ACESSO À PÁGINA DE ENTRADA DO SITE! Brasil... Meu Brasil brasileiro... NPD Sempre com você... QUE DEUS NOS ABENÇOE!
ESPECIALIDADE EM FAZER AMIGOS
AME SUA PÁTRIA!
Voltar para Home Contato Mapa do Site Volta página anterior Avança uma página Encerra Visita

NADA PODE DETER O BRASIL, O BRASIL SOMOS NÓS!

 
Guia de Compras e Serviços

ROTEIRO HOMILÉTICO

Faça sua busca na Internet aqui no NPDBRASIL
Pesquisa personalizada

FAÇA UMA DOAÇÃO AO NPDBRASIL...
AJUDE-NOS A CONTINUAR NOSSA OBRA EVANGELIZADORA!
A Comunidade NPDBRASIL precisa de você!
Clique aqui e saiba como fazer ou clique no botão abaixo...



Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.org.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


05.06.2016
10º Domingo do Tempo Comum — ANO C
( Verde, Glória, Creio – II Semana do Saltério )
__ Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio salvar o seu povo __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO (12.06.2016)

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Eucaristia é a festa da vida. É a celebração da compaixão do Senhor. A compaixão foi distintivo do modo de proceder de Jesus. Onde houvesse sofredores, ali estava para trazer consolo e recuperar a alegria. Jamais um ser humano necessitado cruzou-lhe o caminho, passando despercebido. Pelo contrário, chamava-lhe a atenção e era socorrido. A compaixão deve ser, também, o traço característico da ação do discípulo do Reino. A rispidez e a dureza no trato com o semelhante, especialmente os mais fracos e carentes, indicam ruptura com o projeto de Jesus. No sentido contrário, quanto maior for a misericórdia e a capacidade de solidarizar-se tanto mais profunda e sincera será a adesão ao Reino. Por isso, peçamos nesta Eucaristia, a força para que sejamos mais compassivos, prontos a encarnar o amor do Pai no trato com a humanidade sofredora.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, nesta páscoa semanal o Senhor, que é nossa luz e salvação, convida-nos a contemplar o rosto misericordioso de Deus que deseja a vida de todo ser humano e que se coloca ao lado dos desamparados. Bendigamos ao Senhor por tantas iniciativas em nossas comunidades que manifestam o amor de Deus por cada um, e de modo particular, pelos pequenos e empobrecidos.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER:O Cristo mediador perfeito de salvação é o Cristo vencedor da morte. Para Lucas, a ressurreição do jovem de Naim (evangelho) é sinal da chegada dos tempos messiânicos. Com esta finalidade constrói sua narrativa calcada sobre o milagre de Elias (1ª leitura), mostrando, por uma série de particularidades, a infinita superioridade de Jesus.

Sintamos o júbilo real de Deus em nossos corações e cheios dessa alegria divina entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/05-de-junho-de-2016----decimo-domingo-do-tempo-comum.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/37_10o_dtc.pdf


TEMA
A CONFIANÇA DA VIÚVA E A RESSURREIÇÃO DE SEU FILHO

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- Autoria do Roteiro Homilético da Paulus para o período de Maio/Junho-2016: Celso Loraschi Mestre em Teologia Dogmática com Concentração em Estudos Bíblicos, professor de evangelhos sinóticos e Atos dos Apóstolos no Instituto Teológico de Santa Catarina (ITESC). E-mail: loraschi@itesc.org.br

Introdução da Revistal Vida Pastoral

PALAVRAS E GESTOS QUE RESSUSCITAM

Deus se dá a conhecer como aquele que caminha com seu povo e o liberta de toda opressão. Demonstra sua ternura e misericórdia especialmente às pessoas que se encontram em situação de sofrimento. Escolhe e envia os profetas, que, inseridos no lugar social dos excluídos, abrem caminhos novos, suscitando-lhes esperança e vida. O profeta é o portador da Palavra de Deus, capaz de transformar radicalmente a realidade pessoal e social (I leitura).

Deus envia o seu próprio Filho, que, junto às pessoas marginalizadas e exauridas, lhes devolve a vida e a garantia de um futuro feliz. Sua prática revela o caminho alternativo para uma sociedade justa (Evangelho).

Jesus escolhe e envia discípulos missionários, como Paulo, para anunciar a todos os povos a Palavra que liberta e salva. É a proposta de vida plena, revelada por Jesus (II leitura).

Os discípulos e discípulas de Jesus, hoje, estão convidados a acolher a Palavra de Deus como boa notícia e torná-la boa realidade por meio de gestos concretos de compaixão e solidariedade.

Introdução do Portal Dehonianos

A dimensão profética percorre a liturgia da Palavra deste domingo, em Elias, o profeta da esperança e da vida, em Paulo, o profeta do Evangelho recebido de Deus, e, particularmente, em Jesus, o grande profeta que visita o seu povo em atitude de total oblação.

A primeira leitura apresenta-nos a figura da mulher de Sarepta, que significa a perda da esperança e o sentimento de derrota e de procura de um culpado, e a figura do profeta Elias, que acredita no Deus da vida, que não abandona o homem ao poder da morte, ressuscitando o filho da viúva.

No Evangelho, temos a revelação de Deus expressa na atitude de piedade e compaixão de Jesus no milagre da ressurreição do filho da viúva. Deus visita o seu povo em Jesus, “um grande profeta”, realizando o reino pela ressurreição, oferecendo a sua vida e dando-lhe pleno sentido.

Na segunda leitura, acolhemos a absoluta gratuidade da conversão de Paulo, para quem o Evangelho é uma força vital e criadora, que produz o que anuncia; a sua força é Deus. É uma força vital, uma dinâmica profética que ele recebeu diretamente de Deus.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
Clique no link abaixo do texto e faça sua assinatura
.

O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

ASSINAR O PERIÓDICO

MISERICÓRDIA QUE SALVA

Junto à porta da cidade de Naim, duas procissões se encontram: Jesus está entrando na cidade para continuar sua missão, acompanhado pelos discípulos e pela multidão; saindo da cidade, uma viúva com o filho morto e uma grande multidão.

Jesus, o Senhor da vida, interrompe seu caminho ao ver o choro daquela mulher. Mulher sofrida, já marcada pela morte do marido e agora pela morte do filho único, sua única herança. Jesus revela o rosto do Deus bondoso que se volta para as pessoas, que se compadece com o sofrimento humano, que sofre com quem sofre, aproximando-se não simplesmente para consolar com pala­vras, mas sobretudo para agir e restituir a vida.

Sofrimento e morte são parte de nossa jornada neste mundo. Nascemos, vivemos cambaleando entre alegrias e sofrimentos, para enfim passarmos à vida definitiva. Mas, vamos convir, o mundo prova de modo especial muitas pessoas, vítimas da maldade humana, do egoísmo, da injustiça. E como faz mal nos acos­tumarmos a um mundo malvado. Seja o sofrimento das 12 milhões de pessoas à beira da morte, enfrentando a seca e as guerras no Chifre da África, seja a tristeza de uma viúva que perdeu o filho único: quando a tragédia alheia já não nos tocar, então algo essencial estará faltando em nosso seguimento do Mestre da compaixão. Para não dizer que, neste caso, estaria se perdendo nossa humanidade mesma.

