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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

 



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.org.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


24.08.2014
21º DOMINGO DO TEMPO COMUM — ANO A
( VERDE, GLÓRIA, CREIO – I SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "A obra divina, iniciada entre nós, não pode ficar inacabada" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGLEHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Embora Jesus tenha usado a figura da pedra para simbolizar a estabilidade da Igreja, foi sobre uma pessoa humana, instável como todas, que ele baseou a comunidade. A Igreja, como todas as pessoas, sofre as vicissitudes das coisas vivas: “peregrina na esperança”, geme e sofre as tensões do tempo. Divina, porque é o Corpo Místico de Cristo, tem todas as qualidades e deficiências humanas. Por isso, ambora santa, sempre precisa renovar-se e purificar-se. Acresce que até o fim dos tempos estará sempre em construção, o que significa sempre em crise de desenvolvimento, de adaptação, de procura de maturidade. Portanto, entre as mais comoventes lições da liturgia de hoje, sobretudo do Evangelho, está a grande confiança que Jesus deposita na criatura humana como sua parceria na história da salvação. Celebremos esta ação de graças, pedindo ao Senhor que nos fortaçela e faça surgir homens e mulheres engajados e decididos no serviço do Evangelho.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Neste domingo refletimos sobre a vocação para os ministérios e serviços na comunidade. Trata-se geralmente de leigos, servidores do amor, que se dedicam com afinco aos trabalhos pastorais. Sem esse batalhão de mulheres e homens engajados, a Igreja não teria braços suficientes para levar o Evangelho até os confins da terra.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Nós, cristãos, que constituímos parte da Igreja de Cristo e nos reunimos todos os domingos para a eucaristia, devemos ser os primeiros a perguntar-nos: “quem é Jesus para mim?”. Para responder, não será preciso procurar na memória alguma fórmula de catecismo, pois só pode responder a esta pergunta quem se encontrou com ele, quem fez uma experiência pessoal com ele. O encontro pessoal com Cristo é a resposta às nossas perguntas, e ele se dá através do testemunho dos cristãos, que devem despertar o interesse pela busca do Senhor.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo, cantemos cânticos jubilosos ao Senhor!


QUEM É JESUS PARA NÓS

ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR): http://www.diocesedeapucarana.com.br/userfiles/pulsandinho/24%20de%20agosto%20de%202014%20-%2021%20Tempo%20Comum.pdf

Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo): http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/sites/arquidiocesedesaopaulo.pucsp.br/files/48%2021%C2%BA%20DTC_0.pdf


TEMA
A RESPONSABILIDADE DE PEDRO

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- Autora do Roteiro Homilético da Paulus para o período de Julho/Agosto-2014: Pe. Johan Konings, sj Nascido na Bélgica, reside há muitos anos no Brasil, onde leciona desde 1972. É doutor em Teologia e mestre em Filosofia e em Filologia Bíblica pela Universidade Católica de Lovaina. Atualmente, é professor de Exegese Bíblica na Faje, em Belo Horizonte. Dedica-se principalmente aos seguintes assuntos: Bíblia – Antigo e Novo Testamento (tradução), Evangelhos (especialmente o de João) e hermenêutica bíblica. Entre outras obras, publicou: Descobrir a Bíblia a partir da liturgia; A Palavra se fez livro; Liturgia dominical: mistério de Cristo e formação dos fiéis – anos A-B-C; Ser cristão; Evangelho segundo João: amor e fidelidade; A Bíblia nas suas origens e hoje; Sinopse dos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas e da “Fonte Q”.

O acento principal da liturgia de hoje está no “poder das chaves”, confiado ao líder dos primeiros discípulos de Jesus, Pedro apóstolo. A chegada do papa Francisco mostrou a importância do serviço que o bispo de Roma exerce para o bem da Igreja e do mundo. É um exemplo de poder-serviço, o oposto do poder pelo poder, fenômeno que tão facilmente se infiltra nas estruturas deste mundo. A comunidade de Jesus deve mostrar uma alternativa.

No centro da reflexão que a liturgia do 21º Domingo do Tempo Comum nos propõe, estão dois temas à volta dos quais se constrói e se estrutura toda a existência cristã: Cristo e a Igreja.

O Evangelho convida os discípulos a aderirem a Jesus e a acolherem-n’O como “o Messias, Filho de Deus”. Dessa adesão, nasce a Igreja – a comunidade dos discípulos de Jesus, convocada e organizada à volta de Pedro. A missão da Igreja é dar testemunho da proposta de salvação que Jesus veio trazer. À Igreja e a Pedro é confiado o poder das chaves – isto é, de interpretar as palavras de Jesus, de adaptar os ensinamentos de Jesus aos desafios do mundo e de acolher na comunidade todos aqueles que aderem à proposta de salvação que Jesus oferece.

A primeira leitura mostra como se deve concretizar o poder “das chaves”. Aquele que detém “as chaves” não pode usar a sua autoridade para concretizar interesses pessoais e para impedir aos seus irmãos o acesso aos bens eternos; mas deve exercer o seu serviço como um pai que procura o bem dos seus filhos, com solicitude, com amor e com justiça.

A segunda leitura é um convite a contemplar a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus que, de forma misteriosa e às vezes desconcertante, realiza os seus projectos de salvação do homem. Ao homem resta entregar-se confiadamente nas mãos de Deus e deixar que o seu espanto, reconhecimento e adoração se transformem num hino de amor e de louvor ao Deus salvador e libertador.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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A RESPOSTA DE UMA VIDA

Continua a ressoar para nós a pergunta de Jesus aos discípulos: “Quem sou eu para vocês?” É pergunta que inquieta, se não quisermos responder apenas com uma fórmula aprendida no catecismo ou com as mesmas palavras de Pedro, sem necessariamente alcançar todo o significado da mais bela profissão de fé: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.

Jesus faz a pergunta a cada um de nós e espera também uma resposta pessoal. Resposta que venha da experiência pessoal com ele, superando meros conceitos e fórmulas prontas.

Sobre o “Jesus histórico” tantas hipóteses já se levantaram, e ainda hoje novos livros com antigas teorias fazem sucesso. Querem fazer dele um guerrilheiro ou então um líder religioso alienado dos problemas sociais de seu tempo. Mas o Mestre não se enquadrou naquilo que esperavam do Messias. O Deus que ele veio revelar passava longe da resignação e do poder, e mais longe ainda do poder movido a força e violência.

A resposta de Pedro mostra que a experiência que fazemos de Jesus, no fundo, é uma experiência de revelação divina. Seguir Jesus, mais que dizê-lo com palavras e discursos, é testemunhar sua ação na nossa vida e na vida dos irmãos. Experimentamos a bondade de Deus sendo bondosos com os outros; experimentamos sua misericórdia na misericórdia que praticamos; expe-rimentamos seu amor no amor que vivemos dia a dia. É assim que Deus se revela, também em nossas fraquezas, porque ao final se trata sempre do dom de Deus, e não de mero esforço pessoal.

