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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.org.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


26.04.2015
4º Domingo de Páscoa — ANO B
( BRANCO, GLÓRIA, CREIO – IV SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "O Bom Pastor dá a vida por suas ovelhas" __

Dia Mundial de Oração pelas Vocações

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2015
Tema: “Fraternidade: Igreja e Sociedade”
Lema: “Eu vim para servir” (Mc 10,5)

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGLEHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: O quarto domingo da Páscoa é conhecido como o domingo do Bom Pastor. Proteger a vida é a principal atividade do Bom Pastor. Tanto protege que dá a vida e conhece as ovelhas. Proteger a vida é um gesto amoroso de Deus em favor seja da vida em geral, como da vida de cada um, em particular. Jesus se apresenta como o Bom Pastor. Ele é a referência suprema. A intenção principal da nossa celebração atual é pelas vocações sacerdotais e religiosas, pois, como é sabido, hoje celebramos o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Juntos, queremos interceder ao Pai, por Cristo, o Bom Pastor, que desperte entre nós e no mundo inteiro, vocações sacerdotais e religiosas.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: No domingo do Bom Pastor, somos convocados a rezar por todas as vocações que constituem o chamado para a atuação concreta dos discípulos-missionários. Somos uma Igreja peregrina e, por meio dos ministérios e dos serviços comunitários, colocamos em prática nossa vocação missionária.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: O Bom Pastor nos reúne, fazendo de nós um só rebanho, uma só família. Numa relação de amor, ouvimos sua voz e damos graças sobre o pão e o vinho, sinais sacramentais da sua vida que nos é dada. Esta participação na eucaristia nos leva, como bons pastores, a doar livremente, com ele, nossa vida a serviço dos irmãos. Também hoje celebramos o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Na Mensagem para este dia, o Papa Bento XVI nos lembra que "as vocações são dons do amor de Deus" e ainda faz um apelo "aos jovens e às jovens que, de coração dócil, se coloquem à escuta da voz de Deus, prontos a acolhê-la com uma adesão generosa e fiel". Assim, queremos rezar pedindo pelas Vocações.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo e meditemos profundamente sobre a Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/26-de-abril-de-2015---4-pascoa.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/sites/default/files/29%204%C2%BA%20Dom%20P%C3%81SCOA%202015%20B.pdf


TEMA
O BOM PASTOR DÁ SUA VIDA

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- Autoria do Roteiro Homilético da Paulus para o período de Março/Abril-2015: Luiz Alexandre Solano Rossi Doutor em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (Umesp) e pós-doutor em História Antiga pela Unicamp e em Teologia pelo Fuller Theological Seminary (Califórnia, EUA). É professor no programa de Mestrado e Doutorado em Teologia da PUCPR. Publicou diversos livros, a maioria pela PAULUS, entre os quais: A falsa religião e a amizade enganadora: o livro de Jó; Como ler o livro de Jeremias; Como ler o livro de Abdias; Como ler o livro de Joel; Como ler o livro de Zacarias; Como ler o livro das Lamentações; A arte de viver e ser feliz; Deus se revela em gestos de solidariedade. E-mail: luizalexandrerossi@yahoo.com.br

Introdução da Revistal Vida Pastoral

Todos querem ser conhecidos e reconhecidos pelo Bom Pastor. Ser conhecido e reconhecido é condição vital para a construção de uma identidade sadia. O Bom Pastor é aquele que se relaciona pessoalmente com cada uma de suas ovelhas. Delas sabe o nome e com elas interage. Há sociabilidade, ou seja, não são estranhos um para com o outro. E para além disso, os textos insistem em registrar a unicidade do Bom Pastor, ou seja, ele é um só: existe somente uma pedra angular e em nenhum outro há salvação. Para Lucas, a salvação significa a libertação dos seres humanos do mal – seja ele físico, político, social, moral – e a restauração do humano a um estado de integridade.

Introdução do Portal Dehonianos

O 4º Domingo da Páscoa é considerado o “Domingo do Bom Pastor”, pois todos os anos a liturgia propõe, neste domingo, um trecho do capítulo 10 do Evangelho segundo João, no qual Jesus é apresentado como “Bom Pastor”. É, portanto, este o tema central que a Palavra de Deus põe, hoje, à nossa reflexão.

O Evangelho apresenta Cristo como “o Pastor modelo”, que ama de forma gratuita e desinteressada as suas ovelhas, até ser capaz de dar a vida por elas. As ovelhas sabem que podem confiar n’Ele de forma incondicional, pois Ele não busca o próprio bem, mas o bem do seu rebanho. O que é decisivo para pertencer ao rebanho de Jesus é a disponibilidade para “escutar” as propostas que Ele faz e segui-l’O no caminho do amor e da entrega.

A primeira leitura afirma que Jesus é o único Salvador, já que “não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos” (neste “Domingo do Bom Pastor” dizer que Jesus é o “único salvador” equivale a dizer que Ele é o único pastor que nos conduz em direcção à vida verdadeira). Lucas avisa-nos para não nos deixarmos iludir por outras figuras, por outros caminhos, por outras sugestões que nos apresentam propostas falsas de salvação.

Na segunda leitura, o autor da primeira Carta de João convida-nos a contemplar o amor de Deus pelo homem. É porque nos ama com um “amor admirável” que Deus está apostado em levar-nos a superar a nossa condição de debilidade e de fragilidade. O objectivo de Deus é integrar-nos na sua família e tornar-nos “semelhantes” a Ele.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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O BOM PASTOR DÁ A VIDA

O Evangelho de João mostra como os fariseus, religiosos bem-intencionados e fiéis seguidores da lei de Deus, acabavam sendo maus pastores, não se importando com o sofrimento do povo. De fato o povo, incapaz de conhecer e cumprir todas as minúcias da lei, era considerado ignorante e maldito pelos fariseus.

Depois de se apresentar como a porta, ou a porteira, por onde as ovelhas passam e encontram liberdade e vida, Jesus se apresenta como pastor. Não qualquer pastor, como as lideranças de seu tempo, mas como o “bom” pastor.

Jesus é o Bom Pastor por dois motivos: conhece e dá a vida. Ele conhece suas ovelhas, e assim as ovelhas também o conhecem. “Conhecer”, na Bíblia, não é uma ação intelectual, de simples saber. Conhecer é conviver e saber quem o outro é pela experiência. As ovelhas sabem por experiência, portanto, que o Bom Pastor é aquele que conduz para pastagens de vida e não aprisiona em redis áridos de morte. Para Jesus, o povo não é ignorante, mas sabe discernir pela experiência.

Jesus é Bom Pastor porque dá a vida por suas ovelhas. Não é alguém que está sendo pago para tomar conta delas. Diante dos perigos, ele as defende e põe a própria vida em jogo por causa delas. E Jesus quer reunir as ovelhas dispersas, para que todos os povos sejam uma só comunidade guiada por aquele que conduz à vida doando a vida livremente.

Num mundo de lideranças políticas cheias de promessas, sobretudo em tempo de campanha, de lideranças religiosas prometendo prosperidade econômica sem muito esforço, somos chamados a “conhecer” a voz daquele que é bom. Deixando-nos conduzir por ele, conseguiremos discernir com maior clareza o Verdadeiro Caminho para a Vida, estando atentos aos falsos pastores, líderes mercenários a quem só importa o próprio dinheiro.

Ouvindo a voz do Bom Pastor, mesmo em meio às maiores dificuldades, teremos a certeza de ser guiados pelo caminho certo, onde, como diz o salmo, “nada nos faltará” para chegar à vida verdadeira.

Pe. Paulo Bazaglia, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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Jesus, O Bom Pastor

Jesus se apresenta como o Bom Pastor. E o pastor bom é aquele que cuida das ovelhas. Olhamos para Jesus, neste quarto domingo da Páscoa, com muita confiança, pois sabemos que ele cuida de nós. Como é consolador cantar aquela canção, inspirada no Salmo 23, que diz: “Tu és, Senhor, o meu pastor, por isso nada em minha vida faltará, nada faltará”. Sabendo que Deus cuida de nós, temos coragem e força para enfrentar as adversidades da vida. Passamos pelas noites traiçoeiras, carregamos cruzes pesadas, mas não desanimamos, porque sabemos que Jesus está ao nosso lado.

Por outro lado, cabe também a nós aprender a ser bons pastores na vida das outras pessoas. Jesus deu a vida para nos salvar. Nós, que somos seus discípulos, somos chamados a também dar a vida uns pelos outros. Dar a vida significa, entre outras coisas, cuidarmos dos outros, esforçando-nos para não ser interesseiros. Isso não é fácil. Nossa tendência é fazer as coisas sempre esperando alguma coisa em troca, nem que seja um elogio, um reconhecimento. Cuidar é olhar para todas as pessoas não como se fossem objetos a serem explorados, mas como irmãs nossas, a quem queremos encontrar, com quem podemos partilhar a vida. Mas cuidar nem sempre é agradar. Quem cuida de verdade às vezes precisa dar remédio amargo, dizer verdades que doem. Mesmo assim, quem segue o exemplo do Bom Pastor não diz a verdade só para ferir o outro ou para se sentir superior.

Quem cuida está sempre por perto, não abandona. E mesmo quando a presença física não é possível, encontra um meio de marcar presença. Nesse sentido, o apóstolo Paulo é grande exemplo de pastor: não podendo estar presente nas comunidades que fundou, escreveu cartas para animar e também corrigir os irmãos.

É preciso lembrar, porém, que nem tudo podemos fazer. A vida possui situações difíceis, diante das quais não temos forças suficientes ou que não sabemos como resolver. Quando isso acontece, quando nossas energias estão se esgotando na tentativa de resolver algum problema ou ajudar alguém, saibamos confiar, pois o verdadeiro Bom Pastor é Jesus, e nós somos apenas servos, colaboradores.

Pe. Claudiano Avelino dos Santos, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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Jesus é o bom pastor!

Jesus, O Bom Pastor

COMPROMISSO DE VIDA: Esta semana me lembrarei de rezar pelos nossos pastores: o padre de minha comunidade, o bispo e o papa. Também rezarei por todas as vocações sacerdotais e religiosas.


