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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.org.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


19.10.2014
29º Domingo do Tempo Comum — ANO A
( VERDE, GLÓRIA, CREIO – I SEMANA DO SALTÉRIO )
__ “A César o que é de César, mas a Deus o que é de Deus!” __
Dia Mundial das Missões
Dia da Infância Missionária

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGLEHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Sabemos que muitas páginas foram escritas sobre o poder na história da humanidade. Poder usado para construir história e poder mal utilizado que destruiu milhões de vidas humanas, civilizações e culturas. Dizem os historiadores que o poder é enfeitiçante e os psicólogos alertam que o poder pode tornar-se patológico. Muitos dão tudo para ter mais poder e tantos o constroem na base da força. Até mesmo a Igreja, como é do nosso conhecimento, escreveu páginas violentas para aumentar seu poder temporal. Foram em outros tempos, mas seja de lição e memória, pois a missão da Igreja não consiste em disputar poder, mas em cultivar o Reino de Deus no mundo de modo profético, lembrando ao poder político que não é dono do povo, mas servidor do mesmo. Neste mês dedicado às missões, celebramos hoje o Dia Mudial das Missões e da Infância Missionária.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Neste domingo, Dia Mundial das Missões e da Obra Pontifícia da Infância Missionária, além de nossa contribuição concreta nas coletas, a Igreja nos pede que assumamos a missão como compromisso batismal para todos os dias. Lembremo-nos de que se encerra hoje, em Roma, o Sínodo dos Bispos sobre “Os Desafios Pastorais da Família no Contexto da Evangelização”. Agradeçamos a Deus pelo Sínodo e rezemos para que as famílias tenham a iluminação do Espírito para enfrentarem os desafios do nosso tempo.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Diversas, e às vezes divergentes, são as interpretações dadas à célebre frase-resposta de Jesus aos que queriam armar-lhe uma cilada: uma frase de efeito, como que evasiva, com a qual Jesus responde sem se perturbar; uma resposta irônica, como se Jesus quisesse dizer: só quando se tem que pagar os impostos aparece o problema da consciência; uma definição precisa dos limites do campo e das relações recíprocas entre Estado e Igreja. De qualquer modo, é claro que o que importa é o reino de Deus. É o único absoluto a ser buscado. Jesus veio pregar o reino; esta é a realidade fundamental e clara. Diante deste anúncio, tudo passa para segundo plano. Com isto, Jesus não quer negar a função de César, mas quer atingir seus adversários que não compreenderam sua missão e esquecem a questão decisiva.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo, entoemos cânticos jubilosos ao Senhor!


DAI A CESAR O QUE É DE CESAR...

ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://www.diocesedeapucarana.com.br/userfiles/pulsandinho/19-10-14.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/sites/arquidiocesedesaopaulo.pucsp.br/files/57%2029%C2%BA%20DTC%20ok.pdf


TEMA
DAI A DEUS O QUE É DE DEUS

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- Autoria do Roteiro Homilético da Paulus para o período de Setembro/Outubro-2014: Aíla Luzia Pinheiro Andrade, nj - Graduada em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará e em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (Faje – BH), onde também cursou mestrado e doutorado em Teologia Bíblica e lecionou por alguns anos. Atualmente, leciona na Faculdade Católica de Fortaleza. É autora do livro Eis que faço novas todas as coisas – teologia apocalíptica (Paulinas). E-mail: aylanj@gmail.com.

Introdução da Revistal Vida Pastoral

A liturgia de hoje ressalta que a história da humanidade está nas mãos de Deus. Interpretada à luz da fé, a história ganha seu verdadeiro significado: a salvação do ser humano.

Até mesmo as ações das pessoas que não têm fé podem ser vistas como colaborações inconscientes ao projeto de Deus. É isso que nos mostra a primeira leitura: o imperador Ciro, mesmo sem o saber, fez a vontade de Deus. Situações políticas totalmente seculares podem ser usadas pelo Senhor como instrumentos para a salvação do ser humano.

Na segunda leitura, vemos que Paulo e os tessalonicenses são fiéis na difusão do evangelho. Tal fato deveria nos animar bastante, porque sabemos que, no início da Igreja, os cristãos sofriam várias perseguições. Isso significa que Deus pode servir-se até mesmo de situações adversas para realizar a salvação, porque ele é o Senhor da história.

No evangelho, Jesus traça uma linha divisória: a autoridade política tem seu campo próprio, a ordem e o bem público. Dentro desse campo, a autoridade política deve ser respeitada. Mas a autoridade política não tem o poder de exigir o que somente a Deus é devido.

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia do 29º Domingo do Tempo Comum convida-nos a reflectir acerca da forma como devemos equacionar a relação entre as realidades de Deus e as realidades do mundo. Diz-nos que Deus é a nossa prioridade e que é a Ele que devemos subordinar toda a nossa existência; mas avisa-nos também que Deus nos convoca a um compromisso efectivo com a construção do mundo.

O Evangelho ensina que o homem, sem deixar de cumprir as suas obrigações com a comunidade em que está inserido, pertence a Deus e deve entregar toda a sua existência nas mãos de Deus. Tudo o resto deve ser relativizado, inclusive a submissão ao poder político.

A primeira leitura sugere que Deus é o verdadeiro Senhor da história e que é Ele quem conduz a caminhada do seu Povo rumo à felicidade e à realização plena. Os homens que actuam e intervêm na história são apenas os instrumentos de que Deus se serve para concretizar os seus projectos de salvação.

A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de uma comunidade cristã que colocou Deus no centro do seu caminho e que, apesar das dificuldades, se comprometeu de forma corajosa com os valores e os esquemas de Deus. Eleita por Deus para ser sua testemunha no meio do mundo, vive ancorada numa fé activa, numa caridade esforçada e numa esperança inabalável.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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CRISTÃOS MISSIONÁRIOS

No evangelho, Jesus é provocado para cair numa armadilha. Percebendo a maldade de seus opositores, transfere a responsabilidade para eles e faz um discernimento: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. O poder, as riquezas, as vaidades são do mundo, são de César. A vida, o envio à missão são de Deus. Como nos lembra Isaías: “Eu te chamei, eu sou o Senhor e não há outro”. Somos eleitos para ir e testemunhar com nossa vida.

O mandato de Jesus aos seus discípulos: “Vão e levem a boa notícia a todas as nações” é algo vivo e atual. Todos somos chamados e enviados em missão. O cristão deve viver o evangelho e por isso tem a obrigação de ser missionário. Paulo dizia: “Anunciar o evangelho não é motivo de glória, mas necessidade. Ai de mim se não anunciá-lo” (1Cor 9,16). Que tipo de missionários somos? Como vivemos esse mandato de Jesus?

O tema do mês missionário deste ano é: “Missão para libertar”. À medida que nos aproximarmos dos pobres, dos que mais sofrem, dos excluídos, aliviarmos as dores e manifestarmos solidariedade, estaremos vivendo o que Jesus pediu. Na sinagoga de Nazaré, ele recordou a profecia de Isaías: “Enviou-me a proclamar a libertação” (Lc 4,18). O papa Francisco tem insistido que quer uma Igreja pobre para os pobres. Há tanta indiferença, egoísmo, acomodação, exploração; pessoas traficadas como mercadoria, corrupção, busca desenfreada de poder, de estética etc. Mas também há pessoas que se doam, prestam serviço, são verdadeiros discípulos missionários. Somos convidados a fazer nossa parte. Se não vamos em missão, podemos ajudar com nossa oração, nosso apoio e solidariedade. Nossa oferta para as missões tem sentido e valor. Não devemos dar do que sobra, mas daquilo que faz parte da vida. Manifestamos a Deus nossa gratidão por tanto que nos dá, partilhando e ajudando no trabalho missionário em todas as partes do mundo.

Pe. Camilo Pauletti
Diretor das Pontifícias Obras Missionárias


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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CRISTÃOS MISSIONÁRIOS

No evangelho, Jesus é provocado para cair numa armadilha. Percebendo a maldade de seus opositores, transfere a responsabilidade para eles e faz um discernimento: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. O poder, as riquezas, as vaidades são do mundo, são de César. A vida, o envio à missão são de Deus. Como nos lembra Isaías: “Eu te chamei, eu sou o Senhor e não há outro”. Somos eleitos para ir e testemunhar com nossa vida.

O mandato de Jesus aos seus discípulos: “Vão e levem a boa notícia a todas as nações”, é algo vivo e atual. Todos somos chamados e enviados em missão. O cristão deve viver o evangelho e por isso tem a obrigação de ser missionário. Paulo dizia: “Anunciar o evangelho não é motivo de orgulho, mas necessidade. Ai de mim se não anunciá-lo” (1Cor 9,16). Que tipo de missionários somos nós? Como vivemos esse mandato de Jesus?

O tema do mês missionário deste ano é: “Missão para libertar”. À medida que nos aproximarmos dos pobres, dos que mais sofrem, dos excluídos, aliviarmos as dores e manifestarmos solidariedade, estaremos vivendo o que Jesus pediu. Na sinagoga de Nazaré, ele recordou a profecia de Isaías: “Enviou-me a proclamar a libertação…” (Lc 4,18). O papa Francisco tem insistido que quer uma Igreja pobre para os pobres. Há tanta indiferença, egoísmo, acomodação, exploração. Pessoas sendo traficadas como mercadoria, corrupção, busca desenfreada de poder, de estética etc. Mas também há pessoas que se doam, prestam serviço, são verdadeiros discípulos missionários. Somos convidados a fazer nossa parte. Se não vamos em missão, podemos ajudar com nossa oração, nosso apoio e solidariedade. Nossa oferta para as missões tem sentido e valor. Não devemos dar do que sobra, mas daquilo que faz parte da vida. Manifestamos a Deus nossa gratidão por tanto que nos dá, partilhando e ajudando no trabalho missionário em todas as partes do mundo.

