amor-caridade (1Cor 13). Do amor efetivo e afetivo, pois seria errado entender a “caridade” num sentido insípido, inumano, como frio cumprimento de deveres caritativos. Amor é essencialmente afeição, uma questão de engajamento da personalidade toda, uma certa paixão (por isso, faz sofrer). Amor é sempre afetuosa doação, perder-se para o bem do outro. Não há um amor para a vida normal e uma “caridade” para fins religiosos. A gente só tem um coração.

Na homilia, este tema do amor poderia preceder o tema do evangelho, a rejeição da “afetuosa” oferta de salvação de Deus em Jesus Cristo. Com vistas à atualidade, pode-se sublinhar que Nazaré faz valer prerrogativas que nada têm a ver com o plano de Deus, pois este é para todos; ironicamente, rejeitando seu “santo de casa”, Nazaré rejeita também o plano de Deus que ele encarna: levar a boa-nova aos pobres (14,18). Pois tal plano é incompreensível para uma mentalidade autossuficiente, preocupada com prerrogativas próprias e precedências particulares.

A BOA-NOVA PARA TODOS E O PROFETA REJEITADO

Depois de todos os esforços para integrarmos em nossas comunidades ricos e pobres, brancos e negros, homens e mulheres, constatamos que as discriminações, as panelinhas, os particularismos continuam. Quem mora mais perto da igreja matriz deve ser mais bem atendido... Quem tem algum primo padre tem direito a cerimônias melhores... Muitos pensam que Deus está aí só para eles! A Igreja é realmente para todos, ou somente para gente de bem, “gente da casa”?

Os antigos israelitas achavam que a aliança de Deus pertencia exclusivamente a eles. Também achavam que bastava ser israelita para ter a salvação garantida. Não aguentavam que os seus profetas os criticassem. Por isso, quando Deus manda o profeta Jeremias, já o prepara desde o início para enfrentar a resistência de seu povo (1ª leitura). Semelhante resistência, também a encontra Jesus, especialmente na sua própria terra, Nazaré. Ele anuncia que o reino de Deus e a libertação se destinam também aos pagãos, e mesmo com prioridade (evangelho). Aos que ciosamente esperam dele milagres para sua própria cidadezinha, Jesus lembra que os milagres de Elias e Eliseu favoreceram estrangeiros. Por isso, seus conterrâneos querem precipitá-lo da colina de sua cidade. Mas Deus o torna firme e inabalável – como o tinha prometido a Jeremias. Com autoridade assombrosa, Jesus atravessa o corredor polonês formado pelos que ameaçam sua vida.

A Igreja, corpo e presença de Cristo, deve anunciar ao mundo a salvação para todos, sem discriminação ou privilégio. Ser “gente da casa” (católico de tradição) não tem peso algum. A boa-nova é para todos quantos quiserem converter-se. A primeira exigência do ser cristão é não ser egoísta, não querer as coisas só para si – nem as materiais, nem as espirituais. O evangelho é privilégio nenhum. Excluir quem quer que seja, por pertencer a outra classe, ideologia ou ambiente, está em contradição direta com o evangelho e a prática de Jesus. O evangelho é para todos. Se alguém, por força de sua cabeça fechada, tapa os ouvidos, problema dele. Portanto, que “os da casa” não rejeitem o profeta que se dirige a outros...

Para anunciar a boa-nova a todos, a Igreja “toda profética” não deve ser escrava de privilégios e influências alheias. Deve falar com a desinibição que caracteriza os profetas. Os que nela possuem o carisma profético devem destacar-se por sua autenticidade, sua coragem de mártir, sua simplicidade, que deixa transparecer o Reino de Deus em sua vida.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

– É possível perceber que o projeto de Javé se impõe sobre Jeremias de modo taxativo e determinante. Estaria o texto dizendo-nos que o profeta está em absoluta dependência de Javé e teria consciência de ser mero instrumento em suas mãos e planos? No entanto, Jeremias reage forte e imediatamente: “Ah, Senhor Javé, eu não sei falar, porque sou jovem”. Não se trata apenas de simples desculpa. Não é exagero de Jeremias. Na verdade, seu argumento é convincente. Ele está dizendo que ainda não é um adulto; não é uma pessoa que tenha atingido a maturidade; não tem a vivência e a experiência dos mais idosos, como também não tem experiência para falar. Jeremias está querendo dizer, com todas as letras, que não deseja ser profeta. Contudo, Deus já o escolheu. Agarrou um instrumento aparentemente imprestável para o exercício da função e o preparou para o exercício obediente da missão. Estamos preparados para a surpreendente vocação que provém de Deus? Que desculpas podemos dar diante de Deus?

