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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


08.07.2018
13º Domingo do Tempo Comum — ANO B
( Verde, Glória, Creio – II Semana do Saltério )
__ "O Profeta: aquele que anuncia com temor e coragem" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Hoje a Liturgia leva-nos a confessar nossa fé em Jesus, aquele que foi renegado por ser pessoa “comum”, vindo de aldeia simples e, por isso, rejeitado. Celebramos a fé naquele que se encarnou no seio de Maria, se fez homem, sofreu, foi morto, sepultado e ressuscitou. Ele, assumiu em tudo nossa condição, menos o pecado, e tão humano, só podia ser divino. Estabelecer comunhão com o Senhor é encarnar-se também e correr todos os riscos: indiferença e rejeição, injúrias, perseguições e angústias.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, aqui nos reunimos para o louvor que os filhos e filhas de Deus elevam ao seu Criador, que por seu Filho Jesus nos salvou da morte e nos deu a Vida. O convite que a Liturgia hoje nos faz é o de acolher o Senhor em nossas vidas, reconhecê-lo como nosso Libertador e aceitar sua palavra e ensinamento como condição para sermos realmente felizes e termos coragem para suportar as forças contrárias ao Reino que Ele, Cristo, veio anunciar.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Hoje nossa Liturgia nos leva a confirmar que seguimos aquele que foi rejeitado por ser trabalhador, filho de Maria, uma pessoa comum de seu tempo, vindo de uma aldeia e, por isso, motivo de desprezo e rejeição. Movidos por esta fé, nos reunimos em assembleia celebrante onde, pela sua palavra, Jesus nos leva a assumir nossa evidente fragilidade sem precisar mascará-la com falsa grandeza e a buscar, em sua graça, a nossa força. Celebramos a fé naquele que se encarnou no seio de Maria, se fez homem, sofreu, foi morto, sepultado e ressuscitou. Estabelecer comunhão com ele é encarnar-se também e correr todos os riscos: indiferença e rejeição, injúrias, perseguições e angústias. Depois de termos celebrado a Festa de São Pedro e São Paulo, celebramos neste domingo o ministério de Cristo entre seus parentes e amigos. Porém, devido à familiaridade da parentela e proximidade dos que se conhecem desde pequenos, muitos tiveram dificuldade de aceitar Jesus como Messias e, por isso, ele não pode realizar em Nazaré as obras de salvação, já que "um profeta não é valorizado em sua casa". Ao contrário deles, façamos nosso ato de fé incondicional, proclamando Jesus como Deus e Salvador, e vivamos essa verdade em nossas atitudes, assumindo também a missão de levar a todos o conhecimento da fé que nos congrega na Eucaristia.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo e meditemos profundamente a liturgia de hoje!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/08-de-julho-de-2018---14-tc-novo.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/af_41_14o_domingo_do_tempo_comum.pdf


TEMA
JESUS, PROFETA REJEITADO NA SUA TERRA

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

Santo de Casa...

“Santo de casa não faz milagre”: essa é, aparentemente, a lição do evangelho do 14º Domingo do Tempo Comum – Ano B. Porém, não devemos ver isso como uma mensagem negativa, centrada no aparente fracasso de Jesus no meio dos seus. Pelo contrário, esse trecho do evangelho prepara o que vamos ouvir nos próximos domingos: o “santo” não fica em sua casa, mas dirige-se a todos aqueles que esperam a sua mensagem; e os de casa saberão que houve um profeta no meio deles, como diz a primeira leitura. A aparente impotência do “santo” é uma denúncia contra seus conterrâneos que não são tão santos assim. A presença do profeta no meio deles deve conscientizá-los a respeito da vontade de Deus.

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia deste domingo revela que Deus chama, continuamente, pessoas para serem testemunhas no mundo do seu projecto de salvação. Não interessa se essas pessoas são frágeis e limitadas; a força de Deus revela-se através da fraqueza e da fragilidade desses instrumentos humanos que Deus escolhe e envia.

A primeira leitura apresenta-nos um extracto do relato da vocação de Ezequiel. A vocação profética é aí apresentada como uma iniciativa de Jahwéh, que chama um “filho de homem” (isto é, um homem “normal”, com os seus limites e fragilidades) para ser, no meio do seu Povo, a voz de Deus.

Na segunda leitura, Paulo assegura aos cristãos de Corinto (recorrendo ao seu exemplo pessoal) que Deus actua e manifesta o seu poder no mundo através de instrumentos débeis, finitos e limitados. Na acção do apóstolo – ser humano, vivendo na condição de finitude, de vulnerabilidade, de debilidade – manifesta-se ao mundo e aos homens a força e a vida de Deus.

O Evangelho, ao mostrar como Jesus foi recebido pelos seus conterrâneos em Nazaré, reafirma uma ideia que aparece também nas outras duas leituras deste domingo: Deus manifesta-Se aos homens na fraqueza e na fragilidade. Quando os homens se recusam a entender esta realidade, facilmente perdem a oportunidade de descobrir o Deus que vem ao seu encontro e de acolher os desafios que Deus lhes apresenta.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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O CARPINTEIRO DE NAZARÉ

Jesus volta para sua cidade (Nazaré) com os discípulos, na qualidade de Mestre. Seu ensinamento, porém, é rejeitado por seus conterrâneos, que ficam entre a admiração e o escândalo.

Os habitantes de Nazaré, conhecendo Jesus e sua família de sangue, bem sabiam que ele era um simples carpinteiro, que não havia se especializado na Lei de Deus. Como era, então, que ele falava com sabedoria? Como era que realizava tantos milagres, com aquelas mesmas mãos que trabalhavam a madeira?

Basta ler Eclesiástico 38,24-39,35 para entender a mentalidade da época, segundo a qual os artesãos não podiam ser sábios, pois, com seu trabalho manual, não tinham tempo para meditar e refletir sobre a Lei de Deus, como faziam os escribas. De acordo com esse modo de pensar, a sabedoria é o conhecimento especializado da Lei de Deus; coisa de especialistas, não de gente simples.

Daí a resistência dos nazarenos a Jesus, ao seu ensinamento e à sua missão. É a lógica do ditado: “Santo de casa não faz milagre”. Mesmo diante dos milagres, eles não acreditam, mas se escandalizam, ou seja, veem Jesus e sua ação como um obstáculo ou uma pedra de tropeço para sua fé.

E, de fato, a questão é a fé, ou a falta dela. Jesus só pôde realizar ali algumas curas, porque aquela gente não tinha fé. Ter fé é estar aberto à ação de Deus, é superar preconceitos, mudar de mentalidade, ver além das aparências e enxergar as pessoas como instrumentos da ação divina.

Porque ser de Deus, falar de Deus, agir em favor do projeto de Deus não é coisa de gente distante. Jesus, Deus que se encarna em nosso meio, assume a condição dos menores da sociedade. Suas mãos, que esculpiam a madeira, curavam os doentes. Contando histórias e aproximando-se das pessoas, Jesus mostrava que sua sabedoria era divina, e ao mundo ele revelava o rosto bondoso de Deus.

Sua vida é um convite a irmos além, com o olhar da fé. Com sabedoria, que é dom de Deus para quem, no suor de cada dia, investe a vida em favor dos outros, desdobrando-se em amor generoso.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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A DERROTA DO PRECONCEITO

O preconceito cega e endurece o coração. Os conterrâneos de Jesus em Nazaré (cf. Mc 6,1-6) não conseguiram enxergar nele a plenitude do amor de Deus em pessoa, presente, vivo no meio deles. Viram tão somente com os olhos banhados de preconceito: “Este não é o carpinteiro, filho de Maria?”, questionavam.

De um modo global, com alguma frequência se ouve dizer que o brasileiro gosta muito do que é de fora. Os que se consideram ricos e costumam esbanjar o que nem têm em viagens – por exemplo, em turismo por Miami, nos Estados Unidos – voltam com as sacolas cheias de compras, quase sempre no intuito de ostentar, de mostrar que é bonito usar grifes famosas. Por vezes, tudo que se refere ao Brasil consideram como feio, atrasado e de mau gosto. Isso se pode notar nos burburinhos das chama-
das redes sociais na internet e nos discursos comuns nas mesas de bares, shoppings e outros espaços de convivência.

Há até quem desvalorize determinadas regiões, lugares e pessoas do país, bem ao modo daquela atendente em uma ótica na cidade de São Paulo, quando notou que o cliente era do Maranhão: “Mas você nem parece ser do Nordeste, é tão instruído!” Percebe como o preconceito deixa as pessoas sem noção?

Diz o evangelho que Jesus não conseguiu realizar nenhum milagre em Nazaré, sua terra natal. Isso por causa do endurecimento do coração de seus conterrâneos. A falta de fé daquelas pessoas, na verdade, era por causa do preconceito arraigado nelas, que as impedia de ver em Jesus o Messias prometido.

Ocorre que eles esperavam não um “filho de Maria” ou aquele que a vida toda estava ali, no trabalho de carpinteiro com seu pai, José. Almejavam um Messias grandioso, nascido de família influente, alguém de posses. Mas a maior riqueza de Jesus era ele mesmo presente, totalmente integrado na missão, impelido pelo Espírito, fazendo a vontade de Deus. Nisso se fundamentavam as curas e os milagres por ele realizados.

