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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.org.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


26.10.2014
30º Domingo do Tempo Comum — ANO A
( VERDE, GLÓRIA, CREIO – II SEMANA DO SALTÉRIO )
__ “Amar não é um puro sentimento: é o jeito de agir como Deus age.” __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGLEHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Sabemos, todos nós, da relevância que os relacionamentos têm em nossas vidas. Talvez não seria exagero dizer que somos aquilo que relacionamos. Por isso, a harmonia depende, em grande parte do modo como nos relacionamos uns com os outros. Quando nossos relacionamentos se tornam confusos e, às vezes, até mesmo agressivos, a desarmonia começa a fazer parte da vida. Tudo fluirá com facilidade se soubermos nos relacionar bem com Deus, com as pessoas, situações e conosco mesmos. Portanto, para que os relacionamentos possam produzir harmonia em nossos corações, faz-se necessário viver no amor e se alimentar dele. Quando o amor faz parte de nosas vidas, tudo será feito com serenidade, leveza e com mais eficácia.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Neste domingo nos reunimos para celebrar o amor de Deus e viver de acordo com sua vontade. Que nossos corações se entreguem a esse amor que dá alegria e coragem para transformarmos nossa existência.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Será necessário afastar-se dos homens para encontrar a Deus? E quem encontrou a Deus ainda poderá voltar aos homens e viver com eles? Interessar-se por eles, trabalhar com eles e para eles? Em outras palavras, são compatíveis o amor de Deus e o amor dos homens, ou, ao contrário, um exclui o outro, de modo que seja absolutamente necessário fazer uma opção? Nenhuma dessas perguntas recebeu de Jesus uma resposta essencial: o primeiro mandamento é amar a Deus e o segundo, que lhe é semelhante, amar os homens. Não se pode, pois, pensar que a entrada de Deus numa consciência provoque a exclusão do homem.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo, entoemos cânticos jubilosos ao Senhor!


ENCONTRO DE DOIS AMORES

ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://www.diocesedeapucarana.com.br/userfiles/pulsandinho/26-10-14.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/sites/arquidiocesedesaopaulo.pucsp.br/files/58%2030%C2%BA%20DTC.pdf


TEMA
O MANDAMENTO MAIOR

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- Autoria do Roteiro Homilético da Paulus para o período de Setembro/Outubro-2014: Aíla Luzia Pinheiro Andrade, nj - Graduada em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará e em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje – BH), onde também cursou mestrado e doutorado em Teologia Bíblica e lecionou por alguns anos. Atualmente, leciona na Faculdade Católica de Fortaleza. É autora do livro Eis que faço novas todas as coisas – teologia apocalíptica (Paulinas). E-mail: aylanj@gmail.com.

Introdução da Revistal Vida Pastoral

A liturgia de hoje destaca o maior mandamento: amar a Deus e amar o próximo. No livro do Êxodo, encontramos uma série de leis sobre os deveres para com as categorias sociais mais necessitadas naquela época: estrangeiros, viúvas, órfãos e endividados. No Novo Testamento, essas exigências são plenificadas pelas palavras de Jesus, ao pôr em paralelo o amor a Deus e o amor ao próximo. Mais que palavras, a obra redentora de Cristo é a expressão de seu amor ao Pai e ao ser humano. O Filho de Deus é verdadeiramente aquele que se fez próximo de quem mais necessitava da plenitude da vida.

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia do 30º domingo Comum diz-nos, de forma clara e inquestionável, que o amor está no centro da experiência cristã. O que Deus pede – ou antes, o que Deus exige – a cada crente é que deixe o seu coração ser submergido pelo amor.

O Evangelho diz-nos, de forma clara e inquestionável, que toda a revelação de Deus se resume no amor – amor a Deus e amor aos irmãos. Os dois mandamentos não podem separar-se: “amar a Deus” é cumprir a sua vontade e estabelecer com os irmãos relações de amor, de solidariedade, de partilha, de serviço, até ao dom total da vida. Tudo o resto é explicação, desenvolvimento, aplicação à vida prática dessas duas coordenadas fundamentais da vida cristã.

A primeira leitura garante-nos que Deus não aceita a perpetuação de situações intoleráveis de injustiça, de arbitrariedade, de opressão, de desrespeito pelos direitos e pela dignidade dos mais pobres e dos mais débeis. A título de exemplo, a leitura fala da situação dos estrangeiros, dos órfãos, das viúvas e dos pobres vítimas da especulação dos usurários: qualquer injustiça ou arbitrariedade praticada contra um irmão mais pobre ou mais débil é um crime grave contra Deus, que nos afasta da comunhão com Deus e nos coloca fora da órbita da Aliança.

A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de uma comunidade cristã (da cidade grega de Tessalónica) que, apesar da hostilidade e da perseguição, aprendeu a percorrer, com Cristo e com Paulo, o caminho do amor e do dom da vida; e esse percurso – cumprido na alegria e na dor – tornou-se semente de fé e de amor, que deu frutos em outras comunidades cristãs do mundo grego. Dessa experiência comum, nasceu uma imensa família de irmãos, unida à volta do Evangelho e espalhada por todo o mundo grego.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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DOIS AMORES INSEPARÁVEIS

Sempre e em todo lugar existem os mal-intencionados querendo interpelar Jesus para pô-lo em apuros. Desta vez entra a questão do maior mandamento. Os fariseus, juntamente com os saduceus, fazem parte da elite governante no tempo de Jesus. Graças a uma provocação maldosa do fariseu, temos a proposta de Jesus de não separar os dois amores: a Deus e ao próximo.

A resposta de Jesus retoma Deuteronômio (6,5), onde encontramos o famoso shemá, Israel (escuta, Israel). Oshemá é o início de uma oração ainda hoje muito cara à religião judaica que manifesta a fé do povo num Deus único. Essa expressão é repetida várias vezes no Deuteronômio. A tríplice terminologia – coração, alma, mente –denota a integralidade da existência humana orientada para Deus.

A proposta de Jesus vai na contramão de uma religião intimista e desligada da vida cotidiana, sem compromisso com o próximo. O “eu e Deus” envolve um terceiro elemento: o irmão. Jesus deixa claro que não existe um amor a Deus que ignore o compromisso com o irmão. Amar a Deus acima de tudo nos faz amar o próximo com a mesma intensidade. Quanto mais a pessoa ama, mais humana e divina se torna.

Demonstramos nosso amor a Deus amando o próximo, imagem de Deus. Na vivência do segundo mandamento –não menos importante –, comprova-se a fidelidade ao primeiro. A comunhão amorosa e fiel a Deus exige atenção para com as pessoas. A fidelidade a Deus não combina com o desprezo ao povo. Como diz são João: “Quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Quem não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor”.

Toda religião séria não pode esquecer o essencial e se deixar levar por caminhos que ignoram os irmãos sofredores, também filhos e filhas de Deus e amados por ele. A resposta de Jesus quer recuperar o essencial na vivência cotidiana e a base de toda religião: o amor a Deus e ao próximo.

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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O GRANDE MANDAMENTO DO AMOR

No batismo, tornamo-nos filhos e filhas de Deus, assumindo os compromissos do reino e as exigências da vida cristã. Pertencemos a uma mesma família, uma mesma comunidade, e Deus é nosso Pai. Para orientar as relações de fraternidade entre nós e entre cada um de nós com ele, Deus pôs ao nosso alcance preceitos, leis e mandamentos. Os muitos preceitos ou mandamentos se resumem em amor a Deus e ao próximo, como nos fala Jesus no evangelho de hoje.

A leitura do livro do Êxodo lembra ao povo de Israel os sofrimentos e opressões que ele experimentou no Egito, terra estrangeira, e convida-o a tratar com amor e carinho os irmãos e irmãs carentes: pobres, viúvas, devedores, estrangeiros, órfãos… Assim essa leitura apresenta preceitos referentes aos deveres para com o próximo necessitado: “Não oprimas nem maltrates… não façais mal algum…” (Ex 22,21). O objetivo das leis e mandamentos é harmonizar a vida em comunidade e sociedade.

