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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


30.07.2017
17º Domingo do Tempo Comum — ANO A
( Verde, Glória, Creio – I Semana do Saltério )
__ "Reino de Deus: O tesouro da vida" __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

APRESENTAÇÃO ESPECIAL DA LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA
VÍDEO NO YOUTUBE
APRESENTAÇÃO POWERPOINT

Clique aqui para ver ou baixar o PPS.

(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

NOTA ESPECIAL: VEJA NO FINAL DA LITURGIA OS COMENTÁRIOS DO EVANGELHO COM SUGESTÕES PARA A HOMILIA DESTE DOMINGO. VEJA TAMBÉM NAS PÁGINAS "HOMILIAS E SERMÕES" E "ROTEIRO HOMILÉTICO" OUTRAS SUGESTÕES DE HOMILIAS E COMENTÁRIO EXEGÉTICO COM ESTUDOS COMPLETOS DA LITURGIA DESTE DOMINGO.

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO DOMINGO ANTERIOR (23.07.2017)

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: A liturgia atual nos apresentará, a última série de parábolas sobre o Reino dos Céus. Tesouro! Eis uma palavra frequentemente empregada pelo ser humano na linguagem dos afetos, na literatura amorosa. Usada neste sentido, a palavra tesouro nada tem que ver com o espaço surpreende e encanta. A isso é que chamamos “tesouro”. Rede! Eis outra palavra específica da atualidade. Esta palavra é chave para que compreendamos a realidade não de forma hierárquica, piramidal, e sim interconectada. Somos um feixe de relações e delas nos vêm a ventura e a desventura, a informação e o virús. estar conectado à rede é risco e é possibilidade. Portanto, tesouro e rede são as duas chaves que nos permitem aprofundar os ensinamentos de Jesus.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, louvado seja o Senhor que nos reuniu neste domingo para que, por Ele, ofereçamos ao Pai um sacrifício de louvor, um culto verdadeiro em espírito e verdade. Sabendo que “tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus”, eis que aqui estamos para trazer ao altar a nossa vida, a nossa lida desta semana, e tudo aquilo que fizemos para colaborar com edificação do Reino de Deus, anunciado por Jesus. Que o Senhor se manifeste a nós por sua Palavra e por seu Corpo; que o Senhor escute nossas súplicas; que o Senhor nos fortaleça na missão de anunciar o Evangelho.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: Existe um evidente contraste entre a riqueza do ensinamento bíblico sobre o "Reino" e a pobreza da idéia que dele têm os cristãos. A imagem do Reino não lembra mais quase nada às nossas mentes. E mesmo que continuem a persistir algumas expressões no vocabulário eclesial corrente (construção do Reino, vinda do Reino...), parece que perderam seu dinamismo interior e um conteúdo claro e definido. No entanto, o Reino constitui o objeto primário da pregação do NT. João Batista e Jesus iniciam sua pregação com o anúncio de alegria: "Está próximo o Reino de Deus". A Boa-nova proclamada por Jesus é, em suma, a vinda do Reino de Deus. O que quer dizer-nos Jesus?

Sentindo em nossos corações a alegria do Amor ao Próximo, cantemos cânticos jubilosos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/30-de-julho-de-2017.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/af_45_17o_domingo_do_tempo_comum.pdf


TEMA
INVESTIR NO REINO DE DEUS

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- Autoria do Roteiro Homilético da Paulus para o período de Março/Abril-2017: Celso Loraschi. Mestre em Teologia Dogmática com Concentração em Estudos Bíblicos e professor de evangelhos sinóticos e Atos dos Apóstolos no Instituto Teológico de Santa Catarina (Itesc). E-mail: loraschi@itesc.org.br

Introdução da Revistal Vida Pastoral

Vossa vontade vale mais que ouro e prata

As leituras de hoje nos falam sobre a prioridade fundamental em nossa vida, o reino de Deus. Esse aspecto é muito atual, porque nossa época revela uma crise de valores. Todos os dias vemos, nos meios de comunicação, uma verdadeira batalha para vender ideologias, que vão desde fórmulas para emagrecimento instantâneo até milagres e exorcismos. Isso mostra quanto estamos acostumados a colocar em primeiro lugar, em nossa vida, os interesses particulares e egoístas. As leituras de hoje nos exortam a saber distinguir o verdadeiro do falso, a discernir os valores e a acolher o valor mais alto que deve sobrepor-se a todos: a vontade de Deus a ser praticada em nosso cotidiano.

Santo Inácio de Loyola nos orienta que o ser humano deve usar de tudo que possa ajudá- lo a atingir a “finalidade para a qual foi criado”, que é sua salvação, e, da mesma forma, deve desvencilhar-se de tudo que o impede de alcançá-las (Exercícios Espirituais, n.23).

Introdução do Portal Dehonianos

A liturgia deste domingo convida-nos a reflectir nas nossas prioridades, nos valores sobre os quais fundamentamos a nossa existência. Sugere, especialmente, que o cristão deve construir a sua vida sobre os valores propostos por Jesus.

A primeira leitura apresenta-nos o exemplo de Salomão, rei de Israel. Ele é o protótipo do homem “sábio”, que consegue perceber e escolher o que é importante e que não se deixa seduzir e alienar por valores efémeros.

No Evangelho, recorrendo à linguagem das parábolas, Jesus recomenda aos seus seguidores que façam do Reino de Deus a sua prioridade fundamental. Todos os outros valores e interesses devem passar para segundo plano, face a esse “tesouro” supremo que é o Reino.

A segunda leitura convida-nos a seguir o caminho e a proposta de Jesus. Esse é o valor mais alto, que deve sobrepor-se a todos os outros valores e propostas.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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RITOS INICIAIS

Salmo 67, 6-7.36
ANTÍFONA DE ENTRADA: Deus vive na sua morada santa, Ele prepara uma casa para o pobre. É a força e o vigor do seu povo.

Introdução ao espírito da Celebração
Jesus fala-nos hoje dum tesouro que todos temos de descobrir, vendendo tudo para o alcançar. Só ele vale a pena. Peçamos ao Senhor e coragem para seguir os seus ensinamentos. Para ouvir a Jesus é preciso purificar o coração. Examinemo-nos e peçamos perdão dos nossos pecados.

ORAÇÃO COLECTA: Deus, protector dos que em Vós esperam: sem Vós nada tem valor, nada é santo. Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia, para que, conduzidos por Vós, usemos de tal modo os bens temporais que possamos aderir desde já aos bens eternos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Salomão pede a Deus não dinheiro ou poder mas a sabedoria para desempenhar bem a sua missão. É uma lição muito importante para nós.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

1 Reis 3,5.7-12

Leitura do primeiro livro dos Reis. Naqueles dias, 3 5 o Senhor apareceu a Salomão em sonhos em Gabaon durante a noite, e disse-lhe: "Pede-me o que queres que eu te dê". 7" Sois vós, portanto, ó Senhor meu Deus, que fizestes reinar o vosso servo em lugar de Davi, meu pai. Mas eu não passo de um adolescente, e não sei como me conduzir. 8 E, sem embargo, vosso servo se encontra no meio de vosso povo escolhido, um povo imenso, tão numeroso que não se pode contar, nem calcular. 9 Dai, pois, ao vosso servo um coração sábio, capaz de julgar o vosso povo e discernir entre o bem e o mal; pois sem isso, quem poderia julgar o vosso povo, um povo tão numeroso?" 10 O Senhor agradou-se dessa oração, e disse a Salomão: 11 "Pois que me fizeste esse pedido, e não pediste nem longa vida, nem riqueza, nem a morte de teus inimigos, mas sim inteligência para praticar a justiça, 12 vou satisfazer o teu desejo; dou-te um coração tão sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti e nem haverá depois de ti".
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

A leitura é tirada do 1° Livro dos Reis, cuja figura central dos primeiros capítulos é Salomão, o rei sábio (3, 1 – 5, 15), construtor (5, 15 – 9, 25) e comerciante (9, 26 – 10, 29). A glória de Salomão, em especial a sua sabedoria, é-nos apresentada aqui como recompensa divina para a sua piedade e desprendimento: «agradou ao Senhor que Salomão tivesse feito este pedido» (v. 10).

