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Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


24.03.2019
3º Domingo da Quaresma — ANO C
( ROXO, CREIO – III SEMANA DO SALTÉRIO )
__ Conversão é um caminho fundamental! __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: A liturgia apresenta o tema da misericórdia de Deus, tendo como condição fundamental a conversão. Esta constitui o grande apelo do tempo quaresmal em preparação à páscoa: passagem de libertação da humanidade à graça divina. Tal conversão representa, ao cristão, um esforço constante em retornar e permanecer em Deus, de modo que nossa existência seja renovada.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, neste santo tempo quaresmal, somos chamados a uma sincera conversão, a mudar nossa maneira de pensar e de agir, confiando realmente no Senhor e trilhando seus caminhos. A verdadeira libertação é graça do Espírito, mas dependerá também do nosso esforço de conversão. Que esta Eucaristia nos alimente com a Palavra e o com o Pão da Vida Eterna e nos permita dar bons frutos de conversão.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Neste 3º Domingo da Quaresma, a Igreja nos reúne na esperança de que o Reino está próximo e que o sentido da vida consiste em viver na proteção divina. A analogia dos sinais de trânsito, que indicam caminhos e orientam o viajante, favorecerá a contextualização que a celebração de hoje nos propõe: assim como os sinais dizem se devemos ir para direita ou para a esquerda, da mesma forma, Deus fala através dos sinais da vida, atrai por meio dos acontecimentos da vida, indicando qual caminho seguir. A conversão, portanto, é um gesto de sensatez. É o que se espera de quem se afastou dos caminhos de Deus, preferindo os caminhos mundanos. Intercedamos a graça do discernimento, para que saibamos perceber como Deus nos atrai ao seu encontro e como indica seus caminhos. Caminhando em direção à festa da Páscoa, abramos nossos corações para a conversão e reconciliação que o Senhor deseja realizar em nossas vidas e na história da humanidade. Inspirados pela Campanha da Fraternidade, deixemo-nos transformar pela novidade da boa notícia do Evangelho, que nos faz ver no Cristo o rosto humano de Deus e o rosto divino do homem. A urgência da conversão por causa da proximidade do juízo de Deus, que os sinais dos tempos continuamente nos evocam, é a nossa resposta à experiência de Deus que vem para fazer-nos sair do Egito, que vem ajudar-nos a encontrar nossa identidade de homens. Jesus nos libertou e um povo libertado é um povo em conversão, uma conversão contínua.

Sintamos o júbilo real de Deus em nossos corações e cheios dessa alegria divina entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/24-de-marco-de-2019----3-quaresma.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/22_-_3o_domingo_de_quaresma_v02.pdf


TEMA
DEUS É FOGO, MAS TEM PACIÊNCIA

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

A desgraça da inutilidade

Certa vez, Jesus passou diante de uma figueira e percebeu que nela não havia fruto algum. Depois de certo tempo, passou novamente e não encontrou absolutamente nada. Qual é a utilidade de uma árvore frutífera que não produz frutos? Às vezes, quando ambientamos essa experiência de Jesus restritivamente às árvores, pouco nos incomodamos. Porém, e se em vez de árvores pensássemos que Jesus está diante de cada um de nós à procura de frutos? Qual seria a ação dele?

Introdução do Portal Dehonianos

Nesta terceira etapa da caminhada para a Páscoa somos chamados, mais uma vez, a repensar a nossa existência. O tema fundamental da liturgia de hoje é a “conversão”. Com este tema enlaça-se o da “libertação”: o Deus libertador propõe-nos a transformação em homens novos, livres da escravidão do egoísmo e do pecado, para que em nós se manifeste a vida em plenitude, a vida de Deus.

O Evangelho contém um convite a uma transformação radical da existência, a uma mudança de mentalidade, a um recentrar a vida de forma que Deus e os seus valores passem a ser a nossa prioridade fundamental. Se isso não acontecer, diz Jesus, a nossa vida será cada vez mais controlada pelo egoísmo que leva à morte.

A segunda leitura avisa-nos que o cumprimento de ritos externos e vazios não é importante; o que é importante é a adesão verdadeira a Deus, a vontade de aceitar a sua proposta de salvação e de viver com Ele numa comunhão íntima.

A primeira leitura fala-nos do Deus que não suporta as injustiças e as arbitrariedades e que está sempre presente naqueles que lutam pela libertação. É esse Deus libertador que exige de nós uma luta permanente contra tudo aquilo que nos escraviza e que impede a manifestação da vida plena.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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TEMPO DE DAR FRUTOS

Jesus garante que a tragédia dos galileus assassinados por Pilatos e dos dezoito mortos pela queda da torre de Siloé não foi consequência dos pecados deles. Aliás, considerar tragédias e desastres como castigo de Deus é ignorar que Jesus veio revelar o rosto de um Pai de amor e misericórdia. Jesus não veio revelar um carrasco vingador.

Em vez de dizer que a morte das criaturas se deve ao pecado e à culpa delas, Jesus convida a aprender das tragédias e desastres, a aprender das mortes prematuras, para valorizar o presente e converter-se em vista dos frutos. Pois a morte virá para todos, e a questão são os frutos que deixaremos por aqui, é a diferença que tivermos feito para melhorar este mundo.

A parábola da figueira fala de um Deus paciente, que envia seu Filho para que as pessoas se deixem transformar e produzir frutos. É que, ao nos criar, Deus espera nada mais que frutos de bondade, de misericórdia, de solidariedade. Quando faltam tais frutos, falta a vida verdadeira que Deus deseja.

O Filho enviado pelo Pai caminha conosco e quer nos transformar. Estar abertos à ação de Deus, porém, depende somente de nós. Por isso Jesus chama à conversão. Converter-se é, em primeiro lugar, tomar consciência dos próprios limites e pecados. E, na prática, mudar de mentalidade e de vida. Mas não basta mudar; é necessário mudar segundo o plano de Deus, que nos cria para relações que humanizam, que nos irmanam no perdão e no amor.

Conscientes de que as tragédias e desastres não podem ser castigo do Deus bondoso de Jesus, perguntamo-nos sobre o sentido que estamos dando à nossa vida. Uma vida sem frutos para Deus é uma vida que perde o próprio sentido. Afinal, se Deus sofre com quem sofre, como estamos ajudando a aliviar o sofrimento dos outros? No dia do acerto de contas, diante de um Deus que ama, que frutos lhe apresentaremos? O tempo que temos neste mundo é o tempo que Deus nos dá. É o tempo que se chama agora, tempo de conversão e de dar frutos.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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RITOS INICIAIS

Salmo 24, 15-16
ANTÍFONA DE ENTRADA: Os meus olhos estão voltados para o Senhor, porque Ele livra os meus pés da armadilha. Olhai para mim, Senhor, e tende compaixão porque estou só e desamparado.

ou Ez 36, 23-26
Quando Eu manifestar em vós a minha santidade, hei-de reunir-vos de todos os povos, derramarei sobre vós água pura e ficareis limpos de toda a iniquidade. Eu vos darei um espírito novo, diz o Senhor.

Não se diz o Glória.

Introdução ao espírito da Celebração
Nesta terceira etapa da caminhada para a Páscoa somos chamados, mais uma vez, a repensar a nossa existência. O tema fundamental da liturgia de hoje é a «conversão». Com este tema enlaça-se o da «libertação»: o Deus libertador propõe-nos a transformação em homens novos, livres da escravidão do egoísmo e do pecado, para que em nós se manifeste a vida em plenitude, a vida de Deus.