O risco da recusa pode ocorrer também em nossas comunidades e famílias. Não que tenhamos de ser bairristas ou ufanistas. Não se trata disso. Nem é bom entrar nessa onda. Mas é sempre saudável reconhecer os dons e talentos dos nossos pares. Às vezes, pode acontecer que elogiemos o padre famoso da TV e não percebamos o empenho do pároco e dos agentes de pastoral em nossa paróquia.

Peçamos a Deus que nos ajude a reconhecer Jesus nos irmãos e irmãs de comunidade.

Pe. Antonio Iraildo Alves de Brito, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

ASSINAR O PERIÓDICO

Nesta liturgia abramos o coração para acolher a mensagem de Jesus, a qual nos liberta, salva e enche de esperança. Voltando nossos olhos para o Senhor, queremos aqui reunir forças para vencer o preconceito e a indiferença que impedem as pessoas de seguir o caminho do amor que Cristo nos ensinou.

LIÇÃO DE VIDA: A Palavra de Deus, quando acolhida com amor, transforma nossa vida e as relações humanas.


RITOS INICIAIS

Salmo 47, 10-11
ANTÍFONA DE ENTRADA: Recordamos, Senhor, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Toda a terra proclama o louvor do vosso nome, porque sois justo e santo, Senhor nosso Deus.

Introdução ao espírito da Celebração
Pelo baptismo fomos incorporados a Cristo Profeta. A celebração deste domingo interpela-nos, a que atentos à Palavra de Deus e aos seus sinais no mundo de hoje, procuremos de forma consciente e responsável, construir o seu reino. Num mundo de preconceitos em relação a Cristo, à Comunidade dos seus discípulos, a Igreja, importa dar as razões da nossa fé e abandonarmos as atitudes passivas do «deixa andar». É preciso entender o seguimento de Cristo como compromisso e algo dinâmico. É necessário ouvir «eu te envio» ou «basta-te a minha graça» para percorrer todos os espaços na perspectiva de semear Evangelho.

ORAÇÃO COLECTA: Deus de bondade infinita, que, pela humilhação do vosso Filho, levantastes o mundo decaído, dai aos vossos fiéis uma santa alegria, para que, livres da escravidão do pecado, possam chegar à felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: O Profeta é convidado e enviado. Ele não se deve preocupar tanto com os resultados como com a fidelidade à mensagem, disponibilidade e ser testemunho vivo entre o povo.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Ezequiel 2,2-5

Leitura da profecia de Ezequiel. 2 2 Enquanto ela me falava, entrou o espírito em mim, e me fez ficar de pé; então ouvi aquele que me falava. 3 “Filho do homem, dizia-me, envio-te aos israelitas, a essa nação de rebeldes, revoltada contra mim, a qual, do mesmo modo que seus pais, vem pecando contra mim até este dia. 4 É a esses filhos de testa dura e de coração insensível que te envio, para lhes dizer: oráculo do Senhor Javé. 5 Quer te ouçam ou não (pois é uma raça indomável), hão de ficar sabendo que há um profeta no meio deles!”
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

A leitura refere a vocação e a missão do profeta Ezequiel, no exílio de Babilónia. É impressionante o contraste entre a grandeza da glória do Senhor antes descrita gongoricamente no capítulo 1º e a debilidade do seu profeta; é Deus que lhe dá força e o anima a dirigir-se a «um povo de cabeça dura».

3 «Filho de homem». Esta expressão, com que repetidamente é designado o profeta, põe em contraste a pouquidão humana com a grandeza divina. Quase só em Ezequiel aparece este título; Jesus há-de assumi-lo para indicar a aparência humilde com que se revela; esta expressão era uma forma discreta de se referir a si (um asteísmo), equivalente a este homem; mas, em parte, a expressão era também um título glorioso (cf. Dan 7, 13). De qualquer modo, é um título exclusivamente usado pelo próprio Jesus, pois mais ninguém assim O chama. O cristológico deste título é belamente exposto por Bento XVI (Jesus de Nazaré, cap. X).

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A figura do profeta rejeitado é compreendida com maior clareza se olhamos a primeira leitura.

O Espírito de Deus vem sobre Ezequiel, que é chamado “filho do homem”, ou seja, simples filho da raça humana. Aqui, esse tratamento não tem o sentido particular que receberá a partir de Dn 7,13-14: o ser humano poderoso enviado de junto de Deus e, finalmente, identificado com o glorioso Juiz escatológico (cf. Mt 25,31; 26,64 etc.). Em Ezequiel, o termo “filho do homem” significa o homem como criatura humilde, em contraste com a grandeza de Deus. Ezequiel é um servo, encarregado por Deus da ingrata missão de explicar ao “resto de Israel” a sua situação. Esse “resto de Israel” é o povo desarticulado depois da parcial deportação em 597 a.C. Ezequiel sabe que, mesmo em sua situação de desterro, esse povo não vai gostar de seu recado, pois, desde o tempo de Moisés, costuma rejeitar os enviados de Deus (cf. Ex 2,14; 15,24; 16,2 etc.). Mas, pelo menos, eles saberão que no meio deles está um profeta, ou seja, que Deus não fica calado (cf. Ez 2,5).

Algo semelhante acontecerá a Jesus: mesmo se os seus concidadãos não acolherem sua mensagem, ficarão sabendo que ele passou no meio deles como profeta. E o fato de mais tarde alguns deles se terem tornado seus seguidores mostra o efeito dessa conscientização. Por outro lado, tudo isso nos ensina a ter paciência, pois o efeito da profecia e do testemunho não é imediato. Não devemos, porém, ficar sentados para esperar o efeito: Jesus se levantou e continuou sua missão (cf. Mc 6,6b).

AMBIENTE

Ezequiel, o “profeta da esperança”, exerceu o seu ministério na Babilónia no meio dos exilados judeus. O profeta fez parte dessa primeira leva de exilados que, em 597 a.C., Nabucodonosor deportou para a Babilónia.

A primeira fase do ministério de Ezequiel decorreu entre 593 a.C. (data do seu chamamento à vocação profética) e 586 a.C. (data em que Jerusalém foi conquistada uma segunda vez pelos exércitos de Nabucodonosor e uma nova leva de exilados foi encaminhada para a Babilónia). Nesta fase, o profeta preocupou-se em destruir as falsas esperanças dos exilados (convencidos de que o exílio terminaria em breve e que iam poder regressar rapidamente à sua terra) e em denunciar a multiplicação das infidelidades a Jahwéh por parte desses membros do Povo judeu que escaparam ao primeiro exílio e que ficaram em Jerusalém.

A segunda fase do ministério de Ezequiel desenrolou-se a partir de 586 a.C. e prolongou-se até cerca de 570 a.C.. Instalados numa terra estrangeira, privados de Templo, de sacerdócio e de culto, os exilados estavam desiludidos e duvidavam de Jahwéh e do compromisso que Deus tinha assumido com o seu Povo. Nessa fase, Ezequiel procurou alimentar a esperança dos exilados e transmitir ao Povo a certeza de que o Deus salvador e libertador não tinha abandonado nem esquecido o seu Povo.

O texto que nos é proposto hoje como primeira leitura faz parte do relato da vocação de Ezequiel (cf. Ez 1,1-3,27). Depois de descrever a manifestação de Deus, num quadro que apresenta todas as características especiais das teofanias (cf. Ez 1,1-28), o profeta apresenta um discurso no qual Jahwéh define a missão que lhe vai confiar (cf. Ez 2,1-3,15). O episódio é situado “no quinto ano do cativeiro do rei Joaquin”, “na Caldeia, nas margens do rio Cabar” (Ez 1,2).

Seria um erro interpretar este relato como informação biográfica… Trata-se, antes, de mostrar – com a linguagem da época e utilizando os processos típicos da literatura da época – que o profeta recebeu uma missão de Deus e que fala e actua em nome de Deus.

MENSAGEM

O nosso texto apresenta alguns dos elementos típicos dos relatos de vocação e que fazem parte de qualquer história de vocação.

Sugere-se, em primeiro lugar, que a vocação profética é um desígnio divino. Não se nomeia Jahwéh directamente; mas aquele que chama Ezequiel não pode ser outro senão Deus… O nosso texto é antecedido (cf. Ez 1,1-28) de uma solene manifestação de Deus. Depois, o profeta ouve uma “voz” que o chama (vers. 2) e que revela a Ezequiel que deve dirigir-se a esse Povo rebelde que se insurgiu contra Deus. Há também uma referência ao “espírito” que se apossou do profeta e o fez “levantar”; de acordo com a reflexão judaica, era Deus que comunicava uma força divina – o seu “espírito” – àqueles que escolhia para enviar a salvar o seu Povo, como os juízes (cf. Jz 14,6.19; 15,14), os reis (cf. 1 Sam 10,6.10; 16,13) e os profetas (no caso de Ezequiel, esse “espírito” aparece como uma manifestação especialmente violenta de Deus, que se apossa do profeta e o destina para o seu serviço). A vocação é sempre uma iniciativa de Deus e não uma escolha do homem. Foi Deus que chamou Ezequiel e que o designou para o seu serviço.

Em segundo lugar, aparece a ideia de que o chamamento é dirigido a um homem. Ezequiel é chamado “filho de homem” (vers. 3) – expressão hebraica que significa simplesmente “homem ligado à terra, fraco e mortal. Deus chama homens frágeis e limitados, não seres extraordinários, etéreos, dotados de capacidades incomuns… O que é decisivo não são as qualidades extraordinárias do profeta, mas o chamamento de Deus e a missão que Deus lhe confia. A indignidade e a limitação, típicas do “filho do homem”, não são impeditivas para a missão: a eleição divina dá ao profeta autoridade, apesar dos seus limites bem humanos.

