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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.org.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


23.08.2015
21º Domingo do Tempo Comum — ANO B
( VERDE, GLÓRIA, CREIO – I SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "Senhor, a quem iremos nós? Somente tu tens PALAVRAS DE VIDA ETERNA" __

VOCAÇÃO PARA OS MINISTÉRIOS E SERVIÇOS NAS COMUNIDADES

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGLEHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO (30.08.2015)

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Depois que Jesus se revela como o pão da vida, somos convidados a fazer uma opção decisiva em nossa vida, que consiste numa adesão incondicional à proposta de Cristo, a qual exige conversão e perseverança. Pedro e os outros apóstolos optam por seguir o Mestre e enfrentar todas as consequências que esta opção traz. Celebrando a Eucaristia, façamos também a nossa proposta de vida de nos tornarmos também corpo dado e sangue derramado por aqueles que mais precisam. Celebremos, hoje, em sintonia com todos os nossos leigos, de forma especial com todos os nossos catequistas, agradecendo ao Pai a dedicação deles no serviço da evangelização.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Neste domingo rezamos pelas vocações para os ministérios leigos e serviços nas comunidades. Trata-se de um chamado de Deus para a missão de anunciar o Evangelho, que é testemunhado no serviço do amor.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Estamos reunidos para no alimentar da palavra e do pão que o próprio Jesus nos oferece. Em momento algum, Jesus adaptou sua pregação ao gosto de seus ouvintes, nem traiu o Reino para agradá-los. Desempenhou sua missão na mais absoluta fidelidade ao Pai e a seu Reino, embora correndo o risco de escandalizar as pessoas e afastá-las de si. Por isso, sua linguagem se tornou, para muitos, dura e incompreensível. O discurso sobre o pão da vida chocou a sensibilidade de todos, levando os ouvintes de Jesus até mesmo a duvidar de sua sanidade mental. Na realidade, Jesus não aceitava ser seguido por quem não quisesse acolher sua mensagem, sem restrições. Por isso, a resposta de Pedro sintetizará a atitude do verdadeiro discípulo do Reino. Só Jesus merece ser seguido, por ter palavras de vida eterna, embora duras de serem assimiladas. As leituras de hoje encerram a reflexão sobre o tema da Eucaristia, interrompido domingo passado com a festa da Assunção. Depois que Jesus insistiu que se deve comer seu Corpo e beber seu Sangue, muitos discípulos se afastaram dele porque não acreditavam e diziam: "Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?" E Jesus se volta para os doze e pergunta: "Vocês também querem ir embora?" Temos então uma escolha para fazer: ou ficamos com o Senhor, assumindo as conseqüências dessa escolha, que são vida de Deus, força de Cristo e também sacrifício, perdão, misericórdia; ou vamos atrás dos outros deuses, como nos diz a primeira leitura, e que são prazeres, orgulho, egoísmo. Devemos responder como São Pedro: "A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna". É a Eucaristia o ponto de união ou divisão. Ou ficamos com o Senhor, comendo sua carne e bebendo o seu sangue, ou vamos por outros caminhos. Não há meio termo. Hoje, no mês vocacional, celebramos o dia do leigo. É aquele que consagra sua vida a serviço do evangelho, pregando em todos os lugares, com o exemplo e a palavra, a mensagem de Jesus. Como político, dentista, operário, professor, ele é a voz e a mão de Deus. De modo todo particular, rezemos pelos nossos catequistas que trabalham diretamente na evangelização...

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo e meditemos profundamente a liturgia de hoje!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/23-de-agosto-de-2015---21-tc.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/47_21o_domingo_do_tempo_comum.pdf


TEMA
A QUEM IRÍAMOS, SENÃO A JESUS?

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- Autoria do Roteiro Homilético da Paulus para o período de Julho/Agosto-2015: Aíla Luzia Pinheiro Andrade, nj Graduada em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará e em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje – BH), onde também cursou mestrado e doutorado em Teologia Bíblica e lecionou por alguns anos. Atualmente, leciona na Faculdade Católica de Fortaleza. É autora do livro Eis que faço novas todas as coisas – teologia apocalíptica (Paulinas). E-mail: aylanj@gmail.com

Introdução da Revistal Vida Pastoral

Senhor, a quem iremos?

Os textos da liturgia de hoje sugerem que, se não servimos a Deus de livre vontade, o serviço pode resultar em hipocrisia. Deus deseja que o sirvamos de todo o coração, mas isso só será possível se fizermos opção consciente por ele. A opção por Deus traz como consequência novas formas de relacionamento com o próximo, a começar em casa. Isso significa que o cristianismo não se separa das relações que constituem a vida humana.

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia do 21º Domingo do Tempo Comum fala-nos de opções. Recorda-nos que a nossa existência pode ser gasta a perseguir valores efémeros e estéreis, ou a apostar nesses valores eternos que nos conduzem à vida definitiva, à realização plena. Cada homem e cada mulher têm, dia a dia, de fazer a sua escolha.

Na primeira leitura, Josué convida as tribos de Israel reunidas em Siquém a escolherem entre “servir o Senhor” e servir outros deuses. O Povo escolhe claramente “servir o Senhor”, pois viu, na história recente da libertação do Egipto e da caminhada pelo deserto, como só Jahwéh pode proporcionar ao seu Povo a vida, a liberdade, o bem estar e a paz.

O Evangelho coloca diante dos nossos olhos dois grupos de discípulos, com opções diversas diante da proposta de Jesus. Um dos grupos, prisioneiro da lógica do mundo, tem como prioridade os bens materiais, o poder, a ambição e a glória; por isso, recusa a proposta de Jesus. Outro grupo, aberto à acção de Deus e do Espírito, está disponível para seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida; os membros deste grupo sabem que só Jesus tem palavras de vida eterna. É este último grupo que é proposto como modelo aos crentes de todos os tempos.

Na segunda leitura, Paulo diz aos cristãos de Éfeso que a opção por Cristo tem consequências também ao nível da relação familiar. Para o seguidor de Jesus, o espaço da relação familiar tem de ser o lugar onde se manifestam os valores de Jesus, os valores do Reino. Com a sua partilha de amor, com a sua união, com a sua comunhão de vida, o casal cristão é chamado a ser sinal e reflexo da união de Cristo com a sua Igreja.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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A QUEM IREMOS SENHOR? (Ano da Vida Religiosa Consagrada)

Não poucos cristãos hoje são resistentes aos ensinamentos de Jesus. As exigências feitas por ele aos seus discípulos parecem excessivas.

O Quarto Evangelho, escrito por volta do ano 100 de nossa era, revela os desafios vividos pelos seguidores de Jesus. A comunidade joanina estava ameaçada pelas perseguições do império romano e dos judaizantes, como também por tendências filosóficas que relativizavam a realidade da encarnação e o mandamento do amor como projeto de vida.

Logo no início do evangelho, os discípulos são convidados a seguir o “cordeiro de Deus”, símbolo da total doação, alimento, pão (cf. Jo 1,36). Esse seguimento inclui a relação de intimidade com Jesus: “‘Onde moras?’ ‘Vinde e vede’; foram, viram e ficaram com ele” (Jo 1,39). Experiência fundadora do seguimento.

Seguir Jesus “cordeiro de Deus”, que se faz alimento, se faz proposta de vida, é “linguagem muito dura” (Jo 6,60). Origina-se forte crise no grupo dos discípulos. Muitos abandonam. O programa exposto por Jesus, suas opções e ações, fazer-se também “cordeiro”, provoca em muitos rejeição decidida. Jesus pergunta aos “doze” qual a sua opção. Parece que está disposto a ficar só antes de renunciar ao projeto do Pai.

A reação de Pedro é emblemática: “Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos e reconhecemos que tu és o consagrado, o santo de Deus” (Jo 6,67-69). Pedro é porta-voz dos doze e de todas as pessoas cuja opção de vida é o seguimento de Jesus, numa forma radical. Aqui se situa a Vida Religiosa Consagrada, pessoas seguidoras do Cordeiro de Deus, cuja proposta de vida é a entrega sem reservas, que continuam a proclamar: “A quem iremos Senhor? Só tu tens palavras de vida eterna”. Uma proclamação a “despertar o mundo”, conforme o apelo do papa Francisco.

Ir. Zenilda Luzia Petry, ifsj


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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MUITOS DISCÍPULOS ABANDONARAM…

O evangelho que lemos na liturgia deste domingo nos diz que muitos discípulos voltaram atrás e já não andavam com Jesus. Deixar de seguir o Mestre é perigo que sempre nos ronda. Não é preciso mudar de religião para deixar de segui-lo. Pode ser que ainda continuemos católicos de nome, mas o nosso jeito de viver já não seja o de um seguidor de Jesus Cristo. Por isso, hoje somos convidados não a olhar para outras pessoas que parecem estar fora do caminho do reino de Deus, mas olhar para dentro de nós e perceber quantos passos estamos dando na direção contrária à consagração que recebemos em nosso batismo.

Como sabemos, passamos a fazer parte do Corpo de Cristo para viver como ele viveu, procurando fazer o bem como ele fez e continua fazendo. Se não há o esforço de nossa parte para fazer o bem, estamos deixando de segui-lo. E é preciso esforço, pois a tendência geral é se escandalizar diante da mensagem do evangelho, que é para todos, mas nem sempre agrada a todos. Isso ocorre porque a mensagem de Jesus é uma mensagem de vida, alegria e esperança, mas requer também mudança de vida – o que exige renúncia, ou seja, a disposição de nem sempre realizar a própria vontade, a fim de crescer como pessoa e ajudar no crescimento e no bem-estar dos irmãos e irmãs em Cristo.

