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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.org.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


31.08.2014
22º DOMINGO DO TEMPO COMUM — ANO A
( VERDE – OFÍCIO DO DIA )
__ "Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga." __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGLEHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Precisamos desconfiar de quem diz que fazer a vontade de Deus é fácil. Devemos desconfiar, igualmente, de quem diz que viver com Jesus é tranquilo. Algo está faltando nessa relação, como perceberemos nos personagens das leituras da celebração atual. Nem no Antigo e nem no Novo Testamento foi fácil fazer a vontade de Deus; não foi ontem e não o é hoje. Sempre existe um confronto. Celebramos, também, hoje, o Dia Nacional do Catequista. Diante da mentalidade defeituosa da sociedade em relação à religião, considerada como uma realidade desnecessária para o mundo contemporâneo, a vocação do catequista nem sempre é aceita nas famílias e, infelizmente, desvalorizadas em determinadas comunidades, que se contentam apenas com doutrinadores, em vez de catequistas, ou seja, discípulos e discípulas que testemunham com a paixão de quem foi seduzido por Deus. Peçamos ao Senhor que chame sempre mais pessoas de bem que possam transmitir a fé e o conhecimento das coisas de Deus para nossas crianças, adololescentes, jovens e adultos.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Neste Domingo, celebramos o Dia Nacional do Catequista, essa multidão de mulheres e homens que se dedicam à catequese em nossas comunidades, para que todos possam crer no amor de Deus e viver em Cristo, deixando- -se guiar pelo Espírito Santo, em direção ao Pai. Agradeçamos a Deus por tanta gente generosa que se dedica ao ensino da fé, de forma abnegada e comprometida, e rezemos por eles todos os dias.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: A primeira leitura é um trecho das "confissões", amarguradas e dolorosas, de Jeremias, por causa da hostilidade que o profeta encontra no exercício do seu ministério. São trechos característicos de Jeremias e muito importantes porque estão na origem de uma tradição literária sobre o tema do profeta perseguido. O ministério profético não é uma vocação a tranquilidade: é incômodo para quem fala e para quem ouve. Para Jesus, o sofrimento, a paixão e a morte não são um escândalo; são ao contrário e de certo modo, uma conseqüência da situação de pecado do homem e são algo que "deve" vir, um momento especial e determinante já prefigurado e prenunciado pelos profetas no plano salvífico de Deus.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo, cantemos cânticos jubilosos ao Senhor!


QUEM É JESUS PARA NÓS

ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR): http://www.diocesedeapucarana.com.br/userfiles/pulsandinho/31%20de%20agosto%20%20de%202014%20-%2022%20Tempo%20Comum.pdf

Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo): http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/sites/arquidiocesedesaopaulo.pucsp.br/files/49%2022%20DTC%20ok.pdf


TEMA
O SEGUIMENTO DE JESUS

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- Autora do Roteiro Homilético da Paulus para o período de Julho/Agosto-2014: Pe. Johan Konings, sj Nascido na Bélgica, reside há muitos anos no Brasil, onde leciona desde 1972. É doutor em Teologia e mestre em Filosofia e em Filologia Bíblica pela Universidade Católica de Lovaina. Atualmente, é professor de Exegese Bíblica na Faje, em Belo Horizonte. Dedica-se principalmente aos seguintes assuntos: Bíblia – Antigo e Novo Testamento (tradução), Evangelhos (especialmente o de João) e hermenêutica bíblica. Entre outras obras, publicou: Descobrir a Bíblia a partir da liturgia; A Palavra se fez livro; Liturgia dominical: mistério de Cristo e formação dos fiéis – anos A-B-C; Ser cristão; Evangelho segundo João: amor e fidelidade; A Bíblia nas suas origens e hoje; Sinopse dos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas e da “Fonte Q”.

Pedro apóstolo, mesmo depois de sua indicação como chefe da comunidade de Jesus (evangelho de domingo passado), não entendeu que o caminho de Jesus é o caminho da abnegação de si – se preciso, até a morte. Se nem mesmo Pedro compreendeu isso, o que dizer da sociedade atual!

A liturgia de hoje nos convida a refletir sobre a missão da comunidade de Jesus num mundo dominado pela realização imediata do desejo. Convida-nos a descobrir a “loucura da cruz”: o acesso a essa vida verdadeira e plena que Deus nos quer oferecer passa pelo caminho do amor e do dom da vida (cruz).

Na primeira leitura, um profeta de Israel (Jeremias) descreve a sua experiência de “cruz”. Seduzido por Jahwéh, Jeremias colocou toda a sua vida ao serviço de Deus e dos seus projectos. Nesse “caminho”, ele teve que enfrentar os poderosos e pôr em causa a lógica do mundo; por isso, conheceu o sofrimento, a solidão, a perseguição… É essa a experiência de todos aqueles que acolhem a Palavra de Jahwéh no seu coração e vivem em coerência com os valores de Deus.

A segunda leitura convida os cristãos a oferecerem toda a sua existência de cada dia a Deus. Paulo garante que é esse o sacrifício que Deus prefere. O que é que significa oferecer a Deus toda a existência? Significa, de acordo com Paulo, não nos conformarmos com a lógica do mundo, aprendermos a discernir os planos de Deus e a viver em consequência.

No Evangelho, Jesus avisa os discípulos de que o caminho da vida verdadeira não passa pelos triunfos e êxitos humanos, mas passa pelo amor e pelo dom da vida (até à morte, se for necessário). Jesus vai percorrer esse caminho; e quem quiser ser seu discípulo tem de aceitar percorrer um caminho semelhante.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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A CRUZ DE CADA DIA

Jesus anuncia sua decisão de ir a Jerusalém, onde será julgado e condenado injustamente. Pedro procura intervir, alertando-o do perigo. Jesus responde, chamando Pedro de satanás, pois se coloca como obstáculo ao projeto do Mestre. A partir daí, Jesus convida a segui-lo todo aquele que estiver disposto a renunciar aos projetos incompatíveis com o reino e assumir a própria cruz.

Diante dessas exigências, muitos tomam outros rumos. A cruz assusta e constitui um obstáculo ao seguimento de Jesus; é vista como loucura, desafiando os discípulos de todos os tempos a amadurecer numa fé profunda e comprometida com o Mestre.

Não se trata de criar ou buscar cruzes dia a dia, muito menos lançar cruzes sobre os ombros do povo – já sobrecarregado de problemas e dificuldades. Carregar a cruz significa ser fiel ao projeto de Jesus, abandonar tudo o que não condiz com seu evangelho e aceitar as consequências dessa opção.

Jesus não quis nem buscou o sofrimento para si nem para ninguém. Ao contrário, procurou livrar as pessoas da dor e dos fardos inúteis – combateu as causas do sofrimento do povo. Justamente por isso é que foi levado à cruz. Quem quiser segui-lo terá de solidarizar-se com os que sofrem e não se acomodar diante das estruturas que afligem a vida humana e a vida do planeta.

Seguir o Cristo glorioso é fácil e consolador. O Jesus da cruz não anima nem atrai. A exemplo de Pedro, muitas vezes queremos amenizar as exigências do Mestre e impedi-lo de continuar fiel ao Pai. Não admitimos vê-lo fracassado, pregado numa cruz. Queremos um Jesus vitorioso, triunfante, milagreiro e açucarado.

No domingo passado, Pedro foi chamado de rocha, porque confessou Jesus por Filho de Deus. Hoje é chamado de satanás, porque se põe como obstáculo aos seus planos. Somos rocha, como Pedro, à medida que nos abrimos à revelação divina e nos deixamos conduzir por ela, colaborando com seu projeto. Mas podemos também ser chamados de satanás, se seguimos interesses e caprichos egoístas e nos fazemos um obstáculo aos planos do Pai.

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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AMAR É CARREGAR A CRUZ

Jesus disse aos discípulos que iria sofrer. Pedro ficou escandalizado com isso e até repreendeu Jesus. O apóstolo ainda estava pensando como muitos em sua época: o Messias seria um grande rei, aos moldes dos poderosos das nações, os quais dominam, amedrontam, perseguem, tiranizam e são temidos. Pedro, aos poucos, descobria que Jesus era o Enviado de Deus. Como poderia então sofrer, ser submetido às autoridades do mundo?

Pedro e toda a Igreja viriam a descobrir, gradualmente, que o jeito de Jesus ser Messias, rei, líder é bem diferente do modo dos poderosos deste mundo. Jesus é rei no amor. E quem ama dá a vida, esforça-se pelo bem do outro, ajuda o outro a carregar a cruz, sente compaixão quando vê as outras pessoas com fome, sede, passando frio ou necessidade. Quem ama, mesmo sendo o líder, lava os pés e não tem medo de servir. Quem ama enfrenta os preconceituosos e poderosos para defender alguém que a sociedade considera como pecadora. Quem ama esforça-se para anunciar o reino de Deus em uma linguagem que os simples e humildes compreendem. Tudo isso não se faz sem esforço. Para fazer o bem, é preciso se esforçar, e no esforço há uma porção grande de sofrimento. Não é um sofrimento inventado, mas sofrimento que faz parte da labuta de cada dia. Quem foge do sofrimento e só quer fazer o que é superficialmente prazeroso certamente não faz bem a si e aos outros.

