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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


13.01.2019
Solenidade do Batismo de Jesus — ANO C
(BRANCO, GLÓRIA, PREFÁCIO PRÓPRIO – OFÍCIO DA FESTA)
__ "Um novo relacionamento entre o céu e a terra: Este é meu Filho Amado!" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

Maria visita IsabelINTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: O Batismo de Jesus marca o início de sua vida pública, de sua missão redentora no mundo. Também o batismo marca a entrada na comunidade cristã e o início de nossa colaboração com Cristo. Celebremos, alegremente, renovando nossa adesão à Jesus, cientes de que somos corresponsáveis pela salvação de toda a humanidade.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, a festa de hoje encerra o sagrado tempo do Natal: o Pai apresenta, manifesta a Israel o Salvador que ele nos deu, o Menino que nasceu para nós. Jesus, o Filho Amado do Pai é também o Servo anunciado por Isaías que deverá cumprir sua missão de modo humilde e doloroso. Hoje, às margens do Jordão, Ele foi ungido com o Espírito Santo como o Messias, o Cristo, que Israel esperava. Agora, ele começará publicamente a missão de anunciar e inaugurar o Reino de Deus e nós, seus discípulos e discípulas, batizados, caminharemos na estrada de Jesus. Recordando hoje o Batismo do Senhor, demos graças pelo dia do nosso Santo Batismo e reavivemos a nossa consagração a serviço da Igreja e do Evangelho.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Jesus ao ser batizado por João Batista mostra a sua humildade e total entrega à sua ação missionária. Ungido pelo Espírito Santo, no momento do Batismo, sua origem é revelada por Deus Pai que surge e declara "Este é o meu Filho Amado!". Às margens do Rio Jordão, João Batista prega a conversão dos pecadores como meio para se receber o reino de Deus que está próximo. Jesus entra na água, como todo o povo, para ser batizado. Para os judeus, o batismo era um rito penitencial; por isso, aproximavam-se dele confessando seus pecados. Entretanto, o que Jesus recebe não é só um batismo de penitência; a manifestação do Pai e do Espírito Santo dão-lhe um significado preciso: Jesus é proclamado "filho bem-amado" e sobre ele desce o Espírito que o investe da missão de profeta - anúncio da mensagem da salvação, sacerdote - o único sacrifício agradável ao Pai; Rei - Messias esperado como Salvador.

Sintamos o júbilo real de Deus em nossos corações e cheios dessa alegria divina entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/13-de-janeiro-de-2019----batismo-novo.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/10-domingo-do-batismo-do-senhor.pdf


TEMA
JESUS RECEBE SUA MISSÃO NA ORAÇÃO

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

Batismo do Senhor

No princípio, Deus criou todas as coisas, entre as quais os seres humanos. Diz o texto bíblico que Deus criou o homem e a mulher como sua imagem e semelhança. Quem é a imagem de Deus: somente o homem, somente a mulher? A resposta é um sonoro não. Tanto um quanto o outro ou, tornando mais simples, a totalidade de um com o outro, o encontro de um com o outro é que manifestam a imagem de Deus. No entanto, se o projeto de Deus é a semelhança para o serviço mútuo, o projeto humano é a diferenciação para a construção de relações de poder, tendo em vista o domínio de uns sobre os outros. Assim, não nos vemos como iguais. Enxergamos, sim, as pessoas de forma hierarquizada, com alguns sempre acima e outros, muitos outros, sempre abaixo. A lógica do projeto de Deus é a manifestação de relações justas entre iguais, enquanto a lógica humana se apresenta como a construção de relações de poder entre desiguais. Qual lógica vamos escolher?

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia deste domingo tem como cenário de fundo o projecto salvador de Deus. No Baptismo de Jesus nas margens do Jordão, revela-se o Filho amado de Deus, que veio ao mundo enviado pelo Pai, com a missão de salvar e libertar os homens. Cumprindo o projecto do Pai, Jesus fez-Se um de nós, partilhou a nossa fragilidade e humanidade, libertou-nos do egoísmo e do pecado, empenhou-Se em promover-nos para que pudéssemos chegar à vida plena.

A primeira leitura anuncia um misterioso “Servo”, escolhido por Deus e enviado aos homens para instaurar um mundo de justiça e de paz sem fim… Animado pelo Espírito de Deus, Ele concretizará essa missão com humildade e simplicidade, sem recorrer ao poder, à imposição, à prepotência, pois esses esquemas não são os de Deus.

No Evangelho, aparece-nos a concretização da promessa profética veiculada pela primeira leitura: Jesus é o Filho/”Servo” enviado pelo Pai, sobre quem repousa o Espírito, e cuja missão é realizar a libertação dos homens. Obedecendo ao Pai, Ele tornou-se pessoa, identificou-Se com as fragilidades dos homens, caminhou ao lado deles, a fim de os promover e de os levar à reconciliação com Deus, à vida em plenitude.

A segunda leitura reafirma que Jesus é o Filho amado que o Pai enviou ao mundo para concretizar um projecto de salvação; por isso, Ele “passou pelo mundo fazendo o bem” e libertando todos os que eram oprimidos. É este o testemunho que os discípulos devem dar, para que a salvação que Deus oferece chegue a todos os povos da terra.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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BATIZADOS PARA A MISSÃO

Com a festa do Batismo de Jesus, encerra-se o ciclo do Natal, o qual
dará lugar à primeira parte do Tempo Comum.

No texto do evangelho de hoje, temos a cena de João batizando. A narrativa pode ser dividida em duas partes: na primeira, o povo, que está na expectativa do Messias, dirige-se a João Batista para receber o batismo de purificação e assim se preparar para a chegada do Salvador; na segunda parte, o próprio Jesus se dirige ao Batista para receber o mesmo batismo que o povo recebeu.

Diante da dúvida sobre se seria o Messias tão esperado, o precursor responde que simplesmente batiza com água; o Messias que virá é “mais forte”, e João nem sequer se acha digno de “desamarrar a correia de suas sandálias”.

Como podemos perceber, João não se aproveitou da fama para se promover; soube se manter fiel à sua missão. Em meio às diversas funções desempenhadas na sociedade, é comum encontrar pessoas que gostam de se promover, pondo-se acima dos outros, em busca de aplausos e visiilidade.

O Batista não busca o poder que não lhe pertence, mas procura ajudar o povo a alimentar a esperança na vinda do Messias e não desanimar diante da situação difícil em que está vivendo.

Num segundo momento, vemos Jesus se aproximar de João e receber o batismo comum de purificação. Após o batismo, enquanto está rezando, desce sobre ele o Espírito de Deus e uma voz o proclama “Filho amado”. Muitos veem nesses dois versículos a revelação da Santíssima Trindade: Deus Pai, Filho e Espírito Santo.

Batizados no Espírito de Deus, somos convidados a buscar e acolher o “mais forte”, aquele que nos leva em missão para o meio do povo, a fim de sentirmos de perto os problemas e sofrimentos das pessoas.

A partir do batismo de Jesus, o céu se abriu. Com isso, nada impede nosso acesso a Deus e nossa experiência com o Pai bondoso e acolhedor. Já não há distância entre nós e o Pai, ele faz caminhada e história conosco, lado a lado.

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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O BATISMO DE JESUS E O NOSSO BATISMO

Revestido do Espírito Santo e confirmado como Filho de Deus, Jesus inicia, de modo solene, a missão para a qual o Pai o enviou. No seu batismo, sentimos fortemente a presença da Santíssima Trindade: o Pai apresenta o Filho Jesus, e o Espírito Santo o consagra para a implantação do reino de Deus no mundo.

Ao juntar-se à multidão que João batizava, Jesus se mostra como aquele que assume os pecados da humanidade. Coloca-se no mesmo nível dos pecadores, os quais ele veio redimir e salvar. A esse respeito, o apóstolo Paulo escrevia aos coríntios: “Aquele que não conheceu pecado, por nós Deus o tratou como pecador, para que nós, por seu intermédio, fôssemos justos diante de Deus” (2Cor 5,21).

O batismo de Jesus é, na verdade, o grande momento da manifestação solidária da Santíssima Trindade. A voz do Pai celeste ecoa e esclarece: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu benquerer”. Esse amor do Pai sustenta toda a vida de Jesus, incluindo a hora de sua morte na cruz: “Pai, em tuas mãos entrego meu espírito” (Lc 23,46). Quanto ao Espírito Santo, ele paira sobre Jesus, em forma corpórea de pomba, símbolo da criação (cf. Gn 1,2) e da nova criação (cf. Gn 8,8-12). Movido pelo Espírito de Deus, Jesus realiza nova criação. São Paulo afirma: “Se alguém está em Cristo, é nova criatura. As coisas antigas passaram…” (2Cor 5,17).

Pois bem, toda a realidade que envolve o batismo de Jesus é o que acontece quando uma pessoa é batizada em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Existe, porém, um perigo: que a catequese oferecida hoje a pais e padrinhos de batismo acentue aspectos secundários (roupa, horário, fotografia, certidão) e trate de modo superficial os aspectos fundamentais (implicações do batismo, compromissos com a Igreja).

O fato é que, a partir do batismo, passamos a pertencer à comunidade de Jesus Cristo. Nosso distintivo é a prática do amor a Deus e ao próximo. Assumimos responsabilidades com a Igreja e adquirimos o direito de participar da sua vida litúrgica e sacramental. Na qualidade de discípulos e discípulas de Jesus, decidimos caminhar no ritmo dele, observar o que ele nos ordena, certos de que ele é o único Caminho que nos leva ao Pai.

Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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BATISMO DE JESUS

A festa do Batismo do Senhor, que hoje celebramos, nos recorda que todos somos filhos e filhas amados de Deus. O Pai do céu hoje nos chama a ouvir a sua voz e participar da missão de Jesus de anunciar ao mundo o amor, a fraternidade, a paz e a alegria da salvação

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LIÇÃO DE VIDA: Pelo batismo nos tornamos todos irmãos e irmãs na fé, chamados a viver no amor a Deus e ao próximo.


RITOS INICIAIS

Mt 3, 16-17
ANTÍFONA DE ENTRADA: Depois do Baptismo do Senhor, abriram-se os Céus. Sobre Ele desceu o Espirito Santo em figura de pomba e fez-Se ouvir a voz do Pai: Este é o meu Filho muito amado, no qual pus as minhas complacências.

Diz-se o Glória.

Introdução ao espírito da Celebração
A celebração do Baptismo do Senhor, inserida no contexto de Natal é também um apelo ao mistério pascal de Jesus Cristo. Jesus Cristo é apresentado como Filho amado do Pai; como O ungido pelo Espírito Santo. E Ele mesmo se apresenta numa docilidade total ao projecto do Pai, e que se faz oferta total a todos. Celebrar a Eucaristia é ser responsável por uma vida cristã dinâmica, chamada a ser comunhão plena com Deus e com os irmãos.

ORAÇÃO COLECTA: Deus eterno e omnipotente, que proclamastes solenemente a Cristo como vosso amado Filho quando era baptizado nas águas do rio Jordão e o Espírito Santo descia sobre Ele, concedei aos vossos filhos adoptivos, renascidos pela água e pelo Espírito Santo, a graça de permanecerem sempre no vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ou:
Deus omnipotente, cujo Filho Unigénito Se manifestou aos homens na realidade da nossa natureza, concedei-nos que, reconhecendo-O exteriormente semelhante a nós, sejamos por Ele interiormente renovados. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Ser dom. Ser servo. Eis a revelação de Cristo Jesus. Eis o apelo que nos é feito.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Isaías 42,1-4.6-7

Leitura do livro do profeta Isaías. 42 1 “Eis meu Servo que eu amparo, meu eleito ao qual dou toda a minha afeição, faço repousar sobre ele meu espírito, para que leve às nações a verdadeira religião. 2 Ele não grita, nunca eleva a voz, não clama nas ruas. 3 Não quebrará o caniço rachado, não extinguirá a mecha que ainda fumega. Anunciará com toda a franqueza a verdadeira religião; não desanimará, nem desfalecerá, 4 até que tenha estabelecido a verdadeira religião sobre a terra, e até que as ilhas desejem seus ensinamentos. 6 Eu, o Senhor, chamei-te realmente, eu te segurei pela mão, eu te formei e designei para ser a aliança com os povos, a luz das nações; 7 para abrir os olhos aos cegos, para tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão aqueles que vivem nas trevas”.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Este texto pertence ao primeiro dos quatro «cantos do Servo de Yahwéh», dispersos pelo Segundo Isaías (Is 40 – 55), mas que, na origem, talvez fizessem parte de um único poema.

«Eis o meu servo». Trata-se de um mediador através do qual Deus levará a cabo o seu plano de salvação. Torna-se difícil determinar quem é designado em primeiro plano, se é uma personalidade individual (um rei de Judá, o profeta, ou o messias), ou uma colectividade (todo o povo de Israel ou parte dele), ou um indivíduo como símbolo de todo o povo. O nosso texto deixa ver uma personagem deveras misteriosa, humilde (vv. 2-3) e poderosa (v. 4.7), escolhida por Deus e com uma missão universal (v. 1.6). Pondo de parte a complexa e discutida questão da personalidade originária deste magnífico poema, o certo é que o Novo Testamento está cheio de ressonâncias deste texto, vendo mesmo nesta figura singular um anúncio do Messias, com pleno cumprimento na pessoa de Jesus (v. 1: cf. Mt 3, 17 e Lc 9, 35; vv. 2-4: cf. Mt 12, 15-21; v. 6: Lc 1, 78-79 e 2, 32 e Jo 8, 12 e 9, 5; v. 7: Mt 11, 4-6 e Lc 7, 18-22). É evidente que foi escolhida esta leitura para hoje porque, assim Deus, pelo Profeta, apresenta o seu servo «enlevo da minha alma», sobre quem «fiz repousar o meu espírito»; é assim que também no Jordão Jesus é apresentado (cf. Evangelho de hoje e paralelos).

...............

Estamos diante do primeiro poema do servo de Javé (cf. Is 49,1-9a; 50,4-11; 52,13-53,12). Trata-se de alguém que possui características e missão especiais. Muitas vezes não damos o devido destaque ao aspecto concreto das palavras utilizadas nesse texto de Isaías. A missão do servo é realizar a justiça e promover o direito. Sua ação se desenvolve para além das fronteiras do povo de Israel e atinge as nações. Afinal, um projeto de vida e de sociedade construído com base na justiça e no direito é infinitamente superior a um projeto construído sobre os fundamentos da violência e da injustiça.

É interessante destacar que o projeto assumido pelo servo é também o projeto presente no coração e na vontade de Deus. Vejam-se algumas palavras que remetem à relação de Deus com o servo: “meu servo”, “eu sustento”, “meu escolhido”, “nele me agrado”. O servo está umbilicalmente ligado a Deus e não se pensa longe dele. O projeto do servo, portanto, também é o projeto de Deus. Vale dizer que o projeto do servo estava no coração de Deus. Todavia, também se faz essencial compreender que a missão do servo se faz relacionalmente, ou seja, ele existe para os outros, está a serviço para implantar a justiça. Mas como? Ao abrir os olhos dos cegos, ao tirar os presos da cadeia e do cárcere os que vivem no escuro. Uma verdade incontestável: o servo cumpre a vontade divina aproximando-se solidariamente das pessoas mais fragilizadas da sociedade. Nesse sentido, todas as vezes que formos em direção aos pequeninos da sociedade, estaremos caminhando em direção a Deus.

AMBIENTE

O nosso texto pertence ao “Livro da Consolação” do Deutero-Isaías (cf. Is 40-55). “Deutero-Isaías” é um nome convencional com que os biblistas designam um profeta anónimo da escola de Isaías, que cumpriu a sua missão profética na Babilónia, entre os exilados judeus. Estamos na fase final do Exílio, entre 550 e 539 a.C.; os judeus exilados estão frustrados e desorientados pois, apesar das promessas do profeta Ezequiel, a libertação tarda… Será que Deus se esqueceu do seu Povo? Será que as promessas proféticas eram apenas “conversa fiada”?

O Deutero-Isaías aparece, então, com uma mensagem destinada a consolar os exilados. Começa por anunciar a iminência da libertação e por comparar a saída da Babilónia ao antigo êxodo, quando Deus libertou o seu Povo da escravidão do Egipto (cf. Is 40-48); depois, anuncia a reconstrução de Jerusalém, essa cidade que a guerra reduziu a cinzas, mas à qual Deus vai fazer regressar a alegria e a paz sem fim (cf. Is 49-55).

No meio desta proposta “consoladora” aparecem, contudo, quatro textos (cf. Is 42,1-9; 49,1-13; 50,4-11; 52,13-53,12) que fogem um tanto a esta temática. São cânticos que falam de uma personagem misteriosa e enigmática, que os biblistas designam como o “Servo de Jahwéh”: ele é um predilecto de Jahwéh, a quem Deus chamou, a quem confiou uma missão profética e a quem enviou aos homens de todo o mundo; a sua missão cumpre-se no sofrimento e numa entrega incondicional à Palavra; o sofrimento do profeta tem, contudo, um valor expiatório e redentor, pois dele resulta o perdão para o pecado do Povo; Deus aprecia o sacrifício deste “Servo” e recompensá-lo-á, fazendo-o triunfar diante dos seus detractores e adversários.

O texto que hoje nos é proposto é parte do primeiro cântico do “Servo” (cf. Is 42,1-9). É possível que a personagem a quem este primeiro cântico se refere seja Ciro, rei dos persas, o homem a quem Deus confiou a libertação do seu Povo…

MENSAGEM

O nosso texto tem duas partes; ambas afirmam – como se estivéssemos diante de dois movimentos concêntricos, que partem do mesmo lugar e terminam da mesma forma – a eleição do “Servo” e a sua missão. No entanto, a primeira desenvolve mais o aspecto do chamamento; a segunda define melhor a questão da missão.

Na primeira parte (vers. 1-4), afirma-se que o “Servo” é um “eleito” (“behir”) de Deus, isto é, alguém que Deus Se dignou “escolher” (“bahar”) entre muitos, em vista de uma função ou missão especial (cf. Nm 16,5.7; 17,20; Dt 4,37; 7,6.7; 10,15; 14,2; 18,5; 21,5; 1 Sm 2,28; 10,24; 2 Sm 6,21; 1 Re 3,8; etc.). Estamos no contexto da “eleição”, isto é, no contexto em que Deus destaca alguém de entre muitos para o seu serviço.

