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ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


19.02.2017
VII DOMINGO DO TEMPO COMUM — ANO A
( Verde, Ofício do Dia )
__ "Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito!" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO (26.02.2017)

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Todos somos chamados a viver a santidade em nossas vidas, porque nascemos para ser santos e santas. Ser santo é um processo de conversão de vida para Deus e para a realização de seu Reino aqui na terra. Trata-se de um esforço para uma vida de liberdade, de libertação dos preconceitos e até de certos preceitos legalistas. É uma caminhada que vai se firmando no dia-a-dia e, ao mesmo tempo, vai exigindo mais de quem assume esse propósito. Este caminho acontece pelo crescimento no amor fraterno e pelo encontro com o Senhor, na Liturgia, na Palavra e na oração.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, aqui estamos para o nosso encontro dominical com o Ressuscitado. Dele, ouviremos a Palavra que salva e liberta; por Ele, seremos nutridos ao recebermos seu Corpo e Sangue. E é porque cremos nele, o Todo Santo e Perfeito, que estamos aqui. Queremos viver abertos à sua graça, deixando-nos guiar por sua Palavra para assim transformar nossa existência, a vida de nossa comunidade e de todo Universo. Unamos nossa voz aos irmãos e irmãs que estão ao nosso lado e entoemos um canto de louvor ao Senhor.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: O mandamento de amor ao próximo não era desconhecido antes de Jesus. De fato, no Antigo Testamento nunca se havia pensado em amar a Deus sem se interessar pelo próximo. Nos Provérbios encontra-se até uma passagem que ressoa quase com as mesmas palavras do mandamento de Cristo: "Se teu inimigo tem fome, dá-lhe de comer; se tem sede, dá-lhe de beber..." (Pr 25,21). Em sua formulação, em seu conteúdo e em sua forte exigência, o mandamento de Jesus é novo e revolucionário, pois nos propõe amara por amor de Deus, pelas mesmas finalidades de Deus; exclusivamente desinteressado; com amor puríssimo; sem sombra de compensação. Ensina a amar-nos como irmãos, com um amor que procura o bem daquele a quem amamos, não o nosso bem. Amar como Deus, que não busca o bem na pessoa a quem ama, mas cria nela o bem, amando-a.

Sintamos o júbilo real de Deus em nossos corações e cheios dessa alegria divina entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/19-de-fevereiro---setimo-domngo-do-tempo-comum-2017.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo)
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/af_17_7o_dtc.pdf


TEMA
SER BOM COMO DEUS: AMAR DE GRAÇA

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- Autoria do Roteiro Homilético da Paulus para o período de Janeiro/Fevereiro-2017: Pe. Ivonil Parraz. Presbítero da Diocese de Botucatu. Pároco da Igreja Santo Antônio de Pádua, Rubião Junior, Botucatu-SP. Diretor de Estudo do Seminário Arquidiocesano São José de Botucatu. SP; coordenador de Pastoral da Região Pastoral 1 da Arquidiocese de Botucatu; mestre e doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP); graduação em Teologia pela FAJE, BH. E-mail: parraz@ uol.com.br. ENTRETANTO, nesta página estamos utilizando os textos de autoria do Pe. José Luiz Gonzaga do Prado * Mestre em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma e em Sagrada Escritura pelo Pontifício Instituto Bíblico. Autor dos livros A Bíblia e suas contradições: Como resolvê-las e A missa: Da última ceia até hoje, ambos publicados pela Paulus. E-mail: zedadonana@gmail.com.

Introdução da Revistal Vida Pastoral

A radicalidade do amor

As três leituras do sétimo domingo do Tempo Comum nos convidam à santidade. Ser santo significa ser bom e amar gratuitamente, como o Pai!

A primeira leitura nos ensina a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. O amor a Deus e o amor ao próximo estão interligados. A prática desses amores leva-nos a imitar Deus: ser santos como Deus é santo!

Na segunda leitura, Paulo sustenta que a comunidade cristã é templo de Deus. E, como templo de Deus, todos os seus membros devem abraçar a sabedoria da cruz. A cruz revela quão gratuito é o amor de Deus! Revela também a força de Deus: a desmedida do seu amor! Sua sabedoria consiste numa vida doada, inteiramente gratuita. A cruz indica qual deve ser a vida do cristão. Quem se deixa conduzir por sua sabedoria possui já, aqui e agora, a vida eterna!

No evangelho, Jesus reinterpreta o mandamento do amor ao próximo. Sua reinterpretação é revolucionária: amar até mesmo o inimigo. Esta é a única maneira de amar gratuitamente como o Pai.

Toda a reinterpretação que Jesus apresenta no capítulo quinto do Evangelho de Mateus bem como o programa de vida do discípulo, exposto nas bem-aventuranças, culminam no último versículo desse capítulo: “Sede perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito”. Ser santos (Lv 19,2), ser misericordiosos como ele (Lc 6,36) e ser perfeitos como o Pai (Mt 5,48) se equivalem! Ser santo, misericordioso e perfeito consiste em amar gratuitamente!

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia do sétimo Domingo do Tempo Comum convida-nos à santidade, à perfeição. Sugere que o “caminho cristão” é um caminho nunca acabado, que exige de cada homem ou mulher, em cada dia, um compromisso sério e radical (feito de gestos concretos de amor e de partilha) com a dinâmica do “Reino”. Somos, assim, convidados a percorrer o nosso caminho de olhos postos nesse Deus santo que nos espera no final da viagem.

A primeira leitura que nos é proposta apresenta um apelo veemente à santidade: viver na comunhão com o Deus santo, exige o ser santo. Na perspectiva do autor do nosso texto, a santidade passa também pelo amor ao próximo.

No Evangelho, Jesus continua a propor aos discípulos, de forma muito concreta, a sua Lei da santidade (no contexto do “sermão da montanha”). Hoje, Ele pede aos seus que aceitem inverter a lógica da violência e do ódio, pois esse “caminho” só gera egoísmo, sofrimento e morte; e pede-lhes, também, o amor que não marginaliza nem discrimina ninguém (nem mesmo os inimigos). É nesse caminho de santidade que se constrói o “Reino”.

Na segunda leitura, Paulo convida os cristãos de Corinto – e os cristãos de todos os tempos e lugares – a serem o lugar onde Deus reside e Se revela aos homens. Para que isso aconteça, eles devem renunciar definitivamente à “sabedoria do mundo” e devem optar pela “sabedoria de Deus” (que é dom da vida, amor gratuito e total).


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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NOVAS ATITUDES

A lei do talião, “olho por olho, dente por dente”, ainda impera impiedosa acima das leis da compaixão e do amor. O que, porém, nos diferencia na sociedade, se simplesmente devolvemos agressividade a quem nos agride? Ou se simplesmente revidamos a ofensa? Ou se nos aprisionamos na mentalidade segundo a qual é preciso receber antes para dar depois? O que fazemos de mais?

O Mestre, que amou sem impor condições, ensinou que acolher o pecador não significa aceitar o pecado dele. Daí o desafio de estar abertos à justiça do Reino com um modo diferente de ser e agir, desarmando o agressor com uma atitude de resistência pacífica, que quebre o círculo vicioso da agressão, da violência e do mal.

Todos somos, de algum modo, vítimas da maldade humana. E, mesmo sem querer ou perceber, podemos também agir mal. Não é fácil desejar o bem a quem não nos ama ou nos maltrata, amar os inimigos e rezar por eles, deixar de ter pessoas em quem despejar nossos ódios, dissabores e frustrações.

Somos, porém, filhos de um mesmo Pai, o Deus que é bondoso para com todos. Deus é completo e por isso não faz injustiça. Sua perfeição é sua integridade. Sua justiça é seu amor que não exclui os que erram. Daí a integridade a que Deus nos chama: ter um coração completo para amar a todos, não um coração que ama pela metade, dividindo as pessoas em boas e más.

É fundamental, então, perguntarmo-nos: “O que estamos fazendo de mais?”

Deus não nos trata segundo nossas falhas, mas segundo sua própria bondade. Por isso mesmo, enquanto rezamos por nossos inimigos e nos esforçamos para não cair na onda da intolerância, do ódio e da violência, continuamos a descobrir a bondade que se encontra dentro de nós mesmos. E assim, com atitudes concretas, damos ao mundo o testemunho de que a justiça do Reino é a resposta transformadora, criativa e pacífica contra toda maldade e violência.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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CONTRA TODA A MALDADE

Desde o início, Jesus deixou clara para os seus seguidores a necessidade de um coração leve, capaz de amar e não se colocar contra o malvado. Ele não somente ensinou com palavras, mas também com gestos de perdão, de ternura, de compaixão. “Ele sempre se mostrou cheio de misericórdia pelos pequenos e pobres, pelos doentes e pecadores, colocando-se ao lado dos perseguidos e marginalizados. Com a vida e a palavra anunciou ao mundo que sois Pai e cuidais de todos como filhos e filhas” (Oração Eucarística VI-D).