Em terceiro lugar, temos a definição da missão. Ezequiel, o profeta, é enviado a um Povo rebelde, que continuamente se afasta dos caminhos de Jahwéh. A sua missão é apresentar a esse Povo as propostas de Deus. O mais importante não é que as palavras do profeta sejam ou não escutadas; o que é importante é que o profeta seja, no meio do Povo, a voz que indica os caminhos de Deus (vers. 4-5).

A vida de Ezequiel realizou integralmente o projecto de Deus. Chamado por Jahwéh, ele foi, no meio do Povo exilado na Babilónia, uma voz humana através da qual Deus apresentou ao seu Povo o caminho para a vida plena e verdadeira. É essa a missão do profeta.

ACTUALIZAÇÃO

• Os “profetas” não são um grupo humano extinto há muitos séculos, mas são uma realidade com que Deus continua a contar para intervir no mundo e para recriar a história. Quem são, hoje, os profetas? Onde estão eles?

• No Baptismo, fomos ungidos como profetas, à imagem de Cristo. Cada um de nós tem a sua história de vocação profética: de muitas formas Deus entra na nossa vida, desafia-nos para a missão, pede uma resposta positiva à sua proposta. Temos consciência de que Deus nos chama – às vezes de formas bem banais – à missão profética? Estamos atentos aos sinais que Ele semeia na nossa vida e através dos quais Ele nos diz, dia a dia, o que quer de nós? Temos a noção de que somos a “boca” através da qual a Palavra de Deus se dirige aos homens?

• O profeta é o homem que vive de olhos postos em Deus e de olhos postos no mundo (numa mão a Bíblia, na outra o jornal diário). Vivendo em comunhão com Deus e intuindo o projecto que Ele tem para o mundo, e confrontando esse projecto com a realidade humana, o profeta percebe a distância que vai do sonho de Deus à realidade dos homens. É aí que ele intervém, em nome de Deus, para denunciar, para avisar, para corrigir. Somos estas pessoas, simultaneamente em comunhão com Deus e atentas às realidades que desfeiam o nosso mundo? Em concreto, em que situações sou chamado, no dia a dia, a exercer a minha vocação profética?

• A denúncia profética implica, tantas vezes, a perseguição, o sofrimento, a marginalização e, em tantos casos, a própria morte (Óscar Romero, Luther King, Gandhi…). Como lidamos com a injustiça e com tudo aquilo que rouba a dignidade dos homens? O medo, o comodismo, a preguiça, alguma vez nos impediram de ser profetas?

• É preciso ter consciência, também, que as nossas limitações e indignidades muito humanas não podem servir de desculpa para realizar a missão que Deus quer confiar-nos: se Ele nos pede um serviço, dar-nos-á também a força para superar os nossos limites e para cumprir o que nos pede. As fragilidades que fazem parte da nossa humanidade não podem, em nenhuma circunstância, servir de desculpa para não cumprirmos a nossa missão profética no meio dos nossos irmãos.

Subsídios:
1ª leitura: 
(Ez 2,2-5) Ser rejeitado, a sorte do profeta – Ezequiel é chamado “filho do homem”, espécime da frágil raça humana (não confundir com “o Filho do Homem”, a figura celestial de Dn 7,13 etc., identificada com Jesus como Juiz escatológico). Ele nada mais é que um homem, um servo, ao qual incumbe a ingrata missão de explicar ao “resto de Israel” (o povo desmembrado depois da parcial deportação em 597 a.C.) sua situação aos olhos de Deus. Não vão gostar do recado, costumam rejeitar os profetas, desde Moisés (Ex 2,14; 15,24; 16,2 etc.) até o próprio Cristo (cf. Mt 23,33-35). Mas, pelo menos, saberão que está um profeta no meio deles, i. é, que Deus não fica calado (2,5). * 2,3 cf. Dt 9,7-24; Sl 81[80],12-13 * 2,5 cf. Ez 33,33; Dt 18,15-20.



Salmo Responsorial

Monição: A atitude de confiança brota da certeza da fé. Deus está connosco. Ele é o grande obreiro da salvação. Devo confiar diante de todas as dificuldades.

SALMO RESPONSORIAL – 122/123

Os nossos olhos estão fitos no Senhor:
tende piedade, ó Senhor, tende piedade!

Eu levanto os meus olhos para vós,
que habitais nos altos céus.
Como os olhos dos escravos estão fitos
nas mãos do seu senhor.

Como os olhos das escravas estão fitos
nas mãos de sua senhora,
assim os nossos olhos, no Senhor,
até de nós ter piedade.

Tende piedade, ó Senhor, tende piedade;
já é demais esse desprezo!
Estamos fartos do escárnio dos ricaços
e do desprezo dos soberbos!

Segunda Leitura

Monição: A Palavra que Deus quer que guardemos e anunciemos é o Seu Filho muito amado. Paulo foi eloquente em tudo isso! Apesar de sentir dificuldades ele gloria-se nas suas fraquezas para que mais claramente resplandeça o poder e a força de Deus.

2 Coríntios 12,7-10

Leitura da segunda carta de são Paulo aos Coríntios. 12 7 Demais, para que a grandeza das revelações não me levasse ao orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás para me esbofetear e me livrar do perigo da vaidade. 8 Três vezes roguei ao Senhor que o apartasse de mim. 9 Mas ele me disse: “Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força”. Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo. 10 Eis por que sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

A leitura é tirada da 3.ª parte de 2 Cor, em que S. Paulo entra em polémica com os que pretendiam desautorizá-lo. Não receia mesmo apelar para «revelações» extraordinárias (12, 1-6). O texto é rico de ensinamentos para a vida cristã: a humildade, a confiança no poder da graça de Deus e a necessidade da oração. «Um espinho na carne»: a natureza deste espinho é muito discutida. Parece menos provável que se trate de tentações violentas ou de angustiantes preocupações pastorais. É mais provável que se trate de alguma doença que o afligia (paludismo, doença nervosa, doença nos olhos, sendo esta última explicação a mais seguida, a partir dos elementos deduzidos de Act 9, 8-9.18; 23, 5; Gal 4, 15; 6, 11.

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A figura de Paulo, na segunda leitura, reforça nossa disposição de assumir, apesar de nossa fragilidade, a missão que Deus nos confia, pois, com a missão, ele dá a força. A Jesus, em sua terra paterna, Deus não deu o poder de milagres, que para nada serviria, mas a Paulo, apesar de sua miséria humana, ele dá sua graça, para que tenha força suficiente. Não sabemos quais foram os problemas de Paulo nem o “espinho na carne” – coisa do demônio – que o incomodava. Isso não tem importância. O que importa é a conclusão. Paulo se gloria, felicita-se com sua própria fragilidade, pois ela faz aparecer a graça e a força que Deus lhe concede. Quando, por sua própria condição humana, o apóstolo é fraco, então ele é forte pela graça de Deus (cf. 12,10).

AMBIENTE

A Segunda Carta de Paulo aos Coríntios espelha uma época de relações conturbadas entre Paulo e os cristãos de Corinto. As críticas de Paulo a alguns membros da comunidade que levavam uma vida pouco consentânea com os valores cristãos (Primeira Carta aos Coríntios) provocaram uma reacção extremada e uma campanha organizada no sentido de desacreditar Paulo. Essa campanha foi instigada por certos missionários itinerantes procedentes das comunidades cristãs da Palestina, que se consideravam representantes dos Doze e que minimizavam o trabalho apostólico de Paulo. Entre outras coisas, esses missionários afirmavam que Paulo era inferior aos outros apóstolos, por não ter convivido com Jesus e que a catequese apresentada por Paulo não estava em consonância com a doutrina da Igreja. Paulo, informado de tudo, dirigiu-se apressadamente para Corinto e teve um violento confronto com os seus detractores. Depois, bastante magoado, retirou-se para Éfeso. Tito, amigo de Paulo, fino negociador e hábil diplomata, partiu para Corinto, a fim de tentar a reconciliação.
Paulo, entretanto, deixou Éfeso e foi para Tróade. Foi aí que reencontrou Tito, regressado de Corinto. As notícias trazidas por Tito eram animadoras: o diferendo fora ultrapassado e os coríntios estavam, outra vez, em comunhão com Paulo.

Reconfortado, Paulo escreveu uma tranquila apologia do seu apostolado, à qual juntou um apelo em favor de uma colecta para os pobres da Igreja de Jerusalém. Esse texto é a nossa Segunda Carta de Paulo aos Coríntios. Estamos no ano 56 ou 57.

O texto que nos é proposto integra a terceira parte da carta (cf. 2 Cor 10,1-13,10). Aí Paulo, num estilo apaixonado, às vezes cáustico, mas sempre levado pela exigência da verdade e da fé, defende a autenticidade do seu ministério frente a esses “super-apóstolos” que o acusavam.

Como apóstolo, Paulo não se sente inferior a ninguém e muito menos aos seus detractores. Estes orgulhavam-se das suas credenciais e afirmavam por toda a parte os seus dons carismáticos… Paulo, se quisesse entrar no mesmo jogo, podia orgulhar-se de muitas coisas, nomeadamente das revelações que recebeu e das suas experiências místicas (cf. 2 Cor 12,1-4); mas ele quer apenas que o vejam como um homem frágil e vulnerável, a quem Deus chamou e a quem enviou para dar testemunho de Jesus Cristo no meio dos homens.

