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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf.

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


05.07.2020
14º DOMINGO DO TEMPO COMUM — ANO A
( VERDE, GLÓRIA, CREIO – II SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "Pois meu jugo é suave e o meu fardo é leve" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO PRÓXIMO DOMINGO

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: A presente liturgia mostra-nos Jesus que olhando ao seu redor vê muitas pessoas vivendo de um modo cansado. A estes, diz: “Vós que estais cansados, vinde a mim”. Quando abatidos pelos pesados fardos da existência, Deus é único refúgio. Aproximemo-nos de sua mesa, cantando.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, este é o dia do Senhor: dia de encontro com Ele e com os irmãos e irmãs; dia de reunir a família de Deus. Cansados e fatigados pela semana que passou, atendemos ao convite do Bom Pastor: Ele nos atrai para si, conduzindo- nos para nos alimentar com sua Palavra, seu Corpo e Sangue, para assim participarmos da sua própria Vida. Bendigamos ao Senhor por todas as bênçãos que Ele nos concede e elevemos a Ele nossos cantos de louvor e de ação de graças.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Nós sabemos que Deus se revela a todos, mas os sábios tornam muitas vezes ineficaz a revelação de Deus. Os inteligentes e os sábios são, aqui, os mestres religiosos daquele tempo: os escribas, os fariseus, conhecedores da lei e manipuladores das tradições. Possuindo o conhecimento da Lei, tornam-se opressores e sobrecarregam os ombros das pessoas com fardos insuportáveis. Mas o ensinamento de Jesus segue outra direção, e ele é claro ao dizer: “Vinde a mim vós todos que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei.” Alivia-nos do peso da opressão, da tristeza e das culpas do pecado, oferecendo-nos um jeito divino de se viver no mundo.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo, cantemos cânticos jubilosos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/05-de-julho-de-2020---14o-TC.pdf

Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/ano_44-a_-_34_-14o_domingo_do_tempo_comum.pdf


TEMA
O MESSIAS HUMILDE, NÃO VIOLENTO

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

A acolhida do rei justo e humilde

No 13º domingo do Tempo Comum, anterior a este, a liturgia aborda a questão da acolhida dos enviados de Deus. No Evangelho daquele domingo, Jesus diz que “quem recebe um profeta, recebe a recompensa de profeta, e quem recebe um justo, recebe a recompensa de justo” (Mt 10,41). Na liturgia deste 14º domingo, a mesma questão é vista de outro ângulo, com um acento maior na imagem do justo e humilde. O ponto de partida já não é a figura clássica do profeta, mas a do rei justo e humilde do relato profético de Zacarias. Essa mesma imagem servirá para pensar a vida dos cristãos, segundo o espírito e o discurso de Jesus no Evangelho. Só depois disso podemos entender o canto do salmista: “Bendirei eternamente vosso nome, ó Senhor” (Sl 114).

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia deste domingo ensina-nos onde encontrar Deus. Garante-nos que Deus não Se revela na arrogância, no orgulho, na prepotência, mas sim na simplicidade, na humildade, na pobreza, na pequenez.

A primeira leitura apresenta-nos um enviado de Deus que vem ao encontro dos homens na pobreza, na humildade, na simplicidade; e é dessa forma que elimina os instrumentos de guerra e de morte e instaura a paz definitiva.

No Evangelho, Jesus louva o Pai porque a proposta de salvação que Deus faz aos homens (e que foi rejeitada pelos "sábios e inteligentes") encontrou acolhimento no coração dos "pequeninos". Os "grandes", instalados no seu orgulho e auto-suficiência, não têm tempo nem disponibilidade para os desafios de Deus; mas os "pequenos", na sua pobreza e simplicidade, estão sempre disponíveis para acolher a novidade libertadora de Deus.

Na segunda leitura, Paulo convida os crentes - comprometidos com Jesus desde o dia do Baptismo - a viverem "segundo o Espírito" e não "segundo a carne". A vida "segundo a carne" é a vida daqueles que se instalam no egoísmo, orgulho e auto-suficiência; a vida "segundo o Espírito" é a vida daqueles que aceitam acolher as propostas de Deus.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

ASSINAR O PERIÓDICO

DIÁLOGO DE JESUS COM O PAI 

Nossa frágil inteligência não consegue captar todo o sentido e alcance do diálogo de Jesus com o Pai no Evangelho de hoje. Nossas pobres palavras não conseguem expressar toda a profundidade nele existente. Percebemos, nesse diálogo, um relacionamento carinhoso entre os dois. Ouvimos do Mestre palavras tão intensas e, ao mesmo tempo, vemo-lo dirigir-se ao Pai com simplicidade e familiaridade.

O Mestre nos diz que seu Pai revelou “estas coisas” aos pequeninos e as ocultou aos sábios e entendidos. Estes são constituídos das elites políticas, culturais e religiosas do seu tempo. Tais elites não conseguem entender a opção de Jesus e seu Pai pelos pequeninos e pelos pobres. Só quem se despe de suas atitudes arrogantes e auto-referenciais consegue acolher a mensagem do Mestre.

A seguir, o Evangelho revela a relação entre Jesus e o Pai. Este confiou seu projeto de vida ao Filho. Com suas práticas libertadoras, Jesus revela e dá a conhecer seu Pai. Tudo o que o Pai tem a nos dizer, ele o entregou ao Filho. Este, por sua vez, o revelou aos pequeninos, abertos à sua mensagem.

Jesus então passa a se dirigir aos que estão “cansados e fatigados” e os convida a aderir a ele, prometendo-lhes descanso. Preocupa-se com o povo que vive cansado sob o peso dos impostos, da falta dos mais elementares recursos e da obrigação de observar certas leis moralistas e opressoras. A proposta do Mestre é aliviar os oprimidos pelo fardo imposto por leis excludentes, que corroem a dignidade de enormes contingentes de pessoas, e pela religião legalista e moralista dos “sábios” e “entendidos”, que buscam o próprio bem-estar servindo-se dos fiéis.

O Evangelho nos desafia a sermos mansos e humildes de coração numa sociedade violenta, permeada de ódio e intolerância. Jesus convida a todos os que estão sobrecarregados pelo peso das observâncias legais a encontrar nele descanso e suavidade; pois ele é manso e humilde de coração, capaz de aliviar e consolar o povo sofrido, desfazendo ódios e divisões.

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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DIÁLOGO DE JESUS COM O PAI 

Nossa frágil inteligência não consegue captar todo o sentido e alcance do diálogo de Jesus com o Pai no Evangelho de hoje. Nossas pobres palavras não conseguem expressar toda a profundidade nele existente. Percebemos, nesse diálogo, um relacionamento carinhoso entre os dois. Ouvimos do Mestre palavras tão intensas e, ao mesmo tempo, vemo-lo dirigir-se ao Pai com simplicidade e familiaridade.

O Mestre nos diz que seu Pai revelou “estas coisas” aos pequeninos e as ocultou aos sábios e entendidos. Estes são constituídos das elites políticas, culturais e religiosas do seu tempo. Tais elites não conseguem entender a opção de Jesus e seu Pai pelos pequeninos e pelos pobres. Só quem se despe de suas atitudes arrogantes e auto-referenciais consegue acolher a mensagem do Mestre.

A seguir, o Evangelho revela a relação entre Jesus e o Pai. Este confiou seu projeto de vida ao Filho. Com suas práticas libertadoras, Jesus revela e dá a conhecer seu Pai. Tudo o que o Pai tem a nos dizer, ele o entregou ao Filho. Este, por sua vez, o revelou aos pequeninos, abertos à sua mensagem.

