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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

 



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.org.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


27.07.2014
17º DOMINGO DO TEMPO COMUM — ANO A
( VERDE, GLÓRIA, CREIO – I SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "Reino de Deus: O tesouro da vida" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGLEHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: A liturgia atual nos apresentará, a última série de parábolas sobre o Reino dos Céus. Tesouro! Eis uma palavra frequentemente empregada pelo ser humano na linguagem dos afetos, na literatura amorosa. Usada neste sentido, a palavra tesouro nada tem que ver com o espaço surpreende e encanta. A isso é que chamamos “tesouro”. Rede! Eis outra palavra específica da atualidade. Esta palavra é chave para que compreendamos a realidade não de forma hierárquica, piramidal, e sim interconectada. Somos um feixe de relações e delas nos vêm a ventura e a desventura, a informação e o virús. estar conectado à rede é risco e é possibilidade. Portanto, tesouro e rede são as duas chaves que nos permitem aprofundar os ensinamentos de Jesus.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Celebremos a Eucaristia dominical para não nos afastarmos de Cristo, o tesouro mais precioso da fé, e para garantir que a pastoral seja uma pesca frutuosa e iluminada pelo discernimento do amor.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Existe um evidente contraste entre a riqueza do ensinamento bíblico sobre o "Reino" e a pobreza da idéia que dele têm os cristãos. A imagem do Reino não lembra mais quase nada às nossas mentes. E mesmo que continuem a persistir algumas expressões no vocabulário eclesial corrente (construção do Reino, vinda do Reino...), parece que perderam seu dinamismo interior e um conteúdo claro e definido. No entanto, o Reino constitui o objeto primário da pregação do NT. João Batista e Jesus iniciam sua pregação com o anúncio de alegria: "Está próximo o Reino de Deus". A Boa-nova proclamada por Jesus é, em suma, a vinda do Reino de Deus. O que quer dizer-nos Jesus?

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo, cantemos cânticos jubilosos ao Senhor!


O REINO DE DEUS

ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR): http://www.diocesedeapucarana.com.br/userfiles/pulsandinho/27%20de%20julho%20de%202014%20-%2017%20Tempo%20Comum.pdf

Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo): http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/sites/arquidiocesedesaopaulo.pucsp.br/files/44%2017%C2%BA%20DTC_0.pdf


TEMA
INVESTIR NO REINO DE DEUS

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- Autora do Roteiro Homilético da Paulus para o período de Julho/Agosto-2014: Pe. Johan Konings, sj Nascido na Bélgica, reside há muitos anos no Brasil, onde leciona desde 1972. É doutor em Teologia e mestre em Filosofia e em Filologia Bíblica pela Universidade Católica de Lovaina. Atualmente, é professor de Exegese Bíblica na Faje, em Belo Horizonte. Dedica-se principalmente aos seguintes assuntos: Bíblia – Antigo e Novo Testamento (tradução), Evangelhos (especialmente o de João) e hermenêutica bíblica. Entre outras obras, publicou: Descobrir a Bíblia a partir da liturgia; A Palavra se fez livro; Liturgia dominical: mistério de Cristo e formação dos fiéis – anos A-B-C; Ser cristão; Evangelho segundo João: amor e fidelidade; A Bíblia nas suas origens e hoje; Sinopse dos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas e da “Fonte Q”.

A liturgia de hoje tem acento duplo: sapiencial e escatológico. A segunda parte do evangelho é claramente escatológica (parábola da rede), e com isso sintonizam as orações. Mas o tema principal é o do “investimento” da pessoa naquilo que é seu valor supremo. Este tema, mais sapiencial, retém nossa atenção. Aparece na primeira parte do evangelho (o tesouro, a pérola) e na primeira leitura (o rei Salomão não pediu a Deus riqueza, e sim sabedoria, isto é, o dom de distinguir entre o bem e o mal).


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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O SEGREDO DO CRISTÃO

É bom lembrar: existe um segredo na vida cristã. Com ele convivemos e o carregamos em nosso peito a partir do batismo. É nele que estão as raízes que alimentam nossa alegria e nossa coragem para viver e lutar.

O reino de Deus que Jesus nos prometeu: esse é nosso segredo e também nossa bandeira. Por ele estamos dispostos a “vender tudo” e sacrificar tudo, até a própria vida.

É possível que, aos olhos dos insensatos, esse reino não passe de grande ilusão e essa bandeira não passe de trapo velho e rasgado. Mas constitui certeza vital para quem tem fé na palavra de Jesus.

O reino futuro não começa amanhã. Começa hoje, à medida que nos tornamos pobres para merecê-lo e decidimos lutar em favor da justiça divina. Ele não é realidade dissociada da vida presente. Quem nele pretende entrar não pode se dispensar da luta nem fugir deste mundo.

“Vender tudo” não significa entregar as armas, abandonar o trabalho e fugir para um deserto de tranquilidade. Significa oferecer a vida para defender a bandeira que nos foi entregue. Significa lutar mais a fim de contribuir para a construção desse reino e apressar a sua vinda e a sua plenitude.

Se a realidade do reino é o segredo do cristão, isso não significa que tenha de ficar escondido aos olhos do mundo. Todavia, tal como se verifica no domínio da fé e da esperança, ele é realidade discreta. Não é o caso de cantar suas belezas de forma espalhafatosa nem de tocar trombeta em praça pública para convencer o pessoal a comprá-lo.

Cumpre-nos falar do reino com discrição e sempre com medo de que nossas palavras acabem comprometendo sua beleza e valor. É preferível que cada um de nós o descubra por si mesmo no cantinho do coração, guardado como um segredo de amor.

Pe. Virgílio, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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UM ANO DEPOIS

Há um ano celebrávamos aqui no Brasil a Jornada Mundial da Juventude. Tivemos oportunidade de receber entre nós o papa Francisco. Todos os eventos e celebrações, transmitidos para o mundo inteiro pelas várias mídias, comoveram as pessoas. Escutamos muitas testemunhando o desejo de retorno à Igreja e de maior e melhor participação.

