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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


23.06.2019
12º Domingo do Tempo Comum — ANO C
( VERDE, GLÓRIA, CREIO – IV SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "E vós, quem dizeis que eu sou?" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Reunidos à mesa do Eterno Pai, celebramos a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Conhecemos tal mistério mediante testemunho dos Apóstolos e, associando-nos a eles, seguimos compreendendo Jesus de modo progressivo. A liturgia de hoje O aponta como autêntico Messias. Sem desejar fama e poder, escolheu ser fiel ao Pai, tornando-se servo de todos até a morte.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, Deus nos concede uma grande graça: a de estarmos reunidos neste dia a Ele dedicado para celebrarmos juntos o memorial da morte e ressurreição do seu Filho Jesus. Nele e por Ele fomos salvos e libertos! Nele e por Ele queremos fazer de nossa vida uma oferta agradável ao Pai. Queremos seguir os passos de Jesus, aceitando o caminho da cruz que leva à ressurreição.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Cristo tem uma identidade pessoal que salva e revela; e uma missão a cumprir. Para revelar sua identidade e cumprir sua missão, para salvar a verdade de sua vida, está ele disposto a tudo, até a perder a vida física. A decisão "incondicional" e absoluta de ser ele mesmo e cumprir a sua missão a "qualquer preço" é o ato supremo de fidelidade (obediência) a Deus.

Sintamos em nossos corações a alegria da Ressurreição e entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/23-de-junho-de-2019---12-tem-comum.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/39_-_12o_domingo_do_tempo_comum_-_v06.pdf


TEMA
RECONHECER E SEGUIR O MESSIAS PADECENTE

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

JESUS: FÉ E SEGUIMENTO

O Filho de Deus se fez um de nós. Revelou o rosto misericordioso do Pai. Formou uma comunidade de discípulos. Ensinou-lhes o caminho do Reino de Deus. Junto às pessoas excluídas, manifestou-lhes o poder de Deus que liberta, cura, perdoa, sacia… Jesus conta com os seus seguidores. Envia-os em missão para continuarem a sua obra. A compreensão a respeito de Jesus dá-se, porém, gradativamente. Predomina nos discípulos a ideia triunfalista de Messias. Precisam ainda tomar consciência do verdadeiro significado do seguimento de Jesus. Não basta crer que ele é o Messias. Jesus assume o caminho da cruz, e não a postura triunfalista; solidariza-se com a dor da humanidade que anseia por libertação (Evangelho). Na história de Israel, o sofrimento foi sendo entendido como processo de purificação do pecado e de encontro com o verdadeiro Deus que ouve a súplica do povo em crise (I leitura). Como filhos e filhas de Deus, somos chamados à autêntica liberdade, deixando-nos guiar pelo seu Espírito. Restabelece-se a dignidade e a igualdade entre todos, superando as barreiras de raça, gênero e classe social (II leitura). São importantes indicações para todas as pessoas de boa vontade que desejam viver uma vida nova, com renovado entusiasmo e realismo histórico.

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia deste domingo coloca no centro da nossa reflexão a figura de Jesus: quem é Ele e qual o impacto que a sua proposta de vida tem em nós? A Palavra de Deus que nos é proposta impele-nos a descobrir em Jesus o “messias” de Deus, que realiza a libertação dos homens através do amor e do dom da vida; e convida cada “cristão” à identificação com Cristo – isto é, a “tomar a cruz”, a fazer da própria vida um dom generoso aos outros.

O Evangelho confronta-nos com a pergunta de Jesus: “e vós, quem dizeis que Eu sou?” Paralelamente, apresenta o caminho messiânico de Jesus, não como um caminho de glória e de triunfos humanos, mas como um caminho de amor e de cruz. “Conhecer Jesus” é aderir a Ele e segui-l’O nesse caminho de entrega, de doação, de amor total.

A primeira leitura apresenta-nos um misterioso profeta “trespassado”, cuja entrega trouxe conversão e purificação para os seus concidadãos. Revela, pois, que o caminho da entrega não é um caminho de fracasso, mas um caminho que gera vida nova para nós e para os outros. João, o autor do Quarto Evangelho, identificará essa misteriosa figura profética com o próprio Cristo.

A segunda leitura reforça a mensagem geral da liturgia deste domingo, insistindo que o cristão deve “revestir-se” de Jesus, renunciar ao egoísmo e ao orgulho e percorrer o caminho do amor e do dom da vida. Esse caminho faz dos crentes uma única família de irmãos, iguais em dignidade e herdeiros da vida em plenitude.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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PERDER E SALVAR A VIDA

O Evangelho de Lucas apresenta a missão de Jesus como um grande caminho da Galileia até Jerusalém. Um caminho em favor da vida, onde Jesus está em constante atitude de oração. Pois é a comunhão com o Pai, alimentada pela oração filial, que mantém Jesus em seu caminho. Jesus reza e dá testemunho de oração aos discípulos. Eles estão com Jesus em lugar retirado, vendo com os próprios olhos que uma autêntica missão só se consegue levar adiante quando alicerçada na oração, com a graça de Deus. Rezar, de fato, é apresentar nossa vida a Deus e deixar que ele nos fale e se revele como o Deus de amor.

Não é à toa, portanto, que Jesus quis saber o que pensavam dele as pessoas, mas sobretudo os discípulos que o acompanhavam de perto. Em comunhão com o Pai, Jesus sabia que o destino de sua missão eram o sofrimento, a rejeição, a morte e a ressurreição. Mas sabia também que eram grandes as expectativas dos seus compatriotas a respeito de um “Messias”, um “Cristo” glorioso que viesse com a força do alto para tomar o poder dos romanos.

A resposta de Pedro, correta, indica sua fé em Jesus como o Messias de Deus. E Jesus então, para evitar mal-entendidos, esclarece que tipo de Messias ele é: não o Messias rei poderoso, mas o Messias humano (Filho do homem) que segue o caminho da doação e do sofrimento.

É este, afinal, o caminho que Jesus deixa aos seus seguidores: caminho de renúncia a si mesmo pelo bem do outro, caminho de sofrimentos diários que encontram sentido no sofrimento maior do Mestre, o qual dá o exemplo do amor que leva a entregar tudo, até a própria vida.

De modo que a pergunta de Jesus se repropõe para nós hoje: “O que vocês dizem que eu sou?” Nossa resposta dependerá, sem dúvida, de como estamos deixando que Deus se revele a nós e de como estamos dispostos a gastar a vida, neste mundo, pela mesma causa que a de Jesus.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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O RISCO DE CONFUNDIR JESUS

Desde sua origem, a comunidade cristã corre o risco de falsificar Jesus. Em nossos dias, basta ligar a TV ou navegar na internet para verificar o falatório, até a exaustão, acerca do Filho de Deus. Seu nome está por toda parte: nas ruas, nas casas, nas mensagens de WhatsApp e nas igrejas. Ocorre que não basta só falar sobre ele, se o testemunho de vida não condiz com o evangelho, a boa notícia.

Dentre os muitos riscos atuais de confundir a pessoa de Jesus Cristo, o filho de Maria de Nazaré, podemos destacar pelo menos três: Jesus como “celebridade”, Jesus como “mercadoria”, Jesus “acima de todos”.