5 «Gábaon». Localidade a cerca de onze quilómetros a Noroeste de Jerusalém (hoje. el-Gib) onde se encontrava o mais importante «lugar alto» (santuário situado no cimo dum monte). Ver 2 Cron1, 3.

7 «Sou muito novo e não sei como proceder», à letra, sou um menino pequeno que não sabe sair nem entrar, isto é, tratar de negócios, governar. Sair e entrar é um hebraísmo muito corrente, uma forma figurada de falar, tirada da vida pastoril, em que o pastor mostra a sua capacidade saindo e entrando bem como todo o rebanho.

Vossa sabedoria, ó Senhor, vale mais que as riquezas

Os reis dos povos antigos pediam a seus deuses vida longa, segurança nacional, exército invencível, prosperidade e um poder duradouro. Também os reis de Israel pediam ao Deus da aliança vida longa, preferencialmente, além da derrota dos inimigos e riquezas; e tudo isso esperavam do Senhor, pois em nome de Deus governavam o povo eleito.

Nessa primeira leitura, Salomão fez a Deus um pedido discreto e criterioso: pediu sabedoria para discernir, para saber conciliar e fazer justiça. Ou seja, Salomão escolheu pedir os dons mais essenciais para liderar corretamente seu povo. Ele soube reconhecer os valores mais elevados que as riquezas ou a derrota de seus inimigos.

Salomão sabia que, perante as coisas deste mundo, ele era um instrumento de Deus, um intermediário através do qual Deus agia em relação ao povo eleito. E para saber como se posicionar diante de todas as coisas sem deixar de ser fiel à vontade de Deus, fazia-se necessário ter sabedoria para bem se conduzir na vida.

Salomão foi elogiado por Deus porque soube discernir o que é mais precioso para quem tem fé.

AMBIENTE

O grande rei David morreu por volta de 972 a.C., após um reinado longo e fecundo, ocupado a expandir as fronteiras do reino, a consolidar a união entre as tribos do norte e do sul e a conquistar a paz e a tranquilidade para o Povo de Deus. Sucedeu-lhe no trono o filho, Salomão.

Salomão desenvolveu um trabalho meritório na estruturação do reino que o pai lhe legou. Organizou a divisão administrativa do território que herdou, dotou-o de grandes construções (das quais a mais emblemática é o Templo de Jerusalém), fortificou as cidades mais importantes, potenciou o intercâmbio cultural e comercial com os países da zona, incentivou e apoiou a cultura e as artes.

Preocupado com a constituição de uma classe política preparada para as tarefas da governação, Salomão recrutou “sábios” estrangeiros (sobretudo egípcios) para a sua corte e rodeou-se de homens que se distinguiam pelo seu “saber”, pela sua justiça e prudência. Esses “quadros”, além de aconselharem o rei, tinham também a tarefa de preparar os futuros “funcionários” para desempenharem funções no aparelho governativo montado por Salomão.

A corte de Salomão tornou-se, assim, um “viveiro” de “sabedoria”. Os “sábios” de Salomão coligiram provérbios, redigiram “máximas” de carácter sapiencial, deram “instruções” (sobre as virtudes que deviam ser cultivadas para ter êxito e para ser feliz). Nesta fase, também redigiram-se crónicas sobre os reinados anteriores e publicaram-se textos sobre as tradições dos antepassados (provavelmente, é nesta época que a “escola jahwista” dá à luz algumas das tradições que irão ocupar um lugar fundamental no Pentateuco). Não admira, portanto, que Salomão tenha ficado na memória histórica de Israel como o protótipo do rei sábio, “cuja sabedoria excedia a todos os orientais e egípcios” (1 Re 4,30).

Salomão é também, historicamente, o primeiro rei que “herda” o trono. Até agora, os seus predecessores não chegaram ao trono por herança, mas receberam-no das mãos de Deus (segundo a visão “religiosa” dos catequistas bíblicos). Os teólogos de Israel vão, pois, esforçar-se por sacralizar o poder de Salomão e demonstrar que, se Salomão chegou a governar o Povo de Deus, não foi apenas por um direito hereditário (sempre contestável), mas pela vontade de Deus.

O texto que hoje nos é proposto supõe todo este enquadramento. O chamado “sonho de Gabaon” (cf. 1 Re 3,5) é uma ficção literária montada pelos teólogos deuteronomistas (esse grupo que reflecte a vida e a história na linha das grandes ideias teológicas apresentadas no Livro do Deuteronómio) com uma dupla finalidade: apresentar Salomão como o escolhido de Jahwéh e justificar a sua proverbial “sabedoria”.

MENSAGEM

No Antigo Testamento, o “sonho” aparece, com alguma frequência, como uma forma privilegiada de Deus comunicar com os homens e de lhes indicar os seus caminhos. No nosso texto, aparece-nos também um sonho: os catequistas deuteronomistas vão utilizar este recurso literário para apresentar Salomão como “o escolhido” de Deus, a quem Jahwéh comunica os seus projectos e a quem confia a condução do seu Povo.

O “sonho” de Salomão está estruturado na forma de um diálogo entre Deus e Salomão. Há, em primeiro lugar, uma interpelação de Deus (“que posso Eu dar-te?”); e há, depois, uma resposta de Salomão: consciente da grandeza da sua tarefa e das suas próprias limitações, o jovem rei pede a Deus que lhe dê um coração “sábio” para governar com justiça. A prece do rei é atendida e Deus concede a Salomão uma “sabedoria” inigualável (na continuação – que, todavia, o nosso texto de hoje já não apresenta – Deus acrescenta ainda outros três dons: a riqueza, a glória e a longa vida – cf. 1 Re 3,13-14).

Em termos religiosos, qual a mensagem que os autores deuteronomistas pretendem deixar com esta “ficção”?

Antes de mais, o nosso texto deixa claro que, em Israel, o rei é o “instrumento de Deus”, o intermediário entre Deus e o seu Povo. É através da pessoa do rei que Deus governa, que intervém na vida do seu Povo e o conduz pela história.

Depois, o texto mostra que Salomão não concebeu o seu papel como um privilégio pessoal que podia ser usado em benefício próprio, mas sim como um ministério que lhe foi confiado por Deus. Salomão tinha consciência de que a autoridade é um serviço que deve ser exercido com “sabedoria” e que o objectivo final desse serviço é a realização do bem comum.

Finalmente (e é talvez o aspecto mais significativo para o tema da liturgia deste domingo), os autores deuteronomistas sublinham a “qualidade” da resposta de Salomão: ele não pede riqueza nem glória, mas pede as aptidões necessárias e a capacidade para cumprir bem a missão que Deus lhe confiou. Salomão aparece aqui como o modelo do homem que sabe escolher as coisas importantes e que não se deixa distrair por valores efémeros.

Dizer que a súplica de Salomão “agradou ao Senhor” (vers. 10) é propor aos israelitas que optem pelos valores eternos, duradouros e essenciais.

ACTUALIZAÇÃO

Considerar as seguintes questões:

• Algumas pessoas e grupos com um peso significativo na opinião pública procuram vender a ideia de que a realização plena do indivíduo está num conjunto de valores que decidem quem pertence à elite dos vencedores, dos que estão na moda, dos que têm êxito… Em muitos casos, esses valores propostos são realidades efémeras, materiais, secundárias, relativas. Quase sempre, por detrás da proposição de certos valores, estão interesses particulares e egoístas, a tentativa de vender determinada ideologia ou a preocupação em tornar o mercado dependente dos produtos comerciais de determinada marca… O “sábio”, contudo, é aquele que está consciente destes mecanismos, que sabe ver com olhar crítico os valores que a moda propõe, que sabe discernir o verdadeiro do falso, que distingue o que apenas tem um brilho doirado daquilo que, na essência, é um tesouro que importa conservar. O “sábio” é aquele que consegue perceber o que efectivamente o realiza e lhe permite levar a cabo, dentro da comunidade, a missão que lhe foi confiada. Como é que eu me situo face a isto? O que me seduz e que eu abraço é o imediato, o brilhante, o sedutor, ainda que efémero, ou é o que é exigente e radical mas que me permite conquistar uma felicidade duradoura e concretizar o meu papel no mundo, na empresa, na família ou na minha comunidade cristã?