ORAÇÃO COLECTA: Deus, Pai de misericórdia e fonte de toda a bondade, que nos fizestes encontrar no jejum, na oração e no amor fraterno os remédios do pecado, olhai benigno para a confissão da nossa humildade, de modo que, abatidos pela consciência da culpa, sejamos confortados pela vossa misericórdia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: A primeira leitura fala-nos do Deus que não suporta as injustiças e as arbitrariedades e que está sempre presente naqueles que lutam pela libertação. É esse Deus libertador que exige de nós uma luta permanente contra tudo aquilo que nos escraviza e que impede a manifestação da vida plena.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Êxodo 3,1-8.13-15

Leitura do livro do Êxodo. 3 1 Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Madiã. Um dia em que conduzira o rebanho para além do deserto, chegou até a montanha de Deus, Horeb. 2 O anjo do Senhor apareceu-lhe numa chama (que saía) do meio a uma sarça. Moisés olhava: a sarça ardia, mas não se consumia. 3 “Vou me aproximar, disse ele consigo, para contemplar esse extraordinário espetáculo, e saber porque a sarça não se consome.” 4 Vendo o Senhor que ele se aproximou para ver, chamou-o do meio da sarça: “Moisés, Moisés!” “Eis-me aqui!” respondeu ele. 5 E Deus: “Não te aproximes daqui. Tira as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa. 6 Eu sou, ajuntou ele, o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó”. Moisés escondeu o rosto, e não ousava olhar para Deus. 7 O Senhor disse: “Eu vi, eu vi a aflição de meu povo que está no Egito, e ouvi os seus clamores por causa de seus opressores. Sim, eu conheço seus sofrimentos. 8 E desci para livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir do Egito para uma terra fértil e espaçosa, uma terra que mana leite e mel, lá onde habitam os cananeus, os hiteus, os amorreus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. 13 Moisés disse a Deus: “Quando eu for para junto dos israelitas e lhes disser que o Deus de seus pais me enviou a eles, que lhes responderei se me perguntarem qual é o seu nome?” 14 Deus respondeu a Moisés: “EU SOU AQUELE QUE SOU”. E ajuntou: “Eis como responderás aos israelitas: (Aquele que se chama) EU SOU envia-me junto de vós.” 15 Deus disse ainda a Moisés: “Assim falarás aos israelitas: É JAVÉ, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó, quem me envia junto de vós. Este é o meu nome para sempre, e é assim que me chamarão de geração em geração”.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Moisés encontrava-se numa situação de fugitivo do faraó e refugiado junto de Jetro, sacerdote de Madiã, tendo casado com umas das suas filhas, Séfora. «Madiã»era um reduto de tribos nómadas madianitas, situado a sudeste do golfo de Akabá (Eilat), mas parece mais lógico que Jetro vivesse nalgum oásis da península do Sinai.» O Monte de Deus, o Horeb»,na tradição javista habitualmente chamado Sinai, é a montanha de Deus, porque Deus aqui se revela (cf. Ex 19). A sua localização é muito discutida, mas a antiga tradição identificou-o com o djebel Musa (montanha de Moisés: 2.224 metros).

2 «O Anjo do Senhor numa chama ardente».É por vezes esta uma forma de designar o próprio Deus, enquanto se manifesta ao homem (cf. Gn 16, 7.13). Estamos perante uma forma de expressão deveras estranha para a nossa mentalidade: designar a Deus com o nome do seu mensageiro! No fundo parece haver uma concepção exacta de que nesta vida a criatura não pode ver a Deus, sendo frequente na Sagrada Escritura anotar que não se pode ver a Deus sem morrer (Gn 16, 13; 32, 31; Ex 33, 20; Jz 6, 22.23; 13, 21-22). Por isso se diz que Moisés cobriu o rosto(v. 6). No entanto, a existência dos anjos consta claramen­te de outras passagens da S. E.. Notar que o fogo,chama ardente, como elemento menos material, tornou-se um símbolo da santidade divina, da sua transcendência.

5 «Tira as sandálias».Atitude de respeito prescrita para os sacerdotes judeus poderem entrar no santuário e que ainda hoje adoptam os árabes para entrar num lugar sagrado.

14 «Eu sou ‘Aquele que sou’… O que se chama ‘Eu sou’ enviou-me».Em hebraico «Eu sou» diz-se’ehyéh. Uma forma muito discutida do verbo, mista e arcaica, na terceira pessoa, dá yahwéh, que é a forma que aparece no v. 15, traduzida habitualmente por «Senhor»,segundo a tradução grega (Kyrios) adoptada pelos LXX e também preferida pelas traduções modernas que assim evitam ferir a sensibilidade judaica; de facto, os judeus, por respeito, nunca pronunciam o nome de Yahwéh, mas dizem Adonai (Senhor).

Também se discute qual o sentido do nome com que Deus se auto-designa: 1) Uns entendem: Eu sou Aquele que faz existir(dá o ser), isto é, Eu sou o Criador, uma interpretação pouco provável, pois o verbo hebraico correspondente (hayáh) não se usa na conjugação chamada hifil (a forma causativa). 2) Outros traduzem: «Eu serei o que sou»,significando assim a imutabilidade e eternidade divina, mas, ainda que o imperfeito hebraico se possa traduzir tanto pelo presente como pelo futuro, não parece legítimo que na mesma frase se use diversa tradução para a mesma forma verbal. 3) Outros preferem uma tradução: «Eu sou porque sou», isto é, em Mim está toda a razão da minha existência, traduzindo o pronome relativo «que» (’axer) não como pronome, mas como conjunção causal, uma coisa pouco frequente. 4) Finalmente, temos aqueles que traduzem: «Eu sou Aquele que sou» (tradução mais habitual), ainda que haja divergências na interpretação; assim: a) uns entendem: Eu sou um ser inefável, indefinível através de qualquer nome, tendo em conta a mentalidade segundo a qual conhecer o nome duma divindade implicava um domínio mágico sobre ela: Deus, com esta maneira de falar, subtraía-se a dar o seu nome, revelando assim a sua transcendência(esta opinião não se coaduna bem com o contexto: v. 15); b) outros entendem: Eu sou Aquele que sou, em contraste com os deuses pagãos que não são, não têm existência real, pois «Eu sou, e serei contigo»(v. 12) para defender, guiar, proteger e salvar o meu povo. c) e também há quem entenda Eu sou Aquele que sou significando Aquele a quem compete a existência sem quaisquer restrições, realidade que a filosofia e a teologia vêm a explicitar dizendo que Deus é o ser necessário e absoluto, o ser a cuja essência pertence a existência, interpretação esta que, embora se coadune com a tradução grega dos LXX, Eu sou Aquele que existe, corresponde mais à reflexão filosófico-teológica do que à mentalidade semítica.

A pronúncia do nome divino Jeová não é correcta e procede do século XVI, quando os estudiosos leram as consoante do tetragrama divino, YHWH (4 consoantes) com as vogais do nome Adonai. Com efeito, quando, a partir do séc. VI p. C. os massoretas colocaram os sinais vocálicos no texto hebraico (que se escrevia só com consoantes), tiveram o cuidado de não colocar no nome de Yahwéh as suas vogais próprias, a fim de que um leitor distraído não pronunciasse o inefável nome divino, mas lesse Adonai. Note-se que o nome de Jesus (Yehoxúa) é teofórico, entrando na sua composição o nome Yahwéh: Yahwéh-salva. É por isso que, quando os cristãos invocam a Jesus, estão a utilizar e a santificar o nome de Yahwéh, e também é por isso que só no nome (na pessoa) de Jesus está a salvação (Act 4, 12). Por outro lado, Jesus nunca se dirige Deus com o nome de Yahwéh, ou o seu correspondente Senhor, mas com o nome que indica a distinção pessoal, Pai. Seria absurdo e ridículo pensar que, para alguém se salvar, tenha de usar o nome de Yahwéh no trato com Deus; Jesus, que veio para nos salvar, não impôs a obrigação de usarmos o nome de Yahwéh, como condição de salvação e a Igreja que continua a missão de Jesus nunca urgiu tal tratamento para Deus.

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Estamos no monte Horeb (também conhecido como Sinai), “a montanha de Deus”. Nesse local, Moisés viverá uma experiência extraordinária que o marcará para o resto da vida. Moisés é atraído pela manifestação divina e não acredita no que seus olhos veem: um arbusto que queima e não se consome. Mas, nesse momento, recebe uma advertência: deve tirar as sandálias dos pés, porque o lugar em que se encontra é terra santa. Moisés é um errante que está fugindo de si e dos outros. Contudo, nesse encontro, Deus reaviva a memória de Moisés, dizendo: “Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó”. Não é um Deus ligado ao império egípcio que propiciava escravidão e morte; não era uma divindade que legitimava os atos violentos do império.

