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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.org.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


17.04.2016
4º Domingo de Páscoa — ANO C

DOMINGO DO BOM PASTOR E
JORNADA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES SACERDOTAIS E RELIGIOSAS

(BRANCO, GLÓRIA, CREIO – IV SEMANA DO SALTÉRIO)

__ Eu sou o Bom Pastor: Eu conheço as minhas ovelhas e elas me seguem! __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGELHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO (24.04.2016)

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Celebramos hoje o “Domingo do Bom Pastor” e também o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. A oração pelas vocações é um pedido e um convite insistente de Jesus. Quer vocação? Reze. Não quer vocação? Deixe então de rezar! O Papa Francisco nos lembra que “as vocações nascem na oração e da oração; e só na oração podem perseverar e dar fruto”. A liturgia nos convida, mais uma vez, fazer de Jesus o Pastor de nossa vida, configurando toda a nossa existência à dele e tornando-o centro para onde convergem nossos pensamentos, palavras e atitudes. Assim, todo aquele que vive a vocação, vive também aquela unidade desejada por Jesus: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10, 30).

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Celebramos o Domingo do Bom Pastor e a Jornada Mundial pelas Vocações Sacerdotais e Religiosas, que neste ano têm um sentido especial para os jovens, por causa da XXXI Jornada Mundial da Juventude, de 26 a 31 de julho de 2016, em Cracóvia, na Polônia, cujo lema e: “Bem aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia” (Mt 5,7). Além disso, nos preparamos para a 116ª Romaria da Arquidiocese a Aparecida, no dia 01 de maio próximo, ocasião em que serão recebidas as imagens jubilares que peregrinarão em nossa Arquidiocese.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Na realidade da pessoa do Cristo se identificam as imagens do cordeiro-servo de Javé e do pastor-guia do povo em seu contínuo êxodo religioso. Na primeira imagem é expressa a proximidade conosco, pela qual o Filho de Deus quer assemelhar-se em tudo a seus irmãos, partilhar seu destino até à morte, derramando seu sangue inocente para nos resgatar. Na outra, é expresso o amor misericordioso de Deus que o Cristo nos deu a conhecer, vivo em sua pessoa, diversamente dos outros chefes religiosos e políticos do povo, que também se apresentavam como pastores em nome de Deus. O pastor supremo das nossas almas percorreu pessoalmente o itinerário que nos indica: a "grande tribulação" que tem como termo - dom gratuito de Deus - uma felicidade paradisíaca simbolizada nas "fontes das águas da vida".

Sintamos o júbilo real de Deus em nossos corações e cheios dessa alegria divina entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/17-de-abril-de-2016---4-pascoa.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/29_4o_dom._de_pascoa.pdf


TEMA
A VIDA DO BOM PASTOR

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- Autoria do Roteiro Homilético da Paulus para o período de Março/Abril-2016: Aíla Luzia Pinheiro Andrade, nj Graduada em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará e em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje – BH), onde também cursou mestrado e doutorado em Teologia Bíblica. Atualmente, leciona na Faculdade Católica de Fortaleza. É autora do livro Eis que faço novas todas as coisas – teologia apocalíptica (Paulinas). E-mail: aylanj@gmail.com

Introdução da Revistal Vida Pastoral

As minhas ovelhas me seguem e eu lhes dou a vida eterna

O simbolismo do pastor guia do rebanho exprime ideia de autoridade e companheirismo. A autoridade fundamenta-se numa relação afetiva. Há um conhecimento mútuo. É baseando-se nesses aspectos cotidianos da vida pastoril que a Bíblia destaca, primeiramente, Deus como pastor de Israel e, depois, Jesus como pastor de todos os seres humanos.

Introdução do Portal Dehonianos

O 4º Domingo do Tempo Pascal é considerado o “Domingo do Bom Pastor”, pois todos os anos a liturgia propõe um trecho do capítulo 10 do Evangelho segundo João, no qual Jesus é apresentado como Bom Pastor. É, portanto, este o tema central que a Palavra de Deus hoje nos propõe.

O Evangelho apresenta Cristo como o Bom Pastor, cuja missão é trazer a vida plena às ovelhas do seu rebanho; as ovelhas, por sua vez, são convidadas a escutar o Pastor, a acolher a sua proposta e a segui-l’O. É dessa forma que encontrarão a vida em plenitude.

A primeira leitura propõe-nos duas atitudes diferentes diante da proposta que o Pastor (Cristo) nos apresenta. De um lado, estão essas “ovelhas” cheias de auto-suficiência, satisfeitas e comodamente instaladas nas suas certezas; de outro, estão outras ovelhas, permanentemente atentas à voz do Pastor, que estão dispostas a arriscar segui-l’O até às pastagens da vida abundante.

É esta última atitude que nos é proposta.

A segunda leitura apresenta a meta final do rebanho que seguiu Jesus, o Bom Pastor: a vida total, de felicidade sem fim.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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NAS MÃOS DE DEUS

Jesus se apresenta como o Bom Pastor: ele conhece suas ovelhas e se doa por aqueles que o Pai lhe deu, garantindo que ninguém os arrancará das mãos de Deus. Com sua missão terrena, Jesus abriu para todos nós as portas da vida eterna, pois a doação de sua vida é a doação do Espírito Santo, a força de Deus que renova as criaturas. Sendo um só com o Pai, Jesus continua a ser para nós o pastor que conduz para a vida eterna, sendo ele mesmo o Caminho da Verdade que leva à Vida.

As ovelhas do Bom Pastor escutam sua voz e o seguem. Ouvir a voz de Jesus, reconhecê-la em meio a tantas outras vozes, já seria bastante, nestes tempos em que aparecem igrejas em cada esquina, quase sempre reduzindo Jesus a uma receita para a prosperidade pessoal e financeira. Em meio a tantas mensagens e a tanto barulho, por vezes fica difícil encontrar a genuína voz do Pastor, aquela voz que provém do evangelho da liberdade e da vida, da justiça e da paz.

Mas não basta ouvir a voz, é fundamental seguir o Bom Pastor. O seguimento de Jesus é nossa resposta ao conhecimento que ele tem de nós. Conhecer, na Bíblia, não é aprender teorias ou ideias, mas compreender com a vivência. Daí que só conhece Jesus quem convive com ele. E reconhecer a voz de Jesus em meio a tantas outras vozes requer a intimidade com ele, tanto na oração quanto na caminhada comunitária de fé, quando convivemos irmanados em nosso Irmão maior, o Ressuscitado presente em nosso meio.

Seguir o Bom Pastor, assim, é continuar sua missão de dar vida ao mundo, entregando a própria vida. Esse seguimento se faz com fé, na certeza de que ninguém tirará das mãos de Deus aqueles que ele escolheu e por quem Jesus se doou livremente, até a morte de cruz.

O que Jesus nos garantiu como vida eterna ninguém poderá nos tirar. Por negligência, porém, como disse Orígenes, podemos acabar caindo das mãos do Pai. Cabe-nos, portanto, dar razão ao fato de sermos novas criaturas, seguindo a voz do Bom Pastor.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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NAS MÃOS DE DEUS

Jesus se apresenta como o Bom Pastor: ele conhece suas ovelhas e se doa por aqueles que o Pai lhe deu, garantindo que ninguém os arrancará das mãos de Deus. Com sua missão terrena, Jesus abriu para todos nós as portas da vida eterna, pois a doação de sua vida é a doação do Espírito Santo, a força de Deus que renova as criaturas. Sendo um só com o Pai, Jesus continua a ser para nós o pastor que conduz para a vida eterna, sendo ele mesmo o Caminho da Verdade que leva à Vida.

As ovelhas do Bom Pastor escutam sua voz e o seguem. Ouvir a voz de Jesus, reconhecê-la em meio a tantas outras vozes, já seria bastante, nestes tempos em que aparecem igrejas em cada esquina, quase sempre reduzindo Jesus a uma receita para a prosperidade pessoal e financeira. Em meio a tantas mensagens e a tanto barulho, por vezes fica difícil encontrar a genuína voz do Pastor, aquela voz
que provém do evangelho da liberdade e da vida, da justiça e da paz.

Mas não basta ouvir a voz, é fundamental seguir o Bom Pastor. O seguimento de Jesus é nossa resposta ao conhecimento que ele tem de nós. Conhecer, na Bíblia, não é aprender teorias ou ideias, mas compreender com a vivência. Daí que só conhece Jesus quem convive com ele. E reconhecer a voz de Jesus em meio a tantas outras vozes requer a intimidade com ele, tanto na oração quanto na caminhada comunitária de fé, quando convivemos irmanados em nosso Irmão maior, o Ressuscitado presente em nosso meio.

Seguir o Bom Pastor, assim, é continuar sua missão de dar vida ao mundo, entregando a própria vida. Esse seguimento se faz com fé, na certeza de que ninguém tirará das mãos de Deus aqueles que ele escolheu e por quem Jesus se doou livremente, até a morte de cruz.

O que Jesus nos garantiu como vida eterna ninguém poderá nos tirar. Por negligência, porém, como disse Orígenes, podemos acabar caindo das mãos do Pai. Cabe-nos, portanto, dar razão ao fato de sermos novas criaturas, seguindo a voz do Bom Pastor.

* * *

“A Igreja tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do evangelho (…) A Esposa de Cristo assume o comportamento do Filho de Deus, que vai ao encontro de todos sem excluir ninguém. No nosso tempo, (…) o tema da misericórdia exige ser reproposto com novo entusiasmo e uma ação pastoral renovada” (papa Francisco, MV).