• A figura de Salomão interpela também todos aqueles que detêm responsabilidades na comunidade (seja em termos civis, seja em termos religiosos). Convida-os a uma verdadeira atitude de serviço: o seu objectivo não deve nunca ser a realização dos próprios esquemas pessoais, mas sim o benefício de toda a comunidade, a concretização do bem comum.

Subsídios:
1ª leitura: 
(1Rs 3,5.7-12) Salomão não pede riqueza, mas sabedoria – No começo de seu reinado, Salomão pede a Deus a sabedoria, isto é, o dom de julgar e de decidir acertadamente (logo depois segue uma história para exemplificar esse dom). O próprio fato de não pedir outra coisa já mostra sua sabedoria. Assim mesmo, além da sabedoria, Deus lhe deu, como que “de brinde”, algumas coisas menos importantes (riqueza, fama, longa vida) (1Rs 3,13-14). * Cf. 2Cr 1,3-12; Sb 9,1-18 * 3,9 cf. Sl 72[71],1-2; Pr 2,6-9; Sb 7,7; Tg 1,5.



Salmo Responsorial

Monição: Temos não só de cumprir os mandamentos mas amá-los, como o salmista nos anima a fazer. Eles são o caminho da verdadeira sabedoria.

SALMO RESPONSORIAL – 118/119

Como eu amo, Senhor, a vossa lei, vossa palavra!

É esta a parte que escolhi por minha herança:
observar vossas palavras ó Senhor!
A lei de vossa boca, para mim,
vale mais do que milhões em ouro e prata.

Vosso amor seja um consolo para mim,
conforme a vosso servo prometestes.
Venha a mim o vosso amor e viverei,
porque tenho em vossa lei o meu prazer!

Por isso amo os mandamentos que nos destes
mais que o ouro, muito mais que o ouro fino!
Por isso eu sigo bem direito as vossas leis,
detesto todos os caminhos da mentira.

Maravilhosos são os vossos testemunhos,
eis por que meu coração os observa!
Vossa palavra, ao revelar-se, me ilumina,
ela dá sabedoria aos pequeninos.

Segunda Leitura

Monição: Deus escolheu-nos a cada um de nós não apenas para existir, mas para sermos santos, configurados à imagem de seu Filho.

Romanos 8,28-30

Leitura da carta de são Paulo aos Romanos. Irmãos, 8 28 sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos, segundo os seus desígnios. 29 Os que ele distinguiu de antemão, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que este seja o primogênito entre uma multidão de irmãos. 30 E aos que predestinou, também os chamou; e aos que chamou, também os justificou; e aos que justificou, também os glorificou.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Estas breves e incisivas palavras são das mais belas sínteses paulinas e estão na linha dos ensinamentos centrais de Romanos: a confiança mais absoluta em Deus, que há-de levar a cabo a obra já começada de salvar os seus fiéis. É certo que S. Paulo admite noutras passagens a possibilidade de que estes não se venham a salvar; mas, se isso vier a suceder, não pode ser por uma falha de Deus, mas apenas por uma atitude plenamente deliberada do homem resgatado. A nossa esperança é firmíssima (cf. Rom 5, 5.10), porque temos dentro de nós o próprio Espírito Santo, que vem em ajuda da nossa fraqueza, intercedendo por nós com gemidos inefáveis (cf. Rom8, 26), e Deus Pai ouve esta intercessão, porque está plenamente conforme com Ele mesmo (v. 27). Além disso, por uma Providência amorosíssima, «Deus concorre, em tudo para o bem daqueles que O amam» (v. 28), o que também corresponde ao aforismo popular: «Deus escreve direito por linhas tortas».

29-30 O desígnio salvador de Deus é aqui explicitado em cinco etapas (já explicitadas noutras passagens): Deus «conheceu-nos de antemão», isto é, olhou-nos com amor; «predestinou-nos para sermos conformes à imagem do seu Filho», sendo um só com Cristo; «chamou-nos»;«justificou-nos»; «glorificou-nos». É certo que ainda não estamos na plena posse da glória que nos está garantida (cf. vv. 17-18), mas a verdade é que já a podemos considerar adquirida, dada a nossa íntima união a Cristo ressuscitado na sua glória; é por isso que os gramáticos consideram esta forma verbal do passado – glorificou-nos – como um «aoristo proléptico» (são frequentes em S. Paulo as figuras da prolepse).

O Senhor é nossa herança, ele nos criou por amor

A segunda leitura afirma que somos predestinados. O que isso significa? Ao escrever isso, Paulo tem em mente que, desde toda a eternidade, Deus tem um projeto de amor, a saber, a salvação do ser humano. Significa que a salvação do ser humano está prevista nos planos de Deus desde sempre; é nesse sentido que somos predestinados, ou seja, no sentido de que isso estava previsto, faz parte do plano divino.

Santo Inácio de Loyola nos diz que fazer a redenção humana é uma decisão das Três Pessoas Divinas (Exercícios Espirituais, n.107). A redenção ou salvação faz parte do amor de Deus pelo ser humano, amor gratuito e incondicional que está aberto a todos, e não restrito a um grupo seleto de pessoas.

A salvação prevista no plano de Deus não é algo abstrato, mas significa que quem aderir a Jesus, vivendo como ele viveu, identifica-se com ele e, por isso, liberta-se do egoísmo e do pecado. Para isso, o Espírito Santo vem em nosso auxílio em todas as circunstâncias da vida, e, por isso, tudo concorre para o nosso bem.

Dizer que “tudo concorre para o bem dos que amam a Deus” (v. 28) não é no sentido de que tudo vai dar certo, que nada de ruim vai nos atingir e que seremos blindados contra os dissabores da vida, como muitos pregam hoje em dia. Significa que Deus fará com que todas as circunstâncias, inclusive as coisas ruins que nos acontecem, concorram para a nossa santificação. Tudo o que nos acontece fica submetido à finalidade principal de nossa vida, que é a salvação e a participação no reino de Deus, para as quais fomos criados.

As coisas ruins que nos acontecem devem servir para nos ajudar no caminho da santificação, porque nada que nos acontece poderá mudar o projeto de Deus que é nos levar à plenitude do Reino. Mas tudo isso exige sabedoria para colocar em primeiro lugar o reino de Deus, o verdadeiro valor de nossa existência.

AMBIENTE

O texto que nos é proposto como segunda leitura continua a reflexão de Paulo sobre o projecto de salvação que Deus tem para oferecer aos homens.

Já vimos nos domingos anteriores que, na perspectiva de Paulo, todo o homem que chega a este mundo mergulha num contexto de pecado que o marca e condiciona (cf. Rom 1,18-3,20); no entanto, Deus, na sua bondade, oferece gratuitamente ao homem pecador a sua graça e dá-lhe a possibilidade de chegar à salvação (cf. Rom 3,21-4,25); e é em Jesus Cristo que esse dom de Deus se comunica ao homem (cf. Rom 5,1-7,25). É o Espírito Santo que permite ao homem acolher esse dom e viver na fidelidade à graça que Deus oferece (cf. Rom 8,1-39).

Depois de assegurar aos cristãos de Roma (e, através deles, aos cristãos de todas as épocas e lugares) que o Espírito “vem em auxílio da nossa fraqueza” e “intercede por nós” (cf. Rom 8,26-27), Paulo relembra – no texto que nos é proposto como segunda leitura – que Deus tem um projecto de amor que se traduz no oferecimento da salvação ao homem.