A “ordenação” do “Servo” realiza-se através do dom do Espírito (“ruah”), que dará ao “Servo” o alento de Jahwéh, a capacidade para levar a cabo a missão: é o mesmo Espírito que Deus derrama sobre os chefes carismáticos do Povo de Deus (cf. Jz 33,10; 1 Sm 9,17; 16,12-13). Animado por esse Espírito, o “Servo” irá levar “a justiça (‘mishpat’) às nações”: será uma missão de âmbito universal, que consistirá na implementação das decisões justas dos tribunais, base de uma ordem social consentânea com os esquemas e os projectos de Deus. A implementação dessa “nova ordem” não se dará com o recurso à força, à violência, ao espectáculo, mas com a bondade, a mansidão e a simplicidade que definem a lógica de Deus. Sobretudo, o “Servo” actuará com simplicidade, sem nada impor e sem desanimar perante as dificuldades da missão.

Na segunda parte (vers. 6-7), começa-se por afirmar que o “Servo” foi “chamado” pelo Senhor e, imediatamente, passa-se à finalidade desse chamamento: instaurar “a justiça” (“tzedeq”) – isto é, a missão do “Servo” é o estabelecimento de uma recta ordem social. Explicitando melhor a missão do “Servo”, Deus convida-o a ser “a luz das nações” e, em concreto, a abrir os olhos aos cegos, a tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que habitam nas trevas. É, portanto, uma missão de libertação e de salvação.

Nas duas partes, fica claro que o “Servo” é um instrumento através do qual Deus actua no mundo para levar a salvação aos homens: ele é alguém que Deus escolheu entre muitos, a quem chamou e a quem confiou uma missão – trazer a justiça, propor a todas as nações uma nova ordem social da qual desaparecerão as trevas que alienam e impedem de caminhar e oferecer a todos os homens a liberdade e a paz. Deus não só está na origem (escolha, chamamento e envio) da missão do “Servo”, mas acompanhará a concretização da missão e possibilitará o seu êxito: para levar a cabo a missão, o “Servo” contará com a ajuda do Espírito de Deus, que lhe dará a força de assumir a missão e de a concretizar.

ACTUALIZAÇÃO

• A figura misteriosa e enigmática do “Servo” de que fala o Deutero-Isaías apresenta evidentes pontos de contacto com a figura de Jesus… Os primeiros cristãos – colocados perante a dificuldade de explicar como é que o Messias tinha sido condenado pelos homens e pregado na cruz – irão utilizar os cânticos do “Servo” para justificar o sofrimento e o aparente fracasso humano de Jesus: Ele é esse “eleito de Deus”, que recebeu a plenitude do Espírito, que veio ao encontro dos homens com a missão de trazer a justiça e a paz definitivas, que sofreu e morreu para ser fiel a essa missão que o Pai lhe confiou.

• A história do “Servo” mostra-nos, desde já, que Deus actua através de instrumentos a quem Ele confia a transformação do mundo e a libertação dos homens. Tenho consciência de que cada baptizado é um instrumento de Deus na renovação e transformação do mundo? Estou disposto a corresponder ao chamamento de Deus e a assumir os meus compromissos quanto a esta questão, ou prefiro fechar-me no meu canto e demitir-me da minha responsabilidade profética? Os pobres, os oprimidos, todos os que “jazem nas trevas e nas sobras da morte” podem contar com o meu apoio e empenho?

• Convém não esquecer que a missão profética só faz sentido à luz de Deus e que tudo parte da iniciativa de Deus: é Ele que escolhe, que chama, que envia e que capacita para a missão… Aquilo que eu faço, por mais válido que seja, não é obra minha, mas sim de Deus; o meu êxito na missão não resulta das minhas qualidades, mas da iniciativa de Deus que age em mim e através de mim.

• Atentemos, ainda, na forma de actuar do “Servo”: ele não se impõe pela força, pela violência, pelo dinheiro, ou pelos amigos poderosos; mas actua com suavidade, com mansidão, no respeito pela liberdade dos outros… É esta lógica – a lógica de Deus – que eu utilizo no desempenho da missão profética que Deus me confiou?

Subsídios:
1ª leitura: 
(Is 42,1-4.6-7) 1º Canto do Servo de Javé: “Meu servo que eu apoio, meu eleito no qual me agrado” – O “servo” de que fala Is 42,1-9 (1º Cântico do Servo de Javé) é uma misteriosa figura profético-real. Recebe a missão de anunciar a todos a misericórdia e a fidelidade de Deus. Para isso recebe o espírito de Deus. Mais adiante aparece como o “Servo Padecente” (Is 52,13–53,12), sofrendo pelos pecados de todos. O Novo Testamento vê em Jesus aquele que levou à plenitude essas figuras. A palavra de Deus no Batismo de Jesus, lembra Is 42,1 (cf. Mt 3,17). * 42,1-4 cf. Is 11,1-10; Mt 3,16-17; Jo 1,32-34 * 42,6-7 cf. Jo 8,12; 9,1-7; 8,32.



Salmo Responsorial

Monição: O Senhor desce às águas para nos fazer ressurgir pessoas novas. Cantemos a glória de Deus que se reflecte em Cristo e em cada cristão.

SALMO RESPONSORIAL – 28/29

Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!

Filhos de Deus, tributai ao Senhor,
tributai-lhe a glória e o poder!
Dai-lhe a glória devida ao seu nome;
adorai-o com santo ornamento!

Eis a voz do Senhor sobre as águas,
sua voz sobre as águas intensas!
Eis a voz do Senhor com poder!
Eis a voz do Senhor majestosa.

Sua voz no trovão reboando!
No seu templo os fiéis bradam: “Glória!”
É o Senhor que domina os dilúvios,
o Senhor reinará para sempre!

Segunda Leitura

Monição: Deus ama a todos. A todos quer salvar. O coração de Deus é espaço onde nenhuma barreira é colocada.

Atos 10,34-38

Leitura dos Atos dos Apóstolos. 10 34 Então Pedro tomou a palavra e disse: “Em verdade, reconheço que Deus não faz distinção de pessoas, 35 mas em toda nação lhe é agradável aquele que o temer e fizer o que é justo. 36 Deus enviou a sua palavra aos filhos de Israel, anunciando-lhes a boa nova da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos. 37 Vós sabeis como tudo isso aconteceu na Judéia, depois de ter começado na Galiléia, após o batismo que João pregou. 38 Vós sabeis como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com o poder, como ele andou fazendo o bem e curando todos os oprimidos do demônio, porque Deus estava com ele”.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Temos aqui uma pequenina parte do discurso de Pedro em casa do centurião Cornélio em Cesareia. Quando recebeu directamente na Igreja os primeiros gentios, sem serem obrigados a judaizar. É surpreendente que um discurso dirigido a não judeus contenha alusões (não citações explícitas) ao Antigo Testamento: v. 34 – «Deus não faz acepção de pessoas» (cf. Dt 10, 17); v. 36 – «Ele enviou a sua palavra aos filhos de Israel» (cf. Salm 107, 20); «anunciando a paz» (cf. Is 52, 7); v. 38 «Deus ungiu com… Espírito Santo» (cf. Is 61, 1). Isto corresponde a que se está num ponto crucial da vida da Igreja, em que ela entra decididamente pelos caminhos da sua universalidade intrínseca, em confronto com o nacionalismo judaico; por isso era importante recorrer àquelas passagens do A. T. que se opõem a qualquer espécie de privilégio de raça ou cultura: «a palavra aos filhos de Israel» deixa ver como Deus é o «Senhor de todos», imparcial, «não faz acepção de pessoas» e que a «paz», a súmula de todos os bens messiânicos, Deus a destina a toda a humanidade. O discurso tem um carácter kerigmático evidente; e Lucas – o historiador-teólogo – ao redigi-lo, quaisquer que possam ter sido as fontes utilizadas, terá tido em vista, mais ainda do que a situação concreta em que foi pronunciado, o efeito a produzir nos seus leitores. Convém notar que, no entanto, ao redigir os discursos – o grande recurso de Actos –, Lucas não os inventa; embora não sejam uma reprodução literal, considera-se que correspondem aos temas da pregação primitiva.

38 «Ungiu do Espírito Santo». Estamos aqui em face de uma expressão simbólica tipicamente hebraica, alusiva à união misteriosa com o Espírito Santo (algo que pertence ao mistério trinitário, o verdadeiro ser e missão de Jesus, que se torna visível na sua Humanidade, na teofania do Jordão). É clara a referência a textos do A. T. de grande densidade messiânica, como Is 11, 2; 61, 1 (cf. Lc 2, 18). Ver supra nota à 1ª leitura do 3º Domingo do Advento (nota ao v. 26).

...............

“Deus não faz diferença entre as pessoas” poderia ser o título do que chamaríamos de catequese para a vida. Pedro chegou a essa conclusão por meio de uma experiência real na casa de Cornélio. Enquanto Pedro queria separar, Deus queria unir. Não existe, de fato, teologia da separação, que procura diferenciar os que são daqueles que não são; os melhores dos piores; os fortes dos fracos; os ricos dos pobres. Para fundamentar sua experiência, Pedro põe em cena o próprio Jesus, que peregrinava pelas estradas fazendo o bem e curando a todos. O apóstolo reconhece que o evangelho não pode ser visto como uma redoma de vidro, privilegiando alguns poucos em detrimento de muitos.