Pe. Camilo Pauletti
Diretor das Pontifícias Obras Missionárias


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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Missão para libertar!

RECADO DO PAPA: “O nosso objetivo como cristãos: configurar-nos cada vez mais a Jesus, tomando-o como modelo do nosso comportamento.”


RITOS INICIAIS

Salmo 16, 6.8.9
ANTÍFONA DE ENTRADA: Respondei-me, Senhor, quando Vos invoco, ouvi a minha voz, escutai as minhas palavras. Guardai-me dos meus inimigos, Senhor. Protegei-me à sombra das vossas asas.

Introdução ao espírito da Celebração
«Eu te chamei pelo teu nome e te dei um título glorioso». (Frase de Isaías, 45, 5). Este chamamento é palavra-chave para o Dia Mundial das Missões. Também devemos «dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus» Todos somos chamados a realizar algo de novo nas terras de Missão. Nem todos nos deslocaremos para lá. Mas todos podemos rezar, pelo bom êxito do trabalho missionário, e oferecer algo das nossas economias para esse fim.

ORAÇÃO COLECTA: Deus eterno e omnipotente, dai-nos a graça de consagrarmos sempre ao vosso serviço a dedicação da nossa vontade e a sinceridade do nosso coração. Por Nosso Senhor…


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Ciro, rei da Pérsia, foi chamado para um trabalho de grande responsabilidade. O trabalho missionário é mais importante que a missão de Ciro.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Isaías 45,1.4-6

Leitura do livro do profeta Isaías. 45 1 Eis o que diz o Senhor a Ciro, seu ungido, que ele levou pela mão para derrubar as nações diante dele, para desatar o cinto dos reis, para abrir-lhe as portas, a fim de que nenhuma lhe fique fechada: 4 "É por amor de meu servo, Jacó, e de Israel que escolhi, que te chamei pelo teu nome, com títulos de honra, se bem que não me conhecesses. 5 Eu sou o Senhor, sem rival, não existe outro Deus além de mim. Eu te cingi, quando ainda não me conhecias, 6 a fim de que se saiba, do levante ao poente, que nada há fora de mim. Eu sou o Senhor, sem rival";
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

A leitura é tirada do Segundo Isaías; apresenta o rei Ciro da Pérsia, que em 539 acabou com o reino de Babilónia. Este é chamado, à maneira dos reis do povo escolhido, como o «Ungido» de Yahwéh. Ele permitiu que os exilados hebreus regressassem à pátria, e reconstruíssem o templo de Jerusalém.

Nesta passagem, o profeta dá-lhe os grandiosos títulos de «Pastor» e «Ungido» do Senhor. É saudado como instrumento de Deus para libertar Israel e difundir a fé em Yahwéh, o único Deus. Também no Evangelho se fala doutro imperador pagão, Tibério César, mas sem que seja elogiado, ou condenado.

Eu sou o Senhor e não há outro

O texto bíblico começa com a afirmação de que Ciro, o rei persa que dominava sobre os judeus, tinha sido escolhido por Deus para executar a tarefa de fazer o povo exilado voltar à terra de Israel. É uma afirmação muito estranha na Bíblia, porque o termo “ungido” (messias ou cristo) era reservado apenas para três categorias em Israel: reis, sacerdotes e profetas. Afirmar isso de um rei estrangeiro, que servia a outros deuses, é algo único na Bíblia.

Para entender esse versículo, é necessário imaginar o que as pessoas da época poderiam estar pensando. Quando souberam do decreto do imperador que os liberava para voltar a Israel, os judeus poderiam pensar: “Que feliz coincidência e que sorte nós tivemos, a política do imperador vai nos favorecer”. O profeta entrou em ação para dizer que as coisas não eram bem assim como estariam pensando, deixando claro que não se tratava de sorte ou coincidência. Deus é sumamente fiel e ama os filhos de Israel; ele os tirou da escravidão do Egito, levou-os para a terra prometida e para lá os faz retornar. Ciro não passa de um instrumento de Deus para executar uma tarefa. O imperador não é uma divindade, ao contrário, é como uma criança conduzida por um adulto para fazer algo que ela nem tem consciência do que seja. Ciro é tomado pela mão e levado pelo Senhor para libertar os judeus.

Assim, o texto bíblico orientou as pessoas antigamente e nos orienta hoje para a consciência de que nenhuma autoridade é eterna ou absoluta: há um único Deus e tudo está submetido a ele e ao seu plano. Nada nem ninguém podem impedir a realização do projeto divino. O livre-arbítrio humano pode apenas escolher entre colaborar ou não com Deus. A história da humanidade está imersa no projeto de Deus como peixes num aquário, que podem nadar de um lado a outro, mas sempre estão dentro do mesmo recipiente. Mesmo quando se tenta impedir que o projeto divino se realize, Deus é suficientemente criativo para do mal fazer um bem. Prova disso é que a morte de Jesus na cruz se tornou vida plena para quem o segue.

AMBIENTE

O texto que hoje nos é proposto pertence ao “Livro da Consolação” do Deutero-Isaías (cf. Is 40-55). “Deutero-Isaías” é um nome convencional com que os biblistas designam um profeta anónimo da escola de Isaías, que cumpriu a sua missão profética na Babilónia, entre os exilados judeus. Estamos na fase final do Exílio, entre 550 e 539 a.C.

Durante o reinado de Nabónides, rei da Babilónia, desponta na Pérsia uma nova estrela da política internacional… Em 553 a.C., Ciro, rei dos Persas, conquista a capital da Média (Ecbátana) e junta no mesmo império os Medos e os Persas. Depois (547 a.C.), marcha contra a Lídia, conquista Sardes e apodera-se da maior parte da Ásia Menor. Nos anos seguintes, uma série de vitórias fulgurantes dão-lhe o domínio do Irão oriental, do Afeganistão e do Turquestão, até à Índia. Fortalecido em ouro e em homens dirige, em seguida, os seus exércitos contra a Babilónia e, em 539 a.C., entra vitorioso na capital babilónica onde, sem qualquer oposição, é recebido como libertador.

A actividade profética do Deutero-Isaías desenvolve-se nos anos que precederam a entrada vitoriosa de Ciro na Babilónia… As notícias que chegam sobre as vitórias de Ciro fazem os exilados sonhar com a proximidade da libertação do cativeiro. À alegria pela libertação iminente junta-se, no entanto, alguma confusão e perplexidade… Então o libertador não vai sair do meio do Povo de Deus, mas é um rei estrangeiro? E quando a libertação acontecer, a quem deve ser atribuída: a Jahwéh, o Deus dos exilados judeus, ou a Marduk, o deus de Ciro? Jahwéh ter-se-á desinteressado do seu Povo? Ou terá perdido o seu poder?

Trata-se de um problema teológico sério que, em última análise, pode determinar a manutenção ou não da fé do Povo em Jahwéh. O Deutero-Isaías vai procurar esclarecer esta questão e explicar o papel de Jahwéh nos acontecimentos.

MENSAGEM

O Deutero-Isaías não tem dúvidas: Jahwéh é o verdadeiro condutor de todo o processo que vai culminar na libertação do Povo de Deus. Ciro, o grande rei que se apresta para derrubar o orgulhoso poderio babilónico, é “o ungido” (no original hebraico: “o messias”; em grego: “o cristo”) de Jahwéh. Dizer que Ciro é “o ungido” significa dizer que ele recebeu a “unção” com óleo; e que, através dessa “unção”, Ciro recebeu o Espírito de Deus e foi investido para uma missão. No Antigo Testamento, a unção com óleo capacita o “ungido” seja para a missão real (cf. 2 Sam 5,3), seja para a missão sacerdotal (cf. Ex 29,7), seja para a missão profética (cf. 1 Re 19,16; Is 61,1). Aqui trata-se, evidentemente, da missão real… Portanto, Deus escolheu Ciro, derramou sobre ele o seu Espírito e concedeu-lhe a insígnia do poder (“cingi-te” - vers. 5) para que ele, desempenhando a sua missão real, se tornasse o instrumento de Deus no mundo.

O que é que, em concreto, Jahwéh pede a Ciro? Qual a missão que Ele lhe confia?

Ciro foi designado por Deus para “subjugar as nações”, “fazer cair as armas das cinturas dos reis”, “abrir as portas à sua frente sem que nenhuma lhe seja fechada”. As expressões utilizadas pelo Deutero-Isaías situam a missão confiada por Deus a Ciro no âmbito político-militar… No entanto, o que é aqui preponderante é que essa missão deve concretizar-se em benefício do Povo de Deus: se Deus chamou Ciro “pelo nome”, lhe deu “um título glorioso” e lhe confiou o poder sobre as nações foi, nas palavras de Jahwéh, “por causa de Jacob, meu servo, e de Israel, meu eleito…”. Ciro aparece, claramente, como o instrumento através do qual Deus actua no mundo e na história e realiza os seus projectos de salvação e de libertação do seu Povo. É através dos homens que Deus intervém no mundo.

De resto, o Deutero-Isaías deixa claro que só Jahwéh é o Senhor da história e que, fora d’Ele, não há Deus. É verdade que Ciro ainda não conhece Jahwéh; mas, sem o saber, ele está a realizar o projecto do Senhor.

Portanto, é a Jahwéh e não a Marduk que os exilados devem agradecer a sua libertação. Embora servindo-se de um rei estrangeiro, Jahwéh vai mostrar a Judá que é, definitivamente, esse Deus salvador e libertador, em quem o Povo pode sempre confiar.

