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ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

 



REVISTA VIDA PASTORAL
Versão Digital

Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.org.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar.

Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo.

A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão nossa para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO.


16.06.2013
11º Domingo do Tempo Comum — ANO C
(
VERDE, GLÓRIA, CREIO – III SEMANA DO SALTÉRIO)
__ "Deus perdoa porque ama; nós amamos porque fomos perdoados" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGLEHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Reunimo-nos como comunidade cristã para celebrar a fé no Filho de Deus, que nos amou e se entregou por nós. O centro de nossa celebração é Cristo, que não morreu em vão; pelo contrário, sua morte nos inocentou das culpas. A fé no mistério pascal, celebrado na Eucaristia, nos leva a exclamar com Paulo: "Eu vivo, mas já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim". Celebrando a Eucaristia, tomamos consciência de nossos pecados e fraquezas. Porém, nenhum crime está excluído do perdão de Deus. Sendo, portanto, a Eucaristia memorial do amor de Deus que perdoa, celebrá-la significa sermos gratos ao Senhor, pois ele perdoa porque ama. Junto com todos os sofredores e marginalizados, acolhamos a salvação que Deus nos oferece em Jesus, que a todos valorizava.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Celebremos, na festa da Eucaristia, o dom do perdão dos pecados concedido por Deus. Somente esta graça pode nos possibilitar a vida nova em Cristo. Mais uma vez, elevemos nossa gratidão Àquele que perdoa nossas faltas e nos recoloca de pé para vivermos a dignidade dos filhos de Deus. Por se tratar de uma dignidade batismal, peçamos a Deus que nos fortaleça em nossa missão de sal e luz do mundo.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: A celebração da Santíssima Eucaristia é a expressão do imenso amor de Deus por nós e do seu perdão. A liturgia deste domingo, mostra-nos que o pecado é um enorme e pesado fardo que separa o homem de Deus, o oprime e lhe tira a alegria e o sentido da vida. Mas, nos revela também, que Deus ama tanto o homem que está sempre disposto a perdoar. De fato, Deus detesta o pecado, mas ama apaixonadamente o pecador, e investe tudo para libertá-lo dessa terrível opressão. Tudo o que Ele nos pede é que arrependidos, nos deixemos amar e confiemos no seu amor. E celebrar a Eucaristia é reconhecer e acolher seu amor misericordioso. Um dos temas fundamentais do evangelho de Lucas é a manifestação que Jesus faz de si mesmo, como aquele que salva os pecadores. Neste sentido, ele já se proclama Deus, porque os judeus têm consciência de que só Deus pode perdoar os pecados.

Sintamos em nossos corações a alegria da Ressurreição e entoemos alegres cânticos ao Senhor!


TEMA
O PERDÃO DOS PECADOS: VIDA NOVA

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- Autor do Roteiro Homilético da Paulus para o período de Maio/Junho-2013: Celso Loraschi - Mestre em Teologia Dogmática com Concentração em Estudos Bíblicos, professor de evangelhos sinóticos e Atos dos Apóstolos no Instituto Teológico de Santa Catarina (ITESC). E-mail: loraschi@itesc.org.br.

Os textos deste domingo tratam do tema do perdão dos pecados. A compreensão a respeito desse assunto vai se aperfeiçoando ao longo da tradição judaico-cristã. Deus se revela como misericórdia. Ele perdoa ao pecador arrependido por maior que possa ser o pecado por este cometido. O reconhecimento da transgressão à lei divina e o arrependimento sincero demonstram a determinação de deixar-se conduzir pela vontade de Deus, manifestada nas palavras do profeta. É o que podemos constatar na atitude do rei Davi perante a denúncia do profeta Natã (I leitura).

Jesus exerce o poder de perdoar pecados, mesmo contestado pelos adversários. Ele é o rosto misericordioso de Deus presente no meio da humanidade pecadora. O perdão de Jesus revela que sua prioridade é a pessoa humana, chamada a ser livre e íntegra (evangelho).

O perdão é a manifestação da justiça de Deus baseada não nos méritos humanos, mas na grandeza de seu amor. Todos somos pecadores e necessitados da intervenção divina para nos salvar. Jesus Cristo, pela sua morte, redimiu-nos dos pecados e nos resgatou para a vida. Pela fé acolhemos essa graça e nos deixamos moldar por Jesus Cristo (II leitura).

O perdão que Deus nos concede gratuitamente nos torna capazes de amar como ele nos ama, superando todo egoísmo e construindo relações justas e fraternas.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

AMOR QUE VEM DO PERDÃO

O Evangelho de Lucas é o evangelho da misericórdia de Deus. Servindo-se das diferenças entre a mulher pecadora e o fariseu Simão, o evangelista apresenta Jesus como o Deus que perdoa e ama sem condições.

A mulher, conhecida na cidade como pecadora, aproxima-se de Jesus. Em silêncio, sem nada exigir, demonstra-lhe todo o seu amor. As suas lágrimas são um misto de dor e alegria, pois carregam o sofrimento de quem é vítima da hipocrisia e do preconceito, mas também a felicidade de sentir-se amada e, por isso, perdoada pelo Mestre. Reconhecendo-se pecadora, a mulher reconhece o amor de Jesus, aproxima-se dele e com perfume demonstra-lhe seu amor. Um verdadeiro caminho de fé e libertação, modelo para todos nós, seguidores de Jesus.

Já o fariseu, em vez de se considerar devedor a Deus, necessitado do seu perdão, faz julgamentos sobre Jesus. Toma distância da pecadora e espera que o Mestre siga sua lógica, que divide as pessoas em boas e ruins, em pecadoras e santas, em merecedoras da bênção ou do castigo de Deus. Mas, com a história dos dois devedores perdoados, Jesus faz o fariseu tomar consciência do rigorismo com que vivia as relações, bem diferente do amor da mulher que sente necessidade de agradecer, com gestos concretos, a quem lhe havia perdoado.

A atitude do fariseu mostra que o amor de gente que se diz religiosa pode por vezes se confundir com uma relação superficial e legalista para com Deus. O Mestre ensina a acolher quem está afastado, quem é vítima da hipocrisia e do preconceito, quem está necessitado de amor. Nossa atitude é a de seguidores de Jesus à medida que nos sentimos necessitados do perdão de Deus e à medida que nos sentimos perdoados por um Deus que vai além de toda mesquinhez desumana.

O amor de nosso Deus é sempre maior, é infinito. Dele só pode vir o perdão, que gera amor e alegria. Mas o que carregam hoje nossas lágrimas, e como estamos demonstrando ao Mestre nosso agradecimento?