A descoberta do apóstolo é que as boas-novas possuem um caráter universal e, com a universalização da mensagem de Jesus, todas as barreiras levantadas pelos preconceitos humanos devem ser derrubadas. O evangelho não é, portanto, um instrumento de construção de barreiras que nos impedem de caminhar em direção aos outros, e sim um instrumento que nos leva a caminhar em direção ao outro por meio de pontes de libertação. Viver um evangelho que não derruba barreiras é algo para ser revisto. Todo evangelho, necessariamente, deveria nos levar à superação dos preconceitos que edificamos e pensamos serem eternos. A universalização do preconceito cria infernos no cotidiano e inviabiliza a construção de uma sociedade na qual Jesus seja tudo em todos. Se vamos universalizar algo, que não seja o preconceito, e sim o amor de Jesus, que inclui a todos.

AMBIENTE

Os “Actos dos Apóstolos” são uma catequese sobre a “etapa da Igreja”, isto é, sobre a forma como os discípulos assumiram e continuaram o projecto salvador do Pai e o levaram – após a partida de Jesus deste mundo – a todos os homens.

O livro divide-se em duas partes. Na primeira (cf. Act 1-12), a reflexão apresenta-nos a difusão do Evangelho dentro das fronteiras palestinas, por acção de Pedro e dos Doze; a segunda (cf. Act 13-28) apresenta-nos a expansão do Evangelho fora da Palestina (até Roma), sobretudo por acção de Paulo.

O nosso texto de hoje está integrado na primeira parte dos “Actos”. Insere-se numa perícopa que descreve a actividade missionária de Pedro na planície do Sharon (cf. Act 9,32-11,18) – isto é, na planície junto da orla mediterrânica palestina. Em concreto, o texto propõe-nos o testemunho e a catequese de Pedro em Cesareia, em casa do centurião romano Cornélio. Convocado pelo Espírito (cf. Act 10,19-20), Pedro entra em casa de Cornélio, expõe-lhe o essencial da fé e baptiza-o, bem como a toda a sua família (cf. Act 10,23b-48). O episódio é importante porque Cornélio é o primeiro pagão a cem por cento a ser admitido ao cristianismo por um dos Doze: significa que a vida nova que nasce de Jesus se destina a todos os homens, sem excepção.

MENSAGEM

No seu discurso, Pedro começa por reconhecer que a proposta de salvação oferecida por Deus e trazida por Cristo é universal e se destina a todas as pessoas, sem distinção de qualquer tipo (vers. 34-36). Israel foi, na verdade, o primeiro receptor privilegiado da Palavra de Deus; mas Cristo veio trazer a “boa nova da paz” (salvação) a todos os homens; e agora, por intermédio das testemunhas de Jesus, essa proposta de salvação que o Pai faz chega “a qualquer nação que o teme e põe em prática a justiça” – ou seja, a todo o homem e mulher, sem distinção de raça, de cor, de estatuto social, que aceita a proposta e adere a Jesus.

Depois de definir os contornos universais da proposta salvadora de Deus, Pedro apresenta uma espécie do resumo da fé primitiva (vers. 37-38). É, nem mais nem menos, do que o pôr em acto a missão fundamental dos discípulos: anunciar Jesus e testemunhar essa salvação que deve chegar a todos os homens. A leitura que nos é proposta conserva apenas a parte inicial do “kerigma” primitivo e resume a actividade de Jesus que “passou pelo mundo fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo demónio, porque Deus estava com Ele” (vers. 38). No entanto, o anúncio de Pedro continua (embora a nossa leitura de hoje não o refira) com a catequese sobre a morte (vers. 39), sobre a ressurreição (vers. 40) e sobre a dimensão salvífica da vida de Jesus (vers. 43).

ACTUALIZAÇÃO

• Jesus de Nazaré “passou pelo mundo fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo demónio”. Nos seus gestos de bondade, de misericórdia, de perdão, de solidariedade, de amor, os homens encontraram o projecto libertador de Deus em acção… Esse projecto continua, hoje, em acção no mundo? Nós, cristãos, comprometidos com Cristo e com a sua missão desde o nosso Baptismo, testemunhamos, em gestos concretos, a bondade, a misericórdia, o perdão e o amor de Deus pelos homens? Empenhamo-nos em libertar todos os que são oprimidos pelo demónio do egoísmo, da injustiça, da exploração, da solidão, da doença, do analfabetismo, do sofrimento?

• “Reconheço que Deus não faz acepção de pessoas” – diz Pedro no seu discurso em casa de Cornélio. E nós, filhos deste Deus que ama a todos da mesma forma e que a todos oferece, igualmente a salvação, aceitamos todos os irmãos da mesma forma, reconhecendo a igualdade fundamental de todos os homens em direitos e dignidade? Que sentido fazem, então, as discriminações por causa da cor da pele, da raça, do sexo, da orientação sexual ou do estatuto social?

Subsídios:
2ª leitura: (At 10,34-38) Início do “querigma cristão”: o batismo de Jesus ­– A pregação de Pedro representa o anúncio do evangelho nos primeiros tempos do cristianismo: por Jesus, Deus deu a “paz” ao mundo. Jesus recebeu o batismo de João, Deus lhe mandou seu espírito, ungiu-o como Messias (= “ungido”), atestou-o como seu filho. * 10,34 cf. Dt 10,17; Rm 2,11; Gl 2,6 * 10,36 cf. Is 52,7; Ap 17,14 * 10,38 cf. Is 61,1; Lc 4,18.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Abriram-se os céus e fez-se ouvir a voz do Pai: Eis meu filho muito amado; escutai-o, todos vós! (Mc 9,7)

Evangelho

Monição: É bom quando se vive numa expectativa de perceber os sinais que revelam o Deus Verdadeiro, a Sua presença em Rosto Humano, em Seu Filho Jesus Cristo. E perceber o que significa ser e viver com e como Cristo.

Lucas 3,15-16.21-22

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 3 15 como o povo estivesse na expectativa, e como todos perguntassem em seus corações se talvez João fosse o Cristo, 16 ele tomou a palavra, dizendo a todos: “Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de lhe desatar a correia das sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo”. 21 Quando todo o povo ia sendo batizado, também Jesus o foi. E estando ele a orar, o céu se abriu 22 e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e veio do céu uma voz: “Tu és o meu Filho bem-amado; em ti ponho minha afeição”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Notar como na leitura litúrgica o texto não é seguido, para que fique claro que quem baptiza Jesus é João. Com efeito Lucas narra o baptismo já depois da prisão do Baptista, sem dizer por quem é Jesus baptizado, segundo a sua técnica de composição literária chamada «de eliminação» (acumular toda a actuação da personagem em cena, eliminando uma sua intervenção posterior; assim Maria regressa a casa antes de João nascer, o qual vai para o deserto antes do nascimento de Jesus, etc.). A maior brevidade do relato de Lucas (apenas dois versículos) parece indicar que todo o acento vai para a declaração da identidade de Jesus (v. 22). Na estrutura do III Evangelho o baptismo de Jesus aparece como a charneira entre o ministério do Baptista e o ministério de Jesus.

16 «Não sou digno…» Os criados (escravos) dos judeus, entre os seus trabalhos, tinham o de tirar («desatar», Mateus diz «transportar») as sandálias dos seus senhores, para eles entrarem no templo, para comerem, etc.; assim se entende bem a humildade que revela esta exclamação de João. (Ver a nota ao Evangelho do III Domingo do Advento).

21 «Enquanto orava»: é um pormenor exclusivo de Lucas, que gosta de mostrar Jesus em oração nos momentos importantes; é bem significativo que mostre o ministério de Jesus a começar com a oração, e assim como também os começos da Igreja (cf. Act 1, 14; 2, 42). Orar é, mais que tudo, abrir o coração à acção do Espírito Santo.

21-22 O que sucede no baptismo de Jesus é descrito com elementos do género apocalíptico, que continuam a ser expressivos para nós como sinais da inauguração da absolutamente nova relação de Deus com a Humanidade: «O Céu abriu-se»: a imagem parte de que o firmamento era tido como uma superfície esférica de cristal compacto, a separar a terra do céu, por isso, para o Espírito descer, o céu tinha que se abrir; mas já S. Jerónimo (in Math I, 3) advertia que «não são os elementos que se abrem, mas sim os olhos do espírito»; este «abrir dos Céus» é o prelúdio da nova relação de Deus com o homem. «O Espírito Santo desceu… como uma pomba»: no A. T. e no Antigo Médio Oriente sempre a pomba foi associada ao mundo divino, um símbolo bem adequado para indicar a inauguração dos novos tempos; o relato não quer dizer-nos que antes o Espírito Santo estaria ausente de Jesus, mas quer revelar-nos quem é Jesus, por isso: «Fez-se ouvir uma voz…», que identifica quem é Jesus: o Filho de Deus, em quem está presente o Espírito Santo. Desde a exegese patrística até a autores modernos, tem-se visto, no baptismo de Jesus, uma revelação do mistério trinitário.

Esta narrativa é um convite para reconhecer quem é Jesus e para avaliar o valor do baptismo, semelhante ao de Jesus, mas diferente do de João; tenha-se em conta o paralelismo desta perícope com a fórmula baptismal trinitária do final de Mateus (28, 18). No baptismo de Cristo podemos apreciar como actua em nós o Sacramento, pois para nós se abrem os Céus fechados pelo pecado; desce o Espírito Santo com a sua graça, que nos renova e torna templos seus; ficamos a ser filhos de Deus muito amados.

