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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


26.02.2014
8º DOMINGO DO TEMPO COMUM — ANO A
( Verde, Glória, Creio – IV Semana do Saltério )
__ "Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça..." __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO DOMINGO ANTERIOR (19.02.2017)

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: O valor da vida humana ocupa o centro da celebração do Mistério Pascal desse domingo. Sabemos que a vida tem algumas necessidades básicas como: comer, beber, vestir, etc. Jesus não descarta a importância das necessidades básicas para vida, mas diz que não devem ser a principal preocupação. Neste sentido, elege uma única fundamental: fazer a vontade do Pai, colocando a vida nas mãos de Deus. Por isso, a principal necessidade da vida humana, é colocar a vida em Deus, porque se ele cuida das aves e dos lírios muito mais cuidado terá ele com a nossa vida. Em quem confiamos mais: em Deus, que cuida dos lírios e das aves do céu, ou no dinheiro, que muitas vezes se torna o “dono” de nossas vidas?.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, hoje é o Dia do Senhor! Dia a Ele consagrado! Dia de celebrarmos com os irmãos e irmãs a glória de Deus que tudo criou e que, com sua Divina Providência, acompanha e ampara seus filhos e filhas. Estamos aqui para afirmar juntos que cremos somente em Deus e nele depositamos toda nossa confiança. Porque assim cremos, é que desejamos servir somente a Ele, nossa única e eterna riqueza.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: O ensinamento do evangelho tem dois aspectos: por um lado, acentua a impossibilidade de se servir a dois senhores (os dois caminhos), e por outro, realça a atitude do cristão diante das preocupações e trabalhos da vida. Por um lado, o Reino de Deus não admite divisões; por outro, a opção pelo reino exige uma suprema e desprendida liberdade interior diante de tudo o mais. É um convite a arrancar-nos ao culto do dinheiro, que é uma idolatria, e a ter confiança em Deus, cuja ativa solicitude para com seus filhos nos é descrita. Esta mesma solicitude é expressa pelo profeta Isaías, na primeira leitura, com uma linguagem de ternura comovente e ilimitada.

Sintamos o júbilo real de Deus em nossos corações e cheios dessa alegria divina entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/26-de-fevereiro---oitavo-domingo-do-tempo-comum-2017.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo)
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/af_18_8o_dtc.pdf


TEMA
OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- Autoria do Roteiro Homilético da Paulus para o período de Janeiro/Fevereiro-2017: Pe. Ivonil Parraz. Presbítero da Diocese de Botucatu. Pároco da Igreja Santo Antônio de Pádua, Rubião Junior, Botucatu-SP. Diretor de Estudo do Seminário Arquidiocesano São José de Botucatu. SP; coordenador de Pastoral da Região Pastoral 1 da Arquidiocese de Botucatu; mestre e doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP); graduação em Teologia pela FAJE, BH. E-mail: parraz@ uol.com.br. ENTRETANTO, nesta página estamos utilizando os textos de autoria do Pe. José Luiz Gonzaga do Prado * Mestre em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma e em Sagrada Escritura pelo Pontifício Instituto Bíblico. Autor dos livros A Bíblia e suas contradições: Como resolvê-las e A missa: Da última ceia até hoje, ambos publicados pela Paulus. E-mail: zedadonana@gmail.com.

Introdução da Revistal Vida Pastoral

A gratuidade do amor

A Palavra de Deus deste domingo nos convida a olhar os lírios do campo, para ver na fragilidade das ervas, que de manhã florescem e à tarde secam, a providência divina, ou seja, a gratuidade do seu amor.

Na primeira leitura, o segundo Isaías proclama o amor entranhado de Deus, que nunca se esquece de nenhum de seus filhos.

Na primeira carta de Paulo aos Coríntios, o apóstolo chama a atenção das lideranças cristãs para não esquecerem a gratuidade de ser cristãs. A tarefa do líder consiste em colocar-se a serviço da comunidade e ser administrador do plano de amor de Deus. Qualquer outra postura gera divisão no interior da comunidade.

No evangelho, Jesus nos convida a uma única ocupação: o Reino de Deus. Todas as outras preocupações são grilhões que nos impomos e que acabam nos desviando de nós mesmos, dos outros e de Deus. O convite para contemplar os lírios do campo se traduz no chamado para ver, nas pequenas coisas, a gratuidade divina. Se abrirmos o nosso coração ao amor gratuito do Pai, experimentamos a vida como dom!

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia deste 8º Domingo do Tempo Comum propõe-nos uma reflexão sobre as nossas prioridades. Recomenda que dirijamos o nosso olhar para o que é verdadeiramente importante e que libertemos o nosso coração da tirania dos bens materiais. De resto, o cristão não vive obcecado com os bens mais primários, pois tem absoluta confiança nesse Deus que cuida dos seus filhos com a solicitude de um pai e o amor gratuito e incondicional de uma mãe.

O Evangelho convida-nos a buscar o essencial (o “Reino”) por entre a enorme bateria de coisas secundárias que, dia a dia, ocupam o nosso interesse. Garante-nos, igualmente, que escolher o essencial não é negligenciar o resto: o nosso Deus é um pai cheio de solicitude pelos seus filhos, que provê com amor às suas necessidades.

A primeira leitura sublinha a solicitude e o amor de Deus, desta vez recorrendo à imagem da maternidade: a mãe ama o filho, com um amor instintivo, avassalador, eterno, gratuito, incondicional; e o amor de Deus mantém as características do amor da mãe pelo filho, mas em grau infinito. Por isso, temos a certeza de que Ele nunca abandonará os homens e manterá para sempre a aliança que fez com o seu Povo.

Na segunda leitura, Paulo convida os cristãos de Corinto a fixarem o seu olhar no essencial (a proposta de salvação/libertação que, em Jesus, Deus fez aos homens) e não no acessório (os veículos da mensagem).


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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RITOS INICIAIS

Salmo 17, 19-20
ANTÍFONA DE ENTRADA: O Senhor veio em meu auxílio, livrou-me da angústia e pôs-me em liberdade. Levou-me para lugar seguro, salvou-me pelo seu amor.

Introdução ao espírito da Celebração
Caímos no desânimo com muita facilidade, passando de um optimismo infantil a um pessimismo doentio. Onde estará a verdadeira razão deste nosso comportamento que, por vezes, tanto nos faz sofrer? É verdade que o momento em que vivemos, encarado sem a luz da fé, torna-se propício a que vejamos tudo escuro: falta de estabilidade económica e no trabalho, insegurança a todos os níveis de convivência humana, e a luta contra as doenças que surgem continuamente. O Senhor toma-nos carinhosamente pela mão, na Liturgia da Palavra de hoje, para nos ajudar a descobrir e a combater as causas deste pessimismo.

ACTO PENITENCIAL
Teimamos em caminhar sozinhos na vida, enfrentando as dificuldades sem contarmos com a ajuda de Deus. Falta-nos a luz da fé – alimentada pela formação doutrinal – para encararmos todas estas dificuldades à luz de Deus. Arrependamo-nos, peçamos ao Senhor perdão, e prometamos, com a Sua ajuda, emenda de vida.

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

•   Senhor Jesus: duvidamos facilmente da Vossa amizade e deixamo-nos convencer de que estamos sós na vida. Senhor, tende piedade de nós! Senhor, tende piedade de nós!

•   Cristo: abandonamos a oração diante dos problemas, como se orar fosse actividade inútil para a nossa vida. Cristo, tende piedade de nós! Cristo, tende piedade de nós!

•   Senhor: temos difundido o pessimismo à nossa volta, como se não tivéssemos o melhor e amoroso dos Pais. Senhor, tende piedade de nós! Senhor, tende piedade de nós!

