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Caríssimos Irmãos e Irmãs Religiosas, Sacerdotes, Diáconos, Catequistas, Agentes de Pastorais, Ministros e Ministras, Leigos e todas as pessoas envolvidas no trabalho de evangelização:

ATENÇÃO: Não guardamos arquivos dessa página. Toda semana ela é substituída e atualizada. Quem desejar arquivar o que está publicado aqui deverá imprimir ou salvar a página em seus arquivos.

Aqui no site NPDBRASIL, normalmente nós utilizamos como fonte de informação o Roteiro Homilético do site PRESBÍTEROS - Um site de referência para o Clero Católico e também o Roteiro Homilético da Editora Paulus, publicado na revista Vid Pastoral, pois queremos ajudar na evangelização de todos. Deus abençoe a todos vocês que nos motivam a superar todas as dificuldades que surgem em nossos caminhos a serviço de Deus Pai Todo Poderoso e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Visitem o site PRESBÍTEROS - http://www.presbiteros.com.br, com visual moderno e excelente conteúdo de formação evangelizadora. Toda pessoa envolvida com o serviço de evangelização deve visitar este site com frequência.

Também usamos parte das páginas de Liturgia do site dos Padres Dehonianos de Portugal: http://www.dehonianos.org o qual aconselhamos visitar também para encontrar excelente material de estudos.



Revista VIDA PASTORAL: Conheça e utilize esta maravilhosa revista nos trabalhos de evangelização em sua Paróquia ou Pastoral. Você pode ler a revista na versão digital mais abaixo ou a versão on-line pelo link: http://vidapastoral.com.br/ escolhendo os temas que deseja ler ou estudar. Você tem ainda a opção de baixar a revista para seu computador, caso não possa estar conectado o tempo todo. A revista Vida Pastoral contém instruções e orientações extremamente valiosas para o trabalho de evangelização e compreensão da Palavra de Deus!

Veja também mais abaixo como assinar os Periódicos da Paulus: O DOMINGO, O DOMINGO - PALAVRA e outros, além de muitas ofertas de excelentes livros.

Ao visitar o site da Paulus, procure também pelos outros periódicos O DOMINGO - CRIANÇAS, LITURGIA DIÁRIA e LITURGIA DIÁRIA DAS HORAS. Aproveite e leia também os excelentes artigos colocados à sua disposição. Faça do seu momento à frente do computador o seu tempo para enriquecer seus conhecimentos e desenvolver melhor sua espiritualidade. Não permita deixar-se idiotizar pela maioria do conteúdo perverso que se permeia por aí... Lembre-se: Vigiai e Orai!

Uma outra sugestão para que você possa entender melhor os tempos litúrgicos é visitar a página de Liturgia do site da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes - http://www.pnslourdes.com.br/liturgia.htm ou se preferir, pode ler ou baixar um documento especial com explicação do Ano Litúrgico, acesse o link: http://www.pnslourdes.com.br/arquivos/ANO_LITURGICO.pdf .

Desejamos a todos uma feliz e santa semana, na Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Dermeval Neves
NPDBRASIL - UMA COMUNIDADE A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO


25.11.2018
SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO REI DO UNIVERSO — ANO B
(BRANCO, GLÓRIA, CREIO, PREFÁCIO PRÓPRIO – OFÍCIO DA SOLENIDADE)
__ "O meu Reino não é deste mundo." __

EVANGELHO DOMINICAL EM DESTAQUE

CLIQUE AQUI E VEJA UMA APRESENTAÇÃO ESPECIAL SOBRE A LITURGIA DESTE DOMINGO
FEITA PELA NOSSA IRMÃ MARINEVES JESUS DE LIMA


(antes de clicar - desligue o som desta página clicando no player acima do menu à direita)

 

CLIQUE AQUI PARA VER O ROTEIRO HOMILÉTICO DO DOMINGO ANTERIOR

Ambientação:

Sejam bem-vindos amados irmãos e irmãs!

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL PULSANDINHO: Na conclusão do ano litúrgico recordamos a centralidade de Cristo na história da Salvação e, exultantes em sermos contemplados no projeto divino, O proclamamos Senhor do Universo. Ele, princípio e fim último da existência, convida-nos a tomar lugar em seu reino de justiça e paz, vivenciando, agora, o início de Seu reinado, que experimentaremos plenamente na eternidade. Esta é a missão da Igreja, vivenciada por todos os seus membros, de modo muito particular pelos leigos, chamados a testemunhar tal realidade nos mais diversos ambientes da sociedade.

INTRODUÇÃO DO FOLHETO DOMINICAL O POVO DE DEUS: Irmãos e irmãs, com a solenidade de hoje, encerramos o ano litúrgico, aclamando Cristo como Rei e Senhor do Universo, centro de nossas vidas e de toda história. O reinado de Cristo é de paz e de justiça, de vida e de verdade, e nos compromete a todos para que assumamos nossa missão de sermos seus discípulos e discípulas. Nesta Eucaristia, agradeçamos ao Senhor a disponibilidade de tantos leigos e leigas que se colocam a serviço do Reino de Deus.

INTRODUÇÃO DO WEBMASTER: A Solenidade de Cristo Rei - Jesus Rei do Universo encerra o ano litúrgico - Ano B - e nos prepara solenemente para as festividades do Ciclo do Natal que se inicia no próximo domingo com o Primeiro Domingo do Advento. Jesus Cristo nos revela como devemos agir em nossas vidas com humildade e total aceitação de sermos servos de Deus. Como tal, precisamos estar sempre dispostos e abertos a servir aos nossos irmãos e irmãs, amando a todos incondicionalmente como Jesus nos ama.

Sintamos o júbilo real de Deus em nossos corações e cheios dessa alegria divina entoemos alegres cânticos ao Senhor!


ATENÇÃO: Se desejar, você pode baixar o folheto desta missa em:

Folheto PULSANDINHO (Diocese de Apucarana-PR):
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/userfiles/pulsandinho/25-de-novembro-de-2018---cristo-rei-novo.pdf


Folheto "O POVO DE DEUS" (Arquidiocese de São Paulo):
http://www.arquisp.org.br/sites/default/files/folheto_povo_deus/63_nosso-senhor-jesus-cristo-rei-do-universo-v04.pdf


TEMA
O REINO DA VERDADE DE DEUS EM JESUS CRISTO

Créditos: Utilizamos aqui parte do texto da Revista Vida Pastoral da Editora Paulus (clique aqui para acessar a página da revista no site da Paulus- A autoria do Roteiro Homilético da Paulus pertence aos diversos renomados escritores e estudiosos da Palavra de Deus que prestam serviços à Editora. Visitem a página da Revista Vida Pastoral e acompanhem os diversos temas ali publicados.

Introdução da Revista Vida Pastoral

Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo

Hoje celebramos a solenidade de Cristo, Rei do Universo, a qual encerra o ano litúrgico e é também o coroamento do ano dedicado ao laicato. Essas duas recordações nos ajudam a retomar o que dizia o Concílio Vaticano II, ao afirmar que leigos são “cristãos que estão incorporados a Cristo pelo batismo, que formam o povo de Deus e participam das funções de Cristo: sacerdote, profeta e rei. Realizam, segundo sua condição, a missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo” (LG 31; cf. DAp 209). Portanto, nesta celebração, apresentemos ao Senhor Jesus, servo e servidor, nossa vocação batismal, nosso ser discípulos missionários e o desejo de, cada vez mais, sermos sujeitos eclesiais (“sal da terra e luz do mundo”), assumindo nossa missão de construtores do Reino de Deus.

Introdução do Portal Dehonianos

No 34º Domingo do Tempo Comum, celebramos a Solenidade de Jesus Cristo, Rei e Senhor do Universo. A Palavra de Deus que nos é proposta neste último domingo do ano litúrgico convida-nos a tomar consciência da realeza de Jesus; deixa claro, no entanto, que essa realeza não pode ser entendida à maneira dos reis deste mundo: é uma realeza que se concretiza de acordo com uma lógica própria, a lógica de Deus. O Evangelho, especialmente, explica qual é a lógica da realeza de Jesus.

A primeira leitura anuncia que Deus vai intervir no mundo, a fim de eliminar a crueza, a ambição, a violência, a opressão que marcam a história dos reinos humanos. Através de um "filho de homem" que vai aparecer "sobre as nuvens", Deus vai devolver à história a sua dimensão de "humanidade", possibilitando que os homens sejam livres e vivam na paz e na tranquilidade. Os cristãos verão nesse "filho de homem" vitorioso um anúncio da realeza de Jesus.

Na segunda leitura, o autor do Livro do Apocalipse apresenta Jesus como o Senhor do Tempo e da História, o princípio e o fim de todas as coisas, o "príncipe dos reis da terra", Aquele que há-de vir "por entre as nuvens" cheio de poder, de glória e de majestade para instaurar um reino definitivo de felicidade, de vida e de paz. É, precisamente, a interpretação cristã dessa figura de "filho de homem" de que falava a primeira leitura.

O Evangelho apresenta-nos, num quadro dramático, Jesus a assumir a sua condição de rei diante de Pontius Pilatus. A cena revela, contudo, que a realeza reivindicada por Jesus não assenta em esquemas de ambição, de poder, de autoridade, de violência, como acontece com os reis da terra. A missão "real" de Jesus é dar "testemunho da verdade"; e concretiza-se no amor, no serviço, no perdão, na partilha, no dom da vida.


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo.
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O Domingo

É um semanário litúrgico-catequético que tem a missão de colaborar na animação das comunidades cristãs em seus momentos de celebração eucarística. Ele é composto pelas leituras litúrgicas de cada domingo, uma proposta de oração eucarística, cantos próprios e adequados para cada parte da missa.

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LEIGAS E LEIGOS NOS PASSOS DE CRISTO REI

No evangelho de hoje, Jesus é interrogado sobre se seria rei e onde estaria seu reinado. Ele, no entanto, faz ver que seu reinado não se identifica com este modelo de mundo. O reino de Jesus é baseado na verdade, no amor ao próximo, no cuidado para com os mais fragilizados, para com todos aqueles que vivem à margem da sociedade.

Esse reino nos é apresentado como sinal do compromisso assumido por meio de nosso batismo, que dá um sentido à nossa existência: o serviço, no cuidado pela vida plena para todos e todas.

Nos reinados deste mundo, os governantes são soberanos, põem-se acima dos outros, usando de sua autoridade. A proposta de Jesus é diferente: convida-nos a ser servos. Quem quiser ser grande é chamado a tornar-se servo do próximo, assim como ele fez. Pondo-se a servir, Cristo nos dá o exemplo de como agir com olhar misericordioso para com o próximo.

