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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


23.04.2017
2º DOMINGO DE PÁSCOA — ANO A
( Branco, Glória, Creio, Prefácio da Páscoa I, II Semana do Saltério )
__ "A fé na ressureição é motivo de alegria!" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO (30.04.2017)

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Gostamos de ter provas palpáveis para acreditar. Mas, para que ainda acreditar, quando se tem provas palpáveis? E que certeza nos dão as pretensas provas? Nossa fé não vem de provas imediatas, mas da fé das “testemunhas designadas por Deus”, principalmente dos apóstolos, que foram as testemunhas da ressurreição de Jesus. Eles puderam ver o ressuscitado e, por isso, acreditaram. Por isso, a fé dos apóstolos, exige de nós que creiamos em seu testemunho sobre Jesus morto e ressuscitado, ou seja, que adiramos à mesma fé. E exige também que pratiquemos a vida de comunhão fraterna na comunidade eclesial, que brotou de sua pregação.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, o anúncio da Páscoa do Senhor ainda ressoa em nossos corações. Deus mostrou sua infinita misericórdia quando, pela morte e ressurreição de seu Filho, devolveu-nos a esperança da Vida Eterna. Foi no primeiro dia da semana, num domingo como este, que Ele entrou onde estavam reunidos os discípulos para lhes oferecer o dom da paz. Acolhamos o Senhor que nos reuniu, para novamente nos oferecer esse dom, e nos disponhamos a ser testemunhas de sua misericórdia no mundo e construtores da paz.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: O evangelho apresenta a aparição de Jesus ressuscitado num quadro "litúrgico". Os discípulos estão reunidos, no domingo à noite (dia da ressurreição) e novamente oito dias depois. Jesus apresenta-se com os sinais gloriosos da paixão; transmite-lhes, com seu Espírito, os dons pascais resumidos na paz, na reconciliação; confirma-lhes a fé e anuncia a bem-aventurança dos que creram sem tê-lo visto.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo, da Caridade, do Jejum e da Oração, preparemo-nos para a Páscoa do Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/23-de-abril-de-2017---Segundo-Domingo-da-Pascoa.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/af_30_2o_domingo_da_pascoa.pdf


TEMA
A FÉ APOSTÓLICA, QUE É NOSSA

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- Autoria do Roteiro Homilético da Paulus para o período de Março/Abril-2017: Celso Loraschi. Mestre em Teologia Dogmática com Concentração em Estudos Bíblicos e professor de evangelhos sinóticos e Atos dos Apóstolos no Instituto Teológico de Santa Catarina (Itesc). E-mail: loraschi@itesc.org.br

Introdução da Revistal Vida Pastoral

A fé apostólica, que é nossa

Nos domingos depois da Páscoa, a liturgia nos põe em contato com a primeira comunidade cristã. As primeiras leituras são uma sequência de leituras tomadas dos Atos dos Apóstolos. Nas leituras do evangelho, é-nos apresentada a “suma teológica” do século I, o Evangelho de João. As segundas leituras são tomadas de outros escritos muito significativos quanto aos temas batismais e da fé; no ano A, a primeira carta de Pedro.

O segundo domingo pascal, especificamente, é marcado pelo tema da fé batismal. É o antigo domingo in albis (“em vestes brancas”). Nesse domingo, os neófitos (os novos fiéis, literalmente “brotos novos”), batizados na noite pascal, apresentavam-se vestidos com a veste branca que receberam na noite de seu batismo: são “como crianças recém-nascidas” (como se dizia no canto da entrada). A oração do dia pede que progridamos na compreensão dos mistérios básicos da nossa fé, os “sacramentos da iniciação cristã” — batismo, eucaristia e confirmação —, e a oração depois da comunhão reza por mais profundo entendimento do mistério da ressurreição e do batismo. Quanto às leituras, embora não exista estrita coerência temática entre as três, todas elas nos fazem participar do espírito do mistério pascal.

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia deste domingo apresenta-nos essa comunidade de Homens Novos que nasce da cruz e da ressurreição de Jesus: a Igreja. A sua missão consiste em revelar aos homens a vida nova que brota da ressurreição.

Na primeira leitura temos, na “fotografia” da comunidade cristã de Jerusalém, os traços da comunidade ideal: é uma comunidade fraterna, preocupada em conhecer Jesus e a sua proposta de salvação, que se reúne para louvar o seu Senhor na oração e na Eucaristia, que vive na partilha, na doação e no serviço e que testemunha – com gestos concretos – a salvação que Jesus veio propor aos homens e ao mundo.

No Evangelho sobressai a ideia de que Jesus vivo e ressuscitado é o centro da comunidade cristã; é à volta d’Ele que a comunidade se estrutura e é d’Ele que ela recebe a vida que a anima e que lhe permite enfrentar as dificuldades e as perseguições. Por outro lado, é na vida da comunidade (na sua liturgia, no seu amor, no seu testemunho) que os homens encontram as provas de que Jesus está vivo.

A segunda leitura recorda aos membros da comunidade cristã que a identificação de cada crente com Cristo – nomeadamente com a sua entrega por amor ao Pai e aos homens – conduzirá à ressurreição. Por isso, os crentes são convidados a percorrer a vida com esperança (apesar das dificuldades, dos sofrimentos e da hostilidade do “mundo”), de olhos postos nesse horizonte onde se desenha a salvação definitiva.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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TEMPO NOVO

O tempo pascal é tempo para celebrar a vida que vence a morte e se renova, com a ressurreição de nosso Senhor.

É tempo de vencer o medo e o desânimo. De testemunhar ao mundo que Deus é infinitamente maior que os poderes da injustiça e da morte.

É tempo de edificar comunidades que tenham Jesus como o verdadeiro
centro. De relativizar o que nos separa, para seguir os valores genuinamente evangélicos que nos unem. De deixar de lado caprichos pessoais, para centrar no Mestre toda a nossa ação pastoral e missionária, toda a nossa liturgia, todo o nosso empenho de discípulos.

É tempo de construir a paz, neste mundo cheio de guerras, tão carente de mãos amigas e de políticas que busquem diminuir as desigualdades sociais. Pois a paz não se conquista senão buscando a justiça.

É tempo de renovar nosso compromisso de seguidores de Jesus, pois o Ressuscitado nos envia para continuar no mundo seu projeto de vida para todos.

É tempo de dar razão ao Espírito Santo, que habita em nós por força do batismo. Pois o Espírito sopra onde quer, e querer aprisioná-lo em exclusivismos e ideologias seria trair o próprio Deus, que se doa por todos e nos dá a força necessária para agir em favor de quem menos pode.

É tempo de acreditar, sem exigir provas. Fé que precisa de provas não é fé. Daí as últimas palavras de Jesus na versão original do Evangelho de João: “Felizes os que não viram e acreditaram”. É a bem-aventurança da ressurreição! Feliz é quem tem fé, quem não exige provas para entregar-se confiante ao mistério de Deus, que é tudo em todos.

É tempo de esperança e felicidade. De acreditar no testemunho de tantas pessoas que, antes de nós, entregaram-se pelo mesmo projeto de Jesus, doando a própria vida para que outros pudessem ter mais vida.

É tempo de doar a vida e de dar sentido à vida. É tempo de ressurreição.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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“FELIZES OS QUE CRERAM SEM TER VISTO!”

Celebramos hoje o domingo da Divina Misericórdia, instituído pelo papa são João Paulo II em maio de 2000. Neste dia, todos os anos, é proclamada a passagem do Evangelho de João que recorda a experiência de fé da comunidade dos discípulos de Jesus, especialmente a de Tomé.

O evangelista narra dois encontros de Jesus ressuscitado com sua comunidade de seguidores. No primeiro, Tomé não estava presente. Quando os outros lhe contam que viram o Ressuscitado, ele não acredita. E vai além. Quer provas de que Jesus tenha ressuscitado de fato. Oito dias depois, Jesus tem novo encontro com os discípulos. Desta vez, como está na comunidade, Tomé o vê, acredita e exclama: “Meu Senhor e meu Deus!”

Esse acontecimento nos mostra que a fé se vive na comunidade. Afinal, como batizados, fazemos parte do corpo místico de Cristo, a Igreja (cf. Cl 1,24). Ao contrário dos apóstolos, não tivemos a experiência de ver e tocar Jesus, mas acreditamos naquilo em que eles acreditaram, ou melhor, acreditamos naquele em que eles acreditaram, como afirmou o papa Bento XVI em sua encíclica Deus é Amor, n. 1: “[O cristianismo é] o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo”.

Como cristãos, somos chamados a fazer sempre o nosso encontro com o Senhor. Encontro pessoal, mas também comunitário, pois a comunidade nasce da experiência com o Ressuscitado.

Neste domingo da Divina Misericórdia, acolhamos a paz que Jesus nos oferece e peçamos-lhe que aumente nossa fé, pois aquele que crê não precisa de provas.

Tomé precisou ver e tocar para crer: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei” (Jo 19,25). Por ser ainda fraca, sua fé necessitou de sinais extraordinários. Ainda hoje há muitos que necessitam desse tipo de sinais para crer. Basta olharmos ao redor.

Diante disso, podemos nos perguntar: É essa a fé que recebemos dos apóstolos? É essa a fé que queremos viver? É essa a fé que eu, pessoalmente, quero testemunhar? Quando necessitamos de coi­sas extraordinárias para acredi­tar que Jesus ressuscitou, caminha conosco e continua atuando na história, é hora de lembrar as palavras de Jesus a Tomé: “Felizes os que creram sem ter visto”.

Iorlando Rodrigues Fernandes, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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Cristo ressuscitado nos concede seu Espírito de perdão e de paz
O tempo pascal nos motiva a manter viva a nossa alegria e esperança em Cristo ressuscitado. Jesus nos ensina que é possível construir um mundo de perdão, fraternidade e paz. Somos convidados a expressar nossa fé na sua palavra e na sua ressurreição. Neste domingo da Divina Misericórdia, demos graças a Deus e peçamos que ele nos ensine a ser misericordiosos com nossos irmãos e irmãs.

LIÇÃO DE VIDA: Recebemos do Senhor os dons do perdão, da misericórdia e da paz para serem partilhados com nossos irmãos e irmãs.


RITOS INICIAIS

1 Pedro 2, 2
ANTÍFONA DE ENTRADA: Como crianças recém-nascidas, desejai o leite espiritual, que vos fará crescer e progredir no caminho da salvação. Aleluia.

Ou: 4 Es 2, 36–37
Exultai de alegria, cantai hinos de glória. Dai graças a Deus, que vos chamou ao reino eterno. Aleluia.

