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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


15.01.2017
II DOMINGO DO TEMPO COMUM — ANO A
( Verde, Glória, Creio – II Semana do Saltério )
__ "Desde sempre Jesus é o Filho de Deus" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO (22.01.2017)

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: O primeiro domingo do Tempo Comum é consagrado ao início da missão de Jesus (seu batismo) e é o início de nossa missão (nosso batismo). Neste segundo domingo nos é dita a razão fundamental do seguimento de Jesus: Ele é o Filho de Deus, que veio com a força divina para limpar a criatura humana do pecado e dar-lhe a santidade e a vida de Deus. É-nos descrito, em figuras, o modo como Jesus cumprirá essa missão (por seu sangue derramado) e o método que usará (pela ternura da mansidão).

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Neste Dia do Senhor, tendo concluído o tempo do Natal e celebrado a Festa do Batismo do Senhor, acolhemos o testemunho de João Batista que apresenta Jesus como Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Somos felizes por poder participar desta Ceia Santa, banquete nupcial do Cordeiro. Alimentando-nos dele, desejamos assumir também a sua missão. Como discípulos e discípulas, queremos caminhar com Jesus e participar de sua Páscoa. Com o canto inicial, aclamemos o Pai que nos convidou para participar desta Ceia em memória de seu Filho.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: A expressão "Cordeiro de Deus" lembra aos ouvintes hebreus duas imagens distintas, mas no fundo, convergentes: a imagem do Servo de Javé que aparece como cordeiro levado ao matadouro, como ovelha muda diante dos tosquiadores, e a imagem do cordeiro do sacrifício pascal. Em outras palavras Jesus, o Cristo, é o cordeiro da nova páscoa que, com sua morte, inaugura e ratifica a libertação do povo de Deus.

Sintamos o júbilo real de Deus em nossos corações e cheios dessa alegria divina entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/15-de-janeiro---segundo-domingo-do-tempo-comum-2017.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo)
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/domingo_do_tempo_comum.pdf


TEMA
JESUS: O CORDEIRO DE DEUS. ELE TIRA O PECADO DO MUNDO.

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- Autoria do Roteiro Homilético da Paulus para o período de Janeiro/Fevereiro-2017: Pe. Ivonil Parraz. Presbítero da Diocese de Botucatu. Pároco da Igreja Santo Antônio de Pádua, Rubião Junior, Botucatu-SP. Diretor de Estudo do Seminário Arquidiocesano São José de Botucatu. SP; coordenador de Pastoral da Região Pastoral 1 da Arquidiocese de Botucatu; mestre e doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP); graduação em Teologia pela FAJE, BH. E-mail: parraz@ uol.com.br. ENTRETANTO, nesta página estamos utilizando os textos de autoria do Pe. José Luiz Gonzaga do Prado * Mestre em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma e em Sagrada Escritura pelo Pontifício Instituto Bíblico. Autor dos livros A Bíblia e suas contradições: Como resolvê-las e A missa: Da última ceia até hoje, ambos publicados pela Paulus. E-mail: zedadonana@gmail.com.

Introdução da Revistal Vida Pastoral

A festa de hoje celebra o episódio narrado no capítulo 2, versículos 1 a 12, do Evangelho segundo Mateus. Esse evangelho veio de uma comunidade de cristãos judeus. Quer mostrar antes de tudo que, enquanto o poder político e religioso judaico ficou alarmado com a chegada de Jesus, os de fora, os de longe, os descrentes vêm fazer-lhe a mais sincera homenagem. Ele não é propriedade de um povo; veio para todos. Ainda hoje, quantas vezes quem não frequenta nossas igrejas nos dá lições práticas de verdadeiro cristianismo! Na eucaristia, celebramos Jesus, que se entrega em favor de todos para que todos participem como irmãos.

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia deste domingo coloca a questão da vocação; e convida-nos a situá-la no contexto do projecto de Deus para os homens e para o mundo. Deus tem um projecto de vida plena para oferecer aos homens; e elege pessoas para serem testemunhas desse projecto na história e no tempo.

A primeira leitura apresenta-nos uma personagem misteriosa – Servo de Jahwéh – a quem Deus elegeu desde o seio materno, para que fosse um sinal no mundo e levasse aos povos de toda a terra a Boa Nova do projecto libertador de Deus.

A segunda leitura apresenta-nos um “chamado” (Paulo) a recordar aos cristãos da cidade grega de Corinto que todos eles são “chamados à santidade” – isto é, são chamados por Deus a viver realmente comprometidos com os valores do Reino.

O Evangelho apresenta-nos Jesus, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Ele é o Deus que veio ao nosso encontro, investido de uma missão pelo Pai; e essa missão consiste em libertar os homens do “pecado” que oprime e não deixa ter acesso à vida plena.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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OS PASSOS DO DISCERNIMENTO

O evangelho deste segundo domingo do tempo comum traz o testemunho de João Batista a respeito de Jesus. Começa dizendo que não o conhecia, depois o apresenta como o Cordeiro de Deus, mais à frente o reconhece como santificador, pois batiza com o Espírito Santo, e, por fim, o proclama Filho de Deus. João Batista vai progredindo por etapas no conhecimento de Jesus, o que provavelmente reflete a caminhada das primeiras comunidades cristãs em busca de uma experiência da presença do Senhor.

João apresenta Jesus como “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, expressão rezada antes da comunhão, durante a missa. Cordeiro de Deus é imagem com muitas ressonâncias bíblicas, sendo uma das mais importantes a do cordeiro imolado por ocasião da libertação dos hebreus da escravidão no Egito. O sangue do cordeiro salvou o povo hebreu das garras do faraó. O sangue de Jesus, derramado na cruz, é sinal de libertação dos pecados da humanidade. Jesus é o novo cordeiro sacrificado no dia da Páscoa e na mesma hora dos sacrifícios dos cordeiros no templo. Ele é o sacrifício da nova aliança que dispensa o sangue dos sacrifícios de animais. Sua entrega faz parte de seu eterno plano de amor solidário aos que sofrem.

João viu o “Espírito descer sobre Jesus”, o ungido por excelência para a missão e a morada permanente de Deus. Sua vida e missão serão impulsionadas pelo Espírito que está nele e que, depois da ressurreição, é transmitido a cada um dos batizados e à comunidade para lembrar aos cristãos a prática do Mestre.

O testemunho culminante de João é o reconhecimento de que o Cordeiro é também Filho de Deus, gerado pelo Pai e nascido de Maria. Sua missão é transmitir à humanidade a vida divina para que as pessoas realizem o projeto de Deus.

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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Jesus, aquele que tira o pecado do mundo

O evangelho de hoje apresenta a frase que o sacerdote repete em cada missa, pouco antes da comunhão, mostrando a hóstia: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Podemos nos perguntar: como é que Jesus tira o pecado do mundo?

Boa ajuda para responder a essa pergunta é ler os evangelhos e prestar atenção no jeito de Jesus lidar com as pessoas, no modo como ele fazia as coisas e também em como as pessoas se sentiam ao estar ao lado dele. Jesus tirava o pecado do mundo anunciando o reino de Deus. Fazia isso se aproximando das pessoas, olhando para elas com compaixão e ajudando-as a encontrar a libertação de toda espécie de mal que as atingia. Ao lidar com os sofredores, Jesus tinha um cuidado muito especial. Não procurava causar mais dor e constrangimento, mas indicar o caminho da vida nova. Lembremo-nos da mulher pega em adultério, a qual todos queriam apedrejar. Jesus faz-nos perceber que, se nos puséssemos a atirar pedras nos pecadores e pecadoras, não sobraria ninguém. De fato, o pecado e o erro não são coisas boas, pois aprisionam as pessoas. No entanto, é preciso tomar cuidado para não atacá-las, em vez de atacar o pecado.

Jesus combateu o pecado tam­bém com firmeza, especialmente quando lidava com gente orgulhosa. Mas, mesmo assim, nunca deixou de agir como Bom Pastor, que vai em busca da ovelha perdida. Se quisermos de fato praticar o que Jesus ensinou, ao encontrarmos alguém ferido pelo pecado, mais do que falar da ferida de nosso irmão ou irmã, procuremos encontrar os meios de curá-la.

Jesus tirava o pecado do mundo indo ao encontro de todos. Foi capaz de tocar no doente de pele, que vivia afastado por causa de sua doença; acolheu a pecadora, que se jogou a seus pés chorando; foi sensível a Zaqueu, que, depois do encontro com ele, procurou reparar todo o mal que tinha feito.