Sem carregar a cruz, ninguém pode ser discípulo missionário de Jesus. E carregar a cruz não é inventar muitas penitências ou jejuns especiais. Carregar a cruz é fazer as nossas obrigações da melhor forma possível; carregar a cruz é não deixar de fazer o bem quando os outros não elogiam aquilo que estamos fazendo; carregar a cruz é ter a grandeza de perdoar, de abraçar a quem nos ofendeu; carregar a cruz é ter coragem de dizer palavras amorosas, mas duras, a alguém que está arruinando a própria vida; carregar a cruz é saber silenciar por amor a Deus e aos irmãos; carregar a cruz é não ter medo de parecer derrotado diante dos outros, mas valorizar mais a consciência tranquila do que as aparências. Por isso, para o cristão, amar significa carregar a cruz.

Pe. Claudiano Avelino dos Santos, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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Nos caminhos do Senhor!

RECADO DO PAPA FRANCISCO: O amor cristão é um amor que não olha o custo. Esta é a lição do Bom Samaritano; esta é a lição de Jesus.


RITOS INICIAIS

Salmo 85, 3.5
ANTÍFONA DE ENTRADA: Tende compaixão de mim, Senhor, que a Vós clamo o dia inteiro. Vós, Senhor, sois bom e indulgente, cheio de misericórdia para àqueles que Vos invocam.

Introdução ao espírito da Celebração
A liturgia do 22º Domingo do Tempo Comum convida-nos a descobrir a «loucura da cruz»: o acesso a essa vida verdadeira e plena que Deus nos quer oferecer passa pelo caminho do amor e do dom da vida.

ORAÇÃO COLECTA: Deus do universo, de quem procede todo o dom perfeito, infundi em nossos corações o amor do vosso nome e, estreitando a nossa união convosco, dai vida ao que em nós é bom e protegei com solicitude esta vida nova. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Na primeira leitura, um profeta de Israel descreve a sua experiência de «cruz». Seduzido por Jahwéh, Jeremias colocou toda a sua vida ao serviço de Deus e dos seus projectos. Nesse «caminho», ele teve que enfrentar os poderosos e pôr em causa a lógica do mundo; por isso, conheceu o sofrimento, a solidão, a perseguição… É essa a experiência de todos aqueles que acolhem a Palavra de Deus no seu coração e vivem em coerência com os valores de Deus.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Jeremias 20,7-9

Leitura do livro do profeta Jeremias. 20 7 Seduzistes-me, Senhor; e eu me deixei seduzir! Dominastes-me e obtivestes o triunfo. Sou objeto de contínua irrisão, e todos zombam de mim. 8 Cada vez que falo é para proclamar a aproximação da violência e devastação. E dia a dia a palavra do Senhor converte-se para mim em insultos e escárnios. 9 E, a mim mesmo, eu disse: “Não mais o mencionarei e nem falarei em seu nome”. Mas em meu seio havia um fogo devorador que se me encerrara nos ossos. Esgotei-me em refreá-lo, e não o consegui.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Este texto é uma parte de uma das chamadas «confissões de Jeremias», as dolorosas lamentações do Profeta numa situação tremendamente dramática, após a trágica morte do rei Josias; prisioneiro da paixão por Deus, que o leva ao cumprimento fiel da sua espinhosa missão profética, Jeremias sente a repugnância instintiva do sofrimento que este desempenho lhe causa, pois isto era o pretexto para os seus adversários o acusarem de ser ele o culpado de todas as desgraças que desabavam sobre o povo, desgraças que haviam de culminar na conquista e destruição de Jerusalém por Nabucodonosor em 587 a. C. e no exílio de Babilónia. Jeremias chega ao ponto de, em dolorosos desabafos, amaldiçoar a sua vida, mas, ao mesmo tempo, mostrando uma inquebrantável confiança em Deus. Deixou-nos os mais belos textos literários que exprimem o drama da dor humana de um homem de fé: a fina e delicada sensibilidade de Jeremias como que se revolta, chega ao paroxismo e desata em doridos desabafos que se devem entender não como gritos de revolta, mas como queixumes ditados pela confiança e abandono nas mãos do Senhor. Deste texto depreende-se claramente a sobrenaturalidade da sua vocação profética: se este carisma fosse algo de imanente, não faria sentido que se queixasse a Deus de o ter seduzido – «Vós me seduziste, Senhor» (v. 7) – e de não conseguir dominar o impulso interior que o levava a profetizar: «mas havia no meu coração um fogo ardente… Procurava contê-lo, mas não podia» (v. 9). Pelas provações que teve de sofrer, o profeta celibatário, é considerado como uma figura de Cristo, casto e sofredor.

A notável obra do profeta de Anatot encontra-se muito desordenada, sem uma sequência natural, em parte ter sido mandada queimar pelo rei Joaquim; os seus oráculos, postos por escrito pelo seu secretário Baruc, foram recolhidos de modo muito disperso, como é fácil de verificar. As confissões de Jeremias encontram-se em: Jer 11, 18 – 12, 6; 15, 10-21; 17, 14-18; 18, 18-23; 20, 7-18.

AMBIENTE

Jeremias nasceu em Anatot (a norte de Jerusalém), por volta de 650 a.C. Ainda novo (por volta de 627/626 a.C.), sentiu que Deus o chamava a ser profeta. A actividade profética de Jeremias prolongou-se até depois da destruição de Jerusalém pelos babilónios (586 a.C.). O cenário da actividade do profeta foi, em geral, o reino de Judá (e, sobretudo, a cidade de Jerusalém).

Jeremias viveu numa época histórica bastante conturbada. Foi um período de grande instabilidade, de injustiças sociais gritantes, de infidelidade religiosa. Quer Joaquim (609-597 a.C.) quer Sedecias (597-586 a.C.) foram reis fracos, incapazes de responder com êxito às exigências da conjuntura internacional e de manter uma política de neutralidade em relação às grandes potências da época (sobretudo o Egipto e a Babilónia). Jeremias – convencido de que Judá estava a ser infiel a Deus ao deixar de confiar em Jahwéh e ao colocar a sua segurança e a sua esperança nas mãos dos povos estrangeiros – criticou duramente os líderes do Povo e anunciou uma invasão estrangeira, destinada a castigar os pecados de Judá.

A pregação de Jeremias não foi, no entanto, apreciada pelo Povo e pelos líderes. Considerado um “profeta da desgraça”, Jeremias apenas conseguiu criar o vazio à sua volta e viu os amigos, os familiares, os conhecidos voltarem-lhe as costas. Conheceu a solidão, o abandono, a maledicência… Acusado de traição e encarcerado (cf. Jer 37,11-16), o profeta chegou a correr perigo de vida (cf. Jer. 38,11-13).

Jeremias é o paradigma dos profetas que sofreram por causa da sua missão. De natureza sensível e cordial, homem de paz, Jeremias não foi feito para o confronto, para a violência das palavras ou dos gestos; mas Jahwéh chamou-o para “arrancar e destruir, para exterminar e demolir” (Jer 1,10), para predizer desgraças e anunciar destruição e morte (cf. Jer 20,8). Como consequência, foi continuamente objecto de desprezo e de irrisão e todos o maldiziam e se afastavam mal ele abria a boca. E esse homem bom, sensível e delicado sofria terrivelmente pelo abandono e pela solidão a que a missão profética o condenava.

Jeremias estava, verdadeiramente, apaixonado pela Palavra de Jahwéh e sabia que não teria descanso se não a proclamasse com fidelidade. Mas, nos momentos mais negros de solidão e de frustração, o profeta deixou, algumas vezes, que a amargura que lhe ia no coração lhe subisse à boca e se transformasse em palavras. Então, dirigia-se a Deus e censurava-O asperamente por causa dos problemas que a missão lhe trazia.

No Livro de Jeremias aparecem, a par e passo, queixas e lamentos do profeta, condenado a essa vida de aparente fracasso. Alguns desses textos são conhecidos como “confissões de Jeremias” e são verdadeiros desabafos em que o profeta expõe a Jahwéh, com sinceridade e rebeldia, a sua desilusão, a sua amargura e a sua frustração (cf. Jer 11, 18-23; 12,1-6; 15,10.15-20; 17,14-18; 18,18-23; 20,7-18). O texto que hoje nos é proposto faz parte de uma dessas “confissões”.

MENSAGEM

O texto apresenta-nos uma desconcertante oração de Jeremias num momento dramático de desilusão e de desânimo (quando, preso pelos ministros de Sedecias e atirado para uma cisterna, se afundava no lodo? – cf. Jer 38,4-6).