MENSAGEM

Assumindo essa condição de debilidade e de vulnerabilidade, Paulo fala aos Coríntios de uma limitação que transporta no seu corpo, um “anjo de Satanás” que lhe recorda continuamente a sua finitude e fragilidade (vers. 7). De que é que se trata, em concreto? Não o sabemos. Provavelmente, trata-se de uma doença física crónica (em Gal 4,13-14 Paulo fala de uma grave enfermidade física, que fez com que o corpo do apóstolo fosse, para os Gálatas, “uma provação”; mas nada garante que essa enfermidade física esteja relacionada com este “anjo de Satanás” de que ele fala aos Coríntios). O facto de Paulo chamar a essa limitação que o apoquenta um “anjo de Satanás” deve ter a ver com o facto de a mentalidade judaica ligar as enfermidades aos “espíritos maus”. De acordo com outra interpretação, esse “espinho na carne” que é um “anjo de Satanás” poderia referir-se também aos obstáculos que Satanás põe a Paulo no que diz respeito ao anúncio do Evangelho.

Em todo o caso, o problema pessoal de Paulo mostra como a finitude e a fragilidade não são determinantes para a missão; o que é determinante é a graça de Deus… Com a graça de Deus, Paulo tudo pode, apesar da sua debilidade. Deus não eliminou o problema, apesar dos insistentes pedidos de Paulo; mas é Ele que dá a Paulo a força para continuar a sua missão, apesar dos limites que esse “espinho na carne” lhe impõe. Na verdade, o problema pessoal de que Paulo sofre dá testemunho de que Deus actua e manifesta o seu poder no mundo através de instrumentos débeis, finitos e limitados. No apóstolo – ser humano, vivendo na condição de finitude, de vulnerabilidade, de debilidade – manifesta-se ao mundo e aos homens a força de Deus e de Cristo.

ACTUALIZAÇÃO

• O caso pessoal de Paulo diz-nos muito sobre os métodos de Deus… Para vir ao encontro dos homens e para lhes apresentar a sua proposta de salvação, Deus não utiliza métodos espectaculares, poderosos, majestosos, que se impõem de forma avassaladora e que deixam uma marca de estupefacção e de espanto na memória dos povos; mas, quase sempre, Deus utiliza a fraqueza, a debilidade, a fragilidade, a simplicidade para nos dar a conhecer os seus caminhos. Nós, homens e mulheres do séc. XXI, deixamo-nos, facilmente, impressionar pelos grandes gestos, pelos cenários magnificentes, pelas roupagens sumptuosas, por tudo o que aparece envolvido num halo cintilante de riqueza, de prestígio social, de poder, de beleza; e, por outro lado, temos mais dificuldade em reparar naquilo que se apresenta pobre, humilde, simples, frágil, débil… A Palavra de Deus que hoje nos é proposta garante-nos que é na fraqueza que se revela a força de Deus. Precisamos de aprender a ver o mundo, os homens e as coisas com os olhos de Deus e a descobrir esse Deus que, na debilidade, na simplicidade, na pobreza, na fragilidade, vem ao nosso encontro e nos indica os caminhos da vida.

• A consciência de que as suas qualidades e defeitos não são determinantes para o sucesso da missão, pois o que é importante é a graça de Deus, deve levar o “profeta” a despir-se de qualquer sentimento de orgulho ou de auto-suficiência. O “profeta” deve sentir-se, apenas, um instrumento humano, frágil, débil e limitado, através do qual a força e a graça de Deus agem no mundo. Quando o “profeta” tem consciência desta realidade, percebe como são despropositadas e sem sentido quaisquer atitudes de vedetismo ou de busca de protagonismo, no cumprimento da missão… A missão do “profeta” não é atrair sobre si próprio as luzes da ribalta, as câmaras da televisão ou o olhar das multidões; a missão do “profeta” é servir de veículo humano à proposta libertadora de Deus para os homens.

• Como pano de fundo do nosso texto, está a polémica de Paulo com alguns cristãos que não o aceitavam. Ao longo de todo o seu percurso missionário, Paulo teve de lidar frequentemente com a incompreensão; e, muitas vezes, essa incompreensão veio até dos próprios irmãos na fé e dos membros dessas comunidades a quem Paulo tinha levado, com muito esforço, o anúncio libertador de Jesus. No entanto, a incompreensão nunca abalou a decisão e o entusiasmo de Paulo no anúncio da Boa Nova de Jesus… Ele sentia que Deus o tinha chamado a uma missão e que era preciso levar essa missão até ao fim, doesse a quem doesse… Frequentemente, temos de lidar com realidades semelhantes. Todos experimentámos já momentos de incompreensão e de oposição (que, muitas vezes, vêm do interior da nossa própria comunidade e que, por isso, magoam mais). É nessas alturas que o exemplo de Paulo deve brilhar diante dos nossos olhos e ajudar-nos a vencer o desânimo e a tentação de desistir.

• Neste texto de Paulo (como, aliás, em quase todos os textos do apóstolo), transparece a atitude de vida de um cristão para quem Cristo é, verdadeiramente, o centro da própria existência e que só vive em função de Cristo… Nada mais lhe interessa senão anunciar as propostas de Cristo e dar testemunho da graça salvadora de Cristo. Que lugar ocupa Cristo na minha vida? Que lugar ocupa Cristo nos meus projectos, nas minhas decisões, nas minhas opções, nas minhas atitudes?

Subsídios:
2ª leitura: (2Cor 12,7-10) O espinho na carne: “Minha graça te bastará” – Em 2Cor 10,1–13,8, Paulo se defende apaixonadamente contra os que destroem seu trabalho, provavelmente cristãos “judaizantes” (11,22-23a). Gloria-se de tudo aquilo que Cristo lhe propiciou, tanto do sofrimento (11,23b-33) quanto do êxtase (12,1-5). Mas não se gloria de si mesmo, a não ser quanto à sua fraqueza. Para não se vangloriar, Deus lhe deu um misterioso “espinho na carne” (Paulo o atribui ao demônio), para que apareça claramente que a força de Deus é que opera nele. A obra de Deus não depende, em última instância, da força humana; por outro lado, a fraqueza humana não é um empecilho para Deus realizar a obra de sua graça. * Cf. 2Cor 4,7; Is 40,28-29; Cl 1,24.29; Fl 4,13.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
O Espírito do Senhor sobre mim fez a sua unção; enviou-me aos empobrecidos a fazer feliz proclamação (Lc 4,18).

Evangelho

Monição: A rejeição a Jesus Cristo é sinal do Seu Messianismo. Na mais sadia tradição profética, Jesus é apresentado como o Profeta que «havia de vir ao mundo», e na rejeição se confirma a sua autenticidade.

Marcos 6,1-6

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor! 6 1 Depois, ele partiu dali e foi para a sua pátria, seguido de seus discípulos. 2 Quando chegou o dia de sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos o ouviam e, tomados de admiração, diziam: “Donde lhe vem isso? Que sabedoria é essa que lhe foi dada, e como se operam por suas mãos tão grandes milagres? 3 Não é ele o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? Não vivem aqui entre nós também suas irmãs?” E ficaram perplexos a seu respeito. 4 Mas Jesus disse-lhes: “Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e na sua própria casa”. 5 Não pôde fazer ali milagre algum. Curou apenas alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos. 6 Admirava-se ele da desconfiança deles. E ensinando, percorria as aldeias circunvizinhas.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Por este episódio fica claro que Jesus, embora socialmente aparecesse como um mestre entre tantos, Ele não o era como os restantes, pois não tinha o curriculum de mestre, por isso não vêem nele mais do que um simples carpinteiro, alguém que vivera em tudo uma vida igual à dos seus conterrâneos. «Tiago e José» eram primos de Jesus, filhos duma outra Maria, como se diz em Mt 27, 57 (cf. Mc 15, 47); irmão era uma forma de designar todos os familiares.

3 «O filho de Maria». Alguns deduzem daqui que S. José já tinha morrido, o que é mais do que provável; com efeito, em todas as passagens onde se fala de parentes de Jesus, nunca se nomeia S. José. Há porém aqui um pormenor curioso: nos lugares paralelos de Mateus e Lucas, Jesus é chamado «filho do carpinteiro» (Mt 13, 55) e «filho de José» (Lc 4, 22). No entanto, não são os Evangelistas a designá-lo assim, mas os ouvintes do Senhor. Mateus e Lucas, que já tinham deixado clara a virgindade de Maria, nos episódios da infância de Jesus, não têm receio de recolher a designação corrente de «filho de José». S. Marcos, que não tinha referido ainda a virgindade da Mãe de Jesus, evita cuidadosamente a designação de «filho de José», para que os seus leitores não venham a confundir as coisas. É pois destituído de fundamento afirmar que S. Marcos ignorava a virgindade de Maria.

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O evangelho de hoje conta o episódio da pregação de Jesus em sua própria terra. Para ver o significado desse episódio no conjunto da atividade de Jesus, devemos voltar até o início do Evangelho de Marcos. Depois de ser batizado por João, Jesus passa a anunciar a Boa-nova do reinado de Deus na Galileia em geral e, especialmente, na região de Cafarnaum, à beira do mar da Galileia, onde ele chama os primeiros discípulos. Desde o início, a atividade de Jesus é marcada pela expansão, pelo rompimento de fronteiras e pela abertura a todos os que necessitam de libertação. Já no início de seu ministério, Jesus repete, aos que querem segurá-lo para si, que ele deve pregar também nas outras cidades, e o faz de fato (cf. Mc 1,37-39). Ninguém é dono daquele que traz a Boa-nova do reinado de Deus.