A nossa propensão é gostar da parte festiva da mensagem cristã: gostamos de cantar, de rir em comunidade, de participar das quermesses e de tantas outras coisas que, em si, são boas. Mas ser cristãos não é apenas isso: por vezes é ir contra a moda. Por exemplo, quando a Igreja se pronuncia em defesa da vida e da família, muitos de nós preferimos concordar com o que aprendemos ou ouvimos nas telenovelas e nos jornais a concordar com aquilo que o evangelho nos pede. Queremos seguir Jesus ou queremos ir embora, seguindo a onda dos que só querem vida sem renúncias e compromisso? Por difícil que seja, por mais pesada que seja a cruz, vale a pena insistir no seguimento. E quando nos sentirmos fracos e incapazes, podemos rezar com são Pedro: “Senhor, a quem iremos, se só tu tens palavras de vida eterna?”

Pe. Claudiano Avelino dos Santos, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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Jesus nos conduz ao Pai do céu!

Nesta liturgia somos convidados a renovar nossa fé e escolher o caminho do seguimento de Jesus, porque somente ele é garantia de que nos orientamos para Deus. Hoje recordamos todas as pessoas que servem a Igreja nos mais variados ministérios e serviços.

AGOSTO -23

Compromisso: Rezar pelos leigos e leigas que conhecemos.


RITOS INICIAIS

Salmo 85, 1-3
ANTÍFONA DE ENTRADA: Inclinai o vosso ouvido e atendei-me, Senhor, salvai o vosso servo, que em vós confia. Tende compaixão de mim, Senhor, que a Vós clamo dia inteiro.

Introdução ao espírito da Celebração
Deus, que é Amor, ama-nos com amor infinito. Esse Amor é-nos revelado não só pelas obras maravilhosas da Criação, Incarnação e Redenção mas também ainda pela presença real de Jesus na Santíssima Eucaristia. Aí poderemos, de uma forma concreta, «saborear e ver como Ele é bom». Vamos hoje, e mais uma vez, reflectir em tão consoladoras realidades.

ORAÇÃO COLECTA: Senhor Deus, que unis os corações dos fiéis num único desejo, fazei que o vosso povo ame o que mandais e espere o que prometeis, para que, no meio da instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontra as verdadeiras alegrias. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Perante a alternativa apresentada por Josué e seguindo o seu exemplo, o povo de Israel optou pelo Senhor.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Josué 24,1-2.15-18

Leitura do livro de Josué. 24 1 Josué convocou a Siquém todas as tribos de Israel, seus anciãos, seus chefes, seus juízes e seus oficiais. Eles apresentaram-se diante de Deus, 2 e Josué disse a todo o povo: “Eis o que diz o Senhor, Deus de Israel: outrora, vossos ancestrais, Taré, pai de Abraão e de Nacor, habitavam além do rio e serviam a deuses estrangeiros. 15 Porém se vos desagrada servir o Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses, a quem serviram os vossos pais além do rio, se aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porque, quanto a mim, eu e minha casa serviremos o Senhor”. 16 O povo respondeu: “Longe de nós abandonarmos o Senhor para servir outros deuses. 17 O Senhor é o nosso Deus, ele que nos tirou, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da servidão; e que operou à nossa vista maravilhosos prodígios e guardou-nos ao longo de todo o caminho que percorremos, entre todos os povos pelos quais passamos. 18 O Senhor expulsou diante de nós todas essas nações, assim como os amorreus que habitam na terra. Nós também, nós serviremos o Senhor, porque ele é o nosso Deus”.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

A leitura é tirada do capítulo final do livro de Josué, uma obra impregnada do espírito e da teologia do Deuteronómio, que celebra a fidelidade do amor de Deus e apela para uma correspondência fiel à escolha gratuita do seu amor. A obra termina com o relato da Grande Assembleia de Siquém, para a ratificação da Aliança, cujo rito, à maneira dos pactos hititas, não aparece na leitura (vv. 25-27). O povo decidiu livremente escolher a Yahwéh, melhor dito, decidiu não O abandonar. Josué, com vigorosa decisão, adianta-se com o seu exemplo: «eu e minha família serviremos o Senhor» (v. 15); o povo responde: «também nós queremos servir o Senhor, pois Ele é o nosso Deus» (v. 18b). Como então, ainda hoje a fidelidade e a santidade do povo depende muito da decidida fidelidade dos seus chefes e daqueles fiéis cujo bom exemplo deixa rasto.

1 «Siquém». Cidade ligada à vida dos Patriarcas (Gn 12, 6; 33, 18), na Samaria, entre os montes Garizim e Ebal, que os arqueólogos localizaram a 2 km a Sul de Nablus. Já não existia no tempo de Jesus, por ter sido destruída por João Hircano, em 128 a. C.

15 «Amorreus». Designação frequente no A.T., como forma muito genérica para indicar os habitantes da Palestina antes dos hebreus. Para os especialistas de História os amorreus são povos semitas que pelo ano 2.000 se fixaram na Mesopotâmia, Síria e Palestina. A sua primeira metrópole foi Mari, na margem ocidental do médio Eufrates, mas no seu apogeu foi Babilónia.

Escolhei hoje a quem quereis servir

Siquém ocupa lugar de destaque na história dos patriarcas, pois foi por ali que Abraão entrou na terra prometida (cf. Gn 12,6), rompendo com o passado e recomeçando uma vida nova que se caracterizava pela adoração ao Deus vivo e verdadeiro e pela renúncia ao politeísmo. Nada melhor que fazer a renovação da aliança naquele lugar; com esse objetivo, Josué reuniu ali os representantes das tribos. Antes de tudo, era necessário fazer uma escolha: a quem desejam adorar? Ao Deus que os tirou do Egito ou aos deuses estrangeiros a que Abraão, Isaac e Jacó haviam renunciado?

Os hebreus responderam à pergunta de Josué de modo enfático, mostrando a opção deles por servir o Senhor em vez dos ídolos. A expressão “Deus nos livre” ressalta o horror à idolatria; adorar os ídolos em vez do Senhor é algo absurdo e não deve ser cogitado em hipótese alguma.

A razão dada para a escolha é que eles provaram do cuidado e atenção que Deus teve para com eles, tirando-os da escravidão e guardando-os durante todo o caminho até ali.

AMBIENTE

O Livro de Josué (de onde é tirada a nossa primeira leitura) abarca uma parte do séc. XII a.C., desde a época da entrada na Terra Prometida das tribos do Povo de Deus libertadas do Egipto, até à morte de Josué. O livro oferece-nos uma visão muito simplificada da ocupação de Canaan: as doze tribos, unidas sob a liderança de Josué, realizaram várias expedições militares fulgurantes e apoderaram-se, quase sem oposição, de todo o território anteriormente nas mãos dos cananeus… Historicamente, contudo, as coisas não se passaram nem de forma tão fácil, nem de forma tão linear: é mais verosímil a versão apresentada no Livro dos Juízes e que fala de uma conquista lenta e difícil (cf. Jz 1), incompleta (cf. Jz 13,1-6; 17,12-16), que não foi obra de um povo unido à volta de um chefe único, mas de tribos que fizeram a guerra isoladamente.

O Livro de Josué, antes de ser um livro de história, é um livro de catequese. O objectivo dos autores deuteronomistas que o escreveram era destacar o poder imenso de Jahwéh, posto ao serviço do seu Povo: foi Deus (e não a capacidade militar das tribos) que, com os seus prodígios, ofereceu a Israel a Terra Prometida; ao Povo resta-lhe aceitar os dons de Deus e responder-Lhe com a fidelidade à Aliança e aos mandamentos.

O texto que nos é hoje proposto situa-nos na fase final da vida de Josué. Sentindo aproximar-se a morte, Josué teria reunido em Siquém (no centro do país) os líderes das diversas tribos do Povo de Deus e ter-lhes-ia proposto uma renovação do seu compromisso com Jahwéh. De acordo com Jos 24,15, Josué teria colocado as coisas da seguinte forma: “escolhei hoje a quem quereis servir… porque eu e a minha casa serviremos o Senhor”.

Na versão do autor deuteronomista a quem devemos esta notícia, Josué parece dirigir-se a um grupo de tribos que partilha uma fé comum em Jahwéh. Estaremos diante de uma assembleia que reúne essas “doze tribos” que, mais tarde (na época de David) vão constituir uma unidade nacional? Alguns biblistas pensam que não. Entre as tribos presentes não estaria certamente a tribo de Judá, já que os contactos entre Judá e a “casa de José” só se estabeleceram na época do rei David. A “casa” de Josué a que o texto se refere é certamente constituída pelas tribos do centro do país – Efraim, Benjamim e Manassés – que há muito tempo tinham aderido a Jahwéh e à Aliança. E as outras tribos, convidadas a comprometer-se com Jahwéh? Provavelmente, o convite a escolher entre “o Senhor” e os outros deuses (cf. Jos 24,14) dirige-se às tribos do norte do país que, sem dúvida, não abandonaram a Palestina desde a época dos patriarcas (e que, portanto, não viveram a experiência do Egipto, nem fizeram a experiência de encontro com Jahwéh, o Deus libertador).

Talvez a “assembleia de Siquém” referida em Jos 24 seja a primeira tentativa histórica de estabelecer laços entre as tribos do centro da Palestina (Efraim, Benjamim e Manassés – as tribos que viveram a experiência do Egipto, a libertação, a caminhada pelo deserto e a Aliança com Jahwéh) e as tribos do norte (Issacar, Zabulón, Neftali, Asher e Dan – tribos que nem sequer estiveram no Egipto). A ligação far-se-ia à volta de uma fé comum num mesmo Deus. A união das diversas tribos do norte e do centro não se deu, contudo, de uma vez; mas foi uma caminhada lenta e progressiva, que só se completou muito tempo depois de Josué.

O ponto de partida para o texto que nos é proposto é o facto histórico em si (provavelmente, uma assembleia em Siquém, onde Josué propôs às tribos do norte que aceitassem Jahwéh como seu Deus). No entanto, o autor deuteronomista responsável por este texto pegou na notícia histórica e transformou-a numa catequese sobre o compromisso que Israel assumiu para com Jahwéh. O seu objectivo é convidar os israelitas da sua época (séc. VII a.C.) a não se deixarem seduzir por outros deuses e a manterem-se fiéis à Aliança.