Há o risco de tornar Jesus uma celebridade. Daí nasce o perigo de querer ter fama e até acumular bens usando o nome dele. O Filho de Deus jamais quis ter fama. Quando queriam torná-lo celebridade, sempre encontrava uma forma de sair de cena. Em todos os milagres e curas que realizou, a atenção estava voltada para a pessoa necessitada. Em sua vida pública, nunca fez de seu ministério uma forma de autopromoção. Ele só queria restituir a dignidade a quem estava com a vida despedaçada.

O risco de tornar Jesus uma mercadoria também é possível. O discurso da chamada teologia da prosperidade usa Jesus como moeda de troca. O sucesso de muitas “igrejas”, que até se intitulam igrejas cristãs, ocorre porque fazem mercado da Palavra de Deus. A turma dessas “igrejas” está muito mais ávida por dinheiro e pela ostentação de riquezas do que pelo empenho de fazer da vida uma entrega de amor, como fez Jesus.

Outro risco que está na moda aqui no Brasil, nos últimos anos, relaciona-se com o slogan “Deus acima de todos”. Há quem ande esbravejando isso por aí como se fosse proprietário do divino. É claro que Deus é grande, é maior do que todos! Mas ele não quer ficar acima de ninguém. Em Jesus, ele é o “Deus conosco”, está no meio de nós; assumiu a fragilidade humana por amor.

A expressão “Deus acima de todos” carrega em si as marcas do poder da força, da dominação e da opressão. O poder de Deus, ao contrário, é o poder do amor. Esse é o poder da cruz. Jesus nos ensina a viver o verdadeiro amor. É nesse amor que consiste a verdadeira religião.

Pe. Antonio Iraildo Alves de Brito, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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QUEM É JESUS?
Deus derrama sobre nós sua graça para seguirmos Jesus com alegria e fé. Esta liturgia nos convida a nos libertarmos de tudo o que nos afasta dele e enfrentar com coragem as dificuldades, certos de que o Senhor está sempre  conosco. Neste dia do migrante, recordamos todas as pessoas que deixam sua terra em busca de uma vida digna e feliz.

LIÇÃO DE VIDA: Jesus perguntou aos discípulos quem ele era. O que você responderia se Jesus também lhe perguntasse: Quem eu sou para você?


RITOS INICIAIS

Salmo 27, 8-9
ANTÍFONA DE ENTRADA: O Senhor é a força do seu povo, o baluarte salvador do seu Ungido. Salvai o vosso povo, Senhor, abençoai a vossa herança, sede o seu pastor e guia através dos tempos.

Introdução ao espírito da Celebração
Muitos cristãos têm uma imagem desfigurada de Jesus. Para uns é o Jesus sentimental nas dificuldades, dos conselhos nas horas difíceis; para outros é o Jesus dos grandes poderes nas situações extremas; para alguns é o Jesus legislador e promulgador de uma lei moral… Em que Jesus cremos? A resposta é vital porque a nossa fé n’Ele determina toda a nossa vida. A liturgia da palavra deste domingo poderá ajudar-nos a interiorizar esta pergunta e a procurar dar-lhe resposta. Façamos um exame de consciência e peçamos perdão das nossas faltas.

ORAÇÃO COLECTA: Senhor, fazei-nos viver a cada instante no temor e no amor do vosso Santo nome, porque nunca a vossa providência abandona aqueles que formais solidamente no vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo….


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Nessa passagem, os judeus não acreditavam que Zacarias falava do Messias tão esperado.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Zacarias 12,10-11;13,1

Leitura da profecia de Zacarias. 12,10 Suscitarei sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de boa vontade e de prece, e eles voltarão os seus olhos para mim. Farão lamentações sobre aquele que traspassaram, como se fosse um filho único; chorá-lo-ão amargamente como se chora um primogênito! 11 Naquele dia haverá um grande luto em Jerusalém, como o luto de Adadremon no vale de Magedo. 12 A terra inteira celebrará esse luto, família por família; a família da casa de Davi à parte, 13,1 Naquele dia jorrará uma fonte para a casa de Deus e para os habitantes de Jerusalém, que apagará os seus pecados e suas impurezas.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

...........................

Deus ouve a súplica do povo

Os estudiosos distinguem, no livro de Zacarias, dois blocos distintos: o primeiro (Zc 1-8) teria sido escrito ao redor do ano 520 a.C., duas décadas após o exílio da Babilônia. Nesse bloco, os autores apontam os pecados do povo como causadores do exílio. Deus, porém, concede o perdão e defende os interesses dos repatriados. Jerusalém e o Templo (que está sendo reconstruído) são projetados como fonte de bênçãos e de um futuro messiânico de paz e de alegria para o povo.

O segundo bloco (Zc 9-14), escrito em torno do final do século IV a.C. e, portanto, mais recente do que o primeiro, apresenta um conteúdo centrado no messianismo. Jerusalém – a casa de Davi – é considerada como centro do mundo; é o lugar onde Deus mostra sua ternura e proteção ao povo “transpassado” pelo sofrimento, causado especialmente pelas dominações externas e por seus tentáculos internos. Desde a invasão babilônica em 587 a.C., quando a cidade e o templo de Jerusalém foram arrasados, muita gente foi morta e muitos foram expatriados de sua terra. A idolatria é reconhecida como a causa desses acontecimentos lamentáveis.

Deus mostra-se extremamente solícito com o clamor do povo que chora e se lamenta, reconhecendo seus pecados. Deus mesmo vai purificá-lo, enviando-lhe um “espírito de graça e de súplica” para que todos voltem o olhar para ele. Espírito de graça porque Deus será reconhecido como aquele que ama na gratuidade, apesar das infidelidades do povo; espírito de súplica porque o povo, em situação de extrema necessidade, se volta para Deus com fé e confiança, invocando sua ajuda e proteção.

Jerusalém, com a vida nova adquirida por intervenção divina, transforma-se em fonte irradiadora de purificação e bênção. Podemos aqui lembrar a leitura que a comunidade joanina vai fazer a respeito de Jesus, morto em Jerusalém, o “transpassado” para o qual todos voltarão seus olhos (Jo 19,37). O Messias assassinado na cruz torna-se a fonte de todas as bênçãos para a humanidade.

AMBIENTE

Como o livro de Isaías, o livro de Zacarias não pode ser atribuído a um só e mesmo profeta. Só os capítulos 1-8 podem ser atribuídos a esse Zacarias, filho de Baraquias (cfr. Zac 1,1.7), que actuou em Jerusalém no pós-exílio e teve um papel preponderante na reconstrução do Templo (estamos à volta de 520 a.C.).

Os capítulos 9-14 parecem ser uma outra colecção de textos, que provêm de um, ou mais provavelmente de vários autores tardios; costuma falar-se deste conjunto de textos usando a designação “Deutero-Zacarias”.

A época em que os textos do Deutero-Zacarias apareceram também é muito discutida (a partir das referências históricas do livro, é possível deduzir todas as épocas, desde o séc. VIII até ao séc. II a.C.). No entanto, a opinião mais difundida actualmente é a que situa a redacção destes capítulos em finais do séc. IV e durante o séc. III a.C. (o ambiente parece revelar a época posterior às vitórias de Alexandre da Macedónia).