O caminho de Jesus é caminho de vida exatamente porque se encontra com caminhos de morte e os transforma. Ao ensinar a atitude da misericórdia, Jesus nos convida a seguir sua procissão de vida. Isso implica aproximar-nos de sofredores de carne e osso, para tentar sentir e aliviar seu sofrimento, de algum modo. Pois, no sofrimento que nos iguala como seres humanos, sempre encontraremos quem sofre mais que nós. E é na atitude misericordiosa, na compaixão pelos que mais sofrem, não em teorias e discursos, que testemunhamos ao mundo o amor de um Deus que, ainda hoje, está visitando o seu povo.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
Clique no link abaixo do texto e faça sua assinatura
.

O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

ASSINAR O PERIÓDICO

MISERICÓRDIA QUE SALVA

Junto à porta da cidade de Naim, duas procissões se encontram: Jesus está entrando na cidade para continuar sua missão, acompanhado pelos discípulos e pela multidão; saindo da cidade, uma viúva com o filho morto e uma grande multidão.

Jesus, o Senhor da vida, interrompe seu caminho ao ver o choro daquela mulher. Mulher sofrida, já marcada pela morte do marido e agora pela morte do filho único, sua única herança. Jesus revela o rosto do Deus bondoso que se volta para as pessoas, que se compadece com o sofrimento humano, que sofre com quem sofre, aproximando-se não simplesmente para consolar com palavras, mas sobretudo para agir e restituir a vida.

Sofrimento e morte são parte de nossa jornada neste mundo. Nascemos, vivemos cambaleando entre alegrias e sofrimentos, para enfim passarmos à vida definitiva. Mas, vamos convir, o mundo prova de modo especial muitas pessoas, vítimas da maldade humana, do egoísmo, da injustiça. E como faz mal nos acostumarmos a um mundo malvado. Seja o sofrimento das 12 milhões de pessoas à beira da morte, enfrentando a seca e as guerras no Chifre da África, seja a tristeza de uma viúva que perdeu o filho único: quando a tragédia alheia já não nos tocar, então algo essencial estará faltando em nosso seguimento do Mestre da compaixão. Para não dizer que, neste caso, estaria se perdendo nossa humanidade mesma.

O caminho de Jesus é caminho de vida exatamente porque se encontra com caminhos de morte e os transforma. Ao ensinar a atitude da misericórdia, Jesus nos convida a seguir sua procissão de vida. Isso implica aproximar-nos de sofredores de carne e osso, para tentar sentir e aliviar seu sofrimento de algum modo. Pois, no sofrimento que nos iguala como seres humanos, sempre encontraremos quem sofre mais que nós. E é na atitude misericordiosa, na compaixão pelos que mais sofrem, não em teorias e discursos, que testemunhamos ao mundo o amor de um Deus que, ainda hoje, está visitando o seu povo.

* * *

“Cada dia, no mundo, renasce a beleza, que ressuscita transformada através dos dramas da história. Os valores tendem sempre a reaparecer sob novas formas, e na realidade o ser humano renasceu muitas vezes de situações que pareciam irreversíveis. Esta é a força da ressurreição, e cada evangelizador é um instrumento deste dinamismo” (EG 276).

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
Clique no link abaixo do texto e faça sua assinatura
.

O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

ASSINAR O PERIÓDICO

Jesus é o Senhor da vida
Hoje somos convidados a acolher o Senhor, que se aproxima com compaixão dos sofredores e lhes oferece a sua Palavra de vida. Seu exemplo nos motiva a assumir o compromisso de lutar contra toda situação que gera tristeza no mundo. Neste dia do meio ambiente, firmemos o propósito de cuidar do nosso planeta, para que continue sendo nossa casa comum, lugar de vida, fraternidade e paz.

05 de junho

COMPROMISSO DA SEMANA: Que tal combinar com o(a) catequista uma visita a alguma pessoa doente da comunidade? Outras pessoas da família também podem ser convidadas para fazer parte do grupo.


RITOS INICIAIS

Salmo 26, 1-2
ANTÍFONA DE ENTRADA: O Senhor é minha luz e salvação: a quem temerei? O Senhor é protector da minha vida: de quem hei-de ter medo?

Introdução ao espírito da Celebração
A liturgia deste domingo tem como protagonistas duas viúvas que poderemos considerar como símbolo de todos os marginalizados. A nossa comunidade, reunida à luz da ressurreição de Jesus, deve procurar reflectir no modo como tem seguido os procedimentos do Senhor no amparo aos mais fragilizados da nossa sociedade. Seguimos cristãmente os Seus passos, ou vivemos cómoda e egoisticamente a nossa vida sem preocupação com os que sofrem, passam dificuldades, privações ou ansiedades? Levamos-lhes vida e esperança ou somos portadores de morte e falta de confiança? Pensemos um pouco sobre a nossa actuação pessoal e comunitária e peçamos a misericórdia do Senhor quanto às nossas possíveis omissões.

ORAÇÃO COLECTA: Deus, fonte de todo o bem, ensinai-nos com a vossa inspiração a pensar o que é recto e ajudai-nos com a vossa providência a pô-lo em prática. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: O sinal de que o profeta anuncia a palavra de Deus é o facto de ele ser portador de vida e não de morte.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

1 Reis 17,17-24

Leitura do primeiro livro dos Reis. 17 17 Algum tempo depois, o filho desta mulher, dona da casa, adoeceu, e seu mal era tão grave que já não respirava. 18 A mulher disse a Elias: “Que há entre nós dois, homem de Deus? Vieste, pois, à minha casa para lembrar-me os meus pecados e matar o meu filho?” 19 “Dá-me o teu filho”, respondeu-lhe Elias. Ele tomou-o dos braços de sua mãe e levou-o ao quarto de cima onde dormia e deitou-o em seu leito. 20 Em seguida, orou ao Senhor, dizendo: “Senhor, meu Deus, até a uma viúva, que me hospeda, quereis afligir, matando-lhe o filho?” 21 Estendeu-se em seguida sobre o menino por três vezes, invocando de novo o Senhor: “Senhor, meu Deus, rogo-vos que a alma deste menino volte a ele”. 22 O Senhor ouviu a oração de Elias: a alma do menino voltou a ele, e ele recuperou a vida. 23 Elias tomou o menino, desceu do quarto superior ao interior da casa e entregou-o à mãe, dizendo: “Vê: teu filho vive”. 24 A mulher exclamou: “Agora vejo que és um homem de Deus e que a palavra de Deus está verdadeiramente em teus lábios”.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Esta leitura foi escolhida em função do Evangelho de hoje que relata a ressurreição do filho da viúva de Naim. Os Padres da Igreja viram na acção do profeta Elias uma figura da acção de Cristo, que vem para trazer à vida da graça os povos pagãos, mortos pelo pecado. O poder de Cristo, que se revela no milagre do Evangelho, sobressai como um poder próprio, sem precisar do recurso à oração a Deus e a técnicas de reanimação.

