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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/formacao/formacao-liturgica/ ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf.

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


09.08.2020
19º DOMINGO DO TEMPO COMUM — ANO A
( VERDE, GLÓRIA, CREIO – III SEMANA DO SALTÉRIO )
__ "Coragem, sou eu. Não tenhais medo." __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO DOMINGO ANTERIOR

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Ao longo da jornada rumo à eternidade enfrentamos, por vezes, momentos de turbulência e medo. Nestas horas, Jesus é o grande refúgio, nos ampara e ensina-nos a não temer, pois permanece junto dos seus. Rezemos pelas famílias de modo que, pais, mães e filhos, possam superar, em Deus, as adversidades da vida.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, celebrando o Dia do Senhor, enquanto navegamos no mar da vida, agitado pelas forças do mal presentes no mundo, o Senhor Jesus vem ao nosso encontro e em nosso socorro para nos encorajar a enfrentar as tempestades que nos ameaçam. Como Pedro, nos disponhamos a ir também ao encontro do Senhor. Com o olhar fixo em Jesus, caminhemos sobre as águas do mar da vida. Entreguemos nas mãos do Senhor a vida de nossos pais, vivos e falecidos. Que o Senhor que lhes concedeu esta vocação divina, os cubra com sua bênção.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Deus vem ao encontro do homem especialmente nos momentos de necessidade, quando ele o invoca com fé. O Deus dos profetas e de Jesus é aquele que toma a defesa dos pobres e dos fracos, e decepciona as esperanças dos que querem se servir de seu poder. Ele não está nos fenômenos naturais grandiosos e violentos: vento, terremoto, fogo; mas no sopro leve da brisa, como que significando a espiritualidade e a intimidade das manifestações de Deus ao homem.

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo, cantemos cânticos jubilosos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/09-de-agosto-de-2020---19-tc.pdf

Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/ano_44-a_-_39_-_19o_domingo_do_tempo_comum.pdf


TEMA
O DEUS DA BRISA MANSA

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

Deus se manifesta aos seus

Na liturgia do domingo passado, as leituras envolviam a questão do Reino dos céus, que se revela nas palavras e ações de Jesus. Neste domingo, a liturgia se volta para a revelação de Jesus como Messias e Filho de Deus. O Evangelho traz uma teofania em íntima relação com a teofania presente na primeira leitura. Essa revelação transborda na consideração da origem humana de Jesus, na segunda leitura. A perspectiva da revelação, por sua vez, aparece como anseio na boca do salmista, ao dizer: “Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade, e a vossa salvação nos concedei!” (Sl 84).

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia do 19º Domingo do Tempo Comum tem como tema fundamental a revelação de Deus. Fala-nos de um Deus apostado em percorrer, de braço dado com os homens, os caminhos da história.

A primeira leitura convida os crentes a regressarem às origens da sua fé e do seu compromisso, a fazerem uma peregrinação ao encontro do Deus da comunhão e da Aliança; e garante que o crente não encontra esse Deus nas manifestações espetaculares, mas na humildade, na simplicidade, na interioridade.

O Evangelho apresenta-nos uma reflexão sobre a caminhada histórica dos discípulos, enviados à "outra margem" a propor aos homens o banquete do Reino. Nessa "viagem", a comunidade do Reino não está sozinha, à mercê das forças da morte: em Jesus, o Deus do amor e da comunhão vem ao encontro dos discípulos, estende-lhes a mão, dá-lhes a força para vencer a adversidade, a desilusão, a hostilidade do mundo. Os discípulos são convidados a reconhecê-l'O, a acolhê-l'O e a aceitá-l'O como "o Senhor".

A segunda leitura sugere que esse Deus, apostado em vir ao encontro dos homens e em revelar-lhes o seu rosto de amor e de bondade, tem uma proposta de salvação que oferece a todos. Convida-nos a estarmos atentos às manifestações desse Deus e a não perdermos as oportunidades de salvação que Ele nos oferece.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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A BARCA AGITADA PELAS ONDAS
 
Depois da partilha dos pães e dos peixes, Jesus convida os discípulos a entrar no barco e seguir à sua frente, atravessando para o outro lado do mar – o mundo pagão –, enquanto ele pessoalmente despede a multidão e se dirige ao monte para orar. De repente surgem ondas e ventos, pondo em risco a embarcação.

A travessia do mar pode simbolizar a travessia que a comunidade precisa fazer a fim de passar da mentalidade nacionalista para a universalista. Ou seja, não é somente Israel o povo eleito; em Cristo, todos os povos devem ser objeto de preocupação da missão cristã. Trata-se de ser uma comunidade em saída, que busca os “perdidos da vida” e não fica trancada em si própria; que anuncia a todos os povos a Boa-nova do Reino de Deus, mediante a vivência de novas relações em seu âmbito. Toda comunidade é convidada a fazer a travessia para a conversão ao evangelho.

A barca simboliza a comunidade que se sente ameaçada pelas forças adversas (o mar e o vento) e necessita de uma fé sólida para não ser tragada pelas ondas perigosas. Há grande contraste entre a serenidade de Jesus – no alto da montanha, em comunhão com o Pai – e o apavoramento dos discípulos em meio às ondas ameaçadoras, no mar revolto.

O medo dos discípulos revela a falta de fé, necessária para quem pretende ser autêntico seguidor do Mestre. A falta de fé pode levá-los a se sentirem perdidos no meio das turbulências. Eles necessitam sentir em seu meio a presença do Ressuscitado, o qual os tranquiliza com as palavras: “Coragem, não tenham medo, sou eu”. O medo paralisa, e o fantasma (Jesus) que assusta pode ser a própria solução – às vezes tão evidente e tão difícil de aceitar. As adversidades podem ser vencidas mais facilmente quando a comunidade tem a convicção de que Jesus é o companheiro de caminhada.

Toda comunidade, de ontem e de hoje, pode ser comparada a um barquinho navegando no mar da sociedade, a qual pode rejeitar os valores do Reino: paz, solidariedade, partilha e bem-querer. Sentindo a presença do Ressuscitado, a comunidade pode mais facilmente enfrentar os desafios do dia a dia.

Pe. Nilo Luza, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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PAI, EXPRESSÃO DO AMOR MISERICORDIOSO DE DEUS 

Neste segundo domingo de agosto, mês vocacional, a Igreja nos convida a rezar pelas famílias, com atenção especial aos pais. Trata-se de ocasião muito particular para confirmar nosso carinho, respeito, amor, cuidado e dedicação aos nossos pais. Quem eles são? Como defini-los? Podemos dizer que são aqueles que deixaram profundas marcas de amor e carinho na família, nos filhos, nos netos, bisnetos etc.

Ser pai é educar por amor, por isso o verdadeiro pai educa sem imposição. Por meio de sua pedagogia, permeada de amor, carinho e cuidado, ele influencia diretamente os filhos, de modo que seus ensinamentos, orientações, gestos jamais sejam esquecidos. Pai é aquele que dá a vida: deu-a no passado, gerando fisicamente, e continua a dá-la no presente, educando, auxiliando, amando e servindo a família, os filhos. É por isso que os pais serão lembrados sempre.

Assim, os presentes mais importantes que lhes podemos oferecer, hoje, não são os que estão nas lojas dos shoppings, não são as viagens que poderíamos lhes pagar, mas sim aqueles gestos simples que comovem o coração: respeito, gratidão, carinho, cuidado, diálogo, atenção. O sonho de qualquer pai é ver a família unida. Por isso, este é um dia importante para valorizar a missão que cada pai realiza na família e, ao mesmo tempo, valorizar a própria família, a célula mais importante da sociedade.

Neste dia em que comemoramos os pais, faz-se necessário que os filhos tomem consciência da importância de acompanhá-los em todos os momentos da vida, principalmente na doença e na velhice. É nessa fase que os pais esperam que os filhos demonstrem, com maior força, a gratidão, o carinho, o respeito por tudo o que fizeram. A velhice confirma a certeza de longa caminhada de doação e de muitas realizações, mas também traz consigo a perda das forças físicas. É, pois, um tempo em que os filhos são especialmente chamados a compreender seus pais e se mostrarem agradecidos a eles.

Que Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, abençoe a vocação e a belíssima missão que os pais exercem na família. Que Nossa Senhora Aparecida, nossa querida Mãe, faça crescer e prosperar no coração dos jovens o respeito, o carinho, o cuidado e a gratidão pelos pais. Feliz dia a todos os pais!

Pe. Roni Hernandes, ssp


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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MISSA DO 19º DOMINGO DO TEMPO COMUM

A fé e a confiança em Jesus nos animam a superar nossos medos e dificuldades. O Senhor vem sempre ao nosso encontro de mãos estendidas, para nos conceder sua proteção e nos ajudar a atravessar as tempestades e incertezas da vida com coragem e esperança. Neste dia dos pais, nossa oração, homenagem e reconhecimento a eles pelo amor e dedicação aos filhos e à família.