O texto que nos é proposto integra uma colecção que vai de 12,1 a 14,21. Essa colecção apresenta-nos um mosaico de temas diversos, embora unidos por uma certa expectativa messiânica. Depois do anúncio da intervenção definitiva de Deus na pessoa de um rei/messias que, na humildade, procurará instaurar o reino ideal (cf. Zac 9,9-10) e da referência a um “pastor” enigmático que virá apascentar o rebanho de Deus (cf. Zac 11,4-17), os textos apresentam-nos um conjunto de oráculos que se referem à salvação e glória de Jerusalém. É nesse enquadramento que podemos situar o nosso texto.

MENSAGEM

O profeta começa por anunciar a efusão de um espírito de piedade e de súplica sobre a casa de David e os habitantes de Jerusalém: esse espírito irá provocar uma transformação interior que colocará toda a gente na órbita de Deus, numa atitude de confiança e de abertura a Deus.

Tal acção resultará da actividade profética de um misterioso “trespassado”. Primeiro, o autor identifica-o com Deus (“olharão para mim”, a quem trespassaram”); mas, logo a seguir, a frase distingue de novo Deus e o misterioso personagem evocado. O “’ly” (“para mim”) significa, provavelmente, que o próprio Deus Se sente atingido pela morte infligida ao seu enviado.

Quem é este personagem? Há quem o identifique com o rei Josias, morto em Meggido em combate contra os egípcios (cf. 2 Re 23,29-30); há, também, quem diga que esta figura se inspira no sumo sacerdote Onias III (cf. 2 Mac 4,34) ou em Simão Macabeu (cf. 1 Mac 16,11-17; se este personagem fosse Simão Macabeu, teríamos de colocar a redacção deste texto na segunda metade do séc. II a.C.). Pode, ainda, ser um qualquer profeta cujo nome desconhecemos… De qualquer forma, trata-se de um mártir inocente e anónimo, por cuja morte os habitantes de Jerusalém se tornaram responsáveis. A figura que melhor ilumina esta passagem ainda é a do “servo sofredor” de Is 53, mesmo se os termos utilizados são bastante diferentes. Como acontece com o “servo de Jahwéh”, o sacrifício deste mártir inocente é fonte de transformação dos corações (cf. Zac 12,10) e de purificação (cf. Zac 13,1): a contemplação dessa vítima inocente iniciará no Povo um processo de arrependimento e de purificação.

A repetida evocação de David neste contexto (cf. Zac 12,7-8.10.12; 13,1) liga este personagem com a promessa messiânica. João, o autor do Quarto Evangelho, verá em Jesus, morto na cruz e com o coração trespassado pela lança do soldado, a concretização da figura aqui evocada (cf. Jo 19,37).

ACTUALIZAÇÃO

Considerar, na reflexão, os seguintes dados:

- Esta figura do “trespassado” faz-nos pensar em todos os “profetas” que lutam pela justiça e pela verdade e que são torturados, vilipendiados, massacrados por causa do seu testemunho incómodo. A identificação do “trespassado” com o próprio Deus diz-nos que o profeta nunca está só e perdido face ao ódio do mundo, mas que Deus está sempre do seu lado; diz-nos, também, que é de Deus que brota a missão profética, mesmo quando ela incomoda e questiona os homens.

- Fomos constituídos profetas no momento da nossa opção por Cristo (Baptismo). Como se tem “cumprido” a nossa missão profética? Na fidelidade e no empenho, ou na preguiça e no comodismo? No medo que paralisa, ou na inquebrantável
confiança no Deus que está ao nosso lado?

- Como acolhemos a interpelação e o questionamento dos outros profetas que Deus envia ao nosso encontro? Com desprezo e arrogância, com frieza e indiferença? Ou com a convicção de que é o próprio Deus que, através deles, nos interpela?

- Este texto garante-nos que o sofrimento por causa do testemunho profético não é em vão. Do testemunho profético – mesmo quando “cumprido” na dor, na dificuldade, no fracasso aos olhos do mundo – resultará sempre a transformação dos corações, a conversão e, portanto, o nascimento de um mundo novo.

Subsídios:
1ª leitura: 
(Zc 12,10-11) “Choraram aquele que traspassaram” – Não se sabe quem foi, historicamente, o “traspassado” de Zc 12. Foi um profeta, um “pastor” (cf. Zc 11). Foi um mártir: sua morte significou uma catástrofe para o povo, mas também um novo início, conversão e volta a Deus (cf. o Servo de Javé, Is 53). Jo 19,37 identifica Jesus com este “traspassado” (cf. Ap 1,7). A liturgia de hoje relaciona este texto com a predição da Paixão de Jesus. * Cf. Nm 21,8; Jo 3,14.18; Ez 34,23-24; 36,25-27.



Salmo Responsorial

Monição: O cântico de meditação é tirado do salmo 62. Nele contemplamos a graça de Deus, bendizemos a nossa vida e exultamos com a nossa união com Ele.

SALMO RESPONSORIAL – 62/63

A minha alma tem sede de vós,
como a terra sedenta, ó meu Deus!

Sois, ó Senhor, o meu Deus!
Desde a aurora ansioso vos busco!
A minha alma tem sede de vós,
minha carne também vos deseja.

Como terra sedenta e sem água,
venho, assim, contemplar-vos no templo,
para ver vossa glória e poder.
Vosso amor vale mais do que a vida:
e por isso meus lábios vos louvam.

Quero, pois, vos louvar pela vida
e elevar para vós minhas mãos!
A minha alma será saciada,
como em grande banquete de festa;
cantará a alegria em meus lábios
ao cantar para vós meu louvor!

Para mim fostes sempre um Socorro;
de vossas asas à sombra eu exulto!
Minha alma se agarra em vós;
com poder vossa mão me sustenta.

Segunda Leitura

Monição: São Paulo prega o batismo em Cristo.

Gálatas 3,26-29

Leitura da carta de são Paulo aos Gálatas. 3,26 porque todos sois filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo. 27 Todos vós que fostes batizados em Cristo, vos revestistes de Cristo. 28 Já não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos vós sois um em Cristo Jesus. 29 Ora, se sois de Cristo, então sois verdadeiramente a descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

...............................

Revestidos de Cristo

Nesse texto, Paulo continua explicando às comunidades cristãs a importância da fé em Jesus Cristo como caminho de superação de todo legalismo. A Lei funcionou como “pedagogo” enquanto ainda estávamos num estágio imaturo. Com seus preceitos e proibições, foi útil para nos ajudar a descobrir o que pode nos levar à maldição e o que atrai a bênção. O problema é que a Lei nos tornou seus dependentes e até nos escravizou, a ponto de condicionar a salvação ao cumprimento de inúmeras normas.

Com o advento de Jesus, é-nos dado o tempo da maturidade. Então, podemos sair da dependência da Lei e abraçar a autêntica liberdade de filhos e filhas de Deus. Não se pode voltar atrás, sob o risco de anular a graça de Deus.