Pedro demonstrou sua fé em Jesus, ainda que sem compreender plenamente as implicações do que significava seguir aquele Messias diferente e sem igual. Para além das palavras, o que importou para Pedro e o que importa para nós é a atitude fundamental: confiar-se nas mãos de Deus, o único que pode dar a segurança de uma rocha, a pedra firme sobre a qual continuaremos a construir a comunidade dos filhos do Deus vivo.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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QUEM É JESUS PARA NÓS?

O trecho do evangelho de hoje apresenta-nos Jesus em companhia de seus discípulos. Enquanto caminhavam, ele lhes perguntou: “Quem dizem os homens que é o Filho do homem?” Ao que eles responderam, dando várias opiniões sobre o que os outros pensavam de Jesus. Então ouviram dele nova pergunta: “E vocês, quem dizem que eu sou?” Sem hesitar, Pedro tomou a palavra: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Esta é a profissão de fé feita por Pedro; ele reconhece em Jesus o Messias, aquele que veio realizar o plano salvífico de Deus e levar a humanidade a aderir ao projeto do reino.

A resposta de Pedro foi o resultado de sua familiaridade e convivência com Jesus, foi o resultado de sua experiência pessoal com o Mestre e com o seu projeto de vida. Isso porque só pode responder bem a essa pergunta aquele que deseja cumprir a vontade do Pai e fazer dela a norma do próprio viver.

Com o evangelho de hoje, o Senhor convida-nos – cada um pessoalmente – a responder à mesma pergunta: E você, quem diz que eu sou? Tanto no passado como no presente, são muitas as opiniões sobre Jesus. E nossa resposta é fundamental, na medida em que nenhum discípulo pode se comprometer com o seguimento de seu mestre sem saber nem compreender quem é ele na sua vida, qual é o seu projeto, quais são as exigências para segui-lo…

A vida cristã é o compromisso pessoal com Cristo, assumido sempre dentro de uma comunidade. Por isso não podemos basear a nossa caminhada somente no testemunho de outros a respeito da pessoa de Jesus, mas faz-se necessária a nossa própria experiência e empenho de participar ativamente do projeto do reino. Como? Testemunhando Cristo ressuscitado e presente no meio de nós por meio de nossas atitudes, de nosso jeito de viver com os outros na família e na comunidade, de nosso espírito orante e atento ao que o Senhor deseja falar à nossa vida… .

O reconhecimento de Jesus é fruto da vivência do seu evangelho, do nosso esforço em buscar corresponder ao projeto de Deus. Assim a nossa resposta àquela pergunta crucial precisa brotar da profundidade do relacionamento que temos com Jesus, de nossa experiência íntima com ele. Que Deus nos ajude.

Pe. Gilbert Mika Alemick, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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Construindo a Igreja sobre a rocha!

RECADO DO PAPA FRANCISCO: Aprendamos a dizer “obrigado” a Deus e aos outros. Ensinamos isso às crianças, mas depois o esquecemos!

34-XXI- Dom. Comum - REMESSAS 7 E 8


RITOS INICIAIS

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II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: A primeira leitura mostra como se deve concretizar o poder “das chaves”. Aquele que detém “as chaves” não pode usar a sua autoridade para concretizar interesses pessoais e para impedir aos seus irmãos o acesso aos bens eternos; mas deve exercer o seu serviço como um pai que procura o bem dos seus filhos, com solicitude, com amor e com justiça.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Isaías 22,19-23

Leitura do livro do profeta Isaías. 22 19 “Depor-te-ei de teu cargo e arrancar-te-ei do teu posto. 20 Naquele dia chamarei meu servo Eliacim, filho de Helcias. 21 Revesti-lo-ei com a tua túnica, cingi-lo-ei com o teu cinto, e lhe transferirei os teus poderes; ele será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá. 22 Porei sobre seus ombros a chave da casa de Davi; se ele abrir, ninguém fechará, se fechar, ninguém abrirá; 23 fixá-lo-ei como prego em lugar firme, e ele será um trono de honra para a casa de seu pai”.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

AMBIENTE

O profeta Isaías nasceu por de 760 a.C., muito provavelmente em Jerusalém. Bastante jovem, sentiu-se chamado por Deus para ser profeta (“no ano da morte do rei Ozias” – Is 6,1 – o que nos coloca por volta de 740-739 a.C.); e vai desempenhar essa missão durante um longo espaço de tempo (os seus últimos oráculos são de finais do séc. VIII ou princípios do séc. VII a.C.), sendo uma espécie de consciência crítica dos vários reis que, nessa fase, presidiram aos destinos do Povo de Deus. De família nobre, Isaías é um homem culto, decidido, enérgico, que frequenta os círculos de poder e faz parte dos notáveis do reino de Judá. Participa nas decisões relativas à condução do reino, fala com autoridade aos altos funcionários (cf. Is 22,15) e mesmo aos reis (cf. Is 7,10). No entanto, isso não significa que apoie as classes altas: os seus maiores ataques são dirigidos aos grupos dominantes – autoridades, juízes, latifundiários, políticos, mulheres da classe alta que vivem num luxo escandaloso (cf. Is 3,16-25)… Defende com paixão os oprimidos, os órfãos, as viúvas (cf. Is 1,17), o povo explorado e desencaminhado pelos governantes (Is 3,12-15). Convida continuamente o seu povo à conversão, pedindo-lhe que se volte para Jahwéh, que respeite os compromissos assumidos, que reaprenda a viver no âmbito da Aliança, que coloque outra vez Deus e os seus mandamentos no centro da vida e da história.

O oráculo de Isaías que nos é hoje proposto leva-nos à época do rei Ezequias. Em 714 a.C., Ezequias atinge a maioridade e toma conta dos destinos de Judá. Movido pelo desejo de reforma religiosa e de independência política, Ezequias manifestará uma certa propensão para alinhar em alianças políticas contra os assírios (que, desde o reinado de Acaz, mantêm Judá sob a sua autoridade). Em resposta, Senaquerib volta-se contra Judá e devasta-a… Em 701 a.C., Jerusalém é cercada pelos assírios e Ezequias tem de aceitar uma submissão ainda mais onerosa do que a anterior.

O episódio que nos é narrado, contudo, não se refere aos grandes acontecimentos políticos em que Judá, por esta altura, se vê envolvido. Refere-se, antes, a um episódio doméstico da vida do palácio. Quer Shebna, quer Elyaqîm, aqui referenciados, são altos funcionários de Ezequias, que o segundo livro dos Reis cita a propósito de um episódio relacionado com a invasão de Senaquerib (cf. 2 Re 18,18.26.37).