MENSAGEM

Estamos, portanto, em Siquém, com “todas as tribos de Israel” (vers. 1) reunidas à volta de Josué. Na interpelação que dirige às tribos, Josué começa por elencar alguns momentos capitais da história da salvação, mostrando ao Povo como Jahwéh é um Deus em quem se pode confiar; as suas acções salvadoras e libertadoras em favor de Israel são uma prova mais do que suficiente do seu poder e da sua fidelidade (cf. Jos 24,2-13).

Depois dessa introdução, Josué convida os representantes das tribos presentes a tirarem as devidas consequências e a fazerem a sua opção. É necessário escolher entre servir esse Senhor que libertou Israel da opressão, que o conduziu pelo deserto e que o introduziu na Terra Prometida, ou servir os deuses dos mesopotâmios e os deuses dos amorreus. Josué e a sua família já optaram: eles escolheram servir Jahwéh (vers. 15).

A resposta do Povo é a esperada. Todos manifestam a sua intenção de servir o Senhor, em resposta à sua acção libertadora e à sua protecção ao longo da caminhada pelo deserto (vers. 16-18). Israel compromete-se a renunciar a outros deuses e a fazer de Jahwéh o seu Deus.

A aceitação de Jahwéh como Deus de Israel é apresentada, não como uma obrigação imposta a um grupo de escravos, mas como uma opção livre, feita por pessoas que fizeram uma experiência de encontro com Deus e que sabem que é aí que está a sua realização e a sua felicidade. Depois de percorrer com Jahwéh os caminhos da história, Israel constatou, sem margem para dúvidas, que só em Deus pode encontrar a liberdade e a vida em plenitude.

ACTUALIZAÇÃO

- O problema fundamental posto pelo autor do nosso texto é o das opções: “escolhei hoje a quem quereis servir” – diz Josué ao Povo reunido. É uma questão que nunca deixará de nos ser posta… Ao longo da nossa caminhada pela vida, vamos fazendo a experiência do encontro com esse Deus libertador e salvador que Israel descobriu na sua marcha pela história; mas encontramo-nos também, muito frequentemente, com outros deuses e outras propostas que parecem garantir-nos a vida, o êxito, a realização, a felicidade e que, quase sempre, nos conduzem por caminhos de escravidão, de dependência, de desilusão, de infelicidade. A expressão “escolhei hoje a quem quereis servir” interpela-nos acerca da nossa servidão ao dinheiro, ao êxito, à fama, ao poder, à moda, às exigências dos valores que a opinião pública consagrou, ao reconhecimento público… Naturalmente, nem todos os valores do mundo são geradores de escravidão ou incompatíveis com a nossa opção por Deus… Temos, no entanto, que repensar continuamente a nossa vida e as nossas opções, a fim de não corrermos atrás de falsos deuses e de não nos deixarmos seduzir por propostas falsas de realização e de felicidade. O verdadeiro crente sabe que não pode prescindir de Deus e das suas propostas; e sabe que é nesse Deus que nunca desilude aqueles que n’Ele confiam que pode encontrar a sua realização plena.

- Israel aceitou “servir o Senhor” e comprometer-se com Ele, não por obrigação, mas pela convicção de que era esse o caminho para a sua felicidade. Por vezes, Deus é visto como um concorrente do homem e os seus mandamentos como uma proposta que limita a liberdade e a independência do homem… Na verdade, o compromisso com Deus e a aceitação das suas propostas não é um caminho de servidão, mas um caminho que conduz o homem à verdadeira liberdade e à sua realização plena. O caminho que Deus nos propõe – caminho que somos livres de aceitar ou não – é um caminho que nos liberta do egoísmo, do orgulho, da auto-suficiência, da escravidão dos bens materiais e que nos projecta para o amor, para a partilha, para o serviço, para o dom da vida, para a verdadeira felicidade.

- Josué, o líder da comunidade do Povo de Deus, tem um papel fundamental no sentido de interpelar o Povo e de testemunhar a sua opção por Deus. Não é um líder que diz belas palavras e apresenta belas propostas, mas que desmente com a vida aquilo que diz… É um líder plenamente comprometido com Deus e que testemunha, com a própria vida, essa opção. Josué poderia ser um exemplo para todos aqueles que têm responsabilidades na condução da comunidade do Povo de Deus em marcha pela história. O seu exemplo convida aqueles que presidem à comunidade do Povo de Deus a serem uma voz de Deus que interpela e que questiona aqueles que caminham ao seu lado; e convida também os responsáveis pelas comunidades cristãs a testemunharem com a própria vida aquilo que ensinam ao Povo.

Subsídios:
1ª Leitura:
 (Js 24,1-2a.15-17.18b) Opção por ou contra Javé – Javé foi quem chamou Abraão e tirou Israel do Egito (24,1-13): a memória destes grandes feitos exige uma opção. Israel pode esquecer seu passado e seu Salvador, como fazem tantos outros. Pode optar pelos “deuses da terra”, que são estimados darem bem-estar e progresso – os ídolos de sempre! Mas Josué quer ficar fiel ao Deus da Aliança. * Cf. Dt 6,21-24; 25,5-9.



Salmo Responsorial

Monição: O salmista convida-nos a louvar a Deus juntamente com ele . A Sua bondade leva-O a  dar tudo aos que O procuram. Como é bom saborear tanto Amor!

SALMO RESPONSORIAL – 33(34)

Provai e vede quão suave é o Senhor!

Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo,
seu louvor estará sempre em minha boca.
Minha alma se gloria no Senhor;
que ouçam os humildes e se alegrem!

O Senhor pousa seus olhos sobre os justos,
e seu ouvido está atento ao seu chamado;
mas ele volta a sua face contra os maus,
para da terra pagar sua lembrança.

Clamam os justos e o Senhor bondoso escuta
e de todas as angústias os liberta.
Do coração atribulado ele está perto
e conforta os de espírito abatido.

Muitos males se abatem sobre os justos,
mas o Senhor de todos eles os liberta.
Mesmo os seus ossos ele os guarda e os protege,
e nenhum deles haverá de se quebrar.

A malícia do iníquo leva à morte,
e quem odeia o justo é castigado.
Mas o Senhor liberta a vida dos seus servos,
e castigado não será quem nele espera.

Segunda Leitura

Monição: O amor conjugal, que pressupõe verdadeira dedicação e serviço mútuo, é símbolo do Amor que Deus nos tem.

Efésios 5,21-32

Leitura da carta de são Paulo aos Efésios. 5 21 Sujeitai-vos uns aos outros no temor de Cristo. 22 As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor, 23 pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o chefe da Igreja, seu corpo, da qual ele é o Salvador. 24 Ora, assim como a Igreja é submissa a Cristo, assim também o sejam em tudo as mulheres a seus maridos. 25 Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, 26 para santificá-la, purificando-a pela água do batismo com a palavra, 27 para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível. 28 Assim os maridos devem amar as suas mulheres, como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. 29 Certamente, ninguém jamais aborreceu a sua própria carne; ao contrário, cada qual a alimenta e a trata, como Cristo faz à sua Igreja - 30 porque somos membros de seu corpo. 31 Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois constituirão uma só carne.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Terminamos hoje com a leitura respigada de Efésios, precisamente com a referência aos deveres dos esposos cristãos. Marido e mulher encontravam-se numa situação nova relativamente à vida das outras pessoas casadas com quem conviviam, por isso o amor, o respeito e a obediência são focados numa nova perspectiva, a da união indissolúvel e da mútua entrega entre Cristo e a Igreja. S. Paulo parte da consideração duma analogia em que o marido representa Cristo e a esposa a Igreja, por isso as suas exortações têm como pano de fundo esta representação. Mas de modo nenhum ele pretende reduzir os deveres e as relações familiares a este figurino. Ele foca os aspectos que se enquadram nesta semelhança. Assim, ao dizer, «as mulheres submetam-se aos maridos como ao Senhor» (v. 22), não pretende negar o que diz antes: «sede submissos uns aos outros» (v. 21), ou contradizer o princípio da igualdade de dignidade e direitos já dado por assente em Gálatas: «já não há diferença entre judeu e grego, nem entre escravo e livre, nem entre homem e mulher» (Gal 3, 28). Se sublinha para a mulher o dever de submissão é em virtude da analogia estabelecida, pois também o marido tem que ser submisso à mulher (cf. v. 21); mas também poderíamos pensar que S. Paulo, como bom psicólogo, fala em concreto da submissão para a mulher, aludindo a que o coração (a mulher) tem de se submeter à razão (o homem). De qualquer modo, não se opõe à justa promoção da mulher, o que aliás não é mais do que uma das consequências da doutrina cristã bem entendida e bem vivida, sem que com isso se queira dizer que já nem tem em nada que se submeter ao marido, pois também o marido, para ser bom marido, tem que se submeter à mulher, e, afinal, quando a submissão é ditada pelo amor e respeito mútuos, não é deprimente, mas libertadora.

32 «É grande este mistério…» A Vulgata diz «sacramento», não no sentido técnico da Teologia, mas no sentido de algo sagrado que contém um significado oculto. Ora este significado é grande, importantíssimo, do mais alto alcance, pela sua referência a Cristo e à Igreja. Com isto, S. Paulo ensina que o Criador, ao unir o homem e a mulher em matrimónio, deixou-nos uma figura ou «tipo» da união de Cristo com a Igreja, união que é una, indissolúvel e santificante. Daqui que o Concílio de Trento tenha dito que este texto paulino insinua a sacramentalidade do Matrimónio cristão.

Cristo amou a Igreja e se entregou por ela

Escrita no século I d.C. sob o império romano, uma sociedade dividida em castas, com senhores e escravos, e em que a posição da mulher dependia da decisão do marido, a carta aos Efésios mostra-se rica em sabedoria, porque se aproveita de elementos desse contexto histórico e cultural para ensinar sobre o relacionamento entre Cristo e a Igreja, ao mesmo tempo que instrui sobre como deve ser a nova forma de os cristãos construírem seus relacionamentos naquela sociedade.