Jesus então passa a se dirigir aos que estão “cansados e fatigados” e os convida a aderir a ele, prometendo-lhes descanso. Preocupa-se com o povo que vive cansado sob o peso dos impostos, da falta dos mais elementares recursos e da obrigação de observar certas leis moralistas e opressoras. A proposta do Mestre é aliviar os oprimidos pelo fardo imposto por leis excludentes, que corroem a dignidade de enormes contingentes de pessoas, e pela religião legalista e moralista dos “sábios” e “entendidos”, que buscam o próprio bem-estar servindo-se dos fiéis.

O Evangelho nos desafia a sermos mansos e humildes de coração numa sociedade violenta, permeada de ódio e intolerância. Jesus convida a todos os que estão sobrecarregados pelo peso das observâncias legais a encontrar nele descanso e suavidade; pois ele é manso e humilde de coração, capaz de aliviar e consolar o povo sofrido, desfazendo ódios e divisões.

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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MISSA DO 14º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Jesus revela o Reino de Deus a todas as pessoas, de modo especial aos que se reconhecem pequenos e humildes de coração. Esta Eucaristia nos ajude a acolher a misericórdia e o amor de Jesus, que traz alívio e descanso para todos os que sofrem e que desejam um mundo de fraternidade e paz.

Lição de Vida: As pessoas de coração humilde acolhem a Palavra de Deus e, com gestos concretos, revelam-na aos outros.


RITOS INICIAIS

Salmo 47, 10-11
Antífona de entrada: Recordamos, Senhor, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Toda a terra proclama o louvor do vosso nome, porque sois justo e santo, Senhor nosso Deus.

Introdução ao espírito da Celebração
Deus, Pai amorosíssimo, quer ver todos os Seus filhos contentes, felizes. Esse desejo é também o mais comum a todos nós. Como, pois, explicar que haja quem nem sempre experimente essa tão desejada maneira de viver? O Senhor, através da Sua Palavra, vai indicar-nos os caminhos pelos quais devemos livremente optar, para que, tal desejo, em todos nós, se possa concretizar.

Oração coleta: Deus de bondade infinita, que, pela humilhação do vosso Filho, levantastes o mundo decaído, dai aos vossos fiéis uma santa alegria, para que, livres da escravidão do pecado, possam chegar à felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Zacarias, convida o Povo de Israel a alegrar-se, apesar da triste situação em que se encontra. Ele já vê chegar o seu libertador. Contra o pensar geral, é Alguém que vem desprovido de poder «humildemente montado num jumentinho».

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Zacarias 9,9-10

Leitura da Profecia de Zacarias 9 9 “Exulta de alegria, filha de Sião, solta gritos de júbilo, filha de Jerusalém; eis que vem a ti o teu rei, justo e vitorioso; ele é simples e vem montado num jumento, no potro de uma jumenta. 10 Ele suprimirá os carros de guerra na terra de Efraim, e os cavalos de Jerusalém. O arco de guerra será quebrado. Ele proclamará a paz entre as nações, seu império estender-se-á de um mar ao outro, desde o rio até as extremidades da terra”.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

A leitura é tirada da 2.ª parte do livro de Zacarias, onde se fala do triunfo definitivo de Deus e do seu reino universal. Este texto foi escolhido para hoje em função do Evangelho, em que Jesus se apresenta como «manso e humilde de coração». É um texto messiânico, que Mateus apresenta como cumprido em Jesus (cf. Mt 21, 4-5).

9 «Filha de Sião, ou filha de Jerusalém» são hebraísmos para designar os habitantes de Jerusalém. O Messias será um «rei justo e triunfante», mas «humilde» e pacífico rei universal (v. 10): não aparecerá montado num veloz corcel de guerra, mas num manso «jumento».

A Razão de tanta alegria

A primeira leitura traz o convite à alegria dos tempos messiânicos: “Exulta, cidade de Sião; rejubila, cidade de Jerusalém” (v. 9). Após o convite à alegria, à festa, vem a razão para essa alegria: a chegada do rei. Não de qualquer rei, porém. O rei esperado é justo, é salvador, é humilde e pacífico.

A imagem de um rei montado num jumento não é, primeiramente, referência à humildade, e sim à pacificidade, já que os “carros e cavalos” evocam o poderio bélico e guerreiro de alguns impérios. O texto do profeta Zacarias, contudo, vai além e diz que esse rei vai eliminar “os carros de Efraim e os cavalos de Jerusalém” (v. 10). Ele traz a paz, a prática da não guerra, ao interior mesmo da cidade sagrada. Após instaurar a paz em Jerusalém, também anunciará a paz às outras nações e seu domínio abarcará todo o mundo conhecido.

O profeta traça uma imagem de rei desconcertante. Um rei que não combate com carros e cavalos, que não se veste luxuosamente, que é justo em seu agir e julgar e – talvez a característica mais específica – que é salvador. Esse rei não é apenas uma antítese dos reis conhecidos até então, mas é a expressão do monarca divino.

AMBIENTE

O Livro de Zacarias é um livro profético com catorze capítulos. Atualmente, os estudiosos da Bíblia são unânimes em reconhecer que entre os oito primeiros capítulos e os restantes há uma diferença tão grande em contextos, estilo, vocabulário e temática, que devemos falar de dois livros em um e de dois autores diversos. Dado que não conhecemos o nome do autor do segundo livro (capítulos 9-14), convencionou-se chamar-lhe o "Deutero-Zacarias". É ao "Deutero-Zacarias" que pertence este texto que hoje nos é proposto.

Em que época foram escritos esses textos atribuídos ao Deutero-Zacarias? As opiniões são divergentes; no entanto, a maioria dos comentadores coloca estes oráculos no final do séc. IV ou princípios do séc. III a.C.. O ambiente é claramente pós-exílico. O contexto parece revelar a época posterior às vitórias de Alexandre da Macedónia, quando o Povo de Deus estava integrado no império helénico.

O livro do "segundo Zacarias" está marcado por um forte acento messiânico. Refere-se, com frequência, à figura do Messias, apresentado como rei, como pastor e como servo do Senhor. Na primeira parte (cf. Zac 9,1-11,7), o profeta anuncia a intervenção definitiva de Deus em favor do seu Povo, na figura do Messias; na segunda parte (cf. Zac 12,1-14,21), os oráculos descrevem a salvação e a glória futura de Jerusalém.

MENSAGEM

O Deutero-Zacarias descreve, neste oráculo, o regresso do rei vitorioso a Jerusalém. A cidade é convidada a alegrar-se e regozijar-se pois o seu rei, "justo e salvador", chegou.

A entrada triunfal desse rei justo e vitorioso é, no entanto, humilde e pacífica: ele não cavalgará um cavalo de guerra (símbolo do militarismo), mas um "jumentinho, filho de uma jumenta". A atitude deste "rei" contrasta claramente com as exibições de força, de poder, de agressividade dos grandes do mundo...

No entanto, paradoxalmente, este "rei" humilde e pacífico terá a força para destruir a guerra (ele aniquilará os instrumentos de morte - os carros de combate, os cavalos de guerra, os arcos de guerra) e para proclamar a paz universal. O seu "reino" irá "de um mar ao outro mar" e do "rio" (Eufrates) "até aos confins da terra" (isto é, abarcará a totalidade do mundo antigo).