MENSAGEM

O nosso oráculo dirige-se, inicialmente, a Shebna, “administrador do palácio”. Anuncia-lhe a expulsão do cargo e a sua substituição por Elyaqîm. Porquê? A razão aparece antes (num versículo que, contudo, o texto que nos é hoje proposto não conservou): Shebna talhou “para si um sepulcro no alto e cavou para si na rocha um mausoléu” (Is 22,16). Porque é que o erigir um monumento funerário é condenado? Talvez porque é sinal do orgulho de Shebna; ou talvez porque Shebna utilizou o dinheiro do povo ou despendeu dinheiro em futilidades num momento difícil para o povo.

De qualquer forma, Shebna será substituído nas suas funções. Irá ser despojado das insígnias do seu poder (a túnica, o cinto, a chave do palácio), as quais serão revestidas por Elyaqîm.

Elyaqîm receberá, pois, o “poder das chaves” do palácio. O simbolismo das chaves é particularmente sugestivo: o mordomo do palácio, entre outras coisas, conservava em seu poder as chaves do palácio real, administrava os bens do soberano, fixava a abertura e o fechamento das portas e definia quais os visitantes a introduzir junto do soberano.

Isaías deposita grande esperança em Elyaqîm e na forma como ele desempenhará as suas funções. A expressão usada pelo profeta a propósito de Elyaqîm – “ele será um pai para os habitantes de Jerusalém e para a casa de Judá” (vers. 21) – indica que Elyaqîm irá exercer o serviço da autoridade com solicitude, com amor, com justiça… A referência à “estaca” (“fixá-lo-ei como uma estaca num lugar firme” – vers. 23), revela que, na perspectiva de Isaías, Elyaqîm desempenhará as suas funções com grande firmeza.

Num outro desenvolvimento que a leitura que nos é proposta não conservou, contudo, sugere-se que o “serviço” de Elyaqîm terminou mal… Um comentarista que conheceu a actividade ulterior de Elyaqîm retomou a imagem da “estaca” para construir uma crítica à sua venalidade: nessa “estaca” penduraram-se e apoiaram-se todos os familiares de Elyaqîm (os nobres que pertenciam à família, os filhos e os netos) e a “estaca” acabou por cair, arrastando na queda todos aqueles que a ela se seguravam (cf. Is 22,24-25).

Porque é que esta história privada, este “fait divers” doméstico, nos é hoje proposto como Palavra de Deus? Uma dupla história de corrupção e de venalidade é assim tão importante?

Ela prepara-nos para entender melhor o Evangelho que nos é hoje proposto. Define em que consiste o verdadeiro serviço “das chaves”, o serviço da autoridade: ser um pai para aqueles sobre quem se tem responsabilidade e procurar o bem de todos com solicitude, com amor, com justiça.

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão pode partir das seguintes questões:

• O texto convida-nos a uma reflexão sobre a lógica e o sentido do poder… Sugere que o poder é um serviço à comunidade. Quem exerce o poder, deverá fazê-lo com a solicitude, o cuidado, a bondade, a compreensão, a tolerância, a misericórdia, e também com a firmeza com que um pai conduz e orienta os seus filhos. Nessa perspectiva, o serviço da autoridade não é uma questão de poder, mas é uma questão de amor. Será impensável considerar que alguém pode desempenhar com êxito cargos de responsabilidade, se não for guiado pelo amor. É esta mesma lógica que os cristãos devem exigir, seja no exercício do poder civil, seja no exercício do poder no âmbito da comunidade cristã.

• O exercício do poder, quer para Shebna, quer para Elyaqîm, aparece associado à corrupção, à venalidade, ao aproveitamento do serviço da autoridade para a concretização de finalidades egoístas, interesseiras, pessoais. A Palavra de Deus que nos é proposta vai em sentido contrário: o exercício do poder só faz sentido enquanto está ao serviço do bem comunitário… O exercício de um cargo público supõe, precisamente, a secundarização dos interesses próprios em benefício do bem comum.

A primeira leitura narra a missão de Isaías junto a Sobna, prefeito do palácio (a cidade-templo de Jerusalém), para o depor do cargo e instalar no seu lugar Eliacim, filho de Helcias, “pondo sobre seus ombros as chaves da casa de Davi” (v. 22). Ao prefeito ou mordomo do palácio cabia a tarefa de admitir ou recusar as pessoas diante do rei, como também a responsabilidade de sua hospedagem; daí ele ser chamado de “pai para os habitantes de Jerusalém”: aquele que dirigia a casa. Os oráculos contra o prefeito do palácio, Sobna (cf. também Is 22,24-25), estão, na verdade, um tanto deslocados no livro de Isaías. Encontram-se inseridos no meio dos oráculos contra as nações pagãs. Não pertencem ao Isaías original, mas refletem o interesse de promover a figura de Helcias, homem de confiança do rei Josias, por volta de 620 a.C. Lembram que o “poder das chaves”, isto é, a administração da família real, tinha sido transferido de Sobna para Eliacim.

Subsídios:
1ª leitura: (Is 22,19-23) Eliacim recebe “as chaves” da casa de Davi – No meio dos oráculos de Isaías contra as nações pagãs encontramos os oráculos contra o prefeito do palácio, Sobna (cf. tb. 22,24-25). Ele tinha o poder das chaves da casa de Davi, isto é, a administração da família real, mas Deus a transferirá a Eliacim. * Cf. 2Rs 18,18; Ap 3,7; Jó 12,14; Mt 16,19.



Salmo Responsorial

Monição: O salmista exorta a louvarmos e agradecermos ao Senhor por suas maravilhas em nossas vidas.

SALMO RESPONSORIAL – 137/138

Ó Senhor, vossa bondade é para sempre! Completai em mim a obra começada!

Ó Senhor, de coração eu vou dou graças,
Porque ouvistes as palavras dos meus lábios!
Perante os vossos anjos vou cantar-vos
E ante o vosso templo vou prostrar-me.

Eu agradeço vosso amor, vossa verdade,
Porque fizestes muito mais que prometestes;
Naquele dia em que gritei, vós me escutastes
E aumentastes o vigor da minha alma.

Altíssimo é o Senhor, mas olha os pobres
E de longe reconhece os orgulhosos.
Ó Senhor, vossa bondade é para sempre!
Eu vos preço: não deixeis inacabada,
Esta obra que fizeram vossas mãos!

Segunda Leitura

Monição: A segunda leitura é um convite a contemplar a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus que, de forma misteriosa e às vezes desconcertante, realiza os seus projectos de salvação do homem. Ao homem resta entregar-se confiadamente nas mãos de Deus e deixar que o seu espanto, reconhecimento e adoração se transformem num hino de amor e de louvor ao Deus salvador e libertador.

Romanos 11,33-36

Leitura da carta de São Paulo aos Romanos. 11 33 Ó abismo de riqueza, de sabedoria e de ciência em Deus! Quão impenetráveis são os seus juízos e inexploráveis os seus caminhos! 34 Quem pode compreender o pensamento do Senhor? Quem jamais foi o seu conselheiro? 35 Quem lhe deu primeiro, para que lhe seja retribuído? 36 Dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele a glória por toda a eternidade! Amém!
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

AMBIENTE

Nos capítulos 9-11 da Carta aos Romanos, Paulo reflecte sobre a questão do acesso de Israel à salvação. A questão aí abordada é a seguinte: Israel rejeitou oferta da salvação que Deus fez aos homens, através de Jesus Cristo; isso significa que Israel está, definitivamente, arredado da salvação?

