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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.org.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


17.07.2016
16º Domingo do Tempo Comum — ANO C
( Verde, Glória, Creio – IV Semana do Saltério )
__ Em primeiro lugar, escute o Senhor __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO (24.07.2016)

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Cada Eucaristia que celebramos é uma nova oportunidade para sentirmos a presença de Deus que nos comunica a vida. É Ele que nos acolhe como filhos. Ao celebramos a Eucaristia, entramos na casa de Deus, e Jesus entra em nossa casa. Nós nos sentamos aos pés do Mestre para escutar. E Ele nos diz: “Uma só coisa é necessária”, ou seja, a única coisa que nos pede é que entremos em comunhão com ele e, por conseguinte, com seu projeto. Assumamos, nesta celebração, a mesma postura de Maria: silenciar para escutar o que o Senhor tem a nos dizer.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos em irmãs, aqui estamos como comunidade cristã, acolhidos pelo Pai, como hóspedes em sua casa. Por Cristo e em Cristo, Ele nos entrega o Espírito de Amor, o “único necessário” e ceia conosco. Oferece-nos assim, a sua intimidade, a sua “melhor parte” que é a vida plena e a participação em seu Reino. Como fiéis discípulos, sentemo-nos aos pés de Jesus e, em nossas vidas, tornemo-nos atentos e sensíveis a todos os irmãos.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Jesus não se comporta como um hóspede comum, também quando é recebido por amigos de longa data, como Marta e Maria, ele exige atenção especial à sua mensagem e à sua pessoa. Acolher Cristo hóspede é principalmente "ouvi-lo", por-se em atitude de receptividade, mais do que de dar. É ouvindo-o que se entra em comunhão com ele e se é transformado. Quem se preocupa mais com as coisas a dar do que com a pessoa com quem se comunica, fica distante.

Sintamos o júbilo real de Deus em nossos corações e cheios dessa alegria divina entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/17-de-julho---Decimo-sexto-Domingo-do-Tempo-comum-2016.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/43_16o_dtc_final.pdf


TEMA
O ÚNICO NECESSÁRIO

Créditos:Utilizamos aqui parte do texto da Revista Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- Autoria do Roteiro Homilético da Paulus para o período de Julho/Agosto-2016: Pe. Johan Konings, sj Nascido na Bélgica, reside há muitos anos no Brasil, onde leciona desde 1972. É doutor em Teologia e licenciado em Filosofia e em Filologia Bíblica pela Universidade Católica de Lovaina. Atualmente, é professor de Exegese Bíblica na Faje, em Belo Horizonte. Entre outras obras, publicou Descobrir a Bíblia a partir da liturgia; A Palavra se fez livro; Liturgia dominical: mistério de Cristo e formação dos fiéis – anos A-B-C; Ser cristão; Evangelho segundo João: amor e fidelidade; A Bíblia nas suas origens e hoje. E-mail: konings@faculdadejesuita.edu.br

Introdução da Revistal Vida Pastoral

O ÚNICO NECESSÁRIO

Neste domingo, a liturgia nos propõe dois exemplos de hospitalidade, o de Abraão e o de Marta. A história de Abraão dirige nosso olhar para o mistério escondido na hospitalidade. A história de Marta e Maria nos ensina que, antes de se desdobrar em gestos de hospitalidade, importa saber acolher. A verdadeira hospitalidade não consiste em preparar muitas coisas, mas em acolher o dom que é a pessoa. Receber as pessoas com atenção, dar-lhes audiência, pode ser uma ocasião para receber a única coisa verdadeiramente necessária, a palavra de Deus: sua promessa (no caso de Abraão), seu ensinamento (no caso de Maria). O lema que se repete durante a celebração pode ser: “Em primeiro lugar, escute o Senhor”.

Introdução do Portal Dehonianos

As leituras deste domingo convidam-nos a reflectir o tema da hospitalidade e do acolhimento. Sugerem, sobretudo, que a existência cristã é o acolhimento de Deus e das suas propostas; e que a acção (ainda que em favor dos irmãos) tem de partir de um verdadeiro encontro com Jesus e da escuta da Palavra de Jesus. É isso que permite encontrar o sentido da nossa acção e da nossa missão.

A primeira leitura propõe-nos a figura patriarcal de Abraão. Nessa figura apresenta-se o modelo do homem que está atento a quem passa, que partilha tudo o que tem com o irmão que se atravessa no seu caminho e que encontra no hóspede que entra na sua tenda a figura do próprio Deus. Sugere-se, em consequência, que Deus não pode deixar de recompensar quem assim procede.

No Evangelho, apresenta-se um outro quadro de hospitalidade e de acolhimento de Deus. Mas sugere-se que, para o cristão, acolher Deus na sua casa não é tanto embarcar num activismo desenfreado, mas sentar-se aos pés de Jesus, escutar as propostas que, n’Ele, o Pai nos faz e acolher a sua Palavra.

A segunda leitura apresenta-nos a figura de um apóstolo (Paulo), para quem Cristo, as suas palavras e as suas propostas são a referência fundamental, o universo à volta do qual se constrói toda a vida. Para Paulo, o que é necessário é “acolher Cristo” e construir toda a vida à volta dos seus valores. É isso que é preponderante na experiência cristã.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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A ÚNICA COISA NECESSÁRIA

As atitudes diferentes de Maria e Marta, as duas irmãs que hospedam Jesus em casa, levam-nos a refletir sobre como estamos atentos à presença de Jesus em nossa vida, sobre como valorizamos tal presença, dedicando a ele tempo para ouvir sua Palavra e assim não reduzir a própria vida a agitações e preocupações.

O próprio Mestre nos garante que uma só coisa é necessária: reconhecer a preciosidade de sua presença, pôr-se a seus pés como discípulo, deixar que ele fale e seja luz em nosso caminho. Mais que transmitir um ensinamento, com suas palavras Jesus doa a própria vida. Aprender com ele não é entrar em contato com simples doutrina ou teoria; é sobretudo conhecer uma pessoa e suas opções de vida, sua compaixão para com os sofredores, seu longo caminho de doação em favor dos que não têm vida digna.

É no caminho a Jerusalém, de fato, que Jesus se hospeda na casa de Marta e Maria. Dedica-lhes tempo, convive e espera delas a atenção para que se realize um encontro que realmente transforme a vida e transforme as relações, naquela sociedade em que as mulheres não tinham o direito de aprender com nenhum mestre. Pois Jesus é Mestre diferente, sem igual, e conta com as mulheres para realizar sua missão.

A história das duas irmãs nos mostra assim que, mais importante que fazer as coisas, é fazê-las segundo o ensinamento de Jesus. A agitação e a preocupação de Marta a impedem de escutar a palavra do Mestre, como na parábola do semeador, onde as preocupações sufocam a semente e esta não produz fruto (cf. Lc 8,14). Maria soube escolher a melhor parte, ou seja, soube reconhecer que, atentos à palavra de Jesus, nossa vida e nossas ações ganham novo significado.

O quanto falta da atitude de Maria, a nós que frequentemente nos agitamos e inquietamos por tantas coisas? Quando aprendemos com o Mestre, reconhecemos a única coisa necessária, a vida que ele nos doa e que ninguém nos poderá tirar. Encontramos então, por acréscimo, tudo o mais: a esperança, a fé e o amor que nos impulsionam a doar-nos como ele se doou.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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MARTA E MARIA HOJE EM DIA

Vamos imaginar que duas pessoas estejam em uma capela: Martinha e Mariana. Martinha chega, vê que o chão está sujo. Acha logo uma vassoura, começa a varrer. Em seguida, procura um pano para passar nos bancos. Enquanto isso, lá perto do altar, está Mariana, de olhos fechados, de joelhos. Martinha pensa: “Bem que ela poderia me ajudar, né? Fica aí se fazendo de santa, mas não se importa com esta sujeira toda aqui em nossa igrejinha. Será que não está vendo?” Mas Mariana nem se mexe. Ela pensa que está fazendo a coisa mais importante: falando com Jesus.

Vamos falar com sinceridade: nosso primeiro pensamento é dar razão a Martinha. Afinal de contas, não custava à outra ajudar um pouco. Mas vamos raciocinar um pouco mais e nos perguntar: de que adianta termos uma igreja limpinha se ninguém reza? Se Mariana estivesse dormindo, ou fazendo fofoca lá fora, enquanto Martinha trabalhava, não teríamos dúvidas de que a primeira estava fazendo alguma coisa errada e, por isso, merecia bela chamada de atenção. Muita gente ainda pensa que rezar é coisa de quem não tem o que fazer. Quantas pessoas, embora se digam católicas, não se organizam para participar das celebrações da comunidade…

Convém aprender uma coisa: rezar não é perder tempo, mas é a melhor forma de aproveitar o tempo. É verdade que não podemos passar o tempo inteiro rezando. Enquanto vivemos neste mundo, precisamos comer, limpar os ambientes, lavar as roupas e fazer tantas outras coisas para nosso bem-estar. Mesmo os religiosos que se dedicam a uma vida de oração não se esquecem da lei do trabalho; tanto é que a regra de são Bento, inspirador de muitos monges e monjas, é sintetizada na frase “reza e trabalha”.

