ACESSO À PÁGINA DE ENTRADA DO SITE! Brasil... Meu Brasil brasileiro... NPD Sempre com você... QUE DEUS NOS ABENÇOE!
ESPECIALIDADE EM FAZER AMIGOS
AME SUA PÁTRIA!
Voltar para Home Contato Mapa do Site Volta página anterior Avança uma página Encerra Visita

NADA PODE DETER O BRASIL, O BRASIL SOMOS NÓS!

 
Guia de Compras e Serviços

ROTEIRO HOMILÉTICO

Faça sua busca na Internet aqui no NPDBRASIL
Pesquisa personalizada

FAÇA UMA DOAÇÃO AO NPDBRASIL...
AJUDE-NOS A CONTINUAR NOSSA OBRA EVANGELIZADORA!
A Comunidade NPDBRASIL precisa de você!
Clique aqui e saiba como fazer ou clique no botão abaixo...



Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.org.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


04.12.2016
2º DOMINGO DO ADVENTO — ANO A
( ROXO, CREIO, PREFÁCIO DO ADVENTO I – II SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "Reino de Deus: palavra-chave do Evangelho" __

(Acender a segunda das quatro velas da coroa do Advento)

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO (11.12.2016)

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Fala-se muito em mudança de estrutura na sociedade civil e no corpo da Igreja. Mas as estruturas não mudam se não mudar o coração humano. A mudança do coração do homem chama-se conversão. Ela é parte essencial do cristianismo. Ela é pressuposição para as mudanças socipolíticas. Já a Conferência de Medelín lembrava: “A grande originalidade da mensagem cristã não está na afirmação de uma mudança de estruturas, mas na insistência da conversão do homem, conversão que vai exigir, depois, a mudança”. Peçamos, pois, a graça de viver sinceramente a nossa fé em todos os momentos de nossa vida.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, Cristo Senhor, que vem ao nosso encontro neste santo tempo do Advento, é nosso Salvador e nós queremos experimentá-lo nesta Santa Ceia, memorial da entrega que Ele fez de sua vida por nós. Em Jesus, o sonho lindo de Deus é revelado: Ele nos quer ver salvos e na paz! Que esta Eucaristia sustente nossa esperança e não nos deixe desanimar na espera da chegada de nosso Redentor.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER:Deus vem, portador de salvação para todos. A mensagem que acompanha sua vinda fala de paz e reconciliação. Isaías (1ª leitura) a simboliza apresentando o que se passa entre inimigos "naturais" que luta pela sobrevivência; é real e simbólica ao mesmo tempo a mensagem apresentada pelo Apóstolo (2ª leitura) entre inimigos "culturais", que se opõem por diversidade de religião. A reconciliação, que se faz na comunidade cristã, entre os que provêm do judaísmo e os do paganismo, está sempre sujeita à precariedade, ao equilíbrio instável; existe no presente e se entrega à esperança quanto ao futuro. É todavia o sinal de um mundo reconciliado em Cristo, onde não se levam em conta os privilégios de raça ("somos filhos de Abraão": evangelho) e tudo o que separa; só o que une é levado em conta: a fé no único Senhor e Salvador.

Sintamos o júbilo real de Deus em nossos corações e cheios dessa alegria divina entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/4dezembrosegundodomingodoadvento2016.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/af_03_2o_domingo_do_advento.pdf


TEMA
PREPARAÇÃO PARA O NATAL

Créditos:Utilizamos aqui parte do texto da Revista Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- Autoria do Roteiro Homilético da Paulus para o período de Setembro/Outubro-2016: Pe. Johan Konings, sj Nascido na Bélgica, reside há muitos anos no Brasil, onde leciona desde 1972. É doutor em Teologia e licenciado em Filosofia e em Filologia Bíblica pela Universidade Católica de Lovaina. Atualmente, é professor de Exegese Bíblica na Faje, em Belo Horizonte. Entre outras obras, publicou Descobrir a Bíblia a partir da liturgia; A Palavra se fez livro; Liturgia dominical: mistério de Cristo e formação dos fiéis – anos A-B-C; Ser cristão; Evangelho segundo João: amor e fidelidade; A Bíblia nas suas origens e hoje. E-mail: konings@faculdadejesuita.edu.br

Introdução da Revistal Vida Pastoral

Preparados para o Natal?

Os noticiários já falam nas previsões para o Natal deste ano, se será bom ou ruim, melhor, igual ou mais fraco que o do ano passado. Isso para o comércio, que, sem dúvida, já se preparou de acordo com as previsões mais realistas. Esse Natal é um grande motor da economia, é a grande festa do consumo, a grande festa do capitalismo.

O nosso preparar-nos para a vinda do Senhor é outra coisa. Neste domingo, já aparece a figura de João Batista, o anticonsumo. A austeridade com que ele se apresenta, a sua roupa e sua comida já revelam sua mensagem: mudar de mentalidade.

A palavra grega metanoia, que, nos três primeiros Evangelhos, resume a pregação de João e também a de Jesus, é fácil de entender. Meta é o mesmo prefixo grego que encontramos em “metamorfose”, indica mudança, significando aqui “mudança de forma”. Noia nós conhecemos de “paranoia” e refere-se à cabeça. Metanoia é, então, “mudança de cabeça”, mudança de mentalidade, de maneira de pensar e agir.

Assim, a nossa preparação para a vinda do Senhor – não apenas para a celebração do nascimento de Jesus – vai remar contra a corrente do capitalismo, que governa o nosso mundo. E essa corrente não é um filete de água, mas um caudal imenso, que vai arrastando tudo com sua força avassaladora. É contra essa corrente que remamos.

Diz a antiga fábula: o lobo e o cordeiro foram ao mesmo córrego beber água. Vendo o cordeiro, o lobo diz: “Vou te matar porque estás sujando a minha água!”. O cordeiro responde: “Não pode ser, eu estou mais embaixo, a água está correndo daí para cá”. O lobo diz: “Então eu vou te devorar porque na semana passada teu pai me insultou!”. “Não pode ser”, responde o cordeiro, “faz dois meses que meu pai morreu.” “Ah! Se não foi teu pai, foi teu irmão, teu tio...” E avançou sobre o cordeiro. O fabulista conclui: “O mais forte sempre acha uma razão para devorar o mais fraco”. Não será esse o princípio que governa o nosso mundo?

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia deste domingo convida-nos a despir esses valores efémeros e egoístas a que, às vezes, damos uma importância excessiva e a realizar uma revolução da nossa mentalidade, de forma a que os valores fundamentais que marcam a nossa vida sejam os valores do “Reino”.

Na primeira leitura, o profeta Isaías apresenta um enviado de Jahwéh, da descendência de David, sobre quem repousa a plenitude do Espírito de Deus; a sua missão será construir um reino de justiça e de paz sem fim, de onde estarão definitivamente banidas as divisões, as desarmonias, os conflitos.

No Evangelho, João Baptista anuncia que a concretização desse “Reino” está muito próxima… Mas, para que o “Reino” se torne realidade viva no mundo, João convida os seus contemporâneos a mudar a mentalidade, os valores, as atitudes, a fim de que nas suas vidas haja lugar para essa proposta que está para chegar… “Aquele que vem” (Jesus) vai propor aos homens um baptismo “no Espírito Santo e no fogo” que os tornará “filhos de Deus” e capazes de viver na dinâmica do “Reino”.

A segunda leitura dirige-se àqueles que receberam de Jesus a proposta do “Reino”: sendo o rosto visível de Cristo no meio dos homens, eles devem dar testemunho de união, de amor, de partilha, de harmonia entre si, acolhendo e ajudando os irmãos mais débeis, a exemplo de Jesus.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
Clique no link abaixo do texto e faça sua assinatura
.

O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

ASSINAR O PERIÓDICO

UMA VISITA MUITO ESPECIAL

Quando tem um amor ausente e aguarda a sua volta, o coração de quem espera fica ansioso. De tanto aguardar, vive como que a antecipação da alegria. A plenitude se dá no dia da chegada. O mesmo se pode dizer de uma mulher grávida: ela faz o pré-natal, prepara o enxoval, acompanha todo o desenvolvimento da gravidez e espera ansiosa o dia do nascimento do filho. O grande dia!

No Advento, quem chega é Jesus, o esperado. Estamos aguardando sua vinda, por isso este é um tempo de preparação. Daí a figura de João Batista na liturgia de hoje, anunciando com ousadia a vinda do Senhor e denunciando com coragem os que vivem uma fé de aparência e oprimem os pequenos. O reino de Deus que se aproxima exige mudança de atitude.

Nesse sentido, preparar a vinda do Senhor é olhar para dentro de nós mesmos e dar-nos conta do que deve ser mudado. E, mais que isso, é olhar em nossa volta e perceber que o mundo não está de acordo com o projeto de Deus.

Advento é transformação por meio da preparação do caminho do Senhor. Quem espera o Cristo não concorda com um mundo violento, que desrespeita os direitos das crianças.

Ele nos visita quando as crianças são compreendidas e protegidas. Quando são bem cuidadas e não passam fome nem frio. Quando se alimentam dignamente, moram em casas confortáveis, estudam em escola de qualidade e usufruem tempo suficiente para brincar. E, acima de tudo, quando ninguém lhes impõe medo.