Paulo não concorda. Ele acha que Deus – esse Deus que prometeu a salvação a Israel – não pode ser infiel às suas promessas. Talvez Ele tenha deixado que Israel, num primeiro momento, recusasse a salvação, para que os gentios pudessem beneficiar dos dons de Deus… Deus “escreve direito por linhas tortas” e pode ter permitido algo de aparentemente mau, para daí tirar um bem maior.

De resto, Israel foi, desde os primeiros instantes da sua existência, chamado a ser o Povo de Deus; e esse chamamento é irrevogável. O Povo eleito, chamado por Deus desde os seus inícios, não pode deixar de ser objecto especial da misericórdia de Deus.

O texto que nos é hoje proposto é a conclusão da reflexão de Paulo. Trata-se de um belíssimo hino de louvor, de reconhecimento e de adoração que exalta o desígnio salvador de Deus.

MENSAGEM

Depois de reflectir sobre o projecto salvífico de Deus e de ter tentado perceber o lugar de Israel nesse projecto Paulo, abismado, contempla a riqueza de Deus, a sabedoria de Deus e a ciência de Deus (vers. 33). Estas três qualidades de Deus conduzem, depois, às exclamações e interrogações que preenchem o resto do hino (vers. 34-36).

Fundamentalmente, Paulo reconhece que os desígnios de Deus são misteriosos e ultrapassam infinitamente a capacidade de compreensão e de entendimento do homem. Deus é sempre “mais” do que aquilo que o homem possa imaginar: mais sábio, mais poderoso, mais misericordioso… Ao homem resta reconhecer a sua própria pequenez, os seus próprios limites, a sua própria finitude, a sua própria incapacidade de compreender totalmente esse Deus desconcertante e incompreensível. Mesmo quando as coisas parecem não fazer sentido (porque a lógica de Deus é completamente diferente da lógica dos homens), ao homem resta atirar-se com confiança para os braços de Deus, acolher humildemente a sua Palavra e procurar seguir, com simplicidade e amor os seus caminhos…

O verdadeiro crente é aquele que, mesmo sem entender o alcance total dos projectos de Deus, se entrega confiadamente nas suas mãos e deixa que o seu espanto, reconhecimento e adoração se transformem num hino de louvor: “glória a Deus para sempre. Amén”.

ACTUALIZAÇÃO

Na reflexão, considerar as seguintes questões:

• Antes de mais, o nosso texto convida-nos a reflectir sobre Deus… Convida-nos a mergulhar no seu mistério, a reconhecer a sua riqueza, sabedoria e ciência; convida-nos a reconhecer a nossa incapacidade de entender cabalmente os seus projectos; convida-nos a perceber que Deus, na sua infinita sabedoria, nos ultrapassa completamente. Por isso, precisamos de ter cuidado com as imagens de Deus que criamos e que apresentamos… O nosso Deus não é um Deus “domesticado” pelo homem, previsível, fantoche, lógico pelos padrões humanos, que se encaixa nas teorias de uma qualquer igreja ou catequese… O verdadeiro crente não é aquele que “sabe” tudo sobre Deus, que tem respostas feitas sobre Ele, que pretende conhecê-l’O perfeitamente e dominá-l’O; mas é aquele que, com honestidade e verdade, mergulha na infinita grandeza de Deus, abisma-se na contemplação do seu mistério, entrega-se confiadamente nas suas mãos… e deixa que o seu espanto e admiração se transformem num cântico de adoração e de louvor.

• Esse Deus omnipotente, que nunca conseguiremos definir, controlar e explicar não é um concorrente ou um adversário do homem, preocupado em afirmar a sua grandeza e omnipotência à custa da humilhação do homem… Mas é um pai, preocupado com a felicidade dos seus filhos e com um projecto de salvação que Ele pretende que os homens acolham. É verdade que muitas vezes não percebemos o alcance desse projecto; mas se virmos em Deus, não um concorrente mas um pai cheio de amor, aprenderemos a não nos fecharmos no orgulho e na auto-suficiência e a acolhermos, com gratidão, os seus dons – como um menino que recebe do pai a vida, o alimento, o afecto, o amor.

A segunda leiturade hoje é o hino pelo qual Paulo conclui a parte doutrinal da epístola aos Romanos, tendo versado durante onze capítulos sobre o mistério da salvação e da justificação gratuita pela graça de Deus e pela fé em Jesus Cristo. É o hino à insondável sabedoria de Deus, manifestada em Jesus Cristo. Nos capítulos 9-11 da carta aos Romanos, Paulo revela seu espanto diante do fato de que não Israel, mas as nações pagãs foram os primeiros a encontrar a salvação pela fé. Mas ele mostra também sua convicção de que Israel seguirá, afinal, o caminho das promessas das quais foi o destinatário primeiro. Considerando agora o plano de Deus num olhar global, o espanto de Paulo se transforma em admiração. Depois de ter meditado tanto, só lhe resta exclamar a imensurável profundidade deste mistério da graça. Deus não fica devendo a ninguém. “Quem primeiro deu-lhe o dom (a graça), para receber em troca?” (v. 35). Este hino cabe em qualquer circunstância de nossa vida.

Subsídios:
2ª leitura: (Rm 11,33-36) Hino à insondável sabedoria de Deus, manifestada em Jesus Cristo – Rm 9–11 mostrou o espanto de Paulo diante do fato de, não Israel, mas as nações pagãs terem sido os primeiros a encontrar a salvação pela fé; mas mostrou também sua convicção de que Israel seguiria, afinal, o caminho das promessas, feitas em primeiro lugar a ele. Considerando agora o agir de Deus num olhar global, o espanto se transforma em admiração. * 11,33 cf. Is 55,8; Sl 139[138],6 * 11,34-35, cf. Is 40,13; Jó 15,8; Jr 23,18; 1Cor 2,16 * 11,36 cf. Cl 1,16-17.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja; e os poderes do reino das trevas jamais poderão contra ela! (Mt 16,18)

Evangelho

Monição: O Evangelho convida os discípulos a aderirem a Jesus e a acolherem-n’O como “o Messias, Filho de Deus”. Dessa adesão, nasce a Igreja – a comunidade dos discípulos de Jesus, convocada e organizada à volta de Pedro. A missão da Igreja é dar testemunho da proposta de salvação que Jesus veio trazer. À Igreja e a Pedro é confiado o poder das chaves – isto é, de interpretar as palavras de Jesus, de adaptar os ensinamentos de Jesus aos desafios do mundo e de acolher na comunidade todos aqueles que aderem à proposta de salvação que Jesus oferece.