– Quem não ama o outro não é capaz de amar a si mesmo e muito menos a Deus. Como amaremos a Deus, que não vemos, se não amamos o outro, a quem vemos? Talvez seja necessário reconhecer que nenhum relacionamento para o alto seja possível se antes não existir um relacionamento com os outros. Somente o encontro com o próximo nos leva ao encontro com Deus. Nesse sentido, devemos, com muito maior cuidado, reconhecer Deus na face de todas as pessoas com as quais convivemos.


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1. Um caminho de perfeição
2. Segui a caridade

1. Um caminho de perfeição

Vou mostrar-vos um caminho de perfeição que ultrapassa tudo: A Caridade. A caridade! Diz S. Paulo. Não, a boa acção do dia, para sossego da consciência. Não este ou aquele gesto benfazejo, para publicidade do coração. Não esta ou aquela piedade, que só de momento, nos dá a consolação de nos sentirmos solidários com os outros. A Caridade não se reduz a nenhum gesto, nem se mede por nenhum acto. Porque ela (a caridade) é o Amor, o amor de Deus vivo em nós. O Amor que impele ao amor. O Amor, maior que o afecto, porque é Dom. O amor maior do que o sentimento, porque é graça. O amor mais rico do que a nossa pobreza, porque é gratuito. É o amor de Deus derramado em nossos corações, pelo Espírito Santo que nos foi dado. É, por isso, um amor, que está acima da nossa capacidade, que está em nós, mas não vem de nós. Tem em Deus Pai a sua fonte, em Cristo o seu rosto, no Espírito a sua medida. Se amamos, se fazemos o bem, é Deus, o amor de Deus vivo em nós, a tornar possível o nosso amor.

2. Segui a caridade

«Irmãos, segui a caridade (…) É ela que dá resistência nas adversidades, moderação na prosperidade; é forte nas provas difíceis, alegre nas boas obras; seguríssima nas tentações, larguíssima na hospitalidade… (…) Na caridade, a felicidade do outro não oprime, porque desconhece a inveja. Na caridade, a felicidade própria não incha, porque não se ensoberbece. Na caridade, a má consciência não magoa, porque não faz o mal. (…) Faz o bem no meio do ódio; mantém-se serena perante a ira, inocente no meio das maquinações; geme no meio da iniquidade, respira na verdade… Justamente, portanto, nunca desfalece. Por isso segui a caridade» (S. Agostinho, Sermão 350, 2-3). Sem a caridade, não sou!


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 4º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. A ASSEMBLEIA, UM POVO DE IRMÃOS.
O célebre hino à caridade de Paulo, que a segunda leitura nos dá para meditar, recorda como é importante a caridade entre irmãos… na assembleia! É aí que deve acontecer em primeiro lugar a atenção ao outro, o acolhimento do outro, o respeito pelo outro. Parafraseando São Paulo, poderíamos dizer: “Podemos cantar os mais belos cânticos do mundo, mas se nos falta o amor fraterno, nada somos!” Na missa, Cristo manifesta a sua presença: na sua Palavra; sob as espécies do pão e do vinho; na pessoa do sacerdote; e na assembleia reunida em seu nome! Será que uma assembleia, cujos membros se comportam como “desconhecidos”, manifesta verdadeiramente a presença do Senhor da Vida?

3. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
“Deus, Tu que nos conheces melhor que ninguém, Tu que és a nossa força na provação e que estás ao nosso lado para nos libertar, nós Te damos graças.
Nós Te pedimos por todos os profetas de hoje, por aqueles que resistem aos poderosos pedindo o respeito pelos pobres e pelos fracos, por aqueles que mostram ao nosso mundo o caminho de uma vida mais justa e mais libertadora”.

No final da segunda leitura:
“Pai, nós Te damos graças pelo teu amor infinito, que nos revelaste em Jesus, teu Filho, porque Ele teve paciência, esteve ao serviço, não procurou o seu interesse, tudo suportou, fez-Te confiança em tudo.
Nós Te recomendamos todas as famílias cristãs: enche-as do teu Espírito de amor, como nós Te pedimos na celebração dos casamentos”.

No final do Evangelho:
“Deus fiel e paciente, bendito sejas pela mensagem de graça que saía da boca do teu Filho Jesus. Nós Te bendizemos pelos profetas que enviaste outrora aos pagãos, porque Tu queres a salvação e a felicidade de todos os homens.
Nós Te pedimos pelas nossas cidades, onde a mensagem do Evangelho provoca as mesmas oposições e rejeições que outrora em Nazaré. Que o teu Espírito sustente a nossa fé”.