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

ORAÇÃO COLECTA: Fazei, Senhor, que os acontecimentos do mundo decorram para nós segundo os vossos desígnios de paz e a Igreja Vos possa servir na tranquilidade e na alegria. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Isaías profetiza a restauração de Sião, a um Povo que se julga abandonado de Deus, a sofrer no cativeiro de Babilónia. Será um milagre do Senhor que, à luz do Novo Testamento, ganha todo o seu significado e nos conforta com esta certeza: Deus nunca nos abandona.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Isaías 49,14-15

Leitura do livro do profeta Isaías. 49 14 Sião dizia: "O Senhor abandonou-me, o Senhor esqueceu-me". 15 Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Ao anunciar a restauração de Jerusalém dsstruída (vv. 14-26), o profeta começa por levantar o ânimo do povo abatido e humilhado, apelando para o amor de Deus que é um amor cheio de afecto, ternura e compaixão. É uma das mais belas e expressivas passagens de toda a Sagrada Escritura.

14 «Sião». Era a cidadela da capital, Jerusalém, que aqui, como noutras ocasiões, representa todo o povo. Sião, que significa «lugar seco» era a fortaleza conquistada por David aos Jebuseus, na colina oriental de Jerusalém (Ofel), que se começou a chamar cidade de David, e para onde ele transladou a arca. Quando Salomão construiu o templo, a Norte de Sião, e para lá levou a arca da aliança, também se começa a dar a esse local o nome de Sião. Também o nome de Sião passou a designar toda. a cidade ou todos os seus habitantes (filha de Sião) e por vezes, como aqui, todo o Povo de Israel. Daqui se segue que a Igreja, «o novo Israel de Deus», passa a ser designada também como Sião, tanto na sua fase peregrina (Heb 12, 22), como celeste (Apoc 14, 1). Ora, como a sede da primitiva Igreja de Jerusalém foi o Cenáculo, passou a considerar-se como Monte Sião a colina ocidental onde este se situa. Hoje a Arqueologia desfez esta confusão topográfica e demonstrou cabalmente que a primitiva Sião, cidade de David, é a colina oriental (Ofel), a sul da esplanada do templo.

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Após tanto tempo no exílio da Babilônia, o povo perdera a esperança de retornar a Israel. Parecia que Deus os havia esquecido. Aquele que os libertara da escravidão do Egito dava a impressão de não se importar mais com o seu povo. “O SENHOR me abandonou, o SENHOR esqueceu-se de mim” (v. 14).

Esse sentimento de abandono apresentava tão forte entre o povo exilado que nem mesmo a profecia de Isaías, proclamando a força do Deus de Israel, era capaz de animá- -lo e, assim, restabelecer nele a confiança no Senhor e, consequentemente, a esperança.

Isaías muda o seu discurso: deixa de anunciar o poder de Deus e passa a proclamar o seu amor e a sua ternura como o amor e a ternura de uma mãe para seu filho: “Acaso uma mulher esquece o seu neném, ou o amor ao filho de suas entranhas? Mesmo que alguma se esqueça, eu de ti jamais me esquecerei!” (v. 15).

Isaías mostra que o amor entranhado de Deus o faz sempre envolver seus filhos de ternura e proteção. Seu amor é memória! Esta se apresenta tão viva, que faz cair no esquecimento toda a ingratidão do seu povo!

A mudança de discurso de Isaías tem um sentido preciso: não se trata meramente de animar o povo exilado. O profeta toma consciência de que o poder de Deus consiste em seu amor! Jesus Cristo proclama esse poder de Deus! O amor do Pai o leva a cuidar dos pássaros do céu e dos lírios do campo!

AMBIENTE

A primeira leitura apresenta-nos, hoje, um trecho do Deutero-Isaías, o profeta da esperança. O Deutero-Isaías é um profeta que exerce a sua missão entre os exilados judeus na Babilónia, na fase final do Exílio (por volta de 550/540 a.C.); a sua missão consiste em consolar um povo decepcionado e desiludido, porque a libertação tarda. Os capítulos que recolhem a sua mensagem (Is 40-55) chamam-se, por isso, “Livro da Consolação”.

A mensagem de “consolação” do Deutero-Isaías desenrola-se à volta de duas grandes coordenadas: na primeira (cap. 40-48), o profeta anuncia a libertação do cativeiro e um “novo êxodo” do Povo de Deus em direcção à Terra Prometida; na segunda (cap. 49-55), o profeta fala aos exilados da reconstrução e da restauração de Jerusalém.

O nosso texto pertence à segunda parte. Faz parte de um quadro com três cenas (cf. Is 49,14-26), nas quais Jahwéh responde às questões postas por Jerusalém (aqui apresentada na figura de uma mulher). Na primeira (Is 49,14-20), Jahwéh procura demonstrar que não esqueceu nem abandonou Sião; na segunda (Is 49,21-23), Jahwéh promete o regresso dos exilados; na terceira (Is 49,24-26), respondendo à questão da viabilidade desse projecto, Jahwéh, o poderoso de Jacob, o “goel” (“vingador”) de Israel, garante a sua concretização.

O Exílio na Babilónia representa uma experiência bem dramática, que abala a fé e as convicções mais profundas do Povo de Deus. O drama nem reside tanto na derrota e no exílio em si; mas reside, sobretudo, no desmoronamento de todas as certezas e de todas as convicções em que o Povo se apoiava. Porque é que Deus permitiu a derrota e o exílio? Jahwéh abandonou o seu Povo? O Senhor rompeu a aliança que fizera com Israel? Ainda mais: Jerusalém, a cidade do Templo e, portanto, o lugar da residência de Deus no meio do seu Povo, foi reduzida a um montão de ruínas. Pode, ainda, confiar-se em Jahwéh? Porque é que Ele não protegeu nem salvou a sua morada? Ele não tinha feito uma aliança eterna com o seu Povo? A aliança continua válida, ou Deus abandonou para sempre o seu Povo?

MENSAGEM

O profeta/poeta põe na boca da “mulher” Jerusalém (o nome “Sião” é sinónimo de Jerusalém; e a mulher/Jerusalém representa, na linguagem profética, a mulher/Povo de Deus) um lamento sentido porque, depois de quarenta anos, continua reduzida a ruínas e Jahwéh não parece ter qualquer plano para trazer de novo à sua cidade o esplendor antigo.

“O Senhor abandonou-me, o Senhor esqueceu-Se de mim” (vers. 14). Tanto o verbo “abandonar” como o verbo “esquecer” situam-nos no âmbito da aliança: são utilizados na literatura profética para definir o quadro da infidelidade de Israel em relação a Deus (cf. Jr 22,9; Os 2,15; 8,14; 13,6; Is 17,10; Jr 2,32; 13,25…). Sugerem, portanto, que Jahwéh abandonou a aliança e repudiou a sua esposa (Israel). A ideia que está por detrás deste versículo parece ser a seguinte: já que Israel abandonou Jahwéh e enveredou por caminhos de pecado e de injustiça, Deus repudiou o seu Povo e rompeu definitivamente a aliança. Isto será verdade? É desta forma que as coisas se passam? O amor de Deus segue a lógica do “olho por olho, dente por dente”?

Ao lamento de Sião, Deus responde de forma dramática: pode uma mãe abandonar a criança que amamenta e a quem ama ternamente? (vers. 15).

Para definir o amor da mãe pelo filho, o profeta utiliza o verbo “raham” (“amar ternamente”). Ele expressa o apego quase instintivo de um ser a outro, um amor que vem das “entranhas” (“rehem”: “entranhas”), um amor especial e gratuito que nenhuma vicissitude pode destruir e que é feito de ternura, de misericórdia, de compaixão, de fidelidade, de eternidade. Este amor encontra, de facto, a sua expressão mais feliz no amor que a mãe tem pelo seu filho, pois da unidade que liga a mãe ao filho, brota uma particular ligação com ele, um amor especial que é total, absoluto, único, avassalador, gratuito e não fruto de qualquer merecimento.