Ninguém põe em dúvida que o baptismo de Jesus é um facto histórico. O relato não é uma invenção literária para transmitir uma ideia sobre Jesus: é algo que se encontra na tradição primitiva, bem documentado no N. T.: Act1, 21-22; 4, 27; 10, 38; Jo 1, 26-34; Mt 13, 17; Mc 1, 9-11; Lc 3, 21-22. O próprio facto de o baptismo de Jesus ser uma coisa difícil de compreender pelas primeiras comunidades abona a favor do seu valor histórico.

...............

Na segunda leitura, lemos como Deus ungiu a Jesus com o Espírito Santo e com poder. No evangelho, deparamos com duas grandes figuras: João Batista e Jesus. Entre eles está o povo que procura pelo Messias. A atitude do Batista é permeada de humildade: ele sabe que é apenas como uma bússola que indica a melhor direção. E sua humildade é exemplar: percebe-se como alguém que não tem nem mesmo condições de desamarrar a correia das sandálias de Jesus. João é consciente até mesmo de sua indignidade para prestar o mais humilde dos serviços de um escravo a Jesus, pois eram os escravos os responsáveis por desatar as correias das sandálias de seus senhores. O profeta não está preocupado com posições e com poder.

Mesmo que a pregação de João Batista tenha aumentado no povo a esperança da próxima vinda do Messias e a suposição de que ele próprio pudesse sê-lo, no coração do Batista resplandecia a beleza do Cristo. Tudo em João apontava para Jesus. O profeta não chama para si as luzes dos holofotes. Sabedor de sua missão, retira-se para que as luzes atinjam em cheio aquele que deveria reinar eternamente. O poder de Jesus se manifestará em sua obra. Enquanto João batiza apenas com água, Jesus batizará com o Espírito Santo e com fogo. Não que a água não seja importante. Percebe-se, na verdade, que a ação de Jesus vai mais longe.

Tanto nos v. 15-16 quanto nos v. 21-22, a presença do Espírito Santo é abundante. Nos primeiros versículos, indica-se que Jesus batizará com o Espírito Santo e com fogo e, nos últimos, que o Espírito Santo desce sobre ele no batismo não somente o tomando por completo, mas também ratificando sua identidade: realmente ele é Filho de Deus, pois é gerado por Deus. Aquele que é cheio do Espírito pode batizar com o Espírito.

A equação parece simples: não se pode dar o que não se tem. Jesus é a vida e concede vida; tem o Espírito e batiza com o Espírito. Em Jesus se encontra a plenitude da vida, e a vida somente pode ser completa em nós ao assumirmos a vida dele. O que Jesus é se replica totalmente em suas relações, palavras e ações. Tudo o que ele é se reproduz naqueles que lhe dão adesão. Certamente esta seria a lógica esperada por Jesus: tudo o que somos por causa dele deveria ser replicado e multiplicado em nossos relacionamentos, palavras e ações.

Se, no início, o Espírito pairava sobre as águas, produzindo ordem em meio ao caos, agora a presença do Espírito em Jesus criará ordem em todos(as) aqueles(as) que a ele aderirem. Em meio ao caos que, em muitos momentos, se apresenta na vida, é necessária a presença do único princípio capaz de anular sua força ameaçadora, produtora de destruição: trata-se do princípio da criação a partir de cada vida! Desse momento em diante, a missão do Filho é a mesma missão do Pai.

AMBIENTE

O Evangelho deste domingo apresenta o encontro entre Jesus e João Baptista, nas margens do rio Jordão. Na circunstância, Jesus foi baptizado por João.

João Baptista foi o guia carismático de um movimento de cariz popular, que anunciava a proximidade do “juízo de Deus”. A sua mensagem estava centrada na urgência da conversão (pois, na opinião de João, a intervenção definitiva de Deus na história para destruir o mal estava iminente) e incluía um rito de purificação pela água.

O “baptismo” proposto por João não era, na verdade, uma novidade insólita. O judaísmo conhecia ritos diversos de imersão na água, sempre ligados a contextos de purificação ou de mudança de vida. O “mergulhar na água” era, inclusive, um rito usado na integração dos “prosélitos” (os pagãos que aderiam ao judaísmo) na comunidade do Povo de Deus.

Na perspectiva de João, provavelmente, este “baptismo” era um rito de iniciação à comunidade messiânica: quem aceitava este “baptismo” renunciava ao pecado, convertia-se a uma vida nova e passava a integrar a comunidade do Messias.

O que é que Jesus tem a ver com isto? Que sentido faz Ele apresentar-se a João para receber este “baptismo” de purificação, de arrependimento e de perdão dos pecados?

Para Lucas, João Baptista é a última testemunha de um tempo salvífico que está a chegar ao fim: o tempo da antiga Aliança (cf. Lc 16,16). O aparecimento em cena de Jesus significa o começo de um novo tempo, o tempo em que o próprio Deus vem ao mundo, feito pessoa humana, para oferecer à humanidade escravizada a vida e a salvação. No episódio do “baptismo” revela-se, desde logo, a missão específica e a verdadeira identidade de Jesus.

Em toda a secção (cf. Lc 3,1-4,13), Lucas segue o texto de Marcos (cf. Mc 1,1-13), completado com algumas tradições provenientes de uma outra “fonte”, formada por “ditos” de Jesus.

MENSAGEM

Numa Palestina em plena efervescência messiânica, a figura e a actividade de João fazem que surjam conjecturas sobre o seu possível messianismo. Será João esse “ungido de Deus” (“messias”), cuja missão é libertar Israel da dominação estrangeira e assegurar ao Povo de Deus vida em abundância e paz sem fim?

João rejeita, de forma categórica, essa possibilidade. Ele não é o “messias”; a sua missão (inclusive como administrador de um “baptismo” de penitência e de purificação) é, apenas, preparar o Povo para esse tempo novo que vai começar com a chegada do verdadeiro “messias” (vers. 15-16). O “messias” que “vai chegar” é definido por João como “aquele que é mais forte do que eu, do qual não sou digno desatar as correias das sandálias”. “Desatar as correias das sandálias” era tarefa dos escravos (por isso, a tradição rabínica proibia ao discípulo desatar as correias das sandálias do seu mestre). A imagem utilizada define, pois, João como um “escravo” cuja missão é estar ao serviço desse “messias” que está para chegar. O “messias”, além de ser “mais forte” do que João, irá “baptizar com o Espírito e com o fogo”. Tanto a fortaleza, como o baptismo no Espírito, são prerrogativas que caracterizam o Messias que Israel esperava (cf. Is 9,5-6; 11,2). O testemunho de João não oferece dúvidas: chegou o tempo do “messias”, o tempo da libertação que os profetas anunciaram, o tempo em que o Povo de Deus irá receber o Espírito. Na perspectiva de Lucas, esta “profecia” de João concretizar-se-á no dia de Pentecostes: o “fogo” do “messias”, derramado sobre os discípulos reunidos no cenáculo, fará nascer um Povo novo e livre, a comunidade da nova Aliança.

A cena do “baptismo” irá identificar claramente esse “messias” anunciado por João com o próprio Jesus (vers. 21-22). O Espírito Santo, que desce sobre Jesus “como uma pomba”, leva-nos a essa figura de “Servo de Jahwéh” apresentada na primeira leitura, que recebe o Espírito de Deus para levar “a justiça às nações”. Por outro lado, a “voz vinda do céu” apresenta Jesus como “o Filho muito amado” de Deus (vers. 22). A missão de Jesus será, como a do “Servo”, “abrir os olhos aos cegos, tirar do cárcere os prisioneiros e da prisão os que habitam nas trevas” (Is 42,7); para concretizar esse projecto, Ele irá “baptizar no Espírito” e inserir os homens numa dinâmica de vida nova – a vida no Espírito.

Na cena do “baptismo” de Jesus, o testemunho de Deus acerca de Jesus é acompanhado por três factos estranhos que, no entanto, devem ser entendidos em referência a factos e símbolos do Antigo Testamento…

Assim, a abertura do céu significa a união da terra e do céu. A imagem inspira-se, provavelmente, em Is 63,19, onde o profeta pede a Deus que “abra os céus” e desça ao encontro do seu Povo, refazendo essa relação que o pecado do Povo interrompeu. Desta forma, Lucas anuncia que a actividade de Jesus vai reconciliar o céu e a terra, vai refazer a comunhão entre Deus e os homens.

O símbolo da pomba não é imediatamente claro… Provavelmente, não se trata de uma alusão à pomba que Noé libertou e que retornou à arca (cf. Gn 8,8-12); é mais provável que a pomba (em certas tradições judaicas, símbolo do Espírito de Deus que, no início, pairava sobre as águas – cf. Gn 1,2) evoque a nova criação que terá lugar a partir da actividade que Jesus vai iniciar. A missão de Jesus é, portanto, fazer aparecer um Homem Novo, animado pelo Espírito de Deus.

Temos, finalmente, a voz do céu. Trata-se de uma forma muito usada pelos rabbis para expressar a opinião de Deus acerca de uma pessoa ou de um acontecimento. Essa voz declara que Jesus é o Filho de Deus; e fá-lo com uma fórmula tomada desse cântico do “Servo de Jahwéh” que vimos na primeira leitura de hoje (cf. Is 42,1)… A referência ao Servo de Jahwéh sugere que a missão de Jesus, o Filho de Deus, não se desenrolará no triunfalismo, mas na obediência total ao Pai; não se cumprirá com poder e prepotência, mas na suavidade, na simplicidade, no respeito pelos homens (“não gritará, nem levantará a voz; não quebrará a cana fendida, nem apagará a torcida que ainda fumega” – Is 42,2-3).