Diz–se o Glória.

Introdução ao espírito da Celebração
Celebramos em cada domingo a Páscoa do Senhor, a Sua Morte e Ressurreição. Jesus quis aparecer aos Apóstolos no domingo de Páscoa e no de Pascoela, marcando o ritmo da celebração pascal para os discípulos e para os cristãos de todos os tempos. Alegremo-nos, porque o Senhor ressuscitado está aqui no meio de nós como esteve no Cenáculo. Irmãos, peçamos perdão dos nossos pecados, pois são os que dEle nos separam.

ORAÇÃO COLECTA: Deus de eterna misericórdia, que reanimais a fé do vosso povo na celebração anual das festas pascais, aumentai em nós os dons da vossa graça, para compreendermos melhor as riquezas inesgotáveis do Baptismo com que fomos purificados, do Espírito em que fomos renovados e do Sangue com que fomos redimidos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: O livro dos Atos dos Apóstolos conta-nos neste trecho a vida dos primeiros cristãos de Jerusalém. São exemplo para todos fixarmos e imitarmos.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Atos 2,42-47

Leitura dos Atos dos Apóstolos. 2 42 Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações. 43 De todos eles se apoderou o temor, pois pelos apóstolos foram feitos também muitos prodígios e milagres em Jerusalém e o temor estava em todos os corações. 44 Todos os fiéis viviam unidos e tinham tudo em comum. 45 Vendiam as suas propriedades e os seus bens, e dividiam-nos por todos, segundo a necessidade de cada um. 46 Unidos de coração freqüentavam todos os dias o templo. Partiam o pão nas casas e tomavam a comida com alegria e singeleza de coração, 47 louvando a Deus e cativando a simpatia de todo o povo. E o Senhor cada dia lhes ajuntava outros que estavam a caminho da salvação.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Esta é a primeira das três maiores «descrições sumárias» de Actos da primitiva comunidade cristã de Jerusalém. As outras duas mais desenvolvidas estão em Act 4, 32-35; e 5, 12-16. Nestas descrições focam-se três aspectos da vida dos primeiros cristãos de Jerusalém: a sua vida religiosa, o cuidado dos pobres e os prodígios realizados pelos Apóstolos, insistindo-se ora num, ora noutro aspecto; aqui insiste-se na vida religiosa. Os relatos sumários são breves resumos da vida da Igreja, que não se reduzem a estes três relatos maiores. Os críticos vêem nalguns deles uma descrição um tanto idealizada, pois é feito um juízo global a partir de casos concretos, como quando se diz que ninguém tinha nada seu (4, 42), ou que todos eram curados (5, 16), etc. A credibilidade do conteúdo destes sumários é no entanto confirmada pelo facto de que a clara visão idílica de alguns elementos não leva o autor a deformar a realidade, pois não esconde acontecimentos que podiam embaciar essa visão tão optimista (por ex., o caso de Ananias e de Safira, em Act 5, 1-11).

42 «O ensino dos Apóstolos». Os Apóstolos não se limitavam a pregar o primeiro anúncio (kérigma), em ordem à conversão inicial e ao Baptismo (cf. Act 2, 14-41); dedicavam-se também a uma instrução catequética dos que já tinham a fé.

«A comunhão fraterna», isto é, havia uma grande unidade de espíritos e de corações («um só coração e urna só alma» Act 4, 32); a tradução latina da Vulgata interpretou a expressão no sentido da comunhão eucarística («comunhão da fracção do pão»), uma vez que, de facto, este Sacramento é o fundamento da união de todos os cristãos entre si: 1 Cor 10, 17.

«Fracção do pão»: partir do pão era o nome primitivo dado à celebração da Eucaristia, um nome tirado do gesto de Jesus de partir o pão na Última Ceia. Com toda a probabilidade, temos aqui uma referência à celebração eucarística, designada desta maneira em 1 Cor 10, 16-17 e Act 20, 7.

44 «Tinham tudo em comum». Esta atitude extraordinariamente generosa ficou para sempre como um luminoso exemplo de como «compartilhar com os outros é uma atitude cristã fundamental… Os primeiros cristãos puseram em prática espontaneamente o princípio segundo o qual os bens deste mundo são destinados pelo Criador à satisfação das necessidades de todos sem excepção» (Paulo VI). Esta atitude cristã nada tem que ver com a colectivizarão de toda a propriedade privada imposta por um estado totalitário, pois aqui era respeitada a liberdade individual, podendo não se pôr tudo em comum, por isso em Actos se louva o gesto de Barnabé (Act 4, 36-37) e se censura a fraude de Ananias (Act 5, 4). Daqui se conclui que o «todos» do texto é uma generalização.

46 No princípio, os cristãos de Jerusalém continuavam a participar nos actos de culto judaico, acrescentando a essas práticas um novo rito que celebravam nas casas particulares: a Eucaristia, que, como é óbvio, não podiam celebrar no Templo. O original grego sugere mesmo que esta se celebrava, ora numa casa, ora noutra. Pode-se perguntar se a celebrariam diariamente. Não é certo, mas a sua celebração no «primeiro dia da semana» consta-nos de Act 20, 7.11; 1 Cor 16, 2; cf. Didaquê, 14, 1, dia que já na época apostólica se começa a chamar «dia do Senhor», isto é, Domingo (cf. Apoc 1, 10).

«Com alegria». S. Lucas sublinha frequentemente esta alegria dos primeiros cristãos: (Act 5, 41; 8, 8.39; 13, 48-52; 15, 3; 16, 34), bem como o tom de louvor que havia na sua vida de oração (v. 47; cf. 3, 8.9; 4, 21; 10, 46; 11, 18; 13, 48; 19, 17; 21, 20).

......................

A primeira leitura nos apresenta o ideal da comunidade cristã: a comunidade primitiva dos cristãos de Jerusalém. A descrição de At 2,42-47 acentua especialmente a comunhão dos bens, que corresponde ao sentido do partir o pão — comemoração do Senhor Jesus. Outros textos semelhantes sobre a vida da comunidade encontram-se em At 3,32-37 e 5,12-16. Tanto essa comunhão perfeita como os prodígios operados pelos apóstolos serviam de testemunho para os demais habitantes de Jerusalém, testemunho que não deixava de ter sua eficácia. Essa leitura é, portanto, mais do que um documento histórico sobre os primeiros tempos depois da Páscoa: é convite para restabelecermos a pureza cristã das origens.

AMBIENTE

Depois de descrever a vinda do Espírito Santo sobre os discípulos reunidos no cenáculo (cf. Act 2,1-13) e de apresentar (através de um discurso posto na boca de Pedro) um resumo do testemunho dado pelos primeiros discípulos sobre Jesus (cf. Act 2,14-36), Lucas refere o resultado da pregação dos apóstolos: as pessoas aderem em massa (Lucas fala de três mil pessoas que, nesse dia, se juntaram aos discípulos) e nasce a comunidade cristã de Jerusalém (cf. Act 2,37-41). São os primeiros passos de um caminho que a Igreja de Jesus vai percorrer, desde Jerusalém a Roma (o coração do mundo antigo).

O nosso texto faz parte de um conjunto de três sumários, através dos quais Lucas descreve aspectos fundamentais da vida da comunidade cristã de Jerusalém. Este primeiro sumário é dedicado ao tema da unidade e ao impacto que o estilo cristão de vida provocou no povo da cidade (os outros dois sumários tratam da partilha dos bens – cf. Act 4,32-35 – e do testemunho da Igreja através da actividade miraculosa dos apóstolos – Act 5,12-16).

Naturalmente, este sumário não é um retrato histórico rigoroso da comunidade cristã de Jerusalém, no início da década de 30 (embora possa ter algumas bases históricas). Quando Lucas escreve este relato (década de 80), arrefeceu já o entusiasmo inicial dos cristãos: Jesus nunca mais veio para instaurar definitivamente o “Reino de Deus” e posicionam-se no horizonte próximo as primeiras grandes perseguições… Há algum desleixo, falta de entusiasmo, monotonia, divisão e confusão (até porque começam a aparecer falsos mestres, com doutrinas estranhas e pouco cristãs). Neste contexto, Lucas recorda o essencial da experiência cristã e traça o quadro daquilo que a comunidade deve ser.

MENSAGEM

Como será, então, essa comunidade ideal, que nasce do Espírito e do testemunho dos apóstolos?

Em primeiro lugar, é uma comunidade de irmãos, que vive em comunhão fraterna (“os irmãos” – vers. 42). Essa fraternidade resulta da identificação com Cristo e da vida de Cristo que anima cada crente – membros, todos eles, do mesmo corpo – o Corpo de Cristo.

Em segundo lugar, é uma comunidade assídua ao ensino dos apóstolos. Quer dizer, é uma comunidade empenhada em conhecer e acolher a proposta de salvação que vem de Jesus, através do testemunho dos apóstolos (e não através dessas doutrinas estranhas trazidas pelos falsos mestres e que começam a invadir a comunidade). A catequese deve incidir sobre a pessoa de Jesus, o seu projecto, os seus valores, a sua vida de doação e de entrega. Os crentes são convidados a descobrir que o sentido fundamental da vida está na obediência ao plano do Pai e na entrega aos irmãos; e que uma vida vivida desse jeito conduz à ressurreição e à vida plena, mesmo que passe pela experiência da cruz.

Em terceiro lugar, é uma comunidade que celebra liturgicamente a sua fé. Lucas aponta dois momentos celebrativos fundamentais: a “fracção do pão” e as “orações”.

A “fracção do pão” parece ser uma expressão técnica para designar o memorial da “ceia do Senhor”, ou “eucaristia”. Era a celebração que resumia toda a vida do Senhor Jesus, feita doação da vida e entrega até à morte. Acompanhada, em geral, de uma refeição fraterna, ela comportava ainda orações, uma pregação e, talvez, gestos de comunhão e de partilha entre os cristãos. Era um momento de alegria, em que a comunidade celebrava a sua união a Jesus e a comunhão fraterna que daí resultava.

Temos, ainda, as “orações”. Os primeiros cristãos continuaram a frequentar o Templo (“todos os dias frequentavam o Templo” – vers. 46) e a participar da oração da comunidade judaica; no entanto, é bastante provável que a comunidade cristã tenha começado a sentir a necessidade de se encontrar para a oração tipicamente cristã, centrada na pessoa de Jesus; e é, talvez, a esta oração comunitária cristã que Lucas se refere. A comunidade de Jesus é, portanto, uma comunidade que se junta para rezar, para louvar o seu Senhor.