Esta estranha oração adopta a forma de denúncia ou de acusação do profeta ao seu Deus. Essa acusação é formulada através da imagem da “sedução”: é como se Jahwéh tivesse namorado o profeta até ao ponto de o seduzir (o verbo “pth”, aqui utilizado, aparece em Ex 22,15 para falar da sedução de uma jovem solteira). Deus insinuou-Se na vida do profeta, pressionou-o, subjugou-o, dominou-o e o profeta não soube como resistir às investidas de Deus (o verbo “ykl”, utilizado no vers. 7 para definir a forma como Deus actuou em relação ao profeta, significa “exercer o poder”, “prevalecer sobre alguém”, “dominar”). O profeta, embalado pelas promessas desse Deus sedutor, incapaz de resistir ao seu “charme” e aos seus jogos de sedução, pressionado, dominado, violentado, entregou-se completamente nas suas mãos e dedicou toda a vida ao seu serviço.

O que é que o profeta ganhou com essa entrega? Nada. Esse Deus que o seduziu, que o forçou a dedicar a vida ao serviço profético, abandonou-o miseravelmente e deixou-o entregue aos insultos e às zombarias dos seus adversários. O profeta está desiludido e decepcionado… Essa desilusão irrompe em resolução firme de resistir à voz do sedutor: “não voltarei a falar nele, não falarei mais em seu nome” (vers. 9). Conseguirá o profeta levar até ao fim o seu propósito?

Não. O amor por Deus e pela sua Palavra está tão vivo no coração do profeta que é inútil resistir: “procurava contê-lo, mas não podia” (vers. 9). A Palavra de Deus é um fogo devorador, que consome o coração do profeta e que não o deixa demitir-se da missão e esconder-se numa vida cómoda e instalada. Ao profeta resta, portanto, continuar ao serviço da Palavra, enfrentando o seu destino de solidão e de sofrimento, na esperança de, ao longo da caminhada, reencontrar esse amor de Deus que um dia o seduziu e ao qual o profeta nunca saberá renunciar.

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão pode fazer-se, considerando as seguintes questões:

• A história de Jeremias é, em termos gerais, a história de todos aqueles que Deus chama a ser profetas. Ser sinal de Deus e dos seus valores significa enfrentar a injustiça, a opressão, o pecado e, portanto, pôr em causa os interesses egoístas e os esquemas sobre os quais, tantas vezes, se constrói a história do mundo; por isso, o “caminho profético” é um caminho onde se lida, permanentemente, com a incompreensão, com a solidão, com o risco. Deus nunca prometeu a nenhum profeta um caminho fácil de glórias e de triunfos humanos. Temos consciência disso e estamos dispostos a seguir esse caminho?

• No baptismo, fomos ungidos como “profetas”, à imagem de Cristo. Estamos conscientes dessa vocação a que Deus, a todos, nos convocou? Temos a noção de que somos a “boca” através da qual a Palavra de Deus ressoa no mundo e se dirige aos homens?

• Neste texto – e, em geral, em toda a vida de Jeremias – impressiona-nos o espaço fundamental que a Palavra de Deus ocupa na vida do profeta. Ela tomou conta do seu coração e dominou-o totalmente. É uma “paixão” que – apesar de ter trazido ao profeta uma história pessoal de sofrimento e de risco – não pode ser calada e sufocada. Que espaço ocupa a Palavra de Deus ocupa na minha vida? Amo, de forma apaixonada, a Palavra de Deus? Estou disposto a correr todos os riscos para que a Palavra de Deus alcance a vida dos meus irmãos e renove o mundo?

• O lamento de Jeremias não deve escandalizar-nos; mas deve ser entendido no contexto de uma situação trágica de sofrimento intolerável. É o grito de um coração humano dolorido, marcado pela incompreensão dos que o rodeiam, pelo abandono, pela solidão e pelo aparente fracasso da missão a que devotou a sua vida. É o mesmo lamento de tantos homens e mulheres, em tantos momentos dramáticos de solidão, de sofrimento, de incompreensão, de dor. É a expressão da nossa finitude, da nossa fragilidade, das nossas limitações, da nossa humanidade. É precisamente nessas situações que nos dirigimos a Deus (às vezes até com expressões menos próprias) e Lhe dizemos a falta que Ele nos faz e o quanto a nossa vida é vazia e sem sentido se Ele não nos estender a sua mão. Esses momentos não são, propriamente, momentos negativos da nossa caminhada de fé e de relação com Deus; mas são momentos (talvez necessários) de crescimento e de amadurecimento, em que experimentamos a nossa fragilidade e descobrimos que, sem Deus e sem o seu amor, a nossa vida não faz sentido.

O primeiro texto da liturgia da Palavra de hoje apresenta o profeta Jeremias “seduzido” por Deus para um trabalho ingrato. Já desde o início, Jeremias não gostou da vocação profética (cf. 1,6). Seu temperamento sensível não era o de um lutador contra os abusos religiosos e sociais de seu tempo e, sobretudo, não servia para proclamar as catástrofes que viriam sobre Judá. Aliás, essas catástrofes se faziam esperar, mas não assim o escárnio e a perseguição que caíram sobre o profeta! Por isso, o profeta chega a amaldiçoar sua própria existência (cf. 15,10-21). Mas, sempre de novo, sua revolta o reconduz a seu Senhor.

Hoje em dia, há muitos que passar por profetas. Mas ser profeta não é fácil, tampouco seguir um profeta. Jeremias descreve sua vida de profeta como uma sedução. “Entrei numa fria”, diríamos hoje. Desde o começo, foi um tanto recalcitrante (cf. 1,6). Até quis fazer greve (cf. Jr 20,9), mas a voz de Deus era como um fogo ardente no seu peito. Não conseguia reprimi-la… Tal é a sorte do profeta. Deus não deixa o profeta em paz quando tem uma mensagem desagradável a ser transmitida. O profeta, sempre de novo, deverá ferir os ouvidos.

Subsídios:
1ª leitura: (Jr 20,7-9) O profeta “seduzido” por Deus para um trabalho ingrato – Já desde o início, Jeremias não gostou da vocação profética (cf. 1,6). Seu temperamento sensível não era o de um lutador contra os abusos religiosos e sociais de seu tempo e, sobretudo, não servia para proclamar as catástrofes que viriam sobre Judá. Aliás, a catástrofe se fazia esperar, o escárnio e a perseguição do profeta, porém, não! Assim, o profeta chega a amaldiçoar sua própria existência (cf. 15,10-21). Mas, sempre de novo, sua revolta o reconduz a seu Senhor. * Cf. Jr 1,4-10; 17,14-18; 23,29; Am 3,8; 1Cor 9,16.



Salmo Responsorial

Monição: Como filhos protegidos de Deus, bendigamos ao Senhor.

SALMO RESPONSORIAL – 62/63

A minha alma tem sede de vós
como a terra sedenta, ó meu Deus!

Sois vós, ó Senhor, o meu Deus!
Desde a aurora ansioso vos busco!
A minha alma tem sede de vós,
minha carne também vos deseja,
como terra sedenta e sem água!

Venho, assim, contemplar-vos no templo,
para ver vossa glória e poder.
Vosso amor vale mais do que a vida:
e por isso meus lábios vos louvam.

Quero, pois, vos louvar pela vida
e elevar para vós minhas mãos!
A minha alma será saciada,
como em grande banquete de festa;
cantará a alegria em meus lábios
ao cantar para vós meu louvor!

Para mim fostes sempre um socorro;
de vossas asas à sombra eu exulto!
Minha alma se agarra em vós;
com poder vossa mão me sustenta.

Segunda Leitura

Monição: A segunda leitura convida os cristãos a oferecerem toda a sua existência de cada dia a Deus. Paulo garante que é esse o sacrifício que Deus prefere. O que é que significa oferecer a Deus toda a existência? Significa, de acordo com Paulo, não nos conformarmos com a lógica do mundo, aprendermos a discernir os planos de Deus e a viver em consequência.

Romanos 12,1-2

Leitura da carta de são Paulo aos Romanos. 12 1 Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. 2 Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Aqui S. Paulo começa a parte moral ou exortatória (12 – 15) da sua epístola, com a energia própria da sua autoridade de Apóstolo dos gentios. Foram precisamente estas palavras que deram ao pecador Agostinho para a sua conversão definitiva (Confissões).

1 «Vos ofereçais a vós mesmos como vítima…». Este apelo, com que S. Paulo inicia a parte moral ou parenética da epístola, está em perfeita consonância com aquele de S. Pedro (cf. 1 Pe 2, 5): pode-se ver aqui uma bela exortação a exercitarmos a alma sacerdotal vivendo o «culto racional», isto é, espiritual, de que fala; é um obséquio da mente a Deus, próprio do sacerdócio baptismal, comum a todos os fiéis. «A vós mesmos», à letra, «os vossos corpos», não no sentido de «o organismo físico do corpo humano», mas no sentido de «a própria pessoa», como neste caso e noutros se entende o termo sôma.

2 «Não vos conformeis com este mundo», isto é, o mundo em oposição aos planos de Deus, não propriamente as realidades mundanas, mas o «mundanismo», que a 1ª de João sintetiza em «concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e estilo de vida orgulhoso» (1 Jo 2, 16). Conformar-se com este mundo é amoldar-se ao estilo de vida mundana, adoptar a sua escala de valores.