Além dos legados sociais, ecológicos, culturais e religiosos desse grande evento, nele a missionariedade transformou-se em um momento de grave compromisso para toda a Igreja.

O papa Francisco – em seu discurso aos bispos um ano atrás no Rio de Janeiro – perguntou, diante do episódio dos discípulos de Emaús, se ainda tínhamos a capacidade de “aquecer os corações” e trazer as pessoas de volta para casa.

Testemunhamos com muita alegria que, com as celebrações e as ações durante a JMJ, foram aquecidos muitos corações, de perto e de longe. O desafio agora é mantê-los aquecidos, descobrindo sempre de novo como aprofundar a fé e vivê-la com coerência no mundo de hoje.

Há uma tradição mística na Igreja que nos convida a fazer o exame de consciência no meio e ao final do dia. Um tempo de silêncio para nos perguntarmos como está transcorrendo nossa vida diária. Um ano depois, seria muito bom que olhássemos nossa vida e nossas comunidades e nos questionássemos: como foi essa missão a nós deixada pelo santo padre há um ano? A jornada deve mudar bastante muitas situações em nossa Igreja e nos fazer discípulos missionários animados. Sempre é tempo de retomar com alegria e generosidade a nossa missão.

As sementes plantadas no “campo da fé” de nossa vida, regadas por uma “chuva criadeira” que nos faz ver Deus agindo entre nós, devem produzir frutos de vida e fraternidade em nós e nos fazer “fermento no meio da massa” na construção da civilização do amor.

Oremos: “Senhor, que nos destes viver há um ano a Jornada Mundial da Juventude, nós vos pedimos que reaviveis em nós o espírito de discípulos missionários que nos leve a fazer discípulos entre todas a nações. Amém!”

D. Orani João Tempesta, O. Cist.
Cardeal Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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O reino dos céus é precioso!

30- XVII Domingo Comum

RECADO DO PAPA FRANSCISCO: Não consigo imaginar um cristão que não saiba sorrir. Procuremos dar um testemunho alegre da nossa fé.


RITOS INICIAIS

Salmo 67, 6-7.36
ANTÍFONA DE ENTRADA: Deus vive na sua morada santa, Ele prepara uma casa para o pobre. É a força e o vigor do seu povo.

Introdução ao espírito da Celebração:
Jesus fala-nos hoje dum tesouro que todos temos de descobrir, vendendo tudo para o alcançar. Só ele vale a pena. Peçamos ao Senhor e coragem para seguir os seus ensinamentos. Para ouvir a Jesus é preciso purificar o coração. Examinemo-nos e peçamos perdão dos nossos pecados.

ORAÇÃO COLECTA: Deus, protector dos que em Vós esperam: sem Vós nada tem valor, nada é santo. Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia, para que, conduzidos por Vós, usemos de tal modo os bens temporais que possamos aderir desde já aos bens eternos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Salomão pede a Deus não dinheiro ou poder mas a sabedoria para desempenhar bem a sua missão. É uma lição muito importante para nós.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

1 Reis 3,5.7-12

Leitura do primeiro livro dos Reis. Naqueles dias, 3 5 o Senhor apareceu a Salomão em sonhos em Gabaon durante a noite, e disse-lhe: "Pede-me o que queres que eu te dê". 7" Sois vós, portanto, ó Senhor meu Deus, que fizestes reinar o vosso servo em lugar de Davi, meu pai. Mas eu não passo de um adolescente, e não sei como me conduzir. 8 E, sem embargo, vosso servo se encontra no meio de vosso povo escolhido, um povo imenso, tão numeroso que não se pode contar, nem calcular. 9 Dai, pois, ao vosso servo um coração sábio, capaz de julgar o vosso povo e discernir entre o bem e o mal; pois sem isso, quem poderia julgar o vosso povo, um povo tão numeroso?" 10 O Senhor agradou-se dessa oração, e disse a Salomão: 11 "Pois que me fizeste esse pedido, e não pediste nem longa vida, nem riqueza, nem a morte de teus inimigos, mas sim inteligência para praticar a justiça, 12 vou satisfazer o teu desejo; dou-te um coração tão sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti e nem haverá depois de ti".
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

A leitura é tirada do 1° Livro dos Reis, cuja figura central dos primeiros capítulos é Salomão, o rei sábio (3, 1 – 5, 15), construtor (5, 15 – 9, 25) e comerciante (9, 26 – 10, 29). A glória de Salomão, em especial a sua sabedoria, é-nos apresentada aqui como recompensa divina para a sua piedade e desprendimento: «agradou ao Senhor que Salomão tivesse feito este pedido» (v. 10).

5 «Gábaon». Localidade a cerca de onze quilómetros a Noroeste de Jerusalém (hoje. el-Gib) onde se encontrava o mais importante «lugar alto» (santuário situado no cimo dum monte). Ver 2 Cron 1, 3.

7 «Sou muito novo e não sei como proceder», à letra, sou um menino pequeno que não sabe sair nem entrar, isto é, tratar de negócios, governar. Sair e entrar é um hebraísmo muito corrente, uma forma figurada de falar, tirada da vida pastoril, em que o pastor mostra a sua capacidade saindo e entrando bem como todo o rebanho.

O tema principal da liturgia de hoje é ilustrado pela primeira leitura: o rei Salomão não pede a Deus riqueza, e sim sabedoria, isto é, o dom de julgar e decidir acertadamente, “distinguindo entre o bem e o mal” ( v. 9). Esta leitura nos convida a ler o episódio seguinte do livro dos Reis, a aplicação prática dessa sabedoria (1Rs 3,16-28: o “julgamento salomônico”). O próprio fato de não pedir outra coisa já mostra a sabedoria. Ainda assim, além da sabedoria, Deus lhe deu, como que “de brinde”, algumas coisas menos importantes (riqueza, fama, longa vida; cf. 1Rs 3,13-14).