A pergunta é, portanto, retórica: é evidente que uma mãe que ama o filho não o pode esquecer… No entanto, mesmo que por hipótese absurda isso acontecesse, Deus não esqueceria o seu Povo e a sua cidade. A conclusão é óbvia: Deus ama o seu Povo, ainda mais do que uma mãe ama o seu filho. Como o amor da mãe, também o amor de Deus é ternura, misericórdia, compreensão, bondade, amor inquebrantável e eterno, apego instintivo e gratuito; mas o amor de Deus por Israel é tudo isso em grau infinito.

O amor total, inquebrantável, eterno, que Deus tem pelo seu Povo traduz-se, concretamente, na aliança. Não têm, portanto, qualquer razão de ser os lamentos da cidade/Povo: a aliança não acabou nem acabará, pois Jahwéh não cessou nem cessará nunca de amar o seu Povo.

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão pode partir das seguintes pistas:

• A um Povo que vive numa situação dramática de frustração, de desorientação, de total incerteza em relação ao futuro, que olha à volta e não vê Deus presente na sua caminhada, que começa a duvidar do amor e da fidelidade de Deus, o profeta diz: “não desanimeis: apesar da aparente ausência, Deus ama-vos ainda mais do que uma mãe ama o filho; por isso, Ele continua comprometido convosco, continua a percorrer convosco esse caminho histórico que, dia a dia, vos leva ao encontro da vida plena”. É uma mensagem eterna, consoladora e repousante… Num mundo em que as referências se alteram rapidamente, em que o futuro é incerto e a humanidade não sabe exactamente para onde caminha, em que o terrorismo, a guerra, as ameaças ambientais, o totalitarismo dos bens materiais ameaçam o frágil equilíbrio da humanidade, somos convidados a descobrir o amor materno de Deus, a sua solicitude nunca desmentida, a sua presença protectora. Temos medo de quê, se Deus é a mãe que nos ama de forma absoluta, que vigia o berço onde nós dormimos, que vela e nos serena com a sua presença e a sua solicitude maternal?

• A fotografia de Deus que o profeta nos apresenta convida-nos a descobrir um Deus que não é interesseiro, chantagista, negociante… O nosso Deus é um Deus que nos ama, gratuitamente, de forma absoluta e eterna – como uma mãe ama o filho, mesmo quando ele é rebelde. Qual é, na verdade, o Deus em quem acreditamos?

• O amor de Deus não é condicional e não espera nada em troca. É este amor desinteressado que procuramos testemunhar, ou os nossos gestos de bondade, de amizade, de misericórdia são um negócio em que esperamos ganhar?

Subsídios:
1ª leitura: 
(Is 49,14-15) O carinho de Deus para suas criaturas – O povo está no exílio babilônico e não acredita que Deus o há de reconduzir. O profeta já argumentou com o poder de Deus (Is 45 e 46). Agora aponta para o amor de Deus – amor e ternura como de uma mãe para seu filho. * Cf. Is 40,27; 54,6.8; Sl 76[77],10; Jr 31,20; Os 11,8-9.



Salmo Responsorial

Monição: O salmista proclama que só em Deus encontramos um refúgio seguro, no meio de tantos perigos e incertezas. Para nós, que acreditamos na verdade da nossa filiação divina, este salmo é um convite para que nos abandonemos confiadamente nas mãos de Deus, embora façamos tudo o que está ao nosso alcance para vencer as dificuldades. Cantemos, pois, esta alegre certeza que a fé nos proporciona.

SALMO RESPONSORIAL –61/62

Só em Deus a minha alma tem repouso,
Só ele é meu rochedo e salvação!

Só em Deus a minha alma tem repouso,
porque dele é que me vem a salvação!
Só ele é meu rochedo e salvação,
a fortaleza onde encontro segurança!

A minha glória e salvação estão em Deus;
o meu refúgio e rocha firme é o Senhor!
Povo todo, esperai sempre no Senhor
e abri diante dele o coração.

Segunda Leitura

Monição: Na primeira Carta aos fieis de Corinto, S. Paulo apela à nossa fidelidade, vivendo com o olhar posto em Deus. Com ele, também nós podemos dizer: o que me preocupa não são os julgamentos que os homens fazem de mim, mas os do Senhor.

1 Coríntios 4,1-5

Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios. Irmãos, 4 1 que os homens nos considerem, pois, como simples operários de Cristo e administradores dos mistérios de Deus. 2 Ora, o que se exige dos administradores é que sejam fiéis. 3 A mim pouco se me dá ser julgado por vós ou por tribunal humano, pois nem eu me julgo a mim mesmo. 4 De nada me acusa a consciência; contudo, nem por isso sou justificado. Meu juiz é o Senhor. 5 Por isso, não julgueis antes do tempo; esperai que venha o Senhor. Ele porá às claras o que se acha escondido nas trevas. Ele manifestará as intenções dos corações. Então cada um receberá de Deus o louvor que merece.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Em face das divisões que havia em Corinto por causa de os cristãos dali pretenderem arvorar os pregadores do Evangelho em protagonistas e representantes de facções diversas, São Paulo procura dar a verdadeira imagem do que é o ministério cristão (1 Cor 3 – 4); tanto Paulo como Apolo são meros servidores (diáconoi – cf. 1 Cor 3, 5) dos fiéis e colaboradores de Deus (synergoi 3, 9), e de modo algum chefes políticos ou representantes de tendências ou simpatias populares.

1-2 Os Apóstolos (e assim todos os detentores de funções jerárquicas) devem ser considerados como aquilo que realmente são: «servos de Cristo» (hypêrétai, um termo grego que designa um empregado subalterno) e «administradores dos mistérios de Deus» (em grego, oikonómoi, gerentes). O administrador não é o seu dono, por isso, a norma de toda a sua conduta tem que ser a fidelidade: fidelidade ao Senhor e à Igreja, procurandoi dar a resposta adequada aos direitos que cada um dos fiéis tem dentro do Povo de Deus (cf. Lc 12, 42-44). A missão da Hierarquia é uma missão de serviço humilde; com estas palavras, São Paulo desautoriza todas as espécies de clericalismo. Os mistérios de Deus, são todos os meios sobrenaturais de salvação, em particular a Pregação e os Sacramentos.

3-4 São Paulo dá o exemplo de não se conduzir ao sabor dos juízos humanos. O discípulo de Cristo, e muito particularmente um seu ministro, não pode ter medo de críticas, de rótulos de qualquer sinal, de criar antipatias, de remar contra a maré, aliás, pôr-se-ia no caminho da infidelidade.

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Algumas lideranças da comunidade de Corinto, por se considerarem avançadas no conhecimento dos mistérios (projetos) de Deus e, por isso, portadoras de uma sabedoria superior, julgavam o trabalho do apóstolo. Perante essa posição, Paulo pede à comunidade “que as pessoas nos considerem como ministros de Cristo e administradores dos mistérios de Deus” (v. 1). A relação do apóstolo com Cristo como seu servo e, por isso, administrador do projeto salvífico de Deus o submete ao julgamento somente daquele a quem serve, ou seja, do próprio Cristo. O apóstolo não é dono da comunidade, é seu ministro (servo). A última palavra sobre o seu ministério compete somente a Deus.

A preocupação de Paulo não se aloja no conteúdo do julgamento dos líderes cristãos de Corinto, mas na sua atitude de julgadores. Ao julgarem, eles esquecem a gratuidade que se exige do cristão: estar sempre a serviço. Colocar-se como juiz em uma comunidade fatalmente cria divisão em seu interior. Pois quem julga aparta-se dos demais, considerando- se superior aos outros. Aqueles que agem assim esperam o louvor da comunidade.

Paulo adverte a comunidade de que somente de Deus recebemos o devido louvor. Diante dele, os projetos do nosso coração se manifestarão, e ele, que conhece as profundezas do nosso ser, perscruta o coração humano, nos dará a recompensa.