AMBIENTE

Depois de apresentar a sua catequese sobre o projecto de salvação que Deus tem para todos os homens (cf. Rom 1,18-11,36), Paulo vai descer a considerações de carácter mais prático, destinadas a mostrar como deve viver aquele que é chamado à salvação.

Essas indicações práticas aparecem na segunda parte da Carta aos Romanos (cf. Rom 12,1-15,13). Aí Paulo apresenta um longo discurso exortativo, no qual convida os romanos (e os crentes em geral) a comportar-se de acordo com as exigências da sua condição de baptizados. Aderir a Cristo e acolher a salvação que Ele veio oferecer não significa ficar no simples campo das verdades teóricas e abstractas (por muito bonitas e profundas que elas possam ser), mas exige um comportamento coerente com os valores de Jesus e com a vida nova que Ele oferece. A adesão a Jesus implica assumir atitudes, nos vários momentos e situações da vida diária, que sejam a expressão existencial desse dinamismo de vida nova que resulta do baptismo.

O texto que hoje nos é proposto é a introdução à segunda parte da Carta e a esta reflexão prática sobre as exigências do caminho cristão. Apresentam-se como uma espécie de ponte entre a parte teórica (primeira parte da carta) e a parte prática (segunda parte da carta).

MENSAGEM

A bondade e o amor de Deus (de que Paulo tratou abundantemente nos capítulos anteriores) convida a uma resposta do homem. Como é que deve ser essa resposta?

Paulo convida os crentes a oferecerem-se a si mesmos (literalmente “os vossos corpos”. “Corpo” não designa, aqui, essa entidade distinta da alma, mas a pessoa na sua totalidade, enquanto ser em relação. É o homem enquanto ser que se relaciona com Deus, com os outros homens e com o mundo). Os cristãos são aqueles que se entregam completamente nas mãos de Deus e que, em todos os instantes da sua existência, vivem para Deus.

Essa oferta será um “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”. É esse “culto espiritual” (pode traduzir-se também como “culto lógico” ou “culto razoável”) que Deus espera do homem. O adjectivo utilizado por Paulo para referir-se ao culto é utilizado em contextos análogos, tanto por autores judeus como por autores gregos, para marcar a diferença entre um culto formal e exterior, que não compromete o homem e o culto verdadeiro, que brota do coração e que compromete o homem inteiro (cf. Am 5,21-25; Os 6,6; Jo 4,23-24). Os crentes devem, portanto, oferecer inteiramente as suas vidas a Deus; e é esse o culto que Deus espera desses sobre quem derrama a sua misericórdia e a quem oferece a salvação.

Na perspectiva de Paulo, o que é que significa o homem oferecer inteiramente a sua vida a Deus?

Significa, em primeiro lugar, não se conformar com “este mundo” – isto é, manter uma distância crítica em relação aos esquemas do mundo e aos valores sobre os quais este mundo de egoísmo e de pecado se constrói. Significa, em segundo lugar, uma mudança de coração, de mentalidade e de inteligência, que possibilite ao homem discernir qual é a vontade de Deus, a fim de poder percorrer, com fidelidade, os seus caminhos.

O “culto espiritual” de que Paulo fala é, portanto, a entrega a Deus da totalidade da vida do homem. Na sua relação com Deus, com os outros homens e com o mundo, o cristão deve renunciar aos caminhos do egoísmo, do orgulho, da auto-suficiência, da injustiça e do pecado; e deve procurar conhecer os projectos de Deus, acolhê-los no coração e viver em coerência total com as suas propostas.

ACTUALIZAÇÃO

Na reflexão, considerar os seguintes elementos:

• Como é que o crente deve responder aos dons de Deus? Com actos rituais solenes e formais, com orações ou gestos tradicionais repetidos de forma mecânica, com a oferta de uma “esmola” para os cofres da Igreja, com uma peregrinação a um santuário? Paulo responde: o culto que Deus quer é a nossa vida, vivida no amor, no serviço, na doação, na entrega a Deus e aos irmãos. Respondemos ao amor de Deus entregando-nos nas suas mãos, tentando perceber as suas propostas, vivendo na fidelidade aos seus projectos. Como é o culto que eu procuro prestar a Deus: é um somatório de gestos mecânicos, rituais e externos, ou é uma vida de entrega e de amor a Deus e aos homens meus irmãos?

• “Não vos conformeis com este mundo” – pede Paulo. O cristão é alguém que não pactua com um mundo que se constrói à margem ou contra os valores de Deus. O cristão não pode pactuar com a violência como meio para resolver os problemas, nem com a lógica materialista do sucesso a qualquer custo, nem com as leis do neo-liberalismo que deixam atrás uma multidão de vencidos e de sofredores, nem com as exigências de uma globalização que favorece alguns privilegiados mas aumenta as bolsas de miséria e de exclusão, nem com a forma de organização de uma sociedade que condena à solidão os velhos e os doentes… Eu sou um comodista, egoisticamente instalado no meu cantinho a devorar a minha pequena fatia de felicidade, ou sou alguém que não se conforma e que luta para que os projectos de Deus se concretizem?

• “Transformai-vos pela renovação espiritual da vossa mente” – diz Paulo. Estou instalado nos meus preconceitos, nas minhas certezas e seguranças, nos meus princípios imutáveis, ou estou sempre numa permanente escuta de Deus, dos seus caminhos, dos seus projectos e propostas?

Nos capítulos 1 a 11 da carta aos Romanos, Paulo descreveu a salvação pela graça de Deus (e pela fé do ser humano). Diante dessa “misericórdia de Deus” (Rm 12,1, início do trecho de hoje), Paulo propõe uma prática de vida que é o “culto razoável”, adequado: as recomendações morais de Rm 12-14. Falando segundo a compreensão judaica, Paulo compara a vida com um sacrifício. Sacrifício não é necessariamente destruição ou negação; significa que algo é transformado pela santificação. Nesse sentido, a vida do cristão é santificada, já não é como a do mundo. O cristão é crítico em relação ao mundo: assume o que é valioso e rejeita o que não o é. Assim, encarna a ação salutar de Cristo no mundo. Esta leitura de Rm 12,1-2 recebe uma luz particular do evangelho de hoje: oferecer-nos como hóstias vivas a Deus não é desprezar a nós mesmos, mas é “culto razoável”, cultivo coerente e consequente da vontade de Deus – sermos plenamente seus (seu povo, seus filhos, seus profetas), não nos conformando a este mundo, mas procurando conformidade com a vontade de Deus.

Subsídios:
2ª leitura: (Rm 12,1-2) O verdadeiro culto a Deus – “Diante da misericórdia de Deus” (12,1), descrita em Rm 1–11 (a salvação pela graça de Deus e a fé do homem), Paulo propõe uma prática de vida que é “culto adequado” a Deus (recomendações morais, Rm 12–14). Pode-se comparar a vida com um sacrifício, transformado pela santificação; assim também a vida do cristão já não é como a do mundo. O cristão é crítico em relação ao mundo: assume o que é valioso e rejeita o que não o é. Assim, ele encarna a ação salvífica de Cristo no mundo. * 12,1 cf. Rm 1,9; 15,16; 1Pd 2,5 * 12,2 cf. Rm 8,5; Ef 4,22-24; 5,10.17; Fl 1,9-10.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Que o Pai do Senhor Jesus Cristo nos dê do saber o espírito; conheçamos, assim, a esperança à qual nos chamou, como herança! (Ef 1,17)

Evangelho

Monição: No Evangelho, Jesus avisa os discípulos de que o caminho da vida verdadeira não passa pelos triunfos e êxitos humanos, mas passa pelo amor e pelo dom da vida (até à morte, se for necessário). Jesus vai percorrer esse caminho; e quem quiser ser seu discípulo tem de aceitar percorrer um caminho semelhante.

Mateus 16,21-27

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor. 16 21 Desde então, Jesus começou a manifestar a seus discípulos que precisava ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas; seria morto e ressuscitaria ao terceiro dia. 22 Pedro então começou a interpelá-lo e protestar nestes termos: “Que Deus não permita isto, Senhor! Isto não te acontecerá!” 23 Mas Jesus, voltando-se para ele, disse-lhe: “Afasta-te, Satanás! Tu és para mim um escândalo; teus pensamentos não são de Deus, mas dos homens!” 24 Em seguida, Jesus disse a seus discípulos: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. 25 Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, recobrá-la-á. 26 Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar a sua vida? Ou que dará um homem em troca de sua vida?... 27 Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas obras”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Aqui começa o que se pode considerar a 2ª parte do ministério de Jesus, em que Ele é apresentado em Mateus a caminho de Jerusalém (Mt 16, 21 – 20, 34), que é o caminho da Cruz, uma dura realidade que Ele «começou a explicar» (v. 21), depois que estavam suficientemente seguros de que Jesus era o Messias (cf. Mt 16, 16).

23 «Vai-te daqui, Satanás». Pedro faz o mesmo papel do diabo, ao tentar desviar Jesus da sua missão, por isso ouve a mesma resposta (cf. Mt 4, 10). E ouve estas duras palavras, depois de, pouco antes, ter sido proclamado «bem-aventurado» (Mt 16. 17); então, tinha-se deixado mover pelo espírito de Deus; e agora, pelo seu próprio espírito.