Subsídios:
1ª leitura: (1Rs 3,5.7-12) Salomão não pede riqueza, mas sabedoria – No começo de seu reinado, Salomão pede a Deus a sabedoria, isto é, o dom de julgar e de decidir acertadamente (logo depois segue uma história para exemplificar esse dom). O próprio fato de não pedir outra coisa já mostra sua sabedoria. Assim mesmo, além da sabedoria, Deus lhe deu, como que “de brinde”, algumas coisas menos importantes (riqueza, fama, longa vida) (1Rs 3,13-14). * Cf. 2Cr 1,3-12; Sb 9,1-18 * 3,9 cf. Sl 72[71],1-2; Pr 2,6-9; Sb 7,7; Tg 1,5.



Salmo Responsorial

Monição: Temos não só de cumprir os mandamentos mas amá-los, como o salmista nos anima a fazer. Eles são o caminho da verdadeira sabedoria.

SALMO RESPONSORIAL – 118/119

Como eu amo, Senhor, a vossa lei, vossa palavra!

É esta a parte que escolhi por minha herança:
observar vossas palavras ó Senhor!
A lei de vossa boca, para mim,
vale mais do que milhões em ouro e prata.

Vosso amor seja um consolo para mim,
conforme a vosso servo prometestes.
Venha a mim o vosso amor e viverei,
porque tenho em vossa lei o meu prazer!

Por isso amo os mandamentos que nos destes
mais que o ouro, muito mais que o ouro fino!
Por isso eu sigo bem direito as vossas leis,
detesto todos os caminhos da mentira.

Maravilhosos são os vossos testemunhos,
eis por que meu coração os observa!
Vossa palavra, ao revelar-se, me ilumina,
ela dá sabedoria aos pequeninos.

Segunda Leitura

Monição: Deus escolheu-nos a cada um de nós não apenas para existir, mas para sermos santos, configurados à imagem de seu Filho.

Romanos 8,28-30

Leitura da carta de são Paulo aos Romanos. Irmãos, 8 28 sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos, segundo os seus desígnios. 29 Os que ele distinguiu de antemão, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que este seja o primogênito entre uma multidão de irmãos. 30 E aos que predestinou, também os chamou; e aos que chamou, também os justificou; e aos que justificou, também os glorificou.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Estas breves e incisivas palavras são das mais belas sínteses paulinas e estão na linha dos ensinamentos centrais de Romanos: a confiança mais absoluta em Deus, que há-de levar a cabo a obra já começada de salvar os seus fiéis. É certo que S. Paulo admite noutras passagens a possibilidade de que estes não se venham a salvar; mas, se isso vier a suceder, não pode ser por uma falha de Deus, mas apenas por uma atitude plenamente deliberada do homem resgatado. A nossa esperança é firmíssima (cf. Rom 5, 5.10), porque temos dentro de nós o próprio Espírito Santo, que vem em ajuda da nossa fraqueza, intercedendo por nós com gemidos inefáveis (cf. Rom 8, 26), e Deus Pai ouve esta intercessão, porque está plenamente conforme com Ele mesmo (v. 27). Além disso, por uma Providência amorosíssima, «Deus concorre, em tudo para o bem daqueles que O amam» (v. 28), o que também corresponde ao aforismo popular: «Deus escreve direito por linhas tortas».

29-30 O desígnio salvador de Deus é aqui explicitado em cinco etapas (já explicitadas noutras passagens): Deus «conheceu-nos de antemão», isto é, olhou-nos com amor; «predestinou-nos para sermos conformes à imagem do seu Filho», sendo um só com Cristo; «chamou-nos»;«justificou-nos»; «glorificou-nos». É certo que ainda não estamos na plena posse da glória que nos está garantida (cf. vv. 17-18), mas a verdade é que já a podemos considerar adquirida, dada a nossa íntima união a Cristo ressuscitado na sua glória; é por isso que os gramáticos consideram esta forma verbal do passado – glorificou-nos – como um «aoristo proléptico» (são frequentes em S. Paulo as figuras da prolepse).

Na segunda leitura, encontramos um dos textos maiores da carta aos Romanos: o planejamento de Deus e sua execução. Deus, como bom empreiteiro, faz todo o necessário para o bem daqueles que o amam, levando a termo a execução de seu desenho (“desígnio”) (v. 28). O texto é construído em redor da corrente conhecer-destinar-chamar-justificar-glorificar: as fases do acabamento, por Deus, do ser humano; uma obra de arquiteto. Deus de antemão conheceu os que queria edificar, como um arquiteto tem o edifício na mente; ele os projetou (“predestinou”; o termo grego proorizein significa “planejar, projetar”) conforme o protótipo que é Jesus mesmo, seu Filho querido, ao qual ele gostaria que todos se assemelhassem. E aos que assim planejou, também os escolheu (“chamou”); os “justificou” (qual empreiteiro que verifica sua obra durante a execução, decidindo se serve ou não) e, arrematando a obra, os “glorificou” (como em certas regiões os construtores celebram o arremate coroando de flores a cumeeira da casa nova). O protótipo é Jesus Cristo mesmo: o primogênito dos mortos. O Espírito já nos tornou filhos (Rm 8,16). Agora é só levar a termo a obra de arte já iniciada (v. 30). E o distintivo do cristão é que ele tem consciência de ser essa obra (“sabemos”, v. 28).

Esse texto nos faz entender o que os teólogos chamaram de “predestinação”: não significa que Deus criou uns para serem salvos e os outros (a “massa condenada”) para serem perdidos. Significa que, como bom empreiteiro, Deus faz tudo o que for preciso para completar perfeitamente a salvação naqueles que a ela se dispõem; e como conhece o coração de todos, ele também conhece os que se abrem à salvação e os que não se deixam atingir. O pregador que optar por acentuar a linha escatológica na liturgia de hoje (cf. Mt 13,47-52) encontrará nesta leitura um tema digno de reflexão.