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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Jesus, o Bom Pastor, dá a vida por suas ovelhas
Hoje contemplamos Jesus como o Bom Pastor. Ele ama suas ovelhas, que somos nós; cuida de nós com carinho e por nós dá a vida. Perto dele, estamos seguros e aprendemos a seguir seus ensinamentos. Hoje é o dia de oração pelas vocações sacerdotais e religiosas. Rezemos pelo papa, pelos bispos, padres, religiosos e religiosas e por todas as pessoas que se esforçam para seguir os passos de Jesus.

17 de abril

Compromisso da Semana: Em minhas orações, agradecer a Deus pelo dom da vida, por minha família e amigos. E também pedir que ele abençoe todas as pessoas que estão distantes de Jesus.


RITOS INICIAIS

Salmo 32, 5-6
ANTÍFONA DE ENTRADA: A bondade do Senhor encheu a terra, a palavra do Senhor criou os céus. Aleluia.

Diz-se o Glória.

Introdução ao espírito da Celebração
Celebramos neste 4º Domingo da Páscoa o Dia do Bom Pastor. Em 1963, ainda em pleno Concílio Vaticano II, Paulo VI institui neste mesmo Domingo o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Foi um gesto verdadeiramente profético do Papa-mártir que está a caminho dos altares, porque nessa época havia ainda abundância de vocações sacerdotais. Unamo-nos, pois, nesta Celebração da Eucaristia, à oração de toda a Igreja, com a certeza de que ela não pode viver sem pessoas que entreguem generosamente a sua vida no sacerdócio ministerial.

ACTO PENITENCIAL
(Havendo aspersão da assembleia, como está recomendado no tempo pascal, como evocação do Baptismo, o acto penitencial é substituído por ela.) Todas as pessoas recebem de Deus uma missão – vocação – para desempenhar na terra. Peçamos ao Senhor, com humildade e confiança, perdão para as faltas de generosidade com que temos vivido a nossa própria vocação.

ORAÇÃO COLECTA: Deus eterno e omnipotente, conduzi-nos à posse das alegrias celestes, para que o pequenino rebanho dos vossos fiéis chegue um dia à glória do reino onde já Se encontra o seu poderoso Pastor, Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Paulo e Barnabé anunciam o Evangelho em Antioquia da Pisídia, primeiro aos judeus, no lugar onde eles se reuniam habitualmente para fazer oração. No sábado seguinte veio uma multidão de gentios ouvir a Palavra de Deus. Este êxito apostólico, porém, despertou a inveja de alguns. Mas as contradições não os fizeram cair no desânimo, e prosseguiram, com zelo e entusiasmo, a sua missão apostólica. Pedimos esta graça para os apóstolos de hoje.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Atos 13,14.43­52

Leitura dos Atos dos Apóstolos. 13 14 Mas eles, deixando Perge, foram para Antioquia da Pisídia. Ali entraram em dia de sábado na sinagoga, e sentaram­se. 43 Depois que a assembléia terminou, muitos judeus e prosélitos devotos seguiram Paulo e Barnabé, os quais com muitas palavras os exortavam a perseverar na graça de Deus. 44 No sábado seguinte, afluiu quase toda a cidade para ouvir a palavra de Deus. 45 Os judeus, vendo a multidão, encheram­se de inveja e puseram­se a protestar com injúrias contra o que Paulo falava. 46 Então Paulo e Barnabé disseram­lhes resolutamente: “Era a vós que em primeiro lugar se devia anunciar a palavra de Deus. Mas, porque a rejeitais e vos julgais indignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os pagãos. 47 Porque o Senhor assim no­lo mandou: ‘Eu te estabeleci para seres luz das nações, e levares a salvação até os confins da terra’”. 48 Estas palavras encheram de alegria os pagãos que glorificavam a palavra do Senhor. Todos os que estavam predispostos para a vida eterna fizeram ato de fé. 49 Divulgava­se, assim, a palavra do Senhor por toda a região. 50 Mas os judeus instigaram certas mulheres religiosas da aristocracia e os principais da cidade, que excitaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé e os expulsaram do seu território. 51 Estes sacudiram contra eles o pó dos seus pés, e foram a Icônio. 52 Os discípulos, por sua vez, estavam cheios de alegria e do Espírito Santo.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

A leitura apresenta-nos a má reacção dos judeus ao discurso kerigmático de S. Paulo na sinagoga de Antioquia da Pisídia (vv. 15-41, omitido na leitura), a par da atitude dos discípulos perante a rejeição e a perseguição, que «estavam cheios de alegria e do Espírito Santo» (v. 52); estas são duas notas distintivas da vida dos primeiros cristãos, que S. Lucas não se cansa de sublinhar.

14 «Perga», cidade da Panfília, região a Sul da península da Anatólia (Turquia actual), entre a Lícia e a Cilícia. Ficava a uma dúzia de quilómetros do porto de Atália (cf. Act 14, 25). Estamos na primeira viagem de S. Paulo, que decorreu entre os anos 45 e 49. «Antioquia da Pisídia», distinta da célebre Antioquia da Síria, donde Paulo saíra para esta missão com Barnabé e seu sobrinho João Marcos. A cidade ficava na estrada que ligava Éfeso ao Oriente, a uns 160 km a Norte de Perga e a 1200 metros de altitude. Para aqui chegarem tiveram que subir as altas montanhas do Tauro, por caminhos abruptos e infestados de salteadores (cf. 2 Cor 11, 24), circunstância esta que bem podia ter influído para que o jovem Marcos, o futuro Evangelista, colaborador de Pedro e de Paulo, tenha desistido de prosseguir em tão duro e arriscado plano apostólico (cf. v. 13). «Entraram na sinagoga e sentaram-se»:o texto suprime a intervenção de S. Paulo, que lhe foi facilitada, como visitante categorizado (vv. 15-42).

43 «Perseverar na graça de Deus» – uma exortação sempre actual para todo o cristão –; a graça é o dom de Deus que nos torna santos aos seus olhos; persevera-se nela através duma adesão total e firme a Jesus Cristo (cf.Act 11, 23).

47 «Fiz de ti luz das nações» (cf. Is 49, 6): de acordo com o anúncio profético, a Igreja, desde os tempos apostólicos, é constituída na grande maioria por fiéis que vieram da gentilidade, que os judeus chamavam as nações ou povos, no plural, em contraste com o singular, o povo (de Israel), o único escolhido dentre as nações.

51 «Sacudindo o pó dos seus pés». Cf. Mt 10, 14. Os judeus, ao deixarem uma terra gentia para entrarem na Palestina, tinham o costume de sacudir o pó dos pés e do calçado a fim de não contaminarem a Terra Santa. Este gesto dos Apóstolos era como dizer aos judeus incrédulos que, pelo facto de não aceitarem Jesus, se equiparavam aos gentios e contraíam uma gravíssima responsabilidade moral.

Os gentios são as novas ovelhas no aprisco

Uma grande multidão se reuniu para ouvir a palavra de Deus (v. 44). O texto afirma que, vendo a multidão, os adversários de Paulo ficaram cheios de inveja e, insultando-o, se opuseram ao que ele dizia. A menção desse acontecimento tem como objetivo chegar à declaração de que o evangelho foi anunciado primeiro aos judeus; entretanto, já que eles o recusaram, a boa-nova foi levada aos gentios.

A decisão de proclamar o evangelho entre os gentios fundamenta-se numa ordem do Senhor (At 13,47; Is 42,6; 49,6). A resolução de voltar-se para eles propiciou-lhes grande alegria (v. 48). Contudo, os adversários de Paulo não ficaram passivos: valeram-se da simpatia de algumas mulheres de alta posição social, que induziram os magistrados da cidade a expulsar Paulo e Barnabé.

Ao saírem da cidade, os apóstolos realizaram o gesto simbólico de sacudir a poeira dos pés. Antigamente, esse gesto era realizado pelos judeus quando vinham de outras nações para Israel. Como os gentios eram considerados impuros, os judeus, ao entrarem na Terra Santa, sacudiam a poeira das terras estrangeiras que traziam nas sandálias. Ao realizar esse gesto contra os judeus que o perseguiam, Paulo mostrou o contrário, não é a nacionalidade que torna alguém puro ou impuro. Nesse caso, a impureza está nos sentimentos invejosos, nas blasfêmias e atitudes dos opositores de Paulo, o que é demonstrado, com o gesto de sacodir as poeira dos pés contra eles.

AMBIENTE

A partir do capítulo 13, os “Actos dos Apóstolos” apresentam o “caminho” da Igreja no mundo greco-romano. O protagonista humano desta nova etapa será Paulo (embora sempre animado e conduzido pelo Espírito do Senhor ressuscitado).

Tudo começa quando a comunidade cristã de Antioquia da Síria, ansiosa por fazer a Boa Nova de Jesus chegar a todos os povos, envia Barnabé e Paulo a evangelizar. Entre 13,1 e 15,35, o autor dos “Actos” descreve o “envio” dos missionários, a viagem, a evangelização de Chipre e da Ásia Menor (Perga, Antioquia da Pisídia, Icónio, Listra, Derbe) e os problemas colocados à jovem Igreja pela entrada maciça de gentios.

Este texto, em concreto, situa-nos na cidade de Antioquia da Pisídia, no interior da Ásia Menor. Nos versículos anteriores, o autor dos “Actos” pôs na boca de Paulo um longo discurso, que resume a catequese primitiva sobre Jesus e que enquadra no plano de Deus a proposta de salvação que Jesus veio trazer (cf. Act 13,16-41). Qual será a resposta ao anúncio, quer por parte dos judeus, quer por parte dos pagãos que escutaram a mensagem?