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

“UM CERTO FARISEU”

Jesus é convidado por um fariseu, Simão, para partilhar da mesa e da refeição em sua casa. Sem dúvida, o fariseu viu em Jesus algo que lhe despertava a curiosidade. Mas quem eram os fariseus? Eram homens que se dedicavam ao estudo da Lei do Senhor e cumpriam rigorosamente a Lei em todos os campos e situações da vida cotidiana.

É possível até imaginar aquele momento. Todos sentados em volta da mesa. De repente, aparece a figura de uma mulher, que se atreve a apresentar-se diante da pessoa de Jesus. Com semelhante atitude, essa mulher não só quebra todas as regras de etiqueta, intrometendo-se onde não é chamada nem desejada, como também tem a ousadia de invadir a paz da casa de um fariseu, tornando-a, segundo os preceitos legais, impura. Naquele momento, Jesus perde sua dignidade de profeta aos olhos do fariseu que o havia convidado: “Se esse homem fosse mesmo um profeta – enviado de Deus –, saberia que tipo de mulher está tocando nele, porque ela é uma pecadora” (Lc 7,39).

Mas, como bom sábio, Jesus faz uso de um método por nós muito conhecido, “o método socrático”, com o objetivo de chegar a uma conclusão acertada, fazendo uso de boa argumentação. Em vez de corrigir diretamente o fariseu, convida-o a sair de sua ignorância e reconhecer que, no fim, maior pecador é quem se julga perfeito, auto suficiente, tão puro que não consegue enxergar o próprio egoísmo. Quem não busca sair de si mesmo não consegue descobrir uma nova realidade.

Mas por que Jesus procede dessa forma com o fariseu? Porque este não se vê como pecador e assim assume uma atitude de julgador da mulher. Também porque o anfitrião, com essa postura, se revela incapaz de entender e experimentar o perdão e o amor misericordioso de Deus. Então cabe a Jesus mostrar que a justiça do Pai se manifesta por meio do amor que perdoa os pecados e transforma a realidade da pessoa. Desta forma, o amor torna-se sinal do perdão recebido.

Tendo como ponto de partida a pessoa do fariseu, podemos nos questionar: será que nos lembramos, em nosso cotidiano, de convidar Jesus para entrar em nossa vida e ficar conosco? Se isso não ocorre, qual será o motivo? Lembremo-nos: sempre é tempo para começar!

Jorge Alves Luiz, ssp


RITOS INICIAIS

Salmo 26, 7.9
ANTÍFONA DE ENTRADA: Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica. Vós sois o meu refúgio: não me abandoneis, meu Deus, meu Salvador.

Introdução ao espírito da Celebração
A celebração deste Domingo coloca a nossa inteligência e o nosso coração na grandeza da misericórdia de Deus. Coloca-nos na verdade da nossa fragilidade e realidade de pecadores. Oferece-nos a sabedoria da humildade que permite descobrir e celebrar um encontro de salvação com Jesus Cristo, que nos liberta pela força operativa do seu amor. Sim é maravilhosa a misericórdia de Deus em nossa vida! Em cada eucaristia, ao reconhecer-me sinceramente pecador, descubro como é grande o amor de Deus, e como sou convidado à conversão para poder responder em santidade e entrega a Deus e aos irmãos.

ORAÇÃO COLECTA: Deus misericordioso, fortaleza dos que esperam em Vós, atendei propício as nossas súplicas; e, como sem Vós nada pode a fraqueza humana, concedei-nos sempre o auxílio da vossa graça, para que as nossas vontades e acções Vos sejam agradáveis no cumprimento fiel dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor …


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição:  A Palavra de Deus permite que relendo a vida, sinta necessidade de conversão e de mudança de vida e atitudes.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

2 Samuel 12,7-10.13

— Leitura do segundo livro de Samuel. 12 7 Natã disse então a Davi: "Tu és esse homem. Eis o que diz o Senhor Deus de Israel: ungi-te rei de Israel, salvei-te das mãos de Saul, 8 dei-te a casa do teu senhor e pus as suas mulheres nos teus braços. Entreguei-te a casa de Israel e de Judá e, se isso fosse ainda pouco, eu teria ajuntado outros favores. 9 Por que desprezaste o Senhor, fazendo o que é mau aos seus olhos? Feriste com a espada Urias, o hiteu, para fazer de sua mulher a tua esposa, e o fizeste perecer pela espada dos amonitas. 10 Por isso, jamais se afastará a espada de tua casa, porque me desprezaste, tomando a mulher de Urias, o hiteu, para fazer dela a tua esposa". 13 Davi disse a Natã: "Pequei contra o Senhor". Natã respondeu-lhe: "O Senhor perdoa o teu pecado; não morrerás".
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

A 1ª leitura foi escolhida, como acontece habitualmente em função do Evangelho de hoje, que fala do perdão de Jesus à pecadora. A corajosa denúncia do pecado de David – o adultério com Betsabea e o homicídio do seu marido Urias – feita pelo profeta Natã leva o rei pecador a um sincero arrependimento. Os vv. 11 e 12 são omitidos pela sua extrema dureza. A tradição judaico-cristã situa nesta ocasião o belíssimo Salmo Miserere (50/51).

Deus perdoa ao pecador arrependido

Davi foi ungido para governar o povo de Israel. Deus o abençoou e o defendeu das armadilhas dos inimigos. Como escolhido de Iahweh, deveria agir exemplarmente e seguir os mandamentos. No ápice de seu poder, porém, Davi esquece-se de servir a Deus e abnegar-se em favor do povo. Enquanto seus soldados estão em batalha, Davi permanece tranquilamente em seu palácio, usufruindo de uma vida mansa e descomprometida. Deixa-se conduzir pela luxúria e comete a primeira violação grave: adultério com Betsabeia, a mulher de Urias, general de seu exército. Ao constatar que ela engravidara, o rei deixa-se conduzir pelo orgulho e comete a segunda violação grave: assassinato. Manda que posicionem Urias no lugar mais perigoso numa guerra contra os amonitas, a fim de que fosse ferido e morresse. O desrespeito a esses dois mandamentos da Lei de Deus lhe valeria a morte (cf. Lv 20,10 e 24,17).