Subsídios:
2ª leitura: (Rm 8,28-30) O planejamento de Deus e sua execução – Esta breve leitura é construída em redor da corrente: conhecer-destinar-chamar-justificar-glorificar: as fases do acabamento, por Deus, do ser humano: uma obra de arquiteto. O protótipo é Jesus Cristo mesmo: o primogênito dos mortos. O Espírito já nos tornou filhos (8,16). Agora é só levar a termo a obra de arte já iniciada (8,30). E o distintivo do cristão é que ele tem consciência de ser essa obra (“sabemos”, 8,28). ­* Cf. Ef 1,3-14; Tg 1,12; Jr 1,5; 1Cor 15,49; 2Cor 3,18; Fl 3,21; Cl 1,18; 1Jo 3,2.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Eu te louvo, ó Pai santo, Deus do céu, Senhor da terra: os mistérios do teu reino aos pequenos, Pai, revelas! (Mt 11,25)

Evangelho

Monição: Jesus vai falar-nos dum tesouro que é o único que vale a pena. Escutemos atentos o que nos diz para o alcançarmos.

Mateus 13,44-52 ou 44-46

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos, 13 44 "O Reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo. 45 O Reino dos céus é ainda semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. 46 Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra. 47 O Reino dos céus é semelhante ainda a uma rede que, jogada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. 48 Quando está repleta, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e separam nos cestos o que é bom e jogam fora o que não presta. 49 Assim será no fim do mundo: os anjos virão separar os maus do meio dos justos 50 e os arrojarão na fornalha, onde haverá choro e ranger de dentes. 51 Compreendestes tudo isto?" "Sim, Senhor", responderam eles. 52 "Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas".
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Nesta leitura podemos distinguir três unidades: as parábolas do tesouro e da pérola (vv. 44-46); a parábola da rede (w. 47-50); e a conclusão final do discurso das parábolas (vv. 51-52). As duas primeiras parábolas são equivalentes e a da rede é paralela à do trigo e do joio (vv. 36-43).

44-46 As parábolas do tesouro escondido e da pérola rara deixam ver, antes de mais, que o Reino dos Céus é o maior bem que o homem pode chegar a conseguir; tudo o resto é relativo. Também parece significativo que tanto o pobre jornaleiro, como o negociante (este rico certamente) entregam tudo o que têm para chegarem à posse do tão precioso bem almejado. No entanto, cada uma das duas parábolas põe o acento num aspecto particular do Reino: o tesouro foca a abundância dos seus bens; a pérola, a sua beleza. Não parece que os pormenores em que ambas as parábolas divergem sejam didacticamente significativos, pois devem ser meros pormenores narrativos: assim a casualidade da descoberta do tesouro e o achado da pérola após longa procura; o tesouro está escondido e a pérola é apresentada. Também não é significativo o facto de que o homem que acha o tesouro o esconda, pois seria a aprovação dum expediente fraudulento; com efeito, o ensinamento da parábola não versa sobre isto: o que interessa, como lição, é a atitude do homem que se desprende de tudo para obter o tesouro escondido.

52 O longo discurso das parábolas termina com o elogio do escriba cristão, que se faz discípulo:«o escriba instruído sobre o Reino dos Céus». Este, como um senhor endinheirado, «tira do seu tesouro coisas novas e velhas», isto é, administra toda a riqueza da Antiga Aliança (que Cristo não rejeitou: cf. Mt 5, 17) e toda a riqueza da novidade evangélica. O discípulo de Cristo não possui só para si a riqueza do tesouro do Evangelho, mas tira do seu tesouro, para tornar os homens, seus irmãos, participantes de tão grande bem.

O evangelho contém as últimas parábolas e a conclusão do “sermão das parábolas” de Mt 13: as parábolas do tesouro e da pérola, que ensinam o pleno investimento no Reino (v. 44-46), e a parábola da rede, que ilustra a situação “mista” da Igreja (mistura de fiéis convencidos e de batizados mornos) até o tempo final (v. 47-50). Nos últimos versículos coloca-se a pergunta “compreendeis?” (v. 51), dirigida aos discípulos do tempo de Jesus e aos de hoje também. Esse “compreender” consiste em receber em si todas as palavras do Senhor, tiradas do tesouro que contém “coisas novas e velhas” (v. 52). As “coisas novas” são o novo ensinamento de Cristo; as “velhas”, a releitura cristã das antigas Escrituras e tradições judaicas. Essa releitura está sendo feita desde os primeiros tempos da Igreja (a igreja judeu-cristã do evangelista Mateus) até hoje (por exemplo, na primeira leitura na liturgia dominical, no uso dos salmos etc.). Por esta razão, o mestre cristão é chamado de “escriba instruído no Reino dos Céus” (v. 52).

Olhemos primeiro as parábolas da pérola e do tesouro. O negociante que aparece na parábola da pérola é um homem de bem, perspicaz (como Salomão, na 1ª leitura). Ele arrisca tudo o que tem num investimento que lhe parece valer a pena (Mt 13,44). Para que o ouvinte compreenda melhor, esta parábola vem acompanhada de outra, que até parece elogiar a “especulação imobiliária”: um homem vende tudo para comprar um campo no qual está escondido um tesouro (v. 45-46). A lição destes textos é: investir tudo naquilo que é o mais importante. Isso parece sabedoria humana, mas aplica-se muito bem à realidade divina, ao Reino de Deus. Mas em que consiste, concretamente, o tesouro desta parábola? Para discernir isso, precisamos da sabedoria que Salomão pediu (cf. 1Rs 3,9) e que lhe propiciou pronunciar juízos sábios (cf. 1Rs 3,16-28). Ora, sabendo que Deus tem predileção pelos que mais precisam, os pobres e desprotegidos, podemos pensar que neles está o melhor investimento. É isso que fez o diácono e mártir Lourenço quando o imperador lhe pediu que mostrasse os tesouros da Igreja: mostrou-lhe os pobres de Roma.