Pela fé em Jesus Cristo, tornamo-nos semelhantes a ele. Pelo batismo nos revestimos de Jesus, mergulhamos na sua própria vida. A Lei fazia distinção de pessoas e legitimava a exclusão de mulheres, pobres e estrangeiros. Agora nos tornamos uma unidade na diversidade. Portanto, “não há mais diferença entre judeu e grego, entre escravo e livre, entre homem e mulher”. Ficam assim eliminadas as barreiras que nos separavam, seja de raça, de gênero ou de classe social. Pertencendo, assim, a Cristo, somos herdeiros da promessa que Deus fez a Abraão de uma descendência numerosa e feliz.

AMBIENTE

Continuamos a ler essa carta enviada aos habitantes da região central da Ásia Menor (Galácia), onde se discute se Cristo basta para chegar à salvação ou são precisas também as obras da Lei. Já sabemos que, para Paulo, só Cristo salva; por isso, os gálatas são convidados a fazer “ouvidos de mercador” às exigências dos “judaizantes” e a não se preocuparem com a circuncisão, nem com outras exigências da Lei de Moisés.

Este texto, em concreto, aparece na segunda parte da Carta aos Gálatas (cf. Gal 3,1-6,18), em que Paulo apresenta uma reflexão sobre o cristão e a liberdade. Nos versículos anteriores, Paulo comparara a Lei a um “carcereiro” (cf. Gal 3,23) e a um “pedagogo” greco-romano (cf. Gal 3,24). Estas duas imagens são bem elucidativas: o carcereiro da época era, com muita frequência, exemplo de crueldade; e o pedagogo (geralmente um escravo pouco instruído que acompanhava a criança à escola e a mantinha disciplinada) também não era muito apreciado e evocava a imagem de reprimendas e castigos. É verdade, considera Paulo (cf. Gal 3,25), que é melhor ser conduzido pela mão do que perder-se no caminho; mas seria uma estupidez aspirar a viver sempre no cárcere ou considerar como um ideal ser sempre conduzido pela mão, sem experimentar a liberdade.

MENSAGEM

Aos gálatas, tentados a voltar à escravidão da Lei, Paulo recorda a experiência libertadora que resultou da sua adesão a Cristo.

Pelo Baptismo, os crentes foram “revestidos de Cristo” e tornaram-se “filhos de Deus”. Dizer que os crentes foram “revestidos de Cristo” significa que entre os baptizados e Cristo se estabeleceu uma relação que não é apenas exterior, mas que toca o âmago da existência: pelo Baptismo, os cristãos assumiram a existência do próprio Cristo e tornaram-se, como Ele, pessoas que renunciaram à vida velha do egoísmo e do pecado, para viverem a vida nova da entrega a Deus e do amor aos irmãos. Em todos os crentes circula, agora, a vida do próprio Cristo; essa vida veste-os completamente, da cabeça aos pés.

A primeira consequência que daqui resulta é que os cristãos são livres: eles receberam de Cristo uma vida nova e não estão mais sujeitos à escravatura do egoísmo, do pecado e da morte.

A segunda consequência que daqui resulta é que os cristãos são iguais. Identificados com Cristo (porque todos – judeus e não judeus, homens e mulheres – foram revestidos da mesma vida), não há qualquer diferença ou discriminação quanto à raça, ou ao sexo; todos são “filhos”, com igual direito quanto à herança (todos são filhos do mesmo Pai e todos têm acesso, em Cristo, à mesma vida plena). A “salvação” que Cristo trouxe significa a igualdade fundamental de todos.

A questão é esta: depois de experimentar isto, os gálatas estarão dispostos a ser, outra vez, escravos?

ACTUALIZAÇÃO

Considerar, para a reflexão, as seguintes linhas:

- O cristão é, fundamentalmente, aquele que se “revestiu de Cristo”. Que significa isto, em concreto? Que assinamos um documento no qual nos comprometemos a viver como baptizados? Que respeitamos apenas as leis e orientações da hierarquia? Que nos comprometemos somente a ir à missa ao domingo, a ir a Fátima uma vez por ano e a rezar o terço de vez em quando? Ou significa que assumimos o compromisso de viver como Cristo, de assumir os seus valores, de fazer da nossa vida um dom de amor, de nos entregarmos até à morte para construir um mundo de justiça e de paz para todos?

- Para os judeus, contemporâneos de Jesus e de Paulo de Tarso, os pagãos e as mulheres eram gente discriminada. “Dou-te graças, Deus altíssimo – diz uma célebre oração rabínica – porque não me fizeste pagão, escravo ou mulher”. Paulo proclama, neste texto, que, a partir da nossa identificação com Cristo, toda a discriminação entre os homens e, sobretudo entre os cristãos, carece de sentido. A Igreja soube tirar as consequências deste facto? Como acolhemos os estrangeiros, os discriminados, os divorciados, os homossexuais, os drogados, as mulheres? Como filhos iguais do mesmo Deus, ou como irmãos “coitados”, que é preciso tolerar e tratar com caridade mas que não são iguais nem têm a mesma dignidade dos outros?

Subsídios:
2ª leitura: (Gl 3,26-29) Superação de todas as discriminações em Cristo – Jesus é o fim da Lei. Nele se cumpre a promessa feita a Abraão. Nele são benditos todos os povos da terra, judeus e gentios: “todos” (3,26), pela fé e o batismo, tornam-se semelhantes ao Filho, sendo eles mesmos filhos e co-herdeiros. Todas as diferenças tornam-se irrelevantes. Só o Cristo importa. Na comunhão em Cristo, já começam a desfazer-se as diferenças que dividem os homens. * Cf. Jo 1,12; Rm 6,3-4; 8,14-17; 13,14; 10,12; Cl 3,11-12.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Minhas ovelhas escutam minha voz, minha voz estão elas a escutar; eu conheço, então, minhas ovelhas, que me seguem, comigo a caminhar.

Evangelho

Monição: Se escutamos a voz do Senhor com atenção, Ele torna-Se-nos presente e reconhece-nos como seus discípulos.

Lucas 9,18-24

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! 9 18 Jesus estava a rezar a sós com os discípulos, perguntou-lhes: “Quem dizem que eu sou?” 19 Responderam-lhe: “Uns dizem que és João Batista; outros, Elias; outros pensam que ressuscitou algum dos antigos profetas”. 20 Perguntou-lhes, então: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. 21 Ordenou-lhes energicamente que não o dissessem a ninguém. 22 Ele acrescentou: “É necessário que o Filho do Homem padeça muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas. É necessário que seja levado à morte e que ressuscite ao terceiro dia”. 23 Em seguida, dirigiu-se a todos: “Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me. 24 Porque, quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem sacrificar a sua vida por amor de mim, salvá-la-á”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

...................................

Que tipo de Messias é Jesus?

A compreensão do messianismo de Jesus por parte de seus discípulos foi acontecendo lentamente. Imersos na ideologia religiosa do Templo, esperavam um Messias com poder de monarca, da linhagem de Davi, capaz de libertar o povo da dominação romana.