O trabalho é muito importante, sim, mas é preciso saber que ele não é tudo. Estar com os amigos, dar atenção às pessoas, é muito importante também. Há pessoas que não gostam de ir a festas de família para não deixar de trabalhar. Será que o dinheiro, os bens materiais, valem mais do que o encontro com as pessoas amadas? E, com maior razão, cumpre-nos saber interromper nosso trabalho para estar com Jesus, especialmente na eucaristia, na celebração da Palavra ou em outras celebrações da comunidade.

Pe. Claudiano Avelino dos Santos, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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Ouvir e aprender do mestre Jesus
O discípulo e a discípula de Jesus são convidados a ouvir sua Palavra e crescer na intimidade com ele. O Senhor é o mestre a quem sempre queremos acolher no coração, para aprender dele as lições que orientam nossa vida e nos ajudam a viver como irmãos e irmãs.

17.07

LIÇÃO DE VIDA: É importante cultivar o dom da acolhida e da hospitalidade, oferecendo generosamente um pouco do nosso tempo às pessoas que necessitam do nosso auxílio.


RITOS INICIAIS

Salmo 53, 6.8
ANTÍFONA DE ENTRADA: Deus vem em meu auxílio, o Senhor sustenta a minha vida. De todo o coração Vos oferecerei sacrifícios, cantando a glória do vosso nome.

Introdução ao espírito da Celebração:
A Liturgia deste Domingo lembra-nos que a oração frequente, na escuta atenta da Palavra de Deus, deve ocupar um lugar prioritário na nossa vida diária. Se o trabalho nos afasta de Deus, algo está errado. Deus criou-nos para O amarmos sobre todas as coisas e amarmos o próximo como a nós mesmos. Temos que fazer do trabalho um exercício de amor. Tudo devemos fazer para a glória de Deus.

ORAÇÃO COLECTA: Sede propício, Senhor, aos vossos servos e multiplicai neles os dons da vossa graça, para que, fervorosos na fé, esperança e caridade, perseverem na fiel observância dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor …


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Abraão acolhe, no Hebron, com requintes de delicadeza, o próprio Deus que vem ao seu encontro, em forma humana, acompanhado por dois Anjos, também em forma humana. Como recompensa, o Senhor dá cumprimento à promessa que lhe fizera: dentro de um ano, Sara, sua esposa, dará à luz um filho.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Gênesis 18,1-10

Leitura do livro do Gênesis. 18 1 O Senhor apareceu a Abraão nos carvalhos de Mambré, quando ele estava assentado à entrada de sua tenda, no maior calor do dia. 2 Abraão levantou os olhos e viu três homens de pé diante dele. Levantou-se no mesmo instante da entrada de sua tenda, veio-lhes ao encontro e prostrou-se por terra. 3 “Meus senhores, disse ele, se encontrei graça diante de vossos olhos, não passeis avante sem vos deterdes em casa de vosso servo. 4 Vou buscar um pouco de água para vos lavar os pés. 5 Descansai um pouco sob esta árvore. Eu vos trarei um pouco de pão, e assim restaurareis as vossas forças para prosseguirdes o vosso caminho; porque é para isso que passastes perto de vosso servo.” Eles responderam: “Faze como disseste.” 6 Abraão foi depressa à tenda de Sara: “Depressa, disse ele, amassa três medidas de farinha e coze pães.” 7 Correu em seguida ao rebanho, escolheu um novilho tenro e bom, e deu-o a um criado que o preparou logo. 8 Tomou manteiga e leite e serviu aos peregrinos juntamente com o novilho preparado, conservando-se de pé junto deles, sob a árvore, enquanto comiam. 9 E disseram-lhe: “Onde está Sara, tua mulher?” “Ela está na tenda”, respondeu ele. 10 E ele disse-lhe: “Voltarei à tua casa dentro de um ano, a esta época; e Sara, tua mulher, terá um filho.” Ora, Sara ouvia por detrás, à entrada da tenda.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

A Liturgia de hoje propõe-nos a hospitalidade de Abraão em função daquela outra hospitalidade das irmãs de Lázaro, também oferecida ao Senhor. Porém, à sombra do carvalho de Mambré (um pouco a Norte de Hebron), não se podia dizer, com propriedade, que Deus comia, ao passo que, quando Jesus tomava os manjares cuidadosamente preparados por Marta, era o próprio Deus que comia, em virtude do mistério da Incarnação.

2 «Viu três homens». Nesta misteriosa teofania, cujo relato fortemente antropomórfico evi­dencia a tradição javista, Deus aparece «em forma humana» não sendo reconhecido logo à primeira. O Senhor vem acompanhado de outras duas figuras, igualmente de forma humana, dois anjos, segundo adiante se diz (19, 1). Abraão tem para com os caminheiros uma magnífica hospitalidade (vv. 4-8), de estilo oriental, enquanto lhes vai reconhecendo, pouco a pouco, o carácter sobrenatural (vv. 9.13.14).

3 «Meu Senhor…» Abraão dirigia-se àquele que lhe perece ser o chefe da comitiva. Muitos Padres, fazendo uma exegese espiritual, viram aqui um prenúncio da futura revelação da SS. Trindade: é célebre a frase de Santo Hilário «tres vidit et unum adoravit» («viu três e adorou um»).

10 «Daqui a um ano», à letra, «no tempo da vida» (ka‘et hayyáh), que alguns traduzem «daqui a nove meses» (o tempo da gravidez)

A hospitalidade de Abraão e a promessa de Deus

A primeira leitura nos mostra como a hospitalidade de Abraão é recompensada pela promessa de Deus. Sob a aparência de três viajantes, Deus apresenta-se, incógnito, a Abraão, que demonstra toda aquela hospitalidade tão apreciada no Oriente. Aos poucos, o foco da narrativa se desloca da hospitalidade de Abraão para a promessa de Deus. Abraão não perguntou pela identidade de seus hóspedes. Agiu por bondade gratuita. Com a mesma gratuidade, Deus lhe concede o que era estimado impossível: um filho de sua mulher Sara, já idosa.

A leitura mostra que, quando se está oferecendo hospitalidade, na realidade se está recebendo a generosidade de Deus. A hospitalidade que Abraão, generosa e gratuitamente, oferece a três homens, perto do carvalho de Mambré, transforma-se em receber. Ele recebe a coisa que mais deseja: um filho de sua mulher legítima, Sara. Talvez por isso se diz que a hospitalidade é “receber” uma pessoa: o hóspede é um dom para nós…

Deus passa por nossa vida, junto de nossa casa, e importa fazê-lo entrar (Gn 18,3), para que a nossa vida não fique vazia. Deus pode chegar como um viajante, um necessitado, e nossa gratuita bondade deve estar pronta para o “receber” no momento imprevisto.

AMBIENTE

Os capítulos 12-36 do Livro do Génesis são um conjunto de textos sem grande unidade e sem carácter de documento histórico ou de reportagem jornalística de acontecimentos. Fundamentalmente, estamos diante de uma mistura de “mitos de origem” (que narravam a chegada de um “fundador” a um determinado local e a tomada de posse daquela terra), de “lendas cultuais” (que relatavam como um deus qualquer apareceu em determinado local a um desses “fundadores” e como esse lugar se tornou um local de culto) e de relatos onde se expressa a realidade da vida nómada durante o segundo milénio antes de Cristo.

Na origem do texto que hoje nos é proposto como primeira leitura está, provavelmente, uma antiga “lenda cultual” que narrava como três figuras divinas tinham aparecido a um cananeu anónimo junto do carvalho sagrado de Mambré (perto de Hebron), como esse cananeu os tinha acolhido na sua tenda e como tinha sido recompensado com um filho pelos deuses (Mambré é um famoso santuário cananeu, já no terceiro milénio a.C., muito antes de Abraão aí ter chegado). Mais tarde, quando Abraão se estabeleceu nesse lugar, a antiga lenda cananaica foi-lhe aplicada e ele passou a ser o herói desse encontro com as figuras divinas. No séc. X a.C. (reinado de Salomão), os autores jahwistas recuperaram essa velha lenda para apresentar a sua catequese.

MENSAGEM

Qual é, então, a proposta catequética que os autores jahwistas querem fazer passar, servindo-se dessa velha “lenda cultual”?

No estado actual do texto, a personagem central é Abraão. É esta figura que os catequistas jahwistas vão apresentar aos israelitas da época de Salomão, como um modelo de vida e de fé.

O texto apresenta-nos Abraão “sentado à entrada da sua tenda, na hora de maior calor do dia” (vers. 1). De repente, aparecem três homens diante de Abraão (vers. 2). Abraão convida-os a entrar; não se limita a trazer-lhes água para lavar os pés, mas improvisa um banquete com pão recentemente cozido, com um vitelo “tenro e bom” do rebanho, com manteiga e leite; depois, fica de pé junto deles, na atitude do servo sempre vigilante para que nada falte aos convidados (vers. 3-8): é a lendária hospitalidade nómada no seu melhor.