Em quarto lugar, é uma comunidade que partilha os bens. Da comunhão com Cristo, resulta a comunhão dos cristãos entre si; e isso tem implicações práticas. Em concreto, implica a renúncia a qualquer tipo de egoísmo, de auto-suficiência, de fechamento em si próprio e uma abertura de coração para a partilha, para o dom, para o amor. Expressão concreta dessa partilha e desse dom é a comunhão dos bens: “tinham tudo em comum; vendiam propriedades e bens e distribuíam o dinheiro por todos, conforme as necessidades de cada um” – vers. 44-45). É uma forma concreta de mostrar que a vida nova de Jesus, assumida pelos crentes, não é “conversa fiada”; mas é uma libertação da escravidão do egoísmo e um compromisso verdadeiro com o amor, com a partilha, com o dom da vida.

Finalmente, é uma comunidade que dá testemunho. Os gestos realizados pelos apóstolos enchiam toda a gente de temor (vers. 43) – quer dizer, infundiam em todos aqueles que os testemunhavam a inegável certeza da presença de Deus e dos seus dinamismos de salvação. Além disso, a piedade, o amor fraterno, a alegria e a simplicidade dos crentes provocavam a admiração e a simpatia de todo o povo; esse jeito de viver interpelava os habitantes de Jerusalém e fazia com que aumentasse todos os dias o número dos que aderiam à proposta de Jesus e à comunidade da salvação (vers. 47).

A primitiva comunidade cristã, nascida do dom de Jesus e do Espírito é verdadeiramente uma comunidade de homens e mulheres novos, que dá testemunho da salvação e que anuncia a vida plena e definitiva. A comunidade cristã de Jerusalém era, de facto, esta comunidade ideal? Possivelmente, não (outros textos dos Actos falam-nos de tensões e problemas – como acontece com qualquer comunidade humana); mas a descrição, que Lucas aqui faz, aponta para a meta a que toda a comunidade cristã deve aspirar, confiada na força do Espírito. Trata-se, portanto, de uma descrição da comunidade ideal, que pretende servir de modelo à Igreja e às igrejas de todas as épocas.

ACTUALIZAÇÃO

Para a reflexão e actualização, considerar as seguintes linhas:

• A comunidade cristã é uma família de irmãos, reunida à volta de Cristo, animada pelo Espírito e que tem por missão testemunhar na história a salvação. Os homens do séc. XXI podem acreditar ou não na ressurreição de Cristo; mas têm de descobrir a vida nova e plena que Deus lhes oferece, através do testemunho dos discípulos de Jesus. A comunidade cristã tem de ser uma proposta diferente, que mostra aos homens como o amor, a partilha, a doação, o serviço, a simplicidade e a alegria são geradores de vida e não de morte.

• A comunidade cristã é uma comunidade de irmãos. A minha comunidade cristã é uma comunidade de irmãos que vivem no amor, ou é um grupo de pessoas isoladas, em que cada um procura defender os seus interesses, mesmo que para isso tenha de magoar os outros? No que me diz respeito, esforço-me por amar todos, por respeitar a liberdade e a dignidade de todos, por potenciar os contributos e as qualidades de todos?

• A comunidade cristã é, também, uma comunidade assídua à catequese dos apóstolos. A minha comunidade cristã é uma comunidade que se constrói à volta da Palavra de Deus, que escuta e que partilha a Palavra de Deus? Da minha parte, procuro descobrir as propostas de Deus num diálogo comunitário e numa partilha com os irmãos, ou deixo-me levar por pretensas “revelações” pessoais, convicções pessoais, impressões pessoais – que muitas vezes não são mais do que formas de manipular a Palavra de Deus para “levar a água ao meu moinho”?

• A comunidade cristã é, ainda, uma comunidade que celebra liturgicamente a sua fé. A celebração da fé comunitária dá-nos a dimensão de um povo peregrino, que caminha unido, voltado para o seu Senhor e tendo Deus como a sua referência. Da celebração comunitária da fé, sai uma comunidade mais fortalecida, mais consciente da vida que une todos os seus membros, mais adulta e com mais força para ser testemunha da salvação. O que é que significa, para mim, a celebração comunitária da fé? A celebração eucarística é um rito aborrecido, a que “assisto” por obrigação, ou uma verdadeira experiência de encontro com o Jesus do amor e do dom da vida e uma experiência de amor partilhado com os meus irmãos de fé?

• A comunidade cristã é uma comunidade de partilha. No centro dessa comunidade está o Cristo do amor, do serviço, do dom da vida… O cristão não pode, portanto, viver fechado no seu egoísmo, indiferente à sorte dos outros irmãos. Em concreto, o nosso texto fala na partilha dos bens… Uma comunidade onde alguns esbanjam os bens e onde outros não têm o suficiente para viver dignamente será uma comunidade que testemunha, diante dos homens, esse mundo novo de amor que Jesus veio propor?

Subsídios:
1ª leitura: 
 (At 2,42-47) Os primórdios da Igreja: tinham tudo em comum – At 2,42–5,42 descreve a vida da comunidade apostólica em Jerusalém. A leitura de hoje se completa em At 4,32-35. A “comunidade” (2,42) consiste em ter tudo em comum (2,44). O ensino dos apóstolos e o culto realizavam-se no templo (2,42; 4,33). A alegria e a magnanimidade do grupo eram contagiosas; aí está o mistério do sucesso missionário (2,47). * cf. Lc 24,53; At 4,12-16.



Salmo Responsorial

Monição: O salmo 117 convida-nos a encher-nos da alegria pascal, a viver o dia que o Senhor fez, a celebrar a vitória de Jesus.

SALMO RESPONSORIAL – 117/118

Dai graças ao Senhor, porque ele é bom;
“Eterna é a sua misericórdia!”

A casa de Israel agora o diga:
“Eterna é a sua misericórdia!”
A casa de Aarão agora o diga:
“Eterna é a sua misericórdia!”
Os que temem o Senhor agora o digam:
“Eterna é a sua misericórdia!”

Empurraram-me, tentando derrubar,
mas veio o Senhor em meu socorro.
O Senhor é minha força e o meu canto
e tornou-se para mim o salvador.
“Clamores de alegria e de vitória
Ressoem pelas tendas dos fiéis”.

“A pedra que os pedreiros rejeitaram
tornou-se agora a pedra angular”.
Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:
que maravilhas ele fez a nossos olhos!
Este é o dia que o Senhor fez para nós,
alegremo-nos e nele exultemos!

Segunda Leitura

Monição: S.Pedro lembra-nos que a fé nos enche de alegria já neste mundo, mesmo no meio das provações.

1 Pedro 1,3-9

Leitura da primeira carta de são Pedro. 1 3 Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Na sua grande misericórdia ele nos fez renascer pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma viva esperança, 4 para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada para vós nos céus; 5 para vós que sois guardados pelo poder de Deus, por causa da vossa fé, para a salvação que está pronta para se manifestar nos últimos tempos. 6 É isto o que constitui a vossa alegria, apesar das aflições passageiras a vos serem causadas ainda por diversas provações, 7 para que a prova a que é submetida a vossa fé (mais preciosa que o ouro perecível, o qual, entretanto, não deixamos de provar ao fogo) redunde para vosso louvor, para vossa honra e para vossa glória, quando Jesus Cristo se manifestar. 8 Este Jesus vós o amais, sem o terdes visto; credes nele, sem o verdes ainda, e isto é para vós a fonte de uma alegria inefável e gloriosa, 9 porque vós estais certos de obter, como preço de vossa fé, a salvação de vossas almas.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Em todos os domingos pascais deste ano A vamos ter como 2ª leitura um trecho da 1ª Carta de Pedro. Estes vv. têm um certo aspecto de hino trinitário de sabor baptismal (v. 3): dão-se graças ao Pai (v. 3-5; cf. Ef 2, 4; Col 1, 12), pela obra salvadora do Filho (v. 6-9); a referência ao Espírito Santo é deixada fora da leitura de hoje (vv. 10-12).

3-4 «Nos fez renascer pela Ressurreição». A Ressurreição de Jesus, facto realmente sucedido «ao terceiro dia», tem uma dimensão existencial que nos afecta «hoje, agora»: pela união a Cristo ressuscitado, também nós ressuscitamos para uma vida nova (cf. Rom 6, 4-11), «renascemos para uma esperança viva» (cf. Jo 1, 13; 3, 5-7; Gal 6, 15; Tit 3, 5); é assim a esperança cristã, não uma mera utopia: o seu objecto material é a verdadeira vida, a vida eterna: «uma herança que não se corrompe… herança reservada nos Céus para vós» (vv. 3-4).

6 «Isto vos enche de alegria». A esperança na «herança» e «salvação» eternas é fonte de alegria no meio das «diversas provações» pelas que «é preciso passar». Isto não tem nada de alienante, uma vez que o objecto da esperança, o Céu, tem existência real e está ao nosso alcance: a certeza da esperança é firmíssima e não nos deixa confundidos, uma vez que Deus é «omnipotente, infinitamente misericordioso e fidelíssimo às suas promessas», havendo apenas a recear de nós próprios, que podemos vir a ser infiéis a Deus e a seu plano salvador. Esta esperança no Céu é algo que responsabiliza os cristãos mais fortemente do que os demais cidadãos, uma vez que eles sabem que não podam chegar ao Céu se não se preocupam pelo bem dos seus semelhantes, incluindo o que respeita ao bem-estar material (cf. Mt 25, 34-46).

«Sem O verdes ainda, acreditais n’Ele». É fácil descobrir nestas palavras uma alusão ao que, na Missa de hoje, Jesus diz a Tomé: «felizes os que acreditam sem terem visto».

A vida cristã, vida de ressuscitados com Cristo, é uma vida teologal, vida de fé, esperança e amor, a qual nos leva a estar «cheios de alegria inefável», já agora.

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A segunda leitura é tomada da primeira carta de Pedro, que é uma espécie de homilia batismal. Na perspectiva de seu autor, a volta gloriosa do Senhor estava próxima; os cristãos deviam passar por um tempo de prova, como ouro na fornalha, para depois brilhar com Cristo na sua glória. Nessa perspectiva, a fé batismal se concebe como antecipação da plena revelação escatológica: é amar aquele que ainda não vimos e nele crer, o coração já repleto de alegria diante da salvação que se aproxima (e já alcançada na medida em que a fé nos põe em verdadeira união com Cristo).