RITOS INICIAIS

Salmo 32, 5-6
ANTÍFONA DE ENTRADA: A bondade do Senhor encheu a terra, a palavra do Senhor criou os céus. Aleluia.

Diz-se o Glória.

Introdução ao espírito da Celebração
Começamos o mês de Maio. Lembramos mais a Nossa Senhora, que nos deu Jesus, que está aqui na Eucaristia vivo e ressuscitado. Por Ela vamos hoje pedir-Lhe pelas vocações, pelos nossos seminários, pelas nossas mães e pelas mães do mundo inteiro para que saibam educar muito bem os seus filhos e despertar neles a vocação. Examinemo-nos agora dos nossos pecados para pedirmos perdão ao Senhor.

ORAÇÃO COLECTA: Deus eterno e omnipotente, conduzi-nos à posse das alegrias celestes, para que o pequenino rebanho dos vossos fiéis chegue um dia à glória do reino onde já Se encontra o seu poderoso Pastor, Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: S. Pedro explica o milagre da cura do coxo, em Jerusalém. Foi pelo nome de Jesus que se deu o milagre. E lembra a todos que não há salvação em nenhum outro nome.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Atos 4,8-12

Leitura dos Atos dos Apóstolos. 8 Então Pedro, cheio do Espírito Santo, respondeu-lhes: “Chefes do povo e anciãos, ouvi-me: 9 se hoje somos interrogados a respeito do benefício feito a um enfermo, e em que nome foi ele curado, 10 ficai sabendo todos vós e todo o povo de Israel: foi em nome de Jesus Cristo Nazareno, que vós crucificastes, mas que Deus ressuscitou dos mortos. Por ele é que esse homem se acha são, em pé, diante de vós. 11 Esse Jesus, pedra que foi desprezada por vós, edificadores, tornou-se a pedra angular. 12 Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos”.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Temos aqui a resposta de Pedro aos chefes judeus que o interrogaram acerca do milagre da cura do coxo de nascença, que mendigava junto à porta chamada Formosa, que, do átrio dos gentios, dava para o recinto das mulheres, no Templo.

11 «Jesus é a pedra desprezada (…) pedra angular». É uma alusão ao Salmo 117 (118), de acordo com os LXX. Em Mt 21, 42-44, Jesus aplica a Si o texto do Salmo, cujo sentido mais profundo é messiânico, mesmo que o Salmista não pensasse em mais do que no pequenino povo de Israel, desprezado por todos, mas um povo donde viria a salvação através do Messias (sentido típico).

12 «Não há salvação em nenhum outro (nome)», isto é, em nenhuma outra pessoa. O próprio nome de Jesus – Yexúah –, escolhido por Deus, significa: Yahwéh é Salvação. Mesmo aqueles que se salvaram antes de Cristo vir à terra puderam chegar à salvação pelos méritos de Jesus. Toda a graça depois do primeiro pecado chega ao homem pela mediação de Cristo.

A declaração de Pedro na primeira leitura – “Jesus se converteu em pedra angular; nenhum outro pode salvar e, sob o céu, não foi dado nenhum outro nome que possa nos salvar” – recorda-nos que Deus, por meio de seu Filho, fala a todos os seres humanos. E para reforçar sua proclamação de caráter querigmático, Pedro introduz uma alusão ao Antigo Testamento (Salmo 118,22: “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular”), revelando o plano divino a que pertence tudo o que havia acontecido. Todavia, Pedro faz uma modificação no texto dos Salmos para aplicá-lo a Jesus. É necessário que os “outros” possam escutar a voz do único e verdadeiro pastor. Pedro não economiza palavras para afirmar que o nome de Jesus é a fonte de poder acerca da qual haviam perguntado.

Pedro fala inspirado pelo Espírito Santo e introduz o Espírito em sua função de inspirador da declaração profética em um momento crucial. O apóstolo dirige sua explicação não somente às autoridades religiosas de Jerusalém, mas também a todo Israel. Dessa forma, continua seu testemunho apostólico em Jerusalém, ao mesmo tempo que o transforma em um discurso missionário dirigido a todo Israel. Em seu discurso, Pedro repete a essência do querigma primitivo, isto é, crucificação-morte-ressurreição, e ressalta o contraste entre “vós” e “Deus”, entre a conduta humana culpável e a ação corretiva e curadora de Deus.

Conforme a mensagem de Jesus vai sendo anunciada e as pessoas vão mudando radicalmente de vida, as autoridades se sentem incomodadas. O texto da primeira leitura incomoda e revela a complexidade do ser humano revelada nas palavras de Pedro: “estamos sendo interrogados porque fizemos o bem”. Parece que a perplexidade de Pedro também é a nossa! Mas a mensagem de Jesus não pode ficar aprisionada. Trata-se de uma palavra para atingir diretamente o coração das pessoas. Por isso, Pedro discursa cheio do Espírito Santo. Ele não fala de si mesmo, e sim da perspectiva do reino. É corajoso ao denunciar as autoridades como responsáveis pela morte de Jesus. Pedro não teme as autoridades. Sua vida está completamente entregue e dedicada a Jesus.

AMBIENTE

O testemunho sobre Jesus e sobre a libertação que Ele veio oferecer aos homens, manifestado nos gestos (cura do paralítico, à entrada do Templo de Jerusalém – cf. Act 3,1-11) e nas palavras de Pedro (discurso à multidão, à entrada do Templo – cf. Act 3,12-26), provoca a imediata reacção das autoridades judaicas e a consequente prisão de Pedro e de João. É a reacção lógica dos que pretendem perpetuar os sistemas de escravidão e de opressão.

Assim, Pedro e João são presos e conduzidos diante do Sinédrio – a autoridade que superintendia à organização da vida religiosa, jurídica e económica dos judeus. Presidido pelo sumo-sacerdote em funções, o Sinédrio era constituído por 70 membros, oriundos das principais famílias do país. Na época de Jesus, o Sinédrio era, ao que parece, dominado pelo grupo dos saduceus, os quais negavam a ressurreição. No Sinédrio havia, também, um grupo significativo de fariseus, os quais aceitavam a ressurreição… No entanto, os dois grupos vão pôr de lado as suas divergências particulares para fazerem causa comum contra os discípulos de Jesus. A pergunta posta aos apóstolos pelos membros do Sinédrio é: “com que poder ou em nome de quem fizestes isto?” (Act 4,7). O texto que a nossa primeira leitura nos apresenta é a resposta de Pedro à questão que lhe foi posta.

É mais do que provável que o episódio assente, em geral, em bases históricas… O testemunho sobre esse Messias crucificado pouco antes pelas autoridades constituídas devia aparecer como uma provocação e provocar uma natural reacção dos líderes judaicos. No entanto, o episódio, tal como nos é apresentado, sofreu retoques de Lucas, empenhado em demonstrar que a reacção negativa do “mundo” não pode nem deve calar o testemunho dos discípulos de Jesus.

MENSAGEM

O texto que nos é proposto é, sobretudo, uma catequese destinada aos crentes, mostrando-lhes como se deve concretizar o testemunho dos discípulos, encarregados por Jesus de levar a sua proposta libertadora a todos os homens.

Antes de mais, Lucas observa que Pedro está “cheio do Espírito Santo” (vers. 8). Os cristãos não estão sozinhos e abandonados quando enfrentam o mundo para lhes anunciar a salvação. É o Espírito que conduz os discípulos na sua missão e que orienta o seu testemunho. Cumpre-se, assim, a promessa que Jesus havia feito aos discípulos: “quando vos levarem às sinagogas, aos magistrados e às autoridades, não vos preocupeis com o que haveis de dizer em vossa defesa, pois o Espírito Santo vos ensinará, no momento próprio, o que haveis de dizer” (Lc 12,11-12).

“Cheio do Espírito Santo”, Pedro – aqui no papel de paradigma do discípulo que testemunha Jesus e o seu projecto diante do mundo – transforma-se de réu em acusador… Os dirigentes judaicos, barricados atrás dos seus preconceitos e interesses pessoais, catalogaram a proposta de Jesus como uma proposta contrária aos desígnios de Deus e assassinaram Jesus; mas a ressurreição demonstrou que Jesus veio de Deus e que o projecto que Ele apresentou tem o selo de garantia de Deus. Citando um salmo (cf. Sal 118,2), Pedro compara a insensatez dos dirigentes judaicos à cegueira de um construtor que rejeita como imprestável uma pedra que vem depois a ser aproveitada por outro construtor como pedra principal num outro edifício (vers. 11). Jesus é a pedra base desse projecto de vida nova e plena que Deus quer apresentar aos homens. A prova é esse paralítico, que adquiriu a mobilidade pela acção de Jesus (“é por Ele que este homem se encontra perfeitamente curado na vossa presença” – vers. 10).

Na realidade, Jesus é a fonte única de onde brota a salvação – não só a libertação dos males físicos, mas a salvação entendida como totalidade, como vida definitiva, como realização plena do homem. Jesus (o nome hebraico “Jesus” significa “Jahwéh salva”) é o único canal através do qual a salvação de Deus atinge os homens (vers. 12). Com esta afirmação solene e radical, Lucas convida os cristãos a serem testemunhas da salvação, propondo aos homens Jesus Cristo e levando os homens a aderirem, de forma total e incondicional, ao projecto de vida que Cristo veio oferecer.

Uma nota, ainda, para registar a forma corajosa e desassombrada como Pedro dá testemunho de Jesus, mesmo num ambiente hostil e adverso. Lucas sugere que é desta forma que os discípulos hão-de anunciar Jesus e o seu projecto de salvação. Nada nem ninguém deverá parar e calar os discípulos, chamados a colaborar com Jesus no anúncio da salvação.

Em resumo: os discípulos receberam a missão de apresentar, ao mundo e aos homens, Jesus Cristo, o único Salvador. É o Espírito que os anima nessa missão e que lhes dá a coragem para enfrentar a oposição dessas forças da opressão que recusam a proposta libertadora de Jesus.