A liturgia de hoje é um convite a viver integralmente o amor, como Jesus nos ensinou. Amar a Deus de todo o coração, de toda a alma e entendimento significa dar plena adesão ao seu projeto de vida, dedicando-se ao seu serviço. E para concretizar esse serviço divino, somos convocados a amar os que nos rodeiam, o próximo. Jesus, como Filho de Deus e nosso Mestre, fez a mesma coisa: realizou a vontade do Pai, pondo-se a serviço da humanidade, morrendo pregado na cruz para salvá-la. A obra salvadora de Cristo é a expressão de seu amor ao Pai e às pessoas.

É impossível separar o amor ao próximo do amor a Deus. Como cristãos, somos chamados a seguir o exemplo de Jesus: assumir, de coração, os compromissos do reino, servindo os irmãos e irmãs necessitados de nossa dedicação. Porque, como disse são João: “Ninguém pode pretender amar a Deus, odiando aos outros. Pois quem não ama o seu irmão, a quem vê, como pode amar a Deus, a quem não vê? E recebemos de Deus este mandamento: quem ama a Deus ame também a seu irmão” (1Jo 4,20-21).

Pe. Gilbert Mika Alemick, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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Amar sem reservas!

43- XXX Domingo Comum

RECADO DO PAPA FRANCISCO: “Leiamos um pouco do evangelho cada dia. Assim aprenderemos a viver o essencial: o amor e a misericórdia.”


RITOS INICIAIS

Salmo 104, 3-4
ANTÍFONA DE ENTRADA: Alegre-se o coração dos que procuram o Senhor. Buscai o Senhor e o seu poder, procurai sempre a sua face.

Introdução ao espírito da Celebração
A nossa vida terrena é tremendamente passageira. É mesmo «como um ai que mal soa, ou como uma nuvem que passa». Como é tão necessário aproveitá-la, já que dela depende uma vida que não tem fim – a eternidade! Esta vida será bem vivida, na medida em que, em cada momento, fizermos o melhor. Como é importante não nos enganarmos! Cada dia que passa não volta. Jesus, que é o Caminho, a Verdade e a Vida, diz-nos claramente como devemos proceder para, em cada momento, fazermos o melhor. Vamos estar atentos à Palavra de Deus, que hoje nos vai ser dirigida.

ORAÇÃO COLECTA: Deus eterno e omnipotente, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade; e para merecermos alcançar o que prometeis, fazei-nos amar o que mandais. Por Nosso Senhor…


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Os estrangeiros, órfãos, viúvas, pobres em geral e todos os marginalizados da vida, são particularmente protegidos pelo Senhor. Ele está atento à maneira como são tratados por nós..

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Êxodo 22,20-26

Leitura do livro do Êxodo. 22 20 Aquele que oferecer sacrifícios a outros deuses fora do Senhor, será votado ao interdito. 21 Não maltratarás o estrangeiro e não o oprimirás, porque foste estrangeiro no Egito. 22 Não prejudicareis a viúva e o órfão. 23 Se os prejudicardes, eles clamarão a mim e eu os ouvirei; 24 minha cólera se inflamará e vos farei perecer pela espada; vossas mulheres ficarão viúvas e vossos filhos, órfãos. 25 Se emprestares dinheiro a alguém do meu povo, ao pobre que está contigo, não lhe serás como um credor: não lhe exigirás juros. 26 Se tomares como penhor o manto de teu próximo, devolver-lho-ás antes do pôr-do-sol.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Estas prescrições legais pertencem àquela parte do Êxodo chamada pelos críticos Código da Aliança(Ex 20, 22 – 23, 19; certamente pelo facto de que em 24, 7 se chama «Livro da Aliança»); estamos na sua primeira parte, que se compõe de leis casuísticas (os mixpatîm, ou leis formuladas de modo condicional: «se…», reflectindo uma certa primitiva jurisprudência), a que se segue uma 2ª parte, as leis apodícticas (Ex22, 17 – 23, 19, umas leis formuladas no modo imperativo, em hebraico ditas devarîm). Estas leis, que correspondem a outros códigos legais semitas do Antigo Médio Oriente, têm a particularidade de serem apresentadas como algo que faz parte das exigências da Aliança de Deus. Com a canonização dessas leis, toda a vida do povo, em todos os campos – sócio-político, pessoal e institucional, particular e familiar,cultual e profano –, adquire um carácter religioso. Note-se ainda a extraordinária humanidade e sábia pedagogia destas normas para virem a preparar a Lei evangélica do amor.

25-26 Ainda hoje os árabes, de igual maneira, usam como manta para se agasalharem de noite o mesmo manto ou capa com que se cobrem durante o dia.

“Quem ama a Deus ame também a seu irmão” (1Jo 4,21)

A série de leis que aparecem nesse texto bíblico baseia-se em dois fundamentos:

– não se deve fazer a outrem o que não é desejado para si mesmo (Ex 22,20);

– Deus é o libertador e tem particular cuidado com os atribulados, escuta seus clamores e é misericordioso para com eles (Ex 22,26).

São estas as categorias sociais mencionadas nas proibições:

– o estrangeiro. Na Antiguidade, cada indivíduo tinha a identidade vinculada a uma tribo ou clã de origem que o protegia. Em viagem ou quando havia migração de uma pequena família para outra região, então facilmente essas pessoas ficavam sem proteção e à mercê da violência, por causa da distância da tribo à qual pertenciam.

– a viúva e o órfão. A mulher era protegida pelo pai e, na falta deste, pelos irmãos adultos; se casada, pelo marido e, na ausência deste, pelos filhos adultos. A viúva propriamente dita era uma mulher cujo pai ou irmãos estavam ausentes e que, com a morte do esposo, tinha ficado sozinha com filhos ainda crianças. Nessa condição, a mulher estava totalmente desprotegida, podendo sofrer violência e escravidão. Ela está na mesma situação da criança órfã.

AMBIENTE

O “Decálogo” ou “dez mandamentos” (cf. Ex 20,2-17) era, sem dúvida, o coração da Aliança e apresentava os valores fundamentais que deviam marcar o comportamento do Povo de Deus, quer em relação a Jahwéh, quer em relação à vida comunitária. No entanto, as leis do “Decálogo” eram relativamente gerais e não consideravam todos os casos e situações…

A complexidade da vida diária obrigou, portanto, a um esclarecimento e a uma concretização das leis apresentadas no “Decálogo”. Em consequência, surgiram novas normas, bem concretas, que regulavam o dia a dia do Povo de Deus. Uma ampla recompilação dessas leis aparece no Livro do Êxodo.

Logo a seguir ao “Decálogo”, em lugar de honra, os catequistas de Israel colocaram um bloco heterodoxo de leis, que se convencionou chamar “Código da Aliança” (cf. Ex 20,22-23,19). São leis que os autores do Livro do Êxodo apresentam como ditadas por Deus a Moisés, no Sinai; na realidade, trata-se de leis de proveniência diversa, cuja antiguidade continua a ser discutida, mas que a maioria dos comentadores faz remontar ao tempo dos “juízes” (séc. XII a.C.).

O “Código da Aliança” é um bloco legislativo que regula vários aspectos da vida do Povo de Deus, desde o culto até às relações sociais. Trata-se de um conjunto de prescrições, soluções, disposições justas, sãs e sólidas, que solucionam as dificuldades, explicam os princípios e ordenam a conduta dos homens nas situações comuns e variáveis da condição humana. Nele sobressai, não só uma consciência muito viva de que Israel é chamado à comunhão com Deus, mas também um forte sentido social. Revela um Povo preocupado em concretizar os compromissos da Aliança na vida do dia a dia. Sugere que a fé de Israel não é uma realidade abstracta ou fantasmagórica, mas uma realidade bem viva, que se deve viver em cada sector da vida prática.
O texto que hoje nos é proposto é um extracto do “Código da Aliança”.

MENSAGEM

A nossa leitura refere-se exactamente a algumas exigências sociais que resultam da Aliança. Apresenta indicações concretas acerca da forma como lidar com três realidades de carência, de necessidade, de debilidade: a do estrangeiro, a do órfão e da viúva, e a do pobre que foi obrigado a pedir dinheiro emprestado. Trata-se, em qualquer caso, de pessoas em situação difícil, quer em termos jurídicos, quer em termos sociais, quer em termos económicos.