ACTUALIZAÇÃO

Considerar os seguintes dados, na reflexão e partilha:

• Também nós – como os exilados de Judá – ficamos, tantas vezes, perplexos e inquietos diante dos acontecimentos do nosso tempo. Não percebemos o significado nem o alcance de certos eventos e não conseguimos saber para onde é que a história nos conduz. Sentimo-nos perdidos, assustados, à deriva, como barco sem leme… E, para além disso, Deus parece manter-se em silêncio, assistindo calmamente e sem mexer um dedo, aos dramas que marcam o ritmo da nossa caminhada. Perguntamo-nos: onde está Deus, quando a história humana parece percorrer caminhos tão ínvios? Ele preocupa-Se, realmente, com os homens? Qual o seu papel na condução dos destinos do mundo? Porque é que Ele deixa que os homens destruam o planeta, inventem esquemas sofisticados de destruição e de morte, cultivem a exploração e a injustiça, mantenham tantos homens, mulheres e crianças amarrados à miséria e à escravidão? A primeira leitura deste domingo garante-nos: Deus nunca abandona os homens. Ele encontra sempre formas de intervir na história e de concretizar os seus projectos de vida, de salvação, de libertação… Talvez as intervenções de Deus nem sempre sejam ortodoxas à luz da lógica dos homens; talvez nem sempre consigamos perceber o verdadeiro alcance dos projectos de Deus; mas Deus lá está, como Senhor da história, conduzindo o mundo de acordo com o projecto de vida que Ele tem para os homens e para o mundo. Resta-nos, mesmo quando não percebemos os seus critérios, confiarmos e entregarmo-nos nas suas mãos.

• Normalmente, Deus não intervém na história através de manifestações impressionantes, espectaculares, caídas do céu, que se impõem como verdades infalíveis e que deixam os homens espantados… Deus actua no mundo com simplicidade e discrição, através de pessoas – muitas vezes pessoas limitadas, pecadoras, “normais” – a quem Ele chama e a quem Ele confia uma missão. O que é fundamental é que cada homem ou cada mulher que Deus chama esteja disponível para acolher esse chamamento e para aceitar ser instrumento de Deus na construção de um mundo novo.

• Aqueles que detêm responsabilidades na condução das comunidades (civis ou religiosas) devem procurar, através de um diálogo contínuo e próximo com Deus, perceber os seus projectos e planos para o mundo e para os homens. Só assim poderão ser instrumento de Deus na construção de um mundo melhor.

• Ciro, frustrando todas as expectativas do Povo de Deus, é um pagão que “não conhecia” Jahwéh… Apesar disso (de acordo com a catequese do Deutero-Isaías), foi ele quem Deus escolheu como seu instrumento a fim de concretizar os seus projectos em favor do seu Povo. Deus pode servir-Se daquele que é pecador e marginal aos olhos do mundo para oferecer aos homens a vida e a salvação. O que interessa não são as “qualidades” do intermediário, mas a força de Deus. É necessário ter isto presente… Se conseguimos fazer algo para tornar o mundo um pouco melhor, isso não se deve às nossas brilhantes qualidades, mas a esse Deus que age por nosso intermédio.

• A escolha de Ciro significa também a denúncia de uma perspectiva fechada, nacionalista, racista, de Deus e dos seus projectos. Ninguém tem o monopólio de Deus ou da missão… Deus é totalmente livre de chamar quem quiser, quando quiser e como quiser – seja de que raça for, de que extracto social for, ou sejam quais forem os seus antecedentes religiosos. Certos cristãos que se sentem os únicos detentores da autoridade e da missão e que se ficam quase ofendidos quando aparece alguém a fazer algo de diferente na paróquia, deviam ter isto em conta.

Subsídios:
1ª leitura: (Is 45,1.4-6) O rei pagão, Ciro, instrumento de salvação nas mãos de Javé, o rei verdadeiro – Is 44,24–45,13 trata do rei Ciro, o pagão que fez os judeus voltar do Exílio. Embora ele conheça Deus só por ouvir dizer (45,4.5), Deus o conhece, o toma pela mão; é até chamado de “ungido”, como os reis de Israel, pois ele atua em favor de Israel. Ele é um instrumento nas mãos de Javé, para tornar conhecido seu nome, sua fama de ser um Deus que salva. * Cf. Is 41,1-5; Sl 105[104],6; Ex 15,11; Is 44,6; 2Sm 7,22.



Salmo Responsorial

Monição: Que todos os nossos actos aclamem a glória e o poder do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL – 95/96

Ó família das nações, daí ao Senhor poder e glória!

Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira!
Manifestai a sua glória entre as nações
e, entre os povos do universo, seus prodígios!

Pois Deus é grande e muito digno de louvor,
é mais terrível e maior que os outros deuses,
porque um nada são os deuses dos pagãos.
Foi o Senhor e nosso Deus quem fez os céus.

Ó família das nações, ai ao Senhor,
ó nações, daí ao Senhor poder e glória,
dai-lhe a glória que é devida ao seu nome!
Oferecei um sacrifício nos seus átrios.

Adorai-o no esplendor da santidade,
terra inteira, estremecei diante dele!
Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!”,
pois os povos ele julga com justiça.

Segunda Leitura

Monição: É necessário que todos os que evangelizam o façam «não somente com palavras, mas também com obras poderosas e com a acção do Espírito (1.ªTessalonicenses, 1, 5b)

1 Tessalonicenses 1,1-5

Leitura da carta de são Paulo aos Tessalonicenses. 1 1 Paulo, Silvano e Timóteo à igreja dos tessalonicenses, reunida em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo. A vós, graça e paz! 2 Não cessamos de dar graças a Deus por todos vós, e de lembrar-vos em nossas orações. 3 Com efeito, diante de Deus, nosso Pai, pensamos continuamente nas obras da vossa fé, nos sacrifícios da vossa caridade e na firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, sob o olhar de Deus, nosso Pai. 4 Sabemos, irmãos amados de Deus, que sois eleitos. 5 O nosso Evangelho vos foi pregado não somente por palavra, mas também com poder, com o Espírito Santo e com plena convicção. Sabeis o que temos sido entre vós para a vossa salvação.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

É este o início daquele que é muitíssimo provavelmente primeiro de todos os escritos do Novo Testamento, e dos que são mais fáceis de datar: pelo ano 51. S. Paulo. em Corinto, recebe, através de Timóteo, boas noticias da comunidade fundada há pouco, no decurso desta 2.ª viagem apostólica, e escreve esta carta cheia de carinho, para os confirmar na fé. Temos a breve saudação inicial (v. 1), à boa maneira clássica; junto a Paulo estavam dois dos seus companheiros da 2ª viagem, Silvano(Silas) e Timóteo.

Chamamos a atenção para o facto de que nas palavras de acção de graças a Deus pela fidelidade dos Tessalonicenses (vv. 3-10), o Apóstolo, uns 20 anos após a Morte e Ressurreição de Cristo, alude ao mistério central da nossa fé, ao referir o «Pai», ao Filho, «o Senhor Jesus» (v. 3) e ao «Espírito Santo» (v. 5).

O evangelho foi anunciado entre vós

Paulo escreve uma carta à Igreja que se encontrava em Tessalônica, cidade pagã cujos habitantes estavam a serviço de vários ídolos. Os cristãos dessa cidade, ao contrário, são assembleia santa, são eleitos de Deus e congregados em Jesus Cristo.

O apóstolo sempre se lembra da “ação da fé” dos tessalonicenses. Essa expressão pode parecer estranha aos ouvidos atuais, porque hoje comumente se compreende fé como se se tratasse de um sentimento. Mas, nos idiomas antigos, fé é um modo de viver, é a vida em ação colaborando com Deus. Colaborar significa “trabalhar com”. Assim, a fé é mais que um sentimento: é uma tarefa, um ofício, um trabalho, uma missão. O plano de Deus se realiza independentemente da fé do ser humano, mas os que vivem a fé assumem consciente e livremente esse plano como um objetivo de vida a ser realizado e trabalham com Deus na efetivação desse projeto, até que chegue à plenitude.

AMBIENTE

Tessalónica era, no século I da nossa era, a cidade mais importante da Macedónia. Importante porto marítimo e cidade de intenso comércio, era uma encruzilhada religiosa, na qual os cultos locais coexistiam lado a lado com todo o tipo de propostas religiosas vindas de todo o Mediterrâneo.

Tessalónica foi evangelizada por Paulo durante a sua segunda viagem missionária, muito provavelmente no Inverno dos anos 49-50. Paulo chegou a Tessalónica acompanhado de Silvano e Timóteo, depois de ter sido forçado a deixar a cidade de Filipos. O tempo de evangelização foi curto – talvez uns três meses; mas foi o suficiente para fazer nascer uma comunidade cristã numerosa e entusiasta, constituída maioritariamente por pagãos convertidos. No entanto, a obra de Paulo foi brutalmente interrompida pela reacção da colónia judaica… Os judeus acusaram Paulo de agir contra os decretos do imperador e levaram alguns cristãos diante dos magistrados da cidade (cf. Act 17,5-9). Paulo teve de deixar a cidade à pressa, de noite, indo para Bereia e, depois, para Atenas (cf. Act 17,10-15).

Entretanto, Paulo tinha a consciência de que a formação doutrinal da comunidade cristã de Tessalónica ainda deixava muito a desejar. A jovem comunidade, fundada há pouco tempo e ainda insuficientemente catequizada, estava quase desarmada nesse contexto adverso de perseguição e de provação (cf. 1 Tes 3,1-10). Preocupado, Paulo enviou Timóteo a Tessalónica, a fim de saber notícias e encorajar os tessalonicenses na fé (cf. 1 Tes 3,2-5). Quando Timóteo voltou e apresentou o seu relatório, Paulo estava em Corinto. Confortado pelas informações dadas por Timóteo, o apóstolo decidiu escrever aos cristãos de Tessalónica, felicitando-os pela sua fidelidade ao Evangelho. Aproveitou também para esclarecer algumas dúvidas doutrinais que inquietavam os tessalonicenses e para corrigir alguns aspectos menos exemplares da vida da comunidade.

A Primeira Carta aos Tessalonicenses é, com toda a probabilidade, o primeiro escrito do Novo Testamento. Apareceu na Primavera-Verão do ano 50 ou 51.