MENSAGEM

Esse projecto não é um acontecimento casual, mas algo que, desde sempre, está previsto nos planos de Deus.

Aos que aderem a esse projecto, Deus chama-os a identificarem-se com o seu filho Jesus, liberta-os do egoísmo e do pecado e fá-los, com Jesus, chegar à vida nova e plena (justificação).

Neste contexto, Paulo fala “daqueles” que Deus “conheceu” de antemão, que “predestinou” para viverem à imagem de Jesus, que “chamou”, que “justificou” e que “glorificou”. No entanto, estes versículos não devem ser entendidos no sentido de que a salvação que Deus oferece se destine apenas a um grupo de predestinados, que Deus escolheu de entre os homens de acordo com critérios que nos escapam… A teologia paulina é clara a este respeito: o projecto salvador de Deus está aberto a todos aqueles que querem acolhê-l’O. O que Paulo sublinha aqui é que se trata de um dom gratuito de Deus e que esse dom está previsto desde toda a eternidade.

ACTUALIZAÇÃO

A reflexão pode partir dos seguintes dados:

• Em todas as cartas de Paulo transparece o espanto que o apóstolo sente diante do amor de Deus pelo homem. Este tema está, contudo, especialmente presente na Carta aos Romanos. O nosso texto convida-nos a dar conta – outra vez – desse facto extraordinário que é o amor de Deus (amor que o homem não merece, mas que Deus, com ternura, insiste em oferecer, de forma gratuita e incondicional), traduzido num projecto de salvação preparado desde sempre, e que leva Deus a enviar ao mundo o seu próprio Filho para conduzir todos os homens e mulheres a uma nova condição. Numa época marcada por uma certa indiferença face a Deus, este texto convida-nos a tomar consciência de que Deus nos ama, vem continuamente ao nosso encontro, aponta-nos o caminho da vida plena e verdadeira, desafia-nos à identificação com Jesus, convida-nos a integrar a sua família. Nós, os crentes, somos convidados a conduzir a nossa vida à luz desta realidade; e somos convocados a testemunhar, com palavras, com acções, com a vida, no meio dos irmãos que dia a dia percorrem connosco o caminho da vida, o amor e o projecto de salvação que Deus tem.

• Diante da oferta de Deus, somos livres de fazer as nossas opções – opções que Deus respeita de forma absoluta. No entanto, a vida plena está no acolhimento desse “valor mais alto” que é o seguimento de Jesus e a identificação com Ele. É esse o “valor mais alto”, o “tesouro” pelo qual eu optei de forma decidida no dia do meu baptismo? Tenho sido, na caminhada da vida, coerente com essa escolha?

Subsídios:
2ª leitura: (Rm 8,28-30) O planejamento de Deus e sua execução – Esta breve leitura é construída em redor da corrente: conhecer-destinar-chamar-justificar-glorificar: as fases do acabamento, por Deus, do ser humano: uma obra de arquiteto. O protótipo é Jesus Cristo mesmo: o primogênito dos mortos. O Espírito já nos tornou filhos (8,16). Agora é só levar a termo a obra de arte já iniciada (8,30). E o distintivo do cristão é que ele tem consciência de ser essa obra (“sabemos”, 8,28). ­* Cf. Ef 1,3-14; Tg 1,12; Jr 1,5; 1Cor 15,49; 2Cor 3,18; Fl 3,21; Cl 1,18; 1Jo 3,2.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
Eu te louvo, ó Pai santo, Deus do céu, Senhor da terra: os mistérios do teu reino aos pequenos, Pai, revelas! (Mt 11,25)

Evangelho

Monição: Jesus vai falar-nos dum tesouro que é o único que vale a pena. Escutemos atentos o que nos diz para o alcançarmos.

Mateus 13,44-52 ou 44-46

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos, 13 44 "O Reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo. 45 O Reino dos céus é ainda semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. 46 Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra. 47 O Reino dos céus é semelhante ainda a uma rede que, jogada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. 48 Quando está repleta, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e separam nos cestos o que é bom e jogam fora o que não presta. 49 Assim será no fim do mundo: os anjos virão separar os maus do meio dos justos 50 e os arrojarão na fornalha, onde haverá choro e ranger de dentes. 51 Compreendestes tudo isto?" "Sim, Senhor", responderam eles. 52 "Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas".
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Nesta leitura podemos distinguir três unidades: as parábolas do tesouro e da pérola (vv. 44-46); a parábola da rede (w. 47-50); e a conclusão final do discurso das parábolas (vv. 51-52). As duas primeiras parábolas são equivalentes e a da rede é paralela à do trigo e do joio (vv. 36-43).

44-46 As parábolas do tesouro escondido e da pérola rara deixam ver, antes de mais, que o Reino dos Céus é o maior bem que o homem pode chegar a conseguir; tudo o resto é relativo. Também parece significativo que tanto o pobre jornaleiro, como o negociante (este rico certamente) entregam tudo o que têm para chegarem à posse do tão precioso bem almejado. No entanto, cada uma das duas parábolas põe o acento num aspecto particular do Reino: o tesouro foca a abundância dos seus bens; a pérola, a sua beleza. Não parece que os pormenores em que ambas as parábolas divergem sejam didacticamente significativos, pois devem ser meros pormenores narrativos: assim a casualidade da descoberta do tesouro e o achado da pérola após longa procura; o tesouro está escondido e a pérola é apresentada. Também não é significativo o facto de que o homem que acha o tesouro o esconda, pois seria a aprovação dum expediente fraudulento; com efeito, o ensinamento da parábola não versa sobre isto: o que interessa, como lição, é a atitude do homem que se desprende de tudo para obter o tesouro escondido.

52 O longo discurso das parábolas termina com o elogio do escriba cristão, que se faz discípulo: «o escriba instruído sobre o Reino dos Céus». Este, como um senhor endinheirado, «tira do seu tesouro coisas novas e velhas», isto é, administra toda a riqueza da Antiga Aliança (que Cristo não rejeitou: cf. Mt 5, 17) e toda a riqueza da novidade evangélica. O discípulo de Cristo não possui só para si a riqueza do tesouro do Evangelho, mas tira do seu tesouro, para tornar os homens, seus irmãos, participantes de tão grande bem.

O reino de Deus é como um tesouro, uma pérola

Na parábola narrada por Jesus, o reino de Deus aparece como o maior de todos os tesouros, a joia mais rara, que todos deveriam querer para si e fazer todas as renúncias para conseguir. Além disso, o reino de Deus é um dom que todos podem encontrar, pois nos foi legado por Jesus.

As duas parábolas, a saber, a do tesouro e a da pérola, nos colocam diante do máximo valor, mas, ao mesmo tempo, exigem de nós o maior desprendimento: há que deixar algo por ele, há que renunciar a tudo para conseguir o tesouro e para obter a pérola. É um paradoxo; sendo puro dom, contudo, exige uma opção radical.

O Reino é tarefa e compromisso, um caminho e um modo de viver. O Reino se identifica com o modo de viver de Jesus, pois é compromisso de amor, de acolhida e de misericórdia e justiça. É a presença de Deus no interior do ser humano, que se traduz em gesto de amor para com todos. O Reino implica uma escolha radical, de tal forma que nada deve nos impedir de participar dele. E supõe que se tenha deixado tudo para seguir Jesus.

AMBIENTE

Concluímos, neste domingo, a leitura do capítulo dedicado às “parábolas do Reino” (cf. Mt 13). Nele, recorrendo a imagens e comparações simples, sugestivas e questionantes (“parábolas”), Jesus apresenta esse mundo novo de liberdade e de vida nova que Ele veio propor aos homens e ao qual Ele chamava Reino de Deus.