Mateus 16,13-20

16 13 Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: “No dizer do povo, quem é o Filho do Homem?” 14 Responderam: “Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas”. 15 Disse-lhes Jesus: “E vós quem dizeis que eu sou?” 16 Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!” 17 Jesus então lhe disse: “Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. 18 E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19 Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”. 20 Depois, ordenou aos seus discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Cristo.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

AMBIENTE

O Evangelho deste domingo situa-nos no Norte da Galileia, perto das nascentes do rio Jordão, em Cesareia de Filipe (na zona da actual Bânias). A cidade tinha sido construída por Herodes Filipe (filho de Herodes o Grande) no ano 2 ou 3 a.C., em honra do imperador Augusto.

O episódio que nos é proposto ocupa um lugar central no Evangelho de Mateus. Aparece num momento de viragem, quando começa a perfilar-se no horizonte de Jesus um destino de cruz. Depois do êxito inicial do seu ministério, Jesus experimenta a oposição dos líderes e um certo desinteresse por parte do Povo. A sua proposta do Reino não é acolhida, senão por um pequeno grupo – o grupo dos discípulos.

É, então, que Jesus dirige aos discípulos uma série de perguntas sobre si próprio. Não se trata, tanto, de medir a sua quota de popularidade; trata-se, sobretudo, de tornar as coisas mais claras para os discípulos e confirmá-los na sua opção de seguir Jesus e de apostar no Reino.

O relato de Mateus é um pouco diferente do relato do mesmo episódio feito por outros evangelistas (nomeadamente Marcos – cf. Mc 8,27-30). Mateus remodelou e ampliou o texto de Marcos, acrescentando a afirmação de que Jesus é o Filho de Deus e a missão confiada a Pedro.

MENSAGEM

O nosso texto pode dividir-se em duas partes. A primeira, de carácter mais cristológico, centra-se em Jesus e na definição da sua identidade. A segunda, de carácter mais eclesiológico, centra-se na Igreja, que Jesus convoca à volta de Pedro.

Na primeira parte (vers. 13-16), Jesus interroga duplamente os discípulos: acerca do que as pessoas dizem dele e acerca do que os próprios discípulos pensam.

A opinião dos “homens” vê Jesus em continuidade com o passado (“João Baptista”, “Elias”, “Jeremias” ou “algum dos profetas”). Não captam a condição única de Jesus, a sua novidade, a sua originalidade. Reconhecem, apenas, que Jesus é um homem convocado por Deus e enviado ao mundo com uma missão – como os profetas do Antigo Testamento… Mas não vão além disso. Na perspectiva dos “homens”, Jesus é, apenas, um homem bom, justo, generoso, que escutou os apelos de Deus e que Se esforçou por ser um sinal vivo de Deus, como tantos outros homens antes d’Ele (vers. 13-14). É muito, mas não é o suficiente: significa que os “homens” não entenderam a novidade do Messias, nem a profundidade do mistério de Jesus.

A opinião dos discípulos acerca de Jesus vai muito além da opinião comum. Pedro, porta-voz da comunidade dos discípulos, resume o sentir da comunidade do Reino na expressão: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo” (vers. 16). Nestes dois títulos resume-se a fé da Igreja de Mateus e a catequese aí feita sobre Jesus. Dizer que Jesus é “o Cristo” (Messias) significa dizer que Ele é esse libertador que Israel esperava, enviado por Deus para libertar o seu Povo e para lhe oferecer a salvação definitiva. No entanto, para os membros da comunidade do Reino, Jesus não é apenas o Messias: é também o “Filho de Deus”. No Antigo Testamento, a expressão “Filho de Deus” é aplicada aos anjos (cf. Dt 32,8; Sal 29,1; 89,7; Job 1,6), ao Povo eleito (cf. Ex 4,22; Os 11,1; Jer 3,19), aos vários membros do Povo de Deus (cf. Dt 14,1-2; Is 1,2; 30,1.9; Jer 3,14), ao rei (cf. 2 Sm 7,14) e ao Messias/rei da linhagem de David (cf. Sal 2,7; 89,27). Designa a condição de alguém que tem uma relação particular com Deus, a quem Deus elegeu e a quem Deus confiou uma missão. Definir Jesus como o “Filho de Deus” significa, não só que Ele recebe vida de Deus, mas que vive em total comunhão com Deus, que desenvolve com Deus uma relação de profunda intimidade e que Deus Lhe confiou uma missão única para a salvação dos homens; significa reconhecer a profunda unidade e intimidade entre Jesus e o Pai e que Jesus conhece e realiza os projectos do Pai no meio dos homens. Os discípulos são convidados a entender dessa forma o mistério de Jesus.

Na segunda parte (vers. 17-20), temos a resposta de Jesus à confissão de fé da comunidade dos discípulos, apresentada pela voz de Pedro. Jesus começa por felicitar Pedro (isto é, a comunidade) pela clareza da fé que o anima. No entanto, essa fé não é mérito de Pedro, mas um dom de Deus (“não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim o meu Pai que está nos céus” – vers. 17). Pedro (os discípulos) pertence a essa categoria dos “pobres”, dos “simples”, abertos à novidade de Deus, que têm um coração disponível para acolher os dons e as propostas de Deus (esses “pobres” e “simples” estão em contraposição com os líderes – fariseus, doutores da Lei, escribas – instalados nas suas certezas, seguranças e preconceitos, incapazes de abrir o coração aos desafios de Deus).

O que é que significa Jesus dizer a Pedro que ele é “a rocha” (o nome “Pedro” é a tradução grega do hebraico “Kephâ” – “rocha”) sobre a qual a Igreja de Jesus vai ser construída? As palavras de Jesus têm de ser vistas no contexto da confissão de fé precedente. Mateus está, portanto, a afirmar que a base firme e inamovível sobre a qual vai assentar a Ekklesia de Jesus é a fé que Pedro e a comunidade dos discípulos professam: a fé em Jesus como o Messias, Filho de Deus vivo.

Para que seja possível a Pedro testemunhar que Jesus é o Messias Filho de Deus e edificar a comunidade do Reino, Jesus promete-lhe “as chaves do Reino dos céus” e o poder de “ligar e desligar”. A entrega das chaves equivale à nomeação do “administrador do palácio” de que falava a primeira leitura: o “administrador do palácio”, entre outras coisas, administrava os bens do soberano, fixava o horário da abertura e do fechamento das portas do palácio e definia quais os visitantes a introduzir junto do soberano… Por outro lado, a expressão “atar e desatar” designava, entre os judeus da época, o poder para interpretar a Lei com autoridade, para declarar o que era ou não permitido, para excluir ou reintroduzir alguém na comunidade do Povo de Deus.

Assim, Jesus nomeia Pedro para “administrador” e supervisor da Igreja, com autoridade para interpretar as palavras de Jesus, para adaptar os ensinamentos de Jesus a novas necessidades e situações, e para acolher ou não novos membros na comunidade dos discípulos do Reino (atenção: todos são chamados por Deus a integrar a comunidade do Reino; mas aqueles que não estão dispostos a aderir às propostas de Jesus não podem aí ser admitidos).