LIÇÃO DE VIDA: O dom da fé nos ajuda a sentir a presença de Deus, que cuida de nós e está presente em todos os momentos de nossa vida.


RITOS INICIAIS

Salmo 73, 20.19.22.23
ANTÍFONA DE ENTRADA: Lembrai-Vos, Senhor, da vossa aliança, não esqueçais para sempre a vida dos vossos fiéis. Levantai-Vos, Senhor, defendei a vossa causa, escutai a voz daqueles que Vos procuram.

Introdução ao espírito da Celebração
Considerai, Senhor, a Vossa aliança. Deus está ligado conosco pela Aliança. Esta relação que nos une a Deus serve para valorizar a nossa súplica. Não pode haver celebração sem compromisso: compromisso de vida cristã. Devemos saber iluminar os acontecimentos da vida com a Palavra de Deus que é proclamada e explicada.

ORAÇÃO COLETA: Deus eterno e omnipotente, a quem podemos chamar nosso Pai, fazei crescer o espírito filial em nossos corações para merecermos entrar um dia na posse da herança prometida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: O profeta Elias anda em busca do Senhor. Este manifestou-se-lhe na ligeira brisa, no silêncio, na simplicidade. Como procuramos o Senhor? Onde O procuramos?

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

1 Reis 19,9.11-13

Leitura do primeiro livro dos Reis. Naqueles dias, 19 9 chegando ali, passou a noite numa caverna. Então a palavra do Senhor foi-lhe dirigida: "Que fazes aqui, Elias?" 11 O Senhor desse-lhe: "Sai e conserva-te em cima do monte na presença do Senhor: ele vai passar". Nesse momento passou diante do Senhor um vento impetuoso e violento, que fendia as montanhas e quebrava os rochedos; mas o Senhor não estava naquele vento. Depois do vento, a terra tremeu; mas o Senhor não estava no tremor de terra. 12 Passado o tremor de terra, acendeu-se um fogo; mas o Senhor não estava no fogo. Depois do fogo ouviu-se o murmúrio de uma brisa ligeira. 13 Tendo Elias ouvido isso, cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da caverna.
— Palavra do Senhor!
— Graças a Deus.

Temos aqui parte do relato da fuga do profeta Elias da perseguição do rei Acab, o 7º rei do reino do Norte, instigado pela sua mulher Jezabel, filha do rei de Tiro, que tinha jurado matá-lo, como desforra pelo extermínio dos sacerdotes do deus Baal (cf. 1 Re 18). O profeta, perseguido pela sua absoluta fidelidade ao único Deus da aliança, aparece-nos numa atitude de regresso às fontes da fé, precisamente onde a aliança mosaica tinha sido firmada, «a montanha de Deus», assim chamada, pois ali Ele se revelara (cf. Ex 19).

8 «O Horeb»: nome que na tradição deuteronômica (a que pertence este livro), bem como na tradição eloísta é dado ao «Sinai» dos escritos da tradição javista e sacerdotal.

11-12 «Uma ligeira brisa». Esta aparição divina tem certa semelhança com a que se relata em Ex 33, 21-23. Deste modo representa-se, por um lado, a imaterialidade divina, pois o Senhor não estava na «forte rajada de vento», nem no «terramoto» nem no «fogo», que não passam de sinais anunciadores da presença divina, a qual é algo que transcende estes fenómenos sensíveis tão violentos. Por outro lado, o relato pode dar a entender uma profunda lição: a vitória de Deus sobre o mal não tem de ser precipitada, de modo fulminante, repentina e espetacular, mas é preciso saber esperar a hora de Deus, da sua misericórdia; Elias terá de dominar o seu desespero e o seu zelo amargo, pois o Senhor diz-lhe: «desanda o teu caminho» (v. 15); Eliseu haveria de suceder-lhe para continuar e completar a sua obra.

13 «Elias cobriu o rosto», numa atitude de respeito e de temor, não fosse ver a Deus e morrer (cf. Gen 16, 13; Is 6, 5).

Deus se manifesta nas coisas simples

A primeira leitura da liturgia deste domingo é, como o Evangelho, um relato de teofania. Aqui, o profeta Elias se encontra no monte Horeb, para onde fugiu por medo de Jezabel. No Horeb, Elias procura uma gruta e ali se abriga durante a noite. Deus se dirige ao profeta e ordena: “Sai e permanece sobre o monte diante do Senhor, porque o Senhor vai passar” (v. 11). O Senhor convida o profeta a ir ao seu encontro no monte. Elias, porém, precisa reconhecer o momento em que Deus se manifestará e o modo como o fará.

O relato traz as imagens habituais da teofania: vento impetuoso, terremoto, fogo. Em nenhuma das expressões conhecidas Deus estava. O Senhor se mostra numa leve brisa e, diante dele, Elias cobre o rosto com o manto, sai e se põe à entrada da gruta. A teofania do Senhor ao profeta Elias é construída segundo o modelo de Moisés: acontece por meio de fenômenos naturais e no Horeb, a montanha onde também Moisés encontrou a Deus. Por isso, Elias cobre o rosto como antes fizera Moisés. As duas teofanias estão relacionadas à aliança. O Senhor veio a Elias em um momento em que a aliança selada entre Deus e o povo, por intermédio de Moisés, estava ameaçada. Uma vez mais, Deus toma a iniciativa, mostra sua bondade e vem em socorro do seu povo.

AMBIENTE

A nossa leitura situa-nos no Reino do Norte (Israel), durante o reinado de Acab (873-853 a.C.). No país multiplicam-se os lugares sagrados onde se adoram deuses estrangeiros. De acordo com 1 Re 16,31-33, o próprio rei - influenciado por Jezabel, a sua esposa fenícia - erige altares a Baal e Asserá e presta culto a esses deuses. Por detrás deste quadro está, provavelmente, a tentativa de Acab em abrir Israel a outras nações, a fim de facilitar o intercâmbio cultural e comercial. Mas essas razões políticas não são entendidas nem aceites pelos círculos religiosos de Israel.

Contra estes desvios à fé tradicional, levanta-se o profeta Elias. Ele aparece como o representante desses israelitas fiéis, que recusam a substituição de Jahwéh por deuses estranhos ao universo religioso de Israel. Num episódio dramático cuja memória é conservada no primeiro Livro dos Reis, o próprio Elias desafia os profetas de Baal para um duelo religioso, que termina com o massacre de quatrocentos profetas de Baal, no monte Carmelo (cf. 1 Re 18). Esse episódio é, certamente, uma representação teológica dessa luta sem tréguas que se trava entre os fiéis a Jahwéh e os que abrem o coração às influências culturais e religiosas de outros povos.

O texto que nos é proposto como primeira leitura aparece, precisamente, na sequência do massacre do Carmelo. Jezabel, informada da morte dos profetas de Baal, promete matar Elias; e o profeta foge para o sul, a fim de salvar a vida. Atravessa o Reino do Sul (Judá), passa por Beer-Sheva e dirige-se para o deserto, em direção ao monte Horeb/Sinai (cf. 1 Re 19,1-8). É aí que o nosso texto nos situa.

MENSAGEM

A peregrinação de Elias ao Sinai/Horeb é uma espécie de regresso aos inícios. Com Elias, é todo o Israel - esse Israel infiel à aliança, que se deixou seduzir pelos cultos cananeus - que regressa às suas origens, ao lugar do seu compromisso inicial com Deus. Israel precisa de se encontrar de novo com Jahwéh e redescobrir a sua vocação de Povo da Aliança.

A cena descrita pelo texto que nos é proposto contém uma clara alusão à revelação de Deus a Moisés (cf. Ex 19,16-17; 33,18-23; 34,5-8): assim como Deus Se revelou a Moisés no Sinai/Horeb, assim também Se revela a Elias no mesmo lugar. Dessas revelações resulta, para um e para outro, um compromisso com a Aliança... Depois de receber a revelação de Jahwéh, Moisés torna-se o instrumento através do qual Deus propõe ao Povo uma Aliança; e Elias, depois de receber a revelação de Jahwéh, torna-se o instrumento através do qual Deus relança uma Aliança ameaçada de ruptura, devido à infidelidade do Povo.

Há, no entanto, uma diferença significativa... A Moisés, Deus revelou-Se no meio de fenômenos naturais aterrorizadores ("trovões e relâmpagos", uma "pesada nuvem", o "fumo" que envolvia toda a montanha, o "fogo", o terramoto que fazia a montanha tremer - Ex 19,16-17). A Elias, Deus não Se revelou nos elementos típicos das manifestações Teofânicas (o vento forte que "fendia as montanhas e quebrava os rochedos", o terramoto, o fogo); mas revelou-Se na "brisa ligeira". Diante da manifestação de Deus, Elias cumpriu o ritual adequado: "cobriu o rosto com o manto", já que o homem não pode contemplar face a face o mistério de Deus.