Jesus tirava o pecado do mundo olhando para cada um com compaixão. Olhar com compaixão é perceber como o outro está e colocar-se no lugar dele. Ele viu a multidão com fome e providenciou-lhe o pão. Se olharmos para nossos irmãos com verdadeira compaixão, seremos capazes de encontrar saídas para situações complicadas.

Olhando para Jesus, aprendemos que tirar o pecado do mundo não é ser preconceituoso, mesquinho ou viver indicando o defeito das outras pessoas. Tirar o pecado do mundo, no fim das contas, é saber servir, dar a vida pelo outro, como Jesus fez em sua existência inteira e, especialmente, na cruz.

Pe. Claudiano Avelino dos Santos, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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Testemunhar Jesus Cristo com alegria e esperança
A liturgia de hoje nos inspira a viver com entusiasmo a missão de anunciar Jesus ao mundo. Com João Batista,  prendamos a testemunhar o amor e a misericórdia de Deus. Em Jesus, o Pai do céu nos perdoa dos pecados e nos salva.

15012017

LIÇÃO DE VIDA: Como – em família, na escola e na comunidade – dou testemunho da minha fé em Jesus Cristo?


RITOS INICIAIS

Salmo 65, 4
Antífona de entrada: Toda a terra Vos adore, Senhor, e entoe hinos ao vosso nome, ó Altíssimo.

Introdução ao espírito da Celebração
Notam-se em algumas pessoas sintomas de doença espiritual: falta de esperança, como se depois desta vida nada mais houvesse a esperar, traduzido na vida por um materialismo prático; procura de um cristianismo light, sem mandamentos nem sacrifício, acomodado às nossas más tendências; uma falsa esperança de que a ciência acabará por perpetuar a vida do homem sobre a terra. São outros tantos «redentores» atrás dos quais as pessoas correm. Procuro na intimidade com Jesus Cristo uma amizade crescente, reconhecendo n’Ele o meu insubstituível Salvador?

Acto penitencial
Embora proclamemos que somos cristãos, damo-nos conta de que também nos deixamos levar por estas ilusões. Imploremos, uma vez mais, a paciência e a misericórdia de Deus para os nossos pecados, hesitações e faltas de generosidade.

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, sugestões para o esquema C)

Senhor, temos separado as exigências da fé da vida no dia a dia, não nos distinguindo, na prática, dos que não receberam o Baptismo. Senhor, tende piedade de nós! Senhor, tende piedade de nós!

Cristo, às vezes não temos sido testemunhas da verdadeira Esperança como fermentos na família, no mundo do trabalho e na vida social. Cristo, tende piedade de nós! Cristo, tende piedade de nós!

Senhor, encaramos a vida, nas nossas conversas, com pessimismo, Como se não fôssemos filhos de Deus, plenamente confiados em Vós. Senhor, tende piedade de nós! Senhor, tende piedade de nós!

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que governais o céu e a terra, escutai misericordiosamente as súplicas do vosso povo e concedei a paz aos nossos dias. Por Nosso Senhor…


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Deus chama o Seu servo (Israel) ainda quando está no seio materno e nele põe as Suas complacências. Entrega-lhe uma missão salvífica concreta: Reunir o Povo de Deus disperso e desterrado, e iluminá-lo com a sua palavra para que, por sua vez, ele seja a luz dos povos.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Isaías 49,3.5-6

Leitura do livro do profeta Isaías. 49 3 E disse-me o Senhor: "Tu és meu servo, (Israel), em quem me rejubilarei". 5 E agora o Senhor fala, ele, que me formou desde meu nascimento para ser seu Servo, para trazer-lhe de volta Jacó e reunir-lhe Israel, (porque o Senhor fez-me esta honra, e meu Deus tornou-se minha força). 6 Disse-me: "Não basta que sejas meu servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os fugitivos de Israel; vou fazer de ti a luz das nações, para propagar minha salvação até os confins do mundo".
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Temos aqui parte do 2.º poema do Servo de Yahwéh. Praticamente todos os manuscritos hebraicos, bem como as versões antigas, incluindo a Vulgata, acrescentam depois de «meu servo», o aposto «Israel» (uma possível glosa antiga a partir de Is 44, 21, segundo alguns críticos). E este servo, mesmo aparecendo assim como colectividade, não deixa de ser uma figura de Jesus. E Jesus não só é «um Israel» enquanto encarna o Israel ideal, mas Ele é também «o Cristo total», cabeça e membros. Ele é o novo Israel, que, à maneira daquele antigo patriarca, dá origem ao «novo Israel de Deus» (Gal 6, 16), assente não já na descendência carnal dos 12 Patriarcas, mas no alicerce dos 12 Apóstolos do Cordeiro (cf. Apoc 21, 14; Ef 2, 19).

6 «Luz das nações» (cf. Is 42, 6). A missão de Jesus é universal: veio salvar e iluminar todos os homens. Ele proclama-se «a luz do mundo» (Jo 8, 12; 9, 5; 12, 46; cf. 1, 4-5.9); Simeão reconhece n’Ele «a luz para se revelar às nações» (Lc 2, 32). Este v. 6 é citado expressamente por S. Paulo no discurso em Antioquia da Pisídia (Act13, 47): Cristo é a luz das nações e, com Ele, os seus discípulos, anunciadores do Evangelho são também luz do mundo (cf. Mt 5, 14).

....................

Desde o útero materno, Deus chama aquele de quem fala o profeta Isaías para ser o seu servo. Sua vocação consiste em unificar Israel e também em ser luz para todas as nações: “quero fazer de ti uma luz para as nações” (v. 6). O Servo de Deus não só unifica os dispersos de Israel, também é luz para todas as nações. Isso para que a salvação que vem de Deus “chegue aos confins da terra” (v. 6). O servo é portador da salvação de Deus, pois ele é modelo do Filho de Deus. No batismo, o próprio Deus revela a condição de Jesus: “Este é o meu Filho amado” (Mt 3,17). O Filho de Deus, pelo seu Espírito, santifica todos os que creem em sua Palavra.

AMBIENTE

O Deutero-Isaías (o autor do texto que nos é hoje proposto e que mais uma vez nos aparece como veículo da Palavra de Deus) é um profeta da época do exílio, que desenvolveu o seu ministério na Babilónia, entre os exilados (como, aliás, já dissemos no passado domingo). A sua mensagem – de consolação e de esperança – aparece nos capítulos 40-55 do Livro de Isaías.

Contudo, há nesses capítulos quatro textos (cf. Is 42,1-9; 49,1-13; 50,4-11; 52,13-53,12) que se distinguem – quer em termos literários, quer em termos temáticos – do resto da mensagem… São os quatro cânticos do Servo de Jahwéh. Apresentam um misterioso servo de Deus, a quem Jahwéh confiou uma missão. A missão do Servo cumpre-se no sofrimento e no meio das perseguições; mas do sofrimento do Servo resultará a redenção para o Povo. No fim, o Servo será recompensado por Jahwéh e será exaltado.

A primeira leitura de hoje propõe-nos parte do segundo cântico do Servo de Jahwéh. Aqui, esse Servo é explicitamente identificado com Israel (embora alguns autores suponham que a determinação “Israel” não é original no texto e que foi aqui acrescentada como uma interpretação): seria a figura do Povo de Deus, chamado a ser testemunha de Jahwéh no meio dos outros povos.

MENSAGEM

O nosso texto apresenta-se como uma declaração solene do Servo (Israel) “às ilhas” e “às cidades longínquas” (vers. 1).

Na sua declaração, o Servo manifesta, em primeiro lugar, a consciência da eleição: ele foi escolhido por Deus desde o seio materno (vers. 5a.b). A expressão põe em relevo a origem de toda a vocação profética: é Deus que escolhe, que chama, que envia. Referindo-se a Israel, a expressão faz alusão às origens do Povo, à eleição e à aliança: Israel existe porque Deus o escolheu entre todos os povos, revelou-lhe o seu rosto, constituiu-o como Povo, libertou-o da escravidão, conduziu-o através do deserto e estabeleceu com ele uma relação especial de comunhão e de aliança.

A eleição e a aliança pressupõem, contudo, a missão e o testemunho. A missão deste Servo a quem Deus chamou é, em primeiro lugar, “reconduzir Jacob e reunir Israel” a Jahwéh (vers. 5c.d). Aqui faz-se referência, provavelmente, ao regresso do Povo à órbita da aliança (considerada rompida pelo pecado do Povo), à reunião de todos os exilados e ao regresso à Terra Prometida.