MENSAGEM

A questão central gira, portanto, à volta da reacção de judeus e pagãos ao anúncio de salvação apresentado por Paulo e Barnabé.

O texto põe em confronto duas atitudes diversas diante da proposta cristã: a daqueles que pensavam ter o monopólio de Deus e da verdade, mas que estavam instalados nas suas certezas, no seu orgulho, na sua auto-suficiência, nas suas leis definidas e comodamente arrumadas e não estavam, realmente, dispostos a “embarcar” na aventura do seguimento de Cristo (judeus); e a daqueles que, no desafio do Evangelho, descobriram a vida verdadeira, aceitaram questionar-se, quiseram arriscar e responderam com alegria e entusiasmo à proposta libertadora que Deus lhes fez por intermédio dos missionários (pagãos).

A Boa Nova de Jesus é, portanto, uma proposta que é dirigida a todos os homens, de todas as raças e nações; não se trata de uma proposta fechada, exclusivista, destinada a um grupo de eleitos, mas de uma proposta universal, que se destina a todos os homens, sem excepção. O que é decisivo não é ter nascido neste ou naquele ambiente, mas é a capacidade de se deixar desafiar pela proposta de Jesus, de acolher com simplicidade, alegria e entusiasmo essa proposta e de partir, todos os dias, para esse caminho onde o nosso Deus nos propõe encontrar a vida nova, a vida verdadeira, a vida total.

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão e a actualização da Palavra podem partir das seguintes linhas:

• Os judeus de que se fala nesta leitura representam aqueles que se acomodaram a uma religião “morninha”, segura, feita de hábitos, de leis, de devoções, de ritos externos, de fórmulas fixas, mas que não põe verdadeiramente em causa o coração e a consciência, nem tem um impacto real na vida de todos os dias. É a religião dos “certinhos” e acomodados, dos que têm medo da novidade de Deus (que mexe com os esquemas feitos e, constantemente, põe tudo em causa, obriga a arriscar e a converter-se).

• Os pagãos de que se fala nesta leitura representam aqueles que, tendo tantas vezes uma história pessoal complicada e uma caminhada de fé nem sempre exemplar, estão abertos à novidade de Deus e se deixam questionar por Ele. Eles não têm medo de se desinstalar, de arriscar partir para uma vida nova e mais exigente, de procurar novos caminhos, de seguir Jesus no seu percurso de amor e de entrega – ainda que seja um caminho de cruz e de perseguição.

• Onde é que eu me situo? Na atitude de quem nasceu cristão sem ter feito muito para isso e que vive a sua religião sem riscos, sem exigências de radicalidade e de autenticidade, ou na atitude de quem se deixa continuamente desafiar, se deixa questionar por Deus, aceita viver numa dinâmica contínua de conversão e sente que a sua caminhada em direcção à vida nova nunca está acabada?

Subsídios:
1ª Leitura:
 (At 13,14.43-52) Pregação de Paulo em Antioquia da Pisídia; orientação para o mundo pagão – A partir de Pentecostes, o Evangelho inicia seu caminho “até os confins da terra” (At 1,8). Paulo se dirige aos judeus na diáspora, mas, diante da rejeição destes, anuncia o Evangelho aos pagãos, o que os judeus consideram como uma traição. Mistério da vocação de Paulo, o fariseu chamado para levar o Evangelho aos pagãos! * 13,14 cf. At 13,4-5 * 13,47 cf. Is 49,6; Jo 8,12; At 1,8 * 13,50-52 cf. Lc 9,5; 18,6 At 28,25-28.



Salmo Responsorial

Monição: A Ressurreição de Cristo é uma maravilha de Deus em favor de todos os povos de todos os tempos. A Páscoa não tem fronteiras, e todos são chamados a fazer parte da Igreja. O salmo 99 convida todas as pessoas para esta universalidade do Reino de Deus, participando na alegria de Cristo Ressuscitado, e acolhendo a mensagem que Paulo e Barnabé anunciam.

SALMO RESPONSORIAL – 99/100

Sabei que o Senhor, só ele, é Deus,
nós somos seu povo e seu rebanho.

Aclamai o Senhor, ó terra inteira,
servi ao Senhor com alegria,
ide a ele cantando jubilosos!

Sabei que o Senhor, só ele, é Deus,
ele mesmo nos fez e somos seus,
nós somos seu povo e seu rebanho.

Sim, é bom o Senhor e nosso Deus,
sua bondade perdura para sempre,
seu amor é fiel eternamente!

Segunda Leitura

Monição: Numa das suas visões, S. João descreve, no Apocalipse, um vislumbre da felicidade que nos espera no Céu. Dá-nos uma espécie de resumo de todo o Livro que escreveu. No centro de tudo está o Cordeiro de Deus, nosso Bom Pastor, que a todos nos quer conduzir para lá.

Apocalipse 7,9.14­17

Leitura da primeira carta de são João. 7 9 Depois disso, vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua: conservavam­se em pé diante do trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão, 14 Respondi­lhe: “Meu Senhor, tu o sabes”. E ele me disse: “Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro. 15 Por isso, estão diante do trono de Deus e o servem, dia e noite, no seu templo. Aquele que está sentado no trono os abrigará em sua tenda. Já não terão fome, nem sede, nem o sol ou calor algum os abrasará, 16 porque o Cordeiro, que está no meio do trono, será o seu pastor e os levará às fontes das águas vivas; e Deus enxugará toda lágrima de seus olhos”.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

A leitura é extraída da visão consoladora da imensa multidão triunfante, resgatada das tribulações iminentes, que se verão desencadeadas com a abertura do sétimo selo (8, 1), o qual dá origem ao septenário das trombetas e este ao das sete taças cheias das sete pragas, prelúdio da vitória de Cristo sobre as forças do mal e da glorificação da Igreja, com que culmina o Apocalipse.

14 «A grande tribulação». Tanto se pode tratar duma perseguição aos cristãos mais violenta no fim dos tempos, como das perseguições e das tribulações em geral no curso da história da Igreja. Mas é provável que o autor tenha presente, em primeiro plano, as violentas perseguições de Nero e Domiciano, muito embora englobando nestas todas as outras. A «multidão incontável de todas as nações tribos e línguas» de bem-aventurados acrescenta-se àquele número simbólico de 144.000 dos vv. 3-8, correspondente ao resultado da multiplicação de 12.000 pelas 12 tribos de Israel: a exactidão matemática denuncia o valor simbólico do número, que bem pode designar os cristãos procedentes do judaísmo e poupados às calamidades que acompanharam a destruição de Jerusalém e do estado judaico.

«Branquearam as suas túnicas no Sangue do Cordeiro». «Não se designam só os mártires, mas todo o povo da Igreja – comenta Santo Agostinho –, pois não disse que lavaram as suas túnicas no seu próprio sangue, mas no Sangue do Cordeiro, isto é, na graça de Deus, por Jesus Cristo Nosso Senhor, conforme está escrito: ‘e o Seu Sangue purifica-nos’ (1 Jo 1, 7)». Notar o paradoxo: Sangue que branqueia, pois não é um sangue qualquer, mas o Sangue Redentor do Cordeiro oferecido em sacrifício, não se tratando, pois, duma lavagem material.

15-17 Temos aqui uma maravilhosa alusão à Liturgia Celeste e à felicidade eterna, em que participam os que deram a vida por Cristo. Notar mais um paradoxo: o Cordeiro que é Pastor. É Jesus que, dando pelos seus a vida como cordeiro de sacrifício, se torna o Pastor que conduz às nascentes da vida divina.

Diante do Cordeiro-pastor há uma multidão vinda de todas as nações

João viu uma multidão incontável, de todas as etnias, diante do trono do Cordeiro. As palmas que traziam nas mãos evocam as que eram usadas na liturgia judaica da festa das Tendas (Lv 23,40) para louvar o Deus de Israel.

As vestes brancas, alvejadas no sangue do Cordeiro (v. 14), significam que os mártires permaneceram puros, não se deixaram contaminar, seja pela idolatria, seja pela apostasia, e por isso sofreram a morte. Por causa de sua fidelidade, agora estão diante do trono do Cordeiro vitorioso, realizando uma liturgia celeste.

Eles nunca mais terão fome, porque lhes foi dado o fruto da árvore da vida. Não sentirão mais sede, pois o Cordeiro-pastor os conduz às fontes de água viva (Ap 7,17; 21,6; Sl 23,1). Nunca serão queimados pelo sol (Is 49,10), porque o sol é o Cordeiro (Ap 21,23; 22,5). Todas essas imagens, em seu conjunto, significam que a perseguição e os sofrimentos não têm a última palavra, não são a realidade última do ser humano.

“Deus enxugará toda lágrima” (Ap 7,17; 21,4; Is 25,8). Essa seção do Apocalipse pode ser vista como uma resposta à oração sacerdotal de Jesus em Jo 17,21, quando orou para que seus discípulos estivessem com ele e vissem sua glória.

AMBIENTE

A liturgia do passado domingo apresentava-nos “o cordeiro” (Jesus), o Senhor da história, que Se preparava para abrir e ler o livro dos sete selos – o livro onde, simbolicamente, estava escrita a história humana.