Não se colocar contra o malvado quer dizer não enfrentar o mal com mal. Não há justificativa para a violência. Ela mancha o sonho de Deus, que criou tudo e viu que tudo era muito bom (cf. Gn 1,31). A bondade divina é imensa. Não combi­na e jamais compactua com a maldade. Deus é bom! Quem é de Deus semeia a bondade.

Jesus é a plenitude da bondade. Na cena dramática de sua conde­nação (cf. Mt 27), comportou-se com mansidão. Assim derrotaria os malvados, deixando-os decepcionados para sempre. A crueldade do mal não tem vez diante de um olhar puro. Quem pratica o mal não tem paz. A vida torna-se um pesadelo.

No mundo há muitos sinais do mal. Risco grande é se deixar anestesiar por ele. Há até discursos que incutem uma espécie de guerra entre o bem e o mal. Quem é do bem não alimenta guerra. Nenhum tipo de guerra. Nem as pequenas guerras na família, nem as grandes guerras entre nações.

Risco maior ainda é quando o cristão ergue a bandeira do ódio. Todo cuidado é pouco. Vale a pena olhar para a cruz de Cristo. Contemplar o mistério da bondade. A cruz é o símbolo que nos revela a verdadeira vitória. Jesus venceu o mal fazendo o bem. Não é fácil. Mas é possível. O cristão não deve pensar que pode se defender com armas. Jesus não se utilizou de armas. E quando um dos seus discípulos, naquele dia tenso e triste em que foi preso, querendo proteger o mestre, fez uso de armas, Jesus ordenou: “Guarda a espada no seu lugar. Porque todos os que usam da espada, pela espada morrerão” (Mt 26,52). Jesus venceu os malvados com amor.

Os santos e santas fizeram o mesmo. Em todos os tempos e circunstâncias, é imperativo dos seguidores de Jesus viver o amor. Nesse sentido, a observação do apóstolo Paulo é fundamental: “Vocês não sabem que são templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vocês?” (1Cor 3,16). Ao ferirmos o irmão ou a irmã, ferimos o próprio Deus. Exercitemos a bondade com todos, especialmente com os mais sofredores do mundo.

Pe. Antonio Iraildo Alves de Brito, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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Chamados à santidade, que é amor e misericórdia
A liturgia de hoje nos convida à santidade, que é a vivência do amor ao próximo. Na missa o Senhor sustenta nosso esforço de protegermos o coração do ódio, da vingança, do rancor e da desunião, buscando sempre o bem com  alegria e generosidade.

COMPROMISSO DA SEMANA: Tenho algum amigo ou amiga com quem estou brigado ou chateado? Que tal fazer as pazes, dando-lhe um grande abraço de reconciliação?


RITOS INICIAIS

ANTÍFONA DE ENTRADA: Eu confio, Senhor, na vossa bondade. O meu coração alegra-se com a vossa salvação. Cantarei ao Senhor por tudo o que Ele fez por mim.

Introdução ao espírito da Celebração
A fé cristã assenta na sabedoria que vem de Deus e não do mundo. Somos convidados a olhar para os homens nossos irmãos, amando-os como Deus os ama. A santidade a que somos chamados consiste em fazer a vontade de Deus nosso Pai, que ama a todos, sem distinção. Amando os que nos perseguem e orando pelos nossos inimigos, sabemos que somos filhos de Deus. Quanta exigência e quanta motivação contida nesta frase imperativa do Divino Mestre: Sede perfeitos como é perfeito o vosso pai celeste!

ORAÇÃO COLECTA: Concedei-nos, Deus todo-poderoso, que, meditando continuamente nas realidades espirituais, pratiquemos sempre, em palavras e obras, o que Vos agrada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Sede santos! Deus propõe-nos o mandamento do amor como caminho de santidade, porque o amor entre os homens é o sinal do amor divino.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Levítico 19,1-2.17-18

Leitura do livro do Levítico. 19 1 O Senhor disse a Moisés: 2 “Dirás a toda a assembléia de Israel o seguinte: ‘sede santos, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo. 17 Não odiarás o teu irmão no teu coração. Repreenderás o teu próximo para que não incorras em pecado por sua causa. 18 Não te vingarás; não guardarás rancor contra os filhos de teu povo. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor!’"
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

O texto da leitura de hoje, tirado da quarta e última parte do Levítico, o chamado Código de Santidade (Lv 17 – 26), foi escolhido em função do Evangelho que apela à santidade de vida.

2 «Sede santos, porque Eu sou Santo». É uma ideia mestra do Levítico. Deus é a infinita grandeza e majestade, transcendente e inacessível a todos os restantes seres, criaturas suas. Ele é esse misterium fascínams et tremendum, cuja presença infunde respeito e temor (cf. Ex 33, 18-23); e isto a tal ponto, que o homem sente perante Ele o abismo do seu nada e da sua indignidade, por isso crê não serpossível ver a Deus e continuar a viver. Só Deus é santo, transcendente, mas todos os seres que estão em contacto com Ele e Lhe são consagrados participam da santidade de Deus, tornam-se santos, separados do profano, consagrados ao seu serviço e ao seu culto, e não apenas os lugares, tempos, objectos e pessoas, especialmente os sacerdotes, mas também todo o povo de Israel, porque foi escolhido entre os povos, para ser o povo de Deus: «vós sereis para mim um reino de sacerdotes e um povo santo» (Êx 19, 6); «sede, portanto, santos para Mim, porque Eu, Yahwéh, sou Santo e separei-vos de entre os povos, a fim de serdes meus» (Lv 20, 26). Porque o Povo era propriedade divina e estava todo ele dedicado ao culto, tinha de observar umas tantas normas de pureza ritual que lhe fizessem tomar consciência desta condição de pertença divina e dedicação ao culto. Esta santidade cultual e pureza legal não terminava no puramente legal, ritual e externo, pois ela simbolizava, protegia e fomentava a santidade interior, a perfeição moral: a separação do profano conduz à fuga do pecado, a pureza ritual postula a pureza de consciência (cf. Is 6,3-7). Todo o complicado sistema religioso do Levítico destinava-se a preparar as pessoas para Cristo que nos diz: sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito (Mt 5,48), como se lê no Evangelho deste Domingo.

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“Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (v. 2). A palavra-chave do livro do Levítico (o terceiro livro de Moisés) é a santidade. Porque Deus é santo, Israel deve ser santo também.

A santidade de Deus era vista em sua transcendência. Deus, aos olhos de Israel, apresentava-se como o separado por excelência: o Absoluto! Assim, a santidade que o povo deveria praticar consistia na pureza do culto e na ordem moral.

Diante da perfeição de Deus, Israel procura prestar-lhe culto de modo mais perfeito possível e servi-lo com a máxima pureza moral, amando o seu próximo. O Levítico ensina, portanto, a amar a Deus sobre todas as coisas. Essa prática consiste no verdadeiro culto que se pode prestar a ele. Ensina também que devemos expressar, na vida moral, o amor ao próximo como a nós mesmos.

AMBIENTE

O Livro do Levítico (assim chamado porque trata de questões preferencialmente relacionadas com o culto, que era incumbência dos sacerdotes, considerados membros da tribo de Levi) apresenta-se como um discurso de Jahwéh, no qual este explica ao seu Povo o que deve fazer para viver sempre em comunhão com Deus. Apresenta um conjunto de leis, de preceitos, de ritos, quase sempre relacionados com o culto, que o Povo deve praticar, para viver como Povo de Deus. Fundamentalmente, o Levítico preocupa-se em instilar na consciência dos fiéis que a comunhão com o Deus vivo é a verdadeira vocação do homem.

O texto que nos é proposto pertence à quarta parte do Livro do Levítico (cf. Lv 17-26), conhecida como “lei da santidade”. O nome provém do refrão insistentemente repetido: “sede santos porque Eu, o vosso Deus, sou santo” (Lv 19,2; 20,7; 21,8; 22,16…).

Na teologia de Israel, Jahwéh é o Deus “santo”, quer dizer, transcendente, incomparável, inefável, inatingível, perfeito. Este Deus santo elegeu Israel, chamou-o, distinguiu-o entre todos os povos da terra, fez aliança com Ele. Introduzido na comunhão com Deus, Israel participa da santidade de Deus. É, portanto, um Povo à parte, separado dos outros, cuja vocação consiste na comunhão com o Deus santo.