A intenção dos autores deuteronomistas não parece ser polemizar contra a catequese tradicional das manifestações de Deus... Parece ser, antes, distanciar Jahwéh de Baal, considerado na mitologia cananeia o deus do trovão e da tempestade, que fazia a terra tremer com a sua voz poderosa. A intenção fundamental do autor seria mostrar que Jahwéh não Se manifesta em fenómenos assombrosos e espetaculares, mas sim na intimidade, na tranquilidade, no silêncio que ecoa no coração de quem procura a comunhão com Deus.
O encontro com esse Deus que Se manifesta no silêncio, na intimidade, na simplicidade, na humildade, na interioridade do coração do homem leva à ação (num desenvolvimento que o texto que nos é hoje proposto pela liturgia não apresenta, Jahwéh confia a Elias uma missão profética - cf. 1 Re 19,15-18): o encontro com Deus conduz sempre o homem a um empenho concreto e a um compromisso com o mundo.

Com Elias, Israel é convidado a voltar aos inícios, a redescobrir as suas raízes de Povo de Deus, a reencontrar o rosto de Jahwéh (que é muito diferente dos rostos desses deuses que, todos os dias, seduzem o Povo e o afastam dos seus compromissos), a renovar a sua Aliança com Ele, a escutar a voz de Deus que ecoa no coração de cada membro da comunidade, a aceitar dar testemunho de Deus e dos seus projetos no meio do mundo.

ATUALIZAÇÃO

A reflexão pode ter em conta os seguintes dados:

• Quem é Deus? Como é Deus? É possível provar, sem margem para dúvidas, a existência de Deus? Estas e outras perguntas já as fizemos, certamente, a nós próprios ou a alguém. Todos nós somos pessoas a quem Deus inquieta: há um "qualquer coisa" no coração do homem que o projeta para o transcendente, que o leva a interrogar-se sobre Deus e a tentar descobrir o seu rosto... No entanto, Deus não é evidente. Se confiarmos apenas nos nossos sentidos, Deus não existe: não conseguimos vê-l'O com os nossos olhos, sentir o seu cheiro ou tocá-l'O com as nossas mãos. Mais ainda: nenhum instrumento científico, nenhum microscópio electrónico, nenhum radar espacial detectou jamais qualquer sinal sensível de Deus. Talvez por isso o soviético Yuri Gagarin, o primeiro homem do espaço, mal pôs os pés na terra apressou-se a afirmar que não tinha encontrado na estratosfera qualquer marca de Deus... O texto que nos é proposto convida todos aqueles que estão interessados em Deus, a descobri-l'O no silêncio, na simplicidade, na intimidade... É preciso calar o ruído excessivo, moderar a atividade desenfreada, encontrar tempo e disponibilidade para consultar o coração, para interrogar a Palavra de Deus, para perceber a sua presença e as suas indicações nos sinais (quase sempre discretos) que Ele deixa na nossa história e na vida do mundo... Tenho consciência de que preciso encontrar tempo para "buscar Deus"? De acordo com a minha experiência de procura, onde é que eu O encontro mais facilmente: na agitação e nos gestos espetaculares, ou no silêncio, na humildade e na simplicidade?

• Hoje, como ontem, há outros deuses, outras propostas de felicidade, que nos procuram seduzir e atrair... Há deuses que gritam alto (em todos os canais de televisão?) a sua capacidade de nos oferecer uma felicidade imediata; há deuses que, como um terramoto, fazem tremer as nossas convicções e lançam por terra os valores que consideramos mais sagrados; há deuses que, com a força da tempestade, nos arrastam para atitudes de egoísmo, de prepotência, de injustiça, de comodismo, de ódio... O nosso texto convida-nos a uma peregrinação ao encontro das nossas raízes, dos nossos compromissos baptismais... Temos, permanentemente, de partir ao encontro do Deus que fez conosco uma Aliança e que nos chama todos os dias à comunhão com Ele... Aceito percorrer este caminho de conversão? Encontro tempo para redescobrir o Deus da Aliança com quem me comprometi no dia do meu Baptismo? Quais são os falsos deuses que, às vezes, me afastam da comunhão com o verdadeiro Deus?

• Na história de Elias (e na história de qualquer profeta), a descoberta de Deus leva ao compromisso, à ação, ao testemunho... Depois de encontrar o Deus da Aliança, aceito comprometer-me com Ele? Estou disposto a cumprir a missão que Ele me confia no mundo? Estou disponível para O testemunhar no meio dos meus irmãos?

Subsídios:
1ª leitura: (1Rs 19,9a.11-13a) Deus não está na tempestade... – Elias invocou o fogo do céu sobre os sacerdotes de Baal, no monte Carmelo. Mas Deus lhe faz experimentar que o zelo não é sempre vitorioso e sua vocação não é a violência contra os homens, mas o serviço paciente. Elias, perseguido por Jezabel, fica sem força e foge até o Horeb. E aí Deus lhe fala, porém, não nos elementos violentos – tempestade, terremoto, fogo – mas na brisa mansa... * cf. Ex 33,18-23; 13,22; 19,16; Gn 3,8; Jó 4,16; Ex 3,6.



Salmo Responsorial

Monição: Neste salmo descobrimos as atitudes que nos podem conduzir ao encontro com o Senhor: a paz e a justiça, a felicidade e o amor, o santo temor de Deus.

SALMO RESPONSORIAL – 84/85

Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade
e a vossa salvação nos concedei!

Quero ouvir o que o Senhor irá falar:
é a paz que ele vai anunciar.
Está perto a salvação dos que o temem,
e a glória habitará em nossa terra.

A verdade e o amor se encontrarão,
a justiça e a paz se abraçarão;
da terra brotará a fidelidade,
e a justiça olhará dos altos céus.

O Senhor nos dará tudo o que é bom,
e a nossa terra nos dará suas colheitas;
a justiça andará na sua frente
e a salvação há de seguir os passos seus.

Segunda Leitura

Monição: S. Paulo está disposto a tudo, mesmo a dar a vida pela conversão dos seus irmãos israelitas. Até onde chega o seu zelo. E o nosso?

Romanos 9,1-5

Leitura da carta de são Paulo aos Romanos. Irmãos, 9 1 digo a verdade em Jesus Cristo, não minto; a minha consciência me dá testemunho pelo Espírito Santo: 2 sinto grande pesar, incessante amargura no coração. 3 Porque eu mesmo desejaria ser reprovado, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, que são do mesmo sangue que eu, segundo a carne. 4 Eles são os israelitas; a eles foram dadas a adoção, a glória, as alianças, a lei, o culto, as promessas 5 e os patriarcas; deles descende Cristo, segundo a carne, o qual é, sobre todas as coisas, Deus bendito para sempre. Amém.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Neste Domingo, entramos na última parte do ensino doutrinal da epístola, que temos vindo a seguir, em retalhos seletos, desde o 9º Domingo Comum. Nesta secção, que vai do capítulo 9 ao 11, S. Paulo pretende dar a explicação para um facto verdadeiramente estranho, a saber, como se explica que os judeus, que eram os primeiros destinatários da salvação messiânica, tenham ficado de fora, na sua maior parte? Isto não se pode dever a que Deus tenha falhado às suas promessas, mas deve-se a que Israel se tenha negado a crer, como aliás também os profetas já tinham anunciado (cf. cap. 9 e 10); e, de qualquer modo, a sua infidelidade não é total, nem definitiva (cf. cap. 11).

2-3 «Sinto grandes tristeza». S. Paulo desabafa deixando ver a profunda pena que sente pelo facto de os seus irmãos de raça permanecerem excluídos da salvação messiânica, chegando ao ponto de usar uma expressão que não se pode entender à letra: «Quisera eu próprio ser separado de Cristo». Anátema/maldito tem que se entender como força de expressão, que faz lembrar o dito de Moisés, «senão, risca-me do livro que escreveste» (Ex 32, 32); esta maneira de dizer significa que ele estava disposto a suportar os maiores sacrifícios para conseguir a salvação eterna dos seus irmãos de raça, os judeus. De facto, não há lugar para dúvida de que Paulo amava mais Cristo do que tudo e todos, por isso exclama: «Se alguém não ama o Senhor, seja anátema» (1 Cor 16, 22).

4 «A glória». Aqui significa a manifestação sensível da presença divina no meio do seu povo, especialmente no tabernáculo e no templo (cf. Ex 40, 34-35; 1 Re 8, 10-11).

5 «Cristo… é Deus bendito.» Temos aqui uma das mais claras afirmações da divindade de Cristo que há em todas as Escrituras. Não há dúvida de que esta doxologia se refere a Cristo, como se depreende do contexto. Em Hebreus 13, 21 temos uma outra doxologia referida a Cristo; e em Tito 2, 13 temos mais uma afirmação da divindade de Cristo, semelhante em clareza.

