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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


28.05.2017
ASCENSÃO DO SENHOR — ANO A
( Branco, Glória, Creio, Prefácio da Ascensão – Ofício da Solenidade )
__ "Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos..." __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO DOMINGO ANTERIOR (21.05.2017)

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Hoje, Jesus chega ao ponto máximo de sua glorificação: sobe aos céus e senta-se à direita do Pai e recebe toda autoridade, seja na terra como no céu. Hoje, ele termina sua missão aqui e, antes de subir, prepara seus discípulos para continuarem o que ele começou: implantar o Reino de Deus no meio dos homens. Para isso promete-lhes o mesmo Espírito Santo que ele tinha recebido. Deverão levar sua Palavra de vida e serem suas testemunhas no meio de todas as nações com a força desse mesmo Espírito que ele lhes iria enviar junto com o Pai. Hoje, dia Mundial das Comunicações Sociais, rezemos para que os meios de comunicação implantem, na mente e no coração de todos, os valores do Reino e rezemos também nesta semana para que os cristãos de todas as denominações religiosas trabalhem unidos, sem brigas, para que o mundo creia que Jesus foi o enviado do Pai.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, hoje Jesus sobe aos céus e, após a sua ressurreição, encerra seus encontros e aparições aos discípulos, que serviram para fortalecer-lhes a fé e explicar-lhes a missão. Despedindo- se, o Senhor promete enviar o seu Espírito e, por Ele, permanecer na Igreja por meio da Palavra anunciada e dos sacramentos. Iniciamos hoje a Semana de Oração pela unidade dos cristãos. Peçamos ao Senhor a graça de vivermos unidos em seu amor. Também hoje, alegramo- nos com todos os meios de comunicação que, no mundo, divulgam a verdade e colaboram com o anúncio do Evangelho.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Interpretando teologicamente a Ascensão de Jesus, recomendam os anjos que não se fique a olhar para o céu, mas que se espere e prepare a volta gloriosa do Senhor. Esta é, até o fim dos tempos, a missão da Igreja, em tensão entre o visível e o invisível, enbtre a realidade presente e a futura cidade para a qual caminhamos. A ascensão do Cristo é a nossa ascensão; já que o Corpo é convidado a elevar-se até a glória em que o precedeu a cabeça, vamos cantar nossa alegria, expandir em ação de graças todo o nosso júbilo. Hoje, não apenas conquistamos o paraíso, mas, no Cristo, penetramos nos mais altos céus.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo, cantemos cânticos jubilosos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/28-de-maio-de-2017---solenidade-da-ascensao-do-senhor.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/af_35_ascensao_do_senhor.pdf


TEMA
EXALTAÇÃO E SENHORIO DE CRISTO

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- Autoria do Roteiro Homilético da Paulus para o período de Março/Abril-2017: Celso Loraschi. Mestre em Teologia Dogmática com Concentração em Estudos Bíblicos e professor de evangelhos sinóticos e Atos dos Apóstolos no Instituto Teológico de Santa Catarina (Itesc). E-mail: loraschi@itesc.org.br

Introdução da Revistal Vida Pastoral

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Quarenta dias depois da Páscoa, a Igreja celebra a Ascensão do Senhor. Na realidade, o que se celebra hoje é bem mais do que uma aparição na qual Jesus é elevado ao céu. É toda a realidade de sua glorificação que celebramos, aquilo que os primeiros cristãos chamaram de “estar sentado à direita do Pai”. Assim, a última aparição de Jesus aos apóstolos aponta para uma realidade que ultrapassa o quadro da narração. Por isso, não precisamos preocupar-nos em “harmonizar” a ascensão segundo At 1,1-11, em Jerusalém (I leitura), com a de Mt 28,16-20, na Galileia (evangelho).

Pode tratar-se de duas aparições, dois acontecimentos diferentes, que têm o mesmo sentido: Jesus, depois de sua ressurreição, não veio retomar sua atividade de antes na terra (cf. sua advertência a Maria Madalena em Jo 20,17) nem implantar um reino político de Deus no mundo, como muitos achavam que ele deveria ter feito (cf. At 1,6). Não. Jesus realiza-se agora em outra dimensão, a dimensão de sua glória, de seu senhorio transcendente. A atividade aqui na terra, ele a deixa para nós (“Sede as minhas testemunhas… até os confins da terra” [At 1,8]), e nós é que devemos reinventá-la a cada momento. Na ressurreição, Jesus volta a nós, não mais “carnal”, mas em condição gloriosa, para nos animar com seu Espírito (At 1,8; Mt 16,20; cf. Jo 14,15-20, evangelho do domingo passado).

Introdução do Portal Dehonianos

A Festa da Ascensão de Jesus, que hoje celebramos, sugere que, no final do caminho percorrido no amor e na doação, está a vida definitiva, a comunhão com Deus. Sugere também que Jesus nos deixou o testemunho e que somos nós, seus seguidores, que devemos continuar a realizar o projecto libertador de Deus para os homens e para o mundo.

O Evangelho apresenta o encontro final de Jesus ressuscitado com os seus discípulos, num monte da Galileia. A comunidade dos discípulos, reunida à volta de Jesus ressuscitado, reconhece-O como o seu Senhor, adora-O e recebe d’Ele a missão de continuar no mundo o testemunho do “Reino”.

Na primeira leitura, repete-se a mensagem essencial desta festa: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projecto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus – a mesma vida que espera todos os que percorrem o mesmo “caminho” que Jesus percorreu. Quanto aos discípulos: eles não podem ficar a olhar para o céu, numa passividade alienante; mas têm de ir para o meio dos homens, continuar o projecto de Jesus.

A segunda leitura convida os discípulos a terem consciência da esperança a que foram chamados (a vida plena de comunhão com Deus). Devem caminhar ao encontro dessa “esperança” de mãos dadas com os irmãos – membros do mesmo “corpo” – e em comunhão com Cristo, a “cabeça” desse “corpo”. Cristo reside no seu “corpo” que é a Igreja; e é nela que Se torna, hoje, presente no meio dos homens.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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RITOS INICIAIS

Actos 1, 11
ANTÍFONA DE ENTRADA: Homens da Galileia, porque estais a olhar para o céu? Como vistes Jesus subir ao céu, assim há–de vir na sua glória. Aleluia.

Diz–se o Glória.

Introdução ao espírito da Celebração
Com a Ascensão gloriosa, Jesus Cristo inaugura a Sua presença invisível junto de nós na terra. Foi preparar-nos um lugar no Céu, como Ele mesmo prometeu aos Apóstolos, mas teve antes o cuidado de nos fazer uma promessa: «Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos.» Acompanha-nos na missão de levar a Boa Nova da Salvação a todas as pessoas, a sermos testemunhas d’Ele até às fronteiras do mundo. Para cumprirmos esta missão, o Senhor oferece-nos a ajuda das invenções humanas. Lembrando esta maravilha, o Santo Padre convida-nos a celebrar hoje o Dia Mundial dos Meios de Comunicação Social, dando-lhe como tema «partilhar a verdade e comunicá-la.»

ACTO PENITENCIAL

Somos tentados, no entanto, a viver como se Jesus Cristo se tivesse ausentado definitivamente de nós e permanecesse alheado desta missão divina. Muitas vezes no vivemos na presença d’Ele; temos pensamentos, palavras e atitudes que no gostaríamos que Ele presenciasse. De tudo vamos pedir perdão, e pedir-Lhe humildemente coragem para mudar de vida.

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

• Para o mau uso que fazemos da Televisão e da Rádio, dos livros, revistas, jornais , dos filmes e da internet, Senhor, misericórdia! Senhor, misericórdia!

• Para as vezes em que fazemos do telefone e telemóvel instrumentos de divisão, em vez de aproximar as pessoas, Cristo, misericórdia! Cristo, misericórdia!

• Para a falta de responsabilidade em levar a pessoas amigas nos caminhos da paz e da reconciliação com Deus e os irmãos, Senhor, misericórdia! Senhor, misericórdia!

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

ORAÇÃO COLECTA: Deus omnipotente, fazei-nos exultar em santa alegria e em filial acção de graças, porque a ascensão de Cristo, vosso Filho, é a nossa esperança: tendo-nos precedido na glória como nossa Cabeça, para aí nos chama como membros do seu Corpo. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: S. Lucas, nos Actos dos Apóstolos, proclama a mensagem essencial desta solenidade: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projecto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus – a mesma vida que espera todos os que percorrem o mesmo caminho de Jesus. Os discípulos não podem nem devem permanecer a olhar para o céu, numa passividade alienante, mas têm de ir para o meio dos homens continuar o projecto de Jesus.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Atos 1,1-11

Leitura dos Atos dos Apóstolos. 1 1 Em minha primeira narração, ó Teófilo, contei toda a seqüência das ações e dos ensinamentos de Jesus, 2 desde o princípio até o dia em que, depois de ter dado pelo Espírito Santo suas instruções aos apóstolos que escolhera, foi arrebatado (ao céu). 3 E a eles se manifestou vivo depois de sua Paixão, com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas do Reino de Deus. 4 E comendo com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem o cumprimento da promessa de seu Pai, "que ouvistes", disse ele, "da minha boca; 5 porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui há poucos dias". 6 Assim reunidos, eles o interrogavam: "Senhor, é porventura agora que ides instaurar o reino de Israel?" 7 Respondeu-lhes ele: "Não vos pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder, 8 mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo". 9 Dizendo isso elevou-se da (terra) à vista deles e uma nuvem o ocultou aos seus olhos. 10 Enquanto o acompanhavam com seus olhares, vendo-o afastar-se para o céu, eis que lhes apareceram dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: 11 "Homens da Galiléia, por que ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu".
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Lucas começa o livro de Actos com o mesmo facto com que tinha terminado o seu Evangelho, a Ascensão, que desempenha assim na sua obra um papel de charneira, pois assinala tanto a ligação como a distinção entre a história de Jesus, que se realiza aqui na terra – o Evangelho – e a história da Igreja, que então tem o seu início – os Actos.