O Deus que falava com os antepassados de Moisés continuava falando. E, agora, fala para dentro de uma situação de profunda dor. “Vi a aflição do meu povo… Ouvi seu clamor por causa dos opressores, conheço-lhe o sofrimento e por isso desci para libertá-los”. Moisés é chamado por Deus para ser parceiro no processo de libertação.

Qual é a grande e surpreendente descoberta de Moisés? Depois de tantos anos na corte egípcia e de tantos outros como pastor, ele aprende que Deus está atento ao sofrimento do povo. Não é somente um Deus que fala. Trata-se de um Deus que ouve e age. Um Deus que não permanece numa zona de conforto, enquanto o povo sofre toda sorte de violências que antecipam a morte. E, além disso, é um Deus que vê o que acontece com os escravos: seus olhos estão voltados para os que sofrem, para as vítimas do reino das trevas, representado, nesse momento, pelo império egípcio.

Deus desce, mas não como os deuses do faraó, que, ao descerem, permanecem ao redor daquele que tem o poder e promove seu reino à custa de milhares de vítimas. Deus desce em direção à periferia do Egito e se solidariza com os oprimidos; identifica-se com os escravos e cria para eles nova possibilidade histórica numa terra que mana leite e mel e na qual poderão construir nova sociedade, onde as relações já não sejam marcadas pela violência e escravização e sim pela solidariedade e fraternidade.

AMBIENTE

A primeira parte do livro do Êxodo (Ex 1-18) apresenta-nos um conjunto de “tradições” sobre a libertação do Egipto: narra-se a iniciativa de Jahwéh, que escutou os gemidos dos escravos hebreus e teve compaixão deles (cf. Ex 2,23-24).

O texto que nos é proposto como primeira leitura apresenta-nos o chamamento de Moisés, convidado a ser o rosto visível da libertação que Jahwéh vai levar a cabo. Algum tempo antes, Moisés deixara o Egipto e encontrara abrigo no deserto do Sinai, depois de ter morto um egípcio que maltratava um hebreu (o caminho do deserto era o caminho normal dos opositores à política do faraó, como o demonstram outras histórias da época que chegaram até nós); acolhido por uma tribo de beduínos, Moisés casou e refez a sua vida, numa experiência de calma e de tranquilidade bem merecidas, após o incidente que lhe arruinara os sonhos de uma carreira no aparelho administrativo egípcio (cf. Ex 2,11-22). Ora, é precisamente nesse oásis de paz que Jahwéh Se revela, desinquieta Moisés e envia-o em missão ao Egipto.

MENSAGEM

A afirmação “Jahwéh tirou Israel do Egipto” será a primitiva profissão de fé de Israel. É o facto fundamental da fé israelita. Ora, é essa descoberta que está no centro desta leitura.

O texto que nos é proposto divide-se em duas partes. Na primeira (vers. 1-8), temos o relato da vocação de Moisés. O contexto é o das teofanias (manifestações de Deus): o “anjo do Senhor”, o fogo (vers. 2-3), a omnipotência, a santidade e a majestade de Deus (vers. 4-5), a apresentação de Deus, o sentimento de “temor” que o homem experimenta diante do divino (vers. 6); e Deus manifesta-Se para “comprometer” Moisés, enviando-o em missão (vers. 7-8) e fazendo dele o instrumento da libertação. Fica claro que o chamamento de Moisés é uma iniciativa do Deus libertador, apostado em salvar o seu Povo. Deus age na história humana através de homens de coração generoso e disponível, que aceitam os seus desafios.

Na segunda parte (vers. 13-15), apresenta-se a revelação do nome de Deus (uma espécie de “sinal” que confirma que Moisés foi chamado por Deus e enviado por Ele em missão): “Eu sou (ou serei) ‘aquele que sou’ (ou que serei)”. Este nome acentua a presença contínua de Deus na vida do seu Povo, uma presença viva, activa e dinâmica, no presente e no futuro, como libertação e salvação.

Os israelitas descobriram, desta forma, que Jahwéh esteve no meio daquela tentativa humana de libertação e conduziu o processo, de forma a que um povo vítima da opressão passasse a ser livre e feliz. Para a fé de Israel, Jahwéh não ficou de braços cruzados diante da opressão; mas iniciou um longo processo de intervenção na história que se traduziu em libertação e vida para um povo antes condenado à morte.

Para Israel, o Êxodo tornar-se-á, assim, o modelo e paradigma de todas as libertações. A partir desta experiência, Israel descobriu a pedagogia do Deus libertador e soube que Jahwéh está vivo e actuante na história humana, agindo no coração e na vida de todos os que lutam para tornar este mundo melhor. Israel descobriu – e procurou dizer-nos isso também a nós – que, no plano de Deus, aquilo que oprime e destrói os homens não tem lugar; e que sempre que alguém luta para ser livre e feliz, Deus está com essa pessoa e age nela. Na libertação do Egipto, os israelitas – e, através deles, toda a humanidade – descobriram a realidade do Deus salvador e libertador.

ACTUALIZAÇÃO

Reflectir nos seguintes dados:

• A humanidade geme, hoje, num violento esforço de libertação política, cultural e económica: os povos lutam para se libertarem do colonialismo, do imperialismo, das ditaduras; os pobres lutam para se libertarem da miséria, da ignorância, da doença, das estruturas injustas; os marginalizados lutam pelo direito à integração plena na sociedade; os operários lutam pela defesa dos seus direitos e do seu trabalho; as mulheres lutam pela defesa da sua dignidade; os estudantes lutam por um sistema de ensino que os prepare para desempenhar um papel válido na sociedade… Convém termos consciência que, lá onde alguém está a lutar por um mundo mais justo e mais fraterno, aí está Deus – esse Deus que vive com paixão o sofrimento dos explorados e que não fica de braços cruzados diante das injustiças.

• Deus age na nossa vida e na nossa história através de homens de boa vontade, que se deixam desafiar por Deus e que aceitam ser seus instrumentos na libertação do mundo. Diante dos sofrimentos dos irmãos e dos desafios de Deus, como respondo: com o comodismo de quem não está para se chatear com os problemas dos outros? Com o egoísmo de quem acha que não é nada consigo? Com a passividade de quem acha que já fez alguma coisa e que agora é a vez dos outros? Ou com uma atitude de profeta, que se deixa interpelar por Deus e aceita colaborar com Ele na construção de um mundo mais justo e mais fraterno?

Subsídios:
1ª leitura: 
(Ex 3,1-8a.13-15) Deus na sarça ardente – Ex 3,1-8: manifestação de Deus no Horeb e vocação de Moisés para libertar Israel e concluir a Aliança em seu nome. A revelação a Moisés é interpretada como a continuação da revelação a Abraão, Isaac e Jacó. Esta “História da Salvação” completa-se em Cristo, na Nova Aliança. – 3,13-15; revelação do nome do “Deus dos pais”: “Eu estou aí”. Javé é aquele que realmente está aí, com quem a gente pode contar e cuja presença muda a história. * Cf. Ex 6,2-13; At 7,30-35 * 3,1-8 cf. Is 6; Jr 1; Dt 33,16; Ex 19,12; 33,20; Js 5,15 * 3,13-15 cf. Gn 4,26; 17,1; Is 42,8; Jo 17,6.26; 8,24.



Salmo Responsorial

Monição: Bendigamos ao Senhor porque perdoa os nossos pecados e cura as nossas feridas pois é um Deus clemente e compassivo.

SALMO RESPONSORIAL – 102/103

O Senhor é bondoso e compassivo.

Bendize, ó minha alma, ao Senhor,
e todo o meu ser, seu santo nome!
Bendize, ó minha alma, ao Senhor,
não te esqueças de nenhum de seus favores!

Pois ele te perdoa toda culpa
e cura toda a tua enfermidade;
da sepultura ele salva a tua vida
e te cerca de carinho e compaixão.

o Senhor é indulgente, é favorável,
é paciente, é bondoso e compassivo.
Quanto os céus por sobre a terra se elevam,
tanto é grande o seu amor aos que o temem.

Segunda Leitura

Monição: A segunda leitura avisa-nos que o cumprimento de ritos externos e vazios não é importante; o que é importante é a adesão verdadeira a Deus, a vontade de aceitar a sua proposta de salvação e de viver com Ele numa comunhão íntima.