Por meio de gestos de generosidade, atenção, carinho e misericórdia, vamos transformando nossas ações e a própria sociedade, que, em muitos momentos, chegou perto de perder a esperança de encontrar um caminho para acabar com tanta injustiça, intolerância e exclusão. Jesus é rei; ele é amor; ele é a plenificação do amor de Deus pela humanidade.

De modo especial ao longo deste Ano do Laicato, fomos convidados a ser “sal da terra e luz do mundo” na Igreja e na sociedade. Como cristãos, vivemos muitos momentos dessa inserção nos espaços da sociedade. Fomos convidados a amar o próximo mais com ações do que com palavras, exercendo um cuidado mais relevante para com o negro, o índio, o migrante, a mulher, a criança e o adolescente. O evangelho nos chama a estar atentos aos clamores dos pobres e marginalizados. Nossa missão é ser uma Igreja de leigos e leigas comprometidos com a justiça e a verdade, ser sinais vivos de Cristo no mundo.

Patrícia Cabral
Conselho de Leigos e Leigas da Arquidiocese de Manaus


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Palavra.
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O Domingo – Palavra

A missão deste periódico é celebrar a presença de Deus na caminhada do povo e servir as comunidades eclesiais na preparação e realização da Liturgia da Palavra. O “Culto Dominical” contêm as leituras litúrgicas de cada domingo, proposta de reflexão, cantos do hinário litúrgico da CNBB e um artigo que contempla proposto pela liturgia do dia ou acontecimento eclesial.

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LEIGAS E LEIGOS NOS PASSOS DE CRISTO REI

No evangelho de hoje, Jesus é interrogado sobre se seria Rei e onde estaria seu reinado. Ele, no entanto, faz ver que seu reinado não se identifica com este modelo de mundo. O reino de Jesus é baseado na verdade, no amor ao próximo, no cuidado para com os mais fragilizados, para com todos aqueles que vivem à margem da sociedade.

Esse reino nos é apresentado como sinal do compromisso assumido por meio de nosso batismo, que dá um sentido à nossa existência: o serviço, no cuidado pela vida plena para todos e todas.

Nos reinados deste mundo, os governantes são soberanos, põem-se acima dos outros, usando de sua autoridade. A proposta de Jesus é diferente: convida-nos a ser servos. Quem quiser ser grande é chamado a tornar-se servo do próximo, assim como ele fez. Pondo-se a servir, Cristo nos dá o exemplo de como agir com olhar misericordioso para com o próximo.

Por meio de gestos de generosidade, atenção, carinho e misericórdia, vamos transformando nossas ações e a própria sociedade, que, em muitos momentos, chegou perto de perder a esperança de encontrar um caminho para acabar com tanta injustiça, intolerância e exclusão. Jesus é rei; ele é amor; ele é a plenificação do amor de Deus pela humanidade.

De modo especial ao longo do Ano do Laicato, fomos convidados a ser “sal da terra e luz do mundo” na Igreja e na sociedade. Como cristãos, vivemos muitos momentos dessa inserção nos espaços da sociedade. Fomos convidados a amar o próximo mais com ações do que com palavras, exercendo um cuidado mais relevante para com o negro, o índio, o migrante, a mulher, a criança e o adolescente. O evangelho nos chama a estar atentos aos clamores dos pobres e marginalizados. Nossa missão é ser uma Igreja de leigos e leigas comprometidos com a justiça e a verdade; ser sinais vivos de Cristo no mundo.

Patrícia Cabral
Conselho de Leigos e Leigas – Arquidiocese de Manaus


O texto abaixo foi extraído do periódico da Editora Paulus - O Domingo - Crianças.
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O Domingo – Crianças

Este semanário litúrgico-catequético propõe, com dinamicidade, a vivência da missa junto às crianças. O folheto possui linguagem adequada aos pequenos, bem como ilustrações e cantos alegres para que as crianças participem com prazer e alegria da eucaristia. Como estrutura, “O Domingo-Crianças” traz uma das leituras dominicais, o Evangelho do dia e uma proposta de oração eucarística.

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SOLENIDADE DE JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO

Neste domingo, o último do ano litúrgico, reconhecemos Jesus como Rei e Senhor do universo. Ele nos dá testemunho da verdade de Deus e nos revela que seu reinado se fundamenta no amor, na justiça e na paz. Hoje concluímos também o Ano do Laicato, recordando todos os leigos e leigas que se põem a serviço do reino inaugurado por Cristo.

LIÇÃO DE VIDA: No reino de Jesus, todas as pessoas são acolhidas com amor e misericórdia.


RITOS INICIAIS

Ap 5, 12; 1, 6
ANTÍFONA DE ENTRADA: O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder e a riqueza, a sabedoria, a honra e o louvor. Glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.

Introdução ao espírito da Celebração
A Festa que celebramos é o culminar de todo o Ano Litúrgico. Tudo atinge em Cristo o seu ponto culminante: Cristo vencedor da morte e do pecado. Glorifiquemos e louvemos a Deus pelo dom maravilhoso do Seu Filho, glória de Deus e glória da Humanidade. Na eucaristia, Jesus Cristo, verdadeiramente presente, convida-nos a fazermos a experiência da Sua vitória, introduzindo-nos no mistério da Sua Cruz, Ressurreição e Pentecostes. Assim ungidos pelo Espírito Santo, no seu mistério Pascal, somos «impelidos» à missão da esperança, da vida e de um amor sem barreiras e fronteiras.

ORAÇÃO COLECTA: Deus eterno e omnipotente, que no vosso amado Filho, Rei do universo, quisestes instaurar todas as coisas, concedei propício que todas as criaturas, libertas da escravidão, sirvam a vossa majestade e Vos glorifiquem eternamente. Por Nosso Senhor…


II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBLICOS

Monição: Quando o «Filho do Homem» reinar em todos os corações e povos, surgirá um reino de liberdade, justiça, verdade e amor.

Liturgia da Palavra
Primeira Leitura

Daniel 7,13-14

Leitura da profecia de Daniel. 7 13 “Olhando sempre a visão noturna, vi um ser, semelhante ao filho do homem, vir sobre as nuvens do céu: dirigiu-se para o lado do ancião, diante de quem foi conduzido. 14 A ele foram dados império, glória e realeza, e todos os povos, todas as nações e os povos de todas as línguas serviram-no. Seu domínio será eterno; nunca cessará e o seu reino jamais será destruído”.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

A leitura é tirada da 2ª parte do livro de Daniel, a parte profética (7 – 12). O contexto é a descrição, em estilo apocalíptico, do julgamento divino, com três quadros: a apresentação do Juiz, Deus, (vv. 9-10); a destruição do reino inimigo (vv. 11-12); e o estabelecimento do reino de Deus, donde são tirados os vv. 13-14, em forma poética, que correspondem à leitura de hoje.

13 «Alguém semelhante a um filho de homem». Os exegetas, partindo da análise do contexto (vv. 18.22-27), dizem que o sentido literal directo desta expressão visa não um indivíduo singular, mas o povo dos «santos do Altíssimo» (v. 18). Contudo, como sucede frequentemente, o que é dito em geral acerca de todo o povo entende-se, de um modo eminente – sentido eminente –, como referido a uma personagem singular, nomeadamente o chefe do povo, neste caso o próprio Messias. O judaísmo assim o entendeu, (como também as palavras de Jesus em Mt 24, 30; 26, 64); discute-se, porém, se «Filho do Homem» é um verdadeiro título cristológico (assim parece em Lc1, 32-33; Mt 8, 20; 24, 30; 26, 64; Apoc 1, 7; 14, 14), ou uma maneira discreta de Jesus se referir a si mesmo (uma figura chamada asteísmo: filho do homem equivalendo a este homem); uma coisa, porém, é certa: este não era um título com que Jesus fosse tratado nem pelo povo da Palestina, nem pela Igreja primitiva; a expressão aparece sempre nos lábios de Jesus; fora dos Evangelhos, só se encontra em Act 7, 56 e em Apoc 1, 13; 14, 14. Os que a entendem como um título cristologico sublinham o seu carácter simultaneamente humilde e glorioso, humano e divino. De qualquer modo, diante de Caifás Jesus cita esta passagem de Daniel referindo-a a si (cf. 26, 24). Bento XVI desenvolve a importância dada a este título (Jesus de Nazaré, pp. 398-413).

«O Ancião venerável» (à letra, «o antigo em dias») é uma forma antropomórfica de falar de Deus eterno (cf. 36, 26; Salm 102(101), 25-26; Is 41, 4).

...............

O capítulo 7 do livro de Daniel inicia-se apresentando a visão das quatro feras, símbolo dos quatro grandes impérios que oprimiram Israel: os babilônios, os medos, os persas e o rei selêucida Antíoco Epífanes. Quando este último inimigo for destruído, será instaurado o Reino de Deus, descrito na segunda visão de Daniel nos vv. 13-14, na qual Deus é representado por um Ancião e ocorre a entronização celeste de um ser humano, o “Filho do homem”, em contraste com as feras  anteriormente mencionadas.

Esse “Filho do homem” é personagem simbólico que, na tradição judaica, foi identificado com o Messias davídico e, no NT, com Jesus, mas em Dn retrata o povo de Deus perseguido pelos impérios opressores e a quem Deus confere o poder, a realeza e todos os povos e nações. Este reino não será destruído e podemos interpretá-lo como o Reino de Deus. Dn 7,13-14 é o texto apropriado para esta solenidade, pois afirma que o Reino não é semelhante aos impérios opressores que devoram o povo.

AMBIENTE

Já vimos, no domingo anterior, que o Livro de Daniel aparece na primeira metade do século II a.C., numa época em que o rei selêucida Antíoco IV Epífanes procurava impor, pela força, a cultura grega ao Povo de Deus. As imposições de Antíoco IV Epífanes foram, contudo, mal acolhidas e depararam com uma tenaz resistência, sobretudo por parte dos sectores mais tradicionais do judaísmo. Uns judeus optaram abertamente pela insurreição armada (como foi o caso de Judas Macabeu e dos seus heróicos seguidores); outros, contudo, optaram por fazer frente à prepotência dos reis helénicos com a sua palavra e os seus escritos.

O Livro de Daniel surge neste contexto. O seu autor é um judeu fiel à cultura e aos valores religiosos dos seus antepassados, interessado em defender a sua religião, apostado em mostrar aos seus concidadãos que a fidelidade aos valores tradicionais seria recompensada por Jahwéh com a vitória sobre os inimigos. Contando a história de um tal Daniel, um judeu exilado na Babilónia, que soube manter a sua fé num ambiente adverso de perseguição, o autor do Livro de Daniel pede aos seus concidadãos que não se deixem vencer pela perseguição e que se mantenham fiéis à religião e aos valores dos seus pais. Neste Livro, o autor garante-lhes que Deus está do lado do seu Povo e que recompensará a sua fidelidade à Lei e aos mandamentos.