ACTUALIZAÇÃO

• A catequese que Lucas nos propõe neste trecho do livro dos Actos dos Apóstolos, apresenta Jesus como o único Salvador, já que “não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos”. Lucas avisa-nos, desta forma, para não nos deixarmos iludir por outras figuras, por outros caminhos, por outras sugestões que nos apresentam propostas falsas de salvação. Por vezes, o caminho de salvação que Jesus nos propõe, está em flagrante contradição com os caminhos de “salvação” que nos são propostos pelos líderes políticos, pelos líderes ideológicos, pelos líderes da moda e da opinião pública; e nós temos que fazer escolhas coerentes com a nossa fé e com o nosso compromisso cristão. Na hora de optarmos, não esqueçamos que a proposta de Jesus tem o selo de garantia de Deus; não esqueçamos que o caminho proposto por Jesus (e que, tantas vezes, à luz da lógica humana, parece um caminho de fracasso e de derrota) é o caminho que nos conduz ao encontro da vida plena e definitiva, ao encontro do Homem Novo.

• Depois de dois mil anos de cristianismo, parece que nem sempre se nota a presença efectiva de Cristo nesses caminhos em que se constrói a história do mundo e dos homens. O verniz cristão de que revestimos a nossa civilização ocidental não tem impedido a corrida aos armamentos, os genocídios, os actos bárbaros de terrorismo, as guerras religiosas, o capitalismo selvagem… Os critérios que presidem à construção do mundo estão, demasiadas vezes, longe dos valores do Evangelho. Porque é que isto acontece? Podemos dizer que Cristo é, para os cristãos, a referência fundamental? Nós cristãos fizemos d’Ele, efectivamente, a “pedra angular” sobre a qual construímos a nossa vida e a história do nosso tempo?

• Através do exemplo de Pedro, Lucas sugere que o testemunho dos discípulos deve ser desassombrado, mesmo em condições hostis e adversas. A preocupação dos discípulos não deve ser apresentar um testemunho politicamente correcto, que não incomode os poderes instituídos e não traga perseguições à comunidade do Reino; mas deve ser um discurso corajoso e coerente, que tem como preocupação fundamental apresentar com fidelidade a proposta de salvação que Jesus veio fazer.

• Os discípulos de Jesus não estão sozinhos, entregues a si próprios, nessa luta contra as forças que oprimem e escravizam os homens. O Espírito de Jesus ressuscitado está com eles, ajudando-os, animando-os, protegendo-os em cada instante desse caminho que Deus lhes mandou percorrer. Nos momentos de crise, de desânimo, de frustração, os discípulos devem tomar consciência da presença amorosa de Deus a seu lado e retomar a esperança.

• Os líderes judaicos são, mais uma vez, apresentados como modelos de cegueira e de fechamento face aos desafios de Deus. São “maus pastores”, preocupados com os seus interesses pessoais e corporativos, que impedem que o seu Povo adira às propostas de salvação que Deus faz. O seu exemplo mostra-nos como a auto-suficiência, os preconceitos, o comodismo, levam o homem a fechar-se aos desafios de Deus e a recusar os dons de Deus. Eles são, portanto, modelos a não seguir.

Subsídios:
1ª leitura:
(At 4,8-12) Defesa de Pedro diante do Sinédrio ­– Processo a Pedro e João por terem causado tumulto ao curar o aleijado da Porta Formosa. A questão é: “Em nome de quem?” (4,7). A resposta de Pedro é mais um testemunho da obra de Deus em Jesus Cristo (4,8-12); “No nome de Jesus, que vós crucificastes, e que Deus ressuscitou”. * Cf. At 3,6.16; Sl 118[117],22; Is 28,16; Mt 21,42.



Salmo Responsorial

Monição: Jesus é a pedra rejeitada pelos homens, que, por disposição de Deus, se tornou a pedra fundamental para a Igreja e para toda a humanidade.

SALMO RESPONSORIAL – 117(118)

A pedra que os pedreiros rejeitaram
tornou-se agora a pedra angular.

Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!
“Eterna é a sua misericórdia!”
É melhor buscar refúgio no Senhor
do que pôr no ser humano a esperança;
é melhor buscar refúgio no Senhor
do que contar com os poderosos deste mundo!

Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes
e vos tornastes para mim o Salvador!
“A pedra que os pedreiros rejeitaram
tornou-se agora a pedra angular.
Pelo Senhor é que foi feito tudo isso:
que maravilhas ele fez a nossos olhos!

Bendito seja, em nome do Senhor,
aquele que em seus átrios vai entrando!
Vós sois meu Deus, eu vos bendigo e agradeço!
Vós sois meu Deus, eu vos exalto com louvores!
Dai graças ao Senhor, porque ele é bom!
“Eterna é a sua misericórdia!”

Segunda Leitura

Monição: S. João mostra-nos a maravilha da nossa vida cristã. Somos filhos de Deus e não apenas de nome e iremos ver a Deus face a face, um dia no céu.

1 João 3,1-2

Leitura da primeira carta de são João. 3 1 Considerai com que amor nos amou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos de fato. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não o conheceu. 2 Caríssimos, desde agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. Sabemos que, quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como ele é.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

No coração da 1ª Carta de João está o apelo a viver como filhos de Deus (cap.3); a uma tão grande dignidade e a tão grande dom não se pode ficar indiferente, é forçoso romper de vez com o pecado (vv. 3-10) e corresponder com obras de amor (vv. 11-24).
1 «E somo-lo de facto». Não se diz apenas que somos chamados filhos de Deus, o que bastaria para um semita entender para quem o ser chamado (por Deus) equivalia a ser. Trata-se dum realidade sobrenatural fundamental, mas que o mundo sem fé não pode captar nem apreciar.

2 «Seremos semelhantes a Deus, porque O veremos…». Há quem pretenda ver nesta expressão a referência a uma ideia corrente na religião helenística, segundo a qual o conhecimento de Deus diviniza aqueles que chegam a alcançá-lo. A Teologia explicita que «agora» a filiação divina já nos capacita para a glória do Céu, não se tratando de algo meramente legal e extrínseco, à maneira da adopção humana de um filho; trata-se de algo sobrenatural, que implica uma participação da natureza divina (cf. 2 Pe 1, 4). «O veremos tal como Ele é», isto é, não apenas indirectamente através das suas obras, mas contemplando-o face a face (cf. 1 Cor 13, 12).

Nossa posição relativamente a Deus é maravilhosa, ou seja, uma posição que nos permite ser chamados de filhos de Deus. Mas devemos notar que esse é um privilégio dado a cada um de nós. Uma posição outorgada por Deus. Por conta disso, não desenvolvemos a arrogância, como se a filiação divina fosse uma conquista nossa. O que somos não depende de nós, mas do Deus que em nós habita.

Nesse sentido, há um passivo teológico. A posição que adquirimos não é fruto de nossa inteligência, de algum conhecimento secreto, de nossos esforços ou ainda de alguma presumida integridade de vida. A ação que transforma vem de fora para dentro. Trata-se de ação divina e, por isso, tem em Deus tanto o princípio quanto o final de todas as coisas.

Nossa posição em Cristo nos faz conhecidos por ele e conhecedores dele. Mas também estabelece o contraste com o mundo. O mundo não nos conhece porque também não conheceu a Deus. Desde o início são enfatizados, portanto, dois estilos de vida: um marcado pelo amor e pela prática da justiça e outro fundamentado no ódio e na prática da injustiça.

AMBIENTE

A primeira Carta de João é, como já dissemos nos domingos anteriores, um escrito polémico, dirigido a comunidades cristãs nascidas no mundo joânico (trata-se, certamente, de comunidades cristãs de várias cidades situadas à volta de Éfeso, na parte ocidental da Ásia Menor). Estamos numa época em que as heresias começavam a perturbar a vida dessas comunidades, lançando a confusão entre os crentes e ameaçando subverter a identidade cristã. As principais questões postas pelos hereges eram de ordem cristológica e ética. Em termos de doutrina cristológica, negavam que o Filho de Deus tivesse encarnado através de Maria e que tivesse morrido na cruz; na sua perspectiva, o Cristo celeste apenas veio sobre o homem Jesus na altura do baptismo, abandonando-o outra vez antes da paixão… Portanto, a humanidade de Jesus é um facto irrelevante; o que interessa é a mensagem do Cristo celeste, que Se serviu do homem Jesus para aparecer na terra. Do ponto de vista ético e moral, estes hereges não cumprem os mandamentos e desprezam especialmente o mandamento do amor ao irmão. Neste contexto, o autor da carta vai apresentar aos crentes as grandes coordenadas da vida cristã autêntica.

O texto que nos é proposto integra a segunda parte da carta (cf. 1 Jo 2,28-4,6). Aí, o autor lembra aos crentes que são filhos de Deus e exorta-os a viver no dia a dia de forma coerente com essa filiação. O contexto é sempre o da polémica contra os “filhos do mal” que não fazem as obras de Deus, porque não vivem de acordo com os mandamentos.

MENSAGEM

Em jeito de introdução à segunda parte da carta, o autor recorda aos cristãos que Deus os constituiu seus “filhos”. O fundamento para essa filiação reside no grande amor de Deus pelos homens (vers. 1a). O título de “filhos de Deus” que os crentes ostentam não é um título pomposo, mas externo e sem conteúdo; é um título apropriado, que define a situação daqueles que são amados por Deus com um amor “admirável” e que receberam de Deus a vida nova. Evidentemente, a condição de “filhos” implica estar em comunhão com Deus e viver de forma coerente com as suas propostas. Os “filhos de Deus” realizam as obras de Deus (um pouco mais à frente, num desenvolvimento que não aparece na leitura que a liturgia de hoje propõe, o autor da carta contrapõe aos “filhos de Deus” os “filhos do diabo” – que são aqueles que rejeitam a vida nova de Deus, não praticam “a justiça, nem amam o seu irmão” – cf. 1 Jo 3,7-10).

A condição de “filhos de Deus”, que fazem as obras de Deus, coloca os crentes numa posição singular diante do “mundo”. Por isso, o “mundo” irá ignorar ou mesmo perseguir os “filhos de Deus”, recusando a proposta de vida que eles testemunham. Não é nada de novo nem de surpreendente: o “mundo” também recusou Cristo e a sua proposta de salvação (vers. 1b).