Esta “eleição” conduz, necessariamente, à exigência de santidade: o Povo tem de viver de acordo com determinadas regras para manter esta comunhão de vida com Deus. Daí que o Levítico apresente as leis que devem orientar a vida do Povo, a fim de que ele possa manter-se na órbita do Deus santo e testemunhar a santidade de Deus no mundo.

Neste “código da santidade”, encontramos os temas mais diversos. Uma parte significativa das leis aqui propostas dizem respeito à vida cultual (cf. Lv 17-18; 21-22); mas outras dizem respeito à vida social (cf. Lv 19).

MENSAGEM

O nosso texto começa com o refrão posto na boca de Deus: “sede santos porque Eu, o vosso Deus, sou santo” (vers. 2). A comunhão com o Deus santo exige que o Povo cultive, por sua vez, a santidade. Ora, ser santo significa o quê?

Na “lei da santidade”, temos disposições que dizem respeito às mais variadas dimensões da vida; mas neste caso, em concreto, liga-se a questão da santidade com o comportamento “justo” para com os irmãos, membros da comunidade do Povo de Deus. Os membros do Povo santo são convidados a arrancar as raízes do mal que crescem no íntimo do homem, de forma a que nos seus corações não haja ódio, nem rancor contra o irmão (vers. 17-18).

A expressão final “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (vers. 18) resume o comportamento que a santidade exige, quanto à vida fraterna. É, na opinião do rabbi Aqiba (que viveu entre 50 e 135 d.C.), “um princípio fundamental da Lei”. Jesus retomará esta afirmação (combinada com a de Dt 6,5) para exprimir o essencial da Lei de Moisés (cf. Mt 22,37-39).

ACTUALIZAÇÃO

• “Sede santos porque Eu, o vosso Deus, sou santo”. Porque é que o convite à santidade soa como algo de estranho para os homens de hoje? Porque uma certa mentalidade contemporânea vê os santos como extra-terrestres, seres estranhos que pairam um pouco acima das nuvens sem se misturar com os outros seus irmãos e que passam ao lado dos prazeres da vida, ocupados em conquistar o céu a golpes de renúncia, de sacrifício e de longos trabalhos ascéticos… No entanto, a santidade não é uma anormalidade, mas uma exigência da comunhão com Deus. É o “estado normal” de quem se identifica com Cristo, assume a sua filiação divina e pretende caminhar ao encontro da vida plena, do Homem Novo. A santidade é algo que está no meu horizonte diário e que eu procuro construir, minuto a minuto, sem dramas nem exaltações, com simplicidade e naturalidade, na fidelidade aos meus compromissos?

• Como o nosso texto deixa claro, ser santo não significa viver de olhos voltados para Deus esquecendo os homens; mas a santidade implica um real compromisso com o mundo. Passa pela construção de uma vida de verdadeira relação com os irmãos; e isso implica o banimento de qualquer tipo de agressividade, de vingança, de rancor; implica uma preocupação real com a felicidade e a realização do outro (“corrigirás o teu próximo”); implica amar o outro como a si mesmo. Tenho consciência de que não posso ser santo se o amor não se derramar dos meus gestos e das minhas palavras? Tenho consciência de que não posso ser santo se vivo fechado em mim mesmo, na indiferença para com os meus irmãos (ainda que reze muito)?

• Para que a santidade não seja uma miragem, temos de ter o cuidado de viver num contínuo processo de conversão,
que elimine do nosso coração as raízes do mal, responsáveis pelo egoísmo, pelo ódio, pela injustiça, pela exploração.

Subsídios:
1ª leitura: 
(Lv 19,1-2.17-18) Não ódio, mas amor – Trecho da chamada “Lei da Santidade” (Lv 17–25), que deseja que o povo de Javé seja santo porque Ele o é também. Ele é quem fundamenta as exigências morais (p.ex., o amor ao próximo e ao estrangeiro, 19,18.36) e rituais (cf. 19,25). Daí a moral e o amor poderem ser chamados “imitação de Deus”, de sua santidade (perfeição, cf. evangelho). * 19,2 cf. Lv 11,44 * 19,17 cf. Ez 33,1-9; Mt 18,15 * 19,18 cf. Mt 5,43; Rm 13,9; Gl 5,14.



Salmo Responsorial

Monição: Este salmo é um poema de louvor à bondade divina. «Como um pai se compadece dos seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que O temem.» Em comunhão com toda a Igreja, cantamos: «O Senhor é clemente e cheio de compaixão!»

SALMO RESPONSORIAL – 102/103

Bendize, ó minha alma, ao Senhor,
pois ele é bondoso e compassivo.

Bendize, ó minha alma, ao Senhor,
e todo o meu ser, seu santo nome!
Bendize, ó minha alma, ao Senhor,
não te esqueças de nenhum de seus favores!

Pois ele te perdoa toda culpa
e cura toda a tua enfermidade;
da sepultura ele salva a tua vida
e te cerca de carinho e compaixão.

O Senhor é indulgente, é favorável,
é paciente, é bondoso e compassivo.
Não nos trata como exigem nossas faltas
nem nos pune em proporção às nossas culpas.

Quanto dista o nascente do poente,
tanto afasta para longe nossos crimes.
Como um pai se compadece de seus filhos,
o Senhor tem compaixão dos que o temem.

Segunda Leitura

Monição: S. Paulo ensina-nos: «Tudo é vosso; vós sois de Cristo e Cristo é de Deus.» Por Jesus Cristo todos somos chamados à unidade. Há um só Corpo, um só Espírito, um só Senhor, uma só fé e um só Baptismo. A unidade da Igreja é fruto do Espírito Santo que habita em nós e realiza a maravilhosa comunhão dos fiéis!

1 Coríntios 3,16-23

Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios. Irmãos, 3 16 não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? 17 Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é sagrado - e isto sois vós. 18 Ninguém se engane a si mesmo. Se alguém dentre vós se julga sábio à maneira deste mundo, faça-se louco para tornar-se sábio, 19 porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois diz a Escritura "ele apanhará os sábios na sua própria astúcia". 20 E em outro lugar: "O Senhor conhece os pensamentos dos sábios, e ele sabe que são vãos". 21 Portanto, ninguém ponha sua glória nos homens. Tudo é vosso: 22 Paulo, Apolo, Cefas, o mundo, a vida, a morte, o presente e o futuro. Tudo é vosso! 23 Mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Continuamos neste Domingo com a leitura da 1ª parte da Carta aos Coríntios, em que S. Paulo pretende pôr cobro às divisões em grupinhos rivais: os coríntios iam atrás de sabedoria humana e não divina, ao gloriarem-se em pregadores preferidos. No seu apelo à unidade, Paulo apresenta a Igreja como um edifício sólido, em que todos têm de estar unidos, para se manter firme.

16-17 «Templo de Deus». A comunidade cristã de Corinto (e a Igreja universal) é designada desta forma, pois nela habita o Espírito Santo e nela exerce a sua acção santificadora. Em 1 Cor 6, 19 cada fiel em particular é também chamado templo de Deus. «Destruir o templo de Deus», a Igreja, é espalhar a má doutrina, os maus exemplos (daqui provém a expressão, conduta desedificante), mas também o atentar contra a unidade da Igreja, nem que seja só por promover capelinhas.

21-22 «Tudo é vosso». S. Paulo quer rebater aqueles cristãos com menos formação que se queriam prender demasiado ao prestígio da pessoa dos pregadores do Evangelho – eu cá sou de Apolo», eu cá sou de Paulo, eu cá sou de Pedro (v. 4) – e que, com demasiada visão humana, se gloriavam dos homens e dos seus dotes de eloquência, mostrando assim estarem imbuídos duma sabedoria deste mundo (v. 19). Por isso exclama: tudo é vosso,incluindo os pregadores e chefes da Igreja (Apolo, Paulo, Pedro); estes não são os proprietários dos fiéis, mas eles pertencem à comunidade dos fiéis, como seus servos (cf. 2 Cor 4, 5), por isso não tem sentido andarem a dizer:sou de Paulo, sou de Apolo… (v. 4). «Vós sois de Cristo!» e «Cristo é de Deus», enquanto homem; considerado como pessoa, Ele mesmo é Deus (cf. Filp 2, 6-11).

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“Sois templo de Deus e o Espírito de Deus habita em vós” (v. 16). Essa afirmação de Paulo refere-se à comunidade de Corinto, e não ao indivíduo. Como templo de Deus, a Igreja de Corinto apresenta-se como espaço vivo no qual Deus se faz presente. O Espírito de Deus habita em cada membro da comunidade. Estes, movidos pelo Espírito que faz com que chamemos Deus de Pai, não pertencem mais a si mesmos, mas a Deus.

“Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá, pois o templo de Deus é santo, e esse templo sois vós” (v. 17). A comunidade dos irmãos é santa. Destruí-la implica a sua própria destruição. Ora, a comunidade é santa exatamente porque atualiza o amor. Não há comunidade cristã se não houver o amor fraterno. Porque vive o amor, a comunidade pertence a Deus. Dela, o Pai zela com carinho!

A reflexão do apóstolo Paulo tem um endereço preciso: os líderes da comunidade de Corinto. Estes se orgulhavam de suas experiências religiosas, como também os outros membros da comunidade se exaltavam por pertencerem a este ou aquele líder. Paulo inverte a relação: não são os cristãos de Corinto que pertencem a este ou aquele, mas são os líderes que pertencem àqueles! Os líderes da comunidade devem estar a serviço dos fiéis. O Espírito Santo realiza na comunidade o plano salvífico de Deus. Seus líderes são apenas instrumentos do projeto do Pai.

“Quem se julga sábio diante do mundo, faça-se louco, para tornar-se sábio” (v. 18). À pretensão dos líderes da comunidade de Corinto de serem sábios aos moldes do mundo, Paulo opõe a sabedoria da cruz. A cruz, considerada loucura para o mundo, aparece em Paulo como a sabedoria mais elevada. Por ela, o cristão ilumina-se e, moldando-se a Cristo, vive o que a cruz revela: o amor gratuito de Deus!

A loucura da cruz leva o cristão a assumir outra lógica — diferente da do mundo — de relação com o mundo, com a vida e com Deus. Aquele que vive o que a cruz revela pertence a Cristo, “e Cristo é de Deus” (v. 23). De todas as coisas podemos nos servir, desde que sirvamos a Cristo!

AMBIENTE

Continuamos no contexto da comunidade cristã de Corinto. Depois de apresentar a “sabedoria de Deus”, revelada em Jesus Cristo (sobretudo através da “loucura da cruz”) e oferecida aos homens (cf. 1 Cor 1,18-2,16), Paulo constata que os coríntios ainda não acolheram essa sabedoria: mantêm-se na dimensão do homem carnal (isto é, do homem fraco, limitado, pecador, escravo das suas paixões e apetites), imaturos na fé; cultivam as divisões e os conflitos, em flagrante contradição com o que Jesus lhes ensinou; correm atrás de mestres humanos como se eles tivessem a chave da felicidade e da realização plena, esquecendo que, por detrás de Paulo ou de Apolo, está Deus (cf. 1 Cor 3,1-15). Ao viverem, ainda, de acordo com a “sabedoria do mundo”, os coríntios estão a ser infiéis à sua vocação: não dão testemunho de Deus e não o tornam presente no mundo.

MENSAGEM

É por isso que Paulo pergunta: “Não sabeis que sois Templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” O Templo de Jerusalém é, no contexto do Antigo Testamento, a residência de Deus, o lugar por excelência da presença de Deus no meio do seu Povo. É aí que Israel encontra o seu Deus e estabelece comunhão com Ele.

Mas agora, considera Paulo, é a comunidade cristã que é o verdadeiro Templo da nova aliança, isto é, o lugar onde Deus reside, onde ele se manifesta aos homens e onde ele oferece a salvação. Ora, ser Templo de Deus (lugar onde Deus reside no mundo e onde os homens encontram Deus) será compatível com uma existência onde a preocupação fundamental é procurar a “sabedoria do mundo”? A comunidade de Corinto pode ser Templo de Deus onde reside o Espírito e viver no conflito, na divisão, no ciúme, no confronto?

Na segunda parte deste texto (vers. 18-23), Paulo exorta os coríntios a deixarem, definitivamente, a “sabedoria do mundo” e a pautarem a sua existência pela “sabedoria de Deus” (que é amor até ao extremo, que é dom da vida, que é cruz). E Paulo volta a recordar: a “sabedoria de Deus” parece ser loucura aos olhos do mundo; mas é nessa “loucura” que reside o segredo da vida em plenitude.

Atenção: estas afirmações de Paulo não significam que ele seja adversário de todos os valores humanos, ou que ele imponha a renúncia à ciência e ao conhecimento; significa que, para Paulo, o verdadeiro segredo da felicidade e da realização do homem não está na ciência, na técnica, na elegância dos discursos, na definição de um esquema filosófico que explique coerentemente a vida do homem; mas está em Jesus que, ao longo de toda a sua vida e, de forma privilegiada na cruz, nos mostrou que só o amor, a doação, a entrega, o serviço, geram vida plena e fazem nascer o Homem Novo.

A última frase do nosso texto é muito rica: “tudo é vosso; mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus” (vers. 23). Deve ser compreendida em função de 1 Cor 1,12: “cada um de vós diz: ‘eu sou de Paulo; e eu de Apolo; e eu de Cefas’”… “Não é assim”, esclarece Paulo. “Vós não pertenceis a estes pregadores; eles é que vos pertencem a vós, pois são vossos servidores. Eles estão ao vosso serviço para que vós descubrais Cristo e a ‘loucura da cruz’ e, para que por Cristo, o mediador da salvação, chegueis a Deus”.

ACTUALIZAÇÃO

• Os cristãos são Templo de Deus, onde reside o Espírito. Isso quer dizer, em concreto, que, animados pelo Espírito, eles têm de ser o sinal vivo de Deus e as testemunhas da sua salvação diante dos homens do nosso tempo. O testemunho que damos, pessoalmente, fala de um Deus cheio de amor e de misericórdia, que tem um projecto de salvação e libertação para oferecer – sobretudo aos pobres e marginalizados, aqueles que mais necessitam de salvação? No nosso ambiente familiar, no nosso espaço de trabalho, no nosso círculo de amigos, somos o rosto acolhedor e alegre de Deus, as mãos fraternas de Deus, o coração bondoso e terno de Deus?

• A nossa comunidade paroquial ou religiosa é uma comunidade fraterna, solidária, e que dá testemunho da “loucura da cruz” com gestos concretos de amor, de partilha, de doação, de serviço, ou é uma comunidade fragmentada, dividida, cheia de contradições, onde cada membro puxa para o seu lado, ao sabor dos interesses pessoais?

• O que é que preside à minha vida: a “sabedoria de Deus” que é amor e dom da vida, ou a “sabedoria do mundo”, que é luta sem regras pelo poder, pela influência, pelo reconhecimento social, pelo bem estar económico, pelos bens perecíveis e secundários?

Subsídios:
2ª leitura: (1Cor 3,16-23) Não partidarismo, mas pertença completa a Cristo e Deus – Tendo descrito como se constrói a Igreja, templo de Deus (1Cor 3,1-15), Paulo tira agora as conclusões: a presença do Espírito de Deus torna santa a comunidade eclesial, e abalá-la é demolir Deus (3,17). E onde Deus está presente, não há lugar para endeusar homens, culto de personalidades. Em Cristo, a Igreja recebe a sabedoria de Deus e torna-se realidade divina. * 3,16 cf. 1Cor 6,19; 2Cor 6,16; Ef 2,20-22 * cf. Jó 5,13; Sl 94[93],11.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
É perfeito o amor de Deus em quem guarda sua palavra (1Jo 2,5).

Evangelho

Monição: «Quem observa a palavra de Jesus Cristo, nesse o Amor de Deus é perfeito!» Estas palavras de aclamação ao Evangelho são tiradas da primeira carta de S. João (1 Jo 2,5). Aclamemos Jesus Cristo, que nos convida a sermos perfeitos como é perfeito o pai celeste!

Mateus 5,38-48

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 5 38 "Tendes ouvido o que foi dito: ‘Olho por olho, dente por dente’. 39 Eu, porém, vos digo: não resistais ao mau. Se alguém te ferir a face direita, oferece-lhe também a outra. 40 Se alguém te citar em justiça para tirar-te a túnica, cede-lhe também a capa. 41 Se alguém vem obrigar-te a andar mil passos com ele, anda dois mil. 42 Dá a quem te pede e não te desvies daquele que te quer pedir emprestado. 43 Tendes ouvido o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e poderás odiar teu inimigo’. 44 Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos perseguem. 45 Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. 46 Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos? 47 Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem isto também os pagãos? 48 Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Continuamos neste Domingo com o Sermão da Montanha, na primeira parte, em que se agora é abordado o tema central da Boa Nova, a caridade para com todos.