O texto que nos é proposto integra a segunda parte do Livro de Daniel (Dan 7,1-12,13). Aí o autor, recorrendo à "figura" da "visão", apresenta-nos uma leitura profética da história, cuja finalidade é transmitir a esperança aos crentes perseguidos por causa da sua fé e dos seus valores tradicionais.

Na primeira das "visões" propostas (Dan 7,1-28), o autor do Livro apresenta "quatro grandes animais" (o primeiro "era semelhante a um leão"; o segundo era "semelhante a um urso"; o terceiro era "parecido com uma pantera"; o quarto era "horroroso, aterrador e de uma força excepcional" e "tinha dez chifres", embora lhe tivesse depois nascido um outro "chifre mais pequeno" que "tinha olhos como homem e uma boca que proferia palavras arrogantes" - Dan 7,4-8). Esses "quatro animais" evocam a sucessão dos impérios humanos… O primeiro seria o império neo-babilónico, o segundo representaria o império dos medos, o terceiro referir-se-ia ao império persa e o quarto seria o império grego de Alexandre, do qual os reis selêucidas eram os herdeiros directos. Os "dez chifres" desse quarto animal referem-se a uma série de dez reis que se sucederam uns aos outros; e o décimo primeiro chifre, mais pequeno do que os outros, seria, seguramente, Antíoco IV Epífanes, o rei perseguidor do Povo de Deus.

Em paralelo com o quadro histórico destes impérios - todos eles conotados com o mal, com o imperialismo, com a opressão, com a perseguição ao Povo de Deus - o autor coloca, numa outra cena, "um ancião" com os cabelos e as vestes brancos "como a neve; sentado num trono feito de chamas e servido "por milhares e dezenas de milhares", esse "ancião" decretou a morte do décimo primeiro "chifre", bem como o fim do poderio dos "quatro animais" (Dan 7,9-12). É precisamente aqui que começa a cena descrita pelo texto da nossa primeira leitura: a entronização do "Filho do Homem" (Dan 7,13-14).

MENSAGEM

A "visão" descrita por Daniel desde 7,1 amplia-se, agora, com o aparecimento de um "filho de homem". Ao contrário dos "animais" apresentados nos versículos anteriores (que vêm do mar - na simbólica judaica, o reino do mal, da desordem, do caos, das forças que se opõe a Deus e à felicidade do homem), esse "filho de homem" aparece "sobre as nuvens do céu" (vers. 13) e tem, portanto, uma origem transcendente. Ele vem de Deus e pertence ao mundo de Deus.

O "filho de homem" recebe de Deus um reino com as dimensões do universo ("todos os povos e nações O serviram" - vers. 14) e um poder que não é limitado pelo tempo, nem pela finitude que caracteriza os reinos humanos ("o seu poder é eterno, não passará jamais, e o seu reino não será destruído" - vers. 14).

Com o anúncio do aparecimento "sobre as nuvens" desse "filho de homem", o autor do Livro de Daniel anuncia aos crentes perseguidos por Antíoco IV Epífanes a chegada de um tempo em que Deus vai intervir no mundo, a fim de eliminar a crueza, a voracidade, a ferocidade, a violência (os reinos dos "quatro animais"), que oprimem os homens; em contrapartida, Deus vai devolver à história a sua dimensão de "humanidade", possibilitando que os homens sejam livres e vivam na paz e na tranquilidade.

Para a teologia judaica, esse "filho de homem" que há-de chegar para instaurar o "reino de Deus" sobre a terra será o Messias (o "ungido") de Deus. A sua intervenção irá pôr fim à perseguição dos justos e possibilitar a vitória dos santos sobre as forças da opressão e da morte. É esta esperança que anima os corações dos crentes na época imediatamente anterior à chegada de Jesus.

De acordo com vários textos neo-testamentários, Jesus aplicará esta imagem do "filho de homem que vem sobre as nuvens" à sua própria pessoa. Ao ser interrogado pelo sumo-sacerdote Caifás, Jesus assumirá claramente que é "o Messias, o Filho de Deus bendito", o "Filho do Homem sentado à direita do Poder", que virá "sobre as nuvens do céu" (Mc 14,61-62). A catequese cristã primitiva retomará esta imagem para sublinhar a glória de Cristo e o poder soberano de Cristo sobre a história humana (cf. Act 7,55-56). Para os cristãos, Cristo é, efectivamente, esse "filho de homem" anunciado em Dan 7, que irá libertar os santos das garras do poder opressor e instaurar o reino definitivo da felicidade e da paz.

ACTUALIZAÇÃO

- O texto que nos é proposto como primeira leitura na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, aparece inserido numa reflexão mais ampla sobre a história e sobre os valores sobre os quais são construídos os impérios humanos. Os reinos construídos pelos homens baseiam-se, frequentemente, num poder arrogante e são geradores de exploração, de miséria, de violência. Trata-se de uma realidade que os modernos impérios perpetuam e que, hoje como ontem, marca a história humana. A humanidade estará, irremediavelmente, condenada a viver sob o domínio da injustiça e da opressão? Nunca nos libertaremos desse ciclo de morte? Deus assiste, indiferente e de braços cruzados, a esta dinâmica de violência e de violação dos direitos mais elementares dos povos e das nações? O "profeta" autor do Livro de Daniel acredita que o reino do mal não será eterno e que Deus intervém na história para destruir essas forças de morte que impedem os homens de alcançar a liberdade, a paz, a vida plena. Numa época em que os imperialismos, os fundamentalismos, os colonialismos, a cegueira dos líderes das nações poderosas multiplicam o sofrimento de tantos homens e mulheres, a profecia de Daniel convida-nos à esperança e à confiança: Deus não abandona o seu Povo em marcha pela história e saberá derrubar todos os poderes humanos que impedem a realização plena do homem.

- O anúncio de um "filho de homem" que virá "sobre as nuvens" para instaurar um reino que "não será destruído" leva-nos a Jesus. Ele veio ao encontro dos homens para lhes propor uma nova ordem, em que os pobres, os débeis, os fracos, os marginalizados, aqueles que não podem fazer ouvir a sua voz nos grandes areópagos internacionais não mais serão humilhados e espezinhados. Jesus introduziu na história uma nova lógica, substituindo a lógica do orgulho e do egoísmo, por uma lógica de amor, de serviço, de doação. É verdade que, mais de dois mil anos depois do nascimento de Jesus, esse reino ainda não se tornou uma realidade plena na nossa história; contudo, o reino proposto por Jesus está presente na vida do mundo, como uma semente a crescer ou como o fermento a levedar a massa. Compete-nos a nós, discípulos de Jesus, fazer com que esse reino seja, cada vez mais, uma realidade bem viva, bem presente, bem actuante no nosso mundo.

Subsídios:
1ª leitura: 
(Dn 7,13-14) O Filho do Homem recebe o “poder” – Na visão de Dn 7 aparecem primeiro quatro feras: os impérios deste mundo, que se entredevoram (7,1-9.17). Surgem da terra. Do céu, porém, vem uma figura com feições humanas (“como um filho do homem”), que vence as feras e recebe toda a honra e o poder-autoridade do “Velho de dias”, o Deus eterno (7,13-14). Ele representa os “santos do Altíssimo”, os anjos, ou seja, em última análise, Deus mesmo (7,27). – Jesus se atribuiu a autoridade do Filho do Homem. O evangelho de Mc revela isso gradativamente, chegando ao uso paradoxal deste título para falar de Jesus no seu sofrimento e morte (predições da Paixão), prelúdio de sua volta “com o poder e com as nuvens do céu” (14,62; 13,26). * 7,13 cf. Mc 13,26; 14,62; Ap 1,7; 14,14 * 7,14 cf. Dn 2,44; 3,100[33]; 4,31.



Salmo Responsorial

Monição: Cantemos com júbilo a santidade, beleza, poder e grandeza do nosso Deus.

SALMO RESPONSORIAL – 92/93

Deus é rei e se vestiu de majestade,
glória ao Senhor!

Deus é rei e se vestiu de majestade,
revestiu-se de poder e de esplendor!

Vós firmastes o universo inabalável,
vós firmastes vosso trono desde a origem,
desde sempre, ó Senhor, vós existis!

Verdadeiros são os vossos testemunhos,
refulge a santidade em vossa casa
pelos séculos dos séculos, Senhor!

Segunda Leitura

Monição: O sangue de Jesus Cristo derramado por nós é afirmação perene de um amor doado totalmente. Motivo para nós de vida nova, de liberdade, santidade e salvação. E nesta eucaristia fazemos esta mesma experiência.

Apocalipse 1,5-8

Leitura do livro do Apocalipse. 1 5 Jesus Cristo, testemunha fiel, primogênito dentre os mortos e soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, que nos lavou de nossos pecados no seu sangue 6 e que fez de nós um reino de sacerdotes para Deus e seu Pai, glória e poder pelos séculos dos séculos! Amém. 7 Ei-lo que vem com as nuvens. Todos os olhos o verão, mesmo aqueles que o traspassaram. Por sua causa, hão de lamentar-se todas as raças da terra. Sim. Amém. 8 “Eu sou o Alfa e o Ômega”, diz o Senhor Deus, “aquele que é, que era e que vem, o Dominador”.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Estes breves versículos fazem parte da saudação inicial do autor, uma saudação enviada da parte do Deus uno e trino, particularmente de Jesus Cristo. Ao referir-se a Cristo, apresenta-o numa rica síntese, como hoje se diz, who is who, quem é Ele, e o que Ele fez por nós. Ele é o Senhor da História! Logo de início fica bem vincado o colorido litúrgico da obra, levando-nos a sentir na terra o ecoar das aclamações celestes a Cristo morto e ressuscitado; logo de início temos dois «Amen» (vv. 6.7), a resposta litúrgica que continua a ecoar na Igreja orante e celebrante.