O “estrangeiro” é frequentemente um desenraizado, obrigado a deixar a sua terra de referência e o seu quadro de relações familiares, atirado para um ambiente cultural e social adverso, e onde as leis locais nem sempre protegem convenientemente os seus direitos e a sua dignidade. A sua situação de debilidade é aproveitada, com frequência, por pessoas sem escrúpulos que os exploram, que os escravizam e que contra eles cometem impunemente as maiores injustiças.

O “órfão” e a “viúva” integram a categoria das vítimas tradicionais dos abusos dos poderosos. Desprotegidos, ignorados pelos juízes e pelos dirigentes, sem defesa diante das arbitrariedades dos mais fortes, vítimas de toda a espécie de injustiças, têm em Jahwéh o seu único defensor.

O “pobre que pede dinheiro” é, quase sempre, esse camponês carregado de impostos, arruinado por anos de más colheitas, que tem de pedir dinheiro emprestado para pagar as dívidas e para sustentar a família. A sua extrema necessidade é explorada pelos usurários e pelos especuladores sem escrúpulos, que o obrigam a deixar como penhor os seus bens mais básicos. Sufocado por juros altíssimos, acaba por tudo perder e por ficar na miséria mais absoluta, condenado a morrer de frio ou de fome.

A sensibilidade de Israel diz-lhe que Deus não aceita a perpetuação destas situações intoleráveis de injustiça, de arbitrariedade, de opressão, de desrespeito pelos direitos dos mais pobres e débeis. Se Israel pretende viver em comunhão com Deus e aproximar-se do Deus santo, tem de banir do meio da comunidade as injustiças e as arbitrariedades cometidas sobre os mais débeis – nomeadamente sobre os estrangeiros, os órfãos, as viúvas e os pobres. Essa é uma das condições para a manutenção da Aliança.

ACTUALIZAÇÃO

Na reflexão, considerar os seguintes dados:

• O apelo a não prejudicar nem oprimir o estrangeiro convida-nos a considerar como acolhemos esses imigrantes que cruzam as nossas fronteiras à procura de melhores condições de vida e que, além da solidão, das dificuldades linguísticas, do desenraizamento cultural, ainda são vítimas do racismo, da xenofobia, da má vontade, da exploração, das arbitrariedades cometidas por empresários sem escrúpulos, das violências praticadas pelas máfias que transaccionam carne humana. Não podemos ficar indiferentes e insensíveis aos seus dramas e sofrimentos, ou sentir-nos alheados e desresponsabilizados face às injustiças que contra eles se cometem. Precisamos de ver em cada homem ou mulher – russo, moldavo, ucraniano, romeno, cabo-verdiano, angolano, guineense – um irmão que Deus colocou ao nosso lado e que temos de cuidar, proteger e amar.

• O apelo a não maltratar nem a fazer qualquer mal à viúva e ao órfão convida-nos a considerar a forma como acolhemos e tratamos os nossos irmãos mais débeis, sem defesa, ou que pertencem a grupos de risco… São as crianças, exploradas, usadas, maltratadas, condenadas precocemente a uma vida de trabalho e impedidas de viver a infância; são os idosos, atirados para lares, condenados em vida a uma existência de sombras, subtraídos ao seu ambiente familiar e às suas relações sociais; são os doentes incuráveis, abandonados, condenados à solidão, que escondemos e que evitamos para não perturbar a nossa boa disposição e o mito de uma vida isenta de sofrimento e de morte… Precisamos de aprender que todos os homens e mulheres – particularmente os mais débeis, os mais carentes, os mais abandonados – devem ser respeitados, protegidos e amados.

• O apelo a não explorar os pobres convida-nos a considerar a situação daqueles que não têm instrução e estão condenados a uma vida de trabalho escravo, ou que têm de viver com salários de miséria, ou que são vítimas da especulação com bens essenciais, ou que são enganados e vilipendiados… O nosso texto diz claramente que Deus não aceita um mundo construído deste jeito e sugere que nós, crentes, não podemos tolerar as situações que roubam a vida e a dignidade dos pobres.

Subsídios:
 1ª leitura: (Ex 22,20-26) Regras concretas para praticar o amor ao próximo – Ex 20,22–23,33 é uma antiga coleção de normas sob o signo da Aliança (“Código da Aliança”). 22,20–23,9 trata da proteção dos pobres, inclusive dos operários não-israelitas (“estrangeiros”, 20,20). Estas leis mostram como, numa sociedade simples, predominantemente rural, se encarna a Aliança com Javé, que dá proteção a seu povo e dele espera justiça. Quem despreza os pobres, está longe de Deus. * 22,20-23 cf. Ex 23,9; Lv 19,33-34; Dt 10,18-19; 24,17-22; 27,19; Sl 146[145],9; Is 1,17–22,24-26 cf. Lv 25,35-38; Dt 23,20-21; 24,10-13.17.



Salmo Responsorial

Monição: No seu conjunto, este Salmo, é uma acção de graças pelas vitórias que o Senhor deu a David e à sua descendência. As antífonas orientam-nos para Jesus Cristo, o verdadeiro Ungido do Senhor. Cristo é a nossa força. O amor de Deus é o essencial da Antiga e da Nova Aliança.

SALMO RESPONSORIAL – 17/18

Eu vos amo, ó Senhor, sois minha força e salvação.

Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força,
Minha rocha, meu refúgio e salvador!
Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga,
Minha força e poderosa salvação.

Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga,
meu escudo e proteção: em vós espero!
Invocarei o meu Senhor: a ele a glória!
E dos meus perseguidores serei salvo!

Viva o Senhor! Bendito seja o meu rochedo!
E louvado seja Deus, meu salvador!
Concedeis ao vosso rei grandes vitórias
E mostrais misericórdia ao vosso ungido.

Segunda Leitura

Monição: S. Paulo elogia os Tessalonicenses pela vivência alegre e convicta de sua fé. Tal comportamento era modelo para outras comunidades.

1 Tessalonicenses 1,5-10

Leitura da primeira carta de são Paulo aos Tessalonicenses. 5 O nosso Evangelho vos foi pregado não somente por palavra, mas também com poder, com o Espírito Santo e com plena convicção. Sabeis o que temos sido entre vós para a vossa salvação. 6 E vós vos fizestes imitadores nossos e do Senhor, ao receberdes a palavra, apesar das muitas tribulações, com a alegria do Espírito Santo, 7 de sorte que vos tornastes modelo para todos os fiéis da Macedônia e da Acaia. 8 Em verdade, partindo de vós, não só ressoou a palavra do Senhor pela Macedônia e Acaia, mas também se propagou a fama de vossa fé em Deus por toda parte, de maneira que não temos necessidade de dizer coisa alguma. 9 De fato, a nosso respeito, conta-se por toda parte qual foi o acolhimento que da vossa parte tivemos, e como abandonastes os ídolos e vos convertestes a Deus, para servirdes ao Deus vivo e verdadeiro, 10 e aguardardes dos céus seu Filho que Deus ressuscitou dos mortos, Jesus, que nos livra da ira iminente.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Este texto é a continuação do de há oito dias.

Em Act 17, 5-9 faz-se uma descrição duma dessas muitas tribulações.

7 «Macedónia e Acaia». Eram as duas províncias da administração romana em que então se dividia a Grécia. S. Paulo estava a escrever da Acaia, pois estava em Corinto; Tessalónica (cujo nome procedia da mulher de Cassandro, general de Alexandre, fundador da cidade) ficava na Macedónia.

10 «Ira divina que há-de vir». A ira divina é uma imagem para falar do estrito juízo de Deus a que ninguém pode escapar; há-de vir, isto é, há-de manifestar-se no fim do mundo, por ocasião do Juízo final. Para nós a ira é uma paixão; mas, quando na S. E. se refere a Deus, designa a sua justiça punitiva. Jesus, pela sua obra redentora, livrou-nos do castigo divino merecido.

Sois um exemplo para todos

A segunda leitura é um exemplo prático de amor a Deus e ao próximo, concretizado no perdão e na perseverança.

Paulo elogia os cristãos de Tessalônica por perseverarem na fé, apesar das tribulações pelas quais passaram. Eles imitavam o modo de viver de Paulo e, em última instância, o modo de viver de Cristo. Quando abraçaram a fé cristã, sofreram calúnias e outras perseguições dos moradores da cidade. Mesmo assim, nada os impediu de perseverar no amor a Deus e na divulgação do evangelho entre os que os perseguiam. Isso mostra que o amor ao próximo não é sinônimo de ajudar os aflitos. O próximo é aquele de quem me aproximo, seja para ajudar, seja para perdoar. Não podemos confundir “próximo” apenas com “necessitado”.