Davi parece não dar-se conta da gravidade de seus pecados. O poder obscureceu a sua consciência. Deus, porém, que perscruta os corações, envia o profeta Natã, que, ao apresentar-se ao rei, lhe conta uma história de dois homens: um rico que retira de um pobre o único bem que este possuía (cf. 2Sm 12,1-4). Davi, na sua pretensão de justo, mostra-se indignado contra tal explorador. Natã, então, aponta o culpado: “Esse homem és tu!” Lembra-lhe toda a trajetória da sua vida e como Deus lhe manifestou o seu amor. Os pecados de Davi não consistiram numa traição somente a Urias, mas a todo o povo de Israel e ao próprio Deus.

A intervenção do profeta Natã acorda a consciência adormecida de Davi, que reconhece seu pecado e se arrepende com sinceridade. Deus lhe perdoa e o livra da morte. Porém não o livra das consequências provenientes de suas faltas. A responsabilidade dos atos deve ser assumida. O perdão, de todo modo, proporciona a nova oportunidade de entrar na dinâmica do amor de Deus. Davi pode voltar a governar com justiça, respeitando a Lei de Deus e o direito de todas as pessoas à vida digna. O perdão reconduz a pessoa arrependida ao caminho da vontade divina.

Subsídios:
1ª leitura: 
(2Sm 12,7-10.13) A contrição de Davi – O profeta Natã é porta-voz, “boca” de Deus, voz da consciência para o rei Davi. Denuncia seu homicídio e adultério. Davi desprezou o mandamento de Deus, mas aceita a denúncia do profeta, reconhece seu crime e entrega-se ao juízo de Deus. Por isso, Deus mostra compaixão. * Cf. Sl 32[31]; 51[50]; 65[64],3-4; Sb 11,23-26.



Salmo Responsorial

Monição: O Salmo é oração bela do pecador: reconhecer a grandeza de Deus-Amor; reconhecer a traição e o pecado; viver a consequente felicidade de ter sido perdoado; assumir vida nova.

SALMO RESPONSORIAL – 31/32

Eu confessei, afinal, meu pecado
e perdoastes, Senhor, minha falta.

Feliz o homem que foi perdoado
e cuja falta já foi encoberta!
Feliz o homem a quem o Senhor
não olha mais como sendo culpado
e em cuja alma não há falsidade!

Eu confessei, afinal, meu pecado
e minha falta vos fiz conhecer.
Disse: "Eu irei confessar meu pecado!"
E perdoastes, Senhor, minha falta.

Sois para mim proteção e refúgio;
na minha angústia me haveis de salvar
e envolvereis a minha alma no gozo.
Regozijai-vos, ó justos, em Deus
e no Senhor exultai de alegria!
Corações retos, cantai jubilosos!

Segunda Leitura

Monição:  Somos convidados a viver animados pela fé no Filho de Deus que nos ama e se entrega por nós. E daqui a pouco, na consagração, seremos testemunhas desse gesto de entrega e de amor.

Gálatas 2,16.19-21

— Leitura da carta de são Paulo aos Gálatas. 2 16 sabemos, contudo, que ninguém se justifica pela prática da lei, mas somente pela fé em Jesus Cristo. Também nós cremos em Jesus Cristo, e tiramos assim a nossa justificação da fé em Cristo, e não pela prática da lei. Pois, pela prática da lei, nenhum homem será justificado. 19 Na realidade, pela fé eu morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou pregado à cruz de Cristo. 20 Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim. 21 Não menosprezo a graça de Deus; mas, em verdade, se a justiça se obtém pela lei, Cristo morreu em vão.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Dos Domingos comuns 9º a 14º do ano C, temos como 2ª leitura excertos da Carta aos Gálatas. Nos últimos vv. do capítulo 2º, que hoje nos tocam, temos resumida a ideia central da Carta. S. Paulo quer desautorizar os cristãos judaizantes que tinham perturbado a comunidade, fazendo crer aos fiéis que, para se salvarem, não lhes bastava seguirem a Jesus Cristo, mas eram indispensáveis as práticas judaicas da Lei de Moisés, nomeadamente a circuncisão. A afirmação é categórica: «o homem não é justificado pelas obras da Lei, mas pela fé em Jesus Cristo» (v. 16); com efeito, se a salvação viesse por meio da Lei de Moisés, «então Cristo teria morrido em vão!» (v. 21).

19 «Por meio da Lei, morri para a Lei». Esta frase, entendida dentro do contexto, encerra uma grande profundidade de sentido. A Lei de Moisés é caduca, pois tem como fim conduzir a Cristo, e, bem entendida, leva a morrer para ela, para viver para Deus (Cristo): por meio da Lei de Cristo morre-se para a Lei de Moisés! Mais ainda: o cristão está de tal maneira unido a Cristo, que também está crucificado com Ele; estando assim satisfeitas as exigências punitivas da Lei, que exigia a morte do pecador, ele vive em Cristo já liberto das garras da Lei mosaica, já nada deve à Lei, tudo deve a Cristo.

A vida nova em Cristo

Paulo, com base em sua experiência pessoal, procura anunciar uma de suas descobertas mais profundas: a salvação não provém da observância da Lei, mas do amor gratuito de Deus. Ele sabe o que diz: foi fariseu praticante e, agora, após ser encontrado por Jesus, percebe as coisas de forma totalmente diferente. A cruz de Jesus, para Paulo, é a chave por excelência que permite abrir a mente e o coração para a verdadeira compreensão do desígnio divino. Está plenamente convencido de que as obras humanas, a circuncisão e o cumprimento das leis não garantem a salvação. Se assim fosse, Jesus Cristo teria morrido inutilmente. Se ainda depositamos nossa confiança no poder dos ritos e normas como condicionantes de salvação, então não precisamos de Jesus Cristo.

Mas não! Jesus veio e nos amou de tal maneira que entregou sua vida por nós. Portanto, na cruz de Jesus, encontra-se o segredo da justificação. Somos todos pecadores! Na cruz de Jesus podemos morrer também nós para tudo o que impede o acolhimento da gratuidade do amor de Deus. Nesta entrega confiante pela fé reside a verdadeira justiça que nos faz viver como novas criaturas. A vida iluminada pela fé no Filho de Deus, que morreu por nós, torna-nos verdadeiramente livres.