24-27 Esta passagem evangélica, em termos fortemente paradoxais – um recurso semítico frequente em Jesus para chamar a atenção para um ensinamento importante e a não esquecer –, é uma daquelas que todos os cristãos deviam saber de cor, a par com as outras fórmulas do catecismo (cf. Cathechesi tradendæ). Aceitar e abraçar a cruz é fundamental para o homem alcançar a salvação: para viver é preciso morrer. O fim do homem é o próprio Deus, não é gozar dos bens deste mundo, que são puros meios. Para se chegar a Deus é preciso renegar-se a si mesmo, renunciando ao comodismo, egoísmo, apego aos bens terrenos, e «tomar a sua cruz»,abraçando os sacrifícios que acarreta o dever bem cumprido. Na expressão do Catecismo da Igreja Católica, no nº 2015: «O caminho da perfeição passa pela Cruz. Não há santidade sem renúncia e combate espiritual. O progresso espiritual implica a ascese e a mortificação, que conduzem gradualmente a viver na paz e na alegria das bem-aventuranças».

AMBIENTE

O episódio que o Evangelho de hoje nos propõe vem na sequência daquele que lemos e reflectimos no passado domingo. Então (cf. Mt 16,13-20), a comunidade dos discípulos expressava a sua fé em Jesus como o “Messias, Filho de Deus” (é sobre essa fé – diz Jesus – que a Igreja será edificada); agora, Jesus vai explicar a esse grupo de discípulos o sentido autêntico do seu messianismo e da sua filiação divina.

Continuamos, ainda, no âmbito da “instrução sobre o Reino” (cf. Mt 13,1-17,27); no entanto, iniciamos, com este episódio, uma secção onde se privilegia a catequese sobre esse destino de cruz que aparece no horizonte próximo de Jesus (cf. Mt 16,21-17,27).

Nesta fase, as multidões ficaram para trás e os líderes já decidiram rejeitar Jesus. Quem continua a acompanhar Jesus, de forma indefectível, é o grupo dos discípulos. Eles acreditam que Jesus é o “Messias, Filho de Deus” e querem partilhar o seu destino de glória e de triunfo. Jesus vai, no entanto, explicar-lhes que o seu messianismo não passa por triunfos e êxitos humanos, mas pela cruz (cf. Mt 16,21-17,21); e vai avisá-los de que viver como discípulo é seguir esse caminho da entrega e do dom da vida (cf. Mt 17,22-27).

Mateus escreve o seu Evangelho para comunidades cristãs do final do séc. I (anos 80/90). São comunidades instaladas, que já esqueceram o fervor inicial e que se acomodaram num cristianismo morno e pouco exigente. Com a aproximação de tempos difíceis (no horizonte próximo estão já as grandes perseguições do final do séc. I), é conveniente que os crentes recordem que o caminho cristão não é um caminho fácil, percorrido no meio de êxitos e de aplausos, mas é um caminho difícil, que exige diariamente a entrega e o dom da vida.

MENSAGEM

O nosso texto pode, claramente, dividir-se em duas partes. Na primeira (vers. 21-23), Jesus anuncia aos discípulos a sua paixão; na segunda (vers. 24-28), Jesus apresenta uma instrução sobre o significado e as exigências de ser seu discípulo.

A primeira parte começa com o anúncio de Jesus de que o caminho para a ressurreição passa pelo sofrimento e pela morte na cruz. Não é uma previsão arriscada: depois do confronto de Jesus com os líderes judeus e depois que estes rejeitaram de forma absoluta a proposta do Reino, é evidente que o judaísmo medita a eliminação física de Jesus. Jesus tem consciência disso; no entanto, não se demite do projecto do Reino e anuncia que pretende continuar a apresentar, até ao fim, os planos do Pai.

Pedro não está de acordo com este final e opõe-se, decididamente, a que Jesus caminhe em direcção ao seu destino de cruz. A oposição de Pedro (e dos discípulos, pois Pedro continua a ser o porta-voz da comunidade) significa que a sua compreensão do mistério de Jesus ainda é muito imperfeita. Para ele, a missão do “Messias, Filho de Deus” é uma missão gloriosa e vencedora; e, na lógica de Pedro – que é a lógica do mundo – a vitória não pode estar na cruz e no dom da vida.

Jesus dirige-Se a Pedro com alguma dureza, pois é preciso que os discípulos corrijam a sua perspectiva de Jesus e do plano do Pai que Ele vem realizar. O plano de Deus não passa por triunfos humanos, nem por esquemas de poder e de domínio; mas o plano do Pai passa pelo dom da vida e pelo amor até às últimas consequências (de que a cruz é a expressão mais radical). Ao pedir a Jesus que não embarque nos projectos do Pai, Pedro está a repetir essas tentações que Jesus experimentou no início do seu ministério (cf. Mt 4,3-10); por isso, Mateus coloca na boca de Jesus a mesma resposta que, então, Ele deu ao diabo: “Retira-te, Satanás”. As palavras de Pedro – como as do diabo anteriormente – pretendem desviar Jesus do cumprimento dos planos do Pai; e Jesus não está disposto a transigir com qualquer proposta que O impeça de concretizar, com amor e fidelidade, os projectos de Deus.

Na segunda parte, Jesus apresenta uma instrução sobre as atitudes próprias do discípulo. Quem quiser ser discípulo de Jesus, tem de “renunciar a si mesmo”, “tomar a cruz” e seguir Jesus no seu caminho de amor, de entrega e de dom da vida.

O que é que significa, exactamente, renunciar a si mesmo? Significa renunciar ao seu egoísmo e auto-suficiência, para fazer da vida um dom a Deus e aos outros. O cristão não pode viver fechado em si próprio, preocupado apenas em concretizar os seus sonhos pessoais, os seus projectos de riqueza, de segurança, de bem-estar, de domínio, de êxito, de triunfo… O cristão deve fazer da sua vida um dom generoso a Deus e aos irmãos. Só assim ele poderá ser discípulo de Jesus e integrar a comunidade do Reino.

O que é que significa “tomar a cruz” de Jesus e segui-l’O? A cruz é a expressão de um amor total, radical, que se dá até à morte. Significa a entrega da própria vida por amor. “Tomar a cruz” é ser capaz de gastar a vida – de forma total e completa – por amor a Deus e para que os irmãos sejam mais felizes.

No final desta instrução, Jesus explica aos discípulos as razões pelas quais eles devem abraçar a “lógica da cruz” (vers. 25-27).

Em primeiro lugar, Jesus convida-os a entender que oferecer a vida por amor não é perdê-la, mas ganhá-la. Quem é capaz de dar a vida a Deus e aos irmãos não fracassou; mas ganhou a vida eterna, a vida verdadeira que Deus oferece a quem vive de acordo com as suas propostas (vers. 25).

Em segundo lugar, os discípulos são convidados a perceber que a vida que gozam neste mundo não é a vida definitiva. Não devem, pois, preocupar-se em preservá-la a qualquer custo: devem é procurar encontrar, já nesta terra, essa vida definitiva que passa pelo amor total e pelo dom a Deus e aos outros. É essa a grande meta que todos devem procurar alcançar (vers. 26).

Em terceiro lugar, os discípulos devem pensar no seu encontro final com Deus: nessa altura, Deus dar-lhes-á a recompensa pelas opções que fizeram… Esta alusão ao momento do juízo não é rara em Mateus: ele recorre, com alguma frequência, a esta motivação para fundamentar as exigências éticas da vida cristã.

ACTUALIZAÇÃO

Na reflexão, considerar os seguintes dados:

• Frente a frente, o Evangelho deste domingo coloca a lógica dos homens (Pedro) e a lógica de Deus (Jesus). A lógica dos homens aposta no poder, no domínio, no triunfo, no êxito; garante-nos que a vida só tem sentido se estivermos do lado dos vencedores, se tivermos dinheiro em abundância, se formos reconhecidos e incensados pelas multidões, se tivermos acesso às festas onde se reúne a alta sociedade, se tivermos lugar no conselho de administração da empresa. A lógica de Deus aposta na entrega da vida a Deus e aos irmãos; garante-nos que a vida só faz sentido se assumirmos os valores do Reino e vivermos no amor, na partilha, no serviço, na solidariedade, na humildade, na simplicidade. Na minha vida de cada dia, estas duas perspectivas confrontam-se, a par e passo… Qual é a minha escolha? Na minha perspectiva, qual destas duas propostas apresenta um caminho de felicidade seguro e duradouro?

• Jesus tornou-Se um de nós para concretizar os planos do Pai e propor aos homens – através do amor, do serviço, do dom da vida – o caminho da salvação, da vida verdadeira. Neste texto (como, aliás, em muitos outros), fica claramente expressa a fidelidade radical de Jesus a esse projecto. Por isso, Ele não aceita que nada nem ninguém O afaste do caminho do dom da vida: dar ouvidos à lógica do mundo e esquecer os planos de Deus é, para Jesus, uma tentação diabólica que Ele rejeita duramente. Que significado e que lugar ocupam na minha vida os projectos de Deus? Esforço-me por descobrir a vontade de Deus a meu respeito e a respeito do mundo? Estou atento a esses “sinais dos tempos” através dos quais Deus me interpela? Sou capaz de acolher e de viver com fidelidade e radicalidade as propostas de Deus, mesmo quando elas são exigentes e vão contra os meus interesses e projectos pessoais?