A missão do Servo é, depois, ampliada “às nações” (vers. 6): Israel deve dar testemunho da salvação de Deus, de forma a que a proposta salvadora e libertadora chegue, por intermédio do Servo/Povo aos homens e mulheres de toda a terra. Não deixa de impressionar a grandiosidade da missão confiada, em contraste com a situação de opressão, de apagamento, de fragilidade em que vivem os exilados… Aqui afirma-se o jeito de Deus, que age no mundo, salva e liberta recorrendo a instrumentos frágeis e indignos.

ACTUALIZAÇÃO

Para a reflexão e partilha, podem ser considerados os seguintes elementos:

• A leitura propõe à nossa reflexão esse tema sempre pessoal, mas sempre enigmático que é a vocação. Somos convidados, na sequência, a tomar consciência da vocação a que somos chamados e das suas implicações. Não se trata de uma questão que apenas atinge e empenha algumas pessoas especiais, com um lugar à parte na comunidade eclesial (os padres, as freiras…); mas trata-se de um desafio que Deus faz a cada um dos seus filhos, que a todos implica e que a todos empenha.

• A figura do Servo de Jahwéh convida-nos, em primeiro lugar, a tomar consciência de que na origem da vocação está Deus: é Ele que elege, que chama e que confia a cada um uma missão. A nossa vocação é sempre algo que tem origem em Deus e que só se entende à luz de Deus. Temos consciência de que somos escolhidos por Deus desde o seio materno, isto é, desde o primeiro instante da nossa existência? Temos consciência de que é Deus que alimenta a nossa vocação e o nosso compromisso no mundo? Temos consciência de que só a partir de Deus a nossa vocação faz sentido e o nosso empenhamento se entende? Temos consciência de que a vocação implica uma relação de comunhão, de intimidade, de proximidade com Deus?

• A vocação não se esgota, contudo, na aproximação do homem a Deus, mas é sempre em ordem a um testemunho e a uma intervenção no mundo (mesmo que se trate de uma vocação contemplativa). O homem chamado por Deus é sempre um homem que testemunha e que é um sinal vivo de Deus, dos seus valores e das suas propostas diante dos outros homens. Sinto que a minha vocação se realiza no testemunho da salvação e da libertação de Deus aos meus irmãos? A vocação a que Deus me chama leva-me a ser uma luz de esperança no mundo? A salvação de Deus atinge o mundo e torna-se uma realidade concreta no meu testemunho e no meu ministério?

• Ao reflectirmos na lógica da vocação, é preciso estarmos cientes de que toda a vocação tem origem em Deus, é alimentada por Deus, e de que Deus se serve, muitas vezes, da nossa fragilidade, caducidade e indignidade para actuar no mundo. Aquilo que fazemos de bom e de bonito não resulta, portanto, das nossas forças ou das nossas qualidades, mas de Deus. O coração do profeta não tem, portanto, qualquer razão para se encher de orgulho, de vaidade e de auto-suficiência: convém ter consciência de que por detrás de tudo está Deus, e que só Deus é capaz de transformar o mundo, a partir dos nossos pobres gestos e das nossas frágeis forças.

Subsídios:
1ª leitura: 
(Is 49,3.5-6) ........... – ..............



Salmo Responsorial

Monição: A Liturgia convida-nos a fazer nossas as palavras que o autor da Carta aos hebreus coloca nos lábios de Cristo, ainda no seio materno, e que Israel repetia ao longo de todo o Antigo Testamento. Oremos nós também com profunda convicção.

SALMO RESPONSORIAL – 39/40

Eu disse: “Eis que venho, Senhor,
com prazer faço a vossa vontade!”

Esperando, esperei no Senhor
e, inclinando-se, ouviu meu clamor.
Canto novo ele pôs em meus lábios,
um poema em louvor ao Senhor.

Sacrifício e oblação não quisestes,
mas abristes, Senhor, meus ouvidos;
não pedistes ofertas nem vítimas,
holocaustos por nossos pecados.

E então eu vos disse: “Eis que venho!”
Sobre mim está escrito no livro:
“Com prazer faço a vossa vontade,
guardo em meu coração vossa lei!”

Boas novas de vossa justiça
anunciei numa grande assembléia;
vós sabeis: não fechei os meus lábios!

Segunda Leitura

Monição: S. Paulo, na saudação que dirige à Igreja de Corinto, deseja-lhe o amor do Pai e seu efeito reconciliar, ou seja, a paz. É este o dom precioso que está prometido a todos nós com a vinda do Salvador.

1 Coríntios 1,1-3

Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios. 1 1 Paulo, apóstolo de Jesus Cristo por chamamento e vontade de Deus, e o irmão Sóstenes, 2 à igreja de Deus que está em Corinto, aos fiéis santificados em Jesus Cristo, chamados à santidade, juntamente com todos os que, em qualquer lugar que estejam, invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso; 3 A vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo!
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Começa-se hoje a leitura seguida da 1ª Carta aos Coríntios, respigando trechos selectos.

1 O cabeçalho da Carta é teologicamente muito rico; seguindo o formulário epistolar greco-romano, começa com o nome do remetente (a superscriptio): «Paulo»,credenciado como Apóstolo de Jesus por vocação divina, e o irmão Sóstenes, seu colaborador (discute-se se era o chefe da sinagoga já convertido: cf. Act 18, 17).

2 Segue-se o destinatário (a adscriptio): «a Igreja de Deus que está em Corinto», com cláusulas muito expressivas: uma Igreja que não é uma simples assembleia convocada, como no mundo profano, mas é uma assembleia religiosa (a ekklêsía de Deus), na continuidade da comunidade israelita e a sua legítima herdeira (cf. Mt 16, 18), adoptando a mesma designação dos LXX para traduzir o nome hebraico (qahal). Ao especificar, «que está em Corinto», sugere o seu enquadramento na única Igreja de Cristo, universal mas presente nesta Igreja particular. Ao dizer que os seus fiéis «foram santificados em Cristo, chamados à santidade» indica a sua pertença e consagração a Cristo em virtude da sua acção salvadora e de um chamamento (chamados, no original kletoi, tem a mesma raiz de ekklesía, Igreja); trata-se aqui dumasantidade ontológica, que, embora não sendo a santidade moral, é uma exigência desta, para que a pertença a Cristo redunde numa identificação com Ele (cf. Rom 8, 29) e não numa vã exterioridade. Notar que a inclusão nos destinatários de «todos os que invocam o Nome…» (alusão ao nome divino, aplicado a Jesus: cf. Act 4, 12; 9, 14.21; Gn 4, 26), sugere que a doutrina da carta é aplicável a todos os cristãos, não só de «qualquer lugar», mas também em qualquer tempo; de facto a carta encerra a resposta a questões muito pontuais e ocasionais, mas apela para princípios perenes e sempre actuais.

3. «A graça e a paz…». Paulo adopta esta dupla saudação, tirando a primeira do mundo grego e a segunda do ambiente judaico, mas enriquecendo-as de sentido cristão: o «khairein» grego (alegria e saúde) passa a ser «kháris» (graça, dom divino) e o «xalôm» judaico passa a ser «eirênê» (uma paz que «vem de» – «apó» (em grego) – Deus e do Senhor Jesus).

....................

Paulo sustenta que todos nós somos chamados por Deus Pai à santidade. A vocação primeira de todo ser humano consiste neste chamado. Somos “predestinados” à santidade. No nosso peregrinar na fé, optamos por modos de vida diferentes para responder a esse chamado: uns no matrimônio, outros na vida consagrada. Todas essas vocações configuram-se como respostas àquela vocação primeira e essencial.

Quem nos santifica é Cristo Jesus! E ele nos santifica porque nos imerge no Espírito Santo! Movendo-nos com o mesmo Espírito que moveu a Cristo, configuramo-nos a ele. Somos povo santo de Deus!

AMBIENTE

Nos próximos seis domingos, a liturgia vai propor-nos a leitura da primeira carta de Paulo aos cristãos da comunidade de Corinto. Para entendermos cabalmente a mensagem, convém determo-nos um pouco sobre o ambiente em que o texto nos situa.

No decurso da sua segunda viagem missionária, Paulo chegou a Corinto, depois de atravessar boa parte da Grécia, e ficou por lá cerca 18 meses (anos 50-52). De acordo com Act 18,2-4, Paulo começou a trabalhar em casa de Priscila e Áquila, um casal de judeo-cristãos. No sábado, usava da palavra na sinagoga. Com a chegada a Corinto de Silvano e Timóteo (2 Cor 1,19; Act 18,5), Paulo consagrou-se inteiramente ao anúncio do Evangelho. Mas não tardou a entrar em conflito com os judeus e foi expulso da sinagoga.