3 «Aparecendo-lhes durante 40 dias». Esta precisão do historiador Lucas permite-nos esclarecer algo que no seu Evangelho não tinha ficado claro quanto ao dia da Ascensão, pois o leitor poderia ter ficado a pensar que se tinha dado, sem mais, no dia da Ressurreição. É certo que a Ascensão faz parte da glorificação e exaltação de Jesus; por isso S. João parece pretender uni-la à Ressurreição, nas palavras de Jesus a Madalena (Jo 20, 17), podendo falar-se duma ascensão invisível no dia de Páscoa, sem que em nada se diminua o valor do facto sucedido 40 dias depois e aqui relatado: a Ascensão visível de Jesus, que marca um fim das manifestações visíveis aos discípulos – testemunhas da Ressurreição estabelecidas por Deus – engloba uma certa glorificação acidental do Senhor ressuscitado, «pela dignidade do lugar a que ascendia», como diz S. Tomás de Aquino (Sum. Theol., III, q. 57, a. 1). Há numerosas referências à Ascensão no Novo Testamento: Jo 6, 62; 20, 17; 1 Tim 3, 26; 1 Pe 3, 22; Ef 4, 9-10; Hbr 9, 24; etc… Mas a Ascensão tem, além disso, um valor existencial excepcional, pois nos atinge hoje em cheio: Cristo, ao colocar à direita da glória do Pai a nossa frágil natureza humana unida à Sua Divindade (Cânon Romano da Missa de hoje), enche-nos de esperança em que também nós havemos de chegar ao Céu e diz-nos que é lá a nossa morada, onde, desde já, devem estar os nossos corações, pois ali está a nossa Cabeça, Cristo.

4 «A Promessa do Pai, da qual Me ouvistes falar». Na despedida da Última Ceia, Jesus não se cansou de falar aos discípulos do Espírito Santo: Jo 14, 16-17.26; 16, 7-15.

5 «Baptizados no Espírito Santo», isto é, inundados de enorme força e luz do Espírito Santo, cheio dos seus dons, dez dias depois (cf. Act 2, 1-4).

«Minhas Testemunha em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra». Estas palavras do Senhor são apresentadas por S. Lucas para servirem de resumo temático do seu livro; aquilo que ele nos vai contar ilustrará o modo como a fé cristã se vai desenvolver progressivamente, seguindo estas três etapas geográficas: Act 2 – 7; 8 – 12; 13 – 28.

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A primeira leitura narra a ascensão de Jesus e a missão dos apóstolos segundo o livro dos Atos dos Apóstolos. Os dias entre a Páscoa e a ascensão formam “o retiro de preparação para o desabrochar da Igreja”: 40 dias, como os 40 dias de Moisés e de Elias no Horeb, como os 40 anos de Israel no deserto. Nesses dias, Jesus deu as últimas instruções aos seus: a promessa do Espírito e a missão de evangelizar. Os discípulos não devem ficar olhando o céu, mas deverão levar a mensagem de Jesus ao mundo inteiro, “até os confins da terra” (At 1,8), e para isso receberão a força do Espírito. Até o Senhor voltar, sua Igreja será missionária.

AMBIENTE

O livro dos “Actos dos Apóstolos” dirige-se a comunidades que vivem num certo contexto de crise. Estamos na década de 80, cerca de cinquenta anos após a morte de Jesus. Passou já a fase da expectativa pela vinda iminente do Cristo glorioso para instaurar o “Reino” e há uma certa desilusão. As questões doutrinais trazem alguma confusão; a monotonia favorece uma vida cristã pouco comprometida e as comunidades instalam-se na mediocridade; falta o entusiasmo e o empenho… O quadro geral é o de um certo sentimento de frustração, porque o mundo continua igual e a esperada intervenção vitoriosa de Deus continua adiada. Quando vai concretizar-se, de forma plena e inequívoca, o projecto salvador de Deus?

É neste ambiente que podemos inserir o texto que hoje nos é proposto como primeira leitura. Nele, o catequista Lucas avisa que o projecto de salvação e de libertação que Jesus veio apresentar passou (após a ida de Jesus para junto do Pai) para as mãos da Igreja, animada pelo Espírito. A construção do “Reino” é uma tarefa que não está terminada, mas que é preciso concretizar na história e exige o empenho contínuo de todos os crentes. Os cristãos são convidados a redescobrir o seu papel, no sentido de testemunhar o projecto de Deus, na fidelidade ao “caminho” que Jesus percorreu.

MENSAGEM

O nosso texto começa com um prólogo (vers. 1-2) que relaciona os “Actos” com o 3º Evangelho – quer na referência ao mesmo Teófilo a quem o Evangelho era dedicado, quer na alusão a Jesus, aos seus ensinamentos e à sua acção no mundo (tema central do 3º Evangelho). Neste prólogo são também apresentados os protagonistas do livro – o Espírito Santo e os apóstolos, ambos vinculados com Jesus.

Depois da apresentação inicial, vem o tema da despedida de Jesus (vers. 3-8). O autor começa por fazer referência aos “quarenta dias” que mediaram entre a ressurreição e a ascensão, durante os quais Jesus falou aos discípulos “a respeito do Reino de Deus” (o que parece estar em contradição com o Evangelho, onde a ressurreição e a ascensão são apresentados no próprio dia de Páscoa – cf. Lc 24). O número quarenta é, certamente, um número simbólico: é o número que define o tempo necessário para que um discípulo possa aprender e repetir as lições do mestre. Aqui define, portanto, o tempo simbólico de iniciação ao ensinamento do Ressuscitado.

As palavras de despedida de Jesus (vers. 4-8) sublinham dois aspectos: a vinda do Espírito e o testemunho que os discípulos vão ser chamados a dar “até aos confins do mundo”. Temos aqui resumida a experiência missionária da comunidade de Lucas: o Espírito irá derramar-se sobre a comunidade crente e dará a força para testemunhar Jesus em todo o mundo, desde Jerusalém a Roma. Na realidade, trata-se do programa que Lucas vai apresentar ao longo do livro, posto na boca de Jesus ressuscitado. O autor quer mostrar com a sua obra que o testemunho e a pregação da Igreja estão entroncados no próprio Jesus e são impulsionados pelo Espírito.

O último tema é o da ascensão (vers. 9-11). Evidentemente, esta passagem necessita de ser interpretada para que, através da roupagem dos símbolos, a mensagem apareça com toda a claridade.

Temos, em primeiro lugar, a elevação de Jesus ao céu (vers. 9a). Não estamos a falar de uma pessoa que, literalmente, descola da terra e começa a elevar-se; estamos a falar de um sentido teológico (não é o “repórter”, mas sim o “teólogo” a falar): a ascensão é uma forma de expressar, simbolicamente, que a exaltação de Jesus é total e atinge dimensões supra-terrenas; é a forma literária de descrever o culminar de uma vida vivida para Deus, que agora reentra na glória da comunhão com o Pai.

Temos, depois, a nuvem (vers. 9b) que subtrai Jesus aos olhos dos discípulos. Pairando a meio caminho entre o céu e a terra a nuvem é, no Antigo Testamento, um símbolo privilegiado para exprimir a presença do divino (cf. Ex 13,21.22; 14,19.24; 24,15b-18; 40,34-38). Ao mesmo tempo, simultaneamente, esconde e manifesta: sugere o mistério do Deus escondido e presente, cujo rosto o Povo não pode ver, mas cuja presença adivinha nos acidentes da caminhada. Céu e terra, presença e ausência, luz e sombra, divino e humano, são dimensões aqui sugeridas a propósito de Cristo ressuscitado, elevado à glória do Pai, mas que continua a caminhar com os discípulos.

Temos, ainda, os discípulos a olhar para o céu (vers. 10a). Significa a expectativa dessa comunidade que espera ansiosamente a segunda vinda de Cristo, a fim de levar ao seu termo o projecto de libertação do homem e do mundo.

Temos, finalmente, os dois homens vestidos de branco (vers. 10b). O branco sugere o mundo de Deus – o que indica que o seu testemunho vem de Deus. Eles convidam os discípulos a continuar no mundo, animados pelo Espírito, a obra libertadora de Jesus; agora, é a comunidade dos discípulos que tem de continuar na história a obra de Jesus, embora com a esperança posta na segunda e definitiva vinda do Senhor.

O sentido fundamental da ascensão não é que fiquemos a admirar a elevação de Jesus; mas é convidar-nos a seguir o “caminho” de Jesus, olhando para o futuro e entregando-nos à realização do seu projecto de salvação no meio do mundo.

ACTUALIZAÇÃO

Ter em conta, para a reflexão e actualização, os seguintes elementos:

• A ressurreição/ascensão de Jesus garante-nos, antes de mais, que uma vida, vivida na fidelidade aos projectos do Pai, é uma vida destinada à glorificação, à comunhão definitiva com Deus. Quem percorre o mesmo “caminho” de Jesus subirá, como Ele, à vida plena.

• A ascensão de Jesus recorda-nos, sobretudo, que Ele foi elevado para junto do Pai e nos encarregou de continuar a tornar realidade o seu projecto libertador no meio dos homens nossos irmãos. É essa a atitude que tem marcado a caminhada histórica da Igreja? Ela tem sido fiel à missão que Jesus, ao deixar este mundo, lhe confiou?

• O nosso testemunho tem transformado e libertado a realidade que nos rodeia? Qual o real impacto desse testemunho na nossa família, no local onde desenvolvemos a nossa actividade profissional, na nossa comunidade cristã ou religiosa?