ATUALIZAÇÃO

Na reflexão, considerar os seguintes pontos:

• Em primeiro lugar, o Deutero-Zacarias deixa clara a preocupação de Deus com a salvação do seu Povo. Na fase em que o profeta leva a cabo a sua missão, o Povo de Deus conhece uma relativa tranquilidade; mas é um Povo subjugado, manipulado, impedido de escolher livremente o seu destino e de construir o seu futuro. É nesse contexto que o profeta anuncia a chegada de um rei "justo e salvador", que vem ao encontro do Povo para o libertar e para lhe oferecer a paz ("shalom" - no sentido de harmonia, bem estar, felicidade plena). Ora, Deus não perdeu qualidades, nem mudou a sua essência. O Deus que assim atuou ontem é o Deus que assim atua hoje e que assim atuará sempre. Ao longo da nossa caminhada de todos os dias, fazemos frequentemente a experiência do desencanto, da frustração, da privação de liberdade. Sentimo-nos, tantas vezes, perdidos, sem esperança, incapazes de tomar nas mãos o nosso futuro e de dar um sentido à nossa vida... Nessas circunstâncias, somos convidados a redescobrir esse Deus que vem ao nosso encontro, que restaura a nossa esperança e nos oferece a paz.

• Uma certa visão "americanizada" do mundo e da vida defende a necessidade de armar exércitos formidáveis, de gastar uma considerável fatia do orçamento das nações em instrumentos de morte cada vez mais sofisticados, para impor, pela força e pelo medo, a paz e a segurança do mundo. O Deutero-Zacarias diz-nos que a lógica de Deus é outra: Ele chega desarmado, pacífico, humilde, sem arrogância e é, dessa forma, que Ele salva e liberta os homens. Para mim, qual faz mais sentido: a lógica desarmada de Deus ou a lógica musculada dos senhores do mundo?

• A história da salvação mostrou, muitas vezes, que é através dos pequenos, dos humildes, dos pobres, dos insignificantes que Deus atua no mundo e o transforma. Deus está mais na viúva que lança no tesouro do Templo umas pobres moedas do que no capitalista que preenche um cheque chorudo para pagar os vitrais da nova igreja da paróquia; Deus está mais no gesto simples do pacifista que oferece uma flor a um soldado do que na violência daqueles que lutam de armas na mão contra os "maus"; Deus está mais no olhar límpido de uma criança do que na palavra poderosa de um pregador inflamado que "sabe tudo" sobre Deus... Já aprendi a descobrir esse Deus que se manifesta na humildade, na pobreza, na simplicidade?

Subsídios:
1ª leitura: (Zc 9,9-10) O rei messiânico é humilde – No tempo em que Israel já não tinha rei, Zacarias imaginou o Esperado de Deus, o Messias, como rei, mas com um novo conteúdo: um rei oprimido por seu próprio povo (12,10; 13,7-9), assim como o Servo Padecente de Is 42,1-4; 53. Porque é justo e dedicado a Deus, este o ajuda, vence a morte e torna-o salvador do “restinho” do povo. * 9,9 cf. Sf 3,12-13.14-18; Gn 49,11; Mt 21,5; Jo 12,15 * 9,10 cf. Mq 5,9; Is 11,6-9; Os 2,20; Sl 72[71],8; Ef 2,17.



Salmo Responsorial

Monição: A alegria, que a todos é oferecida pelo Pai do Céu, deve levar-nos a cantar para sempre o Seu Nome.

SALMO RESPONSORIAL – 144/145

Bendirei, eternamente, vosso nome, ó Senhor!

Ó meu Deus, quero exaltar-vos, ó meu rei,
bendizer o vosso nome pelos séculos.
Todos os dias haverei de bendizer-vos,
hei de louvar o vosso nome para sempre.

Misericórdia e piedade é o Senhor,
ele é amor, é paciência, é compaixão.
O Senhor e muito bom para com todos,
sua ternura abraça toda criatura.

Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem,
e os vossos santos com louvores vos bendigam!
Narrem a glória e o esplendor do vosso reino
e saibam proclamar vosso poder!

O Senhor é amor fiel em sua palavra,
é santidade em toda obra que ele faz.
Ele sustenta todo aquele que vacila
e levanta todo aquele que tombou.

Segunda Leitura

Monição: Jesus morreu, mas ressuscitou. Ele tinha em Si o Espírito de Deus, que é a vida em plenitude. Dessa vida também participamos pelo batismo, com o qual morremos para as obras da carne. A vida divina em nós levar-nos-á a também viver eternamente.

Romanos 8,9.11-13

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos Irmãos, 8 9 Vós, porém, não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito, se realmente o espírito de Deus habita em vós. Se alguém não possui o Espírito de Cristo, este não é dele. 11 Se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dos mortos habita em vós, ele, que ressuscitou Jesus Cristo dos mortos, também dará a vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em vós. 12 Portanto, irmãos, não somos devedores da carne, para que vivamos segundo a carne. 13 De fato, se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras da carne, vivereis,
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Este pequenino trecho é tirado de Rom 8, que constitui o ponto culminante da carta e a sua mais bela profunda síntese. No centro deste genial capítulo está a presença e a ação do Espírito Santo, a quem se atribui a vida nova em Cristo. Esta é uma «vida sob o domínio do Espírito», a antítese perfeita da «vida sob o domínio da carne» (v. 9). Aqui a carne não é uma categoria platónica para designar a parte material do ser humano, nem é a «simples natureza» humana com a conotação de fraqueza e precariedade (sentido frequente no AT e noutros textos paulinos, por ex., em Rom 3, 20; 1 Cor 1, 29; Gal 3, 16); trata-se antes da natureza humana ferida pelo pecado e infectada pela concupiscência, o homem enquanto dominado pelos apetites e paixões desordenadas.

11-13 A vida nova «por meio do Espírito» de Cristo é radicalmente inconciliável com a vida segundo a carne, pois o Apóstolo adverte: «se viverdes de acordo com a carne, haveis de morrer» (v. 13). As obras da carne são as obras pecaminosas, ditadas pelos apetites desordenados em geral, não apenas pelo apetite sexual, como na nossa linguagem atual. O sentido positivo da mortificação cristã está aqui bem explícito: «haveis de viver».

Viver segundo o Espírito

A segunda leitura, tirada da carta aos Romanos, liga-se à primeira e ao Evangelho pela noção de receber, acolher uma vida que não se ajusta bem com a perspectiva terrena de então. Isso vem expresso, no texto, pela contraposição entre “vida segundo a carne” e “vida segundo o Espírito”. Só uma vida vivida segundo o Espírito de Deus é realmente vida. E esta nos é assegurada pela união espiritual com Jesus Cristo.

AMBIENTE

Continuamos a ler a Carta aos Romanos. Ela apresenta-nos um Paulo amadurecido que, depois de vários anos de incansável trabalho missionário, expõe, de forma serena, a sua reflexão sobre a salvação (numa altura em que a questão da salvação era uma questão teológica "quente": os judeo-cristãos acreditavam que, para chegar à salvação, era preciso continuar a cumprir a Lei de Moisés; e os judeo-pagãos não manifestavam nenhuma vontade de se submeter aos ritos da Lei judaica).

Na perspectiva de Paulo, a salvação é um dom não merecido (porque todos vivem mergulhados no pecado - cf. Rom 1,18-3,20), que Deus oferece por pura bondade aos homens, a todos os homens (cf. Rom 3,1-5,11). Essa salvação chega-nos através de Jesus Cristo (cf. Rom 5,12-8,39); e atua em nós pelo Espírito (cf. Rom 8,1-39).

O texto que hoje nos é proposto faz parte de um capítulo em que Paulo reflete sobre a vida no Espírito. O pensamento teológico de Paulo atinge aqui um dos seus pontos culminantes: todos os grandes temas paulinos (o projeto salvador de Deus em favor dos homens; a ação libertadora de Cristo, através da sua vida de doação, da sua morte e da sua ressurreição; a nova vida que faz dos crentes Homens Novos e os torna filhos de Deus) se cruzam aqui.