Primeiramente deve haver subordinação de uns para com os outros. Assim ninguém tomará o lugar de Deus, pois o motivo dessa subordinação é a reverência ao Senhor. O termo grego correspondente a “subordinai-vos” não é pejorativo; ao contrário, é termo militar que significa estar sob as ordens (ou sob a orientação) de um oficial imediato. Esse termo iguala a todos, pois cada um está sob as ordens de outro, e ao mesmo tempo sugere que há funções diferentes. A expressão “reverência ao Senhor” significa que Deus está acima de qualquer autoridade e que somente a ele e não a outro se deve adorar.

No texto de hoje temos uma das mais belas (e menos compreendidas!) analogias paulinas, comparando a relação entre esposo e esposa ao relacionamento entre Cristo e a Igreja. Há alguns elementos sobre os quais a analogia está estruturada que nos ajudam a melhor entendê-la: 1) a esposa deve estar subordinada ao esposo; 2) destaca-se que o motivo dessa subordinação é Cristo e não o marido, ao contrário do que se pensava naquela época; 3) a esposa representa a Igreja e o esposo representa Cristo, o que significa que a subordinação da esposa é imagem da subordinação da Igreja a Cristo; 3) o esposo deve amar a esposa como Cristo amou a Igreja, isto é, o esposo deve dar a vida pela esposa até a cruz. Como naquela sociedade a responsabilidade maior era a do marido, assim também a maior exigência é feita a ele e não à esposa.

Enfim, todos somos membros do mesmo corpo, um não é maior que o outro, embora haja diversas funções. Além disso, esposo e esposa constituem uma única carne, da mesma forma que a Igreja é corpo de Cristo.

O mistério da união entre Cristo e a Igreja é muito grande e não há palavras para defini- lo. A analogia com o matrimônio é apenas uma tentativa de compreendê-lo melhor (v. 32) para melhor servir no reino de Deus.

AMBIENTE

Continuamos a ler a parte moral e parenética da Carta aos Efésios (cf. Ef 4,1-6,20). Nessa parte, Paulo lembra aos crentes a opção que fizeram no dia do seu Baptismo e que os obriga a viver como Homens Novos, à imagem de Jesus.

A vida desse Homem Novo que deixou as trevas e escolheu a luz deve traduzir-se em atitudes concretas. Por isso, Paulo enumera, a dado passo da sua reflexão, um conjunto de normas de conduta, através das quais se deve manifestar a opção que o crente assumiu no dia do seu Baptismo.

Na secção de Ef 5,21-6,9 (a que o texto que hoje nos é proposto pertence), Paulo apresenta as normas que devem reger as relações familiares. De forma especial, Paulo refere-se aos deveres dos esposos, seguramente porque vê na sua união uma figura da união de Cristo com a sua Igreja. Trata-se de um dos temas mais importantes da teologia desenvolvida na Carta aos Efésios.

MENSAGEM

O nosso texto começa com um princípio geral que deve regular as relações entre os diversos membros da família cristã: “sede submissos uns aos outros no temor de Cristo” (Ef 5,21). O “ser submisso” expressa aqui a condição daquele que está permanentemente numa atitude de serviço simples e humilde, sem deixar que a sua relação com o irmão seja dominada pelo orgulho ou marcada por atitudes de prepotência. A expressão “no temor de Cristo” recorda aos crentes que o Cristo do amor, do serviço, da partilha é o exemplo e o modelo que eles devem ter sempre diante dos olhos.

Depois, Paulo dirige-se aos vários membros da família e propõe-lhes normas concretas de conduta. O texto que nos é proposto, contudo, apenas conservou a parte que se refere à relação dos esposos um com o outro (na continuação, Paulo falará também da conduta dos filhos para com os pais, dos pais para com os filhos, dos senhores para com os escravos e dos escravos para com os senhores – cf. Ef 6,1-9).

Às mulheres, Paulo pede a submissão aos maridos, porque “o marido é a cabeça da mulher, como Cristo é a cabeça da Igreja, seu corpo” (vers. 23). Esta afirmação – que, à luz da nossa sensibilidade e dos nossos esquemas mentais modernos parece discriminatória – deve ser entendida no contexto sócio-cultural da época, onde o homem aparece como a referência suprema da organização do núcleo familiar. De qualquer forma, a “submissão” de que Paulo fala deve ser sempre entendida no sentido do amor e do serviço e não no sentido da escravidão.

Aos maridos, Paulo recomenda que amem as suas esposas, “como Cristo amou a Igreja e Se entregou por ela” (vers. 25). Não se trata de um amor qualquer, mas de um amor igual ao de Cristo pela sua comunidade – isto é, de um amor generoso e total, que é capaz de ir até ao dom da própria vida. Para Paulo, portanto, o amor dos maridos pelas esposas deve ser um amor completamente despido de qualquer sinal de egoísmo e de prepotência; e deve ser um amor cheio de solicitude, que se manifesta em atitudes de generosidade, de bondade e de serviço, que se faz dom total à pessoa a quem se ama.

Neste contexto, Paulo desenvolve a sua teologia da relação entre Cristo e a Igreja, para depois tirar daí as devidas consequências para a união dos esposos cristãos… Cristo santificou a Igreja, purificando-a “no baptismo da água pela palavra da vida” (vers. 26). Há aqui, certamente, uma alusão ao baptismo cristão (inspirada, provavelmente, nas cerimónias preparatórias do matrimónio, que contemplavam o “banho” da noiva antes de se apresentar diante do noivo), pelo qual Cristo edifica a sua comunidade e a purifica do pecado. O Baptismo é o momento em que Cristo oferece a vida plena à sua Igreja e em que a Igreja se compromete com Cristo numa comunidade de amor. A partir desse momento, Cristo e a Igreja formam um só corpo… Como Cristo e a Igreja formam um só corpo, do mesmo modo marido e esposa, comprometidos numa comunidade de amor, formam um só corpo: “por isso, o homem deixará pai e mãe para se unir à sua mulher e serão dois numa só carne” (vers. 31). A expressão “uma só carne” aqui usada por Paulo não alude só à união carnal dos esposos, mas a toda a sua vida conjugal, feita de um empenho quotidiano na vivência do amor, da fidelidade e da partilha de toda a existência.

Este paralelismo estabelecido por Paulo entre a união de Cristo e da Igreja e o amor que une os esposos dá um significado especial ao casamento cristão: a vocação dos esposos é anunciar e testemunhar, com o seu amor e a sua união, o amor de Cristo pela sua Igreja. Dito de outra forma: a união dos esposos cristãos deve ser, aos olhos do mundo, um sinal e um reflexo do “mistério” de amor que une Cristo e a Igreja.

ACTUALIZAÇÃO

- O compromisso com Jesus e com a proposta de vida nova que Ele veio apresentar mexe com a totalidade da vida do homem e tem consequências em todos os níveis da existência, nomeadamente ao nível da relação familiar. Para o seguidor de Jesus, o espaço da relação familiar tem de ser também o lugar onde se manifestam os valores de Jesus, os valores do Reino. Com a sua partilha de amor, com a sua união, com a sua comunhão de vida, o casal cristão é chamado a ser sinal e reflexo da união de Cristo com a sua Igreja. “Os esposos, feitos à imagem de Deus e estabelecidos numa ordem verdadeiramente pessoal, estejam unidos em comunhão de afecto e de pensamento e com mútua santidade de modo que, seguindo a Cristo, princípio da vida, se tornem, pela fidelidade do seu amor, através das alegrias e sacrifícios da sua vocação, testemunhas daquele mistério de amor que Deus revelou ao mundo com a sua morte e ressurreição” (Gaudium et Spes, 52).

- Para Paulo, o amor que une o marido e a esposa deve ser um amor como o de Cristo pela sua Igreja. Desse amor devem, portanto, estar ausentes quaisquer sinais de egoísmo, de prepotência, de exploração, de injustiça… Deve ser um amor que se faz doação total ao outro, que é paciente, que não é arrogante nem orgulhoso, que compreende os erros e as falhas dos outro, que tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (cf. 1 Cor 13,4-7).

- Para Paulo, o amor que une a esposa e o marido deve ser um amor que se faz serviço simples e humilde. Não se trata de exigir submissão de um a outro, mas trata-se de pedir que os crentes manifestem total disponibilidade para servir e para dar a vida, sem esperar nada em troca. Trata-se de seguir o exemplo de Cristo que não veio para afirmar a sua superioridade e para ser servido, mas para servir e dar vida. O matrimónio cristão não pode tornar-se uma competição para ver quem tem mais direitos ou mais obrigações, mas uma comunhão de vida de pessoas que, a exemplo de Cristo, fazem da sua existência uma partilha e um serviço a todos os irmãos que caminham ao seu lado.

- Paulo utiliza, neste texto, a propósito das mulheres, uma palavra que não devemos absolutizar: “submissão”. Esta palavra deve ser entendida no contexto sócio-cultural da época, em que o marido era considerado a referência fundamental da ordem familiar. É claro que, nos dias de hoje, Paulo não teria usado este termo para falar da relação da esposa com o marido. A afirmação de Paulo não pode servir para fundamentar qualquer tipo de discriminação contra as mulheres… Aliás, Paulo dirá, noutras circunstâncias, que “não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem e mulher, porque todos sois um só em Cristo Jesus” (Gal 3,28).

Subsídios:
2ª leitura: (Ef 5,21-32) O mistério do amor esponsal de Cristo pela Igreja – Toda a existência genuinamente cristã revela algo do mistério de Deus. A família, quando vive em mútua dedicação e comum veneração de Cristo (5,21), revela o carinho de Cristo por sua Igreja. As regras de moral familiar das comunidades helenísticas, embora com alguns traços que nos parecem questionáveis (p. ex., quanto à submissão da mulher), são os instrumentos para concretizar este carinho, que fala de Cristo, a ponto de o matrimônio cristão se tornar a imagem do amor de Cristo pela Igreja, ou seja, sinal eficaz da graça de Deus: sacramento. * 5,21-24 cf. Cl 3,18; 1Pd 3,1-6; 1Cor 11,2-3 * 5,25-32 cf. Cl 3,19; 1Pd 3,7; Rm 6,4; 2Cor 11,2; Ap 19,7-8; Gn 2,24.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Ó Senhor, vossas palavras são espírito e vida; as palavras que dizeis, bem que são de eterna vida (Jo 6,63.68).