Porque é que Jesus quis ser baptizado por João? Jesus necessitava de um baptismo cujo significado primordial estava ligado à penitência, ao perdão dos pecados e à mudança de vida? Ao receber este baptismo de penitência e de perdão dos pecados (do qual não precisava, porque Ele não conheceu o pecado), Jesus solidarizou-Se com o homem limitado e pecador, assumiu a sua condição, colocou-Se ao lado dos homens para os ajudar a sair dessa situação e para percorrer com eles o caminho da libertação, o caminho da vida plena. Esse era o projecto do Pai, que Jesus cumpriu integralmente.

A cena do Baptismo de Jesus revela, portanto, essencialmente, que Jesus é o Filho de Deus, que o Pai envia ao mundo a fim de cumprir um projecto de libertação em favor dos homens. Como verdadeiro Filho, Ele obedece ao Pai e cumpre o plano salvador do Pai; por isso, vem ao encontro dos homens, solidariza-Se com eles, assume as suas fragilidades, caminha com eles, refaz a comunhão entre Deus e os homens que o pecado havia interrompido e conduz os homens ao encontro da vida em plenitude. Da actividade de Jesus, o Filho de Deus que cumpre a vontade do Pai, resultará uma nova criação, uma nova humanidade.

ACTUALIZAÇÃO

• No episódio do Baptismo, Jesus aparece como o Filho amado, que o Pai enviou ao encontro dos homens para os libertar e para os inserir numa dinâmica de comunhão e de vida nova. Nessa cena revela-se, portanto, a preocupação de Deus e o imenso amor que Ele nos dedica… É bonita esta história de um Deus que envia o próprio Filho ao mundo, que pede a esse Filho que Se solidarize com as dores e limitações dos homens e que, através da acção do Filho, reconcilia os homens consigo e fá-los chegar à vida em plenitude. Aquilo que nos é pedido é que correspondamos ao amor do Pai, acolhendo a sua oferta de salvação e seguindo Jesus no amor, na entrega, no dom da vida. Ora, no dia do nosso Baptismo, comprometemo-nos com esse projecto… Temos, depois disso, renovado diariamente o nosso compromisso e percorrido, com coerência, esse caminho que Jesus nos veio propor?

• A celebração do Baptismo do Senhor leva-nos até um Jesus que assume plenamente a sua condição de “Filho” e que Se faz obediente ao Pai, cumprindo integralmente o projecto do Pai de dar vida ao homem. É esta mesma atitude de obediência radical, de entrega incondicional, de confiança absoluta que eu assumo na minha relação com Deus? O projecto de Deus é, para mim, mais importante de que os meus projectos pessoais ou do que os desafios que o mundo me faz?

• O episódio do Baptismo de Jesus coloca-nos frente a frente com um Deus que aceitou identificar-Se com o homem, partilhar a sua humanidade e fragilidade, a fim de oferecer ao homem um caminho de liberdade e de vida plena. Eu, filho deste Deus, aceito ir ao encontro dos meus irmãos mais desfavorecidos e estender-lhes a mão? Partilho a sorte dos pobres, dos sofredores, dos injustiçados, sofro na alma as suas dores, aceito identificar-me com eles e participar dos seus sofrimentos, a fim de melhor os ajudar a conquistar a liberdade e a vida plena? Não tenho medo de me sujar ao lado dos pecadores, dos marginalizados, se isso contribuir para os promover e para lhes dar mais dignidade e mais esperança?

• No Baptismo, Jesus tomou consciência da sua missão (essa missão que o Pai Lhe confiou), recebeu o Espírito e partiu em viagem pelos caminhos poeirentos da Palestina, a testemunhar o projecto libertador do Pai. Eu, que no Baptismo aderi a Jesus e recebi o Espírito que me capacitou para a missão, tenho sido uma testemunha séria e comprometida desse programa em que Jesus Se empenhou e pelo qual Ele deu a vida?

Subsídios:
Evangelho: (Lc 3,15-16.21-22) O batismo de Jesus segundo Lucas – A atividade de João Batista fez surgir esperanças messiânicas. Mas o verdadeiro “forte de Deus” está escondido na multidão dos que aderem ao movimento: Jesus, em oração, recebe a missão de ser o Filho de Deus, “rei forte” e fundador da paz do mundo.

***   ***   ***

O relato lucano do batismo de Jesus se caracteriza pela menção da oração, feição constante do evangelho de Lc. Jesus, exemplo do cristão, procura na oração a vontade do Pai, vontade que se manifesta na visão do céu aberto e da vinda do Espírito Santo. No conjunto da obra lucana, o batismo é o início da atuação messiânica de Jesus (cf. At 10,37, 1ª leitura). Por isso, segue-se a genealogia, como convém quando se descreve a investidura de um alto dignitário.

Quanto a nós, podemos ver no fato de Jesus receber sua missão na oração um exemplo para nossa vida. Recebemos nossa missão de Deus no encontro com ele no silêncio, imersos no mistério da vida divina. Não por razões humanas (sucesso, insistência de partidários etc.), mas por ter buscado a vontade de Deus é que Jesus assume a missão messiânica.

Observe-se que, embora contemplando Deus, Jesus não está separado do povo, mas participa com todo o povo no movimento que surgiu em torno do Batista. Cristo é o protótipo do fiel na Igreja e na humanidade. (A genealogia inserida por Lc remonta até “Adão, filho de Deus”.) Assim seja o cristão: participando com seus irmãos na comunidade do batismo, esteja em contínua união com o Pai e assuma sua missão para a salvação de todos.

TOMADO DO MEIO DO POVO E ENVIADO POR DEUS

Às vezes se percebe, na Igreja, certo conflito entre os agentes de evangelização que procuram inserir-se nas lutas do povo e os que tentam puxar o povo para a igreja, para rezar. Será que, necessariamente, essas duas coisas são incompatíveis?

Com trinta anos de idade, Jesus se deixou batizar por João Batista (evangelho). Ele aderiu ao movimento de conversão lançado por João. Nem todos os judeus aderiam a esse movimento. Os fariseus e os sacerdotes o criticavam. Mas os pecadores, os publicanos, os soldados e as prostitutas, estes se deixavam purificar por João, para poderem participar do Reino de Deus. E também Jesus, solidário com os que se queriam converter, se deixou batizar.

Batizado assim junto com todo o povo e encontrando-se em oração – encontrando-se junto a Deus no meio do povo – Jesus ouviu a voz: “Tu és o meu filho amado, em ti encontro o meu agrado”. E recebeu o Espírito de Deus, para cumprir a sua missão, para anunciar a boa-nova do Reino aos pobres e libertar os oprimidos (1ª leitura). Deus o chamou e o enviou, exatamente, no momento em que ele vivia em total solidariedade com o povo e com Deus mesmo. Por isso, enviado por Deus do meio do povo, ele podia ser o libertador desse povo.

Houve um tempo em que a Igreja não entendia bem essas coisas. Considerava o povo como mero objeto de evangelização. Mandava evangelizadores que não viviam em solidariedade com o povo; havia até padres que sentiam nojo, não só do pecado como também do pecador... Nossa Igreja redescobriu a importância de seus evangelizadores viverem solidários com os que devem ser evangelizados, sentirem seus problemas e dificuldades... e sua boa vontade. Mas, para poderem transmitir a sua mensagem evangelizadora, é preciso também que estejam perto de Deus e, na oração, escutem a sua voz. E isso vale não só para os padres e os religiosos, mas para todos os que Deus quiser enviar para levar sua palavra a seus irmãos: catequistas, ministros leigos, líderes, pessoas que ocasionalmente têm que transmitir um recado de Deus... Têm de ser solidários com o povo e unidos a Deus. Então, seu batismo – ao modelo do batismo de Jesus – será realmente a base de sua missão.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

Uma das questões mais difíceis do ser humano relaciona-se com o tema do poder. Na verdade, o poder pode ser considerado o mais terrível vírus que infecta o ser humano. Ninguém está livre dele! Trata-se de tentação constante e contínua. Dificilmente nos vemos como servos. A preocupação de muitos é com as posições que podem ocupar e a quantidade de poder que terão em cada uma dessas posições. Não valeria a pena recuperarmos o exemplo de João Batista?

Quais preconceitos trazemos no coração? Sim, sabemos e temos convicção de que Deus não faz diferença entre as pessoas. O que, no entanto, dizer de nós? Via de regra, quase ninguém se reconhece preconceituoso. Basta, porém, uma cena do cotidiano para verificarmos que o preconceito existente dentro de nós é muito mais forte do jamais havíamos pensado. Não é verdade que temos a tendência de dividir as pessoas entre melhores e piores, fortes e fracos, ricos e pobres, inteligentes e ignorantes, e decidirmos sempre pelos que são o que admiramos, em detrimento daqueles que não são?


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

O «Servo do Senhor».

O «Servo do Senhor» apresenta-se como figura muito interessante. Fenómeno de liberdade, conhecimento, verdade, doação e entrega de vida. Servo sofredor não teme doar a vida, mesmo que a arranquem de uma forma brutal e desumana.

O seu estilo é de profunda mansidão, paz, comunhão com Deus e com os todos por quem se faz doação e construção de um mundo novo, livre, de vida, de dignidade humana e de serena e realizadora comunhão com Deus. O Seu agir é de bênção, de oferta de vida e de plena humanidade.