Os cristãos de Tessalônica eram alegres, apesar das perseguições. Não sentiam uma alegria superficial, como a que brota de um coração vazio de sentido e sedento por diversões. Tratava-se, antes, da alegria profunda de quem não guarda rancor, de quem sabe perdoar e amar. Eles perseveravam no amor a Deus e ao próximo.

AMBIENTE

Já vimos, no passado domingo, o contexto em que apareceu a Primeira Carta aos Tessalonicenses…

Depois de ter anunciado o Evangelho em Tessalónica e de ter juntado à sua volta uma comunidade viva e entusiasta, constituída maioritariamente por cristãos vindos do mundo pagão, Paulo teve de deixar a cidade à pressa, para fugir às maquinações dos judeus (ano 49/50). Entretanto, preocupado com a fidelidade dos tessalonicenses ao Evangelho, Paulo enviou Timóteo de volta a Tessalónica, a fim de saber notícias e de encorajar os tessalonicenses na fé. Paulo estava em Corinto quando Timóteo regressou de Tessalónica e apresentou o seu relatório. As notícias eram verdadeiramente animadoras: os tessalonicenses eram uma comunidade exemplar e viviam animada e empenhadamente o seu compromisso cristão, apesar das dificuldades e da hostilidade do meio.

Paulo, feliz e confortado, escreveu aos tessalonicenses animando-os a prosseguir no caminho da fidelidade a Jesus e ao Evangelho. Aproveitou também para completar a formação doutrinal dos tessalonicenses e para corrigir alguns aspectos da vida da comunidade. Estamos na Primavera/Verão do ano 50 ou 51.

MENSAGEM

Paulo continua a longa acção de graças que começou no vers. 2. Acção de graças, porquê?

Porque à acção evangelizadora dos apóstolos (Paulo, Silvano, Timóteo) e do Espírito Santo, os tessalonicenses responderam com o acolhimento entusiasta do Evangelho. O nascimento para Cristo da jovem comunidade cristã de Tessalónica aconteceu num ambiente de alegria e de júbilo, apesar da hostilidade provocada pela oposição dos judeus e pela tensão entre os cristãos e as autoridades da cidade.

De resto, a alegria e o sofrimento fazem parte do dinamismo do Evangelho, desde o início… Cristo ofereceu a sua vida até à cruz para que a Boa Nova do Reino chegasse a toda a humanidade; Paulo imitou Cristo e anunciou o Evangelho no meio de dificuldades e perseguições; os tessalonicenses imitaram Paulo e receberam jubilosamente o Evangelho, apesar da hostilidade dos seus concidadãos; os crentes de toda a Grécia (“da Macedónia e da Acaia”, as duas províncias romanas da Grécia) imitaram os tessalonicenses e sofreram alegremente pelo Evangelho… Dessa forma, fica manifesto que o Senhor, os apóstolos e toda a Igreja partilham o mesmo destino: todos percorrem o mesmo caminho, iluminados pelo Evangelho, no meio da alegria e do sofrimento.

A história desta longa cadeia que vai de Jesus à Igreja mostra que o Evangelho se torna um dinamismo de vida e de salvação para todos os povos quando é acolhido na alegria, apesar do sofrimento e da perseguição.

ACTUALIZAÇÃO

Ter em conta, na reflexão e partilha, os seguintes dados:

• Muitas vezes entendemos a fé como um acontecimento pessoal, que diz respeito apenas a nós próprios e a Deus (“eu cá tenho a minha fé”) e que não nos compromete com os outros. Na realidade, a fé liga-nos a uma longa cadeia que vem de Jesus até nós e que inclui uma imensa família de irmãos espalhados pelo mundo inteiro. Tenho consciência de pertencer a uma família de fé e sinto-me unido e solidário com todos os meus irmãos em Cristo? Tenho consciência de que o meu testemunho e a minha vivência ajudam e enriquecem os meus irmãos, assim como a vivência e o testemunho dos meus irmãos me enriquecem e me ajudam a mim?

• Nenhuma comunidade cristã é uma ilha. É preciso que as comunidades cristãs partilhem, estabeleçam laços, se interpelem uma às outras, se ajudem, se animem mutuamente… É nesse diálogo e nessa partilha que o projecto de Deus se vai tornando mais claro para todos e que podemos discernir, com mais nitidez, os caminhos de Deus. As nossas comunidades cristãs e religiosas estão abertas à partilha, ou são células isoladas, que vivem num total alheamento dos problemas, das vicissitudes e das dificuldades das outras comunidades?

• Paulo considera que o dinamismo do Evangelho se cumpre na experiência paradoxal da alegria e da dor… Receber o Evangelho com alegria significa abrir-lhe o coração, acolhê-lo, deixar que ele encontre uma terra boa onde possa frutificar e dar fruto… A dor, por sua vez, não é uma realidade boa e que devamos procurar; mas pode ajudar-nos a confiar mais em Deus, a entregarmo-nos nas suas mãos, a amadurecermos o nosso empenho e o nosso compromisso, a percebermos o sentido dos valores evangélicos do dom e da entrega da vida.

Subsídios:
2ª leitura: (1Ts 1,5c-10) Tornastes-vos imitadores nossos e do Senhor – Felicitações aos tessalonicenses por se terem convertido ao Deus vivo, que age, fala e é escutado (em oposição aos deuses mudos, que se deixam manipular, que não são escutados: os ídolos). Para estes primeiros cristãos, converter-se a Deus e Jesus Cristo significava também esperar ardentemente a Parusia (1,10), a presença gloriosa de Jesus como Senhor. Já se sabem livres da condenação. * 1,6-7 cf. 2Ts 3,7-8; At 17,5-9 * 1,9-10 cf. At 14,15; 17,31; Gl 4,8-9; 2Ts 1,6-8; Tt 2,13; 1Ts 5,9.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e a ele nós viremos (Jo 14,23).

Evangelho

Monição: Jesus diz-nos que o essencial da Lei de Deus é o Amor e aponta caminhos que devemos seguir para assim fazermos o máximo aproveitamento da vida.

Mateus 22,34-40

22 34 Sabendo os fariseus que Jesus reduzira ao silêncio os saduceus, reuniram-se 35 e um deles, doutor da lei, fez-lhe esta pergunta para pô-lo à prova: 36 “Mestre, qual é o maior mandamento da lei?” 37 Respondeu Jesus: “‘Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito’. 38 Este é o maior e o primeiro mandamento. 39 E o segundo, semelhante a este, é: ‘Amarás teu próximo como a ti mesmo’. 40 Nesses dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

A questão posta a Jesus tinha como base a multiplicidade de leis mosaicas, ao todo 613.

37 «Jesus respondeu», citando uma passagem do A.T. (o texto é mais exacto em Mc 12, 29-30), que todo o judeu piedoso recitava duas vezes por dia – a chamada Xemá – e que muitos escreviam e metiam dentro das filactérias ou caixinhas que atavam à testa, ao braço esquerdo ou às costas da mão (cf. Dt 6, 4-9).

38-39 «O primeiro mandamento… O segundo…». Sendo inseparáveis estes dois preceitos, há neles uma jerarquia: devemos amar a Deus mais do que a ninguém e dum modo incondicional; ao próximo, como consequência e efeito do amor a Deus. Se amasse ao próximo por ele mesmo, e não por amor a Deus, esse amor impediria o cumprimento do primeiro mandamento e deixaria de ser autêntico amor ao próximo, pois entrar-se-ia pelo caminho de pouco se interessar pela sua salvação eterna e de vir a reduzir o próximo a uma determinada classe de pessoas, as que agradam ou oferecem vantagens, ou de o equiparar ao amor a um cachorrinho ou a um gato de estimação.

Amor a Deus, amor ao próximo

O evangelho de hoje nos situa diante de uma pergunta muito importante, não apenas para os judeus, mas também para nós, cristãos: o maior mandamento. É importante para nós, seguidores de Jesus, porque o mandamento nos reporta à prática evangélica.