Subsídios:
2ª leitura: (Gl 2,16.19-21)Se as obras da Lei justificam, Cristo morreu em vão – Paulo polemiza com a tendência a “judaizar” os cristãos da Galácia, que com o judaísmo nada têm a ver. E vai ao essencial: “O que torna o homem justo diante de Deus?” Os judaizantes acham: observar a Lei (Gl 2,16). Claro que a moralidade tem seu valor; Deus a deseja. Mas ela não “força” Deus, ao qual sempre ficamos devendo infinitamente. O que nos torna justos (salda nossa dívida) é a graça de Deus; sem ela, as obras de nada servem. E a graça manifesta-se no maior gesto de amor e perdão pensável: a vida de Cristo dada por nós. Devemos crer neste amor. * 2,16 cf. Rm 3,20.21-28; Sl 143[142],2 * 2,19-21 cf. Rm 6,9-11; 8,2.10-11; Ef 2,4-8; Fl 1,21; 2Cor 5,14.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Tanto amor Deus nos mostrou, que seu Filho entregou, como vítima expiatória pelas nossas transgressões (1Jo 4,10).

Evangelho

Monição: Fixemos o nosso olhar em Jesus: acolhe, sente-se comovido pelos gestos de amor de quem tem consciência que pecou, dá vida e dignidade a quem aceita a proposta das suas palavras, dos seus gestos de vida nova.

Lucas 7,36-50

— 7 36 Um fariseu convidou Jesus a ir comer com ele. Jesus entrou na casa dele e pôs-se à mesa. 37 Uma mulher pecadora da cidade, quando soube que estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro cheio de perfume; 38 e, estando a seus pés, por detrás dele, começou a chorar. Pouco depois suas lágrimas banhavam os pés do Senhor e ela os enxugava com os cabelos, beijava-os e os ungia com o perfume. 39 Ao presenciar isto, o fariseu, que o tinha convidado, dizia consigo mesmo: "Se este homem fosse profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que o toca, pois é pecadora". 40 Então Jesus lhe disse: "Simão, tenho uma coisa a dizer-te". "Fala, Mestre", disse ele. 41 "Um credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários e o outro, cinqüenta. 42 Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos a sua dívida. Qual deles o amará mais?" 43 Simão respondeu: "A meu ver, aquele a quem ele mais perdoou". Jesus replicou-lhe: "Julgaste bem". 44 E voltando-se para a mulher, disse a Simão: "Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não me deste água para lavar os pés; mas esta, com as suas lágrimas, regou-me os pés e enxugou-os com os seus cabelos. 45 Não me deste o ósculo; mas esta, desde que entrou, não cessou de beijar-me os pés. 46 Não me ungiste a cabeça com óleo; mas esta, com perfume, ungiu-me os pés. 47 Por isso te digo: seus numerosos pecados lhe foram perdoados, porque ela tem demonstrado muito amor. Mas ao que pouco se perdoa, pouco ama". 48 E disse a ela: "Perdoados te são os pecados". 49 Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer, então: "Quem é este homem que até perdoa pecados?" 50 Mas Jesus, dirigindo-se à mulher, disse-lhe: "Tua fé te salvou; vai em paz".
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Não é fácil identificar quem seja esta mulher – «uma pecadora» (v. 37) – e que espécie de pecadora era ela, certamente de vida escandalosa. No Ocidente, a partir de S. Gregório Magno, foi habitualmente identificada com Maria Madalena e também com Maria de Betânia, a irmã de Lázaro, com uma única celebração litúrgica no dia 22 de Julho; no Oriente são celebradas como três pessoas diferentes em dias distintos. A nossa última reforma litúrgica, que celebra apenas a Madalena, tendo em conta a tradição oriental e exegese bíblica moderna, deixou de identificar estas figuras como sendo uma só. Com efeito, dificilmente se explica que S. Lucas, ao nomear imediatamente a seguir a este episódio o nome de Maria Madalena entre os que seguiam e serviam a Jesus (8, 2-3), não tenha dito que se tratava desta mesma pecadora; por outro lado, ao dizer que dela tinham saído sete demónios, não parece aludir a uma anterior vida pecaminosa, mas apenas à libertação de muitos males atribuídos ao demónio. A unção de Betânia, antes da Paixão, é contada por Mateus e Marcos e João diz o nome da mulher que ungiu a cabeça do Senhor (não os pés, como aqui): Maria, irmã de Lázaro; Lucas omite o relato desta unção pela sua tendência a evitar duplicados de relatos semelhantes (assim, omite a 2ª multiplicação dos pães). Lembre-se, a propósito, que em nenhuma parte do Evangelho se diz que as prostitutas seguiram Jesus, mas apenas se lê em Mt 21, 31-32, que elas creram na pregação do Baptista e que haviam de ir à frente das autoridades judaicas para o Reino de Deus. A pecadora deste relato é perdoada, mas não se diz que acompanhou Jesus. De qualquer modo, Madalena tornou-se o ícone do pecador arrependido que segue a Jesus até ao fim.

40-47 A parábola dos dois devedores, o de 500 e o de 50 denários. O denário era uma moeda romana com o valor equivalente ao salário de um dia de trabalho. Note-se que, na parábola que Jesus conta a Simão, o amor dos devedores perdoados aparece como consequência do perdão da dívida, ao passo que, nas palavras de Jesus do v. 47, o amor aparece como a causa do perdão: «a quem muito ama muito se lhe perdoa»; trata-se de uma inversão, ao estilo rabínico, discorrendo por alusões, sem se a exigência duma absoluta correspondência na comparação. Esta é a lição que Jesus quer dar: sem amor não há lugar para o perdão dos pecados; e Simão estava falto de amor, como deixa ver nos detalhes que descuidou (vv. 44-46), não obstante a sua aparente generosidade em oferecer um banquete a Jesus.

Jesus, o rosto misericordioso de Deus

O Evangelho de Lucas aprofunda, de maneira especial, o tema da misericórdia. É o caminho que proporciona a inclusão de todas as pessoas na proposta de amor e salvação revelada em Jesus. A casa de Simão, o fariseu, serve de cenário para a mensagem a ser assimilada e jamais esquecida pelas comunidades cristãs. O fariseu convida Jesus para comer com ele, em sua casa. Casa e comida são dois elementos que apontam para o projeto de “comunhão de mesa”. As comunidades primitivas reuniam-se nas casas para atualizar a memória de Jesus, a oração, a partilha da comida e a ceia…

Sentar-se à mesma mesa representava a determinação de relacionar-se na igualdade e na fraternidade, sem discriminação de raça, sexo ou classe social, expressando as mesmas convicções religiosas. Este projeto, porém, não foi tão tranquilo. A dificuldade maior se deu na relação entre cristãos de origem judaica e cristãos gentios. Além disso, na época da redação do Evangelho de Lucas, percebe-se forte tendência de discriminar as mulheres, abafando o seu protagonismo na animação das comunidades cristãs.