Os primeiros cristãos reconhecem na Pessoa de Jesus Cristo o «Servo do Senhor», sobretudo a partir do seu mistério pascal, ponto culminante da total doação de vida, amor, liberdade, comunhão com Deus e com os irmãos, a ponto de suportar todos os seus crimes e pecados.

Este texto escolhido na celebração do Baptismo do Senhor coloca-nos na revelação da Pessoa de Jesus Cristo e da Sua Missão. Ele é o Filho de Deus a quem o Pai apresentou, consagrou e ungiu com o Espírito Santo. Ele é Aquele se disponibiliza e se doa numa lógica de entranhável misericórdia e amor a favor de todos.

O cristão, outro Cristo, escolhido, consagrado e enviado deve sentir o apelo gritante a doar a vida, sem medo e com dinamismo e novidade.

Povo na «expectativa».

O Povo da Aliança esperou, por entre alegrias e dores, entre esperanças e pessimismos, o Messias. Esperou a intervenção de Deus, na sua história e na sua vida, de uma forma invulgar.

A literatura bíblica e o papel dos profetas foi fundamental para purificar e lançar perspectivas do verdadeiro Messias.

A resposta de João Baptista reflecte um pouco essa espera e expectativa. Austero, penitente, homem de palavra forte e de fogo, não se afasta muito de imagens e palavras de uma certa violência ao apresentar o Messias, bem diferente das imagens e palavras da 1ª Leitura sobre o «Servo do Senhor».

A revelação de Jesus Cristo destaca os sinais da sua bondade, paciência, despojamento e doação. O quadro do seu baptismo aponta a relação Trinitária esclarecedor da Sua condição divina. E aponta para a audácia de Deus, que mergulha com a humanidade pecadora, na morte de Seu Filho, mas com Cristo, ressurge homem novo pela água e pelo Espírito Santo.

Em Cristo os céus abrem-se como «Tempo de graça e de misericórdia». Deus está atento, ama e quer partilhar vida e amor. O Espírito Santo desce em forma de pomba, traduzindo sinais de ternura, simplicidade, afecto e não com violência ou fogo aterrador. A voz do céu apresenta o Filho amado, surge voz vital, que jamais deixa de se ouvir como gesto de salvação e de aliança eterna. Escutar o Pai, sentir o dinamismo do Espírito Santo significa ver o Filho, e aceitá-Lo como proposta de Vida.

Cristo «orava», como atitude fundamental de escuta e de aceitar a missão. Ele mergulha nas águas com todo o povo. Faz-se um deles. Põe-se ao lado dos pecadores: não julga, não despreza, não cria aversão; não assusta.

Seus gestos e palavras são propostas de caminhar connosco no caminho que conduz á vida, à liberdade, à salvação.

Vivência do Batismo.

A celebração de hoje deve fazer-nos vivenciar e comprometer com o nosso baptismo. Pelo baptismo fomos «enxertados» em Cristo e com Ele identificados como sacerdotes, profetas e Reis.

O Baptismo é uma realidade dinâmica. Ele cria relações intensas e dinamismos vitais com Deus e com os irmãos. Além de nos mergulhar na comunhão trinitárias mergulha-nos na comunhão com toda a Igreja e com a humanidade inteira. E impele-nos a prosseguirmos um caminho comprometido com o projecto de Jesus Cristo: Caminho, Verdade e Vida.

A vida cristã iniciada no baptismo está chamada a crescer até à comunhão plena com Deus e com os irmãos. Está chamada a ser mistério pascal: total doação a Deus e a todos.

Cada baptizado deve revelar os sinais do seu baptismo: viver o projecto de Jesus Cristo como algo dinâmico. Saber perceber os sinais dos tempos e responder com uma vida de entrega. Vida orientada na escuta de Deus, sua proposta de amor. Docilidade e empenho para receber a ternura e o afecto do Espírito de Deus e traduzir na relação com os irmãos o verdadeiro afecto de Deus. Consciência da fragilidade e a ousadia da conversão no mergulho do sacramento da reconciliação: «baptismo laborioso», segundo santo Agostinho. Projecto de santidade no amor ao mundo, às pessoas, à vida e a tudo o que faz parte do humano. Portadores da esperança, da misericórdia, da vida e da paz.

Maria de Nazaré, discípula predilecta de Seu Filho, referência de cada discípulo está disponível para nos fazer cristãos segundo o projecto de Deus.

Fala o Santo Padre

Hoje celebra-se a festa do Baptismo do Senhor, que encerra o tempo do Natal. A liturgia propõe-nos a narração do Baptismo de Jesus no Jordão, no texto de Lucas (cf. 3, 15-16.21-22). O evangelista narra que, enquanto Jesus estava a rezar, depois de ter recebido o Baptismo no meio de muitas pessoas que eram atraídas pela pregação do Precursor, abriu-se o céu e, sob a forma de uma pomba, o Espírito Santo desceu sobre Ele. Naquele momento, das alturas ouviu-se uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado, em ti pus todo o meu agrado» (Lc 3, 22).

Embora de modo diverso, o Baptismo de Jesus no Jordão é recordado e posto em evidência por todos os Evangelistas. Com efeito, fazia parte da pregação apostólica, uma vez que constituía o ponto de partida de toda a série dos acontecimentos e das palavras de que os Apóstolos deviam dar testemunho (cf. Act 1, 21-22; 10, 37-41). A comunidade apostólica considerava-o muito importante, não somente porque naquela circunstância, pela primeira vez na história, houve a manifestação do mistério trinitário de maneira clara e completa, mas também porque a partir daquele acontecimento teve início o ministério público de Jesus pelos caminhos da Palestina. O Baptismo de Jesus no Jordão constitui a antecipação do seu baptismo de sangue na Cruz, e é também o símbolo de toda a actividade sacramental com que o Redentor realizará a salvação da humanidade. Eis por que motivo a tradição patrística dedicou muito interesse por esta festa, que é a mais antiga depois da Páscoa. «No Baptismo de Cristo canta a liturgia hodierna o mundo é santificado e os pecados são perdoados; na água e no Espírito tornamo-nos novas criaturas» (Antífona ao Benedictus, Ofício das Laudes).

Existe uma estreita relação entre o Baptismo de Cristo e o nosso Baptismo. No Jordão os céus abriram-se (cf. Lc 3, 21) para indicar que o Salvador nos descerrou o caminho da salvação e nós podemos percorrê-lo precisamente graças ao novo nascimento «da água e do Espírito» (Jo 3, 5) que se realiza no Baptismo. Nele nós somos inseridos no Corpo místico de Cristo, que é a Igreja, morremos e ressuscitamos com Ele e revestimo-nos dele, como o Apóstolo Paulo salienta várias vezes (cf. 1 Cor 12, 13; Rm 6, 3-5; Gl 3, 27). Por conseguinte, o compromisso que brota do Baptismo consiste em «ouvir» Jesus: ou seja, em acreditar nele e em segui-lo docilmente, cumprindo a sua vontade. É deste modo que cada um pode tender para a santidade, uma meta que, como recorda o Concílio Vaticano II, constitui a vocação de todos os baptizados. Ajude-nos Maria, a Mãe do Filho predilecto de Deus, a ser sempre fiéis ao nosso Baptismo.

Bento XVI, Vaticano, 6 de Janeiro de 2007

Oração Universal

Caríssimos irmãos e irmãs:
Recordando o Baptismo de Jesus, o Filho muito amado de Deus Pai, oremos pelos homens e pelas mulheres de toda a terra, dizendo com alegria (ou: cantando):

R. Ouvi-nos, Senhor.
Ou: Confirmai-nos, Senhor, no vosso Espírito.
Ou: Ouvi. Senhor, a nossa oração.

1.  Pela santa Igreja, mãe dos cristãos, pelos ministros da Palavra e do Baptismo e pelos que renascem da água e do Espírito, oremos ao Senhor.

2.  Pelos que têm sede da água viva, pelos que crêem em Jesus, Filho de Deus, e por aqueles que não são iluminados pela fé, oremos ao Senhor.

3.  Pelos homens perseguidos e humilhados, pelos que perderam a coragem de lutar e por aqueles que os defendem e animam, oremos ao Senhor.

4.  Pelos doentes que perderam a esperança, pelas crianças que perderam os seus pais e por aquelas a quem falta o amor e um lar, oremos, irmãos.

5.  Por todos nós que recebemos o Baptismo, pelos que estão em graça e paz com Deus e por aqueles que entre nós vivem nas trevas, oremos ao Senhor.

Senhor, nosso Deus, reavivai em nós, pelo Espírito Santo, o dom e a alegria do Baptismo, para que Vos chamemos nosso Pai e nos sintamos, de verdade, vossos filhos. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao Domingo da Festa do Baptismo do Senhor, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. ATENÇÃO AOS SILÊNCIOS NA CELEBRAÇÃO.
Um detalhe do Evangelho tem a sua importância: o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu sobre Jesus, enquanto Ele orava. É um convite para darmos atenção, desde o início da celebração, aos silêncios que favorecem a oração comunitária mas também pessoal. Por exemplo, antes do momento penitencial, antes da oração de colecta, depois da proclamação das leituras…

3. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
“Pai do teu povo, nós Te bendizemos. Tu que os profetas muitas vezes anunciaram como o Deus vingativo, apresentas-Te como um Deus pastor, que reúne e conduz o seu rebanho, com solicitude. Na nossa sociedade do consumo e do lucro, tão dura para quem perde, nós Te pedimos: que as nossas comunidades cristãs sejam em todo a parte lugares de reconforto e de esperança”.