39-40 «Não resistais ao homem mau». Jesus, com a lei do amor – o mandamento novo (Jo 13, 34) –, revoga para sempre a lei da vingança, que, embora moderada pela lei do talião (Ex 21, 23; Lev 24, 19-20; Dt 19, 18-21), era uma lei de desforra ditada não pelo amor, mas pelo zelo da própria honra ou da honra da família ou do clã. A lei do talião correspondia a um grande avanço moral e social para os tempos do Antigo Testamento, pois evitava uma vingança exagerada, que só provocaria novas vinganças sem fim; esta lei estabelecia o critério de que o castigo devia ser tal qual o delito, não podendo ser maior, daí o seu nome: talião. Jesus Cristo estabelece novas bases – o amor, o perdão das ofensas, a superação do orgulho – sobre as quais os homens hão-de atender a uma defesa razoável dos seus direitos. Os exemplos que Jesus dá, tão incisivos – oferecer a outra face, deixar a capa –, apontam para um novo espírito, com que têm de ser solucionados os conflitos, não são exemplos a indicar a letra da lei!

43 «Amarás o teu próximo, odiarás o teu inimigo». Só a 1ª parte estava expressa na Sagrada Escritura (cf. Lev 19, 18 – 1.a leitura). Os judeus consideravam próximo apenas os parentes, amigos e correligionários, ideia que Jesus corrigiu (cf. Lc 10, 25-37). A lei do ódio ao inimigo era deduzida das prescrições relativas aos gentios, para se evitar o contágio da idolatria (cf. Dt 20, 13-17; 23, 4-7; 25, 17-19).

48«Sede perfeitos, como o vosso Pai Celeste é perfeito». A expressão não é um paradoxo, pois rigorosamente falando, é impossível que a criatura alcance a perfeição de Deus. Mas esta é a meta para que deve tender todo o discípulo de Cristo. A santidade é a vocação de todo o baptizado. João Paulo II propôs como objectivo para o caminho da Igreja no 3º milénio a santidade de vida para todos: «Como explicou o Concílio, este ideal de perfeição não deve ser objecto de equívoco, vendo nele um caminho extraordinário, capaz de ser percorrido apenas por algum génio da santidade. Os caminhos da santidade são variados e apropriados à vocação de cada um. Agradeço ao Senhor por me ter concedido, nestes anos, beatificar e canonizar muitos cristãos, entre os quais numerosos leigos que se santificaram nas condições ordinárias da vida. É hora de propor de novo a todos, com convicção, estamedida alta da vida cristã ordinária: toda a vida da comunidade eclesial e das famílias cristãs deve apontar nesta direcção. Mas é claro também que os percursos da santidade são pessoais e exigem uma verdadeira e própriapedagogia da santidade, capaz de se adaptar ao ritmo dos indivíduos; deverá integrar as riquezas da proposta lançada a todos com as formas tradicionais de ajuda pessoal e de grupo e as formas mais recentes oferecidas pelas associações e movimentos reconhecidos pela Igreja».

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“Amai os vossos inimigos” (v. 44). Eis o que há de mais revolucionário em Jesus! Amar os inimigos nada mais é do que a prática do amor gratuito. O Pai nos ama gratuitamente. Assim, amando gratuitamente, imitamos o modo de amar do Pai. Só o amor nos conduz à perfeição!

Somos humanos quando a nossa atuação é alicerçada no amor. Somente assim criamos relação, comunhão com o outro. Ao falar de amor, Jesus tem em mente uma relação humana de interesse pelo bem da pessoa. Em outras palavras, amar, na Escritura, significa fazer sempre o bem ao outro. Não se trata, portanto, de um sentimento que, muitas vezes, se perde no abstrato. Amar é sempre concreto. Amar é ato e não abstração!

a) Rejeição à violência “Olho por olho, dente por dente” (v. 38).

Jesus se opõe à lei do “talião”. Opõe-se a toda forma de violência. Seu discípulo deve ser aquele que, com a prática do amor, estanca toda forma de violência. A posição de Jesus apresenta-se bastante clara: pagando o mal com a mesma moeda, nunca sairemos dele! Mas Jesus não quer somente isso. Ele quer mais: não nos limitarmos somente ao que nos é pedido; e ainda mais: amar até os nossos inimigos!

b) Doação sem medida “Não ofereceis resistência ao malvado!

Pelo contrário, se alguém te bater na face direita, oferece também a esquerda” (v. 39). Na dinâmica de refrear a maldade, Jesus nos convida à atitude da não resistência diante daqueles que nos fazem mal. Como seguidores de Jesus, o amor deve mover o nosso coração! Ora, o amor só visa ao bem. Portanto, não deve haver espaço para a maldade nos cristãos.

Jesus nos dá o exemplo: no alto da cruz, ele pede ao Pai perdão para todos os seus inimigos. Quando chegarmos ao céu e lá encontrarmos Pôncio Pilatos, Herodes, os sumos sacerdotes que condenaram o Filho de Deus e também os soldados romanos, não estranhemos! Insondável é a misericórdia divina! Inacessível à compreensão humana é o Deus misericordiador!

Os primeiros cristãos também são modelo para nós hoje. Eles não ofereceram resistência quando foram perseguidos e mortos por seguir Jesus. Ao contrário, também perdoaram aos seus perseguidores.

“Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto” (v. 40). Nos tempos de Jesus, quando alguém se sentia ofendido, era costume recorrer à justiça para exigir certa paga. Por exemplo, a túnica do ofensor! A postura de Jesus diante desses costumes apresenta-se clara. Nada substitui a pessoa humana! Devemos visar ao bem da pessoa, mesmo que, para isso, devamos abrir mão de nossos pertences. A transparência da postura de Jesus suscita em nós profunda admiração: somente quando a pessoa se sentir amada, somente quando se sentir importante aos olhos do outro, ela abandonará a maldade!

A maldade não é própria do ser humano. É impossível nascermos maus, uma vez que Deus, o bem por excelência, nos criou, e nos criou à sua imagem. Mas a maldade pode desenvolver raízes no coração humano.

Não somos inocentes! O mal não é inerente a nós, mas podemos dar-lhe hospedagem! Podemos criar condições para que ele se alastre entre nós. Nossos inimigos o são por natureza ou nós os produzimos? O terrorismo é o desabrochar de uma maldade inerente ao coração humano ou é sintoma?

“Dá a quem te pedir, e não vires as costas a quem te pede emprestado” (v. 42). Doação e doar-se, eis os frutos de um coração que quer seguir as pegadas de Jesus, daqueles que querem fazer a experiência de um Pai misericordiador! Para ser verdadeiramente filhos do Pai de Jesus, não há outra via: ser bom como ele é bom!

c) Amor aos inimigos “Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem” (v. 44).

A lei do Levítico (19,18) entendia o amor ao próximo como algo aplicável somente aos compatriotas e correligionários: “Não procures vingança nem guardes rancor aos teus compatriotas”. Jesus a aplica universalmente e de modo ilimitado. Para isso, recorre ao modo de agir do Pai misericordiador: “faz nascer o seu sol sobre maus e bons e faz cair a chuva sobre justos e injustos” (v. 45). Assim como o Pai, devem ser seus filhos. Como o Pai ama gratuitamente bons e maus, seus filhos devem amar até mesmo os inimigos!

A vocação do ser humano consiste em amar. Criados por um Deus Amor à sua imagem e semelhança, nós nos realizamos como humanos quando amamos a todos com o amor gratuito de Deus, sem procurar retribuição. Somente aquele que amam gratuitamente, tal como Deus, poderá amar os seus inimigos. Quem ama somente aqueles que o ama não ama o outro, mas a si mesmo. Seu amor move-se pelo interesse. O que mais lhe interessa é a si mesmo.

No “amar os nossos inimigos”, Jesus nos convida a ir além. Ir além redunda em pôr o nosso amor em movimento. Não basta amar quem nos ama. Para imitar o Pai misericordiador, devemos amar gratuitamente. O amor ao inimigo é a expressão maior da gratuidade do amor. O amor gratuito nos descentraliza, pois nos move a buscar o bem do outro! E nos centraliza em Deus, pois visamos aos bem do outro! Amando gratuitamente, imitaremos o Pai bom.

d) Perfeitos como o Pai “Sede, portanto, perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito” (v. 48).

Imitar o Pai em seu jeito de amar gratuito deve ser a meta de todo cristão. O Sermão da Montanha que abre o capítulo 5 do Evangelho de Mateus culmina neste versículo 48. O programa do cristão que Jesus apresenta ao longo desse capítulo tem uma meta precisa: seus seguidores devem ser perfeitos como o Pai.

Ser perfeitos como o Pai corresponde ao “sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso” (Lc 6,36). Os judeus seguiam piamente o pedido de Deus presente no livro do Levítico: “Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo”. Acreditavam eles que a observância estrita da lei conferia- -lhes a santidade querida por Deus. Por focarem na lei, imaginavam que qualquer deslize se tornava suficiente para atrair a cólera divina. Esqueciam que o Pai Santo é misericordiador! A maioria deles praticava a Lei, mas não a misericórdia!