O texto que nos é proposto apresenta-nos o endereço da carta (“Paulo, Silvano e Timóteo à Igreja dos Tessalonicenses que está em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo” – 1 Tes 1,1) e um extracto de uma longa oração colocada no início da carta, na qual Paulo dá graças a Deus pelo comportamento exemplar dos tessalonicenses: apesar das provas que tiveram de suportar, permanecem fiéis ao Evangelho e ao ensino de Paulo (cf. 1 Tes 1,2-3,13).

MENSAGEM

O verbo principal do nosso texto é o verbo grego “eukharistéô”(“dar graças”); todos os outros verbos que aparecem são secundários. Assim, fica logo claro quais os sentimentos e qual a atitude fundamental de Paulo, Silvano e Timóteo, os remetentes da carta: eles estão profundamente agradecidos e reconhecidos a Deus. Porquê?

Porque a acção de Deus se nota claramente na vida diária da comunidade cristã de Tessalónica. Diante da proposta do Evangelho, os tessalonicenses responderam generosamente, com uma fé activa, uma caridade esforçada e uma esperança firme (vers. 3). A “fé activa” traduz a realidade de uma adesão ao Evangelho que não se manifesta só em palavras, mas também em atitudes concretas de conversão e de transformação; a “caridade esforçada” dá conta de um amor que não é teórico mas é efectivo, e que se traduz em gestos de entrega, de partilha, de doação; e a “esperança firme” define essa confiança inabalável dos tessalonicenses em Deus e na vida nova que Ele reserva àqueles que O amam – confiança que, nem a hostilidade do mundo, nem as dificuldades da vida conseguem deitar por terra.

Na verdade, tudo isto resulta do facto de os tessalonicenses terem sido “escolhidos” por Deus (vers. 4). No Antigo Testamento, a “eleição” é um privilégio de Israel, escolhido por Deus de entre os outros povos, não em virtude dos seus méritos particulares, mas como resultado da graça e do amor de Deus; agora, são as comunidades cristãs de origem pagã que são objecto do mesmo privilégio, que tem a sua fonte no amor gratuito do Deus salvador.

O Evangelho que Paulo, Silvano e Timóteo anunciaram aos tessalonicenses não foi um discurso feito de belas palavras, mas inconsequente; foi uma Boa Nova de Deus, poderosa e transformadora, que encontrou eco no coração dos tessalonicenses que, pela acção do Espírito Santo, deu frutos de fé, de amor e de esperança (vers. 5a.b).

É por tudo isto que Paulo, Silvano e Timóteo louvam o Senhor.

ACTUALIZAÇÃO

Na reflexão e na partilha, considerar os seguintes elementos:

• Hoje, uma comunidade cristã que viva, com fidelidade e entusiasmo, a fé, a esperança e a caridade, não será notícia; em contrapartida, os meios de comunicação social explorarão, com gosto, a vida de uma comunidade cristã marcada pelos escândalos, pelos dramas, pelas infidelidades… Tornamo-nos progressivamente insensíveis às coisas bonitas e boas e só nos deixamos impressionar pelo espampanante, pelo escandaloso, por aquilo que chama a atenção por razões negativas. O nosso texto convida-nos, antes de mais, a repararmos nos testemunhos de fé, de amor e de esperança que encontramos à nossa volta e a vermos aí a presença e a acção de Deus no mundo.

• O nosso texto convida-nos, depois, a renovar e potenciar a nossa capacidade de louvar e de agradecer a Deus. Ao contemplarmos tantos gestos de bondade, de amor, de doação, de solidariedade que, em geral, acontecem no mundo e que, em particular, enchem as vidas das nossas comunidades cristãs, não podemos deixar de ver aí a presença amorosa de Deus… Teremos sempre a capacidade de agradecer a Deus a sua presença e a sua acção no mundo, na vida das nossas comunidades cristãs ou religiosas, na vida das nossas famílias e de cada um de nós?

• O exemplo da comunidade cristã de Tessalónica interpela-nos e questiona-nos… É uma comunidade que, apesar de uma catequese incipiente e de um ambiente hostil, abraçou com entusiasmo o Evangelho e concretizou a proposta de Jesus na vida do dia a dia, através de uma fé activa, de um amor esforçado e de uma esperança firme. Nós, seguidores de Jesus, depois de muitos anos de catequese e de compromisso com Jesus, como vivemos o nosso compromisso cristão: com um entusiasmo sempre renovado e sempre coerente, ou com o desleixo e a indiferença de quem não se quer comprometer? A nossa fé não é apenas uma questão de palavras, mas leva-nos a um efectivo compromisso com a transformação da nossa vida, da nossa família, da nossa comunidade ou do mundo que nos rodeia? O nosso amor traduz-se em atitudes concretas de partilha, de doação, de solidariedade, de luta contra tudo o que oprime os pequenos, os débeis, os marginalizados? A nossa esperança mantém-nos serenos e confiantes, de olhos postos nesse futuro novo que Deus nos reserva, apesar das vicissitudes, das dificuldades, das incompreensões que dia a dia temos de enfrentar?

Subsídios:
2ª leitura: (1Ts 1,1-5b) Ação de graças pela fé, esperança e caridade dos fiéis – 1Ts é a mais antiga carta de Paulo que possuímos e, portanto, o mais antigo documento recolhido no Novo Testamento (ca. 40 d.C.). – Paulo poucas semanas trabalhou em Tessalônica, teve que partir às pressas, mas a fé cresceu, a força de Deus operou: eles são “eleitos” (1Ts 1,4). A carta toda é agradecida lembrança desse apostolado e expectação da vinda do Senhor. * 1,1-3 cf. At 17,1-9; Fl 1,3; 1Cor 13,13 * 1,5 cf. 1Cor 2,4.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Como astros no mundo, vós resplandeçais, mensagem de vida ao mundo anunciando; da vida a palavra, com fé, proclameis, quais astros luzentes no mundo brilheis (Fl 2,15s)

Evangelho

Monição: Meditemos, seriamente, nesta frase de Jesus: «Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus (Mt 22,21).

Mateus 22,15-21

Naquele tempo, 22 15 reuniram-se então os fariseus para deliberar entre si sobre a maneira de surpreender Jesus nas suas próprias palavras. 16 Enviaram seus discípulos com os herodianos, que lhe disseram: "Mestre, sabemos que és verdadeiro e ensinas o caminho de Deus em toda a verdade, sem te preocupares com ninguém, porque não olhas para a aparência dos homens. 17 Dize-nos, pois, o que te parece: É permitido ou não pagar o imposto a César?" 18 Jesus, percebendo a sua malícia, respondeu: "Por que me tentais, hipócritas? 19 Mostrai-me a moeda com que se paga o imposto!" Apresentaram-lhe um denário. 20 Perguntou Jesus: ´De quem é esta imagem e esta inscrição?" 21 "De César", responderam-lhe. Disse-lhes então Jesus: "Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus".
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

A questão proposta era uma hábil cilada em que Jesus deveria cair: se dissesse que se devia pagar o tributo a Tibério César, ali estavam os «fariseus» para O desacreditarem perante o povo, pois apoiava o domínio romano, ao qual os fariseus se opunham tenazmente; se Jesus dissesse que não, ali tinha os «herodianos», que O iriam denunciar a Pilatos como rebelde e agitador do povo contra os Romanos, pois os partidários de Herodes apoiavam o domínio romano.

19 «A moeda do tributo». Era o denário, que tinha a efígie do imperador com a inscrição: «Tibério César, filho do divino Augusto».

21 Jesus evita cair na armadilha, dando uma resposta que transcende a pergunta: a pergunta era política; a resposta é de ordem moral e religiosa e muito mais ampla. Se é certo que Jesus declara: «dai a César o que é de César», também é verdade que restringe imediatamente esta declaração, ao afirmar um princípio superior: «dai a Deus o que é de Deus». É como se dissesse: dai a César o que lhe pertence, mas não mais do que aquilo que lhe pertence, pois há direitos superiores e prioritários, os de Deus, Yahwéh, a quem César tem de servir.

Dai a Deus o que é de Deus

O evangelho de hoje nos põe diante de um dilema no qual muitas vezes travamos: como conciliar em nosso cotidiano duas realidades por vezes antagônicas, a autoridade política e a religiosa? Nesse caso, Jesus nos aponta o caminho a seguir.

A pergunta feita a Jesus certamente é bem maliciosa. Os judeus estavam sob o domínio romano, e o pagamento do tributo era prova de sujeição ao imperador. Se Jesus respondesse que o povo deveria pagar o imposto, perderia sua popularidade, seria acusado de trair sua nação e perderia qualquer pretensão messiânica. Caso respondesse que não deveria pagar o imposto, seria acusado de rebelião contra o império e seria preso. Qualquer que fosse a resposta, Jesus estaria em perigo. Mas ele ultrapassa a questão do lícito ou ilícito e conduz seus interlocutores a uma reflexão mais profunda: a autoridade política não pode tomar o lugar de Deus.

Para Israel, só Deus podia reinar sobre o povo, mediante um representante tirado de uma das tribos. Por isso, a sujeição ao imperador romano era sinal de idolatria. Além disso, essa situação se agravou quando o imperador se autoproclamou divino.

Quando Jesus pergunta de quem é a figura e a inscrição na moeda, entra no âmago da questão. Os judeus usavam a moeda romana e, por isso, não tinham por que se opor ao pagamento do imposto. Mas Jesus acrescenta que se deve dar a Deus o que é de Deus, reafirmando a soberania do Senhor sobre Israel e as nações. No grego, a palavra “dar” também significa “devolver”. E já que a imagem de Deus está gravada em nós, devemos “devolver” nossa vida em adoração a ele, cumprindo a sua soberana vontade. Assim, a prática de devolver a Deus o que é de Deus destrói toda idolatria.

A autoridade política deve ser respeitada, porque está a serviço do bem comum, mas nunca terá o poder de exigir o que é devido somente a Deus, cuja imagem está impressa em nós.