De acordo com o autor do “Apocalipse”, a abertura dos selos desse livro vai expor a realidade do mundo: na caminhada histórica dos homens, está presente Cristo vitorioso continuamente em combate contra tudo o que escraviza e destrói o homem (1º selo – o cavaleiro branco); mas está também presente a guerra e o sangue (2º selo – o cavaleiro vermelho), a fome e a miséria (3º selo – o cavaleiro negro), a morte, a doença, a decomposição (4º selo – o cavaleiro esverdeado). No fundo deste quadro, jazem os mártires que sofrem perseguições por causa da sua fé e que, dia a dia, clamam a Deus por justiça (5º selo); por isso, prepara-se o “grande dia da ira”, que anuncia a intervenção de Deus na história para destruir o mal (6º selo). A revelação final apresenta o combate definitivo, em que as forças de Deus derrotarão as forças do mal (7º selo).

O texto de hoje situa-nos no contexto do 6º selo (o anúncio do “dia do Senhor”). Aos mártires que clamam por justiça, o autor do “Apocalipse” descreve o que vai resultar da intervenção de Deus: a libertação definitiva, a vida em plenitude.

MENSAGEM

O texto que nos é proposto apresenta-nos uma multidão imensa, inumerável, universal, pois pertence a todas as nações. Os que a compõem estão de pé, em sinal de vitória, pois participam da ressurreição de Cristo; levam túnicas brancas, o que indica que pertencem à esfera de Deus (o branco é a cor de Deus); aclamam com palmas (alusão à festa das tendas, uma festa celebrada no final das colheitas, marcada pela alegria e pelo louvor. Recorda o êxodo – quando os israelitas viveram em “tendas” – e, por influência de Zac 14,16, assume claras ressonâncias escatológicas. Na liturgia dessa festa, a multidão entrava em cortejo no recinto do Templo, agitando palmas e cantando) e louvam Deus e o “cordeiro”.

Quem são estes? São os que “vieram da grande tribulação e que branquearam as vestes no sangue do cordeiro”, isto é, que suportaram a perseguição mais feroz e alcançaram a redenção pela entrega de Jesus (vers. 14).

Que fazem eles? Estão diante de Deus tributando-Lhe o culto, dia e noite. Esse culto não é o somatório de um conjunto de ritos mas, antes de mais, a permanente e gozosa presença diante de Deus e do “cordeiro”.

A “Festa das Tendas” fazia alusão à marcha do Povo de Deus pelo deserto, desde a terra da escravidão até à terra da liberdade. A referência a esta festa neste contexto significa que se cumpre, agora, o novo e definitivo êxodo: depois da intervenção final de Deus na história, a multidão dos que aderiram ao “cordeiro” e acolheram a sua proposta de salvação, alcançaram a libertação definitiva, foram acolhidos na “tenda” de Deus; aí, não os alcançará mais a morte, o sofrimento, as lágrimas… Cristo ressuscitado, sentado no trono, é o pastor deste novo Povo, e que o conduz para “as fontes de águas vivas” – isto é, em direcção à plenitude dos bens definitivos, onde brota a fonte da vida plena.

Em conclusão: aos “santos” que gritam por justiça, anuncia-se uma mensagem de esperança. O quadro antecipa o tempo escatológico: da acção de Deus, da sua definitiva intervenção na história, resultará a libertação definitiva do Povo de Deus; nascerá a comunidade escatológica, a comunidade dos libertados, que estarão para sempre em comunhão com Deus e que gozarão em plenitude a vida definitiva.

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão pode fazer-se a partir dos seguintes elementos:

• Em cada dia que passamos neste mundo, fazemos a experiência da alegria e da esperança, mas também da dor, da incompreensão, do medo, do sofrimento, do desespero… Com frequência, é o pessimismo que nos agarra, que nos limita, que nos escraviza e que nos impede de saborear o dom da vida. O autor do “Apocalipse” deixa-nos uma mensagem de esperança e diz-nos que não estamos condenados ao fracasso, mas sim à vida plena, à libertação definitiva, à felicidade total.

• O que é preciso para aí chegar? Apenas acolher o dom da salvação que nos é feito pelo nosso Deus. Se aceitarmos a proposta de Jesus e seguirmos atrás d’Ele no caminho do amor, da entrega, do dom da vida, se virmos n’Ele o pastor que nos conduz às fontes de água viva, chegaremos indubitavelmente à vida definitiva, à comunhão com Deus, à felicidade plena.

• A resposta positiva à oferta de salvação que Deus nos faz introduz em nós um novo dinamismo; esse dinamismo fortalece a nossa coragem e permite-nos continuar a lutar, desde já, pela concretização do novo céu e da nova terra.

Subsídios:
2ª leitura: (Ap 7,9.14b-17) O Cordeiro apascenta as ovelhas – No meio de uma série de catástrofes, o visionário do Ap situa uma visão da assembleia celestial dos justos. O Cordeiro imolado é maior do que as forças negativas que assaltam o mundo. Reúne seu povo de todas as línguas e nações. Os mártires são as primícias do louvor universal ao Cordeiro. * 7,14b-15 cf. Ef 1,7; Ap 21,3; 22,3 * 14,16-17 cf. Is 49,10; Sl 23[22],2; Is 25,8.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Eu sou o bom pastor, conheço minhas ovelhas e elas me conhecem, assim fala o Senhor (Jo 10,14).

Evangelho

Monição: O Evangelho descreve-nos o carinho do Bom Pastor, que é Jesus Cristo, e fala-nos do Seu Amor por cada um de nós – ovelha do Seu rebanho –, manifestado em muitas riquezas que a Igreja nos oferece, especialmente por meio do sacerdócio ministerial. Aclamemos a Boa Nova que enche a nossa vida de sentido e de alegria.

João 10,27­30

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor! 27 Disse Jesus: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. 28 Eu lhes dou a vida eterna; elas jamais hão de perecer, e ninguém as roubará de minha mão. 29 Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém as pode arrebatar da mão de meu Pai. 30 Eu e o Pai somos um”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Estas palavras de Jesus fazem referência à parábola do pastor e do ladrão (vv. 1-6) e são dirigidas aos incrédulos judeus que intimam o Senhor a declarar-lhes abertamente se é ou não o Messias. Jesus censura-os pela sua falta de fé, «vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas!» (v. 26). Falta-lhes docilidade, humildade e amor.

28 «Nunca hão-de perecer», contanto que estas queiram continuar a ser ovelhas que não deixam o Pastor; o Pai é suficientemente poderoso para as defender de qualquer perigo.

30 «Eu e o Pai somos um só». É a resposta mais clara e categórica aos seus inimigos. Jesus aparece não só a afirmar a sua identidade da natureza com o Pai (em grego, uma só coisa – pois é a forma neutra), mas também indica a distinção pessoal, ao dizer somos. Os judeus entendem as palavras de Jesus melhor que os arianos de todos os tempos, considerando que Ele reivindica para Si a divindade, por isso o querem apedrejar (v. 31). Esta afirmação de Jesus situa-se no centro e no eixo de duas afirmações categóricas da sua divindade: 1, 1; 20, 28. Se não fosse verdade, Jesus devia ser apedrejado (v. 31). Ele defende-se à maneira rabínica com um argumen­to corrente nas escolas rabínicas, segundo a regra de Hillel chamada Qal wahômer, isto é, o argumento a fortiori (cf. vv. 35-36); Jesus, sem tirar nada ao que disse, mas reforçando-o, afirma: «para que saibais que o Pai está em Mim e Eu estou no Pai» (v. 38).

Ninguém tira minhas ovelhas do meu rebanho

Neste 4º domingo da Páscoa vemos novamente a temática do pastor e das ovelhas. Jesus é o verdadeiro pastor. Ele conhece as suas ovelhas. Estas escutam sua voz e o seguem. O seguimento só é possível para quem reconhece a voz do Ressuscitado. Os que seguem o Ressuscitado têm a “vida em seu nome”, receberão a vida eterna. Não perecerão, conforme Jesus afirmou no discurso da despedida (Jo 13,12-15).

As ovelhas não podem ser arrebatadas da mão de Jesus porque foi o próprio Pai que lhas deu. E as obras do Filho revelam a vontade do Pai, porque eles constituem uma unidade. É tal unidade a fonte da força de Jesus. E essa força é transmitida aos que recebem a sua vida. Por isso o mundo não pode arrebatar aqueles que são de Jesus.

AMBIENTE

O capítulo 10 do 4º Evangelho é dedicado à catequese do Bom Pastor. O autor utiliza esta imagem para apresentar uma catequese sobre a missão de Jesus: a obra do “Messias” consiste em conduzir o homem às pastagens verdejantes e às fontes cristalinas de onde brota a vida em plenitude.

A imagem do Bom Pastor não foi inventada pelo autor do 4º Evangelho. Literariamente falando, este discurso simbólico está construído com materiais provenientes do Antigo Testamento. Em especial, este discurso tem presente Ez 34 onde se encontra a chave para compreender a metáfora do pastor e do rebanho. Falando aos exilados na Babilónia, Ezequiel constata que os líderes de Israel foram, ao longo da história, falsos pastores que conduziram o Povo por caminhos de morte e de desgraça; mas – diz Ezequiel – o próprio Deus vai, agora, assumir a condução do seu Povo; Ele porá à frente do seu Povo um Bom Pastor (Messias), que o livrará da escravidão e o conduzirá à vida.

A catequese que o 4º Evangelho nos oferece do Bom Pastor sugere que a promessa de Deus afirmada por Ezequiel se cumpre em Jesus.

MENSAGEM

O texto que nos é proposto acentua, sobretudo, a relação estabelecida entre o Pastor (Cristo) e as ovelhas (os seus discípulos).