O fato de Jesus aceitar o convite do fariseu demonstra que o mestre não faz acepção de pessoas. Sente-se livre em qualquer ambiente. É portador do amor de Deus que se estende a todos, sem discriminação. Na mesa há outros convivas. Entre eles dificilmente estariam também mulheres. Decerto seriam os amigos de Simão, pertencentes ao mesmo partido farisaico. Estariam, quem sabe, também os apóstolos?

A narrativa apresenta uma mulher que aparece de repente e se coloca aos pés de Jesus. Ela é da cidade, sem nome e conhecida como pecadora. Trouxe um frasco de perfume precioso e, entre lágrimas, unge os pés de Jesus, beija-os e enxuga-os com os cabelos. Os detalhes da ação da mulher revelam profundo sentimento de amor e gratidão. Simão, diante do que está vendo, não ousa criticar abertamente a atitude de Jesus, mas em seu coração põe em dúvida a sua qualidade de profeta, pois está acolhendo uma pecadora.

A parábola que Jesus conta tem por finalidade desmascarar a atitude de superioridade e arrogância da parte dos que se consideravam justos diante de Deus. Tem endereço certo. A concepção farisaica de justiça divina relacionava-se com o cumprimento das leis. O perdão dos pecados e a salvação estariam condicionados pela observância legalista. Essa segurança que o sistema religioso lhe dava impedia o fariseu de entender e acolher a gratuidade do perdão e da salvação. Somente quem deve muito, isto é, quem tem consciência profunda de seus pecados conseguirá fazer a experiência do amor sem limites de Deus.

A mulher pecadora irrompe, sem pedir permissão, naquele ambiente fechado e excludente. Sua atitude faz abrir os olhos para enxergar a presença de Jesus, o Filho de Deus, que vem trazer o perdão e a paz sem atrelamento ao sistema legalista do Templo. Na pessoa e na proposta de Jesus, a mulher se sente contemplada. É acolhida como sua discípula; pode comungar da mesma mesa da Palavra e do Pão; pode fazer parte da mesma Igreja, o Corpo de Jesus.

Não é difícil perceber que a narrativa tem uma função de denúncia da exclusão de mulheres que, com muita probabilidade, está em processo na época da redação do evangelho, pelo final do primeiro século. O texto exerce também a função de atualização da proposta de Jesus, que inclui no seu seguimento tanto os homens – os Doze – como as mulheres: Maria Madalena, Joana, Susana e várias outras. Diz delas o que não diz dos Doze: serviam a Jesus com seus bens (cf. 8,1-3).

Subsídios:
Evangelho: (Lc 7,36–8,3) A pecadora – Uma meretriz lava os pés de Jesus com suas lágrimas e unge seus pés com seu perfume. Sinal chocante de gratidão porque ela se sabe perdoada. A quem muito ama, muito se perdoa; a quem muito é perdoado, muito ama. Perdão e amor são os dois momentos inseparáveis da realidade da reconciliação. O perdão é a resposta do amor de Deus à contrição, que é o amor do pecador. – Maria Madalena e as outras mulheres mencionadas por Lc como seguidoras de Jesus (8,1-3) experimentaram semelhante bondade. * 7,36-50 cf. Mt 26,7-13; Mc 14,3-9; Jo 12,2-8; Lc 8,48; Mc 5,34; 10,52 * 8,1-3 cf. Mt 4,23; 9,35.

***   ***   ***

Ao ler o evangelho de hoje, a gente se pergunta o que foi primeiro: o amor ou o perdão. Jesus diz: “Têm-lhe sido perdoados seus muitos pecados, porque muito amou”, e: “Têm sido perdoados teus pecados... tua fé te salvou” (Lc 7,47-50). Será que os pecados foram perdoados porque mostrou muito amor, ou o contrário? A narração não permite distinguir claramente, mas também não importa, pois o mistério do perdão é que se trata de um encontro entre o homem contrito e Deus que deseja reconciliação. A contrição é o amor que busca perdão e o perdão é a resposta de Deus a este amor. A contrição é o amor do pecador, que se encontra com o amor de Deus, que é: perdão.

Jesus ilustra este mistério com uma dessas parábolas chocantes bem ao gosto de Lc: dois devedores, um com pouca e outro com muita dívida, são absolvidos. Quem é que gostará mais do homem que os absolveu? Quem tinha a dívida maior. É o caso desta meretriz, que lhe demonstrou efusivamente gestos de carinho e afeição. Mas o outro está aí também: o anfitrião de Jesus, que demonstrou pouco calor na acolhida de seu hóspede. Será que ele tinha poucas dívidas, portanto, recebeu pouco perdão e por isso só pôde amar um pouquinho? Então, seria bom “pecar firmemente e amar mais firmemente ainda”? A realidade talvez seja diferente. Pode ser que alguém não reconhece quanta dívida tem e, por isso, recebe pouca absolvição e mostra pouco amor. Já começa por aí: porque tem pouco amor, não é capaz de reconhecer a grande dívida que tem para com Deus, pois não percebe quão pouco ele corresponde ao amor infinito...

Medido com o critério de Deus, ninguém é justo. Todos são pecadores. Porém, os que fazem pecados “notáveis” tomam mais facilmente consciência de sua pecaminosidade. É o caso da meretriz, noevangelho, e de Davi, na 1ª leituraOs que fazem pecados mais difíceis de avaliar e acusar, como sejam o orgulho, a autossuficiência, a inveja e coisas assim, mais dificilmente são lembrados de sua injustiça. Talvez observem perfeitamente as regras do bom comportamento. Os judaizantes da 2ª leitura, que querem impor aos pobres pagãos da Galácia as “obras da Lei” como meio de salvação, transformariam os gálatas em seres autossuficientes iguais a si. Não, diz Paulo, isso não posso permitir. Se fossem estas obras da Lei que salvassem, Jesus não precisava ter morrido (Gl 2,21).

Quem nos livra de nossa dívida é Deus. Só ele, que criou nossa vida, é capaz de restaurá-la na sua integridade. Quando perdoa pecados, Jesus revela que Deus está com ele (o que os comensais perceberam: Lc 7,49). Pedir perdão é dar a Deus uma chance para refazer em nós a obra de seu amor criador. Mas quem pouco o ama, não lhe dá essa chance...