AMBIENTE

O nosso texto situa-nos em Jerusalém, o local onde vai desenrolar-se o confronto final entre Jesus e o judaísmo. De um lado estão os dirigentes judeus: instalados nas suas certezas e preconceitos, recusam-se terminantemente a acolher a proposta do Reino. Do outro lado está Jesus: Ele procura que os dirigentes do seu Povo tomem consciência de que, ao recusar o Reino, estão a recusar a oferta de salvação que Deus lhes faz.

Para ilustrar a situação, Jesus conta-lhes três parábolas (que lemos e meditámos nos últimos três domingos). Na primeira, identifica-os com o filho que disse “sim” ao seu pai, mas que não foi trabalhar no campo (cf. Mt 21,28-32); na segunda, equipara-os aos vinhateiros maus que tiveram a ousadia de matar o filho (cf. Mt 21,33-46); na terceira, compara-os com os convidados para o banquete que rejeitaram o convite (cf. Mt 22,1-14). Irritados com a ousadia de Jesus e questionados pelas suas comparações, os líderes judaicos procuram ansiosamente um pretexto para o acusar.

É neste contexto que Mateus nos vai apresentar três controvérsias entre Jesus e os fariseus (cf. Mt 22,15-22.23-33.34-40). Em qualquer caso, o objectivo é surpreender afirmações controversas e encontrar argumentos para apresentar em tribunal contra Jesus.

A primeira questão que os fariseus, aliados com os partidários de Herodes Antipas, põem a Jesus é muito delicada. Diz respeito à obrigação de pagar os tributos ao imperador de Roma…

Além dos impostos indirectos (portagens, direitos alfandegários, taxas várias), as províncias romanas pagavam ao Império o tributo, que era uma quantia estipulada por Roma e que todos os habitantes do Império (com excepção das crianças e dos velhos) deviam pagar. Era considerado um sinal infamante da sujeição a Roma. A questão que põem a Jesus é, portanto, esta: é lícito pactuar com esse sistema gerador de escravidão e de injustiça?

Os partidários de Herodes e os saduceus (a alta aristocracia sacerdotal) estavam perfeitamente de acordo com o tributo, pois aceitavam naturalmente a sujeição a Roma. Os movimentos revolucionários, no entanto, estavam frontalmente contra, pois consideravam o imperador um usurpador do poder que só pertencia a Jahwéh e interditavam aos seus partidários o pagamento do dito tributo. Os fariseus, embora não aceitando o tributo, tinham uma posição intermédia e não propunham uma solução violenta para a questão…

De qualquer forma, era uma questão “armadilhada”. Se Jesus se pronunciasse a favor do pagamento do tributo, seria acusado de colaboracionismo e de defender a usurpação pelos romanos do poder que pertencia a Jahwéh; mas se Jesus se pronunciasse contra o pagamento do imposto, seria acusado de revolucionário, inimigo da ordem romana…

Como é que Jesus vai resolver a questão?

MENSAGEM

Confrontado com a questão, Jesus convidou os seus interlocutores a mostrar a moeda do imposto e a reconhecerem a imagem gravada na moeda (a imagem de César). Depois, Jesus concluiu: “dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (vers. 21). O que é que esta afirmação significa? Significa uma espécie de repartição equitativa das obrigações do homem entre o poder político e o poder religioso?

Provavelmente, Jesus quis sugerir que o homem não pode nem deve alhear-se das suas obrigações para com a comunidade em que está integrado. Em qualquer circunstância, ele deve ser um cidadão exemplar e contribuir para o bem comum. A isso, chama-se “dar a César o que é de César”.

No entanto, o que é mais importante é que o homem reconheça a Deus como o seu único senhor. As moedas romanas têm a imagem de César: que sejam dadas a César. O homem, no entanto, não tem inscrita em si próprio a imagem de César, mas sim a imagem de Deus (cf. Gn 1,26-27: “Deus disse: ‘façamos o homem à nossa imagem, à nossa semelhança’… Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus”): portanto, o homem pertence somente a Deus, deve entregar-se a Deus e reconhecê-l’O como o seu único senhor.

Jesus vai muito além da questão que Lhe puseram… Recusa-Se a entrar num debate de carácter político e coloca a questão a um nível mais profundo e mais exigente. Na abordagem de Jesus, a questão deixa de ser uma simples discussão acerca do pagamento ou do não pagamento de um imposto, para se tornar um apelo a que o homem reconheça Deus como o seu senhor e realize a sua vocação essencial de entrega a Deus (ele foi criado por Deus, pertence a Deus e transporta consigo a imagem do seu senhor e seu criador). Jesus não está preocupado, sequer, em afirmar que o homem deve repartir equitativamente as suas obrigações entre o poder político e o poder religioso; mas está, sobretudo, preocupado em deixar claro que o homem só pertence a Deus e deve entregar toda a sua existência nas mãos de Deus. Tudo o resto deve ser relativizado, inclusive a submissão ao poder político.

ACTUALIZAÇÃO

Na reflexão, considerar as seguintes questões:

• A questão essencial que o nosso texto aborda é esta: o homem pertence a Deus e deve considerar Deus o seu único senhor e a sua referência fundamental. No entanto, embriagados pelo turbilhão das liberdades e das novas descobertas, os homens do nosso tempo consideraram que eram capazes de descobrir, por si próprios, os caminhos da vida e da felicidade e que podiam prescindir de Deus… Instalaram-se no orgulho e na auto-suficiência e deixaram Deus de fora das suas vidas. É preciso voltarmos a Deus e redescobrirmos a sua centralidade na nossa existência. Deus não atenta contra a nossa identidade e a nossa liberdade. Fomos criados para a comunhão com Deus e só nos sentiremos felizes e realizados quando nos entregarmos confiadamente nas suas mãos e fizermos d’Ele o centro da nossa caminhada.

• Em muitos casos, Deus foi apenas substituído por outros “deuses”: o dinheiro, o poder, o êxito, a realização profissional, a ascensão social, o clube de futebol… tomaram o lugar de Deus e passaram a dirigir e a condicionar a vida de tantos dos nossos contemporâneos. Quase sempre, no entanto, essa troca trouxe, apenas, escravidão, alienação, frustração e sentimentos de solidão e de orfandade… Como me sinto face a isto? Há outros deuses a tomarem posse da minha vida, a condicionarem as minhas opções, a dirigirem os meus interesses, a dominarem os meus projectos? Quais são esses deuses? Eles asseguraram-me a felicidade e a plena realização, ou tornam-me cada vez mais escravo e dependente?

• O homem e a mulher foram criados à imagem de Deus. Eles não são, portanto, objectos que podem ser usados, explorados e alienados, mas seres revestidos de uma suprema dignidade, de uma dignidade divina. Apesar da Declaração Universal dos Direitos do Homem e de uma infinidade de organizações e de associações destinadas a proteger e a assegurar os direitos, liberdades e garantias, há milhões de homens, mulheres e crianças que continuam, todos os dias, a ser maltratados, humilhados, explorados, desprezados, diminuídos na sua dignidade. Destruir a imagem de Deus que existe em cada criança, mulher ou homem, é um grave crime contra Deus. Nós, os cristãos, não podemos permitir que tal aconteça. Devemos sentir-nos responsáveis sempre que algum irmão ou irmã, em qualquer canto do mundo, é privado dos seus direitos e da sua dignidade; e temos o dever grave de lutar, de forma objectiva, contra todos os sistemas que, na Igreja ou na sociedade, atentem contra a vida e a dignidade de qualquer pessoa.

• Para o cristão, Deus é a referência fundamental e está sempre em primeiro lugar; mas isso não significa que o cristão viva à margem do mundo e se demita das suas responsabilidades na construção do mundo. O cristão deve ser um cidadão exemplar, que cumpre as suas responsabilidades e que colabora activamente na construção da sociedade humana. Ele respeita as leis e cumpre pontualmente as suas obrigações tributárias, com coerência e lealdade. Não foge aos impostos, não aceita esquemas de corrupção, não infringe as regras legalmente definidas. Vive de olhos postos em Deus; mas não se escusa a lutar por um mundo melhor e por uma sociedade mais justa e mais fraterna.

• Como é que eu me situo face ao poder político e às instituições civis: com total indiferença, com sujeição cega, ou com lealdade crítica? Como é que eu contribuo para a construção da sociedade? À luz de que critérios e de que valores julgo os factos, as decisões, as leis políticas e sociais que regem a comunidade humana em que estou inserido? As minhas opções políticas são coerentes com os critérios do Evangelho e com os valores de Jesus?

Subsídios:
Evangelho: (Mt 22,15-21) Dai a Deus o que é de Deus – Os herodianos e fariseus fazem uma pergunta “politicamente explosiva” e recebem uma resposta que, além de lhes ensinar coerência nas coisas políticas, lhes lembra que eles estão esquecendo o mais importante: as exigências de Deus. Deus não pede imposto; ele pede a gente. * Cf. 12,13-17; Lc 20,20-26; Mc 3,6; Jr 18,18; Lc 11,53-54; Rm 13,1-7.

***   ***   ***

Ao fim de sua pregação, Jesus entrou abertamente em conflito com as autoridades judaicas, como aparece também nos evangelhos dos dois domingos anteriores. Por isso, quiseram armar-lhe uma cilada, para que o pegassem em alguma palavra contrária à Lei. Pensaram ter encontrado tal oportunidade na questão do imposto a pagar ao imperador romano, o César (evangelho). Se Jesus aprovasse pagar o tributo ao dominador estrangeiro, ele negaria a grandeza do povo messiânico. Se ele se declarasse contra, ele incitaria à rebeldia contra o dono do país... A resposta de Jesus tornou-se provérbio: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Alguns interpretam essa frase como uma divisão de tarefas: o César para o domínio deste mundo (a cidade terrestre), Deus para o domínio sobrenatural (a cidade celeste): é a teoria dos “dois reinos”, que permitiu muitas vezes ao César soltar seus demônios, enquanto os responsáveis da Igreja se ocupavam com coisas piedosas, dizendo-se apolíticos!