AMBIENTE

A primeira Carta de Pedro é uma carta dirigida aos cristãos de cinco províncias romanas da Ásia Menor (a carta cita explicitamente a Bitínia, o Ponto, a Galácia, a Ásia e a Capadócia – cf. 1 Pe 1,1). O seu autor apresenta-se com o nome do apóstolo Pedro; no entanto, a análise literária e teológica não confirma que Pedro seja o autor deste texto: em termos literários, a qualidade literária da carta não corresponde à maneira de escrever de um pescador do lago de Tiberíades, pouco instruído; a teologia apresentada demonstra uma reflexão e uma catequese bem posteriores à época de Pedro; e o “ambiente” descrito na carta corresponde, claramente, à situação da comunidade cristã no final do séc. I. Se Pedro morreu em Roma durante a perseguição de Nero (por volta do ano 67), não pode ser o autor deste escrito. O autor da carta será, portanto, um cristão anónimo culto – provavelmente um responsável de alguma comunidade cristã – e que conhece profundamente a situação das comunidades cristãs da Ásia Menor. Ele escreve em finais do séc. I (nunca antes dos anos 80), provavelmente a partir de uma comunidade cristã não identificada da Ásia Menor.

Os destinatários desta carta são as comunidades cristãs que vivem em zonas rurais da Ásia Menor. A maioria destes cristãos são pastores ou camponeses que cultivam as propriedades das classes dominantes. Também há, nestas comunidades, pequenos proprietários que vivem em aldeias, à margem das grandes cidades. De qualquer forma, trata-se de gente que vive no meio rural, economicamente débil, vulnerável a um ambiente que começa a manifestar alguma hostilidade para com o cristianismo.

O autor da carta conhece as provações que estes cristãos sofrem todos os dias. Exorta-os, no entanto, a manterem-se fiéis à sua fé, apesar das dificuldades. Convida-os a olharem para Cristo, que passou pela experiência da paixão e da cruz, antes de chegar à ressurreição; e exorta-os a manterem a esperança, o amor, a solidariedade, vivendo com alegria, coerência e fidelidade a sua opção cristã.

MENSAGEM

O texto que nos é proposto é uma acção de graças, ao estilo das bênçãos judaicas. No entanto, apresenta, desde logo, os temas principais que, depois, vão ser desenvolvidos ao longo da carta.

O autor lembra aos crentes que, pelo baptismo, se identificaram com Cristo; e isso significa, desde logo, renascer para uma vida nova – de que a ressurreição de Cristo é modelo e sinal. Conscientes de que Deus oferece a salvação àqueles que se identificam com Jesus, os crentes vivem na alegria e na esperança: eles sabem que – aconteça o que acontecer – lhes está reservada a vida plena e definitiva.

É verdade que a caminhada dos crentes pela história é uma experiência de sofrimento, de provações, de perseguições. Os sofrimentos, no entanto, são uma espécie de “prova”, durante a qual a fé dos crentes é purificada, decantada de interesses mesquinhos, fortalecida; e, nesse processo, o crente vai sendo transformado pela acção do Espírito, até se identificar com Cristo e chegar à vida nova (para exemplificar o processo, o autor lembra que o próprio ouro tem de ser purificado pelo fogo, antes de aparecer em todo o seu esplendor). De qualquer forma, o percurso existencial dos crentes – cumprido simultaneamente na alegria e na dor – é sempre uma caminhada animada pela esperança da salvação definitiva.

O grande apelo do autor da primeira carta de Pedro é este: identifiquemo-nos com aquele a quem amamos sem o termos visto (Cristo) – nomeadamente com a sua entrega por amor ao Pai e aos homens – a fim de chegarmos, com Ele, à ressurreição.

ACTUALIZAÇÃO

Considerar, na reflexão, os seguintes dados:

• Antes de mais, a Palavra de Deus convida-nos a tomar consciência de que, pelo baptismo, nos identificamos com Cristo. A nossa vida tem de ser, como a de Cristo, vivida na obediência ao Pai e na entrega aos homens nossos irmãos: é esse o caminho que conduz à ressurreição. A lógica do mundo diz-nos que servir e dar a vida é um caminho de fracos e perdedores; a lógica de Deus diz-nos que a vida plena resulta do amor que se faz dom. Em quem é que acreditamos? De acordo com que lógica é que conduzimos a nossa vida e fazemos as nossas opções?

• A questão do sentido do sofrimento (sobretudo do sofrimento que atinge o justo) é tão antiga como o homem; as respostas que o homem foi encontrando para essa questão foram sempre parciais e insatisfatórias… A Palavra de Deus que hoje nos é proposta não esclarece definitivamente a questão, mas acrescenta mais uma achega: o sofrimento ajuda-nos, muitas vezes, a crescer, a amadurecer, a despirmo-nos de orgulhos e auto-suficiências, a confiar mais em Deus… Somos convidados a tomar consciência de que o sofrimento pode ser, também, um caminho para ressuscitarmos como homens novos, para chegarmos à vida plena e definitiva.

• De qualquer forma, somos convidados a percorrer a nossa vida com esperança, olhando para além dos problemas e dificuldades que dia a dia nos fazem tropeçar e vendo, no horizonte, a salvação definitiva. Isto não significa alhearmo-nos da vida presente; mas significa enfrentar as contrariedades e os dramas de cada dia com a serenidade e a paz de quem confia em Deus e no seu amor.

Subsídios:
2ª leitura:  (1Pd 1,3-9) Purificados como ouro na fornalha – A 1Pd é uma carta de consolação aos cristãos oriundos do paganismo (na Ásia Menor), ameaçados pela perseguição. A introdução tem o estilo de um hino. As graças recebidas são penhor dos dons definitivos (esperança). No batismo somos adotados como filhos: isto também é fundamento de uma esperança ainda maior. Esta esperança é viva, porque é baseada no Cristo ressuscitado. Produz alegria e firmeza. – Nos domingos seguintes continua a leitura desta carta. * 1,3-5 cf. 1Pd 1,23; Jo 3,5; Cl 1,5.12; 3,3-4 * 1,6-9 cf. Tg 1,2-3; Hb 12,11; 1Cor 3,13; 1Jo 4,20.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Acreditaste, Tomé, porque me viste. Felizes os que creram sem ter visto! (Jo 20,29).

Evangelho

Monição: O Apóstolo João conta as aparições de Jesus ressuscitado no dia de Páscoa e no de Pascoela. Como então, Jesus está vivo no meio de nós. Aclamemo-Lo com alegria.

João 20,19-31

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor! 20 19 Na tarde do mesmo dia, que era o primeiro da semana, os discípulos tinham fechado as portas do lugar onde se achavam, por medo dos judeus. Jesus veio e pôs-se no meio deles. Disse-lhes ele: "A paz esteja convosco"! 20 Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor. 21 Disse-lhes outra vez: "A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós". 22 Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: "Recebei o Espírito Santo. 23 Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos". 24 Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. 25 Os outros discípulos disseram-lhe: "Vimos o Senhor". Mas ele replicou-lhes: "Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei"! 26 Oito dias depois, estavam os seus discípulos outra vez no mesmo lugar e Tomé com eles. Estando trancadas as portas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse: "A paz esteja convosco"! 27 Depois disse a Tomé: "Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé". 28 Respondeu-lhe Tomé: "Meu Senhor e meu Deus!" 29 Disse-lhe Jesus: "Creste, porque me viste. Felizes aqueles que crêem sem ter visto!" 30 Fez Jesus, na presença dos seus discípulos, ainda muitos outros milagres que não estão escritos neste livro. 31 Mas estes foram escritos, para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Neste breve relato pode ver-se como Jesus cumpriu a suas promessas que constam dos discursos de despedida: voltarei a vós (14, 18) – pôs-se no meio deles (v. 19); um pouco mais e ver-Me-eis (16, 16) –encheram-se de alegria por verem o Senhor (v. 20); Eu vos enviarei o Paráclito (16, 7) – recebei o Espírito Santo (v. 22); ver também Jo 14, 12 e 20, 17.

19 «A paz esteja convosco!» Não se trata de uma mera saudação, a mais corrente entre os Judeus, mesmo ainda hoje. A insistência joanina nestas palavras do Senhor ressuscitado (vv. 19.21.26) – que, embora habituais, nunca são registadas nos Evangelhos! – é grandemente expressiva. De facto, com a sua Morte e Ressurreição Jesus acabava de nos garantir a paz, a paz com Deus, origem e alicerce de toda a verdadeira paz (cf. Jo 14, 27; Rom 5, 1; Ef 2, 14; Col 1, 20).

20 O mostrar das mãos e do peito acentua a continuidade entre o Jesus crucificado e o Senhor glorioso (cf. Hebr 2, 18); a sua presença, que transcende a dimensão espácio-temporal (cf. vv. 19.26), é uma realidade que os enche de paz (vv. 19.21.26; cf. Jo 14, 27; 16, 33; Rom 5, 1; Col 1, 20) e de alegria (v. 20; cf. Jo 15, 11; 16, 20-24; 17, 13). «Ficaram cheios de alegria» é uma observação que confere ao relato uma grande credibilidade; com efeito, naqueles discípulos espavoridos (v. 19), desiludidos e estonteados, surge uma vivíssima reacção de alegria, ao verem o Senhor; ao contrário do que era de esperar, não se verifica aqui o esquema habitual das visões divinas, as teofanias do A. T., em que sempre há uma reacção de temor e de perturbação. A grande alegria dos Apóstolos procede da certeza da vitória de Jesus sobre a morte e também de verem como Jesus reatava com eles a intimidade anterior, sem recriminar a fraqueza da sua fé e a vergonha da sua deslealdade.

22 «Soprou sobre eles… Recebei o Espírito Santo». Este soprar de Jesus não é ainda «o vento impetuoso» do dia de Pentecostes; é um sinal visível do dom invisível do Espírito (em grego é a mesma palavra que também significa sopro). Esta efusão do Espírito Santo não aparece como a mesma que se dá 50 dias depois, na festa do Pentecostes. Aqui, tem por efeito conferir-lhes o poder de perdoar os pecados, poder dado só aos Apóstolos (e seus sucessores no sacerdócio da Nova Aliança), ao passo que no dia do Pentecostes é dado o Espírito Santo também a outros discípulos reunidos com Maria no Cenáculo, iluminando-os e fortalecendo-os com carismas extraordinários em ordem ao cumprimento da missão de que já estavam incumbidos.