Apesar de serem já, desde o dia do Baptismo (o dia em que aceitaram essa vida nova que Deus oferece aos homens), “filhos de Deus”, os crentes continuam a caminho da sua realização definitiva, do dia em que a fragilidade e a finitude humanas serão definitivamente superadas. Então, manifestar-se-á nos crentes a vida plena e definitiva, o Homem Novo plenamente realizado. Nesse dia, os crentes estarão em total comunhão com Deus e serão, então, “semelhantes a Ele” (vers. 2). A filiação divina é uma realidade que atinge o crente ao longo da sua peregrinação por esta terra e que implica uma vida de coerência com as obras e as propostas de Deus; mas só no céu, após a libertação da condição de debilidade que faz parte da fragilidade humana, o crente conhecerá a sua realização plena.

ACTUALIZAÇÃO

• Antes de mais, o nosso texto recorda-nos que Deus nos ama com um amor “admirável” – amor que se traduz no dom dessa vida nova que faz de nós “filhos de Deus”. Neste 4º Domingo da Páscoa, o Domingo do Bom Pastor, o autor da Primeira Carta de João convida-nos a contemplar a bondade, a ternura, a misericórdia, o amor de um Deus apostado em levar o homem a superar a sua condição de debilidade, a fim de chegar à vida nova e eterna, à plenitudização das suas capacidades, até se tornar “semelhante” ao próprio Deus. Todos os homens e mulheres caminham pela vida à procura da felicidade e da vida verdadeira… O autor desta carta garante-nos: para alcançar a meta da vida definitiva, é preciso escutar o chamamento de Deus, acolher o seu dom, viver de acordo com essa vida nova que Deus nos oferece. É aí – e não noutras propostas efémeras, parciais, superficiais – que está o segredo da realização plena do homem.

• Como é que os “filhos de Deus” devem responder a este desafio que Deus lhes faz? No texto que nos é hoje proposto, este problema não é desenvolvido; contudo, a questão é abordada e reflectida noutras passagens da Primeira Carta de João. Para o autor da carta, o “filho de Deus” é aquele que responde ao amor de Deus vivendo de forma coerente com as propostas de Deus (cf. 1 Jo 5,1-3) – isto é, no respeito pelos mandamentos de Deus. De forma especial, recomenda-se aos crentes que vivam no amor aos irmãos, a exemplo de Jesus Cristo.

• O autor da carta avisa também os cristãos para o inevitável choque com a incompreensão do “mundo”… Viver como “filho de Deus” implica fazer opções que, muitas vezes, estão em contradição com os valores que o mundo considera prioritários; por isso, os discípulos são objecto do desprezo, da irrisão, dos ataques daqueles que não estão dispostos a conduzir a sua vida de acordo com os valores de Deus. Jesus Cristo conheceu e enfrentou a mesma realidade; mas a sua história mostra que viver como “filho de Deus” não é um caminho de fracasso, mas um caminho de vida plena e eterna. Os cristãos não devem, por isso, ter medo de percorrer o mesmo caminho.

Subsídios:
2ª leitura:  (1Jo 3,1-2) “Já somos filhos de Deus” – Quem não acredita em Cristo, não entende a experiência cristã que se expressa na frase “Somos filhos de Deus”. mas também o cristão não a entende plenamente, pois deve manifestar ainda seu sentido pleno. * 3,1 cf. Rm 8,14-17; Jo 1,12; Ef 1,5; Jo 15,21; 17,25 * 3,2 cf. Cl 3,4; Fl 3,21.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Eu sou o bom pastor, conheço minhas ovelhas e elas me conhecem, assim fala o Senhor (Jo 10,14).

Evangelho

Monição: Jesus é o nosso Bom Pastor, que deu a vida por nós. Ele ressuscitou e reúne-nos agora à Sua volta. Aclamemo-Lo com fé e alegria.

João 10,11-18

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor! 10 11 Disse Jesus: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor expõe a sua vida pelas ovelhas. 12 O mercenário, porém, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, quando vê que o lobo vem vindo, abandona as ovelhas e foge; o lobo rouba e dispersa as ovelhas. 13 O mercenário, porém, foge, porque é mercenário e não se importa com as ovelhas. 14 Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim, 15 como meu Pai me conhece e eu conheço o Pai. Dou a minha vida pelas minhas ovelhas. 16 Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco. Preciso conduzi-las também, e ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor. 17 O Pai me ama, porque dou a minha vida para a retomar. 18 Ninguém a tira de mim, mas eu a dou de mim mesmo e tenho o poder de a dar, como tenho o poder de a reassumir. Tal é a ordem que recebi de meu Pai”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Todos os anos no 4º Domingo de Páscoa – o Domingo do Bom Pastor, dia mundial de oração pelas vocações –, a leitura evangélica é tirada do capítulo 10º de S. João. No ano passado, ano A, leram-se os primeiros dez versículos, onde aparecia a parábola do pastor e do ladrão; este ano temos, na sua sequência, a parábola do pastor (bom) e do mercenário, as únicas parábolas que aparecem em todo o 4.° Evangelho, se bem que se trata antes de uma alegoria, em que os seus elementos não são mero adorno, mas se revestem de significado. Para a sua compreensão devem ter-se presentes os costumes da época; durante o dia, os vários rebanhos pertencentes a distintos donos – os pastores – dispersavam-se pelas escassas pastagens da região; ao cair da noite, todos os rebanhos recolhiam a um recinto comum fechado por uma sebe ou um muro baixo – o redil – em pleno descampado, onde eram defendidos das feras e dos ladrões por um guarda – o porteiro –, que podia ser contratado – um mercenário – pelos donos; de manhã, cada pastor voltava e, da porta do recinto, chamava as suas próprias ovelhas, que já conheciam o seu grito habitual e o seguiam a caminho das pastagens; os ladrões não entravam pela porta vigiada, mas saltavam pela vedação, pois o seu objectivo não era apascentar, mas dizimar os rebanhos, roubar e matar.

11-18 «Eu sou o Bom Pastor»: a descrição da figura do Bom Pastor não é original, mas decalcada em Ezequiel 34, 1-31 e 37, 16ss; a novidade está em dar a vida pelas suas ovelhas (vv. 11 e 15). Assim, Jesus aparece a revelar-se como Deus incarnado, dando cumprimento ao anúncio profético: Eu próprio cuidarei do meu rebanho e velarei por ele (cf. Ez 34, 11.12-13.15.16.20.22.31). Deus aparece frequentemente na Escritura como o Pastor de Israel (cf. Gn 49, 24; Salm 23; 78, 52; 80, 2; Is 40, 11;Jer 31, 10…). Jesus como o Bom Pastor é uma das mais comovedoras revelações do Novo Testamento (cf. Mt 18, 12-14; Lc 15, 4-7; 1 Pe 2, 25; 5, 4…).

12 «O mercenário». A propósito desta figura, pergunta e responde Santo Agostinho: «Quem é o mercenário que vê vir o lobo e foge. É o que «procura os seus interesses, e não os que pertencem a Jesus Cristo». São os que se não atrevem a repreender desassombradamente o que peca. […] Ó mercenário, viste vir o lobo, e fugiste… Debandaste porque calaste; calaste porque receaste. O temor é a fuga da alma» (In Jo. Ev. Tractatus, LXVI, 8).

16 «Tenho ainda outras ovelhas». São certamente os gentios, não os judeus da diáspora. Também a elas se dirige a missão de Jesus através dos seus mensageiros que há-de enviar a todo o mundo (cf. Mt 28, 19-20). Estes enviados – lembrar que é hoje o dia mundial de oração pelas vocações – permitirão que se venha a constituir um só rebanho: a Igreja universal (católica) que congregue todos os redimidos dos quais Jesus é o Senhor, o único Pastor.

A terceira leitura nos propõe a figura do bom pastor. Nela se diz que o mercenário, para quem as ovelhas realmente não possuem nenhum valor, as abandona e foge ao menor sinal de perigo. Gregório Magno (540-604) faz uma belíssima aproximação dessa passagem: “Fora do caso de perigo, não parece tão fácil saber quem é pastor e quem é mercenário. Com efeito, se o tempo de calmaria fosse prolongado, tanto o mercenário quanto o pastor vigiariam o rebanho. Somente a chegada do lobo demonstra com que espírito cada um cumpre suas funções. O lobo se apodera das ovelhas quando um homem iníquo ou um bandido intenta oprimir aos crentes. Aquele que tinha apenas aparência de pastor, porém sem de fato o ser, abandona, portanto, as ovelhas e foge. Como teme pelo perigo, não tem coragem suficiente para se opor aos ataques injustos. E foge, não já no sentido de que abandone seu lugar, mas porque nega aos fiéis o apoio que esperavam. Foge porque, havendo comprovado a injustiça, se cala. Foge no sentido de que se fecha em uma absoluta solidão”.

A crítica formulada pelo Evangelho de João se refere a certos líderes do judaísmo e da Igreja primitiva. Trata-se de como servimos à comunidade com os nossos dons e capacidades. Estamos dispostos a entregar nossa capacidade, nosso tempo, nossas competências para o bem daqueles que lideramos? Ou de fato preferimos uma mentalidade de mercenários à solicitude do verdadeiro pastor? No Antigo Testamento, particularmente em Ezequiel 34, encontramos palavras que criticam os pastores (reis e governantes) que pastoreiam a si mesmos: “Ai dos pastores de Israel que são pastores de si mesmos […]. Não é do rebanho que os pastores deveriam cuidar?” E, logo a seguir, Javé é descrito como o Bom Pastor: “Eu mesmo vou procurar minhas ovelhas para cuidar delas […]. Eu mesmo conduzirei minhas ovelhas para o pasto e as farei repousar” (Ez 34,15).