Portanto, se essa era a mentalidade dominante a respeito do Messias, ela deveria causar grandes problemas para os políticos da época. De fato, vários líderes messiânicos foram simplesmente exterminados antes de Jesus. Nenhuma das respostas dadas a Jesus sobre o que as multidões diziam a seu respeito contempla a ideia de Messias. Lucas reserva essa concepção para Pedro, o representante dos discípulos: “Tu és o Messias de Deus”.

Imediatamente Jesus os proíbe severamente de espalhar essa afirmação para outras pessoas. Ele conhece os seus seguidores e sabe que estão ainda fanatizados pela ideologia dominante. Podem dar azo ao seu fanatismo e comprometer a missão de Jesus. Eles sabem que Jesus é o Messias, mas ainda não compreendem que tipo de Messias é Jesus.

Segundo Lucas, Jesus vai dedicar uma caminhada inteira (novo êxodo), da Galileia a Jerusalém, ao empenho especial de educar os discípulos na verdadeira compreensão do Messias. O início dessa caminhada se dá em 9,51, quando Jesus “toma a firme decisão de partir para Jerusalém”. Antes disso, ele faz dois anúncios de sua paixão e morte. No primeiro, logo após a declaração teórica, por parte dos discípulos, de que ele é o Messias: “É necessário que o Filho do homem sofra muito, seja rejeitado pelos anciãos, pelos chefes dos sacerdotes e escribas, seja morto e ressuscite ao terceiro dia” (9,22). No segundo anúncio (9,44-45), Jesus prepara os discípulos para o destino do Messias, alertando-os: “Abram bem os ouvidos… O Filho do homem será entregue às mãos dos homens”. O terceiro anúncio (18,31-34), Jesus o fará em plena caminhada, próximo a Jerusalém: “De fato, ele será entregue aos gentios, escarnecido, ultrajado, coberto de escarros, depois de açoitá-lo, eles o matarão…”. Apesar da tríplice insistência, os discípulos “não entenderam nada”.

A cruz e a morte estão intimamente ligadas ao messianismo de Jesus. A concepção triunfalista cai por terra: “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz cada dia e siga-me”. A escolha de Jesus é o caminho do “servo sofredor”, inspirado no Segundo Isaías (Is 40-55). Decorre daí que o seguimento de Jesus se concretiza por meio de rupturas e opções: rupturas com toda forma de egoísmo e poder, com toda preocupação de buscar o brilho próprio dos que dominam; opções pelo serviço humilde e abnegado em vista de uma sociedade de amor, de justiça e de paz. De fato, Jesus não anuncia a sua morte como fato definitivo. A ressurreição é o destino dos que dão a vida pelo Reino. O êxodo pelo qual Jesus tem de passar, incluindo a própria morte, vai possibilitar a entrada na terra da liberdade e da vida plena, onde já não haverá egoísmo nem dominação de nenhuma espécie.

AMBIENTE

Estamos na fase final da etapa da Galileia. Jesus passou algum tempo a apresentar o seu programa e a levar a Boa Nova aos pobres, aos marginalizados, aos oprimidos (cf. Lc 4,16-21). À volta d’Ele, foi-se formando um grupo de “testemunhas”, que apreciaram a sua actuação e que se juntaram a esse sonho de criar um mundo novo, de justiça, de liberdade e de paz para todos. Agora, antes de começar a etapa decisiva da sua caminhada nesta terra (o “caminho” para Jerusalém, onde Jesus vai concretizar a sua entrega de amor), os discípulos são convidados a tirar as suas conclusões acerca do que viram, ouviram e testemunharam. Quem é este Jesus, que se prepara para cumprir a etapa final de uma vida de entrega, de dom, de amor partilhado? E os discípulos estarão dispostos a seguir esse mesmo caminho de doação e de entrega da vida ao “Reino”?

MENSAGEM

A cena de hoje começa com a indicação da oração de Jesus (vers. 18). É um dado típico de Lucas que põe sempre Jesus a rezar antes de um momento fundamental (cf. Lc 5,16; 6,12; 9,28-29; 10,21; 11,1; 22,32.40-46; 23,34). A oração é o lugar do reencontro de Jesus com o Pai; depois de rezar, Jesus tem sempre uma mensagem importante – uma mensagem que vem do Pai – para comunicar aos discípulos. A questão importante que, no contexto do episódio de hoje, Jesus tem a comunicar, tem a ver com a questão: “quem é Jesus?”

A época de Jesus foi uma época de crise profunda para o Povo de Deus; foi, portanto, uma época em que o sofrimento gerou uma enorme expectativa messiânica. Asfixiado pela dor que a opressão trazia, o Povo de Deus sonhava com a chegada desse libertador anunciado pelos profetas – um grande chefe militar que, com a força das armas, iria restaurar o império de seu pai David e obrigar os romanos opressores a levantar o jugo de servidão que pesava sobre a nação. Na época apareceram, aliás, várias figuras que se assumiram como “enviados de Deus”, criaram à sua volta um clima de ebulição, arrastaram atrás de si grupos de discípulos exaltados e acabaram, invariavelmente, chacinados pelas tropas romanas. Jesus é também um destes demagogos, em quem o Povo vê cristalizada a sua ânsia de libertação?

Aparentemente, Jesus não é considerado pelas multidões “o messias”: o Povo identifica-o, preferentemente, com Elias, o profeta que as lendas judaicas consideravam estar junto de Deus, reservado para o anúncio do grande momento da libertação do Povo de Deus (vers. 19); talvez a sua postura e a sua mensagem não correspondessem àquilo que se esperava de um rei forte e vencedor.

Os discípulos, no entanto, companheiros de “caminho” de Jesus, deviam ter uma perspectiva mais elaborada e amadurecida. De facto, é isso que acontece; por isso, Pedro não tem dúvidas em afirmar: “Tu és o messias de Deus” (vers. 20). Pedro representa aqui a comunidade dos discípulos – essa comunidade que acompanhou Jesus, testemunhou os seus gestos e descobriu a sua ligação com Deus. Dizer que Jesus é o “messias” significa reconhecer nele esse “enviado” de Deus, da linha davídica, que havia de traduzir em realidade essas esperanças de libertação que enchiam o coração de todos.

Jesus não discorda da afirmação de Pedro. Ele sabe, no entanto, que os discípulos sonhavam com um “messias” político, poderoso e vitorioso e apressa-se a desfazer possíveis equívocos e a esclarecer as coisas: Ele é o enviado de Deus para libertar os homens; no entanto, não vai realizar essa libertação pelo poder das armas, mas pelo amor e pelo dom da vida (vers. 22). No seu horizonte próximo não está um trono, mas a cruz: é aí, na entrega da vida por amor, que Ele realizará as antigas promessas de salvação feitas por Deus ao seu Povo.

A última parte do texto (vers. 23-24) contém palavras destinadas aos discípulos: aos de ontem, de hoje e de amanhã. Todos são convidados a seguir Jesus, isto é, a tomar – como Ele – a cruz do amor e da entrega, a derrubar os muros do egoísmo e do orgulho, a renunciar a si mesmo e a fazer da vida um dom. Isto não deve acontecer em circunstâncias excepcionais, mas na vida quotidiana (“tome a sua cruz todos os dias”). Desta forma fica definida a existência cristã.