A missão desse Pastor (Cristo) é dar vida às ovelhas. Ao longo do Evangelho, João descreve, precisamente, a acção de Jesus como uma recriação e revivificação do homem, no sentido de fazer nascer o Homem Novo (cfr. Jo 3,3.5-6), o homem da vida em plenitude, o homem total, o homem que, seguindo Jesus, se torna “filho de Deus” (cf. Jo 1,12) e que é capaz de oferecer a vida por amor. Os que aceitam a proposta de vida que Jesus lhes faz não se perderão nunca (“nunca hão-de perecer e ninguém as arrebatará da minha mão” – Jo 10,28), pois a qualidade de vida que Jesus lhes comunica supera a própria morte (cf. Jo 3,16;8,51). O próprio Jesus está disposto a defender os seus até dar a própria vida por eles (cf. Jo 10,11), a fim de que nada nem ninguém (os dirigentes, os que estão interessados em perpetuar mecanismos de egoísmo, de injustiça, de escravidão) possa privar os discípulos dessa vida plena.

As ovelhas (os discípulos), por sua vez, têm de escutar a voz do Pastor e segui-l’O (cf. Jo 10,27). Isto significa que fazer parte do rebanho de Jesus é aderir a Ele, escutar as suas propostas, comprometer-se com Ele e, como Ele, entregar-se sem reservas numa vida de amor e de doação ao Pai e aos homens.

O texto termina com uma referência à identificação plena entre o projecto do Pai e o projecto de Jesus: para ambos, o objectivo é fazer nascer uma nova humanidade. Em Jesus está presente e manifesta-se o plano salvador do Pai de dar vida eterna (vida plena) ao homem; através da acção de Jesus, a obra criadora de Deus atinge o seu ponto culminante.

ACTUALIZAÇÃO

Considerar, na actualização da Palavra, os seguintes elementos:

• Na nossa cultura urbana, a imagem do pastor é uma parábola de outras eras, que pouco diz à nossa sensibilidade; em contrapartida, conhecemos bem a figura do líder, do presidente, do chefe: não raras vezes, é alguém que se impõe, que manipula, que arrasta, que exige… Mas o Evangelho que hoje nos é proposto convida-nos a descobrir a figura bíblica do Pastor: uma figura que evoca doação, simplicidade, serviço, dedicação total, amor gratuito. É alguém que é capaz de dar a própria vida para defender das garras das feras as ovelhas que lhe foram confiadas.

• Para os cristãos, o Pastor é Cristo: só Ele nos conduz para as “pastagens verdadeiras”, onde encontramos vida em plenitude. Nas nossas comunidades cristãs, temos pessoas que presidem e que animam. Podemos aceitar, sem problemas, que eles receberam essa missão de Cristo e da Igreja, apesar dos seus limites e imperfeições; mas convém igualmente ter presente que o nosso único Pastor, aquele que somos convidados a escutar e a seguir sem condições, é Cristo.

• As “ovelhas” do rebanho de Jesus têm de “escutar a voz” do Pastor e segui-l’O… Isso significa, concretamente, percorrer o mesmo caminho de Jesus, numa entrega total aos projectos de Deus e numa doação total, de amor e de serviço aos irmãos.

• Como distinguimos a “voz” de Jesus, o nosso Pastor, de outros apelos, de propostas enganadoras, de “cantos de sereia” que não conduzem à vida plena? Através de um confronto permanente com a sua Palavra, através da participação nos sacramentos onde se nos comunica a vida que o Pastor nos oferece e num permanente diálogo íntimo com Ele.

Subsídios:
Evangelho: (Jo 10,27-30) O Pastor dá vida eterna às ovelhas – Última parte do tema do Bom Pastor em Jo 10. O Bom Pastor, dando sua vida pelas ovelhas, lhes dá vida divina, eterna, que ninguém pode tirar-lhes. Indica também a fonte desta sua força: a unidade com o Pai. Quem recebe sua vida, entra nesta unidade. * 10,27-28 cf. Jo 10,3-4.14; 10,10; 17,3; Rm 8,33-39; Jr 23,4 * 10,29-30 cf. Jo 3,35; Is 43,13; 51,16; Jo 1,1-2; 20,31.

***   ***   ***

Hoje seria possível fazer uma meditação sobre a oração do dia:“Que o rebanho na sua fragilidade alcance a fonte donde provém a força de seu Pastor”. De fato, na 2ª leitura(Ap), encontramos novamente a imagem do Cordeiro que conduz o rebanho (cf. dom. pass.), agora, porém, coma conotação de “Pastor”. Esta combinação de ideias não causa surpresa dentro do gênero literário do Ap! Vimos, domingo passado, que a imagem do Cordeiro implica em solidariedade com o rebanho, solidariedade que o leva a tornar-se vítima expiatória e/ou pascal. A mesma solidariedade aparece no texto de hoje, na visão da multidão dos eleitos, que se tornaram solidários com o Cordeiro imolado, por sua fidelidade na perseguição. A solidariedade com o Cordeiro, no sangue do martírio, lava-os, torna-os imaculados como ele. E, por seu lado, o Cordeiro, tal um pastor que apascenta suas ovelhas, as conduz à fonte das águas, a fonte de consolação: Deus, que enxugará toda lágrima de seus olhos.

evangelho medita praticamente a mesma ideia, embora Jesus aí apareça somente como Pastor e não (também) como Cordeiro. Na primeira e na segunda parte da alegoria do Bom Pastor, aprendemos que o Bom Pastor “dá vida em abundância” (10,10) e, soberanamente, dá “sua vida” pelas ovelhas (Jo 10,11-18). Já sabemos que se tratada vida divina. Hoje aparece o mistério de onde provém este dom: a união de Cristo com o Pai. Somos conduzidos à fonte da água da vida (cf. Ap 7,17), Deus mesmo (Jo 10,27-30). Na atual composição do 4º evangelho, este trecho é separado dos anteriores por um novo cenário, a festa da Dedicação do Templo (Jo 10,22; a parte anterior situava-se na sequência da festa dos Tabernáculos, iniciada em Jo 7). Este novo cenário indica um crescendo na impaciência dos judeus com relação ao messianismo de Jesus: “Se tu és o Cristo, dize-nos abertamente” (10,24). Esta provocação suscita uma afirmação mais clara da unidade de Jesus e o Pai, a ponto de provocar uma acusação da blasfêmia e uma tentativa de apedrejamento (10,31). Contudo, o ser Messias de Jesus consiste, exatamente, em conduzir-nos à contemplação do Pai dele (14,9). Ele nos dá uma vida que ninguém nos pode tirar, porque ele é um com o Pai. Se o seguirmos, estaremos na mão de Deus. Se nos solidarizarmos com ele – e esta é a “lição” de hoje – alcançaremos a fonte donde ele tira sua força, sua inabalável vida divina.

Somos convidados, hoje, a seguir o Cordeiro aonde ele for, solidários com ele na morte e na vida: então participaremos da vida da qual ele mesmo vive, a vida de Deus. Devemos deixar-nos guiar por um Pastor que dá sua vida por nós, pois esta vida não é sua, mas a de Deus. Ora, em que consiste esta “condução”? “Quem quiser ser meu discípulo, assuma sua cruz e siga-me... Quem perder sua vida, há de realizá-la... Onde eu estiver, ali estará também meu servo...” (Jo 12,23ss; Mc 8,34ss). Palavras paradoxais, que significam: a fonte da vida e da força Jesus é o Deus-amor, o Deus da doação da vida.

Quem está bem instalado na sua igrejinha não gosta de ouvir tal mensagem. Esquiva-se, chamando-a de romantismo. Ou, se a gente insiste, diz que é desordem e subversão... Assim aconteceu com Paulo e Barnabé, quando foram pregar para os judeus de Antioquia da Pisídia (na Turquia). O resultado foi muito bom para os pagãos, pois rejeitados pelos judeus, Paulo e Barnabé se dirigiram a eles (1ª leitura). Não falta atualidade a esta história. No momento em que a Igreja latino-americana toma consciência da inviabilidade de uma cristandade cúmplice de injustiça institucionalizada, os senhores dessa cristandade rejeitam e até matam agentes de pastoral, padres, bispos... mas o povo, que era considerado incapaz de um cristianismo “decente”, recebe com ânimo o convite de se constituir em comunidade de Cristo.

O BOM PASTOR NOS CONDUZ A DEUS

Muitas pessoas procuram orientação, mas a sociedade em que vivemos mais manipula que orienta! Estamos sendo seduzidos pelos interesses do dinheiro e do poder. Pensando que somos livres e seguimos nosso próprio caminho, somos levados pelo sistema e pela propaganda... enquanto se esconde em nós, envergonhado, o desejo de ser conduzido de modo confiável e verdadeiro.

Na Bíblia, quem conduz chama-se pastor. É disso que trata o evangelho. Jesus se apresentou como o pastor fidedigno (Jo 10,11-18); no trecho que é lido hoje (10,27-30), ele fundamenta sua confiabilidade no amor que o une ao Pai (“eu e o Pai somos um”). Por este amor, ele nos conduz a Deus, e ninguém nos poderá arrebatar dele e do Pai.

Deus é “mistério”. Não conseguimos concebê-lo com clareza. Ele é grande demais para que o possamos descrever. É a “instância última” de nossa vida. Mas Jesus o torna acessível, visível. Podemos orientar nossa vida para a instância última graças a Jesus que nos conduz, se a ele nos confiamos. Jesus está tão unido a Deus que, para nós, ele é a presença de Deus em pessoa. Nele, estamos em Deus. Deus é a “pastagem”, a felicidade para onde Jesus-Pastor nos conduz.