De fato, há diversas maneiras de interpretar a controvertida frase: 1) “Os padres devem ficar na sacristia” (negócio é negócio, a Igreja à parte); 2) “O que é bom para César é bom para Deus”; 3) “Dai a César o que lhe pertence em justiça(mas não o que não lhe pertence); e a Deus também”; 4) “Dai a César o que é de César, dando primeiro a Deus o que é de Deus”, ou seja: “Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça” (Mt 6,33), e então sabereis atender com justiça as exigências da ordem política. Esta última interpretação nos parece mais conforme o espírito do evangelho. Jesus admite as exigências da ordem política, mas relativiza-as, subordinando-as às exigências de Deus.

Seja como for, o que era de César, no caso aqui narrado, era uma moeda, instrumento do poder econômico do Império Romano e, além do mais, preço do reconhecimento civil da comunidade judaica, com os privilégios que isso implicava. Tratando-se disso, os interrogadores tinham de tirar as consequências: quem quer usufruir do Império, tem de alimentar-lhe o tesouro... Mas isso não é o mais importante; o peso recai sobre a última parte da frase: “Dai a Deus o que é de Deus”. Jesus parece estar dizendo aos seus interlocutores: “Importunais-me com questões de César – bom, sede consequentes nessas questões – mas o que eu devo lembrar-vos é das questões de Deus”.

As questões de Deus (que não são necessariamente as da “religião”) devem constituir nossa “pré-ocupação”, antes de qualquer outra coisa (cf. Mt 6,24ss). Sem darmos a Deus o que é de Deus (isto é, tudo), nada podemos fazer de verdadeiramente valioso. A 1ª leitura nos narra até um caso em que Deus se serviu de um “César”, o imperador Ciro, da Pérsia, para realizar seu plano de salvação para o povo israelita. Pois Ciro, na sua perspicácia de déspota iluminado, achou melhor que os israelitas exilados cuidassem de sua própria terra em vez de viver num gueto lá na Babilônia. Pôs fim ao exílio babilônico. Assim, a sabedoria administrativa de um rei pagão serviu para realizar a bondade de Deus. O caso não é imaginário. Quando Deus tem a última palavra, as coisas de César podem servir-lhe. Por isso importa colocar César e seus projetos no bom rumo... A frase de Jesus não nos ensina indiferença para com aquilo que o César faz, antes pelo contrário; ensina-nos a submeter os negócios do César (e a ocupação mundana em geral) ao critério da justiça de Deus; pois este é, em última análise, o único Rei (Sl 96[95], salmo responsorial).

Nestes últimos domingos do ano litúrgico, a 2ª leitura é tomada das Cartas aos Tessalonicenses, fortemente marcadas pela questão da proximidade da Parusia. Ouvimos hoje a abertura da 1Ts: uma saudação, que louva nos tessalonicenses a sua fé atuante, sua caridade abundante e sua esperança perseverante. Uma saudação que deveria poder repetir-se para o povo das nossas igrejas! Os fiéis são chamados irmãos de Deus!

O REINO DE DEUS E A POLÍTICA

“Devolvei a César o que é de César, e a Deus, o que é de Deus”. Esta frase do evangelho (Mt 22,15-21) será uma declaração política? De fato, tem peso político, mas talvez de outro modo do que se pensa.

Qual é o fato? Os judeus pagavam dízimo ao templo, com prazer, pois era “para Deus”. Mas além disso, a potência estrangeira que ocupava o país, o Império Romano, cobrava dos judeus um imposto pessoal, em troca de um estatuto protegido no seio do Império. Em vista disso, os especialistas da Lei judaica perguntam a opinião de Jesus, querendo obrigá-lo a escolher entre os judeus e César, o imperador romano. Pensavam que sua pergunta fosse “queimar” Jesus de um ou de outro lado. Jesus deu a resposta que conhecemos. É como se dissesse: “Se vocês acham que o César tem direito a esse imposto, paguem-no, já que vocês aceitam o estatuto especial que ele lhes dá em compensação. Mas não esqueçam que também a Deus estais devendo, e não pouca coisa, já que lhes deu tudo!”
Deus não recusa a mediação política para o seu projeto. Serve-se até de um rei estrangeiro para libertar Israel do exílio, e ainda o chama de “meu ungido” (o rei persa, Ciro, na 1ª leitura, Is 45,1.4-6). Mas esse rei é um “servo” de Deus: ele tem quem está acima dele. Deus confia aos seres humanos as responsabilidades humanas. As questões políticas devem ser tratadas em nível político, isto é, com vistas ao “bem comum” do povo.

Um governo é bom se governa, o melhor que pode, para todos. Então ele é bom para Deus também. Senão, que o povo se livre desse governo... Mas existe também o nível de Deus, que é o do “fim último”, o nível da vocação humana a ser filho de Deus e a realizar a semelhança com Deus (cf. Gn 1,26). A política, aos olhos dos fiéis, sempre será uma mediação para chegar a esse projeto de Deus, embora ela tenha suas regras específicas. Sem Deus, um governante poderia proclamar que o “bem comum” está sendo atendido quando os “inadaptados” são eliminados da sociedade. Quem, porém, quer “dar a Deus o que é de Deus” nunca poderá dizer isso.

“A Igreja não deve fazer política!” Se essa frase significa que a hierarquia da Igreja não deve se colocar no lugar da administração civil, está certa. Mas não pode significar que os cristãos não devem, como qualquer cidadão, assumir sua responsabilidade política. Cristo ensinou a realizar a fraternidade humana. Ora, esta se encarna num projeto político, numa determinada maneira de entender o bem comum. Por isso, os cristãos, como cidadãos inspirados por Cristo, mexem com reforma agrária, levam os politicamente marginalizados a se organizarem, propõem alternativas para a política econômica etc. Tudo isso é devolver a Deus o que é de Deus, a saber, os dons que Deus deu a todos... mesmo quando para isso é preciso tirar de César o que não é dele.

Enquanto, pois, se exerce a responsabilidade civil, deve-se pensar em dar a Deus o tributo devido, que é: reconhecê-lo como aquele que indica a norma última, o amor a Deus e ao próximo (ensinado por Jesus logo depois, em Mt 23,34-40).

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

– DAI A CESAR O QUE É DE CESAR...

Chegamos à segunda metade do mês missionário, e alguns eventos já devem ter sido realizados na comunidade. Mas alguns cristãos ainda não se envolveram na proclamação do Reino de Deus. Alguns estão em situação semelhante à de Ciro: embora suas ações sejam boas, eles não as realizam como fruto de uma opção consciente e comprometida com o Reino de Deus. Outras pessoas são como os judeus exilados: não conseguem ver a mão de Deus por trás dos acontecimentos históricos. Quando muito, pensam que os desastres são castigos, e essa é a leitura mais errada que se pode fazer dos eventos históricos.

Ainda podemos considerar algumas pessoas semelhantes aos fariseus do evangelho: confundem autoridade humana com autoridade divina, pensam que o fato de não cometer escândalos é suficiente para alguém ser considerado amigo de Deus.

Contudo, a Igreja necessita de pessoas como os tessalonicenses, cuja fé é mais que um sentimento ou religiosidade desencarnada. A Igreja necessita de cristãos de quem se possa dizer: “Lembro-me sempre da ação de vossa fé” (cf. 1Ts 1,3).



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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

Vamos principiar com algumas advertências tiradas da mensagem do Santo padre, Bento XVI, para este Dia Mundial das Missões.

A dado passo da Sua Mensagem, diz Bento XVI: «O meu venerado Predecessor, o Servo de Deus Paulo VI, já afirmava na Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi, que «evangelizar constitui, de facto, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade» (n.14). Como modelo deste compromisso apostólico, apraz-me indicar particularmente São Paulo, o Apóstolo das nações, uma vez que no corrente ano celebramos um Jubileu especial a ele dedicado. Trata-se do Ano Paulino, que nos oferece a oportunidade de familiarizar com este insigne Apóstolo, que recebeu a vocação de proclamar o Evangelho aos gentios…

Como deixar de aproveitar a oportunidade oferecida por este jubileu especial às Igrejas locais, às comunidades cristãs e a cada um dos fiéis separadamente, para propagar até aos extremos confins do mundo «o anúncio do Evangelho, força de Deus para a salvação de todo aquele que acredita» (cf. Rm1,16»

Perante os graves problemas com que se debate a humanidade hodierna o Santo Padre pergunta: «O que será da humanidade e da criação? Existe esperança para o futuro, ou melhor, há um futuro para a humanidade? Como será esse futuro? A resposta a estas interrogações provêm-nos do Evangelho. Cristo é o nosso futuro e, como escrevi na Carta Encíclica Spe salvi, o seu Evangelho é a comunicação que «transforma a vida», incute esperança, abre de par em par as portas obscuras do tempo e ilumina o porvir da humanidade e do universo (cf. n.2). São Paulo compreendeu bem que somente em Cristo a humanidade pode encontrar a redenção e a esperança. Com efeito, «quem não conhece Deus, mesmo podendo ter muitas esperanças, no fundo está sem esperança».

Últimas palavras da Mensagem:

«Enquanto confio ao Senhor a obra apostólica dos missionários, das Igrejas espalhadas pelo mundo e dos fiéis comprometidos em várias actividades missionárias, invocando a intercessão do Apóstolo Paulo e de Maria Santíssima, Estrela de Evangelização e da Esperança, concedo a todos a Bênção Apostólica».

Apelo

Tudo a mais que pode dizer-se já é suficientemente conhecido. Rezemos, ofereçamos algo das nossas economias e lembremos o atraso e a miséria em que vivem muitas Nações.