ACTUALIZAÇÃO

Para a reflexão, considerar os seguintes elementos:

- O Evangelho de hoje define a existência cristã como um “tomar a cruz” do amor, da doação, da entrega aos irmãos. Supõe uma existência vivida na simplicidade, no serviço humilde, na generosidade, no esquecimento de si para se fazer dom aos outros. É esse o “caminho” que eu procuro percorrer?

- Na sociedade em geral e na Igreja em particular, encontramos muitos cristãos para quem o prestígio, as honras, os postos elevados, os tronos, os títulos são uma espécie de droga de que não prescindem e a que não podem fugir. Frequentemente, servem-se dos carismas e usam as tarefas que lhe são confiadas para se auto-promover, gerando conflitos, rivalidades, ciúmes e mal-estar. À luz do “tomar a cruz e seguir Jesus”, que sentido é que isto fará? Como podemos, pessoal e comunitariamente, lidar com estas situações? Podemos tolerá-las – em nós ou nos outros? Como é possível usar bem os talentos que nos são confiados, sem nos deixarmos tentar pelo prestígio, pelo poder, pelas honras? Tem alguma importância, à luz do que Jesus aqui ensina, que a Igreja apareça em lugar proeminente nos acontecimentos sociais e mundanos e que exija tratamentos de privilégio?

- Quem é Jesus, para nós? É alguém que conhecemos das fórmulas do catecismo ou dos livros de teologia, sobre quem sabemos dizer coisas que aprendemos nos livros? Ou é alguém que está no centro da nossa existência, cujo “caminho” tem um real impacto no nosso dia a dia, cuja vida circula em nós e nos transforma, com quem dialogamos, com quem nos identificamos e a quem amamos?

- É na oração que eu procuro perceber a vontade de Deus e encontrar o caminho do amor e do dom da vida? Nos momentos das decisões importantes da mi
nha vida, sinto a necessidade de dialogar com Deus e de escutar o que Ele tem para me dizer?

Subsídios:
Evangelho: (Lc 9,18-24) Profissão de fé de Pedro e anúncio da Paixão – Texto composto de 1º) um diálogo sobre o messianismo de Jesus (profissão de fé de Pedro: 9,18-21); 2º) a predição da Paixão do Filho do Homem (9,22); 3º) um apelo ao seguimento da Cruz (9,23-27). Estes três temas formam uma unidade: Jesus é o Messias, que segue seu caminho não no sentido que presumem os homens, mas como Deus o define. O anúncio da Paixão vem corrigir a própria confissão de fé messiânica de Pedro. Jesus toma o caminho da libertação pela doação até o fim, e quem quiser ser seu discípulo deve seguir este mesmo caminho, talvez não imediatamente no martírio (isso também, conforme ocaso), mas “cada dia” – e é a todos que isso é dito (9,23). * 9,18-21 cf. Mt 16,13-20; Mc 8,27-30; Lc 9,7-8 * 9,22 cf. Mt 16,21; Mc 8,31; Lc 24,25-26 * 9,23-24 cf. Mt 16,24-25; Mc 8,34-35.

***   ***   ***

Já no ano B, a liturgia insistiu muito nas predições da Paixão de Jesus, que, em Mc, formam a espinha dorsal da secção mais significativa do evangelho de Lucas introduz no meio das três predições a “grande viagem” de Jesus (Lc 9,51–18,14). Assim o tema da predição da paixão aparece só uma vez na liturgia do Ano C: uma razão a mais para lhe dedicar toda a atenção (evangelho).

A situação é a seguinte: Jesus vive um dos seus momentos de intimidade com Deus (Lc 9,18), talvez refletindo sobre o sentido dos sinais messiânicos que lhe é dado fazer (precede imediatamente, em Lc 9,10-17, a multiplicação dos pães). Quer conscientizar seus discípulos daquilo que o Pai lhe faz ver. Pergunta quem, na opinião dos homens, ele é; e, depois de respostas “aproximativas” (João Batista, Elias), pergunta também por quem os discípulos o têm. Pedro se torna porta-voz dos seus companheiros e diz: “Tu és o messias de Deus”.

Jesus lhes manda guardar esta intuição para si e explica por quê: porque o Filho do Homem deve sofrer e morrer, mas também ser ressuscitado. O povo ainda não entenderia isso. Só o entenderão depois de tê-lo traspassado, o que não deixa de ser mais um “cumprimento” das Escrituras, ou seja, da estranha lógica de Deus (cf. Zc 12,10-11, 1ª leitura; Is 53, etc.). Pois Jesus é o ponto final e a plenitude de toda uma linhagem de profetas rejeitados, messias assassinados, e de todos os “servos” e “pobres de Deus”. A pedagogia de Deus, que consiste em converter o homem não pela força, mas pelo exemplo do amor até o fim, atinge a plenitude em Jesus de Nazaré.

O que Jesus diz “a todos” (Lc 9,23, expressamente) é que eles devem segui-lo, assumindo sua cruz. A melhor maneira para entender Jesus é fazer a mesma coisa que ele. Não são as teorias cristológicas que nos ajudam a conhecer e entender Jesus, mas o viver como ele viveu, morrer como ele morreu. Fazer a experiência do mundo e de Deus que ele fez, isso é que nos torna seus discípulos, dignos do nome de “cristãos”. Quando a gente compara a palavra do seguimento em Lc 9,23 com Mc 8,34, que lhe serviu de modelo, a gente descobre que Lc acrescentou algo: “cada dia”. Tomar sua cruz não acontece apenas no caminho de Gólgota, mas na vida de cada dia (Lc é o evangelista que mais pensa na situação do cristão comum). Quem não sabe assumir as pequenas cruzes de cada dia, nunca será um mártir do amor até o fim.

Lucas escreve isso com uma finalidade pedagógica, de acordo com seu espírito helenístico, que dava muita importância à “ascese”, o “exercício” (foram os gregos que inventaram o treinamento esportivo). Porém, os pequenos sacrifícios do dia-a-dia não são apenas exercícios esportivos. Eles são exercícios do amor de Cristo. São a manifestação, até nos mínimos detalhes de nossa vida, de quanto temos constantemente diante dos olhos seu amor por nós, manifestado na cruz. A cruz do dia-a-dia é nossa participação da Cruz do Calvário, da qual recebe todo o seu valor.

Temos agora também critérios para distinguir entre o verdadeiro seguimento de Jesus no caminho da Cruz e o superficial entusiasmo que, como um parasita, tira a força e sufoca o verdadeiro amor a Cristo. Muitos que andam com ostentativo crucifixo no peito não têm a mínima intenção séria de viver o que a cruz significa. Consideram Jesus talvez como um João Batista ou Elias redivivo, ou seja, um cara sensacional, mas não estão dispostos a viver no dia-a-dia o que ele viveu. Fazem de Jesus um subterfúgio, uma escusa, uma fachada que os dispensa de qualquer chamado à conversão: “Sou homem de igreja, ninguém me precisa dizer o que devo fazer!” Sobretudo, quando cheiram no ar algo que possa mexer com sua posição social, algo como a opção pelos pobres... Devem aprender a assumir sua cruz, no dia-a-dia, não com espírito revoltado (“Que é que fiz para merecer isso e aquilo, eu que rezo tanto?”), mas com o amor do Cristo, que tem compaixão dos mais sofridos. Então, reconhecerão que sua cruz não é a enxaqueca do dia depois da festa de aniversário, mas a incapacidade de criar uma sociedade justa, em que todos tenham vez.