A visita especial ocorre quando se respeita o direito e a identidade dos jovens. Quando lhes são oferecidas oportunidades de desenvolvimento profissional e de realização de seus sonhos. Quando
eles têm referências na vida e guiam seus sonhos com valores consistentes. A visita se dá quando nenhuma droga destrói a esperança da juventude.

A visita chega quando a família, a sociedade e o Estado cuidam de seus idosos, garantindo-
lhes o direito à vida. Quando o poder público assegura ao idoso condições de vida digna, com respeito à sua liberdade e autonomia.

A visita chega quando endireitamos as veredas do caminho do Senhor. Quando cuidamos da vida. Esse cuidado passa por todos os estágios da vida humana e pela proteção da criação de Deus em geral. O Advento é espaço de gestação de um novo tempo na terra. Vem, Senhor Jesus!

Pe. Antonio Iraildo Alves de Brito, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
Clique no link abaixo do texto e faça sua assinatura
.

O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

ASSINAR O PERIÓDICO

.............................

.............................


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
Clique no link abaixo do texto e faça sua assinatura
.

O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

ASSINAR O PERIÓDICO

Ficai atentos, pois o Senhor virá!
Iniciamos novo ano litúrgico com o tempo do Advento, que nos motiva a nos prepararmos para a chegada de Jesus, o salvador da humanidade. A liturgia de hoje nos convoca à vigilância, para recebermos com prontidão e amor o Filho de Deus, a grande luz que virá no Natal.

2711

COMPROMISSO DA SEMANA: Como preparação para celebrar o Natal de Jesus, que tal combinar com a(o) catequista e os colegas uma visita a uma pessoa doente da comunidade?


RITOS INICIAIS

 Is 30, 19.30
Antífona de entrada: Povo de Sião: eis o Senhor que vem salvar os homens. O Senhor fará ouvir a sua voz majestosa na alegria dos vossos corações.

Não se diz o Glória.

Introdução ao espírito da Celebração
No Evangelho desta Eucaristia, São João Baptista faz este apelo: «Arrepende-vos», isto é, reconhecei que sois pecadores, reconhecei que tendes pecados e, com a ajuda de Jesus, procurai obter o perdão dos pecados. Jesus veio ao mundo para tirar o pecado do mundo. Sendo assim, o verdadeiro arrependimento levar-nos-á a uma confissão bem feita. Nesta quadra do Advento, sobretudo a partir do dia 10 de Dezembro, os sacerdotes estarão muitas horas no confessionário. Natal sem confissão e comunhão Eucarística não é verdadeiro Natal.

Oração colecta: Concedei, Deus omnipotente e misericordioso, que os cuidados deste mundo não sejam obstáculo para caminharmos generosamente ao encontro de Cristo, mas que a sabedoria do alto nos leve a participar no esplendor da sua glória. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Isaías, neste texto Messiânico, apresenta Jesus como: «Aquele que julgará os infelizes com justiça e com sentenças rectas os humildes do povo».

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Isaías 11,1-10

Leitura do livro do profeta Isaías. Naqueles dias, 11 1 um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. 2 Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor ao Senhor. 3 (Sua alegria se encontrará no temor ao Senhor.) Ele não julgará pelas aparências, e não decidirá pelo que ouvir dizer; 4 mas julgará os fracos com eqüidade, fará justiça aos pobres da terra, ferirá o homem impetuoso com uma sentença de sua boca, e com o sopro dos seus lábios fará morrer o ímpio. 5 A justiça será como o cinto de seus rins, e a lealdade circundará seus flancos. 6 Então o lobo será hóspede do cordeiro, a pantera se deitará ao pé do cabrito, o touro e o leão comerão juntos, e um menino pequeno os conduzirá; 7 a vaca e o urso se fraternizarão, suas crias repousarão juntas, e o leão comerá palha com o boi. 8 A criança de peito brincará junto à toca da víbora, e o menino desmamado meterá a mão na caverna da áspide. 9 Não se fará mal nem dano em todo o meu santo monte, porque a terra estará cheia de ciência do Senhor, assim como as águas recobrem o fundo do mar. 10 Naquele tempo, o rebento de Jessé, posto como estandarte para os povos, será procurado pelas nações e gloriosa será a sua morada.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

O texto da leitura é um dos mais belos poemas do messianismo davídico, e uma das mais notáveis profecias messiânicas de todo o A.T.; faz parte do chamado «Livro do Emanuel», sete capítulos de Isaías de singular densidade messiânica (Is 6 – 12).

«Jessé» (Yixái, na Bíblia hebraica) é o pai de David, o «tronco» que deu origem a um «rebento», um ramo, que é o Messias, Jesus Cristo.

2 «Sobre ele repousará o Espírito do Senhor» (cf. Mt 3, 16; Lc 4, 18). Neste texto fundamenta-se o número septenário da Teologia dos dons do Espírito Santo. Podia alguém estranhar que na tradução não se fale do «espírito de piedade», como na tradução dos LXX e na Vulgata. Mas a letra do original hebraico (sem variantes) não regista a «piedade», tendo sido seguido pela Neovulgata e pela nossa tradução litúrgica. No entanto o suposto acrescento (para se obter o número 7, número de plenitude) da tradução grega dos LXX e da latina de S. Jerónimo não é arbitrário; com efeito, há no original hebraico uma repetição do «temor de Deus», nos vv. 2 e 3, e o termo hebraico «yiráh» tanto pode significar «reverência» como «temor», e daí a tradução no v. 2 por «piedade» e no v. 3 por «temor». Como o espírito do temor de Yahwéh de que aqui se fala é sem dúvida o do temor filial, pode considerar-se legítimo o desdobramento ou explicitação feita pelo tradutor grego dos LXX (que alguns antigos e modernos consideram inspirado), no que foi seguido por S. Jerónimo, na Vulgata.

5 A figura da «faixa» e da «cintura» é um hebraísmo com que se designa a actividade, uma vez que estas se costumam usar para cingir a roupa a fim de se trabalhar mais expeditamente. A expressão corresponde pois a dizer que o Messias «actuará com justiça e lealdade».

6-9 A paz que trará o Messias é descrita deste modo paradisíaco e idílico tão belo, diríamos que ideal e utópico. No entanto, a paz que Cristo traz aos corações e à própria Humanidade supera o que as imagens fazem supor: é «um rio de paz» (cf. Is 66, 12).

10 «A raiz de Jessé», isto é, o Messias, descendente do rei David, filho de Jessé, unirá todos os povos sob um único estandarte, daí o chamar-lhe a «bandeira dos povos» (gentios), que serão atraídos («virão procurá-la») a Cristo na sua Igreja.

..........

Isaías depositava grande esperança no futuro rei. Com ele, a lei do mais forte vai acabar, pois tanto o rei como o país inteiro, todos vão defender os fracos. Deixaremos, então, de ser bichos uns para os outros. Isso resume o belo texto de Isaías, motivo de muitos cânticos de Advento.

Isaías era familiar ao palácio de Acaz e conhecia bem seu filho Ezequias, em quem depositava grande confiança. Ezequias foi realmente um dos melhores reis de Judá, mas o poema de Isaías que expressa sua confiança nele vai muito além.

A dinastia de Davi, o filho de Jessé, estava enfraquecida, quase liquidada diante do poderio crescente da Assíria. Falando em ramo familiar, o de Jessé estava reduzido a quase nada, a um toco cortado quase rente ao chão. Como de uma velha parreira decepada, do toco ou até das raízes, ainda pode surgir um broto novo, assim também surge aqui o broto novo do ramo familiar de Jessé.

O Espírito do Senhor lhe dará as qualidades dos famosos antepassados, a sabedoria e a perspicácia de Salomão, as qualidades bélicas de prudência e ousadia de Davi, e ainda vai lhe acrescentar outras duas: o temor e o conhecimento de Javé. O próprio texto vai explicar o que é “temor de Javé”: é não julgar por interesses escusos (v. 3), mas fazer justiça aos fracos e castigar o opressor. “Conhecer Javé”, Jeremias explica em 22,15-16. É praticar o direito e a justiça, fazer justiça ao humilde, ao indigente.

Inspirado no temor de Javé, o novo rei vai acabar com a estória do lobo e do cordeiro, quando o mais forte sempre tem razão e sempre encontra um motivo para devorar o mais fraco. Então, “o lobo será hóspede do cordeiro, o leopardo vai se deitar ao lado do cabrito...”. As pessoas deixam de ser bichos umas para as outras.

Inspirado no temor de Javé, ele vai usar de sua autoridade para fazer justiça ao fraco e reprimir o opressor. Assim, o resultado será que, não só ele, mas o país inteiro estará inundado do “conhecimento de Javé”, todos sabendo respeitar os direitos dos fracos.

Aquilo em que o profeta foi além em seu poema ficou como esperança messiânica, esperança de um salvador definitivo para o porvir. Será que o Cristo já realizou isso?

AMBIENTE

A primeira leitura apresenta-nos um poema que alimenta o sonho do regresso a essa época ideal do reinado de David e que dá fôlego à corrente messiânica.