Recordo só este caso: Esteve entre nós um Padre da Guiné-Bissau. Falou dos imensos problemas que lá existiam e uma das grandes aspirações era levar um tractor para melhorar a agricultura naquele País. Sem máquinas, como se pode viver? A miséria é tal que nós, dificilmente acreditámos. Não se pode pregar a estômagos vazios.

Fala o Santo Padre

MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI PARA O DIA MISSIONÁRIO MUNDIAL DE 2008

«Servos e apóstolos de Jesus Cristo»

Queridos irmãos e irmãs

Por ocasião do Dia Missionário Mundial, gostaria de vos convidar a reflectir acerca da urgência que subsiste em anunciar o Evangelho inclusivamente nesta nossa época. O mandato missionário continua a constituir uma prioridade absoluta para todos os baptizados, chamados a ser «servos e apóstolos de Jesus Cristo» neste início de milénio. O meu venerado Predecessor, o Servo de Deus Paulo VI, já afirmava na Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi, que «evangelizar constitui, de facto, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade» (n. 14). Como modelo deste compromisso apostólico, apraz-me indicar particularmente São Paulo, o Apóstolo das nações, uma vez que no corrente ano celebramos um Jubileu especial a ele dedicado. Trata-se do Ano Paulino, que nos oferece a oportunidade de familiarizar com este insigne Apóstolo, que recebeu a vocação de proclamar o Evangelho aos gentios, em conformidade com quanto o Senhor lhe tinha prenunciado: «Vai! É para longe, é para junto dos pagãos que Eu te hei-de enviar» (Act 22, 21). Como deixar de aproveitar a oportunidade oferecida por este Jubileu especial às Igrejas locais, às comunidades cristãs e a cada um dos fiéis separadamente, para propagar até aos extremos confins do mundo «o anúncio do Evangelho, força de Deus para a salvação de todo aquele que acredita» (cf. Rm1, 16)?

1. A humanidade tem necessidade de libertação

A humanidade tem necessidade de ser libertada e redimida. A própria criação afirma São Paulo sofre e nutre a esperança de entrar na liberdade dos filhos de Deus (cf. Rm8, 19-22). Estas palavras são verdadeiras também no mundo de hoje. A criação sofre. A humanidade sofre e espera a verdadeira liberdade, aguarda um mundo diferente, melhor; espera a «redenção». E, em última análise, sabe que este novo mundo esperado supõe um homem novo, supõe «filhos de Deus». Vejamos mais de perto a situação do mundo de hoje. Se, por um lado, o panorama internacional apresenta perspectivas de um desenvolvimento económico e social promissor, por outro, chama a nossa atenção para algumas graves preocupações no que diz respeito ao próprio porvir do homem. Em não poucos casos, a violência caracteriza os relacionamentos entre os indivíduos e os povos; a pobreza oprime milhões de habitantes; as discriminações e às vezes até as perseguições por motivos raciais, culturais e religiosos impelem numerosas pessoas a escapar dos seus países para procurar refúgio e salvaguarda alhures; quando não tem como finalidade a dignidade e o bem do homem, quando não tem em vista um desenvolvimento solidário, o progresso tecnológico perde a sua potencialidade de factor de esperança e, ao contrário, corre o risco de agravar os desequilíbrios e as injustiças já existentes. Além disso, há uma ameaça constante no que se refere à relação homem-meio ambiente, devido ao uso indiscriminado dos recursos, com repercussões sobre a própria saúde física e mental do ser humano. Depois, o futuro do homem é posto em risco pelos atentados contra a sua vida, atentados estes que adquirem várias formas e modalidades.

Diante deste cenário, «sentimos o peso da inquietação, agitados entre a esperança e a angústia» (Constituição Gaudium et spes, 4) e, preocupados, interrogamo-nos: o que será da humanidade e da criação? Existe esperança para o futuro, ou melhor, há um futuro para a humanidade? E como será este futuro? A resposta a estas interrogações provêm-nos do Evangelho. Cristo é o nosso futuro e, como escrevi na Carta Encíclica Spe salvi, o seu Evangelho é a comunicação que «transforma a vida», incute a esperança, abre de par em par as portas obscuras do tempo e ilumina o porvir da humanidade e do universo (cf. n. 2). São Paulo compreendeu bem que somente em Cristo a humanidade pode encontrar a redenção e a esperança. Por isso, sentia impelente e urgente a missão de «anunciar a promessa da vida em Jesus Cristo» (2 Tm 1, 1), «nossa esperança» (1 Tm 1, 1), a fim de que todos os povos possam participar na mesma herança e tornar-se partícipes da promessa por meio do Evangelho (cf. Ef3, 6). Ele estava consciente de que, desprovida de Cristo, a humanidade permanece «sem esperança e sem Deus no mundo (Ef 2, 12) sem esperança porque sem Deus» (Spe salvi, 3). Com efeito, «quem não conhece Deus, mesmo podendo ter muitas esperanças, no fundo está sem esperança, sem a grande esperança que sustenta toda a vida (cf. Ef2, 12)» (Ibid., n. 27).

2. A Missão é uma questão de amor

Por conseguinte, anunciar Cristo e a sua mensagem salvífica constitui um dever premente para todos. «Ai de mim afirmava São Paulo se eu não anunciar o Evangelho!» (1 Cor 9, 16). No caminho de Damasco, ele tinha experimentado e compreendido que a redenção e a missão são obra de Deus e do seu amor. O amor de Cristo levou-o a percorrer os caminhos do Império Romano como arauto, apóstolo, anunciador e mestre do Evangelho, do qual se proclamava «embaixador aprisionado» (Ef 6, 20). A caridade divina tornou-o «tudo para todos, a fim de salvar alguns a qualquer custo» (1 Cor 9, 22). Considerando a experiência de São Paulo, compreendemos que a actividade missionária é a resposta ao amor com que Deus nos ama. O seu amor redime-nos e impele-nos rumo à missioad gentes; é a energia espiritual capaz de fazer crescer na família humana a harmonia, a justiça, a comunhão entre as pessoas, as raças e os povos, à qual todos aspiram (cf. Carta Encíclica Deus caritas est, 12). Portanto é Deus, que é amor, quem conduz a Igreja rumo às fronteiras da humanidade e quem chama os evangelizadores a beberem «da fonte primeira e originária que é Jesus Cristo, de cujo Coração trespassado brota o amor de Deus» (Deus caritas est, 7). Somente deste manancial se podem haurir a atenção, a ternura, a compaixão, o acolhimento, a disponibilidade e o interesse pelos problemas das pessoas, assim como aquelas outras virtudes necessárias para que os mensageiros do Evangelho deixem tudo e se dediquem completa e incondicionalmente a difundir no mundo o perfume da caridade de Cristo.

3. Evangelizar sempre

Enquanto a primeira evangelização em não poucas regiões do mundo permanece necessária e urgente, a escassez de clero e a falta de vocações afligem hoje várias Dioceses e Institutos de vida consagrada. É importante reiterar que, mesmo na presença de dificuldades crescentes, o mandato de Cristo de evangelizar todos os povos permanece uma prioridade. Nenhuma razão pode justificar uma sua diminuição ou uma sua interrupção, dado que «a tarefa de evangelizar todos os homens constitui a missão essencial da Igreja» (Paulo VI, Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi, 14). Esta missão «ainda está no começo e devemos empenhar-nos com todas as forças no seu serviço» (João Paulo II, Carta Encíclica Redemptoris missio, 1). Como deixar de pensar aqui no Macedónio que, tendo aparecido em sonho a Paulo, clamava: «Vem à Macedónia e ajuda-nos»? Hoje são inúmeros aqueles que esperam o anúncio do Evangelho, aqueles que se sentem sequiosos de esperança e de amor. Quantos se deixam interpelar profundamente por este pedido de ajuda que se eleva da humanidade, abandonam tudo por Cristo e transmitem aos homens a fé e o amor por Ele! (cf. Spe salvi, 8).

4. «Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho!» (1 Cor 9, 16)

Caros irmãos e irmãs, «duc in altum»! Façamo-nos ao largo no vasto mar do mundo e, aceitando o convite de Jesus, lancemos as redes sem temor, confiantes na sua ajuda constante. São Paulo recorda-nos que anunciar o Evangelho não é um título de glória (cf. 1 Cor 9, 16), mas uma tarefa e uma alegria. Estimados irmãos Bispos, seguindo o exemplo de Paulo, cada um se sinta «prisioneiro de Cristo em favor dos pagãos» (Ef3, 1), consciente de que nas dificuldades e nas provações pode contar com a força que dele nos provém. O Bispo é consagrado não apenas para a sua diocese, mas para a salvação do mundo inteiro (cf. Carta Encíclica Redemptoris missio, 63). Como o Apóstolo Paulo, ele é chamado a ir ao encontro daqueles que estão distantes, dos que ainda não conhecem Cristo, ou que ainda não experimentaram o seu amor libertador; o seu compromisso consiste em tornar missionária toda a comunidade diocesana, contribuindo de bom grado, em conformidade com as possibilidades, para destinar presbíteros e leigos a outras Igrejas, para o serviço da evangelização. Assim, a missio ad gentes torna-se o princípio unificador e convergente de toda a sua actividade pastoral e caritativa.

Vós, queridos presbíteros, primeiros colaboradores dos Bispos, sede pastores generosos e evangelizadores entusiastas! Não poucos de vós, ao longo destas décadas, partiram para os territórios de missão, a seguir à Carta Encíclica Fidei donum, cujo 50º aniversário há pouco comemorámos, e com a qual o meu venerado Predecessor o Servo de Deus Pio XII deu impulso à cooperação entre as Igrejas. Formulo votos a fim de que não definhe esta tensão missionária nas Igrejas locais, apesar da escassez de clero que aflige não poucas delas.

E vós, amados religiosos e religiosas, caracterizados por vocação por uma forte conotação missionária, levai o anúncio do Evangelho a todos, especialmente aos que estão distantes, mediante um testemunho coerente de Cristo e um seguimento radical do seu Evangelho.