A profecia vence a morte

A missão profética de Elias revela-se como fundamento de todo o movimento profético ao longo da Bíblia. Ele é considerado o pai dos profetas. Sua prática serve, ademais, de inspiração para a prática libertadora de Jesus.

A atuação do profeta Elias se dá no Reino do Norte, durante o reinado de Acab e de Ocozias, entre os anos de 874 e 852 a.C. Elias demonstra profundo zelo pela vontade de Iahweh, de quem se põe totalmente a serviço, conforme ele mesmo declara no início de sua missão: “Pela vida de Iahweh, a quem sirvo…” (1Rs 17,1). Faz jus, assim, ao significado de seu nome: “Meu Deus é Iahweh”.

Suas ações, de forma predominante, são desdobramento do compromisso com a solução dos problemas que afetam o cotidiano das pessoas necessitadas. A necessidade é o critério-chave que faz o profeta aproximar-se e pôr-se a serviço de quem precisa de ajuda. Essas pessoas são vítimas de um sistema monárquico que produz alto índice de exclusão social. O desenvolvimento econômico se dá com a exploração do povo. O fortalecimento político do Estado privilegia um grupo que concentra poder e dinheiro. A expropriação dos bens (cf. 1Rs 21) e o abuso da mão de obra dos pequenos causam empobrecimento, miséria, fome e morte.

A viúva de Sarepta e seu filho sintetizam a situação da maioria do povo, cujo futuro permanece fechado. As viúvas, os órfãos e os estrangeiros (Sarepta não faz parte do território de Israel) representam, na Bíblia, as categorias de necessitados. Deus não os quer abandonados nem quer a morte de ninguém. Elias põe-se a serviço de Deus, acolhe o clamor das pessoas que sofrem, vai ao seu encontro para defender e promover o direito à vida digna.

O profeta se hospeda na casa da viúva pobre e estrangeira: a profecia é acolhida pelas pessoas empobrecidas e elas se tornam o lugar teológico-social onde são gestados novos caminhos. Essa gente marginalizada é capaz de solidariedade e partilha. A proximidade com as pessoas sofredoras, o anúncio da Palavra que liberta, a oração confiante ao Deus da vida, a insistência em passar a energia profética ao que já se encontra em situação de morte são atitudes que revelam o método de restauração, transformação e ressurreição. Na verdade, a profecia é a manifestação da presença e da misericórdia de Deus, que age por meio do amor afetivo e efetivo. É boa notícia para os pobres. É o projeto de Deus sendo acolhido a partir da casa. Constitui fidelidade à aliança sagrada. Os protagonistas são as próprias pessoas excluídas do sistema oficial. Nelas reside a força e a criatividade divinas, capazes de mudanças radicais. A palavra profética infunde nelas essa consciência.

Breve comentário à primeira leitura

O episódio de hoje, a ressurreição do filho da viúva de Sarepta, é um dos milagres atribuídos a Elias e enquadra-se na polémica contra a religião cananeia do deus Baal. Este era considerado o senhor e o esposo da terra e simbolizava a fertilidade dos campos, dos animais, das famílias. Enfim, era o deus da fecundidade e da vida. Portanto, em Canaã, celebrava-se todos os anos a festa da morte e da ressurreição da natureza na figura de Baal.

O milagre de Elias, como outros a eles atribuídos, significa fundamentalmente que Yahveh é a única fonte da vida e da fertilidade. A vida vem de Deus. Toda a vida e ação de Elias apontam nesse sentido; o próprio nome Elias significa “Yahveh é o meu Deus”. Portanto, todos os elementos da mensagem devem ser vistos à luz desta centralidade. Todo o relato, que pode denotar referências mágicas na relação entre pecado e doença, baseia-se na oração de Elias, que deixa clara a sua fé num Deus pessoal, senhor e fonte de vida.

A viúva de Sarepta, uma mulher estrangeira, confessa a fé em Elias como “homem de Deus”, “porta-voz de Deus”: “Agora vejo que és um homem de Deus e que se encontra verdadeiramente nos teus lábios a palavra do Senhor”. Naamã confessará uma fé semelhante, depois de ser curado e se ter lavado no Jordão por indicação de Eliseu (cf. 2 Re 5,15). Jesus fará referência à viúva de Sarepta e ao sírio Naamã como representante dos gentios que entram n Igreja, após receber o Evangelho (cf. Lc 4,25-27).

A figura da mulher significa a perda da esperança e o sentimento de derrota e de procurar um culpado. O profeta Elias é a figura que acredita no Deus da vida, que não abandona o homem ao poder da morte.

Como pensamos e agimos hoje, nós que somos cristãos? Não ficamos muitas vezes no paganismo, na falta de esperança, no derrotismo das desgraças que nos atingem? Quando é que, verdadeiramente, agimos como se Deus fosse verdadeiramente o único Deus da vida e da bondade? Quanto caminho a fazer para sermos profetas à maneira de Elias…

Subsídios:
1ª Leitura:
 (1Rs 17,17-24) O filho da viúva de Sarepta – Elias era um “homem de Deus”: agia com a força de Deus. É conhecido por sua luta contra os ídolos, no séc. VIII a.C. Sua presença no meio do povo falava de Deus; seus gestos eram “sinais” de Deus. Assim, a ressurreição do filho da viúva não é magia, e sim a resposta de Deus à oração de Elias (17,22). * Cf. 2Rs 4,18-37; Lc 7,11-17 (evangelho) * 17,18-19 cf. Sl 30[29],12-13; Am 3,7.



Salmo Responsorial

Monição: No cântico de meditação encontramos expressões que se podem aplicar ao facto narrado na primeira leitura, mas também nos podem levar a pensar em situações da nossa própria existência.

SALMO RESPONSORIAL – 29/30

Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes
e preservastes minha vida da morte!

Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes
e não deixastes rir de mim meus inimigos!
Vós tirastes minha alma dos abismos
e me salvastes quando estava já morrendo!

Cantai salmos ao Senhor, povo fiel,
dai-lhe graças e invocai seu santo nome!
Pois sua ira dura apenas um momento,
mas sua bondade permanece a vida inteira;
se à tarde vem o pranto visitar-nos,
de manhã vem saudar-nos a alegria.

Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade!
Sede, Senhor, o meu abrigo protetor!
Transformastes o meu pranto em uma fresta,
Senhor meu Deus, eternamente hei de louvar-vos!

Segunda Leitura

Monição: A actividade libertadora de Jesus é a grande manifestação do amor compassivo de Deus, que atende os mais pobres e necessitados.