O Espírito aparece como o elemento fundamental que dá unidade a toda esta reflexão. Ele está presente por detrás desse projeto salvador que Deus tem em favor do homem e do qual Paulo não se cansa de dar testemunho.

MENSAGEM

Jesus, o Deus/Homem, gastou a vida a cumprir o projeto do Pai de dar vida ao homem. A sua ação acabou por chocar com os interesses dos senhores do mundo, e Ele foi morto na cruz.

No entanto, essa morte na cruz não foi o "fim da linha": o Espírito de Deus, sempre presente em Jesus, ressuscitou-O (pois, no projeto de Deus, o oferecer a vida para concretizar o plano do Pai não pode gerar morte, mas vida plena e definitiva).

Ora, Jesus ofereceu aos seus discípulos o mesmo Espírito. Os discípulos têm de estar conscientes de que, se viverem como Jesus e se fizerem da vida um dom a Deus e aos irmãos, receberão essa mesma vida nova e definitiva que o Espírito deu a Jesus.
Sobretudo, Paulo convida os cristãos a tirarem as conclusões práticas desta realidade: se viverem "segundo a carne", morrerão (isto é, não encontrarão a vida definitiva); mas se viverem segundo o Espírito, ressuscitarão para a vida nova.

Temos aqui uma das mais interessantes e sugestivas antíteses paulinas: a "carne" e o "Espírito". Viver "segundo a carne" é, na perspectiva de Paulo, viver em oposição a Deus - ou seja, viver fechado a Deus, numa vida de egoísmo, de autismo, de auto-suficiência que leva o homem a prescindir dos mandamentos, das propostas e dos valores de Deus; "viver segundo o Espírito" é, na perspectiva de Paulo, viver em relação com Deus, escutando as suas propostas e sugestões, na obediência aos projetos de Deus e na doação da própria vida aos homens.

Os cristãos são, portanto, veementemente exortados por Paulo a fazerem a sua escolha. Sobretudo, Paulo está interessado em demonstrar aos crentes que só o seguimento de Cristo garante ao homem a vida definitiva.

ATUALIZAÇÃO

A reflexão poderá ter em conta as seguintes questões:

• À luz dos critérios que hoje presidem à construção do mundo, a vida de Jesus foi um rotundo fracasso. Ele nunca desempenhou qualquer cargo público nem teve jamais conta num banco qualquer; mas viveu na simplicidade, na humildade, no serviço, sem ter para si próprio uma pedra onde reclinar a cabeça. Ele nunca foi apoiado pelos "cabeças pensantes" da sua terra; apenas foi escutado pela gente humilde, marginalizada, condenada a uma situação de escravidão, de pobreza, de debilidade. Ele nunca se proclamou chefe de um movimento popular; apenas ensinou, àqueles que O seguiam, que Deus os ama e que quer fazer deles seus filhos. Ele nunca se sentou num trono, a dar ordens e a distribuir benesses; mas foi abandonado por todos, condenado a uma morte infame e pregado numa cruz. No entanto, Ele venceu a morte e recebeu de Deus a vida plena e definitiva. Paulo diz aos crentes a quem escreve: não vos preocupeis com aqueles valores a que o mundo chama êxito, realização, felicidade; mas tende a coragem de gastar a vida do mesmo jeito de Jesus, a fim de encontrardes a vossa realização plena, a vida definitiva.

• Paulo ensina que a vida "segundo a carne" gera morte; e que a vida "segundo o Espírito" gera vida. O que é viver "segundo a carne"? Olhando para o mundo e para a vida da Igreja, quais são os sintomas que eu noto da vida "segundo a carne"? O que é viver "segundo o Espírito"? Olhando para o mundo e para a vida da Igreja, quais são os sintomas que eu noto da vida "segundo o Espírito"?

• O cristão tem de viver "segundo o Espírito". É desse jeito que eu vivo? Estou aberto à acção renovadora e libertadora do Espírito que recebi no dia do meu Batismo?

Subsídios:
2ª leitura: (Rm 8,9.11-13) Viver conforme o Espírito – Fechado para Deus, o homem é “carne”, existência humana limitada, sem perspectiva. Também seu intelecto é “carnal”, se ele não se abre para Deus. Quem se abre para o Espírito (que vivificou o Cristo), até seu corpo se torna espiritual, destinado para a vida verdadeira. – A oposição “carne x espírito” corresponde a “morte x vida”. Toda a nossa vida, corporal, psicológica, intelectual, deve ser empenhada pelo Espírito; à “carne” não devemos nada. * 8,9 cf. Rm 7,5-6; Sl 51[50],13; Jo 3,5.6 *­ 8,11-13 cf. Rm 6,4.8-11; Gl 6,8; Ef 4,22-24.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Eu te louvo, ó Pai santo, Deus do céu, Senhor da terra; os mistérios do teu reino aos pequenos, Pai, revelas! (Mt 11,25)

Evangelho

Monição: Os caminhos da verdadeira felicidade são revelados pelo Pai do Céu a quem é humilde e simples para os entender. Com Jesus, bendigamos o eterno Pai, por tanta bondade.

Mateus 11,25-30

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! Por aquele tempo, Jesus pronunciou estas palavras: 11 25 “Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos. 26 Sim, Pai, eu te bendigo, porque assim foi do teu agrado. 27 Todas as coisas me foram dadas por meu Pai; ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelá-lo. 28 Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. 29 Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. 30 Porque meu jugo é suave e meu peso é leve.
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

Ver notas atrás, no Evangelho da solenidade do Sagrado Coração de Jesus.

A Sabedoria Oculta

As palavras de Jesus, nesse trecho do Evangelho, parecem um tanto enigmáticas. Afinal, quais são as coisas que o Senhor “escondeu aos sábios e entendidos” e revelou aos pequeninos? A chave para compreender essa estranha palavra de Jesus se encontra nos textos anteriores a este, pois Jesus falava antes da condição de João Batista como profeta e precursor, e das reações ao ministério de João e ao seu próprio. Aqueles que, diante da vida austera de João, o julgaram endemoninhado – embora fosse reconhecidamente profeta – porque não comia nem bebia também se voltam contra Jesus, pelo motivo oposto, e o chamam de “comilão e beberrão” (Mt 11,18-19). A mesma ideia foi expressa na imagem das crianças que, sentadas na praça, não dançam quando há música e não choram quando são cantadas canções de luto (v. 16-17).

Além disso, o texto contrasta com as invectivas contra as cidades da Galileia, para onde, após seu discurso missionário (Mt 10), Jesus partiu a fim de ensinar e anunciar a Boa-nova do Reino (Mt 11,1). A censura a essas cidades se dá pelo fato de não se arrependerem, apesar de Jesus ter realizado ali a maior parte de seus milagres (v. 20). Há uma resistência a acolher os enviados de Deus. Há certo embotamento da mente para reconhecer neles a qualidade de enviados de Deus. É disso que Jesus fala quando diz que o Senhor escondeu “estas coisas” aos sábios e entendidos. Aos que assim se consideravam, não restava nada a aprender, a conhecer. Para os pequeninos, tudo é motivo de alegria e aprendizado. Só Jesus conhece inteiramente o Pai; portanto, só ele é capaz de revelar o próprio Deus e seus planos, pois Deus não pensa nem age como os humanos.

AMBIENTE

Após o "discurso da missão" e o envio dos discípulos ao mundo para continuarem a obra libertadora de Jesus (cf. Mt 9,36-11,1), Mateus coloca no seu esquema de Evangelho uma secção sobre as reações e as atitudes que as várias pessoas e grupos tomam frente a Jesus e à sua proposta de "Reino" (cf. Mt 11,2-12,50). O nosso texto integra esta secção.