• Quem são os verdadeiros discípulos de Jesus? Muitos de nós receberam uma catequese que insistia em ritos, em fórmulas, em práticas de piedade, em determinadas obrigações legais, mas que deixou para segundo plano o essencial: o seguimento de Jesus. A identidade cristã constrói-se à volta de Jesus e da sua proposta de vida. Que nenhum de nós tenha dúvidas: ser cristão é bem mais do que ser baptizado, ter casado na igreja, organizar a festa do santo padroeiro da paróquia, ou dar-se bem com o padre… Ser cristão é, essencialmente, seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida. O cristão é aquele que faz de Jesus a referência fundamental à volta da qual constrói toda a sua existência; e é aquele que renuncia a si mesmo e que toma a mesma cruz de Jesus.

• O que é “renunciar a si mesmo”? É não deixar que o egoísmo, o orgulho, o comodismo, a auto-suficiência dominem a vida. O seguidor de Jesus não vive fechado no seu cantinho, a olhar para si mesmo, indiferente aos dramas que se passam à sua volta, insensível às necessidades dos irmãos, alheado das lutas e reivindicações dos outros homens; mas vive para Deus e na solidariedade, na partilha e no serviço aos irmãos.

• O que é “tomar a cruz”? É amar até às últimas consequências, até à morte. O seguidor de Jesus é aquele que está disposto a dar a vida para que os seus irmãos sejam mais livres e mais felizes. Por isso, o cristão não tem medo de lutar contra a injustiça, a exploração, a miséria, o pecado, mesmo que isso signifique enfrentar a morte, a tortura, as represálias dos poderosos.

Com a profissão de fé messiânica, apresentada na liturgia de domingo passado, relacionam-se, nos três evangelhos sinóticos, a predição da paixão e o tema do seguimento de Jesus no sofrimento. Pedro mostra-se novamente porta-voz, mas, desta vez, da incompreensão diante do mistério. Que o Messias e sua Igreja devem sofrer é um ensinamento difícil de compreender e que terá de ser repetido e aprofundado sempre de novo.

Jesus sabia que esse era o seu caminho. Sabia que sua visão de Deus e do mundo não concordava com aquilo que o povo esperava, sobretudo os chefes. Pois é grande a diferença entre uma religião que só busca comprar o benefício de Deus (e, se possível, o céu) e uma fé que incansavelmente procura a vontade de Deus (seu incansável amor)! Quem não se quer converter da falsa segurança não pode tolerar a presença do incômodo profeta de Nazaré.

Simão Pedro, o mesmo que, pouco antes, proclamara a fé em Jesus Messias e, por isso, se tornara o responsável dos seus irmãos, ainda não entendia a sorte do profeta. Pensava ainda em termos de sucesso, não em termos de cruz. Afinal, é agradável termos igrejas cheias, obras funcionando bem, entrevistas na TV etc. Mas quem acha isso mais importante do que a fidelidade à Palavra de Deus – mensagem amarga, que deve ser proclamada até o fim – não é digno de Jesus Cristo. É um “adversário” dele (em hebraico, um “satanás”). Para seguir Jesus, é preciso sentir o que Deus sente e não o que as pessoas acham…

A partir daí, Jesus começa a falar do seguimento. Seguir Jesus é renunciar a si mesmo, isto é, aos próprios conceitos feitos e acabados. É assumir a própria cruz, a condenação humana, a degradação total… Diante da exigência da missão profética, querer salvar-se é perder-se (deixar de se realizar na missão de Deus). No modo como hoje traduzimos o texto, Jesus fala em “perder sua vida”, mas na língua original se dizia: “perder sua alma”, significando “alma” a vida em toda a sua profundidade e totalidade. Jesus não apregoa o desprezo da vida corporal em favor de uma alma puramente espiritual, como às vezes se entende a expressão “salvar a alma”. Corpo e alma constituem uma unidade, o ser humano que interessa a Deus inteiramente! Salvar a alma é realizar a própria vida autenticamente. E com “perder sua alma/vida” (aos olhos humanos), Jesus quer dizer: arriscar toda a sua vida. Arriscando-nos inteiramente por Jesus, salvamos nossa alma/vida de verdade e nos realizamos como filhos e filhas de Deus.

A fidelidade à mensagem de Deus nos põe diante de uma escolha: garantir o sucesso aos olhos do mundo (ganhar o mundo todo, que é, no fundo, perder a própria alma/vida) ou ganhar a própria alma/vida diante de Deus. Devemos escolher entre uma realização superficial (diante das pessoas) e a realização radical de nossa vida (diante de Deus). Ora, que podemos dar em troca dessa realização radical? E esta, que pode pôr em jogo até a nossa vida corporal, será sancionada pelo próprio Jesus, que entrou na glória porque pôs em jogo sua vida por nós.

Quem descobre a visão de Deus sobre a realidade (sobre a estrutura socioeconômica, a estrutura religiosa, o abuso ecológico, o esbanjamento dos bens vitais, o cinismo da guerra, a usurpação dos direitos humanos, o desprezo da verdade – tudo o que está em desacordo com Deus) fica, como os profetas, “assombrado” pela mensagem de Deus: só consegue “desfazer-se” dela proclamando-a… e correndo o risco da rejeição. A não ser que sufoque a própria alma num suicídio espiritual.

Neste evangelho, Jesus anuncia sua paixão e morte. Devemos entender bem isso. Jesus sabia que o esperava uma morte de profeta. Mas ele não procurava a morte. Ele morreu porque a fidelidade à palavra do Pai o levou a isso. Se os homens se tivessem convertido à sua palavra, ele não teria sofrido (cf. Mt 26,39-42)! Enfrentou até o fim a “dureza de coração” da humanidade, para dar seu testemunho do amor infinito de Deus.

Subsídios:
Evangelho: (Mt 16,21-27) O seguimento de Jesus: assumir sua cruz – Com a profissão de fé messiânica relacionam-se, nos três evangelhos sinóticos, a predição da Paixão e o tema do seguimento de Jesus no sofrimento. Pedro mostra-se, outra vez, porta-voz, mas, desta vez, da incompreensão diante do mistério. Que o Messias e sua Igreja devem sofrer é um ensinamento que sempre de novo terá que ser repetido e aprofundado. * Cf. Mc 8,31-38; Lc 9,22-26 * 16,21-23 cf. Mt 17,22-23; 20,17-19; Lc 9,44; 18,31-33; 24,7.44-46 * 16,24-26 cf. Lc 14,27; 17,33; Jo 12,25-26 * 16,27 cf. Mt 25,31; 2Ts 1,7.

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Hoje em dia, há muitos que bancam o profeta. Mas ser profeta não é fácil, e tampouco seguir um profeta. Jeremias descreve sua vida de profeta como uma sedução (1ª leitura). “Entrei numa fria”, dir-se-ia hoje. Desde o começo, foi um tanto recalcitrante (Jr 1,6). Até quis fazer greve (Jr 20,9), mas a voz de Deus era como um fogo ardente no seu peito. Não conseguia reprimi-la... Tal é a sorte do profeta. Quando ele tem uma mensagem desagradável e sempre de novo deve ferir os ouvidos, Deus não o deixa em paz.

Também Jesus sabia que este era seu caminho (evangelho). Sabia que sua visão de Deus e do mundo não concordava com aquilo que o povo, sobretudo os chefes, esperavam. Pois é grande a diferença entre uma religião que serve para comprar o céu e uma fé que incansavelmente procura a vontade de Deus (seu incansável amor)! Quem não se quer converter da falsa segurança não pode tolerar a presença do incômodo profeta de Nazaré.

Simão Pedro, o mesmo que, pouco antes, proclamara a fé em Jesus como Messias e, por isso, se tornou o responsável dos seus irmãos, ainda não entendia a sorte do profeta. Pensava ainda em termos de sucesso, não em termos de cruz. Afinal, é agradável termos igrejas cheias, obras funcionando bem, entrevistas na TV etc. Mas quem acha isso mais importante do que a fidelidade à Palavra de Deus – mensagem amarga, que deve ser proclamada até o fim – não é digno de Jesus Cristo. É um adversário dele (o que, em hebraico, se chama: Satanás). Para seguir Jesus, é preciso sentir o que Deus sente e não o que os homens acham...