1 Coríntios 10,1-6.10.12

Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios. 10 1 (Não quero que ignoreis, irmãos), que os nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem e que todos atravessaram o mar; 2 todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar; 3 todos comeram do mesmo alimento espiritual; 4 todos beberam da mesma bebida espiritual (pois todos bebiam da pedra espiritual que os seguia; e essa pedra era Cristo). 5 Não obstante, a maioria deles desgostou a Deus, pois seus cadáveres cobriram o deserto. 6 Estas coisas aconteceram para nos servir de exemplo, a fim de não cobiçarmos coisas más, como eles as cobiçaram. 10 Nem murmureis, como murmuraram alguns deles, e foram mortos pelo exterminador. 12 Portanto, quem pensa estar de pé veja que não caia.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

A leitura é tirada daquela parte da carta onde Paulo procura dar resposta a um problema prático que então ali se punha: se era lícito ou não comer as carnes que, depois de terem sido oferecidas num templo pagão a um ídolo, eram vendidas na praça, os chamados idolótitos. O Apóstolo, depois de ter explicado os princípios gerais, a saber, que se podiam comer, pois os ídolos não são nada (8, 1-6), adverte que era preciso ter em conta aqueles irmãos, fracos e timoratos, que se pudessem vir a escandalizar com isso (8, 7-13), e passa a ilustrar a doutrina exposta, primeiro, com o seu exemplo de renunciar a direitos para bem dos fiéis (9, 1-27), depois, com as lições da história de Israel (10, 1-13): apesar de os israelitas na peregrinação do deserto terem sido favorecidos com tantos prodígios, «a maioria dele não agradou a Deus» e pereceu (v.5). E isto é uma lição para todos nós, para que não venhamos a arvorar-nos em fortes, pois também podemos vir a ser infiéis ao Senhor e a «cair» (v. 12). Os exegetas têm posto em relevo a actualidade dos escritos paulinos, pois S. Paulo, mesmo quando trata de assuntos ocasionais, que não nos dizem respeito, como neste caso, sempre apela para princípios válidos para todos os tempos e lugares.

2 «Na nuvem e no mar receberam todos o baptismo de Moisés», isto é, foram vinculados a Moisés aqueles antigos judeus pelo facto de, sob a sua chefia, se terem salvo com travessia das águas do «Mar» Vermelho e com a «nuvem» (sinal da presença protectora Deus). E isto a tal ponto que ficaram a constituir o que Actos 7, 38 chama a «igreja do deserto». Tudo isto era a figura,ou exemplo (vv. 6.11) dos cristãos, baptizados em Cristo e formando o novo e definitivo povo eleito, que é a Igreja.

3 «Alimento espiritual». O maná é chamado espiritual, pelo carácter sobrenatural de que se revestia a sua abundância e por ser também uma figura da SS. Eucaristia. A «bebida espiritual», a água do Êxodo, também é espiritual por milagrosa e pelo seu significado espiritual: uma figura do Espírito que Cristo dá aos crentes (cf. Jo 4, 10; 7, 37-39; 16, 7; 20, 22).

4 «O rochedo espiritual que os acompanhava».Parece que S. Paulo se soube aproveitar duma tradição rabínica que consta da Tosefta, segundo a qual a pedra da qual brotou água (Ex 17, 6) acompanhava os israelitas na sua peregrinação no deserto. Como os mestres rabinos costumavam identificar este rochedocom Yahwéh (cf. Êx 17, 6), a «Rocha de Israel» (Salm 18(17), 3), S. Paulo, para quem «esse rochedo era Cristo», insinua não só a preexistência de Cristo, mas também a sua divindade, a sua identificação com Yahwéh.

5 «Caíram mortos».Cf. Nm14; 26, 65-65.

..........................

Há na segunda leitura clara orientação de Paulo aos coríntios: devem caminhar recordando a história da salvação. Para isso, Paulo segue uma ordem: nuvem (Ex 13,21), mar (Ex 14,21), maná (Ex 16,4), água (Ex 17,6), revolta (Ex 32,6). A caminhada da libertação do povo havia sido marcada pela ambiguidade; por isso, ao fazer memória da história, Paulo deseja reavivar os coríntios e comparar a história da peregrinação pelo deserto com a experiência atual da comunidade. Pedagogicamente, o apóstolo demonstra que os crentes coríntios poderiam cair em adversidades tão fortes quanto as dos israelitas no deserto.

Paulo faz belíssima releitura da história de Israel, para atualizá-la na comunidade de Corinto. Assim, a nuvem e o mar prefiguram o batismo; o maná e a água da rocha simbolizam a presença constante de Cristo que acompanha as comunidades. E, profundamente realista, Paulo não faz somente boas comparações. Ele passa a aplicar à realidade do povo de Deus em Corinto os fatos negativos do deserto, a saber: não cair na cobiça (v. 6), na idolatria (v. 7), na impureza (v. 8), na tentação a Deus (v. 9) e na murmuração (v. 10). O que determina a vida cristã não é a autossuficiência, mas a dependência diante de Deus.

AMBIENTE

No mundo grego, os templos eram os principais matadouros de gado. Os animais eram oferecidos aos deuses e imolados nos templos. Uma parte do animal era queimada e outra parte pertencia aos sacerdotes. No entanto, havia sempre sobras, que o pessoal do templo comercializava. Essas sobras encontravam-se à venda nas bancas dos mercados, eram compradas pela população e entravam na cadeia alimentar. No entanto, tal situação não deixava de suscitar algumas questões aos cristãos: comprar essas carnes e comê-las – como toda a gente fazia – era, de alguma forma, comprometer-se com os cultos idolátricos. Isso era lícito? É essa questão que inquieta os cristãos de Corinto.

A esta questão, Paulo responde em 1 Cor 8-10. Concretamente, a resposta aparece em vinte versículos (cf. 1 Cor 8,1-13 e 10,22-29): dado que os ídolos não são nada, comer dessa carne é indiferente. Contudo, deve-se evitar escandalizar os mais débeis: se houver esse perigo, evite-se comer dessa carne.

Paulo aproveita este ponto de partida para um desenvolvimento que vai muito além da questão inicial: comer ou não comer carne imolada aos ídolos não é importante; o importante é não voltar a cair na idolatria e nos vícios anteriores; o importante é esforçar-se seriamente por viver em comunhão com Deus.

MENSAGEM

A título de exemplo, Paulo apresenta a história do Povo de Deus do Antigo Testamento. Os israelitas foram todos conduzidos por Deus (a nuvem), passaram todos pela água libertadora do Mar Vermelho, alimentaram-se todos do mesmo maná e da mesma água do rochedo “que era Cristo” (Paulo inspira-se numa antiga tradição rabínica segundo a qual o rochedo de Nm 20,8 seguia Israel na sua caminhada pelo deserto; e, para Paulo, este rochedo é o símbolo de Cristo, pré-existente, já presente na caminhada para a liberdade dos hebreus do Antigo Testamento); mas isso não evitou que a maior parte deles ficasse prostrada no deserto, pois o seu coração não estava verdadeiramente com Deus e cederam à tentação dos ídolos.

Assim também os coríntios, embora tenham recebido o Baptismo e participado da Eucaristia, não têm a salvação garantida: não bastam os ritos, não basta a letra. Apesar do cumprimento das regras, os sacramentos não são mágicos: não significam nada e não realizam nada se não houver uma adesão verdadeira à vontade de Deus. Aos “fortes” e “auto-suficientes” de Corinto, Paulo recorda: o fundamental, na vivência da fé, não é comer ou não carne imolada aos ídolos; mas é levar uma vida coerente com as exigências de Deus e viver em verdadeira comunhão com Deus.

ACTUALIZAÇÃO

Ter em conta, para a reflexão, as seguintes questões:

• O que é essencial na nossa vivência cristã? O cumprimento de ritos externos que nos marcam como cristãos aos olhos do mundo (ou dos nossos superiores)? Ou é uma vida de comunhão com Deus, vivida com coerência e verdade, que depois se transforma em gestos de amor e de partilha com os nossos irmãos? O que é que condiciona as minhas atitudes: o “parecer bem” ou o “ser” de verdade?