Essas parábolas sugerem duas atitudes básicas. Há um momento negativo, o desprender-se das posses que não vale a pena segurar. Pensando bem, Salomão relegou a riqueza material para o segundo plano (pelo menos, em sua oração). Mas fez isso em função do momento positivo, que é o investir naquilo que é realmente o mais importante, aquilo em que Deus mesmo investe: justiça e bondade, iluminadas pela sabedoria. A atitude negativa (o desprendimento) e a positiva (o investimento) são “dialéticas”: uma não funciona sem a outra. Não somos capazes de nos desprender daquilo que é secundário se não temos claro o principal. Por falta do que é principal – a saber, o investimento do amor –, o esforço do desprendimento pode virar masoquismo, prazer em diminuir-se a si mesmo. Por outro lado, nunca conseguiremos investir o nosso coração para adquirir a pérola do Reino de Deus se não soubermos nos desprender das joias falsas que enfeitam nossa vida. Por isso, há tanto idealismo que não consegue ir além de um suspiro piedoso…

A leitura mais longa do evangelho apresenta ainda a parábola escatológica da rede, que encerra a coleção reunida no “sermão das parábolas” de Mateus (Mt 13,47-50). Esta parábola, muito semelhante à do joio e do trigo, lida no domingo passado, lembra que no tempo atual bons e ruins ficam misturados, mas no fim será feita a triagem. Na leitura evangélica abreviada, esta parábola fica fora, e o pregador que assim preferir pode deixar esse assunto para o fim do ano litúrgico (32º-34º domingos do tempo comum). Contudo, esse pensamento escatológico dá um peso especial ao tema sapiencial do investimento, acima abordado. Ensina-nos que se trata de um investimento para sempre. Responde, assim, à pergunta dos antigos mestres espirituais: “Que é isso em vista da eternidade?” E serve também como antídoto contra o desânimo que pode tomar conta de nós ao constatarmos, ao nosso redor, tanta coisa que não presta. No fim será feita a triagem.

Subsídios:
Evangelho: (Mt 13,44-52 ou 13,44-46) O tesouro do Reino de Deus – Este evangelho contém: 1) as últimas parábolas e a conclusão do Sermão das Parábolas de Mt 13: as parábolas do tesouro e da pérola, que ensinam o pleno investimento no Reino; a parábola da rede, que ilustra a situação “mista” da Igreja até o fim dos tempos (mistura de fiéis convencidos e mornos); 2) a pergunta “compreendeis?”, dirigida aos discípulos que somos nós. Esse compreender consiste em receber em si todas as palavras, tiradas do tesouro que contém coisas novas (o novo ensinamento de Cristo) e velhas (a releitura cristã das antigas escrituras e tradições judaicas na igreja judeu-cristã de Mt). O mestre cristão é o “escriba instruído no Reino dos Céus” (13,52). * 13,44-46 cf. Pr 2,1-5; Mt 19,21; Pr 4,7 * 13,50 cf. Mt 8,12; 13,42.

***   ***   ***

A liturgia de hoje tem um duplo acento, sapiencial escatológico. As orações sintonizam com a parábola escatológica da rede, segunda parte do evangelho (não abreviado). Mas o tema principal é o do “investimento” da pessoa naquilo que é seu valor supremo. Este tema (sapiencial) retém nossa atenção. O rei Salomão não pediu a Deus riqueza, e sim sabedoria, isto é, o dom de distinguir entre o bem e o mal (1Rs 3,5ss; 1ª leitura). Neste sentido, ele prefigura o negociante da parábola da pérola, homem de bem, mas perspicaz, que arrisca tudo o que tem num investimento melhor (Mt 13,45s; evangelho). Esta parábola vem acompanhada de outra, que parece elogiar a especulação imobiliária: um homem vende tudo para comprar um campo no qual está escondido um tesouro. A lição de todos esses textos é:investir tudo naquilo que é o mais importante –sabedoria humana, mas que se aplica também à realidade divina, ao Reino de Deus. Ora, em que consiste, concretamente, o tesouro desta parábola? Para discernir isso precisamos da sabedoria que Salomão pediu e que lhe propiciou pronunciar juízos sábios (1Rs 3,16-28). Ora, sabemos também que Deus tem predileção pelos que mais precisam, os pobres e desprotegidos; não serão estes um bom investimento?

Estas parábolas sugerem duas atitudes básicas. Negativamente, desprender-se de posses que não vale a pena segurar (como Salomão, no fundo, relegou a riqueza material para segundo plano, pelo menos na sua oração). E, positivamente,investir naquilo que é realmente o mais importante, aquilo em que Deus mesmo investe; justiça e bondade, iluminadas pela sabedoria. A atitude negativa (desprendimento) e a positiva (investimento) são “dialéticas”: uma não funciona sem a outra. Não somos capazes de nos desprender do secundário, se não temos claro o principal. Por falta do principal, o investimento do amor, o esforço de desprendimento pode virar masoquismo. Por outro lado, nunca conseguiremos investir o nosso coração para adquirir a pérola do Reino de Deus, se não soubermos nos desprender das joias falsas que enfeitam nossa vida. Por isso, tanto idealismo fica num piedoso suspiro...

A coleção de parábolas de Mt 13 termina na parábola escatológica da rede, muito semelhante à do joio no trigo.

Olhando para a 2ª leituraencontramos um dos textos maiores da Carta aos Romanos. Deus como um bom empreiteiro, faz todo o necessário para o bem daqueles que o amam, levando a termo a execução de seu desenho (“desígnio”) (Rm 8,28). De antemão conheceu os que queria edificar, como um arquiteto tem um edifício na mente; ele os projetou (“predestinou”; o termo grego proorizein significa “planejar, projetar”), conforme o protótipo que é Jesus mesmo, seu filho querido, ao qual ele gostaria que todos se assemelhassem. E aos que assim planejou, também os escolheu (“chamou”); os “justificou” (qual empreiteiro que verifica sua obra durante a execução, decidindo se serve ou não) e, arrematando a obra, os “glorificou” (como em certas regiões os construtores celebram o arremate coroando de flores a cumeeira da casa nova). Este texto nos faz entender o que os teólogos chamaram a “predestinação”: não significa que Deus criou uns para serem salvos e os outros (a “massa condenada”) para serem perdidos. Significa que, como bom empreiteiro, Deus faz tudo o que for preciso para arrematar a salvação naqueles que se dispõem para ela; e como conhece o coração de todos, ele também conhece os que se prestam à salvação e os que não se deixam atingir. Quem optar por acentuar a linha escatológica na liturgia de hoje (cf. Mt 13,47-52), encontrará nesta 2ª leitura um tema digno de reflexão.