Abraão é, assim, apresentado, como o modelo do homem íntegro, humano, bondoso, misericordioso, atento a quem passa e disposto a repartir com ele, de forma gratuita, aquilo que tem de melhor.

Terminada a refeição, é anunciada a Abraão a próxima realização dos seus anseios mais profundos: a chegada de um filho, o herdeiro da sua casa, o continuador da sua descendência (vers. 9-10). Aparentemente, o dom do filho é a resposta de Deus à acção de Abraão: o catequista jahwista pretende dizer que Deus não deixa passar em claro, mas recompensa uma tal atitude de bondade, de gratuidade, de amor.

O texto apresenta, complementarmente, a atitude do verdadeiro crente face a Deus. Ao longo do relato – sem que fique expresso se Abraão tem ou não consciência de que está diante de Deus – transparece a serena submissão, o respeito, a confiança total (num desenvolvimento que, contudo, não aparece na leitura que nos é proposta, Sara ri diante da “promessa”; mas Abraão conserva-se em silêncio digno, sem manifestar qualquer dúvida – vers. 10b-15): tais são as atitudes que o crente israelita é convidado a assumir diante desse Deus que vem ao encontro do homem.

Atente-se, também, na sugestiva imagem de um Deus que irrompe repentinamente na vida do homem, que aceita entrar na sua tenda e sentar-Se à sua mesa, constituindo-Se em comunidade com ele. Por detrás desta imagem, está o significado do comer em conjunto: criar comunhão, estabelecer laços de família, partilhar vida. O jahwista apresenta, assim, um Deus dialogante, que quer estabelecer laços familiares com o homem e estabelecer com ele uma história de amor e de comunhão.

O catequista jahwista aproveitou a velha “lenda cultual” e a figura inspirativa de Abraão para apresentar aos homens do seu tempo o modelo do crente: ele é aquele a quem Deus vem visitar, que o acolhe na sua casa e na sua vida de forma exemplar, que coloca tudo o que possui nas mãos de Deus e que manifesta, com o seu comportamento, a sua bondade, a sua humanidade, a sua confiança e a sua fé; ele é aquele que partilha o que tem com quem passa e cumpre em grau extremo o sagrado dever da hospitalidade. A realização dos anseios mais profundos do homem é a recompensa de Deus para quem age como Abraão.

ACTUALIZAÇÃO

Na reflexão, ter em conta os seguintes elementos:

• Cada vez mais, o sagrado sacramento da hospitalidade está em crise, pelo menos na nossa civilização ocidental. O egoísmo, o fechamento, o “salve-se quem puder”, o “cada um que se meta na sua vida”… parecem marcar cada vez mais a nossa realidade. No entanto, são cada vez mais as pessoas perdidas, não acolhidas, que têm por tecto os buracos das nossas cidades… De África, do Leste da Europa, da Ásia, da América Latina, chegam todos os dias à fronteira da “fortaleza Europa” bandos de deserdados, que procuram conquistar, com sangue, suor e lágrimas, o direito a uma vida minimamente humana. Que fazer por eles? Como os acolhemos: com indiferença e agressividade, ou com a atitude humana e misericordiosa de Abraão? Temos consciência de que, em cada irmão deserdado, é Deus que vem ao nosso encontro?

• É com atenção, com bondade, com respeito, que as pessoas são acolhidas na nossa família, na nossa comunidade cristã, nas nossas repartições públicas, nas urgências dos nossos hospitais, nas recepções das nossas igrejas, nas portarias das nossas comunidades religiosas?

• A atitude de Abraão face a Deus é, também, questionante, numa época em que muita gente vê em Deus um concorrente ou um rival do homem… Abraão é o crente que acolhe Deus na sua vida, que aceita viver em comunhão com Ele, que aceita pôr tudo o que tem nas mãos de Deus e que se coloca diante de Deus numa atitude de respeito, de submissão, de total confiança. Qual é a atitude que marca, dia a dia, a nossa relação com Deus?

Subsídios:
1ª Leitura:
 (Gn 18,1-10a) A hospitalidade de Abraão e a promessa de Deus – Sob a aparência de 3 viageiros, Deus apresenta-se “incógnito” a Abraão, que desempenha toda a hospitalidade tão apreciada no Oriente. Mas o acento desliza da hospitalidade de Abraão para a promessa de Deus. Abraão não perguntou pela identidade de seus hóspedes. Agiu por gratuita bondade. Com a mesma gratuidade Deus lhe concede o que era estimado impossível: um filho do seio de Sara. – Deus passa por nossa vida, e nós devemos fazê-lo entrar, pois, senão, nossa vida fica vazia. Deus vem como um necessitado, um viajante, e nossa gratuita bondade deve estar pronta para acolhê-lo no momento imprevisto. * Cf. Gn 15,3-5; 17,15-21; Hb 13,2; Rm 9,9.



Salmo Responsorial

Monição: O Salmo Responsorial que vamos meditar é um convite à pureza evangélica, nas nossas relações com Deus e com os nossos irmãos.

SALMO RESPONSORIAL – 14/15

Senhor, quem morará em vossa casa?

É aquele que caminha sem pecado
e pratica a justiça fielmente;
que pensa a verdade no seu íntimo
e não solta em calúnias sua língua.

Que em nada prejudica o seu irmão
nem cobre de insultos seu vizinho;
que não dá valor algum ao homem ímpio,
mas honra os que respeitam o Senhor.

Não empresta o seu dinheiro com usura
nem se deixa subornar contra o inocente.
Jamais vacilará quem vive assim!

Segunda Leitura

Monição: S. Paulo esquece-se de si para se dar aos outros; por isso sente-se alegre, mesmo quando sofre, «completando em si próprio o que falta às tribulações de Cristo, em benefício da Igreja».

Colossenses 1,24-28

Leitura da carta de são Paulo aos Colossenses. 1 24 Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja. 25 Dela fui constituído ministro, em virtude da missão que Deus me conferiu de anunciar em vosso favor a realização da palavra de Deus, 26 mistério este que esteve escondido desde a origem às gerações (passadas), mas que agora foi manifestado aos seus santos. 27 A estes quis Deus dar a conhecer a riqueza e glória deste mistério entre os gentios: Cristo em vós, esperança da glória! 28 A ele é que anunciamos, admoestando todos os homens e instruindo-os em toda a sabedoria, para tornar todo homem perfeito em Cristo.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

24 «Completo». O verbo grego (ant-ana-plêrô), sendo composto de duas preposições que lhe enriquecem o significado, é difícil de traduzir em toda a sua expressividade: «antí» encerra a ideia de «em vez de (outrem)»; «aná», a ideia de «até cima» (isto é, a transbordar). Há pois uma realidade inacabada que há que completar plenamente («até cima»). S Paulo não diz que a obra da Salvação, enquanto Redenção objectiva, não tenha sido perfeita, ou lhe falte algo para atingir o seu valor intrínseco, mas deixa ver como ele próprio tem uma missão a cumprir plenamente em benefício da Igreja, isto é, em ordem à salvação das almas, e esta missão tem de a levar a cabo «em vez de» alguém, que é Cristo, de quem se tornou «ministro» (v. 23) e «embaixador» (cf. 2 Cor 5, 20). E, neste sentido, há algo que falta à «paixão de Cristo». A palavra traduzida por «paixão» é expressa em grego por um termo que nunca aparece no Novo Testamento aplicado à Paixão de Jesus: «thlípsai» (tribulações). E que tribulações de Cristo são estas? São as que Cristo sofreu na sua vida mortal, ou as que sofrem os cristãos, membros do Corpo (místico) de Cristo? Uns, seguindo os Padres Gregos, pensam que se deve entender a expressão referida aos próprios padecimentos de Jesus, não no sentido de que tivesse faltado algo à sua Paixão para poder redimir os homens, mas no sentido de que Deus conta com o sacrifício e a colaboração dos homens para aplicar a todas as pessoas os méritos da Redenção (Redenção subjectiva), o que está de acordo com 1 Cor 3, 5-15; 4, 1-5; segundo esta opinião, S. Paulo quer dizer que é à própria Paixão de Cristo que falta a nossa quota parte (para que os seus méritos sejam aplicados). Outros, seguindo Santo Agostinho, entendem por «tribulações de Cristo» as tribulações padecidas pelos membros do seu Corpo Místico, pois a Paixão de Cristo continua-se nos membros da Igreja que sofrem em união com Cristo; em favor desta opinião está o termo grego que, como disse, nunca se aplica à Paixão de Jesus. De qualquer modo, exprime-se sempre neste texto uma realidade misteriosa e sobrenatural: é que temos uma missão a levar a cabo – completar em benefício de Igreja –, a favor da salvação de todos, «com os sofrimentos que suporto»; e esta missão é co-redentora.