Trata-se, aqui, de confiar a um homem (Pedro) um primado, um papel de liderança absoluta (o poder das chaves, o poder de ligar e desligar) da comunidade dos discípulos? Ou Pedro é, aqui, um discípulo que dá voz a todos aqueles que acreditam em Jesus e que representa a comunidade dos discípulos? É difícil, a partir deste texto, fazer afirmações concludentes e definitivas. O poder de “ligar e desligar”, por exemplo, aparece noutro contexto, confiado à totalidade da comunidade e não a Pedro em exclusivo (cf. Mt 18,18). Provavelmente, o mais correcto é ver em Pedro o protótipo do discípulo; nele, está representada essa comunidade que se reúne à volta de Jesus e que proclama a sua fé em Jesus como o “Messias” e o “Filho de Deus”. É a essa comunidade, representada por Pedro, que Jesus confia as chaves do Reino e o poder de acolher ou excluir. Isso não invalida que Pedro fosse uma figura de referência para os primeiros cristãos e que desempenhasse um papel de primeiro plano na animação da Igreja nascente, sobretudo nas comunidades da Síria (as comunidades a que o Evangelho de Mateus se destina).

ACTUALIZAÇÃO

Na reflexão, considerar os seguintes dados:

• Quem é Jesus? O que é que “os homens” dizem de Jesus? Muitos dos nossos conterrâneos vêem em Jesus um homem bom, generoso, atento aos sofrimentos dos outros, que sonhou com um mundo diferente; outros vêem em Jesus um admirável “mestre” de moral, que tinha uma proposta de vida “interessante”, mas que não conseguiu impor os seus valores; alguns vêem em Jesus um admirável condutor de massas, que acendeu a esperança nos corações das multidões carentes e órfãs, mas que passou de moda quando as multidões deixaram de se interessar pelo fenómeno; outros, ainda, vêem em Jesus um revolucionário, ingénuo e inconsequente, preocupado em construir uma sociedade mais justa e mais livre, que procurou promover os pobres e os marginais e que foi eliminado pelos poderosos, preocupados em manter o “status quo”. Estas visões apresentam Jesus como “um homem” – embora “um homem” excepcional, que marcou a história e deixou uma recordação imorredoira. Jesus foi, apenas, um “homem” que deixou a sua pegada na história, como tantos outros que a história absorveu e digeriu?

• Para os discípulos, Jesus foi bem mais do que “um homem”. Ele foi e é “o Messias, o Filho de Deus vivo”. Defini-l’O dessa forma significa reconhecer em Jesus o Deus que o Pai enviou ao mundo com uma proposta de salvação e de vida plena, destinada a todos os homens. A proposta que Ele apresentou não é apenas uma proposta de “um homem” bom, generoso, clarividente, que podemos admirar de longe e aceitar ou não; mas é uma proposta de Deus, destinada a tornar cada homem ou cada mulher uma pessoa nova, capaz de caminhar ao encontro de Deus e de chegar à vida plena da felicidade sem fim. A diferença entre o “homem bom” e o “Messias, Filho de Deus”, é a diferença entre alguém a quem admiramos e que é igual a nós, e alguém que nos transforma, que nos renova e que nos encaminha para a vida eterna e verdadeira.

• “E vós, quem dizeis que Eu sou?” É uma pergunta que deve, de forma constante, ecoar nos nossos ouvidos e no nosso coração. Responder a esta questão não significa papaguear lições de catequese ou tratados de teologia, mas sim interrogar o nosso coração e tentar perceber qual é o lugar que Cristo ocupa na nossa existência… Responder a esta questão obriga-nos a pensar no significado que Cristo tem na nossa vida, na atenção que damos às suas propostas, na importância que os seus valores assumem nas nossas opções, no esforço que fazemos ou que não fazemos para o seguir… Quem é Cristo para mim?

• É sobre a fé dos discípulos (isto é, sobre a sua adesão ao Cristo libertador e salvador, que veio do Pai ao encontro dos homens com uma proposta de vida eterna e verdadeira) que se constrói a Igreja de Jesus. O que é a Igreja? O nosso texto responde de forma clara: é a comunidade dos discípulos que reconhecem Jesus como “o Messias, o Filho de Deus”. Que lugar ocupa Jesus na nossa experiência de caminhada em Igreja? Porque é que estamos na Igreja: é por causa de Jesus Cristo, ou é por outras causas (tradição, inércia, promoção pessoal…)?

• A Igreja de Jesus não existe, no entanto, para ficar a olhar para o céu, numa contemplação estéril e inconsequente do “Messias, Filho de Deus”; mas existe para O testemunhar e para levar a cada homem e a cada mulher a proposta de salvação que Cristo veio oferecer. Temos consciência desta dimensão “profética” e missionária da Igreja? Os homens e as mulheres com quem contactamos no dia a dia – em casa, no emprego, na escola, na rua, no prédio, nos acontecimentos sociais – recebem de nós este anúncio e este convite a integrar a comunidade da salvação?

• A comunidade dos discípulos é uma comunidade organizada e estruturada, onde existem pessoas que presidem e que desempenham o serviço da autoridade. Essa autoridade não é, no entanto, absoluta; mas é uma autoridade que deve, constantemente, ser amor e serviço. Sobretudo, é uma autoridade que deve procurar discernir, em cada momento, as propostas de Cristo e a interpelação que Ele lança aos discípulos e a todos os homens.

O evangelho de hoje põe em cena a profissão de fé em Jesus como Messias. Jesus, primeiro, indaga a respeito do que o povo diz sobre ele e, depois, pergunta aos doze apóstolos: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (v. 15). Simão toma a palavra e responde, certamente em nome dos outros: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (v. 16). Por isso, Jesus confirma Pedro na sua função de porta-voz da fé eclesial. Ele será, até o tempo da parusia, o rochedo, o fundamento firme da Igreja, que deverá resistir a muitas investidas.

Jesus felicita Pedro, porque ele falou o que Deus lhe revelou (“não carne e sangue, mas meu Pai que está no céu”, v. 17). Depois, dá a Simão um nome novo, que em aramaico soa Kefas e em grego, Pedro. Significa “rocha”. Na mesma frase, Jesus compara a Igreja a uma cidade contra a qual a outra cidade, chamada de “portas do inferno”, não tem poder algum. E confia a Pedro as chaves dessa cidade. À luz da primeira leitura, podemos dizer que Pedro é o “prefeito” dessa cidade. Ele tem o poder de ligar (= ordenar, obrigar) e de desligar (= deixar livre), portanto, o dom do governo, ratificado por Deus: o que o responsável faz aqui na terra, Deus o ratifica no céu.