É sobre esse pano de fundo que devemos ver o texto do evangelho de hoje. Depois de ter percorrido a Galileia, Jesus chega à sua cidade paterna, onde vivem seus parentes (ou “irmãos”, como a Bíblia chama os membros do mesmo clã). Segundo Lc 4,16, essa cidade é Nazaré (Lucas coloca esse episódio no início do ministério de Jesus, mencionando que Jesus já operou curas nas outras cidades – cf. Lc 4,23).

A chegada de Jesus à sua cidade se dá depois que ele pregou o reinado de Deus, em forma de parábolas, ao povo de toda a Galileia (cf. Mc 4,1-34). Nessa oportunidade Jesus havia dado a entender que seus verdadeiros irmãos não são necessariamente os parentes, os do seu clã, mas aqueles que escutam sua palavra e cumprem a vontade do Pai, o reinado de Deus (cf. Mc 3,34-35). Depois fez gestos admiráveis, milagres vistosos, que atestavam a sua missão profética, em ambos os lados do mar da Galileia (cf. Mc 5). Até chegar à sua cidade paterna (cf. Mc 6,1).

A reação de seus parentes é reticente, por espanto ou por inveja. Jesus é chamado de “carpinteiro”, alguém que faz telhados ou casas (Mt 13,55 diz “filho do carpinteiro”). Como um carpinteiro pode fazer coisas desse tipo? Mesmo sendo mais do que um escravo ou operário braçal, o carpinteiro, não tendo propriedade, era um sem-terra, um andarilho, que ia de lugar em lugar. O ensinamento admirável e as curas impressionantes, contados nos capítulos anteriores, não eram coisa de carpinteiro! Para um bom entendedor, deviam significar que Deus estava com aquele homem como estava com os profetas Elias e Eliseu, que faziam milagres e sinais. Porém, os habitantes de sua cidadezinha não percebem a realidade por esse viés. Alegam que conhecem os “irmãos” e “irmãs”, ou seja, os membros da família ou clã de Jesus, gente que não tem nada de especial. Alguns desses “irmãos” se tornaram importantes na primeira Igreja, principalmente Tiago e Judas, a quem são atribuídos duas epístolas no Novo Testamento; mas, no momento da pregação de Jesus em Nazaré, eles não tinham nada de especial.

Então Jesus clama sua vocação profética, usando como argumento a afirmação de que o profeta só não é reconhecido em sua própria terra. Os sinais do profeta são os milagres, mas, onde não há desejo desses sinais nem abertura para eles, não adianta fazê-los. Por isso Jesus não pôde fazer ali muitos milagres. Deus não queria. O poder maravilhoso que Deus lhe havia dado não servia para esse público.

Na sequência do Evangelho de Marcos, Jesus aparecerá sempre mais como o profeta rejeitado que, contudo, é o salvador do povo e de todos os seres humanos. Assumindo-se como o servo de Deus, dará sua vida pela multidão (cf. 10,45).

AMBIENTE

O Evangelho de hoje fala-nos de uma visita à “terra” de Jesus. De acordo com Mc 1,9, a “terra” de Jesus era Nazaré, uma pequena vila da Galileia situada a 22 Km a oeste do Lago de Tiberíades. Esta povoação tipicamente agrícola nunca teve grande importância no universo na história do judaísmo… O Antigo Testamento ignora-a completamente; Flávio Josefo e os escritores rabínicos também não lhe fazem qualquer referência. Os contemporâneos de Jesus parecem conceder-lhe escassa consideração (cf. Jo 1,46). Nazaré é, no entanto, a cidade onde Jesus cresceu e onde reside a sua família.

A cena principal que nos é relatada por Marcos passa-se na sinagoga de Nazaré, num sábado. Jesus, como qualquer outro membro da comunidade judaica, foi à sinagoga para participar no ofício sinagogal; e, fazendo uso do direito que todo o israelita adulto tinha, leu e comentou as Escrituras.

O episódio que nos é proposto integra a primeira parte do Evangelho segundo Marcos (cf. Mc 1,14-8,30). Aí, Jesus é apresentado como o Messias que proclama, por toda a Galileia, o Reino de Deus. Na secção que vai de 3,7 a 6,6, contudo, Marcos refere-se especialmente à reacção do Povo face à proclamação de Jesus… À medida que o “caminho do Reino” vai avançando, vão-se multiplicando as oposições e incompreensões face ao projecto que Jesus anuncia. O nosso texto deve ser entendido neste ambiente.

MENSAGEM

Os ensinamentos de Jesus na sinagoga, naquele sábado, deixam impressionados os habitantes de Nazaré, como já tinham deixado impressionados os fiéis da sinagoga de Cafarnaum (cf. Mc 1,21-28). No entanto, os de Cafarnaum, depois de ouvir Jesus, reconheceram a sua autoridade mais do que divina (e que, segundo eles, era diferente da autoridade dos doutores da Lei); os de Nazaré vão chegar a conclusões distintas.

Depois de escutarem Jesus, na sinagoga, os seus conterrâneos traduzem a sua perplexidade através de várias perguntas… Duas das questões postas dizem respeito à origem e à qualidade dos ensinamentos de Jesus (“de onde lhe vem tudo isto? Que sabedoria é esta que lhe foi dada?” – vers. 2); uma outra questão refere-se à qualificação das acções de Jesus (“e os prodigiosos milagres feitos por suas mãos?” – vers. 2).

Numa espécie de contraponto à impressão que Jesus lhes deixou, eles recordam o seu ofício e a “normalidade” da sua família (vers. 3a)… Para eles, Jesus é “o carpinteiro”: não é um “rabbi”, nunca estudou as Escrituras com nenhum mestre conceituado e não tem qualificações para dizer as coisas que diz. Por outro lado, eles conhecem a identidade da família de Jesus e não descobrem nela nada de extraordinário: Ele é o “filho de Maria” e os seus irmãos e irmãs são gente “normal”, que toda a gente conhece em Nazaré e que nunca revelaram qualidades excepcionais. Portanto, parece claro que o papel assumido por Jesus e as acções que Ele realizou são humanamente inexplicáveis.

A questão seguinte (que, no entanto, não aparece explicitamente formulada) é esta: estas capacidades extraordinárias que Jesus revela (e que não vêm certamente dos conhecimentos adquiridos no contacto com famosos mestres, nem do ambiente familiar) vêm de Deus ou do diabo? Desde o primeiro momento, os comentários dos habitantes de Nazaré deixam transparecer uma atitude negativa e um tom depreciativo na análise de Jesus. Nem sequer se referem a Jesus pelo próprio nome, mas usam sempre um pronome para falar d’Ele (Jesus é “este” ou “ele” – vers. 2-3). Depois, chamam-Lhe depreciativamente “o filho de Maria” (o costume era o filho ser conhecido em referência ao pai e não à mãe). Como cenário de fundo do pensamento dos habitantes de Nazaré está provavelmente a acusação feita a Jesus algum tempo antes pelos “doutores da Lei que haviam descido de Jerusalém e que afirmavam: «Ele tem Belzebu! É pelo chefe dos demónios que ele expulsa os demónios»“ (Mc 3,22). Marcos conclui que os habitantes de Nazaré ficaram “escandalizados” (vers. 3b) com Jesus (o verbo grego “scandalidzô”, aqui utilizado, significa muito mais do que o “ficar perplexo” das nossas traduções: significa “ofender”, “magoar”, “ferir susceptibilidades”). Há na vila uma espécie de indignação porque Jesus, apesar de ter sido desautorizado pelos mestres reconhecidos do judaísmo, continua a desenvolver a sua actividade à margem da instituição judaica. Ele põe em causa a religião tradicional, quando ensina coisas diferentes e de forma diferente dos mestres reconhecidos. Conclusão: Ele está fora da instituição judaica; o seu ensinamento não pode, portanto, vir de Deus, mas do diabo. Os conterrâneos de Jesus não conseguem reconhecer a presença de Deus naquilo que Jesus diz e faz.

Jesus responde aos seus concidadãos (vers. 4) citando um conhecido provérbio, mas que Ele modifica, em parte (o original devia soar mais ou menos assim: “nenhum profeta é respeitado no seu lugar de origem, nenhum médico faz curas entre os seus conhecidos”). Nessa resposta, Jesus assume-Se como profeta – isto é, como um enviado de Deus, que actua em nome de Deus e que tem uma mensagem de Deus para oferecer aos homens. Os ensinamentos que Jesus propõe não vêm dos mestres judaicos, mas do próprio Deus; a vida que Ele oferece é a vida plena e verdadeira que Deus quer propor aos homens.

A recusa generalizada da proposta que Jesus traz coloca-o na linha dos grandes profetas de Israel. O Povo teve sempre dificuldade em reconhecer o Deus que vinha ao seu encontro na palavra e nos gestos proféticos. O facto de as propostas apresentadas por Jesus serem rejeitadas pelos líderes, pelo povo da sua terra, pelos seus “irmãos e irmãs” e até pelos da sua casa não invalida, portanto, a sua verdade e a sua procedência divina.