• É relativamente frequente ouvirmos dizer que os seguidores de Jesus gostam mais de olhar para o céu do que comprometerem-se na transformação da terra. Estamos, efectivamente, atentos aos problemas e às angústias dos homens, ou vivemos de olhos postos no céu, num espiritualismo alienado? Sentimo-nos questionados pelas inquietações, pelas misérias, pelos sofrimentos, pelos sonhos, pelas esperanças que enchem o coração dos que nos rodeiam? Sentimo-nos solidários com todos os homens, particularmente com aqueles que sofrem?

Subsídios:
1ª leitura: 
(At 1,1-11) Ascensão de Jesus e missão dos apóstolos – Os dias entre a Páscoa e a Ascensão formam “o retiro de preparação” (40 dias!) para o desabrochamento da Igreja. Foram as últimas instruções de Jesus aos seus: promessa e missão. Eles deverão levar a mensagem de Jesus ao mundo inteiro, e para isso receberão a força do Espírito. Até o Senhor voltar, sua Igreja será missionária. * 1,1-5 cf. Lc 1,1-4; Mt 28,19-20; Lc 24,42-43.49; 3,16 * 1,6-11 cf. Mt 24,36; Lc 24,48.50-51; Mc 16,19; Ef 4,8-10; Sl 110[109],1.



Salmo Responsorial

Monição: No regresso do cativeiro de Babilónia, o Povo de Deus aclamava o Senhor, que presidia ao seu cortejo, ao som de trombetas festivas, enquanto subia até ao Templo de Jerusalém. A Liturgia desta solenidade convida-nos a aclamar Jesus Cristo glorioso que sobe aos Céus, para entrar na Sua glória junto do Pai.

SALMO RESPONSORIAL – 46/47

Por entre aclamações, Deus se elevou,
o Senhor subiu ao toque da trombeta!

Povos todos do universo, batei palmas,
gritai a Deus aclamações de alegria!
Porque sublime é o Senhor, o Deus altíssimo,
o soberano que domina toda a terra.

Por entre aclamações, Deus se elevou,
o Senhor subiu ao toque da trombeta.
Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa,
salmodiai, ao som da harpa, ao nosso rei!

Porque Deus é o grande rei de toda a terra,
ao som da harpa acompanhai os seus louvores!
Deus reina sobre todas as nações,
está sentado no seu trono glorioso.

Segunda Leitura

Monição: S. Paulo convida os discípulos da Igreja de Éfeso a terem consciência da esperança a que foram chamados: a vida plena de comunhão com Deus. Devem caminhar ao encontro desta esperança de mãos dadas com os irmãos – membros do mesmo «corpo» – e em comunhão com Cristo, a «cabeça» desse «corpo», no qual reside.

Efésios 1,17-23

Leitura da carta de São Paulo aos Efésios. Irmãos, 1 17 "rogo ao Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê um espírito de sabedoria que vos revele o conhecimento dele; 18 que ilumine os olhos do vosso coração, para que compreendais a que esperança fostes chamados, quão rica e gloriosa é a herança que ele reserva aos santos, 19 e qual a suprema grandeza de seu poder para conosco, que abraçamos a fé. É o mesmo poder extraordinário que 20 ele manifestou na pessoa de Cristo, ressuscitando-o dos mortos e fazendo-o sentar à sua direita no céu, 21 acima de todo principado, potestade, virtude, dominação e de todo nome que possa haver neste mundo como no futuro. 22 E sujeitou a seus pés todas as coisas, e o constituiu chefe supremo da Igreja, 23 que é o seu corpo, o receptáculo daquele que enche todas as coisas sob todos os aspectos.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Neste texto temos um dos principais temas da epístola: a Igreja como Corpo (místico) de Cristo. A Igreja é a plenitude de Cristo, «o Cristo total» (S. Agostinho). A Igreja recebe da sua Cabeça, Cristo, não só a chefia, mas o influxo vital, a graça; vive a vida de Cristo. Jesus sobe ao Céu, mas fica presente no mundo, na sua Igreja.

17 «O Deus de N. S. J. Cristo». «O Pai é para o Filho fonte da natureza divina e o criador da sua natureza humana: assim Ele é, com toda a verdade, o Deus de N. S. J. C.» (Médebielle). «O Pai da glória», isto é, o Pai a quem pertence toda a glória, toda a honra intrínseca à sua soberana majestade. «Um espírito», o mesmo que um dom espiritual. Não se trata do próprio Espírito Santo; dado que não tem artigo em grego, trata-se pois de uma graça sua.

20-22 Temos aqui a referência a um tema central já tratado em Colosenses: a supremacia absoluta de Cristo, tendo em conta a sua SS. Humanidade, uma vez que pela divindade é igual aoPai. A sua supremacia coloca-O «acima de todo o nome», isto é, acima de todo e qualquer ser, qualquer que seja a sua natureza e qualquer mundo a que pertença. Mas aqui a atenção centra-se num domínio particular de Cristo, a saber, na sua Igreja, da qual Ele é não apenas o Senhor, mas a Cabeça. A Igreja é o «Corpo de Cristo»; ela é o plêrômade Cristo, isto é, o seu complemento ou plenitude: a igreja é Cristo que se expande e se prolonga nos fiéis que aderem a Ele. (Alguns autores preferem entender o termo plêrôma no sentido passivo: a Igreja seria plenitude de Cristo, enquanto reservatório das suas graças e merecimentos que ela faz chegar aos homens).

23 «Aquele que preenche tudo em todos». A acção de Cristo é sem limites, especialmente na ordem salvífica; a todos faz chegar a sua graça, sem a qual ninguém se pode salvar. No entanto, é mais corrente preferir, com a Vulgata, outro sentido a que se presta o original grego: a Igreja é a plenitude daquele que se vai completando inteiramente em todos os seus membros. Assim, a Igreja completa a Cristo, e Cristo é completado pelos seus membros (é uma questão de entender como passivo, e não médio, o particípio grego plêrouménou, de acordo com o que acontece em outros 87 casos do N. T.).

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Na exaltação do Cristo, revela-se a força de Deus. A carta aos Efésios se inicia com um hino de louvor (vv. 2-10), seguido por um enunciado sobre o plano da salvação (vv. 11-14) e uma súplica pelos fiéis (vv. 15-19), que se expande numa proclamação dos grandes feitos de Deus em Cristo (vv. 20-23). Essa súplica e contemplação constituem a leitura de hoje. Deus ressuscitou Jesus e o fez cabeça da Igreja e do universo. A Igreja é seu “corpo”, ela o torna presente no mundo, ela é a presença atuante de Cristo no mundo. Celebrando a glorificação do Cristo, tomamos consciência de nossa própria vocação à glória. Também a oração do dia e os prefácios próprios falam nesse sentido.

Nestes tempos de “diminuição” da Igreja, podemos encontrar nessa leitura uma perspectiva maior e um ânimo mais firme. Cristo se completa em sua Igreja, e esta encontra no Senhor ressuscitado e glorioso a sua firmeza. Não há por que ficarmos medrosos e desanimados.

AMBIENTE

A Carta aos Efésios é, provavelmente, um dos exemplares de uma “carta circular” enviada a várias igrejas da Ásia Menor, numa altura em que Paulo está na prisão (em Roma?). O seu portador é um tal Tíquico. Estamos por volta dos anos 58/60.

Alguns vêem nesta Carta uma espécie de síntese da teologia paulina, numa altura em que a missão do apóstolo está praticamente terminada no oriente.

Em concreto, o texto que nos é proposto aparece na primeira parte da Carta e faz parte de uma acção de graças, na qual Paulo agradece a Deus pela fé dos Efésios e pela caridade que eles manifestam para com todos os irmãos na fé.

MENSAGEM

À acção de graças, Paulo une uma fervorosa oração a Deus, para que os destinatários da Carta conheçam “a esperança a que foram chamados” (vers. 18). A prova de que o Pai tem poder para realizar essa “esperança” (isto é, conferir aos crentes a vida eterna como herança) é o que Ele fez com Jesus Cristo: ressuscitou-O e sentou-O à sua direita (vers. 20), exaltou-O e deu-Lhe a soberania sobre todos os poderes angélicos (Paulo está preocupado com a perigosa tendência de alguns cristãos em dar uma importância exagerada aos anjos, colocando-os até acima de Cristo – cf. Col 1,6). Essa soberania estende-se, inclusive, à Igreja – o “corpo” do qual Cristo é a “cabeça”.

O mais significativo deste texto é, precisamente, este último desenvolvimento. A ideia de que a comunidade cristã é um “corpo” – o “corpo de Cristo” – formado por muitos membros, já havia aparecido nas “grandes cartas”, acentuando-se, sobretudo, a relação dos vários membros do “corpo” entre si (cf. 1 Cor 6,12-20; 10,16-17; 12,12-27; Rom 12,3-8); mas, nas “cartas do cativeiro”, Paulo retoma a noção de “corpo de Cristo” para reflectir sobre a relação que existe entre a comunidade e Cristo.

Neste texto, em concreto, há dois conceitos muito significativos para definir o quadro da relação entre Cristo e a Igreja: o de “cabeça” e o de “plenitude” (em grego, “pleroma”).

Dizer que Cristo é a “cabeça” da Igreja significa, antes de mais, que os dois formam uma comunidade indissolúvel e que há entre os dois uma comunhão total de vida e de destino; significa, também, que Cristo é o centro à volta do qual o “corpo” se articula, a partir do qual e em direcção ao qual o “corpo” cresce, se orienta e constrói, a origem e o fim desse “corpo”; significa, ainda, que a Igreja/corpo está submetida à obediência a Cristo/cabeça: só de Cristo a Igreja depende e só a Ele deve obediência.