A dificuldade em reconhecer Cristo

A segunda leitura continua, como nos domingos anteriores, o texto da carta aos Romanos. Nesse trecho, o autor conta a razão de sua tristeza: a situação dos israelitas em relação à salvação. Deus se manifestou definitivamente em Cristo, mas uma parte do povo eleito não o reconheceu. O apóstolo sente tão profundamente essa situação, que chega a desejar ser “segregado por Cristo” em favor dos seus irmãos. Diante disso, faz um elenco de tudo que poderia exaltar seu povo: a filiação adotiva, a glória, as alianças, as leis, o culto, as promessas e os patriarcas. Nada disso parece ter sido suficiente para que, diante da teofania de Cristo, os israelitas o percebessem.

Por fim – e talvez o mais importante para o apóstolo nesse momento –, ele recorda que, quanto à sua humanidade, Cristo descende desse povo. Por meio de Israel, Cristo, na condição de humano, chegou até nós e nos garantiu a salvação. Pode esse povo, eleito por Deus e responsável pela vinda do Filho na carne, ser renegado? Por que o povo de Deus não soube reconhecer essa teofania distinta? Não temos resposta pronta nem fácil a essas questões, mas elas nos inspiram a não nos fecharmos em visões estreitas ou sedimentadas que impedem o reconhecimento de Deus quando ele vem ao nosso encontro.

AMBIENTE

Depois de apresentar, nos primeiros oito capítulos da Carta aos Romanos, uma catequese sobre a salvação (apesar do pecado que submerge todos os homens e desfeia o mundo Deus, na sua bondade, oferece gratuitamente a todos os homens, através de Jesus Cristo, a salvação), Paulo vai referir-se, agora, a um problema particular, mas que o preocupa a ele e a todos os cristãos: que acontecerá a Israel que, apesar de ser o Povo eleito de Deus e o Povo da Promessa, recusou essa salvação que Cristo veio oferecer? Israel ficará, devido a essa recusa, definitivamente à margem da salvação? Na verdade, Deus jurou ao seu Povo, em vários momentos da história, libertá-lo e salvá-lo; ora, se Israel ficar excluído da salvação, podemos dizer que Deus falhou? Podemos continuar a confiar na sua Palavra? É a estas questões que, genericamente, Paulo procura responder nos capítulos 9-11 da Carta aos Romanos.

O texto que nos é proposto como segunda leitura deste domingo é a introdução a esta questão.

MENSAGEM

Pelo texto perpassa a grande tristeza e dor que a questão levanta no coração de Paulo. O problema da salvação de Israel incomoda-o tanto que ele até aceitaria tornar-se "anátema" (no Antigo Testamento, o que era "anátema" devia ser totalmente destruído; no Novo Testamento, "anátema" equivale a "maldito" e implicava, quer a exclusão da comunidade do Povo de Deus, quer a maldição divina) e ser separado de Cristo, se isso servisse para que o Povo judeu aceitasse a salvação que Deus lhe oferece. Trata-se de expressões que são para levar a sério? Digamos, apenas, que são afirmações excessivas, mas que dão bem a ideia do sofrimento de Paulo e da sua preocupação com a sorte do seu Povo.

Na verdade, Israel foi adoptado por Deus, é o Povo da Aliança, da Lei, do culto, das Promessas, dos antepassados que escutaram Deus e viveram em comunhão com Ele... Israel é, até, o Povo do qual nasceu Cristo; ora, esse Cristo que "está acima de todas as coisas" deixará o seu Povo "segundo a carne" entregue à morte?

A leitura que nos é hoje proposta não vai mais além; mas, no conjunto da sua reflexão sobre esta questão (cf. Rom 9,1-11,36), Paulo mostrará que Deus é eternamente fiel às suas promessas e que nunca falha... Ele tem os seus planos; e a desobediência atual de Israel deverá fazer parte dos planos de Deus. Paulo acabará, no final da secção, por manifestar a sua convicção de que a misericórdia de Deus se derramará também sobre Israel.

ATUALIZAÇÃO

Na reflexão, ter em conta os seguintes desenvolvimentos:

• Uma das coisas que impressiona, neste texto, é a forma como Paulo sente a infelicidade do seu Povo. A obstinação de Israel em recusar a salvação fá-lo sentir "uma grande tristeza e uma dor contínua" no coração. Todos nós conhecemos irmãos - mesmo batizados - que recusam a salvação que Deus oferece ou que, pelo menos, vivem numa absoluta indiferença face à vida plena que Deus lhes quer dar. Como nos sentimos diante deles? Ficamos indiferentes e achamos que não é nada conosco? Deixamo-nos contaminar por essa indiferença e escolhemos, como eles, caminhos de egoísmo e de auto-suficiência? Ou sentimos que é nossa responsabilidade continuar a testemunhar diante deles os valores em que acreditamos e que conduzem à vida plena e verdadeira?

• Este texto propõe-nos também uma reflexão sobre as oportunidades perdidas... Israel, apesar de todas as manifestações da bondade e do amor de Deus que conheceu ao longo da sua caminhada pela história, acabou por se instalar numa auto-suficiência que não lhe permitiu acompanhar o ritmo de Deus, nem descobrir os novos desafios que o projeto da salvação de Deus faz, em cada fase, aos homens. O exemplo de Israel faz-nos pensar no nosso compromisso com Deus... Em primeiro lugar, mostra-nos a importância de não nos instalarmos num esquema de vivência medíocre da fé e sugere que o "sim" a Deus do dia do nosso baptismo precisa de ser renovado em cada dia da nossa vida... Em segundo lugar, sugere que o cristão não pode instalar-se nas suas certezas e auto-suficiências, mas tem de estar atento aos desafios, sempre renovados, de Deus... Em terceiro lugar, sugere que o ter o nome inscrito no livro de registos da nossa paróquia não é um certificado de garantia de salvação (a salvação passa sempre pela adesão sempre renovada aos dons de Deus).

Subsídios:
2ª leitura: (Rm 9,1-5) Preocupação de Paulo com o destino de Israel – O Evangelho salva todo o que crê: primeiro o judeu, depois o grego (Rm 1,16). Os judeus têm sido privilegiados (Rm 3,1; cf. 9,4). Eles têm até o Messias. E, contudo, parece que não se verifica sua salvação, pois não têm a fé no Evangelho de Cristo. Sobre este problema, Paulo reflete em Rm 9–11. * 9,3 cf. Ex 32,32 * 9,4 cf. Rm 3,1-2; Ef 2,12; Ex 4,22; 40,34-35; Gn 15,17; 17,2; Ex 24,7-8; 2Sm 7,12-16.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Eu confio em nosso Senhor, com fé, esperança e amor; eu espero em sua palavra, Hosana, ó Senhor, vem, me salva! (Sl 129,5)

Evangelho

Monição: Cristo quer infundir em nós confiança e coragem. Aclamemo-l’O.

Mateus 14,22-33

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! 14 22 Logo depois da multiplicação dos pães, Jesus obrigou seus discípulos a entrar na barca e a passar antes dele para a outra margem, enquanto ele despedia a multidão. 23 Feito isso, subiu à montanha para orar na solidão. E, chegando a noite, estava lá sozinho. 24 Entretanto, já a boa distância da margem, a barca era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25 Pela quarta vigília da noite, Jesus veio a eles, caminhando sobre o mar. 26 Quando os discípulos o perceberam caminhando sobre as águas, ficaram com medo: "É um fantasma!" disseram eles, soltando gritos de terror. 27 Mas Jesus logo lhes disse: "Tranqüilizai-vos, sou eu. Não tenhais medo!" 28 Pedro tomou a palavra e falou: "Senhor, se és tu, manda-me ir sobre as águas até junto de ti!" 29 Ele disse-lhe: "Vem!" Pedro saiu da barca e caminhava sobre as águas ao encontro de Jesus. 30 Mas, redobrando a violência do vento, teve medo e, começando a afundar, gritou: "Senhor, salva-me!" 31 No mesmo instante, Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e lhe disse: "Homem de pouca fé, por que duvidaste?" 32 Apenas tinham subido para a barca, o vento cessou. 33 Então aqueles que estavam na barca prostraram-se diante dele e disseram: "Tu és verdadeiramente o Filho de Deus".
— Palavra da Salvação.
— Glória a Vós, Senhor!

A tempestade no Lago de Genesaré, a que se referem os Evangelhos é um fenómeno muito frequente e perigoso para as embarcações ainda hoje. O lago de 13 por 21 Km tomou este nome pelo seu formato de harpa (kinnéret).

23 «Subiu a um monte, para orar a sós». Jesus não teria necessidade de se retirar para se recolher em oração, como é sublinhado pelos evangelistas (cf. Mc 1, 35; 6, 47; Lc 5, 16; 6, 12); esta insistência acentua que o ensino de Jesus não consta só das suas palavras (cf. Mt 6, 5-6), mas também do seu exemplo, pois nós bem precisamos de tempos de recolhimento para a oração.

25 «Na quarta vigília da noite». Uma referência à divisão romana da noite, adoptada pelos judeus: do pôr ao nascer do Sol havia quatro vigílias que eram mais longas no Inverno e mais curtas no Verão.