Concretamente, o nosso texto apresenta-nos três parábolas que são exclusivas de Mateus (nenhuma delas aparece nos outros três evangelhos considerados canónicos. No entanto, as três aparecem num texto não canónico – o Evangelho de Tomé – embora aí apresentem notáveis variantes em relação à versão mateana): a parábola do tesouro, a parábola da pérola e a parábola da rede e dos peixes.

Para enquadrarmos melhor a mensagem aqui proposta por Mateus, devemos ter em conta a realidade da comunidade a quem o Evangelho se destina… Estamos no final do primeiro século (anos oitenta). Passaram-se mais de trinta anos após a morte de Jesus. O entusiasmo inicial deu lugar à monotonia, à falta de empenho, a uma vivência “morna”, pouco exigente e pouco comprometida. No horizonte próximo das comunidades cristãs perfilam-se tempos difíceis de perseguição e de hostilidade e os cristãos parecem pouco preparados para enfrentar as dificuldades. Mateus sente que é preciso renovar o compromisso cristão e chamar a atenção dos crentes para o Reino, para as suas exigências e para os seus valores. As parábolas do Reino que hoje nos são propostas devem ser lidas neste contexto.

MENSAGEM

O texto do Evangelho deste domingo pode ser dividido em três partes. Em cada uma delas, há aspectos e questões que convém pôr em relevo e ter em conta.

Na primeira parte, temos duas parábolas – a parábola do tesouro escondido no campo e a parábola da pérola preciosa (vers. 44-46). Ambas desenvolvem o mesmo tema e apresentam ensinamentos semelhantes.

A questão principal abordada nesta primeira parte é a da descoberta do valor e da importância do Reino. Quer a parábola do tesouro escondido, quer a parábola da pérola preciosa, sugerem que o Reino proposto por Jesus (esse mundo de paz, de amor, de fraternidade, de serviço, de reconciliação que Jesus veio anunciar e oferecer) é um “tesouro” precioso, que os seguidores de Jesus devem abraçar, antes de qualquer outro valor ou proposta. Os cristãos são, antes de mais, aqueles que encontraram algo de único, de fundamental, de decisivo: o Reino. Ora, quando alguém encontra um “tesouro” como esse, deve elegê-lo como a riqueza mais preciosa, o fim último da própria existência, o valor fundamental pelo qual se renuncia a tudo o resto e pelo qual se está disposto a pagar qualquer preço. Provavelmente, Mateus está a sugerir a esses cristãos a quem o seu Evangelho se destina (adormecidos numa fé morna, inconsequente, pouco exigente) que é preciso redescobrir e optar decisivamente por esse valor mais alto, que deve dar sentido às suas vidas – o Reino. O cristão é confrontado, a par e passo, com muitos valores e opções; mas deve aperceber-se de que o Reino é o valor mais importante.

Na segunda parte, Mateus apresenta o Reino na imagem de uma rede que, lançada ao mar, apanha diversos tipos de peixes (vers. 47-50). Na versão apresentada por Mateus, a parábola apresenta um ensinamento semelhante ao da parábola do trigo e do joio (sobre a qual meditamos no passado domingo): o Reino não é um condomínio fechado, onde só há gente escolhida e santa, mas é uma realidade onde o mal e o bem crescem simultaneamente. Deus não tem pressa de condenar e destruir. Ele não quer a morte do pecador; por isso, dá ao homem o tempo necessário e suficiente para amadurecer as suas opções e para fazer as suas escolhas (no Evangelho de Tomé, a versão é diferente: conta a história de um pescador “sábio” que pesca vários peixes, mas fica só com o maior e lança os outros ao mar. Aí, portanto, a parábola da rede e dos peixes apresenta uma mensagem que vai na linha das parábolas do tesouro descoberto no campo e da pérola preciosa. Alguns autores pensam que a versão apresentada no Evangelho de Tomé constitui a versão primitiva da parábola da rede e dos peixes).

A referência que Mateus faz (mais uma vez) ao juízo final é uma forma de exortar os irmãos da sua comunidade no sentido de escolherem decididamente o Reino e porem em prática as propostas de Jesus.

Na terceira parte do Evangelho que nos é proposto, Mateus apresenta um breve diálogo entre Jesus e os discípulos (vers. 51-52).
Neste diálogo temos uma espécie de conclusão de todo o capítulo. Mateus sugere que o verdadeiro discípulo de Jesus é aquele que O compreende”. Ora, “compreender”, na teologia mateana, significa “prestar atenção” e comprometer-se com o ensinamento proposto. Os cristãos são, pois, convidados a descobrir a realidade do Reino, a entender as suas exigências, a comprometerem-se com os seus valores. A referência ao “escriba” que “tira do seu tesouro coisas novas e velhas” pode referir-se aos judeus, conhecedores profundos do Antigo Testamento (o “velho”), convidados agora a reflectirem essas velhas promessas à luz das propostas de Jesus (o “novo”). É nessa dialéctica sempre exigente e questionante que o verdadeiro discípulo encontra o caminho para o Reino; e, depois de encontrar esse caminho, deve comprometer-se com ele de forma decisiva, exigente, empenhada.

ACTUALIZAÇÃO

Ter em conta, na reflexão, os seguintes elementos:

• A primeira e mais importante questão abordada neste texto é a das nossas prioridades. Para Mateus, não há qualquer dúvida: ser cristão é ter como prioridade, como objectivo mais importante, como valor fundamental, o Reino. O cristão vive no meio do mundo e é todos os dias desafiado pelos esquemas e valores do mundo; mas não pode deixar que a procura dos bens seja o objectivo número um da sua vida, pois o Reino é partilha. O cristão está permanentemente mergulhado num ambiente em que a força e o poder aparecem como o grande ideal; mas ele não pode deixar que o poder seja o seu objectivo fundamental, porque o Reino é serviço. O cristão é todos os dias convencido de que o êxito profissional, a fama a qualquer preço são condições essenciais para triunfar e para deixar a sua marca na história; mas ele não pode deixar-se seduzir por esses esquemas, pois a realidade do Reino vive-se na humildade e na simplicidade. O cristão faz a sua caminhada num mundo que exalta o orgulho, a auto-suficiência, a independência; mas ele já aprendeu, com Jesus, que o Reino é perdão, tolerância, encontro, fraternidade… O que é que comanda a minha vida? Quais são os valores pelos quais eu sou capaz de deixar tudo? Que significado têm as propostas de Jesus na minha escala de valores?

• A decisão pelo Reino, uma vez tomada, não admite meias tintas, tibiezas, hesitações, jogos duplos. Escolher o Reino não é agradar a Deus e ao diabo, pactuar com realidades que mutuamente se excluem; mas é optar radicalmente por Deus e pelos valores do Evangelho. A minha opção pelo Reino é uma opção radical, sincera, que não pactua com desvios, com compromissos a “meio gás”, com hipocrisias e incoerências?

• Porque é que os cristãos apresentam, tantas vezes, um ar amargurado, sofredor, desolado? Quando a tristeza nos tolda a vista e nos impede de sorrir, quando apresentamos semblantes carrancudos e preocupados, quando deixamos transparecer em gestos e em palavras a agitação e o desassossego, quando olhamos para o mundo com os óculos do pessimismo e do desespero, quando só nos deixamos impressionar pelo mal que acontece à nossa volta, já teremos descoberto esse valor fundamental – o Reino – que é paz, esperança, serenidade, alegria, harmonia?

• Mais uma vez o Evangelho convida-nos a admirar (e a absorver) os métodos de Deus, que não tem pressa nenhuma em condenar e destruir, mas dá tempo ao homem – todo o tempo do mundo – para amadurecer as suas opções e fazer as suas opções. Sabemos respeitar, com esta tolerância e liberdade, o ritmo de crescimento e de amadurecimento dos irmãos que nos rodeiam?