23 «A quem perdoardes os pecados…»: não se trata de um mero preceito da pregação do perdão dos pecados que Deus concede a quem confia nesse perdão (interpretação protestante); é uma das poucas passagens da Escritura cujo sentido foi solenemente definido como verdade de fé: estas palavras «devem entender-se do poder de perdoar e reter os pecados no Sacramento da Penitência» (DzS 913); o mesmo Concílio de Trento também se baseia nestas palavras para falar da necessidade de confessar todos os pecados graves depois do Baptismo, uma doutrina que tem vindo a ser reafirmada pelo Magistério: «a doutrina do Concílio de Trento deve ser firmemente mantida e aplicada fielmente na prática»; por isso, os fiéis que, em perigo de morte ou em caso de grave necessidade, tenham recebido legitimamente a absolvição comunitária ou colectiva de pecados graves ficam com a grave obrigação de os confessar dentro de um ano (Normas Pastorais da Congregação para a Doutrina da Fé, 16-VI-1972); cf. Motu proprio de João Paulo IIMisericordia Dei (7.4.2002) e Código D. C., nº 960.

«Ser-lhes-ão perdoados»: esta expressão é muito forte, pois temos aqui o chamado passivum divinum, isto é, o uso judaico da voz passiva para evitar pronunciar o nome inefável de Deus; sendo assim, a expressão corresponde a «Deus lhes perdoará», e «serão retidos» equivale a «serão retidos por Deus», isto é, Deus não perdoará.

24 «Tomé», nome aramaico Tomá significa «gémeo»; em grego, dídymos.

29 «Felizes os que acreditam sem terem visto». Para a generalidade dos fiéis, a fé (dom de Deus) não tem mais apoio humano verificável do que o testemunho grandemente crível da pregação apostólica e da Igreja através dos séculos (cf. Jo 17, 20). Para crer não precisamos de milagres, basta a graça, que Deus nunca nega a quem busca a verdade com humildade e sinceridade de coração. O facto de as coisas da fé não serem evidentes, nem uma mera descoberta da razão, só confere mérito à atitude do crente, que crê porque Deus, que revela, não se engana nem pode enganar-nos. Por isso, Jesus proclama-nos «felizes», ao submetermos o nosso pensamento e a nossa vontade a Deus na entrega que o acto de fé implica. Tanto Tomé, naquela ocasião, como nós, agora, temos garantias de credibilidade suficientes para aceitar a Boa Nova de Jesus: as nossas escusas para não crer são escusas culpáveis, escusas de mau pagador. Também as estrelas não deixam de existir pelo facto de os cegos não as verem.

30-31 Temos aqui a primeira conclusão do Evangelho de S. João que nos deixa ver o objectivo que o Evangelista se propôs. Este Evangelho foi escrito para crermos que «Jesus é o Messias, o Filho de Deus».Note-se que a fé não é uma mera disposição interior de busca ou caminhada sem uma base doutrinal, um conteúdo de ensino (cf. Rom 6, 17), pois exige que se aceitem «verdades» como esta, a saber, que Jesus é o Filho de Deus, e Filho, não num sentido genérico, humano ou messiânico, mas o «Filho Unigénito que está no seio do Pai» (Jo 1, 18), verdadeiro Deus, segundo a confissão de S. Tomé: «Meu Senhor e meu Deus»(v. 28; cf. Jo 1, 1; Rom 9, 5). Há quem veja o Evangelho segundo S. João contido dentro de uma grande inclusão, que põe em evidência a divindade de Cristo: Jo 1, 1 (O Verbo era Deus) e Jo 20, 28 (meu Senhor e meu Deus), tendo como centro e clímax a afirmação de Jesus: Eu e o Pai somos Um (10, 30).

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O evangelho constitui o fim do Evangelho de João: Jo 20,19-31 (o capítulo 21 de João é um epílogo que excede a estrutura literária do evangelho propriamente). O Evangelho de João é composto de dois painéis, introduzidos pelo prólogo (1,1-18). O primeiro painel, 1,19-12,50, narra os “sinais” de Jesus. Esses sinais manifestam que Jesus é o enviado de Deus e que Deus está com ele e, ao mesmo tempo, revelam simbolicamente o dom que Jesus mesmo é. No segundo painel, os capítulos 13-20, Jesus, na hora de sua despedida, abre o seu mistério de união com o Pai e inclui nele os seus discípulos, antes de assumir, livremente, a morte por amor e ser ressuscitado por Deus. Sua ressurreição é o sinal de que ele vive e sobe à glória do Pai (20,17). No trecho que ouvimos hoje, manifesta-se o dom do Espírito de Deus a partir da glorificação/exaltação de Jesus (cf. 7,37-39). Na sua despedida, Jesus prometeu aos seus o Espírito e a paz (14,15-17.26-27). Agora, o Ressuscitado, enaltecido e revestido com a glória do Pai, traz esses dons aos seus (20,21-22), que serão seus enviados como ele o foi do Pai (20,21). Para essa missão, recebem o poder de perdoar, poder que, segundo a Bíblia, é exclusivo de Deus e, portanto, só pode ser comunicado por quem comunga de sua autoridade. De fato, já no início do Evangelho de Marcos, Jesus se caracteriza como o “Filho do homem” (cf. Dn 7,13-14), que recebe de Deus esse poder (Mc 2,10). Segundo Jo 20,19-23, o Ressuscitado dá à comunidade dos fiéis o Espírito de Deus e a missão de tirar o pecado do mundo — também a missão que João Batista reconheceu em Jesus no início do evangelho (Jo 1,29). À maneira semítica e bíblica, a missão de perdoar é expressa na forma afirmativa (“a quem perdoardes os pecados, serão perdoados”) e negativa (“a quem os retiverdes [= não perdoardes], serão retidos”, Jo 20,23). Mas isso não significa que os seguidores e sucessores de Jesus poderão administrar o perdão arbitrariamente. Muito antes, trata-se do poder de administrar o perdão concedido por Deus: munida do Espírito de Deus, a comunidade reconhecerá quem recebe dele o perdão e quem não. E não deixa de ser significativo que Jesus exprima essa presença do Espírito exatamente pelo perdão e não pelo dom das línguas ou algo assim. Pois o que o ser humano procura, em profundidade, é exatamente esse “estar bem com Deus e com os irmãos” que o pecado impede, mas o perdão possibilita. Todo o culto judaico girava em torno da reconciliação com Deus e com a comunidade. A carta aos Hebreus explica que Jesus, enquanto sumo sacerdote definitivo, realiza essa reconciliação de uma vez para sempre. O que Jesus confia aos seus em Jo 20,22-23 é mais que mera “jurisdição”. É o dom da vida nova, na “paz”, no shalom, o dom do Messias por excelência. Unidos na comunhão da verdadeira videira que é Jesus (Jo 15,1-8), temos a vida em abundância (Jo 10,10).

A segunda parte do evangelho de hoje conta a história de Tomé. O texto põe em evidência Tomé entre os que viram o Ressuscitado (cf. At 10,41; 1Jo 1,1-3), mas visa às gerações seguintes, que, sem terem visto, deverão crer — com base no testemunho das testemunhas privilegiadas. “Felizes os que não viram e, contudo, creram” (Jo 20,28) é bem-aventurança que se dirige a nós (cf. 1Pd 1,8, primeira leitura de hoje). E é para esse fim que os que viram nos transmitiram, por escrito, o testemunho evangélico, como diz o autor nas palavras finais (Jo 20,30-31).

Daí podermos dizer: “Cremos na fé dos que testemunharam”, a fé dos apóstolos, a fé apostólica. A Tomé é dado experimentar a rea­lidade do Crucificado que ressuscitou, e o apóstolo proclama a sua fé, tornando-se verdadeiro fiel. Mas há outros a quem não será dado esse tipo de provas que Tomé requereu e recebeu; eles terão de acreditar também e são chamados felizes por crerem sem ter visto. Esses “outros” somos todos nós, cristãos das gerações pós-apostólicas. Mas, em vez de provas palpáveis, a nós é transmitido o testemunho escrito das testemunhas oculares, para que nós creiamos e, crendo, tenhamos a vida em seu nome (20,30-31). A fé dos apóstolos é nossa.

AMBIENTE

Continuamos na segunda parte do Quarto Evangelho, onde nos é apresentada a comunidade da Nova Aliança. A indicação de que estamos no “primeiro dia da semana” faz, outra vez, referência ao tempo novo, a esse tempo que se segue à morte/ressurreição de Jesus, ao tempo da nova criação.

A comunidade criada a partir da acção de Jesus está reunida no cenáculo, em Jerusalém. Está desamparada e insegura, cercada por um ambiente hostil. O medo vem do facto de não terem ainda feito a experiência de Cristo ressuscitado.

MENSAGEM

O texto que nos é proposto divide-se em duas partes bem distintas.

Na primeira parte (vers. 19-23), descreve-se uma “aparição” de Jesus aos discípulos. Depois de sugerir a situação de insegurança e de fragilidade em que a comunidade estava (o “anoitecer”, as “portas fechadas”, o “medo”), o autor deste texto apresenta Jesus “no centro” da comunidade (vers. 19b). Ao aparecer “no meio deles”, Jesus assume-se como ponto de referência, factor de unidade, videira à volta da qual se enxertam os ramos. A comunidade está reunida à volta d’Ele, pois Ele é o centro onde todos vão beber essa vida que lhes permite vencer o “medo” e a hostilidade do mundo.

A esta comunidade fechada, com medo, mergulhada nas trevas de um mundo hostil, Jesus transmite duplamente a paz (vers. 19 e 21: é o “shalom” hebraico, no sentido de harmonia, serenidade, tranquilidade, confiança, vida plena). Assegura-se, assim, aos discípulos que Jesus venceu aquilo que os assustava (a morte, a opressão, a hostilidade do mundo); e que, doravante, os discípulos não têm qualquer razão para ter medo.

Depois (vers. 20a), Jesus revela a sua “identidade”: nas mãos e no lado trespassado, estão os sinais do seu amor e da sua entrega. É nesses sinais de amor e de doação que a comunidade reconhece Jesus vivo e presente no seu meio. A permanência desses “sinais” indica a permanência do amor de Jesus: Ele será sempre o Messias que ama e do qual brotarão a água e o sangue que constituem e alimentam a comunidade.

Em seguida (vers. 22), Jesus “soprou” sobre os discípulos reunidos à sua volta. O verbo aqui utilizado é o mesmo do texto grego de Gn 2,7 (quando se diz que Deus soprou sobre o homem de argila, infundindo-lhe a vida de Deus). Com o “sopro” de Gn 2,7, o homem tornou-se um ser vivente; com este “sopro”, Jesus transmite aos discípulos a vida nova que fará deles homens novos. Agora, os discípulos possuem o Espírito, a vida de Deus, para poderem – como Jesus – dar-se generosamente aos outros. É este Espírito que constitui e anima a comunidade de Jesus.