Em João 10,11-18, por duas vezes Jesus se expressa dizendo que é o Bom Pastor: “Eu sou o Bom Pastor” (vv. 11 e 14), enfatizando, possivelmente, o contraste e a diferença em seu modo de agir. Diferentemente dos mercenários, ele não busca os próprios interesses. O centro de sua preocupação é a vida plena da comunidade. Jesus se descentraliza e caminha em direção aos outros. Enquanto os mercenários se fecham em si mesmos e se utilizam dos outros para seu benefício pessoal, a relação de Jesus com as ovelhas é de plena identificação. Não há muros ou barreiras que causem obstáculos. Cria-se relacionamento interpessoal entre ambos: “Conheço minhas ovelhas e elas me conhecem”.

AMBIENTE

O capítulo 10 do 4º Evangelho é dedicado à catequese do “Bom Pastor”. O autor utiliza esta imagem para propor uma catequese sobre a missão de Jesus: a obra do “Messias” consiste em conduzir o homem às pastagens verdejantes e às fontes cristalinas de onde brota a vida em plenitude.

A imagem do “Bom Pastor” não foi inventada pelo autor do 4º Evangelho. Literariamente falando, este discurso simbólico está construído com materiais provenientes do Antigo Testamento. Em especial, este discurso tem presente Ez 34 (onde se encontra a chave para compreender a metáfora do “pastor” e do “rebanho”). Falando aos exilados da Babilónia, Ezequiel constata que os líderes de Israel foram, ao longo da história, maus “pastores”, que conduziram o Povo por caminhos de morte e de desgraça; mas – diz Ezequiel – o próprio Deus vai agora assumir a condução do seu Povo; Ele porá à frente do seu Povo um “Bom Pastor” (o “Messias”), que o livrará da escravidão e o conduzirá à vida. A catequese que o 4º Evangelho nos oferece sobre o “Bom Pastor” sugere que a promessa de Deus – veiculada por Ezequiel – se cumpre em Jesus.

O contexto em que João coloca o “discurso do Bom Pastor” (cf. Jo 10) é um contexto de polémica entre Jesus e alguns líderes judaicos, principalmente fariseus (cf. Jo 9,40; 10,19-21.24.31-39). Depois de ver a pressão que os líderes judaicos colocaram sobre o cego de nascença para que ele não abraçasse a luz (cf. Jo 9,1-41), Jesus denuncia a forma como esses líderes tratam o Povo: eles estão apenas interessados em proteger os seus interesses pessoais e usam o Povo em benefício próprios; são, pois, “ladrões e salteadores” (Jo 10,1.8.10), que se apossam de algo que não lhes pertence e roubam ao seu Povo qualquer possibilidade de vida e de libertação.

MENSAGEM

O nosso texto começa com uma afirmação lapidar, posta na boca de Jesus: “Eu sou o Bom Pastor”. O adjectivo “bom” deve, neste contexto, entender-se no sentido de “modelo”, de “ideal”: “Eu sou o modelo de pastor, o pastor ideal”. E Jesus explica, logo de seguida, que o “pastor modelo” é aquele que é capaz de se entregar a si mesmo para dar a vida às suas ovelhas (vers. 11).
Depois da afirmação geral, Jesus põe em paralelo duas figuras de pastor: o “pastor mercenário” e o “verdadeiro pastor” (vers. 12-13).

Aquilo que distingue o “verdadeiro pastor” do “pastor mercenário” é a diferente atitude diante do “lobo”. O “lobo” representa, nesta “parábola”, tudo aquilo que põe em perigo a vida das ovelhas: os interesses dos poderosos, a opressão, a injustiça, a violência, o ódio do mundo.

O “pastor mercenário” é o pastor contratado por dinheiro. O rebanho não é dele e ele não ama as ovelhas que lhe foram confiadas. Limita-se a cumprir o seu contrato, fugindo de tudo aquilo que o pode pôr em perigo a ele próprio e aos seus interesses pessoais. Limita-se a cumprir determinadas obrigações, sem que o seu coração esteja com o rebanho. Ele tem uma função de enquadrar o rebanho e de o dirigir, mas a sua acção é sempre ditada por uma lógica de egoísmo e de interesse. Por isso, quando sente que há perigo, abandona o rebanho à sua sorte, a fim de salvaguardar os seus interesses egoístas e a sua posição.

O verdadeiro pastor é aquele que presta o seu serviço por amor e não por dinheiro. Ele não está apenas interessado em cumprir o contrato, mas em fazer com que as ovelhas tenham vida e se sintam felizes. A sua prioridade é o bem das ovelhas que lhe foram confiadas. Por isso, ele arrisca tudo em benefício do rebanho e está, até, disposto a dar a própria vida por essas ovelhas que ama. Nele as ovelhas podem confiar, pois sabem que ele não defende interesses pessoais mas os interesses do seu rebanho.

Ora, Jesus é o modelo do verdadeiro pastor (vers. 14-15). Ele conhece cada uma das suas ovelhas, tem com cada uma relação pessoal e única, ama cada uma, conhece os seus sofrimentos, dramas, sonhos e esperanças. Esta relação que Jesus, o verdadeiro pastor, tem com as suas ovelhas é tão especial, que Ele até a compara à relação de amor e de intimidade que tem com o próprio Deus, seu Pai. É este amor, pessoal e íntimo, que leva Jesus a pôr a própria vida ao serviço das suas ovelhas, e até a oferecer a própria vida para que todas elas tenham vida e vida em abundância. Quando as ovelhas estão em perigo, Ele não as abandona, mas é capaz de dar a vida por elas. Nenhum risco, dificuldade ou sofrimento O faz desanimar. A sua atitude de defesa intransigente do rebanho é ditada por um amor sem limites, que vai até ao dom da vida.

Depois de definir desta forma a sua missão e a sua atitude para com o rebanho, Jesus explica quem são as suas ovelhas e quem pode fazer parte do seu rebanho. Ao dizer “tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil e preciso de as reunir” (vers. 16a), Jesus deixa claro que a sua missão não se encerra nas fronteiras limitadas do Povo judeu, mas é uma missão universal, que se destina a dar vida a todos os povos da terra. A comunidade de Jesus não está encerrada numa determinada instituição nacional ou cultural. O que é decisivo, para integrar a comunidade de Jesus, é acolher a sua proposta, aderir ao projecto que Ele apresenta, segui-l’O. Nascerá, então, uma comunidade única, cuja referência é Jesus e que caminhará com Jesus ao encontro da vida eterna e verdadeira (“elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só pastor” – vers. 16b).

Finalmente, Jesus explica que a sua missão se insere no projecto do Pai para dar vida aos homens (vers. 17-18). Jesus assume esse projecto do Pai e dedica toda a sua vida terrena a cumprir essa missão que o Pai lhe confiou. O que O move não é o seu interesse pessoal, mas o cumprimento da vontade do Pai. Ao cumprir o projecto de amor do Pai em favor dos homens, Ele está a realizar a sua condição de Filho.

Ao dar a sua vida, Jesus está consciente de que não perde nada. Quem gasta a vida ao serviço do projecto de Deus, não perde a vida, mas está a construir para si e para o mundo a vida eterna e verdadeira. O seu dom não termina em fracasso, mas em glorificação. Para quem ama, não há morte, pois o amor gera vida verdadeira e definitiva.

A entrega de Jesus não é um acidente ou uma inevitável fatalidade, mas um gesto livre de alguém que ama o Pai e ama os homens e escolhe o amor até às últimas consequências. O dom de Jesus é um dom livre, gratuito e generoso. Na decisão de Jesus em oferecer livremente a vida por amor, manifesta-se o seu amor pelo Pai e pelos homens.

ACTUALIZAÇÃO

• Todos nós temos as nossas figuras de referência, os nossos heróis, os nossos mestres, os nossos modelos. É a uma figura desse tipo que, utilizando a imagem do Evangelho do 4º Domingo da Páscoa, poderíamos chamar o nosso “pastor”… É Ele que nos aponta caminhos, que nos dá segurança, que está ao nosso lado nos momentos de fragilidade, que condiciona as nossas opções, que é para nós uma espécie de modelo de vida. O Evangelho deste domingo diz-nos que, para o cristão, o “Pastor” por excelência é Cristo. É n’Ele que devemos confiar, é à volta d’Ele que nos devemos juntar, são as suas indicações e propostas que devemos seguir. O nosso “Pastor” é, de facto, Cristo, ou temos outros “pastores” que nos arrastam e que são as referências fundamentais à volta das quais construimos a nossa existência? O que é que nos conduz e condiciona as nossas opções: Jesus Cristo? As directrizes do chefe do departamento? A conta bancária? A voz da opinião pública? A perspectiva do presidente do partido? O comodismo e a instalação? O êxito e o triunfo profissional a qualquer custo? O herói mais giro da telenovela? O programa de maior audiência da estação televisiva de maior audiência?

• Reparemos na forma como Cristo desempenha a sua missão de “Pastor”: Ele não actua por interesse (como acontece com outros pastores, que apenas procuram explorar o rebanho e usá-lo em benefício próprio), mas por amor; Ele não foge quando as ovelhas estão em perigo, mas defende-as, preocupa-Se com elas e até é capaz de dar a vida por elas; Ele mantém com cada uma das ovelhas uma relação única, especial, pessoal, conhece os seus sofrimentos, dramas, sonhos e esperanças. As “qualidades” de Cristo, o Bom Pastor, aqui enumeradas, devem fazer-nos perceber que podemos confiar integral e incondicionalmente n’Ele e entregar, sem receio, a nossa vida nas suas mãos. Por outro lado, este “jeito” de actuar de Cristo deve ser uma referência para aqueles que têm responsabilidades na condução e animação do Povo de Deus: aqueles que receberam de Deus a missão de presidir a um grupo, de animar uma comunidade, exercem a sua missão no dom total, no amor incondicional, no serviço desinteressado, a exemplo de Cristo?

• No “rebanho” de Jesus, não se entra por convite especial, nem há um número restrito de vagas a partir do qual mais ninguém pode entrar… A proposta de salvação que Jesus faz destina-se a todos os homens e mulheres, sem excepção. O que é decisivo para entrar a fazer parte do rebanho de Deus é “escutar a voz” de Cristo, aceitar as suas indicações, tornar-se seu discípulo… Isso significa, concretamente, seguir Jesus, aderir ao projecto de salvação que Ele veio apresentar, percorrer o mesmo caminho que Ele percorreu, na entrega total aos projectos de Deus e na doação total aos irmãos. Atrevemo-nos a seguir o nosso “Pastor” (Cristo) no caminho exigente do dom da vida, ou estamos convencidos que esse caminho é apenas um caminho de derrota e de fracasso, que não leva aonde nós pretendemos ir?