Nos versículos anteriores ao texto que nos é hoje proposto (cf. Mt 11,20-24), Jesus havia dirigido uma veemente crítica aos habitantes de algumas cidades situadas à volta do lago de Tiberíades (Corozaim, Betsaida, Cafarnaum), porque foram testemunhas da sua proposta de salvação e mantiveram-se indiferentes. Estavam demasiado cheios de si próprios, instalados nas suas certezas, calcificados nos seus preconceitos e não aceitavam questionar-se, a fim de abrir o coração à novidade de Deus.

Agora, Jesus manifesta-Se convicto de que essa proposta rejeitada pelos habitantes das cidades do lago encontrará acolhimento entre os pobres e marginalizados, desiludidos com a religião "oficial" e que anseiam pela libertação que Deus tem para lhes oferecer.

O nosso texto consta de três "sentenças" que, provavelmente, foram pronunciadas em ambientes diversos deste que Mateus nos apresenta. Dois desses "ditos" (cf. Mt 11,25-27) aparecem também em Lucas (cf. Lc 10,21-22) e devem provir de um documento que reuniu os "ditos" de Jesus e que tanto Mateus como Lucas utilizaram na composição dos seus evangelhos. O terceiro (cf. Mt 11,28-30) é exclusivo de Mateus e deve provir de uma fonte própria.

MENSAGEM

A primeira sentença (cf. Mt 11,25-26) é uma oração de louvor que Jesus dirige ao Pai, porque Ele escondeu "estas coisas" aos "sábios e inteligentes" e as revelou aos "pequeninos".

Os "sábios e inteligentes" são certamente esses "fariseus" e "doutores da Lei", que absolutizavam a Lei, que se consideravam justos e dignos de salvação porque cumpriam escrupulosamente a Lei, que não estavam dispostos a deixar pôr em causa esse sistema religioso em que se tinham instalado e que - na sua perspectiva - lhes garantia automaticamente a salvação.

Os "pequeninos" são os discípulos, os primeiros a responder positivamente à oferta do "Reino"; e são também esses pobres e marginalizados (os doentes, os publicanos, as mulheres de má vida, o "povo da terra") que Jesus encontrava todos os dias pelos caminhos da Galileia, considerados malditos pela Lei, mas que acolhiam, com alegria e entusiasmo, a proposta libertadora de Jesus.

A segunda sentença (cf. Mt 11,27) relaciona-se com a anterior e explica o que é que foi escondido aos "sábios e inteligentes" e revelado aos "pequeninos". Trata-se, nem mais nem menos, do "conhecimento" (quer dizer, uma "experiência profunda e íntima") de Deus.

Os "sábios e inteligentes" (fariseus e doutores da Lei) estavam convencidos de que o conhecimento da Lei lhes dava o conhecimento de Deus. A Lei era uma espécie de "linha direta" para Deus, através da qual eles ficavam a conhecer Deus, a sua vontade, os seus projetos para o mundo e para os homens; por isso, apresentavam-se como detentores da verdade, representantes legítimos de Deus, capazes de interpretar a vontade e os planos divinos.

Jesus deixa claro que quem quiser fazer uma experiência profunda e íntima de Deus tem de aceitar Jesus e segui-l'O. Ele é "o Filho" e só Ele tem uma experiência profunda de intimidade e de comunhão com o Pai. Quem rejeitar Jesus não poderá "conhecer" Deus: quando muito, encontrará imagens distorcidas de Deus e aplicá-las-á depois para julgar o mundo e os homens. Mas quem aceitar Jesus e O seguir, aprenderá a viver em comunhão com Deus, na obediência total aos seus projetos e na aceitação incondicional dos seus planos.

A terceira sentença (cf. Mt 11,28-30) é um convite a ir ao encontro de Jesus e a aceitar a sua proposta: "vinde a Mim"; "tomai sobre vós o meu jugo...".

Entre os fariseus do tempo de Jesus, a imagem do "jugo" era aplicada à Lei de Deus (cf. Si 6,24-30; 51,26-27) - a suprema norma de vida. Para os fariseus, por exemplo, a Lei não era um "jugo" pesado, mas um "jugo" glorioso, que devia ser carregado com alegria.

Na realidade, tratava-se de um "jugo" pesadíssimo. A impossibilidade de cumprir, no dia a dia, os 613 mandamentos da Lei escrita e oral, criava consciências pesadas e atormentadas. Os crentes, incapazes de estar em regra com a Lei, sentiam-se condenados e malditos, afastados de Deus e indignos da salvação. A Lei aprisionava em lugar de libertar e afastava os homens de Deus em lugar de os conduzir para a comunhão com Deus.

Jesus veio libertar o homem da escravidão da Lei. A sua proposta de libertação plena dirige-se aos doentes (na perspectiva da teologia oficial, vítimas de um castigo de Deus), aos pecadores (os publicanos, as mulheres de má vida, todos aqueles que tinham publicamente comportamentos política, social ou religiosamente incorretos), ao povo simples do país (que, pela dureza da vida que levava, não podia cumprir escrupulosamente todos os ritos da Lei), a todos aqueles que a Lei exclui e amaldiçoa. Jesus garante-lhes que Deus não os exclui nem amaldiçoa e convida-os a integrar o mundo novo do "Reino". É nessa nova dinâmica proposta por Jesus que eles encontrarão a alegria e a felicidade que a Lei recusa dar-lhes.

A proposta do "Reino" será uma proposta reservada a uma classe determinada (os pobres, os débeis, os marginalizados) em detrimento de outra (os ricos, os poderosos, os da "situação")? Não. A proposta do "Reino" destina-se a todos os homens e mulheres, sem exceção... No entanto, são os pobres e débeis aqueles que já desesperaram do socorro humano, que têm o coração mais disponível para acolher a proposta de Jesus. Os outros (os ricos, os poderosos) estão demasiado cheios de si próprios, dos seus interesses, dos seus esquemas organizados, para aceitar arriscar na novidade de Deus.

Acolhendo a proposta de Jesus e seguindo-O, os pobres e oprimidos encontrarão o Pai, tornar-se-ão "filhos de Deus" e descobrirão a vida plena, a salvação definitiva, a felicidade total.

ACTUALIZAÇÃO

Na reflexão, considerar os seguintes desenvolvimentos:

• Na verdade, os critérios de Deus são bem estranhos, vistos de cá de baixo, com as lentes do mundo... Nós, homens, admiramos e incensamos os sábios, os inteligentes, os intelectuais, os ricos, os poderosos, os bonitos e queremos que sejam eles ("os melhores") a dirigir o mundo, a fazer as leis que nos governam, a ditar a moda ou as ideias, a definir o que é correto ou não é correto. Mas Deus diz que as coisas essenciais são muito mais depressa percebidas pelo "pequeninos": são eles que estão sempre disponíveis para acolher Deus e os seus valores e para arriscar nos desafios do "Reino". Quantas vezes os pobres, os pequenos, os humildes são ridicularizados, tratados como incapazes, pelos nossos "iluminados" fazedores de opinião, que tudo sabem e que procuram impor ao mundo e aos outros as suas visões pessoais e os seus pseudo-valores... A Palavra de Deus ensina: a sabedoria e a inteligência não garantem a posse da verdade; o que garante a posse da verdade é ter um coração aberto a Deus e às suas propostas (e com frequência, com muita frequência, são os pobres, os humildes, os pequenos que "sintonizam" com Deus e que acolhem essa verdade que Ele quer oferecer aos homens para os levar à vida em plenitude).