A liturgia de hoje nos ensina outra coisa ainda. Davi foi lembrado de seu pecado por um porta-voz de Deus, o profeta Natã. Quando Natã lhe conta uma história bem semelhante à sua própria, Davi exclama: “Tal homem deve morrer” (2Sm 12,5; seria bom incluir na 1ª leitura o trecho imediatamente anterior, a parábola de Natã). Mas para que reconheça seu próprio caso, é preciso que Natã lhe diga: “Esse homem és tu!” Nós temos em nós mesmos um porta-voz de Deus, que nos diz: “Esse homem és tu!”: nossa consciência. É preciso escutá-la. Então saberemos quão pouco correspondemos ao amor de Deus que fundou nossa via e a dos nossos irmãos. Então também entrarão em ação o amor do pecador, que se chama “contrição”, e o amor de Deus, que se chama “perdão”.

salmo responsorial, Sl 32[31], medita essa realidade. Ter seu pecado a descoberto diante de Deus e dos homens e apesar disso ser acolhido no amor de Deus e da comunidade é a maior felicidade (e a razão fundamental por que existe o sacramento da penitência).

Segundo a oração do dia, nada podemos sem a graça de Deus. Por isso, pedimos essa graça, para em nossos projetos e sua execução estarmos de acordo com o que Deus ama.

ENTRAR NA AMIZADE DE DEUS PELA FÉ E PELO AMOR

Será que Deus se sente mais feliz com a fria irrepreensibilidade dos “bem comportadinhos” ou com a afetuosa efusão dos excluídos e pecadores? Aliás, os próprios “irrepreensíveis”, se sentem felizes?

Jesus não tinha medo de pessoas mal afamadas. Conforme o evangelho de hoje, Jesus aceitou até o carinho de uma prostituta! Enquanto ele estava, à maneira oriental, deitado à mesa na casa do fariseu Simão, chegou uma prostituta, regou-lhe os pés com suas lágrimas, secou-os com sua generosa cabeleira e perfumou-os com o rico perfume, adquirido com o dinheiro do pecado. Escândalo para a “gente de bem”. Mas Jesus aponta o mistério profundo que está agindo por trás das aparências: a mulher mostrou tanto amor, porque encontrou tamanho perdão! Enquanto o fariseu não demonstrou carinho para com Jesus, porque achava que nada tinha a ser perdoado... Jesus explica isso por meio de uma parábola: um devedor a quem é perdoado muito mostrará mais gratidão do que um que pouco tem a ser perdoado. Enquanto o fariseu continua “na sua”, a pecadora encontra a salvação: “Tua fé te salvou” (Lc 7, 50).

Há muitas espécies de fariseus, de pessoas satisfeitas consigo mesmas. Há os fariseus clássicos, os “bem comportadinhos”, que se julgam melhores que os outros e acham que, por força de sua virtude, eles têm méritos, direitos e até privilégios diante de Deus. Mas há também os que acham que sua sem-vergonhice descarada os torna mais honestos que as pessoas menos ousadas... O filósofo Kierkegaard fala do “publicano” que, lá no fundo do templo, reza assim: “Eu te agradeço, Senhor, porque sou um humilde pecador, não como aquele orgulhoso fariseu lá na frente...”

2ª leitura, usando outra terminologia, ensina a mesma coisa: somos justificados pela fé. Quem nos torna justos, é Deus, não porque o merecemos, mais porque nos confiamos a ele na fé. Não é bom arvorar-se em juiz em causa própria, e muito menos em causa alheia... Quem se julga justo e perfeito, que lhe pode acrescentar Deus? É melhor deixar-se declarar justo e sem culpa por Deus, mediante o seu perdão, e amá-lo de coração. Cumprir a lei (judaica ou outra) é bom, mas não me livra de minha culpa. Só Deus pode abolir minha culpa, pois todo pecado atinge finalmente a ele, nosso sumo bem. Ele aboliu a culpa demonstrando quanto ele nos ama: permitiu que seu filho Jesus desse sua vida por nós. Este amor é maior que nossa culpa. Jesus o leva dentro de si. Jesus pode perdoar o mal que marcou nossa vida. Nós mesmos, não. Só nele nosso mal encontra perdão.

Quem assim, pela fé, se torna amigo de Deus, porque encontrou em Jesus o amor, não pode mais deixar de amar. Torna-se outra pessoa. A graça recebida de graça não pode tornar-se um pretexto para continuar pecando.

A lição de hoje é esta: são amigos de Deus (“justos”) aqueles que reconhecem diante de Deus sua dívida de amor e dele recebem a remissão. Então, abrir-se-ão em gestos de gratidão, semelhantes ao gesto da pecadora.

(Esta última parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

– O tempo em que vivemos prima pela superficialidade das relações entre nós e com Deus. Paramos e meditamos muito pouco. Damos pouca atenção à palavra de Deus. Rezamos apressadamente. Priorizamos celebrações triunfalistas. Vivemos dispersos e não encontramos o essencial.

– São Paulo descobriu que somente Deus nos realiza profundamente. Somente sua graça nos transforma. Ela nos foi dada plenamente na morte de Jesus. A cruz tornou-se a chave para entendermos o amor infinito de Deus. Nele podemos apostar com toda a confiança, entregando-lhe a nossa vida inteira. Jesus é nosso mestre. A seus pés nos lançamos com tudo o que somos e temos, como fez a mulher pecadora na casa do fariseu. Como seus discípulos missionários, assumimos sua cruz como caminho de vida nova.

– A misericórdia divina, se permitirmos, pode penetrar o mais profundo do nosso ser e nos transformar em criaturas novas. Se, no passado, cometemos muitas e graves faltas, podemos, no presente, acolher o perdão de Deus e entrar numa nova dinâmica de vida. O rei Davi é um exemplo nesse sentido. Necessitamos radicalmente do perdão que nos liberta e nos devolve a integridade. Uma pessoa reconciliada com Deus sente-se inteira e feliz. Sente-se fortalecida para irradiar esse amor, exercitando o perdão sincero e profundo a partir de si mesma e de sua casa.

– Pode-se incentivar os gestos de perdão e reconciliação entre o casal, pais e filhos, vizinhos, Igrejas, religiões, povos… Pode-se também valorizar o sacramento da penitência e da reconciliação e oferecer momentos celebrativos especiais para a sua administração…

Celso Loraschi 
Mestre em Teologia Dogmática com Concentração em Estudos Bíblicos, professor de evangelhos sinóticos e Atos dos Apóstolos no Instituto Teológico de Santa Catarina (ITESC). E-mail: loraschi@itesc.org.br



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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

1.Salvação operada em pessoas concretas.
2. Atitude de Deus.
3. Dinamismo do Perdão.

1. Salvação operada em pessoas concretas.

A Palavra de Deus deste Domingo coloca-nos diante de histórias de vida.