• Os sacramentos não são ritos mágicos que transformam o homem em pessoa nova, quer ele queira quer não. Eles são a manifestação dessa vida de Deus que nos é gratuitamente oferecida, que nós acolhemos como um dom, que nos transforma e que nos torna “filhos de Deus”. É nessa perspectiva que encaramos os momentos sacramentais em que participamos? É isto que procuramos transmitir quando orientamos encontros de preparação para os sacramentos?

Subsídios:
2ª leitura: (1Cor 10,1-6.10-12) Teologia da História: as lições do Êxodo – Paulo tira as lições da história de Israel: a passagem pelo Mar Vermelho, o maná, a água do rochedo, tudo isso aponta o Cristo, o novo Moisés, e os sacramentos que dão sustento ao novo povo de Deus. Mas nem o batismo, nem a Eucaristia garantem a salvação mecanicamente, mas antes exigem do homem a cotidiana resposta da fé, atuante na caridade. * 10,1-6 cf. Ex 13,21-22; 14,15-31; 16,4-35; 17,5-6; Nm 20,7-11 * 10,10-12 cf. Nm 17,6-15; Rm 15,4.

Aclamação ao Evangelho

Glória e louvor a vós, ó Cristo.
Convertei-vos, nos diz o Senhor, porque o reino dos céus está perto (Mt 4,17).

Evangelho

Monição: O Evangelho contém um convite a uma transformação radical da existência, a uma mudança de mentalidade, a um re-centrar a vida de forma que Deus e os seus valores passem a ser a nossa prioridade fundamental. Se isso não acontecer, diz Jesus, a nossa vida será cada vez mais controlada pelo egoísmo que leva à morte.

Lucas 13,1-9

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! 13 1 Neste mesmo tempo contavam alguns o que tinha acontecido a certos galileus, cujo sangue Pilatos misturara com os seus sacrifícios. 2 Jesus toma a palavra e lhes pergunta: “Pensais vós que estes galileus foram maiores pecadores do que todos os outros galileus, por terem sido tratados desse modo? 3 Não, digo-vos. Mas se não vos arrependerdes, perecereis todos do mesmo modo. 4 Ou cuidais que aqueles dezoito homens, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, foram mais culpados do que todos os demais habitantes de Jerusalém? 5 Não, digo-vos. Mas se não vos arrependerdes, perecereis todos do mesmo modo”. 6 Disse-lhes também esta comparação: “Um homem havia plantado uma figueira na sua vinha, e, indo buscar fruto, não o achou”. 7 Disse ao viticultor: ‘Eis que três anos há que venho procurando fruto nesta figueira e não o acho. Corta-a; para que ainda ocupa inutilmente o terreno?’ 8 Mas o viticultor respondeu: ‘Senhor, deixa-a ainda este ano; eu lhe cavarei em redor e lhe deitarei adubo. 9 Talvez depois disto dê frutos. Caso contrário, cortá-la-ás’”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Jesus contraria a opinião corrente de então e de hoje, que atribui todas as desgraças a um castigo de Deus; Ele antes quer que se vejam como um aviso de Deus, por isso aproveita estes acontecimentos para fazer um forte apelo à conversão.

1 «Pilatos mandara derramar o sangue…» Facto apenas conhecido por S. Lucas, mas que estava de acordo com o carácter violento e repressivo do procurador romano. Um acto semelhante, o mandar matar uns samaritanos por ocasião duma peregrinação ao Monte Garizim, no ano 35, foi a ocasião para os judeus conseguirem do imperador destituição de Pilatos, segundo conta Flávio Josefo (cf. Antiquitates, XVIII).

4 «A torre de Siloé, ao cair…»Facto também só conhecido por este relato. Siloé é o nome duma piscina a Sueste de Jerusalém, na parte interior da muralha que naquele sítio teria provavelmente algum torreão que então caiu.

5 «Eu digo-vos que não».Deus nem sempre castiga nesta vida os mais culpados. As calamidades e os males que nos sobrevêm podem ser uma prova a que Deus nos sujeita, uma ocasião de expiarmos os nossos pecados e uma chamada à conversão: «se não vos converterdes…»

6-9 Com a parábola (exclusiva de S. Lucas) da figueira sem frutos, o Senhor pretende ensinar que é urgente que nos convertamos:Deus é paciente na sua misericórdia (cf. Pe 3, 9; Ez 33, 11; Jl 2, 13; Sab 11, 23), mas não podemos adiar o arrependimento para uma hora que pode já ser tardia. É urgente que dêmos frutos de santidade, pondo de lado a preguiça e o comodismo que tornam a vida inútil e estéril; Deus não deixa impune a falta de correspondência à cava e aoadubo da sua graça: «mandá-la-ás cortar».

......................

A parábola tem como função principal causar certo impacto no ouvinte e arrancar uma resposta. Não há, diante de uma parábola, a possibilidade de ficar neutro; é necessário que o ouvinte responda! Na parábola da figueira estéril, encontramos três referenciais: o dono da parreira, que é Deus; o cultivador de uvas, que é Jesus; e a figueira estéril, que é o povo judeu.

O auditório dessa parábola eram os judeus que, apesar de sua pompa religiosa, deixavam para trás o espírito de arrependimento. Eles achavam que, pelo simples fato de morarem em Jerusalém, seriam superiores a todos os outros; um comportamento que foi radicalmente condenado por Jesus (Lc 13,4-5).

 A figueira é marcada pela esterilidade. Nos três primeiros anos, esperava-se que a árvore crescesse (Lv 19,23); e já eram passados seis anos (Lc13,7) do seu plantio e, como não produzira nada, confirmando sua esterilidade, não cumpria sua missão. Há um propósito específico para a figueira, assim como há para cada diferente árvore frutífera. No caso da figueira: produzir figos. Para ela, não bastava fazer sombra e abrigar pássaros. Afinal, qualquer árvore pode abrigar pássaros em seus galhos e fazer sombra. Aquilo que era específico da figueira, ou seja, produzir figos, próprio de sua natureza, não acontecia.

A natureza de uma árvore é conhecida pelos frutos que produz (Mt 7,16). À semelhança da figueira estéril, os judeus, chamados por Deus para testemunhar a respeito dele, não estavam exercendo sua missão. Ao contrário, com sua falseada religiosidade, impediam que as pessoas se relacionassem com Deus. Não se apresentavam, portanto, como elos de comunhão, e sim como empecilhos. Neles não se encontravam o perdão (Mt 18,35), a misericórdia (Mt 9,13) e a justiça (Lc 11,42).

O drama vivido pela figueira não se relacionava com a qualidade de sua sombra nem muito menos com a beleza de suas folhas. O problema estava na ausência permanente de frutos. A árvore é conhecida pelos frutos que produz, e a ausência de frutos impede a verdadeira identificação de sua natureza. Nesse caso, ela perde seu sentido de existir; torna-se inútil.

O problema da esterilidade da figueira não estava, portanto, em sua aparência, e sim na sua raiz, no seu coração. O viticultor (Jesus) acena com esperança para recuperar a figueira estéril, dando tratamento às raízes. Sem dúvida se trata de ação recheada de esperança e graça. Jesus se apresenta como o cultivador quer fazer algo excepcional e não costumeiro, ou seja, quer tentar a última ação possível. Não se trata necessariamente de uma declaração de julgamento, mas, sim, de conversão. A misericórdia de Deus chega a ponto de suspender a decisão de castigar que já fora tomada. Em Jesus encontramos profunda graça e misericórdia, que faz com que nosso coração se converta e produza frutos em abundância.

AMBIENTE

O Evangelho de hoje situa-nos, já, no contexto da “viagem” de Jesus para Jerusalém (cf. Lc 9,51-19,28). Mais do que um caminho geográfico, é um caminho espiritual, que Jesus percorre rodeado pelos discípulos. Durante esse percurso, Jesus prepara-os para que entendam e assumam os valores do Reino (mesmo quando as palavras de Jesus se dirigem às multidões, como é o caso do episódio de hoje, são os discípulos que rodeiam Jesus os primeiros destinatários da mensagem). Pretende-se que, terminada esta caminhada, os discípulos estejam preparados para continuar a obra de Jesus e para levar a sua proposta libertadora a toda a terra.

O texto que hoje nos é proposto apresenta um convite veemente à conversão ao Reino. Destina-se à multidão, em geral, e aos discípulos que rodeiam Jesus, em particular.