Na 2ª leitura, este pastor é apresentado como sendo também “cordeiro”, vítima pascal, que resgata e liberta da escravidão as ovelhas que somos nós. Esta imagem vem completar a do pastor. Pois um pastor parece muito chefe. Jesus é também ovelha, igual a nós, porém totalmente consagrada a Deus. Ele nos conduz a Deus, vivendo a nossa própria situação.

Como somos conduzidos por Jesus? Não mecanicamente! Ele nos conduz, mas não nos força! A nós cabe o esforço. Devemos “conhecer” Jesus, gravar seu retrato em nosso coração. Depois, com esta imagem na cabeça e no coração, vamos olhar para a nossa vida e seus desafios. Vamos perguntar o que Jesus faria se estivesse em nossa situação. Finalmente, apoiados pela comunidade eclesial, vamos escolher o caminhoque acreditamos sinceramente que ele escolheria. Este será o caminho de Jesus-Pastor.

Caminho para todos. As leituras de hoje nos mostram que as palavras e o caminho de Jesus se destinam a todos, judeus e não-judeus. Paulo rompeu o confinamento cultural da mensagem de Jesus dentro do mundo judeu. Também hoje, para que o rebanho possa ser integrado por quantos quiserem e siga sem impedimento o Cordeiro-Pastor, é preciso romper barreiras e confinamentos. Inculturar o evangelho em outras culturas que não a tradicional cultura ocidental. Nas culturas afro-brasileira e ameríndia do Brasil. E assim pelo mundo afora. Para constituir a grande multidão de todas as nações, tribos povos e línguas que segue o Cordeiro, como diz o Apocalipse (7,9).

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

– Pedir à comunidade que ore pelas pessoas que têm derramado muitas lágrimas e seja sensível a elas. Talvez haja pessoas aflitas e atribuladas na comunidade e ninguém toma conhecimento disso. Os discípulos de Jesus têm de estar atentos ao outro. Têm de ir ao “próximo” e lhe dar a garantia de que Deus é solidário com os que estão sob muitas aflições. Insistir que não há ninguém fora do amor de Deus e por isso deve ser evitado qualquer preconceito.


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

Introdução

– A missão do Bom Pastor
Para que tenham vida
As dificuldades
É, por vocação, mensageiro da paz e da alegria

– O sacerdote, ovelha e pastor do rebanho
Fidelidade à missão
Precisamos de bons pastores
A meta.

Introdução

Jesus Cristo serve-Se da imagem do bom pastor, para nos explicar a missão que o Pai Lhe entregou e, em união com Ele, a dos Seus continuadores e a nossa de ovelhas do Seu rebanho. O pastor é uma figura de todas as épocas, porque os rebanhos hão-de ser sempre necessários.

O pastor e o rebanho constroem uma vida em comum. O pastor é para o rebanho, e vive do rebanho (o leite, as crias e os sub-produtos). Caminham juntos e todos se dirigem para o mesmo lugar, provisoriamente para o abrigo na montanha e, finalmente, para o redil em casa. Jesus Cristo serviu-Se desta imagem para nos ajudar a entender a nossa relação com Ele, e a d’Ele connosco. Vive para nós, dá-nos, não apenas o tempo, mas a Sua vida em alimento. Quis perpetuar os Seus cuidados de Bom Pastor, no anúncio da Palavra de Deus, no perdão dos pecados e na administração dos Sacramentos, instituindo o sacerdócio ministerial. O sacerdote é, portanto, apesar das suas fragilidades, uma manifestação do carinho do Senhor para com cada um de nós.

A missão do Bom Pastor

A missão do sacerdote é, por vontade e Jesus Cristo, a continuação da que o Pai Lhe entregou, quando Se fez um de nós.

Para que tenham vida. «Paulo e Barnabé […] os exortavam a perseverar na graça de Deus.»

É esta a finalidade última de toda a acção pastoral: para que as pessoas vivam em graça, como bons filhos de Deus. Com esta finalidade, o sacerdote proclama a Palavra de Deus, explica-a o melhor que sabe e pode. Não é fácil a pregação. Encontramos pessoas de todas as idades, com uma diversidade muito grande de cultura, e muito diversificadas na sua relação com Deus (cristãos fervorosos, tíbios e desinteressados). É uma missão que requer muita coragem, porque aqueles que dormem não gostam nada de quem os acorda.

Administra os Sacramentos. Não é dono e senhor deles. Como a palavra o dá a entender, ele é apenas um administrador que dará contas a Deus do modo como o fez. Também ele obedece ao que Jesus Cristo, pela Hierarquia da Igreja, lhe manda.

Faz oração. Ensina as pessoas a falar com Deus, e tem por missão rezar. A Liturgia das Horas diária (Breviário) é pelos fiéis; e o pároco celebra todos os Domingos uma missa (grátis) pelas intenções dos paroquianos.

As dificuldades. «Ao verem a multidão, (os judeus) encheram-se de inveja e responderam com blasfémias.»

Esta atitude dos ouvintes de Paulo e Barnabé levanta dentro de nós uma pergunta a que cada um, no seu íntimo, deve responder. Por quê, o anti-clericalismo do meio em que vivemos? O sacerdote tem de ser incómodo. As pessoas encaram-no como um ‘polícia de costumes’, ou um ‘desmancha-prazeres’.

Afinal, é apenas um irmão mais velho que nos quer ajudar. Sendo cheio de defeitos e fraquezas, enquanto luta para tornar mais perfeita a sua vida, deixa transparecer a acção de Jesus Cristo. Assim compreendemos logo que o bem realizado não é obra de um homem frágil, mas de Deus.

É, por vocação, mensageiro da paz e da alegria. «Fiz de ti a luz das nações, para levares a salvação até aos confins da terra.»

Distribui a alegria e a paz às mãos cheias no Sacramento da Reconciliação e Penitência, no conselho amigo, quando o procuramos e lembramo-nos continuamente que vamos a caminho da felicidade eterna. É um companheiro de viagem a caminho do Céu. Não diz: «ide!», mas: «vamos». Deus quer fazer passar a nossa alegria de viver pela missão de homens que precisam também de quem os ajude a manter o optimismo na sua missão.

O sacerdote, ovelha e pastor do rebanho

Cada pessoal deve santificar-se na vocação que recebeu de Deus, e o sacerdote não é excepção desta regra. Cumprirá a sua missão na medida em que for também ovelha dócil do rebanho e Cristo, fiel aos seus pastores.

Fidelidade à missão. «As Minhas ovelhas escutam a Minha voz.»

Obedece aos mesmos Mandamentos da Lei de Deus e recebe os mesmos sacramentos como os demais fiéis. Não faz o que lhe apetece, não segue os seus gostos pessoais, mas aquilo que lhe parece ser a vontade e Deus. Engana-se, como qualquer outra pessoa, embora tenha uma preparação especializada para esta missão (além dos 12 anos de escolaridade, tem mais cinco numa faculdade de teologia e dois de pastoral e estágio). No exercício da sua missão pastoral, recebe orientações claras e precisas, exigentes. Quando as transmite, não segue a própria opinião, mas obedece e não pode fazer de outro modo.

A verdade e sinceridade no ministério são as duas primeiras virtudes que os fiéis esperam dele. Quando tem de dizer a uma pessoa que não está em condições de receber a absolvição sacramental, ou a Sagrada Comunhão, obedece, sofre, e faz um acto de caridade, ajudando aquela pessoa em causa a descobrir o perigo em que se encontra.

(Que direito teria um médico de dizer a um doente que está muito bem e não necessita de tratamento, quando ele está muito doente e sabe que ele, com tratamento urgente e adequado, pode recuperar a saúde?) Além disso, terá de prestar contas a Deus sobre o modo como actua, porque é apenas um administrador. Um dia, também ele ouvirá da boca do Senhor: «Dá-me contas da tua administração».

Precisamos de bons pastores. «Eu conheço as Minhas ovelhas e elas seguem-Me.»

Esta frase de Jesus coloca-nos diversas perguntas.

– Desejam as famílias ter filhos sacerdotes? Fazem alguma coisa (oração, preparar os filhos para que sejam generosos) para que vocação sacerdotal possa florir no seu lar? Há algumas famílias que rezam pela vocação… dos filhos dos outros. Para os seus sonham com grandezas que não levam a nada. Hoje corre-se o risco de todo o projecto de vida para os filhos se fixar num curso vistoso, numa grande fortuna, na afirmação pessoal. Graças a Deus, hoje, aos olhos do mundo, ser sacerdote já não é grandeza, promoção de qualquer espécie (nem sequer económica!), mas apenas serviço aos irmãos.

– Jesus recomenda, perante a escassez de trabalhadores para a sua vinha (a Igreja): «Pedi, pois, ao senhor da messe que mande trabalhadores para a sua messe.» Rezamos, de facto, em família, para que aumente o número e a qualidade dos sacerdotes?

– Sofremos quando chegamos ao conhecimento de que algum sacerdote ficou pelo caminho? Trata-se e um problema familiar e, portanto, deveríamos sentir a mesma atitude de quando uma pessoa da nossa família choca pelo o seu comportamento. Mais ainda, quando se trata dos pais ou dos irmãos

A meta. «O Cordeiro, que está no meio do trono, será o seu pastor e os conduzirá às fontes da água viva.»