5-7 «Testemunha fiel» da verdade de Deus: Jesus é testemunha – mártir (assim se diz em grego) – por antonomásia, uma vez que pela verdade se deixou matar (cf.Jo 18, 37; 1 Tim 6, 13). «Oprimogénito dos mortos» (cf. Col 1, 18), com efeito, antes de Cristo ninguém ressuscitou para não tornar a morrer. O Aquinatense explica que, pela sua Ressurreição, Jesus é a causa meritória e exemplar e causa eficiente instrumental da nossa própria ressurreição (cf. 1 Cor 15, 2a-23). Esta expressão implica uma imagem curiosa em que a morada dos mortos – o Xeol – é considerada corno uma mulher grávida, e a ressurreição corno um parto (cf. 4 Esdr 4, 3342). «OSoberano dos reis da Terra», com uma realeza que é própria de Yahwéh (cf. os Salmos reais), com quem Jesus se identifica enquanto Deus. Parece haver nesta expressão uma certa réplica de protesto em face do imperador romano que se arrogava uma soberania universal e absoluta. «Fez de nós um reino de sacerdotes para Deus», isto é para Lhe dar glória e louvor, como se vê adiante em 5, 9-10; vejam-se oslugares paralelos de Ex 19, 6 e de 1 Pe 2, 5.9 (cf. Vaticano II, LG 10). «Ei-lo que vem sobre as nuvens…» Cf. 1ª leitura (Dan 7, 13) e Zac 12, 10.14; Jo 19, 37; Mt 24, 30.

8 «Eu sou o Alfa e o Ómega». Com a referência à primeira e última letra do alfabeto grego, o autor quer dizer que Deus tudo abarca no tempo (o passado, o presente e o futuro) e no espaço (Senhor do Universo – pantokrátor). Este título é igualmente dado a Cristo em Apoc 22, 13.

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O texto escolhido para a II leitura deste domingo faz um recorte na perícope, priorizando os versículos que sublinham os motivos pelos quais Jesus é considerado o príncipe dos reis da terra. No v. 5a, os títulos dados a Cristo revelam que ele é declarado Senhor não somente no sentido político e terrestre, mas também cósmico e escatológico. Nos vv. 5b-6, há um louvor (doxologia) dirigido a Cristo como vivificador e Senhor universal. Este louvor expressa o reconhecimento do amor de Cristo por parte da comunidade e é um agradecimento pela remissão dos pecados e pela salvação. A comunidade, porém, não é somente objeto da história da salvação, mas sujeito. Para reafirmar esse protagonismo, o autor, no v. 6, faz referência a Ex 19,6, convidando a comunidade a tomar consciência de ser um reino e um povo sacerdotal, que tem como missão estar a serviço do outro. Esse texto do livro do Êxodo também faz memória da experiência do povo de ser resgatado e santificado, quando foi liberto do Egito.

O v. 7 anuncia a vinda de Cristo, a volta daquele que foi crucificado, servindo-se das profecias de Dn 7,13 (I leitura) e Zc 12,10.

O alfa e o ômega, mencionados no v. 8, são a primeira e a última letra do alfabeto grego, ou seja: Deus é o princípio e o fim, por isso está presente em todo o tempo e perpassa, com sua benevolência, toda a história humana desde a criação.

AMBIENTE

"Apocalipse" significa "manifestação de algo que está oculto". O nosso "Livro do Apocalipse" - do qual é retirado o trecho da nossa segunda leitura - é um livro que se apresenta como uma "revelação" sobre "as coisas que brevemente devem acontecer" (Ap 1,1) e que um tal João, exilado na ilha de Patmos (uma pequena ilha do Mar Egeu) por causa da sua fé, tem por missão comunicar aos seus irmãos na fé.

Estamos na fase final do reinado do imperador Domiciano (à volta do ano 95). As comunidades cristãs da Ásia Menor vivem numa grave crise interna, resultante das heresias, da falta de entusiasmo, da tibieza, da indiferença, do medo de dar testemunha da própria fé. Por outro lado, há também uma crise que resulta de causas externas, sobretudo da violenta perseguição que o imperador ordenou contra os cristãos: muitos seguidores de Jesus eram condenados e assassinados e outros, cheios de medo, abandonavam o Evangelho e passavam para o lado do império. Na comunidade dizia-se: "Jesus é o Senhor"; mas lá fora, quem mandava mesmo, como senhor todo-poderoso, era o imperador de Roma.

É neste contexto de crise, de perseguição, de medo e de martírio que vai ser escrito o Apocalipse. O objectivo do autor é levar os crentes a revitalizarem o seu compromisso com Jesus e a não perderem a esperança. Nesse sentido, o autor do livro começa por fazer um convite à conversão (primeira parte - Ap 1-3); passa, depois, a apresentar uma leitura profética da história humana, que dá conta da vitória final de Deus e dos seus fiéis sobre as forças do mal (segunda parte - Ap 4-22). Estes conteúdos são apresentados com o recurso sistemático ao símbolo (como é típico da literatura apocalíptica), o que torna este livro estranho e difícil mas, ao mesmo tempo, muito belo e interpelante.

O texto da segunda leitura de hoje apresenta-nos alguns dos primeiros versículos do Livro do Apocalipse. Trata-se de uma espécie de introdução litúrgica, onde se apresenta o diálogo litúrgico entre um leitor e a comunidade cristã reunida para escutar uma proclamação. Neste diálogo, a comunidade é convidada a aceitar Cristo como o centro da história humana, a razão de ser da comunidade, a coordenada fundamental à volta da qual se estrutura e organiza toda a vida cristã.

MENSAGEM

O leitor começa por apresentar Jesus à comunidade reunida para celebrar o seu Senhor, recorrendo a três títulos cristológicos (vers. 5a) que deviam fazer parte da catequese da comunidade joânica: "testemunha fiel", "primogénito dos mortos", "príncipe dos reis da terra". Jesus é a "testemunha fiel" porque, com a sua vida, com as suas palavras, com os seus gestos de serviço, de amor e de doação, com a sua entrega até à morte, testemunhou, de forma perfeita, o que Deus queria revelar aos homens e mostrou aos homens o rosto do Deus-amor. Jesus é o "primogénito dos mortos", porque foi o primeiro a vencer a morte e o pecado e demonstrou-nos, com essa vitória, que quem vive nos caminhos de Deus não será vencido pela morte, mas está destinado à vida eterna. Jesus é o "príncipe dos reis da terra", porque inaugurou uma nova forma de ser e um reino novo, de vida e de felicidade sem fim.

Depois de escutar esta proclamação, a comunidade, reconhecida, louva o seu Senhor: "àquele que nos ama e pelo seu sangue nos libertou do pecado e fez de nós um reino de sacerdotes para Deus seu Pai, a Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amén" (vers. 5b-6). Os membros da comunidade cristã têm consciência de que a entrega de Jesus na cruz é expressão do amor sem medida com que Ele ama todos os homens… Porque ama, Jesus libertou os homens do egoísmo e do pecado; porque ama, Jesus convidou os homens a integrar um reino novo, de amor e de paz; porque ama, Jesus associou os homens à sua missão, tornando-os sacerdotes que oferecem a Deus o culto das suas próprias vidas. Jesus inseriu os homens numa dinâmica de vida nova, aproximou-os de Deus, convidou-os a integrar a família de Deus. A comunidade cristã, consciente desta realidade, manifesta no culto o seu reconhecimento.

A "liturgia" prossegue com o leitor a recordar à comunidade reunida que Jesus há-de vir ao encontro dos seus, cheio de poder e majestade, a fim de inaugurar uma nova era de vida e de paz sem fim ("entre as nuvens" - vers. 7. A imagem é tirada do Antigo Testamento e está associada às manifestações de Deus. No Livro de Daniel - cf. Dan 7,13 - o "filho de homem" que aparece sobre as nuvens está associado à vitória de Deus sobre os reinos e os poderes do mundo). Recorda-se, assim, aos crentes que a última palavra nunca é dos maus e dos perseguidores, mas sim de Deus. Por outro lado, todos os homens poderão ver o coração trespassado de Cristo (vers. 7a.b) e tomarão consciência de quanto Ele ama os homens. A vitória de Cristo concretizar-se- á através do seu amor, feito dom a todos os homens, sem excepção.

A comunidade manifesta a sua adesão a Cristo e às verdades proclamadas respondendo: "sim. Amén" (vers. 7c).

O leitor conclui a sua apresentação de Jesus, definindo-O como o princípio e o fim de todas as coisas (o "alfa" e o "ómega", a primeira e a última letra do alfabeto grego), Aquele que é Senhor da História e que abarca a totalidade do tempo ("Aquele que é, que era e que há-de vir" - vers. 8). Os cristãos que participam nesta "liturgia" percebem, assim, que podem confiar incondicionalmente nesse Jesus que é a referência fundamental da história humana; e percebem, também, que são convidados a fazer de Jesus o centro das suas vidas.

ACTUALIZAÇÃO

- A figura de Jesus que é proposta à comunidade pelo autor do nosso texto é a figura do Senhor do Tempo e da História, princípio e fim de todas as coisas; é a figura do "príncipe dos reis da terra", que há-de vir "por entre as nuvens" cheio de poder, de glória e de majestade para instaurar um reino definitivo de felicidade, de vida e de paz. Esta imagem de Jesus apela à confiança e à esperança: sejam quais forem as circunvoluções e as derrapagens da história humana, o caminho dos homens não será um caminho sem saída, destinado ao fracasso; mas será um caminho que desembocará inevitavelmente nesse reino novo de vida e de paz sem fim que Jesus veio anunciar e propor.

- A acção de Jesus como Senhor da História não se concretizará, contudo, numa lógica de poder, de autoridade, de força, à imagem dos reis da terra. Na sua catequese, o autor do Livro do Apocalipse sublinha o amor de Jesus, manifestado no dom da vida para libertar os homens do egoísmo e do pecado, para os inserir numa dinâmica de vida nova, para os integrar na família de Deus. Jesus, o nosso rei, é um rei que ama os seus com um amor sem limites e que, por amor, ofereceu a sua vida em favor da liberdade e da realização plena do homem. Neste dia em que celebramos a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, somos convidados (com as comunidades a quem o Livro do Apocalipse se destinava) a agradecer pelo amor de Jesus que nos libertou do egoísmo e da morte; e somos convidados, também, a ter a mesma atitude de Jesus, substituindo os esquemas de egoísmo, de poder e de prepotência, pelo amor que se faz doação e serviço aos homens.

- Na apresentação feita pelo autor do Livro do Apocalipse, os crentes são convidados a ver Jesus como o centro da história e a fazerem d’Ele a coordenada fundamental à volta da qual se constrói a existência humana, em geral, e a existência cristã, em particular. Jesus é, efectivamente, o centro da história humana? Que impacto tem a sua proposta na construção do nosso mundo? Jesus está, efectivamente, no centro das nossas comunidades cristãs? Ele é a referência fundamental para os crentes? Os seus valores, os seus ensinamentos condicionam a vida dos crentes, a sua forma de ver o mundo, os compromissos que eles assumem com os outros homens?