Gálatas 1,11-19

Leitura da carta de são Paulo aos Gálatas. 1 11 Asseguro-vos, irmãos, que o Evangelho pregado por mim não tem nada de humano. 12 Não o recebi nem o aprendi de homem algum, mas mediante uma revelação de Jesus Cristo. 13 Certamente ouvistes falar de como outrora eu vivia no judaísmo, com que excesso perseguia a Igreja de Deus e a assolava; 14 avantajava-me no judaísmo a muitos dos meus companheiros de idade e nação, extremamente zeloso das tradições de meus pais. 15 Mas, quando aprouve àquele que me reservou desde o seio de minha mãe e me chamou pela sua graça, 16 para revelar seu Filho em minha pessoa, a fim de que eu o tornasse conhecido entre os gentios, imediatamente, sem consultar a ninguém, 17 sem ir a Jerusalém para ver os que eram apóstolos antes de mim, parti para a Arábia; de lá regressei a Damasco. 18 Três anos depois subi a Jerusalém para conhecer Cefas, e fiquei com ele quinze dias. 19 Dos outros apóstolos não vi mais nenhum, a não ser Tiago, irmão do Senhor.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

S. Paulo escreve aos cristãos da Galácia, mais provavelmente da Galácia do Norte, na Turquia actual. Eram cristãos na maior parte convertidos de tribos pagãs originárias da Gália, que estavam a ser perturbados por pregadores cristãos de tendência judaizante, que os intimidavam dizendo-lhes que, para se salvarem, não bastava o Baptismo e a fé cristã, mas que necessitavam de ser circuncidados. Para imporem a sua teoria, tentavam desacreditar a pessoa de S. Paulo, afirmando que ele não era um verdadeiro Apóstolo, pois não tinha recebido a sua missão directamente de Jesus. Nesta carta o Apóstolo começa por declarar e explicitar como foi o próprio Senhor que lhe revelou o Evangelho – os principais mistérios – que ele pregava. Sendo assim, logo após a conversão, não teve necessidade de vir imediatamente a Jerusalém para ouvir os Apóstolos, retirou-se para a Arábia (o reino nabateu, a sul de Damasco) e só ao fim de três anos é que foi estar com os Apóstolos. Pergunta-se, então, que fez S. Paulo durante esses três anos? Uns pensam que foram anos de pregação, outros que teria sido um tempo de retiro espiritual, em que ele assenta ideias, confrontando a revelação que teve com os dados do Antigo Testamento e da fé dos primeiros cristãos. S. Paulo não diz que passou os três anos na Arábia, simplesmente fala de três anos mais tarde, por isso é legítimo pensar que tenha passado a maior parte desse tempo em Damasco; com efeito, não teria encontrado na Nabateia um ambiente favorável a um pregador judeu, por isso se teria visto forçado a regressar a Damasco continuando aqui a anunciar Jesus por três anos; com efeito, o rei nabateu, Aretas IV, andava em guerra com os judeus, para se vingar do rei Herodes Antipas, que se tinha divorciado da sua filha para casar com Herodíades, a esposa do seu irmão Filipe.

19 «Só vi Tiago». A forma de falar não significa necessariamente que este irmão do Senhor fosse um dos 12 Apóstolos. Para que tenha sentido a frase, basta que se trate duma figura proeminente da igreja jerosolimitana; para isto bastaria o simples título de «irmão (parente) do Senhor» e a participação da missão apostólica. Por isso, hoje, muitos exegetas entendem que este Tiago é distinto do apóstolo, «filho de Alfeu.», o «São Tiago Menor. Não se pode tratar de Tiago, irmão de João, pois, segundo o testemunho de Flávio José, foi martirizado por Herodes Agripa I, pelos anos 42-44 (cf. Act 12, 2).

A graça da conversão

Na carta aos Gálatas, Paulo aprofunda, especialmente, o Evangelho da liberdade: “Foi para sermos livres que Cristo nos libertou” (Gl 5,1). A primeira dimensão dessa liberdade se verifica na própria pessoa. Nesse sentido, Paulo dá o seu próprio testemunho. Quando arraigado no judaísmo, era ferrenho perseguidor das comunidades cristãs com o intuito de destruí-las. Como judeu, seguia zelosamente as tradições de Israel. Conhecia muito bem as leis e se esforçava para praticá-las, pois aprendera que a salvação de Deus seria concedida por meio da observância legalista.

Com a conversão, porém, muda radicalmente a sua visão teológica. Adquire a consciência de que Deus o escolheu desde o seio materno e o chamou por sua graça. Em seu itinerário pessoal, sempre com maior clareza e profundidade, percebe que a salvação oferecida por Deus se fundamenta na total gratuidade. A sua experiência pessoal o comprova: ele foi agraciado por Deus quando ainda era pecador e confiava nas seguranças humanas. Com essa nova compreensão, Paulo se desvencilha de seu apego à raça de Israel e lança-se ao anúncio do Evangelho da salvação a todos os povos. Encontra, nessa missão, forte oposição, especialmente da parte de alguns pregadores judeu-cristãos. É o que se depreende ao ler o texto imediatamente anterior ao da liturgia de hoje (cf. Gl 1,6-10).

Esses pregadores, também conhecidos como “judaizantes”, procuravam convencer os gentio-cristãos a aderir a certas normas judaicas, especialmente à circuncisão. Certamente diziam que o Evangelho pregado por Paulo não era verdadeiro. Vários cristãos deixam-se influenciar por tais pregadores. Paulo põe-se veementemente contra a doutrina desses missionários e alerta as comunidades da Galácia para não se deixarem enganar (cf. Gl 1,6-10).

Ao enfatizar o seu próprio testemunho de conversão, Paulo quer reafirmar a ação da graça de Deus, revelada em Jesus Cristo. A salvação por ele trazida estende-se a todos os povos sem discriminação. Este é o Evangelho da liberdade a que todos podem ter acesso pela fé. É dom de Deus!

Breve comentário à segunda leitura.

O texto de hoje enquadra-se na acentuação muito forte da absoluta gratuidade da conversão de Paulo. A essa luz Paulo prega um Evangelho que não é de origem humana. Poder-se-ia pensar que este Evangelho tem um conteúdo da catequese sobre os factos e os ditos de Jesus. Ora, Paulo, quando perseguia ferozmente os cristãos, conhecia bem o conteúdo da sua doutrina. Para Paulo, o Evangelho é uma força vital e criadora, que produz o que anuncia; a sua força é Deus. É uma força vital, uma dinâmica profética que Paulo recebeu diretamente de Deus.

Para Paulo, a sua conversão é obra exclusiva de Deus. Temos aqui um equilíbrio dinâmico entre a gratuidade da fé e a adesão à tradição e magistério eclesiástico.

Somos convidados a estarmos sempre abertos à revelação de Deus, à autêntica conversão, ao acolhimento do Evangelho vivo de Deus.

Subsídios:
2ª leitura: (Gl 1,11-19) A vocação de Paulo – Paulo tem certeza de que sua vocação tem sua origem em Jesus Cristo, portanto, em Deus mesmo. Para provar isso a seus críticos, não pode recorrer ao conteúdo de sua mensagem, pois eles apregoam no nome do mesmo Cristo outro conteúdo! Então, aponta sua história pessoal: de fanático perseguidor de Cristo foi, por este, transformando em “Apóstolo dos gentios”. No caminho de Damasco, Cristo o chamou e com sua luz ao mesmo tempo o cegou e o iluminou!* 1,13-14 cf. Fl 3,5-6; At 22,3-5; 25,4-5.9-11 * 1,15 cf. Is 49,1; Jr 1,5; Rm 1,1 * 1,16 cf. At 9,3-6; Gl 2,7 * 1,18-19 cf. At 9,26-27; 12,7.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo sofrido; um grande profeta surgiu entre nós, amém, aleluia, aleluia! (Lc 7,16)

Evangelho

Monição: Jesus é a «visita» de Deus que vem salvar o Seu povo.