Subsídios:
Evangelho: (Mt 13,44-52 ou 13,44-46) O tesouro do Reino de Deus – Este evangelho contém: 1) as últimas parábolas e a conclusão do Sermão das Parábolas de Mt 13: as parábolas do tesouro e da pérola, que ensinam o pleno investimento no Reino; a parábola da rede, que ilustra a situação “mista” da Igreja até o fim dos tempos (mistura de fiéis convencidos e mornos); 2) a pergunta “compreendeis?”, dirigida aos discípulos que somos nós. Esse compreender consiste em receber em si todas as palavras, tiradas do tesouro que contém coisas novas (o novo ensinamento de Cristo) e velhas (a releitura cristã das antigas escrituras e tradições judaicas na igreja judeu-cristã de Mt). O mestre cristão é o “escriba instruído no Reino dos Céus” (13,52). * 13,44-46 cf. Pr 2,1-5; Mt 19,21; Pr 4,7 * 13,50 cf. Mt 8,12; 13,42.

***   ***   ***

A liturgia de hoje tem um duplo acento, sapiencial escatológico. As orações sintonizam com a parábola escatológica da rede, segunda parte do evangelho (não abreviado). Mas o tema principal é o do “investimento” da pessoa naquilo que é seu valor supremo. Este tema (sapiencial) retém nossa atenção. O rei Salomão não pediu a Deus riqueza, e sim sabedoria, isto é, o dom de distinguir entre o bem e o mal (1Rs 3,5ss; 1ª leitura). Neste sentido, ele prefigura o negociante da parábola da pérola, homem de bem, mas perspicaz, que arrisca tudo o que tem num investimento melhor (Mt 13,45s; evangelho). Esta parábola vem acompanhada de outra, que parece elogiar a especulação imobiliária: um homem vende tudo para comprar um campo no qual está escondido um tesouro. A lição de todos esses textos é: investir tudo naquilo que é o mais importante –sabedoria humana, mas que se aplica também à realidade divina, ao Reino de Deus. Ora, em que consiste, concretamente, o tesouro desta parábola? Para discernir isso precisamos da sabedoria que Salomão pediu e que lhe propiciou pronunciar juízos sábios (1Rs 3,16-28). Ora, sabemos também que Deus tem predileção pelos que mais precisam, os pobres e desprotegidos; não serão estes um bom investimento?

Estas parábolas sugerem duas atitudes básicas. Negativamente, desprender-se de posses que não vale a pena segurar (como Salomão, no fundo, relegou a riqueza material para segundo plano, pelo menos na sua oração). E, positivamente, investir naquilo que é realmente o mais importante, aquilo em que Deus mesmo investe; justiça e bondade, iluminadas pela sabedoria. A atitude negativa (desprendimento) e a positiva (investimento) são “dialéticas”: uma não funciona sem a outra. Não somos capazes de nos desprender do secundário, se não temos claro o principal. Por falta do principal, o investimento do amor, o esforço de desprendimento pode virar masoquismo. Por outro lado, nunca conseguiremos investir o nosso coração para adquirir a pérola do Reino de Deus, se não soubermos nos desprender das joias falsas que enfeitam nossa vida. Por isso, tanto idealismo fica num piedoso suspiro...

A coleção de parábolas de Mt 13 termina na parábola escatológica da rede, muito semelhante à do joio no trigo.

Olhando para a 2ª leituraencontramos um dos textos maiores da Carta aos Romanos. Deus como um bom empreiteiro, faz todo o necessário para o bem daqueles que o amam, levando a termo a execução de seu desenho (“desígnio”) (Rm 8,28). De antemão conheceu os que queria edificar, como um arquiteto tem um edifício na mente; ele os projetou (“predestinou”; o termo grego proorizein significa “planejar, projetar”), conforme o protótipo que é Jesus mesmo, seu filho querido, ao qual ele gostaria que todos se assemelhassem. E aos que assim planejou, também os escolheu (“chamou”); os “justificou” (qual empreiteiro que verifica sua obra durante a execução, decidindo se serve ou não) e, arrematando a obra, os “glorificou” (como em certas regiões os construtores celebram o arremate coroando de flores a cumeeira da casa nova). Este texto nos faz entender o que os teólogos chamaram a “predestinação”: não significa que Deus criou uns para serem salvos e os outros (a “massa condenada”) para serem perdidos. Significa que, como bom empreiteiro, Deus faz tudo o que for preciso para arrematar a salvação naqueles que se dispõem para ela; e como conhece o coração de todos, ele também conhece os que se prestam à salvação e os que não se deixam atingir. Quem optar por acentuar a linha escatológica na liturgia de hoje (cf. Mt 13,47-52), encontrará nesta 2ª leitura um tema digno de reflexão.

Os dois acentos de hoje, o sapiencial e o escatológico, se completam. Pois é com vistas à salvação definitiva que se deve fazer o investimento certo hoje.

ESCOLHER É RENUNCIAR

Renunciar não está na moda, é contrário à economia do mercado, ao consumo irrestrito... O evangelho, porém, mostra a atualidade eterna da renúncia. E para entender isso melhor, a liturgia nos lembra primeiro o exemplo de Salomão. Quando Deus o convidou para pedir o que quisesse, ele não escolheu poder e riqueza, mas, sim sabedoria, para julgar com justiça (1ª leitura).

Jesus ensina o povo a escolher o que vale mais: o reino de Deus. Para participar deste, vale colocar tudo em jogo, como faz um negociante para comprar um campo que esconde um tesouro, ou para adquirir uma pérola cujo valor resiste a qualquer inflação...

O que se contrapõe, nestas leituras, são por um lado as riquezas imediatas (materiais), por outro, o dom que Deus nos dá (para Salomão, a sabedoria no julgar; para nós, o Reino). Na hora de escolher, o dom de Deus é que deve prevalecer, e o resto tem que ser sacrificado, se for preciso.

Qual será o dom de Deus hoje? Aquilo que queremos ter em nosso poder, aquilo que com tanta insistência agarramos e procuramos segurar? Nossas posses, privilégios de classe, status etc.? Ou não será antes a participação na comunhão fraterna, superar o crescente abismo entre ricos e pobres e transformar as estruturas de nossa sociedade, para que todos possam participar da construção do mundo e da História que Deus nos confia? “Os pobres, nosso tesouro”. Queremos investir tudo, os nossos bens materiais, culturais, etc., para uma sociedade que encarne melhor a justiça de Deus?

Às vezes, a gente preferiria não escolher, para ficar com tudo: a riqueza, o poder, e, além disso, Deus... Mas quem não se decide, não se realiza. Optar e renunciar é que nos torna gente. O grande escultor Miguel Ângelo disse que realizava suas obras de arte cortando fora o que havia demais. (Podemos meditar neste sentido sobre a 2ª leitura: Deus, artesão perfeito, quer fazer de nós uma obra de arte: conhece o material, projeta, escolhe, endireita... até coroar sua obra que somos nós, feitos imagem de seu Filho.)

O cristão deve, de maneira absoluta, renunciar ao pecado; é essa uma das promessas de nosso batismo. Mas, se for preciso para servir melhor o Reino de Deus, ele deve renunciar também a coisas que não são más em si (riqueza, prestígio etc.). Pois o Reino vale mais do que tudo.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

A homilia deve despertar na assembleia a importância de saber escolher e de valorizar o que realmente é importante. Saber que nossa melhor escolha é por Deus e pelo seu reino de justiça, misericórdia e paz. Que Deus é nosso maior bem; ele está conosco e cuida de nós. Seu Espírito nos envolve e transforma tudo que nos rodeia num bem para nossa santificação.

Ser cristão não é pertencer a uma elite predestinada de vencedores que não passam por nenhum desconforto, incômodo, problema ou sofrimento. Ser cristão é optar por Cristo e pelo seu estilo de vida, que pode nos levar à cruz. Contudo, não ficaremos desamparados nem abandonados. Deus cuida de nós, e o Espírito Santo transforma tudo que nos acontece em motivo de plenificação de nossa vocação à santidade. Sofremos, mas somos felizes porque Deus está conosco; pior é sofrer sem ter o conhecimento do amor de Deus.