Não é claro o enquadramento histórico em que este oráculo aparece. Para alguns autores, contudo, este poema (e outros semelhantes) surge na fase final da actividade profética de Isaías…

Quando o rei Ezequias atingiu a maioridade e começou a dirigir os destinos de Judá (por volta de 714 a.C.), preocupou-se em consolidar uma frente anti-assíria (a potência que, nessa época, ameaçava os países da zona), com o Egipto, a Fenícia e a Babilónia. Isaías condenou essas iniciativas… Elas significavam um colocar a confiança e a esperança no poder de exércitos estrangeiros, negligenciando o poder de Jahwéh: eram, portanto, um grave sinal de infidelidade ao Deus de Judá. Essas iniciativas, na opinião do profeta, não poderiam conduzir senão à ruína da nação… De facto, as previsões funestas de Isaías realizaram-se quando Senaquerib invadiu Judá, cercou Jerusalém e obrigou Ezequias a submeter-se ao poderio assírio (701 a.C.).

Por essa altura, desiludido com a política dos reis de Judá, o profeta teria começado a sonhar com um tempo novo, sem armas e sem guerras, de justiça e de paz sem fim. Tal “reino” só poderia surgir da iniciativa de Jahwéh (os reis humanos de há muito que se haviam revelado incapazes de conduzir o Povo em direcção a um futuro de paz); e o instrumento de Jahwéh na implementação desse “reino” seria, na opinião do profeta, um descendente de David. Este texto será, talvez, dessa época em que a profecia e o sonho de um mundo melhor se combinam.

MENSAGEM

Na primeira parte do poema (vers. 1-5), o profeta apresenta a personagem que será o instrumento de Deus na realização desse “reino” de justiça e de paz…

Em primeiro lugar, o profeta anuncia que esse instrumento de Deus virá “da raiz de Jessé”. Jessé era o pai de David; portanto, ele será da descendência de David (o que nos liga à promessa feita por Deus a David – cf. 2 Sm 7) e, presumivelmente, fará voltar esse tempo ideal de bem-estar, de abundância e de paz que o Povo de Deus conheceu durante o reinado ideal de David.

Em segundo lugar, essa personagem será animada pelo Espírito de Deus (“ruah Jahwéh”). É o mesmo Espírito que ordenou o universo na aurora da criação (cf. Gn 1,2), que animou os heróis carismáticos de Israel (cf. Jz 3,10; 6,34; 11,29), que inspirou os profetas (cf. Nm 11,17; 1 Sm 10,6.10; 19,20; 2 Sm 23,2; 2 Re 2,9; Mi 3,8; Is 48,16; 61,1; Zac 7,12). Esse Espírito confere a esse enviado de Deus as virtudes eminentes dos seus antepassados: sabedoria e inteligência como Salomão, espírito de conselho e de fortaleza como David, espírito de conhecimento e de temor de Deus como os patriarcas e profetas (aos seis dons aqui enunciados, a tradução grega dos “Setenta” acrescentará a “piedade”: é esta a origem da nossa lista dos sete dons do Espírito Santo).

Da plenitude dos carismas brota o exercício da justiça e a construção de um “reino” onde os direitos dos mais pobres são respeitados e onde os oprimidos conhecerão a liberdade e a paz. Desse “reino” serão excluídas, definitivamente, a injustiça, a mentira, a opressão… Tal será o “reino” que o “messias” virá inaugurar.

Na segunda parte do oráculo (vers. 6-9), o profeta apresenta – recorrendo a imagens muito belas – o quadro desse mundo novo que o “Messias” vai instaurar. A revolta do homem contra Deus (cf. Gn 3) havia introduzido no mundo factores de desequilíbrio que quebraram a harmonia entre o homem e a natureza (cf. Gn 3,17-19), entre o homem e o seu irmão (cf. Gn 4)… Mas agora o “Messias” trará a paz e, dessa forma, cumprir-se-á o projecto inicial que Deus tinha para o mundo e para o homem: os animais selvagens e os animais domésticos viverão em harmonia (o lobo e o cordeiro; a pantera e o cabrito, o bezerro e o leão; a vaca e o urso) e todos eles estarão submetidos ao homem (representado pela criança – isto é, o homem na sua fragilidade máxima). A própria serpente (o animal que despoletou a desarmonia universal, ao estar na origem do afastamento do homem do Deus criador) comungará desta harmonia e desta paz sem fim: é a superação total do desequilíbrio, do conflito, da divisão que o pecado do homem introduziu no mundo.

Destruídas as inimizades, superadas as desarmonias, o homem viverá em paz, em comunhão total com o seu Deus (vers. 9). No primeiro paraíso, o homem escolheu ser adversário de Deus e escolheu viver no orgulho e na auto-suficiência; agora, por acção do “Messias”, ele regressou à comunhão com o seu criador e passou a viver no “conhecimento de Deus”. É o regresso ao paraíso original.

ACTUALIZAÇÃO

Para a reflexão, considerar as seguintes questões:

• Para nós, cristãos, Jesus Cristo é o “Messias” que veio tornar realidade o sonho do profeta. Ele iniciou esse “reino” novo de justiça, de harmonia, de paz sem fim… Cheio do Espírito de Deus, Ele passou pelo mundo convidando os homens a tornarem-se “filhos de Deus” e a viverem no amor, na partilha, no dom da vida… Nós, seguidores de Jesus, temos dado um contributo efectivo para que o “Reino” se torne realidade no mundo?

• A Igreja deve ser o sinal vivo desse “reino” novo de justiça e de paz… É isso que acontece? Ela tem anunciado – com palavras e com gestos – o projecto de Jesus? As nossas comunidades cristãs e religiosas dão testemunho de harmonia, de entendimento, de amor sem limites?

• Que a realidade do “Reino” se concretize ou não, depende também daquilo que faço ou não faço. Em termos pessoais: o que é que, nas minhas atitudes, nos meus comportamentos, é contra-testemunho e impede o nascimento do “Reino” da felicidade e da paz?

Subsídios:
1ª leitura
: .................



Salmo Responsorial

Monição: Este Salmo, também Messiânico, como que sintetiza o texto de Isaías, da Eucaristia de hoje, em certos aspectos.

SALMO RESPONSORIAL – 71/72

Nos seus dirás, a justiça florirá.

Daí ao rei vossos poderes, Senhor Deus,
vossa justiça ao descendente da realeza!
Com justiça ele governe o vosso povo,
com eqüidade ele julgue os vossos pobres.

Nos seus dias a justiça florirá
e grande paz, até que a lua perca o seu brilho!
De mar a mar estenderá o seu domínio,
e desde o rio até os confins de toda a terra!

Libertará o indigente que suplica
e o pobre ao qual ninguém quer ajudar.
Terá pena do indigente e do infeliz,
e a vida dos humildes salvará.

Seja bendito o seu nome para sempre.
E que dure como o sol sua memória!
Todos os povos serão nele abençoados,
todas as gentes cantarão o seu louvor!

Segunda Leitura

Monição: Cristo vem salvar judeus e gentios. Devemos acolher os outros como Jesus nos acolheu, para glória de Deus.

Romanos 15,4-9

Leitura da carta de são Paulo aos Romanos. 15 4 Ora, tudo quanto outrora foi escrito, foi escrito para a nossa instrução, a fim de que, pela perseverança e pela consolação que dão as Escrituras, tenhamos esperança. 5 O Deus da perseverança e da consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Jesus Cristo, 6 para que, com um só coração e uma só voz, glorifiqueis a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. 7 Por isso, acolhei-vos uns aos outros, como Cristo nos acolheu para a glória de Deus. 8 Pois asseguro que Cristo exerceu seu ministério entre os incircuncisos para manifestar a veracidade de Deus pela realização das promessas feitas aos patriarcas. 9 Quanto aos pagãos, eles só glorificam a Deus em razão de sua misericórdia, como está escrito: "Por isso, eu vos louvarei entre as nações e cantarei louvores ao vosso nome"
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

A leitura é um pequeno trecho da 2ª parte, a parte moral, final da Epístola (Rom 12 – 16), que termina apresentando o exemplo de Cristo, feito «servidor» de todos, judeus e gentios; para com os judeus mostrando a fidelidade divina (v. 8) e para com os gentios mostrando a sua misericórdia (v. 9).

4 S. Paulo acentua o valor e utilidade da Sagrada Escritura, como em 2 Tim 3, 16. A sua leitura e meditação produz frutos muito concretos: «a paciência» e a «consolação», que levam a manter firme a «esperança» em Deus.

..........

Os cristãos judeus tinham sido expulsos de Roma. Agora, autorizados a voltar, retornavam para Roma e para as suas comunidades. Seriam bem recebidos pelos irmãos que não eram judeus?

Essa situação é que nos dá o contexto geral da carta aos Romanos. Aqui, já na parte parenética ou nas recomendações finais, Paulo diz que é tempo de esperança, esperança fundamentada na palavra de Deus, nas Escrituras. Nelas encontramos encorajamento e firmeza, palavras frequentemente traduzidas por “paciência” e “consolação”.

O Deus do encorajamento e da firmeza é que deve levar os cristãos a ter um mesmo pensar, seguindo o Cristo Jesus. Só assim se podem superar as dificuldades de relacionamento entre os cristãos judeus que voltam e os cristãos gentios que ficaram. Só assim poderão participar unidos numa mesma celebração para louvar a Deus.