A resposta de Jesus, fundamentada na Escritura, une dois mandamentos já conhecidos e praticados pelos judeus. O primeiro é amar a Deus (Dt 6,5), que resume a vocação própria de Israel, a razão de sua existência. Em Cristo, essa vocação estendeu-se a todos nós, chamados a amar a Deus no Filho amado. Ele nos ensinou o caminho de acesso a Deus Pai, no amor e na doação de sua vida integralmente.

O segundo é amar o próximo como a si mesmo (Lv 19,18), cujo fundamento é Deus, que ama o ser humano. A realização desse mandamento faz parte da vocação de Israel e, em Jesus, chegou à plenitude, porque Cristo amou o próximo não como a si mesmo, mas como o Pai o ama. Deu-se totalmente ao outro como se dava totalmente ao Pai e como o Pai se dava a ele. Sem reservas. Por isso, ao unir os dois mandamentos e defini-los como vontade de Deus expressa na totalidade da Escritura (Lei e Profetas), Jesus apresenta uma novidade à sua época e a nós.

Jesus quer ressaltar que o mais importante para cumprir a vontade de Deus não é o muito fazer, seja por Deus, seja pelos irmãos. O importante é ser para o outro, como ele próprio foi para Deus e para o próximo. Toda a sua vida e missão traduziram quem ele é: o Filho amado. Toda a sua ação em prol do outro foi baseada no amor filial, fonte de sua existência. Toda a Escritura (Lei e Profetas) testemunha que a realização da vontade de Deus está no cumprimento do duplo mandamento de amar a Deus e o próximo. Tudo o mais, nossos afazeres, nossas devoções etc. só têm sentido se nascem desse mandamento.

AMBIENTE

O Evangelho deste domingo leva-nos, outra vez, a Jerusalém, ao encontro dos últimos dias de Jesus. Os líderes judaicos já fizeram a sua escolha e têm ideias definidas acerca da proposta de Jesus: é uma proposta que não vem de Deus e que deve ser rejeitada… Jesus, por sua vez, deve ser denunciado, julgado e condenado de forma exemplar. Para conseguir concretizar esse objectivo, os responsáveis judaicos procuram argumentos de acusação contra Jesus.

É neste ambiente que Mateus situa três controvérsias entre Jesus e os fariseus. Essas controvérsias apresentam-se como armadilhas bem organizadas e montadas, destinadas a surpreender afirmações polémicas de Jesus, capazes de ser usadas em tribunal para conseguir a sua condenação. Depois da controvérsia sobre o tributo a César (cf. Mt 22,15-22) e da controvérsia sobre a ressurreição dos mortos (cf. Mt 22,23-33), chega a controvérsia sobre o maior mandamento da Lei (cf. Mt 22,34-40). É esta última que o Evangelho de hoje nos apresenta… Ao perguntar a Jesus qual é o maior mandamento da Lei, os fariseus procuram demonstrar que Jesus não sabe interpretar a Lei e que, portanto, não é digno de crédito.

A questão do maior mandamento da Lei não era uma questão pacífica e era, no tempo de Jesus, objecto de debates intermináveis entre os fariseus e os doutores da Lei. A preocupação em actualizar a Lei, de forma a que ela respondesse a todas as questões que a vida do dia a dia punha, tinha levado os doutores da Lei a deduzir um conjunto de 613 preceitos, dos quais 365 eram proibições e 248 acções a pôr em prática. Esta “multiplicação” dos preceitos legais lançava, evidentemente, a questão das prioridades: todos os preceitos têm a mesma importância, ou há algum que é mais importante do que os outros?
É esta a questão que é posta a Jesus.

MENSAGEM

A resposta de Jesus, no entanto, supera o horizonte estreito da pergunta e vai muito mais além, situando-se ao nível das opções profundas que o homem deve fazer… O importante, na perspectiva de Jesus, não é definir qual o mandamento mais importante, mas encontrar a raiz de todos os mandamentos. E, na perspectiva de Jesus, essa raiz gira à volta de duas coordenadas: o amor a Deus e o amor ao próximo. A Lei e os Profetas são apenas comentários a estes dois mandamentos.

Os cristãos de Mateus usavam a expressão “a Lei e os Profetas” para se referirem aos livros inspirados do Antigo Testamento, que apresentavam a revelação de Deus (cf. Mt 5,17; 7,12). Dizer, portanto, que “nestes dois mandamentos se resumem a Lei e os Profetas” (vers. 40), significa que eles encerram toda a revelação de Deus, que eles contêm a totalidade da proposta de Deus para os homens.

A originalidade deste sumário evangélico da Lei não está nas ideias de amor a Deus a ao próximo, que são bem conhecidas do Antigo Testamento: Jesus limita-Se a citar Dt 6,5 (no que diz respeito ao amor a Deus) e Lv 19,18 (no que diz respeito ao amor ao próximo)… A originalidade deste ensinamento está, por um lado, no facto de Jesus os aproximar um do outro, pondo-os em perfeito paralelo e, por outro, no facto de Jesus simplificar e concentrar toda a revelação de Deus nestes dois mandamentos.
Portanto, o compromisso religioso (que é proposto aos crentes, quer do Antigo, quer do Novo Testamento) resume-se no amor a Deus e no amor ao próximo. Na perspectiva de Jesus, que é que isto quer dizer?

De acordo com os relatos evangélicos, Jesus nunca se preocupou excessivamente com o cumprimento dos rituais litúrgicos que a religião judaica propunha, nem viveu obcecado com o oferecimento de dons materiais a Deus. A grande preocupação de Jesus foi, em contrapartida, discernir a vontade do Pai e a cumpri-la com fidelidade e amor. “Amar a Deus” é pois, na perspectiva de Jesus, estar atento aos projectos do Pai e procurar concretizar, na vida do dia a dia, os seus planos. Ora, na vida de Jesus, o cumprimento da vontade do Pai passa por fazer da vida uma entrega de amor aos irmãos, se necessário até ao dom total de si mesmo.

Assim, na perspectiva de Jesus, “amor a Deus” e “amor aos irmãos” estão intimamente associados. Não são dois mandamentos diversos, mas duas faces da mesma moeda. “Amar a Deus” é cumprir o seu projecto de amor, que se concretiza na solidariedade, na partilha, no serviço, no dom da vida aos irmãos.

Como é que deve ser esse “amor aos irmãos”? Este texto só explica que é preciso “amar o próximo como a si mesmo”. As palavras “como a si mesmo” não significam qualquer espécie de condicionalismo, mas que é preciso amar totalmente, de todo o coração.

Noutros textos mateanos, Jesus explica aos seus discípulos que é preciso amar os inimigos e orar pelos perseguidores (cf. Mt 5,43-48). Trata-se, portanto, de um amor sem limites, sem medida e que não distingue entre bons e maus, amigos e inimigos. Aliás, Lucas, ao contar este mesmo episódio que o Evangelho de hoje nos apresenta, acrescenta-lhe a história do “bom samaritano”, explicando que esse “amor aos irmãos” pedido por Jesus é incondicional e deve atingir todo o irmão que encontrarmos nos caminhos da vida, mesmo que ele seja um estrangeiro ou inimigo (cf. Lc 10,25-37).

ACTUALIZAÇÃO

Na reflexão e partilha, considerar os seguintes pontos:

• Mais de dois mil anos de cristianismo criaram uma pesada herança de mandamentos, de leis, de preceitos, de proibições, de exigências, de opiniões, de pecados e de virtudes, que arrastamos pesadamente pela história. Algures durante o caminho, deixámos que o inevitável pó dos séculos cobrisse o essencial e o acessório; depois, misturámos tudo, arrumámos tudo sem grande rigor de organização e de catalogação e perdemos a noção do que é verdadeiramente importante. Hoje, gastamos tempo e energias a discutir certas questões que são importantes (o casamento dos padres, o sacerdócio das mulheres, o uso dos meios anticonceptivos, as questões acerca do que é ou não litúrgico, aos problemas do poder e da autoridade, os pormenores legais da organização eclesial…) mas continuamos a ter dificuldade em discernir o essencial da proposta de Jesus. O Evangelho deste domingo põe as coisas de forma totalmente clara: o essencial é o amor a Deus e o amor aos irmãos. Nisto se resume toda a revelação de Deus e a sua proposta de vida plena e definitiva para os homens. Precisamos de rever tudo, de forma a que o lixo acumulado não nos impeça de compreender, de viver, de anunciar e de testemunhar o cerne da proposta de Jesus.