Dizer que a Igreja é a “plenitude” (“pleroma”) de Cristo significa dizer que nela reside a “plenitude”, a “totalidade” de Cristo. Ela é o receptáculo, a habitação, onde Cristo Se torna presente no mundo; é através desse “corpo” onde reside que Cristo continua todos os dias a realizar o seu projecto de salvação em favor dos homens. Presente nesse “corpo”, Cristo enche o mundo e atrai a Si o universo inteiro, até que o próprio Cristo “seja tudo em todos” (vers. 23).

ACTUALIZAÇÃO

Ter em conta, na reflexão, as seguintes linhas:

• Na nossa peregrinação pelo mundo, convém termos sempre presente “a esperança a que fomos chamados”. A ressurreição/ascensão/glorificação de Jesus é a garantia da nossa própria ressurreição/glorificação. Formamos com Ele um “corpo” destinado à vida plena. Esta perspectiva tem de dar-nos a força de enfrentar a história e de avançar – apesar das dificuldades – nesse “caminho” do amor e da entrega total que Cristo percorreu.

• Dizer que fazemos parte do “corpo de Cristo” significa que devemos viver numa comunhão total com Ele e que nessa comunhão recebemos, a cada instante, a vida que nos alimenta. Significa, também, viver em comunhão, em solidariedade total com todos os nossos irmãos, membros do mesmo “corpo”, alimentados pela mesma vida. Estas duas coordenadas estão presentes na nossa existência?

• Dizer que a Igreja é o “pleroma” de Cristo significa que temos a obrigação de testemunhar Cristo, de torná-l’O presente no mundo, de levar à plenitude a projecto de libertação que Ele começou em favor dos homens. Essa tarefa só estará acabada quando, pelo testemunho e pela acção dos crentes, Cristo for “um em todos”.

Subsídios:
2ª leitura: (Ef 1,17-23) A força de Deus, revelando-se na exaltação do Cristo – A oração do autor se transforma em proclamação dos magnalia Dei em Cristo. Deus o ressuscitou e o fez cabeça da Igreja e do universo. A Igreja é seu “corpo”, ela o torna presente no mundo, ela é a presença atuante de Cristo no mundo.* 1,17-18 cf. Cl 1,9-10; Ef 3,14 * 1,19-21 cf. Sl 109[110],1; Fl 2,9-11; Cl 1,16 * 1,22-23 cf. 8,6; Ef 4,10.15; Cl 1,18-19.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Ide ao mundo, ensinai aos povos todos; convosco estarei, todo os dias, até o fim dos tempos, diz Jesus (Mt 28,19s).

Evangelho

Monição: Jesus Cristo no nos quer inactivos no mundo. Confia-nos a proclamação do Boa Nova da Salvação e promete-nos a Sua presença amiga e eficaz, nesta missão divina. Aclamemos solenemente o Evangelho que nos recorda esta consoladora verdade.

Mateus 28,16-20

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, 28 16 os onze discípulos foram para a Galiléia, para a montanha que Jesus lhes tinha designado. 17 Quando o viram, adoraram-no; entretanto, alguns hesitavam ainda. 18 Mas Jesus, aproximando-se, lhes disse: "Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. 19 Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. 20 Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo".
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

O texto da leitura são os versículos finais de S. Mateus, o único evangelista que não fala das aparições do Ressuscitado em Jerusalém, excepto às mulheres (os vv. 9-10 serão uma generalização da aparição a Maria Madalena? Cf. Jo 20, 11-18). Ele apenas regista esta única aparição aos discípulos, na Galileia (há quem goste de a identificar com a de 1 Cor 15, 6, «a mais de 500 irmãos»). O nosso evangelista também não refere a Ascensão de Jesus, um mistério de glorificação, de algum modo já incluído na sua Ressurreição. Agora as palavras de Jesus revestem-se duma solenidade singular, própria de quem tem consciência de ser o Senhor e o Salvador universal, evocando a célebre visão de Daniel 7, 14: «Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra.» (v. 18). Benedict Viviano observa que «este breve final é tão rico que seria difícil dizer mais e melhor com o mesmo número de palavras» (The new Jerome Biblical Commentary, p. 674).

19 «Ide e ensinai todas as nações». É o mandato missionário universal, bem em contraste com a orientação para o tempo da vida terrena de Jesus (cf. Mt 10, 6; 15, 24). Uma tradução mais de acordo com o original grego – e bem mais expressiva – não é simplesmente «ensinai todos os povos», mas «fazei discípulos todos os povos». A evangelização é para se estender a todas as raças e culturas, em todos os tempos, sem distinção, como lembra a recente nota doutrinal da Santa Sé sobre alguns aspectos da evangelização (03.12.2007): Os relativismos e irenismos de hoje em âmbito religioso não são um motivo válido para descurar este trabalhoso mas fascinante compromisso, que pertence à própria natureza da Igreja e é sua tarefa primária. Oferecer a uma pessoa, com pleno respeito da sua liberdade, que conheça e ame a Cristo, não é uma intromissão indevida, mas uma oferta legítima e um serviço que pode tornar mais fecundas as relações entre os homens. A incorporação de novos membros à Igreja não é a extensão de um grupo de poder, mas o ingresso na rede da amizade com Cristo. Ao direito que todos têm de ouvir a Boa Nova corresponde o dever de a anunciar, um dever que não se restringe à hierarquia, mas é de todos os baptizados.

«Baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo». Este é um texto de suma importância para a Teologia trinitária, pois a unidade divina está posta em relevo pelo singular, «em nome», a par da trindade das pessoas. Por outro lado, o original grego com a preposição dinâmica «eis» deixa ver um certo sentido de consagração própria do Sacramento do Baptismo; com efeito, baptizar é mergulhar para dentro(eis) de Deus (=o Nome), que é Pai, Filho e Espírito Santo (as hipóstases divinas expressas por um genitivo epexegético, que explica quem é Deus); pelo Baptismo somos inseridos na vida trinitária.

20 «Estou sempre convosco…» Jesus é o Deus connosco (Imánu-El). Esta expressão aparece com uma força especial ao constituir uma espécie de inclusão que encerra todo o Evangelho de S. Mateus (Mt 1, 23 – 28, 20). A presença de Jesus na Igreja (cf. Mt 18, 20) não se perde com a Ascensão, mas torna-se mais abrangente. Santo Agostinho observa: «Ele não deixou o Céu quando desceu de lá até nós, nem se afastou de nós quando voltou a subir ao Céu».

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O evangelho é o final do Evangelho de Mateus. Traz as últimas palavras do Senhor ressuscitado: a despedida de Jesus e a missão dos apóstolos. Tudo isso à luz da compreensão que Mateus tem do evangelho. No início do evangelho, Jesus é entendido como aquele que realiza o sentido pleno da profecia do “Emanuel”, Deus-conosco (Mt 1,23). Depois, Mt 4,15-16 ressaltou que a atuação desse “Emanuel” se iniciou na “Galileia dos gentios”, primeiro destinatário da mensagem da salvação, realizando assim o sentido pleno de Is 8,23-9,1. Mas, durante sua missão terrestre, Jesus se restringiu a ovelhas perdidas de Israel (Mt 10,5-6). Agora, na cena final (28,16-20), o Senhor glorioso transcende os limites de Israel. Suas palavras finais significam o universalismo da missão dos apóstolos e da expansão da Igreja. Todos os povos serão discípulos de Cristo (assinalados pelo batismo). O fim do Evangelho de Mateus revela o sentido universal de todo o ensinamento nele consignado (cf. sobretudo o Sermão da Montanha, Mt 5-7).

Assim, ao celebrarmos a entrada de Jesus na glória, não celebramos uma despedida, mas um novo modo de presença; celebramos que ele é, realmente, o Emanuel, o Deus-conosco, para sempre e para todos (Mt 28,20). Esse novo modo de presença é um aperitivo da realidade final: assim como ele entra na sua glória, isto é, como Senhor glorioso, assim ele voltará, para concluir o curso da história (cf. At 1,11). Pouco importa como a gente imagina isso, o sentido é que, desde já, Jesus é o Senhor do universo e da história (cf. o salmo responsorial, Sl 47[46]) e nós, obedientes a sua palavra, colaboramos com o sentido definitivo que ele estabelece e há de julgar.

AMBIENTE

O texto situa-nos na Galileia, após a ressurreição de Jesus (embora não se diga se é muito ou pouco tempo após a descoberta do túmulo vazio – cf. Mt 28,1-15). De acordo com Mateus, Jesus – pouco antes de ser preso – havia marcado encontro com os discípulos na Galileia (cf. Mt 26,32); na manhã da Páscoa, os anjos que apareceram às mulheres no sepulcro (cf. Mt 28,7) e o próprio Jesus, vivo e ressuscitado (cf. Mt 28,10), renovam o convite para que os discípulos se dirijam à Galileia, a fim de lá encontrar o Senhor.

A Galileia – região setentrional da Palestina – era uma região próspera e bem povoada, de solo fértil e bem cultivado. A sua situação geográfica fazia desta região o ponto de encontro de muitos povos; por isso, um número importante de pagãos fazia parte da sua população. A coabitação de populações pagãs e judias fazia, certamente, com que os judeus da Galileia vivessem a religião de uma maneira diferente dos judeus de Jerusalém e da Judeia: a presença diária dos pagãos conduzia, provavelmente, os galileus a suavizar a sua prática da Lei e a interpretar mais amplamente as regras que se referiam, por exemplo, às impurezas rituais contraídas pelo contacto com os não judeus. No entanto, isto fazia com que os judeus de Jerusalém desprezassem os judeus da Galileia e considerassem que da Galileia “não podia sair nada de bom”.