A prática é esta mesma, saberem acolher uns aos outros, sem discriminação e sem preconceitos. Assim é que o Cristo nos acolhe. Ele se pôs a serviço dos judeus para realizar as esperanças consubstanciadas nas promessas contidas em suas Escrituras Sagradas. Nem por isso os não judeus, “gentios” ou “nações”, são esquecidos, pois as mesmas Escrituras os convidam também a louvar o Senhor.

AMBIENTE

A Carta aos Romanos – já o dissemos no passado domingo – é uma carta de reconciliação, endereçada aos romanos, mas dirigida a toda a Igreja fundada por Jesus. Pretende – numa altura em que fundos culturais diversos e sensibilidades diferentes dividiam os cristãos vindos do judaísmo e os cristãos vindos do paganismo – afastar o perigo da divisão da Igreja e levar todos os crentes (judeo-cristãos e pagano-cristãos) a redescobrir a unidade da fé e a igualdade fundamental de todos diante de Deus. Desde que optaram por Cristo e receberam o baptismo, todos receberam o dom de Deus, tiveram acesso à salvação e tornaram-se irmãos, chamados a viver no amor.

O texto que nos é proposto pertence à segunda parte da carta. Nessa parte (que vai de Rm 12,1 a 15,13), Paulo exorta os cristãos a viver no amor; em concreto, dá aos cristãos algumas indicações de carácter prático acerca do comportamento que devem assumir para com os irmãos.

MENSAGEM

O texto que nos é apresentado como segundo leitura tem de ser entendido no contexto mais amplo de uma perícopa que vai de 15,1 a 15,13. Literariamente, esta perícopa está construída na base de dois parágrafos simétricos (cf. Rm 15,1-6 e 15,7-13) que apresentam uma mesma sequência e uma mesma organização: a) exortação; b) motivação cristológica; c) iluminação a partir da Escritura; d) súplica final.

Na primeira parte da perícopa (cf. Rm 15,1-6), Paulo exorta os cristãos a vencer qualquer tipo de egoísmo e de auto-suficiência e a dar as mãos aos mais débeis e necessitados (a); como motivo para este comportamento, Paulo apresenta o exemplo de Cristo, que não procurou seguir um caminho de facilidade, mas escolheu o amor e o dom da vida (b); este comportamento que Paulo pede aos cristãos (e é aqui que começa o nosso texto de hoje) é aquele que a Escritura – que foi escrita para nossa instrução – nos sugere (c); e, finalmente, Paulo pede ao “Deus da perseverança e da consolação” que dê aos cristãos de Roma a harmonia, a fim de que louvem a Deus com um só coração e uma só alma (d).

Na segunda parte da perícopa (cf. Rm 15,7-13), Paulo começa por exortar os crentes a não fazerem discriminações, mas a acolherem todos (a); como motivo para este comportamento, Paulo aponta o exemplo de Cristo, que acolheu a todos os homens (b); e Paulo justifica o que disse atrás com o exemplo da Escritura (e é neste ponto que termina o trecho que a liturgia nos propõe como segunda leitura), citando explicitamente vários textos do Antigo Testamento (c); finalmente, Paulo pede ao “Deus da esperança” que cumule os crentes “de alegria e de paz, na fé” (d).

O mais importante de tudo isto é a mensagem fundamental que sobressai nesta dupla estrutura: a comunidade deve viver em harmonia, acolhendo e ajudando os mais fracos, sem discriminar nem excluir ninguém, no amor e na partilha. Cristo é o exemplo que os membros da comunidade devem ter sempre diante dos olhos… Convém também não esquecer que o ser capaz de viver deste jeito é um dom de Deus – dom que os crentes devem pedir em todos os momentos ao Pai.

ACTUALIZAÇÃO

Reflectir as seguintes questões:

• A comunidade cristã – como rosto visível de Cristo no mundo – tem de ser o lugar do amor, da partilha fraterna, da harmonia, do acolhimento. No entanto, com bastante frequência encontramos comunidades onde os irmãos estão divididos: criticam os outros de forma avulsa, tomam atitudes agressivas que afastam os mais débeis, discriminam aqueles que não entram na sua “panelinha”, estão aferrados ao poder e fazem tudo para dominar os outros e para afirmar a sua superioridade… Isto acontece na minha comunidade? Eu tenho algumas responsabilidades nessa situação? O que posso fazer para mudar as coisas?

• Convém não esquecer que a conversão à harmonia, à partilha com os mais pobres, ao amor fraterno, ao dom da vida, é algo exigente, que não pode ser feito contando apenas com a boa vontade do homem; mas é algo que só pode ser feito com a força e com a ajuda de Deus… Lembro-me de pedir a Deus a sua ajuda para vencer o meu egoísmo e a minha auto-suficiência e para amar verdadeiramente os meus irmãos? Estou disposto a ir ao seu encontro e a deixar que Ele converta o meu coração e a minha vida?

Subsídios:
2ª leitura: .........................

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas! Toda carne há de ver a salvação que vem de Deus! (Lc 3,4.6).

Evangelho

Monição: Façamos tudo, quanto de nós depende, para que toda a criatura veja a salvação que Deus oferece.

Mateus 3,1-12

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! 3 1 Naqueles dias, apareceu João Batista, pregando no deserto da Judéia. 2 Dizia ele: "Fazei penitência porque está próximo o Reino dos céus". 3 Este é aquele de quem falou o profeta Isaías, quando disse: "Uma voz clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas!". 4 João usava uma vestimenta de pêlos de camelo e um cinto de couro em volta dos rins. Alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. 5 Pessoas de Jerusalém, de toda a Judéia e de toda a circunvizinhança do Jordão vinham a ele. 6 Confessavam seus pecados e eram batizados por ele nas águas do Jordão. 7 Ao ver, porém, que muitos dos fariseus e dos saduceus vinham ao seu batismo, disse-lhes: "Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da cólera vindoura? 8 Dai, pois, frutos de verdadeira penitência. 9 Não digais dentro de vós: ‘Nós temos a Abraão por pai!’ Pois eu vos digo: Deus é poderoso para suscitar destas pedras filhos a Abraão. 10 O machado já está posto à raiz das árvores: toda árvore que não produzir bons frutos será cortada e lançada ao fogo. 11 Eu vos batizo com água, em sinal de penitência, mas aquele que virá depois de mim é mais poderoso do que eu e nem sou digno de carregar seus calçados. Ele vos batizará no Espírito Santo e em fogo. 12 Tem na mão a pá, limpará sua eira e recolherá o trigo ao celeiro. As palhas, porém, queimá-las-á num fogo inextinguível".
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Os quatro Evangelhos coincidem em que a pregação de Jesus é precedida de uma preparação do povo com a pregação de João Baptista, como o último dos profetas que anuncia imediatamente a vinda de Jesus. A referência ao local onde pregava – «no deserto» – não parece ser uma simples indicação topográfica, mas parece ir mais longe, com a alusão ao lugar onde teve início o antigo povo de Deus, com a aliança do Sinai. De qualquer modo, o deserto da Judeia não significa uma zona literalmente desértica, mas uma região árida e de pouca vegetação. Não é descabido pensar que João, de família sacerdotal, tivesse aderido ao movimento renovador dos essénios.

2 «Arrependei-vos». O texto original também se podia traduzir por convertei-vos, isto é, mudai o coração, mudai o pensar (metanoeîte); não se trata de um mero mudar de rumo na vida, mas duma atitude interior de sincero arrependimento, a atitude de quem se reconhece pecador e humildemente vai rectificar, mesmo à custa de sacrifício (penitência); daí a tradução da Vulgata e da Neovulgata (poenitentiam agite).

«Reino dos Céus», expressão habitual em S. Mateus, equivalente a Reino de Deus, mas evitando pronunciar o nome inefável de Deus. «Está perto o reino…», isto é,uma especialíssima intervenção salvadora de Deus, para estabelecer o seu soberano domínio misericordioso, que libertará o homem da escravidão do pecado, do demónio e da morte. Este reino, ou reinado de Deus, manifesta-se na palavra, obra e sobretudo na própria Pessoa de Cristo, que é quem o vem realizar no grau mais elevado e mais puro, sem as excrescências materialistas do nacionalismo teocrático (como pensavam os judeus contemporâneos do Senhor). Mas o reino de Deus só terá a sua perfeita consumação quando Jesus Cristo vier pela segunda vez no fim dos tempos (cf. 1 Cor 15, 24). Neste tempo intermédio, entre as duas vindas do Senhor, a Igreja é já o reino de Deus, enquanto que é a comunidade salvífica, presença sacramental de Cristo a congregar e conduzir os homens à salvação eterna (cf. Vaticano II, LG 5).

3 «Uma voz daquele que clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor…’». Segundo o texto de Isaías, aquele que clama é o Profeta, um arauto de Deus (uma figura do Baptista), a incitar a abrir o caminho do regresso do exílio, um caminho de Deus, isto é, um caminho que Deus proporciona ao seu povo que Ele quer reconduzir e salvar. Este regresso é concebido como um novo Êxodo, daí a referência ao deserto, noção muito rica: lugar privilegiado de encontro com Deus, de aliança, de purificação, de desinstalação, de preparação para a entrada na terra prometida. Por isso era também no deserto que os essénios de Qumrã e de outros lugares se preparavam naqueles tempos para a vinda do Messias; no deserto pregava João e para o deserto se retirou Jesus no início da sua vida pública.