A manifestação do mistério de Cristo no Apóstolo

A segunda leitura nos fala da manifestação do mistério de Cristo na missão do apóstolo. Servir a Cristo é participar de seu sofrimento. No sofrimento próprio, Paulo vê confirmada sua comunhão com Cristo, e isso é para ele uma alegria. Ele quer revelar o “mistério de Deus” – que é Cristo – por sua vida. Cristo é a “esperança da glória”. “Cristo no meio de nós” (1,27) não é um belo pensamento, mas força que nos impele ao encontro dos irmãos. Cristo é, em nós, a esperança, a impaciência do dia que há de manifestar, plenamente, o que ele é e o que nós seremos nele.

Deus vem ao ser humano. Paulo sabe dessa união de Deus e Cristo com o ser humano, que lhes pertence. O apóstolo considera o seu sofrimento como a complementação, no próprio corpo, do sofrimento de Cristo. Não que faltasse algo ao sofrimento de Cristo por parte deste – faltava algo por parte de Paulo; o sofrimento de Cristo precisava ser completado pela participação de Paulo. Isso, aliás, vale para todos nós. Só nos apropriamos, por assim dizer, da paixão de Cristo por nossa “com-paixão”.

Paulo anuncia a palavra de Deus em sua plenitude: o mistério escondido desde a eternidade, a realidade só conhecida por quem dela participa, a esperança da glória, “Cristo em vós”. Na comunidade dos fiéis, da qual Paulo se tornou apóstolo, está presente aquele que assume todo o sentido de nossa vida e da criação toda (Cl 1,15-20, cf. domingo passado). Para que fossem levados à perfeição os que receberam sua pregação, Paulo oferece sua vida.

(Querendo usar um texto mais afinado com o tema do evangelho e da primeira leitura, veja-se 1Pd 4,9-11: “Sede hospitaleiros”.)

AMBIENTE

Continuamos com a leitura dessa Carta aos Colossenses que já vimos no passado domingo. Recordemos que é uma carta escrita por Paulo da prisão (em Roma), convidando os habitantes da cidade de Colossos (Ásia Menor) a não darem ouvidos a esses doutores para quem a fé em Cristo devia ser complementada com o culto dos anjos, com rituais legalistas, com práticas ascéticas rigoristas e com a observância de certas festas… Para Paulo, o único necessário é Cristo: a sua vida, o seu testemunho, a sua cruz (o dom da vida por amor) e a sua ressurreição. Estamos por volta dos anos 61/63.

O texto que nos é proposto inicia a parte polémica da carta. Nele, Paulo apresenta o seu próprio exemplo, para que ele sirva de estímulo aos Colossenses.

MENSAGEM

Qual é, então, o exemplo que o apóstolo quer propor aos cristãos de Colossos? É um exemplo de alguém que, a partir da sua conversão, se alheou de tudo o resto, fez de Cristo a referência fundamental e se preocupou apenas em pôr a sua vida ao serviço de Cristo.

Ao longo do seu caminho de missionário, Paulo sofreu muito para levar a proposta de salvação a todos os homens, sem excepção (cf. 2 Cor 11,23-29). Inclusive, no momento em que escreve, Paulo está prisioneiro por causa do anúncio do Evangelho. No entanto, o apóstolo sente-se feliz pois sabe que esses sofrimentos não foram em vão, mas deram frutos e levaram muita gente a descobrir Jesus Cristo e a sua proposta de libertação.

Mais ainda: os sofrimentos de Paulo completam “o que falta à paixão de Cristo, em favor do seu corpo que é a Igreja”. Que significa isto? Para uns, Paulo refere-se à união da Igreja/corpo com o Cristo/cabeça: uma vez que a cabeça (Cristo) sofreu, os membros devem sofrer também para partilhar a sorte que a cabeça suportou. Esta explicação põe em relevo a união dos cristãos com Cristo e dos cristãos entre si.

Para outros, Paulo refere-se à acção redentora de Jesus: para Jesus, a redenção significou a cruz e o dom da vida; se os apóstolos aceitam ser testemunhas da redenção, isso implica, também para eles, o dom da vida (que passa pela perseguição e pelo sofrimento). Esta explicação põe em relevo a unidade do ministério de Cristo e dos apóstolos e a necessidade do testemunho apostólico. Esta explicação – que aparece já nos Padres Gregos – é a que está mais de acordo com o contexto.

De resto, Paulo tem consciência de que foi chamado por Cristo a anunciar o “mistério” (“mystêrion” – vers. 26). Esta palavra (que a “Lumen Gentium” retomará para definir a Igreja e a sua missão no mundo – cf. LG 1) designa, em Paulo, o plano salvador de Deus, escondido aos homens durante séculos, revelado plenamente na vida, na acção e nas palavras de Jesus Cristo e continuado pelos discípulos de Jesus (Igreja) na história. O esforço de Paulo (e dos cristãos em geral) deve ir no sentido de continuar a apresentação desse projecto de salvação/libertação que traz a vida em plenitude aos homens de toda a terra.

Paulo convida, pois, os Colossenses a construir a sua vida à volta de Jesus e do seu projecto (mesmo que isso implique sofrimento e perseguição); com o seu exemplo, Paulo estimula-os a uma comunhão cada vez mais perfeita com Cristo, pois é em Cristo (e não nos anjos, ou nas prática legalistas, ou nas práticas ascéticas) que os crentes encontrarão a salvação e a vida em plenitude.

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão deste texto pode abordar as seguintes questões:

• Paulo é, para os crentes, uma das figuras mais questionantes da história do cristianismo. É o cristão de “vistas largas”, que não se deixa amarrar pelas coisas secundárias, mas sabe discernir o essencial e lutar por aquilo que é importante… Mas, sobretudo, é o exemplo do apóstolo por excelência, do apóstolo para quem Cristo é tudo e que põe cada batida do seu coração ao serviço do Evangelho e da libertação dos homens. É com o mesmo empenho de Paulo que eu “agarro” a missão que Cristo me confiou? Como é que a nossa comunidade trata e considera esses irmãos que, tantas vezes escondidos atrás da sua simplicidade e humildade, dão a vida à causa do Evangelho e da libertação dos outros?

• A centralidade que Cristo assume na experiência religiosa de Paulo leva-o à conclusão de que Cristo basta e que tudo o resto assume um valor relativo (quando não serve, até, para “desviar” os crentes do essencial). Que valor ocupa Cristo na minha experiência de fé? Ele é a prioridade fundamental, ou há outras imagens ou ritos que chegam a ocupar o lugar central que só pode pertencer a Cristo?

Subsídios:
2ª leitura: (Cl 1,24-28): A manifestação do mistério de Cristo no Apóstolo – Servir a Cristo é participar de seu sofrimento. No seu sofrimento, Paulo vê confirmada sua comunhão com Cristo; e isso lhe é uma alegria. Quer revelar o “mistério de Deus” – que é Cristo – por sua vida. Cristo é a “esperança da glória”. “Cristo no meio de nós” (1,27) não é um belo pensamento, mas uma força que nos impele ao encontro de nossos irmãos. Ele é, em nós, a esperança, a impaciência do Dia que há de manifestar plenamente o que ele é e o que nós seremos nele. * 1,24-25 cf. Ef 3,1-13; 2Cor 7,4; 12,10 * 1,26-27 cf. Rm 16,25-26; Ef 2,13-22; 1Tm 1,1 * 1,28 cf. Ef 4,13.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Felizes os que observam a palavra do Senhor de reto coração e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes! (Lc 8,15)

Evangelho

Monição: Ouvir a Palavra de Deus e pô-la em prática é o que há de mais importante na nossa vida. Ouçamos o que nos diz o Evangelho.

Lucas 10,38-42

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! 10 38 Estando Jesus em viagem, entrou numa aldeia, onde uma mulher, chamada Marta, o recebeu em sua casa. 39 Tinha ela uma irmã por nome Maria, que se assentou aos pés do Senhor para ouvi-lo falar. 40 Marta, toda preocupada na lida da casa, veio a Jesus e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe só a servir? Dize-lhe que me ajude”. 41 Respondeu-lhe o Senhor: “Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas; 42 no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

38 «Entrou em certa povoação». É razoável pensar que se trata de Betânia, «aldeia de Maria e de Marta» (Jo 11, 1; 12, 1-3), situada na vertente oriental do Monte das Oliveiras, a cerca de uns 3 km a leste de Jerusalém, hoje chamada El-’azariye (isto é, a terra de Lázaro). Só S. Lucas relata este verdadeiro «idílio familiar», o que denota quanto Jesus era amigo daqueles três irmãos; o facto de omitir o nome da aldeia pode dever-se a querer evitar apresentar Jesus já em Jerusalém ainda antes de terminar a secção da «grande viagem» rumo a Jerusalém.