• Como é que chegamos a Deus? Como percebemos o seu "rosto"? Como fazemos uma experiência íntima e profunda de Deus? É através da filosofia? É através de um discurso racional coerente? É passando todo o tempo disponível na igreja a mudar as toalhas dos altares? O Evangelho responde: "conhecemos" Deus através de Jesus. Jesus é "o Filho" que "conhece" o Pai; só quem segue Jesus e procura viver como Ele (no cumprimento total dos planos de Deus) pode chegar à comunhão com o Pai. Há crentes que, por terem feito catequese, por irem à missa ao domingo e por fazerem parte do conselho pastoral da paróquia, acham que conhecem Deus (isto é, que têm com Ele uma relação estreita de intimidade e comunhão)... Atenção: só "conhece" Deus quem é simples e humilde e está disposto a seguir Jesus no caminho da entrega a Deus e da doação da vida aos homens. É no seguimento de Jesus - e só aí - que nos tornamos "filhos" de Deus.

• Como nos situamos face a Deus e à proposta que Ele nos apresenta em Jesus? Ficamos fechados no nosso comodismo e instalação, no nosso orgulho e auto-suficiência, sem vontade de arriscar e de pôr em causa as nossas seguranças, ou estamos abertos e atentos à novidade de Deus, a fim de perceber as suas propostas e seguir os seus caminhos?

• Cristo quis oferecer aos pobres, aos marginalizados, aos pequenos, a todos aqueles que a Lei escravizava e oprimia, a libertação e a esperança. Os pobres, os débeis, os marginalizados, aqueles que não encontram lugar à mesa do banquete onde se reúnem os ricos e poderosos, continuam a encontrar - no testemunho dos discípulos de Jesus - essa proposta de libertação e de esperança? A Igreja dá testemunho da proposta libertadora de Jesus para os pobres? Como é que os pequenos e humildes são acolhidos nas nossas comunidades? Como é que acolhemos aqueles que têm comportamentos social ou religiosamente incorretos?

Subsídios:
Evangelho: (Mt 11,25-30) Revelação aos humildes; a mansidão do Messias – Jesus realiza o “messianismo diferente” presente em Sf 3, Is 42; 53 e Zc 9; 12 (cf. 1ª leitura): 1) Ele revela o mistério de Deus aos humildes; revela-lhes o que não vem da “carne”, mas do Pai. 2) Ele é humilde e pode acolher os humildes, por causa de sua mansidão, por ser seu jugo leve e suave. * 11,25-27 cf. Lc 10,21-22; 1Cor 1,26-29; Mt 28,18; Jo 3,35; 17,2; 10,15 * 11,28-30 cf. Jr 31,25; 6,16; Is 28,12; 1Jo 5,3.

***   ***   ***

No domingo anterior vimos por que o profeta cristão deve ser um pequenino: a eficácia de sua mensagem se confirma na reação de bondade gratuita que ele provoca no coração dos que recebem a mensagem. No evangelho de hoje contemplamos o modelo deste tipo de profeta: Jesus. Não apenas como mensageiro, mas como detentor de tudo o que o Pai lhe deu nas mãos, ele é humilde e livre de toda forma de violência (militar, política, intelectual, religiosa e cultural). Nele reconhecemos a plena realização da figura de Zc 9,9-10 (1ª leitura) – o Messias humilde, que troca o cavalo militar por um jumentinho, que acaba com os carros e arcos de guerra e estende um império de paz de um mar (o Mediterrâneo) ao outro (o golfo de Ácaba). Num outro texto evangélico encontramos, em forma dramatizada, a realização dessa profecia: a entrada de Jesus em Jerusalém, significativamente no começo da semana da Paixão (Mt 21,1-10 e paralelos).

O contexto em que o evangelho se situa é o seguinte: Jesus acaba de censurar as cidades da Galileia por causa de sua auto-suficiência e orgulho (Mt 11,20-24). Em oposição a esse orgulho, surge a figura do Messias humilde, do revelador de Deus que se dirige aos simples e “pequenos”. Aqui não valem os critérios de grandeza humana; vale o puro dom gratuito de Deus (11,27). Jesus é o Filho, aquele que conhece o Pai por dentro e pode dispor de tudo o que é dele. É esta a primeira parte do texto, o “júbilo” de Jesus (Mt 11,25-27).

Encadeada nessas palavras parte segue agora outra sentença, um convite aos humildes para aceitar seu “jugo”. A doutrina de um mestre ou rabino era chamada “jugo”. Jesus é um mestre diferente. Seu jugo é suave, dá paz e descanso às almas. Jesus é o mestre humilde e manso de coração, mas não no estilo água-com-açúcar. Olhemos só o que é o contrário destes termos. O contrário da “humildade” (literalmente, “baixeza”) são o orgulho e a ostentação, que caracterizam os “grandes” de todos os tempos. E o contrário da “mansidão” ou mansuetude do Senhor é a violência, o uso da força. Ora, se a missão de Jesus e a do missionário cristão é abrir as comportas do coração, para que serviria a violência? A violência não converte; resultado último não se deve esperar da violência. Por isso, mesmo se o cristão for forçado a usar de violência para proteger seu irmão, nunca a utilizará para transmitir sua mensagem. O coração violento encontra na violência que se lhe opõe uma justificativa! Só a “mansidão” (no sentido de firmeza permanente) desmancha os argumentos da violência (cf. Gandhi).

Na 2ª leitura temos uma mensagem semelhante. Os critérios da vida nova em Cristo são bem diferentes dos da vida antiga. É a oposição entre a “carne” (a humanidade autossuficiente, fechada em si mesma) e o Espírito (a força vivificadora e transformadora que nos é dada em Jesus Cristo e da qual sua ressurreição é o sinal) (Rm 8,11). Aos critérios humanos não ficamos devendo nada, pois estes são os da força e do “salve-se quem puder!” É difícil convencer-se disso. Estamos sempre prestando contas a critérios humanos, que nos são impostos sem a mínima razão: moda, consumo, aparência, ditadura, medo. Parece até que a gente tem medo de não ter algum poder ao qual prestar contas. Temos medo da liberdade do Espírito, da liberdade dos filhos de Deus. Ora, não estamos devendo nada àquilo que, nesses critérios mundanos, se opõe à vontade de Deus. Quantas vezes participamos ativa ou passivamente de atitudes e juízos injustos, de pressão sobre outras pessoas, de “proveitos” injustos e de egoísmo grupal! A tudo isso não estamos devendo nada. Nosso benefício vêm de outras fontes.

Enquanto a oração do dia sintoniza melhor com a mensagem de Paulo, a antífona da comunhão é um eco puro da leitura do evangelho. Para sublinhar o paradoxo do Messias que, por sua humilhação, levanta consigo toda a humanidade.

JESUS, A VIOLÊNCIA E A MANSIDÃO

Percebe-se a violência crescente no mundo. O terrorismo acorda nas pessoas a vontade de responder com violência. Está certo usar de violência para enfrentar a violência? Conforme o plano de Deus, não. Seu enviado é o mestre “manso” e humilde, cujo “jugo” é suave. O evangelho ensina a revelação da mansidão de Jesus aos pequeninos e mansos, os não-violentos A pregação de Jesus provoca opção a favor ou contra. Contra ele optam as ambiciosas cidades da Galileia (cf. Mt 11,20-24). A favor, os humildes que escutam sua palavra e a põem em prática (Mt 11,25-30). Os que recebem sua revelação, não os que estão cheios de si, vão conhecer o interior de Jesus. Jesus é o mestre dos humildes, porque ele é, no sentido bíblico, manso, não opressor. E assim é também sua doutrina.