4-5 Nunca se diz que João vestia uma pele de camelo, como às vezes se pensa, mas que se vestia com«pêlos (ou lã)de camelo». O mel silvestre não parece ser mel de abelhas selvagens, mas algum insípido melaço segregado por plantas daquela zona, talvez da tamargueira, abundante junto a Jericó, nas margens do Jordão, onde João baptizava. A pregação de João, o seu estilo de vida e até a própria apresentação à maneira do profeta Elias (cf. 2 Reis1, 8) eram de molde a produzir tal impacto que arrastava as multidões, como também atesta um autor judeu da época (Flávio José, Antiquitates, 18, 5,2).

11 O baptismo de João não tinha a força de produzir na alma a graça da justificação e só valia enquanto punha em evidência as boas disposições do sujeito e as confirmava, ajudando as pessoas a disporem-se para a iminente chegada do Messias. O Baptismo de Jesus é «no Espírito Santo e em fogo»: tem a virtude de produzir a graça pela acção de Cristo no sujeito e não pelos méritos de quem o recebe ou administra. O fogo parece ser antes uma imagem da eficácia purificadora e renovadora do Espírito Santo na alma do baptizado. Autores há que pensam que talvez o Baptista se movesse num plano veterotestamentário, não designando o Baptismo de água, mas uma grande efusão do Espírito Santo para os que se arrependessem e um fogo condenatório (v. 12) para os impenitentes. Isto não parece tão provável, nem é tão óbvio. Note-se que nem o baptismo de João, nem o de Jesus aparecem como algo estranho ou chocante: inseriam-se nos costumes diários dos Judeus que praticavam muitas abluções rituais, nomeadamente o baptismo dos prosélitos, que da gentilidade abraçavam o judaísmo.

..........

Estamos nos preparando não para a festa do Natal, mas para a chegada de Jesus, o Messias, o Salvador! O Evangelho vai nos responder quem é esse que prepara os caminhos do Senhor, como é que ele vive, qual a sua mensagem.

Aparece João Batista. Ele prega no deserto da Judeia, num lugar ermo e sem vida. Sua mensagem se resume em metanoia, a mudança de cabeça, mudança de mentalidade, a coragem de remar contra a corrente do pensamento dominante, a coragem de pensar e agir diferente.

O motivo é que o reinado de Deus está chegando. O Evangelho de Mateus, sendo de cristãos judeus, fala de “céus” para substituir a palavra Deus, por respeito ao Nome. Quando diz reino dos céus, então, está dizendo reinado de Deus, mundo onde manda Deus, não o dinheiro ou um de seus súditos.

João prepara os caminhos do Senhor. Sua figura é sua mensagem e já contrasta fortemente com o pensamento dominante do seu tempo, quanto mais o de hoje. Como o profeta Elias, ele veste uma roupa tecida de pelos de camelo, com uma cinta de couro. Seu alimento também não combina com os banquetes e as bebedeiras dos poderosos do seu tempo nem do nosso Natal consumista. Ele prega a metanoia.

Representantes de dois poderosos movimentos religiosos rivais – o dos fariseus, que dominavam a consciência do povo, e o dos saduceus, que comandavam o Templo e o sinédrio – vão à procura do batismo de João. Estarão também querendo mudar de mentalidade?

João os aborda sem meios-termos: bando de cobras venenosas! A metanoia tem de ser efetiva, produzir resultados práticos; não é mero ritual, o batismo, para tentar enganar os outros, a si mesmo e a Deus! O título de filho de Abraão (ou de cristão) não dá isenção a ninguém, todos têm de mudar de mentalidade.

Não adianta parecer uma árvore frondosa e bonita; o machado já está ao pé das árvores, e a que não estiver produzindo frutos vai ser cortada e jogada ao fogo. Frutos de verdadeira metanoia!

Depois, João fala de Jesus. “Não sou digno de carregar suas sandálias” pode significar também: não mereço ficar no lugar dele, assumir a função dele. Como em Rt 4,7ss: o que desiste da tarefa e a passa a outro tira e lhe entrega a sandália.

“O Espírito Santo e o fogo”, no contexto da comparação com o lavrador que abana o seu cereal, poderia significar “o vento e o fogo”, o vento que carrega a palha e o fogo que vai queimá-la. Jesus, que vem, é o último juiz da humanidade; ele separa o grão da palha, ele guarda o grão no seu celeiro e joga ao fogo a palha, o que não tem serventia. No final do capítulo 25 do mesmo Evangelho, ele vai dizer: “Vinde, benditos” e “ide, malditos”.

AMBIENTE

Depois do Evangelho da Infância (cf. Mt 1-2), Mateus apresenta a figura que prepara os homens para acolher Jesus: João Baptista.

João foi o guia carismático de um movimento de cariz popular, que anunciava a proximidade do juízo de Deus. Vivia no deserto de Judá, nas margens do rio Jordão. A sua mensagem estava centrada na urgência da conversão (pois o “juízo de Deus” estava iminente); incluía um rito de purificação pela água – um rito muito frequente, aliás, entre alguns grupos judeus da época. É possível que João estivesse, de alguma forma, relacionado com essa comunidade essénia que estava instalada em Qûmran (o tema do juízo de Deus e os rituais de purificação pela água faziam parte do dia a dia da comunidade essénia).

Segundo a mais antiga tradição cristã, Jesus esteve muito relacionado com o movimento de João, nos inícios da sua vida pública e alguns discípulos de João tornaram-se, a partir de certa altura, discípulos de Jesus (cf. Jo 1,35-42).

Os primeiros cristãos identificaram João com o mensageiro anunciado em Is 40,3 e com Elias (2 Re 1,8) que, segundo a tradição judaica, anunciaria a chegada do Messias (Mt 11,14; 17,11; Mal 3,23-24 ou, noutras versões, 4,5-6). Nesta interpretação, João seria o precursor que vem preparar o caminho e Jesus o Messias, enviado por Deus para anunciar o reinado de Jahwéh.

MENSAGEM

Nesta primeira apresentação do Baptista, há vários factores que nos interessa pôr em relevo: a figura, a mensagem, as reacções ao anúncio e a comparação entre o baptismo de João e o baptismo de Jesus.

A figura do Baptista é uma figura que, por si só, nos questiona e interpela. João aparece ligado ao deserto (o lugar das privações, do despojamento, mas também o lugar tradicional do encontro entre Jahwéh e Israel) e não ao Templo ou aos sítios “in” onde se reúne a sociedade selecta de Jerusalém; usa “uma veste tecida com pêlos de camelo e uma cintura de cabedal à volta dos rins” (é dessa forma que se vestia, também, Elias – cf. 2 Re 1,8), não as roupas finas, com pregas cuidadosamente estudadas, dos sacerdotes da capital; a sua alimentação frugal (de “gafanhotos e mel silvestre”) está em profundo contraste com as iguarias finas que enchem as mesas da classe dirigente… João é, portanto, um homem que – não só com palavras, mas também com a sua própria pessoa – questiona um certo jeito de viver, voltado para as coisas, para os bens materiais, para o “ter”. Convida a uma conversão, a uma mudança de valores, a esquecer o supérfluo, para dar atenção ao essencial.

O que é que João prega? Mateus resume o anúncio de João numa frase: “convertei-vos (“metanoeite”), porque está perto o Reino dos céus” (vers. 2). O verbo grego (metanoéo) aqui utilizado tem, normalmente, o sentido de “mudar de mentalidade”; mas, aqui, deve ser visto na perspectiva do Antigo Testamento – isto é, como um apelo a um retorno incondicional ao Deus da Aliança.

Porque é que esta “conversão” é tão urgente? Porque o “Reino dos céus” está perto. Muito provavelmente, João ligava a vinda iminente do “Reino” ao “juízo de Deus”, que iria destruir os maus e inaugurar, com os bons, um mundo novo (por isso, fala da “cólera que está para vir” – vers. 7; e acrescenta: “o machado já está posto à raiz das árvores. Por isso, toda a árvore que não dá fruto será cortada e lançada ao fogo” – vers. 10). A conversão era urgente, na perspectiva de João, pois aproximava-se a intervenção justiceira de Deus na história humana; quem não estivesse do lado de Deus seria aniquilado… É uma perspectiva muito em voga em certos ambientes apocalípticos da época, nomeadamente na teologia dos essénios de Qûmran.

Quem são os destinatários desta mensagem? Aparentemente, é uma mensagem destinada a todos. Mateus fala da “gente que acorria de Jerusalém, de toda a Judeia e de toda a região do Jordão” e que era baptizada “por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados” (vers. 5-6).

No entanto, Mateus faz uma referência especial aos fariseus e saduceus, para quem João tem palavras duríssimas: “raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir? Praticai acções que se conformem ao arrependimento que manifestais.

Não penseis que basta dizer: «Abraão é nosso pai»…” (vers. 7-9). Trata-se de pessoas que “à cautela” ou por curiosidade, vêm ao encontro de João; no entanto, sentem que o “juízo de Deus” não os atingirá porque eles são filhos de Abraão, são membros privilegiados do Povo eleito e estão do lado dos bons: Deus não terá outro remédio senão salvá-los, quando vier para julgar o mundo e condenar os maus. João avisa que não há salvação assegurada obrigatoriamente a quem tem o nome inscrito nos registos do Povo eleito: é preciso viver em contínua conversão e fazer as obras de Deus: “toda a árvore que não dá fruto, será cortada e lançada ao fogo” (vers. 10).