Os dois acentos de hoje, o sapiencial e o escatológico, se completam. Pois é com vistas à salvação definitiva que se deve fazer o investimento certo hoje.

ESCOLHER É RENUNCIAR

Renunciar não está na moda, é contrário à economia do mercado, ao consumo irrestrito... O evangelho, porém, mostra a atualidade eterna da renúncia. E para entender isso melhor, a liturgia nos lembra primeiro o exemplo de Salomão. Quando Deus o convidou para pedir o que quisesse, ele não escolheu poder e riqueza, mas, sim sabedoria, para julgar com justiça (1ª leitura).

Jesus ensina o povo a escolher o que vale mais: o reino de Deus. Para participar deste, vale colocar tudo em jogo, como faz um negociante para comprar um campo que esconde um tesouro, ou para adquirir uma pérola cujo valor resiste a qualquer inflação...

O que se contrapõe, nestas leituras, são por um lado as riquezas imediatas (materiais), por outro, o dom que Deus nos dá (para Salomão, a sabedoria no julgar; para nós, o Reino). Na hora de escolher, o dom de Deus é que deve prevalecer, e o resto tem que ser sacrificado, se for preciso.

Qual será o dom de Deus hoje? Aquilo que queremos ter em nosso poder, aquilo que com tanta insistência agarramos e procuramos segurar? Nossas posses, privilégios de classe, status etc.? Ou não será antes a participação na comunhão fraterna, superar o crescente abismo entre ricos e pobres e transformar as estruturas de nossa sociedade, para que todos possam participar da construção do mundo e da História que Deus nos confia? “Os pobres, nosso tesouro”. Queremos investir tudo, os nossos bens materiais, culturais, etc., para uma sociedade que encarne melhor a justiça de Deus?

Às vezes, a gente preferiria não escolher, para ficar com tudo: a riqueza, o poder, e, além disso, Deus... Mas quem não se decide, não se realiza. Optar e renunciar é que nos torna gente. O grande escultor Miguel Ângelo disse que realizava suas obras de arte cortando fora o que havia demais. (Podemos meditar neste sentido sobre a 2ª leitura: Deus, artesão perfeito, quer fazer de nós uma obra de arte: conhece o material, projeta, escolhe, endireita... até coroar sua obra que somos nós, feitos imagem de seu Filho.)

O cristão deve, de maneira absoluta, renunciar ao pecado; é essa uma das promessas de nosso batismo. Mas, se for preciso para servir melhor o Reino de Deus, ele deve renunciar também a coisas que não são más em si (riqueza, prestígio etc.). Pois o Reino vale mais do que tudo.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

– O REINO DE DEUS

Jesus ensina o povo a escolher o que vale mais: o Reino de Deus. Para participar do Reino, vale pôr tudo em jogo, como faz um negociante para comprar um campo que esconde um tesouro ou para adquirir uma pérola cujo valor resiste a qualquer crise.

Qual seria o dom de Deus hoje? Aquilo que queremos ter em nosso poder, aquilo que com tanta insistência agarramos e procuramos segurar? Nossas posses, privilégios de classe, status etc.? Ou, antes, participar da comunhão fraterna, superar o crescente abismo entre ricos e pobres e transformar as estruturas de nossa sociedade, para que todos possam tomar parte na construção do mundo e da história que Deus nos confia? “Os pobres, nosso tesouro”, como apontou o diácono Lourenço ao imperador que desejava os tesouros da Igreja. Queremos investir tudo, os nossos bens materiais, culturais etc., para edificar uma sociedade que encarne melhor a justiça de Deus?

O cristão deve, de maneira absoluta, renunciar ao pecado; é essa uma das promessas de nosso batismo. Mas, se for preciso para servir melhor o Reino de Deus, ele deve renunciar também a muitas coisas que não são más em si (riqueza, prestígio etc.). Pois o Reino vale mais do que tudo.



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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1. Um tesouro
2. Um coração inteligente
3. Conformes à imagem de Seu Filho

1. Um tesouro

Corremos o risco de andar pela vida atrás de bolas de sabão. No evangelho Jesus fala do tesouro que todos podemos encontrar de verdade. Temos de vender tudo, pôr todas as coisas em segundo lugar por causa desse tesouro, que é a único que vale a pena.

Santo Inácio de Loiola descobriu esse tesouro quando foi parar ao hospital com uma perna partida, em combate contra os franceses em Pamplona. Ao ler a vida dos santos e a de Jesus resolveu deixar as glórias mundanas para se entregar totalmente ao serviço de Deus, fazendo-se sacerdote.

Foi estudar para a Universidade de Paris e ali encontrou um conterrâneo, Francisco Xavier. Este era um excelente aluno e candidato a professor da universidade. Inácio, que se tornara seu amigo, ia-lhe repetindo as palavras do Evangelho: Francisco, que vale ao homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma?

E Xavier decidiu-se a deixar as ambições humanas e seguir o ideal de Inácio. Acabou ordenando-se sacerdote e partiu para a Índia como missionário. Pregou o Evangelho de Jesus nas terras indianas, na Malásia, na actual Indonésia e no Japão. Morreu às portas da China, onde se dirigia para levar também ali o Evangelho.

Da Índia escrevia, um dia, a Santo Inácio pedindo missionários: «Muitas vezes me vem ao pensamento ir aos colégios da Europa, levantando a voz como homem que perdeu o juízo e, principalmente, à Universidade de Paris, falando na Sorbona aos que têm mais letras que vontade para se disporem a frutificar com elas. Quantas almas deixam de ir à glória e vão ao inferno por negligência deles! E se assim como vão estudando as letras estudassem a conta que Deus Nosso Senhor lhes pedirá delas e do talento que lhes deu, muitos se moveriam a procurar conhecer e sentir dentro de si a vontade divina…dizendo: Senhor, eis-me aqui; que quereis que eu faça. Mandai-me para onde quiserdes; e se for preciso até mesmo para a Índia» (Epist. de S.Francisco Xavier)

S.Francisco Xavier soube agarrar o tesouro da sua vida, entregando tudo sem regatear. É uma lição sempre actual em especial para a juventude do nosso tempo. Tantas vezes se perde numa vida fútil e sem sentido. Por culpa muitas vezes dos pais e educadores que não os ajudam a descobrir o verdadeiro tesouro.