Subsídios:
2ª leitura: (Ap 1,5-8) A Testemunha Fiel, Rei dos reis da terra – Na introdução do Ap encontramos três títulos cristológicos: 1) a Testemunha Fiel; 2) o Primogênito dos mortos; 3) o que reina sobre os reis da terra. Significação: Cristo testemunhou o que viu e deus sua vida pela verdade de seu testemunho. Porém, superou a morte, pelo que nele possuímos a ressurreição e a vida. Seu Reino é construído sobre o poder da verdade e do amor; realiza-se onde o homem responde com a fé à Verdade, com a fidelidade ao seu Amor. Ele, o Crucificado, livrou-nos do pecado e nos faz participar de seu sacerdócio régio.* 1,5-6 cf. Sl 89[88],38.28; Is 55,4; 2Cor 1,20; Ap 3,14; Cl 1,18; 1Cor 15,28; Ap 19,16; 1Pd 2,9-10 * 1,7 cf. Ap 14,14; Dn 7,13; Zc 12,10.14; Jo 19,37 * 1,8 cf. Is 41,4; 44,6; Ap 22,13.

Aclamação ao Evangelho

Aleluia, aleluia, aleluia.
É bendito aquele que vem vindo, que vem vindo em nome do Senhor; e o reino que vem seja bendito; ao que vem e a seu reino, o louvor! (Mc 11,9s)

Evangelho

Monição: Na Eucaristia fazemos a experiência mais bela da proximidade do Nosso Deus. Ele vem porque ama a cada um. Que o meu coração e a minha vida tenha desejos profundos da Sua presença.

João 18,33-37

— O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. — Glória a vós, Senhor! Naquele tempo: 18 33 Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: “És tu o rei dos judeus?” 34 Jesus respondeu: “Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim?” 35 Disse Pilatos: “Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?” 36 Respondeu Jesus: “O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo”. 37 Perguntou-lhe então Pilatos: “És, portanto, rei?” Respondeu Jesus: “Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

A leitura de hoje deixa claro em que consiste a realeza de Jesus, na maneira como se comporta em face da acusação feita à autoridade imperial. As razões para as autoridades judaicas eliminarem Jesus eram de natureza religiosa, mas Ele é denunciado ao prefeito romano – a quem não interessavam as questões de natureza religiosa –, como um conspirador político: «rei dos judeus». Jesus responde a Pilatos com uma pergunta: «É por ti que o dizes, ou foram outros…?» (v. 34), o que não é um subterfúgio, mas um meio de esclarecer bem qual o ponto de vista para falar de Si como rei.

A resposta de Pilatos – «Mas serei eu judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes é que Te entregaram a mim» (v. 35) – mostra como ele apenas se interessa por questões de natureza política, não pretendendo imiscuir-se em questões de natureza religiosa («serei eu judeu?»). Mas Jesus, que não podia negar a sua realeza, distancia-se igualmente da perspectiva nacionalista judaica, afirmando o carácter transcendente da sua realeza (cf. Rom 14, 17), o que punha a sua missão ao abrigo de qualquer suspeita: «o meu reino não é deste mundo» (v. 36); visa manifestar a verdade e está ao serviço dela (v. 37). E a prova cabal de que o seu reino não é terreno é que não tinha homens armados a lutar por Ele: então, «os meus guardas lutariam…» (v. 36).

O reinado de Deus implica uma submissão, mas esta não colide com qualquer autoridade humana, nem rebaixa o homem na sua dignidade, pois é entrar no âmbito da verdade, é submeter-se à Verdade, que é Jesus-Deus, e «a Verdade liberta» (Jo 8, 32). O reinado universal de Cristo é um «reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz» (prefácio da Missa).

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O trecho de Jo 18,33b-37, situado no centro da narrativa da prisão, julgamento e morte de Jesus (Jo 18-19), sublinha a realeza de Cristo, seu poder universal sobre todas as coisas, e revela o amor incondicional de Deus e de seu Filho, que se entrega totalmente à vontade do Pai. Este evangelho tem como cena principal Pilatos, que se retira no pretório e se dirige a Jesus para perguntar sobre sua realeza.

O texto deixa transparecer que Jesus não tem dúvida de sua dignidade régia nem Pilatos. Este, porém, considera que a realeza de Jesus seja religiosa, não política. Diante da pergunta de Jesus e da resposta de Pilatos, percebe-se que ser “rei dos judeus” é a acusação principal apresentada pelos sumos sacerdotes e pelo povo, a qual, para o procurador romano, constitui um argumento fraco para considerar o prisioneiro um criminoso.

Um elemento relevante é que Jesus é rei para dar testemunho da verdade (v. 37). A palavra “verdade”, conforme as interpretações que utilizam como substrato a cultura grega, pode ser entendida como um desvelamento do que estava oculto e, nesse sentido, seria a revelação, o dar testemunho do mistério, da realeza do Pai. Esse termo também pode assumir o sentido de “fidelidade”, conforme a cultura hebraica. Assim, a paixão e morte de Jesus revelam a fidelidade de Deus às promessas, cujo núcleo é justamente a instauração do seu Reino, que é a manifestação de sua ação salvífica na história. Desse modo, Jesus testemunha a verdade por se posicionar a favor dela, e essa verdade só poderá ser compreendida por aqueles que são filhos de Deus (cf. Jo 8,47). De fato, a “verdade” não é doutrina, teoria, conhecimento a ser adquirido, mas consiste em escutar e transmitir a Palavra de Deus, alimentar uma experiência profunda de encontro com Cristo e segui-lo.

É importante salientar que, no Evangelho segundo João, Jesus reina não somente na ressurreição, mas em todo o processo de julgamento, na paixão e na morte, pois são ocasiões nas quais manifesta o amor, a glória de Deus e a realeza divina.

AMBIENTE

O Evangelho da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, apresenta-nos uma cena do processo de Jesus diante de Pontius Pilatus, o governador romano da Judeia. Para trás havia já ficado o frente a frente de Jesus com os líderes judaicos, nomeadamente com Anás (sogro de Caifás, o sumo-sacerdote; Anás, apesar de ter deixado o cargo de sumo-sacerdote, continuava a ser um personagem muito influente e foi ele, provavelmente, quem liderou o processo contra Jesus - cf. Jo 18,12-14.19-24).

Pontius Pilatus, o interlocutor romano de Jesus, governou a Judeia e a Samaria entre os anos 26 e 36. As informações de Flávio Josefo e de Fílon apresentam-no como um governante duro e violento, obstinado e áspero, culpado de ordenar execuções de opositores sem um processo legal. As queixas de excessiva crueldade apresentadas contra ele pelos samaritanos no ano 35 levaram Vitélio, o legado romano na Síria, a tomar posição e a enviá-lo a Roma para se explicar diante do imperador. Pontius Pilatus foi deposto do seu cargo de governador da Judeia logo a seguir.

Curiosamente, o autor do Quarto Evangelho descreve Pontius Pilatus como um homem fraco, indeciso e volúvel, uma espécie de marioneta habilmente manobrada pelos líderes judaicos. Esta apresentação - que contradiz os dados deixados pelos historiadores da época - não deve ter grandes bases históricas: deve ser, apenas, uma tentativa de livrar os romanos de qualquer culpa no processo de Jesus. Na época em que o autor do Quarto Evangelho escreve (por volta do ano 100), não era conveniente para os cristãos acusar Roma, afirmando a sua responsabilidade no processo que levou Jesus à morte. Assim, os escritores cristãos da época preferiram branquear o papel do poder imperial e, por outro lado, fazer recair sobre as autoridades judaicas toda a culpa pela condenação de Jesus.

MENSAGEM

O interrogatório de Jesus começa com uma pergunta directa, posta por Pontius Pilatus (vers. 33b): «Tu és o Rei dos judeus?» Este início de interrogatório revela qual era a acusação apresentada pelas autoridades judaicas contra Jesus: Ele tinha pretensões messiânicas; pretendia restaurar o reino ideal de David e libertar Israel dos opressores. Esta linha de acusação vê em Jesus um agitador político empenhado em mudar o mundo pela força, que fundamenta as suas pretensões e a sua acção no poder das armas e na autoridade dos exércitos. Esta acusação tem fundamento? Jesus aceita-a?

A resposta de Jesus situa as coisas na perspectiva correcta. Ele assume-se como o messias que Israel esperava e confirma, claramente, a sua qualidade de rei; no entanto, descarta qualquer parecença com esses reis que Pontius Pilatus conhece (vers. 36). Os reis deste mundo apoiam-se na força das armas e impõem aos outros homens o seu domínio e a sua autoridade; a sua realeza baseia-se na prepotência e na ambição e gera opressão, injustiça e sofrimento… Jesus, em contrapartida, é um prisioneiro indefeso, traído pelos amigos, ridicularizado pelos líderes judaicos, abandonado pelo povo; não se impõe pela força, mas veio ao encontro dos homens para os servir; não cultiva os próprios interesses, mas obedece em tudo à vontade de Deus, seu Pai; não está interessado em afirmar o seu poder, mas em amar os homens até ao dom da própria vida… A sua realeza é de uma outra ordem, da ordem de Deus. É uma realeza que toca os corações e que, em vez de produzir opressão e morte, produz vida e liberdade. Jesus é rei e messias, mas não vai impor a ninguém o seu reinado; vai apenas propor aos homens um mundo novo, assente numa lógica de amor, de doação, de entrega, de serviço.

A declaração de Jesus causa estranheza a Pontius Pilatus. Ele não consegue entender que um rei renuncie ao poder e à força e fundamente a sua realeza no amor e na doação da própria vida. A expressão posta na boca de Pontius Pilatus «então, Tu és Rei» (vers. 37a) parece uma "deixa" de alguém para quem as declarações do seu interlocutor não são claras e que conserva a porta aberta a ulteriores explicações… Na sequência, Jesus confirma a sua realeza e define o sentido e o conteúdo do seu reinado.

A realeza de que Jesus Se considera investido por Deus consiste em «dar testemunho da verdade» (vers. 37b). Para o autor do Quarto Evangelho, a "verdade" é a realidade de Deus. Essa "verdade" manifesta-se nos gestos de Jesus, nas suas palavras, nas suas atitudes e, de forma especial, no seu amor vivido até ao extremo do dom da vida. A "verdade" (isto é, a realidade de Deus) é o amor incondicional e sem medida que Deus derrama sobre o homem, a fim de o fazer chegar à vida verdadeira e definitiva. Essa "verdade" opõe-se à "mentira", que é o egoísmo, o pecado, a opressão, a injustiça, tudo aquilo que desfeia a vida do homem e o impede de alcançar a vida plena. A "realeza" de Jesus concretiza-se, por um lado, na luta contra o egoísmo e o pecado que escravizam o homem e que o impedem de ser livre e feliz; por outro lado, a realeza de Jesus consuma-se na proposição de uma vida feita amor e entrega a Deus e aos irmãos. Esta meta não se alcança através de uma lógica de poder e de força (que só multiplicam as cadeia de mentira, de injustiça, de violência); mas alcança-se através do amor, da partilha, do serviço simples e humilde em favor dos irmãos. É esse "reino" que Jesus veio propor; é a esse "reino" que Ele preside.