Lucas 7,11-17

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. — Glória a vós, Senhor! 7 11 No dia seguinte dirigiu-se Jesus a uma cidade chamada Naim. Iam com ele diversos discípulos e muito povo. 12 Ao chegar perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto a ser sepultado, filho único de uma viúva; acompanhava-a muita gente da cidade. 13 Vendo-a o Senhor, movido de compaixão para com ela, disse-lhe: “Não chores!” 14 E aproximando-se, tocou no esquife, e os que o levavam pararam. Disse Jesus: “Moço, eu te ordeno, levanta-te.” 15 Sentou-se o que estivera morto e começou a falar, e Jesus entregou-o à sua mãe. 16 Apoderou-se de todos o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta surgiu entre nós: Deus voltou os olhos para o seu povo”. 17 A notícia deste fato correu por toda a Judéia e por toda a circunvizinhança.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

1 «Naim». Como também hoje, não seria propriamente uma cidade, mas uma pequena aldeia a uns 10 km a Suleste de Nazaré. É frequente que S. Lucas dê o nome da cidade a pequenas aldeias. É esta a única passagem em toda a Bíblia onde se fala desta terra, o que leva a crer que seria mesmo um lugarejo sem importância, mas isso não obstou a que Jesus fizesse ali um grande milagre. É S. Lucas o único Evangelista a contá-lo, o Evangelista que mais se detém a retratar a misericórdia do coração de Cristo; nem sequer foi preciso um pedido formal da desolada viúva para que, com uma única palavra, transformasse o seu choro na maior alegria, devolvendo-lhe o seu único filho vivo. Os funerais costumavam realizar-se no mesmo dia da morte, ao meio da tarde.

15 «E Jesus entregou-o à mãe». Santo Agostinho comenta: «Esta mãe viúva alegra-se com o filho ressuscitado. Diariamente se alegra a Mãe Igreja com os homens que ressuscitam na sua alma. Aquele estava morto quanto ao corpo; estes, quanto ao seu espírito. Aquela morte visível chora-se visivelmente; a morte invisível destes nem se chora nem se vê. Anda à busca destes mortos Aquele que os conhece, Aquele que pode fazê-los voltar à vida» (Sermão 98, 2). O mesmo Santo afirma que é um maior milagre a conversão dum pecador do que a ressurreição dum morto, embora seja menos espectacular.

Jesus liberta das garras da morte

O relato do episódio da ressurreição do filho da viúva de Naim encontra-se somente no Evangelho de Lucas. Tem estreita ligação com o episódio de Elias: ambos tratam da morte do filho único, cuja mãe é viúva. Os filhos únicos representam a garantia de futuro para as famílias. A situação de morte não pode deixar acomodadas as pessoas que servem a Deus.

Nos Evangelhos, os sinais de cura e libertação, em sua maior parte, são realizados por Jesus em atendimento à súplica dos necessitados. No caso da viúva de Naim, porém, é Jesus mesmo que toma a iniciativa de ir ao seu encontro. “Seus discípulos e numerosa multidão caminhavam com ele.”

Naim é uma cidade amuralhada. Do seu interior para a porta vem uma procissão, acompanhando o enterro do filho único de uma viúva. “Grande multidão da cidade estava com ela.” Duas procissões em sentido contrário encontram-se na “porta da cidade”. Jesus vê a situação em que se encontra aquela mãe e fica comovido, isto é, “ele é movido em suas entranhas”, conforme o verbo grego (splanchnizomai). É o mesmo sentimento de amor e compaixão que leva o samaritano a socorrer a pessoa espancada e abandonada à beira do caminho (10,33); é também o mesmo sentimento que leva o pai do filho pródigo a ir correndo ao seu encontro, acolhê-lo nos braços e beijá-lo (15,20).

Jesus, movido pela compaixão, dirige-se à mulher com palavras de consolação e esperança: “Não chores”. Não são palavras de meras condolências. Ele se aproxima, toca no esquife e pede que o jovem se levante. Percebe-se, aqui também, como na narrativa de Elias, alguns verbos-chave reveladores da metodologia que proporciona a transformação de uma realidade de morte.

As pessoas que testemunham o fato glorificam a Deus, reconhecem Jesus como profeta e exclamam: “Deus visitou o seu povo”. É o eco do cântico de Zacarias, que bendiz a Deus “porque visitou e redimiu o seu povo e suscitou-nos uma força de salvação” (1,68s). Não é por acaso que Lucas situa o féretro vindo da cidade, lugar onde o poder se articula e se organiza. É como um seio que, ao invés de gerar a vida, provoca a morte. Jesus, força de salvação, vem com outro projeto que faz parar essa procissão de gente sem vitalidade. Junto com a vida, também restitui ao jovem a palavra. O povo, assim, é chamado a resgatar o direito à palavra e à vida e tornar-se protagonista de uma nova sociedade.

Breve comentário ao Evangelho.

Temos aqui o episódio da ressurreição do filho de uma viúva, em paralelismo com o da primeira leitura. O milagre relatado neste texto, assim como o dos versículos anteriores, respondem à pergunta de João de Baptista a Jesus: “és Tu que hás de vir ou devemos esperar outro?” Jesus oferece a salvação (cf. Lc 7,1-10) e mostra o verdadeiro triunfo da vida (cf. Lc 7,11-17). Não é o relato em si que é o mais importante, mas o sentido que nos transmite.

Antes de mais, temos aqui uma revelação de Deus. Diante da atitude de piedade e compaixão de Jesus, neste milagre de ressurreição, vemos a exclamação do povo: “Deus visitou o seu povo”. Jesus é “um grande profeta”, não apenas porque transmite a Palavra de Deus e anuncia o reino com palavras, mas sobretudo porque veio realizar o reino pela ressurreição, oferecendo a sua vida.

Em seguida, vemos aqui o sentido da vida. Jesus veio criar, oferecer ao homem a alegria de uma vida aberta com todo o sentido.

Percebemos ainda todo o carácter de sinal presente no milagre. A ressurreição do filho da viúva testemunha Jesus que há de vir, cuja vida triunfa plenamente sobre a morte.

Significa que para nós, hoje como então, Deus Se encontra onde há o sentido da piedade, do amor vivificante. Significa ainda que, seguindo Jesus, só podemos também suscitar vida, ter piedade dos que sofrem, oferecer a nossa ajuda, ter uma atitude de oblação.

Das duas, uma: ou fazemos da nossa vida um cortejo de morte, dos sem esperança, que acompanham o cadáver, em atitude de choro, de luto, de desespero; ou fazemos do nosso peregrinar um caminho de esperança, de ressurreição, de transformação do choro e da morte em sentido de vida. Podemos escolher, é certo. Mas se somos seguidores de Cristo e nos deixamos visitar por este grande profeta, não temos alternativa!