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

1. Um tesouro

Corremos o risco de andar pela vida atrás de bolas de sabão. No evangelho Jesus fala do tesouro que todos podemos encontrar de verdade. Temos de vender tudo, pôr todas as coisas em segundo lugar por causa desse tesouro, que é a único que vale a pena.

Santo Inácio de Loiola descobriu esse tesouro quando foi parar ao hospital com uma perna partida, em combate contra os franceses em Pamplona. Ao ler a vida dos santos e a de Jesus resolveu deixar as glórias mundanas para se entregar totalmente ao serviço de Deus, fazendo-se sacerdote.

Foi estudar para a Universidade de Paris e ali encontrou um conterrâneo, Francisco Xavier. Este era um excelente aluno e candidato a professor da universidade. Inácio, que se tornara seu amigo, ia-lhe repetindo as palavras do Evangelho: Francisco, que vale ao homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma?

E Xavier decidiu-se a deixar as ambições humanas e seguir o ideal de Inácio. Acabou ordenando-se sacerdote e partiu para a Índia como missionário. Pregou o Evangelho de Jesus nas terras indianas, na Malásia, na actual Indonésia e no Japão. Morreu às portas da China, onde se dirigia para levar também ali o Evangelho.

Da Índia escrevia, um dia, a Santo Inácio pedindo missionários: «Muitas vezes me vem ao pensamento ir aos colégios da Europa, levantando a voz como homem que perdeu o juízo e, principalmente, à Universidade de Paris, falando na Sorbona aos que têm mais letras que vontade para se disporem a frutificar com elas. Quantas almas deixam de ir à glória e vão ao inferno por negligência deles! E se assim como vão estudando as letras estudassem a conta que Deus Nosso Senhor lhes pedirá delas e do talento que lhes deu, muitos se moveriam a procurar conhecer e sentir dentro de si a vontade divina…dizendo: Senhor, eis-me aqui; que quereis que eu faça. Mandai-me para onde quiserdes; e se for preciso até mesmo para a Índia» (Epist. de S.Francisco Xavier)

S.Francisco Xavier soube agarrar o tesouro da sua vida, entregando tudo sem regatear. É uma lição sempre actual em especial para a juventude do nosso tempo. Tantas vezes se perde numa vida fútil e sem sentido. Por culpa muitas vezes dos pais e educadores que não os ajudam a descobrir o verdadeiro tesouro.

2. Um coração inteligente

Salomão pediu a Deus a sabedoria para governar bem o seu povo -ouvíamos na primeira leitura. E o Senhor fica contente com o seu pedido e dá não só a sabedoria mas também o que não Lhe pedira: a riqueza e o poder e uma vida longa.

Hoje o orgulho cegou muitos homens. Não têm a sabedoria verdadeira, que vem de Deus e fazem propaganda dos maiores disparates. Orgulham-se dos seus estudos e não passam de loucos. Porque a verdadeira sabedoria não se aprende nas escolas, mas no colo da mãe, nos bancos da catequese e na oração.

A verdadeira sabedoria anda ligada com a fé. Temos de pedi-la e cultivá-la na oração. Temos de alimentá-la com a escuta da Palavra de Deus na Santa Missa, no estudo pessoal e na leitura piedosa e nos meios de formação espiritual que Deus põe ao nosso alcance.

Temos de viver a nossa fé cumprindo fielmente os mandamentos na vida de cada dia. Não pode ser como a capa da irmandade, que se veste de quando em vez. Se tu não vives como pensas acabas por pensar como vives -dizia alguém com razão.

Havemos de encontrar na Lei de Deus a nossa alegria. «A vossa lei faz as minhas delicias… Eu amo os vossos mandamentos mais que o ouro, o ouro mais fino» – dizia o salmista.

Aprofundemos a nossa fé, deixemo-nos guiar por ela sem condições e encontraremos a alegria verdadeira já neste mundo e saberemos comunicá-lo aos outros, porque este tesouro não é só para nós. E aumenta na medida em que se reparte.

3. Conformes à imagem de Seu Filho

S.Paulo dizia-nos que «Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O amam» (2ª leit.). Ser santo é ser feliz. Mesmo no meio das coisas desagradáveis da vida, que Deus permite para nosso bem. Tudo é para bem se amamos a Deus. A única desgraça é o pecado, sobretudo o pecado mortal, porque nos afasta de Deus, fonte da alegria. Omnia in bonum – tudo é para bem – gostava de rezar como jaculatória S.Josemaria, repetindo as palavras de S.Paulo.

Deus escolheu-nos, chamou-nos à vida. E tem um projecto maravilhoso para cada um de nós. «Predestinou-nos para sermos à imagem do Seu Filho». Quer que sejamos santos e dá-nos as graças para isso, por meio de Jesus na Sua Igreja.

Ninguém pode desculpar-se que não pode ser santo. Essa é a meta de cada um dos cristãos, como lembrava João Paulo II no começo do 3º milénio ao lançar um programa para toda a Igreja: «Colocar a programação pastoral sob o signo da santidade é uma opção carregada de consequências. Significa exprimir a convicção de que, se o Baptismo é um verdadeiro ingresso na santidade de Deus, através da inserção em Cristo e da habitação do seu Espírito, seria um contra-senso contentar-se com uma vida medíocre, pautada por uma ética minimalista e uma religiosidade superficial… Como explicou o Concílio, este ideal de perfeição não deve ser objecto de equívoco vendo nele um caminho extraordinário, a ser percorrido apenas por algum ‘génio’ da santidade. Os caminhos da santidade são variados e apropriados à vocação de cada um. Agradeço ao Senhor por me ter concedido, nestes anos, beatificar e canonizar muitos cristãos, entre os quais numerosos leigos que se santificaram nas condições ordinárias da vida. É hora de propor de novo a todos, com convicção, esta ‘medida alta’ da vida cristã ordinária: toda a vida da comunidade eclesial e das famílias cristãs deve apontar nesta direcção. Mas é claro também que os percursos da santidade são pessoais e exigem uma verdadeira e própria pedagogia da santidade, capaz de se adaptar ao ritmo dos indivíduos; deverá integrar as riquezas da proposta lançada a todos com as formas tradicionais de ajuda pessoal e de grupo e as formas mais recentes oferecidas pelas associações e movimentos reconhecidos pela Igreja» (Novo Millenio, 31)

Ser santo é parecer-se com Jesus Cristo, sermos conformes à Sua imagem. E isso realiza-se pela graça de Deus, que recebemos no baptismo e nos identifica com Ele. À medida que vamos crescendo na graça vamo-nos parecendo cada vez mais com Jesus.

Realiza-se também pelo esforço pessoal de cada um de nós, se procuramos conhecer cada vez melhor a vida de Jesus e imitá-Lo em nossa vida de cada dia.

«É esse amor de Cristo – diz um santo do nosso tempo – que cada um de nós deve esforçar-se por realizar na própria vida. Mas para sermos ipse Christus – o próprio Cristo – é preciso que nos contemplemos nEle. Não basta termos uma ideia geral do espírito de Jesus, mas é preciso aprender dEle pormenores e atitudes. E sobretudo é preciso contemplar a Sua passagem pela terra, as Suas pisadas, para extrair daí força, luz, serenidade, paz.

Quando amamos uma pessoa, desejamos conhecer até os menores detalhes da sua existência, do seu carácter, para assim nos identificarmos a ela. É por isso que temos que meditar na história de Cristo, desde o seu nascimento num presépio até à Sua morte e Sua ressurreição. Nos meus primeiros anos de actividade pastoral, costumava oferecer exemplares do Evangelho ou livros em que se narrasse a vida de Jesus. Porque é preciso que conheçamos bem, que a tenhamos toda inteira na cabeça e no coração, de modo que, em qualquer momento, sem necessidade de livro algum, fechando os olhos, possamos contemplá-la como num filme; de forma que, nas mais diversas situações da nossa existência, acudam à nossa memória as palavras e os actos do Senhor». (S.JOSEMARIA, Cristo que passa,107)

Que a Virgem nos anime nesta busca da santidade, da verdadeira sabedoria.