A gratuidade do amor de Deus, que “alimenta as aves do céu e veste os lírios do campo”, convida todo cristão a abandonar-se confiantemente à providência dele. E uma vez que não há como servir a dois senhores, não podemos servir a Deus e ao nosso próprio egoísmo. Orgulho e gratuidade se excluem, assim como egoísmo e serviço! A advertência de Paulo se endereça também a nós.

AMBIENTE

O texto que nos é proposto como segunda leitura é a parte final da argumentação de Paulo sobre a questão das divisões na comunidade de Corinto (cf. 1 Cor 1,10-4,21). Os coríntios transportaram para a comunidade cristã os esquemas das escolas filosóficas gregas, elegeram os seus mestres preferidos (seduzidos pelo brilho do discurso e pela elegância das palavras), dividiram-se em grupos, cada um deles com o seu guia e o seu mentor… Dessa forma, a fé cristã corria o risco de se transformar numa aposta em pessoas, em linguagens, em filosofias, em lugar de se tornar uma adesão a uma proposta de salvação apresentada por Jesus. Diante disto, Paulo sente que tem de dar um “murro na mesa”, pois é a essência da experiência cristã que está a ser adulterada.

MENSAGEM

Paulo não utiliza meias palavras: os mensageiros do Evangelho são apenas “servos de Cristo e administradores dos mistérios de Deus” (vers. 1). Eles não são os protagonistas da mensagem; são, apenas, os veículos de que Deus se serve, a fim de que a sua Boa Nova chegue aos homens. A missão destes veículos da Palavra não é colocar-se no centro do palco e atrair sobre si próprios a atenção das multidões; mas é levar os homens a aderir ao Evangelho e a acolher a proposta de salvação que, em Jesus, Deus lhes faz.

De resto, os mensageiros da Palavra não devem estar preocupados com a forma como as pessoas os vêem, mas devem apenas preocupar-se em transmitir, com fidelidade, a proposta de Deus (vers. 2).

Por sua parte, Paulo está de consciência tranquila. Ele nunca usou o Evangelho para servir interesses próprios ou para promover a sua pessoa. Não lhe interessa se os coríntios acharam ou não brilhantes as suas palavras. Ele apenas procurou anunciar o Evangelho com integridade, com verdade e sem adoçar a mensagem. A este respeito, os coríntios podem julgá-lo da forma que entenderem; a Paulo só interessa o juízo de Deus.

ACTUALIZAÇÃO

Para a reflexão, considerar os seguintes dados:

• A reflexão de Paulo convida-nos, em primeiro lugar, a tomar consciência daquilo que é essencial na nossa fé: a proposta de salvação/libertação que, em Jesus, Deus oferece aos homens. É isso e apenas isso que deve atrair o nosso olhar e encher o nosso coração. Não convém perder isto de vista: o cristianismo não é a adesão a uma determinada filosofia ou estilo de vida, nem a aceitação de uma moda que agora está “in” mas a qualquer momento pode ficar “out”; mas é o abrir o coração à oferta de salvação que, em Jesus, Deus nos faz.

• Portanto, não interessam muito os “invólucros”, através dos quais a proposta de salvação de Deus nos chega: se o padre é simpático ou não, se o seu discurso é cativante ou não, se temos razões de queixa contra ele ou não, se ele tem muitos defeitos ou muitas virtudes… O essencial é a mensagem; os mensageiros são apenas veículos mais ou menos imperfeitos dessa mensagem eterna.

• Os veículos da mensagem – sejam eles padres ou leigos – devem ter consciência de que não estão a anunciar-se a si próprios… Por isso, devem evitar atrair sobre si as luzes da ribalta; devem apresentar a proposta salvadora de Deus com fidelidade e coerência – sem adoçar as palavras e sem procurar fazer jogos de “charme”; devem assumir-se como discretos e fiéis “servos de Cristo e administradores dos mistérios de Deus”.

• Paulo refere o seu desinteresse em relação ao julgame
nto dos homens; só lhe interessa o julgamento de Deus. Estas palavras, no entanto, não podem servir para justificar comportamentos arbitrários ou prepotentes por parte dos animadores das comunidades cristãs (“faço o que me apetece e não tenho de dar satisfações a ninguém”…). Devem ser entendidas no contexto em que se apresentam: Paulo está, apenas, a dizer que não lhe interessam os juízos dos homens acerca do seu jeito para brilhar com as palavras; só lhe interessa ser fiel à missão que Deus lhe confiou.

Subsídios:
2ª leitura: (1Cor 4,1-5) Justificação do apóstolo diante de Deus, não diante dos homens – Os apóstolos não são os donos da comunidade; são seus servos (“ministros”). E a última palavra sobre este ministério compete a Deus. * cf. Lc 12,42-44; 2Cor 5,10-11; Rm 2,16; Jo 5,44; Lc 12,2-3.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
A palavra do Senhor é viva e eficaz: ela julga os pensamentos e as intenções do coração (Hb 4,12).

Evangelho

Monição: Há-de ser à Palavra do Senhor que devemos prestar atenção, e não à dos homens, porque só o Senhor nos guia para uma eternidade feliz. Aclamemos o Evangelho que nos enche de alegria com estas verdades.

Mateus 6,24-34

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos 6 24 "Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza. 25 Portanto, eis que vos digo: não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais do que o alimento e o corpo não é mais que as vestes? 26 Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas? 27 Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida? 28 E por que vos inquietais com as vestes? Considerai como crescem os lírios do campo; não trabalham nem fiam. 29 Entretanto, eu vos digo que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como um deles. 30 Se Deus veste assim a erva dos campos, que hoje cresce e amanhã será lançada ao fogo, quanto mais a vós, homens de pouca fé? 31 Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? 32 São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. 33 Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo. 34 Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado".
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Tínhamos começado a ler nos domingos comuns, que se seguiram ao Tempo do Natal, o sermão da montanha, que agora retomamos; neste ano não houve lugar para o 6º e 7º Domingo do Tempo Comum, por isso já estamos a meio do capítulo 6 de S. Mateus,

24 «Ninguém pode servir a dois senhores». O trabalho dum escravo era tão absorvente que não lhe restava tempo para atender a outro senhor que não fosse o seu. Esta realidade bem conhecida por todos é o ponto de partida para Jesus estabelecer um princípio de vida moral: sendo Deus o fim último do homem, nada nem ninguém se pode ocupar o seu lugar. O fim último do homem é Deus, a Quem há que servir e amar sobre todas as coisas, não ficando lugar para quaisquer espécies de ídolos. E aqui temos uma aplicação concreta: «Não podeis servir a Deus e ao dinheiro», em aramaico, «mammona» uma palavra que o 1º Evangelho, dirigido a judeus-cristãos, conserva sem a traduzir para grego; trata-se duma alusão às riquezas, o dinheiro, que aqui aparece como que personificado. «Os bens da terra não são maus; pervertem-se, quando o homem os toma como ídolos e se prostra diante deles; mas tornam-se nobres, quando os converte em instrumentos para alcançar o bem, numa missão de justiça e de caridade. Não podemos correr atrás dos bens económicos como quem procura um tesouro; o nosso tesouro (…) é Cristo e n’EIe se há-de concentrar todo o nosso amor, porque onde está o nosso tesouro, aí está também o nosso coração (cf. Mt 6,21)» (S. Josemaria, Cristo que passa, n.° 35).

25-34 «Não vos inquieteis». Jesus não diz que não nos ocupemos das coisas que se referem ao alimento e ao vestuário, mas que não nos preocupemos com desassossego e perturbação dessas coisas. É como se dissesse: «Não vos preocupeis excessivamente com os bens materiais, ainda que necessários à vida; não estais sobre a terra para aqui viverdes imersos em pensamentos de coisas materiais, sois filhos de Deus, bem superiores às flores do campo e às aves do céu. Deus pensará em vós, mais do que pensa nas outras criaturas e vos dará o necessário» (Bíblia de Vacari).