A proposta de Jesus provoca uma resposta livre do homem. Quem escuta a voz de Jesus adere ao seu projecto e se compromete a segui-l’O, renuncia ao egoísmo e ao pecado e faz da sua vida um dom de amor a Deus e aos irmãos (vers. 37c). Passa, então, a integrar a comunidade do "Reino de Deus".

ACTUALIZAÇÃO

- As declarações de Jesus diante de Pontius Pilatus não deixam lugar a dúvidas: Ele é "rei" e recebeu de Deus, como diz a primeira leitura, "o poder, a honra e a realeza" sobre todos os povos da terra. Ao celebrarmos a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, somos convidados, antes de mais, a descobrir e interiorizar esta realidade: Jesus, o nosso rei, é princípio e fim da história humana, está presente em cada passo da caminhada dos homens e conduz a humanidade ao encontro da verdadeira vida. Os inícios do séc. XXI estão marcados por uma profunda crise de liderança a nível mundial. Os grandes líderes das nações são, frequentemente, homens com uma visão muito limitada do mundo, que não se preocupam com o bem da humanidade e que conduzem as suas políticas de acordo com lógicas de ambição pessoal ou de interesses particulares. Sentimo-nos, por vezes, perdidos e impotentes, arrastados para um beco sem saída por líderes medíocres, prepotentes e incapazes… Esta constatação não deve, no entanto, lançar-nos no desânimo: nós sabemos que Cristo é o nosso rei, que Ele preside à história e que, apesar das falhas dos homens, continua a caminhar connosco e a apontar-nos os caminhos da salvação e da vida.

- No entanto, a realeza de Jesus não tem nada a ver com a lógica de realeza a que o mundo está habituado. Jesus, o nosso rei, apresenta-Se aos homens sem qualquer ambição de poder ou de riqueza, sem o apoio dos grupos de pressão que fazem os valores e a moda, sem qualquer compromisso com as multinacionais da exploração e do lucro. Diante dos homens, Ele apresenta-se só, indefeso, prisioneiro, armado apenas com a força do amor e da verdade. Não impõe nada; só propõe aos homens que acolham no seu coração uma lógica de amor, de serviço, de obediência a Deus e aos seus projectos, de dom da vida, de solidariedade com os pobres e marginalizados, de perdão e tolerância. É com estas "armas" que Ele vai combater o egoísmo, a auto-suficiência, a injustiça, a exploração, tudo o que gera sofrimento e morte. É uma lógica desconcertante e incompreensível, à luz dos critérios que o mundo avaliza e enaltece. A lógica de Jesus fará sentido? O mundo novo, de vida e de felicidade plena para todos os homens nascerá de uma lógica de força e de imposição, ou de uma lógica de amor, de serviço e de dom da vida?

- Nós, os que aderimos a Jesus e optámos por integrar a comunidade do Reino de Deus, temos de dar testemunho da lógica de Jesus. Mesmo contra a corrente, a nossa vida, as nossas opções, a forma de nos relacionarmos com aqueles com quem todos os dias nos cruzamos, devem ser marcados por uma contínua atitude de serviço humilde, de dom gratuito, de respeito, de partilha, de amor. Como Jesus, também nós temos a missão de lutar - não com a força do ódio e das armas, mas com a força do amor - contra todas as formas de exploração, de injustiça, de alienação e de morte… O reconhecimento da realeza de Cristo convida-nos a colaborar na construção de um mundo novo, do Reino de Deus.

- A forma simples e despretensiosa como Jesus, o nosso Rei, Se apresenta, convida-nos a repensar certas atitudes, certas formas de organização e certas estruturas que criamos… A comunidade de Jesus (a Igreja) não pode estruturar-se e organizar-se com os mesmos critérios dos reinos da terra… Deve interessar-se mais por dar um testemunho de amor e de solidariedade para com os pobres e marginalizados do que em controlar as autoridades políticas e os chefes das nações; deve preocupar-se mais com o serviço simples e humilde aos homens do que com os títulos, as honras, os privilégios; deve apostar mais na partilha e no dom da vida do que na posse de bens materiais ou na eficiência das estruturas. Se a Igreja não testemunhar, no meio dos homens, essa lógica de realeza que Jesus apresentou diante de Pontius Pilatus, está a ser gravemente infiel à sua missão.

Subsídios:
Evangelho: (Jo 18,33b-37) Meu Reino não é deste mundo... Vim testemunhar “a Verdade” – Pilatos pergunta se Jesus é o “Rei dos Judeus” (Jo 18,33; Mc 15,2), sugerindo que isso seria uma base de condenação por atividade política. Para Jesus é a ocasião de esclarecer o significado de seu Reino: ele veio para dar testemunho da Verdade de Deus (que Deus mesmo é: a Luz, a Vida...). Esta verdade se torna manifesta em Cristo. Quer brilhar como luz no mundo que se fechou à Luz e por isso é chamado de “trevas”. E a Luz e a Vida venceram, na doação até o fim, na cruz, trono de glória de Cristo: aí revela-se seu poder. * 18,36, cf. Jo 1,10-111; 8,23; 12,32 * 18,37 cf. Jo 8,26-29; 10,3.26-27; 17,17-19; Ap 1,5.

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Tradicionalmente, o último domingo do ano litúrgico (Cristo-Rei) fala da consumação escatológica do mundo e da História. No ano A, o texto central era a parábola do último juízo, de Mt 25. Neste ano B, ano do evangelista Mc, o evangelho do último domingo é tomado não de Mc, mas de Jo, que fornece uma espécie de “comentário teológico” a Mc. Pois, enquanto Mc descreve Jesus como o Enviado de Deus manifestando-se de modo velado, Jo coloca a figura de Jesus na plena luz da glória divina, que nele se manifesta. Assim podemos ler em Jo com clareza o que em Mc fica subjacente. Mc “esconde” o caráter messiânico de Jesus, porque, de fato, o mundo se decepcionou, por não enxergar seu Reino. Jo, pelo contrário, afirma claramente que Cristo é Rei, mas explica também que seu Reino não é deste mundo (não pertence a homens fechados na sua autossuficiência), e sim, o Reino do testemunho da verdade, que é Deus, Deus revelando-se em Jesus, na morte por amor. Pois é na sombra da cruz que Jesus identifica seu Reino com o testemunho da verdade. É na cruz que Jesus é, por excelência, a “Testemunha Fiel”, o “Rei dos reis” (2ª leitura). E Pilatos, alheio às preocupações de Jesus, sem o querer as confirma, exigindo com insistência que se coloque na cruz de Jesus o título: “Rei dos judeus”.

1ª leitura prepara-nos para a ideia de um reino transcendente, que não pertence aos homens, mas a Deus. Numa visão, Daniel vê quatro feras, que se entredevoram: imagem adequada para descrever as relações entre os impérios deste mundo. Dn pensa nos assírios, babilônios, persas e sírios (o livro foi escrito durante o governo do rei sírio Antíoco Epífanes, perseguidor dos judeus na crise dos Macabeus). Mas poderíamos imaginar os impérios de hoje perfeitamente com as mesmas figuras, mesmo se estes impérios já não dependem de imperadores e sim de magnatas. No fim, porém, todos eles serão vencidos por uma figura de feições humanas “como que um filho de homens”, um ser humano; e este representa os “Santos do Altíssimo”, a corte celestial, os servidores de Deus (modo de imaginar uma intervenção de Deus mesmo; o judaísmo rodeou Deus de intermediários, pois não podia haver contato direto entre Deus e os homens). O “Filho do Homem”, em Dn, representa Deus mesmo. A ele pertencem o Poder, a Glória, o Juízo: ele tem a última palavra sobre o mundo e a História.

No N.T., o título de Filho do Homem é dado a Jesus. Este não se inscreve num “messianismo qualquer”. Sua missão é realmente transcendente, traz Deus presente, como última palavra de nossa existência e da História. Isso se confirma tanto pela parábola do último juízo quanto pelo diálogo entre Jesus e Pilatos no evangelho de hoje. O Reino que Cristo instaura é muito diferente dos “reinos deste mundo”. Não que o Reino de Cristo seja alheio a este mundo. Está dentro dele, firmemente arraigado. Mas não pertence aos homens, porém a Deus. No Reino de Cristo, ninguém tem a última palavra sobre os outros, mas, pelo contrário, todos estão a serviço dos outros no amor e na doação. Quanto mais se desenvolvem estas atitudes, tanto mais realiza-se o Reino da Verdade e do Amor. Quanto mais o homem organiza seu mundo num instrumento de fraterno amor, em vez de opressão, tanto mais resplandece a face de Deus, que nos é possível identificar a partir da cruz de Cristo. Portanto, que o Reino de Jesus não é deste mundo, não significa que seus “súditos” não o precisam implantar neste mundo.

Quanto aos impérios deste mundo, se não acreditamos a lição da História, que ensina que todos eles se corrompem por dentro, acreditemos pelo menos na mensagem de Dn: em última instância, estão submissos ao juízo de Deus. Nenhum deles determinará definitivamente a História. Mas, entretanto, oprimem a humanidade. De fato, se o nosso horizonte não superar os nossos limites bio-psicológicos, materiais, não tem muito sentido dizer que Deus tem “afinal” a última palavra. Porém, se acreditarmos naquilo que o evangelho de João diz do início até o fim – que devemos viver desde já uma vida além da dimensão “carnal” –, então encontraremos, na visão escatológica apresentada hoje, uma força para não nos entregar ao jogo dos poderes deste mundo, pois saberemos que eles não são decisivos. Quem for mesmo “materialista” não resistirá à tentação de se entregar a algum destes impérios, fazendo dele o todo de sua vida. Mas aquele que se entregar ao Reino da Verdade, que se manifesta no Cristo crucificado, terá a força de por o domínio material a serviço deste Reino, que não pertence a homem algum, mas faz as pessoas se pertencerem mutuamente no amor.