Porque é que Jesus “não podia ali fazer qualquer milagre” (vers. 5)? Deus oferece aos homens, através de Jesus, perspectivas de vida nova e eterna… No entanto, os homens são livres; se eles se mantêm fechados nos seus esquemas e preconceitos egoístas e rejeitam a vida que Deus lhes oferece, Jesus não pode fazer nada. Marcos observa, apesar de tudo, que Jesus “curou alguns doentes impondo-lhes as mãos”. Provavelmente, estes “doentes” são aqueles que manifestam uma certa abertura a Jesus mas que, de qualquer forma, não têm a coragem de cortar radicalmente com os mecanismos religiosos do judaísmo para descobrir a novidade radical do Reino que Jesus anuncia.
Marcos nota ainda a “surpresa” de Jesus pela falta de fé dos seus concidadãos (vers. 6a). Esperava-se que, confrontados com a proposta nova de liberdade e de vida plena que Jesus apresenta, os seus interlocutores renunciassem à escravidão para abraçar com entusiasmo a nova realidade… No entanto, eles estão de tal forma acomodados e instalados, que preferem a vida velha da escravidão à novidade libertadora de Jesus.

Este facto decepcionante não impede, contudo, que Jesus continue a propor a Boa Nova do Reino a todos os homens (vers. 6b). Deus oferece, sem interrupção, a sua vida; ao homem resta acolher ou não esse oferecimento.

ACTUALIZAÇÃO

• O texto do Evangelho repete uma ideia que aparece também nas outras duas leituras deste domingo: Deus manifesta-Se aos homens na fraqueza e na fragilidade. Normalmente, Ele não se manifesta na força, no poder, nas qualidades que o mundo acha brilhantes e que os homens admiram e endeusam; mas, muitas vezes, Ele vem ao nosso encontro na fraqueza, na simplicidade, na debilidade, na pobreza, nas situações mais simples e banais, nas pessoas mais humildes e despretensiosas… É preciso que interiorizemos a lógica de Deus, para que não percamos a oportunidade de O encontrar, de perceber os seus desafios, de acolher a proposta de vida que Ele nos faz…

• Um dos elementos questionantes no episódio que o Evangelho deste domingo nos propõe é a atitude de fechamento a Deus e aos seus desafios, assumida pelos habitantes de Nazaré. Comodamente instalados nas suas certezas e preconceitos, eles decidiram que sabiam tudo sobre Deus e que Deus não podia estar no humilde carpinteiro que eles conheciam bem… Esperavam um Deus forte e majestoso, que se havia de impor de forma estrondosa, e assombrar os inimigos com a sua força; e Jesus não se encaixava nesse perfil. Preferiram renunciar a Deus, do que à imagem que d’Ele tinham construído. Há aqui um convite a não nos fecharmos nos nossos preconceitos e esquemas mentais bem definidos e arrumados, e a purificarmos continuamente, em diálogo com os irmãos que partilham a mesma fé, na escuta da Palavra revelada e na oração, a nossa perspectiva acerca de Deus.

• Para os habitantes de Nazaré Jesus era apenas “o carpinteiro” da terra, que nunca tinha estudado com grandes mestres e que tinha uma família conhecida de todos, que não se distinguia em nada das outras famílias que habitavam na vila; por isso, não estavam dispostos a conceder que esse Jesus – perfeitamente conhecido, julgado e catalogado – lhes trouxesse qualquer coisa de novo e de diferente… Isto deve fazer-nos pensar nos preconceitos com que, por vezes, abordamos os nossos irmãos, os julgamos, os catalogamos e etiquetamos… Seremos sempre justos na forma como julgamos os outros? Por vezes, os nossos preconceitos não nos impedirão de acolher o irmão e a riqueza que Ele nos traz?

• Jesus assume-Se como um profeta, isto é, alguém a quem Deus confiou uma missão e que testemunha no meio dos seus irmãos as propostas de Deus. A nossa identificação com Jesus faz de nós continuadores da missão que o Pai Lhe confiou. Sentimo-nos, como Jesus, profetas a quem Deus chamou e a quem enviou ao mundo para testemunharem a proposta libertadora que Deus quer oferecer a todos os homens? Nas nossas palavras e gestos ecoa, em cada momento, a proposta de salvação que Deus quer fazer a todos os homens?

• Apesar da incompreensão dos seus concidadãos, Jesus continuou, em absoluta fidelidade aos planos do Pai, a dar testemunho no meio dos homens do Reino de Deus. Rejeitado em Nazaré, Ele foi, como diz o nosso texto, percorrer as aldeias dos arredores, ensinando a dinâmica do Reino. O testemunho que Deus nos chama a dar cumpre-se, muitas vezes, no meio das incompreensões e oposições… Frequentemente, os discípulos de Jesus sentem-se desanimados e frustrados porque o seu testemunho não é entendido nem acolhido (nunca aconteceu pensarmos, depois de um trabalho esgotante e exigente, que estivemos a perder tempo?)… A atitude de Jesus convida-nos a nunca desanimar nem desistir: Deus tem os seus projectos e sabe como transformar um fracasso num êxito.

Subsídios:
Evangelho: (Mc 6,1-6) “Um profeta não é desprezado, senão em sua própria terra” – A sequência de milagres Mc 4,35–6,6 (cf. dom. anteriores) termina com a constatação de que Jesus não pôde fazer milagres em sua própria terra e apenas admirar-se da incredulidade de sua gente (6,5-6). Embora surja neles um maravilhamento semelhante ao dos discípulos em 4,41, eles já têm sua resposta pronta (6,2-3). Não admitem que Jesus lhes dê lições, pois o consideram como sendo igual a eles, cegos como são diante dos sinais que ele opera. * Cf. Mt 13,53-58; Lc 4,16-30 * cf. tb. Jo 7,15; 6,42; Mt 8,10.

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A liturgia de hoje mostra a sorte do profeta: rejeição. Tema atual no continente de bispo Romero e de tantos outros mártires da justiça de Deus. Alguns desaparecem até sem deixar traços, mas sabemos que estiveram entre nós (cf. 1ª leitura: Ez 2,5). Ezequiel é enviado a um povo “duro de cerviz”, mesmo enquanto vivendo no exílio (cf. 3,12-15). Como outrora Jeremias (Jr 2,20; 7,24; 22,21; 32.20), Ezequiel lembra a Israel seu passado rebelde. É um povo que se revolta contra Deus e mata seus profetas, inclusive Jesus de Nazaré (cf. Mt 23,33-35; At 7,34.39.51-53 etc.). O profeta deve marcar presença; goste ou não, o povo deve saber que o porta-voz de Deus esteve no meio dele (Ez 2,5). Daí o duplo sabor da missão profética: o profeta tem que comer a palavra de Deus, que é doce como mel, mas causa amargura no profeta (Ez 2,8–3,3; 3,14; cf. Ap 10,8-10). Aceito ou não (Ez 3,11), tem de proclamar, oportuna ou inoportunamente (2Tm 4,2). Profeta não é diplomata. Há um momento em que a palavra deve ser dita com toda a clareza: é o momento do profeta.

O evangelho de Mc descreve a manifestação do “poder-autoridade” em Jesus. Ao revelar seu “poder”, Jesus encontrou aceitação da parte dos humildes, doentes e pecadores, e inimizade junto às autoridades. Agora, chegando à sua terra de origem, Nazaré, encontra tanta incredulidade, que deve dar testemunho contra sua própria gente (evangelho). Por não existir fé, o espírito profético nele não encontra respaldo; quase não lhe é dado operar sinais (Mc 6,5-6). Pois sabemos, pelos evangelhos dos domingos anteriores, que os sinais de Jesus são a revelação, para os que nele acreditam, de sua união com o Pai. A uma geração incrédula não se dá sinal algum (Mc 8,11-14; cf. Mt 12,38-42 e Lc 11,29-32). Mas, mesmo se Jesus não pode fazer milagres em Nazaré, ainda revela sua personalidade. O próprio fato de ser rejeitado demonstra que ele é profeta: é em sua pátria, entre sua gente, que o profeta é rejeitado (cf. Ez 3,6).

A razão por que Jesus não é escutado é a mesquinhez. Gente mesquinha não presta ouvido a quem é da mesma origem. Santo de casa não faz milagre. Para se fazer de importante, gente mesquinha exige coisa importada. Os semi-intelectuais brasileiros adoram o último grito de Paris e Nova Iorque, mas desprezam a cultura autêntica das tradições de seu próprio povo e odeiam a cultura emergente que nasce da base conscientizada e que denuncia a alienação institucionalizada. A flor do orgulho é o espírito estreito e mesquinho, incapaz de admitir que tão perto do brilho enganoso possa florescer flor admirável de verdade.

Devemos ver, também, nas críticas dos nazarenses, as objeções do judaísmo à pregação apostólica. Como pode Jesus ser o Messias, se conhecemos seus parentes até o presente dia? Eles nem mesmo ocupam altos cargos no seu Reino (cf. 10,35-40). A incredulidade de Nazaré representa a incredulidade de uma tradição religiosa e sociológica que não quer mudar seus conceitos a respeito daquilo que Deus deveria fazer. Por isso, Deus também não faz nada: não dá sinal.