• O nosso texto acentua a identificação total de Jesus com a vontade do Pai e a sua disponibilidade para colocar toda a sua vida ao serviço do projecto de Deus. Garante-nos também que é dessa entrega livre, consciente, assumida, que resulta vida eterna, verdadeira e definitiva. O exemplo de Cristo convida-nos a aderir, com a mesma liberdade mas também com a mesma disponibilidade, às propostas de Deus e ao cumprimento do projecto de Deus para nós e para o mundo. Esse caminho é, garantidamente, um caminho de vida eterna e de realização plena do homem.

• Nas nossas comunidades cristãs, temos pessoas que presidem e que animam. Podemos aceitar, sem problemas, que elas receberam essa missão de Cristo e da Igreja, apesar dos seus limites e imperfeições; mas convém igualmente ter presente que o nosso único “Pastor”, aquele que somos convidados a escutar e a seguir sem condições, é Cristo. Os outros “pastores” têm uma missão válida, se a receberam de Cristo; e a sua actuação nunca pode ser diferente do jeito de actuar de Cristo.

• Para que distingamos a “voz” de Jesus de outros apelos, de propostas enganadoras, de “cantos de sereia” que não conduzem à vida plena, é preciso um permanente diálogo íntimo com “o Pastor”, um confronto permanente com a sua Palavra e a participação activa nos sacramentos onde se nos comunica essa vida que “o Pastor” nos oferece.

Subsídios:
Evangelho:  (Jo 10,11-18) O Bom Pastor dá sua vida pelas ovelhas – Pastor: nome dos chefes do povo no antigo Israel (cf. Ez 34). Jesus, o verdadeiro Pastor de Israel e de todos os povos, dá – com soberania divina (10,18) – sua vida pelo rebanho e reúne a todos. O sentido pleno destas palavras só aparece à luz da Páscoa: a comunhão do ressuscitado com os seus. Daí, para todos, uma mensagem de unidade; e para os “pastores”, uma exortação ao radical serviço e doação da vida.

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O tema central da liturgia de hoje (evangelho) é a alegoria do Bom Pastor (como sempre no 4º domingo pascal). Na primeira parte da alegoria, lida no ano A, Jo comparou Jesus com a porta do redil, porta pela qual entra o pastor e pela qual sai o rebanho conduzido pelo pastor. Quem não entra pela porta que é Jesus não é pastor, mas assaltante. Na segunda parte, lida hoje, Cristo é o próprio pastor, em oposição aos mercenários: imagens tomadas de Ez 34. Os mercenários não dão sua vida pelo rebanho. Jesus, sim. Todo mundo entende esta comparação. O sentido é obvio: Jesus deu, na cruz, sua vida por nós. Para Jo, porém, ela esconde um sentido mais profundo: a vida que Jesus dá não é apenas a vida física que ele perde em nosso favor, mas a vida de Deus que ele nos comunica (exatamente ao perder sua vida física por nós). Esta ideia constitui a ligação com a imagem precedente (a porta): em Jo 10,10b, Jesus diz que ele veio para “dar a vida”, e dá-la em abundância; e continua, em 10,11, apontando sua própria vida como sendo esta vida em abundância que ele dá. Nos v. 17-18 aparece, então, que ele dá essa vida com soberania divina (ele tem o poder de retomá-la; ninguém lha rouba): doando-se por nós, nos faz participar da vida divina, porque entramos na comunhão do amor de Jesus e daquele que o enviou (estas ideias são elaboradas em Jo 14–17, esp. 15,10.13; 17,2.3.26 etc.).
A vida que Jesus nos dá é o amor do Pai, que nos faz viver verdadeiramente e nos torna seus filhos. Já agora temos certa experiência disso, a saber, na prática deste amor que nos foi dado. Mas essa experiência é ainda inicial; manifestar-se-á plenamente quando o Cristo for completamente manifestado na sua glória: então, seremos semelhantes a ele. Desde já, nossa participação desta vida divina nos coloca numa situação à parte: na comunidade do amor fraterno, que o mundo não quer conhecer e, por isso, rejeita (1Jo 3,1c). É a “diferença cristã” (2ª leitura).

Porém, a diferença cristã não é fechada, mas aberta. É uma identidade não autossuficiente, mas comunicativa. Jo insiste várias vezes neste ponto: Jesus é a vítima de expiação dos pecados não só de nós, mas do mundo inteiro (1Jo 2,2); Jesus tem ainda outras ovelhas, que não são “deste redil” (Jo 10,16). O amor, que é a vida divina comunicada pelo Pai na doação do Filho, verifica-se na comunidade dos fiéis batizados, confessantes e unidos. Mas não se restringe a essa comunidade. Não só porque existem outras comunidades, mas porque a salvação é para todos.

A atuação dos primeiros cristãos em Jerusalém (1ª leitura) deve ser entendida neste mesmo sentido. Formam uma comunidade que, sociologicamente falando, pode ser caracterizada como seita. Porém, não é uma seita autossuficiente, mas transbordante de seu próprio princípio vital, o “nome” de Jesus Cristo (= toda a realidade que ele representa). Quando um aleijado, na porta do templo, dirige a Pedro seu pedido de ajuda, este lhe comunica o “nome” de Jesus (At 3,6). Daí se desenvolve todo um testemunho (narrado na liturgia de domingo passado). Este testemunho leva à intervenção das autoridades, sempre desconfiados dos pequenos grupos testemunhantes. Pedro e João são presos e levados diante do Sinédrio, que pergunta em que nome eles agem assim. “No nome de Jesus Cristo Nazareno, crucificado por vós, mas ressuscitado por Deus... Em nenhum outro nome há salvação, pois nenhum outro nome foi dado sob o céu por quem possamos ser salvos” (At 4,10-12; cf. Jo 17,3: “A vida eterna é esta: que te conheçam... e àquele que tu enviaste”). É essa a conclusão do sinal do aleijado da Porta Formosa: a cura que lhe ocorreu significativa a “vida” em Jesus Cristo. Esta deve também ser a conclusão de todo agir cristão no mundo: dar a vida de Cristo ao mundo, pelo testemunho do amor. Tal testemunho convida a participar do amor do qual Jesus nos fez participar, dando sua vida “por seus amigos”. Isto é pastoral.

O PASTOR, OS PASTORES E A PASTORAL

Na liturgia deste domingo, o evangelho traz as palavras de Jesus sobre o “bom pastor” (Jo 10,11-18) e a 1ª leitura (At 4,8-12) nos mostra o primeiro pastor da jovem comunidade cristã, Pedro, defendendo o rebanho perante o supremo conselho dos judeus em Jerusalém. Dois exemplos de pastores que põem em jogo sua vida em prol de suas ovelhas. Por isso, também, este domingo é o domingo das vocações “pastorais”.

Antes, porém, de assimilar a mensagem destas leituras é preciso nos  deslocarmos para as estepes da Judeia, para imaginar o que significa a imagem do “pastor”. O povo de Judá era, tradicionalmente, um povo de pastores de ovelhas e cabras. Assim, por exemplo, o rei Davi foi chamado de detrás do rebanho para ser rei de Judá e Israel. Ora, havia pastores proprietários, para quem o rebanho era seu sustento, e assalariados, que não se importavam muito com o rebanho... Todo judeu conhecia a história de Davi, que, para salvar o rebanho de seu pai Jessé, correu risco de vida enfrentando um leão (1Sm 17,34-37). E conheciam-se também as advertências proféticas contra os maus pastores de Israel (os reis e chefes) que se engordavam à custa das ovelhas em vez e de conduzi-las à pastagem (Ez 34,2 etc.).

O pastor “certo” é Jesus, diz Jo 10,11. Ele conduz as ovelhas com segurança, dando a vida por elas, pois são pedaços de seu coração, à diferença dos mercenários, que fogem quando se apresenta um perigo: um leão, um lobo... Jesus é o pastor de verdade, o Messias, o novo Davi e muito mais! Ele dá a vida pelas ovelhas. O caminho pelo qual conduziu as ovelhas foi o do amor até o fim. Ele deu o exemplo. Sua vida certamente não esteve em contradição com sua “pastoral”, como acontece com outros.

O que é pastoral? Não é chefia e organização. É conduzir, no amor demonstrado por Jesus, aqueles que viram nele resplandecer a vida e a salvação. Os que escutam sua voz. Pastoral é evangelização continuada, é fidelidade à boa-nova proclamada. Assim como a “pastoral” de Jesus, talvez exija fidelidade até a morte (desde Tiago e Pedro até Dom Oscar Romero e os demais mártires de hoje). Os pastores têm de identificar-se com Jesus, que dá a vida pelos seus.

Quem são as ovelhas? São os que seguem a voz do pastor. Mas não só os que participam da Igreja de modo organizado. A organização da comunidade não é o último critério para a missão pastoral. Diante dos discípulos que eram de origem judaica, Jesus declarou: “Tenho ainda outras ovelhas, que não são deste rebanho” (Jo 10,16). A pastoral tem uma dimensão missionária que ultrapassa os integrados e os organizados!

E quem são os pastores? Há pastores constituídos, os que participam do sacramento da Ordem (papa, bispos, presbíteros, diáconos). Mas, como o Espírito sopra onde quer, a vocação pastoral pode estender-se além desses limites. Cada um pode ser um pouco “pastor” de seu irmão. Até os serviços que a Igreja anima para a transformação da sociedade são chamados de pastorais (pastoral da terra, da mulher marginalizada, dos direitos humanos, direitos socioambientais etc.). O que importa é que os agentes pastorais assumam o empenho da própria vida na linha de Jesus e de seu testemunho de amor. Que sejam “bons pastores”, amando a Cristo e a seus irmãos de modo radical, dando a vida por eles. Que não usem as ovelhas para ambições eclesiásticas ou políticas. Que não sejam traiçoeiros. Que transmitam a seus irmãos o carinho de Deus mesmo.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

– Há uma diferença muito grande e essencial entre o bom pastor e o mercenário: enquanto o primeiro protege e doa a própria vida para proteger a ovelha, o segundo pensa somente de acordo com os próprios interesses e benefícios; o primeiro sai de si para pensar no bem coletivo, e o segundo resume a vida a si mesmo e considera as pessoas como sujeitas ao seu serviço.