No entanto, foi na Galileia que Jesus viveu quase toda a sua vida. Foi, também, na Galileia que Ele começou a anunciar o Evangelho do “Reino” e que começou a reunir à sua volta um grupo de discípulos (cf. Mt 4,12-22). Para Mateus, esse facto sugere que o anúncio libertador de Jesus tem uma dimensão universal: destina-se a judeus e pagãos.

Mateus situa este encontro final entre Jesus ressuscitado e os discípulos num “monte que Jesus lhes indicara”. Trata-se, no entanto, de uma montanha da Galileia que é impossível identificar geograficamente, mas que talvez Mateus ligue com a montanha da tentação (cf. Mt 4,8) e com a montanha da transfiguração (cf. Mt 17,1). De qualquer forma, o “monte” é sempre, no Antigo Testamento, o lugar onde Deus se revela aos homens.

MENSAGEM

O texto que descreve o encontro final entre Jesus e os discípulos divide-se em duas partes.

Na primeira (vers. 16-18), descreve-se o encontro. Jesus, vivo e ressuscitado, revela-Se aos discípulos; e os discípulos reconhecem-n’O como “o Senhor” e adoram-n’O. Depois de descrever a adoração, Mateus acrescenta uma expressão que alguns traduzem como “alguns ainda duvidaram” e outros como “eles que tinham duvidado” (gramaticalmente, ambas as traduções são possíveis). No primeiro caso, a expressão significaria que a fé não é uma certeza científica e que não exclui a dúvida; no segundo caso, a expressão aludiria a essa dúvida constante dos discípulos – expressa em vários momentos, ao longo da caminhada para Jerusalém – e que aqui perde qualquer razão de ser.

Ao reconhecimento e à adoração dos discípulos, segue-se uma manifestação do mistério de Jesus, que reflecte a fé da comunidade de Mateus: Jesus é o “Kyrios”, que possui todo o poder sobre o mundo e sobre a história; Jesus “o mestre”, cujo ensinamento será sempre uma referência para os discípulos; Jesus é o “Deus-connosco”, que acompanhará, a par e passo, a caminhada dos discípulos pela história.

Na segunda (vers. 19-20), Mateus descreve o envio dos discípulos em missão pelo mundo. A Igreja de Jesus é, essencialmente, uma comunidade missionária, cuja missão é testemunhar no mundo a proposta de salvação e de libertação que Jesus veio trazer aos homens e que deixou nas mãos e no coração dos discípulos. A primeira nota do envio e do mandato que Jesus dá aos discípulos é a da universalidade… A missão dos discípulos destina-se a “todas as nações”.

A segunda nota dá conta das duas fases da iniciação cristã, conhecidas da comunidade de Mateus: o ensino e o baptismo. Começava-se pela catequese, cujo conteúdo eram as palavras e os gestos de Jesus (o discípulo começava sempre pelo catecumenato, que lhe dava as bases da proposta de Jesus). Quando os discípulos estavam informados da proposta de Jesus, vinha o baptismo – que selava a íntima vinculação do discípulo com o Pai, o Filho e o Espírito Santo (era a adesão à proposta anteriormente feita).

Uma última nota: Jesus estará sempre com os discípulos, “até ao fim dos tempos”. Esta afirmação expressa a convicção – que todos os crentes da comunidade mateana possuíam – de que Jesus ressuscitado estará sempre com a sua Igreja, acompanhando a comunidade dos discípulos na sua marcha pela história, ajudando-a a superar as crises e as dificuldades da caminhada.

ACTUALIZAÇÃO

Na reflexão, considerar os seguintes elementos:

• Jesus foi ao encontro do Pai, depois de uma vida gasta ao serviço do “Reino”; deixou aos seus discípulos a missão de anunciar o “Reino” e de torná-lo uma proposta capaz de renovar e de transformar o mundo. Celebrar a ascensão de Jesus significa, antes de mais, tomar consciência da missão que foi confiada aos discípulos e sentir-se responsável pela presença do “Reino” na vida dos homens. Estou consciente de que a Igreja – a comunidade dos discípulos de Jesus, a que eu também pertenço – é, hoje, a presença libertadora e salvadora de Jesus no meio dos homens? Como é que eu procuro testemunhar o “Reino” na minha vida de todos os dias – em casa, no trabalho ou na escola, na paróquia, na comunidade religiosa?

• A missão que Jesus confiou aos discípulos é uma missão universal: as fronteiras, as raças, a diversidade de culturas, não podem ser obstáculos para a presença da proposta libertadora de Jesus no mundo. Tenho consciência de que a missão confiada aos discípulos é uma missão universal? Tenho consciência de que Jesus me envia a todos os homens – sem distinção de raças, de etnias, de diferenças religiosas, sociais ou económicas – a anunciar-lhes a libertação, a salvação, a vida definitiva? Tenho consciência de que sou responsável pela vida, pela felicidade e pela liberdade de todos os meus irmãos – mesmo que eles habitem no outro lado do mundo?

• Tornar-se discípulo é, em primeiro lugar, aprender os ensinamentos de Jesus – a partir das suas palavras, dos seus gestos, da sua vida oferecida por amor. É claro que o mundo do século XXI apresenta, todos os dias, desafios novos; mas os discípulos, formados na escola de Jesus, são convidados a ler os desafios que hoje o mundo coloca, à luz dos ensinamentos de Jesus. Preocupo-me em conhecer bem os ensinamentos de Jesus e em aplicá-los à vida de todos os dias?

• No dia em que fui baptizado, comprometi-me com Jesus e vinculei-me com a comunidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A minha vida tem sido coerente com esse compromisso?

• É um tremendo desafio testemunhar, hoje, no mundo os valores do “Reino” (esses valores que, muitas vezes, estão em contradição com aquilo que o mundo defende e que o mundo considera serem as prioridades da vida). Com frequência, os discípulos de Jesus são objecto da irrisão e do escárnio dos homens, porque insistem em testemunhar que a felicidade está no amor e no dom da vida; com frequência, os discípulos de Jesus são apresentados como vítimas de uma máquina de escravidão, que produz escravos, alienados, vítimas do obscurantismo, porque insistem em testemunhar que a vida plena está no perdão, no serviço, na entrega da vida. O confronto com o mundo gera muitas vezes, nos discípulos, desilusão, sofrimento, frustração… Nos momentos de decepção e de desilusão convém, no entanto, recordar as palavras de Jesus: “Eu estarei convosco até ao fim dos tempos”. Esta certeza deve alimentar a coragem com que testemunhamos aquilo em que acreditamos.

Subsídios:
Evangelho: (Mt 28,16-20) Despedida de Jesus e missão dos apóstolos – At 1 narra como Jesus “se afastou” (1ª leitura). Em Mt 28,16-20 a missão final que Jesus confia aos seus é vista à luz de seu “permanecer conosco até o fim do mundo” (ideia cara a Mt: cf. 1,23: Deus conosco). A cena se situa na “Galileia dos gentios” (cf. Mt 4,15-16; Is 8,23–9,1). Este fato já significa o universalismo da missão dos apóstolos e da expansão da Igreja. Todos os povos serão discípulos de Cristo (assinalados pelo batismo). Assim, o fim do evangelho de Mt remete ao ensinamento nele consignado (cf. sobretudo Mt 5–7). * cf. Mt 26,32; Dn 7,14; Jo 3,35; 17,2; Mt 18,20; Jo 14,23.

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Quarenta dias depois da Páscoa, a Igreja celebra a Ascensão do Senhor. Na realidade, o que se celebra hoje é bem mais do que uma aparição na qual Jesus é elevado ao céu. É toda a realidade de sua glorificação que celebramos, aquilo que a cristologia das origens chamou o “estar sentado à direita do Pai”. Assim, a última aparição de Jesus aos apóstolos aponta para uma realidade que ultrapassa o quadro da narração. Por isso, não precisamos preocupar-nos em harmonizar o relato de Lucas em At 1,1-11 (1ª leitura) com aquele de Mt 28,16-20 (evangelho) – aquele, situado na região de Jerusalém, este, na Galileia. Podem ser dois acontecimentos diferentes. O importante é que tenham o mesmo sentido: Jesus, depois de sua ressurreição, não veio para retomar sua atividade de antes (cf. sua advertência a Maria Madalena em Jo 20,17), nem para implantar um reino político de Deus no mundo, como muitos achavam que ele deveria ter feito (cf. At 1,6). Não. Jesus realiza-se agora numa outra dimensão, a dimensão de sua glória, de seu senhorio transcendente. A atividade aqui na terra, ele a deixa para nós (“Sede as minhas testemunhas... até os confins da terra”; At 1,8), e nós é que devemos reinventá-la a cada momento. Na ressurreição, Jesus volta a nós, não mais “carnal”, mas em condição gloriosa, para nos animar com seu Espírito (At 1,8; Mt 16,20; cf. Jo 14,15-20).

Assim, ao celebrarmos a entrada de Jesus na glória, não celebramos uma despedida, mas um novo modo de presença; celebramos que ele é, realmente, o Emanuel, o Deus-conosco, para sempre (Mt 28,20, evangelho; cf. Mt 1,23). Por isso, esse novo modo de presença é um aperitivo da realidade final: assim como ele entra na sua glória, isto é, como Senhor glorioso, assim ele voltará, para concluir o curso da História (At 1,11). Pouco importa como a gente imagina isso, o sentido é que, desde já, Jesus é o Senhor do Universo e da História (salmo responsorial, Sl 47[46]) e que nós, obedientes a sua palavra, colaboramos com o sentido definitivo que ele estabelece e há de julgar.