O profeta Zacarias já sabia que o Messias não poderia ser um rei violento e opressor (1ª leitura). Essa expectativa, Jesus a realizou de modo surpreendente. A missão do Messias não se realiza pela violência e pela opressão, mas pela mansidão de um pedagogo, que deixa penetrar, nos humildes, gota por gota, o espírito de amor e solidariedade, que faz crescer o verdadeiro reino de Deus. Por isso, o mistério de Deus e de seu Filho se manifesta no coração dos humildes, enquanto os poderosos o rejeitam.

Jesus convida os “cansados”. Eles são muitos entre nós hoje. Os que já não aguentam o arrocho salarial, a subnutrição, a degradação da vida social e pública, a violência econômica, a exclusão em todas as suas formas. Será que Jesus tem uma solução para esses “cansados”? Contrariamente à pretensa “lei natural” do poder do mais forte, a comunidade de amor e solidariedade lhes oferece, mais e melhor do que o consumismo da tevê e dos shopping-centers, aquilo que os torna realmente felizes: valorização fraterna, sustento mútuo e, sobretudo, a certeza de “estar na linha de Deus”.

Aos cristãos cabe conscientizar o povo – pobres e ricos – de que a mera força e opressão não resolvem nada, mas afastam as pessoas do espírito de Cristo. E perguntemos: em nossas comunidades, existe verdadeira “mansidão” ou, pelo contrário, reinam práticas opressoras? Aplicamos uma “pedagogia da mansidão”, deixando a grama crescer no chão em vez de puxá-la para fazer crescê-la mais rápido?

Jesus veio como libertador manso e humilde, não como revolucionário armado, porque o reino do amor fraterno não pode ser implantado pela violência, mas somente pela convicção interior. Essa é sua resposta ao poder da força, contra o qual o pequeno não pode resistir quando se quer medir com ele no mesmo nível.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— Uma primeira consideração a ser tecida tem a ver com a noção de acolhida que perpassa as três leituras: na primeira, como convite a festejar a chegada do rei; na segunda, como convite a aceitar o Espírito de Cristo como o guia de nossa existência; e, no Evangelho, como convite a acolher o “jugo” do rei humilde e manso de coração. O jugo suave de Jesus se contrapõe aos “fardos pesados e insuportáveis” que os escribas e fariseus de seu tempo impunham aos homens (Mt 23,4). Seu jugo consiste em sua interpretação e aplicação da Lei e, sobretudo, na sua capacidade de relacionar-se com Deus como Pai. Viver sob o jugo de um rei pacífico, manso, humilde não é um fardo pesado.

— Uma segunda consideração tem relação com a imagem de um rei montado num jumento. Todos nós conhecemos o texto tradicional da aproximação de Jesus a Jerusalém montado num jumentinho e sendo aclamado pela multidão para, em seguida, ser rejeitado e morto em Jerusalém. Seria natural que aqui se fizesse referência a essa leitura neotestamentária, mas isso não ocorre. A razão disso é que a liturgia deste domingo quer acentuar não a figura de Jesus, rei manso e humilde, e sim a reação da Igreja ao seu Senhor que vem.

— Em toda a liturgia, o foco está na possibilidade de recusa ou de acolhida do enviado de Deus, Jesus Cristo, e de seu projeto de salvação para a humanidade. O Evangelho deste domingo tem um caráter de censura aos que endurecem o coração e não conseguem entender, perceber e reconhecer a revelação divina. Ao mesmo tempo, apresenta, em forma de prece, revelação e convite, um apelo a aproximar-se de Jesus, o rei justo, manso e humilde de coração, que tomou como projeto viver como filho de Deus.


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1. Louvarei para sempre o vosso nome, meu Deus e meu Rei.

Deus criou-nos para vivermos alegres e O louvarmos eternamente, como expressão da mais profunda e verdadeira felicidade. Para que esta meta se atinja, é necessário fazer bom uso da liberdade que Ele nos deu. Jesus, Mestre divino, veio ensinar-nos a optar pelo melhor. Hoje fala-nos da virtude fundamental do cristão, característica essencial do Seu Reino – a humildade. E, como bom e excelente Mestre que é, a todos ensina, fazendo, praticando. Ele, que nos dá os mais sublimes exemplos em todas as virtudes, chama mesmo particularmente a atenção para esta: «Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração».

2. Jesus, Mestre divino, ensina-nos, com o seu exemplo, os caminhos da felicidade.

Não foi por acaso – para Deus não há acasos – que Jesus nasceu numa pobre manjedoura, pertenceu a uma família humilde, quis passar por ser «o filho do carpinteiro», viveu em Nazaré – cidade por todos desprezada – , não tinha onde reclinar a cabeça, entrou em Jerusalém montado num pobre jumentinho, (1ª Leitura da Missa de hoje), lava os pés aos Apóstolos, é cuspido, esbofeteado, flagelado, coroado de espinhos e ridicularizado pelas ruas de Jerusalém, é pregado na cruz e morre no meio de dois ladrões. Não podia ter feito mais para nos revelar quanto nos ama, como é monstruoso o pecado e ensinar a virtude fundamental da humildade. Com a vivência tão profunda desta virtude, o Senhor provou também quão errado foi o caminho seguido pelos nossos primeiros pais e que hoje continua a iludir tantos homens – o orgulho. A cegueira estonteante que este vício provoca é de tal forma dramática, que é causa de todas as tragédias humanas, arrastando homens pelos caminhos errados da vida, provocadores de tantas lágrimas, sofrimento e atraso social.

Como só com a virtude da humildade existe capacidade para captar as verdades eternas e as grandes lições que Jesus nos dá, Ele proclamou esta linda oração que o Evangelho da Missa de hoje nos transmite: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondestes estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos».

3. Importa viver e anunciar a virtude fundamental da humildade.

Não podemos ficar indiferentes perante o apelo e o exemplo dado por Jesus. Ele continua a anunciar esta virtude vivendo humildemente conosco em todos os Sacrários da Terra e declarou que considera feito a Si mesmo tudo o que se fizer aos mais pobres, crianças, presos, abandonados e marginalizados da sociedade. Com todos e cada um continua a identificar-se.

Esta virtude fundamental será uma realidade nas nossas vidas na medida em que formos verdadeiros. A verdade, diz-nos que nosso, nosso, só é verdadeiramente o pecado. Tudo o mais são dádivas de Deus, que importa fazer render, e das quais um dia teremos de prestar contas.

Que Ele nos faça verdadeiros.

Bem «despidos» das nossas «importâncias», haverá em nós lugar para Deus e teremos acesso às verdades eternas, as únicas que não enganam e nos apontam os caminhos das verdadeiras alegrias terrenas e eternas. Uma alegria assim, sincera, será contagiante levando outros a querer fazer a mesma experiência, como aconteceu a muitos pagãos perante os primeiros cristãos. Que tal aconteça nas nossas vidas, para que cada um tenha a felicidade de um dia poder dizer com verdade «proclamarei para sempre o vosso nome, Senhor, meu Deus e meu Rei».


ALGUMAS REFLEXÕES À LUZ DO EVANGELHO
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 14º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo... Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa... Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. PREPARAR LEITORES.
Seria bom que todo o batizado pudesse ser chamado a proclamar na assembleia a Palavra para os seus irmãos. Um leitor não preparado arrisca-se a não ser ouvido nem compreendido. O texto pode ser lido, mas será que "fala" aos membros da assembleia? Faz-se o rito da leitura, mas será que acontece verdadeiramente "liturgia da Palavra"? Seria bom, sobretudo em tempo de férias, organizar antecipadamente o grupo de leitores, para que a Palavra seja bem preparada, proclamada, escutada... e vivida!

3. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
Senhor, nós exultamos de alegria e Te damos graças, porque abres os nossos espíritos e os nossos corações ao louvor e à admiração. Pelos teus profetas, desde o princípio manifestas a tua bondade e a tua ternura paterna. Nós Te pedimos por todos os povos que esperam com angústia o fim das guerras: concede-lhes artífices da paz.

No final da segunda leitura:
Nós Te bendizemos, porque és Espírito de vida. O teu Filho Jesus venceu todas as formas de morte. Nós Te pedimos, Tu que habitas em nós: concede a vida aos nossos seres mortais, purifica-nos pelo teu Espírito das desordens do homem pecador. Arranca-nos do domínio das forças de morte, faz-nos viver sob o domínio do Espírito.

No final do Evangelho:
Pai, Senhor do céu e da terra, com o teu Filho Jesus proclamamos o teu louvor: para Te dares a conhecer a nós e nos revelar o insondável mistério do teu amor, vieste até nós enviando o teu Filho. Nós Te pedimos: porque nos chamas a conhecer-Te, purifica as nossas inteligências, dá-nos um coração de criança na tua presença.

4. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística IV, que nos recorda a fidelidade de Deus à sua aliança.

5. PALAVRA PARA O CAMINHO.
Reviravolta de valores. Numa sociedade idolatra que só crê na força, no poder, na riqueza, nos sucessos de todo o tipo... Jesus revela-nos que Deus confia os seus segredos aos mais pequenos... aqueles que não aparecem nas primeiras páginas dos jornais... aqueles que não contam grande coisa... Uma vez mais, é a reviravolta dos valores e o convite a rectificar os nossos julgamentos e os nossos comportamentos.


LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as oblatas: Fazei, Senhor, que a oblação consagrada ao vosso nome nos purifique e nos conduza, dia após dia, a viver mais intensamente a vida da graça. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Santo

Monição da Comunhão: O Criador e Senhor do Universo vem até nós na humildade de uma Hóstia consagrada. Vamos recebê-lO com muita fé, saboreando a Sua adorável presença, que é sempre cheia de Amor. N’Ele encontramos força para amar.

Salmo 33, 9
Antífona da comunhão: Saboreai e vede como o Senhor é bom: feliz o homem que n’Ele se refugia.

Ou Mt 11, 28
Vinde a Mim, todos vós que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei, diz o Senhor.

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos saciastes com estes dons tão excelentes, fazei que alcancemos os benefícios da salvação e nunca cessemos de cantar os vossos louvores. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

RITOS FINAIS

Monição final: O reino da paz, alegria, amor e felicidade só nos caminhos de Deus se encontra. Todos somos convidados a viver nesse Reino. Ele está ao nosso alcance. Constrói-se com a verdade da vida e o serviço aos irmãos. Vamos apostar seriamente nesta construção. Viveremos contentes e contribuiremos para um mundo melhor.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

TEMPO COMUM

14ª SEMANA

2ª Feira, 7-VII: O amor de Deus pelo seu povo.

Os 16, 17-18. 21-22 / Mt 9, 18-26
Farei de ti minha esposa para sempre, desposar-te-ei segundo a justiça e o direito, por amor e misericórdia.

«Deus ama o seu povo, mais que um esposo a sua bem amada; este amor vencerá mesmo as piores infidelidades (cf. Leit); e chegará ao mais precioso de todos os dons: ‘Deus amou de tal modo o mundo, que lhe entregou o seu Filho único’» (CIC, 219). As curas são igualmente mais uma manifestação do amor de Deus. São um sinal de que Ele, como Médico divino veio curar o homem na sua totalidade, alma e corpo. Quem d’Ele aproxima com fé, como a hemorroísa, recebe sempre um dom (cf. Ev).

3ª Feira, 8-VII: A Seara é grande e os operários são poucos

Os 8, 4-7. 11-13 / Mt 9, 32-38
A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara.

É verdade que há uma carência inquietante de vocações. A grande maioria das pessoas continua a ser atraída por outros caminhos, que não exigem compromissos com Deus e, às vezes, até afastam de Deus: «considero repelente, ó Samaria, o bezerro que adoras» (Leit). Para que haja mais vocações é preciso reavivar, sobretudo na gente mais jovem, uma nostalgia de Deus, para que possam desabrochar desejos de entrega a Deus. E também que haja um grande movimento de oração em todas as comunidades.

4ª Feira, 9-VII: Iniciativas dos leigos.

Os 10, 1-3. 7-8. 10 / Mt 10, 1-7
(Jesus) deu-lhes autoridade sobre os espíritos impuros, com poder de os expulsarem e de curarem todas as doenças.

Jesus chamou os Doze, conferiu-lhes poderes e enviou-os em missão (cf. Ev). Os leigos têm como vocação própria ocupar-se das realidades temporais e ordená-las segundo Deus. Compete-lhes ter iniciativas para a transformação das realidades terrenas: «já é tempo de procurar o Senhor» (Leit). «A iniciativa dos fiéis leigos é particularmente necessária quando se trate de descobrir, de inventar meios para impregnar, com as exigências de doutrina e da vida cristãs, as realidades sociais, políticas e económicas» (CIC, 899).

5ª Feira, 10-VII: Manifestações do amor do Pai.

Os 11, 1-4. 8-9 / Mt 10, 7-15
Ainda Israel estava na infância e já eu o amava e a ele, meu filho, chamei-o para que saísse do Egito.

«O amor de Deus para com Israel é comparado ao amor dum pai para com o seu filho (cf. Leit). Este amor é mais forte que o de uma mãe para com os seus filhos» (CIC, 219). É esse amor que o leva a perdoar as ofensas dos filhos: «Não deixarei arder a minha indignação. É que eu sou Deus, e não homem, o Santo que está no meio de vós» (Leit). E leva também a ter compaixão por todos os enfermos: «curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios» (Ev).

6ª Feira, 11-VII: Reconstrução das raízes cristãs da Europa.

Prov 2, 1-9 / Mt 19, 27-29
E, todo aquele que tiver deixado casa, irmãos…por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna.

S. Bento contribuiu enormemente para a implantação das raízes cristãs dos países que hoje constituem a Europa. Por isso, foi nomeado Padroeiro da Europa pelo Papa Paulo VI em 1964. Ouviu o chamamento do Senhor e deixou tudo por amor a Ele (cf. Ev), e nós recebemos uma esplêndida herança. Para reconstruirmos as raízes cristãs no nosso país, recorramos à proteção de Deus e sejamos fiéis à nossa vocação cristã: «Ele guarda os caminhos dos que lhe são fiéis» (Leit).

Sábado, 12-VII: Abandono filial e disponibilidade.

Is 6, 1-8 / Mt 10, 24-33
Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, portanto: valeis mais do que muitos passarinhos.

Jesus pede-nos um abandono filial à Providência do Pai celeste, que cuida das mais pequenas necessidades dos seus filhos (cf. Ev). Este abandono consegue-se especialmente através do diálogo com Deus, como aconteceu com o profeta Isaías. Estava inquieto, queixou-se da sua indignidade, foi purificado dos seus pecados e acabou por manifestar uma disponibilidade plena para a missão que Deus lhe confiou: «Eis-me aqui, Senhor, podeis enviar-me» (Leit).

Celebração e Homilia: Alves Moreno
Nota Exegética: Geraldo Morujão
Homilias Feriais: Nuno Romão
Fonte: Celebração Litúrgica

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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