Na segunda parte (vers. 24-29), apresenta-se uma catequese sobre a fé. Como é que se chega à fé em Cristo ressuscitado?

João responde: podemos fazer a experiência da fé em Cristo vivo e ressuscitado na comunidade dos crentes, que é o lugar natural onde se manifesta e irradia o amor de Jesus. Tomé representa aqueles que vivem fechados em si próprios (está fora) e que não faz caso do testemunho da comunidade, nem percebe os sinais de vida nova que nela se manifestam. Em lugar de se integrar e participar da mesma experiência, pretende obter (apenas para si próprio) uma demonstração particular de Deus.

Tomé acaba, no entanto, por fazer a experiência de Cristo vivo no interior da comunidade. Porquê? Porque no “dia do Senhor” volta a estar com a sua comunidade. É uma alusão clara ao Domingo, ao dia em que a comunidade é convocada para celebrar a Eucaristia: é no encontro com o amor fraterno, com o perdão dos irmãos, com a Palavra proclamada, com o pão de Jesus partilhado, que se descobre Jesus ressuscitado.

A experiência de Tomé não é exclusiva das primeiras testemunhas; todos os cristãos de todos os tempos podem fazer esta mesma experiência.

ACTUALIZAÇÃO

Ter em conta, na reflexão, os seguintes desenvolvimentos:

• A comunidade cristã gira em torno de Jesus, constrói-se à volta de Jesus e é d’Ele que recebe vida, amor e paz. Sem Jesus, estaremos secos e estéreis, incapazes de encontrar a vida em plenitude; sem Ele, seremos um rebanho de gente assustada, incapaz de enfrentar o mundo e de ter uma atitude construtiva e transformadora; sem Ele, estaremos divididos, em conflito, e não seremos uma comunidade de irmãos… Na nossa comunidade, Cristo é verdadeiramente o centro? É para Ele que tudo tende e é d’Ele que tudo parte?

• A comunidade tem de ser o lugar onde fazemos verdadeiramente a experiência do encontro com Jesus ressuscitado. É nos gestos de amor, de partilha, de serviço, de encontro, de fraternidade, que encontramos Jesus vivo, a transformar e a renovar o mundo. É isso que a nossa comunidade testemunha? Quem procura Cristo, encontra-O em nós?

• Não é em experiências pessoais, íntimas, fechadas e egoístas que encontramos Jesus ressuscitado; mas encontramo-l’O no diálogo comunitário, na Palavra partilhada, no pão repartido, no amor que une os irmãos em comunidade de vida. O que é que significa, para mim, a Eucaristia?

Subsídios:
Evangelho: (Jo 20,19-31) “Felizes os que creem sem terem visto” – Fim do evangelho de João propriamente (Jo 21 é um epílogo) – A Páscoa da ressurreição é uma nova criação. O Espírito de Deus é dado pelo Ressuscitado para tirar da humanidade o pecado, mediante a comunidade dos fiéis. – A primeira geração teve o privilégio de ver e apalpar o Ressuscitado, que inaugurou esta nova realidade; as gerações seguintes deverão crer por seu testemunho * cf. Mc 16,14-18; Lc 24,36-49 * 20,19-20 cf. Jo 20,1; 16,16.20-22 * 20,21-23 cf. Jo 17,18; Mt 15,19; 18,18 * 20,29 cf. 1Pd 1,8 * 20,31 cf. 3,15; 1Jo 5,13.

***   ***   ***

Nos domingos depois da Páscoa, a liturgia nos põe em contato com a primeira comunidade cristã (as primeiras leituras são uma sequência de leituras de At) e com a “suma teológica” do século I, o evangelho de João. As segundas leituras são tomadas de outros escritos muito significativos quanto aos temas batismais e da fé; no ano A, a Primeira Carta de Pedro. Especialmente o 2º domingo pascal está completamente marcado pelo tema da fé batismal, proclamada no domingo anterior. Os fiéis são “como crianças recém-nascidas” (antífona de entrada), e reza-se por um mais profundo entendimento do mistério da ressurreição e do batismo (oração final). Neste tempo, não existe, necessariamente, uma estrita coerência temática entre as três leituras. Porém, todas elas nos fazem participar do espírito do mistério pascal.

1ª leitura nos apresenta o ideal da comunidade cristã: a comunidade primitiva dos cristãos de Jerusalém. A descrição de At 2,42-47 acentua especialmente a comunhão dos bens, que corresponde ao sentido do partir o pão – comemoração do Senhor Jesus. Tanto esta comunhão perfeita como os prodígios operados pelos apóstolos serviam de testemunho para os demais habitantes de Jerusalém, testemunho que não deixava de ter sua eficácia. Esta leitura é, portanto, mais do que um documento histórico sobre os primeiros tempos depois da Páscoa: é um convite para restabelecermos a pureza cristã das origens. O salmo responsorial evoca “as tendas onde moram os justos”...

2ª leitura é tomada da 1ªCarta de Pedro, que é uma espécie de homilia batismal. Na perspectiva de seu autor, a volta gloriosa do Senhor estava próxima; os cristãos deviam passar por um tempo de prova, como ouro na fornalha, para depois brilhar com Cristo na sua glória. Nesta perspectiva, a fé batismal se concebe como antecipação da plena revelação escatológica: é amar e crer naquele que ainda não vimos, o coração já repleto de alegria com vistas à salvação que se aproxima (e que já é alcançada na medida em que a fé nos coloca em verdadeira união com Cristo).

evangelho narra a aparição aos Apóstolos no dia da Páscoa e o episódio de Tomé, oito dias depois. Como a primeira parte (Jo 20,19-23) volta no dia de Pentecostes (dom do Espírito Santo pelo Ressuscitado), podemos acentuar mais, hoje, a segunda e a terceira parte (v. 24-29 e 30-31). Na segunda parte, vemos repetir-se o encontro pascal com o Ressuscitado especialmente para Tomé, que quis ver e apalpar o Senhor. É-lhe dado experimentar a realidade do Ressuscitado, aliás, do Crucificado, pois o que ele apalpa são as marcas do seu sofrimento. Proclama a sua fé, torna-se um verdadeiro fiel. Mas há outros, a quem não será dado esse tipo de provas que Tomé requereu e recebeu; eles terão de acreditar também, e são chamados felizes por crerem sem terem visto. Esses “outros” somos todos nós, cristãos das gerações pós-apostólicas. Mas, em vez de provas palpáveis, a nós é transmitido – explica a terceira parte, v. 30-31 – o testemunho escrito das testemunhas oculares, de tudo quanto Jesus fez, para que nós creiamos e, crendo, tenhamos a vida em seu nome (pois, para João, quem crê já tem a vida eterna; cf. Jo 5,24).

Resumindo: a fé da comunidade apostólica é nossa. Através da comunidade apostólica (evocada na 1ª leitura), nós somos tornados partícipes da fé, antecipação da comunhão eterna com Cristo e nossa salvação. E, voltando ainda uma vez o olhar para Tomé, o dito “incrédulo”, não esqueçamos que ele é o representante da “geração privilegiada”, que passou sua fé aos que não viram. Oxalá possamos exclamar com ele: “Meu Senhor e meu Deus”.

Este domingo é o antigo domingo “in albis”, em que os batizados da noite pascal depunham as vestes brancas do batismo, encerrando a oitava da Páscoa. O tema batismal marca a oração final (inspirada em 1Jo 5,7-8): as três testemunhas de nossa fé: água, sangue e espírito. A oração do dia pede para progredirmos na compreensão destas “testemunhas”, isto é, dos mistérios básicos da nossa fé, os “sacramentos da iniciação cristã”: batismo, eucaristia e confirmação.

NOSSA FÉ “APOSTÓLICA”

Todo mundo gosta de ter provas palpáveis para acreditar. Mas, para que ainda acreditar, quando se tem provas palpáveis? E que certeza dão as pretensas provas? Nossa fé não vem de provas imediatas, mas da fé das “testemunhas designadas por Deus” (At 10,41), principalmente os apóstolos. Acreditamos naquilo em que eles acreditaram.

Os apóstolos foram as testemunhas da ressurreição de Jesus. Eles puderam ver o Ressuscitado e por isso acreditaram. Caso típico é são Tomé (evangelho). Ele foi até convidado por Jesus a tocar nas chagas das mãos e do lado. O evangelho não confirma que ele tocou mesmo, mas sim, que ele creu: “Meu Senhor e meu Deus”. Nós não temos este privilégio. Nós seremos felizes se crermos sem ter visto, como diz o fim dessa história (Jo 20,29)! Mas, para que isso fosse possível, os apóstolos nos deixaram os evangelhos, testemunho escrito do que eles viram e da fé no Cristo e Filho de Deus que abraçaram (Jo 20,30-31).

O Cristo descrito nos evangelhos é visto com os olhos da fé dos apóstolos. Um incrédulo o veria bem diferente. Nós cremos em Jesus assim como os apóstolos o viram. A participação na fé dos apóstolos nos dá a possibilidade de “amar Cristo sem tê-lo visto” e de “acreditar nele (como Senhor e fonte de nossa glória futura), embora ainda não o vejamos” (2ª leitura).

Acreditamos também na comunidade que, nessa fé, os apóstolos fundaram. A 1ª leitura descreve-a como comunidade de oração e de vida, recordando Jesus na “fração do pão” e praticando a comunhão de bens, repartindo tudo entre si. Pois para ser fiel a Cristo não basta orar e celebrar; é preciso fazer o que ele fez: repartir a vida com os irmãos.

Nós acreditamos na fé dos apóstolos e da Igreja que eles nos deixaram. Então, nossa fé não é coisa privada. É apostólica e eclesial. Damos crédito à Igreja dos apóstolos. Os primeiros cristãos faziam isso até materialmente: entregavam os seus bens para que ela os transformasse em instrumentos do amor do Cristo. Crer não é somente aceitar verdades. É agir segundo a verdade do ser discípulo e seguidor do Cristo.

É inútil querer verificar e provar nossa fé sem passar pelos apóstolos e pela corrente de transmissão que eles instituíram, a Igreja. É impossível verificar por evidências encontradas ou forjadas fora do ambiente dos evangelhos a ressurreição de Cristo. Ora, o importante não é “verificar” ao modo de Tomé, mas viver o sentido da fé que os apóstolos (inclusive Tomé) tiveram em Jesus e a nós transmitiram.