Corinto era uma cidade nova e muito próspera. Servida por dois portos de mar, possuía as características típicas das cidades marítimas: população de todas as raças e de todas as religiões. Era a cidade do desregramento para todos os marinheiros que cruzavam o Mediterrâneo, ávidos de prazer, após meses de navegação. Na época de Paulo, a cidade comportava cerca de 500.000 pessoas, das quais dois terços eram escravos. A riqueza escandalosa de alguns contrastava com a miséria da maioria.

Como resultado da pregação de Paulo, nasceu a comunidade cristã de Corinto. A maior parte dos membros da comunidade eram de origem grega, embora em geral, de condição humilde (cf. 1 Cor 11,26-29; 8,7; 10,14.20; 12,2); mas também havia elementos de origem hebraica (cf. Act 18,8; 1 Cor 1,22-24; 10,32; 12,13).

De uma forma geral, a comunidade era viva e fervorosa; no entanto, estava exposta aos perigos de um ambiente corrupto: moral dissoluta (cf. 1 Cor 6,12-20; 5,1-2), querelas, disputas, lutas (cf. 1 Cor 1,11-12), sedução da sabedoria filosófica de origem pagã que se introduzia na Igreja revestida de um superficial verniz cristão (cf. 1 Cor 1,19-2,10).

Tratava-se de uma comunidade forte e vigorosa, mas que mergulhava as suas raízes em terreno adverso. Na comunidade de Corinto, vemos as dificuldades da fé cristã em inserir-se num ambiente hostil, marcado por uma cultura pagã e por um conjunto de valores que estão em profunda contradição com a pureza da mensagem evangélica.

MENSAGEM

Paulo começa esta carta com a saudação e a acção de graças, típicas das cartas paulinas. Na saudação, carregada de conteúdo teológico, Paulo reivindica a sua condição de escolhido por Deus (de apóstolo), sugerindo que está revestido de autoridade para proclamar com plena garantia o Evangelho. Esta reivindicação sugere que, no contexto coríntio, havia quem punha em causa a sua autoridade apostólica e o seu testemunho. Os destinatários da carta são, evidentemente, os membros da comunidade cristã de Corinto; no entanto, a mensagem serve para os cristãos de todas as épocas e de todas as latitudes.

Neste parágrafo inicial, o vocábulo chamado assume um lugar especial: Paulo foi chamado por Deus a ser apóstolo e os coríntios são uma comunidade de chamados à santidade. Transparece aqui, como na primeira leitura, a convicção de que Deus tem um projecto para os homens e para o mundo e que todos – quer Paulo, quer os cristãos de Corinto, são chamados a um compromisso efectivo com esse projecto.

O que é que significa ser chamado à santidade? No contexto paulino, os santos são todos aqueles que acolheram a proposta libertadora de Jesus e aceitaram os valores do Evangelho. Os “santos” são os “separados”: os coríntios são “santos” porque, ao aceitar a proposta de Jesus, escolheram viver “separados” do mundo. “Separados” não significa “alheados”; mas significa viver de acordo com valores e esquemas diferentes dos valores e esquemas consagrados pelo mundo.

A palavra “klêtos” (“chamado”), aqui usada, supõe Deus como sujeito: foi Deus que chamou Paulo; é Deus que chama os coríntios. Mais uma vez fica claro que o chamamento provém da iniciativa divina e que só se compreende a partir de Deus e à luz da acção de Deus.

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão pode partir dos seguintes dados:

• Deus chama os homens e as mulheres à santidade. Tenho consciência do apelo que Deus, nesta linha, me faz também a mim? Estou disponível e bem disposto para aceitar esse desafio?

• Realizar a vocação à santidade não implica seguir caminhos impossíveis de ascese, de privação, de sacrifício; mas significa, sobretudo, acolher a proposta libertadora que Deus oferece em Jesus e viver d
e acordo com os valores do Reino. É dessa forma que concretizo a minha vocação à santidade? Tenho a coragem de viver e de testemunhar, com radicalidade, os valores do Evangelho, mesmo quando a moda, o orgulho, a preguiça, os interesses financeiros, o “politicamente correcto”, a opinião dominante me impõem outras perspectivas?

• Convém ter sempre presente que a Igreja, a comunidade dos “chamados à santidade”, é constituída por “todos os que invocam, em qualquer lugar, o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo”. É importante termos consciência de que, para além da cor da pele, das diferenças sociais, das distâncias sociais ou culturais, das perspectivas diferentes sobre as questões secundárias da vivência da religião, o essencial é aquilo que nos une e nos faz irmãos: Jesus Cristo e o reconhecimento de que Ele é o Senhor que nos conduz pela história e nos oferece a salvação.

Subsídios:
2ª leitura: (1 Cor 1,1-3) ................. – .....................

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
A palavra se fez carne, entre nós ela acampou; todo aquele que a acolheu, de Deus filho se tornou (Jo 1,14.12).

Evangelho

Monição: Foi para nos salvar que o Verbo – a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade – assumiu a nossa natureza. Aclamemos o Evangelho que nos anuncia tão feliz notícia, cantando aleluia.

João 1,29-34

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 1 29 no dia seguinte, João viu Jesus que vinha a ele e disse: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30 É este de quem eu disse: ´Depois de mim virá um homem, que me é superior, porque existe antes de mim´. 31 Eu não o conhecia, mas, se vim batizar em água, é para que ele se torne conhecido em Israel". 32 João havia declarado: "Vi o Espírito descer do céu em forma de uma pomba e repousar sobre ele. 33 Eu não o conhecia, mas aquele que me mandou batizar em água disse-me: ´Sobre quem vires descer e repousar o Espírito, este é quem batiza no Espírito Santo´. 34 Eu o vi e dou testemunho de que ele é o Filho de Deus".
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Não deixa de chamar a nossa atenção o facto de que, sendo S. Mateus o evangelista do ano A, comecemos precisamente este ano com um texto de S. João. A Liturgia pretendeu pôr na portada do ano uma leitura de especial significado e riqueza doutrinal; por isso propõe-nos hoje este trecho de S. João, que é uma apresentação solene de Jesus Cristo, Aquele que nos vai falar ao longo de todo o ano – apresentação esta particularmente autorizada –, pois que é feita por «aquele que veio para dar testemunho da Luz» (Jo 1, 8).

29 «João». No texto original não aparece o apelido de «Baptista», pois para o evangelista João não há outro João além do Baptista, uma vez que, por humildade, nunca se nomeia a si próprio. O Baptista, depois de já ter deixado claro perante as autoridades judaicas que não era ele o Messias (vv. 19-27), atesta agora, para quem o cerca, que é Jesus aquele que se espera.

«Eis o cordeiro de Deus» (cf. v. 36): é uma alusão não só ao cordeiro pascal (Ex 12,1,28; cf. Jo 19, 14.36; Apoc 5, 6.12; 7, 14; 1 Cor 5, 7; 1 Pe 1, 19), símbolo da redenção, mas também ao Servo Sofredor (Is 52, 13 – 53, 12) que, inocente, é levado à morte, em vez dos pecadores, para expiação dos pecados. Note-se que a própria palavra aramaica talyá significava tanto cordeiro como servo. Ele «tira o pecado»: o singular tem mais força, pois engloba todos os pecados com todas as suas tremendas implicações.

31 «Eu não O conhecia». João não quer negar um conhecimento pessoal que já procederia dos tempos da infância (cf. Lc 1, 36 ss), mas insiste (vv. 31.33) em que não O conhecia anteriormente na sua qualidade de Messias. Aqui se deixa ver a naturalidade da vida de Jesus (e assim a dos Santos): o que há de mais santo e divino passa despercebido. Esta passagem não contradiz Mt 3. 14, onde se diz que João não quer baptizar Jesus, pois a razão que ele dá não é a de ver n’Ele o Messias, mas a de conhecer a sua superioridade moral, a sua inocência e intima união com Deus.

34 São os Evangelhos sinópticos que relatam com pormenor o Baptismo de Jesus. S. João não conta a célebre teofania do Jordão, limitando-se a dar o testemunho do Baptista após aquela manifestação divina.

....................

Ressalta-se no texto de João o testemunho de João Batista sobre Jesus. Tal testemunho expressa-se em três assertivas distintas: Jesus como Cordeiro de Deus, o Espírito que desce e permanece em Jesus e Jesus o Filho de Deus.

a) O Cordeiro de Deus

Ao ver Jesus se aproximar, João diz que ele “é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (v. 29). O título “Cordeiro de Deus” que João dá a Jesus corresponde ao quarto cântico do profeta Isaías: “Como cordeiro levado ao matadouro ou ovelha diante do tosquiador” (Is 53,7). Pode-se dizer que, com o referido título, João declara que Jesus é o servo sofredor. Mas não só: João diz que o servo sofredor tira o pecado do mundo.  Nota-se que a afirmação está no singular: o pecado do mundo. Tirar significa levar embora. Jesus leva embora o pecado do mundo. Mas que pecado é esse? O pecado da não crença em Jesus, o pecado da incredulidade.