– Uma sociedade marcada por individualismo, egoísmo, violência, consumismo, intolerância e ódio há de se espantar com o estilo de vida do discípulo de Jesus. Todo discípulo deve se apresentar como sal da terra e luz do mundo. Nesse sentido, ser discípulo traz o significado profundo de causar diferença nos lugares por onde vive e passa. Fundamentalmente, o discípulo é um espelho que reflete a própria vida de Jesus. Assim, uma pergunta se torna essencial: em seus passos, que faria Jesus?



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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1. Filhos de Deus
2. Conheço as minhas ovelhas
3. Em nenhum outro há salvação

1. Filhos de Deus

Na segunda leitura vemos como S. João exclama admirado: «vede que admirável amor o Pai nos consagrou em que nos chamemos filhos de Deus e somo-lo de facto» (1ª leit). Já seria uma maravilha podermos chamar a Deus Pai Nosso quando Lhe falamos. Seria um sinal da nossa confiança nEle.

Mas a realidade ultrapassa tudo o que poderíamos imaginar. Somos de verdade filhos de Deus. Pelo baptismo recebemos a vida da graça e tornámo-nos filhos de Deus, participantes da Sua natureza divina. Porque ficámos unidos a Jesus, o Filho Unigénito, enxertados nEle, formando com Ele um só corpo, o Seu Corpo Místico. Nele nos tornámos herdeiros de Deus, com direito a participar da Sua felicidade infinita.

Ele enviou aos nossos corações o Espírito Santo que nos ensina a tratar com o nosso Pai Deus e a chamá-Lo como os pequenitos: Abá, papá, Pai (Cfr. Gal 4, 5-7).

Viver como cristãos é empapar-nos desta realidade. Sermos como filhos pequenos deste Pai maravilhoso que nos ama e está atento aos mais insignificantes problemas da nossa vida. «Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados» (Mt 10, 30) – ensinou-nos Jesus. Ama-nos com amor de pai e de mãe. «Pode a mãe esquecer o fruto das suas entranhas? Pois ainda que ela se esquecesse eu nunca vos esquecerei» (Is 49, 15) Neste dia da mãe podemos ver nelas um sinal do amor de Deus por cada um de nós.

Ser cristão é portar-nos em tudo como filhos de Deus, imitando o nosso irmão mais velho, Jesus. Cumprindo fielmente a vontade do Pai, como Ele fez.

Ser cristão é falar com Deus como os filhos pequenos falam com os pais. Não os largam, pedindo, contando as novidades. Sabendo abandonar-nos em Seus braços, manifestando-Lhe com simplicidade o nosso carinho. Acudindo a Ele depois das nossas faltas com a confiança e o arrependimento dos miúdos depois duma travessura.

Conta-se que uma filha de Luís XV, de França, quando era pequena foi repreendida pela sua aia e disse-lhe: – Não sou eu a filha do teu rei? E a aia retorquiu: – E a menina não sabe que sou filha de Deus? Mais tarde a pequena Luísa, já carmelita, recordava muitas vezes e agradecia à sua aia aquela resposta surpreendente.

Jesus ressuscitado está connosco todos os dias. Ele veio tornar-nos de verdade filhos de Deus. Essa é a razão para andarmos sempre alegres.

2. Conheço as minhas ovelhas

Com a figura do Bom Pastor Jesus quer manifestar o Seu amor, o Seu cuidado por cada um de nós.

Ele conhece-nos, chama-nos pelo nome, vai à nossa frente a indicar-nos o caminho seguro, alimenta as nossas almas em pastagens verdejantes.

Vós e eu temos de procurar segui-Lo como as ovelhas ao Seu pastor, imitando a sua vida, a Sua maneira de trabalhar, de rezar, de tratar com os que nos rodeiam.

Temos de procurar conhecê-Lo sempre mais, estar atentos aos Seus chamamentos, meditando a Sua doutrina, obedecendo fielmente aos Seus ensinamentos.

Temos de preocupar-nos também com a salvação dos que nos rodeiam, como as ovelhas que seguem compactas o seu pastor. Com os seus balidos servem de sinal para as que se afastam e se tresmalham. «Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil e é preciso que escutem a minha voz» (Ev.).

Temos de ter o cuidado pela salvação de todos os homens. O Senhor conta com a nossa colaboração. Não só dos sacerdotes mas também de todos os fieis. Foi assim desde o princípio, depois das primeiras perseguições em Jerusalém. Foi assim em todo o Império Romano. Não foi somente Paulo que pregou a Boa Nova. Nas suas cartas refere o nome de muitos cristãos, homens e mulheres, que trabalhavam pelo Evangelho.

O Senhor quis precisar de modo especial dos sacerdotes. Ao enviar os Seus discípulos em pregação dois a dois lembra-lhes: «a messe é grande e os operários são poucos. Pedi ao dono da messe que mande operários para a Sua messe» (Lc 10, 2). Da nossa oração depende a abundância de vocações para o sacerdócio, para a vida religiosa e missionária.

Temos de pedir ao Senhor novos Paulos para a Sua Igreja: jovens decididos a deixar tudo, enamorados de Cristo, para levarem a alegria da Boa Nova a toda a parte.

3. Em nenhum outro há salvação

S. Pedro lembrava em Jerusalém, naqueles primeiros dias após o Pentecostes, que Jesus ressuscitado tem todo o poder e que só Ele pode trazer a salvação à humanidade.

Vemos hoje as esperanças falhadas de muitos homens, que puseram a sua segurança nas coisas deste mundo. A Alemanha ficou chocada com aquele jovem que entrou numa escola, matando vários estudantes e professores e suicidando-se depois. E vêem-se repetindo outros casos parecidos em vários países. É um alerta para os pais, para os governos e para todos nós em geral. Para muitos jovens a vida não tem sentido. Por falta de boas mães que os ensinem de pequenos a amar a Jesus e a viver como Ele ensinou.

«A crise de esperança – escrevia o Santo Padre, há dias, aos jovens – atinge mais facilmente as novas gerações que, em contextos socioculturais privados de certezas, de valores e de sólidos pontos de referência, têm de enfrentar dificuldades que são maiores do que as suas forças. Penso, queridos amigos, em tantos coetâneos vossos, feridos pela vida, condicionados por uma imaturidade pessoal que muitas vezes é consequência de um vazio familiar, de opções educativas permissivas e libertárias e de experiências negativas e traumáticas. Para alguns e infelizmente, não são poucos a saída quase obrigatória é uma fuga alienante com comportamentos de risco e violentos, na dependência de drogas e álcool, e em muitas outras formas de mal-estar juvenil. Contudo, também em quem se encontra em condições difíceis por ter seguido conselhos de ‘maus mestres’, não se apaga o desejo de amor verdadeiro e de autêntica felicidade. Mas como anunciar a esperança a estes jovens? Nós sabemos que só em Deus o ser humano encontra a sua verdadeira realização. O compromisso primário que interpela a todos é portanto o de uma nova evangelização, que ajude as novas gerações a redescobrir o rosto autêntico de Deus, que é Amor» (Mens.Dia Mund. da Juventude)

Neste caso da Alemanha apareciam nos dias seguintes cartazes a perguntar: Deus onde estavas? Como se Deus tivesse culpa dos pecados que os homens fazem. Seria antes de perguntar aos pais: onde pusestes a Deus? Ficou fora da vossa casa porque não quisestes convidá-Lo para o vosso lar: ali não se rezava, não se ensinavam os filhos a amar a Jesus.

E as escolas onde puseram a Deus? Muitos não O querem lá. Outros nada fazem para O convidar, ensinando aos jovens os valores fundamentais da vida, ensinados nos Dez Mandamentos. E a televisão e a internet, que são hoje a escola de crianças e jovens, que é que lhes ensinam?

É ocasião de nos examinarmos todos com valentia e o desejo de arrepiar caminho. Temos de repetir a todos como S. Pedro: «Nenhum nome foi dado aos homens no qual possam ser salvos». Só Cristo tem palavras de vida eterna.

Os jovens cristãos têm de levar esta mensagem de esperança aos seus amigos e colegas. Que saibam ouvir como S. Paulo o chamamento de Jesus para irem comunicar a Boa Nova a toda a parte,

Ao chegar a Tróade S. Paulo teve uma visão: um homem da Europa dizia-lhe: – passa à Macedónia e ajuda-nos. O Apóstolo partiu logo para o outro lado do mar e começou a pregar em Filipos. Ali teve de sofrer muito, mas não desanimou. Partiu depois a anunciar o Evangelho de Jesus em Tessalónica, Atenas e Corinto, estabelecendo a Igreja nessas cidades da Europa.