MENSAGEM

O texto apresenta duas partes distintas, embora unidas pelo tema da conversão. Na primeira parte (cf. Lc 13,1-5), Jesus cita dois exemplos históricos que, no entanto, não conhecemos com exactidão (assassínio de alguns patriotas judeus por Pilatos e a queda de uma torre perto da piscina de Siloé). Flávio Josefo, o grande historiador judeu do séc. I, narra como Pilatos matou alguns judeus que se haviam revoltado em Jerusalém. Trata-se do exemplo citado por Jesus? Não sabemos. Também não sabemos nada sobre a queda da torre de Siloé que, segundo Jesus, matou dezoito pessoas… Apesar disso, a conclusão que Jesus tira destes dois casos é bastante clara: aqueles que morreram nestes desastres não eram piores do que os que sobreviveram. Refuta, desta forma, a doutrina judaica da retribuição segundo a qual o que era atingido por alguma desgraça era culpado por algum grave pecado. No caso presente, esta doutrina levava à seguinte conclusão: “nós somos justos, porque nos livramos da morte nas circunstâncias nomeadas”. Em contrapartida, Jesus pensa que, diante de Deus, todos os homens precisam de se converter. A última frase do vers. 5 (“se não vos arrependerdes perecereis todos do mesmo modo”) deve ser entendida como um convite à mudança de vida; se ela não ocorrer, quem vencerá é o egoísmo que conduz à morte.

Na segunda parte (cf. Lc 13,6-9), temos a parábola da figueira. Serve para ilustrar as oportunidades que Deus concede para a conversão.

O Antigo Testamento tinha utilizado a figueira como símbolo de Israel (cf. Os 9,10), inclusive como símbolo da sua falta de resposta à aliança (cf. Jer 8,13) (uma ideia semelhante aparece na alegoria da vinha de Is 5,1-7). Deus espera, portanto, que Israel (a figueira) dê frutos, isto é, aceite converter-se à proposta de salvação que lhe é feita em Jesus; dá-lhe, até, algum tempo (e outra oportunidade), para que essa transformação ocorra. Deus revela, portanto, a sua bondade e a sua paciência; no entanto, não está disposto a esperar indefinidamente, pactuando com a recusa do seu Povo em acolher a salvação. Apesar do tom ameaçador, há no cenário de fundo desta parábola uma nota de esperança: Jesus confia em que a resposta final de Israel à sua missão seja positiva.

ACTUALIZAÇÃO

Para reflectir e actualizar a Palavra, considerar as seguintes notas:

• A proposta principal que Jesus apresenta neste episódio chama-se “conversão” (“metanoia”). Não se trata de penitência externa, ou de um simples arrependimento dos pecados; trata-se de um convite à mudança radical, à reformulação total da vida, da mentalidade, das atitudes, de forma que Deus e os seus valores passem a estar em primeiro lugar. É este caminho a que somos chamados a percorrer neste tempo, a fim de renascermos, com Jesus, para a vida nova do Homem Novo. Concretamente, em que é que a minha mentalidade deve mudar? Quais são os valores a que eu dou prioridade e que me afastam de Deus e das suas propostas?

• Essa transformação da nossa existência não pode ser adiada indefinidamente. Temos à nossa disposição um tempo relativamente curto: é necessário aproveitá-lo e deixar que em nós cresça, o mais cedo possível, o Homem Novo. Está em jogo a nossa felicidade, a vida em plenitude… Porquê adiar a sua concretização?

• Uma outra proposta convida-nos a cortar definitivamente da nossa mentalidade a ligação directa entre pecado e castigo. Dizer que as coisas boas que nos acontecem são a recompensa de Deus para o nosso bom comportamento e que as coisas más são o castigo para o nosso pecado, equivale a acreditarmos num deus mercantilista e chantagista que, evidentemente, não tem nada a ver com o nosso Deus.

Subsídios:
Evangelho: (Lc 13,1-9) A necessidade de conversão e a paciência de Deus – Jesus acaba de ensinar a necessidade da conversão (12,35-39). Agora, refere-se a duas catástrofes: não aconteceram por causa de serem as vítimas maiores pecadores do que seus ouvintes, mas são um lembrete da coisa pior que pode acontecer a eles, se não se converterem (13,3.5). Porém, Deus tem tempo. Se a conversão ainda não ocorreu, há mais uma chance. Todavia, algum dia a árvore infrutífera será cortada (13,6-9). * 13,1-5 cf. Jo 9,3; 8,24 * 13,6 cf. Mt 21,19.33-44.

***   ***   ***

Depois dos episódios da tentação e da transfiguração nos dois primeiros domingos da Quaresma, a liturgia nos propõe o tema da conversão. Nos anos A e B, os enfoques domingo foram, respectivamente, a catequese batismal e o cristocentrismo. No ano C, o evangelho realça especificamente a graça. Lc é o evangelho da graça, dos pobres e dos pecadores. Para receber a graça que nos renova devemos estar conscientes de sermos pecadores. Porém, ao mesmo tempo em que nos conscientizamos de nosso pecado, devemos ter diante dos olhos a perspectiva da graça e do perdão de Deus, nosso Pai.

 leitura nos coloca em espírito de “temor do Senhor”. Assistimos à grandiosa revelação de Deus a Moisés, na sarça ardente. Deus está em fogo inacessível. Deus devora quem dele se aproxima. “Tira tuas sandálias: o chão em que estás é santo!” (Ex 3,5). Deus está em ardor, porque viu a miséria de seu povo e ouviu seu clamor. Moisés será seu enviado para revelar a Israel sua libertação e ao Faraó a cólera do Senhor. E em nome de quem deverá falar? No nome de “Eu estou aí” (= “Pode contar comigo!”) (3,15).

Deus está aí, com seu poder e sua fidelidade, mas também com sua justiça: na 2ª leitura, Paulo nos ensina a “lição da história” de Israel. Eles tinham a promessa, os privilégios, a proteção de Deus. Todos os israelitas experimentaram, no deserto, a mão de Deus que os conduzia. Todos foram saciados com o alimento celestial e aliviaram-se na água do rochedo (que significa o Messias). Contudo, a maioria deles, por causa de sua dureza de coração, foram rejeitados por Deus (cf. Nm 17,14). Com vistas ao fim dos tempos e ao Juízo, Paulo avisa seus leitores para que aprendam a lição (1Cor 10,1-6).

Lc 13,1-5 é, se possível, mais explícito ainda. Dentro da concepção mágica de que as catástrofes são castigos de Deus, os judeus perguntaram a Jesus que mal fizeram os galileus cujo sangue Pilatos misturou com o de suas vítimas, quando foram apresentar sua oferta no templo de Jerusalém; ou as dezoito pessoas que morreram porque caiu sobre elas a torre de Siloé. Jesus responde: “A questão não é saber que mal fizeram eles; a questão é que vocês mesmos não se devem considerar isentos de castigo, por serem bons judeus; digo-lhes: se vocês não se converterem, conhecerão a mesma sorte!”

As catástrofes não são castigos, mas lembretes! E não adianta pertencer ao grupo dos “eleitos” – os judeus no deserto, os fariseus do tempo de Jesus, ou os “bons cristãos” hoje. O negócio é converter-se! Pois cada um descobre algo a endireitar, quando se coloca diante da face de Deus. Ou melhor, em tudo o que fazemos e somos, mesmo em nossas ações e atitudes mais dignas de louvor, descobrimos os traços de nosso egoísmo e falta de amor, quando nos expomos à luz da “sarça ardente”. Só Deus é santo. Por isso, todos nós devemos converter-nos, sempre.

Se, até agora, a liturgia nos inspirou o temor do Senhor, o último trecho do evangelho nos traz a mensagem, tão característica de Lc, da misericórdia de Deus (cf. salmo responsorial), que se mostra em forma de paciência (nos próximos domingos, em forma de perdão). A árvore infrutífera pode ficar mais um ano, pois talvez ela se converta ainda! Mas, algum ano será o último...