Neste texto aparece também, em relevo, um rito praticado por João. Consistia na imersão na água do rio Jordão das pessoas que aderiam a esse apelo à conversão. Era, aliás, um rito praticado em certos ambientes judaicos para significar a purificação do coração (nos ambiente essénios, os banhos quotidianos expressavam o esforço em direcção a uma vida pura e a aspiração à graça purificadora)… O baptismo de João significava o arrependimento, o perdão dos pecados e a agregação ao “resto de Israel”, subtraído à ira de Deus.

No entanto, João avisa: “aquele que vem depois de mim (…) baptizar-vos-á no Espírito Santo e no fogo” (vers. 11). De facto, o baptismo de Jesus vai muito além do baptismo de João: confere a quem o recebe a vida de Deus (Espírito) e torna-o “filho de Deus”; implica, além disso, uma incorporação na Igreja (a comunidade dos que aderiram à proposta de salvação que Cristo trouxe) e a participação activa na missão da Igreja (cf. Act 2,1-4). Não significa, apenas, o arrependimento e o perdão dos pecados; significa um quadro de vida completamente novo, uma relação de filiação com Deus e de fraternidade com Jesus e com todos os outros baptizados.

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão pode partir dos seguintes dados:

• A questão dominante que o Evangelho de hoje nos apresenta é a da conversão. Não é possível acolher “aquele que vem” se o nosso coração estiver cheio de egoísmo, de orgulho, de auto-suficiência, de preocupação com os bens materiais… É preciso, portanto, uma mudança da nossa mentalidade, dos nossos valores, dos nossos comportamentos, das nossas atitudes, das nossas palavras; é preciso um despojamento de tudo o que rouba espaço ao “Senhor que vem”. Estou disposto a esta mudança, para que no meu coração haja lugar para Jesus? O que é que, prioritariamente, deve mudar na minha vida?

• A figura de João Baptista obriga-nos a questionar as nossas prioridades e valores fundamentais. Ele não se apresenta de “smoking”, pois a sua prioridade não é brilhar em alguma festa do jet-set; nem usa gravata e camisa de seda, pois a sua prioridade não é impressionar os chefes ou mostrar que é um homem de sucesso em termos de ganhos anuais; nem petisca pratos delicados com molhos esquisitos e nomes franceses, pois a sua prioridade não é a satisfação de apetites físicos; nem promete bem-estar e riqueza aos seus interlocutores, pois a sua prioridade não é receber aplausos das massas; nem busca o apoio da hierarquia civil ou religiosa, pois a sua prioridade não é o triunfo, as honras, o poder… João Baptista é alguém para quem a prioridade é o anúncio do “Reino dos céus”. Ora, o “Reino” é despojamento, simplicidade, amor total, partilha, dom da vida… São esses valores que ele procura anunciar, com palavras e com atitudes. E quanto a mim, quais são os valores que me fazem “correr”? Quais são as minhas prioridades? Os meus valores são os valores do “Reino” ou são esses valores efémeros e fúteis a que a civilização ocidental dá tanta importância, mas que não trazem nada de duradouro e de verdadeiro à vida dos homens?

• O nosso texto deixa claro que não chega ser “filho de Abraão” para ter acesso à salvação que Jesus veio oferecer, mas é preciso viver uma vida de fidelidade a Deus. Quer dizer: não chega ter o nome inscrito no livro de registos de baptismo da paróquia, nem ter casado na Igreja, nem ter posto os filhos na catequese e aparecer lá para tirar fotografias na festa da primeira comunhão (o estatuto do “cristão não praticante” faz tanto sentido como um círculo quadrado); mas é preciso uma conversão séria, empenhada, nunca acabada ao “Reino” e aos seus valores e uma vida coerente com a fé que escolhemos quando fomos baptizados.

• João deixa claro que receber o baptismo de Jesus é receber o baptismo do Espírito… Equivale a aceitar ser “filho de Deus”, a viver em comunhão com Deus, no amor e na partilha com os irmãos que caminham ao nosso lado. É esse o caminho que eu procuro, dia a dia, percorrer?

Subsídios:
Evangelho: ................................

***   ***   ***

..................................

ADVENTO: NOSSA CAMINHADA PARA JESUS

Advento não é tempo de preparar as comemorações do Natal, os presentes, as comidas, bebidas e roupas. É tempo de caminhar ao encontro pessoal e comunitário com o Cristo, o Messias Jesus. Seu berço foi um cocho, dentro de um estábulo, e seu leito de morte foi a cruz.

Nossa caminhada ao encontro do Cristo exige a metanoia, a mudança de cabeça, porque o reinado de Deus está chegando. Se é Deus, Pai de todos, e não o dinheiro, pai só de alguns, que deve comandar, então é preciso mudar as cabeças.

Metanoia nos leva a nadar contra a corrente, embora esta seja mais volumosa que o rio Amazonas. Na minha prática cotidiana, na chegada do próximo Natal, por exemplo, o que isso significaria?

Jesus realizou as palavras de Isaías e acabou com a estória do lobo e do cordeiro? Todos já deixamos de ser bichos uns para os outros? Que fez Jesus? Que falta ainda para esse sonho acontecer? Quem será o responsável por levá-lo a cabo? Basta cantar: “Da cepa brotou a rama...”?

Celebrações vazias, que não movem o coração e a mente nem dos que as presidem, quanto mais dos participantes, tornam todos semelhantes aos fariseus e saduceus que foram pedir o batismo a João.

João cobrava deles o fruto ou resultado, que é uma metanoia verdadeira, sincera. A vinda de Jesus é a vinda do juiz que não se engana, pois sonda os rins (os sentimentos) e o coração (a mente).

Na eucaristia, celebramos um mundo diferente, que vem por um caminho diferente; a mesa comum da humanidade, que vem da partilha de si, do partir-se em pedaços como aquele pão. O caminho é a austeridade, não o consumo exasperado; é o sacrificar-se pelo outro, não o aproveitar-se da situação. A chegada é a mesa comum.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

– 1) A austeridade é um dos valores mais apreciados em todos os tempos como garantia de um homem de Deus. Mas nem sempre essa é a realidade suprema. No século 13 os cátaros eram muito mais austeros do que os membros oficiais da Igreja. E não obstante estavam errados, porque tem mais importância a verdadeira humildade que nos aproxima de Deus e nos inferioriza diante do próximo. É por esta razão que a austeridade de João é autêntica: ela está a serviço de seu Senhor.

2) O mais importante no homem é sua disposição de se arrepender e mudar de vida diante do evangelho. Radical como este é, hoje também temos muito a confessar como mal feito, ou bem descuidado, e existe, nestes tempos do advento, uma boa chance de conformar a vida com o evangelho. Essa deve ser a nossa metánoia.

3) Nos tempos modernos, temos abandonado o temor e sempre deixamos nosso último destino em mãos de um Deus, que deve absolutamente perdoar qualquer pecado, porque nos consideramos filhos dele, assim como os antigos saduceus e fariseus se consideravam filhos de Abraão. João diz que a única razão de não sermos castigados são os frutos de penitência.

4) Em todo arauto de Cristo, a humildade que vemos em João, é fundamental. Que Ele cresça e que eu diminua (Jo 3, 30) foi o conselho dado pelo Batista aos seus discípulos. E essa deve ser a nossa resposta quando a inveja impede ver o bem que outros fazem em nome de Cristo. Se Ele cresce, que importa que nós diminuamos? Nós que realmente só devíamos ter como amo e senhor o Cristo Jesus, como intentamos a glória pessoal por considerar sermos seus precursores?


FAÇA UMA DOAÇÃO AO NPDBRASIL...
AJUDE-NOS A CONTINUAR NOSSA OBRA EVANGELIZADORA!
A Comunidade NPDBRASIL precisa de você!
Clique aqui e saiba como fazer ou clique no botão abaixo...


Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1. O texto do Profeta Isaías, com carácter messiânico, é extraordinariamente rico. Vejamos:

a) Sobre Jesus repousará o Espírito do Senhor;
b) Não julgará segundo as aparências; nem decidirá pelo que ouvir dizer;
c) Julgará os infelizes com justiça e com sentenças rectas os humildes do povo;
d) Com o sopro dos seus lábios exterminará o ímpio;
e) Não mais praticarão o mal nem a destruição;
f) O conhecimento do Senhor encherá o país, como as águas enchem o leito do mar;
g) Jesus surgirá como bandeira dos povos; as nações virão procurá-la e a sua morada será gloriosa.

Assim Isaías descreve os Bens Messiânicos. Deles participamos neste mundo, de modo mais ou menos perfeito. Só na eternidade, com a visão de Deus, seremos felizes para sempre. Isto nos diz o Salmista em poucas palavras: «No dia Senhor nasce a justiça e a paz para sempre».

2. Sem esquecer que Jesus Se fez servidor dos judeus, para mostrar a fidelidade de Deus e confirmar as promessas feitas aos seus antepassados»; «Por sua vez, os gentios dão glória a Deus pela Sua misericórdia, como está escrito».