Então Jesus fala do seguimento. Seguir a Jesus é renunciar a si mesmo, isto é, aos próprios conceitos feitos e acabados. É assumir sua cruz, a condenação humana, a degradação total... Diante da exigência da missão profética, querer salvar-se é perder-se (deixar de se realizar na missão de Deus). E perder-se (aos olhos dos homens) é realizar-se como enviado, como “filho” de Deus. A fidelidade à mensagem de Deus nos situa diante de uma escolha: garantir o sucesso humano (ganhar o mundo todo) ou ganhar “sua alma”, isto é, o cerne interior da existência. Devemos escolher entre uma realização superficial e a realização radical de nossa vida. Ora, que podemos dar em troca dessa realização radical, aquela que será sancionada pelo próprio Jesus, a partir de sua glória, na base daquilo que tivermos praticado?

Há quem entenda a predição da Paixão de Jesus (evangelho), como sinal de que ele sofreu por querê-lo e o quis porque tinha que “pagar com seu sangue” em nosso lugar. Tal conceito é simplório. Certamente, Jesus sofreu porque o quis; porém, não porque gostava de sofrer (não era doente), mas porque a fidelidade à palavra do Pai o levou a isso. Se os homens se tivessem convertido à sua palavra, ele não teria sofrido (cf. Mt 26,39-42 e paralelos)! Mas ele teve que enfrentar até o fim o orgulho congênito do ser humano.

2ª leitura, início das exortações finais de Rm (muito ricas, por sinal), recebe uma luz particular do evangelho de hoje: oferecer-se como hóstia viva a Deus não é desprezar-se, mas é “culto razoável”, cultivo coerente e consequente da vontade de Deus: sermos plenamente seus: seu povo, seus filhos, seus profetas, não conformando-nos a este mundo, mas procurando conformidade com a vontade de Deus. É uma bela exortação para encerrar a liturgia de hoje. Chamamos ainda atenção para a mensagem das orações: Deus alimenta com seu amor (sacramentado na Eucaristia) o que é bom em nós, nossa doação, nosso amor.

TOMAR A CRUZ E SEGUIR JESUS

“É proibido proibir”. Hoje em dia existe nada pode restringir o prazer e o poder. Privar-se de algum prazer é contrário ao que ensinam os grandes doutrinadores da sociedade – a publicidade, a televisão... “Chega de cristianismo triste! Para que sempre falar em cruz e sacrifício?”

No domingo passado vimos que Pedro, com entusiasmo, proclamou a fé em Jesus Messias. No evangelho de hoje, Jesus começa a ensinar que “o Filho do Homem” vai sofrer e morrer. Ao ouvir essas palavras, Pedro fica indignado. Mas Jesus o repreende, porque pensa segundo categorias humanas e não segundo o projeto de Deus. Ensina-lhe que, para segui-lo, é preciso assumir a cruz. Séculos antes, Jeremias já experimentara a estranha lógica de Deus. Ele disse abertamente que Deus o “seduziu” para a tarefa ingrata de ser profeta (1ª leitura).

Os critérios humanos se opõem ao modo de proceder de Deus. O homem envereda pelo sucesso e pela eficiência, Deus pelo dom da própria vida. O caminho de Jesus e de seus seguidores é convencer o mundo do amor de Deus.

Deus não deseja “sacrificar pessoas” (como é praxe em estratégias militares e políticas). Apenas deseja que sejam testemunhas de seu projeto. Mas os que não concordam com este projeto matam os profetas, os enviados de Deus, quando estes querem ser fiéis à sua missão. Exemplos disto não faltam em nosso mundo. Por isso, quando Pedro protesta contra a ideia da morte de Jesus, este o vê do lado do grande “adversário”, Satanás: “Vai para trás de mim, Satanás, tu és uma pedra de tropeço para mim”. Pedro deve ir atrás de Jesus, em vez de seduzi-lo para um caminho que não condiz com o projeto de Deus (Satanás significa sedutor). Pedro pensava num Messias de sucesso, Jesus pensa no Servo Sofredor de Deus, que liberta o mundo por sua dedicação até a morte.

A lição que Pedro recebe ensina-nos a olhar para Cristo, para ver nele a lógica de Deus; a olhar para os pobres, para ver neles o resultado da estratégia do Adversário... Pois o sucesso e a ganância produzem os porões de miséria.

Devemos analisar o sistema de Deus e o sistema do Adversário hoje. O sistema de Deus proíbe ao homem dominar seu irmão, porque Deus é o único “dono”; os sistemas contrários são baseados na dominação do homem pelo homem. Quem quiser ser mensageiro do reino de Deus experimentará na pele a incompatibilidade com os sistemas deste mundo (2ª leitura). O mensageiro de Deus, seguidor de Jesus, será rejeitado pela sociedade como “corpo alheio”. Tomando consciência disso, vamos rever nossa escala de valores e critérios de decisão. A mania do sucesso, o prazer de dominar, de aparecer, de mandar... já não valem. Vale agora o amor fiel, que assume a cruz, até o fim.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

– TOMAR A CRUZ E SEGUIR JESUS

“Tomar a cruz e seguir Jesus”: essa é a lição do evangelho de hoje. Mas o que o mundo nos ensina é outra coisa. Hoje em dia não se tolera nada que restrinja o prazer e o poder: “É proibido proibir”. Privar-se de algum prazer é contrário ao que ensinam os grandes doutrinadores da sociedade – a publicidade, a televisão… “Chega desse cristianismo triste! Para que falar em cruz e sacrifício?”

Os critérios humanos se opõem ao modo de proceder de Deus. O ser humano envereda pelo sucesso e pela eficiência, Deus pelo dom da própria vida. O caminho de Jesus e de seus seguidores é convencer o mundo do amor de Deus.

A lição que Pedro recebe ensina-nos a olhar para Cristo, para ver nele a lógica de Deus; a olhar para os pobres, para ver neles o resultado da estratégia do Adversário... Pois o sucesso e a ganância produzem os porões de miséria.



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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1. Seduzido por Deus
2. Renovação interior
3. Seguimento até à cruz
4. Dimensão profética do baptismo

A liturgia de hoje centra a atenção sobre as consequências dolorosas do ministério profético e do seguimento de Jesus. Tanto Jeremias como Mateus chamam a atenção sobre o conflito que o profeta e também Jesus devem enfrentar.

1. Seduzido por Deus

A experiência do exílio marcou a vida do povo de Israel. Foi um momento muito doloroso que exigiu traçar sua fé no Deus da Aliança. Nesse marco histórico encontra-se o Profeta Jeremias. Esta passagem põe em destaque o clamor do profeta porque Deus o seduziu e o forçou, foi objecto de zombaria de todos e a palavra foi motivo de dor e desprezo. Por isso o profeta quis escapar da missão, mas a Palavra foi mais forte e, praticamente, o venceu.

A maioria dos profetas bíblicos sofreu experiências similares às de Jeremias. São rechaçados pelos próprios irmãos e pelas autoridades correspondentes. Muitos deles sofreram a morte ou o desterro. No entanto, a fidelidade a Deus e a seu Povo foi mais forte que sua própria segurança e bem-estar. A Palavra de Deus age no profeta como um fogo abrasador que não o deixa tranquilo e o mantém sempre alerta no cumprimento de sua missão.

2. Renovação interior

A segunda leitura, da carta de Paulo aos cristãos de Roma, utiliza uma linguagem imperativa. S. Paulo fala-lhes não só como irmão na fé, mas com a autoridade de Apóstolo. Convida-os a fazer do seu corpo uma oferenda permanente a Deus. O verdadeiro culto não é o que se reduz a ritos externos, mas o que procede de uma vida recta e transparente. O corpo, veículo da vida interior, deve ser um canto de louvor e gratidão a Deus. Nisto consiste a conversão para Paulo: numa vida totalmente transformada pelo Espírito de Deus, na mudança de mentalidade, de valores, de horizonte. Só assim se poderão ter critérios de discernimento para buscar, encontrar e realizar a vontade de Deus.

3. Seguimento até à cruz

No Evangelho encontramos um belo esquema catequético sobre o seguimento de Jesus até a cruz. Jesus manifesta aos seus discípulos que o caminho da ressurreição está estritamente vinculado a experiência dolorosa da cruz. O núcleo principal é o primeiro anúncio da paixão. No entanto, os discípulos, simbolizados pela pessoa de Pedro, não compreenderam esta realidade. Estão convencidos do messianismo glorioso de Jesus que se coloca dentro das expectativas messiânicas do momento. Jesus recusa enfaticamente esta proposta, pois a vontade do Pai não coincide com a expectativa de Pedro e dos discípulos.

Os discípulos são convidados pelo Mestre a continuarem seu caminho porque ainda não alcançaram a maturidade própria de discípulos. Imediatamente Jesus dirige-se a todos eles para assinalar que o caminho do seguimento também abarca a cruz. Não existe verdadeiro discipulado se não se assume o mesmo caminho do Mestre. O anúncio do evangelho traz consigo perseguição e sofrimento. Tomar a cruz significa participar na morte e ressurreição de Jesus. Perder a vida por causa de Jesus habilita o discípulo para alcançá-la em plenitude junto de Deus.