• O que é “amar a Deus”? De acordo com o exemplo e o testemunho de Jesus, o amor a Deus passa, antes de mais, pela escuta da sua Palavra, pelo acolhimento das suas propostas e pela obediência total aos seus projectos – para mim próprio, para a Igreja, para a minha comunidade e para o mundo. Esforço-me, verdadeiramente, por tentar escutar as propostas de Deus, mantendo um diálogo pessoal com Ele, procurando reflectir e interiorizar a sua Palavra, tentando interpretar os sinais com que Ele me interpela na vida de cada dia? Tenho o coração aberto às suas propostas, ou fecho-me no meu egoísmo, nos meus preconceitos e na minha auto-suficiência, procurando construir uma vida à margem de Deus ou contra Deus? Procuro ser, em nome de Deus e dos seus planos, uma testemunha profética que interpela o mundo, ou instalo-me no meu cantinho cómodo e renuncio ao compromisso com Deus e com o Reino?

• O que é “amar os irmãos”? De acordo com o exemplo e o testemunho de Jesus, o amor aos irmãos passa por prestar atenção a cada homem ou mulher com quem me cruzo pelos caminhos da vida (seja ele branco ou negro, rico ou pobre, nacional ou estrangeiro, amigo ou inimigo), por sentir-me solidário com as alegrias e sofrimentos de cada pessoa, por partilhar as desilusões e esperanças do meu próximo, por fazer da minha vida um dom total a todos. O mundo em que vivemos precisa de redescobrir o amor, a solidariedade, o serviço, a partilha, o dom da vida… Na realidade, a minha vida é posta ao serviço dos meus irmãos, sem distinção de raça, de cor, de estatuto social? Os pobres, os necessitados, os marginalizados, os que alguma vez me magoaram e ofenderam, encontram em mim um irmão que os ama, sem condições?

Subsídios:
Evangelho: (Mt 22,34-40) O principal mandamento – Mt 22,15-40 narra três discussões com o judaísmo: com os herodianos, com os saduceus e com os escribas dentre os fariseus. Estes últimos querem ver como Jesus resume a Lei, na qual eles contavam 248 mandamentos e 365 proibições, atribuindo a todos igual peso. Pela multidão das árvores, não enxergavam a floresta! Jesus aproxima dois mandamentos distantes: o amor a Deus (Dt 6) e ao próximo (Lv 19). Este duplo mandamento principal é o gonzo que segura a porta da Lei; sem ele, os outros mandamentos ficam vazios. * Cf. Mc 12,28-31; Lc 10,25-28; Dt 6,5; Lv 19,18; Jo 13,34-35; Mt 5,43.

***   ***   ***

O povo de Israel foi muito bem educado. Em comparação com outras religiões, a de Israel dá um peso notável à ética. A1ª leitura de hoje mostra, por um texto antiquíssimo, como o povo era constantemente convidado a julgar com delicadeza o que convinha no cotidiano. Não oprimir os estrangeiros e migrantes (prática comum daquele tempo, como hoje), pois também eles foram uma vez estrangeiros. Não explorar viúvas e órfãos. Não exigir juros sobre o dinheiro emprestado a um pobre (outra coisa é o dinheiro creditado a um rico para especular... mas os nossos bancos e financiamentos não conhecem essa distinção). Quem recebe um manto em penhor, tem que devolvê-lo antes da noite, para o coitado não passar a noite fria sem coberta. Diante de tal pedagogia divina, o salmista, no salmo responsorial, pode com justiça exclamar que Deus é sua defesa e salvação. Tal Deus merece ser amado!

Os escribas de Jerusalém, impressionados com a sabedoria de Jesus, queriam saber como ele resumiria a Lei. Pois, no meio do legalismo farisaico, que multiplicava as regras e interpretações, alguns, como o liberal rabi Hilel, achavam que era preciso simplificar a Lei e procurar-lhe um princípio central, uma chave de interpretação. Tal chave de interpretação, revelando o espírito mais profundo da Lei, Jesus a encontra no mandamento que todos os judeus sabiam ser o primeiro (citado no “Shemá Israel”, Dt 6,4ss”): amar a Deus acima de tudo. Mas, acrescenta Jesus, há um segundo, de igual peso: amar ao próximo. Nestes dois mandamentos, qual uma porta nos seus gonzos, repousa toda a Lei (evangelho).

Segundo os evangelhos sinóticos (Mt 22,34-40 e par.), Jesus situou o cerne da Lei (que quer ser a expressão da vontade de Deus) no amor a Deus e ao próximo. Paulo, Tiago e João só falam no mandamento do amor fraterno (cf. Rm 13,8-10; Gl 5,14; Tg 2,8; Jo 13,34, etc.). Essa diferença não é fundamental, pois não se consegue amar bem ao irmão se não se ama a Deus, isto é, se não se procura conhecer sua vontade absoluta referente ao irmão. Pois quem não admite Deus em sua vida se coloca a si mesmo como Deus para os outros... Mesmo se não se confessa a fé em Deus com as palavras de nosso Credo, é preciso admitir alguma instância absoluta para amar ao irmão como convém e não conforme veleidades subjetivas. (Há muitos que se amam a si mesmos no próximo: mães “corujas”, revolucionários ambiciosos, benfeitores espalhafatosos, apóstolos que procuram afirmação pessoal, etc.)

Convém considerar também a unidade dos dois mandamentos pelo outro lado: não se pode amar a Deus sem amar o irmão (cf. 1Jo 4,20). Já no Antigo Testamento conhecemos Deus como protetor e defensor dos mais fracos. Como nos daríamos bem com ele, oprimindo nosso irmão? Como poderíamos ser amigos do pai sem amarmos seus filhos? Quando os mensageiros anunciaram a Davi a “boa” notícia da morte de seu filho rebelde Absalão, este o chorou, e a vitória se transformou em luto (2Sm 18–19). Se Deus é o defensor dos fracos, como poderão os cristãos apelar para o evangelho sem escolher o lado dos fracos e desprotegidos?

2ª leitura apresenta os tessalonicenses como exemplo de fé generosa, na perspectiva do novo encontro com o Senhor ressuscitado (v. 9-10). Este exemplo se transforma para nós em exortação, ao aproximar-se o fim do ano litúrgico, acentuando-se a perspectiva final. “Tornastes-vos imitadores nossos e do Senhor”. Quantos evangelizadores podem dizer, com a simplicidade de Paulo, que seus “evangelizados” os imitem para serem imitadores do Senhor?

oração do dia oferece um pensamento digno de meditação: “Dai-nos amar o que ordenais”. Geralmente, gostaríamos de que ele ordenasse o que amamos. Mas reconhecemos que seu critério é melhor que o nosso.

AMAR A DEUS E AO PRÓXIMO

Jesus resume a Lei, a norma ética, em “amar Deus e o próximo”. Tendo claro que “amar”, neste contexto, não significa mero sentimento, mas opção ética, podemos desdobrar este ensinamento em duas perguntas:

  1. Pode-se amar Deus sem amar ao próximo? Não. Já na antiga “Lei da Aliança”, mil anos antes de Cristo, “amar a Deus” significa, concretamente, ajudar ao próximo: a viúva, o órfão, o estrangeiro, o povo em geral: o direito do pobre clama a Deus (1ª leitura). Na mesma linha, Jesus, interrogado sobre qual é o maior mandamento, vincula o amor a Deus ao amor ao próximo, e acrescenta que desses dois mandamentos dependem todos os outros (evangelho). Todos as normas éticas devem ser interpretadas à luz do amor a Deus e ao próximo, que são inseparáveis. É impossível optar por Deus sem ser solidário com seus filhos (1Jo 4,20). A verdadeira religião é dedicar-se aos necessitados (Tg 1,27). Na prática, o “amor a Deus” (a religião) passa necessariamente pelo “sacramento do pobre e do oprimido”, ou seja, pela opção por aqueles cuja miséria clama a Deus, seu “Defensor”. Entre Deus e nós está o necessitado. Só dedicando-nos a este, temos acesso a Deus. Mas não basta uma esmola. Com a nossa atual compreensão da sociedade e da história, a dedicação ao empobrecido não se limita à esmola, mas exige novas estruturas. Importa trabalhar as estruturas da sociedade e transformá-las de tal modo que o bem-estar do fraco e do pobre estejam garantidos pela solidariedade de todos, numa estrutura política e social que seja eficaz.
     