Entre cristãos, é impossível perpetuar e aprofundar sempre mais o abismo que divide as pessoas social e culturalmente. Pelo batismo, mudamos de personalidade: somos todos “Cristo”, todos iguais aos olhos de Deus, todos seu filho querido: não há mais homem e mulher, judeu e grego, senhor e escravo (2ª leitura). Não deverá esta igualdade escatológica manifestar-se também no dia-a-dia de uma sociedade que se chama cristã?

EM CRISTO, TODOS SÃO IGUAIS

Todo mundo sabe que existem distinções e, muitas vezes, discriminações no tratamento social. O que fazemos com isso na Igreja, na comunidade de Cristo? Paulo, na 2ª leitura, anuncia a igualdade de todos no sistema do “Senhor Jesus”. Acabou o regime da lei judaica, que considerava o ser judeu um privilégio, por causa da antiga Aliança com Abraão e Moisés. A crucificação de Jesus, em nome desse regime antigo (cf. evangelho), marcou a chegada de um regime novo. Simplesmente observar a lei de Moisés já não é salvação para quem conhece Jesus, para quem sabe o que ele pregou e como ele deu sua vida por sua nova mensagem e por aqueles que nela acreditassem. Estes constituem o povo da Nova Aliança. São todos iguais para Deus, como filhos queridos e irmãos de Jesus – filhos com o Filho e co-herdeiros de seu Reino, continuadores do projeto que ele iniciou.

Neste novo sistema não importa ser judeu ou não-judeu, escravo ou livre, homem ou mulher (branco ou negro, patrão ou operário, rico ou pobre). Mesmo não tendo chances iguais em termos de competição econômica e ascensão social, todos têm chances iguais no amor de Deus. Ora, este amor deve encarnar-se na comunidade inspirada pelo evangelho de Jesus, eliminando desigualdade e discriminação. Provocada pelas diferenças econômicas, sociais, culturais etc., a comunidade que está “em Cristo” testemunhará igual e indiscriminado carinho e fraternidade a todos, antecipando a plenitude da “paz” celeste para todos os destinatários do amor do Pai. Programa impossível, utopia? Talvez seja. Mas nem por isso podemos desistir dele, pois é a certeza que nos conduz! Na “caridade em Cristo”, o capital já não servirá para uma classe dominar a outra, mas para estar à disposição de todos que trabalham e produzem. A influência e o saber estarão a serviço do povo. O marido não terá mais “liberdades” que a mulher, mas competirá com ela no carinho e dedicação.

É preciso perder sua vida para encontrá-la (evangelho). Quem se apega aos seus privilégios não vai encontrar a vida em Cristo. Só quem coloca suas vantagens a serviço poderá participar da vida igual à de Cristo, na comunidade dos irmãos.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— Temos a graça de conhecer a Jesus por meio do testemunho dos discípulos que o conheceram pessoalmente e também das comunidades cristãs primitivas. Constatamos que o seguimento de Jesus se dá num processo de compreensão gradativo. Assim como aconteceu com os seus discípulos, todos nós somos contaminados com falsas ideologias que vão introduzindo pseudovalores, segundo os interesses dos que dominam a sociedade.

— Desde o âmbito familiar, os pais tendem a educar os filhos para serem os melhores, os mais fortes, os mais espertos. Ao entrar na escola, a maior preocupação é vencer na vida, entendendo isso como ter dinheiro, fama e poder. Num mundo competitivo como o nosso, há pouco lugar para o serviço humilde e para uma política que vise à inclusão de todas as pessoas nas condições de uma vida digna. É grande ainda a discriminação entre pessoas devido à sua condição social, à cor da pele ou ao sexo. Precisamos realizar um “novo êxodo” rumo a uma terra sem males, onde as diferenças sejam respeitadas e acolhidas; onde as relações se fundamentem na dignidade intrínseca de cada ser humano; onde a liberdade se concretize em ações a favor da vida sem exclusão.

— Como filhos e filhas de Deus, podemos desenvolver sempre melhor a potencialidade divina que está em nós; como mulheres e homens, podemos exercitar cotidianamente o serviço mútuo, dando-nos as mãos para construir o Reino de Deus. Jesus nos ensinou o caminho da vida plena, caracterizado pelas rupturas com o poder que domina e pelas opções de profunda solidariedade com o povo transpassado pelo sofrimento. Somos convidados a seguir a Jesus, o Messias. Lembremos, porém, que, em seu messianismo, ele não ambicionou fama e triunfalismo, mas escolheu livremente ser fiel ao Pai, sendo servo de todos até a morte.

— Podem-se levantar algumas situações evidentes de discriminação e de exclusão na família e na sociedade. Ressaltar as atitudes de serviço humilde e anônimo de muitas pessoas normalmente esquecidas e desvalorizadas. Esclarecer quais as rupturas e as opções a serem feitas pelos seguidores e seguidoras de Jesus.


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

Quem é Jesus?

A pergunta de Jesus: «Quem dizem as multidões que Eu sou?», continua a pedir uma resposta em cada geração. Permanecem muitas opiniões em relação a Ele. É reconhecido como um homem que lutou pelo amor, fraternidade, paz e justiça. É admirado pela preferência em favor dos pobres: desfavorecidos, marginalizados, desprezados. É apreciado pela coragem que teve em defrontar o poder instituído, a honestidade e nobreza de alma, a sua dignidade e determinação perante a morte. Mas tal como os escribas e fariseus do seu tempo não é reconhecido como o Messias prometido. Os próprios discípulos ainda não o viam como tal. Não tinham compreendido que a Sua missão era o oposto daquilo que pensavam.

À segunda pergunta: «E vós, quem dizeis que Eu sou?», Pedro responde prontamente, porque entende que Ele na altura própria agirá como vitorioso. Daí a ordenação de silêncio que Jesus lhes impõe, pois o seu triunfo passava pela humilhação, pela derrota e não pelo êxito e glória humanas. Mais adiante Jesus esclarece ao anunciar a Sua paixão, morte e ressurreição.

Em Jesus, Deus mostrou que o maior crime cometido pelos homens pode ser transformado num acto de supremo amor que, como nos diz a primeira leitura, «lavou o pecado e a impureza» derrotando a morte.

O que representa para mim?

Ainda hoje Jesus nos faz a segunda pergunta: «Quem dizes tu que Eu sou?».

Acreditar em Jesus não significa professar a fé num conjunto de verdades apreendidas quando se frequentou a catequese. Acreditar em Jesus é segui-l´O partilhando o Seu próprio destino, fazendo-se um com Ele: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-Me».

O Senhor exige que deixe de centrar a minha vida em mim próprio e nas minhas preocupações; que tenha a coragem de a perder; que me empenhe diariamente em vencer as dificuldades, as provas e as seduções mundanas que me envolvem.