Evangelho

Monição: Aclamemos as palavras do Senhor que são espírito e vida, e, como tal, que nos conduzam à eternidade.

João 6,60-69

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 6 60 muitos dos discípulos de Jesus, ouvindo-o, disseram: “Isto é muito duro! Quem o pode admitir?” 61 Sabendo Jesus que os discípulos murmuravam por isso, perguntou-lhes: “Isso vos escandaliza? 62 Que será, quando virdes subir o Filho do Homem para onde ele estava antes? 63 O espírito é que vivifica, a carne de nada serve. As palavras que vos tenho dito são espírito e vida. 64. Mas há alguns entre vós que não crêem”. Pois desde o princípio Jesus sabia quais eram os que não criam e quem o havia de trair. 65. Ele prosseguiu: “Por isso vos disse: Ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lho for concedido”. 66. Desde então, muitos dos seus discípulos se retiraram e já não andavam com ele. 67. Então Jesus perguntou aos Doze: “Quereis vós também retirar-vos?” 68. Respondeu-lhe Simão Pedro: “Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna. 69. E nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus!”
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

A reacção dos ouvintes de Jesus às suas palavras de revelação no discurso eucarístico passa da discussão (vv. 41.52) e do escândalo (v. 61) ao abandono da parte de muitos discípulos que já tinham aderido a Ele (v. 67). No meio deste descalabro ergue-se a voz de Pedro, em nome dos Doze, numa confissão de fé clara, firme e decidida, que permanece como o ponto de referência da fé recta e como paradigma de comunhão entre todos aqueles que ao longo dos tempos hão-de seguir a Cristo.

60-71. As palavras de Jesus não são palavras «duras» (v. 60), mas são «espírito e vida» (v. 64); não são palavras humanas, pois são a revelação do espírito de Deus e dão a vida eterna; por isso têm de ser acolhidas com fé, com a fé, humilde e firme, de Pedro (v. 69). As palavras de Jesus são espírito, mas de modo nenhum isto significa que são palavras para serem entendidas num sentido espiritual e figurado (como pensam muitos protestantes); elas não são palavras humanas, se o fossem, é que haveria razão para o escândalo.

69. «O Santo de Deus»: este título, apesar das variantes textuais (na Vulgata aparece Christus Filius Dei, por influência da confissão de Pedro em Mt 16, 16) está mais bem documentado. Não aparece nunca como título messiânico, a não ser na boca dos demónios (Mc 1,24; Lc 4,34); «sendo o Santo de Deus, Jesus não pertence à esfera terrestre, mas à ultra-terrena, ao mundo do divino, e encontra-se com Deus numa relação que nenhum outro ser tem, porque Deus o santificou e o enviou ao mundo (10, 16), por isso Ele, e só Ele, pode dar a vida eterna» (A. Wikenhauser). Segundo J. Ratzinger, estas palavras, o Santo de Deus, «recordam-nos também o embaraço de Pedro ao ver-se na proximidade do Santo depois da pesca milagrosa, que lhe faz experimentar, de modo dramático, a miséria do seu ser pecador» (Jesus de Nazaré, cap. IX).

Vós também quereis ir embora?

Depois de todos terem visto o sinal do pão e ouvirem o discurso, chegou a hora da decisão da fé. Aderir a Jesus como enviado de Deus ou rejeitá-lo. A decisão não é apenas da multidão, mas dos discípulos também. É decisão definitiva, porque, a partir daí, os que estão com Jesus também devem participar de seu destino. A palavra de Jesus é muito dura. Somente a fé naquele que pode dar a vida eterna capacita para enfrentar a dureza dessa palavra.

Não se trata apenas de ouvir, mas de escutar prontamente para realizar na vida aquilo que se escuta de Deus. No caso, o que eles escutaram diz respeito à adesão incondicional dos discípulos à vida de Jesus. E se isso os escandaliza, o que dirão quando acontecer seu retorno ao Pai? É assim que Jesus concebe sua morte na cruz: como retorno para o lugar de onde veio, para o seio do Pai.

O contraste entre carne e espírito refere-se a duas formas de viver. A carne diz respeito ao ser humano entregue a si mesmo e aos limites de suas possibilidades. Por si mesmo é incapaz de perceber o sentido profundo das palavras e dos sinais de Jesus ou de crer. Por isso, é o espírito a força que ilumina o ser humano, lhe abre os olhos e lhe permite discernir a Palavra que se diz em Jesus. Não são duas dimensões do ser humano, mas duas maneiras de viver sua existência. Nem todos os discípulos estão se deixando conduzir pelo espírito, por isso não conseguem dar o próximo passo: a fé. A verdadeira fé significa adesão sem reserva àquele cujas palavras prometem e comunicam a vida eterna: ele é efetivamente o enviado que Deus consagrou.

Simão Pedro, representante da comunidade, confessa sua fé em Jesus, dizendo que só ele tem palavras de vida eterna. A quem iremos? Quem poderia nos oferecer uma vida plena, reconciliada com Deus, cuja existência humana é sustentada com seu amor? Só Jesus.

AMBIENTE

Estamos no final do episódio que começou com a multiplicação dos pães e dos peixes (cf. Jo 6,1-15) e que continuou com o “discurso do pão da vida” (cf. Jo 6,22-59). Trata-se de um episódio atravessado por diversos equívocos e onde se manifesta a perplexidade e a confusão daqueles que escutam as palavras de Jesus… A multidão esperava um messias rei que lhe oferecesse uma vida confortável e pão em abundância e Jesus mostrou que não veio “dar coisas”, mas oferecer-Se a Ele próprio para que a humanidade tivesse vida; a multidão esperava de Jesus uma proposta humana de triunfo e de glória e Jesus convidou-a a identificar-se com Ele e a segui-l’O no caminho do amor e do dom da vida até à morte… Os interlocutores de Jesus perceberam claramente que Jesus os tinha colocado diante de uma opção fundamental: ou continuar a viver numa lógica humana, virada para os bens materiais e para as satisfações mais imediatas, ou o assumir a lógica de Deus, seguindo o exemplo de Jesus e fazendo da vida um dom de amor para ser partilhado. Instalados nos seus esquemas e preconceitos, presos a aspirações e sonhos demasiado materiais, desiludidos com um programa que lhes parecia condenado ao fracasso, os interlocutores de Jesus recusaram-se a identificar-se com Ele e com o seu programa.

O nosso texto mostra-nos a reacção negativa de “muitos discípulos” às propostas que Jesus faz. Nem todos os discípulos estão dispostos a identificar-se com Jesus (“comer a sua carne e beber o seu sangue”) e a oferecer a sua vida como dom de amor que deve ser partilhado com toda a humanidade. Temos de situar esta “catequese” no contexto em que vivia a comunidade joânica, nos finais do séc. I… A comunidade cristã era discriminada e perseguida; muitos discípulos afastavam-se e trilhavam outros caminhos, recusando-se a seguir Jesus no caminho do dom da vida. Muitos cristãos, confusos e perplexos, perguntavam: para ser cristão é preciso percorrer um caminho tão radical e de tanta exigência? A proposta de Jesus será, efectivamente, um caminho de vida plena, ou um caminho de fracasso e de morte? É a estas questões que o “catequista” João vai tentar responder.

MENSAGEM

A perícopa divide-se em duas partes. A primeira (vers. 60-66) descreve o protesto de um grupo de discípulos face às exigências de Jesus; a segunda (vers. 67-69) apresenta a resposta dos Doze à proposta que Jesus faz. Estes dois grupos (os “muitos discípulos” da primeira parte e os “Doze” da segunda parte) representam duas atitudes distintas face a Jesus e às suas propostas.

Para os “discípulos” de que se fala na primeira parte do nosso texto, a proposta de Jesus é inadmissível, excessiva para a força humana (vers. 60). Eles não estão dispostos a renunciar aos seus próprios projectos de ambição e de realização humana, a embarcar com Jesus no caminho do amor e da entrega, a fazer da própria vida um serviço e uma partilha com os irmãos. Esse caminho parece-lhes, além de demasiado exigente, um caminho ilógico. Confrontados com a radicalidade do caminho do Reino, eles não estão dispostos a arriscar.

Na resposta à objecção desses “discípulos”, Jesus assegura-lhes que o caminho que propõe não é um caminho de fracasso e de morte, mas é um caminho destinado à glória e à vida eterna. A “subida” do Filho do Homem, após a morte na cruz, para reentrar no mundo de Deus, será a “prova provada” de que a vida oferecida por amor conduz à vida em plenitude (vers. 61-62). Esses “discípulos” não estão dispostos a acolher a proposta de Jesus porque raciocinam de acordo com uma lógica humana, a lógica da “carne”; só o dom do Espírito possibilitará aos crentes perceber a lógica de Jesus, aderir à sua proposta e seguir Jesus nesse caminho do amor e da doação que conduz à vida (vers. 63).

Na realidade, esses discípulos que raciocinam segundo a lógica da “carne” seguem Jesus pelas razões erradas (a glória, o poder, a fácil satisfação das necessidades materiais mais básicas). A sua adesão a Jesus é apenas exterior e superficial. Jesus tem consciência clara dessa realidade. Ele sabe até que um dos “discípulos” O vai trair e entregar nas mãos dos líderes judaicos (vers. 64). De qualquer forma, Jesus encara a decisão dos discípulos com tranquilidade e serenidade. Ele não força ninguém; apenas apresenta a sua proposta – proposta radical e exigente – e espera que o “discípulo” faça a sua opção, com toda a liberdade.

Em última análise, a vida nova que Jesus propõe é um dom de Deus, oferecido a todos os homens (vers. 65). O termo deste movimento que o Pai convida o “discípulo” a fazer é o encontro com Jesus e a adesão ao seu projecto. Se o homem não está aberto à acção do Pai e recusa os dons de Deus, não pode integrar a comunidade dos discípulos e seguir Jesus.