No final da segunda leitura:
“Deus, nosso Salvador, nós Te damos graças, porque manifestaste a tua bondade e a tua ternura para com a nossa humanidade; Fizeste-nos renascer pela água do Baptismo e nos renovaste no Espírito Santo. Que o teu Espírito nos ensine a rejeitar o pecado e as paixões deste mundo, e a viver no mundo presente como homens justos e religiosos”.

No final do Evangelho:
“Deus que nenhum olhar pode ver, bendito és Tu pela revelação que comunicaste no Baptismo de Jesus, porque de maneira sensível Te manifestaste como o Pai de Jesus e nosso Pai e nos revelaste o teu Espírito. Nós Te pedimos pelas crianças, jovens e adultos que serão baptizados e confirmados ao longo dos próximos meses. Nós Te pedimos também pelos seus catequistas”.

4. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística II, com a variante própria para o domingo.

5. PALAVRA PARA O CAMINHO.
“O céu abriu-se… O Espírito Santo desceu sobre Jesus… Do céu fez-se ouvir uma voz: Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência». O que aconteceu em Jesus aconteceu em cada um e cada uma de nós. Como Cristo, fomos baptizados; como a Ele, a voz do Pai nos disse: Tu és o meu filho amado, tu és a minha filha amada! Esta voz fala-nos sempre: ela recorda-nos a nossa dignidade de filhos e de filhas de Deus, ela envia-nos a gritar aos nossos irmãos: “Sois os bem-amados do Pai!” Nós que fomos enxertados no Espírito Santo, mas que temos medo do futuro, escutemos esta voz que nos diz: “Tu és o meu filho, tu és a minha filha, eu estou contigo, em ti pus toda a minha ternura!” Sejamos ternura, bondade e misericórdia para os outros…

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Aceitai, Senhor, os dons que a Igreja Vos oferece, ao celebrar a manifestação de Cristo vosso Filho, para que a oblação dos vossos fiéis se transforme naquele sacrifício perfeito que lavou o mundo de todo o pecado. Por Nosso Senhor.

Prefácio: O Batismo do Senhor

V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.

V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte: Nas águas do rio Jordão, realizastes prodígios admiráveis, para manifestar o mistério do novo Baptismo: do Céu fizestes ouvir uma voz, para que o mundo acreditasse que o vosso Verbo estava no meio dos homens; pelo Espírito Santo, que desceu em figura de pomba, consagrastes Cristo vosso Servo com o óleo da alegria, para que os homens O reconhecessem como o Messias enviado a anunciar a boa nova aos pobres. Por isso, com os Anjos e os Santos do Céu, proclamamos na terra a vossa glória, cantando numa só voz: Santo, Santo, Santo.

Monição da Comunhão: Aceitar o desafio de comungar Jesus Cristo, Filho de Deus e Filho de Maria, exige compreender a vida cristã como dinâmica. Não é uma vida cómoda e mágica! É exigência a uma verdadeira comunhão com Deus e com irmãos. Por isso implica a nossa existência, a nossa humanidade, a nossa responsabilidade para caminhar por entre desafios e propostas que Deus nos faz, muitas vezes radicalmente opostas ao estilo de vida das modernas sociedades.

Jo 1, 32.34
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Eis Aquele de quem João dizia: Eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Senhor, que nos alimentais com este dom sagrado, ouvi benignamente as nossas súplicas e concedei-nos a graça de ouvirmos com fé a palavra do vosso Filho Unigénito para nos chamarmos e sermos realmente vossos filhos. Por Nosso Senhor.

RITOS FINAIS

Monição final: Conscientes de que o baptismo gera dinamismo de entrega e doação vamos caminhar na proposta de Cristo Caminho Verdade e Vida. Maria de Nazaré que caminha connosco em Natal, seja nossa companheira de viagem até ao Mistério Pascal de seu Filho, dinamismo de Morte e ressurreição em cada um de nós.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

TEMPO COMUM

1ª SEMANA

2ª Feira, 14-I: A implantação do reino dos Céus na terra.

1 Sam 1, 1-8 / Mc 1, 12-20
Ao passar ao longo do mar da Galileia, viu Simão e seu irmão André. Disse-lhes Jesus: Vinde após mim e farei de vós pescadores de homens.

«Contra toda a esperança humana, Deus escolheu o que era tido por incapaz e fraco, para mostrar a sua fidelidade à promessa feita: Ana, mãe de Samuel (Leit), Débora, Rute…» (CIC, 489). Para ajudar na sua missão, escolhe igualmente para Apóstolos os que são tidos como incapazes (Ev). Assim começa a implantação na terra do reino dos Céus, para «elevar os homens à participação da vida divina. E o Pai fá-lo reunindo os homens em torno de seu Filho. Esta reunião é a Igreja, que é na terra o ‘germe e o princípio’ do reino de Deus» (CIC, 541).

3ª Feira, 15-I: Colaboração na Redenção.

1 Sam 1, 9-20 / Mc 1, 21-28
Ana orou ao Senhor: Se vos dignardes conceder-lhe (à vossa serva) um filho varão, eu hei-de consagrá-lo ao serviço do Senhor.

Conforme prometera, Ana consagrou mais tarde o seu filho Samuel ao Senhor (Leit). Também Jesus consagra toda a sua vida ao serviço da Redenção, dando doutrina, expulsando espíritos impuros, etc. (Ev). Todos somos chamados a ser corredentores, a colaborar na obra da Redenção. Imitando o exemplo do Senhor, procuremos dar boa doutrina aos mais ignorantes, curemos as doenças da alma aos nossos parentes e conhecidos, demos a conhecer a vida de Nosso Senhor, com o testemunho da nossa própria vida.

4ª Feira, 16-I: Oração: Dedicação e disponibilidade.

1 Sam 3, 1-0. 19-20 / Mc 1, 29-39
De manhãzinha, ainda muito escuro, Jesus levantou-se e saiu. Retirou-se para um sítio ermo e aí começou a orar.

Samuel não sabia distinguir a voz de Deus das vozes humanas. Por isso, o sacerdote Eli teve que ensiná-lo a dizer: «Falai, Senhor, que o vosso servo escuta» (Leit). Jesus dá-nos exemplo de dedicação à oração logo de manhãzinha cedo (Ev). Vendo este exemplo do nosso Mestre, peçamos-lhe que nos aumente o desejo de orar. Procuremos dedicar alguns momentos à oração logo de manhã, para falarmos com Deus dos nossos trabalhos e preocupações. E, como Samuel, tenhamos mais disponibilidade: várias vezes se levantou de noite, sempre disposto a ouvir a Deus.

5ª Feira, 17-I: Os sinais da vitória e da cura.

1 Sam 4, 1-11 / Mc 1, 40-45
Vamos buscar a Silo a Arca da Aliança do Senhor: que ela venha para o meio de nós e nos salve das mãos dos nossos inimigos.

«Já no Antigo Testamento, Deus ordenou ou permitiu a instituição de imagens, que conduziriam simbolicamente à salvação pelo Verbo Encarnado: por exemplo, a serpente de bronze, a Arca da Aliança (Leit), os querubins» (CIC, 2130). As curas operadas por Jesus (Ev) têm igualmente um significado: «As curas que fazia eram sinais da vinda do reino de Deus. Anunciavam uma cura mais radical: a vitória sobre o pecado e sobre a morte, mediante a sua Páscoa» (CIC, 1505). Os sacramentos são sinais sensíveis para curar as nossas doenças e nos revestirem da santidade de Cristo.

6ª Feira, 18-I: Jesus Rei e Médico divino.

1 Sam 8, 4-7. 10-22 / Mc 2, 1-12
Que é mais fácil, dizer ao paralítico: os teus pecados são-te perdoados, ou dizer levanta-te, pega na tua enxerga e anda?

Os anciãos de Israel manifestaram a Samuel o desejo de terem um rei. E o Senhor concedeu-lho (Leit). Jesus é Rei e Médico, pois as curas indicavam a proximidade do reino de Deus. Ele veio curar o homem na sua totalidade, alma e corpo (Ev). «Ele dirige-se pessoalmente a cada um dos pecadores: ‘Meu filho, os teus pecados são-te perdoados’ (Ev). Ele é o médico que se inclina sobre cada um dos doentes. A confissão pessoal é, pois, a forma mais significativa da reconciliação com Deus e a Igreja» (CIC, 1484).

Sábado, 19-I: Os ungidos e a salvação.

1 Sam 9, 1-4-17-19; 10, 1 / Mc 2, 13-17
Eu não vim chamar os justos mas os pecadores.

Samuel ungiu Saul para uma missão de salvação dos inimigos: «tu é que hás-de reger o povo do Senhor e o salvarás das mãos dos inimigos» (Leit). Cristo é ungido para cumprir a sua missão divina: a salvação dos pecadores (Ev). No Baptismo e na Confirmação recebemos uma unção, que nos capacita para nos salvarmos e salvarmos os outros. Como Jesus, que procura acompanhar todo o tipo de pessoas, convidemos os nossos amigos para uma conversão e assim poderem seguir o Senhor mais de perto: «Segue-me» (Ev).

Celebração e Homilia: ARMANDO RODRIGUES DIAS
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

.
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