24-33 O caminhar de Jesus sobre as águas do lago de Genesaré, após a 1ª multiplicação dos pães, é relatado também por Marcos e João. Em Mateus, com razão chamado «o Evangelho eclesiástico», pode ver-se mais claramente uma alusão à vida da Igreja. Como a barca dos Apóstolos, também a Igreja se vê perseguida, «açoitada pelas ondas e pelo vento contrário», mas Jesus, que vela por ela, vem em seu socorro, com palavras de ânimo – «não tenhais medo!» – (palavras tão repetidas por João Paulo II). No relato reflete-se a trajetória dos discípulos do Senhor ao longo dos tempos: sujeitos ao medo e à dúvida avançam, pelo caminho da súplica, até chegarem à segura confissão de fé: «Tu és verdadeiramente o Filho de Deus!». Só Mateus apresenta Pedro indo ao encontro de Cristo sobre o mar, evidenciando-se assim o seu importante papel na direção da barca da Igreja.

Não tenhais medo: Sou Eu.

A leitura do Evangelho deste domingo continua a narrativa do Evangelho do domingo anterior, e essa continuação é marcada pelo início: “depois da multiplicação dos pães”. Esse trecho tem dois momentos: o movimento de Jesus da montanha ao mar e a ida de Pedro ao encontro de Jesus sobre as águas.

A sequência é uma justificativa para os eventos narrados no mar. Jesus sobe ao monte para orar sozinho. Enquanto estava na montanha, os discípulos estavam no meio do mar e o barco era agitado pelas ondas por causa do vento. Jesus vai ao encontro dos discípulos caminhando sobre o mar. O que impressiona, nesse relato, é que a razão do medo dos discípulos se justifica pela impressão de que Jesus fosse um fantasma, e não pelo fato de que alguém possa caminhar sobre as águas de um mar agitado. O final desse primeiro momento se conclui, como se concluem normalmente as teofanias, com uma exortação a não temer: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” (v. 27).

O segundo momento da narrativa envolve as consequências dessa teofania. Jesus acabara de dizer “sou eu”, e Pedro rebate: “Se és tu, Senhor, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água” (v. 28). Diante disso, Jesus responde a Pedro: “Vem!”

Ao chamado de Jesus, Pedro prontamente sai do barco e começa a andar sobre a água, mas o vento lhe causa medo e começa a afundar. No primeiro momento, o medo era porque achavam que Jesus fosse um fantasma, agora a causa do medo é o vento. Jesus censura Pedro por sua fraqueza na fé. Há uma relação aqui muito sutil: o contrário da fé é o medo. Por isso, a cada momento de medo há um alerta para dar-se conta de que o Senhor está com eles. É a presença de Deus, que afasta o medo debilitador da fé.

AMBIENTE

No passado domingo, Jesus foi-nos apresentado como o novo Moisés, que conduz "ao deserto" um povo de coração escravo. Aí, liberta-o da opressão do egoísmo, ao mostrar-lhe que os bens são um dom de Deus, destinados a ser partilhados com todos os homens. Nasce, assim, a comunidade do Reino - isto é, essa comunidade fraterna de amor e de partilha, que se senta à mesa de Deus e que d'Ele recebe vida em abundância (cf. Mt 14,13-21).

O texto do Evangelho que hoje nos é proposto vem na sequência desse episódio. Mateus começa por observar que, depois desses sucessos, Jesus "obrigou os discípulos a subir para o barco e a esperá-l'O na outra margem, enquanto Ele despedia a multidão" (Mt 14,22). Esta nota pode indicar que Jesus quis arrefecer o entusiasmo excessivo dos discípulos (o autor do quarto Evangelho, a propósito do mesmo episódio, refere que Jesus Se retirou sozinho para o monte, pois sabia que "viriam arrebatá-l'O para O fazerem rei" - Jo 6,15).

O episódio situa-nos na área do lago de Tiberíades ou da Genesaré, esse lago de água doce com 21 quilómetros de comprimento e 12 de largura situado na Galileia e que é o grande reservatório de água doce da Palestina.

Para os judeus, o mar - e o lago de Tiberíades ou de Genesaré é considerado, para todos os efeitos, um "mar" - era o lugar onde habitavam os monstros, os demônios e todas as forças que se opunham à vida e à felicidade do homem. Na perspectiva da teologia judaica, no mar o homem estava à mercê das forças demoníacas; e só o poder de Deus podia salvá-lo...

Recordemos, ainda, que o nosso texto está incluído numa secção (cf. Mt 13,1-17,27) do Evangelho segundo Mateus, a que poderíamos chamar "instrução sobre o Reino". Aí, Mateus põe Jesus a dirigir-Se sobretudo aos discípulos e a instruí-los sobre os valores e os mistérios do Reino. É neste contexto de catequese sobre o Reino que devemos situar o episódio que hoje nos é proposto.

Lembremos, finalmente, que o Evangelho segundo Mateus - escrito durante a década de 80 - se destina a uma comunidade cristã que já esqueceu o seu entusiasmo inicial por Jesus e pelo seu Evangelho e que vive uma fé cómoda, instalada, pouco exigente. Para os crentes, avizinham-se grandes contrariedades e perseguições... A comunidade só poderá subsistir se confiar em Jesus, na sua presença, na sua proteção.

MENSAGEM

Depois de despedir a multidão e de obrigar os discípulos a embarcar para a outra margem, Jesus "subiu a um monte para orar, a sós". Mateus só se refere à oração de Jesus por duas vezes: aqui e no episódio do Getsemani (cf. Mt 26,36): em ambos os casos, a oração precede um momento de prova para os discípulos.

Enquanto Jesus está em diálogo com o Pai, os discípulos estão sozinhos, em viagem pelo lago. Essa viagem, no entanto, não é fácil nem serena... É de noite; o barco é açoitado pelas ondas e navega dificilmente, com vento contrário. Os discípulos estão inquietos e preocupados, pois Jesus não está com eles...

O quadro refere-se, certamente, à situação da comunidade a que Mateus destina o seu Evangelho (e que não será muito diferente da situação de qualquer comunidade cristã, em qualquer tempo e lugar). A "noite" representa as trevas, a escuridão, a confusão, a insegurança em que tantas vezes "navegam" através da história os discípulos de Jesus, sem saberem exatamente que caminhos percorrer nem para onde ir... As "ondas" que açoitam o barco representam a hostilidade do mundo, que bate continuamente contra o barco em que viajam os discípulos... Os "ventos contrários" representam a oposição, a resistência do mundo ao projeto de Jesus - esse projeto que os discípulos testemunham... Quantas vezes, na sua viagem pela história, os discípulos de Jesus se sentem perdidos, sozinhos, abandonados, desanimados, desiludidos, incapazes de enfrentar as tempestades que as forças da morte e da opressão (o "mar") lançam contra eles...

É aí, precisamente, que Jesus manifesta a sua presença. Ele vai ao encontro dos discípulos "caminhando sobre o mar" (vers. 26). No contexto da catequese judaica, só Deus "caminha sobre o mar" (Job 9,8b; 38,16; Sal 77,20); só Ele faz "tremer as águas e agitarem-se os abismos" (Sal 77,17); só Ele acalma as ondas e as tempestades (cf. Sal 107,25-30). Jesus é, portanto, o Deus que vela pelo seu Povo e que não deixa que as forças da morte (o "mar") o destruam. A expressão "sou Eu" reproduz a fórmula de identificação com que Deus se apresenta aos homens no Antigo Testamento (cf. Ex 3,14; Is 43,3.10-11); e a exortação "tende confiança, não temais" transmite aos discípulos a certeza de que nada têm a temer porque Jesus, o Deus que vence as forças da morte e da opressão acompanha a par e passo a sua caminhada histórica e dá-lhes a força para vencer a adversidade, a solidão e a hostilidade do mundo.

Depois, Mateus narra uma cena exclusiva, que não é apresentada por nenhum outro evangelista: a do diálogo entre Pedro e Jesus (vers. 28-33). Tudo começa com o pedido de Pedro: "se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas". Pedro sai do barco e vai, de facto, ao encontro de Jesus; mas, assustando-se com a violência do vento, começa a afundar-se e pede a Jesus que o salve. Assim acontece, embora Jesus censure a sua pouca fé e as suas dúvidas.

Pedro é, aqui, o porta-voz e o representante dessa comunidade dos discípulos que vai no barco (a Igreja). O episódio reflete a fragilidade da fé dos discípulos, sempre que têm de enfrentar as forças da opressão, do egoísmo, da injustiça. Jesus comunicou aos seus o poder de vencerem todos os poderes deste mundo que se opõem à vida, à libertação, à realização, à felicidade dos homens. No entanto, enquanto enfrentam as ondas do mundo hostil e os ventos soprados pelas forças da morte, os discípulos debatem-se entre a confiança em Jesus e o medo. Mateus refere-se, desta forma, à experiência de muitos discípulos (da sua comunidade e das comunidades cristãs de todos os tempos e lugares) que seguem a Jesus de forma decidida, mas que se deixam abalar quando chegam as perseguições, os sofrimentos, as dificuldades... Então, começam a afundar-se e a ser submergidos pelo "mar" da morte, da frustração, do desânimo, da desilusão... No entanto, Jesus lá está para lhes estender a mão e para os sustentar.