  2. Pode-se amar o próximo sem amar a Deus? Nosso mundo é, como se diz, “secularizado”. Não dá muito lugar a Deus. Não nos enganem as aparências, os shows religiosos que aparecem em teatro e televisão, pois esse tipo de religiosidade, muitas vezes, não passa de um produto de consumo, no meio de tantos outros. Não é compromisso com Deus. Ao mesmo tempo, pessoas com profundo senso ético dizem: já não precisamos de Deus para explicar o universo. Será que ainda precisamos dele para sermos éticos, para respeitar nosso semelhante, para “amar o próximo”? Será que não basta ser bom para com os outros, sem apelar a Deus? Para que “amar a Deus”? Para que a religião? Eis a resposta: para amar bem o irmão, devemos também “amar a Deus”, aderir a ele (embora não necessariamente por uma religião explícita). Isso, porque o que entendemos por Deus é o absoluto, o incondicional, aquele que tem a última palavra, que sempre nos transcende e está acima de nossos interesses pessoais. Se não buscamos ouvir essa palavra última, pode acontecer que nos ocupemos com o próximo para nos amar a nós mesmos (amor pegajoso, interesseiro, sufocante etc.).  
Como cristãos, conhecendo “Deus” como Pai de Jesus Cristo e como a fonte do amor que este nos manifestou, devemos perguntar sempre se nossa prática de solidariedade é realmente orientada pelo absoluto, por Deus, aquele que Jesus chama de Pai. Senão, vamos conceber nosso amor de acordo com a nossa medida, que é sempre pequena demais...

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

– ENCONTRO DE DOIS AMORES

Destacar na homilia a dicotomia presente na vida de alguns cristãos e chamar a atenção para a unidade entre fé e vida.

Muitos cristãos ainda não assimilaram o mandamento de Jesus sobre o amor a Deus e ao próximo. Muitos lutam por justiça, têm uma prática social e estão engajados na luta por um mundo melhor, mas não têm um momento para estar com Deus em oração, não têm tempo para o Senhor, e, em consequência, suas ações não são fruto de escuta ou de discipulado. Outros cristãos vivem para louvar, para práticas devocionais de novenas e rosários; passam tanto tempo na igreja, que não têm um momento para a família, para os amigos, para os vizinhos ou colegas de trabalho.

Discípulos e missionários orantes e atuantes, dedicados a amar a Deus e amar o próximo, constituem os verdadeiros seguidores de Jesus.



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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1. O mais importante da vida.
2. A nossa correspondência ao amor de Deus.
3. A importância do amor ao próximo.
4. Como a vida será bem aproveitada.

1. O mais importante da vida.

Deus, que é Amor, criou-nos por amor e criou-nos para amar, pelo que, o amor, surge como o «habitat» natural e sobrenatural do nosso viver. Feliz quem ama e sabe amar. Por isso, à pergunta do doutor da Lei, Jesus afirma que no amor a Deus e ao próximo se resume toda a Lei e os Profetas.

Os rabinos de então descobriram na Bíblia 613 mandamentos: 365 proibições e 248 acções o que gerava em todos uma grande confusão. Era assim demasiado pesado o fardo que colocavam sobre as pessoas. Além disso, discutiam qual deles seria o maior. Havia quem afirmasse, que o mais importante, deveria ser o descanso de Sábado. No meio de tantas dúvidas, como vimos no Evangelho de hoje, um doutor da Lei, para experimentar Jesus, perguntou-Lhe: «Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?» E Jesus imediatamente respondeu: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu espírito». Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo, porém, é semelhante a este: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo». «Nestes dois mandamentos se resumem toda a Lei e os Profetas».

2. A nossa correspondência ao Amor de Deus.

Não podemos ter dúvidas, o Senhor, que é a Verdade, foi bem claro. Estaremos a aproveitar tanto melhor o tempo que Deus nos dá, quanto mais O amarmos de todo o coração. Ele não aceita corações divididos. Esta doação total concretiza-se com o cumprimento generoso e alegre da vontade do mesmo Deus. Para que seja possível esta maneira tão proveitosa de viver, é necessário que se dê prioridade à oração e à recepção assídua dos Sacramentos, onde se encontra a verdadeira fonte do Amor e a força para amar e para cumprir, com fidelidade, o plano amoroso que Deus a cada um quis conceder. Tudo isto pressupõe um plano de vida levado muito a sério. Com tais pressupostos essenciais, a vida será bem vivida e como que transformada em oração, com a possibilidade do tão necessário amor, não só existir, mas também crescer em nós. Assim, tudo poderá ser grande diante de Deus, pois que a grandeza das coisas depende apenas do amor com que são executadas.

3. A importância do nosso amor ao próximo.

Como vimos, Jesus chamou a atenção para a importância do amor ao próximo, equiparando-o ao próprio amor a Deus. Ele quer a salvação de todos os homens. Por todos morreu na cruz. Não podemos dizer que amamos a Deus, se não amamos o que Ele ama também. E o próximo, que Ele ama, são todos os outros. Todos, sem excepção: os nossos amigos e inimigos, santos e pecadores. Este amor aos outros, além de universal, deverá ser sincero e constante. Amar é estar ao serviço, atento às necessidades dos outros. Podemos mesmo afirmar que «o egoísmo é o suicídio do amor». Assim o amor aos outros surge como indicador do verdadeiro amor a Deus. A primeira Leitura chama particularmente a atenção para o socorro a prestar aos órfãos e às viúvas, isto é, aos mais carenciados e marginalizados da sociedade.

Esta preocupação pelos outros, não pode limitar-se às carências de bens materiais. Importa que todos encontrem também o verdadeiro caminho da salvação. Caminhos que temos também obrigação de apontar com o nosso viver. Na hora que passa, existem por aí, tantos desvios doutrinais no campo da justiça e da moral, concretamente na vivência da sexualidade, nas infidelidades conjugais, na mesquinhez verificada na aceitação dos filhos e sua educação integral, em tanta rejeição ao magistério da Igreja, na vida de namoro, no cumprimento de todos os mandamentos de Deus. Sinais desses caminhos errados estão certos comentários feitos recentemente a propósito dos 40 anos da maravilhosa e corajosa Encíclica de Paulo VI «Humanae Vitae».

Como Jesus lembra «que vale ao homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma?»

Importa que todos, todos se salvem. É urgente lançar-lhes uma mão salvadora.

Como é importante preocuparmo-nos com a sorte eterna de todos. Rezar pela conversão dos pecadores foi um dos grandes pedidos de Nossa Senhora, em Fátima, afirmando mesmo que «vão muitas almas para o inferno, por não haver quem se sacrifique e peça por elas». Ensinou mesmo aos pastorinhos uma jaculatória para interceder por eles: «Ó meu Jesus perdoai-nos e livrai-nos do fogo do inferno…socorrei sobretudo as almas mais precisadas». E «as almas mais precisadas» são os pecadores que estão em maior perigo de se perderem.

Na segunda Leitura, S. Paulo, manifesta a sua alegria por saber que os Tessalonicenses se amam e assim se tornam exemplo vivo para todos os crentes.

4. Como a vida será bem aproveitada.

Um dia seremos julgados pelo amor. Assim, a nossa vida na terra, será bem vivida, bem aproveitada, se amarmos a Deus sobre todas as coisas, com todo o coração e a todo o próximo pelo Seu amor. Cada dia da vida que passa, deverá ser vivido com mais amor. Só com uma vida assim, estaremos, com a misericórdia do Senhor, no caminho do reino dos céus, que é o Reino do Amor.

Fala o Santo Padre

«No amor se resume toda a lei divina.»

[…] A liturgia de hoje convida-nos a contemplar a Eucaristia como fonte de santidade e alimento espiritual para a nossa missão no mundo: este sumo «dom e mistério» manifesta e comunica a plenitude do amor de Deus.