27 «Acrescentar um só côvado…». O côvado equivalia a 45 cm. Não é a inquietação e a falta de serenidade que leva a aumentar os bens materiais, como também não faz aumentar a duração da vida (antes pelo contrário!), ou melhor (dito com uma certa ironia), a própria estatura, como temos na tradução litúrgica.

32 «Os pagãos…». É próprio deles a inquietação com que se movem na vida. É próprio dos filhos de Deus a serenidade e a confiança no Pai do Céu.

33 «Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça». Esta justiça é a justiça indispensável para entrar no Reino de Deus, isto é, o cumprimento da sua vontade.

«Tudo o mais vos serão dadas por acréscimo», segundo comenta Santo Agostinho: «não corno um bem no qual devais fixar a vossa atenção, mas como um meio pelo qual possais chegar ao sumo e verdadeiro bem» (Sobre o Sermão da Montanha, 2, 24).

34 «Não vos inquieteis com o dia de amanhã». Trata-se duma sentença comum à sabedoria humana, que aparece também nas literaturas romana, grega, judaica e até egípcia. Mas, na boca de Jesus, tem um sentido novo: não se trata já da resignação e indiferença estóica, ou duma técnica epicurista para saborear em cheio o prazer do momento que passa, mas sim duma atitude de fé viva na Providência divina e de confiança filial no Pai celeste, que conduz à paz e serenidade de espírito. As palavras de Jesus não significam de modo nenhum qualquer apelo à inactividade dum falso piedosismo quietista.

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Jesus exalta a gratuidade do amor do Pai. Amor que cuida até das menores criaturas, como os lírios do campo, cuja existência se apresenta tão ínfima: “que de manhã nascem e à tarde secam”; amor providente: “que não deixa nenhum passarinho morrer de fome”. Desse modo é que Jesus Cristo sente e vê o Pai e nos convida a permitir que ele cuide de nós.

a) Dois senhores

Jesus adverte os seus discípulos de que não podemos servir a dois senhores. Essa impossibilidade decorre do fato de que o nosso coração não se deixa guiar por dois amores: “ou odiará um e amará o outro, ou aderirá a um e desprezará o outro” (v. 24).

O coração, no Segundo Mandamento, salvo as atribuições fisiológicas que ainda persistem, apresenta-se como o nosso ser mais profundo, a nossa consciência moral. Não se trata, portanto, de um órgão do corpo humano, mas de uma faculdade espiritual. Ora, o nosso ser naturalmente busca o seu bem. Aplicamos o nosso amor, cuja sede é o coração, àquilo que julgamos ser um bem para nós. Disso decorre que tudo o que não concorrer ao nosso bem, nós o excluímos. A busca natural do nosso bem nos coloca diante de uma escolha: a qual bem meu coração adere? “Onde está teu tesouro aí estará teu coração.”

b) Deus ou dinheiro

“Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (v. 24). Deus e o dinheiro se excluem. Enquanto o Pai, por sua absoluta gratuidade, deixa-nos livres de todas as preocupações cotidianas, uma vez que se desdobra em cuidados, o dinheiro nos aprisiona. Quanto mais temos, mais queremos ter. Nessa busca desenfreada, não medimos esforços para acumular. Toda a nossa segurança e, portanto, confiança estão na conta bancária.

O dinheiro, invenção humana para representar valores, passou a ser em si mesmo um valor, a tal ponto que o próprio valor da pessoa humana passou a ser relativo: o ter é exaltado em detrimento do ser! Julga-se pelo que se tem e não pelo que se é!

Ora, o ter distancia-nos de Deus por três razões principais: 1) o ter é fruto do nosso esforço (na melhor das hipóteses), logo não é dom (gratuidade); 2) o ter embota no ser humano a imagem e semelhança de Deus, pois apaga nele a gratuidade (dom). Só o ser pode ser dom, jamais o ter; enfim, 3) o ter tira do ser humano a liberdade, portanto nega nele a filiação divina!

Com o termo “dinheiro”, Jesus quer nos alertar sobre tudo aquilo que nos escraviza, ou, em outras palavras, tudo o que nos leva a excluir Deus e os nossos irmãos de nossa vida. Assim, um elemento bastante atual que podemos associar ao termo “dinheiro”, entre outras coisas, é o eu como fruto do próprio egoísmo. Este eu, enfeitamos com qualidades que apreciamos e que os outros também apreciam. É um eu imaginário, não o nosso eu verdadeiro. Conscientes de que a exibição de um pequeno defeito de nosso eu leva os outros a não o estimar, escondemos dos outros e de nós mesmos todas as nossas fraquezas. Preocupados em embelezar o nosso eu imaginário, esquecemos o nosso eu verdadeiro. Consumimos toda a nossa vida em função desse eu que é fruto da nossa imaginação.

Assim como o dinheiro, o eu imaginário é tirânico. Sua tirania consiste em exigir de nós dedicação exclusiva e, por isso, desvia- -nos de nós mesmos, dos outros e de Deus.

c) O que tem valor maior?

“A vida não é mais que o alimento, e o corpo, mais que a roupa?” (v. 25). Ocupamo- -nos com tantas coisas no nosso dia a dia que acabamos invertendo o real valor das coisas. A preocupação com os alimentos nos desvia de nos atermos ao verdadeiro valor da vida; a preocupação com a roupa faz com que esqueçamos a importância do corpo: ocupamo- nos previamente com algumas coisas e negligenciamos o essencial.

Evidentemente, Jesus não está dizendo que não devemos nos preocupar com alimento e vestuário. Devemos nos ocupar também dessas coisas, mas sem jamais ater toda a nossa vida a elas. Pois se assim fizermos, vamos nos asfixiar no mundo da necessidade (trabalho, preocupações cotidianas) e não o transcenderemos para abraçar o Reino destinado aos filhos e filhas de Deus. Por ser um ser espiritual, o ser humano só se realiza transcendendo o mundo da necessidade. Somente nesse transcender podemos encontrar o real valor das coisas. Jesus apresenta o que de fato tem sentido na vida!

d) O Reino de Deus

“Os pagãos vivem preocupados com o que comer e com o que vestir. Vosso Pai que está nos céus sabe que precisais de tudo isso” (v. 32). Os pagãos de hoje são todos os que se prendem ao mundo da necessidade, os que encontram segurança no que possuem, os que estabelecem com os outros uma relação mercantil, e não uma relação de gratuidade, os que só valorizam o que for útil, os que rejeitam a Providência porque seus celeiros estão cheios, enfim, os que veem a vida como propriedade e não como dom. O Pai cuidador, porque ama gratuitamente, nos dá tudo do que precisamos. Mas de que modo Deus nos dá? Como entender sua Providência?

“Buscai o Reino de Deus e sua justiça, e todas essas coisas vos serão dadas por acréscimo” (v. 33). Quando entendermos que a vida é dom de Deus, pura gratuidade, e, por ser assim, defendermos toda forma de vida: humana, animal e vegetal, sem impor condições, fruto dos nossos preconceitos; quando as nossas relações inter-humanas se pautarem pelo princípio da fraternidade, na qual todos são inclusos: o pobre ser convidado à mesa — do pão, da educação, da saúde, da dignidade — e o rico partilhar, e não ser escravo do dinheiro; quando, enfim, Deus for o nosso único Senhor, então nos deixaremos conduzir pela providência divina. Onde há fraternidade, onde Deus reina como único Senhor, ninguém ficará sem comida ou sem o que vestir.

Todos poderão contemplar a gratuidade divina na beleza dos lírios do campo e o cuidado de Deus com as aves do céu. Todos aprenderão o que é a gratuidade, pois experimentarão, no recebimento e na doação, a providência divina!

AMBIENTE

Estamos, ainda, no contexto do “sermão da montanha” (cf. Mt 5-7). Jesus continua aqui a apresentar a “nova Lei” (como, no Antigo Testamento, Deus apresentou ao seu Povo, na montanha do Sinai a antiga Lei) que deve guiar a comunidade cristã na sua caminhada histórica.