41 «Marta, Marta, andas inquieta e agitada…» Marta é quem recebe Jesus como verdadeira dona de casa, activa, cuidando todos os pormenores: Maria é uma «alma interior», contemplativa, silenciosa. O génio activo de Marta, obcecado pelo cuidado de preparar para Jesus um bom acolhimento, entra em choque com a aparente inactividade contemplativa da irmã e este choque toma a forma dum protesto dirigido a Jesus, que parecia favorecer a inactividade da irmã: «Senhor, não te importas…» (v. 40). Mas Jesus dá razão a Maria! A única coisa necessária é privar com o Mestre, estar atento às suas palavras. Esta única coisa necessária parece ter, pois, um sentido espiritual já na própria intenção de Jesus ao falar; não se trata de uma só coisa (para comer), como se Jesus quisesse apenas dizer: um prato chega. Alguns tradu­zem «há necessidade de poucas coisas, ou melhor, uma só»,baseados em códices de muito valor. Neste caso, nas palavras de Jesus, haveria a passagem de um sentido material – «poucas coisas» – para um sentido espiritual – «uma só». No texto original, a parte escolhida por Maria é designada como «a boa porte», o que deixa ver uma suave censura à preocupação de Marta, não porque seja reprovável preparar uma boa refeição a Jesus, mas sim o dar a este trabalho um valor exagerado, pois os seus discípulos não devem andar «inquietos» com as coisas de comer e de beber, mais do que com as coisas do Reino de Deus (cf. Lc 12, 29-31; Mt 6, 25-34).

Marta e Maria: o único necessário

O evangelho, com o episódio de Jesus na casa de Marta e Maria, focaliza “o único necessário”.

Quem acolhe um hóspede parece estar oferecendo algo – a hospitalidade –, mas pode ser que, na realidade, esteja recebendo mais do que oferece, como foi o caso de Abraão na primeira leitura. Lida nessa ótica, a história de Marta e Maria se torna reveladora. Hospedar e cuidar é bom; mais fundamental, porém, é “receber” o dom que é o hóspede, com tudo o que tem de mais importante. E o mais importante, no caso, é a palavra de Jesus. Ele não veio para se fazer servir como um freguês num hotel; veio para servir (Mt 20,28), e serve por meio de sua palavra, de sua vida inteira. Ele é inteiramente palavra, palavra de Deus, no seu dizer, no seu fazer, no seu sofrer. Acolher essa palavra é o único necessário.

Quem se esgota em “fazer coisas” para o outro, sem realmente o “receber”, pode ser chamado de ativista. O ativismo é um mal de nosso tempo, mas não data deste século. É doença que espreita a humanidade desde sempre. Jesus aproveita as intensas ocupações da “dona Marta”, sua anfitriã, para falar desse assunto. Marta dá muita importância aos próprios afazeres e pouca àquilo que recebe de Jesus. Ela deseja que Maria, imersa na escuta das palavras do Mestre, interrompa sua escuta e a ajude a preparar a comida. Mas por que preparar comida se não se sabe para quê? Se alguém não se abre para receber a mensagem, para que acolher o mensageiro? Um bom anfitrião procura servir o melhor possível, mas, se não escuta o que o visitante tem para dizer, fará uma monte de coisas, mas a finalidade real da visita não se realizará. “Marta, Marta, tu te ocupas com muitas coisas; uma só, porém, é realmente necessária…” Jesus não diz o que é essa coisa necessária, mas a história nos faz entender que é o que Maria estava fazendo: escutar Jesus. Maria escolheu a parte certa. Mais fundamental do que a casa bem arrumada e a mesa bem provida com que Marta se preocupa é acolher Jesus, com suas palavras, no coração. Então a mesa bem preparada servirá para sua verdadeira finalidade.

O ativismo, mesmo a serviço dos outros, corre o perigo de ser um serviço a si mesmo: autoafirmação à custa de quem é o “objeto” de nossa caridade. A superação do ativismo consiste em ver o mistério de Deus nas pessoas, assim como Maria o enxergou em Jesus, o porta-voz de Deus, o portador das “palavras de vida eterna” (cf. Jo 6,68).

O hóspede vem a nós com uma recomendação de Deus, e por isso lhe dedicamos atenção. Nossa preocupação não deve ser os nossos próprios afazeres, mas a interpelação que o rosto do outro nos dirige. Então não lhe imporemos uma hospitalidade que nós inventamos em proveito de nossa autoafirmação, mas abriremos o coração àquilo que ele diz e é. É isso que Jesus lembra a Marta.

A verdadeira contemplação não é uma fuga a pensamentos aéreos, mas aquele realismo superior que nos leva a ver Deus no ser humano e o ser humano em Deus. Essa contemplação é também o fundamento da verdadeira práxis da fé, que consiste, precisamente, em tratar o ser humano como filho e representante de Deus. Para isso, o centro de nossa preocupação não deve ser nossa atividade, mas a pessoa humana que nos é dada e que nós “recebemos” como um dom da parte de Deus.

AMBIENTE

Este episódio situa-nos numa aldeia não identificada, em casa de duas irmãs (Marta e Maria). Estas duas irmãs são, provavelmente, as mesmas Marta e Maria, irmãs de Lázaro, referidas em Jo 11,1-40 e Jo 12,1-3. Se assim for, a acção passa-se em Betânia, uma pequena aldeia situada na encosta oriental do Monte das Oliveiras, a cerca de 3 quilómetros de Jerusalém. Continuamos, de qualquer forma, a percorrer esse “caminho de Jerusalém”, durante o qual Jesus vai revelando aos seus discípulos os projectos do Pai e os vai preparando para o testemunho do Reino.

MENSAGEM

Estamos no contexto de um banquete. Não se diz se havia muitos ou poucos convidados; o que se diz é que uma das irmãs (Marta) andava atarefada “com muito serviço” (vers. 40), enquanto a outra (Maria) “sentada aos pés de Jesus, ouvia a sua Palavra” (vers. 39). Marta, naturalmente, não se conformou com a situação e queixou-se a Jesus pela indiferença da irmã. A resposta de Jesus (vers. 41-42) constitui o centro do relato e dá-nos o sentido da catequese que, com este episódio, Lucas nos quer apresentar: a Palavra de Jesus deve estar acima de qualquer outro interesse.

Há, neste texto, um pormenor que é preciso pôr em relevo. Diz respeito à “posição” de Maria: “sentada aos pés de Jesus”. É a posição típica de um discípulo diante do seu mestre (cf. Lc 8,35; Act 22,3). É uma situação surpreendente, num contexto sociológico em que as mulheres tinham um estatuto de subalternidade e viam limitados alguns dos seus direitos religiosos e sociais; por isso, nenhum “rabbi” da época se dignava aceitar uma mulher no grupo dos discípulos que se sentavam aos seus pés para escutar as suas lições. Lucas (que, na sua obra, procura dizer que Jesus veio libertar e salvar os que eram oprimidos e escravizados, nomeadamente as mulheres) mostra, neste episódio, que Jesus não faz qualquer discriminação: o facto decisivo para ser seu discípulo é estar disposto a escutar a sua Palavra.

Muitas vezes, este episódio foi lido à luz da oposição entre acção e contemplação; no entanto, não é bem isso que aqui está em causa… Lucas não está, nesta catequese, a explicar que a vida contemplativa é superior à vida activa; está é a dizer que a escuta da Palavra de Jesus é o mais importante para a vida do crente, pois é o ponto de partida da caminhada da fé. Isto não significa que o “fazer coisas”, que o “servir os irmãos” não seja importante; mas significa que tudo deve partir da escuta da Palavra, pois é a escuta da Palavra que nos projecta para os outros e nos faz perceber o que Deus espera de nós.

ACTUALIZAÇÃO

Na reflexão e actualização, ter em conta as seguintes linhas:

• O nosso tempo vive-se a uma velocidade estonteante… Para ganhar uns minutos, arriscamos a vida porque “tempo é dinheiro” e perder um segundo é ficar para trás ou deixar acumular trabalho que depois não conseguimos “digerir”. Mudamos de fila no trânsito da manhã vezes incontáveis para ganhar uns metros, passamos semáforos vermelhos, comemos de pé ao lado de pessoas para quem nem olhamos, chegamos a casa derreados, enervados, vencidos pelo cansaço e pelo stress, sem tempo e sem vontade de brincar com os filhos ou de lhes ler uma história e dormimos algumas horas com a consciência de que amanhã tudo vai ser igual… Claro que estas são as exigências da vida moderna; mas, como é possível, neste ritmo, guardar tempo para as coisas essenciais? Como é possível encontrar espaço para nos sentarmos aos pés de Jesus e escutarmos o que Ele tem para nos propor?

• Nas nossas comunidades cristãs e religiosas, encontramos pessoas que fazem muitas coisas, que se dão completamente à missão e ao serviço dos irmãos, que não param um instante… É óptimo que exista esta capacidade de doação, de entrega, de serviço; mas não nos podemos esquecer que o activismo desenfreado nos aliena, nos massacra e asfixia. É preciso encontrar tempo para escutar Jesus, para acolher e “ruminar” a Palavra, para nos encontrarmos com Deus e connosco próprios, para perceber os desafios que Deus nos lança. Sem isso, facilmente perdemos o sentido das coisas e o sentido da missão que nos é proposta; sem isso, facilmente passamos a agir por nossa conta, passando ao lado do que Deus quer de nós.

• Esta época do ano – tempo de férias, de evasão, de descanso – é um tempo privilegiado para invertermos a marcha alienante que nos massacra. Que este tempo não seja mais uma corrida desenfreada para lugar nenhum, mas um tempo de reencontro connosco, com a nossa família, com os nossos amigos, com Deus e com as nossas prioridades. A oração e a escuta da Palavra podem ajudar-nos a recentrar a nossa vida e a redescobrir o sentido da nossa existência.