A Palavra do Senhor, que há pouco ressoou no Evangelho, recorda-nos que no amor se resume toda a lei divina. O dúplice mandamento do amor de Deus e do próximo contém os dois aspectos de um único dinamismo do coração e da vida. Assim, Jesus leva a cumprimento a revelação antiga, sem acrescentar um mandamento inédito, mas realizando em si mesmo e na própria acção salvífica a síntese viva das duas grandes palavras da antiga Aliança: «Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração…» e «Amarás o próximo como a ti mesmo» (cf. Dt 6, 5; Lv 19, 18). Na Eucaristia nós contemplamos o Sacramento desta síntese viva da lei: Cristo entrega-nos em si mesmo a plena realização do amor a Deus e do amor aos irmãos. Ele comunica-nos este seu amor quando nos alimentamos do seu Corpo e do seu Sangue. Pode então realizar-se em nós quanto escreve São Paulo aos Tessalonicenses na segunda Leitura de hoje: «convertestes-vos dos ídolos de Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro» (1 Ts 1, 9). Esta conversão é o princípio do caminho de santidade que o cristão está chamado a realizar na sua existência. O santo é aquele que, sentindo-se de tal forma atraído pela beleza de Deus e pela sua perfeita verdade, progressivamente por ele é transformado. Por esta beleza e verdade está pronto a renunciar a tudo, também a si mesmo. Para ele é suficiente o amor de Deus, que experimenta no serviço humilde e abnegado do próximo, sobretudo de quantos não são capazes de retribuir. […]

Bento XVI, Vaticano, 23 de Outubro de 2005

ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 29º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 30º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. DURANTE A CELEBRAÇÃO.
As palavras finais de envio poderão retomar o mandamento do amor fraterno, propondo um ou outro gesto concreto para o aplicar nesta semana: no bairro, ou através de uma ou outra iniciativa, ainda neste mês missionário. O amor ao qual Cristo nos convida é, efectivamente, um amor para viver!

3. PALAVRA DE VIDA.
Eram numerosas as prescrições na Lei, o que levava talvez a esquecer o essencial. Jesus, posto à prova por um doutor da Lei, resume os preceitos num só mandamento, o do Amor, tendo como sujeitos a amar: Deus e o próximo. Nenhuma concorrência entre si. Se amar a Deus é o primeiro mandamento e amar o próximo o segundo, Jesus precisa que os dois são “semelhantes”. São João, o discípulo que Jesus amava, chega a afirmar: “Aquele que diz «amo a Deus» e não ama o seu irmão é um mentiroso”.

4. UM PONTO DE ATENÇÃO.
Pôr em realce o Evangelho… Ele lembra-nos a importância do mandamento do amor. A leitura do Evangelho deve ser pausada e, porventura, enquadrada com algum refrão ou gesto que refira o Amor de Deus.

5. PARA A SEMANA QUE SE SEGUE…
Comprometer-se com uma pessoa particular… Quem é este “próximo” que tenho dificuldade em amar? O Evangelho deste domingo compromete-nos com uma pessoa particular: através de uma palavra, de um gesto, de um caminho, de uma visita que traduzirá o amor que temos para com ele.

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Olhai, Senhor, para os dons que Vos apresentamos e fazei que a celebração destes mistérios dê glória ao vosso nome. Por Nosso Senhor…

SANTO

Monição da Comunhão: Na Sagrada Comunhão, expressão máxima do Amor de Deus por nós, encontramos força para amar. Vamos receber Jesus com muita fé e pedir-Lhe que nos faça crescer no Amor, para correspondermos, com generosidade, à missão, sempre nobre, que, a cada um, confiou.

Salmo 19, 6
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Celebramos, Senhor, a vossa salvação e glorificamos o vosso santo nome.

Ou Ef 5, 2
Cristo amou-nos e deu a vida por nós, oferecendo-Se em sacrifício agradável a Deus.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Fazei, Senhor, que os vossos sacramentos realizem em nós o que significam, para alcançarmos um dia em plenitude o que celebramos nestes santos mistérios. Por Nosso Senhor…

RITOS FINAIS

Monição final: Diante de Deus, tudo tem valor. E este valor, será tanto maior quanto maior for também o amor com que tudo realizamos. O Senhor considera feito a Si, tudo quanto fazemos aos outros. Vamos estar atentos à nossa vida de oração e às necessidades espirituais e materiais do nosso próximo. Como vamos concretizar, esta semana, o duplo mandamento do amor? Não esqueçamos que será pelo amor, que um dia, seremos julgados.



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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

30ª SEMANA

2ª Feira, 27-X: Elevar os olhos para o Céu.

Ef 4, 32 – 5, 8 / Lc 13, 10-17
Apareceu então uma mulher com um espírito que a tornava enferma havia dezoito anos: andava curvada.

Esta mulher que andava curvada (cf Ev) é o símbolo dos que não conseguem levantar os olhos do chão e olhar para cima, para contemplar a Deus. Cristo quer ajudar-nos a levantar: «entregou-se a si mesmo por nós, oferecendo-se como vítima agradável a Deus» (Leit). Para isso, teve que libertar-nos das escravidões, tornar-nos filhos de Deus, fazer-nos participantes da natureza divina e da vida eterna. É altura de nos comportarmos como verdadeiros filhos de Deus: «agora sois luz pela união com o Senhor. Comportai-vos como filhos da luz» (Leit).

3ª Feira, 28-X: S. Simão e S. Judas: Participar na construção da Igreja.

Ef 2, 19-22 / Lc 6, 12-19
E, em união com Ele, também vós sois integrados na construção, para vos tornardes, no Espírito Santo, habitação de Deus.

A Igreja é apostólica porque está fundada sobre os Apóstolos. E continua a ser construída sobre o alicerce dos Apóstolos (cf Leit), testemunhos escolhidos e enviados em missão pelo próprio Cristo. S. Simão e S. Judasparticiparam activamente na construção da Igreja. Segundo a Tradição andaram pelo Egipto, Mesopotâmia e Pérsia, onde sofreram o martírio. Todos nós estamos integrados na construção da Igreja. Toda a Igreja é enviada a todo o mundo e todos os seus membros participam, de diversos modos, deste envio.

4ª Feira, 29-X:Entrada pela porta estreita.

Ef 6, 1-9 / Lc 13, 22-30
Senhor, são poucos os que se salvam? Jesus disse aos presentes: Esforçai-vos por entrar pela porta estreita.

A vontade de Deis é que todos se salvem. Mas pede-nos que entremos pela porta estreita Esta afirmação é um apelo urgente à conversão (cf CIC 1036), que se pode traduzir por uma maior exigência no cumprimento dos nossos deveres para com Deus, a família a e a sociedade. A 1ª Leitura recomenda que se viva bem o 4º Mandamento, quer pelos pais quer pelos filhos: «na certeza de que cada um virá a receber do Senhor a recompensa do bem que tiver praticado» (Leit).

5ª Feira, 30-X: Meios para nos mantermos no caminho.

Ef 6, 10-20 / Lc 13, 31-35
No entanto, hoje e amanhã e depois, devo seguir o meu caminho, porque não se admite que um profeta morra fora de Jerusalém.

Jesus tomou a firme resolução de se dirigir a Jerusalém, apesar da ameaça de Herodes, que o queria matar (cf Ev). Era essa a vontade do Pai, que não poupou o seu próprio Filho mas entregou-o à morte por nós. Para cumprirmos a vontade de Deus, sem nos desviarmos, precisamos utilizar muitos meios: tomemos a armadura de Deus (a fortaleza de Deus), o cinturão da verdade, o escudo da fé,capacete da salvação, e aespada do espírito (a palavra de Deus) (cf Leit).

6ª Feira, 31-X: Generosidade no serviço ao próximo.

Flp 1, 1-11 / Lc 14, 1-6
Jesus tomou a palavra e disse aos doutores da Lei e aos fariseus: É permitido ou não fazer curas ao Sábado?

Jesus lembra que o serviço ao próximo não viola o repouso sabático, e é muito importante: «O homem, a única criatura que Deus quis por si mesmo, não pode encontrar-se plenamente senão por um dom sincero de si mesmo» (GS, 24). S. Paulo, impregnado dos mesmos sentimentos de Cristo, dá um belo exemplo desse serviço: lembra-se de todos nas suas orações; tem saudades deles, porque os traz no seu coração; pede pela sua perseverança, confiado na ajuda de Cristo (cf Leit)

Celebração e Homilia: ALVES MORENO
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – www.ecclesia.pt/dehonianos


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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