Em Jesus, não encontramos somente o perdão dos pecados; nele há também a possibilidade de ser tirado o pecado, a injustiça e o mal que nos dominam. Crer em Jesus não se limita a aceitar seu perdão! Crer em Jesus, seguir seus passos, consiste em lutar para o mundo se libertar do pecado que desfigura o ser humano.

Pecar não consiste simplesmente em violar as normas divinas ou a Deus. O pecado ofende o ser humano, pois o atinge em seu ser mais profundo. Desumaniza-o não somente enquanto indivíduo, mas também socialmente. Pecar é recusar Deus como Pai e, consequentemente, não aceitar o outro como irmão.

Nesse sentido, pode-se definir o pecado como o fechamento do ser humano em si mesmo. Este fechamento decorre da sua autoafirmação diante de Deus e do outro. Fechar-se em si redunda em recusar relação, ou seja, comunhão.

b) O testemunho de João

João sustenta por duas vezes que não conhecia Jesus, mas professa sua fé nele. Esta se expressa em três afirmações: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (v. 29), “eu vi o Espírito Santo descer, como pomba, e permanecer sobre ele” (v. 32) e “ele é o Filho de Deus” (v. 34). Mas de onde vem essa fé do Batista? Ela vem de sua experiência de Deus: “Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, é ele quem batiza com o Espírito Santo” (v. 33). A fé de João não se limita em ouvir dizer. Ela se fundamenta em sua experiência de Deus. Ele ouve a voz de Deus e vê o Espírito sobre Jesus.

A Palavra de Deus é promessa que se realiza. Quem a ouve certamente verá. A fé que recebemos no batismo nos convida a ouvir a Palavra de Deus e ver as maravilhas que ela realiza em nossa vida e na vida de comunidade. A fé de João o leva a aniquilar-se para que Cristo se manifeste: “vim batizar com água para que ele fosse manifestado a Israel” (v. 31).

A fé faz com que deixemos Deus se manifestar a todos. Vivemos plenamente a fé não quando julgamos possuir um poder que nos faz ter Deus ao nosso serviço, ou quando a vivemos de maneira intimista — estas são visões utilitaristas da fé, ou seja, visão burguesa da fé —, mas somente quando ela nos leva a nos pôr a serviço dos nossos irmãos! A fé verdadeira nos instiga a ter sempre jarro e bacia na mão! O avental é a veste mais bonita da fé! Desse modo, todos nós, batizados, somos, no mundo, precursores de Jesus, assim como fora João Batista.

c) O Filho de Deus

João Batista declara que ele veio “batizar com água” (v. 31), mas Jesus, conforme a revelação do Pai, “é quem batiza com o Espírito Santo” (v. 33). O batismo do Batista é um mergulho purificador. Nas águas do Jordão, todos aqueles que aguardam o Messias purificam-se! O batismo de Jesus consiste num mergulho no Espírito Santo. Somos imersos no Espírito de Deus! Como reconhecê-lo em nós?

O Espírito Santo é Espírito de vida. Na criação, “o Espírito pairava sobre as águas” (Gn 1,2). Quando Deus criou o ser humano, “soprou o sopro da vida e ele se tornou um ser vivente” (Gn 2,7). Após a ressurreição, Jesus soprou sobre os seus discípulos e disse: “recebei o Espírito Santo” (Jo 20,22). Em Jesus, toda a humanidade é recriada. Assim, o Espírito de Deus age em nós todas as vezes que lutamos em favor da vida! O Espírito Santo nos move sempre quando criamos condições para que a vida aflore e, com isso, expulsamos do meio de nós os reinos da morte!

O Espírito Santo é Espírito da Verdade: “Quando ele vier, o Espírito da Verdade vos guiará em toda verdade” (Jo 16,13). O Espírito da Verdade age em nós, pois é ele quem nos remete a Cristo: ele faz em nós a memória de Cristo! Assim, quando agimos na verdade, quando a buscamos porque é a nossa verdade, porque nos humaniza, estamos sendo inspirados pelo Espírito Santo!

O Espírito Santo é também o Espírito de Amor: ele é o laço que entrelaça o amante (Pai) ao amado (Filho). Quando amamos, comungamos com Deus Trindade. Entrelaçamo-nos à comunhão trinitária! Com efeito, praticamos a caridade porque o Espírito Santo nos movimenta a sair de nós mesmos e ir ao encontro do Outro! Amor exige relação, exige comunhão. Por isso, o amor sempre nos põe em saída, como o Pai e o Filho!

Enfim, o Espírito Santo é Espírito santificador. Deixando-nos conduzir pelo Espírito da Vida, Espírito da Verdade e pelo Espírito de Amor, iremo-nos santificando na nossa peregrinação da fé, ou seja, iremos tornando-nos perfeitos como o nosso Pai (Mt 5,48). Imersos no Espírito Santo, deixando-o agir em nós, testemunhamos, como João Batista, que Jesus é o “Filho de Deus” (v. 34).

AMBIENTE

A perícopa que nos é proposta integra a secção introdutória do Quarto Evangelho (cf. Jo 1,19-3,36). Aí o autor, com consumada mestria, procura responder à questão: “quem é Jesus?”

João dispõe as peças num enquadramento cénico. As diversas personagens que vão entrando no palco procuram apresentar Jesus. Um a um, os actores chamados ao palco por João vão fazendo afirmações carregadas de significado teológico sobre Jesus. O quadro final que resulta destas diversas intervenções apresenta Jesus como o Messias, Filho de Deus, que possui o Espírito e que veio ao encontro dos homens para fazer aparecer o Homem Novo, nascido da água e do Espírito.

João Baptista, o profeta/percursor do Messias, desempenha aqui um papel especial na apresentação de Jesus (o seu testemunho aparece no início e no fim da secção – cf. Jo 1,19-37; 3,22-36). Ele vai definir aquele que chega e apresentá-lo aos homens. Ao não assinalar-se o auditório, sugere-se que o testemunho de João é perene, dirigido aos homens de todos os tempos e com eco permanente na comunidade cristã.

MENSAGEM

João é, portanto, o apresentador oficial de Jesus. De que forma e em que termos o vai apresentar?

A catequese sobre Jesus que aqui é feita expressa-se através de duas afirmações com um profundo impacto teológico: Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo; e é o Filho de Deus que possui a plenitude do Espírito.

A primeira afirmação (“o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” – Jo 1,29) evoca, provavelmente, duas imagens tradicionais extremamente sugestivas. Por um lado, evoca a imagem do “servo sofredor”, o cordeiro levado para o matadouro, que assume os pecados do seu Povo e realiza a expiação (cf. Is 52,13-53,12); por outro lado, evoca a imagem do cordeiro pascal, símbolo da acção libertadora de Deus em favor de Israel (cf. Ex 12,1-28). Qualquer uma destas imagens sugere que a pessoa de Jesus está ligada à libertação dos homens.

A ideia é, aliás, explicitada pela definição da missão de Jesus: Ele veio para tirar (“eliminar”) “o pecado do mundo”. A palavra “pecado” aparece, aqui, no singular: não designa os “pecados” dos homens, mas um “pecado” único que oprime a humanidade inteira; esse “pecado” parece ter a ver, no contexto da catequese joânica, com a recusa da proposta de vida com que Deus, desde sempre, quis presentear a humanidade (é dessa recusa que resulta o pecado histórico, que desfeia o mundo e que oprime os homens). O “mundo” designa, neste contexto, a humanidade que resiste à salvação, reduzida à escravidão e que recusa a luz/vida que Jesus lhe pretende oferecer… Deus propôs-se tirar a humanidade da situação de escravidão em que esta se encontra; enviou ao mundo Jesus, com a missão de realizar um novo êxodo, que leve os homens da terra da escravidão para a terra da liberdade.

A segunda afirmação (o “Filho de Deus” que possui a plenitude do Espírito Santo e que baptiza no Espírito – cf. Jo 1,32-34) completa a anterior. Há aqui vários elementos bem sugestivos: o “cordeiro” é o Filho de Deus; Ele recebeu a plenitude do Espírito; e tem por missão baptizar os homens no Espírito.