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 17º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. FAVORECER O TEMPO DE SILÊNCIO.
Durante o período estival, procure-se favorecer os tempos de silêncio no início das orações, antes das leituras, depois da homilia, depois da comunhão, para permitir a cada um de se preparar para o acolhimento de Cristo, Palavra e Eucaristia. Procurar o Reino é, antes de mais, fazer silêncio para nos deixarmos tocar pela graça.

3. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.

No final da primeira leitura:
Deus, nosso Pai, nós Te bendizemos pelo teu servidor, o rei Salomão, nos dias da sua fidelidade para contigo. Estiveste atento à sua oração e escutaste-o. Com o rei Salomão, nós Te pedimos pelos dirigentes das nações e das Igrejas: dá-lhes um coração atento, para que conduzam os povos e as comunidades segundo o teu Espírito e saibam discernir o bem do mal.

No final da segunda leitura:
Nós Te damos graças pelo desígnio do teu amor e pelo teu filho Jesus, que estabeleceste no meio de nós como primogénito de uma multidão de irmãos. Nós Te pedimos: Tu que imprimes em nós a imagem do teu Filho, faz que o teu Espírito nos transforme à sua semelhança.

No final do Evangelho:
Nós Te bendizemos pelo Reino dos céus que estabeleceste no coração do nosso mundo como um tesouro escondido e como um laço que nos conduz a Ti. Nós Te pedimos: dá aos teus fiéis a coragem de procurar em toda a parte o tesouro da tua presença escondida, para aí encontrar a riqueza do teu amor.

4. ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística III que, na sua intercessão, faz eco dos temas da segunda leitura.

5. PALAVRA PARA O CAMINHO.
“Pede o que quiseres…” Se a mesma questão nos fosse posta hoje, qual seria a nossa resposta? Por que tesouro estamos dispostos a sacrificar tudo? “Um coração que escute e saiba discernir o essencial do acessório!” A oração de Salomão poderia inspirar a nossa oração ao longo da semana…

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Aceitai, Senhor, os dons que recebemos da vossa generosidade e trazemos ao vosso altar, e fazei que estes sagrados mistérios, por obra da vossa graça, nos santifiquem na vida presente e nos conduzam às alegrias eternas. Por Nosso Senhor.

SANTO

Monição da Comunhão: A Eucaristia é para nós o pão da vida que nos fortalece no caminho da santidade. Nele nos vamos identificando com Cristo e transformando-nos nEle.

Salmo 102, 2
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: Bendiz, ó minha alma, o Senhor, e não esqueças os seus benefícios.

Ou Mt 5, 7-8
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Senhor, que nos destes a graça de participar neste divino sacramento, memorial perene da paixão do vosso Filho, fazei que este dom do seu amor infinito sirva para a nossa salvação. Por Nosso Senhor.

RITOS FINAIS

Monição final: Somos chamados a configurar-nos com Cristo em nossa vida de cada dia. Vamos lutar por ser santos de verdade.


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HOMILIAS FERIAIS

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

17ª SEMANA

2ª Feira 28-VII: A transformação do mundo.

Jer 13, 1-11 / Mt 13, 31-35
O reino dos Céus é semelhante a um fermento que uma mulher tomou e meteu em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado.

Com a imagem do fermento (cf. Ev), o Senhor recorda-nos a nossa responsabilidade no convívio com as outras pessoas na família, no trabalho, etc., de tal maneira que consigamos transformar o ambiente em que vivemos. Isto será possível se estivermos muito unidos ao Senhor, para podermos conseguir estar muito unidos aos outros É o que deduzimos da imagem da faixa: «Tal como a faixa se une à cintura do homem, assim eu tinha unido toda a casa de Israel… Mas eles não quiseram» (Leit).

3ª Feira, 29-VII: S. Marta:

1 Jo 4, 7-16 / Jo 11, 19-27
Marta disse então Jesus: Se tivesses estado aqui, Senhor, meu irmão não teria morrido.

Os irmãos de Betânia mantinham uma grande amizade com o Senhor, e lá procurava descansar e se sentia bem acompanhado. Marta oferecia-lhe a hospitalidade (cf. Oração); e pediu-lhe pela ressurreição do irmão Lázaro (cf. Ev) e conseguiu-o. Imitemos a hospitalidade de Marta, acolhendo bem o Senhor e as pessoas amigas; imitemos a sua oração confiada, pedindo pela resolução dos problemas de amigos e conhecidos. O Senhor não deixará de nos ouvir, porque «foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiaçãopelos nossos pecados» (Leit).

4ª Feira, 30-VII: A descoberta dos tesouros.

Jer 15, 10. 16-21 / Mt 13, 44-46
O reino dos Céus é semelhante a um tesouro, escondido num campo.

Para entrar no reino, Jesus «exige uma opção radical: para adquirir o reino é preciso dar tudo (cf. Ev). As palavras não bastam, exigem-se actos» (CIC, 546). Precisamos dedicar toda uma vida à edificação do reino de Deus: primeiro dentro de nós (vida sacramental e oração) e, depois, à nossa volta (entregando-nos ao serviço dos irmãos, dando testemunho de Cristo). A própria palavra de Deus é um tesouro e um alimento: «Quando apareciam as vossas palavras, Senhor, eu logo as tomava como alimento» (Leit).

5ª Feira, 31-VII: Ajudar na imagem da Igreja.

Jer 18, 1-6 / Mt 13, 47-53
O Reino dos Céus é também semelhante a uma grande rede que foi lançada a mar e apanhou toda a espécie de coisas.

Esta rede lançada ao mar (cf. Ev) é a imagem da Igreja, em cujo seio há justos e pecadores. «A Igreja é santa no seu Fundador, nos seus meios, mas formada por homens pecadores; temos que contribuir para melhorá-la e ajudá-la a uma fidelidade sempre renovada» (João Paulo II). Sendo uma fonte de santidade, põe à nossa disposição todos os meios para encontrarmos Deus. Recebamo-los com toda a devoção e docilidade: «Como o barro está nas mãos do oleiro, assim vós estais nas minhas mãos» (Leit).

6ª Feira, 1-VIII: As referências de Deus.

Jer 26, 1-9 / Mt 13, 54-58
Não é ele o filho do carpinteiro? Não tem sua Mãe o nome de Maria? Donde lhe vem tudo isto?

Os conterrâneos de Jesus ficam apenas no puramente humano, esquecendo o poder divino de Cristo (cf. Ev). É necessária uma conversão para poder descobrir Deus nos acontecimentos correntes, nas pessoas: «Talvez eles queiram escutar e se arrependa cada um do seu mau proceder» (Leit). Se fizermos o nossos trabalho bem feito aos olhos de Deus, que tudo fez bem; se formos bons filhos de Nossa Senhora, ajudaremos muitos a aproximarem-se de Jesus, que era conhecido pelo seu trabalho e pela sua Mãe (cf. Ev).

Sábado, 2-VIII: O martírio: encarnação do Evangelho.

Jer 26, 11-26 / Mt 14, 1-12
O rei ficou triste mas, devido aos juramentos e aos convivas…, mandou um emissário decapitar João na cadeia.

Os intervenientes nas duas leituras de hoje tiveram sortes diferentes, mas ambos defenderam a verdade: Isaías foi poupado (esse homem não deve ser condenado à morte: cf. Leit) e João Baptista foi decapitado (cf. Ev). Os mártires anunciaram o Evangelho e deram dele um testemunho com a sua vida, que terminou com efusão de sangue. Tendo a convicção de que não podiam viver sem Cristo, estiveram prontos a dar a vida por Ele. O Senhor é o salvador do homem e este só n’Ele encontra a verdade da sua vida

Celebração e Homilia: CELESTINO CORREIA
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/default.asp


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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