A leitura do Livro do Apocalipse dá-nos um vislumbre do Céu, recordando-nos a meta para onde caminhamos. É para chegarmos a esta meta, felizes e contentes, que o Senhor nos dá tantos auxílios e nos reúne, no primeiro dia da semana, Dia do Senhor, nesta Celebração da Eucaristia. Além de nos ensinar o caminho, com a Sua Palavra, alimenta-nos para a caminhada da semana que está a começar e envia-nos para junto das outras pessoas, para que sejamos junto delas, pelo exemplo e pela palavra, um reflexo do Bom Pastor. Maria, Mãe do Sumo e Eterno Sacerdote, nos alcance a graça de muitos sacerdotes: sábios, alegres e com espírito desportivo, porque, sendo assim, serão santos.

Fala o Santo Padre

Tema: O testemunho suscita vocações.

Veneráveis Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio,

Amados Irmãos e Irmãs!

O 47º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no IV Domingo de Páscoa – Domingo do «Bom Pastor» –, a 25 de Abril de 2010, oferece-me a oportunidade de propor à vossa reflexão um tema que quadra bem com o Ano Sacerdotal: O testemunho suscita vocações. De facto, a fecundidade da proposta vocacional depende primariamente da acção gratuita de Deus, mas é favorecida também – como o confirma a experiência pastoral – pela qualidade e riqueza do testemunho pessoal e comunitário de todos aqueles que já responderam ao chamamento do Senhor no ministério sacerdotal e na vida consagrada, pois o seu testemunho pode suscitar noutras pessoas o desejo de, por sua vez, corresponder com generosidade ao apelo de Cristo. Assim, este tema apresenta-se intimamente ligado com a vida e a missão dos sacerdotes e dos consagrados. Por isso, desejo convidar todos aqueles que o Senhor chamou para trabalhar na sua vinha a renovarem a sua fidelidade de resposta, sobretudo neste Ano Sacerdotal que proclamei por ocasião dos 150 anos de falecimento de São João Maria Vianney, o Cura d’Ars, modelo sempre actual de presbítero e pároco.

Já no Antigo Testamento os profetas tinham consciência de que eram chamados a testemunhar com a sua vida aquilo que anunciavam, prontos a enfrentar mesmo a incompreensão, a rejeição, a perseguição. A tarefa, que Deus lhes confiara, envolvia-os completamente, como um «fogo ardente» no coração impossível de conter (cf. Jr 20,9), e, por isso, estavam prontos a entregar ao Senhor não só a voz, mas todos os elementos da sua vida. Na plenitude dos tempos, será Jesus, o enviado do Pai (cf. Jo 5,36), que, através da sua missão, testemunha o amor de Deus por todos os homens sem distinção, com especial atenção pelos últimos, os pecadores, os marginalizados, os pobres. Jesus é a suprema Testemunha de Deus e da sua ânsia de que todos se salvem. Na aurora dos novos tempos, João Baptista, com uma vida gasta inteiramente para preparar o caminho a Cristo, testemunha que, se cumprem, no Filho de Maria de Nazaré, as promessas de Deus. Quando O vê chegar ao rio Jordão, onde estava a baptizar, João indica-O aos seus discípulos como «o cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo» (Jo 1,29). O seu testemunho é tão fecundo que dois dos seus discípulos, «ouvindo o que ele tinha dito, seguiram Jesus» (Jo 1,37).

Também a vocação de Pedro, conforme no-la descreve o evangelista João, passa pelo testemunho de seu irmão André; este, após ter encontrado o Mestre e aceite o seu convite para permanecer com Ele, logo sente necessidade de comunicar a Pedro aquilo que descobriu «permanecendo» junto do Senhor: «’Encontrámos o Messias’ (que quer dizer Cristo). E levou-o a Jesus» (Jo 1,41-42). O mesmo aconteceu com Natanael – Bartolomeu –, graças ao testemunho doutro discípulo, Filipe, que cheio de alegria lhe comunica a sua grande descoberta: «Acabámos de encontrar Aquele de quem escreveu Moisés na Lei e que os Profetas anunciaram: é Jesus, o filho de José, de Nazaré» (Jo 1,45). A iniciativa livre e gratuita de Deus cruza-se com a responsabilidade humana daqueles que acolhem o seu convite, e interpela-os para se tornarem, com o próprio testemunho, instrumentos do chamamento divino. O mesmo acontece, ainda hoje, na Igreja: Deus serve-se do testemunho de sacerdotes fiéis à sua missão, para suscitar novas vocações sacerdotais e religiosas para o serviço do seu Povo. Por esta razão, desejo destacar três aspectos da vida do presbítero, que considero essenciais para um testemunho sacerdotal eficaz.

Elemento fundamental e comprovado de toda a vocação ao sacerdócio e à vida consagrada é a amizade com Cristo. Jesus vivia em constante união com o Pai, e isto suscitava nos discípulos o desejo de viverem a mesma experiência, aprendendo d’Ele a comunhão e o diálogo incessante com Deus. Se o sacerdote é o «homem de Deus», que pertence a Deus e ajuda a conhecê-Lo e a amá-Lo, não pode deixar de cultivar uma profunda intimidade com Ele e permanecer no seu amor, reservando tempo para a escuta da sua Palavra. A oração é o primeiro testemunho que suscita vocações. Tal como o apóstolo André comunica ao irmão que conheceu o Mestre, assim também quem quiser ser discípulo e testemunha de Cristo deve tê-Lo «visto» pessoalmente, deve tê-Lo conhecido, deve ter aprendido a amá-Lo e a permanecer com Ele.

Outro aspecto da consagração sacerdotal e da vida religiosa é o dom total de si mesmo a Deus. Escreve o apóstolo João: «Nisto conhecemos o amor: Jesus deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos» (1 Jo3,16). Com estas palavras, os discípulos são convidados a entrar na mesma lógica de Jesus que, ao longo de toda a sua vida, cumpriu a vontade do Pai até à entrega suprema de Si mesmo na cruz. Manifesta-se aqui a misericórdia de Deus em toda a sua plenitude; amor misericordioso que derrotou as trevas do mal, do pecado e da morte. A figura de Jesus que, na Última Ceia, Se levanta da mesa, depõe o manto, pega numa toalha, ata-a à cintura e Se inclina a lavar os pés aos Apóstolos, exprime o sentido de serviço e doação que caracterizou toda a sua vida, por obediência à vontade do Pai (cf. Jo 13,3-15). No seguimento de Jesus, cada pessoa chamada a uma vida de especial consagração deve esforçar-se por testemunhar o dom total de si mesma a Deus. Daqui brota a capacidade para se dar depois àqueles que a Providência lhe confia no ministério pastoral, com dedicação plena, contínua e fiel, e com a alegria de fazer-se companheiro de viagem de muitos irmãos, a fim de que se abram ao encontro com Cristo e a sua Palavra se torne luz para o seu caminho. A história de cada vocação cruza-se quase sempre com o testemunho de um sacerdote que vive jubilosamente a doação de si mesmo aos irmãos por amor do Reino dos Céus. É que a presença e a palavra de um padre são capazes de despertar interrogações e de conduzir mesmo a decisões definitivas (cf. João Paulo II, Exort. ap. pós-sinodal Pastores dabo vobis, 39).

Um terceiro aspecto que, enfim, não pode deixar de caracterizar o sacerdote e a pessoa consagrada é viver a comunhão. Jesus indicou, como sinal distintivo de quem deseja ser seu discípulo, a profunda comunhão no amor: «É por isto que todos saberão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13,35). De modo particular, o sacerdote deve ser um homem de comunhão, aberto a todos, capaz de fazer caminhar unido todo o rebanho que a bondade do Senhor lhe confiou, ajudando a superar divisões, sanar lacerações, aplanar contrastes e incompreensões, perdoar as ofensas. Em Julho de 2005, no encontro com o Clero de Aosta, afirmei que os jovens, se virem os sacerdotes isolados e tristes, com certeza não se sentirão encorajados a seguir o seu exemplo. Levados a considerar que tal possa ser o futuro de um padre, vêem aumentar a sua hesitação. Torna-se importante, pois, realizar a comunhão de vida, que lhes mostre a beleza de ser sacerdote. Então, o jovem dirá: «Isto pode ser um futuro também para mim, assim pode-se viver» (Insegnamenti, vol. I/2005, 354). O Concílio Vaticano II, referindo-se ao testemunho capaz de suscitar vocações, destaca o exemplo de caridade e de fraterna cooperação que devem oferecer os sacerdotes (cf. Decreto Optatam totius, 2).

Apraz-me recordar o que escreveu o meu venerado predecessor João Paulo II: «A própria vida dos padres, a sua dedicação incondicional ao rebanho de Deus, o seu testemunho de amoroso serviço ao Senhor e à sua Igreja – testemunho assinalado pela opção da cruz acolhida na esperança e na alegria pascal –, a sua concórdia fraterna e o seu zelo pela evangelização do mundo são o primeiro e mais persuasivo factor de fecundidade vocacional» (Pastores dabo vobis, 41). Poder-se-ia afirmar que as vocações sacerdotais nascem do contacto com os sacerdotes, como se fossem uma espécie de património precioso comunicado com a palavra, o exemplo e a existência inteira.