Jesus nos alerta sobre a santidade: ao ser misericordiadores, seremos perfeitos como o Pai! Não há outra via! Os misericordiadores praticam a Palavra normativa do Pai. Os “perfeitos como o Pai”, ou seja, os misericordiadores são bem-aventurados. Os verdadeiros discípulos de Jesus Cristo!

AMBIENTE

Continuamos com o “discurso da montanha” e com a apresentação da “nova Lei” que deve conduzir a caminhada cristã.
Vimos, no passado domingo, como Mateus estava preocupado em definir, para os cristãos vindos do judaísmo, a relação entre Cristo e a Lei de Moisés. Os cristãos continuam obrigados a cumprir a Lei de Moisés? Jesus não aboliu a Lei antiga? O que há de verdadeiramente novo na mensagem de Jesus?

A perspectiva de Mateus é que Jesus não veio abolir a Lei, mas levá-la à plenitude. No entanto, considera Mateus, a Lei tornou-se um conjunto de prescrições que são cumpridas mecanicamente, dentro de uma lógica casuística que, tantas vezes, não tem nada a ver com o coração e com a vida. É preciso que a Lei deixe de ser um conjunto de preceitos externos a cumprir para conquistar a salvação, para se tornar expressão de um verdadeiro compromisso com Deus e com o “Reino”.

Vimos como Mateus apresentava um conjunto de exemplos, destinados a tornar mais clara e concreta esta perspectiva. Dos seis exemplos apresentados por Mateus, quatro apareceram no Evangelho do passado domingo; para hoje, ficam os dois últimos exemplos dessa lista.

MENSAGEM

O primeiro exemplo que o Evangelho de hoje nos propõe (o quinto da lista) refere-se à chamada “lei de talião” (vers. 38-42). A “lei de talião”, consagrada na conhecida fórmula “olho por olho, dente por dente”, aparece em vários textos vétero-testamentários (cf. Ex 21,24; Lv 24,20; Dt 19,21). Em si, é uma lei razoável, destinada a evitar as vinganças excessivas, brutais, indiscriminadas…

Jesus, no entanto, não se dá por satisfeito com uma lei que apenas limita os excessos na vingança, e propõe uma lógica inteiramente nova. Na sua perspectiva, não chega manter a vingança dentro de fronteiras razoáveis, mas é preciso acabar com a espiral de violência de uma vez por todas; para isso, Jesus propõe que os membros do “Reino” sejam capazes de interromper o curso da violência, assumindo uma atitude pacífica, de não resistência, de não resposta às provocações.

Para tornar mais clara a sua proposta, Jesus apresenta quatro casos concretos. No primeiro (vers. 39), pede que não se responda com a mesma moeda àquele que nos agride fisicamente, mas que se desarme o violento oferecendo a outra face; no segundo (vers. 40), recomenda que, diante de uma exigência exorbitante (entrega da túnica, isto é, da peça de roupa mais fundamental, que não era tirada senão àquele que era vendido como escravo – cf. Gn 37,23), se responda entregando ainda mais (a entrega da capa, vestimenta que servia para proteger dos rigores da noite e que, por isso, a própria Lei não admitia que fosse retida, senão por um dia – cf. Ex 22,25; Dt 24,12-13); no terceiro (vers. 41), exige que se acompanhe por duas milhas aquele que quer forçar-nos a acompanhá-lo por uma (provavelmente, haverá aqui uma referência a uma prática frequente das patrulhas romanas que, desorientadas, requisitavam os habitantes da Palestina para que as guiassem durante algum tempo); no quarto (vers. 42), Jesus recomenda que não se ignore, nem se deixe sem atender aquele que pede dinheiro emprestado… Este conjunto de exemplos concretos aponta numa única direcção: os membros da comunidade de Jesus devem manifestar a todos um amor sem medida, que vai muito além daquilo que é humanamente exigido. Dessa forma, eles inauguram uma nova era de relações entre os homens.

O segundo exemplo que o Evangelho de hoje nos apresenta (o sexto da lista) refere-se ao amor aos inimigos (vers. 43-48). Jesus afirma que a Lei antiga recomendava: “ama o teu próximo e odeia o teu inimigo”… No entanto, embora haja na Lei antiga uma referência ao amor ao próximo (cf. Lv 19,18), não se refere, em lado nenhum, o ódio aos inimigos (o verbo “odiar” pode significar, nas línguas semitas, simplesmente “não amar”; no entanto, certos grupos contemporâneos de Jesus defendiam o ódio aos inimigos: a seita essénia de Qûmran, por exemplo, pregava o ódio contra os “filhos das trevas” – isto é, contra aqueles que não pertenciam à comunidade essénia e que estavam, portanto, entregues à vingança divina).

Em qualquer caso, o amor ao próximo recomendado pela Lei havia adquirido, na época de Jesus, um sentido muito restrito: era o amor a esse próximo mais chegado que, quando muito, chegava a incluir todos os israelitas mas que não atingia, em nenhum caso, os não membros do Povo eleito. Quando muito, o amor ao próximo atingia, na visão judaica, o compatriota, aquele que pertencia à comunidade do Povo de Deus.

O pedido de Jesus apresenta, portanto, uma verdadeira novidade e exige uma autêntica revolução das mentalidades. Para Jesus, não chega amar aquele que está próximo, aquele a quem me sinto ligado por laços étnicos, sociais, familiares ou religiosos; mas o amor deve atingir todos, sem excepção, inclusive os inimigos. Fica, assim, abolida qualquer discriminação; são abatidas todas as barreiras que separam os homens.

Qual o motivo desta exigência? É porque Deus também não faz discriminação no seu amor. Ele é o Pai que não distingue entre amigos e inimigos, que faz brilhar o sol e envia a chuva sobre bons e maus, que oferece o seu amor a todos, inclusive aos indignos (vers. 45). O amor universal de Deus é a razão do amor que os membros do “Reino” devem oferecer a todos os homens e mulheres que Deus coloca no seu caminho. “Ser filho de Deus” significa dar testemunho do amor de Deus e parecer-se com Deus no modo de agir.

A expressão final (“sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”) parafraseia o refrão da “lei da santidade” que encontramos na primeira leitura (“sede santos porque Eu, o vosso Deus, sou santo”) e resume, de forma magnífica, o ensinamento que Mateus pretende apresentar à sua comunidade com estes seis exemplos (os quatro do passado domingo e os dois de hoje): viver na dinâmica do “Reino” exige a superação de uma perspectiva legalista e casuística, para viver em comunhão total com Deus, deixando que a vida de Deus, que enche o coração do crente, se manifeste na vida do dia-a-dia, inclusive nas relações fraternas.

ACTUALIZAÇÃO

• Este Evangelho recorda-me que, ao aceitar o desafio de viver em comunhão com Deus, eu sou chamado a dar testemunho da vida de Deus diante de todos os meus irmãos e a ser um sinal vivo de Deus, do seu amor, da sua perfeição, da sua santidade, no meio do mundo. Aceito esse desafio e estou disposto a corresponder-lhe?

• A leitura que nos foi proposta coloca, mais uma vez, como cenário de fundo, as exigências do compromisso com o “Reino”. Sugere que viver na dinâmica do “Reino” implica, não o cumprimento de ritos ou de leis, mas uma atitude nova, revolucionária, que resulta de um compromisso interior com Deus verdadeiramente assumido, e manifestado em atitudes concretas. Exige a superação de uma religião feita de leis, de códigos, de ritos, de gestos externos e o viver em comunhão com Deus, de tal forma que a vida de Deus encha o coração do crente e transborde em gestos de amor para com os irmãos. O que é que define a minha atitude religiosa: o cumprimento dos ritos, a letra da lei, ou a comunhão com Deus que enche o meu coração de vida nova e que depois se expressa em atitudes de amor radical para com os irmãos?

• Jesus pede, aos que aceitaram embarcar na aventura do “Reino”, a superação de uma lógica de vingança, de responder na mesma moeda, e o assumir uma atitude pacífica de não resposta às provocações, que inverta a espiral de violência e que inaugure um novo espírito nas relações entre os homens. Não é, no entanto, esta a lógica do mundo, mesmo do mundo “cristão”: em nome do direito de legítima defesa ou do direito de resposta, as nações em geral e as pessoas em particular recusam enveredar por uma lógica de paz e respondem ao mal com um mal ainda maior. Como é que eu vejo a questão da violência, do terrorismo, da guerra? Tenho consciência de que a lógica da violência, da vingança, não tem nada a ver com os métodos do “Reino”? O que é que é mais questionante, interpelador e transformador: a violência das armas, ou a violência desarmada do amor?