A primeira história é a de David. Desde as pastagens do rebanho e da unção realizada por Samuel, a vida de David é um crescendo de graça, de sucesso, de grandeza a todos os níveis. Mas é também uma história de fracasso pessoal, de pecado duro e grave, de consequências difíceis e trágicas para alguns, que estão entrelaçados neste misterioso processo.

Natã relê a David a história de amor de Deus para com ele. Diante dessa ternura, bênção e misericórdia é descoberta a profundidade da traição, do pecado.

Algo tinha permanecido em David como graça constante: a humildade! Essa atitude torna-o grande, torna-o verdadeiro, torna-o capaz de perceber a ternura de Deus e até onde chegou a sua infidelidade, torna-o capaz de descobrir o perdão de Deus! Torna-o capaz de superar a morte!

A História do Evangelho – narrada pelo Evangelista da misericórdia, dos pequeninos – é a história da vida de uma mulher pecadora. Também ela pelo poder da humildade reconhece que foi infiel, mas reconhece sobretudo que Jesus Cristo a acolhe, a reconduz à sua dignidade, lhe propõe uma vida nova e a levanta para uma nova existência.

Também a segunda Leitura reflecte a vida de São Paulo refeita em Jesus Cristo. Por isso ele reconhece que diante do amor transbordante de Deus, em Jesus Cristo, só quer viver unicamente dele e entregar-se a Ele, como Ele O fizera dando a vida por Paulo.

A história do Fariseu é também um encontro como Deus-Amor. Será que ele aprendeu a linguagem do amor, da verdade e da humildade?

2. Atitude de Deus.

A atitude de Deus é algo de belo e maravilhoso. Os gestos de Deus rompem em demasia a nossa miserável lógica, a nossa inteligência e a mais prodigiosa das imaginações.

Se Jesus Cristo Seu Filho, não O tivesse revelado, quão distante estaríamos de O conhecer verdadeira e intensamente, como acolhimento, misericórdia, como Aquele que refaz a vida de pessoas destroçadas pelo pecado. Que maravilhoso é o nosso Deus! Que justiça misericordiosa leva a Sua Palavra! E sobretudo que loucura encerra o amor do Seu Filho, morrendo pelos pecadores!

Diante de Deus reconhecer-se pecador é ser sensível ao seu amor que chama à conversão, à mudança, ao momento de rectificar e de fazer parar a onda de mal e de injustiça. Ele não quer a morte do pecador!

O pecador que se reconhece pobre, frágil e mostra a quantidade, intensidade e qualidade das suas más acções é alguém sensível ao Espírito Santo, que o convoca para uma renovação profunda, para amizade com Deus e para a Vida Nova.

Assim a atitude deve ser de muita gratidão a Deus, de um louvor permanente, de gratidão pela acção que a Sua graça faz em nós. E tal atitude de amor faz brotar uma vida nova, gerada na paixão e morte de Cristo, a pedir dor e arrependimento, reparação e maior compromisso pela salvação dos irmãos.

3. Dinamismo do Perdão.

A palavra de Deus lembra-nos quatro atitudes: a mulher do Evangelho que se sente tocada pela palavra e pela pessoa de Jesus Cristo. Em audácia descomplexada aproxima-se de Cristo e manifesta-Lhe em gestos e atitudes quão arrependida está e como não deixa perder a oportunidade de manifestar ternura, amor e audácia reparadora.

Nesta figura estão todos os que são sensíveis à presença de Jesus Cristo e n’Ele recuperam a alegria de viver, a verdade das suas vidas, reconhecendo que são pecadores, e atitudes de vida nova: lágrimas de vida renovada e contrita, perfume da vida, agora transformada, em bom odor de Cristo. Quão importante e oportuno é ser fiel à graça e não deixar passar o momento em que a salvação está bem perto de nós. Quão grandes somos quando somos humildes!

A atitude de arrependimento e conversão de David tem como ajuda a palavra do profeta. Natã tem de fazer pensar a David a suas atitudes de pecado, de injustiça, de mãos manchadas de sangue. O profeta toma a ousadia, em nome de Deus, de o fazer pensar e de o levar à verdade da sua iniquidade, e ainda o levar ao arrependimento e ao conhecimento da ternura de Deus.

Esta figura faz lembrar tantas pessoas que diante do seu pecado se fecham: escondendo-o, justificando-se e deixa andar. É preciso profetas que anunciem a conversão, que denunciem o mal, que façam frente à onda de pecado. Profetas que denunciem o pecado dos grandes, dos poderosos. Que defendam os pequeninos, suas vítimas inocentes e silenciadas.

A atitude de Paulo que relê a sua vida no encontro com Cristo e a partir de então procura viver somente de Cristo e para Cristo.

A atitude do fariseu fechado nas suas seguranças, na sua pureza. Ele nem se dá conta como põe em questão, quer Jesus Cristo quer aquela mulher. Duvida que Jesus seja Profeta e não aceita aquela mulher, porque o preconceito o cegou, e já não é capaz de ver a vida nova que Cristo faz gerar nela. A sua arrogância interior fechou-o à descoberta da fraternidade, da verdade, da fragilidade comum a todos!

Anúncio da palavra de Deus e conversão estão indissoluvelmente unidas. No fundo o êxito está em retirar as pessoas dos esquemas de pecado e reconduzi-las a Deus. E todos temos necessidade de conversão, até aqueles que estão seguros nas suas torres de pureza legal, ou nos tesouros dos seus méritos, ou nas suas posições de superior autoridade!

A humildade da resposta é força dinamizadora, porque além de quebrar e romper com um esquema de pecado, lança a pessoa na reconciliação com Deus e com os irmãos.

O perdão é algo dinâmico: ele transforma pessoas e ambientes em beleza interior, desenvolvimento, paz. Evita tragédias de grande envergadura.

Nos tempos que vivemos é necessário descobrir que Deus tem uma proposta de perdão para todos. Esse perdão que é medicinal, provoca estabilidade, paz e respeito pelas pessoas. Esse perdão é pedido como atitude para todos os que ofendem ou são ofendidos.

Se celebrarmos cada vez mais e melhor o sacramento da reconciliação levamos a vida por caminhos de santidade, que nos permite ser livres, justos, santos, irmãos e amigos.