4. Dimensão profética do baptismo

No Baptismo fomos consagrados sacerdotes e reis. Portanto a dimensão profética de nossa fé é intrínseca à consagração baptismal. Hoje não podemos prescindir da dimensão profética no seguimento de Jesus. E sabemos que as consequências do profetismo, vinculado estreitamente à missão evangelizadora, são a oposição, a perseguição, o desprezo e o martírio. Muitos homens e mulheres em distintas partes do mundo perderam a vida pela fé e pela defesa dos valores evangélicos. Se quisermos seguir a Jesus na fidelidade deveremos enfrentar muitas contradições, caminhar em contramão daquilo que propõe a ordem estabelecida, a cultura dominante e a globalização do mercado – que não é outra coisa senão a globalização da exclusão.

Desejaríamos viver um cristianismo cómodo, sem sobressaltos, sem conflitos. Mas Jesus é claro no seu convite: é preciso tomar sua cruz, arriscar a vida, perder os privilégios e seguranças oferecidos pela sociedade se quisermos ser fiéis ao Evangelho.

Como vivemos na nossa família e na comunidade cristã a dimensão profética do nosso baptismo? Estamos dispostos a correr os riscos exigidos pelo seguimento de Jesus?

ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 22º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 22º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. “SE ALGUÉM QUISER SEGUIR-ME, TOME A SUA CRUZ…”
Ao longo da celebração, o sinal da cruz, a introdução inicial, as invocações do rito penitencial, a oração dos fiéis, a admonição ao rito da paz… podem fazer eco das cruzes – visíveis ou escondidas – levadas por cada um e cada uma e pela humanidade inteira. O rito penitencial pode desenrolar-se com toda a assembleia voltada para a Cruz.

3. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
Senhor, nós Te louvamos pelo profeta Jeremias e pela disponibilidade que manifestou nas missões que lhe confiaste. Nós Te louvamos pelo fogo devorador do teu amor que nos seduz e nos prende a Ti.
Nós Te pedimos pelos mensageiros da tua Palavra e por nós, os teus fiéis, encarregados de testemunhar em toda a nossa vida. Que o teu Espírito nos torne mais fortes.

No final da segunda leitura:
Senhor, nós Te damos graças pela vontade de salvação que nos manifestaste com perseverança desde os tempos antigos e pela adoração verdadeira à qual o teu Filho nos associa, pelo sopro interior do teu Espírito.
Nós Te pedimos: renova as nossas maneiras de pensar, ensina-nos a reconhecer o que é bom, o que Te é agradável, para a salvação do mundo.

No final do Evangelho:
Jesus, Messias, Filho do Deus vivo, nós Te damos graças pela tua subida a Jerusalém, para a Paixão, que assumiste com coragem, por nossa causa, e que mostraste que podia tornar-se um caminho de ressurreição.
Quando Te fazemos obstáculo, retidos pela fraqueza da carne, nós Te suplicamos: livra-nos de ceder à tentação.

4. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística III, cujas epicleses fazem eco da segunda leitura.

5. PALAVRA PARA O CAMINHO.
Três perfis de discípulos… Através das leituras deste domingo, temos três perfis de discípulos: PEDRO – que receia a cruz para Jesus mas também para si mesmo; PAULO – que nos convida a ultrapassar os modelos do mundo para que as nossas vidas estejam de acordo com a vontade de Deus; JEREMIAS – que, para lá de todas as dificuldades encontradas, se deixa seduzir pelo amor do Senhor. E nós? Que género de discípulos somos?


Parte dos textos desta página foi extraída do site http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_dominical_ver.asp?liturgiaid=425
UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – www.ecclesia.pt/dehonianos

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Santificai, Senhor, a oferta que Vos apresentamos e realizai em nós, com o poder da vossa graça, a redenção que celebramos nestes mistérios. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

SANTO

Monição da Comunhão: Felizes somos nós quando reconhecemos em Cristo o Messias, o Filho de Deus Vivo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Salmo 30, 20
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Como é grande, Senhor, a vossa bondade para aqueles que Vos servem!

Ou Mt 5, 9-10
Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por amor da justiça, porque deles é o reino dos céus.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Senhor, que nos alimentastes com o pão da mesa celeste, fazei que esta fonte de caridade fortaleça os nossos corações e nos leve a servir-Vos nos nossos irmãos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

RITOS FINAIS

Monição final: Hoje fomos convidados a «tomar a cruz»? É amar até às últimas consequências, até à morte. O seguidor de Jesus é aquele que está disposto a dar a vida para que os seus irmãos sejam mais livres e mais felizes. Por isso, o cristão não tem medo de lutar contra a injustiça, a exploração, a miséria, o pecado. Sabe que em Cristo encontra a verdadeira e duradoura felicidade.



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HOMILIAS FERIAIS

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22ª SEMANA

2ª Feira, 1-IX: S. Beatriz da Silva: A Boa nova de Cristo crucificado.

1 Cor 2, 1-5 / Lc 4, 16-30
Ao ouvirem estas palavras todos, na sinagoga, ficaram furiosos. Ergueram-se então e expulsaram Jesus da cidade.

Jesus apresenta-se na sinagoga de Nazaré e explica aos seus conterrâneos a sua missão. Inaugura o anúncio da Boa Nova, citando uma passagem de Isaías (cf Ev). É mal recebido, não encontrando boas disposições nos ouvintes. S. Paulo recorda aos Coríntios que a sua pregação da Boa Nova se apoiava em Cristo crucificado (cf Leit). Precisamos ter uma grande fé, que não se funda na sabedoria humana mas na força de Deus (cf Leit). É o que pedimos, por intercessão de S. Beatriz da Silva: buscar na terra a verdadeira sabedoria (cf Oração).

3ª Feira, 2-IX: O homem natural e o homem espiritual.

1 Cor 2, 10-16 / Lc 4, 31-37
Encontrava-se então na sinagoga um homem que tinha um espírito de um demónio impuro.

Nas Leituras de hoje encontramos personagens que têm três tipos de espíritos. O primeiro é o que tem o espírito de um demónio (cf Ev), e que representa o pecador que se quer converter a Deus e tem que se libertar de Satanás e do pecado. O segundo é o homem natural (cf Leit), que não aceita o que vem de Deus, que é loucura para ele e não pode entendê-lo. E o terceiro é o homem espiritual (cf Lei), que tem o pensamento de Cristo e, a essa luz, julga todos os acontecimentos e pessoas.

4ª Feira, 3-IX: S. Gregório Magno: Superação da visão humana.

1 Cor 3, 1-9 / Lc 4, 38-44
Não pude falar-vos como a homens que têm o espírito de Deus, mas como a homens puramente naturais.

S. Paulo queixa-se da falta de dimensão sobrenatural dos Coríntios, pois têm uma visão demasiado humana (cf Leit). O comportamento do Senhor indica-nos os meios para adquirirmos essa dimensão sobrenatural. Em primeiro lugar, a oração: «ao romper do dia, Jesus dirigiu-se a um sítio ermo» (Ev). Depois, o conhecimento do Evangelho: «Tenho que ir às outras cidades anunciar o reino de Deus» (Ev). Por intercessão de S. Gregório Magno pedimos a Deus o mesmo espírito de sabedoria que ele teve (cf Oração).

5ª Feira, 4-IX: Indispensável contar com Deus.

1 Cor 3, 18-23 / Lc 5, 1-11
(Simão): Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, largarei as redes.

Diz S. Paulo que a «sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus» (Leit). Assim aconteceu com os pescadores do lago de Genesaré: uma noite inteira sem apanhar nada (e eles eram os ‘sábios’ humanos da pesca) mas, com a sabedoria de Deus, apanharam uma grande quantidade de peixes. Na nossa vida de pouco serve o esforço, o emprego exclusivo dos meios humanos. Precisamos contar sempre com a ajuda do Senhor, com a sua sabedoria.

6ª Feira, 5-IX: A recepção das graças de Deus

1 Cor 4, 1-5 / Lc 5, 33-39
Ninguém recorta um remendo de um vestido novo para o deitar em vestido velho.

Com esta comparação, Jesus quer recordar-nos que a nossa alma deve estar bem preparada para receber as graças e os ensinamentos de Deus. Os pecados veniais, o pouco empenho na vida espiritual, ajudam a ‘envelhecer’ a alma. Além disso, devemos corresponder fielmente a essas graças: «O que se quer nos administradores (dos mistérios de Deus) é que cada um deles se mostre fiel» (Leit). Procuremos, por isso, ler e ouvir com mais atenção a sua Palavra e pô-la em prática quanto antes.

Sábado, 6-IX: Aprender a perdoar.

1 Cor 4, 6-15 / Lc 6, 1-5
Insultados, bendizemos; perseguidos, aguentamos; difamados, dizemos palavras de conforto.

Recorda S. Paulo o modo como os primeiros cristãos viviam a caridade, quando confrontados com calúnias, insultos e difamações (cf Leit). Deste modo, imitaram Jesus, que perdoou a todos e foi compreensivo com o problema das espigas (cf Ev). Continuemos a viver o mandato do Senhor (amai-vos uns aos outros) na vida familiar, no trabalho, manifestando um sorriso de compreensão, dizendo alguma palavra amável, confortando os que sofrem, rezando pelos antipáticos, etc.

Celebração e Homilia: NUNO WESTWOOD
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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