Como a Encarnação e a Morte/Ressurreição, também a Glorificação de Cristo deve ser entendida como um “mistério”, isto é, uma realidade transcendente (às nossas categorias empíricas), da qual a celebração religiosa nos faz participar. Celebrando a Glorificação do Cristo, tomamos consciência de nossa própria vocação à glória, como exprime a Carta aos Efésios (que, com razão, pode ser considerada como sendo o exemplo por excelência de teologia “misterial” dentro do Novo Testamento; 2ª leitura). Também a oração do diafala neste sentido.

Uma ideia que permeia a liturgia deste dia (como de todo o tempo pascal), e que se exprime na oração sobre as oferendase na oração final, é que o cristão deve viver com a mente no Céu, comungando na realidade da glorificação do Cristo. Essa participação, é um novo modo de presença junto ao mundo, não uma alienação, mas antes, o exercício do senhorio escatológico sobre este mundo. Viver com a mente junto ao Senhor glorioso não nos dispensa de estar com os dois pés no chão; significa encarnar, neste chão, aquele sentido da História e da existência que em Cristo foi coroado de glória.

O SENHORIO DE JESUS E A EVANGELIZAÇÃO

O início do livro dos Atos narra que, depois das últimas instruções aos discípulos, Jesus foi, diante dos olhos deles, elevado ao céu, para partilhar a glória de Deus (1ª leitura). Os donos deste mundo haviam jogado Jesus lá embaixo (se não fosse José de Arimateia a sepultá-lo, seu corpo teria terminado na vala comum...). Mas Deus o colocou lá em cima, “à sua direita”. Deu-lhe o “poder” sobre o universo não só como “Filho do Homem” no fim dos tempos (cf. Mc 14,62), mas, desde já, através da missão universal daqueles que na fé aderem a ele. Nós participamos desse poder, pois Cristo não é completo sem o seu “corpo”, que é a Igreja (2ª leitura).

Com a Ascensão de Jesus começa o tempo para anunciá-lo como Senhor de todos os povos. Mas não um senhor ditador! Seu “poder” não é o dos que se apresentam como donos do mundo. Jesus é o Senhor que se tornou servo e deseja que todos, como discípulos, o imitem nisso. Mandou que os apóstolos fizessem de todos os povos discípulos seus (evangelho). Nessa missão, ele está sempre conosco, até o fim dos tempos.

O testemunho cristão, que Jesus nos encomenda, não é triunfalista. É o fruto da serena convicção de que, apesar de sua rejeição e morte infame, “Jesus estava certo”. Essa convicção se reflete em nossas atitudes e ações, especialmente na caridade. Assim, na serenidade de nossa fé e na radicalidade de nossa caridade damos um testemunho implícito. Mas é indispensável o testemunho explícito, para orientar o mundo àquele que é a fonte de nossa prática, o “Senhor” Jesus.

A ideia do testemunho levou a Igreja a fazer da festa da Ascensão o dia dos meios de comunicação social – a “mídia”: imprensa, rádio, televisão, internet.Para uma espiritualidade “ativa”, a comunidade eclesial deve se tornar presente na mídia – uma tarefa que concerne eminentemente aos leigos. Como é possível que num país tão “católico” como o nosso haja tão pouco espírito cristão na mídia, e tanto sensacionalismo, consumismo e até militância maliciosa em favor da opressão e da injustiça?

Ao mesmo tempo, para a espiritualidade mais “contemplativa”, o dia de hoje enseja um aprofundamento da consciência do “senhorio” de Cristo. Deus elevou Jesus acima de todas as criaturas, mostrando que ele venceu o mal por sua morte por amor, e dando-lhe o poder universal sobre a humanidade e a história. Por isso, a Igreja recebe a missão de fazer de todas as pessoas discípulos de Jesus.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

O senhorio de Jesus e a evangelização

Temos o costume de considerar a ascensão de Jesus (como também a ressurreição) principalmente como um milagre. Mas o sentido principal desse fato é o que exprimem os termos “exaltação” ou “enaltecimento”, a entronização de Jesus na glória de Deus. Esses termos, evidentemente figurativos, significam o seguinte. Os donos deste mundo haviam jogado Jesus lá embaixo (se não fosse José de Arimateia a sepultá-lo, seu corpo teria terminado na vala comum…). Mas Deus o colocou lá em cima, “à sua direita”. Deu-lhe o “poder” sobre o universo não só como “Filho do homem”, no fim dos tempos (cf. Mc 14,62), mas, desde já, por meio da missão universal daqueles que na fé aderem a ele. E nós participamos desse poder, pois Cristo não é completo sem o seu “corpo”, que é a Igreja, como nos ensina a II leitura.

Com a ascensão de Jesus, começa o tempo para anunciá-lo como Senhor de todos os povos. Mas não um senhor ditador! Seu “poder” não é o dos que se apresentam como donos do mundo. Jesus é o Senhor que se tornou servo e deseja que todos, como discípulos, o imitem nisso. Mandou que os apóstolos fizessem de todos os povos discípulos seus (evangelho). Nessa missão, ele está sempre conosco, até o fim dos tempos.

O testemunho cristão, que Jesus nos encomenda, não é triunfalista. É fruto da serena convicção de que, apesar de sua rejeição e morte infame, “Jesus estava certo”. Essa convicção se reflete em nossas atitudes e ações, especialmente na caridade. Assim, na serenidade de nossa fé e na vivência radical da caridade, damos um testemunho implícito. Mas é indispensável o testemunho explícito, para orientar o mundo àquele que é a fonte de nossa prática, o “Senhor” Jesus.

A ideia do testemunho levou a Igreja a fazer da festa da Ascensão o dia dos meios de comunicação social – a “mídia”: imprensa, rádio, televisão, internet.Para uma espiritualidade “ativa”, a comunidade eclesial deve se tornar presente na mídia. Como é possível que num país tão “católico” como o nosso haja tão pouco espírito cristão na mídia e tanto sensacionalismo, consumismo e até militância maliciosa em favor da opressão e da injustiça?

Ao mesmo tempo, para a espiritualidade mais “contemplativa”, o dia de hoje enseja um aprofundamento da consciência do “senhorio” de Cristo. Deus elevou Jesus acima de todas as criaturas, mostrando que ele venceu o mal mediante sua morte por amor e dando-lhe o poder universal sobre a humanidade e a história. Por isso, a Igreja recebe a missão de fazer de todas as pessoas discípulos de Jesus.

Uma ideia que permeia a liturgia deste dia (como de todo o tempo pascal) e se exprime na oração sobre as oferendas e na oração depois da comunhão é que o cristão deve viver com a mente no céu, comungando na realidade da glorificação do Cristo. Essa participação é novo modo de presença junto ao mundo; não uma alienação, mas, antes, o exercício do senhorio escatológico sobre este mundo. Viver com a mente junto ao Senhor glorioso não nos dispensa de estar com os dois pés no chão; significa encarnar, neste chão, aquele sentido da história e da existência que em Cristo foi coroado de glória.


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1. A Ascensão de Jesus, nosso caminho
    a. Acolher a mensagem de Jesus
    b. Guardar a fé na Ressurreição
    c. Prepara a vinda do Espírito Santo

2. Temos um programa para realizar
    a. Somos testemunhas de Cristo no mundo
    b. Jesus Cristo está connosco
    c. Continua a Sua missão por meio de nós

A Solenidade da Ascensão de Jesus que hoje celebramos sugere-nos que, no final de um caminho percorrido na terra com amor e doação, teremos a vida definitiva, em comunhão com Deus. Lembra-nos que Jesus nos confiou a missão, como Seus discípulos, de continuarmos a missão evangelizadora, sendo Suas testemunhas até aos confins do mundo.

1. A Ascensão de Jesus, nosso caminho

a) Acolher a mensagem de Jesus. «foi elevado ao Céu, depois de ter dado, pelo Espírito Santo, as suas instruções aos Apóstolos que escolhera.»

Caminhamos para o Céu, mas o Senhor confia-nos um programa para realizar antes, na vida presente. Para que possamos desempenhar-nos bem desta missão, temos necessidade de conhecer bem o que Deus quer de nós. Jesus Cristo ensina-nos cuidadosamente, no só o que é preciso realizar, mas também como fazê-lo. A preparação de cada fiel para a acção apostólica indispensável. No basta a boa vontade dos que se disponibilizam para tomar parte na acção da Igreja.

Quando tanto se exalta a qualificação profissional, a preparação especializada para cada trabalho, como poderíamos esperar uma Igreja eficiente na sua actuação, se os fieis dão tudo por sabido e no se preparam para evangelizar? Deus no quer dispensar-nos daquilo que podemos fazer, como não substituiu o jovem na oferta dos pães e dos peixes, nem os serventes de Caná da Galileia no enchimento das talhas de água. Os Apóstolos escutaram com a melhor atenção os ensinamentos de Jesus, quer ao longo da vida pública, quer neste momento das últimas recomendações.

b) Guardar a fé na Ressurreição. «Foi também a eles que, depois da sua paixão, Se apresentou vivo com muitas provas, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando-lhes do reino de Deus.»

A Ressurreição de Cristo é o fundamento da nossa esperança. «Pois se no há ressurreição dos mortos, também Cristo no ressuscitou. E, Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, é também vã a nossa fé.» (I Cor 15, 13-14). Precisamos estar preparados para aguentar a pé firme o choque com as outras mentalidades, a tentação de nos deixarmos nivelar e correr, como os outros e com eles, atrás de banalidades.

Como poderíamos ser, pela nossa esperança, uma chamada permanente ao amor de Cristo? Ele preveniu-nos no Cenáculo: «haveis de chorar e gemer, e o mundo se há-de alegrar; haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza há-de converter-se em alegria. […] Vós, pois, agora estais tristes, mas hei-de ver-vos de novo, e o vosso coração se alegrará, e ninguém vos tirará a vossa alegria.» (Jo 16, 20. 22.)