Finalmente, a desconfiança dos discípulos transforma-se em fé firme: "Tu és verdadeiramente o Filho de Deus" (vers. 33). É para aqui que converge todo o relato. Esta confissão reflete a fé dos verdadeiros discípulos, que vêem em Jesus o Deus que vence o "mar", o Senhor da vida e da história que acompanha a caminhada dos seus, que lhes dá a força para vencer as forças da opressão e da morte, que lhes estende a mão quando eles estão desanimados e com medo e que não os deixa afundar.

Quando é que os discípulos fizeram a descoberta de que Jesus era o Deus vencedor do pecado e da morte? Naturalmente, após a Páscoa, quando perceberam plenamente o mistério de Jesus (perceberam que Ele não era "um fantasma"), sentiram a sua presença no meio da comunidade reunida, experimentaram a sua ajuda nos momentos difíceis da caminhada, sentiram que Ele lhes transmitia a força de enfrentar as adversidades e a hostilidade do mundo, sentiram que Ele estava lá, estendendo-lhes a mão, nos momentos de fraqueza, de dificuldade, de falta de fé. É esta mesma experiência que Mateus nos convida também a fazer.

ATUALIZAÇÃO

A reflexão pode partir dos seguintes elementos:

• O Evangelho deste domingo é, antes de mais, uma catequese sobre a caminhada histórica da comunidade de Jesus, enviada à "outra margem", a convidar todos os homens para o banquete do Reino e a oferecer-lhes o alimento com que Deus mata a fome de vida e de felicidade dos seus filhos. Estamos dispostos a embarcar na aventura de propor a todos os homens o banquete do Reino? Temos consciência de que nos foi confiada a missão de saciar a fome do mundo? Aqueles que são deixados à margem dessa mesa onde se jogam os interesses e os destinos do mundo, que têm fome e sede de vida, de amor, de esperança, encontram em nós uma proposta credível e coerente que aponta no sentido de uma realidade de plenitude, de realização, de vida plena?

• A caminhada histórica dos discípulos e o seu testemunho do banquete do Reino não é um caminho fácil, feito no meio de aclamações das multidões e dos aplausos unânimes dos homens. A comunidade (o "barco") dos discípulos tem de abrir caminho através de um mar de dificuldades, continuamente batido pela hostilidade dos adversários do Reino e pela recusa do mundo em acolher os projetos de Jesus. Todos os dias o mundo nos mostra - com um sorriso irónico - que os valores em que acreditamos e que procuramos testemunhar estão ultrapassados. Todos os dias o mundo insiste em provar-nos - às vezes com agressividade, outras vezes com comiseração - que só seremos competitivos e vencedores quando usarmos as armas da arrogância, do poder, do orgulho, da prepotência, da ganância... Como nos colocamos face a isto? É possível desempenharmos o nosso papel no mundo, com rigor e competência, sem perdermos as nossas referências cristãs e sem trairmos o Reino?

• Para que seja possível viver de forma coerente e corajosa na dinâmica do Reino, os discípulos têm de estar conscientes da presença de Jesus, o Senhor da vida e da história, que as forças do mal nunca conseguirão vencer nem domesticar. Ele diz aos discípulos, tantas vezes desanimados e assustados face às dificuldades e às perseguições: "tende confiança. Sou Eu. Não temais". Os discípulos sabem, assim, que não há qualquer razão para se deixarem afundar no desespero e na desilusão. Mesmo quando a sua fé vacila, eles sabem que a mão de Jesus está lá, estendida, para que eles não sejam submergidos pelas forças do egoísmo, da injustiça, da morte. Nada nem ninguém poderá roubar a vida àqueles que lutam para instaurar o Reino. Jesus, vivo e ressuscitado, não deixa nunca que sejamos vencidos.

• A oração de Jesus (que em Mateus antecede os momentos de prova) convida-nos a manter um diálogo íntimo com o Pai. É nesse diálogo que os discípulos colherão o discernimento para perceberem os caminhos de Deus, a força para seguir Jesus, a coragem para enfrentar a hostilidade do mundo.

Subsídios:
Evangelho: (Mt 14,22-33) Jesus anda sobre as águas – Na tradição que Mt integra no seu evangelho, a multiplicação dos pães (= participação dos discípulos na obra de Cristo) era seguida por uma cena onde os discípulos se encontram em dificuldades, no mar, e Jesus, andando sobre as ondas, como Deus (cf. Jó 9,8; 38,16; Sl 77[76],17-19; Is 43,16) ou sua sabedoria (Eclo 24,8[5]!), lhes vem prestar ajuda. Mt assume as duas narrações de sua tradição (= Mc 6,35-52), mas modifica o sentido da segunda, concentrando-a em redor da figura de Pedro e a fraqueza de sua fé. Transforma-a numa lição de fé. * Cf. Mc 6,45-52; Jo 6,16-22 * 14,23 cf. Lc 6,12; Jo 6,15 * 14,26 cf. Lc 24,37 * 14,29 cf. Jo 21,7 * 14,30-31 cf. Mt 8,25-26 * 14,32-33 cf. Mc 4,39; Mt 16,16; 26,63; 27,54; Jo 1,49.

***   ***   ***

Certo dia, frustrado com a incredulidade que ele encontrava na sua luta contra os ídolos em favor do Deus único, Elias fugiu das mãos de Jezabel para a montanha de seu Deus, quase que para provocá-lo a mostrar novamente sua força e a esmagar aqueles que passaram os seus profetas ao fio da espada (1Rs 19,9-10). Deus o mandou esperar no cume da montanha. Passou um vento violento, mas Deus não estava no vento violento; houve um terremoto, mas Deus não estava no terremoto; houve fogo, mas Deus não estava no fogo. Depois, ouviu-se o murmúrio de uma brisa ligeira... então, Elias cobriu o rosto e escutou a voz de Deus (1ª leitura).

Deus não está necessariamente nas coisas grandiosas ou violentas. Apesar da violência dos homens, Deus está naquilo que significa paz e refrigério. Dentro da brisa mansa, ele confia a Elias uma nova missão. A religiosidade mágica facilmente acredita que Deus se manifesta na tempestade. Mas ele se manifesta acalmando a tempestade. Assim, ele se manifestou em Cristo, diante dos apóstolos, que estavam lutando contra o vento, no barco do lago de Genesaré (Mt 14,22-33).

Por trás dessa narração está um mundo de mitologia. O mar era o domínio de Leviatã, o monstro marinho, uma vez considerado como um deus e até anjo ou diabo, mas, mais tarde, desmitologizado. A tempestade era a força do inimigo, acreditavam os supersticiosos pescadores galileus. Ora, depois da multiplicação dos pães, Jesus tinha deixado seus discípulos atravessarem sozinhos o lago de Genesaré. Ei-los agora confrontados com essas forças, às quais eles atribuíam uma origem maliciosa (evangelho). Aí Jesus inventa dar um passeio andando sobre as ondas. Simão Pedro (só o evangelho de Mt conta este detalhe) se sente logo animado e quer, sobre as ondas, ir ao encontro de Jesus. Mas de repente vê novamente diante de si o vento e as águas e perde a confiança em si, mas não em Jesus, pois grita “Senhor, salva-me” (cf. tb. salmo responsorial). O que Jesus faz, não sem lhe censurar a falta de fé. E então, com um gesto que revela toda sua majestade, Jesus acalma as ondas. Agora, os discípulos reconhecem-no como o Senhor, o Filho de Deus, e adoram-no.

O Deus que se manifesta em Jesus Cristo não é de tempestade, não é um Leviatã, mas um Deus rico em misericórdia e fidelidade (cf. aquela outra manifestação na montanha, Ex 34,5-6). O que não quer dizer: um Deus de moleza – pois ele tem mais força que a tempestade. Mas ele quer que não tenhamos medo. Não é um Deus que reina na base do medo, mas da confiança, da fé. Ora – e esta é a segunda consideração –, a fé deve ser mais do que um momento passageiro de entusiasmo. Se for só isso, logo de novo vamos, como Pedro, ver surgir o Leviatã de todos os lados. Fé de fogo de palha é pouca fé para Cristo. É o que aconteceu com Pedro. “Se és tu, manda-me vir”... (a frase condicional mostra que ele ainda duvidava se era Jesus, manifestando-se como Filho de Deus, ou um fantasma, algum Leviatã; cf. Mt 14,26).