Subsídios:
Evangelho: (Lc 7,11-17) O filho da viúva de Naim – Quando Jesus chama o filho da viúva à vida, isso é sinal de que ele é um grande profeta, talvez “o” profeta que se esperava como novo Moisés (cf. Dt 18,15.18) ou como novo Elias, precursor da “visita” de Deus a seu povo (cf. Ml 3,1.23-24). Logo depois veremos o Batista perguntando se Jesus é o que deve vir; e apontando os fatos, Jesus responde: “Mortos são ressuscitados” (Lc 7,22). – Comparando com a história de Elias (1ª leitura), Jesus é mais do que um “homem de Deus”. Ele é “o Senhor” (Lc 7,13). Não precisa de tanto esforço e invocação quanto Elias; não pede, mas manda: “Levanta-te”. Ele é a revelação do amor da graça de Deus. Gratidão é a reação do povo. * 7,12-14 cf. 1Rs 17,17; Lc 8,42.52.54 * 7,15 cf. 1Rs 17,23; 2Rs 4,36 * 7,16 cf. Lc 1,68.

***   ***   ***

No tempo de Jesus, Israel esperava a volta do profeta por excelência, para preparar a “visita” de Deus. Havia certa dúvida se o profeta seria Moisés (Dt 18,16, interpretado no sentido de um novo Moisés) ou Elias (Ml 3,23-24). Mas, quando Jesus ressuscita o filho de uma viúva (evangelho), não hesitam em reconhecer nele o novo Elias: “Um grande profeta levantou-se entre nós! Deus visitou seu povo!” Jesus é sinal da presença de Deus, com sua graça e misericórdia. Ele se “comiserou” (Lc 7,13), como o povo esperava de Deus, no seu Dia. No quadro do evangelho de Lc, esta narração tem ainda outra função: logo depois segue o episódio do Batista, que pergunta se Jesus é aquele que deve vir (o profeta escatológico). E a resposta de Jesus é: “Olha só o que está acontecendo: todas as categorias mencionadas nas profecias messiânicas (especialmente em Is 35,5-6) encontram cura, e até mortos são ressuscitados (Lc 7,11-17); e aos pobres é anunciada a boa-nova (programa de Jesus, cf. Lc 4,16-19 e Is 61,1); será que existe ainda dúvida?”

1ª leitura é narrada para ilustrar como em Jesus se realiza a esperança do novo Elias (tema especialmente caro a Lc). É uma tipologia: Elias é o “primeiro esboço” (tipo) que é levado à perfeição em Cristo (antítipo). Por trás destas tipologias, frequentes na antiga teologia cristã, está a fé na continuidade da obra de Deus: o que ele tinha iniciado em Israel, levou-o a termo em Jesus Cristo. Que Jesus supera Elias aparece nos detalhes da narração: ele não é apenas “homem de Deus”, mas “o Senhor”; não precisa fazer todos os “trabalhos” que Elias fez para reanimar a criança...

Tanto a 1ª leitura como o evangelho revelam grande valorização da vida. Deus quer conservar seus filhos em vida. Isso está em violento contraste com a leviandade e até o desprezo que a vida humana enfrente em nossa sociedade. Deus se comisera para fazer reviver uma criança, enquanto nossa sociedade as mata ainda no útero. Será que poderemos novamente falar de uma visita de Deus, quando restaurarmos o sentido do valor da vida, não só no caso do aborto, mas também das guerras, repressão, torturas, poluição do ambiente, dos alimentos, do trânsito assassino, e sobretudo da fome? O salmo responsorial destaca também o valor da vida, que Deus dá.

2ª leitura continua a leitura de Gl, iniciada no domingo passado. Para refutar as teorias dos “judaizantes”, não basta que Paulo recorra ao fato de pregar Jesus Cristo, pois também eles o pregam, ainda que com outras intenções. Então, para provar que seu “evangelho” é o verdadeiro, Paulo mostra a sua origem. Não foi ele mesmo, nem outro ser humano, que o inventou (1,11.16.19). Paulo faz questão de dizer que não foi instruído por homem algum. Quem fez de Paulo seu mensageiro foi Cristo mesmo, que o “fez cair do cavalo”; a transformação operada em Paulo, tornando o antigo rabino, fariseu e perseguidor, um apóstolo de Cristo, não é obra humana. E também seu evangelho não é obra humana. Por isso, este resumo de sua história pessoal é história da salvação...

oração do dia e a oração final sublinham a iniciativa e transformação que Deus assume em nossa vida. Num mundo do “ter e vencer” é bom lembrar esta realidade fundamental, não para levar ao fatalismo, mas à responsabilidade pelo plano de Deus, que é: que o homem viva, em todos os sentidos.

DEUS VISITA SEU POVO

Em Israel, no tempo de Jesus, não havia situação pior que a da viúva. Tinha de se virar sozinha para se sustentar a si mesma e a seus filhos. Estes, por sua vez, eram a esperança de sua velhice, pois, ainda crianças, já podiam ajudar um pouco, e mais tarde cuidariam dela. A 1ª leitura e o evangelho nos contam como respectivamente Elias e Jesus ressuscitam um filho de uma viúva: Elias, com muito trabalho, Jesus, com um toque de mão. Se Elias era um “homem de Deus”, um profeta, Jesus é o “Senhor”, e o povo exclama: “Um grande profeta nos visitou! Deus visitou o seu povo!”

Esta visita de Deus a seu povo é muito peculiar. Quando um governador ou presidente visita uma cidade, dificilmente vai parar para se ocupar com um cortejo de enterro que casualmente cruza seu caminho. Vai ver o prefeito, isso sim. Mas o Filho de Deus se torna presente à vida de uma pobre viúva que está levando seu filho – sua esperança – ao enterro. Deus visita os pobres e os pecadores: a viúva, Zaqueu... Aqueles que são abandonados pelos outros. Em Jesus, Deus nos mostra o caminho que conduz aos marginalizados.

Assim é o sistema de Deus, diferente do nosso. Enquanto nós gostamos de investir naqueles que já tem poder e influência, Jesus começa com aqueles que estão à margem da sociedade. O Reino de Deus começa na periferia. E revela-se um reino da vida para os deserdados.

A visita de Deus deixa seu povo também com a “responsabilidade da gratidão”. O povo espalhou a fama de Jesus por toda a região. Mostrou que soube dar valor à visita que recebeu. A Igreja terá de celebrar a mesma gratidão por Deus, que faz grandes coisas aos pequenos. Muitos ainda não são capazes disso. Não se sabem alegrar com a visita de Deus aos pequenos. Por isso lhes escapa a grandeza da visita. Mas, afinal, quando é que sentimos Deus mais verdadeiramente próximo de nós: ao se realizar uma grande solenidade, ou quando um gesto de amor atinge uma pessoa carente?

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

– Deus, desde a criação do mundo, estabeleceu um plano de amor e salvação para toda a humanidade. Firmou uma aliança com o seu povo, protegendo-o e amando-o com fidelidade. O egoísmo humano, porém, quebra a aliança sagrada e organiza sistemas que excluem e matam. Deus, no entanto, não abandona o seu povo. Chama pessoas, como o profeta Elias, capazes de ouvir o grito dos necessitados e comprometer-se com sua libertação. Deus envia o seu próprio Filho, Jesus, que assume o programa de anunciar a boa notícia aos pobres, proclamar a liberdade aos presos, recuperar a vista aos cegos e libertar as pessoas oprimidas (cf. Lc 4,18s). Tanto o profeta Elias como Jesus de Nazaré revelam o caminho que deve ser seguido por todas as pessoas que amam a Deus.