• Jesus pede, também, aos participantes do “Reino” o amor a todos, inclusive aos inimigos, subvertendo completamente a lógica do mundo. Como é que eu me situo face a isto? A minha atitude é a de quem não exclui nem discrimina ninguém, mesmo aqueles de quem não gosto, mesmo aqueles contra quem tenho razões de queixa, mesmo aqueles que não compreendo, mesmo aqueles que assumem atitudes opostas a tudo em que eu acredito?

Subsídios:
Evangelho: (Mt 5,38-48) Pagar o mal pelo bem, amar os inimigos – Como na “Lei da Santidade” (Lv 17–26, cf. 1ª leitura), também em Mt 5,17-48 a imitação de Deus na sua “perfeição”(= santidade) apresenta-se como regra fundamental. Jesus dá a esta imitação um conteúdo radical: não só amar o próximo (cf. Lv 19,18), mas também o inimigo! E outras coisas assim. – A ajuda desinteresseira, o amor a quem não nos ama são as provas de que amamos com o mesmo amor gratuito de nosso Pai celeste. * 5,38-42 cf. Ex 21,24; Lc 6,29-30; 1Pd 3,9 * 5,43-48 cf. Lv 19,18; Lc 6,32-33; Rm 12,14.20.

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evangelho de hoje continua com a interpretação da Lei que Jesus propõe no Sermão da Montanha. Jesus supera a justiça do Antigo Testamento, que se guiava pela lei do “talião” (do “tal qual”), “olho por olho, dente por dente” (uma maneira de refrear a vingança ilimitada). A posição de Jesus parece compreensível, pois pagando o mal com o mal nunca se sai do status quo, da violência, da vingança. Mas o que Jesus quer é mais do que isso: dar mais do que nos é pedido e até amar os inimigos. Como é que se pode gostar de quem não se gosta?

Novamente, Jesus não pergunta se é possível. Só diz que deve ser assim, pois Deus é assim mesmo! Deus faz o sol surgir sobre bons e maus e a chuva descer sobre justos e injustos. Pois todos são os seus filhos. “Mas, dirá alguém, eu não sou Deus”. E a resposta de Jesus: “Não és Deus, mas procura ser como ele: perfeito como teu Pai celeste é perfeito; então, serás realmente seu filho!”

Jesus não veio para facilitar nossa vida, mas para nos tornar semelhantes a Deus, mesmo se ficamos sempre devendo e sabemos que, por nosso própria força, nunca chegaremos a isso. Também não é uma questão de esforço, mas de amor e de graça. Uma vez conscientes de que Deus nos ama de graça (cf. Rm 5,6-8 e 1Jo 4,10.19), já não vamos achar estranho amar de graça os que não nos amam (mesmo se devemos combatê-los quando oprimem os mais fracos...). Se entendermos o amor gratuito, não vamos achar absurdo convidar os que não nos podem retribuir (cf. Lc 14,12-14). O amor de Deus é criador: cria uma situação nova, que não existia antes. Quando nos sabemos envolvidos nesse amor paterno criador e gratuito, seremos capazes de imitá-lo um pouco. Seremos, não por nosso esforço, mas por saber-nos amados, realmente os seus filhos. E almejaremos o dia em que a morte porá fim às nossas incoerências, para que Ele nos acolha plena e definitivamente.

Na 1ª leitura, encontramos juntos, já no Antigo Testamento, os mandamentos de não guardar rancor e do amor ao próximo (Lv 19,17-18; cf. Lv 19,35, o amor ao estrangeiro). Todos esses mandamentos se baseiam na mesma verdade: todas as pessoas são filhos do mesmo Pai. Poderíamos acrescentar o amor ao insignificante, ao pobre, ao marginal, amor este que serve de critério para ver se a nossa vida é compatível com a eterna companhia de Deus, nosso Pai (Mt 25,31-46).

A liturgia de hoje supõe, portanto, que estejamos imbuídos da consciência filial com relação a Deus. “Bendize, ó minha alma, o Senhor, e jamais te esquece de todos os seus benefícios” (salmo responsorial).

Na 2ª leitura continua a polêmica de Paulo com a sabedoria do mundo, por ocasião da divisão que a vanglória, o partidarismo e outras atitudes demasiadamente humanas causaram na comunidade de Corinto. Tal divisão é o contrário daquilo que o evangelho ensina. Reconhecendo o evangelho como única sabedoria válida, devemos dizer, com Paulo, que os critérios humanos são loucura diante de Deus. Paulo ironiza os coríntios, dos quais uns diziam: “eu sou de Paulo”, ou “de Apolo”, “de Cefas” ou até “de Cristo”... “Ainda bem que quase não batizei ninguém”, observa Paulo, brincando (1Cor 1,14). E mais adiante conclui: “Todos nós, apóstolos, somos vossos; e não só nós, toda a realidade da criação é vossa... mas vós sois de Cristo, e Cristo de Deus” (3,21-23). Hoje ouvimos: “Eu sou de tal movimento, de tal ‘teologia’, de tal tradição”. Mas não faz diferença: somos de Cristo, e Cristo, de Deus. Por isso devemos ser como Cristo e como Deus. Isto, porém, não o conseguiremos por um vaidoso esforço de nossa vontade, mas somente se nos deixarmos envolver no amor gratuito que Deus nos testemunhou em Jesus, dado por nós até o fim.

SER PERFEITO COMO DEUS!

Quem hoje pretendesse querer ser perfeito como Deus granjearia alguns sorrisos irônicos... E contudo, é o que Jesus ensina no Sermão da Montanha (evangelho). A vocação à perfeição “como Deus” é um tema fundamental para a vida de todo cristão – não só para os santos e beatos.

Na primeira página da Bíblia está que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança (Gn 1,26). Ele quer ver sua imagem em seu povo eleito, Israel: “Sede santos, porque eu, vosso Deus, sou santo” (1ª leitura). Pela aliança, os israelitas “são de Deus”. Ora, Deus não quer envergonhar-se de sua gente. Por isso, quer que sejam irrepreensíveis, e uma das suas exigências é que eles não briguem entre si, não se matem em eternas vinganças etc. Numa palavra: que amem seus “próximos” (= compatriotas) como a si mesmos (Lv 19,18). Ora, ninguém entende como Jesus o que exige essa pertença a Deus. Deus é o Pai de todos, de bons e maus, e ama a todos como a seus filhos. Então nós, seu povo, devemos também amar a todos, inclusive os inimigos! Assim nos mostraremos semelhantes a Deus e realizaremos a vocação de nossa criação.

O homem moderno (como o de todos os tempos) gosta de ser seu próprio deus. Em vez de querer ser semelhante a Deus, só olha no espelho... Será por isso que existem inimizades tão cruéis em nosso mundo, a violência descarada das bombas atômicas, a violência “limpa” das “guerras cirúrgicas”, a cínica exploração das massas populares? No mundo reina divisão, entre nações, religiões, classes sociais; até na Igreja ricos e pobres vivem separados. Onde existe esse amor ao inimigo que Jesus ensina? Pois bem, exatamente por causa dessas divisões, o amor ao inimigo é indispensável. Se todos estivéssemos perfeitamente de acordo, não precisaríamos desse ensinamento de Jesus! As lutas e divisões que são a matéria da História e que têm reflexos mesmo entre os fiéis não devem excluir o amor à pessoa, ainda que se lute contra sua ideia ou posição. As divergências tornam ainda mais necessário o amor – que consistirá talvez em mostrar ao “inimigo” que ele defende um projeto errado ou injusto...

O ser humano realiza sua vocação de ser semelhante a Deus, quando ama a todos com o amor gratuito de Deus, sem procurar qualquer compensação. Por essa razão, deve empenhar-se de modo especial pelos pobres, estranhos etc. – e também amar os inimigos.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

– Meu amor por meu irmão reflete o único modo de amar do Pai? Minha comunidade é templo vivo de Deus? Ela se deixa conduzir pelo Espírito do Pai? Meu amor é seletivo ou ele é inclusivo como o amor do Pai? Se eu não amar como o Pai, eu não o amo acima de todas as coisas!

– Se a Igreja (Povo de Deus) se fecha, se não se põe em saída como o Pai, se não é espaço de misericórdia, ela se autodestrói. A comunidade viva (templo vivo de Deus) só se mantém viva se praticar o amor gratuito.


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

«Amarás o teu próximo como a ti mesmo!»