2. Um coração inteligente

Salomão pediu a Deus a sabedoria para governar bem o seu povo -ouvíamos na primeira leitura. E o Senhor fica contente com o seu pedido e dá não só a sabedoria mas também o que não Lhe pedira: a riqueza e o poder e uma vida longa.

Hoje o orgulho cegou muitos homens. Não têm a sabedoria verdadeira, que vem de Deus e fazem propaganda dos maiores disparates. Orgulham-se dos seus estudos e não passam de loucos. Porque a verdadeira sabedoria não se aprende nas escolas, mas no colo da mãe, nos bancos da catequese e na oração.

A verdadeira sabedoria anda ligada com a fé. Temos de pedi-la e cultivá-la na oração. Temos de alimentá-la com a escuta da Palavra de Deus na Santa Missa, no estudo pessoal e na leitura piedosa e nos meios de formação espiritual que Deus põe ao nosso alcance.

Temos de viver a nossa fé cumprindo fielmente os mandamentos na vida de cada dia. Não pode ser como a capa da irmandade, que se veste de quando em vez. Se tu não vives como pensas acabas por pensar como vives -dizia alguém com razão.

Havemos de encontrar na Lei de Deus a nossa alegria. «A vossa lei faz as minhas delicias… Eu amo os vossos mandamentos mais que o ouro, o ouro mais fino» – dizia o salmista.

Aprofundemos a nossa fé, deixemo-nos guiar por ela sem condições e encontraremos a alegria verdadeira já neste mundo e saberemos comunicá-lo aos outros, porque este tesouro não é só para nós. E aumenta na medida em que se reparte.

3. Conformes à imagem de Seu Filho

S.Paulo dizia-nos que «Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O amam» (2ª leit.). Ser santo é ser feliz. Mesmo no meio das coisas desagradáveis da vida, que Deus permite para nosso bem. Tudo é para bem se amamos a Deus. A única desgraça é o pecado, sobretudo o pecado mortal, porque nos afasta de Deus, fonte da alegria. Omnia in bonum – tudo é para bem – gostava de rezar como jaculatória S.Josemaria, repetindo as palavras de S.Paulo.

Deus escolheu-nos, chamou-nos à vida. E tem um projecto maravilhoso para cada um de nós. «Predestinou-nos para sermos à imagem do Seu Filho». Quer que sejamos santos e dá-nos as graças para isso, por meio de Jesus na Sua Igreja.

Ninguém pode desculpar-se que não pode ser santo. Essa é a meta de cada um dos cristãos, como lembrava João Paulo II no começo do 3º milénio ao lançar um programa para toda a Igreja: «Colocar a programação pastoral sob o signo da santidade é uma opção carregada de consequências. Significa exprimir a convicção de que, se o Baptismo é um verdadeiro ingresso na santidade de Deus, através da inserção em Cristo e da habitação do seu Espírito, seria um contra-senso contentar-se com uma vida medíocre, pautada por uma ética minimalista e uma religiosidade superficial… Como explicou o Concílio, este ideal de perfeição não deve ser objecto de equívoco vendo nele um caminho extraordinário, a ser percorrido apenas por algum ‘génio’ da santidade. Os caminhos da santidade são variados e apropriados à vocação de cada um. Agradeço ao Senhor por me ter concedido, nestes anos, beatificar e canonizar muitos cristãos, entre os quais numerosos leigos que se santificaram nas condições ordinárias da vida. É hora de propor de novo a todos, com convicção, esta ‘medida alta’ da vida cristã ordinária: toda a vida da comunidade eclesial e das famílias cristãs deve apontar nesta direcção. Mas é claro também que os percursos da santidade são pessoais e exigem uma verdadeira e própria pedagogia da santidade, capaz de se adaptar ao ritmo dos indivíduos; deverá integrar as riquezas da proposta lançada a todos com as formas tradicionais de ajuda pessoal e de grupo e as formas mais recentes oferecidas pelas associações e movimentos reconhecidos pela Igreja» (Novo Millenio, 31)

Ser santo é parecer-se com Jesus Cristo, sermos conformes à Sua imagem. E isso realiza-se pela graça de Deus, que recebemos no baptismo e nos identifica com Ele. À medida que vamos crescendo na graça vamo-nos parecendo cada vez mais com Jesus.

Realiza-se também pelo esforço pessoal de cada um de nós, se procuramos conhecer cada vez melhor a vida de Jesus e imitá-Lo em nossa vida de cada dia.

«É esse amor de Cristo – diz um santo do nosso tempo – que cada um de nós deve esforçar-se por realizar na própria vida. Mas para sermos ipse Christus – o próprio Cristo - é preciso que nos contemplemos nEle. Não basta termos uma ideia geral do espírito de Jesus, mas é preciso aprender dEle pormenores e atitudes. E sobretudo é preciso contemplar a Sua passagem pela terra, as Suas pisadas, para extrair daí força, luz, serenidade, paz.

Quando amamos uma pessoa, desejamos conhecer até os menores detalhes da sua existência, do seu carácter, para assim nos identificarmos a ela. É por isso que temos que meditar na história de Cristo, desde o seu nascimento num presépio até à Sua morte e Sua ressurreição. Nos meus primeiros anos de actividade pastoral, costumava oferecer exemplares do Evangelho ou livros em que se narrasse a vida de Jesus. Porque é preciso que conheçamos bem, que a tenhamos toda inteira na cabeça e no coração, de modo que, em qualquer momento, sem necessidade de livro algum, fechando os olhos, possamos contemplá-la como num filme; de forma que, nas mais diversas situações da nossa existência, acudam à nossa memória as palavras e os actos do Senhor». (S.JOSEMARIA, Cristo que passa,107)

Que a Virgem nos anime nesta busca da santidade, da verdadeira sabedoria.