O Evangelho que hoje nos é proposto começa com um “dito” de Jesus (vers. 24) que, em rigor, faz parte da secção anterior (cf. Mt 6,19-24: é aí que aparecem os “ditos” ou “sentenças” de Jesus que advertem os discípulos para o uso das riquezas). Depois, na sequência, Mateus apresenta uma “instrução” (vers. 25-34), na qual se procura definir (a partir das lições das “sentenças” anteriores) a atitude vital e o caminho do cristão.

MENSAGEM

O “dito” do vers. 24 afirma a incompatibilidade entre o amor a Deus e o amor aos bens materiais (o termo utilizado por Mateus – “mamonas” – personifica o dinheiro como um poder que domina o mundo). Qual a razão dessa incompatibilidade?

Em primeiro lugar, Deus deve ser o centro à volta do qual o homem constrói a sua existência, o valor supremo do homem… Mas, sempre que a lógica do “ter” domina o coração, o dinheiro ocupa o lugar de Deus e passa a ser o ídolo a quem o homem tudo sacrifica. O verdadeiro Deus passa, então, a ocupar um lugar perfeitamente secundário na vida do homem; e o dinheiro – ídolo exigente, ciumento, exclusivo, que não deixa espaço para qualquer outro valor – é promovido à categoria de motor da história e de referência fundamental para o homem.

Em segundo lugar, o amor do dinheiro fecha totalmente o coração do homem num egoísmo estéril e não deixa qualquer espaço para o amor aos irmãos. O homem deixa de ter lugar, na sua vida, para aqueles que o rodeiam; e, por amor do dinheiro, torna-se injusto, prepotente, corrupto, explorador, auto-suficiente…

Na “instrução” (vers. 25-34) que se segue aos “ditos” sobre a riqueza, Mateus procura responder às seguintes questões: como deve ser ordenada a hierarquia de valores dos discípulos de Jesus? Os membros da comunidade cristã não se devem preocupar minimamente com as suas necessidades básicas?

Para os discípulos de Jesus, o “Reino” deve ser o valor mais importante, a principal prioridade, a preocupação mais séria, aquilo que dia a dia “faz correr” o homem e que domina todo o seu horizonte (“procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça”).

E as preocupações mais “primárias” da vida do homem: a comida, a bebida, a roupa, a segurança? São valores secundários, que não devem sobrepor-se ao “Reino”. De resto, não precisamos de viver obcecados com essas coisas, pois o próprio Deus Se encarregará de suprir as necessidades materiais dos seus filhos (“tudo o mais vos será dado por acréscimo” – ver. 33). Aliás, quem aceita o desafio do “Reino” descobre rapidamente que Deus é esse Pai bondoso que preside à história humana, que cuida dos seus filhos, que vela por eles com amor, que conhece as suas necessidades: se Deus, cada dia, veste de cores os lírios do campo e alimenta quotidianamente as aves do céu, não fará o mesmo – ou até mais – pelos homens?

O crente que escolheu o “Reino” passa, então, a viver nessa serena tranquilidade que resulta da confiança absoluta no Deus que não falha.

A proposta de Jesus será um convite a viver na alegre despreocupação, na inconsciência, na passividade, no comodismo, na indiferença? Não. As palavras de Jesus são um convite a pôr em primeiro lugar as coisas verdadeiramente importantes (o “Reino”), a relativizar as coisas secundárias (as preocupações exclusivamente materiais) e, acima de tudo, a confiar totalmente na bondade e na solicitude paternal de Deus. De resto, viver na dinâmica do “Reino” não é cruzar os braços à espera que Deus faça chover do céu aquilo de que necessitamos; mas é viver comprometido, trabalhando todos os dias, a fim de que o sonho de Deus – o mundo novo da justiça, da verdade e da paz – se concretize.

ACTUALIZAÇÃO

A actualização da Palavra pode fazer-se a partir das seguintes linhas de reflexão:

• A primeira grande questão que, neste texto, Jesus nos coloca é a questão das nossas prioridades. Di
a a dia somos bombardeados com um conjunto de propostas mais ou menos aliciantes, que nos oferecem a chave da felicidade e da vida plena: o dinheiro, o êxito profissional, a progressão na carreira, a beleza física, os aplausos das multidões, o poder… E estes ou outros valores semelhantes – servidos por técnicas de publicidade enganosa – tornam-se o “objectivo final” na vida de tantos dos nossos contemporâneos. No entanto, Jesus garante-nos que a vida plena não está aqui e que, se estes valores se tornam a nossa prioridade fundamental, a nossa vida terá sido um tremendo equívoco. Para Jesus, é no “Reino” – isto é, na aposta incondicional em Deus e no acolhimento do seu projecto de salvação/libertação – que está o segredo da nossa realização plena. Quais são as minhas prioridades? Em que é que eu tenho apostado incondicionalmente a minha vida?

• As propostas equívocas de felicidade criam, muitas vezes, desorientação e confusão. Ao encherem o coração do homem de ídolos com pés de barro, afastam o homem de Deus e deixam-no perdido e sem referências, só diante de um mundo hostil – como criança perdida, indefesa, impotente. Jesus lembra-nos, porém, que Deus é um Pai cheio de solicitude e de amor, permanentemente atento às necessidades dos filhos (Ele até veste os lírios do campo e alimenta as aves do céu…). Ele convida-nos a colocar a nossa confiança e a nossa esperança nesse Pai que nos ama e a enfrentar o dia a dia com essa serena confiança que nos vem da certeza de que Deus é nosso Pai, conhece as nossas dores e necessidades e nos pega ao colo nos momentos mais dramáticos da nossa caminhada.

• A referência à incompatibilidade entre Deus e o dinheiro convida-nos a uma particular reflexão neste campo… O dinheiro é, hoje, o verdadeiro centro do poder no mundo. Ele compra consciências, poder, bem-estar, projecção social, reconhecimento e até compra amor. Por ele mata-se, calcam-se aos pés os valores mais fundamentais, renuncia-se à própria dignidade, envenena-se o ambiente (que interessa o buraco do ozono, a poluição dos rios, o desaparecimento das florestas, se isso fizer mais ricos os donos do mundo…), escravizam-se os irmãos. Quando a lógica do “ter mais” entra no coração do homem e o domina, o homem torna-se escravo e, por sua vez, leva a escravidão aos outros homens. Torna-se injusto, prepotente e explorador, passa indiferente ao lado dos irmãos que vivem abaixo do limiar da dignidade humana, deixa de ter tempo para gastar com aqueles que ama (o amor do dinheiro sobrepõe-se a todos os outros amores), relega Deus para a lista dos valores secundários, acha o “Reino” proposto por Jesus “uma absurda quimera”. Como nos situamos face a isto? Se tivermos que optar (não em termos teóricos, mas nas situações concretas da vida) entre o dinheiro e os valores do “Reino”, qual é que escolhemos?

Subsídios:
Evangelho: (Mt 6,24-34) Os lírios do campo – Ninguém pode servir a dois senhores (6,24). Quem coloca seu coração em Deus e conta com seu amor, não será escravo de suas preocupações (6,25-34). Para isso é preciso procurar primeiro e antes de tudo o que Deus quer (o Reino de Deus e sua justiça). A sincera busca da vontade de Deus nos torna realmente livres. – Em 6,24 o dinheiro é citado como um ídolo que pode desestruturar nossa vida; mas há outros... * 6,24 cf. Lc 16,9.13; Mt 19,21 * 6,25-33 cf. Lc 12,22-31; Fl 4,6; 1Rs 10; Is 51,1 * 6,34 cf. Tg 4,13-14.