Na 2ª leitura inicia a segunda grande parte de Rm: nos caps. 9–11, Paulo confessa sua paixão pelo povo de Israel, do qual ele é membro – embora tenha de combater o legalismo farisaico. Ele mesmo gostaria de ser condenado se, com isso, os seus irmãos judaicos tivessem a salvação (Rm 9,3). Palavra forte, mas não mero exagero: Paulo sabia que seria impossível que eles estivessem pura e simplesmente perdidos. O plano de salvação, mesmo aberto aos gentios, vale também para os judeus. Como? Isso veremos nos próximos domingos. De toda maneira, tanta confiança tem Paulo no plano de Deus que pode dizer: se Israel for totalmente rejeitado, então, eu também!

Acreditamos num Deus que salva (salmo responsorial), que ouve o nosso clamor (antífona de entrada), um Deus da mansidão (1ª leitura). Assim ele se dá a conhecer em Cristo (evangelho). Para nos inteirarmos disso, precisamos de fé, não passageira, mas constante (evangelho, oração final)

CRISTO ABANDONOU A IGREJA?

As leituras de hoje falam de tempestade e escuridão. Na 1ª leitura, Elias, desanimado, procura Deus no monte no qual este se havia manifestado a Moisés. Deus lhe promete uma “entrevista”. Elias o espera, no vento, no terremoto, no fogo, mas ele não está aí. Depois, porém, surge uma brisa mansa, e Deus lhe fala... No evangelho lemos que, depois da multiplicação dos pães, Jesus manda os discípulos atravessarem o mar, sozinhos. Ele mesmo fica na montanha, para orar. No meio da noite, enquanto os discípulos lutam contra a tempestade, ele vai até eles, andando sobre o mar. Incute-lhes confiança: “Não tenhais medo”. Pedro se entusiasma, quer ir até ele sobre as ondas, mas duvida...

Deus é precedido pela tempestade, mas domina-a. É na calmaria que ele dirige a palavra a Elias. Jesus domina as ondas do lago e dissipa o pânico dos discípulos. Sua manifestação é um convite a ter fé nele. Os doze, o barco, o porta-voz Pedro: tudo isso evoca a Igreja, abalada pelas tempestades da história, enquanto Cristo parece estar demorando para chegar – pois os primeiros cristãos esperavam vivamente e para breve a nova vinda de Cristo, a Parusia, que parecia protelar-se sempre mais. A mensagem da narrativa parece ser que a Igreja deve acreditar na presença confortadora de seu Senhor. Mas nessa fé podem aparecer falhas, como no caso de Pedro...

Que tempestades e escuridão angustiam a Igreja hoje? Cristo nos parece estar longe, não percebemos sua presença...

A Igreja como poderosa instituição está sendo atingida pelo desmantelamento da força política que durante muito tempo lhe serviu de sustentáculo: o ocidente europeu e suas extensões coloniais. “Morreu a Cristandade”, o regime no qual Igreja e Sociedade se identificavam. Sociologicamente falando, a Igreja aparece sempre mais como o que ela era no início: uma mera comunidade de fiéis, sem maior peso civil que as sociedades culturais, círculos literários e clubes de futebol (e olhe lá!). Quem ainda não acostumou seus olhos a esse apagamento sociológico, tem dificuldade de enxergar a presença de Cristo.

As dificuldades que a Igreja enfrenta hoje devem nos fazer enxergar melhor a presença de Cristo em novos setores da Igreja, sobretudo na população empobrecida e excluída da sociedade do bem-estar globalizado. De repente, Jesus se manifesta como calmaria no ambiente tempestuoso das “periferias” do mundo, na simplicidade das comunidades nascidas da fé do povo. Temos coragem para ir até ele ou duvidamos ainda, deixando-nos “levar pela onda”?

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

— O tema que vincula as três leituras da liturgia deste domingo é o da manifestação ou revelação de Deus. A esse tema se ligam a questão do não reconhecimento de Deus em seu meio de revelação, bem como a questão da fé nele, que é abalada ou fragilizada pelo medo. Reconhecer a manifestação de Deus é o primeiro passo para a salvação por meio do encontro amoroso com ele.

— Nas leituras, o encontro é marcado pelos lugares: montanha e mar. Esses dois lugares são aproximados pelo elemento vento, embora de modo distinto. O vento forte (impetuoso) aparece na primeira leitura e no Evangelho com funções diferentes. Com Elias, o vento impetuoso só tem função negativa, indicando que Deus não estava nele. No Evangelho, o vento agitava as ondas e o barco onde se encontravam os discípulos; Deus também não estava nele. Contudo, a simples presença de Jesus no barco faz o vento acalmar. Diante da brisa suave, Elias cobre o rosto, como antes fizera Moisés, em sinal de respeito. Diante daquele que acalma o vento, os discípulos se prostram pela mesma razão e fazem uma profissão de fé: “Tu és o Filho de Deus”.

— A afirmação dos discípulos de que Jesus é o “Filho de Deus” encontra, de certo modo, correspondência na segunda leitura, quando o apóstolo diz que aos israelitas pertence a “filiação adotiva”. Com efeito, a expressão “Filho de Deus” é, antes de tudo, uma afirmação da adoção do rei como “filho” por Deus. Essa é a primeira afirmação do apóstolo sobre os israelitas, e a última é a afirmação de que deles descende o Cristo quanto à sua humanidade. Isso pode indicar que, para o autor da carta, a expressão “filho de Deus” tinha também o sentido veterotestamentário de “adoção”, e não a afirmação posterior da “divindade” do Filho.

— Enfim, a liturgia deste domingo se propõe nos fazer refletir sobre a manifestação gratuita de Deus e seu convite para que o encontremos onde e como ele se deixa ver. Convida-nos a ter olhos e corações abertos para percebê-lo e, sobretudo, a não ter medo, porque o medo nos impede de continuar a caminhar ao seu encontro.


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

Deus fala no silêncio

Para o profeta Elias as coisas corriam mal. A sua vida estava em perigo. Com medo dos seus perseguidores procurava fugir-lhes a todo o transe. Vergado ao peso do fardo da vida está prestes a cair no desespero. E o Senhor vem em seu auxílio. Foi no monte Horeb que sentiu a presença de Deus.

Levanta-se violenta tempestade, seguida dum terramoto e de labaredas de fogo, mas o Senhor não estava lá. Ouve-se finalmente o som duma brisa suave, tão ligeira que mal se percebe. É aqui que o Senhor se manifesta. Então o profeta fala-Lhe daquilo que guardava no mais íntimo do coração e toma a decisão de O servir.

Na nossa vida também Deus se dá a conhecer. Umas vezes será de forma dramática, com tempestade, seguida dum período de calma. É o caso relatado no Evangelho. Outras, como vento forte que tudo derruba. Foi o que aconteceu a Saulo, no caminho de Damasco. O mais frequente, todavia, será como uma ligeira brisa no fim dum dia sufocante.

Na Bíblia, quando Deus vem visitar o homem, há sempre silêncio (Hab 2, 20; Sof 1, 7; Is 41, 1; Apoc 8). Não é no meio da noite, no silêncio (Lc 2,8) que o Verbo de Deus feito carne nasce Menino no presépio de Belém? E que dizer do silêncio do Sacrário onde Jesus está vivo e glorioso como no Céu, sempre a interceder por nós?

Não é sem razão que a liturgia requere silêncio depois da proclamação da Palavra de Deus. Pena que frequentemente não se respeite uma tal exigência.

Precisamos de «parar» para Deus

a) Indispensável se torna que tenhamos a lucidez e a coragem de parar e ouvir Deus. A lucidez e a coragem do encontro sereno e atento com o Senhor. Esse ouvir e esse olhar concretiza-se na oração. É o primeiro tempo. O silêncio e a própria soturnidade de um templo proporcionam ambiente adequado para tal. Para quantos a conversão se processou desta forma! Ou até no silêncio do campo santo, junto ao túmulo daqueles que Deus levou para a vida eterna. A eles continuamos unidos pela Comunhão dos Santos. Este silêncio não ajuda apenas a falar. Ele mesmo fala. Dá fé. Dá esperança. Enche a vida de alegria.

Mas… Andamos atarefados. Corremos para tudo quanto é sítio. Acotovelamo-nos uns aos outros, sem tempo para nada. Depois vem o cansaço, o mau humor, o desânimo, o vazio. Passamos Deus para o outro lado da vida. Não Lhe prestamos atenção. Esquecemo-l’O. E então sentimo-nos pobres, tristes e sozinhos.

Contudo o Senhor deixa de nos procurar. Tem sempre encontro marcado conosco. Espera-nos a toda a hora. Todas as horas são horas de Deus.

b) Depois deste encontro havemos de sentir forte desejo de ir ao encontro dos outros, experimentando embora dificuldades como Paulo encontrou relativamente aos israelitas, seus irmãos de raça. Isto leva-o a desabafar naquela hipérbole que nos pode escandalizar (2.a leit.). Mas não desiste. Está convencido que eles se hão-de converter (Rom XI, 32).

Ir primeiro pelo testemunho de vida. Sem isto, nada. Vencer «o infantilismo» de muitos cristãos que ainda não tomaram consciência do seu compromisso baptismal, incapazes de responder aos desafios do nosso mundo, alérgicos à Boa Nova nos refratários às determinações da Igreja, surdos à doutrina do Magistério.