A primeira parte da cena termina com a retirada de “muitos discípulos” (vers. 66). O programa exposto por Jesus, que exige a renúncia às lógicas humanas de ambição e de realização pessoal, é recusado… Esses “discípulos” mostram-se absolutamente indisponíveis para percorrer o caminho de Jesus.

Confirmada a deserção desses “discípulos”, Jesus pede ao grupo mais restrito dos “Doze” que façam a sua escolha: “também vós quereis ir embora?” (vers. 67). Repare-se que Jesus não suaviza as suas exigências, nem atenua a dureza das suas palavras… Ele está disposto a correr o risco de ficar sem discípulos, mas não está disposto a prescindir da radicalidade do seu projecto. Não é uma questão de teimosia ou de não querer dar o braço a torcer; mas Jesus está seguro que o caminho que Ele propõe – o caminho do amor, do serviço, da partilha, da entrega – é o único caminho por onde é possível chegar à vida plena… Por isso, Ele não pode mudar uma vírgula ao seu discurso e à sua proposta. O caminho para a vida em plenitude já foi claramente exposto por Jesus; resta agora aos “discípulos” aceitá-lo ou rejeitá-lo.

Confrontados com esta opção fundamental, os “Doze” definem claramente o caminho que querem percorrer: eles aceitam a proposta de Jesus, aceitam segui-l’O no caminho do amor e da entrega. Quem responde em nome do grupo (uso do plural) é Simão Pedro: “Para quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna” (vers. 68). A comunidade reconhece, pela voz de Pedro, que só no caminho proposto por Jesus encontra vida definitiva. Os outros caminhos só geram vida efémera e parcial e, com frequência, conduzem à escravidão e à morte; só no caminho que Jesus acabou de propor (e que “muitos” recusaram) se encontra a felicidade duradoura e a realização plena do homem (vers. 68).

É porque reconhece em Jesus o único caminho válido para chegar à vida eterna que a comunidade dos “Doze” adere ao que Ele propõe (“cremos” – vers. 69a). A “fé” (adesão a Jesus) traduz-se no seguimento de Jesus, na identificação com Ele, no compromisso com a proposta que Ele faz (“comer a carne e beber o sangue” que Jesus oferece e que dão a vida eterna).

A resposta posta na boca de Pedro é precisamente a resposta que a comunidade joânica (a tal comunidade que vive a sua fé e o seu compromisso cristão em condições difíceis e que, por vezes, tem dificuldade em renunciar à lógica do mundo e apostar na radicalidade do Evangelho de Jesus) é convidada a dar: “Senhor, as tuas propostas nem sempre fazem sentido à luz dos valores que governam o nosso mundo; mas nós estamos seguros de que o caminho que Tu nos indicas é um caminho que leva à vida eterna. Queremos escutar as tuas palavras, identificar-nos contigo, viver de acordo com os valores que nos propões, percorrer contigo esse caminho do amor e da doação que conduz à vida eterna.

ACTUALIZAÇÃO

- O Evangelho deste domingo põe claramente a questão das opções que nós, discípulos de Jesus, somos convidados a fazer… Todos os dias somos desafiados pela lógica do mundo, no sentido de alicerçarmos a nossa vida nos valores do poder, do êxito, da ambição, dos bens materiais, da moda, do “politicamente correcto”; e todos os dias somos convidados por Jesus a construir a nossa existência sobre os valores do amor, do serviço simples e humilde, da partilha com os irmãos, da simplicidade, da coerência com os valores do Evangelho… É inútil esconder a cabeça na areia: estes dois modelos de existência nem sempre podem coexistir e, frequentemente, excluem-se um ao outro. Temos de fazer a nossa escolha, sabendo que ela terá consequências no nosso estilo de vida, na forma como nos relacionamos com os irmãos, na forma como o mundo nos vê e, naturalmente, na satisfação da nossa fome de felicidade e de vida plena. Não podemos tentar agradar a Deus e ao diabo e viver uma vida “morna” e sem exigências, procurando conciliar o inconciliável. A questão é esta: estamos ou não dispostos a aderir a Jesus e a segui-l’O no caminho do amor e do dom da vida?

- Os “muitos discípulos” de que fala o texto que nos é proposto não tiveram a coragem para aceitar a proposta de Jesus. Amarrados aos seus sonhos de riqueza fácil, de ambição, de poder e de glória, não estavam dispostos a trilhar um caminho de doação total de si mesmos em benefício dos irmãos. Este grupo representa esses “discípulos” de Jesus demasiado comprometidos com os valores do mundo, que até podem frequentar a comunidade cristã, mas que no dia a dia vivem obcecados com a ampliação da sua conta bancária, com o êxito profissional a todo o custo, com a pertença à elite que frequenta as festas sociais, com o aplauso da opinião pública… Para estes, as palavras de Jesus “são palavras duras” e a sua proposta de radicalidade é uma proposta inadmissível. Esta categoria de “discípulos” não é tão rara como parece… Em diversos graus, todos nós sentimos, por vezes, a tentação de atenuar a radicalidade da proposta de Jesus e de construir a nossa vida com valores mais condizentes com uma visão “light” da existência. É preciso estarmos continuamente numa atitude de vigilância sobre os valores que nos norteiam, para não corrermos o risco de “virar as costas” à proposta de Jesus.

- Os “Doze” ficaram com Jesus, pois estavam convictos de que só Ele tem “palavras que comunicam a vida definitiva”. Eles representam aqueles que não se conformam com a banalidade de uma vida construída sobre valores efémeros e que querem ir mais além; representam aqueles que não estão dispostos a gastar a sua vida em caminhos que só conduzem à insatisfação e à frustração; representam aqueles que não estão dispostos a conduzir a sua vida ao sabor da preguiça, do comodismo, da instalação; representam aqueles que aderem sinceramente a Jesus, se comprometem com o seu projecto, acolhem no coração a vida que Jesus lhes oferece e se esforçam por viver em coerência com a opção por Jesus que fizeram no dia do seu Baptismo. Atenção: esta opção pelo seguimento de Jesus precisa de ser constantemente renovada e constantemente vigiada, a fim de que o nível da coerência e da exigência se mantenha.

- Na cena que o Evangelho de hoje nos traz, Jesus não parece estar tão preocupado com o número de discípulos que continuarão a segui-l’O, quanto com o manter a verdade e a coerência do seu projecto. Ele não faz cedências fáceis para ter êxito e para captar a benevolência e os aplausos das multidões, pois o Reino de Deus não é um concurso de popularidade… Não adianta escamotear a verdade: o Evangelho que Jesus veio propor conduz à vida plena, mas por um caminho que é de radicalidade e de exigência. Muitas vezes tentamos “suavizar” as exigências do Evangelho, a fim de que ele seja mais facilmente aceite pelos homens do nosso tempo… Temos de ter cuidado para não desvirtuarmos a proposta de Jesus e para não despojarmos o Evangelho daquilo que ele tem de verdadeiramente transformador. O que deve preocupar-nos não é tanto o número de pessoas que vão à Igreja; mas é, sobretudo, o grau de radicalidade com que vivemos e testemunhamos no mundo a proposta de Jesus.

- Um dos elementos que aparece nitidamente no nosso texto é a serenidade com que Jesus encara o “não” de alguns discípulos ao projecto que Ele veio propor. Diante desse “não”, Jesus não força as coisas, não protesta, não ameaça, mas respeita absolutamente a liberdade de escolha dos seus discípulos. Jesus mostra, neste episódio, o respeito de Deus pelas decisões (mesmo erradas) do homem, pelas dificuldades que o homem sente em comprometer-se, pelos caminhos diferentes que o homem escolhe seguir. O nosso Deus é um Deus que respeita o homem, que o trata como adulto, que aceita que ele exerça o seu direito à liberdade. Por outro lado, um Deus tão compreensivo e tolerante convida-nos a dar mostras de misericórdia, de respeito e de compreensão para com os irmãos que seguem caminhos diferentes, que fazem opções diferentes, que conduzem a sua vida de acordo com valores e critérios diferentes dos nossos. Essa “divergência” de perspectivas e de caminhos não pode, em nenhuma circunstância, afastar-nos do irmão ou servir de pretexto para o marginalizarmos e para o excluirmos do nosso convívio.

Subsídios:
Evangelho: (Jo 6,60-69) Opção por ou contra Jesus – “Quem come este pão, viverá eternamente” (6,58): esta promessa nos coloca diante de uma opção. Para os contemporâneos de Jesus, optar por ele era duro, pois implicava em perder o amparo da comunidade judaica. Aceitar Jesus como “Pão da Vida” implica em rejeição pelo “mundo”. Mas Jesus não retira suas palavras. Pelo contrário, acrescenta que será mais difícil ainda aceitar sua “exaltação” (na cruz e na glória). Os raciocínios humanos (a “carne”) não ajudam nesta questão; só quem é animado pelo Espírito tem acesso à vida em Cristo. Mas para isso é preciso optar, na fé, pela “palavras da vida eterna”, ou seja, confiar na manifestação do mistério de Deus que Jesus nos proporciona. * 6,62 cf. Jo 6,33.38.51; 12,32 * 6,63 cf. Jo 3,6. 

***   ***   ***

“Comer e beber minha carne e meu sangue” (evangelho) são “palavras duras”, não só por sua significação teológica, mas também por suas consequências: implicam em aceitar Jesus sacrificado como alimento, recurso fundamental, de nossa vida. Isso era duro para os que puseram sua esperança num messias político-nacional. Exatamente porque pensavam em categorias “carnais”, não podiam aceitar um messias que viesse numa “carne” humilde e aniquilada, um messias alheio aos sonhos teocráticos deles. Menos ainda poderiam aceitar que esta “carne” fosse a manifestação da “glória” (6,62). Se esta é a glória de Deus... não precisam dela. Contudo: “A Palavra tornou-se carne e nós contemplamos sua glória” (1,14). A glória do Cristo é a cruz: nela, ele atrai a si todos os que se deixam atrair pelo Pai (cf. 12,32; 6,44).