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Senhor nosso Deus, que pelo pão e o vinho apresentados ao vosso altar dais ao homem o alimento que o sustenta e o sacramento que o renova, fazei que nunca falte este auxílio ao nosso corpo e à nossa alma. Por Nosso Senhor …

SANTO

Monição da Comunhão: Comungar Jesus Cristo é participar na comunhão máxima com Deus e com os irmãos, a Igreja. Eu não o poderei fazer se a minha vida rompeu com Deus e com a Igreja, com aqueles pecados ou atitudes, que ferem gravemente a comunhão. Comungar Jesus Cristo deve ser o sinal lógico de quem na vida, com as suas atitudes e opções, manifesta essa comunhão com Jesus Cristo e com a Sua Igreja.

Salmo 26, 4
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Uma só coisa peço ao Senhor, por ela anseio: habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida.

Ou
Jo 17.11
Pai santo, guarda no teu nome os que Me deste, para que sejam em nós confirmados na unidade, diz o Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Fazei, Senhor, que a sagrada comunhão nos vossos mistérios, sinal da nossa união convosco, realize a unidade na vossa Igreja. Por Nosso Senhor …

RITOS FINAIS

Monição final: Conscientes de que somos discípulos de Cristo e enviados, não podemos descurar a necessidade permanente e constante de conversão, de luta pela tarefa da santidade, às vezes árdua e difícil. Que possamos rejubilar com a transformação que o perdão de Deus nos oferece, mas também com o perdão que oferecemos aos irmãos que nos ofendem. Que no silêncio do meu coração possa escutar a voz suave, forte e maternal de Maria: «Não ofendam mais a Nosso Senhor que já está muito ofendido».

HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

2ª Feira, 17-VI: Uma nova mentalidade.

Reis 21, 1-16 / Mt 5, 38-42
Levaram-no então para fora da cidade, apedrejaram-no e ele morreu. Depois, mandaram dizer a Jezabel…

Um episódio de intriga, inveja e mentira, que acaba num autêntico homicídio (Leit.). Pelo contrário, Jesus pede uma nova mentalidade no convívio com as outras pessoas. É altura de acabar com a lei de Talião: olho por olho, dente por dente. Agora deve prevalecer o amor ao próximo (Ev.), que exige capacidade de humilhação, desprendimento do próprio eu, espírito de serviço desinteressado e ajuda aos mais necessitados. E a rejeição da vingança e da ira: «Mais ainda, Cristo exige do seu discípulo que ofereça a outra face (Ev.)» (CIC, 2262).

3ª Feira, 18-VI: Caridade heróica.

1 Reis 21, 17-29 / Mt 5, 43-48
Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos céus.

Não e fácil seguir este conselho de Jesus (Ev.), sobretudo quando é preciso perdoar ou aceitar melhor aqueles que nos incomodam. Quando vivemos bem o amor ao próximo, ele torna-se um anúncio feliz para todas as pessoas, porque torna patente o amor de Deus, que não abandona ninguém. O rei Acab arrependeu-se de todo o mal que tinha feito e Deus perdoou-lhe (Leit.). Se alguma vez maltratarmos alguém, sempre temos uma oportunidade de compensarmos esse mal, arrependendo-nos e pedindo desculpa.

4ª Feira, 19-VI: Aspectos da conversão do coração.

2 Reis 2, 1. 6-14 / Mt 6, 1-6. 16-18
Tu, porém, quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai, presente no segredo.

Ao fazermos as nossas práticas religiosas, o Senhor pede-nos que as vivamos com rectidão de intenção (Ev.). É, pois, importante, que haja uma conversão do nosso interior: «Jesus insiste na conversão do coração desde o sermão da Montanha: a reconciliação com o irmão antes de apresentar a oferta no altar; o amor dos inimigos; orar ao Pai ‘no segredo’ (Ev.)» (CIC, 2608). Eliseu não pediu a Elias muitos bens, mas sim o espírito com que ele vivia: «Que eu possa herdar uma dupla porção do teu espírito» (Leit.).

5ª Feira, 20-VI: A força que vem da oração.

Sir 48, 1-15 / Mt 6, 7-15
Quando orardes, não digais muitas palavras como os pagãos. Orai, pois, deste modo: Pai-nosso, que estais nos céus…

Pai-nosso reúne, em poucas palavras o que podemos pedir a Deus: «Depois de nos termos posto na presença de Deus, nosso Pai, para o adorarmos, amarmos e bendizermos, o Espírito filial faz brotar dos nossos corações sete petições, que são sete bênçãos. As três primeiras, mais teologais, atraem-nos para a glória do Pai; as quatro últimas, como caminhos para Ele, expõem a nossa miséria à sua graça» (CIC, 2803). Elias realizou grandes prodígios, graças à sua oração, e foi levado para o céu num carro de fogo (Leit.). Graças ao espírito herdado de Elias, para Eliseu nada era difícil, tendo realizado grandes prodígios (Leit.).

6ª Feira, 21-VI: Qual é o nosso tesouro?

2 Reis 11, 1-4. 9-18. 20 / Mt 6, 19-23
Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.

coração é, em sentido bíblico, o fundo do ser (as entranhas), em que a pessoa se decide ou não por Deus (CIC, 368). O tesouro é o próprio Deus: «O Doador é mais precioso do que o dom concedido, é o tesouro, e é n’Ele que está o coração do Filho; o dom é dado por acréscimo (Ev.)» (CIC, 2604). É o que manifestamos no Prefácio: «O nosso coração está em Deus». Jóiada, o sacerdote, tinha o coração em Deus e no seu povo e conseguiu estabelecer uma aliança com Deus, o rei e o povo, e todos ficaram cheios de alegria e de paz (Leit.).

Sábado, 22-VI: A Providência e as fraquezas.

2 Cron 24, 17-25 / Mt 6, 24-34
Não vos inquieteis como dia de amanhã, que esse dia tratará das suas inquietações.

A filiação divina conduz-nos a um abandono na Providência: «Nós acreditamos que a Omnipotência é universal; amorosa; misteriosa, porque só a fé pode descobrir quando Ele actuará plenamente na fraqueza» (CIC, 268). AProvidência aplica-se também ao tempo: «O ensinamento de Jesus sobre a oração ao nosso Pai está na mesma linha que o ensino sobre a Providência: o tempo está nas mãos do Pai: é no presente que nós o encontramos; não ontem nem amanhã, mas hoje» (CIC, 2659). Descontente com as idolatrias, Zacarias, cheio do Espírito Santo, disse: «Uma vez que abandonastes o Senhor, também Ele vai abandonar-vos» (Leit.).

Celebração e Homilia: ARMANDO R. DIAS
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA


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QUE DEUS ABENÇOE ÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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