A fé dos apóstolos exige de nós que creiamos em seu testemunho sobre Jesus morto e ressuscitado, ou seja, que adiramos à mesma fé. E exige também que pratiquemos a vida de comunhão fraterna na comunidade eclesial, que brotou de sua pregação.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

O relato de João é simples; as circunstâncias não são barrocas nem fantasiosas, mas completamente naturais, com a exceção da figura de Jesus que foge à compreensão humana e lógica dos acontecimentos que chamamos naturais. Será um fantasma? Será um sonho? Por isso, João diz que Jesus mostrou suas chagas: era o crucificado. Durante 40 dias será visto, sempre de improviso, e aparecerá quando a necessidade ou a oportunidade o recomendem. É Jesus e não os apóstolos quem comanda a visão. Foi visto [opthé] como quando sem a vontade humana o sol aparece de manhã no horizonte. Um pouco diferente é a visão que dele temos pela fé: Não submetidos a uma evidência, mas passando da palavra à visão, para nesta encontrar o Amor.

Uma nova relação surge entre Jesus e seus discípulos: Os pecados podem ser perdoados e o saberemos ao escutar a palavra de perdão, como sabemos o fim de um julgamento ao escutar a sentença definitiva de um juiz. A paz reina de novo entre céu e terra.  Tudo é fruto de uma entrega, a de Jesus, que termina em sacrifício, o mais humilhante e bárbaro de toda a antiguidade. A cruz agora é salvação e o sofrimento tem essas suas mesmas qualidades: entrega e sacrifício. E Ele embora seja ainda o crucificado, se tornará Senhor e se tornarão benditos todos os que, sem tê-lo visto, acreditem que está vivo e que como Senhor da morte é também Senhor da vida.

A fé não é um produto do raciocínio e da lógica científica após laboriosa investigação. Um e outra não levam à fé, mas sugerem a dúvida. A fé é um dom de Deus que propõe vida após a morte, perdão após o pecado. Porém a nossa fé está baseada no testemunho dos que o viram e ouviram como ressuscitado. Pois a fé provém da pregação (Rm 10, 17). Ou seja, está avaliada por uma tradição que se tornou anúncio e escuta; tradição inicial como de origem apostólica. Na base, pois, da fé está a tradição antes do que a palavra escrita.

O evangelho, como livro ou Escritura, nasceu de um testemunho que foi escrito, uma vez ouvido. E tanto valor tem essa escrita quanto mais fiel é ao testemunho que recolhe e que ouviram os anunciados. A Escritura foi e ainda é tradição, enquanto esta a interpreta com a autoridade de quem primeiro a ouviu como palavra. E como livro, a palavra é sempre limitada, por não poder explicar-se a si mesma e por não conter tudo o que poderia ter sido ouvido e escrito. Como diz João nesta primeira conclusão, seu livro não tem outra finalidade além da fé. Seu livro estará mais completo com os outros livros que chamamos evangelhos.

Por ser uma passagem para a fé não deverá ser lido com curiosidade, nem como uma história em que buscamos tempo, lugar, circunstâncias  e detalhes que são de interesse humano, mas como fundamento da fé; desta buscamos conhecimentos que devemos aceitar como verdades divinas: como devemos pensar diante dos grandes problemas da vida, como passar da fé ao amor para ajustar nossa vida, porque encontramos diante de nós a figura do ressuscitado como Senhor e Deus da nossa vida.


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1. Meu Senhor e meu Deus
2. Fé mais preciosa que o ouro
3. Assíduos ao ensino dos Apóstolos

1) Meu Senhor e meu Deus

S. João conta-nos como Jesus apareceu aos Apóstolos no domingo de Páscoa e, depois, no de Pascoela, que hoje recordamos. E como tiveram dificuldade em acreditar na ressurreição do Mestre. «Bem aventurados os que não viram e acreditaram» – diz-lhes. Não vemos a Jesus, mas sabemos que está vivo aqui connosco, porque Ele o disse. As dúvidas de Tomé, permitidas por Deus, reforçam a nossa fé. Vemos que não eram crédulos nem se deixaram levar por fantasias. Ao tocar nas chagas, o apóstolo faz um acto de fé muito belo na divindade de Jesus. É uma oração muito bonita que podemos repetir muitas vezes, durante a Santa Missa, saboreando-a no íntimo da nossa alma: Meu Senhor e meu Deus! Muitos hoje não querem acreditar naquilo que Jesus ensinou mas vão para a bruxa, para os astrólogos e para as seitas que os iludem e exploram. Temos de procurar conhecer sempre melhor o que Deus nos revelou e continua a ensinar-nos pela Sua Igreja. Não basta dizer que acreditamos. Temos de tomar a sério o que Jesus nos disse, sem discutir o que não agrada. O pecado de heresia está em negar alguma verdade revelada ou pô-la em dúvida. O papa João Paulo I ensinava numa das suas catequeses: «A minha mãe dizia-me quando já era crescido: Em pequeno estiveste muito doente; tive de levar-te de um médico para outro e velar noites inteiras; acreditas no que te digo? Como poderia eu dizer: – mãe, não creio? Mas sim: creio. Creio o que me dizes, mas creio-te sobretudo a ti. Assim acontece com a fé. Não se trata só de crer no que Deus revelou, mas sim a Ele, que merece a nossa fé, que nos amou tanto e tanto fez por nosso amor» (Aloc.13-IX-78)

2) Fé mais preciosa que o ouro

Que sejamos homens e mulheres de fé grande. Ela é dom maravilhoso que temos de estimar e guardar e comunicar aos outros. S. Pedro dizia-nos que é «muito mais preciosa que o ouro». Mesmo no meio das perseguições e provações «é para vós fonte de alegria inefável e gloriosa» (2ª leit.). Amamos a Cristo sem O ver como Ele é, acreditamos nEle, vivemos com Ele cá na terra, participando já da Sua Ressurreição gloriosa pela vida nova que nos comunicou no Baptismo. E temos, pela esperança viva, a certeza de alcançar essa herança que não se corrompe, a felicidade eterna no Céu. Só há uma coisa que pode tirar-nos a alegria. É o pecado, porque nos afasta de Deus, que é a própria felicidade. Para vencer o pecado Jesus deixou, no dia de Páscoa o Sacramento do perdão. Ele é por excelência o Sacramento da alegria, que temos de agradecer a Jesus. É a Sua prenda de pascal para a Igreja. É o sacramento da misericórdia de Deus. Santa Faustina Kowalska, religiosa polaca, difundiu no mundo a devoção à Divina Misericórdia e pediu a instituição da sua festa precisamente neste Domingo de Pascoela. Foi o que fez o papa João Paulo II, seu conterrâneo. O Senhor quis chamá-lo para Si na vigília deste dia depois da celebração, no seu quarto, da Santa Missa. A misericórdia de Deus manifesta-se de modo especial no Sacramento do Perdão. Por Jesus e através dos sacerdotes Ele perdoa os pecados dos homens, sem excluir ninguém. Ele é o pai da parábola à espera do filho pródigo que se afastou da casa paterna, que o recebe de braços abertos e o cobre de beijos. Com o Seu amor misericordioso anima-nos a regressar através do arrependimento e por uma acusação humilde dos nossos pecados. Jesus aparece aos Apóstolos com o Seu corpo glorificado, mas conserva as chagas. Elas são o sinal do amor infinito que tem aos pecadores de todos os tempos.

Explicavam a um miudito a história de Judas, o seu remorso e como foi enforcar-se numa figueira.
– Tu se tivesses a desgraça de atraiçoar a Jesus farias como Judas?
– Faria sim!
– Irias dependurar-te como ele?
– Sim…Só que em vez de dependurar-me numa árvore, iria dependurar-me no pescoço de Jesus, pedindo-Lhe que me perdoasse.

3) Assíduos ao ensino dos Apóstolos

Os primeiros cristãos são modelo sempre actual para os de hoje. A primeira leitura resume a sua vida de discípulos de Cristo, que viviam a sério a sua fé. «Eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à comunhão fraterna, à fracção do pão e às orações». Estavam atentos aos ensinamentos dos Apóstolos, arranjavam tempo para escutar a sua pregação. E eram perseverantes, assíduos. Empregavam os meios para conhecerem melhor a sua fé. Não iam atrás de qualquer vendedor da banha da cobra, mas daqueles que o Senhor pôs à frente da Sua Igreja. No Credo professamos a nossa fé e dizemos: Creio na remissão dos pecados. Essa remissão dá-se no Baptismo e no Sacramento da Penitência. Hoje temos de estar mais atentos àquilo que o Sucessor de Pedro nos ensina sobre a confissão. João Paulo II tantas vezes lembrou a necessidade de acudir a este sacramento da misericórdia. Na festa da Divina misericórdia de 2002 (7 de Abril) publicou um Motu próprio chamando a atenção para alguns pontos importantes:

«Na incessante praxe da Igreja ao longo da história, o ‘ministério da reconciliação’ (2 Cor 5,18), actuada mediante os sacramentos do Baptismo e da Penitência, revelou-se sempre um empenho pastoral vivamente prezado, realizado segundo o mandato de Jesus como parte essencial do ministério sacerdotal. A celebração do sacramento da Penitência conheceu, ao longo dos séculos, uma evolução com diversas formas expressivas, mas sempre conservando a mesma estrutura fundamental que compreende necessariamente, além da participação do ministro – só um Bispo ou um presbítero, que julga e absolve, cura e sara em nome de Cristo –, os actos do penitente: a contrição, a confissão e a satisfação.