Dizer que Jesus é o Filho de Deus é dizer que Ele é o Deus que se faz pessoa, que vem ao encontro dos homens, que monta a sua tenda no meio dos homens, a fim de lhes oferecer a plenitude da vida divina. A sua missão consiste em eliminar “o pecado” que torna o homem escravo e que o impede de abrir o coração a Deus.

Dizer que o Espírito desce sobre Jesus e permanece sobre Ele sugere que Jesus possui definitivamente a plenitude da vida de Deus, toda a sua riqueza, todo o seu amor. Por outro lado, a descida do Espírito sobre Jesus é a sua investidura messiânica, a sua unção (“messias” = “ungido”). O quadro leva-nos aos textos do Deutero-Isaías, onde o “Servo” aparece como o eleito de Jahwéh, sobre quem Deus derramou o seu Espírito (cf. Is 42,1), a quem ungiu e a quem enviou para “anunciar a Boa Nova aos pobres, para curar os corações destroçados, para proclamar a libertação aos cativos, para anunciar aos prisioneiros a liberdade” (Is 61,1-2).

Jesus é, finalmente, aquele que baptiza no Espírito Santo. O verbo “baptizar” aqui utilizado tem, em grego, duas traduções: “submergir” e “empapar (como a chuva empapa a terra)”; refere-se, em qualquer caso, a um contacto total entre a água e o sujeito. “Baptizar no Espírito” significa, portanto, um contacto total entre o Espírito e o homem, uma chuva de Espírito que cai sobre o homem e lhe empapa o coração. A missão de Jesus consiste, portanto, em derramar o Espírito sobre o homem; e o homem que adere a Jesus, “empapado” do Espírito e transformado por essa fonte de vida que é o Espírito, abandona a experiência da escuridão (“o pecado”) e alcança o seu pleno desenvolvimento, a plenitude da vida.

A declaração de João convida os homens de todas as épocas a voltarem-se para Jesus e a acolherem a proposta libertadora que, em nome de Deus, Ele faz: só a partir do encontro com Jesus será possível chegar à vida plena, à meta final do Homem Novo.

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão pessoal e comunitária pode tocar os seguintes pontos:

• Em primeiro lugar, importa termos consciência de que Deus tem um projecto de salvação para o mundo e para os homens. A história humana não é, portanto, uma história de fracasso, de caminhada sem sentido para um beco sem saída; mas é uma história onde é preciso ver Deus a conduzir o homem pela mão e a apontar-lhe, em cada curva do caminho, a realidade feliz do novo céu e da nova terra. É verdade que, em certos momentos da história, parecem erguer-se muros intransponíveis que nos impedem de contemplar com esperança os horizontes finais da caminhada humana; mas a consciência da presença salvadora e amorosa de Deus na história deve animar-nos, dar-nos confiança e acender nos nossos olhos e no nosso coração a certeza da vida plena e da vitória final de Deus.

• Jesus não foi mais um “homem bom”, que coloriu a história com o sonho ingénuo de um mundo melhor e desapareceu do nosso horizonte (como os líderes do Maio de 68 ou os fazedores de revoluções políticas que a história absorveu e digeriu); mas Jesus é o Deus que Se fez pessoa, que assumiu a nossa humanidade, que trouxe até nós uma proposta objectiva e válida de salvação e que hoje continua presente e activo na nossa caminhada, concretizando o plano libertador do Pai e oferecendo-nos a vida plena e definitiva. Ele é, agora e sempre, a verdadeira fonte da vida e da liberdade. Onde é que eu mato a minha sede de liberdade e de vida plena: em Jesus e no projecto do Reino ou em pseudo-messias e miragens ilusórias de felicidade que só me afastam do essencial?

• O Pai investiu Jesus de uma missão: eliminar o pecado do mundo. No entanto, o “pecado” continua a enegrecer o nosso horizonte diário, traduzido em guerras, vinganças, terrorismo, exploração, egoísmo, corrupção, injustiça… Jesus falhou? É o nosso testemunho que está a falhar? Deus propõe ao homem o seu projecto de salvação, mas não impõe nada e respeita absolutamente a liberdade das nossas opções. Ora, muitas vezes, os homens pretendem descobrir a felicidade em caminhos onde ela não está. De resto, é preciso termos consciência de que a nossa humanidade implica um quadro de fragilidade e de limitação e que, portanto, o pecado vai fazer sempre parte da nossa experiência histórica. A libertação plena e definitiva do “pecado” acontecerá só nesse novo céu e nova terra que nos espera para além da nossa caminhada terrena.

• Isso não significa, no entanto, pactuar com o pecado, ou assumir uma atitude passiva diante do pecado. A nossa missão – na sequência da de Jesus – consiste em lutar objectivamente contra “o pecado” instalado no coração de cada um de nós e instalado em cada degrau da nossa vida colectiva. A missão dos seguidores de Jesus consiste em anunciar a vida plena e em lutar contra tudo aquilo que impede a sua concretização na história.

Subsídios:
Evangelho: (Jo 1,29-34) .................. – ......................

***   ***   ***

O encontro de João Batista com Jesus possibilitou-lhe manifestar sua certeza de que realmente se tratava do Messias esperado. E mais, tornar pública sua fé. O Precursor reconheceu ser Jesus "o Cordeiro de Deus" cuja missão seria abolir o pecado do mundo. A expressão "Cordeiro de Deus" aludia tanto ao cordeiro pascal quanto ao Servo de Javé que, pelos sofrimentos por causa de sua fidelidade a Deus, foi comparado a um "cordeiro conduzido ao matadouro".

Por um lado, a presença e a atuação de Jesus na história humana trariam a marca da libertação, sob a mão protetora de Deus, como acontecera no Egito. Por outro, toda a existência do Messias era entendida como serviço e fidelidade a Deus, numa recusa radical de pôr-se a serviço de outro senhor, mesmo devendo pagar um preço caro por sua decisão. Ambas as possibilidades estão plenamente de acordo com o que haveria de ser seu projeto de vida.

Além disso, João Batista confessa que foi por obra de Deus que chegou a reconhecer Jesus como o Messias. E isto se deu por ocasião do batismo do Mestre, quando o Espírito Santo pairou sobre ele. A fé do Precursor consistiu, também, em reconhecer Jesus como "o Filho de Deus". Portanto, um Messias para além das tradicionais expectativas messiânicas.

O MESSIAS RECONHECIDO

A atividade frenética do Batista, às margens do Jordão, não o fez perder a consciência de sua missão. No afluxo de penitentes à procura do batismo, ele se deu conta da presença do Messias Jesus. Por isso, advertiu a multidão para a presença do Cordeiro de Deus, enviado para abolir o pecado do mundo.

A situação do batismo de Jesus estava carregada de evocações. Sua exclamação lembrava o cordeiro pascal. As águas do Jordão recordavam o mar Vermelho. A eliminação do pecado do mundo aproximava Jesus de Moisés, condutor do povo de Israel para a terra prometida. Tudo isso servia para alertar a multidão acerca da presença do Messias.

João só reconheceu Jesus, por que movido pelo Pai, uma vez que já tinha declarado, por duas vezes, não ter um conhecimento prévio do Messias. Para não se enganar na identificação do Messias, João colocou-se numa atitude de contínuo discernimento. Teria sido desastroso um falso reconhecimento e a conseqüente atribuição do título de Cordeiro de Deus à pessoa indevida. João, ao contrário, não titubeou quando viu Jesus diante de si. Seu testemunho foi firme, pois estava certo de não ter sido induzido ao erro. Diante dele, estava, realmente, o Filho de Deus. Foi o Pai quem lhe revelara a identidade do Filho, e o movera a reconhecê-lo publicamente.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

– Como respondo ao chamado de Deus à santidade? Deixo-me conduzir pelo seu Espírito? E a comunidade apresenta-se como espaço no qual a santidade pode desabrochar-se, ou ela vive fechada em si mesma? Todo aquele que mergulha no Espírito está sempre em saída, jamais preso em si mesmo. Toda comunidade que se deixa impregnar do Espírito de Deus se configura como comunidade em missão!

– Jesus não só oferece o perdão dos pecados, ele tira (leva embora) o pecado do mundo. Como vivemos a experiência do perdão? Quando recebo o perdão, ou quando perdoo o meu irmão, recebo ou perdoo com o propósito de extirpar o pecado do mundo? Caminhar na santidade consiste em oferecer e receber o perdão! A comunidade caminha na santidade?

– Percebo o Espírito da vida, da Verdade, do Amor e da Santidade agindo em mim e na comunidade? De que modo a comunidade defende a vida, busca a Verdade, vive a caridade, reveste-se de santidade? Eu colaboro com isso?