O DEUS LIBERTADOR E NOSSA CONVERSÃO

Na Quaresma, subida para a Páscoa e caminho de renovação de nossa fé, são apresentados os grandes paradigmas da fé já no tempo do Antigo Testamento. No 1º domingo foi o “credo do israelita”, no 2º, a promessa de Deus que Abraão recebe na fé. No 3º domingo, hoje, a 1ª leitura oferece mais um paradigma da fé: o encontro de Moisés com Deus, manifestando-se na sarça ardente. Este paradigma pode ser contemplado como a grande manifestação do Deus que liberta os hebreus do Egito, terra da escravidão. Deus, na sarça ardente, aparece a Moisés, para lhe dizer que ele escutou o clamor do povo. Ele manda Moisés empreender a luta da libertação do povo e revela-lhe o seu nome: Javé, “eu sou, eu estou aí”. Deus está com o seu povo, na luta. Paulo, na 2ª leitura, nos lembra que isso não impediu que Javé retirasse sua proteção quando o povo pecou pela cobiça e o descontentamento. Jesus, no evangelho, ensina aos judeus que eles não devem pensar que os pecadores são os que morreram vítimas de repressão policial ou catástrofe natural: os mesmos que se consideram justos é que se devem converter, e Deus há de exigir deles os frutos da justiça.

Na Igreja, hoje, escutamos um clamor pela “libertação” dos oprimidos, dos discriminados, dos excluídos, dos iludidos... Esse clamor é um eco da missão que Deus confiou a Moisés. Mas, ao mesmo tempo, vemos que muitos cristãos ficam insensíveis ao apelo da conversão, não voltam seu coração para Deus. E mesmo os que lutam pela libertação se deixam envolver pelo ativismo e pelo materialismo, a ponto de acabarem lutando apenas por mais bem-estar, esquecendo que o mais importante é o coração reto e fraterno, raiz profunda e garantia indispensável da justiça. Aliás, a Campanha da Fraternidade nos faz perceber a profunda interação de fatores pessoais e sócio-estruturais. Por isso é tão importante que nosso coração se deixe tocar no nível mais profundo, para ser sensível ao nível mais profundo do apelo de nossos irmãos.

Deus se revela a Moisés num fogo que não se consome – imagem de sua santidade, que nos atrai, mas também exige de nós pureza de coração e eliminação do orgulho, ambição, inveja, exploração, intenções ambíguas, traição e todas estas coisas que mancham o que somos e o que fazemos. Sem corações convertidos, o Reino, o “regime de Deus” não pode vingar. Se o Deus libertador nos convoca para a luta da libertação, ele não nos dispensa de sempre voltarmos a purificar o nosso coração de tudo o que não condiz com sua santidade e seu amor infinito.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— Pelo fruto os conhecereis, disse certa vez Jesus. Uma árvore boa não pode produzir frutos ruins e uma árvore ruim não pode produzir frutos bons. Se estamos inseridos em Jesus, damos bons frutos. Trata-se, no final, exatamente disto: qual o fundamento de nossa vida? Quais frutos produzimos por causa de nossa dependência do Senhor? Com que tipo de árvore somos assemelhados? Ou ainda, será que não vivemos marcados pela esterilidade e as pessoas não encontram fruto algum em nós?

— O Deus que se revela nas Escrituras não é um iceberg. É um Deus que se relaciona e, por isso, vê, conhece, ouve e visita seu povo, para o libertar. Não se trata de um Deus insensível, que se acomoda numa zona de conforto. É um Deus que está atento ao sofrimento do seu povo e que age a favor dele. Deus não é marcado pela passividade e pela apatia. Nele encontramos ação libertadora e coração generoso.


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1. Duas falsas imagens

Duas tragédias faziam a notícia da época. A Jesus acorrem alguns para dar conta do sucedido. O castigo não podia ser mais cruel. E a decisão de Pilatos mais polémica. Vêm então a Jesus, para uma opinião. Mas Jesus percebendo-lhes a astúcia e a presunção, aproveita estes sinais para lançar à cara e de caras e mais uma vez um apelo à conversão: «se não vos converterdes, morrereis todos do mesmo modo».

E isto por uma razão muito simples. É que aqueles que lhe dão a notícia iam convencidos de duas coisas: que o castigo era divino e era a paga pelo pecado alheio. No fundo, está em causa uma falsa imagem de Deus e uma falsa imagem de si próprios. Falsa imagem de Deus, porque o imaginavam vingativo, impaciente, impiedoso e implacável. Ao pecado do homem suceder-se-ia a vingança e castigo de Deus. Falsa imagem de si próprios porque lá no fundo se tinham por mais justos e mais santos, só pelo facto de não terem sido eles os atingidos por tais tragédias.

Jesus corrige uma e outra imagem. E começa por abalar esta «presunção» de superioridade moral sobre os outros, lembrando que as vítimas não eram nem mais culpados nem mais pecadores. Mas que todos e também eles estivessem «alerta», atentos a todos os sinais, que se «pusessem à tabela» porque se não se arrependessem morreriam de maneira semelhante. Quer dizer, ninguém diga que está bem, porque ninguém está livre nem seguro e muito menos isento de pecado. S. Paulo, contra esta presunção de que está tudo garantido, de que são os outros que estão em pecado e é aos outros que cabe arrepender-se, acaba por dizer: «quem se julga de pé tenha cuidado para não cair». Quer dizer, o homem nunca está convertido e quando se julgar feito e perfeito, está perto do podre e a será fatal a sua queda…

2. Duas atitudes de mudança

Mas Jesus vai mais longe. E com a parábola da figueira, revela a verdadeira imagem de Deus. Um Deus clemente e cheio de compaixão, que dá ao homem o tempo para que se converta. Está presente neste texto a enorme paciência de Deus. Há ainda e sempre uma oportunidade. E antes que seja tarde, devemo-la aproveitar. A longanimidade de Deus é um apelo permanente à conversão. Cá estão duas atitudes importantes para a nossa conversão quaresmal:

1. Descobrir Deus como Deus. Ao revelar a Moisés o mistério do seu Ser, Deus manifesta-se como Alguém que caminha ao nosso ritmo e sabe esperar por nós. Quem não descobrir este Deus nunca perceberá a necessidade de mudar, de se voltar para Ele.

2. Assumir a nossa parte de responsabilidade nos males deste tempo. E estes males revelam que todos temos muita coisa a mudar: os critérios de julgar, as formas de ser, os modos de agir. E mudar em coisas muito simples e concretas…e isto é para mim! Ver bem: converter-se em quê, de quê, a quem, como e agora…»

Isto de pensar que a conversão é para os outros, que nós estamos «sãos e salvos», sem culpa nem pecado, além de uma enorme falta de verdade é uma ousada presunção. «E presunção e água benta cada um toma a que quer». S. Paulo diz de maneira mais elegante a mesma coisa: «quem julga estar de pé tenha cuidado para não cair»!

Fala o Santo Padre

«Cristo convida a responder ao mal, com um sério exame de consciência e com o compromisso de purificar a própria vida.»

A página do Evangelho de Lucas, que é proclamada neste terceiro Domingo de Quaresma, narra o comentário de Jesus a dois factos de crónica. O primeiro: a revolta de alguns Galileus, que tinha sido reprimida por Pilatos no sangue; o segundo: o desabamento de uma torre em Jerusalém, que causara dezoito vítimas. Dois acontecimentos trágicos bem diversos: um provocado pelo homem, o outro acidental. Segundo a mentalidade do tempo, o povo pensava que a desgraça se tivesse abatido sobre as vítimas por causa de algumas suas culpas graves. Mas Jesus diz: «Julgais que esses galileus eram maiores pecadores que todos os outros galileus, por terem assim sofrido?… E aqueles dezoito… eram mais culpados que todos os outros habitantes?» (Lc 13, 2.4). E em ambos os casos conclui: «Não, Eu vo-lo digo, mas, se não vos arrependerdes, perecereis todos do mesmo modo» (13, 3.5).