Encaramos a Ascensão do Senhor com alegria, porque é a Boa Nova. O Senhor coroou a Sua obra redentora com a subida gloriosa ao encontro do Pai. Nós iremos ao Seu encontro, terminada esta prova de amor na terra. Foi à nossa frente, para nos preparar um lugar, como ensinou no discurso da Última Ceia. Vivemo-lo em acção de graças, ao contemplar tudo quanto Ele fez por nós.

c) Prepara a vinda do Espírito Santo. «Um dia […], mandou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, ‘da Qual – disse Ele – Me ouvistes falar. Na verdade, […] sereis baptizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias’.»

Antes de nos entregarmos à vida apostólica, é necessário que nos confiemos à acção do espírito Santo. Jesus recomendou insistentemente aos Apóstolos que iniciassem a vida da Igreja, depois de uma vida intensa de oração. Recolheram-se ao Cenáculo, e ali se prepararam para a vinda do Espírito Santo.

– Meditavam nos ensinamentos de Jesus. Não se limitavam a recordar os seus ensinamentos, mas procuravam aplicações práticas à vida.
– Cantavam salmos, e faziam oração individual e colectiva. Sem vida interior, todo o apostolado é corpo sem alma.
– Estavam reunidos com Maria. No é por acaso que o livro dos Actos menciona este facto. Desde o momento em que Deus A escolheu para Mãe de Deus e nossa Mãe, no podemos dispensar a sua ajuda materna.

2. Temos um programa para realizar

Dois Anjos apresentaram-se como homens vestidos de branco, para libertar os Apóstolos de ilusões que ainda acalentam. Esperavam, talvez, que Jesus voltasse dentro de momentos, revestido de glória, para inaugurar triunfalmente o Reino. Eles seriam felizes espectadores do grande acontecimento. Recordam-lhes que chegou a hora de se entregarem à missão que Jesus lhes confiou.

a) Somos testemunhas de Cristo no mundo. «Todo o poder Me foi dado no Céu e na Terra. Ide, pois, fazer discípulos de todas as nações.»

Ao recordar-lhes que Aquele mesmo Jesus viria no fim dos tempos, sugere-nos que chegou a hora dos homens. É o tempo de Jesus actuar no mundo com o nosso rosto, de falar com o tom da nossa voz, de realizar milagres de Amor com a nossa generosidade. Jesus anunciara que seríamos testemunhas d’Ele em toda a terra, até ao fim do mundo. Testemunha é a tradução latina da palavra grega mártir. Muitas vezes, este testemunho de Cristo será selado com o sangue dos Seus amigos. Quando nos anunciou que seríamos Suas em todo o mundo, Jesus lançou-nos um desafio que ouvimos constantemente na boca dos homens: «Mostrai-nos comas vossas obras que Jesus Cristo vive e nos ama!»

b) Continua a Sua missão por meio de nós. «Ide, pois, fazer discípulos de todas as nações, baptizai-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo e ensinai-lhes a cumprir tudo quanto vos mandei.»

O cristianismo no é algo particular, para cada um viver isolado dos outros. Ser cristãos significa – depois de participar na filiação divina pelo Baptismo – travar uma relação pessoal e amizade com Jesus Cristo. Não podemos silenciar a felicidade de amar a Jesus Cristo. Ele quer tornar felizes o maior número de pessoas que é possível; uma vez que descobrimos este tesouro da amizade e participação na vida íntima de Deus. A solidariedade há-de levar-nos a comunicar esta descoberta a todas as pessoas.

Como o próprio Senhor indica, fazer discípulos tem um programa concreto a realizar:

– Dar doutrina. Ensinar tudo o que Ele nos revelou. Dar doutrina é a melhor ajuda que hoje podemos dar a qualquer pessoa. Esta urgência é peculiar em nossos dias, porque a ignorância religiosa é total em muitos cristãos.
– Vida sacramental. Jesus fala em administrar o Baptismo, porta de entrada para todos os outros sacramentos.

É preciso aproximar as pessoas, depois de as termos preparado bem, para os outros sacramentos, especialmente o da reconciliação e Penitência e o da Eucaristia.

c) Jesus Cristo está connosco. «E Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos

É uma promessa solene que nos faz Jesus Cristo, num momento culminante da Sua vida terrena. De facto, ao longo da vida pública foi-nos preparando para acolher esta verdade fundamental da Sua presença.

– No Evangelho sobre o juízo final, diz textualmente: «Em verdade vos digo: todas as vezes que o fizestes (dar de comer ao faminto, dar de beber ao sequioso, vestir aqueles a quem falta a roupa indispensável…) foi a Mim que o fizestes
– Está presente quando dois ou três se reúnem em Seu nome.
– A Eucaristia que celebramos é rica da presença de Jesus. O Concílio Ecuménico Vaticano II diz-nos que Ele está nela presente de quatro modos:

• Na assembleia reunida para a Celebração da Santa Missa, porque estamos ali em Seu nome. Professamos esta verdade quando respondemos à saudação do sacerdote dizendo: «Ele está no meio de nós!»
• Na Palavra de Deus que é proclamada e explicada.
• No sacerdote que dá um rosto visível a Cristo nesta acção que é d’Ele, da Santíssima Trindade e de toda a Igreja – no Céu, no Purgatório e na terra. Pelo ministério do sacerdote, em virtude do espírito Santo recebido na ordenação, Jesus Cristo transubstancia o pão e o vinho que levamos ao altar no Seu Corpo e Sangue.
• Presente na Santíssima Eucaristia, sob as aparências do pão e do vinho, no só no momento da Missa, mas depois em nossos sacrários, para conforto dos doentes e para nossa companhia.

Está sempre connosco. Podemos encontrá-l’O, conversar com Ele quando, onde e sobre o que quisermos, em qualquer lugar ou momento. Com a Ascensão gloriosa, Jesus limitou-Se a inaugurar um novo modo de presença adorável junto de nós. Tornemo-l’O presente junto dos outros, usando bem os Meios de Comunicação Social.

Fala o Santo Padre

MENSAGEM PARA O 42º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

«Os meios de comunicação social: na encruzilhada entre protagonismo e serviço.  Buscar a verdade para partilhá-la»

Queridos irmãos e irmãs!

1. O tema da próxima Jornada Mundial das Comunicações Sociais – «Os meios de comunicação social: na encruzilhada entre protagonismo e serviço. Buscar a verdade para partilhá-la» – coloca em relevo como é importante o papel destes instrumentos na vida das pessoas e da sociedade. De facto, não existe âmbito da experiência humana, sobretudo se enquadrada no vasto fenómeno da globalização, onde os media não se tenhamtornado parte constitutiva das relações interpessoais e dos processos sociais, económicos, políticos e religiosos. A tal propósito, escrevi na Mensagem para a Jornada da Paz do passado dia 1 de Janeiro: «Os meios de comunicação social, pelas potencialidades educativas de que dispõem, têm uma responsabilidade especial de promover o respeito pela família, de ilustrar as suas expectativas e os seus direitos, de pôr em evidência a sua beleza» (n. 5).

2. Graças a uma vertiginosa evolução tecnológica, os referidos meios foram adquirindo potencialidades extraordinárias, ao mesmo tempo que levantavam novas e inéditas interrogações e problemas. É inegável a contribuição que podem dar para a circulação das notícias, o conhecimento dos factos e a difusão do saber: por exemplo, contribuíram de modo decisivo para a alfabetização e a socialização, como também para o avanço da democracia e do diálogo entre os povos. Sem a sua contribuição, seria verdadeiramente difícil favorecer e melhorar a compreensão entre as nações, conferir respiro universal aos diálogos de paz, garantir ao homem o bem primário da informação, assegurando ao mesmo tempo a livre circulação de intentos a bem nomeadamente dos ideais de solidariedade e justiça social. Sim! Os media, no seu conjunto, não servem apenas para a difusão das ideias, mas podem e devem ser também instrumentos ao serviço de um mundo mais justo e solidário. Infelizmente, é bem real o risco de, pelo contrário, se transformarem em sistemas que visam submeter o homem a lógicas ditadas pelos interesses predominantes de momento. É o caso de uma comunicação usada para fins ideológicos ou para a venda de produtos de consumo mediante uma publicidade obsessiva. Com o pretexto de se apresentar a realidade, de facto tende-se a legitimar e a impor modelos errados de vida pessoal, familiar ou social. Além disso, para atrair os ouvintes, a chamada quota de audiências, por vezes não se hesita em recorrer à transgressão, à vulgaridade e à violência. Existe enfim a possibilidade de serem propostos e defendidos, através dos media, modelos de desenvolvimento que, em vez de reduzir, aumentam o desnível tecnológico entre países ricos e pobres.

3. A humanidade encontra-se hoje numa encruzilhada. Vale também para os media aquilo que escrevi, na Encíclica Spe salvi, sobre a ambiguidade do progresso, que oferece inéditas potencialidades para o bem, mas ao mesmo tempo abre possibilidades abissais de mal que antes não existiam (cf. n. 22). Por isso, há que interrogar-se se é sensato deixar que os instrumentos de comunicação social se ponham ao serviço de um protagonismo indiscriminado ou acabem em poder de quem se serve deles para manipular as consciências. Não se deveria, antes, fazer com que permaneçam ao serviço da pessoa e do bem comum e favoreçam «a formação ética do homem, o crescimento do homem interior» (Spe salvi, 22)? A sua influência extraordinária na vida das pessoas e da sociedade é um facto amplamente reconhecido, mas hoje há que pôr em evidência a viragem, diria mesmo a mudança verdadeira e própria de função, que os media estão a enfrentar. Hoje, de modo sempre mais acentuado, a comunicação parece às vezes ter a pretensão não só de apresentar a realidade, mas também de a determinar graças à capacidade e força de sugestão que possui. Constata-se, por exemplo, que em certos casos os media são utilizados, não para um correcto serviço de informação, mas para «criar» os próprios acontecimentos. Esta perigosa alteração da sua função é vista com preocupação por muitos Pastores. Exactamente porque se trata de realidades que incidem profundamente em todas as dimensões da vida humana (moral, intelectual, religiosa, relacional, afectiva, cultural), estando em jogo o bem da pessoa, impõe-se reafirmar que nem tudo aquilo que for tecnicamente possível é eticamente praticável. Por isso, o impacto dos meios de comunicação sobre a vida do homem contemporâneo coloca questões inevitáveis, que aguardam decisões e respostas não mais adiáveis.