– O desafio de uma sociedade justa e fraterna permanece atual. Os discípulos missionários do Senhor não podem acomodar-se. O testemunho de Paulo nos alerta para a necessidade do desapego das seguranças baseadas no poder, normalmente legitimado por sistemas religiosos. A liberdade em Cristo nos leva a acolher a graça da salvação que ele nos trouxe e, por isso mesmo, a amar gratuitamente os irmãos. “O povo pobre das periferias urbanas ou do campo necessitam sentir a proximidade da Igreja, seja no socorro de suas necessidades mais urgentes, seja na defesa de seus direitos e na promoção comum de uma sociedade fundamentada na justiça e na paz. Os pobres são os destinatários privilegiados do Evangelho” (DAp 550).

– Pode-se fazer a memória dos profetas e profetisas de nossos tempos. Pode-se também levantar as situações de morte que nos desafiam hoje e valorizar as diversas ações que estão sendo desenvolvidas em favor da vida, estimulando a participação e a criatividade para novas iniciativas.


FAÇA UMA DOAÇÃO AO NPDBRASIL...
AJUDE-NOS A CONTINUAR NOSSA OBRA EVANGELIZADORA!
A Comunidade NPDBRASIL precisa de você!
Clique aqui e saiba como fazer ou clique no botão abaixo...


Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1. A Humanidade representada em duas mulheres
2. Deus é o Senhor da vida
3. A coragem da mudança

1. A Humanidade representada em duas mulheres

Ao recordarmos o episódio do Evangelho que nos narra a ressurreição do filho da viúva de Naim, de imediato o podemos relacionar com a primeira leitura, em que o profeta Elias restitui à vida o filho da viúva de Sarepta.

Ambas as viúvas representam a humanidade inteira, triste e desesperada. Quem mais carente e desamparado neste mundo do que uma mulher viúva que perde o seu filho único? A vida desfalece. A desolação é total. Por isso a Bíblia nos apresenta os órfãos e as viúvas como símbolo dos marginalizados. O seu amparo é o símbolo da verdadeira religião. Estas leituras poderão caracterizar a experiência pascal da comunidade eclesial, pois ambas as cenas se repetem com frequência impressionante através da história. Dá-se no abandono das pessoas, nas injustiças e na marginalização dos que sofrem. As nossas cidades e aldeias estão cheias de «mães viúvas», que levam os seus filhos únicos para o cemitério. Mas não faríamos favor nenhum às pessoas mortas em trazê-las outra vez para este mundo, apenas as levaríamos a repetir a experiência da morte.

Em ambos os episódios nós verificamos que Deus é o Senhor da vida.

2. Deus é o Senhor da vida

No primeiro, Elias implora a Deus que dê vida ao menino. No segundo, é o próprio Jesus que com toda a autoridade de Filho de Deus faz ressurgir o menino para a vida, pois Ele tem poder sobre a morte.

Naim é o sinal do prodígio maior que Ele faz por todos os irmãos que morrem: «restituiu-o ressuscitado à mãe», e à comunidade daqueles que choravam a sua perda.

A comunidade não pode eliminar as lágrimas das «viúvas», mas deve anunciar a todos o que o Deus da vida fez por intermédio de Jesus: introduz os homens no mundo novo, dando-lhes a sua própria vida.

Nós, os cristãos, devemos repetir o gesto do Mestre e dizer: «Pára de chorar!», porque a esperança de vida não é devorada pela morte. É a hora da comunidade eclesial reagir. É importante que ela esteja a caminho como Jesus, como Elias. Não pode passar ao largo. Precisa parar, precisa entrar nas casas, para visitar todos os sofredores. Deverá como Jesus: compadecer-se, consolar, agir, fazendo ressurgir a esperança onde apenas existe o desespero da morte, para que glorifiquem a Deus. Assim irá sugerindo a coragem da mudança esperançosa da vida.

3. A coragem da mudança

A humanidade que ainda não encontrou a Cristo considera a morte como uma derrota incomparável. Por isso, o cristão deve ter a coragem de contagiar, pela sua força explosiva, a confiança no Senhor que conduz à vida.

Para que isso aconteça temos que ser ministros convictos e zelosos do Evangelho, deixando revelar-se em nós o Filho de Deus, como aconteceu com Paulo. Ele na sua atitude honesta teve a coragem de declarar que não foram os homens, mas o próprio Senhor a revelar-lhe que a salvação depende da fé em Jesus. À sua semelhança devemos estar abertos à revelação de Deus.

Percebendo renascer a vida nos desamparados, também a assembleia eucarística poderá glorificar a Deus porque, mais uma vez, Ele visitou o seu povo. Assim poderemos render graças neste domingo sobretudo por aqueles e aquelas que, na sociedade injusta, se comprometem em defender e alimentar a vida dos irmãos necessitados.


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

SER PROFETA HOJE (algumas interpelações)

A partir da liturgia de hoje, podemos percorrer algumas interpelações sobre o sentido da profecia para os tempos atuais. Como ser profeta hoje? Como ser profeta à luz da Palavra de Deus que ilumina os acontecimentos das nossas vidas, da Igreja e do mundo? Algumas interpelações:

1. Descobrir e propor o projeto de Deus para o mundo e para os homens. O profeta é homem do seu tempo, marcado pelas descobertas, conquistas, contradições e esperanças dos homens do seu tempo… É também alguém com uma fé profunda, com uma consciência muito forte da presença de Deus na própria vida. A vida de união e de comunhão com Deus vai impregnando a vida do profeta, de modo que vai aprendendo a interpretar todos os acontecimentos políticos, sociais e religiosos à luz de Deus e do seu projeto. Só deste modo ele pode apresentar o projeto de Deus para os homens hoje.

2. Sentir-se chamado por Deus, receber de Deus uma missão, ser enviado por Deus ao mundo. Deus chama de muitas formas… Um sonho, uma leitura, um acontecimento, um sinal… Às vezes descobre-se o seu apelo no rosto de um pobre ou de um escravizado; outras vezes, nas páginas dos jornais; outras, nas necessidades da Igreja ou da sociedade; outras, nos acontecimentos turbulentos do presente; outras, mais simplesmente, nas palavras de um amigo ou de um mestre… Ao ser chamado, o profeta recebe de Deus uma missão.

3. Estar marcado pelas experiências de solidão, angústia, sofrimento, crise, rejeição, incompreensão… Ser fiel à missão de Deus, mesmo quando, com essa atitude, o profeta se sente abandonado, rejeitado, incompreendido. No fundo, trata-se de arriscar a vida, na certeza da presença de Deus.

4. Estar desinstalado, num território concreto… como espaço de verificação e de rejeição da profecia anunciada. Ninguém é profeta na sua terra, é certo. Mas é na terra, no espaço concreto, na escola, no local de trabalho, na comunidade, na Igreja… que a profecia deve ser anunciada. Com coragem, com desassombro.