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Aceitai, Senhor, os dons que recebemos da vossa generosidade e trazemos ao vosso altar, e fazei que estes sagrados mistérios, por obra da vossa graça, nos santifiquem na vida presente e nos conduzam às alegrias eternas. Por Nosso Senhor.

SANTO

Monição da Comunhão: A Eucaristia é para nós o pão da vida que nos fortalece no caminho da santidade. Nele nos vamos identificando com Cristo e transformando-nos nEle.

Salmo 102, 2
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Bendiz, ó minha alma, o Senhor, e não esqueças os seus benefícios.

Ou Mt 5, 7-8
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Senhor, que nos destes a graça de participar neste divino sacramento, memorial perene da paixão do vosso Filho, fazei que este dom do seu amor infinito sirva para a nossa salvação. Por Nosso Senhor.

RITOS FINAIS

Monição final: Somos chamados a configurar-nos com Cristo em nossa vida de cada dia. Vamos lutar por ser santos de verdade.



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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

17ª SEMANA

2ª Feira 28-VII: A transformação do mundo.

Jer 13, 1-11 / Mt 13, 31-35
O reino dos Céus é semelhante a um fermento que uma mulher tomou e meteu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado.

Com a imagem do fermento (cf. Ev), o Senhor recorda-nos a nossa responsabilidade no convívio com as outras pessoas na família, no trabalho, etc., de tal maneira que consigamos transformar o ambiente em que vivemos. Isto será possível se estivermos muito unidos ao Senhor, para podermos conseguir estar muito unidos aos outros É o que deduzimos da imagem da faixa: «Tal como a faixa se une à cintura do homem, assim eu tinha unido toda a casa de Israel… Mas eles não quiseram» (Leit).

3ª Feira, 29-VII: S. Marta:

1 Jo 4, 7-16 / Jo 11, 19-27
Marta disse então Jesus: Se tivesses estado aqui, Senhor, meu irmão não teria morrido.

Os irmãos de Betânia mantinham uma grande amizade com o Senhor, e lá procurava descansar e se sentia bem acompanhado. Marta oferecia-lhe a hospitalidade (cf. Oração); e pediu-lhe pela ressurreição do irmão Lázaro (cf. Ev) e conseguiu-o. Imitemos a hospitalidade de Marta, acolhendo bem o Senhor e as pessoas amigas; imitemos a sua oração confiada, pedindo pela resolução dos problemas de amigos e conhecidos. O Senhor não deixará de nos ouvir, porque «foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados» (Leit).

4ª Feira, 30-VII: A descoberta dos tesouros.

Jer 15, 10. 16-21 / Mt 13, 44-46
O reino dos Céus é semelhante a um tesouro, escondido num campo.

Para entrar no reino, Jesus «exige uma opção radical: para adquirir o reino é preciso dar tudo (cf. Ev). As palavras não bastam, exigem-se actos» (CIC, 546). Precisamos dedicar toda uma vida à edificação do reino de Deus: primeiro dentro de nós (vida sacramental e oração) e, depois, à nossa volta (entregando-nos ao serviço dos irmãos, dando testemunho de Cristo). A própria palavra de Deus é um tesouro e um alimento: «Quando apareciam as vossas palavras, Senhor, eu logo as tomava como alimento» (Leit).

5ª Feira, 31-VII: Ajudar na imagem da Igreja.

Jer 18, 1-6 / Mt 13, 47-53
O Reino dos Céus é também semelhante a uma grande rede que foi lançada a mar e apanhou toda a espécie de coisas.

Esta rede lançada ao mar (cf. Ev) é a imagem da Igreja, em cujo seio há justos e pecadores. «A Igreja é santa no seu Fundador, nos seus meios, mas formada por homens pecadores; temos que contribuir para melhorá-la e ajudá-la a uma fidelidade sempre renovada» (João Paulo II). Sendo uma fonte de santidade, põe à nossa disposição todos os meios para encontrarmos Deus. Recebamo-los com toda a devoção e docilidade: «Como o barro está nas mãos do oleiro, assim vós estais nas minhas mãos» (Leit).

6ª Feira, 1-VIII: As referências de Deus.

Jer 26, 1-9 / Mt 13, 54-58
Não é ele o filho do carpinteiro? Não tem sua Mãe o nome de Maria? Donde lhe vem tudo isto?

Os conterrâneos de Jesus ficam apenas no puramente humano, esquecendo o poder divino de Cristo (cf. Ev). É necessária uma conversão para poder descobrir Deus nos acontecimentos correntes, nas pessoas: «Talvez eles queiram escutar e se arrependa cada um do seu mau proceder» (Leit). Se fizermos o nossos trabalho bem feito aos olhos de Deus, que tudo fez bem; se formos bons filhos de Nossa Senhora, ajudaremos muitos a aproximarem-se de Jesus, que era conhecido pelo seu trabalho e pela sua Mãe (cf. Ev).

Sábado, 2-VIII: O martírio: encarnação do Evangelho.

Jer 26, 11-26 / Mt 14, 1-12
O rei ficou triste mas, devido aos juramentos e aos convivas…, mandou um emissário decapitar João na cadeia.

Os intervenientes nas duas leituras de hoje tiveram sortes diferentes, mas ambos defenderam a verdade: Isaías foi poupado (esse homem não deve ser condenado à morte: cf. Leit) e João Baptista foi decapitado (cf. Ev). Os mártires anunciaram o Evangelho e deram dele um testemunho com a sua vida, que terminou com efusão de sangue. Tendo a convicção de que não podiam viver sem Cristo, estiveram prontos a dar a vida por Ele. O Senhor é o salvador do homem e este só n’Ele encontra a verdade da sua vida

Celebração e Homilia: CELESTINO CORREIA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA
Fonte: Celebração Litúrgica


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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