***   ***   ***

Quando o trabalho era ainda um valor, certas pessoas escandalizavam-se com a parábola dos lírios do campo (evangelho), porque supostamente propagava uma mentalidade de sombra e água fresca... Para consolo de tais pessoas, podemos dizer que Jesus não está pregando a desocupação nem a despreocupação, mas apenas apontando a “pré-ocupação”, aquilo que precede toda ocupação. Pois, se a “pré-ocupação” não está bem acertada, as nossas ocupações são todas elas em vão. E a “pré-ocupação” deve ser “o Reino de Deus e sua justiça”, ou seja, todo o bem que Deus quer para sua gente e para toda a criação. Se essa for a “pré-ocupação”, podemos labutar à vontade; se não, tudo estará desfocado.

Podemos aprender muita coisa das criaturas que vivem conforme as regras do seu instinto natural, pois, sem inventar todas as nossas complicações, passam melhor do que nós. Inventamos muitas preocupações mal aplicadas (em dinheiro, comida, bebida, vestuário, carro, apartamento...). Índio no mato vive também – às vezes, melhor do que os “civilizados” da cidade industrial.

Comer e beber deveriam ser ocupações tão naturais que a gente nem precisaria fazer delas uma “pré-ocupação”, algo que preside a todas as nossas ações. Não deveríamos criar problemas de antemão com relação a tudo isso – cada dia já traz ocupação que chega. Mas, tudo está distorcido, exatamente porque alguns fazem dessas coisas sua única preocupação, em detrimento do bem-estar dos outros... Há algo que sempre de novo esquecemos e que, no entanto, determina o sentido de tudo que fizermos: procurar a vontade de Deus. Esta deve ser a verdadeira “pré-ocupação”, o desejo que preside a todas as nossas ocupações. Então, pensaremos também naqueles que não conseguem alimentar-se ou vestir-se...

Portanto, não entendamos este evangelho na mentalidade de sombra e água fresca: o sombra-e-água-fresca não se preocupa com o que vai comer amanhã, mas também não faz nada pelo coitado que morre de fome a seu lado. Não quer nada com nada... Quando o seguidor de Jesus não pergunta, prioritariamente, se vai ter o suficiente para amanhã, não toma essa atitude por desleixo, mas porque reparte aquilo que tem com seu irmão, que está precisando disso hoje. Procura primeiro o que Deus deseja.

Para chegar a tal atitude de “imprudente” doação, a gente precisa de muita confiança em Deus. Por isso, a 1ª leitura nos lembra o que Isaías disse aos israelitas, desesperados, no exílio babilônico: “Pode uma mãe esquecer a criança que amamentou?” Deus nos “criou” – ele não nos esquece!

É verdade que certas pessoas entendem essa confiança de maneira mágica ou leviana. A confiança nunca dispensa a colaboração inteligente. Ora, se nós nos esgotarmos em fazer o bem para os outros filhos de Deus, será que não encontraremos nosso bem nele? Afinal, mesmo prolongar um pouco a nossa vida não é o mais importante. Mais vale uma vida desprotegida, esgotada antes do tempo, mas rica em doação, do que um século de egoísmo.

2ª leitura continua a leitura de 1Cor. Paulo, trocando de assunto, fala da autenticidade do seu ministério. Mas nem por isso ele se acha justificado. Paulo sabe que toda sua história pessoal foi movida pela graça de Deus. Tudo é graça.

As orações ajudam para entrar no espírito deste domingo: pedimos a Deus a “paz” para melhor lhe servirmos, para não estarmos divididos entre dois senhores (oração do dia); e lembramo-nos, na Eucaristia, de que ele nos alimenta na terra, como antecipação do carinho que nos quer dispensar na eternidade (oração final).

CONFIANÇA NA PROVIDÊNCIA

Dizem que se deve escolher entre a tecnologia e a divina Providência. Quem tem a coragem de viajar de avião não deve pensar na Providência, e sim na segurança da tecnologia... Deus não deve intervir a qualquer momento, as leis da ciência e suas aplicações é que devem estar seguras... Não diminui a fé na providência a responsabilidade humana?

1ª leitura ensina a jogar-nos com toda a confiança nos braços de Deus: seu amor não desiste de cuidar de nós. E no evangelho, Jesus dirige nosso olhar para os pássaros do céu e os lírios do campo. Mas ele não ensina a despreocupação. Ele nos ensina a atitude certa para o serviço do reino de Deus: procurar primeiro o reino e sua justiça. Então podemos contar com a providência de Deus, para que possamos cumprir a missão que ele nos confia. Não a despreocupação, mas a liberdade e a simplicidade no serviço do Reino é a mensagem da parábola dos lírios. Quem procura estar a serviço do Reino receberá como graça de Deus as coisas necessárias para viver.

Tal atitude é totalmente contrária à atitude dos que procuram antes de tudo riqueza, propriedades, prestígio, poder, prazer... Será difícil conseguir tudo isso e além disso “ter Deus”! Melhor é procurar primeiro Deus e receber, além dele, o resto... Assim, o evangelho se opõe também aos despreocupados, que deixam tudo correr para não se incomodarem e por isso se tornam cúmplices daqueles que querem tudo para si.

O certo é primeiro empenhar-se pelo serviço de Deus, da justiça e do amor que Jesus nos ensina. Então, sempre teremos a certeza de ter feito o que devíamos fazer. Se Deus nos concede uma vida longa e materialmente sucedida, para assim servi-lo, tudo bem; e se ele nos conduz ao sacrifício, não teremos nada a reclamar.

A confiança na Providência assim entendida não é contrária à responsabilidade e ao engajamento. É sua condição necessária. Pois quem sempre está calculando como salvará seus interesses próprios, nunca se engajará com liberdade evangélica. Neste sentido, a confiança na Providência não é alienante, mas libertadora! Não tira a nossa responsabilidade, mas nos dá maior liberdade e coragem para assumir nossa responsabilidade na construção do reino. Quanto mais confiamos em Deus, tanto mais cresce nossa responsabilidade. Devemos confiar como se tudo dependesse de Deus e nos empenhar como se tudo dependesse de nós (cf. Sto. Inácio de Loyola).

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO

— A busca pelo Reino de Deus e a sua justiça deve ser a meta de todos os cristãos. Como buscá- lo? Somente quando Deus for o nosso único Senhor, o Reino de Deus estará próximo de nós.

— A Igreja apresenta-se como “germe do Reino de Deus” quando gera espaço para que todos sintam a gratuidade do amor do Pai.

— Só poderemos contemplar os lírios do campo quando nos ocuparmos com a vida e não com o que comer ou com o que vestir, ou seja, só poderemos ver o essencial quando os acessórios não prenderem o nosso coração!


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1. Vencer a tentação do desânimo
    a) O porquê dos nossos desânimos
    b) Os sinais da bondade de Deus
    c) O Senhor ama-nos sempre

2. Acolher a bondade do Senhor
    a) Viver o desprendimento
    b) Confiar no Senhor
    c) Ser fiel

1. Vencer a tentação do desânimo

a) O porquê dos nossos desânimos. «Sião exclamou: ‘O Senhor abandonou-me, o Senhor esqueceu-me‘.»

É uma realidade que nos deixamos tentar muitas vezes pelo desânimo. Podemos estar doentes, com tendência para ver tudo com óculos escuros. Muitas vezes, porém, as causas são outras:

• Temos apego à nossa própria vontade. Queremos o que Deus não quer, ou fugimos do que Ele quer de nós.

• Falta-nos a confiança em Deus. Só confiamos e estamos contentes quando o Senhor nos faz a vontade. O mistério da cruz repugna-nos e revoltamo-nos contra ele.

• Em última análise, na raiz de tudo isto encontra-se a nossa falta de fé. Esquecemos ou não temos presente a verdade fundamental da nossa filiação divina. Esta solidão interior prejudica-nos e leva-nos ao desânimo.Fazemos lembrar uma criança mergulhada no escuro, com a mãe ao seu lado que lhe manifesta a sua presença falando-lhe carinhosamente, embora o filho não a veja; indiferente a tudo isto, a criança chora inconsolável.

b) Os sinais da bondade de Deus. «Mas pode a mulher esquecer a criança que amamenta e não ter compaixão do fruto das suas entranhas?»