5. Viver no quotidiano da existência, na minha situação concreta, aqui e agora. Como ser profeta, aqui e agora, na minha situação, face aos problemas reais que me entram pelos olhos e interpelam o meu coração aberto ao Pai e ao próximo?

6. Anunciar as Boas Novas de sempre duma forma sempre nova. O conteúdo do anúncio profético é sempre o mesmo. Mas esta única Palavra de Deus deve ressoar duma forma sempre nova…

7. Assumir um modo novo e inédito de viver e anunciar o essencial. Anunciar um modo novo de viver o essencial. E o essencial é a fé, a esperança e a plenitude do amor, das quais os profetas foram testemunhas vulneráveis mas obstinados. O Espírito sopra onde quer e como quer, com liberdade imprevisível, não se deixando amarrar em esquemas exclusivos ou demasiado estreitos…

8. Escutar, aprender, receber, acolher… o Deus do povo e o povo de Deus.

9. Ser coerente entre a palavra anunciada e as opções pessoais. Quantos pretensos profetas gritam diante dos microfones, ditam sentenças nos jornais a torto e a direito, gesticulam nas praças e na televisão… mas não dão testemunho com a sua vida. Por isso, não mudam as coisas! Há incoerência entre pensamento e vida, entre ideal e prática.

10. Denunciar não apenas os pecados, mas as estruturas de pecado, promover e estimular novas estruturas de virtudes e valores.

11. Testemunhar entre o silêncio intenso-pleno e o silêncio despojado-vazio. Diante dos dramas recentes e atuais, diante das angústias e sofrimentos, diante dos vazios e da falta de esperança, o profeta dá testemunho, com o seu silêncio, do silêncio de Deus. Não é fácil, mas pode ser um silêncio fecundo que fala.

12. Lutar contra os novos ídolos de hoje: detetá-los, desmascará-los, denunciá-los…

13. Anunciar a fé e a justiça, assumir a esperança como raiz da profecia. Não se trata de duas coisas distintas: a fidelidade ao Deus vivo exige a defesa dos direitos do pobre. A mensagem profética, na sua capacidade de denúncia, integra-se e aperfeiçoa-se, especificando-se, na proposta de uma utopia, na “proposta de uma alternativa”, chamada esperança. Sem esperança não há profecia.

14. Profetizar no século XXI, viver pobre a profecia da gratuidade, da sobriedade, da essencialidade: sentir a alegria de dar, gratuitamente; experimentar a força do Amor criador de Deus; praticar diariamente uma vida simples, sóbria; ir profeticamente contra a corrente do domínio e do consumo; ser capaz de desmascarar as raízes do egoísmo e as suas consequências…

15. Profetizar no século XXI, viver obediente a profecia da multiculturalidade: descobrir a única vontade de Deus Pai; deixar os isolamentos, os nossos planos egoístas; procurar a vontade de Deus na vontade da comunidade; deixar de lado o escândalo da excomunhão mútua; comungar no mesmo Deus…

16. Profetizar no século XXI, viver casto a profecia da sexualidade redimida: testemunhar a redenção de Cristo na globalidade do nosso ser (inteligência, liberdade, fantasia, corpo, afetos, sentidos); ser profetas da libertação integral…

LITURGIA EUCARÍSTICA

Monição do ofertório: Apresentamos no altar do Senhor os dons da terra que vamos consagrar. Representam o nosso trabalho e o esforço de todos os que nas nossas comunidades trabalham em favor da vida.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Olhai com bondade, Senhor, para os dons que apresentamos ao vosso altar e fazei que esta oblação Vos seja agradável e aumente em nós a caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

SANTO

Abraço da paz

Monição: Em Jesus, que nos tornou todos irmãos e irmãs pela sua cruz e ressurreição, saudemo-nos mutuamente como sinal de reconciliação e de paz.

Monição da Comunhão: Através da comunhão com Cristo ressuscitado, ajudai-nos, Senhor, a aumentarmos a coragem de concretizar o serviço recíproco e a partilha, a fim de que a nossa fé na ressurreição faça destruir tudo o que represente morte e nos mobilize numa mudança corajosa para a esperança de vida.

Salmo 17, 3
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Sois o meu protector e o meu refúgio, Senhor; sois o meu libertador; meu Deus, em Vós confio.

Ou 1 Jo 4, 16
Deus é amor. Quem permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Nós Vos pedimos, Senhor, que a acção santificadora deste sacramento nos liberte das más inclinações e nos conduza a uma vida santa. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

RITOS FINAIS

Monição final: O Deus da vida, que se revela na pessoa de Jesus, nos encha do Seu Espírito e nos renove na corajosa alegria de celebrar o amor como esperança de uma existência sempre renovada.


FAÇA UMA DOAÇÃO AO NPDBRASIL...
AJUDE-NOS A CONTINUAR NOSSA OBRA EVANGELIZADORA!
A Comunidade NPDBRASIL precisa de você!
Clique aqui e saiba como fazer ou clique no botão abaixo...


HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Xª SEMANA COMUM

Celebração e Homilia: ANTÓNIO E. PORTELA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/default.asp


FAÇA UMA DOAÇÃO AO NPDBRASIL...
AJUDE-NOS A CONTINUAR NOSSA OBRA EVANGELIZADORA!
A Comunidade NPDBRASIL precisa de você!
Clique aqui e saiba como fazer ou clique no botão abaixo...



CAMPANHA DA VELA VIRTUAL DO SANTUÁRIO DE APARECIDA


CLIQUE AQUI, acenda uma vela virtual, faça seu pedido e agradecimento a Nossa Senhora Aparecida pela sagrada intercessão em nossas vidas!


Faça sua busca na Internet aqui no NPDBRASIL
Pesquisa personalizada



QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

.
ARTE E CULTURA
RELIGIÃO CATÓLICA
Ajuda à Catequese
EVANGELHO DO DIA
ANO DA EUCARISTIA
AMIGOS NPDBRASIL
COM MEUS BOTÕES
LIÇÕES DE VIDA
Boletim Pe. Pelágio
À Nossa Senhora
Orações Clássicas
Consagrações
O Santo Rosário
Devoção aos Santos
Fundamentos da Fé
A Bíblia Comentada
Os Sacramentos
O Pecado e a Fé
Os Dez Mandamentos
A Oração do Cristão
A Igreja e sua missão
Os Doze Apóstolos
A Missa Comentada
Homilias e Sermões
Roteiro Homilético
Calendário Litúrgico
O ANO LITÚRGICO
Padre Marcelo Rossi
Terço Bizantino
Santuário Terço Bizantino
Santuario Theotókos
Mensagens de Fé
Fotos Inspiradoras
Bate-Papo NPD
Recomende o site
Envie para amigos
 
Espaço Aberto
 
MAPA DO SITE
Fale conosco
Enviar e-mail
Encerra Visita
 

 


Voltar


Imprimir

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...


Voltar
Página Inicial |Arte e Cultura | Literatura | BOLETIM MENSAL

Parceiros | Política de Privacidade | Contato | Mapa do Site
VOLTA AO TOPO DA PÁGINA...
Design DERMEVAL NEVES - © 2003 npdbrasil.com.br - Todos os direitos reservados.