Para isso tenho de doar a minha vida permanentemente em casa: ao marido, à esposa, aos filhos, aos pais, aos avós; no prédio onde habito: aos vizinhos; no trabalho: compreendendo e auxiliando os companheiros; na escola: amparando aqueles que sentem dificuldades; na sociedade: assistindo voluntariamente os mais desfavorecidos; enfim, em tudo aquilo que possa fazer por amor dos outros, abandonando o meu egoísmo.

Como reconhecer o cristão

Esse amor é o sinal de que estou revestido de Cristo, como nos diz S. Paulo na segunda leitura. Todos devem poder reconhecer no cristão a presença da pessoa de Jesus pelo modo como procura compreender os outros, desculpar, ajudar e ir ao encontro daqueles que erram, perdoando e amando os que lhe querem mal.

Esta identificação facultada pelo baptismo, deve ser cultivada por mim todos os dias, a fim de me conferir igual valor e idêntica dignidade para que não existam classes, origens ou sexos.

Já procurei superar todas estas distinções de modo que quem me cerca reconheça Cristo em mim e na minha comunidade?


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 12º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. A CRUZ EM DESTAQUE E A FÉ EM DIÁLOGO.
“…Tome a sua cruz todos os dias e siga-Me…” Durante a celebração, pode-se pôr em destaque a cruz. Se houver cruz processional, pode ser colocada no espaço de entrada da igreja; assim, ao chegarem, os fiéis olharão logo de início para cruz. De seguida, como habitualmente, a cruz irá à frente na procissão de entrada; ou, como alternativa, pode permanecer na entrada e ser levada após o Evangelho.
“…E vós, quem dizeis que Eu sou?…” Como eco à questão de Jesus, a profissão de fé pode ser a mesma do ritual da Confirmação, dialogada sob a forma de pergunta/resposta.

3. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
“Pai, erguemos os olhos para a imagem do teu Filho na cruz e, no seu lado trespassado, descobrimos a relação vital entre a sua Páscoa e o nosso baptismo. Nós Te damos graças pela salvação que assim Ele nos concedeu. Nós Te pedimos pelas vítimas inocentes de todas as violências da nossa terra. Venha sobre nós e em nós o teu Espírito de paz”.

No final da segunda leitura:
“Pai, nós Te damos graças pelo nosso baptismo e confirmação: pela água e pela unção fomos revestidos de Cristo, pertencemos-Lhe e n’Ele formamos um só povo. Nós Te pedimos pelas nossas comunidades, que as classes sociais e as clivagens de toda a espécie podem levar à divisão. Que o teu Espírito nos mantenha sempre unidos”.

No final do Evangelho:
“Cristo Jesus, benditas sejas. Com o Apóstolo Pedro nós confessamos: Tu és o Messias de Deus. Nós Te damos graças pelo caminho que tomaste. Nós Te pedimos: que o teu Espírito sustente a nossa fé, no meio das dúvidas que tantas vezes nos assaltam”.

4. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
A Oração Eucarística II sublinha bem a liberdade de Cristo face à Paixão, anunciada no Evangelho de hoje: “no momento em que ia ser entregue e entrar livremente na sua paixão…”

5. PALAVRA PARA O CAMINHO.
“E vós, quem dizeis que Eu sou?” Jesus põe-nos esta questão a nós, hoje. Que dizemos nós d’Ele, diante de Deus, no mais secreto do nosso ser? Que dizemos nós d’Ele, em família, aos nossos filhos, aos nossos amigos, aos nossos irmãos…? Quando a ocasião se apresenta (no nosso trabalho, nas nossas relações sociais…), ousamos anunciar claramente quem somos ou temos receio de dizer que somos de Cristo?

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Por este sacrifício de reconciliação e de louvor, purificai, Senhor, os nossos corações, para que se tornem uma oblação agradável a vossos olhos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo…

SANTO

Monição da Comunhão: Que a comunhão do Corpo e Sangue de Jesus se torne presente na nossa vida quotidiana, numa perspectiva de fé e de amor, de modo que mostre aos homens nossos irmãos o que Ele significa para cada um de nós.

Salmo 144, 15
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Os olhos de todos esperam em Vós, Senhor, e a seu tempo lhes dais o alimento.

Ou Jo 10, 11.15
Eu sou o Bom Pastor e dou a vida pelas minhas ovelhas, diz o Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Senhor, que nos renovastes pela comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo, fazei que a participação nestes mistérios nos alcance a plenitude da redenção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo...

RITOS FINAIS

Monição final: Respondamos à pergunta do Senhor: «Quem dizeis vós que Eu sou?», com a abertura à Sua acção nas nossas vidas e numa colaboração activa na construção de um mundo de amor, de unidade e de paz que respeite em cada ser humano a Sua imagem.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

TEMPO COMUM

12ª SEMANA

2ª Feira, 24-VI: Julgados com que medida?

2 Reis 17, 5-8. 13-15. 18 / Mt 7, 1-5
Segundo a medida que fizerdes é que haveis de ser julgados, e a medida que empregardes é que hão-de empregar para vós.

Quando o Senhor nos tiver que julgar, procederá de acordo com estas suas palavras: «A atitude tomada para com o próximo, revelará a aceitação ou a recusa da graça e do amor divino (Ev.)» (CIC, 678). Uma coisa semelhante aconteceu a Israel. Os seus habitantes não quiseram obedecer; os seus corações endureceram, não acreditaram no Senhor: desprezaram os seus preceitos, bem como a Aliança estabelecida. «Então o Senhor indignou-se grandemente contra Israel e lançou-o para longe da sua presença» (Leit.).

3ª Feira, 25-VI: Escolher bem o nosso caminho.

2 Reis 19, 9-11. 14-21. 31-35 / Mt 7, 6. 12-14
Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que levam à perdição.

«O caminho de Cristo ‘leva à vida’; um caminho contrário ‘leva à perdição’ (Ev.). A parábola evangélica dos dois caminhos… significa a importância das decisões morais para a nossa salvação. Há dois caminhos, um da vida, outro da morte, mas entre os dois existe uma grande diferença» (CIC, 1696). O rei da Assíria escolheu o caminho da perdição, ao aconselhar o rei de Judá que não se deixasse enganar por Deus, e depois «o Anjo do Senhor foi ao acampamento sírio e feriu cento e oitenta mil homens» (Leit.).

4ª Feira, 26-VI: Os frutos da graça de Deus.

2 Reis 22, 8-13; 23, 1-3 / Mt 7, 15-20
Assim, toda a árvore boa dá bons frutos, e a árvore má dá maus frutos.

A garantia da obtenção de bons frutos é dada pela graça de Deus: «Segundo a palavra do Senhor, que diz: ‘pelos seus frutos os conhecereis’ (Ev.), a consideração dos frutos na nossa vida e na vida dos santos oferece-nos uma garantia de que a graça de Deus opera em nós e nos incita a uma fé cada vez maior» (CIC, 2005). O rei Josías, ao ler o Livro da Aliança, deu-se conta de que o povo não se estava a portar bem. Uma vez lido o Livro todos se converteram (Leit.). O mesmo nos acontecerá se lermos com amor o livro dos Evangelhos.

Celebração e Homilia: ANTÓNIO E. PORTELA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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