Nesse relato, os v. 17-19, dedicados a Pedro, são típicos de Mateus. Não aparecem no texto paralelo de Marcos (Mc 8,27-30). Mateus traz ainda outros textos sobre Pedro que os outros evangelhos não trazem (por exemplo, Mt 14,28-31, no evangelho de domingo retrasado). Mateus insiste que Pedro é quem responde pela fé da Igreja. Este é o “carisma” de Pedro, não uma inspiração de “carne e sangue”, mas um dom de Deus mesmo (Mt 16,17). Pedro deve enunciar a palavra decisiva quando é preciso formular aquilo que a Igreja indefectivelmente assume na sua fé. Essa condição tem por objeto a fé que a Igreja quer conservar e expressar (mas não a fórmula considerada de modo meramente verbal). E Pedro, sendo aquele que respondeu à pergunta de Jesus, responde também pelo governo, embora não em seu próprio nome, mas como prefeito-mordomo da casa do Cristo.

O texto deixa claro que Simão se tornou chefe pela iniciativa de Cristo (imposição do novo nome). Liderar a Igreja não pode ser uma ambição pessoal. Na comunidade cristã não há lugar para tais ambições (cf. Mt 18,1-4; 20,24-28). Só porque o único Mestre e Senhor assim o quer, Pedro pode assumir essa responsabilidade; e, do mesmo modo, os seus sucessores. Por isso, desde o início da Igreja, sob invocação do Espírito Santo, o papa é escolhido – provavelmente a mais antiga tradição ininterrupta de governo por eleição que existe no mundo! O salmo responsorialsublinha, aliás, que Deus olha para os humildes ao distribuir os seus dons.

Subsídios:
Evangelho: (Mt 16,13-20) Profissão de fé de Pedro e “poder das chaves” – Jesus pergunta aos discípulos por sua fé, que deve ser diferente das opiniões do mundo (“os homens” x “mas vós”). Pedro responde por eles; como porta-voz, mostra que eles vislumbram sua missão de Messias, de Filho de Deus (cf. Mt 14,33). Jesus confirma Pedro na sua função de porta-voz da fé eclesial. Ele será, até o tempo da Parusia, o rochedo, o fundamento firme da Igreja, que deverá resistir a muitas investidas. * Cf. Mc 8,27-30; Lc 9,18-21 * 16,14 cf. Mc 6,14-15; Lc 9,7-8 * 16,16 cf. Mt 14,33; 27,54; Jo 1,49 * 16,17-19 cf. Jo 1,42; Ef 2,20; Mt 18,18; Jo 20,23; Is 22,22; Ap 3,7.

***   ***   ***

Ponto alto dos evangelhos sinóticos é a profissão de fé de Pedro, em Cesareia de Filipe. Em Mt, este episódio é enriquecido com a narração da transferência do “poder das chaves” a Pedro, chefe dos Apóstolos. O significado dessa atribuição é ilustrado pela 1ª leitura, que narra a missão de Isaías junto a Sobna, prefeito do palácio (a cidade-templo de Jerusalém), para o depor de seu cargo e instalar no seu lugar Eliacim, filho de Helcias, “pondo sobre seus ombros as chaves da casa de Davi”. (Ao mordomo-prefeito cabia a tarefa de admitir ou recusar as pessoas diante do rei, como também a responsabilidade de sua hospedagem; daí ele ser chamado de “pai para os habitantes de Jerusalém”: aquele que dirigia a casa.)

Em Mt 15,13-20 (evangelho), a atribuição do “poder das chaves” a Simão Pedro é provocada por sua proclamação de fé messiânica em Jesus, em nome dos outros apóstolos. Simão pode ser o “pai” da comunidade: ele assume a responsabilidade. Jesus lhe dá o nome de Cefas, em grego Pedro, que significa “rocha”. A própria Igreja é comparada com uma cidade, contra a qual aquela outra (as “portas”, ou seja, a cidade do inferno), não tem poder algum. E o prefeito desta cidade é aquele que se responsabilizou pela profissão de fé messiânica, Simão. Ele tem o poder de ligar (= ordenar, obrigar) e desligar (= deixar livre), portanto, o dom do governo, ratificado por Deus (o que o responsável faz aqui na terra, Deus o ratifica no céu).

Como os v. 17-19 são típicos de Mt, e a 1ª leitura serve de ilustração exatamente destes versículos, pode-se considerar como tema especial deste domingo o poder de Pedro, ou melhor, sua “responsabilidade” (ele “respondeu” em nome dos outros). Mt traz alguns textos sobre Pedro que os outros evangelhos não trazem (Mt 14,28-31; 16,17-19). Pedro é quem responde pela fé da Igreja. Prefigura-se aqui o carisma – pois não é uma inspiração de “carne e sangue”, mas de Deus mesmo (v. 17) – de enunciar a palavra decisiva quando é preciso formular o que a Igreja indefectivelmente assume na sua fé. (A “infalibilidade papal” tem por objeto a fé que a Igreja quer conservar e expressar, mas não a fórmula considerada de modo meramente verbal.) O responsável tem também a última palavra no governo (disciplina), embora não em seu próprio nome, mas como mordomo da casa do Cristo. Neste sentido, é “vigário”, lugar-tenente de Cristo aqui na terra. O texto mostra também que Simão se tornou chefe pela iniciativa de Cristo (imposição do novo nome, que significa Chefe ou Rocha). Liderar a Igreja não pode ser uma ambição pessoal: na comunidade cristã não há lugar para tais ambições (cf. Mt 18,1-4; 20,24-28). Só porque o único Mestre e Senhor assim o quer, Pedro pode revestir esta responsabilidade; e do mesmo modo os seus sucessores. Daí que, desde o início, o Papa é escolhido, sob a invocação do Espírito Santo – provavelmente a mais antiga tradição ininterrupta de governo por eleição que existe no mundo! Osalmo responsorialsublinha, aliás, que Deus olha para os humildes ao distribuir os seus dons.

2ª leiturade hoje é o hino pelo qual Paulo conclui a parte doutrinal da Epístola aos Romanos, tendo versado durante onze capítulos sobre o Mistério da Salvação e da justificação gratuita pela graça de Deus e pela fé em Jesus Cristo. Depois de tanta meditação só lhe resta exclamar a imensurável profundidade deste mistério da graça. Deus não fica devendo a ninguém. “Quem primeiro deu-lhe o dom (a graça), para receber em troca?” (v. 33). Este hino cabe em qualquer circunstância de nossa vida. As oraçõesparticipam do mesmo espírito de mistério e discreta alegria deste hino.

O “PODER DAS CHAVES”

O Papa detém o “poder das chaves”, dizemos. Mas que significa isso? A liturgia de hoje nos proporciona maior compreensão a respeito. Pela 1ª leitura aprendemos que “o poder das chaves” significa a administração da casa ou da cidade. O administrador do palácio do rei, Sobna, será substituído por Eliacim, o qual receberá “as chaves da casa de Davi”. No evangelho, Pedro, em nome dos doze apóstolos, proclama Jesus Messias e Filho de Deus. Jesus, em compensação, proclama Pedro fundamento da Igreja e confia-lhe “as chaves do reino dos Céus”. Dá-lhe também o poder de “ligar e desligar”, o que significa obrigar e deixar livre, ou seja, o poder de decisão na comunidade (em Mt 18,18, este poder é dado à Igreja como tal).