No Domingo passado, ouvimos Jesus dizer que não veio revogar, mas dar pleno cumprimento à lei e às profecias. Hoje, continuamos a ler este discurso, tirado do capítulo quinto de S. Mateus, conhecido como o Sermão da montanha. Jesus explica a novidade da Nova Aliança, do Novo Testamento, cuja base assenta na caridade para com todos os homens! O preceito «de amar o próximo» é antigo! «Amarás o teu próximo como a ti mesmo!» (Lev19,17-18) Na prática, este mandamento, limitava-se aos membros do povo bíblico. Jesus alarga o horizonte e pede-nos para amarmos todos os homens, nossos irmãos. Este amor universal torna-se sinal credível daquele Amor eterno e compassivo de Deus para com toa a humanidade. Por isso, Jesus convida-nos: «Sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste!» Apontando para o exemplo do Pai celeste, que faz brilhar o sol para bons e maus e que manda chover para justos e pecadores, Jesus pede-nos para dar a outra face e amar os inimigos. Jesus aponta-nos uma meta muito alta para não nos contentarmos com a mediocridade. O horizonte do Reino de Deus não fica limitado pelas dificuldades da terra, mas alarga-se até ao Céu! Deus é Pai de todos. Não podemos classificar os nossos irmãos como bons e maus, com base em critérios ideológicos, religiosos, étnicos ou morais: «Deus não faz acepção de pessoas!» (Rom 2, 11) Só Deus é termo de comparação para todos, porque Ele é «Clemente e compassivo, paciente e cheio de bondade». E se alguém é mau para connosco não é negando-lhes a chuva e o sol da nossa bondade que se tornará melhor. Além disso, recordemos que «Jesus morreu por nós quando éramos pecadores!» (Rom 5, 8) Deus ama gratuitamente! Deus é justo e Santo! Aceitemos o seu convite que nos dirigiu no livro do Levítico: «Sede Santos porque Eu sou Santo!» A nossa bondade para com todos á aquela luz que há-de brilhar no mundo para que os homens vejam as nossas boas obras e nos possam reconhecer como discípulos de Jesus e glorifiquem O Pai que está nos Céus! Além disso, o nosso amor fraterno é sinal da nossa filiação divina! Guardemos no nosso coração a Palavra que Jesus nos dirige e ponhamo-la em prática com diligência para alcançarmos a perfeição, a santidade: «Amai os vossos inimigos! Orai pelos que vos perseguem para serdes filhos do vosso Pai celeste!»


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 7º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa…

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Concedei, Senhor, que celebremos dignamente estes divinos mistérios, de modo que os dons oferecidos para vossa glória sejam para nós fonte de eterna salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

SANTO

Monição da Comunhão
«A obra da evangelização pressupõe em nós um grande amor fraterno. São sinais deste amor a preocupação pela verdade, o respeito pela situação religiosa e espiritual de todas as pessoas. Respeito pela sua consciência e pelas suas convicções.» (EN 79) «A prática da caridade fraterna é um acto da Igreja e faz parte da sua missão originária.» Papa Bento XVI, Deus caritas est, nº 32

Salmo 9,2-3
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Cantarei todas as vossas maravilhas. Quero alegrar-me e exultar em Vós. Cantarei ao vosso nome, ó Altíssimo.

Ou Jo 11,27
Senhor, eu creio que sois Cristo, Filho de Deus vivo, o Salvador do mundo.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Nós Vos pedimos, Deus omnipotente, que este sacramento de salvação seja para nós penhor seguro de vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

RITOS FINAIS

Monição final: Ó Pai eterno, abismo de caridade! Ó Pai celeste, abismo de eterna Bondade e eterna Misericórdia! Por que és tão louco de Amor? Por que Te prendes à tua criatura? Por que colocas nela a tua complacência? Por que colocas nela as tuas delícias? O desejo da sua salvação é em ti uma embriaguez: a criatura foge e Tu partes à sua procura. Ela afasta-se e Tu a procuras. Poderias vir para mais perto dela do que revestires-te da sua humanidade? (Stª Catarina de Sena)


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

7ª SEMANA

2ª Feira, 24-II: A força da oração, feita com fé.

Sir 1, 1-10 / Mc 9, 14-29
Jesus replicou-lhe: Se podes?! Tudo é possível a quem acredita.

«Tal é a força da oração: ‘tudo é possível a quem crê’ (Ev.), com uma fé que não hesita» (CIC, 2610). A fé é a nossa resposta à palavra de Deus, onde reside a Sabedoria: «A fonte da Sabedoria é a palavra de Deus no alto dos céus, e os seus caminhos são preceitos eternos» (Leit.). Procuremos acolher com fé a palavra de Deus, que nos indica o caminho do Céu. A oração, cheia de fé, é o melhor meio de vencermos as tentações, de ultrapassarmos as dificuldades, de obtermos do Senhor aquilo que precisamos.

3ª Feira, 25-II: Cadeira de S. Pedro: União com o Papa.

1 Ped 5, 1-4 / Mt 16, 13-19
Eu também te digo a ti: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.

Esta Festa da Cadeira de S. Pedro é uma boa oportunidade para vivermos bem a unidade à volta do Papa. É esta uma vontade expressa do Senhor (Ev.). Cristo, que é a pedra angular, garante à Igreja, edificada sobre Pedro, o triunfo sobre o demónio (Ev.). Apoiemos o Papa com as nossas orações e sacrifícios; sigamos fielmente os seus ensinamentos e ajudemos todos a viver a unidade da doutrina. Peçamos, pois, para todos os pastores de almas: «Apascentai o rebanho de Deus, velai por ele, para serdes modelos do rebanho» (Leit.).

4ª Feira, 26-II: Compromisso na animação cristã da sociedade.

Sir 4, 11-19 / Mc 9, 38-40
Não o impeçais, pois ninguém pode fazer um milagre em meu nome e logo a seguir dizer mal de mim.

Ao anunciar a Boa Nova o que é mais importante é a proclamação da verdade sobre Cristo e sobre o homem, em união filial com o Papa e os Bispos. Quem assim dá testemunho apostólico recebe a bênção do Senhor: «Quem conquista (a Sabedoria) recebe a glória como herança: para onde quer que vá, tem a bênção do Senhor» (Leit.). Esta Sabedoria levará cada fiel a comprometer-se na animação cristã da sociedade em que vive, apoiado nos ensinamentos do Magistério da Igreja, aplicados com liberdade e responsabilidade.

5ª Feira, 27-II: Evitar as ocasiões de pecado.

Sir 5, 1-8 / Mc 9, 41-50
Não esperes para te converteres ao Senhor, pois subitamente há-de irromper a sua indignação, e no tempo do castigo serás exterminado.

«Jesus fala muitas vezes da ‘gehena do fogo que não se apaga’ (Ev.), reservada aos que recusam até ao fim da vida acreditar e converter-se» (CIC, 1034). Para evitar isso, somos convidados à conversão, sem demoras (Leit.). Muitas vezes a conversão consiste em rejeitar decididamente o que for para nós ocasião de pecado: «A pessoa temperada orienta para o bem os apetites sensíveis, guarda uma sã descrição e não se deixa arrastar pelas paixões do coração (Leit.)» (CIC, 1809). E: «Se um dos teus olhos for para ti ocasião de pecado, deita-o fora» (Ev.).

6ª Feira, 28-II: A fidelidade no matrimónio.

Sir 6, 5-17 / Mc 10, 12
Quem despedir a sua mulher e casar com outra comete adultério em relação à primeira.

Infelizmente são muitos os católicos que recorrem ao divórcio e depois contraem civilmente uma nova união: «A Igreja mantém, por fidelidade à palavra de Jesus Cristo (Ev.), que não pode reconhecer como válida uma nova união, se o primeiro matrimónio foi válido» (CIC, 1650). É muito importante viver a amizade: «O amigo fiel é abrigo seguro: quem o encontrou descobriu um tesouro» (Leit.) A amizade precisa ser protegida e defendida, mantida firme nas dificuldades, resistente ao passar do tempo e das contradições.

Sábado, 01-III: Restauração da ‘imagem’ de Deus.

Sir 17, 1-15 / Mc 10, 13-16
À semelhança de si mesmo, Deus revestiu-os (aos homens) de força e formou-os à sua própria imagem.

Esta imagem e semelhança de Deus foram restauradas no homem por Cristo, apesar de desfigurada pelo pecado e pela morte: «Na economia da salvação, o próprio Filho assumirá a ‘imagem’ e restaurá-la-á na ‘semelhança’ com o Pai» (CIC, 705). Ajudaremos Jesus nesta restauração se, por exemplo, nos fizermos como crianças diante de Deus (Ev.). Precisamos ter uma vontade firme para nos comportarmos como filhos de Deus, dóceis à sua vontade; vivermos com simplicidade e abandono em Deus.

Celebração e Homilia: JOSÉ ROQUE
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

Fonte: Celebração  Litúrgica

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/default.asp


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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