Antes de nos pedir que confiemos n’Ele, o Senhor manifesta-nos a Sua bondade pelo comportamento de algumas criaturas. Parece dizer-nos: «Abre os olhos e vê!»

As mães, mesmo tão limitadas nas suas possibilidades, com defeitos, guardam intocável o afecto e carinho para com os filhos. Até os animais nos dão exemplo disto, guiados pelo instinto, tratando das crias, e mudando-as de lugar, quando algum perigo as ameaça.

Também os santos são pequenos vislumbres do coração misericordioso de Deus. Comove-nos uma Beata Teresa de Calcutá que se entrega aos mais pobres dos pobres; o Venerável João Paulo II que se entrega sem restrições aos cuidados do rebanho, até ao esgotamento; santa Joana Beretta Molla, médica, falecida aos 39 anos, para salvar a vida da filha que deu à luz. A enumeração podia continuar. Eles são como os faróis que, na escura e tempestuosa noite, enviam sinais para o alto mar, indicando o porto seguro.

Mas, enquanto o farol não vai ao encontro dos marinheiros, Deus está connosco na barca para nos ajudar.

c) O Senhor ama-nos sempre. «Pois, ainda que ela o esquecesse, Eu não o esqueceria.»

Deus ama-nos sempre, seja qual for o caminho por onde andamos transviados. É o mistério insondável da Sua misericórdia.

Quanto mais doentes, pequeninos e indefesos são os Seus filhos, mais lhes manifesta o Seu Amor.

Deus, nosso Pai, é mil vezes mais generoso para connosco do que todas as mães da terra juntas.

Sendo assim, nenhuma situação neste mundo justifica o nosso desânimo, porque podemos contar sempre com Ele.

Recolhamo-nos em oração, quando a escuridão do desânimo se abater sobre nós.

2. Acolher a bondade do Senhor

a) Viver o desprendimento. «Ninguém pode servir a dois senhores: […] Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.»

A confiança em Deus deve ser acompanhada duma diligência para fazer tudo o que está dentro das nossas possibilidades, para resolver os problemas. Quando estamos doentes, por exemplo, o primeiro cuidado há-de ser consultar o médico e obedecer-lhe.

Está fora de dúvidas que temos de procurar diligentemente o sustento de cada dia e, na condição de fieis correntes que vivem no mundo, amealhar algumas economias, para um tempo de crise.

Mas este cuidado não nos pode levar a passar por cima da Lei de Deus, lançando mão de todos os meios.

É que, se não vivermos com uma preocupação de fidelidade à lei do Senhor, pode chegar o momento em que não hesitamos em usar todos os meios – também os ilícitos – justificando-os com um fim bom que procuramos.

b) Confiar no Senhor. «Não vos inquieteis, no tocante à vossa vida, com o que haveis de comer ou de beber, nem quanto ao vosso corpo, com o que haveis de vestir.»

Depois de termos feito tudo quanto se encontra ao nosso alcance, abandonemo-nos a uma grande confiança no Senhor.

Ele não prometeu excluir da nossa vida a cruz do sofrimento. Nossa Senhora dizia a santa Bernadette Soubirous, a vidente de Lurdes: «Não prometo fazer-te feliz na terra, mas no Céu.» A Imaculada Conceição referia-se, com certeza, à felicidade como os homens a entendem geralmente. A sua família continuou com graves dificuldades económicas, o pai foi injustamente acusado de ter roubado um pedaço de madeira, e ela sofreu a asma até ao fim da vida. Jovem religiosa, ainda, foi preciso sentá-la numa cadeira – estava-se em Fevereiro gelado, em Névers – e trazê-la para junto da janela para que pudesse respirar nos últimos momentos da vida.

Mas podemos ter a certeza de que o Senhor escolhe sempre o melhor para nós. Apresentemos-Lhe os nossos pedidos, mas deixemos Deus escolher.

Que admirável exemplo de confiança nos dá o Santo Job, nas paragens longínquas do Antigo testamento!

c) Ser fiel. «O que afinal se requer nos administradores é que cada um deles se mostre fiel.»

S. Paulo toma conhecimento de que há grandes divisões na Igreja de Corinto e ele mesmo não escapa à calúnia. Tenta ajudá-los a afastar este mal, dando-lhes doutrina que é para todos os tempos, exortando-os a serem fieis.

Como se manifesta esta fidelidade? Encontramos na sua carta algumas indicações práticas.

• Examinar o nosso comportamento na presença de Deus, sem nos preocuparmos com o que as pessoas podem dizer de nós. É diante do Senhor que havemos de tomar as nossas decisões, e não sob a pressão das apreciações que o nosso comportamento pode causar nos outros, nem sempre bem formados ou bem intencionados.

• Manter a consciência limpa, sem esquecer que deve estar bem formada, para não nos iludirmos. Não faltam pessoas que estão continuamente a dizer que estão de consciência tranquila, quando até um cego vê que estão submersos no mal. Não falamos de consciência tranquila, mas limpa. É a Palavra de Deus que a purifica.

• Não julgar os outros. As críticas e murmurações são uma fonte de inquietação para os que as fazem e os que as sofrem.

O Senhor não nos entregou a missão de julgar, nem possuímos todos os dados para o podermos fazer com justiça.

• Participação na Missa Dominical. O Senhor ilumina as trevas do nosso coração especialmente no encontro com Ele em cada Domingo e dá-nos forças, na Eucaristia, para cumprirmos as exigências que ela nos ajuda a descobrir.

A paz que buscamos, numa confiança ilimitada no Senhor, não dispensa, pois, este encontro com Ele no primeiro dia da semana.

Em casa de Isabel, Maria manifesta a maior tranquilidade e alegria, apesar dos problemas que se acumulam no horizonte da sua vida, porque confia no Senhor.


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 8º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa…

LITURGIA EUCARÍSTICA

INTRODUÇÃO

O Senhor veio em nosso auxílio, na Liturgia da Palavra, para iluminar os caminhos da nossa vida. Agora, vai preparar-nos o Banquete da Eucaristia, para nos fortalecer nesta caminhada para o Céu.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Senhor, que nos concedeis estes dons que Vos oferecemos e nos atribuís o mérito do oferecimento, nós Vos suplicamos: o que nos dais como fonte de mérito nos obtenha o prémio da felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

SANTO

SAUDAÇÃO DA PAZ
Quando não fazemos esforço para cultivar a paz e a concórdia com todos, sofremos e fazemos sofrer. O Senhor convida-nos a que alimentemos interiormente o desejo de perdoar e aceitarmos o perdão, manifestando com um gesto estes sentimentos. Saudai-vos na paz de Cristo!

Monição da Comunhão: Como o Apóstolo João, nas margens do lago, depois da pesca miraculosa, também cada um de nós, ao aproximar-se da Eucaristia, pode exclamar: «É o Senhor!» Se estamos preparados para o fazer, aproximemo-nos com esta certeza que nos dá a fé, e comunguemos com amor e devoção.

Salmo 12, 6
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Cantarei ao Senhor pelo bem que me fez, exaltarei o nome do Senhor, cantarei hinos ao Altíssimo.

Ou: Mt 28, 20
Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos, diz o Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Senhor, que nos saciais com os vossos dons sagrados, concedei-nos, por este sacramento com que nos alimentais na vida presente, a comunhão convosco na vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

RITOS FINAIS

Monição final: Sejamos agora, em todas as encruzilhadas do mundo – na família, no trabalho e nos momentos de lazer – testemunhas de uma firme confiança em Deus.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

8ª SEMANA

................................

................................

Celebração e Homilia: JOSÉ ROQUE
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

Fonte: Celebração  Litúrgica

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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