“As chaves do reino dos Céus” é uma figura que significa o ministério/serviço pastoral, portanto, uma realidade no nível da fé. Nesta expressão, “reino dos Céus” não é o céu como vida do além, mas o reino de Deus (os judeus chamavam a Deus de “os Céus”). Trata-se do reino de Deus entendido como comunidade, contraposta às “portas do inferno”, a cidade do Satanás, que não prevalecerá contra a comunidade da qual Pedro recebe as chaves. Trata-se, pois, de duas cidades que se enfrentam aqui na terra. Pedro é o prefeito da cidade de Deus aqui na terra.

Pedro, respondendo pelos Doze, administra as responsabilidades da fé e da evangelização. Na medida em que a Igreja realiza algo do reino de Deus neste mundo, Jesus pode dizer que Pedro tem “as chaves do reino dos Céus”, isto é, do domínio de Deus. Ele administra a comunidade de Deus no mundo. Quem exerce este serviço hoje é o papa, bispo de Roma e sucessor de Pedro.

Mas já os antigos romanos diziam: o prefeito não deve se meter nas mínimas coisas. Pedro e seus sucessores não exercem sua responsabilidade sozinhos. A responsabilidade ordinária está com os bispos como pastores das “igrejas particulares” (= dioceses). Pedro e seus sucessores devem cuidar especificamente dos problemas que dizem respeito atodas as igrejas particulares. O Papa é o “Servo da Unidade”.

Há quem não gosta de que se fale em “poder” na Igreja; muito menos, no poder papal. Mas quem já teve de coordenar um serviço sabe que precisa de autoridade, pois, senão, nada acontece. No desprezo da “administração pastoral” da Igreja pode haver um quê de antiautoritarismo juvenil. Aliás, os jovens de hoje, pelo menos de modo confuso, já estão cansados do antiautoritarismo e percebem a falta de autoridade. Sem cair no autoritarismo de épocas anteriores, convém ter uma compreensão adequada da autoridade como serviço na Igreja. O evangelho nos ensina que essa autoridade tem um laço íntimo com a fé. Pedro é responsável pelo governo porque “respondeu pela fé” dos Doze.

Por outro lado, se é verdade que Pedro e seus sucessores têm a última palavra na responsabilidade pastoral, eles devem também escutar as “penúltimas” palavras de muita gente. Devemos chegar a uma obediência adulta na Igreja: colaborar com os responsáveis num espírito de unidade, sabendo que se trata de uma causa comum, que não é nossa, mas de Deus. Nem mistificação da autoridade, nem anarquia.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

– A FORÇA DA IGREJA

“As chaves do reino dos Céus” é uma figura que significa o ministério/serviço pastoral, portanto, uma realidade no nível da fé. Nesta expressão, “reino dos Céus” não é o céu como vida do além, mas o reino de Deus (os judeus chamavam a Deus de “os Céus”). Trata-se do reino de Deus entendido como comunidade, contraposta às “portas do inferno”, a cidade do Satanás, que não prevalecerá contra a comunidade da qual Pedro recebe as chaves. Trata-se, pois, de duas cidades que se enfrentam aqui na terra. Pedro é o prefeito da cidade de Deus aqui na terra.

Por outro lado, se é verdade que Pedro e seus sucessores têm a última palavra na responsabilidade pastoral, eles devem também escutar as “penúltimas” palavras de muita gente. Devemos chegar a uma obediência adulta na Igreja: colaborar com os responsáveis num espírito de unidade, sabendo que se trata de uma causa comum, que não é nossa, mas de Deus. Nem mistificação da autoridade, nem anarquia.



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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 21º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 21º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. ACLAMAR O FILHO DE DEUS VIVO.
A Boa Nova deste domingo convida a dar uma atenção particular à profissão de fé. Poder-se-ia dar um maior destaque à aclamação ao Evangelho. O presidente apresenta o Evangeliário aberto à assembleia, dizendo: “Senhor Jesus, cremos que tens palavras de vida eterna!” A assembleia retoma o refrão, cantando: “Louvor e glória a Ti, Senhor Jesus” (ou outro refrão). Depois: “Senhor Jesus, cremos que és o Salvador de todos os homens” e refrão. E finalmente: “Senhor Jesus, cremos que és o Caminho, a Verdade e a Vida” e refrão.

3. INSISTIR NA PROFISSÃO DE FÉ.
Como eco ao texto do Evangelho (confissão de fé de Pedro), pode-se insistir particularmente na profissão de fé. Poder-se-á tomar a do tipo pergunta/resposta: profissão de fé baptismal ou uma das propostas no ritual da confirmação. Recorde-se que a resposta é sempre “CREIO” e não “cremos”.

4. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
Mestre do universo, nós Te louvamos porque em todo o tempo enviaste profetas. Iluminados pelo teu Espírito, eles perceberam os sinais dos tempos. Tornados fortes pelo teu Espírito, denunciaram o mal com coragem.
Nós Te pedimos: torna-nos receptivos aos profetas do nosso tempo, suscita pastores para as nossas comunidades e para o nosso mundo.

No final da segunda leitura:
Deus, que ultrapassas infinitamente tudo o que possamos imaginar, com o apóstolo Paulo proclamamos a profundidade e a riqueza da tua sabedoria e da tua ciência. A Ti, glória eterna!
Nós Te pedimos pelos pregadores, catequistas, teólogos e mensageiros da tua Palavra. Que o teu Espírito nos eduque para a acção de graças.

No final do Evangelho:
Jesus, nosso irmão, com o apóstolo Pedro proclamamos os títulos que revelam a tua natureza e a tua missão: Filho do homem, novo Elias, grande Profeta, Messias, Filho do Deus vivo. Nós Te bendizemos!
Nós Te pedimos pela tua Igreja, pelo sucessor de Pedro e por todos os bispos a quem confias as chaves do teu Reino.

5. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística I, que nomeia os Apóstolos e em particular Pedro, de quem o Evangelho de hoje fala da confissão de fé.

6. PALAVRA PARA O CAMINHO.
«Para vós, quem sou Eu?» Tomemos tempo para colocar esta questão a nós mesmos, no real muito concreto das nossas existências. Quem é Jesus para nós? E que “dizemos” d’Ele – ou não dizemos – quando se apresenta ocasião para testemunhar a nossa fé?

Parte dos textos desta página foi extraída do site http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_dominical_ver.asp?liturgiaid=424
UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – www.ecclesia.pt/dehonianos

LITURGIA EUCARÍSTICA

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RITOS FINAIS

Monição final: Partilhemos a Palavra de Deus em nossas vidas, servindo de exemplo a todos e mostrando que as Palavras do Evangelho, quando aplicadas na vida podem, sim, mudar o mundo para melhor.



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ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

21ª SEMANA

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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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