Todos vós, prezados fiéis leigos que trabalhais nos diversos âmbitos da sociedade, sois chamados a participar na difusão do Evangelho de maneira cada vez mais relevante. Assim, abre-se diante de vós um areópago complexo e multifacetado a ser evangelizado: o mundo. Dai testemunho com a vossa própria vida, do facto de que os cristãos «pertencem a uma sociedade nova, rumo à qual caminham e que, na sua peregrinação, é antecipada» (Spe salvi, 4).

5. Conclusão

Caros irmãos e irmãs, a celebração do Dia Missionário Mundial encoraje todos vós a tomar uma renovada consciência da urgente necessidade de anunciar o Evangelho. Não posso deixar de relevar com profundo apreço a contribuição das Pontifícias Obras Missionárias para a acção evangelizadora da Igreja. Agradeço-lhes o apoio que oferecem a todas as Comunidades, de maneira especial às mais jovens. Elas constituem um válido instrumento para animar e formar missionariamente o Povo de Deus e alimentam a comunhão de pessoas e de bens entre os vários membros do Corpo místico de Cristo. A colecta, que no Dia Missionário Mundial se realiza em todas as paróquias, seja um sinal de comunhão e de solicitude recíproca entre as Igrejas. Enfim, que no povo cristão se intensifique cada vez mais a oração, meio espiritual indispensável para difundir no meio de todos os povos a luz de Cristo, «a luz por antonomásia» que resplandece sobre «as trevas da história» (Spe salvi, 49). Enquanto confio ao Senhor a obra apostólica dos missionários, das Igrejas espalhadas pelo mundo e dos fiéis comprometidos em várias actividades missionárias, invocando a intercessão do Apóstolo Paulo e de Maria Santíssima, «Arca da Aliança viva», Estrela da evangelização e da esperança, concedo a todos a Bênção apostólica.

Bento XVI, Vaticano, 11 de Maio de 2008.

ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 29º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 29º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. DURANTE A CELEBRAÇÃO.
No momento da oração universal, sobretudo neste domingo em que se celebra o Dia Missionário Mundial, poderá ser expressa a atenção às coisas do mundo, em nome da nossa fé em Deus.

3. PALAVRA DE VIDA.
O Dia Mundial das Missões deveria manter-nos acordados. Será que, sim ou não, nós acreditamos que a mensagem de Cristo se dirige a todos os homens dos cinco continentes, quaisquer que sejam a sua situação, as suas alegrias, os seus sofrimentos, as suas questões, os seus projectos? Se a mensagem de Cristo é universal, é necessário que aqueles que dela beneficiaram não a guardem só para si, mas devem anunciá-la, gritá-la, e dar àqueles que partiram para a anunciar os meios de a fazer conhecer. Esta mensagem não consiste apenas em palavras para escutar, mas numa Palavra que faz viver, que volta a erguer, que dá felicidade. Então, estejamos preocupados com a propagação do Evangelho em toda a parte e para todos.

4. UM PONTO DE ATENÇÃO.
Programar uma partilha do Evangelho… De vez em quando, será bom programar uma partilha de Evangelho. Trata-se essencialmente, entre algumas pessoas, de dizer o que o texto do Evangelho evoca, de que modo fala a cada um: não se trata de uma discussão, mas de uma verdadeira partilha. Como proceder? Primeiro, desde o início da celebração, é útil advertir que haverá uma partilha para aqueles que quiserem: este anúncio prévio permite uma escuta mais atenta dos textos; será ainda melhor se as pessoas puderem ter o texto nas mãos. De seguida, o grupo que se forma espontaneamente não deve exceder quatro ou cinco pessoas, a fim de que cada um se possa exprimir. É bom indicar o tempo de que se dispõe (cerca de 10 minutos no total). Pode-se orientar a reflexão colocando uma ou duas questões. O essencial, durante a partilha, é que cada um tenha a palavra e se possa exprimir e que todos possam escutar e enriquecer-se com o que os outros dizem.

5. PARA A SEMANA QUE SE SEGUE…
Dizer a nossa felicidade a outros… Cabe a cada um fazer o ponto da situação sobre a missão precisa que lhe confere o seu baptismo, no seu lugar de vida. Suscitar esta semana uma ocasião de a testemunhar explicitamente. «Dar a Deus o que é de Deus» é dizer também a outros a felicidade que nos é dada pelo Altíssimo!

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Fazei, Senhor, que possamos servir ao vosso altar com plena liberdade de espírito, para que estes mistérios que celebramos nos purifiquem de todo o pecado. Por Nosso Senhor…

SANTO

Monição da Comunhão: Se não comungas com frequência, não dás a Deus o que é de Deus nem a César o que é de César.

Salmo 32, 18-19
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: O Senhor vela sobre os seus fiéis, sobre aqueles que esperam na sua bondade, para libertar da morte as suas almas, para os alimentar no tempo da fome.

Ou Mc 10, 45
O Filho do homem veio ao mundo para dar a vida pela redenção dos homens.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Concedei, Senhor, que a participação nos mistérios celestes nos faça progredir na santidade, nos obtenha as graças temporais e nos confirme nos bens eternos. Por Nosso Senhor…

RITOS FINAIS

Monição final: Quem está disposto a dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César, não pode esquecer-se do problema missionário.



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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

29ª SEMANA

2ª Feira, 20-X: As riquezas de Deus.

Ef 2, 1-10 / Lc 12, 13-21
Depois, direi à minha alma: Ó alma, tens muitos bens em depósito para largos anos. Descansa, come, bebe e regala-te.

Este homem rico pensou ter encontrado a felicidade na acumulação de bens materiais. No entanto, «a verdadeira felicidade não reside nem na riqueza ou no bem-estar, nem na glória humana ou no poder, …nem em qualquer criatura, mas só em Deus, fonte de todo o bem e de todo o amor» (CIC, 1723). Saibamos descobrir as riquezas de Deus: «Deus é rico em misericórdia…Assim quis mostrar nos séculos futuros a extraordinária riqueza da sua graça, pela bondade que teve para connosco em Cristo Jesus» (Leit).

3ª Feira, 21-X:Vigilância para boa construção.

Ef 2, 12-22 / Lc 12, 35-38
Em Cristo, qualquer construção bem ajustada, cresce para formar um templo santo do Senhor.

«A Igreja é também muitas vezes chamada construção de Deus. O próprio Cristo se comparou à pedra que os construtores rejeitaram e que se tornou pedra angular (Leit)» (CIC, 756). Nós também estamos «integrados na construção» (Leit). Para isso, precisamos estar muito vigilantes. O Senhor vai bater à nossa porta (cf Ev), no momento da nossa morte e em muitos momentos do nosso dia, para nos pedir um trabalho mais bem feito, umas orações com mais piedade, uma vida familiar com mais amor…

4ª Feira, 22-X:Vigilância nas actividades correntes.

Ef 3, 2-12 / Lc 12, 39-48
Feliz daquele servo a quem o Senhor ao chegar, assim encontrar fazendo. Em verdade vos digo: há-de pô-lo à frente de todos os seus bens.

A vigilância que o Senhor nos pede está nas pequenas actividades de cada dia: levantar-se à hora certa, cumprir o horário de trabalho, não perder o tempo em programas inúteis de TV, entrar em casa com um sorriso. «Por cada vitória contra os pequenos inimigos colocaremos uma pedra preciosa na coroa de glória que o Senhor preparou para nós» (S. Francisco de Sales). A vigilância também se poderia concretizar «na coragem de nos aproximarmos de Deus com toda a confiança» (Leit). São os momentos dedicados diariamente a Deus.

5ª Feira, 23-X: A energia transformadora do Espírito Santo.

Ef 3, 14-21 / Lc 12, 49-53
Eu vim lançar fogo sobre a terra e só quero que ele se tenha ateado.

«O fogo! Simboliza a energia transformadora dos actos do Espírito Santo, aquele Espírito do qual Jesus dirá: ‘Eu vim lançar fogo …’(Ev)» (CIC, 696). Peçamos a Deus que o fogo do seu amor robusteça a nossa alma: «Ele vos dará, por meio do seu Espírito, a força de vos tornardes robustos no que há de mais íntimo em vós» (Leit). E cada um de nós há-de ser igualmente fogo para transmitir aos outros a largura, o comprimento, a altura e a profundidade do mistério da habitação de Cristo nos nossos corações (cf Leit).

6ª Feira, 24-X: Interpretar os sinais dos tempos.

Ef 4, 1-6 / Lc 12, 54-59
Hipócritas, sabeis apreciar o aspecto da terra e do céu; mas este tempo, como é que não o apreciais?

«O homem esforça-se por interpretar os dados da experiência e os sinais dos tempos (cf Ev), graças à virtude da prudência, aos conselhos de pessoas sensatas e à ajuda do Espírito Santo e dos seus dons» (CIC, 1788). Um dos sinais dos nossos tempos é recuperar a unidade de todos os cristãos: «Pela comunhão do Corpo de Cristo, a Igreja consegue ser cada vez como que o sacramento ou sinal, e o instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano» (João Paulo II).

Sábado, 25-X: Aumentar os frutos na nossa vida.

Ef 4, 7-16 / Lc 13, 1-9
Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi procurar fruto a essa figueira e não o encontrou.

A figueira representa cada um de nós. Do mesmo modo, o Senhor procura constantemente em nós frutos de santidade. Tem a minha vida os frutos que o Senhor nela espera encontrar? Não será que posso corresponder melhor? Uma vez que a figueira estava estéril, o vinhateiro resolveu deitar adubo para recolher frutos no futuro (cf Ev). O adubo fertilizante é símbolo do Espírito Santo, Senhor que dá a vida: «A cada um de nós foi concedida a graça» (Leit). Precisamos viver a verdade na caridade para crescermos aos olhos do Senhor (cf Leit).

Celebração e Homilia: ADRIANO TEIXEIRA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – www.ecclesia.pt/dehonianos


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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