Mas, também para nós, as palavras do Cristo são difíceis de aceitar. Sua “carne” é bastante incompatível com nossa sede de sucesso. Sua “glória”, por outro lado, a confundimos com a visibilidade efêmera do espetáculo religioso. Somos incapazes de imaginar a “subida” ao Pai daquele que viveu a condição de nossa carne até seus mais profundos abismos. Será que já imaginamos alguma vez um destes homens sofridos, quebrados, anti-higiênicos, porém radicalmente autênticos e bons que vivem em nosso redor como sendo o nosso “senhor”? Talvez consigamos ter pena de tais homens, mas admirá-los e tomá-los como guia de nossa vida... A glória é ainda mais escandalosa do que a carne.

Não adianta. Com categorias “carnais”, humanas, não chegamos a essa outra visão sobre a “carne” da Palavra. A “carne” não resolve. Precisamos de um impulso que venha de fora de nós. O “espírito”, a força operante, a inteligência atuante de Deus, nos levará a acolher o mistério do escravo glorificado. Jesus mesmo nos transmite esse espírito (Jo 3,34), e sua “exaltação” é a fonte desse dom (7,39). Suas palavras são “espírito e vida” – espírito da vida (6,68; cf. 6,63). Só entregando-nos à sua palavra (isto é, aplicando-a em nossa vida), poderemos experimentar que ele é fidedigno. Ou seja, o “espírito” que há de superar o que nossas categorias demasiadamente humanas recusam vem do próprio “objeto” de nosso escândalo. Não é como conclusão de um teorema que seu espírito penetra em nós, mas como consequência de uma arriscada decisão e opção. É essa opção que Pedro pronuncia, vendo a insuficiência de qualquer outra solução: “A quem iríamos...”.

1ª leitura ilustra o caráter de tal opção pelo exemplo de Josué: a escolha que Josué apresenta aos israelitas do séc. XII a.C. (entre Javé, que os libertou do Egito, e os deuses da Mesopotâmia, supostos fornecedores de fecundidade etc.), escolha que os autores bíblicos apresentam a seus contemporâneos, no tempo da ameaça assíria e da deturpação da fé pelos cultos dos baalim, divindades dos cananeus. A escolha entre um Deus que provou seu amor e fidelidade e deuses que devem sua “existência” aos mitos que os homens criam em redor deles. Essa opção se apresenta a nós também: optaremos por aquele que “deu a vida”, em todos os sentidos, ou pelos ídolos pelos quais tão facilmente damos nossa vida, sem deles recebermos a gratificação que prometem: sucesso, riqueza, poder.

2ª leitura de hoje é muito rica, mas não combina com as duas outras. Porém, por ser sua mensagem tão importante, sobretudo num tempo em que o caráter santificante do amor conjugal e familiar é praticamente desconsiderado, seria bom reservar na liturgia um momento à parte para proporcionar também esta mensagem aos fiéis, talvez no envio final, como uma das maneiras para encarnar a opção por aquele que tem as palavras da vida eterna...

“A OPÇÃO CERTA”

Há cinco semanas estamos acompanhando o episódio do sinal do pão (Jo 6). Hoje ouvimos o desenlace. No domingo anterior vimos como Jesus se apresentou como o “pão da vida” e proclamou que estava oferecendo sua carne como alimento para a vida do mundo. Muitos não “engoliram” isso, porque “essa palavra é dura demais” (6,60). Dura, não apenas pela dificuldade de compreensão (alguns falavam até em antropofagia), mas sobretudo por causa das consequências práticas. Estranharam o que Jesus disse a respeito de sua carne. Estranhariam muito mais ainda sua “subida onde estava antes”, sua glorificação, pois essa se manifesta na “exaltação” de Jesus... no alto da cruz, quando ele revela plenamente o amor infinito de Deus, seu Pai. Só pelo Espírito de Deus é possível compreender isso (6,62-53). É difícil “alimentar-se” com a vida que Jesus nos propõe como caminho, com aquilo que ele disse e fez, sobretudo, com o dom radical de sua vida na morte – pois tudo isso significa compromisso.

1ª leitura dá um exemplo de compromisso. O povo de Israel, ao tomar posse da terra prometida, teve de escolher com quem ia se comprometer, com os outros deuses, ou com Javé, que os tirou do Egito. Visto que Javé mostrou de que ele era capaz, optaram por ele (Js 24). Optar significa decidir-se, não em cima do muro. É dizer sim ou não.

Jesus põe os seus discípulos diante da opção por ele ou pela lado oposto. “Vós também quereis ir embora?” E Pedro responde, em nome dos Doze e dos fieis de todos os tempos: “A quem iríamos. Tu tens palavra de vida eterna”. O que Jesus ensina é o caminho da vida eterna, da comunhão com Deus para sempre. Foi para isso que Jesus reuniu em torno de si os Doze, que representavam o novo Israel, o povo de Deus, para que o seguissem pelo caminho. Para que constituíssem comunidade, comungando da vida que ele dá pela vida do mundo.

Nosso ambiente parece recusar essas palavras de vida eterna. Por diversas razões. Uns porque querem viver sua própria vidinha, sem se comprometer com nada, outros porque preferem um caminho próprio, individual... O difícil da palavra de Jesus consiste nesse compromisso concreto. Ao longo dos séculos, houve quem tornasse o cristianismo difícil por meio de penitências e exercícios, até reprimindo e deprimindo. Mas a verdadeira dificuldade é abdicar da autossuficiência e entregar-se a uma comunidade reunida por Cristo para segui-lo pelo caminho da doação total. Só que este caminho é também o caminho da “perfeita alegria”, de que fala Francisco de Assis.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

- Encerramos o mês vocacional com textos que enfatizam o valor da opção consciente e instruída. No mundo de hoje, o cristianismo deve ser fruto de uma escolha muito mais que antigamente, pois, no tempo da comunidade primitiva, muitas vezes a família determinava as decisões dos filhos. Hoje isso já não é possível. A Igreja deve ter a coragem de perguntar a seus membros se têm certeza de que realmente querem continuar a ser cristãos católicos. Além de mostrar que a vivência cristã é fruto de uma escolha, de uma decisão pessoal, a Igreja deve oferecer formação às pessoas para que conheçam e entendam mais profundamente o cristianismo católico e assim possam dar uma resposta mais consciente e segura.


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1. Saboreai e vede como o Senhor é bom.
2. O exemplo do povo de Israel.
3. O amor conjugal – símbolo do Amor de Deus.
4. A Eucaristia expressa o Amor infinito do Senhor.

1. Saboreai e vede como o Senhor é bom.

Saboreai e vede como o Senhor é bom, é o convite que mais uma vez nos é feito pelo refrão do Salmo intercalar. E as leituras da Missa de hoje, além de nos falar da infinita bondade do Senhor, indica-nos o caminho a seguir para O podermos saborear.

Esse caminho é-nos apresentado pelo exemplo do Povo de Israel, (1ª Leitura) o comportamento que devem ter os esposos (2ª Leitura) e finalmente a proposta que Jesus nos faz no Evangelho.

2. O exemplo do povo de Israel.

Na primeira Leitura Josué propõe ao Povo de Israel o dilema de o querer ou não seguir. Depois da travessia do deserto, onde puderam sempre contar com o apoio do Senhor, vão agora entrar no deserto a caminho na Terra prometida. Vão encontrar povos pagãos, que, por isso, adoram falsos deuses, mas aos quais atribuem a protecção que julgam sentir para os frutos dos campos e a saúde e fertilidade dos animais. É pois necessário que o Povo de Israel, livremente, não se deixe enganar e claramente faça a sua opção. Seguindo o bom exemplo de Josué e de sua família, o povo, optou pelo Senhor, passando a sentir o carinho da Sua presença com milagres constantes.

3. O amor conjugal – símbolo do Amor de Deus.

A segunda Leitura realça o significado profundo do verdadeiro amor conjugal: amor que é serviço, altruísmo, preocupação exclusiva com a felicidade do outro. É afinal assim o Amor que Deus nos tem. Ele ama-nos deveras, porque quer o nosso bem, a nossa verdadeira felicidade. Como é bom captar e reflectir esse Amor! Esta feliz realidade quanta felicidade e segurança nos dá nos caminhos da vida. Por maiores que sejam os obstáculos da existência, todos, com Ele, serão vencidos!

4. A Eucaristia é expressa o Amor infinito do Senhor.

No Evangelho, Jesus depois de ter explicado ao Povo, o alimento e bebida que tinha para lhes dar e vendo que todos O abandonaram, perguntou aos Apóstolos se também eles se queriam ir embora. Pedro, em seu nome e dos restantes, embora ainda também não tenha compreendido o alcance das afirmações de Jesus, respondeu: «Para quem havemos de ir se só Tu tens palavras de vida eterna?». Procede assim pois acredita e acreditar é aceitar algo que, embora não se compreenda, se aceita tendo por base a autoridade de quem o afirma. E aqui é o Senhor que o faz.

Jesus ao prometer o Seu Corpo e Sangue em alimento, era mesmo do Seu corpo e Sangue que falava Por isso, repetiu várias vezes essa afirmação e nada tirou ou acrescentou ao que já tinha afirmado. O povo retira-se pois não estava disposto a comer o Corpo e beber o Sangue de Jesus. Para eles, tal era inconcebível.

Quando da Sua instituição, na última Ceia, os Apóstolos receberam-nO sem qualquer relutância. Hoje nós também o fazemos. Como Deus é bom e como são grandes as Suas obras!

Comungar o Senhor, é aceitar verdadeiramente Jesus. Com Ele a nossa vida torna-se semelhante à Sua. As nossas preocupações e desejos devem passar a ser os seus. Ele quer a salvação de todos os homens. Esta deve ser uma das nossas grandes preocupações.

Optar por Ele, é optar pelo Amor, é ser útil aos outros é já saborear a felicidade da Sua Bondade.