Destes versículos da Epístola de São Paulo aos Romanos conclui-se que Cristo veio ao mundo para a todos salvar. Mas, desta mesma Epístola, não esqueçamos a seguinte recomendação: «Acolhei-vos, portanto, uns aos outros, como Cristo vos acolheu, para glória de Deus». Como este pormenor é importante em nossos dias! Constantemente se fala de acolhimento!

Claro que as pessoas, na sua maioria, quando falam de acolhimento é para sublinhar a forma como não acolhidas. Ai dos funcionários públicos, e dos empregados de qualquer género de serviços que não recebem os clientes com um sorriso, com toda a delicadeza e sem perda de tempo!

Quem é exigente com os outros também o será consigo, quando se trata de acolher? Considero importantíssimo que vejamos o acolhimento a nível de cada Família, Maridos, Esposas, Pais, Filhos, Avós, Netos, como os acolheis? Há muitas Famílias em crise, porque se falha no acolhimento.

A Esposa não é bem acolhida porque chega a casa e ela ainda está deserta. O Marido não é bem acolhido porque a esposa espera um beijo dele e o Marido espera o beijo dela. Mas ninguém quis ser o primeiro. E não houve beijo. Com os Filhos vai acontecer a mesma coisa.

De novo interrogo: Como se escolhem, em Família, na hora da refeição? Há tempo para diálogo ou já só vêem televisão? É preciso acolher como Cristo nos acolhe: amando primeiro, desculpando, ouvindo, aconselhando, sabendo perdoar, dando parabéns, etc. Este tema parece banal mas não é. Quem não sabe acolher, corre o perigo de quase tudo deitar a perder.

3. Quanto ao Santo Evangelho, nada mais acrescentaria ao que se disse na Introdução ao Espírito da Celebração.

Mas será fácil convencer os cristãos, de hoje, de que têm pecados? Não será ainda mais difícil conseguirem tempo e coragem para se confessarem?

Devemos rezar muito para que os cristãos vejam no Sacramento da Penitência uma bênção. Confessar-se é a forma mais simples, e eficaz, de nos libertarmos de muitos pesadelos!

Ao dar a Comunhão, no dia de Natal, o Sacerdote e os Ministros Extraordinários da Eucaristia, devem proferir as palavras, «O Corpo de Cristo», de tal forma, que se veja em cada pessoa, que comunga, um Presépio vivo. Presépio vivo? Sim! Cristo vai contigo, após recebê-Lo, e Nossa Senhora, São José e os Anjos fazem-te guarda de honra.

O Deus Menino está em teu coração. Haverá presépio mais vivo? Como Nossa Senhora ficará contente a ver tantos filhos seus a «Comungar o Deus que se fez Menino».


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 2º Domingo do Advento, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. PRESTAR ATENÇÃO À VIRGEM MARIA.
A proximidade da Solenidade da Imaculada Conceição, ontem celebrada, cujo dogma foi proclamado a 8 de Dezembro de 1854 pelo Papa Pio IX, pode convidar hoje a uma atenção particular à Virgem Maria. Esta atenção pode ser expressa por uma decoração mais cuidada de uma imagem da Virgem. Mas ao longo da celebração (talvez no final da missa), algumas crianças podem levar um ramo de flores e/ou algumas lamparinas acesas que colocam aos pés da imagem, enquanto a assembleia canta um cântico a Nossa Senhora com tonalidade do Advento ou alguém lê uma oração ou um poema.

3. JOÃO BAPTISTA, PROFETA-PERCURSOR.
João Baptista é, em cada ano, uma grande figura deste tempo do Advento. Falamos bastante dele, mas será que o conhecemos bem? Na preparação da liturgia, pode-se comunicar melhor como João Baptista tem um verdadeiro lugar de charneira entre o Antigo e o Novo Testamento. Pode ser uma maneira de sublinhar nas celebrações destes domingos a iminência da vinda de Cristo, a iminência do Reino. As admonições e algumas intenções da oração dos fiéis podem ser redigidas nesse sentido. Ou ainda, porque não viver de perto esta celebração com João Baptista? Ele pode ser mencionado no início do rito penitencial, no início do credo, no início do “Cordeiro de Deus” (foi João Baptista que assim designou Jesus).

4. BILHETE DE EVANGELHO.
Aos homens à procura de um coração novo, Deus dá uma terra nova. Jesus veio para falar de novidade: “Convertei-vos! Acreditai na Boa Nova!” Temos necessidade de ouvir palavras novas (ternura, amor, perdão, solidariedade, respeito…) que façam calar as palavras antigas (violência, ódio, vingança, indiferença, racismo…). Temos necessidade de ver gestos novos (assinatura de paz, reconciliação, dom, partilha…) que façam desaparecer os gestos antigos (declaração de guerra, rancor, crispação, egoísmo…). Preparar-se para o Natal… não será dispor-se a falar uma linguagem nova e a fazer actos novos? Isso será a nossa maneira de acolher Aquele que vem fazer todas as coisas novas. Mas não as fará sem nós…

5. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
Bendito sejas, nosso Pai, por nos teres enviado e dado o teu Filho Jesus. N’Ele reconhecemos a plenitude do teu Espírito: sabedoria, discernimento, conselho, fortaleza, conhecimento e piedade. Nós Te pedimos pela nossa terra: que o conhecimento de Jesus lhe obtenha a paz, realizando o tempo em que o lobo habitará com o cordeiro.

No final da segunda leitura:
Nós Te bendizemos pelo dom dos livros santos que lemos nas nossas assembleias e pelo dom do teu Filho, que Se fez servidor da nossa humanidade e nos acolheu, apesar dos nossos pecados. Nós Te pedimos por todas as comunidades cristãs: faz com que estejamos de acordo e vivamos em comunhão segundo o teu Espírito Santo.

No final do Evangelho:
Nós Te damos graças por João Baptista, o precursor, pelos apelos à conversão e pelo baptismo no Espírito, que nos incorporou no teu Filho. Abrimos as mãos para Ti e pedimos-Te ainda por nós mesmos: pelo teu Espírito, produz nos nossos corações os frutos que esperas.

6. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística II, pois relaciona-se mais explicitamente com os textos da liturgia da Palavra de hoje…

7. PALAVRA EXPLICADA
1: ESCRITURAS OU LIVROS SAGRADOS.

No início da segunda leitura deste domingo, o apóstolo refere-se às Escrituras, que se poderiam denominar também Livros Sagrados. Tais referências são frequentes no Novo Testamento. Assim, Jesus podia mesmo dizer que as Escrituras d’Ele dão testemunho (Jo 5,39) e os evangelistas apresentam, muitas vezes, as suas palavras e os seus actos como o cumprimento das Escrituras (Mt 1,22; 2,15; etc.). Trata-se aqui dos Livros que os cristãos consideram como constituindo o Antigo Testamento (expressão empregue pelo apóstolo Paulo, 2 Cor 3,14) e aos quais juntaram progressivamente os escritos que constituem o Novo Testamento. O catálogo dos livros reconhecidos, que se chama o Cânon (ou regra) das Escrituras, foi estabelecido pela prática litúrgica. Dito de outro modo, eram considerados como Livros Sagrados aqueles que poderiam ser lidos nas assembleias das sinagogas, para os judeus (como Isaías em Lc 4,17), ou nas igrejas, para os cristãos (primeira menção em 1 Tes 5,27).

8. PALAVRA EXPLICADA
2: FILHOS DE ABRAÃO.

Na Oração Eucarística I, recordamos que a Deus Lhe agradou “acolher o sacrifício do nosso pai Abraão”. Assim, como cristãos, reconhecemo-nos filhos de Abraão. Este título refere-se à Aliança que Deus fez com Abraão, prometendo-lhe uma descendência inumerável (Gen 15,1-6). Ora, Abraão e a sua mulher Sara, estéril até essa altura, eram de idade avançada (Gen 18,9-15). O nascimento do seu filho, Isaac, foi para eles um dom inesperado de Deus. Em seguida, Deus recusou que este filho Lhe fosse oferecido em sacrifício (Gen 22,11-18). Isaac foi, pois, reconhecido como o filho da promessa, e Abraão como o pai dos crentes, porque tinha dado a Deus a sua plena confiança (Gen 15,6). Isso foi amplamente comentado nos escritos do Novo Testamento, para demonstrar que a verdadeira descendência de Abraão não vinha da geração física, mas da fé: são filhos de Abraão todos aqueles que dão a Deus a sua confiança sem reservas; é por esta fé que são justificados por Deus e não em razão dos seus próprios actos (Rom 4, etc.).