«Queridos jovens – dizia ainda o papa – se vos alimentardes de Cristo e viverdes imersos n’Ele como o apóstolo Paulo, não podereis deixar de falar d’Ele, de O fazer conhecer e amar por tantos vossos amigos e coetâneos. Tendo-vos tornado Seus fiéis discípulos, sereis assim capazes de contribuir para formar comunidades cristãs impregnadas de amor como aquelas das quais fala o livro dos Actos dos Apóstolos. A Igreja conta convosco para esta empenhativa missão: não vos desencoragem as dificuldades e as provas que encontrardes. Sede pacientes e perseverantes, vencendo a natural tendência dos jovens para a pressa, para querer tudo e já. Queridos amigos, como Paulo, testemunhai o Ressuscitado! Fazei-O conhecer a quantos, vossos coetâneos ou adultos, estão em busca da ‘grande esperança’ que dê sentido à sua existência. Se Jesus se tornou a vossa esperança, dizei-o também aos outros com a vossa alegria e com o vosso compromisso espiritual, apostólico e social. Habitados por Cristo, depois de ter posto n’Ele a vossa fé e de lhe ter dado toda a vossa confiança, difundi esta esperança ao vosso redor. Fazei escolhas que manifestem a vossa fé; mostrai que compreendestes as insídias da idolatria do dinheiro, dos bens materiais, da carreira e do sucesso, e não vos deixeis atrair por estas quimeras falsas. Não cedais à lógica do interesse egoísta, mas cultivai o amor ao próximo e esforçai-vos por colocar a vós mesmos e as vossas capacidades humanas e profissionais ao serviço do bem comum e da verdade, sempre prontos a responder ‘a quem vos perguntar a razão da vossa esperança!’ (1 Pd 3, 15). O cristão autêntico nunca está triste, mesmo quando tem que enfrentar provas de vários tipos, porque a presença de Jesus é o segredo da sua alegria e da sua paz.» (Ib ).

Que a Virgem, neste mês de Maio, nos leve mais a Jesus, que ajude as mães para que se pareçam mais com Ela e desperte em todos os jovens a generosidade para dizerem sim a Deus como Ela fez.

Fala o Santo Padre

[…] O Evangelho que ouvimos neste domingo é apenas uma parte do grande discurso de Jesus sobre os pastores. Neste trecho, o Senhor diz-nos três coisas sobre o verdadeiro pastor: ele dá a própria vida pelas suas ovelhas; conhece-as e elas conhecem-no; e está ao serviço da unidade. […]

A Igreja antiga encontrou na escultura do seu tempo a figura do pastor que carrega uma ovelha nos próprios ombros. Talvez estas imagens façam parte do sonho idílico da vida campestre que tinha fascinado a sociedade dessa época. No entanto, para os cristãos esta figura tornava-se com toda a naturalidade a imagem daquele que se encaminhou para buscar a ovelha tresmalhada: a humanidade; a imagem daquele que nos acompanha nos nossos desertos e nas nossas confusões; a imagem daquele que tomou sobre os seus ombros a ovelha perdida, que é a humanidade, e a leva para casa. Ela tornou-se a imagem do verdadeiro Pastor, Jesus Cristo. Confiemo-nos a Ele. […]

Bento XVI, Vaticano, 7 de Maio de 2006


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 4º Domingo de Páscoa, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus…

2. BILHETE DE EVANGELHO.
O que distingue um mercenário de um pastor é a relação que eles têm com as suas ovelhas. Para o pastor, cada ovelha é única aos seus olhos e cada uma reconhece o seu pastor. Ele está pronto a tudo para que as suas ovelhas vivam, indo mesmo ao ponto de arriscar a sua própria vida. Enfim, ele cuida mesmo das que não são do seu rebanho. Mas Jesus, que se compara a este bom pastor, dá o significado desta relação, que é reflexo da sua relação com o Pai: “conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-Me, do mesmo modo que o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai”. Neste domingo em que os cristãos são convidados a rezar pelas vocações, que a sua oração seja dirigida, em primeiro lugar, para o único Pastor, Jesus Cristo, depois que se peça para que Ele dê à sua Igreja pastores que procurem conhecer cada vez melhor os homens, amá-los, e que tenham o cuidado daqueles que não são ainda da Igreja.

3. À ESCUTA DA PALAVRA.
“Eu sou o Bom Pastor”. Jesus retoma uma imagem tradicional na Bíblia para designar os chefes do povo judeu. Porque estes pastores são muitas vezes maus pastores, é o próprio Deus que pastoreará o seu rebanho. E o salmista gritará: “O Senhor é meu pastor!” Jesus atribui a Si próprio este título e esta missão, que confia em seguida a Pedro. Por seu lado, este recorre ao vocabulário pastoral para designar a função dos “anciãos”, dos “presbíteros”, na comunidade cristã. Estamos, de facto, muito longe da estrutura “sacerdotal”, sobre a qual estava fundada toda a vida cultual do povo judeu. O serviço do templo estava reservado à tribo de Levi e às famílias sacerdotais. Ora, na Igreja, o “pastor” não é um homem do “sagrado”, “separado” do resto do povo. O próprio Jesus não era uma “especialista do sagrado”! O pastor só tem sentido se ligado a um rebanho. Ele “conhece as suas ovelhas e as suas ovelhas conhecem-no”. Elas “contam verdadeiramente para ele”. Ele ama as ovelhas e cuida delas. Vigia-as. Condu-las a boas pastagens, dando-lhes o bom alimento da Palavra de Deus. Ele vai ao ponto de dar a sua vida pelas suas ovelhas. Nunca se deve cessar de pedir ao Senhor que suscite sempre bons pastores para a sua Igreja!

4. PARA A SEMANA QUE SE SEGUE…
Discernir em Igreja… Não é fácil saber em que ponto estamos realmente, em matéria de vocação: o discernimento nunca se faz só, seja para um acompanhador espiritual, seja num pequeno grupo que saberia praticar esta entreajuda fraterna que permita a cada um fazer o ponto da situação sobre aquilo que o Senhor espera dele. Não seria a ocasião, nesta semana, para se pensar em fazer um tal encontro?

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Concedei, Senhor, que em todo o tempo possamos alegrar-nos com estes mistérios pascais, de modo que o acto sempre renovado da nossa redenção seja para nós causa de alegria eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

SANTO

Monição da Comunhão: Jesus vem até nós através dos sacerdotes Peçamos por eles nesta comunhão.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Ressuscitou o Bom Pastor, que deu a vida pelas suas ovelhas e Se entregou à morte pelo seu rebanho. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Deus, nosso Bom Pastor, olhai benignamente para o vosso rebanho e conduzi às pastagens eternas as ovelhas que remistes com o precioso Sangue do vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

RITOS FINAIS

Monição final: Com Nossa Senhora aprendemos a seguir a Jesus o Bom Pastor e a viver como filhos de Deus. Peçamos hoje mais pelas mães e pelas vocações.



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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

4ª SEMANA

2ª Feira, 30-IV: O desempenho do ofício do bom Pastor.

Act 11, 1-18 / Jo 10, 1-10
Eu sou o bom Pastor. O bom Pastor dá a vida pelas ovelhas.

Jesus é o bom Pastor que, por amor ao Pai, dá a vida pelas ovelhas: «O sacrifício de Jesus pelos pecados do mundo inteiro é a expressão da sua comunhão amorosa com o Pai: ‘O Pai ama-me, porque eu dou a minha vida’ (Ev)» (CIC, 606). E Jesus pede a Pedro que prossiga a sua missão (cf Leit): «Jesus, o bom Pastor confirmou este cargo depois da sua Ressurreição: ‘Apascenta as minhas ovelhas’…Pedro foi o único a quem confiou explicitamente as chaves do Reino» (CIC, 553). Maria, Mãe da Igreja, concede abundantes graças a todos os bons Pastores!

3ª Feira,1-V: A recuperação da sociedade.

Act 11, 19-26 / Jo 10, 22-30
A mão do Senhor estava com eles e foi grande o número dos que abraçaram a fé e se converteram ao Senhor.

Depois de Jerusalém passaram a Antioquia (cf Leit). Naqueles tempos deu-se uma rápida expansão da Igreja e assim há-de continuar. Contamos sempre com a ajuda do Senhor: «Dou-lhes a vida eterna; jamais hão-de perecer, e ninguém as há-de arrebatar da minha mão» (Ev). Temos que continuar a levar a luz de Cristo a todas as pessoas e ambientes como fizeram os primeiros cristãos; temos que procurar que na sociedade se recupere a dignidade humana nos campos onde se degradou. Rainha dos Apóstolos, rogai por nós!

4ª Feira, 2-V: Urgência de evangelização.

Act 12, 24- 13, 5 / Jo 12, 44-50
Quem receber aquele que eu enviar é a mim que recebe; e quem me receber, recebe aquele que me enviou.

Jesus é enviado pelo Pai e escolhe depois os Apóstolos: «A partir de então, eles são os seus enviados (da palavra grega apostolo). Neles, Jesus continua a sua própria missão (cf Ev)» (CIC, 858). Assim fizeram S. Paulo e os seus companheiros, ao falar ao povo na sinagoga, resumindo a história da salvação (cf Leit). O encontro com Cristo na Eucaristia há-de suscitar em cada cristão a urgência de testemunhar e evangelizar: «A despedida no final da Missa constitui um mandato, que impele o cristão para o dever de propagação do Evangelho» (J. Paulo II).

6ª Feira, 4-V: Como voltar à casa do Pai.

Act 13, 26-33 / Jo 14, 1-6
Em casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, eu vos teria dito que vou preparar-vos um lugar?

A Boa Nova apresenta hoje uma grande novidade: vamos ter uma morada no Céu (cf Ev). S. Paulo refere que esta mensagem de salvação está apoiada na morte e ressurreição de Cristo (cf Leit). Só com as nossas forças não conseguiríamos chegar à casa do Pai, isto é, à vida eterna em Deus. Mas Cristo é para nós um sinal de esperança: «Ninguém vai ao Pai senão por mim» (Ev). E conduz-nos até ao Pai porque Ele é «Caminho, Verdade e Vida» (Ev).  A Porta do Céu facilitará a entrada nesta morada celestial.

Sábado, 5-V: Mostrar Jesus aos outros.

Act 13, 44-52 / Jo 14, 7-14
Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta.

A vida Jesus é uma contínua revelação do Pai, através das suas palavras e actos, silêncios e sofrimentos, maneira de ser e de falar (cf CIC, 516). A cada um de nós nos é também pedido que sejamos capazes de reflectir o rosto de Cristo perante as actuais gerações. Continua a haver muita gente que rejeita Deus, como aconteceu nos primeiros tempos. Paulo e Barnabé não desistiram, quando tal aconteceu, e voltaram-se para os pagãos que ficaram muito contentes (cf Leit). A devoção a Nª Sª ajudará muitos a ir ao encontro de Deus.

Celebração e Homilia: CELESTINO CORREIA FERREIRA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – www.ecclesia.pt/dehonianos


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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