• Qual é a nossa perspectiva da hospitalidade e do acolhimento? Esta leitura sugere que o verdadeiro acolhimento não se limita a abrir a porta, a sentar a pessoa no sofá, a ligar a televisão para que ela se entretenha sozinha, e a correr para a cozinha para lhe preparar um banquete opíparo; mas o verdadeiro acolhimento passa por dar atenção àquele que veio ao nosso encontro, escutá-lo, partilhar com ele, a fazê-lo sentir o quanto nos preocupamos com aquilo que ele sente…

• A atitude de Jesus – que, contra os costumes da época, aceita Maria como discípula – faz-nos, mais uma vez, pensar nas discriminações que, na Igreja e fora dela, existem, nomeadamente em relação às mulheres. Fará algum sentido qualquer tipo de discriminação, à luz das atitudes que Jesus sempre tomou?

Subsídios:
Evangelho: (Lc 10,38-42) Marta e Maria: o único necessário – Quem acolhe um hóspede parece estar dando algo, mas pode ser que, na realidade, esteja recebendo. Era o caso de Abraão (1ª leitura) e muito mais ainda de Marta e Maria. Hospedar e cuidar é bom, mais fundamental, porém, é acolher o dom que é a palavra de Jesus. Ele não veio para se fazer servir, mas para servir (Mt 20,28): serve com sua palavra, com sua vida inteira. Jesus é inteiramente palavra, no seu dizer, no seu fazer, no seu sofrer. Acolher esta palavra é o único necessário. * Cf. Jo 11,1; 12,1-3; Jo 6,27.

***   ***   ***

O ativismo não data deste século. É uma doença que espreita a humanidade desde sempre. Jesus, às vezes um tanto irreverente para com seus anfitriões (cf. Lc 13,27ss), aproveita as intensas ocupações da Dona Marta, sua anfitriã, para falar do assunto (evangelho). Pois ela deseja que Dona Maria, imersa na escuta das palavras de Jesus, interrompa sua audiência e a ajude para preparar a comida. Mas, por que preparar comida, se não se sabe para quê? Se a gente não se abre para acolher a mensagem, para que acolher o mensageiro? Um bom anfitrião procura servir o melhor possível, mas se ele não faz tempo para se abastecer, que poderá oferecer? Um montão de coisas, mas não aquilo que serve. “Marta, Marta, tu te ocupas com muitas coisas; uma só, porém, é realmente indispensável...”. Não diz o quê. Só diz que Maria escolheu a parte certa: escutar Jesus. Muito mais importante do que acolher Jesus numa casa bem arrumada, a uma mesa bem provida, é acolhê-lo, com suas palavras, no coração. Então saberemos preparar a mesa do modo certo.

Marta dá muita importância àquilo que ela está fazendo, e pouca àquilo que ela recebe de Jesus. A 1ª leituramostra que, quando se está oferecendo hospitalidade, na realidade está recebendo. A hospitalidade que Abraão generosa e gratuitamente oferece a três homens, perto do carvalho de Mamré, transforma-se num receber; recebe a coisa que mais deseja: um filho de sua mulher legítima, Sara. Talvez por isso se diga que a hospitalidade é “receber” uma pessoa: o hóspede é um dom para nós.

A verdadeira hospitalidade não é preparar muitas coisas, mas acolher o dom que é a pessoa. Receber as pessoas com atenção, dar-lhes audiência, pode ser uma ocasião para receber a única coisa verdadeiramente necessária, a palavra de Deus: sua promessa (no caso de Abraão), seu ensinamento (no caso de Maria). Deus vem no ser humano. Paulo (2ª leitura) sabe desta união de Deus e Cristo com o homem que lhes pertence. Seu sofrimento, ele o considera como a complementação, no seu próprio corpo, do sofrimento de Cristo. Ele leva em si o mistério escondido desde a eternidade, a realidade que só conhece quem dela participa, a esperança da glória, “Cristo em vós”. Na comunidade dos fiéis, especialmente, desses pagãos dos quais Paulo se tornou o apóstolo, está presente aquele que assume todo o sentido de nossa vida e da criação toda (Cl 1,15-20, cf. dom. pass.). Para que esses fiéis sejam levados à perfeição, Paulo oferece sua vida.

O ativismo, mesmo a serviço dos outros, corre o perigo de ser um serviço a si mesmo: autoafirmação à custa do “objeto” de nossa caridade. A superação do ativismo consiste em ver o mistério de Deus nas pessoas, assim como Maria o enxergou em Jesus, certamente, o porta-voz de Deus, o portador das “palavras de vida eterna” (cf. Jo 6,68). Mas podemos também enxergar no homem o destinatário do carinho de Deus: é também uma maneira de ver Deus nele. A verdadeira contemplação não é uma fuga em pensamentos aéreos, mas aquele realismo superior que nos leva a ver Deus no homem e o homem em Deus. Esta contemplação é também o fundamento da verdadeira práxis da fé, que consiste, precisamente, em tratar o homem como filho e representante de Deus. Para isso, o centro de nossa preocupação não deve ser nossa atividade, mas a pessoa humana que nos é dada e que nós “recebemos” como um dom da parte de Deus.

O “IMPORTANTE” E O NECESSÁRIO

Um grande mal em nossa sociedade, e também na Igreja, é o ativismo, a falta de disposição para aprofundar o essencial, sob o pretexto de tarefas urgentes.

Neste domingo, a 1ª leitura nos mostra a virtude da hospitalidade na figura de Abraão. Deus – que nos anjos se tornou seu hóspede – o recompensa com a promessa de um filho. O evangelho, porém, parece contradizer esta lição: Jesus dá a impressão de valorizar mais a presença passiva de Maria, que fica escutando-o, do que a preocupação de Marta em bem recebê-lo. Ou será que o jeito certo de recebê-lo é o de Maria: escutar sua palavra?

Jesus observa a Marta que ela anda ocupada e preocupada com muitas coisas, enquanto uma só é necessária. Essa observação não é uma recusa da hospitalidade, mas indica uma escala de valores: a melhor parte é a que Maria escolheu! O que esta faz é fundamental e indispensável: escutar. O resto (as correrias pastorais, as reuniões) é importante, mas deve ter fundamento no escutar. Jesus censura Marta não porque ela cuida da cozinha, mas porque quer tirar Maria do escutar, para fazê-la entrar no ritmo das suas próprias ocupações. Marta não conhecia a escala de valores de Jesus.

Paulo, na 2ª leitura, pode ser um exemplo. Ele passou pela “passividade” do sofrimento, assumindo no seu corpo àquilo que o sofrimento de Cristo deixou para ele. Foi desta identificação profunda com Cristo que ele tirou a força para seu surpreendente apostolado.

Gente ocupada é o que menos falta. Mas sabemos muito bem que toda essa ocupação não gira em torno daquilo que é fundamental. Dá até pena ver certas pessoas complicarem sua vida com mil coisas de que dizem que simplificam a vida. Ao lado delas encontramos o pobre, o lavrador, o índio, vivendo uma vida simples, mas com muito mais conteúdo e sobretudo com um coração sensível e solidário.

Importa acolher (a Deus, a Jesus, aos outros) em primeiro lugar no coração. Só então a demais atuação terá sentido. Isso vale na vida pessoal e também na vida comunitária. Comunidades que giram exclusivamente em torno de preocupações e reivindicações materiais acabam esvaziando-se, caem em brigas de personalismo e ambição. Mas comunidades que primeiro acolhem com carinho a palavra de Jesus num coração disposto saberão desenvolver os projetos certos para pôr a palavra de Jesus em prática.

“Buscai primeiro o Reino de Deus...”

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

– O importante e o necessário: grande mal em nossa sociedade, e também na Igreja, é o ativismo, a falta de disposição para aprofundar o essencial, sob o pretexto de tarefas urgentes.

Na primeira leitura, vimos a virtude da hospitalidade na figura de Abraão. Deus, que nos anjos se tornou seu hóspede, recompensa-o com a promessa de um filho. Será que o evangelho não contradiz essa lição? Jesus dá a impressão de valorizar mais a presença passiva de Maria, que fica a escutá-lo, do que a preocupação de Marta em bem recebê-lo. Ou será que o jeito certo de recebê-lo é o de Maria: escutar sua palavra?

Jesus observa a Marta que ela anda ocupada e preocupada com muitas coisas, enquanto uma só é necessária. Essa observação não é uma crítica à hospitalidade, mas indica uma escala de valores: a melhor parte é a que Maria escolheu! O que esta faz é fundamental e indispensável: escutar. O resto (as correrias pastorais, as reuniões) é importante, mas deve ter fundamento no escutar. Jesus censura Marta não porque ela cuida da cozinha, mas porque quer tirar Maria do escutar para fazê-la entrar no ritmo das suas próprias ocupações. Marta não conhecia a escala de valores de Jesus.