4. O papel que os instrumentos de comunicação assumiram na sociedade é já considerado parte integrante da questão antropológica, que surge como desafio crucial do terceiro milénio. De modo semelhante ao que se verifica no sector da vida humana, do matrimónio e da família e no âmbito das grandes questões contemporâneas relativas à paz, à justiça e à defesa da criação, também no sector das comunicações sociais estão em jogo dimensões constitutivas do homem e da sua verdade. Quando a comunicação perde as amarras éticas e se esquiva ao controle social, acaba por deixar de ter em conta a centralidade e a dignidade inviolável do homem, arriscando-se a influir negativamente sobre a sua consciência, sobre as suas decisões, e a condicionar em última análise a liberdade e a própria vida das pessoas. Por este motivo é indispensável que as comunicações sociais defendam ciosamente a pessoa e respeitem plenamente a sua dignidade. São muitos a pensar que, neste âmbito, seja actualmente necessária uma «info-ética» tal como existe a bio-ética no campo da medicina e da pesquisa científica relacionada com a vida.

5. É preciso evitar que os media se tornem o megafone do materialismo económico e do relativismo ético, verdadeiras pragas do nosso tempo. Pelo contrário, eles podem e devem contribuir para dar a conhecer a verdade sobre o homem, defendendo-a face àqueles que tendem a negá-la ou a destruí-la. Pode-se mesmo afirmar que a busca e a apresentação da verdade sobre o homem constituem a vocação mais sublime da comunicação social. Usar para tal fim as linguagens todas e cada vez mais belas e primorosas de que dispõem os media é uma tarefa grandiosa, confiada em primeiro lugar aos responsáveis e operadores do sector. Mas tal tarefa, de algum modo, diz respeito a todos nós, porque todos, nesta época da globalização, somos utentes e operadores de comunicações sociais. Os novos media, sobretudo telefonia e internet, estão a modificar a própria fisionomia da comunicação, e talvez esta seja uma ocasião preciosa para a redesenhar, ou seja, para tornar mais visíveis, como disse o meu venerado predecessor João Paulo II, os traços essenciais e irrenunciáveis da verdade sobre a pessoa humana (cf. Carta apostólica O rápido desenvolvimento, 10).

6. O homem tem sede de verdade, anda à procura da verdade; demonstram-no nomeadamente a atenção e o sucesso registados por muitas publicações, programas ou filmes de qualidade, onde são reconhecidas e bem apresentadas a verdade, a beleza e a grandeza da pessoa, incluindo a sua dimensão religiosa. Jesus disse: «Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará» (Jo 8, 32). A verdade que nos torna livres é Cristo, porque só Ele pode corresponder plenamente à sede de vida e de amor que está no coração do homem. Quem O encontrou e se apaixona pela sua mensagem, experimenta o desejo irreprimível de partilhar e comunicar esta verdade: «O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos – escreve São João –, o que contemplámos, o que tocámos com as nossas mãos acerca do Verbo da Vida, é o que nós vos anunciamos […], para que estejais também em comunhão connosco. E a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. Escrevemos tudo isto, para que a vossa alegria seja completa» (1 Jo 1, 1-3).

Invocamos o Espírito Santo para que não faltem comunicadores corajosos e testemunhas autênticas da verdade que, fiéis ao mandato de Cristo e apaixonados pela mensagem da fé, «saibam tornar-se intérpretes das exigências culturais contemporâneas, comprometendo-se a viver esta época da comunicação, não como um tempo de alienação e de confusão, mas como um período precioso para a investigação da verdade e para o desenvolvimento da comunhão entre as pessoas e entre os povos» (João Paulo II, Discurso no Congresso Parábolas mediáticas, 9 de Novembro de 2002).

Com estes votos, afectuosamente concedo a todos a minha Bênção.

Papa Bento XVI, festa de São Francisco de Sales, 24 de Janeiro de 2008


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A LITURGIA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao Domingo da Ascensão, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa…

2. UMA SOLENIDADE.
A Ascensão do Senhor é uma solenidade. Deve ser ao mesmo tempo “tratada” liturgicamente com as características do tempo pascal e “marcada” pelo mistério da Ascensão. Em particular, pode-se acentuar a verticalidade: preparar um vaso de incenso, em frente ao altar, com o fumo de incenso a subir para o céu; levar o círio pascal na procissão de entrada, mantê-lo erguido durante todo o cântico de entrada, depois colocá-lo no lugar próprio e incensá-lo.

3. IDE!
Como eco ao Evangelho, a procissão de saída da celebração pode ser organizada como um envio, um envio missionário. Por exemplo, alguns fiéis, de todas as idades e condições, ficariam agrupados à volta do altar a partir da comunhão. Depois da bênção do celebrante, este repete a Palavra de Cristo no Evangelho: “Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra. Ide e ensinai todas as nações, baptizando as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos”. E sai-se em procissão, com o Evangelho, a cruz, algumas flores…

4. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
Pai, que diriges o mundo com a tua liberdade soberana, nós Te bendizemos pela presença do teu Filho Jesus nas nossas assembleias e nas nossas famílias, pelo ensino da tua Palavra, pelo banquete da Eucaristia e pelo dom do teu Espírito.
Nós Te pedimos por todas as comunidades cristãs: abre os nossos corações ao teu Espírito, que os cristãos sejam testemunhas de Cristo até ao fim dos tempos.

No final da segunda leitura:
Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, nós Te damos graças pela força que colocaste n’Ele, ressuscitando-O, fazendo-O sentar-se à tua direita e instituindo-O como cabeça da Igreja, que é o seu corpo.
Nós Te pedimos: dá-nos um espírito de sabedoria para Te conhecer e Te descobrir verdadeiramente, abre os nossos corações à tua luz, confirma a nossa esperança.

No final do Evangelho:
Jesus, nosso Mestre e nosso irmão, nós Te damos graças: embora tenhas desaparecido do nosso olhar, ficas connosco em cada dia, até ao fim dos tempos.
Nós Te pedimos por todos nós, os teus fiéis, as nossas comunidades e as nossas Igrejas, porque nos envias a todas as nações para formar discípulos. Que o teu Espírito nos assista nesta missão vital para o mundo.

5. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística I com a evocação da “gloriosa ascensão” de Cristo.

6. PALAVRA PARA O CAMINHO.
Ide! Somos “clientes habituais” da Palavra de Deus. Tantas vezes escutada, não tem eco vibrante na nossa vida. “Ide e ensinai todas as nações, baptizando-os…”. Jesus chama e envia sem cessar e sem cansar. Como é que há tão poucas respostas? Qual a minha resposta?

LITURGIA EUCARÍSTICA

Introdução à Liturgia Eucarística
Antes de subir ao Céu, Jesus Cristo garantiu-nos a Sua presença admirável junto de nós. Acaba de falar connosco na Liturgia da Palavra que foi proclamada e explicada. Preparemo-nos agora para estar com Ele sacramentalmente, pois vai tornar-se presente na Eucaristia, sob as aparências do pão e do vinho.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Recebei, Senhor, o sacrifício que Vos oferecemos ao celebrar a admirável ascensão do vosso Filho e, por esta sagrada permuta de dons, fazei que nos elevemos às realidades do Céu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Prefácio da Ascensão: p. 474 [604–716]

No Cânone Romano dizem-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios. Nas Orações Eucarísticas II e III fazem–se também as comemorações próprias.

SANTO

Saudação da Paz
Pedimos insistentemente ao Senhor a Sua paz, como um dom insubstituível pata a nossa felicidade. Ele interpela-nos agora. Estamos disponíveis para abrir as portas do coração, perdoando generosamente as ofensas recebidas? Manifestemos estas disposições, antes de comungar. Saudai-vos na paz de Cristo!

Monição da Comunhão: O Senhor gosta que O recebamos na Sagrada Comunhão, quando nos preparamos para ela segundo o que Ele nos ensina, pela voz santa Igreja. Examinemo-nos diligentemente, e aproveitemos estes momentos de intimidade com Ele que nos são concedidos, para Lhe pedirmos ajuda em ordem a realizarmos a missão que Ele nos confiou, antes de subir ao Céu.

Mt 28, 20
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos. Aleluia.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Deus eterno e omnipotente, que durante a nossa vida sobre a terra nos fazeis saborear os mistérios divinos, despertai em nós os desejos da pátria celeste, onde já se encontra convosco, em Cristo, a nossa natureza humana. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

RITOS FINAIS

Monição final: Levamos para a vida desta semana duas consoladoras certas: nunca estamos sós, porque Ele nos acompanha, momento a momento. Alem disso, digna-Se contar connosco para incendiar todos os caminhos da terra no fogo do Seu Amor. Entreguemo-nos com generosidade a troná-l’O conhecido e amado.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

7ª SEMANA

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Celebração e Homilia: FERNANDO SILVA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO

Fonte: Celebração  Litúrgica

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/default.asp


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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