E anúncio explícito de Jesus Cristo. Com respeito pelas pessoas, que continuarão livres de aderir ou não. Tal como Cristo, a Igreja propõe, não impõe nada, respeita as pessoas, repete o Papa. Mas não podemos refugiar-nos em razões ocas para nos esquivamos a este dever. Há muitas pessoas que andam por caminhos perdidos, por ignorância. E desta ignorância poderemos ser culpados.

Também aqui muito podem fazer os emigrantes. Dar testemunho da sua fé, nunca faltando ao cumprimento dos deveres religiosos, mesmo quando surjam obstáculos. Somos cristãos em toda a parte.

E os jovens agora em férias. Dar as razões da nossa esperança (1 Ped 3, 15) na escola, no desporto, nos tempos livres, na discoteca, no grupo de amigos.

Com coragem, generosidade e docilidade

Coragem. Sou Eu. Não temais. Fala Jesus aos Apóstolos atemorizados. É o medo das provações contra a fé, a luta do cristão para se manter firme. Teme fraquejar. Por isso clama: Salva-me, Senhor. Unidos a Cristo, saibamos ser luz e sal deste mundo novo que tem tanta necessidade de Cristo, Redentor do Homem, lembrou João Paulo II, em Fátima, em 13-V-1991).

Precisamos de coragem que significa força e alegria do coração. Coragem é atitude de serenidade lúcida perante as adversidades, os perigos, os desafios, as tentações. E magnanimidade que se torna mais palpável no sofrimento, na provação, no deficiente e no moribundo.

Coragem para que as mães não se envergonhem de ser mães. Coragem para viver o valor do celibato e mostrar que a virgindade «é prova de liberdade interior, de respeito pelo outro, de atenção aos valores do espírito e de viver ao serviço do Reino, ensina o Santo Padre.

Sirva-nos de exemplo e ajuda Maria Santíssima, a Senhora da coragem.


ALGUMAS REFLEXÕES À LUZ DO EVANGELHO
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 19º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo... Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa... Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. O MISTÉRIO DO SILÊNCIO.
Durante este período estival, são numerosos os que, pequenos e grandes, deixaram a cidade à procura de silêncio e calma. Em ligação com a primeira leitura, poder-se-ia chamar a atenção para o mistério deste silêncio. No silêncio, o cristão aprende a recolher-se para se abrir à presença de Deus. É a ocasião para verificar se o ritmo que anima a celebração da missa é um ritmo em que alternam de maneira harmoniosa o silêncio, a palavra, a música e o cântico.

3. A PROFISSÃO DE FÉ.
O fim do texto evangélico culmina na confissão de fé daqueles que estão no barco, isto é, a comunidade eclesial: "Verdadeiramente, Tu és o Filho de Deus!" Poder-se-á valorizar hoje a profissão de fé, com uma breve introdução ou escolhendo outra fórmula de profissão de fé prevista no missal (símbolo dos apóstolos, credo baptismal...).

4. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
Bendito sejas, Deus todo-poderoso e Mestre do universo, porque nos convidas a reconhecer-Te no silêncio, como um sopro de vida, que renova a face da terra. Nós Te bendizemos, porque nos falas ao coração. Nós Te pedimos pelos pregadores e pelos catequistas, chamados a fazer conhecer o teu rosto e a preparar os encontros contigo. Guia-os!

No final da segunda leitura:
Nós Te damos graças, Pai dos homens. Preparaste longamente a vinda do teu Filho, adoptando um povo. Por Ele deste aos homens a Lei da vida, manifestaste as tuas promessas e ensinaste a rezar-Te. Bendito sejas. Com o apóstolo Paulo, nós Te pedimos pelo teu primeiro povo, no qual o teu Filho tomou rosto de homem, e por todos os povos da terra.

No final do Evangelho:
Cristo Jesus, mesmo quando somos ameaçados pelas tempestades da nossa terra e a barca da tua Igreja é sacudida pelas vagas, nós Te bendizemos, por causa da tua ressurreição: verdadeiramente, Tu és o Filho de Deus! Com Pedro, nós Te suplicamos: salva-nos! Dá-nos o teu Espírito de confiança, para nos conduzir contigo pelos caminhos da vida.

5. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística II para a Reconciliação.

6. PALAVRA PARA O CAMINHO.
Fechar os olhos e escutar... Na invasão sonora que nos envolve - e por vezes nos agride - escutamos a voz do nosso Deus? Porque não? Entretanto, tomemos, de vez em quando, o risco do silêncio e da solidão. "Ao largo... para rezar". É aí, com Jesus, que poderemos ouvir a voz do nosso Pai.


LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Aceitai benignamente, Senhor, os dons que Vós mesmo concedestes à vossa Igreja e transformai-os, com o vosso poder, em sacramento da nossa salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

SANTO

Saudação da Paz
O Senhor quer que vivamos na paz. Para tanto precisamos de saber perdoar os pequenos e grandes agravos como Ele nos manda. Saudai-vos na paz de Cristo!

Monição da Comunhão: Levanta-te e come, porque ainda tens um caminho longo a percorrer. Estas palavras do Anjo a Elias também são para nós. A Comunhão é o nosso alimento na vida presente, a nossa força e o nosso viático rumo à eternidade.

Salmo 147,12.14
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Louva, Jerusalém, o Senhor, que te saciou com a flor da farinha.

Ou Jo 6, 52
O pão que Eu vos darei, diz o Senhor, é a minha carne pela vida do mundo.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Nós Vos pedimos, Senhor, que a comunhão do vosso sacramento nos salve e nos confirme na luz da vossa verdade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

RITOS FINAIS

Monição final: Temos de trabalhar com coragem, generosidade e docilidade para crescer na santidade. Não podemos adormecer. Infelizmente tantos há que preferem as facilidades da vida moderna ao empenhamento e busca de uma formação adequada para impregnar de espírito evangélico as realidades do mundo.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

TEMPO COMUM

19ª SEMANA

2ª Feira, 11-VIII: S. Clara: Manifestações do amor de Deus.

Ez 1, 2-5. 24-28 / Mt 17, 22-27
(Jesus): o Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos homens… E os discípulos ficaram profundamente consternados.

Os discípulos não entenderam esta afirmação de Jesus (cf Ev). Mas é por amor que Ele entrega a sua vida. A Santa Missa é uma das maiores manifestações do amor de Deus para conosco, porque o Senhor se entregou para nos levantar e salvar. Entreguemos-lhe um pouco mais da nossa vida. S. Clara, fundadora da Ordem das Clarissas, viveu com grande amor a pobreza evangélica, seguindo os passos do Senhor.

3ª Feira, 12-VIII: Vontade de Deus e rebeldia

Ez 2, 8- 3, 4 / Mt 18, 1-5. 10. 12-14
Assim não é da vontade de meu Pai que está nos Céus que se perca um único sequer destes pequeninos.

«É vontade do nosso Pai que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. Ele usa de paciência… não querendo que ninguém se perca (cf Ev)» (CIC, 2822) Para isso, o Senhor pede-nos que não sejamos rebeldes ao cumprimento da sua vontade (cf Leit). Com alguma frequência teremos que deixar de lado o ‘não me apetece’ fazer isto ou aquilo, mas aceitar o que devemos fazer: «Filho de homem, come o que tens na frente, come esse rolo» (Leit).

4ª Feira, 13-VIII: Descobrir a presença de Deus.

Ez 9, 1-7; 10, 18-22 / Mt 18, 15-20
Pois, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estarei eu no meio deles.

«Deus está sempre presente na sua Igreja, sobretudo nas ações litúrgicas. Está presente no sacrifício da Missa… Está presente com a sua virtude nos sacramentos… está presente na sua Palavra… está presente, enfim, quando a Igreja canta ou reza os Salmos, Ele que prometeu: ‘onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles’ (Ev)» (CIC, 1088). Também está presente e ajuda aqueles que estão marcados com o sinal da Cruz, isto é, aqueles que sofrem e se lamentam pelas ações abomináveis (cf Leit)

5ª Feira 14-VIII: S. Maximiliano Kolbe: Perdoar do fundo do coração.

Ez 12, 1-12 / Mt 18, 21-19, 1
Assim vos há-de fazer também meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão do íntimo do coração.

No dia a dia é inevitável que apareçam pequenos conflitos: as discussões caseiras, os gestos e palavras que incomodam, os aborrecimentos do trânsito… O Senhor pede-nos que perdoemos do íntimo do coração (cf Ev) e diz-lhes «que segundo o que fizeste, assim lhes será feito» (Leit). O nosso interior deve conservar-se limpo de qualquer inimizade. Devemos procurar sorrir, responder amavelmente, desculpar. E não ficar cá dentro com um registo de pequenas ofensas. S. Maximiliano Kolbe ofereceu a sua vida em holocausto de caridade para salvar a vida de outros.

Celebração e Homilia: ARMANDO BARRETO MARQUES
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

.
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