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1. Jesus Cristo, único Salvador
    a) Enviado do Pai.
    b) Salvador do mundo
    c) Chama cada um de nós

2. Acolher Jesus Cristo
    a) Atenção aos sinais
    b) Fidelidade ao Espírito Santo
    c) Testemunhas de Cristo

1. Jesus Cristo, único Salvador

Em todos os tempos, com particular incidência em nossos dias, por causa do endeusamento do progresso, as pessoas são tentadas a dispensar Jesus Cristo das Suas vidas, e a recusar-se a aceitá-l’O como único Salvador do mundo.

a) Enviado do Pai. «Disse-me o Senhor: ‘Tu és o meu servo, Israel’.»

Embora estas palavras tenham sido dirigidas ao profeta Isaías, em última análise, elas são dirigidas ao Povo de Deus. A Igreja é o Povo de Deus da Nova Aliança, realizada no Calvário, no Sangue do Cordeiro. Participamos da missão profética, real e sacerdotal de Jesus. Cada um de nós foi resgatado por Ele, para assumir também a Sua mesma missão. A cada um de nós diz o Senhor que nos chamou desde o seio materno. Não há pessoas a mais no mundo, ao acaso. Todas foram chamadas à vida e à Igreja por Deus, com amor infinito. Há pessoas que se queixam de serem mal-amadas, de viverem sem o amparo de qualquer afecto. Não é verdade. Cada um de nós foi chamado à vida presente por Deus, com amor infinito, para realizar uma tarefa grandiosa no mundo.

b) Salvador do mundo. «E agora o Senhor falou-me, Ele que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo, a fim de Lhe reconduzir Jacob e reunir Israel junto d’Ele.»

As pessoas sonham com uma vida sem sacrifício e tentam sacudir dos ombros o jugo suave e o peso leve da cruz. Procuram adorar falsos deuses, atraídos pela promessa duma felicidade que nunca chegam a gozar. Estão de moda o prazer dos sentidos, em todas as suas formas, a idolatria do dinheiro e da afirmação pessoal, em cargos ou bens que ostentam com vaidade. As pessoas caíram na ilusão de construir um paraíso na terra, pondo de lado o amor e substituindo-o pelo ódio. Tornaram-se escravos da máquina do Estado materialista. Jesus Cristo, de ontem, de hoje e de sempre, vem restituir-nos a esperança e, com ela, a alegria de viver.

c) Chama cada um de nós. «Vou fazer de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra.»

Como hei-de participar nesta missão salvadora de Jesus Cristo? Fazendo a vontade do pai, realizando a vontade de Deus a meu respeito, na vocação a que Ele me chamar. O importante não fazer coisas importantes ou ocupar cargos de destaque, brilhando aos olhos dos homens, mas fazer a vontade de Deus, viver com generosidade a vocação pessoal de cada um de nós. É vivendo com generosidade crescente a vocação a que o Senhor nos chamou que seremos a luz do mundo. As pessoas já não entram no templo para ouvir a Palavra de Deus; desapareceram os sinais do sagrado no mundo do trabalho, do ensino e na grande cidade percorrida pelos homens. Precisam de encontrar um testemunho vivo de que Deus existe e nos ama no amor gratuito e generoso de cada um de nós ao seu irmão. Somos chamados a «encarnar» na vida de cada dia a imagem de Jesus Cristo. Interpelemo-nos constantemente: como faria Ele, se estivesse aqui e agora?

2. Acolher Jesus Cristo

A cena do Evangelho passa-se nas margens do Jordão onde João Baptista pregava e administrava um baptismo de penitência. Este não era o Sacramento da Nova lei, pelo qual se infunde a graça santificante, com os dons do Espírito Santo e as virtudes teologais, e se apaga a mancha do pecado original. Ao recebê-lo, as pessoas proclamavam com este gesto que acolhiam o plano de redenção do Pai.

a) Atenção aos sinais. «Naquele tempo, João baptista viu Jesus, que vinha ao seu encontro[…].»

Como passou junto de João Baptista, Jesus Cristo passa muitas vezes ao nosso lado, para nos ajudar no caminho da santidade pessoal. Fala-nos naquela pessoa que precisa da nossa ajuda, que nos oferece os seus préstimos, ou mesmo nos trata com pouca ou nenhuma deferência. Precisamos de muita atenção, vivendo na presença de Deus, para encararmos com fé o que nos quer dizer. Ele interpela-nos a cada instante: pedindo ajuda, falando ao nosso coração, chamando a atenção para algum aspecto d nossa vida. Com este espírito de fé, conseguiremos ver maravilhas onde outras pessoas não descobrem nada mais alem do quotidiano.

b) Fidelidade ao Espírito Santo. «João deu mais este testemunho: ‘Eu vi o Espírito Santo descer do Céu como uma pomba e repousar sobre Ele‘».

Também recebemos o Espírito Santo, no momento do nosso Baptismo. Como nas margens do Jordão, o Espírito Santo desceu sobre nós, os céus – fechados para nós desde o pecado original dos nossos primeiros pais – abriram-se e o Pai proclamou – referindo-se cada um de nós – o mesmo, embora com a diferença entre filiação de Jesus e a nossa: «Eis o Meu ilhó muito amado. A partir de então, tornámo-nos filhos de Deus. Foi-nos dado o Espírito Santo para que, com toda a suavidade, nos ajude a formar em nós a imagem viva de Jesus Cristo. Para o conseguirmos, além de muita graça de Deus, temos necessidade de uma atenção constante às inspirações do mesmo Espírito e de segui-las com prontidão e delicadeza. O nosso exame de consciência de cada noite deve incidir essencialmente nisto: fui dócil ao Espírito Santo em cada momento do meu dia? Sem este esforço não conseguimos ser imagens vivas de Jesus Cristo que arraste ao Seu encontro aqueles que O perderam de vista ou nunca o conheceram.

c) Testemunhas de Cristo. «Ora eu vi e dou testemunho e que Ele é o Filho de Deus.»

O nosso encontro com Jesus Cristo em cada Domingo, na Celebração da Santa Missa, deve continuar durante a semana. Saímos do templo com a missão de dar testemunha do Seu Amor, da alegria que infunde em nós e da felicidade para onde nos conduz, pela nossa conduta. A alegria e acolhimento que manifestamos na família, com uma atenção carinhosa a cada pessoa que a integra; a paciência, cordialidade e perfeição no trabalho há-de levar as pessoas a interrogar-se: «se esta pessoa tem os mesmos problemas de cada um de nós, qual o segredo deste seu modo de se comportar? Havemos de estar sempre disponíveis para «dar às pessoas a razão da nossa esperança.» Na vida silenciosa e Nazaré, Nossa Senhora e S. José não fizeram coisas extraordinárias. De outro modo, estariam narradas no Evangelho, para nossa edificação. Foi com o ordinário de cada dia, vivendo-o de modo extraordinário, que ajudaram os seus conterrâneos na sua caminhada para Deus.


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 2º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa…

2. DAR ATENÇÃO ÀS PROCISSÕES.
Ao longo dos domingos que precedem o tempo da Quaresma, pode-se dar uma atenção particular ao desenrolar das procissões na missa. Por exemplo, a procissão de entrada, que não é apenas para o presidente da assembleia acompanhado de um ou outro acólito… Podem entrar nesta procissão: um leigo com a cruz, os acólitos ou leigos que vão servir ao altar (podem levar cada um uma vela), os que vão fazer a primeira e a segunda leitura (um deles leva o leccionário), assim como o leitor da oração dos fiéis. Para acolher a procissão, enquanto se canta, a assembleia dirige o olhar para o fundo da igreja e acompanha com o olhar o movimento da procissão. Chegados ao altar, depois da inclinação ou genuflexão, colocam o livro e as velas, tomando os seus lugares. A celebração continua…

3. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
Deus, Pai do teu povo, nós Te bendizemos pelo envio de salvadores, os profetas, os juízes e os reis, mas sobretudo pelo envio do teu Filho, o teu eleito, em quem puseste toda a tua alegria, e que Se manifestou como a luz das nações.
Nós Te confiamos as vítimas das inumeráveis angústias da nossa terra, todos os infelizes que aspiram a reencontrar a luz, a liberdade e a paz.

No final da segunda leitura:
Cristo Jesus, Tu que és o Senhor de todos e que revestiste a nossa condição humana, Tu que o Pai revelou como o Messias e encheu com a sua força, nós Te damos graças pela tua obra de salvação.
Nós Te confiamos os nossos irmãos e irmãs que procuram a luz e a verdade, como fazia outrora o centurião Cornélio. Dá-nos a coragem de ir ao seu encontro, como outrora o apóstolo Pedro.