4. BILHETE DE EVANGELHO.
Jesus não deixa ninguém indiferente. Os seus compatriotas admiram-se, espantam-se com o seu ensino, ficam furiosos, tentam expulsá-los da cidade… Mas é em Nazaré que Jesus inicia a sua pregação. As pessoas sabem quem Ele é, conhecem a sua profissão, a sua família, mas ignoram o seu mistério. Como poderiam imaginar que Ele vem de Deus, que é o Filho de Deus? É necessário o tempo de provação para que os seus olhos se abram, os olhos da fé postos à prova pela morte e ressurreição do seu compatriota. E, vemo-lo bem ao longo de todo o Evangelho, são aqueles que nunca ninguém imaginou que vão fazer acto de fé e beneficiar das palavras e dos gestos de salvação do Filho de Deus. Como os profetas Elias e Eliseu, Jesus manifesta que Deus ama todos os homens; a salvação que veio trazer é oferecida a toda a humanidade.

5. À ESCUTA DA PALAVRA.
Sabemos como as multidões são versáteis. Basta ver a atitude da multidão em Jerusalém: ora aclama Jesus, ora pede a sua more. A mesma versatilidade acontece com os habitantes de Nazaré. Têm reacções diferentes e interrogam-se, pois conhecem bem a identidade familiar de Jesus. Jesus avança no seu ensino e faz referência a dois episódios do Antigo Testamento, no tempo de Elias e de Eliseu: a viúva estrangeira e o general sírio, que beneficiam dos gestos salvíficos de Deus e não os filhos de Israel! Por outras palavras, diz que os habitantes de Nazaré são como os seus antepassados: não acolhem o tempo da visita de Deus. Da admiração, os habitantes passam ao ódio. E nós, hoje? Interroguemo-nos sobre a nossa atitude para com Jesus: a sua palavra surpreende-nos? Pomos de lado as suas palavras que nos provocam, para não nos pormos em questão? Preferimos ficar na nossa tranquilidade?

6. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística II, cujos temas estão em harmonia com os do Evangelho.

7. PALAVRA PARA O CAMINHO…
No hino de Paulo que lemos neste domingo e que é uma das suas páginas mais célebres, o apóstolo indica-nos “um caminho superior a todos os outros”: não o caminho do amor-paixão, não o caminho do amor-amizade, mas o caminho do amor-caridade: o caminho da agapè. E para falar deste amor, em vez de dar definições, ele mostra-o em acção e utiliza 15 verbos: ter paciência, servir, não invejar, não se vangloriar, não se orgulhar, etc. Este hino eleva-nos, inflama-nos… mas proíbe-nos de sonhar: estes 15 verbos são verbos para a acção! Uma sugestão: reler este texto, substituindo “caridade” por “Cristo”. A agapè é Cristo que ama em nós!

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Apresentamos, Senhor, ao vosso altar os dons do vosso povo santo; aceitai-os benignamente e fazei deles o sacramento da nossa redenção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

SANTO

Monição da Comunhão
O caminho da perfeição é o da caridade. Sem amor, nada feito. Sem amor, nada perfeito. Sem amor, nada sou! Recebamos com alegria Cristo, Deus de amor, que em nós renova todas as coisas.

Salmo 30, 17-18
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Fazei brilhar sobre mim o vosso rosto, salvai-me, Senhor, pela vossa bondade e não serei confundido por Vos ter invocado.

Ou Mt 5, 3-4
Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra prometida.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Fortalecidos pelo sacramento da nossa redenção, nós Vos suplicamos, Senhor, que, por este auxílio de salvação eterna, cresça sempre no mundo a verdadeira fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

RITOS FINAIS

Monição final: No hino de Paulo que lemos neste domingo e que é uma das suas páginas mais célebres, o apóstolo indica-nos «um caminho superior a todos os outros»: não o caminho do amor-paixão, não o caminho do amor-amizade, mas o caminho do amor-caridade: o caminho da agapè. E para falar deste amor, em vez de dar definições, ele mostra-o em acção e utiliza 15 verbos: ter paciência, servir, não invejar, não se vangloriar, não se orgulhar, etc. Este hino eleva-nos, inflama-nos… mas proíbe-nos de sonhar: estes 15 verbos são verbos para a acção! Agora ide e contagiai o mundo com o amor de Cristo. Ide em paz…


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

4ª SEMANA

Celebração e Homilia: NUNO WESTWOOD
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/default.asp


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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