Paulo, na segunda leitura, pode ser um exemplo. Ele passou pela “passividade” do sofrimento, assumindo no próprio corpo a sua participação no sofrimento de Cristo. Dessa identificação profunda com Cristo ele tirou a força para seu surpreendente apostolado. Gente ocupada é o que menos falta. Mas sabemos muito bem que toda essa ocupação não gira, necessariamente, em torno do fundamental. Dá até pena ver certas pessoas complicar a vida com mil coisas que, dizem, vão simplificá-la. Por outro lado, encontramos também, especialmente entre os pobres “de coração” (não aqueles com mania de rico), pessoas que levam uma vida simples, porém com muito mais conteúdo e, sobretudo, com um coração sensível e solidário.

Importa acolher (a Deus, a Jesus, aos outros) em primeiro lugar no coração. Só então as demais atuações terão sentido. Isso vale na vida pessoal e também na vida comunitária. Comunidades que giram exclusivamente em torno de preocupações e reivindicações materiais acabam esvaziando-se, caem em brigas geradas pelo personalismo e pela ambição. Mas comunidades que primeiro acolhem com carinho a palavra de Jesus num coração disposto saberão desenvolver os projetos certos para pôr essa palavra em prática.

“Buscai primeiro o Reino de Deus…”


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1. O trabalho feito por amor.
2. A fadiga e o cansaço no trabalho humano.
3. Buscar somente a glória de Deus.

1. O trabalho feito por amor.

Temos de ser santos através do trabalho ordinário, realizado com perfeição. Temos de amar a Deus e os homens, pondo amor nas coisas pequenas da jornada diária, procurando descobrir «esse algo divino que está escondido» nos pequenos pormenores.

«A vida de Jesus é inequívoca: pertence ao mundo do trabalho, reconhece e respeita o trabalho humano…Ele olha com amor o trabalho, as suas diversas manifestações, vendo em cada uma delas um aspecto particular de semelhança do homem com Deus, Criador e Pai» (João Paulo II, Laborem exercens, n.26).

«Tudo fez bem feito» (Mc. 7, 37). Estas palavras resumem bem o que foi a vida de Jesus na terra. O trabalho feito ao calor do amor de Deus faz crescer e melhorar em todas as virtudes, purificando-nos das escórias e impurezas que pouco a pouco se vão amontoando na nossa vida. O nosso trabalho deve ser feito:

– com generosidade, sem regatear tempo e esforço, enchendo as horas de trabalho intenso e bem feito. Abraão, como ouvimos na 1ª leitura, foi generoso e esforçou-se delicadamente no acolhimento dos três Personagens misteriosos que o visitaram.

– com ordem, fazendo em cada momento o que se deve fazer e estando atentos ao que se está fazendo (Cfr. Caminho 815). Jesus chama a atenção de Marta para que não esqueça outros deveres e para não andar demasiado inquieta com o seu trabalho, esquecendo Aquele para quem estava a trabalhar.

– com justiça e caridade, virtudes essenciais para santificar o trabalho.

– com audácia e fortaleza, perante o possível comportamento imoral de companheiros de trabalho.

– com mortificação e esforço. Também Jesus conheceu o cansaço e a fadiga que acompanham as tarefas diárias e experimentou a monotonia dos dias sempre iguais.

2. A fadiga e o cansaço no trabalho humano.

«O suor e a fadiga que o trabalho leva consigo necessariamente na condição actual da humanidade oferecem ao cristão e a cada homem, que foi chamado a seguir Cristo, a possibilidade de participar no amor à Obra da Redenção que Cristo veio realizar. Esta obra de salvação realizou-se precisamente através do sofrimento e da morte na Cruz. Suportando a fadiga do trabalho em união com Cristo crucificado por nós, o homem colabora de certo modo com o Filho de Deus na Redenção da humanidade. Mostra-se verdadeiro discípulo de Jesus, levando por sua vez a cruz de cada dia na actividade que foi chamado a realizar» (João Paulo II, Laborem exercens,n.27).

Todo o trabalho, segundo o desígnio de Deus, deve referir-se a Deus, pois trata-se de colaborar com o Criador na construção o mundo. O trabalho pode converter-se em algo «monótono» e «aborrecido», algo «sem sentido», se o último fim do mesmo é apenas a obtenção de meios económicos para o sustento próprio e da família, ou o ficar bem perante as pessoas das quais dependemos.

Também o afã profissional pode converter-se em «obsessão» o numa espécie de «droga»: trabalha-se muito, perdendo o verdadeiro sentido do trabalho, convertendo num fim aquilo que não é nem deve ser mais que um meio, arruinando-se a si mesmo e à família.

«O trabalho é somente uma possibilidade de servir a todos os homens por amor de Deus. A dignidade do trabalho está fundamentada no amor. O grande privilégio do homem é poder amar. Por isso, não devemos limitar-nos a fazer coisa, a construir objectos. O trabalho nasce do amor, manifesta-se no amor, ordena-se ao amor» (Cfr. S. Josemaria, Cristo que passa, 48).

3. Buscar somente a glória de Deus.

«Vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus» (Mt 6, 1).

Movidos pelo amor, seremos capazes de contemplar a Deus no nosso trabalho, santificando e santificando-nos a nós nesse trabalho. Assim, faremos de todo o nosso trabalho oração, num diálogo ininterrupto com Aquele para quem trabalhamos, oferecendo a Deus Pai todas as nossas obras em união com o Sacrifício da Cruz, que se renova sacramentalmente na Eucaristia.

Meditemos frequentemente no trabalho redentor de Jesus na sua vida oculta.

«Senhor, concede-nos a tua graça. Abre-nos as portas da oficina de Nazaré, com o fim de aprendermos a contemplar-Te a Ti, com Tua Mãe Santíssima e com o Santo Patriarca José…dedicados os três a uma vida de trabalho santo. Remover-se-ão os nossos pobres corações, buscar-Te-emos e Te encontraremos num trabalho diário, que Tu desejas que convertamos em obra de Deus, em obra de amor» (S. Josemaria, Amigos de Deus, 72).


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 16º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. CONTEMPLAR A TRINDADE.
Em consonância com o relato da visita das três personagens ao acampamento de Abraão, poder-se-ia propor à contemplação da assembleia o conhecido ícone de Roublev, “a hospitalidade de Abraão” (título original), correntemente chamado “a Trindade de Roublev”…

3. PRIVILEGIAR OS TEMPOS DE SILÊNCIO.
Pode-se privilegiar, neste domingo, os tempos de silêncio. Mais longos do que habitualmente, serão escuta e “ruminação” da Palavra: depois de cada leitura; depois da homilia; depois da comunhão… Hoje, tomemos tempo para ficar sentados aos pés do Senhor!

4. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
“Deus, que nenhuma inteligência pode atingir, fazes-nos ver o mistério da tua personalidade nos três mensageiros que enviaste a Abraão e que falam a uma só voz. Proclamamos a tua glória.
Nós Te recomendamos todos os profissionais e os voluntários da hospitalidade, nos seus trabalhos da saúde, da entreajuda e da hotelaria. Torna-nos receptivos à tua vinda na pessoa do próximo”.

No final da segunda leitura:
“Pai, bendito sejas, porque nos fizeste conhecer o mistério escondido desde as origens, mas revelado em Jesus, teu Filho, presente no meio de nós; nós Te damos graças pelos apóstolos, que puseram completamente ao teu serviço.
Nós Te pedimos pelos teus mensageiros, que revelam ao nosso mundo o mistério da tua presença e do teu amor. Que a esperança da tua glória os apoie nas suas dificuldades”.

No final do Evangelho:
“Cristo Jesus, Palavra de vida, luz do mundo, sabedoria eterna, Tu nos ofereces a melhor parte, que ninguém nos pode tirar; bendito sejas pela tua vinda e pela tua presença nos nossos bairros, nas nossas casas e nas nossas vidas.
Nós Te confiamos as nossas assembleias e as nossas reuniões: que o teu Espírito nos torne sem cessar atentos ao único necessário, a tua presença”.

5. BILHETE DE EVANGELHO.
O que apreciamos numa refeição entre amigos não é, antes de mais, que o molho esteja bom ou que a toalha esteja bem posta, mas a qualidade da partilha, a escuta de cada um, a sinceridade dos sentimentos. Marta, recebendo Jesus, parece pensar apenas no que pode fazer para bem O acolher. Não arrisca, desse modo, esquecer o seu hóspede com tudo o que Ele é e tudo o que tem para dizer? Muitas vezes, opôs-se a acção à contemplação. Marta é activa, mas não reserva o tempo para escutar. Maria escuta para poder pôr em prática a Palavra de Deus proferida por Jesus: nisso é uma verdadeira discípula. Quando agimos, não esqueçamos o essencial: o crescimento do nosso ser e o respeito do ser dos outros.