No final do Evangelho:
Pai de Jesus e nosso Pai, nós Te damos graças pelo baptismo de Jesus no Jordão, porque nele nos revelaste a nova humanidade, da qual Jesus é a cabeça. Faz de nós também teus filhos bem-amados e cumula-nos com o teu Espírito.
Nós Te pedimos pelos novos baptizados, pelos padrinhos e madrinhas, pelos pais e pelas equipas que asseguram a preparação para o baptismo.

4. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística II para as Missas da Reconciliação.

5. PALAVRA PARA O CAMINHO.
Testemunho… A palavra “Servidor” regressa hoje em força, em Isaías, enquanto João nos convida a contemplar o Cordeiro de Deus investido da Força do Espírito, ao qual dá testemunho. E nós? O nosso testemunho ficará limitado a estas palavras do Credo proclamado ao domingo? Ou leva-nos a empenharmo-nos em acções concretas no seguimento do Servidor?

LITURGIA EUCARÍSTICA

Introdução à Liturgia Eucarística
Como os dois desanimados que se dirigiam para Emaús, na tarde do Domingo da Ressurreição, estamos com Jesus Cristo que nos iluminou com a Sua Palavra. Num clima de ainda maior intimidade com Deus, vamos participar no mistério da Transubstanciação, em que Jesus Cristo muda o pão e o vinho, por nós ofertado, no Seu Corpo e Sangue, como no cenáculo, na noite de Quinta feira santa. Receberemos depois, se estivermos devidamente preparados, este mesmo Senhor que Se nos oferece como alimento e penhor da Ressurreição final.

Oração sobre as oblatas: Concedei-nos, Senhor, a graça de participar dignamente nestes mistérios, pois todas as vezes que celebramos o memorial deste sacrifício realiza-se a obra da nossa redenção. Por Nosso Senhor…

Saudação da Paz
S. Paulo dirige-se aos fieis de Corinto com as palavras que ouvimos proclamar na segunda leitura: «A graça e a paz de deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo estejam convosco.» A paz e reconciliação a que o Senhor nos conduz é também fruto da generosidade de cada um de nós, perdoando e aceitando ser perdoados. Com estas disposições salutares, Saudai-vos na paz de Cristo!

Monição da Comunhão : O Senhor preparou para nós a Mesa da Eucaristia, na qual Ele mesmo Se nos dá como alimento. Avivemos a nossa Fé e renovemos o nosso Amor, para que O recebamos com verdadeiro fruto que nos conduza à vida eterna.

Salmo 22, 5
Antífona da comunhão: Para mim preparais a mesa e o meu cálice transborda.

Ou: 1 Jo 4, 16
Nós conhecemos e acreditámos no amor de Deus para connosco.

Oração depois da comunhão: Infundi em nós, Senhor, o vosso espírito de caridade, para que vivam unidos num só coração e numa só alma aqueles que saciastes com o mesmo pão do Céu. Por Nosso Senhor…

RITOS FINAIS

Monição final: Somos testemunhas de Jesus Cristo em todas as encruzilhadas da vida. Façamos, um esforço generoso para sermos cristãos nas vinte e quatro horas de cada dia, em todos os ambientes a que Deus nos envia.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

2ª SEMANA

2ª feira, 21-I : S. Inês: Oitavário: Unidade e obediência.

1 Sam 15, 16-23 / Mc 2, 18-22
Podem os companheiros do esposo jejuar, enquanto o noivo está com eles?

Nestes dias do Oitavário, tenhamos presente esta união de Cristo e da Igreja, expressada pela imagem do esposo e da esposa (cf. Ev). Nesta união não cabem remendos, fruto de uma desobediência, que podem estragar todo o tecido: (cf. Ev). Assim o refere Samuel ao rei Saúl, o que tem uma consequência dramática: «Uma vez que rejeitaste a palavra do Senhor, também Ele te rejeitará como rei» (Leit). Também a mártir S. Inês ofereceu a sua vida para defender a fé, evitando mais divisões.

3ª feira, 22-I: Oitavário: O Espírito Santo, princípio da unidade da Igreja.

1 Sam 16, 1-13 / Mc 2, 23-28
(Samuel) deu-lhe a unção no meio dos irmãos. Daqui em diante, o Espírito apoderou-se de David.

No Antigo Testamento houve vários ‘ungidos do Senhor, especialmente o rei David (cf. Leit). Mas Jesus é o ‘ungido’ de Deus de uma maneira única: Ele é constituído ‘Cristo’ pelo Espírito Santo (cf. CIC, 695). O Espírito Santo é igualmente o princípio da unidade da Igreja: «A Igreja é una graças à sua ‘alma’: O Espírito Santo que habita nos crentes e que enche e rege toda a Igreja, realiza esta admirável comunhão dos fiéis e une-os todos tão intimamente em Cristo que é o princípio da unidade da Igreja» (CIC, 813).

4ª feira, 23-I: Oitavário: Exigências da unidade.

1 Sam 17, 32-33. 37. 40-51 / Mc 3, 1-6
(David): Tu vens contra mim com espada… e eu vou contra ti em nome do Senhor do Universo… que tu desafiaste.

Neste Oitavário tenhamos presente que a unidade é um dom de Deus e que é necessário ultrapassar grandes dificuldades, mas David venceu Golias, em nome do Senhor do Universo (cf. Leit). Jesus quer curar a mão de um homem (cf. Ev) e fica triste com a dureza do coração dos fariseus. O desejo de recuperar a unidade da Igreja exige a conversão do coração, com o fim de ter uma vida mais pura segundo o Evangelho, pois a causa da divisão é a infidelidade dos membros do dom de Cristo.

5ª feira, 24-I: S. Francisco de Sales: Oitavário: Cura da ‘ferida’ da divisão.

1 Sam 18, 6-9; 19, 1-7 / Mc 3, 7-12
Na verdade havia curado muita gente e, assim, todos os que tinham padecimentos corriam para Ele.

Jesus, o Médico divino, tinha o poder de curar e perdoar pecados (cf. Ev). Esta grande ferida da divisão dos cristãos só pode ser curada se recorrermos ao Médico divino. No entanto, as divisões devem-se aos pecados dos homens: onde há pecado, há multiplicidade, cisma, heresia, conflito. E onde há virtude há união (cf. CIC, 817). De um pecado de inveja nasceu um conflito entre Saúl e David, de tal modo que o primeiro queria matar o segundo (cf. Leit). S. Francisco de Sales lutou muito pela a restauração da fé católica na sua pátria.

6ª feira, 25-I: Conversão de S. Paulo: A conversão e os seus frutos.

Act 22, 3-16 / Mc 16, 15-18
Que hei-de fazer, Senhor? E o Senhor respondeu-me: Levanta-te, vai a Damasco e lá te dirão tudo o que foi determinado.

O encontro de Saulo com Jesus, quando ia caminho de Damasco, representa uma viragem completa na sua vida. A graça de Deus condu-lo à conversão e imediatamente pergunta: «Que hei-de fazer, Senhor?» (Leit). Para a união dos cristãos é necessária a conversão pessoal de cada um de nós. O que espera o Senhor de nós? E esta conversão será decisiva para a expansão da Igreja, que alcançará os povos pagãos, seguindo o mandato de Cristo: «Ide a todo o mundo e proclamai a Boa Nova a todas as criaturas» (Ev).

Sábado, 26-I: S. Timóteo e Tito: Um ambiente agressivo.

Leituras do Santoral apropriadas.
Ide, e olhai que vos mando em missão como cordeiros para o meio dos lobos.

Timóteo e Tito foram dois discípulos de S. Paulo. Tiveram a seu cargo as igrejas de Éfeso e Creta. No cumprimento da sua missão, encontraram o cenário profetizado por Cristo: «como cordeiros no meio de lobos» (Ev). Para ajudá-los, S. Paulo escreveu na sua prisão de Roma as chamadas ‘Epístolas pastorais’, recomendando-lhes como cuidar dos pastores e dos fiéis, para se manterem firmes na fé, que ele lhes ensinara. Cada um de nós também encontra talvez a agressividade do ambiente. O Apostolo aconselha: «Não te envergonhes do testemunho que dás de nosso Senhor» (Leit).

Celebração e Homilia: Fernando Silva
Nota Exegética: Geraldo Morujão
Homilias Feriais: Nuno Romão
Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha
Fonte: Celebração  Litúrgica

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/default.asp


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

.
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