Isto aplica-se também à vida consagrada. A própria existência dos religiosos e religiosas fala do amor de Cristo, quando O seguem com plena fidelidade ao Evangelho e assumem com alegria os seus critérios de discernimento e conduta. Tornam-se «sinais de contradição» para o mundo, cuja lógica frequentemente é inspirada pelo materialismo, o egoísmo e o individualismo. A sua fidelidade e a força do seu testemunho, porque se deixam conquistar por Deus renunciando a si mesmos, continuam a suscitar no ânimo de muitos jovens o desejo de, por sua vez, seguirem Cristo para sempre, de modo generoso e total. Imitar Cristo casto, pobre e obediente e identificar-se com Ele: eis o ideal da vida consagrada, testemunho do primado absoluto de Deus na vida e na história dos homens.

Fiel à sua vocação, cada presbítero, cada consagrado e cada consagrada transmite a alegria de servir Cristo, e convida todos os cristãos a responderem à vocação universal à santidade. Assim, para se promoverem as vocações específicas ao ministério sacerdotal e à vida consagrada, para se tornar mais forte e incisivo o anúncio vocacional, é indispensável o exemplo daqueles que já disseram o próprio «sim» a Deus e ao projecto de vida que Ele tem para cada um. O testemunho pessoal, feito de opções existenciais e concretas, há-de encorajar, por sua vez, os jovens a tomarem decisões empenhativas que envolvem o próprio futuro. Para ajudá-los, é necessária aquela arte do encontro e do diálogo capaz de os iluminar e acompanhar sobretudo através do exemplo de vida abraçada como vocação. Assim fez o Santo Cura d’Ars, que, no contacto permanente com os seus paroquianos, «ensinava sobretudo com o testemunho da vida. Pelo seu exemplo, os fiéis aprendiam a rezar» (Carta de Proclamação do Ano Sacerdotal, 16/06/2009).

Que este Dia Mundial possa oferecer, uma vez mais, preciosa ocasião para muitos jovens reflectirem sobre a própria vocação, abrindo-se a ela com simplicidade, confiança e plena disponibilidade. A Virgem Maria, Mãe da Igreja, guarde o mais pequenino gérmen de vocação no coração daqueles que o Senhor chama a segui-Lo mais de perto; faça com que se torne uma árvore frondosa, carregada de frutos para o bem da Igreja e de toda a humanidade. Por esta intenção rezo, enquanto concedo a todos a Bênção Apostólica.

Bento XVI, Vaticano, 13 de Novembro de 2009


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 4º Domingo do Tempo Pascal, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. PALAVRA DE ABERTURA.
Nas palavras de boas vindas, o presidente da assembleia procure não fazer deste domingo unicamente um “domingo das vocações”; é Cristo morto e ressuscitado que é festejado e cantado ao longo de todos os domingos da Páscoa. Hoje, é-nos apresentado com traços de Pastor, que nos precede e nos guia para as fontes de vida. O Ressuscitado é o Caminho, a Verdade e a Vida.

3. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

Pai, nós Te damos graças pelo teu Filho Jesus, que se revelou como Luz das nações, e pelos teus Apóstolos, que comunicaram esta Luz, para que a tua salvação chegue até aos confins da terra.
Nós Te pedimos por todos os novos baptizados e pelos jovens que redizem pessoalmente a fé do seu Baptismo.

No final da segunda leitura:
Nosso Pai dos céus, nós Te bendizemos pela multidão imensa de todas as nações, raças, povos e línguas, que está diante do teu trono e diante do Cordeiro: juntamo-nos ao grande louvor que eles Te dirigem.
Jesus, que és o Cordeiro e o Pastor, nós Te pedimos pelas Igrejas, ainda em peregrinação: conduz-nos a todos, juntos para a fonte da vida.

No final do Evangelho:
Jesus nosso Bom Pastor, nós Te damos graças pela tua voz que nos chama, porque Tu conheces-nos e dás-nos a vida eterna.
Nós Te pedimos: que o teu Espírito nos torne atentos à tua voz, para que a possamos conhecer e possamos seguir-Te. Que nada nos afaste da tua mão, que é a do Pai, porque vós sois um.

4. BILHETE DE EVANGELHO.
Como está feliz, a criança a quem damos a mão! Sente-se em segurança, já não tem medo, é considerada como uma pessoa. Jesus, na parábola do Bom Pastor, evoca a ligação que existe entre o verdadeiro pastor e as suas ovelhas. Elas parecem estar na sua mão porque, diz Ele, “ninguém as arrancará da minha mão”. Jesus veio tomar a humanidade pela mão para dela cuidar, curar, conduzir, erguer, numa palavra, “salvar”. Ora, se Ele veio tomar a humanidade pela mão, é porque o Pai O enviou, como os dois fazem UM, é na mão do Pai que se encontra a humanidade, e, afirma Jesus, ninguém pode arrancar nada da mão do Pai. Que segurança para nós! Saber que estamos em segurança na mão de Deus: criando-nos e recriando-nos, tal como o oleiro, modela-nos e renova-nos. Perdoando-nos, tal como o pai do filho pródigo, reconcilia-nos com Ele, connosco mesmos e com os outros. Guiando-nos, tal como o Bom Pastor, faz-nos caminhar no caminho da felicidade. Oferecendo-nos a sua vida, tal como o Filho na cruz, faz de nós vivos.

5. À ESCUTA DA PALAVRA.
“Sou Eu!” Quem de nós não exclamou tantas vezes esta expressão? Nem é necessário dizer o nome… Hoje, diz Jesus: “Eu sou o Bom Pastor..:” Coloca-Se num registo de uma relação de intimidade para falar da sua ligação com os discípulos. Foi isso que Ele viveu com eles durante três anos. Tornaram-se seus amigos. Várias vezes, Jesus só precisou deste grito para Se fazer reconhecer: “Sou Eu!” Os discípulos não podiam enganar-se: esta voz era a sua, única no mundo. Não serve de nada dizer a um desconhecido: “Sou Eu!” Para entrar na intimidade de alguém, é preciso uma relação longa, um “viver-com”, uma familiaridade, no sentido pleno da palavra. Isso só se pode viver na duração, na fidelidade, na paciência. Com Jesus, é exactamente a mesma coisa. Não é o meu nervo auditivo que vibra à sua voz, mas a “audição do coração” que me torna atento quando a sua Palavra é proclamada em Igreja, quando leio e medito esta Palavra. É ela que vem fazer vibrar o meu ser profundo, que me toca o coração. Torno-me então, pouco a pouco, capaz de integrar na minha vida, na minha maneira de pensar e de agir, a sua maneira própria de falar e de agir. Pouco a pouco, a minha vida toma uma cor evangélica, a minha consciência afina-se, torno-me discípulo de Jesus, reconheço a sua presença na minha vida. Aí está um trabalho de longo alcance, de toda a vida. Então, pouco a pouco também, é um pouco d’Ele que trespassará através da minha vida para tocar os outros. Não está aí a vocação própria de todo o baptizado: fazer-se eco da sua voz no coração do mundo?

6. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística III para as circunstâncias especiais, com a intercessão nº 1.

7. PALAVRA PARA O CAMINHO.
A minha participação no serviço das vocações… Neste Dia Mundial de Oração pelas Vocações, cada um de nós é chamado a fazer o ponto da situação:
- Qual é a minha parte ao serviço das vocações e da missão?
- Alguns euros na altura do peditório?
- Uma oração uma vez por ano? Ou com mais frequência?
- Um compromisso bem concreto – mesmo pequeno – num serviço da Igreja?
- E, se sou pai ou mãe, que forma de despertar uma vocação possível nos próprios filhos?

LITURGIA EUCARÍSTICA

INTRODUÇÃO
Depois de nos ter iluminado com a Sua Palavra, Jesus Cristo – pelo ministério do sacerdote – vai agora transubstanciar o pão e o vinho que oferecemos, no Seu Corpo e Sangue, para nossa alimento. Na intimidade do nosso recolhimento, pensemos que, sem sacerdotes, não há Reconciliação e Penitência nem celebração da Eucaristia, e agradeçamos, uma vez mais, este dom.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Concedei, Senhor, que em todo o tempo possamos alegrar-nos com estes mistérios pascais, de modo que o acto sempre renovado da nossa redenção seja para nós causa de alegria eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473
SANTO

Saudação da Paz
Cada fiel deve ser um mensageiro da paz que Jesus veio trazer à terra. Não faria sentido dar a paz aos outros, se nós mesmos não estivéssemos em paz com Deus e com os irmãos. Manifestemos entre nós, com o gesto ritual, esta paz que desejamos ter e comunicar. Saudai-vos na paz de Cristo!

Monição da Comunhão: Neste momento em que nos preparamos para receber a Sagrada Comunhão, examinemos a nossa consciência, para verificarmos se estamos em condição de a receber, e avivemos a nossa fé. No recolhimento deste encontro com Jesus Cristo na Eucaristia não nos esqueçamos de agradecer o dom do sacerdócio ministerial e de Lhe pedir muitos e santos sacerdotes.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Ressuscitou o Bom Pastor, que deu a vida pelas suas ovelhas e Se entregou à morte pelo seu rebanho. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Deus, nosso Bom Pastor, olhai benignamente para o vosso rebanho e conduzi às pastagens eternas as ovelhas que remistes com o precioso Sangue do vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

RITOS FINAIS

Monição final: Saímos da Igreja, não com o espírito de que acabámos de cumprir um dever e tudo acabou, mas conscientes de que somos enviados por Cristo às mais diversas pessoas com quem nos vamos encontrar durante a semana. A todos demos testemunho de que Deus nos ama como o melhor do pais e a todos deseja ver felizes.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

5ª SEMANA DE PÁSCOA

Celebração e Homilia: ANTÓNIO E. PORTELA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/default.asp


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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