6. À ESCUTA DA PALAVRA.
Esta página de Evangelho serviu, muitas vezes, para distinguir a vida activa, simbolizada por Marta, e a vida contemplativa, simbolizada por Maria. Jesus rebaixaria a primeira para ressaltar a segunda… Mas esta distinção não estava, certamente, nem no espírito de Jesus nem de São Lucas! Como compreender a resposta de Jesus: “Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas, quando uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada”? Uma primeira coisa a dizer é que Jesus não despreza o trabalho de Marta. Ele apreciou a refeição que ela tão bem preparou. Mas Ele quer chamar a atenção para uma “hierarquia de valores”: “O homem não vive só de pão, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus”. O pão para o corpo é indispensável, a Palavra de Deus é ainda mais vital para aquele que quer encontrar o verdadeiro sentido da sua vida. As grandes testemunhas do amor concreto, ao longo da história da Igreja, compreenderam bem que a fecundidade da sua acção decorria, antes de mais, da intimidade que tinham com o Senhor. A autenticidade da nossa contemplação verifica-se pela qualidade do nosso empenho na construção de relações fraternas, para amar como Deus nos ama. Colocar-nos na escuta da Palavra de Deus, bem longe de nos fazer sair do mundo real, reenvia-nos à nossa vida quotidiana. É à luz de Jesus que poderemos colocar-nos a escutar verdadeiramente os outros, a acolhê-los como Ele nos acolhe. Em todos os seus encontros, Jesus manifesta total disponibilidade para cada um, como se a pessoa encontrada fosse única no mundo. Ele quer dar-Se a Si próprio, porque o seu Pai Se dá primeiro a Ele. Assim, reservar tempo para escutar a Palavra, para nos retirarmos no segredo do nosso coração e para rezar, não é perder tempo. É enraizar a nossa acção no único “terreno” capaz de a vivificar verdadeiramente, para que ela dê fruto na vida eterna. Não é preciso opor Marta e Maria, mas uni-las, vivificar o serviço de uma pela escuta atenta da outra. O tempo do verão é propício para nos convidar a viver a esta luz…

7. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se utilizar a Oração Eucarística I, que faz alusão a Abraão…

8. PALAVRA PARA O CAMINHO…
O acolhimento de Maria ou o de Maria? Qual será o nosso acolhimento nesta semana, para aqueles que vamos encontrar e que são Cristo no nosso caminho? Deixarmo-nos absorver, como Marta, por tudo aquilo que vamos fazer para eles? Ou antes, ao jeito de Maria, procurar partilhar um tempo gratuito com eles, sentarmo-nos, parar um pouco para os escutar?

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Senhor, que levastes à plenitude os sacrifícios da Antiga Lei no único sacrifício de Cristo, aceitai e santificai esta oblação dos vossos fiéis, como outrora abençoastes a oblação de Abel; e fazei que os dons oferecidos em vossa honra por cada um de nós sirvam para a salvação de todos. Por Nosso Senhor…

SANTO

Monição da Comunhão: Comungar o Corpo e o Sangue de Jesus é penhor de salvação. Deus, na sua infinita bondade, deu-nos o seu Filho Unigénito. Quem acredita n’Ele tem a vida eterna. Só na medida em que permanecemos unidos a Ele daremos frutos de boas obras. Para poder comungar é necessário acreditar, estar na graça de Deus e respeitar o jejum eucarístico. Aproximemo-nos, pois, com devoção e comamos deste Pão descido do Céu. Aprendamos com Jesus a amar e a dar a vida pelos nossos irmãos.

Salmo 110, 4-5
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: O Senhor misericordioso e compassivo instituiu o memorial das suas maravilhas, deu sustento àqueles que O temem.

Ou Ap 3, 20
Eu estou à porta e chamo, diz o Senhor. Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Protegei, Senhor, o vosso povo que saciastes nestes divinos mistérios e fazei-nos passar da antiga condição do pecado à vida nova da graça. Por Nosso Senhor…

RITOS FINAIS

Monição final: Iluminados pela luz de Cristo, levemo-la para a nossa vida quotidiana, para que muitos possam acreditar no Amor com que Deus nos ama. A certeza da Sua presença e da Sua graça não nos faltarão, estimulando-nos a um apostolado mais vibrante.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

16ª SEMANA COMUM

2ª Feira, 22-VII: O sacrifício agradável a Deus.

Miq 6, 1-4. 6-8 / Mt 12, 38-42
Agradarão ao Senhor milhares de cabritos, dezenas de milhares de torrentes de azeite?

Qual o sacrifício que mais pode agradar a Deus? «Todas as actividades dos leigos, orações, iniciativas apostólicas, a sua vida conjugal e familiar, o seu trabalho de cada dia, os seus lazeres do corpo e do espírito, se forem vividos no Espírito de Deus, e até as provações da vida, se pacientemente suportadas, tudo se transforma em sacrifício espiritual, agradável a Deus, por Jesus Cristo» (CIC, 901). Jesus lembra igualmente a boa correspondência dos habitantes de Nínive ao pedido de Jonas (Ev.): arrependeram-se e abandonaram o mal que estavam a praticar.

3ª Feira, 23-VII: A misericórdia e o amor de Deus.

Miq 7, 14-15. 18-20 / Mt 12, 46-50
Qual o deus semelhante a vós que tira o pecado e perdoa o delito deste resto que é o vosso domínio?

O profeta fica espantado com um Deus que é misericordioso, que perdoa os pecados (Leit). De facto, «Deus revela que é rico de misericórdia, ao ponto de entregar o seu próprio Filho» (CIC, 211). Não deixemos de agradecer a Deus, que nunca se cansa de perdoar os nossos pecados. Também ficamos admirados por Ele querer que façamos parte da sua família: «Tornar-se discípulo de Jesus é aceitar o convite para pertencer à família de Deus, para viver em conformidade com a sua maneira de viver: ‘Todo aquele que fizer a vontade de meu Pai (Ev.)» (CIC, 2233).

4ª Feira, 24-VII: O anúncio do Evangelho.

Jer 1, 1. 4-10 / Mt 13, 1-9
O semeador saiu para semear. Quando semeava, caíram sementes à beira do caminho, outras caíram em sítios rochosos.

A semente, que é a palavra de Deus, tem que continuar a ser lançada à terra: «O Evangelho da esperança, entregue à Igreja e por ela assimilado, precisa ser diariamente anunciado e testemunhado» (J. Paulo II). Poderemos talvez dizer, como o profeta Jeremias, que não sabemos falar, mas Deus anima-nos: «Não tenhas receio diante deles, pois Eu estarei contigo» (Leit.). A sementeira há-de chegar a terrenos muitos diversificados: ao campo da cultura, aos meios de comunicação social, às terras de missão, ao campo do trabalho e da vida familiar.

5ª Feira, 25-VII: S. Mª Madalena: Amor e perseverança na procura de Jesus.

Cant. 3, 1-4 / Jo, 20, 1. 11-18
No primeiro dia da semana, Maria de Magdala foi de manhãzinha, ainda escuro, ao túmulo do Senhor.

«Maria Madalena e as santas mulheres, que vinham para acabar de embalsamar o corpo de Jesus, as primeiras pessoas a encontrar-se com o Ressuscitado. Assim as mulheres foram as primeiras mensageiras da ressurreição de Cristo» (CIC, 641). Imitemos S.Mª Madalena na perseverança em procurar Jesus durante o nosso dia. E também o amor com que O procurou: «A contemplação procura ‘aquele que o meu coração ama’ (Leit.), que é Jesus, e n’Ele, o Pai. Ele é procurado, porque desejá-lo é sempre o princípio do amor» (CIC, 2709).

6ª Feira, 26-VII: S. Brígida: O rosto espiritual da Europa.

Gal 2, 19-20 / Jo 15, 1-8
Quando alguém permanece em mim e Eu nele, esse é que dá muito fruto porque, sem mim, nada podeis fazer.

Recorramos à protecção de Santa Brígida, Padroeira da Europa, para que todos nos aproximemos mais de Deus. Lembremo-nos que «Jesus conheceu-nos e amou-nos, a todos e a cada um, durante a sua vida, a sua agonia, a sua paixão, entregando-se por cada um de nós (Leit.)» (CIC, 478). Ajudaremos na tarefa da recristianização da Europa se estivermos muito unidos a Jesus: «Jesus fala duma comunhão ainda mais íntima entre Ele e os que O seguem (Ev.) (CIC, 787). A comunhão eucarística é um meio excelente para conseguirmos alcançar este objectivo.

Sábado, 27-VII: Purificação e unidade de vida.

Jer 3, 14-17 / Mt 13, 24-30
Enquanto as pessoas dormiam veio o inimigo dele, semeou, por sua vez, o joio no meio do trigo e retirou-se.

«Todos os membros da Igreja…devem reconhecer-se pecadores. Em todos eles, o joio do pecado encontra-se ainda misturado com a boa semente do Evangelho até ao fim dos tempos» (Ev.)» (CIC, 827). É necessária uma tarefa constante de purificação pelos nossos pecados. O Senhor também se queixa daqueles que se portam mal: «Vós roubais, sacrificais ao deus Baal e, depois, vindes aqui apresentar-vos diante de mim». É indispensável que haja uma unidade de vida, para evitar este comportamento duplo.

Celebração e Homilia: ALFREDO MELO
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/default.asp


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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