A experiência de Paulo (2ª leitura) vai na mesma direção. Paulo descreve as dificuldades de seu apostolado, “gloriando-se” contra aqueles que se gloriam na observância judaica e outros pretextos para destruir a obra da evangelização que ele está realizando. Pede a seus leitores suportar um pouco de loucura da sua parte: seu próprio elogio (2Cor 11,1). Mas que elogio! O currículo de Paulo não está cheio de diplomas, concursos e obras publicadas, mas de loucuras mesmo (11,8.16.29). Gloria-se de sua fraqueza (11,30). Tem um aguilhão na carne, algo misterioso ­– os exegetas falam em doença, prisão, tentações, remorso de seu passado, epilepsia... –, “um anjo de Satanás”, uma provação semelhante à de Jó. Importa o sentido que Paulo lhe dá: impedir que se encha de soberba. O evangelho vale mais que ouro, mas o apóstolo é apenas um recipiente de barro (2Cor 4,6ss). Se ele produz efeito, é o espírito de Deus que o produz. Para o apóstolo, basta a graça, isto é, que Deus realize sua redenção, sem depender de nossas qualidades humanas (embora as utilize e absorva). Em nossa fraqueza é que seu poder se manifesta. Jesus não pôde fazer milagres em Nazaré: fraqueza também. Mas Deus realizou seu plano na suprema “fraqueza” do Cristo: sua morte na Cruz. Junto a ele há lugar para os “fracos”; nele, tornam-se fortes.

SANTO DE CASA...

Santo de casa não faz milagre”.

Os antigos israelitas não gostam quando o profeta Ezequiel denuncia a infidelidade à Lei e à Aliança, infidelidade que provocou a catástrofe do exílio babilônico. Mas, gostem ou não, Ezequiel entrega o recado: “Saberão que há um profeta no meio deles” (1ª leitura). A lembrança dessa pregação constitui o pano de fundo para reler o que ocorreu a Jesus quando foi pregar na sua própria terra, Nazaré, depois de ter percorrido Cafarnaum e as outras cidades da Galileia (evangelho). Os seus conterrâneos não aceitavam que esse jovem que conheceram morando no meio deles como operário braçal lhes pregasse a conversão para participarem do reino de Deus. Alguém que é socialmente inferior dirigir-lhes a palavra, com autoridade, onde é que se viu?! Vale recordar a reação de muitas pessoas quando um operário se candidata a prefeito ou a presidente da República!

O evangelho nos conta ainda que, depois da ciumenta rejeição, Jesus não pôde fazer lá muitos milagres. “Santo de casa...”. Deus não lhe permitiu mais do que isso, pois os milagres são obras de Deus. A limitação dos milagres era um aviso de Deus para evidenciar a incredulidade. Só uns “milagrinhos”, umas curas de doentes... mas não deixava de ser um sinal deixado pelo profeta.

O que ocorreu a Jesus em Nazaré prefigura a rejeição que ele experimentará, poucos meses depois, em Jerusalém. Ali, não apenas recusarão sua palavra, mas o pregarão na cruz. Como ficaria uma visita de Jesus a nós, católicos apostólicos romanos, hoje? Encontraria ouvido? Muitos seguidores conheceram a mesma sorte que Jesus. Pessoas simples, profetas que surgiram levantaram a voz no nosso meio. Foram mortos por denunciarem as desigualdades, as injustiças sociais, a violência no campo e na cidade. Foram mortos por “bons católicos”. Eram considerados pouco importantes, não tinham poder, mas sua palavra tem. Sua voz não se cala, mesmo que estejam mortos. Porque a voz da justiça e da fraternidade é a voz de Deus.

Ao profeta não importam posição social ou eloquência (Jr 1,6). Na 2ª leituraencontramos o currículo de Paulo: não exibe muitos diplomas. Gloria-se em sua fraqueza, pois nela é Deus quem age. Ele só quer anunciar o evangelho do Cristo crucificado e pede que suportemos essa sua loucura. Poder e eloquência não importam. Importa que o profeta seja enviado por Deus. Talvez ele seja um simples operário, pouco refinado e muito chato, porque sempre insiste na mesma coisa. Talvez não faça milagres vistosos, talvez só levante o ânimo de umas poucas pessoas simples. Talvez seja crucificado, figurativamente, pelos que gostam de se mostrar muito religiosos. Mas o que ele fala é palavra de Deus.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

Como seria uma visita de Jesus a nós, católicos do tempo presente? Encontraria ouvidos? Até hoje, muitos seguidores de Jesus conheceram a mesma sorte. Pessoas simples, profetas que surgem, levantando a voz no nosso meio. São mortos por denunciarem as desigualdades, as injustiças sociais, a violência no campo e na cidade. São mortos, às vezes, por “bons católicos”. São considerados pouco importantes, porque não têm poder. Mas sua palavra tem. Sua voz não se cala, mesmo que estejam mortos. Porque a voz da justiça e da fraternidade é a voz de Deus.


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1- Vocação e Missão do Profeta.

O profeta é chamado por Deus para uma missão, quase sempre exigente, trabalhosa e difícil.

Ele deve ter consciência da sua normalidade. Apesar da sua fragilidade, Deus o escolheu e o enviou. A mensagem que irá transmitir não é sua. Por isso se lhe pede escuta, docilidade e fidelidade no anúncio, no ensino e no testemunho.

Perante tal missão e na consciência da sua pobreza e fragilidade ele deve munir-se de profunda confiança em Deus; ser pessoa de oração e de escuta da Palavra de Deus; deve possuir consciência de solidariedade e se preocupar com o destino dos outros. E na fidelidade à verdade da mensagem, estar disponível para se fazer doação total, dando se for necessário, a própria vida.

A mensagem que Deus lhe pede é de convite à conversão, purificador da Aliança, anunciador da santidade e beleza de Deus, trabalhador incansável da dignidade humana, libertador dos esquemas de morte, dinâmico colaborador no apontar para Jesus Cristo.

Quase sempre, na boa tradição profética, o esperará o desprezo, a rejeição, a eliminação, a perseguição e, às vezes, a própria morte.

2- Jesus Cristo: Profeta por excelência.

Jesus Cristo apresenta-se com uma beleza magnífica. O quadro do Evangelho de hoje apresenta-nos a sua dignidade humana, a serenidade e novidade das suas atitudes e palavras, o cumprimento da mais genuína tradição profética.

O filho do carpinteiro, sem nome, talvez a fazer referência a que José já não vivia. E o salientar do «filho de Maria» em que o evangelista apela à sua concepção virginal e sua divindade, realçam quanto o nosso Deus amou a nossa humanidade e se fez igual a nós.

Depois a força reveladora e dinamizadora desse gesto, o «filho do carpinteiro» a traduzir que não são as roupas ou as profissões que traduzem a grandeza da pessoa, mas a sua dignidade e o serviço. Neste gesto de Deus se revoluciona radicalmente a sociedade.

Deus fala-nos por seu Filho. E quantas vezes o Pai dá testemunho d’Ele e nos pede para O escutarmos! E também o Espírito Santo dá testemunho ao conduzir-nos ao acto mais belo da nossa fé: crer que Jesus Cristo é o verdadeiro Filho de Deus e Filho de Maria. E Paulo nos dá um testemunho belo de profunda confiança e entrega.

Em Cristo mensageiro e mensagem se identificam. Ele comunica por palavras e por gestos a novidade do amor de Deus.

3- A missão profética, hoje.

A Palavra de Deus chega hoje até nós através da palavra humana, de pessoas que apresentam garantias e são testemunhas credíveis.

Pelo baptismo, em nós nasceu a vocação de profeta. Ser pessoa em quem Deus confia os seus mistérios de amor: anunciando e denunciando; construindo e destruindo.

O encontro com Cristo não é um acontecimento meramente pessoal, fechado no âmbito de uma espiritualidade amuralhada e egoísta. Pelo contrário o encontro e a relação pessoal com Cristo é dinamismo de caminhada, de construção e de anúncio de uma maravilhosa noticia: o Evangelho ao serviço e como proposta para todos.

A consciência de ser profeta desperta a pessoa para um cristianismo vivo, dinâmico e audaz. Um cristianismo dos sentidos, isto é, tudo deve ser afirmação responsável da realização do projecto de Deus. Todos os sentidos devem estar despertos para auscultar os sinais, pelo impulso do Espírito Santo, e serem colocados ao serviço eficiente do Evangelho. Também a inteligência especulativa e emocional devem ser «centrais» dinamizadoras da inteligibilidade da fé e de propostas sérias e convincentes do Evangelho. Mas sobretudo uma vida de autêntica fé que leva a ultrapassar as dificuldades com o júbilo do Espírito Santo. E necessariamente a vida de oração, beleza da vida pessoal e comunitária com os «olhos» e «coração» de Deus.

A nossa vida e missão devem ser compromisso e consciência de que somos enviados a um mundo, muitas vezes, fechado à fé, fechado a Cristo. E ter em conta que apesar das nossas limitações e fragilidades Deus quer contar connosco, desde que nós contemos com Ele.

Mas é preciso ser profeta para ser livre! Convidar à conversão, chamando o pecado pelo seu nome, assinalar os perigos, enfrentar os poderosos ou esquemas de pecado exige verdadeira liberdade. Liberdade dos filhos de Deus!

Ao profeta não se lhe pedem frutos, mas que seja fiel e que se apresente como profeta para que vejam que há um profeta entre eles.

Também não se pode esperar reconhecimento e gratidão. Esse, se Deus quiser, virá mais tarde, traduzindo e gravando, como a palavra foi guardada, acolhida e companheira de caminhada, no mais aparente fracasso!