CRISTO REINA PELO TESTEMUNHO DA VERDADE

O último domingo do ano litúrgico é a festa de Cristo, Rei do Universo. Cristo reina. Reinar ou governar não significa mandar arbitrariamente, mas exercer a responsabilidade da decisão última num projeto de sociedade.

Interrogado por Pôncio Pilatos, Jesus diz que seu reinado não é deste mundo (evangelho). Não deve seu reinado a nenhuma instância deste mundo. Ele não é como os reis locais, no Oriente, que eram nomeados pelo Imperador de Roma; nem como o Imperador, cujo poder dependia de seus generais, os quais por sua vez dependiam do poder de... quem? de uma estrutura que se chama “este mundo”. Como hoje. Os governantes deste mundo – estabelecidos por “este mundo” – dependem de toda uma constelação de poderes, influências e trâmites escusos. Devem pactuar, conchavar, corromper. E, no fim, caem de podres. Pensam que são donos do mundo enquanto, na realidade, o mundo é dono deles.

O que são os reinos deste mundo aparece bem na 1ª leitura: quatro feras que tomam conta do mundo e se digladiam entre si. Mas então aparece uma figura com rosto humano, um “como que filho do homem”, que desce do céu, de junto de Deus, e que representa o reinado de Deus que domina as quatro feras, os reinos deste mundo. Jesus na sua pregação se autointitula “filho do homem” no sentido de ser aquele que traz esse reinado de Deus ao mundo.

O reinar de Jesus não pertence a este mundo, nem lhe é concedido por este mundo. É reinado de Deus, Deus é seu dono. Mas, embora não sendo deste mundo, este reino não está fora do mundo. Está bem dentro do mundo, mas não depende deste por uma relação de pertença, nem procura impor-se ao mundo por aqueles laços que o prenderiam: força bruta, astúcia, diplomacia, mentira... Jesus ganha o mundo para Deus pela palavra da verdade.

“Para isto eu nasci e vim ao mundo: para dar testemunho da verdade” (Jo 18,37). Jesus é a palavra da verdade em pessoa. Nele a verdade é levada à fala. E que verdade? A verdade lógica, científica? Não. Na Bíblia, verdade significa firmeza, confiabilidade, fidelidade. Jesus é a palavra “cheia de graça e verdade” (Jo 1,14), a palavra em que o amor leal e fiel de Deus vem à tona e se dirige a nós: amor e fidelidade em palavras e atos. É Deus se manifestando. Essa “verdade”, Jesus a revela dando sua vida até o fim. Esse é o sentido desta declaração, feita três horas antes de sua morte, ao ser interrogado por Pôncio Pilatos, que não entende...

Jesus é o reino de Deus em pessoa. Não reino de opressão, mas reino de amor fiel, reino de rosto humano – o amor humano de Deus por nós, manifestado no dom da vida de Jesus, que reina desde a cruz. A opressão exercida pelos reinos deste mundo, Jesus a venceu definitivamente pela veracidade do amor fiel de Deus. Ora, quem faz existir o amor fiel de Deus no mundo de hoje somos nós. Por isso Jesus nos convida: “Quem é da verdade escuta a minha voz”.

(Parte do Roteiro Homilético foi elaborada pelo Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. Konings é Colunista do Dom Total. A produção do Roteiro Homilético é de responsabilidade direta do Pe. Jaldemir Vitório SJ, Reitor e Professor da FAJE.)

III. PISTAS PARA REFLEXÃO:

Os textos bíblicos desta celebração da solenidade de Cristo Rei, que marca o encerramento do Ano do Laicato, reportam-nos a tríplice missão, recebida no batismo, de sermos sacerdotes, reis e rainhas, profetas e profetisas. Como sacerdotes (II leitura), somos mediadores e servidores e convidados a viver em comunhão com Deus e com o outro. A nossa missão, como reis e rainhas, é estar a serviço do Reino de Deus, da mesma forma que Jesus Cristo é Rei porque instaurou o Reinado do Pai, realidade dinâmica que vai crescendo progressivamente até atingir o seu objetivo final: a total soberania de Deus.

Como profetas e profetisas, somos chamados a anunciar o evangelho, consolar as pessoas, alimentando suas esperanças, e a resistir àqueles que se opõem ao Reino. Este se expressa na vitória sobre todo mal e na percepção dos sinais de Deus em nossa história; portanto, não é algo somente para o futuro, mas depende de cada um de nós torná-lo sempre mais visível em nossa sociedade, assumindo também a vocação profética ao resistirmos à opressão e anunciarmos o amor e a justiça de Deus (I leitura).

Por isso, é oportuno nesta celebração nos perguntarmos: Em que consiste o Reino de Deus? Como percebemos seus sinais em nossa sociedade? O Reino de Deus está no centro de minha vida? Quais obstáculos impedem que o Reino se torne visível entre nós? Com estou assumindo a tríplice missão que recebi no batismo?


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Sugestões para a homilia

ATENÇÃO: Na página do Evangelho do Dia aqui no NPDBRASIL, no final de cada Liturgia Diária você encontra mais 3 sugestões de Homilias Diárias. Veja também o Comentário Exegético e mais sugestões de Homilias no índice das Liturgias Dominicais na página Homilias e Sermões.

Sugestões para a homilia

«Veio alguém semelhante a um filho de homem»

A visão de Daniel usa a expressão de «Filho do Homem». É uma expressão muito usada no Antigo e no Novo Testamento. Esta expressão poderia ser aplicada ao profeta, mas pelo teor da sua densidade e mistério só se pode aplicar a Cristo Jesus, Deus e Homem verdadeiro. O mesmo Cristo usou esta expressão aplicando-a a Si próprio.

São as referências da beleza do nosso Deus que se dignou encarnar e habitar entre nós. No quadro de Daniel, no seu apocalipse, na revelação final, ao terminar toda a história humana, o quadro contemplado é de vitória, grandeza, exaltação e de louvor.

Aos crentes, por entre tantos desafios, dificuldades e obstáculos importa propor viver na coragem e no testemunho da fé. Importa assumir a fragilidade da nossa humanidade que se levantará transformada no mistério pascal do «Filho do Homem».

Importa que toda a Palavra se centre na visão de Cristo, centro e ponto culminante da revelação de Deus, de toda a obra criada, de toda a história e de todo o mistério da redenção. E importa viver assim, em vida centralizada no seu mistério de encanto, beleza e santidade. E sem medo à doação total da vida, como testemunho eloquente.

«Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz»

É-nos recordado pelo Santo Padre que o nosso cristianismo depende da resposta que damos a Cristo e do lugar que Ele ocupa em nossa vida.

Na construção da nossa vida pessoal e colectiva, pessoa e comunidade, necessariamente procuramos fundamento para uma construção sólida, feliz e realizadora. Só Cristo pode ajudar o Homem e os Povos a encontrar o verdadeiro caminho de paz, felicidade e salvação.

Na realidade a nossa história encontrou tremendos fracassos, humilhações, desgraças e mortes porque pessoas e povos temem a realeza de Cristo, temem a clareza do Seu projecto e temem perder as suas seguranças egoístas, falsas e desumanas!

O Reinado de Cristo não se fundamenta na arrogância, na força, na violência, mas na aceitação de uma humanidade digna, assumida como projecto de Deus («Sua imagem e semelhança» e remida em Cristo), na doação, na justiça, na verdade e no amor. Por isso a Cruz de Cristo é o gesto mais supremo de oblação e de autenticidade frente a um «mundo» quase intransponível de iniquidade, mentira, violência, morte e oposição a Deus!

«Todos O verão, mesmo aqueles que O trespassaram».

O Apocalipse de São João foi escrito para animar os cristãos no meio de grandes desafios e perseguições: necessário evangelizar o mundo, sem grandes meios e pessoas; e necessário enfrentar as duras, constantes e difíceis perseguições.

João apela a uma vida doada, à maneira de Cristo Jesus, vencedor da morte, do mal e do pecado. Senhor do Universo, da História e do Homem.

Para cada um de nós fica a proposta: é necessário uma bela resposta à pessoa de Jesus Cristo, Deus verdadeiro e Homem verdadeiro. É necessário um compromisso honesto, coerente, constante e total ao Seu projecto de Amor. É necessário compreender o cristianismo como algo dinâmico a exigir a nossa entrega, a nossa doação, a Cruz.

Também pelo nosso contributo, enxertados em Cristo, no seu Mistério Pascal, seremos vencedores e ajudaremos a vencer.

Neste contributo e compromisso de amor, de doação, tornaremos visível o Deus que vale a pena amar e seguir. Se vivermos a coerência deste projecto, pela santidade, muitos hão-de encontrar e contemplar Jesus.

No final de todas as coisas surgirá a vitória final: «Todos O verão, mesmo aqueles que O trespassaram». A força do amor perdoará na eternidade da beleza, grandeza e santidade do nosso Deus.

Fala o Santo Padre

Queridos irmãos e irmãs!

Neste último domingo do ano litúrgico celebramos a solenidade de Cristo Rei do Universo. O Evangelho de hoje repropõe-nos uma parte do dramático interrogatório ao qual Pôncio Pilatos submeteu Jesus, quando lhe foi entregue com a acusa de ter usurpado o título de «rei dos Judeus».

Às perguntas do governador romano, Jesus respondeu afirmando que era rei, mas não deste mundo (cf. Jo 18, 36). Ele não veio para dominar sobre os povos e territórios, mas para libertar os homens da escravidão do pecado e reconciliá-los com Deus. E acrescentou: «Para isto nasci, para isto vim ao mundo: para dar testemunho da Verdade. Todo aquele que vive da Verdade escuta a minha voz» (Jo 8, 37).

Mas qual é a «verdade» que Cristo veio testemunhar no mundo? Toda a sua existência revela que Deus é amor: portanto, é esta a verdade da qual Ele deu testemunho pleno com o sacrifício da sua própria vida no Calvário. A Cruz é o «trono» do qual manifestou a sublime realeza de Deus-Amor: oferecendo-se em expiação pelos pecados do mundo, Ele derrotou o domínio do «príncipe deste mundo» (Jo 12, 31) e instaurou definitivamente o Reino de Deus. Reino que se manifestará em plenitude no fim dos tempos, quando todos os inimigos, e por fim a morte, tiverem sido submetidos (cf. 1 Cor 15, 25-26). Então o Filho entregará o Reino ao Pai e finalmente Deus será «tudo em todos» (1 Cor 15, 28). O caminho para chegar a esta meta é longo e não admite atalhos: de facto, é necessário que cada pessoa acolha livremente a verdade do amor de Deus. Ele é Amor e Verdade, e quer o amor quer a verdade nunca se impõem: batem à porta do coração e da mente e, onde podem entrar, trazem paz e alegria. É este o modo de reinar de Deus; este é o seu projecto de salvação, um «mistério» no sentido bíblico da palavra, isto é, um desígnio que se revela pouco a pouco na história.