9. ATENÇÃO ÀS CRIANÇAS: A MARAVILHOSA HISTÓRIA CONTADA POR ISAÍAS.
A primeira leitura deste domingo é uma página profética muito bela. Se houver oportunidade de passar algum tempo com as crianças durante a liturgia da Palavra, pode-se utilizar algumas linguagens mais adaptadas: explicar às crianças que Isaías representa aqui a felicidade que Jesus nos traz (harmonia, paz, reconciliação para toda a criação); com as cartas de jogo que representam diversos animais, pode-se ver os que podem estar juntos ou não (por exemplo, um lobo e um cordeiro juntos, o que pode acontecer?); depois, descobrimos que, em Jesus, a felicidade é possível. O que Isaías imagina para os animais pode acontecer também com os homens, se eles quiserem…

10. PALAVRA PARA O CAMINHO.
Convertei-vos! Um sonho muito belo este de Isaías! No estado actual do mundo, como imaginar a sua realização? A chave é-nos dada por João: “Convertei-vos!” Reconhecer o nosso pecado! Deixar o Fogo do Espírito queimar-nos e transformar-nos! É a partir de cada um de nós que começa o mundo novo. É a partir do coração novo de cada um de nós que o mundo poderá ter um novo coração! Mais uma semana para rezar e praticar a conversão! Mãos à obra!

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as oblatas: Olhai benignamente, Senhor, para as nossas humildes ofertas e orações e, como diante de Vós não temos méritos, ajudai-nos com a vossa misericórdia. Por Nosso Senhor…

Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

SantoSanto I, H. Faria, NRMS 103-104

Monição da Comunhão:  Através da Comunhão frequente, se veja, em todos os ambientes, que vale a pena fazê-lo, porque nessas pessoas se vê o Cristo vivo.

Antífona da comunhão: Levanta-te, Jerusalém, sobe às alturas e vê a alegria que vem do teu Deus.

Oração depois da comunhão: Saciados com o alimento espiritual, humildemente Vos pedimos, Senhor, que, pela participação neste sacramento, nos ensineis a apreciar com sabedoria os bens da terra e a amar os bens do Céu. Por Nosso Senhor…

RITOS FINAIS

Monição final: Ide em Paz e o Senhor vos acompanhe. Não vos esqueçais de falar aos vossos amigos, a muitas pessoas, do Natal que se aproxima e da forma como dever ser vivido pelos cristãos.


FAÇA UMA DOAÇÃO AO NPDBRASIL...
AJUDE-NOS A CONTINUAR NOSSA OBRA EVANGELIZADORA!
A Comunidade NPDBRASIL precisa de você!
Clique aqui e saiba como fazer ou clique no botão abaixo...


HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

TEMPO DO ADVENTO 2ª SEMANA

2ª feira, 10-XII: A cura das nossas ‘paralisias’.

Is 35, 1-10 / Lc 5, 17-26
Então os olhos dos cegos hão-de abrir-se, e descerrar-se os ouvidos dos surdos. Então o coxo saltará de alegria.

Conforme é anunciado pelo profeta, a vinda do Messias será acompanhada por acontecimentos extraordinários (cf. Leit). De entre eles, destacam-se aqui o perdão dos pecados e a cura de um paralítico (cf. Ev). Deixemos que o Messias cure as nossas paralisias e as dos nossos amigos: o afastamento de Deus, dos sacramentos e da vida de oração, a pouca ajuda na vida familiar, a preguiça no trabalho, etc. E que perdoe igualmente os nossos pecados, aproximando-nos do sacramento da Penitência.

3ª feira, 11-XII: Os cuidados do Bom Pastor.

Is 40, 1-11 / Mc 18,121-14
Olhai que o Senhor Deus vai chegar com poder… É como o pastor que apascenta o seu rebanho.

De acordo com as palavras do profeta, o Messias será o bom Pastor, que cuida de todas as ovelhas do seu rebanho (cf. Leit). E Jesus diz que exercitará essa tarefa, procurando que todas as ovelhas se salvem (cf. Ev). Preparemos a vinda do Senhor, através de pequenas conversões: aquilo em que falhámos deve ser compensado; os altos e baixos devem transformar-se de modo a que o nosso dia seja mais equilibrado (cf. Leit). Renovemos igualmente os actos de contrição, ao longo do dia, sempre que alguma coisa não correr bem, pois é um sinal de conversão.

4ª feira, 12-XII: Ajuda aos cansados.

Is 40, 25-31 / Mt 11, 28-30
Os que esperam no Senhor, recuperam as forças… crescem sem se fatigarem, caminham sem se cansarem.

De acordo com esta profecia, o Messias haveria de ajudar todos os cansados (cf. Leit). É o mesmo convite dirigido por Jesus: «vinde a mim todos os que vos afadigais» (Ev.). Aquilo que realmente pesa são os nossos pecados, são os nossos problemas que queremos resolver sem a ajuda de Deus. O Senhor é quem quer tornar leve o homem: dá força a quem anda exausto; dá esperança aos desanimados; ajuda os que se queixam da dureza da vida (cf. Leit). Ajudemos nós também aqueles que andam sobrecarregados pelos seus problemas pessoais ou familiares.

5ª feira, 13-XII: S. Luzia: Fonte de fortaleza e fertilidade.

Is 41, 13-20 / Mt 11, 11-15
Irás bater e triturar os montes, reduzir as colinas a palha.

O Messias vem a ser uma fonte de fortaleza, para ultrapassarmos os obstáculos, e uma fonte de fertilidade (cf. Leit). Jesus louva o seu Precursor, João Baptista, como exemplo desta virtude (cf. Ev). Precisamos da virtude da fortaleza para vencermos as dificuldades do dia a dia; para superarmos aquilo que nos custa e cumprirmos os nossos deveres; para não desistirmos de fazer aquilo que é árido ou não apetece fazer (cf. Leit). Santa Luzia sofreu o martírio, graças a uma fortaleza emprestada, concedida por Deus a quem o põe à frente de tudo.

6ª feira, 14-XII: S. João da Cruz: Felicidade e palavra de Deus.

Is 48, 17-19 / Mt 11, 16-19
Oh! Se tivesses atendido às minhas ordens, o teu bem-estar seria como um rio, e a tua prosperidade, como as ondas do mar.

Isaías anuncia que a nossa felicidade está ligada ao acolhimento da palavra de Deus (cf. Leit). Infelizmente nem Jesus nem João Baptista foram bem acolhidos no seu tempo (cf. Ev). Ante a expectativa da vinda do Messias aceitar cada vez melhor os seus ensinamentos, (cf. Leit). Pelo contrário, não imitemos o comportamento dos pagãos nem sigamos os seus conselhos (cf. S. Resp). S. João da Cruz ensinou-nos que o caminho da felicidade passa pelo amor à cruz

Sábado, 15-XII: O profeta Elias, outro Precursor do Messias.

Sir 48, 1-4. 9-11 / Mt 17, 10-13
Como tu brilhaste, Elias, pelos teus prodígios!… Foste preparado em ordem ao futuro.

Em ambas leituras é recordada a figura de profeta Elias. Também ele realizou grandes prodígios, graças ao poder divino: ressuscitou o filho da viúva de Sarepta, fez descer o fogo de Deus sobre o holocausto do Monte Carmelo. O seu nome significa: O Senhor é o meu Deus! A palavra de Elias queimava como um facho ardente (Leit). De modo semelhante as palavras de Jesus queimavam os discípulos de Emaús, enquanto lhes falava pelo caminho. Animemo-nos a pegar fogo à terra com a palavra e Deus., dirigida aos nossos amigos e familiares.

Celebração e Homilia: Fernando Silva
Nota Exegética: Geraldo Morujão
Homilias Feriais: Nuno Romão
Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha

Fonte: Celebração  Litúrgica

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/default.asp


FAÇA UMA DOAÇÃO AO NPDBRASIL...
AJUDE-NOS A CONTINUAR NOSSA OBRA EVANGELIZADORA!
A Comunidade NPDBRASIL precisa de você!
Clique aqui e saiba como fazer ou clique no botão abaixo...



CAMPANHA DA VELA VIRTUAL DO SANTUÁRIO DE APARECIDA


CLIQUE AQUI, acenda uma vela virtual, faça seu pedido e agradecimento a Nossa Senhora Aparecida pela sagrada intercessão em nossas vidas!


Faça sua busca na Internet aqui no NPDBRASIL
Pesquisa personalizada



QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

.
ARTE E CULTURA
RELIGIÃO CATÓLICA
Ajuda à Catequese
EVANGELHO DO DIA
ANO DA EUCARISTIA
AMIGOS NPDBRASIL
COM MEUS BOTÕES
LIÇÕES DE VIDA
Boletim Pe. Pelágio
À Nossa Senhora
Orações Clássicas
Consagrações
O Santo Rosário
Devoção aos Santos
Fundamentos da Fé
A Bíblia Comentada
Os Sacramentos
O Pecado e a Fé
Os Dez Mandamentos
A Oração do Cristão
A Igreja e sua missão
Os Doze Apóstolos
A Missa Comentada
Homilias e Sermões
Roteiro Homilético
Calendário Litúrgico
O ANO LITÚRGICO
Padre Marcelo Rossi
Terço Bizantino
Santuário Terço Bizantino
Santuario Theotókos
Mensagens de Fé
Fotos Inspiradoras
Bate-Papo NPD
Recomende o site
Envie para amigos
 
Espaço Aberto
 
MAPA DO SITE
Fale conosco
Enviar e-mail
Encerra Visita
 

 


Voltar


Imprimir

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...


Voltar
Página Inicial |Arte e Cultura | Literatura | BOLETIM MENSAL

Parceiros | Política de Privacidade | Contato | Mapa do Site
VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...
Design DERMEVAL NEVES - © 2003 npdbrasil.com.br - Todos os direitos reservados.