É um convite fantástico a aceitarmos a graça de Deus. Só n’Ele tudo podemos e a obra não é nossa! Somos, tantas vezes, tentados em colocar o êxito nas técnicas e nos talentos naturais, quando na verdade só Deus basta e quem a Deus tem nada lhe falta.

Maria de Nazaré é modelo do profeta. Ela ensina, educa, cultiva com a sabedoria profunda e com um jeito magnífico de pedagoga: Mãe.


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 14º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. BILHETE DE EVANGELHO.
Os ouvintes estão admirados, chocados… Como poderia Jesus fazer milagres quando se punha em dúvida as suas palavras de profeta e os seus actos de salvador? Com efeito, os seus conterrâneos olham-n’O apenas com os olhos de carne, só vêem n’Ele o filho do carpinteiro com quem tinham jogado, trabalhado, escutado a lei na sinagoga… Não reconhecem n’Ele o enviado de Deus. Falta-lhes o olhar da fé para ler no seu ensino a mensagem de Deus e nos seus milagres sinais do Todo-Poderoso. E quanto a nós, como está o nosso olhar de fé, ao vermos Jesus e os seus sinais de salvação?

3. À ESCUTA DA PALAVRA.
Testemunho profético… Afinal, o que é um profeta? A ideia mais espalhada é que é alguém que prevê e anuncia o futuro. Esses profetas não faltam hoje… Ora, como Ezequiel, o verdadeiro profeta está habitado, em primeiro lugar, pelo Espírito Santo, para ser em seguida enviado aos seus irmãos em humanidade e lhes anunciar a Palavra de Deus. Mas não se trata de uma missão de descanso! A Palavra de Deus inquieta sempre, porque convida os homens a descentrarem-se de si mesmos. Ezequiel é enviado a um povo de rebeldes, que têm o rosto duro e o coração obstinado. Nestas circunstâncias, não é fácil fazer-se ouvir. A missão do profeta não é prazer. Jesus fez a experiência… Basta ver a atitude dos seus conterrâneos… A própria família tinha tentado impedi-lo de falar. Ora, pelo nosso baptismo e confirmação, todos somos chamados a ser profetas, a deixarmo-nos habitar pelo Espírito, pela Palavra de Deus, para nos tornarmos arautos e testemunhas onde vivemos. O Concílio Vaticano II, recuperando esta missão profética dos baptizados, declara que estes últimos recebem todos o sentido da fé e a graça da palavra, a fim de que brilhe na sua vida quotidiana a força do Evangelho. Os cristãos não devem esconder este testemunho e esta palavra no segredo do seu coração, mas devem exprimi-lo também através das estruturas da vida do mundo. Há que tomar a sério esta missão profética!

4. PARA A SEMANA QUE SE SEGUE…
A cada um o seu chamamento… Cada um de nós pode reflectir qual é o chamamento pessoal do Senhor, à volta de três palavras: vocação – graça – dificuldades. Qual é a minha vocação, a que é que Deus me chama, aonde me envia? Como se manifesta em mim a sua graça? Quais as dificuldades que encontro, como as ultrapassar? Viveremos então, no recomeço do ano, um novo início de caminhada.

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Fazei, Senhor, que a oblação consagrada ao vosso nome nos purifique e nos conduza, dia após dia, a viver mais intensamente a vida da graça. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

SANTO: A. Cartageno, Suplemento ao CT

Monição da Comunhão: Aceitar o desafio de comungar Jesus Cristo, Filho de Deus e Filho de Maria, exige de nós coerência, dinamismo e o compromisso com o seu Reino. Ser discípulo de Jesus Cristo, abrir de par em par as portas à sua maravilhosa presença, à novidade da sua mensagem, deve levar-nos a que publicamente, testemunhemos este Amor que impele a nossa vida pelo mistério da sua graça.

Salmo 33, 9
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Saboreai e vede como o Senhor é bom, feliz o homem que n’Ele se refugia.

ou Mt 11, 28
Vinde a Mim, todos vós que andais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei, diz o Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Senhor, que nos saciastes com estes dons tão excelentes, fazei que alcancemos os benefícios da salvação e nunca cessemos de cantar os vossos louvores. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

RITOS FINAIS

Monição final: É neste mundo e a este mundo que me é proposto ser discípulo de Jesus. Um mundo, às vezes, hostil a Cristo. Na sedução misteriosa do convite e chamamento do Senhor; na disponibilidade e docilidade ao Espírito Santo que me faz ser bom ouvinte, bom orante, bom colaborador; na acção da graça de Deus e na visão divina de não temer o aparente fracasso; na amorosa presença e conselho que a Mãe de Jesus me dirige, vou viver o cristianismo como algo dinâmico e comprometido.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

TEMPO PASCAL

14ª SEMANA

2ª Feira: Entrar em contacto com o Senhor.

Gen 28, 10-22 / Mt 9, 18-26
Pois dizia consigo: Se eu, ao menos, lhe tocar na capa, ficarei curada.

Todos precisamos aproximar-nos do Senhor e tocar-lhe (cf Ev). As doenças da nossa alma, as feridas da luta interior, assim o exigem. Isso acontece quando recebemos os Sacramentos (Na comunhão sacramental tocamos no corpo de Cristo; na Confissão são-nos aplicados os méritos da Paixão de Cristo); e também quando oramos. Deus entrou em contacto com Jacob através de um sonho, renovando uma promessa. E Jacob reconheceu essa presença de Deus: «Realmente o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia» (Leit).

3ª Feira: Oração e desígnios de Deus.

Gen 32, 22-32 / Mt 9, 32-38
Jacob ficou para trás sozinho. Então alguém lutou com ele até ao romper da aurora.

«A Tradição espiritual da Igreja divisou nesta narrativa o símbolo da oração como combate da fé e vitória da perseverança (Leit)» (CIC, 2573). Como fruto da sua petição, Jacob recebeu uma bênção de Deus e viu-o face a face (cf Leit). Jesus, o Bom Pastor, tem grande compaixão das multidões ignorantes, que precisam de ajuda. E anima-os a pedir na oração que haja muitos trabalhadores para a messe: «Jesus exorta os seus discípulos a levar para a oração esta solicitude em cooperar como desígnio de Deus (Ev)» (CIC, 2611).

4ª Feira: Alimentos para matar a fome de Deus.

Gen 41, 55-57; 42, 5-7. 17-24 / Mt 10, 1-7
Ide a José e fazei o que ele vos disser…Disse-lhes José: Fazei o que vou dizer-vos e haveis de viver.

Em todo o mundo há esta mesma fome de Deus. E o Senhor dá-nos igualmente os alimentos adequados: a Palavra e o Pão. Assim o afirmou no discurso de Cafarnaum: A minha carne é verdadeiramente comida (cf Jo 6, 55). Jesus enviou os Doze, pedindo-lhes que pregassem a proximidade do reino de Deus. E agora, «todos os homens são chamados a entrar no reino… Para ter acesso a ele, é preciso acolher a palavra de Deus» (CIC, 543). Recebamos com agradecimento estes alimentos de Deus, pelo menos, como recebemos os alimentos humanos.

5ª Feira: O recurso ao Médico divino.

Gen 44, 18-21. 23-29; 45, 1-5 / Mt 10, 7-15
Disse Jesus aos Apóstolos: Ide pregar, anunciando que está próximo o reino dos Céus. Curai os enfermos.

«’Curai os enfermos’ (Ev). (A Igreja) crê na presença vivificante de Cristo, médico das almas e dos corpos, presença que age particularmente através dos sacramentos e, de modo muito especial, da Eucaristia, pão que dá a vida eterna» (CIC, 1509). Se quisermos ser curados das doenças da alma, precisamos recorrer ao Médico divino, tomando estes remédios que nos são aconselhados. Também José matou a fome dos egípcios e da sua família: «foi para poupar as vossas vidas que Deus me enviou à vossa frente» (Leit).

6ª Feira: O que os olhos e a fé ajudam a ver.

Gen 46, 1-7. 28-30 / Mt 10, 16-23
Jacob disse a José: Agora sim, já posso morrer, porque vi o teu rosto e tu ainda estás vivo.

Palavras semelhantes foram ditas por Simeão, quando acolheu o Menino, nos braços de Maria: «porque os meus olhos viram a vossa salvação» Precisamos igualmente ver Jesus com olhos da fé: «Porque sem fé não é possível agradar a Deus e chegar a partilhar a condição de filhos seus; ninguém jamais pode justificar-se sem ela e ninguém que ‘não persevere nela até ao fim’ (Ev) poderá alcançar a vida eterna» (CIC, 161). Deus é fiel e nunca nos abandonará. Procuremos ter n’Ele uma confiança e fé plenas.

Sábado: S. Bento: Reconstrução das raízes cristãs.

Prov 2, 1-9 / Mt 19, 27-29
E todo aquele que tiver deixado casa, irmãos… por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna.

S. Bento contribuiu enormemente para a implantação das raízes cristãs nos países que hoje constituem a Europa. Por isso, foi nomeado Padroeiro deste continente pelo Papa Paulo VI. Ouviu o chamamento do Senhor e deixou tudo por causa d’Ele (cf Ev). Recebeu do Senhor a sabedoria, o saber e a razão (cf Leit). E nós recebemos uma esplêndida herança. Para reconstruirmos as raízes cristãs no nosso país, sejamos fiéis à nossa vocação cristã: «Ele guarda os caminhos dos que lhe são fiéis» (Leit).

Celebração e Homilia: ARMANDO RODRIGUES DIAS
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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