Com a realeza de Cristo foi associada de maneira muito singular a Virgem Maria. A ela, humilde jovem de Nazaré, Deus pediu que fosse a Mãe do Messias, e Maria correspondeu totalmente a esta chamada unindo o seu «sim» incondicionado ao do Filho Jesus e tornando-se obediente com Ele até ao sacrifício. Por isto Deus a exaltou acima de cada criatura e Cristo coroou-a Rainha do Céu e da Terra. Confiamos à sua intercessão a Igreja e a humanidade inteira, para que o amor de Deus possa reinar em todos os corações e se cumpra o seu desígnio de justiça e de paz.

Bento XVI, Angelus, 26 de Novembro de 2006


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 34º Domingo do Tempo Comum (Solenidade de Cristo Rei), procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.

2. BILHETE DE EVANGELHO.
Dois homens presentes para um processo: Pilatos e Jesus. O primeiro tem uma autoridade que vem dos homens, tem um poder sobre eles, é ele, em último grau, que decide sobre a vida de Jesus, libertação ou condenação à morte. Mas Pilatos exerce o seu poder sob o medo, a verdade mete-lhe medo. Face a este homem, Jesus apresenta-Se com a fraqueza de um condenado, a sua única força é o testemunho que presta à verdade. Jesus desarma Pilatos que pergunta: «que é a Verdade?». Este rei sem exército, com uma coroa de espinhos na cabeça, revestido de um manto vermelho, só pede uma coisa: que se escute a sua voz a fim de se pertencer como Ele à verdade. O drama que se desenrola no palácio de Pilatos é o drama da humanidade que procura onde está a verdade. Por vezes, ela vira-se para os poderosos deste mundo, que não sabem que só um pôde dizer «Eu sou a Verdade!» e que só a verdade nos pode tornar livres.

3. À ESCUTA DA PALAVRA.
«Eu vim ao mundo para dar testemunho da verdade». E que é a verdade? - pergunta Pilatos. E nós também… Tantas formas de ver a verdade, mesmo nas religiões… Cada um procura fabricar a sua pequena verdade pessoal… Porém, a verdade só se pode encontrar em Jesus. Ele veio para olhar os homens à luz do olhar de seu Pai, para testemunhar esse olhar. Jesus pôde dizer "Eu sou a Verdade", porque seu Pai encarregou-O de chegar a cada ser humano na última profundidade do ser. Só o olhar do Pai pode dizer a última verdade de cada ser. Este olhar só pode ser amor infinito. Eis porque Jesus não pode condenar ninguém, nem sequer Pilatos, nem os seus carrascos. Cristo Rei do universo? Sim, sob a condição de não se esquecer que o seu Reino não é somente o amor da verdade. É primeiramente a Verdade do Amor.

4. PARA A SEMANA QUE SE SEGUE…
Balanço anual... Acabar um ano é também dar graças por tudo aquilo que pudemos viver. Individualmente, em família e em comunidade, fazer o balanço do ano que passou… Recordar alguns momentos concretos do ano litúrgico que marcaram o dinamismo do crescimento da fé, a nível pessoal e comunitário…

LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS: Aceitai, Senhor, este sacrifício da reconciliação humana e, pelos méritos de Cristo vosso Filho, concedei a todos os povos o dom da unidade e da paz. Por Nosso Senhor…

Prefácio: Cristo, Sacerdote e Rei do universo

V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.

V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte. Com o óleo da alegria consagrastes Sacerdote eterno e Rei do universo o vosso Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, para que, oferecendo-Se no altar da cruz, como vítima de reconciliação, consumasse o mistério da redenção humana e, submetendo ao seu poder todas as criaturas, oferecesse à vossa infinita majestade um reino eterno e universal: reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de Justiça, de amor e de paz. Por isso, com os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz: SANTO

Monição da Comunhão: Que a comunhão seja um compromisso sério com Aquele que dá a vida por mim, Jesus Cristo, filho de Deus. Que Ele me alimente na minha caminhada de fortaleza e audácia no testemunho do seu projecto de vida e amor.

Sl 28, 10-11
ANTÍFONA DA COMUNHÃO: O Senhor está sentado como Rei eterno; O Senhor abençoará o seu povo na paz.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO: Senhor, que nos alimentastes com o pão da imortalidade, fazei que, obedecendo com santa alegria aos mandamentos de Cristo, Rei do universo, mereçamos viver para sempre com Ele no reino celeste. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

RITOS FINAIS

Monição final: O encontro com Jesus Cristo, converte-me, faz-me discípulo que tem consciência da missão de servir, amar e doar-se. Que Maria, nossa Mãe, nos ensine pela força da Sua docilidade e confiança, a não ter medo de entregar a vida na cruz da doação e da caridade.


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HOMILIAS FERIAIS

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TEMPO COMUM

34ª SEMANA

2ª Feira, 26-XI: Vida eterna e desprendimento.

Dan 1, 1-6. 8-20 / Lc 21, 1-4
Então afirmou: Em verdade vos digo: Esta viúva deitou mais que todos.

Para alcançarmos a vida eterna, precisamos viver o desprendimento dos bens materiais. A viúva foi de uma grande generosidade, pois ofereceu «todos os recursos que possuía» (Ev). Não poderemos ser um pouco mais generosos? Também precisamos viver a sobriedade na comida e bebida. Os quatro jovens israelitas prescindiram da comida do rei e do vinho, contentando-se com legumes e água (Leit). Quando nos sentamos à mesa somos capazes de oferecer algum pequeno sacrifício?

3ª Feira, 27-XI: O novo Reino e o novo Templo.

Dan 2, 312-45 / Lc 21, 5-11
No tempo desses reis, o Deus do Céu fará surgir um Reino que nunca será destruído.

As Leituras têm um elemento em comum: não ficará pedra sobre pedra nos reinos a seguir a Nabucodonossor (Leit) e no Templo de Jerusalém (Ev). A primeira Leitura profetiza o aparecimento de um Reino, o reino de Deus, que nunca será destruído. Aumentemos a nossa fé. A segunda Leitura anuncia que o novo Temploserá o próprio Deus, que está presente em toda a parte, e não fica limitado ao templo de Jerusalém. Deus está muito perto de nós.

4ª Feira, 28-XI: Valor das nossas vidas aos olhos de Deus.

Dan 5, 1-6. 13-14. 16-17. 23-28 / Lc 21, 12-19
Tequel: Pesado foste na balança e achado sem peso.

Enquanto o rei Baltasar teve uma vida fútil e foi achado sem peso (Leit), Jesus diz aos discípulos que, com a sua ajuda poderão enfrentar todas as dificuldades (Ev). Deus avaliará o peso da nossa vida, depois da nossa morte. Precisamos dar um pouco de profundidade às nossas acções, fazê-las na presença de Deus, eliminar a superficialidade, etc. E, por outro lado, precisamos contar sempre com a ajuda de Deus, pois sozinhos pouco poderemos fazer.

5ª Feira, 29-XI: Um bom testemunho de fé leva a muitas conversões.

Dan 6, 11-28 / Lc 21, 20-28
O rei dirigiu-se a Daniel e disse-lhe: «Oxalá te salve o teu Deus, a quem serves com tanta firmeza».

O rei Dário descobriu em Daniel um homem crente, firme nas suas convicções (Leit). Não desesperou pelo facto de ser lançado na cova dos leões, tal a confiança que tinha em Deus: «quando o retiraram da cova, não lhe encontraram qualquer beliscadura, porque ele tinha confiado no seu Deus» (Leit). O rei, ao ver tudo o que tinha acontecido, converteu-se e pediu a todo o seu povo que acreditasse em Deus: «Em toda a extensão do meu reino, deve temer-se e respeitar-se o Deus de Daniel». Se dermos um bom testemunho da nossa fé haverá muitas conversões.

6ª Feira, 30-XI: Preencher bem o livro da vida.

Dan 7, 2-14 / Lc 21, 29- 33
O tribunal entrou em sessão, e os livros foram abertos.

Nesta visão de Daniel aparece em primeiro lugar o julgamento de cada um de nós, constando as nossas obras dos livros. Procuremos preencher cada página do livro da nossa vida com boas obras e muita contrição pelos males que tivermos feito. Em segundo lugar aparece o filho do Homem, Cristo, a quem todos devem servir. Deste modo poder-se-á estabelecer um Reino eterno e universal: Reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, Reino de justiça, de amor e de paz (Prefácio de Cristo Rei). Colaboremos na instauração deste Reino.

Sábado, 1-XII: A entrada no reino eterno de Deus.

Dan 7, 15-27 / Lc 21, 34-36
Os que irão receber o Reino são os santos do Altíssimo: possuirão esse reino para sempre e por toda a eternidade.

Vale a pena entrar neste Reino, que é eterno. Para isso é preciso que lutemos aqui na terra para sermos santos (Leit), vivendo muito bem todas as virtudes e aproveitando todas ocasiões para amar a Deus. Mas também é preciso evitar «que os vossos corações se tornem pesados, com a intemperança, a embriaguez e as preocupações da vida» (Ev). Ficaremos mais leves se vivermos as bem-aventuranças: pobreza de espírito, pureza de coração, aceitação dos sofrimentos, das injustiças, etc.

Celebração e Homilia: ARMANDO RODRIGUES DIAS
Nota Exegética: GERALDO MORUJÃO
Homilias Feriais: NUNO ROMÃO
Sugestão Musical: DUARTE NUNO ROCHA

UNIDOS PELA PALAVRA DE DEUS
PROPOSTA PARA ESCUTAR, PARTILHAR, VIVER E ANUNCIAR A PALAVRA NAS COMUNIDADES DEHONIANAS
Grupo Dinamizador: P. Joaquim Garrido, P. Manuel Barbosa, P. José Ornelas Carvalho
Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos)
Rua Cidade de Tete, 10 – 1800-129 LISBOA – Portugal
Tel. 218540900 – Fax: 218540909
scj.lu@netcabo.pt – http://www.dehonianos.org/portal/


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QUE DEUS ABENÇOE A TODOS NÓS!

Oh! meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno,
levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente
as que mais precisarem!

Graças e louvores se dê a todo momento:
ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!

Mensagem:
"O Senhor é meu pastor, nada me faltará!"
"O bem mais precioso que temos é o dia de hoje!    Este é o dia que nos fez o Senhor Deus!  Regozijemo-nos e alegremo-nos nele!".

( Salmos )

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