Eis, portanto, o ponto ao qual Jesus deseja guiar os seus ouvintes: a necessidade da conversão. Não a propõe em termos moralistas, mas realistas, como a única resposta adequada a acontecimentos que põem em crise as certezas humanas. Perante certas desgraças adverte Ele não serve descarregar a culpa sobre as vítimas. A verdadeira sabedoria é antes deixar-se interpelar pela precariedade da existência e assumir uma atitude de responsabilidade: fazer penitência e melhorar a nossa vida. É esta a sabedoria, é esta a resposta mais eficaz ao mal, de qualquer tipo, interpessoal, social e internacional. Cristo convida a responder ao mal antes de tudo com um sério exame de consciência e com o compromisso de purificar a própria vida. Caso contrário diz morreremos, todos morreremos do mesmo modo. De facto, as pessoas e as sociedades que vivem sem nunca se questionarem têm como único destino final a ruína. A conversão, ao contrário, mesmo se não preserva dos problemas e das desventuras, permite enfrentá-los de «modo» diferente. Antes de tudo ajuda a prevenir o mal, cortando certas ameaças. E, contudo, permite vencer o mal com o bem, se nem sempre no plano dos factos que por vezes são independentes da nossa vontade certamente no plano espiritual. Em síntese: a conversão vence o mal na sua raiz que é o pecado, mesmo se nem sempre pode evitar as suas consequências.

Rezemos a Maria Santíssima, que nos acompanha e nos ampara no itinerário quaresmal, para que ajude cada cristão a redescobrir a grandeza, diria a beleza da conversão. Ajude-nos a compreender que fazer penitência e corrigir o próprio comportamento não é simples moralismo, mas o caminho mais eficaz para nos transformar-mos em pessoas melhores, e também a sociedade.

Expressa isto muito bem uma feliz sentença: acender um fósforo tem mais valor do que amaldiçoar a escuridão.

Papa Bento XVI, Angelus, Domingo, 11 de Março de 2007


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 3º Domingo da Quaresma, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. FORMULAÇÃO DAS ORAÇÕES PENITENCIAIS.
«E se não vos arrependerdes, morrereis todos do mesmo modo…» O Evangelho deste domingo põe a questão do pecado e da responsabilidade do homem. Como são formuladas as nossas orações penitenciais? Por vezes ficamos pelo modelo: “Nós fazemos demasiado isto, não fazemos demasiado aquilo… Senhor, tende piedade de nós…”. Parece que estamos na origem de toda a miséria do mundo… Se lermos com atenção as fórmulas do Missal, veremos que se trata, no início da Eucaristia, de confessar, não propriamente as nossas faltas, mas a paciência do Deus de misericórdia.

3. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob, de Moisés e do Povo no qual nos acolheste, nós Te damos graças e bendizemos o teu Nome que nos revelaste: “Eu sou”. Tu és o Deus vivo, por todos os séculos. Nós Te confiamos a nossa solidariedade para com todos os povos oprimidos, como outrora a descendência de Abraão no Egipto. Nós sentimo-nos muitas vezes tão impotentes diante da sua infelicidade. Ilumina-nos.

No final da segunda leitura:
Pai, nós Te damos graças pelo teu Filho Jesus. Ele revelou-Se como o novo Moisés, que fez brotar a fonte de água viva do baptismo para nos vivificar, comunicando-nos a tua própria vida. Nós Te confiamos as pessoas que se afastaram de Ti. Não sabemos como as reconduzir para Ti. Ilumina-nos com o teu Espírito.

No final do Evangelho:
Deus paciente, bendito sejas pelos sinais dos tempos através dos quais nos advertes sem cessar e nos chamas a voltarmo-nos para Ti. Nós Te damos graças, porque nos deixas o tempo da conversão. Nós Te pedimos pelas nossas comunidades e pelas nossas famílias; que o teu Espírito guie os nossos pensamentos, as nossas palavras e os nossos actos, que Ele produza em nós os frutos que Tu esperas.

4. BILHETE DE EVANGELHO.
Na mentalidade judaica, todas as doenças e enfermidades eram consequências de um pecado. O Evangelho de hoje confirma esta mentalidade… A morte dos Galileus, diz Jesus, massacrados por ordem de Pilatos, não significa que eles tenham merecido tal destino em razão dos seus pecados. Esta infelicidade tem a ver com a responsabilidade dos homens que são capazes de se matarem. A actualidade apresenta-nos todos os dias situações de vítimas inocentes de atentados e violências, por causa do ódio dos homens. Mas há outras causas dos acidentes, dos sofrimentos de todas as espécies. Não há ligação entre a morte das vítimas e a sua vida moral, diz Jesus no Evangelho. Mas Jesus aproveita para lançar um apelo à conversão. Diante de tantas situações dramáticas que atingem o ser humano, somos convidados a uma maior vigilância sobre nós mesmos. Devem ser uma ocasião para pensarmos na nossa condição humana que terminará, naturalmente, na morte. Recordar a nossa fragilidade deve levar-nos a voltar o nosso ser para Aquele que pode dar verdadeiro sentido à nossa vida. Não se trata de procurar culpabilidades, mas de abrir o nosso coração à vinda do Senhor. Não nos devemos desencorajar diante das nossas esterilidades (figueira estéril…), pois Deus é infinitamente paciente para connosco. Ele sabe da nossa fragilidade, conhece os nossos pecados, mas nunca deixa de ter confiança em nós, até ao fim do nosso caminho. Ele não quer punir-nos, quer fazer-nos viver!

5. À ESCUTA DA PALAVRA.
Desde o início da sua pregação, Jesus apela à conversão, o que faz igualmente João Baptista. É mesmo para Jesus uma questão de vida ou de morte. A conversão não é mortífera, ela é fonte de vida, pois faz o homem voltar-se para Deus, que quer que ele viva. O homem é como a figueira plantada no meio de uma vinha: pode ser que, durante anos, não dê frutos… mas Deus, como o vinhateiro, tem paciência e continua a esperar nele. Deus vai mesmo mais longe, dá ao homem os meios para se converter. Jesus não apela somente à conversão, mas propõe ao homem o caminho a empreender para amar Deus e amar os seus irmãos. A paciência de Deus não é uma atitude passiva, mas uma solicitude para que o homem viva. Paciência e confiança estão ligadas: Deus crê no homem, crê que ele pode mudar a sua conduta passada, para se voltar para Aquele de quem se afastou.

6. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
A Oração Eucarística IV recapitula bem a história da salvação que é evocada na primeira leitura e que leva à Páscoa de Cristo.

7. PALAVRA PARA O CAMINHO…
“Convertei-vos!” Sim, mas eu não roubei, nem matei, levo uma vida honesta… Porque deveria eu converter-me? Precisamente, Cristo quer que sejamos diferentes das pessoas que não têm nada a apontar… Um monge do Oriente compara o crente a uma casa. Se sou um baptizado, não somente generoso mas sem compromisso, então dou a Cristo a chave da porta das traseiras e ele entra na minha casa como íntimo, como Ele quer. Se eu O deixar entrar pela porta da frente, quando outros estão na casa, então ficaremos pelos gestos de delicadeza e pelas conversas de rotina. As questões mais directas tornar-se-ão impossíveis. É à porta das traseiras que Cristo vem bater. Sobretudo durante os quarenta dias da Quaresma…

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Concedei, Senhor, por este sacrifício, que, ao pedirmos o perdão dos nossos pecados, perdoemos também aos nossos irmãos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

SANTO

Monição da Comunhão:
Jesus não apela somente à conversão, mas propõe ao homem o caminho a empreender para amar Deus e amar os seus irmãos. Pela participação na sagrada comunhão, aprendamos de Cristo este empreendimento do amor.

Salmo 83, 4-5
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: As aves do céu encontram abrigo e as andorinhas um ninho para os seus filhos, junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos, meu Rei e meu Deus. Felizes os que moram em vossa casa e a toda a hora cantam os vossos louvores.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Recebemos o penhor da glória eterna e, vivendo ainda na terra, fomos saciados com o pão do Céu. Nós Vos pedimos, Senhor, a graça de manifestarmos na vida o que celebramos neste sacramento. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

RITOS FINAIS

Monição final: Paciência, alegria e Perdão. Eis os atributos do amor, para estes três domingos, em que entramos no coração da Quaresma, para conhecer e descobrir o amor de Deus. Com o apelo da conversão, correspondemos à paciência de Deus. Jesus, na sua divina paciência, dá-nos, este ano, mais uma oportunidade de vida, apelando-nos à conversão. Deixemos que este apelo cave fundo o nosso coração.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

TEMPO DA QUARESMA

3ª SEMANA

...............................
...............................
...............................

Celebração e Homilia: ANTÓNIO E. PORTELA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias feriais:  NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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