Que as ilusões da vida e paixões terrenas não nos enganem. O povo de Israel, mesmo depois da Aliança do Sinai, como que ainda põe em dúvida tanto amor de Deus, ao sentir saudades das cebolas do Egipto. Que cegueiras tão mesquinhas como essa, não nos atinjam. As coisas da terra por mais belas e grandiosas que pareçam ou sejam, não deixam de ser caducas, passageiras. É péssima acção optar pelas coisas da terra em detrimento de possuir o Senhor de todas elas. Quem verdadeiramente tem o Senhor tem tudo, quem O não tem, nada possui.

Com a Aliança do Novo Testamento fomos resgatados pelo Sangue de Jesus que foi todo derramado por nós no alto do Calvário. A partir de então o Sangue que nos dá vida é o de Jesus. Passámos a ser consanguíneos do Senhor e uns dos outros. Toda esta consoladora realidade implica e exige muito amor ao Senhor e uns aos outros. Todos por um e um por todos. Com Ele e n’Ele, passamos a ser uma só Família. Como tal importa viver e morrer para sempre saborear.


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 21º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. BILHETE DE EVANGELHO.
Não há dúvida que Pedro não tinha compreendido todas as palavras de Jesus sobre o Pão da Vida, mas, um dia, ele tinha deixado tudo para seguir este Mestre que falava e agia com autoridade. Ele tinha-Lhe dado toda a sua confiança sem reservas: as suas palavras eram palavras de vida, os seus gestos eram gestos de vida. Então porque não aceitar que toda a sua pessoa fosse doadora de vida eterna? Pedro não se vê, pois, a deixar Aquele que promete a vida em nome de Deus. Imagina-se o sofrimento de Jesus ao ver alguns dos seus discípulos deixarem de O seguir. Mas imagina-se também a sua alegria diante da confiança daqueles que não O deixarão, mesmo se vierem a conhecer abandono momentâneo, negação, dúvida… Estamos prontos a fazer o acto de fé de Pedro: “Senhor, para quem iremos nós?” Em Cristo, e somente n’Ele, nunca ficaremos decepcionados!

3. À ESCUTA DA PALAVRA.
O escândalo não tardou em rebentar! “Estas palavras são duras. Quem pode escutá-las?” Desta vez, não são os escribas e os fariseus que se opõem violentamente a Jesus, mas a maior parte dos seus discípulos. No lugar de Jesus, teríamos, sem dúvida, tentado acalmar os espíritos dizendo, por exemplo, que comer o seu corpo, beber o seu sangue para ter a vida eterna, era uma imagem, certamente chocante, mas apenas uma imagem! Nada disso com Jesus! Ele não apenas não retira nenhuma das suas palavras, mas provoca os Doze: “Também vós quereis ir embora?” Ele aceitaria antes ver partir os seus discípulos mais próximos do que negar uma só das suas palavras! O desafio era capital, incontornável. Não podemos apagar estas palavras se queremos ser seus discípulos. Tudo à luz do acontecimento central da Morte e Ressurreição, celebrado na Eucaristia! Isso exige uma dupla atitude para entrarmos no mistério da Eucaristia: Reconhecemos verdadeiramente neste homem, Jesus de Nazaré, o Filho de Maria, o verdadeiro Filho único de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos, como dizemos no Credo? Cremos verdadeiramente que Jesus ressuscitou e é verdadeiramente vencedor da morte? Aí está o centro da nossa fé, onde tudo se decide! Quando comungamos o corpo e o sangue de Cristo, dizemos: “Ámen! Adiro a esta presença de Jesus ressuscitado com todas as fibras do meu ser!” Uma fé celebrada na Eucaristia a marcar toda a nossa existência… Não há meios-termos!

4. PARA A SEMANA QUE SE SEGUE…
Qual é a minha fé? Cada um de nós pode interrogar-se: posso sinceramente dizer a minha fé com as palavras de Pedro? Se sim, terei, nos próximos dias, a força de a testemunhar junto de uma pessoa que duvida, que procura, ou que contesta a fé cristã? Quais são os meios que tenho para alimentar a minha fé?

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Senhor, que pelo único sacrifício da cruz, formastes para Vós um povo de adopção filial, concedei à vossa Igreja o dom da unidade e da paz. Por Nosso Senhor.

SANTO

Monição da Comunhão: Jesus, fonte e origem de todo o Bem quer entrar em nós pela Sagrada Comunhão. Vamos recebê-lO com muita fé. Assim poderemos saborear as doçuras do Seu Amor. Não esqueçamos de Lhe pedir por todos aqueles que ainda O não conhecem e que Ele quer salvar.

Salmo 103, 13-15
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Encheis a terra, Senhor, com o fruto das vossas obras. Da terra fazeis brotar o pão e o vinho que alegra o coração do homem.

Ou Jo 6, 55
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, diz o Senhor, e Eu o ressuscitarei no último dia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Realizai em nós plenamente, Senhor, a acção redentora da vossa misericórdia e fazei-nos tão generosos e fortes que possamos ajudar-Vos em toda a nossa vida. Por Nosso Senhor.

RITOS FINAIS

Monição final: Deus é a fonte de toda a felicidade. É urgente que Ele seja conhecido por todos para passarem a ser felizes. Vamos viver com intensidade tão consoladora realidade e fazer tudo que estiver ao nosso alcance para que todos os demais O conheçam também. Comecemos esta acção apostólica pelos que nos são mais próximos. Tudo será possível mediante uma grande intimidade com Ele através dos Sacramentos e da oração, que jamais poderemos descuidar. Com esse propósito, ide em paz e o Senhor vos acompanhe.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

21ª SEMANA

2ª Feira, 27-VIII: S. Bartolomeu: O elogio da veracidade.

Ap 21, 9-14 / Jo 1, 45-51
A muralha da cidade tinha na base doze reforços salientes, e neles doze nomes: os doze Apóstolos do Cordeiro.

Jesus escolheu os 12 Apóstolos, que representam as 12 tribos de Israel, e que são as pedras do alicerce na nova Jerusalém, a Igreja (cf Leit). Jesus destacou uma qualidade em Bartolomeu: a veracidade (cf Ev). «A verdade ou veracidade é a virtude que consiste em mostrar-se verdadeiro nos actos e em dizer a verdade nas palavras, evitando a duplicidade, a simulação e a hipocrisia» (CIC, 2505). Vivamos bem esta virtude no ambiente que está carregado de falsidade e mentira.

3ª Feira, 28-VIII: Olhar para o nosso interior.

1 Tes 2, 1-8 / Mt 23, 23-26
Fariseu cego! Purifica primeiro o interior do copo e do prato, para o exterior ficar limpo também.

Os fariseus dedicavam mais atenção às aparências e descuidavam o mais importante: a limpeza do coração (cf Ev). É do coração do homem – do seu interior – que procedem o egoísmo, os maus pensamentos, a cobiça, a inveja, etc. Esta purificação interior consegue-se com a ajuda de Deus e lutando por rejeitar os pensamentos que afastam de Deus. S. Paulo recorda que a pregação da Boa Nova foi feita com a intenção de agradar a Deus, mesmo com o risco da própria vida (cf Leit).

4ª Feira, 29-VIII: Alimento e pauta de comportamento.

1 Tes 2, 9-13 / Mt 23, 27-32
Depois de haverdes recebido a palavra de Deus…quisestes aceitá-la, não como palavra humana, mas como palavra de Deus, que realmente é.

«Na Sagrada Escritura, a Igreja encontra continuamente o seu alimento e a sua força, porque nela não recebe apenas uma palavra humana, mas o que ela é na realidade: a Palavra de Deus (cf Leit)» (CIC, 104). Não esqueçamos de ler diariamente a palavra de Deus, que é um alimento da alma. E que ela seja para nós uma pauta para o nosso modo de actuar: «Exortámos, animámos e conjurámos cada um de vós a proceder de maneira digna de Deus» (Leit).

5ª Feira, 30-VIII: Preparação dos encontros com o Senhor.

1 Tes 3, 7-13 / Mt 24, 42-51
Vigiai, porque não sabeis o dia em que virá o vosso Senhor…Para isso, estai vós também preparados.

A partir da Ascensão, a vinda de Cristo na glória pode dar-se a qualquer momento (cf Ev). É esse pedido que fazemos na Missa: «Anunciamos a vossa morte…Vinde Senhor Jesus». Estamos vigilantes quando nos esforçamos por melhorar a nossa própria vida e a vida da sociedade em que estamos integrados: o trabalho, a vida familiar, etc. E S. Paulo recomenda a santidade: «uma santidade irrepreensível, diante de Deus…por ocasião da vinda de Jesus» (Leit).

6ª Feira, 31-VIII: Santidade: vigilância e Comunhão.

1 Tes 4, 1-8 / Mt 25, 1-13
É esta, com efeito, a vontade de Deus: que vos santifiqueis.

Para sermos santos (cf Leit), precisamos estar vigilantes. «À vigilância opõe-se a negligência ou falta de solicitude devida, que procede de uma certa falta de vontade» (S. Tomás). Foi o que aconteceu às virgens insensatas (cf Ev). Estaremos vigilantes se procurarmos viver bem as coisas pequenas; se vivermos bem a fortaleza, que se opõe à preguiça e ao desleixo. Na Comunhão recebemos Jesus, o próprio autor da graça, que nos vem santificar.

Sábado, 01-IX: Martírio de S. João Baptista: O seu testemunho.

Jer 1, 17-19 / Mc 6,17-29
O guarda foi decapitá-lo (a João Baptista) na cadeia, trouxe num prato a cabeça dele e entregou-a à jovem.

«(João Baptista), precedendo Jesus… dá testemunho d’Ele, pela sua pregação, pelo seu baptismo de conversão, pelo seu martírio (cf Ev)» (CIC, 523) Na sua pregação nunca temeu ninguém, nem o poderoso Herodes. Assim o preparou o Senhor: «Não tremas diante daqueles a quem te envio» (Leit). Orientou a pregação para a conversão, que continua a ser muito actual. Ao recordarmos o seu martírio, enfrentemos com maior fortaleza os nossos ‘martírios’ diários e correntes.

Celebração e Homilia: ALVES MORENO
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/default.asp


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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