Na Carta Apostólica Novo millennio ineunte, escrevi: «Solicito ainda uma renovada coragem pastoral para, na pedagogia quotidiana das comunidades cristãs, se propor de forma persuasiva e eficaz a prática do Sacramento da Reconciliação. Em 1984, como recordareis, intervim sobre este tema através da Exortação pós-sinodal Reconciliatio et paenitentia, na qual foram recolhidos os frutos da reflexão da Assembleia Geraldo Sínodo dos Bispos dedicada a esta problemática. Lá convidava a que se fizesse todo o esforço para superar a crise do ‘sentido do pecado’. […] Quando o referido Sínodo se debruçou sobre o tema, estava à vista de todos a crise deste Sacramento, sobretudo nalgumas regiões do mundo. E os motivos que a originaram, não desapareceram neste breve espaço de tempo. Mas o Ano Jubilar, que foi caracterizado particularmente pelo recurso à Penitência sacramental, ofereceu-nos uma estimulante mensagem que não deve ser perdida: se tantos fiéis – jovens muitos deles – se aproximaram frutuosamente deste Sacramento, provavelmente é necessário que os Pastores se armem de maior confiança, criatividade e perseverança para o apresentarem e o fazerem valorizar». (nº 37)

Com estas palavras, quis e quero encorajar e, ao mesmo tempo, dirigir um forte convite aos meus irmãos Bispos – e, através deles, a todos os presbíteros – para um solícito relançamento do sacramento da Reconciliação, inclusive como exigência de autêntica caridade e de verdadeira justiça pastoral, (CDC can.213 e 843) lembrando-lhes que cada fiel, com as devidas disposições interiores, tem o direito de receber pessoalmente o dom sacramental…

Nas actuais circunstâncias pastorais, para atender aos pedidos apreensivos de numerosos Irmãos no Episcopado, considero conveniente recordar algumas leis canónicas em vigor sobre a celebração deste sacramento, especificando certos aspectos para, em espírito de comunhão com a responsabilidade que é própria de todo o Episcopado, (LG 23, 27) favorecer uma melhor administração daquele. Trata-se de tornar efectiva e de tutelar uma celebração cada vez mais fiel, e portanto sempre mais proveitosa, do dom confiado à Igreja pelo Senhor Jesus depois da ressurreição (cf. Jo 20, 19-23). Isto revela-se especialmente necessário quando se observa em certas regiões a tendência ao abandono da confissão pessoal, juntamente a um recurso abusivo à «absolvição geral» ou «colectiva», de modo que esta deixa de ser vista como meio extraordinário em situações totalmente excepcionais. Partindo de um alargamento arbitrário do requisito da grave necessidade (CDC, can.961), perde-se de vista praticamente a fidelidade à configuração divina do sacramento, e concretamente a necessidade da confissão individual, com graves danos para a vida espiritual dos fiéis e para a santidade da Igreja».

E o papa lembra concretamente:

«a) ‘A confissão individual e íntegra e a absolvição constituem o único modo ordinário pelo qual o fiel, consciente de pecado grave, se reconcilia com Deus e com a Igreja; somente a impossibilidade física ou moral o escusa desta forma de confissão, podendo neste caso obter-se a reconciliação também por outros meios’. (Ib.can.960)

b) Por isso, ‘todo aquele que, em razão do ofício, tem cura de almas, está obrigado a providenciar para que sejam ouvidas as confissões dos fiéis que lhe estão confiados e que de modo razoável peçam para se confessar, a fim de que aos mesmos se ofereça a oportunidade de se confessarem individualmente em dias e horas que lhes sejam convenientes’. (Ib.c.986)

Além disso, todos os sacerdotes com faculdade de administrar o sacramento da Penitência, mostrem-se sempre e plenamente dispostos a administrá-lo todas as vezes que os fiéis o peçam razoavelmente. (Cf.PO, 13) A falta de disponibilidade para acolher as ovelhas feridas, mais, para ir ao seu encontro e reconduzi-las ao aprisco, seria um doloroso sinal de carência de sentido pastoral em quem, pela Ordenação sacerdotal, deve reproduzir em si mesmo a imagem do Bom Pastor.

2. Os Ordinários do lugar, bem como os párocos e os reitores de igrejas e santuários, devem verificar periodicamente se existem efectivamente as maiores facilidades possíveis para as confissões dos fiéis. De modo particular, recomenda-se a presença visível dos confessores nos lugares de culto durante os horários previstos, a acomodação destes horários à situação real dos penitentes, e uma especial disponibilidade para confessar antes das Missas e mesmo para ir de encontro à necessidade dos fiéis durante a celebração da Eucaristia, se houver outros sacerdotes disponíveis. (C.Culto Divino)

3. Visto que ‘o fiel tem obrigação de confessar, na sua espécie e número, todos os pecados graves de que se lembrar após diligente exame de consciência, cometidos depois do baptismo e ainda não directamente perdoados pelo poder das chaves da Igreja nem acusados em confissão individual’, (CDC, can.988) seja reprovado qualquer costume que limite a confissão a uma acusação genérica ou somente de um ou mais pecados considerados significativos. Por outro lado, levando-se em conta a chamada de todos os fiéis à santidade, recomenda-se-lhes que confessem também os pecados veniais» (Ib.). (Motu próprio Misericordia Dei).

Bento XVI tem lembrado esta doutrina uma e outra vez. Na Exortação Sacramento da Caridade recorda «o dever pastoral do Bispo…de favorecer entre os fiéis a confissão frequente» (21)

Peçamos à Virgem que saibamos imitar os primeiros cristãos nesta escuta atenta dos ensinamentos do Magistério da Igreja.

Fala o Santo Padre

«A Paz é o dom que Cristo deixou aos seus amigos»

Estimados irmãos e irmãs

A todos vós renovo os bons votos de feliz Páscoa, no Domingo que encerra a Oitava e é tradicionalmente chamado Domingo «in Albis». […]

Este Domingo conclui a semana ou, mais propriamente, a «Oitava» de Páscoa, que a liturgia considera como um único dia: «O dia que fez o Senhor» (Sl 117, 24). Não é um tempo cronológico, mas espiritual, que Deus inaugurou no tecido dos dias, quando ressuscitou Cristo de entre os mortos. Infundindo a vida nova e eterna no corpo sepultado de Jesus de Nazaré, o Espírito Criador completou a obra da criação, dando origem às «primícias»: primícias de uma renovada humanidade que, ao mesmo tempo, é primícias de um novo mundo e de uma nova época.

Esta renovação do mundo pode resumir-se com uma palavra: a mesma que Jesus ressuscitado pronunciou como saudação, e sobretudo como anúncio da sua vitória aos discípulos: «A paz esteja convosco!» (Jo 20, 19.21.26). A Paz é o dom que Cristo deixou aos seus amigos (cf. Jo 14, 27), como bênção destinada a todos os homens e a todos os povos. Não a paz segundo a mentalidade do «mundo», como equilíbrio de forças, mas uma nova realidade, fruto do Amor de Deus, da sua Misericórdia. É a paz que Jesus Cristo adquiriu com o preço do seu Sangue e que comunica a quantos nele confiam. «Jesus, em Vós confio!»: nestas palavras resume-se a fé do cristão, que é fé na omnipotência do Amor misericordioso de Deus.

Papa Bento XVI, Regina Caeli, 15 de Abril de 2007


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 2º Domingo de Páscoa, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. EM RECORDAÇÃO DO BATISMO.
Durante o tempo pascal, é recomendado que se faça o rito penitencial sob a forma de aspersão da água benzida, em recordação do baptismo. Durante o tempo pascal, pode-se também valorizar o baptistério: flores, iluminação, ícone, etc… e convidar os fiéis a irem aí recolher-se em recordação do dia do seu baptismo, em que Deus fez aliança com eles.

3. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
Deus da Vida, nós Te bendizemos pela ressurreição do teu Filho Jesus, e pela vida nova que comunicaste à comunidade dos Apóstolos, pelo teu Espírito Santo, pela alegria e pela partilha fraterna. Nós Te pedimos por todas as comunidades cristãs nas paróquias e nas dioceses, nos hospitais e nas prisões, nos conventos e nos desertos.

No final da segunda leitura:
Bendito sejas, Deus e Pai de Jesus Cristo nosso Senhor, a Ti louvor, honra e glória, porque nos fizeste renascer graças à ressurreição de Jesus Cristo e suscitas nos nossos corações uma esperança viva. Nós Te pedimos por todos os nossos irmãos e irmãs que passam provações. Inspira-nos as palavras que possam suscitar neles coragem e esperança.

No final do Evangelho:
Nós Te damos graças por este primeiro dia da semana, que se renova todos os oito dias depois da Páscoa de Jesus, e pelo Sopro do teu Espírito Santo, que renova as nossas comunidades na Eucaristia. Que a tua paz esteja sempre connosco. Sopra o teu Espírito, que Ele guie a nossa fé e que nós possamos confessar-Te: Meu Senhor e meu Deus.

4. BILHETE DE EVANGELHO.
Domingo de ternura de Deus que perdoa. Os nossos contemporâneos sofrem ao verem imagens de violência, ao ouvirem palavras de ódio, ao serem testemunhas de ajuste de contas. Têm necessidade que se lhes fale de conciliação e de reconciliação, de ternura e de perdão, de fidelidade e de confiança. Não nos podemos contentar em rezar ao nosso Deus “misericordioso, lento na cólera, cheio de fidelidade e lealdade…” Devemos pedir-lhe para nos tornar parecidos com Ele, porque nos criou à sua imagem e semelhança. É preciso que estejamos também prontos a perdoar, a termos um olhar e uma escuta de bondade sobre os outros, a refrearmos os nossos impulsos de cólera, a sermos fiéis aos nossos compromissos, a sermos leais nas nossas palavras e nos nossos actos.

5. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a oração eucarística I.

6. PALAVRA PARA O CAMINHO.
Concretamente… O Livro dos Actos apresenta-nos este belo projecto de vida da primeira comunidade cristã: escutar o ensino dos Apóstolos, viver em comunhão fraterna, partir o pão, participar nas orações, partilhar com os irmãos em necessidade. E nós? Em que ficamos concretamente? Este projecto continua pleno de actualidade para nós, crentes, hoje!

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Aceitai benignamente, Senhor, as ofertas do vosso povo [e dos vossos novos filhos], de modo que, renovados pela profissão da fé e pelo Baptismo, mereçamos alcançar a bem-aventurança eterna. Por Nosso Senhor.

Prefácio pascal I [mas com maior solenidade neste dia]: p. 469 [602–714]

No Cânone Romano dizem-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios. Nas Orações Eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.

SANTO

Monição da Comunhão: Pela comunhão não tocamos apenas no Corpo de Jesus, como Tomé. Temo-Lo em nós como alimento divino. Digamos uma e muitas vezes, cheios de fé e amor: Meu Senhor e meu Deus.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Disse Jesus a Tomé: Com a tua mão reconhece o lugar dos cravos. Não sejas incrédulo, mas fiel. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Concedei, Deus todo–poderoso, que a força do sacramento pascal que recebemos permaneça sempre em nossas almas. Por Nosso Senhor.

RITOS FINAIS

Monição final: A nossa fé vivida a sério é o segredo da alegria. E leva-nos a estar atentos aos ensinamentos do Papa, sucessor de Pedro e a viver a oração e a comunhão fraterna.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

2ª SEMANA DA PÁSCOA

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Celebração e Homilia: CELESTINO FERREIRA CORREIA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO

Fonte: Celebração  Litúrgica

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/default.asp


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

.
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